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Muito bom a Seleção vencer bem, mesmo uma Seleção frágil, sem a presença do aposentado. 
Se não vence, iam seguir no discurso de que a Seleção precisa dele pra conseguir algo.

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6 horas atrás, Masca disse:

Muito bom a Seleção vencer bem, mesmo uma Seleção frágil, sem a presença do aposentado. 
Se não vence, iam seguir no discurso de que a Seleção precisa dele pra conseguir algo.

Eu espero que o Ancelotti tenha visto algumas coisas importantes nessa partida de hoje.

Uma delas é que esse esquema que ele usou no primeiro tempo, e já vem usando há algum tempo, é uma merda.

Outra é que quem está entrando nos jogos está pedindo passagem. Tem muuuuita gente que tá sendo escalada só por nome. Espero que contra o Egito a gente veja essas figurinhas carimbadas no banco.

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5 horas atrás, StrongAxe disse:

Eu espero que o Ancelotti tenha visto algumas coisas importantes nessa partida de hoje.

Uma delas é que esse esquema que ele usou no primeiro tempo, e já vem usando há algum tempo, é uma merda.

Outra é que quem está entrando nos jogos está pedindo passagem. Tem muuuuita gente que tá sendo escalada só por nome. Espero que contra o Egito a gente veja essas figurinhas carimbadas no banco.

Danilo pegar banco para Paquetá é um absurdo.

Postado (editado)

Eu acho que o Ancelotti tinha que tentar pelo menos uma vez uma trinca no meio e no Ataque.

Queria ver um time com Casemiro,Bruno,Danilo(Paquetá).

E no ataque Raphinha, Vini e Endrick.

eu acho que dá para ele adaptar um 4 4 2.

o Raphinha volta pelo lado direito e Vini com Endrick de atacante soltos.

Libera o Wesley ma direita para apoiar ô Raphinha e segura o Alexsandro quase que como 3 zagueiro. Na esquerda ele solta os meio campistas e Vini JR cai por ali, mas sem ficar Fixo. Endrick também deixa com liberdade.

Matheus cunha para mim atrapalha o time. Me lembra um pouco o Firmino, que não tinha uma posição para ele jogar. 
Não consigo ver o time contra uma seleção mais forte, não parecer vulnerável. Só que pelo volume de meio campista na convocação, vamos morrer nesse esquema mesmo 

Editado por tod
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2 horas atrás, Masca disse:

Danilo pegar banco para Paquetá é um absurdo.

Na verdade os dois é que estão pegando banco, enquanto o Bruno Guimarães não faz nada em campo. Danilo hoje merece ser titular, mas se o Paquetá jogar sempre o que jogou ontem, também merece uma vaguinha. Pra mim foi o melhor em campo.

20 minutos atrás, tod disse:

Matheus cunha para mim atrapalha o time. Me lembra um pouco o Firmino, que não tinha uma posição para ele jogar.

Exato, excelente comparação. Eu acho o Cunha insosso pra caralho, ninguém sabe onde ele rende melhor, e aí fica nessa de cosplay do Firmino e se escalando por nome. Eu sou super a favor de bancar ele e ir com uma trinca de meio de campo. Esse 4-2-4 tem que acabar pra ontem.

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O que eu não tô entendendo é que a galera aqui tá falando o óbvio, e não tem previsão do Ancelotti fazer essas mudanças. Eu tava acostumado com esse padrão na época do Dunga... 

Postado (editado)
10 horas atrás, StrongAxe disse:

Eu espero que o Ancelotti tenha visto algumas coisas importantes nessa partida de hoje.

Uma delas é que esse esquema que ele usou no primeiro tempo, e já vem usando há algum tempo, é uma merda.

Outra é que quem está entrando nos jogos está pedindo passagem. Tem muuuuita gente que tá sendo escalada só por nome. Espero que contra o Egito a gente veja essas figurinhas carimbadas no banco.

Desde o Tite no ciclo de 22, todos os técnicos da seleção têm adotado esse 4-2-4 posicional mela-cueca. Até o Diniz, que eu achei que ia mudar a formação, continuou usar essa merda. Deve ser regra da CBF, não é possível isso.

Minhas considerações e palpites sobre o jogo x Panamá e sobre a Copa:

- O Brasil parece que tem um cronômetro para atacar, igual num jogo de basquete. Parece que jogam um jogo de EPL em que é tabu temporizar: os nossos "premierleagues" são viciados em correria. Esticam toda bola, mesmo quando o atacante não tem vantagem. Segurar a bola por um minuto, mesmo sem progredir, é útil. Esconde intenções, obriga o adversário a pensar. Mesmo para fazer transição, existe uma diferença entre velocidade e pressa. E esse time é apressado, não veloz. É um problema crônico dessa seleção que eu percebi nesse ciclo. Era pra ter testado Breno Bidon, Arthur e Marcos Antônio durante o ciclo, agora já era...

- Um dos atacantes vai perder a vaga de titular para um meia até o mata-mata da Copa. Meu palpite: Raphinha ou Matheus Cunha. Uma tradição da Copa do Mundo é que a equipe campeã raramente é a que estreia. Tite ignorou isso. Eu acho que Raphinha mais atrapalha que ajuda nessa seleção. O Carletto tá dando chance porque espera que ele encontre o protagonismo do Barcelona pela seleção, mas sem o Yamal não tem Raphinha. A realidade vai bater na fase de grupos...

- Pessoal aí das redes tá subestimando bastante o grupo do Brasil, hein? Grupo do Brasil é bem pior do que parece. Acho que o Brasil vai se enrolar contra a Escócia. A Escócia é um time que imagino se sentindo muito bem estacionando o ônibus por 90 minutos e rebatendo cruzamentos. Já vejo aquele gol cagado do McGinn ou do McTominay com o Alisson/Ederson aceitando. Jogo de estreia contra Marrocos tem cara de empate/derrota. Só o Haiti que é baba fácil, os caras não devem comer há um mês.

- O chaveamento do Brasil pós fase de grupos em 2026 tá bem mais difícil do que nas copas anteriores: França, Portugal, Argentina e Inglaterra e as seleções que vão ser as possíveis surpresas dessa copa (Noruega e Japão). Só pedrada e tubarão pela frente. Se passar em 1º, vai pegar França/Noruega. É melhor passar em 2º na fase de grupos e pegar Japão/Holanda. E pode acontecer, caso empate com Marrocos no primeiro jogo e com a Escócia no terceiro e tiver vencedor entre eles.

- Totalmente desnecessário a renovação com o Ancelotti nesse momento. Não fez nada no ciclo atual que justifique a renovação. A última temporada dele no Madrid me deixou ressabiado. E o tempo dele na seleção aumentou ainda mais isso. Ele parece que tá girando a mesma chave que o Tite girou lá em 2017, no trágico amistoso contra a Inglaterra (quem lembra?)...
"mas tem que dar um ciclo inteiro". Felipão não precisou de um ciclo inteiro. Zagallo também não. Aliás qual técnico campeão mundial pelo Brasil teve um ciclo inteiro? Ser técnico de uma determinada prateleira não é garantia de nada.

- Outra coisa que estão comentando muito aí nas redes que eu queria entender: achar que esse grupo é um dos melhores recentes. Vi gente dizendo que é o melhor desde 2006. Não tem lateral. Zaga ok. Não tem goleiro. Tiraram o Casemiro do congelador porque não tem volante. 20 pontas. Armador? Se tivesse, ninguém ia pedir o Neymar todo lascado de lesão. É a pior seleção brasileira da história. Tem chance de ganhar? Talvez, mas seria como azarão. Teria que ser na linha do que o Dunga fez em 2010 ou que o Renato fez no Flu no Mundial de Clubes do ano passado: fechar a casinha e puxar o contra-golpe com os jogadores da frente. Os melhores jogos que o Brasil fez contra seleções grandes nesse ciclo (amistosos x Espanha e Inglaterra), foi jogando dessa maneira. O Brasil tem elenco pra isso. O problema é se o Velho vai levar isso pra frente/ter isso na cabeça, já que eu não acredito que os times que ele tenha comandado no passado (Real Madrid, Everton, Milan, Juventus, PSG), tenham jogado dessa forma.

Aliás, loucura essa quantidade de pontas que essa geração tem. Brasil só sabe formar isso hoje em dia? Difícil entender o que se passa nas cabeças do pessoal que comanda as academias de base daqui: importaram o beába guardiolista da Europa, "pasteurizaram" essa merda nas bases daqui e agora a gente forma em massa esses pontinhas burros pra exportar a um bom preço rápido pra Europa. Cenário assustador que explica esse vazio de lateral que preste por aqui...

Editado por killerkrieger
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3 horas atrás, StrongAxe disse:

Na verdade os dois é que estão pegando banco, enquanto o Bruno Guimarães não faz nada em campo. Danilo hoje merece ser titular, mas se o Paquetá jogar sempre o que jogou ontem, também merece uma vaguinha.
Pra mim foi o melhor em campo.

porra, mas aquele 424 mambembe nem da pra levar em consideração. O time fica jogando parecendo futebol de 2ª série na escola

  • Diretor Geral
Postado

É tigrada, o 4-2-4 xexelento me parece algo meio definido já mesmo. Vai precisar tomar uma porrada na cabeça dentro da Copa pra daí, quem sabe, o nosso Carleto pensar em mudar. Isso se der tempo.

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Só pode ser brincadeira Léo Peneira de titular. Bruno G. jogando literalmente pelo nome, com Danilo Santos patrolando. Rayan eu gosto, tem entrado muito bem. Igor Thiago sei lá, só fez gol de pênalti. Eu deixaria Endrick ali de 9, ou Rayan, com Endrick pela direita. Pena que o italiano não gosta dele. Luiz Henrique acho ótima opção pra 2º tempo.

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12 horas atrás, Leho. disse:

É tigrada, o 4-2-4 xexelento me parece algo meio definido já mesmo. Vai precisar tomar uma porrada na cabeça dentro da Copa pra daí, quem sabe, o nosso Carleto pensar em mudar. Isso se der tempo.

Raphinha centralizado é maluquice. Eu tô torcendo muito para que Thiago assuma a titularidade no ataque.

10 minutos atrás, twitch.tvstayheavy87 disse:

Só pode ser brincadeira Léo Peneira de titular. Bruno G. jogando literalmente pelo nome, com Danilo Santos patrolando. Rayan eu gosto, tem entrado muito bem. Igor Thiago sei lá, só fez gol de pênalti. Eu deixaria Endrick ali de 9, ou Rayan, com Endrick pela direita. Pena que o italiano não gosta dele. Luiz Henrique acho ótima opção pra 2º tempo.

Léo Pereira convocado já é maluquice, piorou como titular (mesmo em amistoso). Thiago foi vice-artilheiro da PL, atrás apenas da anomalia Haaland, além de ter um porte físico e estilo de jogo bem diferente de Endrick. Pra esse meio-campo maluco aí, acho Thiago melhor, até pra ser um pivô.

  • Diretor Geral
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12 horas atrás, twitch.tvstayheavy87 disse:

Só pode ser brincadeira Léo Peneira de titular. Bruno G. jogando literalmente pelo nome, com Danilo Santos patrolando. Rayan eu gosto, tem entrado muito bem. Igor Thiago sei lá, só fez gol de pênalti. Eu deixaria Endrick ali de 9, ou Rayan, com Endrick pela direita. Pena que o italiano não gosta dele. Luiz Henrique acho ótima opção pra 2º tempo.

Calma bicho, o Gabriel Magalhães será o titular hahahaha, ao lado do Marquinhos. O Léo só vai ser titular amanhã por conta do desgaste do Gabriel na temporada, o cara tava disputando final de Champions no sábado passado, não teve descanso e acusou cansaço muscular. Vai ser preservado, inteligentemente diga-se.

O B. Guimarães eu também tenho minhas ressalvas, nunca me conquistou com a amarelinha apesar de eu gostar mt dele jogando no Newcastle. De qualquer forma, ainda acho OK sua titularidade. O Danilo mt provavelmente vai conquistar seu espaço nesse time, tá jogando demais com essa camisa e acho questão de tempo pra isso ocorrer. Torcedores calma, kkkkkkkk!

Já no ataque eu nem acho que o Carleto não goste do Endrick, caso contrário não teria nem convocado. Eu acho que o italiano tá experimentando os caras ali na frente pra ver quem responde melhor e qual combinação entre eles dá mais liga. Agora, dentre todos ali na frente, o Igor é quem mais tem o perfil de CA né (até pela biotipia), por isso deve ser o escolhido quando o treineiro quiser alguém pra fazer a referência na área.

 

12 horas atrás, Masca disse:

Raphinha centralizado é maluquice. Eu tô torcendo muito para que Thiago assuma a titularidade no ataque.

[...]

O Raphinha já jogou assim no Barça, não é novidade pra ele. A questão pra mim é ele "jogar bem" independente da posição/função em campo, coisa que ele não anda fazendo recentemente. Seja de ponta, seja de meia central, ele precisa nos ajudar primeiro com bom desempenho.

Sobre o Léo, eu nem acho essa catástrofe toda que mt gente pinta dele na Seleção, acho um nome OK pra ser reserva. Tinha gente melhor? Tinha claro, mas usar isso pra atacar o cara eu acho sacanagem... ele evoluiu bastante no Flamengo e se tornou um bom zagueiro.

Postado
7 horas atrás, Leho. disse:

Calma bicho, o Gabriel Magalhães será o titular hahahaha, ao lado do Marquinhos. O Léo só vai ser titular amanhã por conta do desgaste do Gabriel na temporada, o cara tava disputando final de Champions no sábado passado, não teve descanso e acusou cansaço muscular. Vai ser preservado, inteligentemente diga-se.

O B. Guimarães eu também tenho minhas ressalvas, nunca me conquistou com a amarelinha apesar de eu gostar mt dele jogando no Newcastle. De qualquer forma, ainda acho OK sua titularidade. O Danilo mt provavelmente vai conquistar seu espaço nesse time, tá jogando demais com essa camisa e acho questão de tempo pra isso ocorrer. Torcedores calma, kkkkkkkk!

Já no ataque eu nem acho que o Carleto não goste do Endrick, caso contrário não teria nem convocado. Eu acho que o italiano tá experimentando os caras ali na frente pra ver quem responde melhor e qual combinação entre eles dá mais liga. Agora, dentre todos ali na frente, o Igor é quem mais tem o perfil de CA né (até pela biotipia), por isso deve ser o escolhido quando o treineiro quiser alguém pra fazer a referência na área.

O Raphinha já jogou assim no Barça, não é novidade pra ele. A questão pra mim é ele "jogar bem" independente da posição/função em campo, coisa que ele não anda fazendo recentemente. Seja de ponta, seja de meia central, ele precisa nos ajudar primeiro com bom desempenho.

Sobre o Léo, eu nem acho essa catástrofe toda que mt gente pinta dele na Seleção, acho um nome OK pra ser reserva. Tinha gente melhor? Tinha claro, mas usar isso pra atacar o cara eu acho sacanagem... ele evoluiu bastante no Flamengo e se tornou um bom zagueiro.

Raphinha tá jogando com o nome na seleção há muito tempo...  Na verdade acho que o único jogo bom realmente dele pela seleção foi o primeiro, quando ainda ele jogava no Leeds.

Também acho que o Ancelotti tá testando todo mundo mesmo pra saber o que dá pra encaixar e acho que é questão de tempo pra cair um jogador de ataque e ele entrar com Paquetá ou o único Danilo útil da seleção.

Em 94 tivemos que sacar o Raí pro time encaixar, em 2002 saiu Juninho Paulista pra entrar KLEBERSON.  

No próprio Real, Ancelotti mandou o Ozil (com 80 assistências em 150 jogos) pra pqp e colocou o Casemiro pra equilibrar o time.

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Saiu no GE que Paquetá vai ser titular. 
 

“O Brasil vai a campo com Alisson, Wesley, Marquinhos, Léo Pereira e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães, Lucas Paquetá e Raphinha; Igor Thiago e Vini Júnior.”

Danilo foi nosso melhor meia nos últimos jogos mas vai seguir no banco.

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7 horas atrás, Leho. disse:

Sobre o Léo, eu nem acho essa catástrofe toda que mt gente pinta dele na Seleção, acho um nome OK pra ser reserva. Tinha gente melhor? Tinha claro, mas usar isso pra atacar o cara eu acho sacanagem... ele evoluiu bastante no Flamengo e se tornou um bom zagueiro.

Eu acho ele “ok” demais pra ser um dos nossos zagueiros em uma Copa do Mundo. Especialmente quando temos zagueiros como Murilo e Beraldo, por exemplo, atuando em um nível muito maior.

  • Diretor Geral
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5 horas atrás, Lewiks disse:

Raphinha tá jogando com o nome na seleção há muito tempo...  Na verdade acho que o único jogo bom realmente dele pela seleção foi o primeiro, quando ainda ele jogava no Leeds.

Também acho que o Ancelotti tá testando todo mundo mesmo pra saber o que dá pra encaixar e acho que é questão de tempo pra cair um jogador de ataque e ele entrar com Paquetá ou o único Danilo útil da seleção.

Em 94 tivemos que sacar o Raí pro time encaixar, em 2002 saiu Juninho Paulista pra entrar KLEBERSON.  

No próprio Real, Ancelotti mandou o Ozil (com 80 assistências em 150 jogos) pra pqp e colocou o Casemiro pra equilibrar o time.

Raphinha tá foda mesmo, é um futebol mt "meia bomba" na Seleção. Aliás, ele e vários outros tão assim também né, o próprio Vini, BG, enfim.

E sobre a mudança dos titulares, também acho que vai acontecer. Só espero que não seja tarde demais, Copa é torneio de tiro curto, o treineiro precisa ler rápido essas situações e mexer ainda mais rápido no time pra não perder tempo e conseguir avançar. O Tite pecou bastante nesse ponto nas duas anteriores.

 

3 horas atrás, Masca disse:

[...] Danilo foi nosso melhor meia nos últimos jogos mas vai seguir no banco.

Mas o Danilo Santos não disputa espaço com os volantes? Essa terceira vaga no meio-campo não seria de um meia mais ofensivo, como é o Paquetá? Porque se for escalar um setor com Casemiro, BG e Danilo S., quem será a peça criativa desses 3 na fase de ataque? O Bruno? Acho meio foda hein.

No mais, fico mais feliz em ver o Carlo testando esse esquema com o Paquetá e o Igor Thiago titulares, um meia e um CA. A ver como vai andar o time assim.

 

3 horas atrás, Masca disse:

Eu acho ele “ok” demais pra ser um dos nossos zagueiros em uma Copa do Mundo. Especialmente quando temos zagueiros como Murilo e Beraldo, por exemplo, atuando em um nível muito maior.

Concordo... concordo contigo, eu também preferiria ver Murillo ou Beraldo convocados pra essa vaga, isso é ponto pacífico, só acho exagerado pra caralho o pessoal ficar rasgando o cu toda vez que o Léo Pereira for acionado nesse time do Ancelotti.

Ele é OK pra um nível internacional e não acho o fim do mundo se precisarmos escalá-lo. Ponto.

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blz mas os stats kill/assist do menino ney ngm comenta neh

  • Diretor Geral
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Em 2006, a França eliminou um Brasil fora de forma e de futebol horrível, que virou alvo de inexplicável nostalgia

Texto de Felipe Lobo,
publicado originalmente em 3 de julho de 2021 na (velha) Trivela, reeditado e revisado

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Ter talento sempre foi uma marca do futebol brasileiro. Há uma crença que o talento, por si, sempre fez diferença. Sabemos que isso é um pensamento raso, mas não importa: continua sendo repetido. No dia 1º de julho de 2006, nem todo o talento do Brasil foi capaz de apresentar um futebol razoável, que dirá de qualidade. Naquele dia, a França varreu o Brasil da Copa 2006 e destruiu uma Seleção que era um arremedo, mas que, inexplicavelmente, seria vista com nostalgia, anos depois, nas redes sociais.

Foi naquele dia que Zinedine Zidane elevou o futebol como arte para eliminar a seleção brasileira. Um jogo que teve um time claramente superior e outro que chegava ao último capítulo de uma campanha decepcionante. A Seleção de 2006 tem fotos pesadas, mas jogos horrorosos no seu currículo. Uma Copa que o Brasil se ancorou em resultados conseguidos com um futebol pobre e que não resistiu ao primeiro grande desafio que enfrentou.

A nostalgia por vezes nos traz um apego ao que era bom, apagando o que era ruim. Uma constelação de craques que mais parecia um time de videogame, que talvez fosse um sonho de Winning Eleven, muito popular na época. Em campo, os craques do ataque estavam fora de forma, jogaram futebol horrível e acabaram eliminados, justamente, por uma seleção que tinha, sim, um supercraque, Zidane, mas tinha, antes de tudo, um time.

Os Bleus tiraram da Copa a Seleção que o mundo esperava que desse espetáculo. Só que o time só existiu no videogame. E como isso aconteceu?

■ Como surgiu a empolgação

Havia motivos para empolgação com a seleção brasileira antes da Copa do Mundo de 2006. O time tinha muitos craques e o problema, naquela época, era como combinar todos eles em campo. Em 2004, por exemplo, o Brasil levou à Copa América um time de reservas, usada como testes para Parreira peneirar jogadores.

Viu Adriano emergir como um jogador que precisava estar no time principal. Fazendo jus ao nome, Adriano se tornou imperativo no time principal. Dali em diante, ganharia espaço, até se tornar um titular. O problema é que a posição dele era a de um supercraque da história do Brasil: Ronaldo.

Começou a se falar, então, de um quadrado mágico. Vale dizer que a alcunha foi criada pela imprensa, não por Carlos Alberto Parreira. O que ele fez foi criar um time que encaixasse os quatro jogadores mais badalados daquela seleção: Kaká, Ronaldinho, Adriano e Ronaldo.

O problema é que esse time entrou em campo apenas três vezes antes da Copa do Mundo — uma única vez nas eliminatórias, contra a Venezuela, e dois amistosos de aquecimento imediato antes do torneio. Geralmente, um deles estava de fora, permitindo a entrada, por exemplo, de Robinho. Foi o que aconteceu, por exemplo, na Copa das Confederações de 2005, o ponto alto daquele time. Ronaldo não estava no elenco e o ataque teve Kaká, Ronaldinho, Robinho e Adriano. Em outros momentos, era Ronaldinho que não estava e Robinho entrava também no lugar.

Houve momentos em que realmente a empolgação era grande e era justificada: o time tinha um ataque que reunia algumas das maiores estrelas mundiais. Um dos grandes jogos daquele time aconteceu na reta final das Eliminatórias da Copa, em 5 de junho de 2005. Foi quando o Brasil teve em campo um time muito parecido com o que iria para a Copa, com Zé Roberto no meio-campo, Kaká, Ronaldinho, Robinho e Adriano mais à frente. A vitória por 4 a 1 sobre os paraguaios em Porto Alegre deixou uma ótima impressão. Mas Ronaldo estava fora, machucado.

Antes de partir para a Copa das Confederações, porém, o Brasil sofreu uma das derrotas mais doloridas. Diante da Argentina, em Buenos Aires, o Brasil de Parreira teve Kaká, Ronaldinho, Robinho e Adriano, mas foi vencido pela Argentina de José Pekerman, que tinha Hernán Crespo, Javier Saviola e Juan Román Riquelme, em grande noite. Foi dele a grande atuação daquele dia. Uma derrota dura diante de um adversário pesado, que mostrou que o Brasil tinha problemas contra adversários grandes.

■ A Copa das Confederações

A Copa das Confederações novamente não tinha Ronaldo, mas contou com Kaká, Ronaldinho, Robinho e Adriano. O Imperador, aliás, foi o grande destaque do time. Na estreia, 3 a 0 sobre a Grécia. Depois, ainda na fase de grupos, derrota por 1 a 0 para o México de Jared Borghetti (sempre ele) e empate por 2 a 2 com o Japão.

Nas semifinais, o time cresceu. Diante da anfitriã, Alemanha, vitória por 3 a 2, em mais uma grande atuação de Adriano Imperador, que fez dois gols. Foi a final que definitivamente colocou aquele time no imaginário das pessoas como o grande favorito à Copa do Mundo no ano seguinte.

A decisão seria contra a Argentina e, mais uma vez, o time passaria como um trator pelo adversário. Venceu por 4 a 1, com Adriano marcando mais duas vezes, gol de Kaká e gol de Ronaldinho. Robinho chegou naquele jogo à sua terceira assistência e foi muito bem no time. O título, com Ronaldinho como capitão, Kaká indo bem e um ataque explosivo com Adriano Imperador parecia um Brasil imparável. Até porque o time nem tinha levado seus dois laterais titulares, Cafu e Roberto Carlos, e nem Ronaldo. Todos eles estavam sendo poupados para a Copa do Mundo no ano seguinte.

O que deveria ser feito em termos de preparação já deveria ter sido feito. Ali era só para aquecer para o desafio que viria. A frase que marcaria a seleção brasileira de 2006 veio do seu comandante, Parreira, ainda em Weggis, na Suíça. “Nosso time não tem limitações, minha preocupação é apenas fazê-lo jogar sem bola.”

■ A preparação de um time datado taticamente

Na reta final das Eliminatórias, ainda em 2005, o Brasil tinha um time que vinha funcionando. Diante do Chile, em setembro daquele ano, por 5 a 0, com uma escalação que vinha com Kaká, Robinho, Adriano e Ronaldo. Você deve imaginar: tá, mas quem dava equilíbrio? O meio-campo tinha Emerson e Zé Roberto, que tentava encontrar uma forma de manter o time razoavelmente equilibrado. Não era uma tarefa fácil. Ou não seria, porque nas Eliminatórias, o Brasil sobrava.

Nos 18 jogos das Eliminatórias, só uma vez o que ficaria conhecido como quadrado mágico entrou em campo. Foi no dia 12 de outubro de 2005, quando enfrentou o pior (ou sempre um dos piores) time das Eliminatórias da Copa na América do Sul: a Venezuela. Diante de um adversário frágil, o time brasileiro, claro, fez a festa.

A escalação seria a mesma que começaria a Copa do Mundo no ano seguinte: Dida; Cafu, Lúcio, Juan e Roberto Carlos; Emerson e Zé Roberto; Kaká e Ronaldinho; Adriano e Ronaldo. O time estava desenhado, mas o desafio enfrentado não era lá grande coisa. Vitória por 3 a 0 sobre os venezuelanos no Estádio Mangueirão. Foi um primeiro teste, mas não foi muito além disso.

No ano da Copa, em 2006, o Brasil começou com um amistoso com a Rússia, em março, na última chance de algum tipo de teste. Ronaldinho não estava presente e quem jogou foi Ricardinho, que acabaria indo à Copa. Com ele em campo, a característica mudava. Mais meio-campista que Ronaldinho, ele ajudava a equilibrar um pouco o time, com Kaká, Adriano e Ronaldo mais à frente. O Brasil venceu por 1 a 0, gol de Ronaldo.

Naquela Copa de 2006, ficaria consagrado o que, na época, chamavam de esquema defensivo, um 4-5-1, que depois ficaria conhecido como 4-2-3-1. Mas o Brasil de Parreira jogava em um teórico 4-4-2, mas que na prática era um 4-2-4, cheio de pontos de desequilíbrio que se esperava que fossem compensados apenas pelo talento.

■ A festa em Weggis

Um dos pontos mais criticados daquela seleção, antes, durante e depois, foi a preparação da seleção brasileira. Weggis era uma festa e de fato se tornou muito menos uma preparação e muito mais um tour à la Harlem Globetrotters. Torcida nas arquibancadas, invasão do gramado e pouca preparação efetiva.

Havia problemas a resolver. O time não tinha jogado junto muitas vezes. Faltavam testes de qualidade contra times de maior nível. Os jogos que tinha brilhado contra adversários de peso não tinha o chamado quadrado mágico em campo. Uma das preocupações era a forma física.

O Brasil chegou para a última fase de preparação na Suíça com jogadores acima do peso e muitos com status de incontestáveis. Adriano e Ronaldo no ataque deixavam o time pesado, enquanto Ronaldinho e Kaká eram jogadores muito ofensivos, mas que pouco ajudavam no meio. O que significava, na prática, que o Brasil defendia com seis jogadores, além do goleiro Dida. E isso quando os laterais não estavam avançados.

Mais do que isso: havia um pedido para que Robinho entrasse. Sempre que solicitado, o jogador tinha brilhado, mostrado um entendimento melhor e parecia tornar o time um pouco mais equilibrado taticamente. Com Ronaldo e Adriano, seria preciso um trabalho excepcional de Ronaldinho e Kaká para preencher os espaços sem a bola. O único amistoso antes da Copa foi contra a Nova Zelândia, no dia 4 de junho. Com o quarteto mágico em campo e diante de um adversário frágil, o Brasil venceu por 4 a 0.

■ Fase de grupos com vitórias, pouco futebol e muitos problemas

Veio o dia 13 de junho, em Berlim. O Brasil, então campeão do mundo, estreava na Copa diante da Croácia. A forma física parece distante do ideal. Ronaldo quase não participa do jogo. Adriano, fora de ritmo, tenta suas arrancadas sem muito sucesso. Ronaldinho, que ficava na sua tradicional ponta esquerda, tentava levar algum perigo. Kaká era quem mais tentava participar. Nenhum deles estava bem.

O gol de Kaká, ainda no final do primeiro tempo, deu ao Brasil a vantagem que seria mantida até o fim do jogo. Brasil 1 a 0 sobre a Croácia, que, apesar de não ter mudado o placar, ameaçou no segundo tempo. No jogo seguinte, em Munique, no dia 18 de junho, o Brasil foi o mesmo para enfrentar a Austrália.

Uma seleção teoricamente pior, mas que, em campo, dificultou muito o jogo. Trouxe problemas para um Brasil que pouco conseguia criar. Via em seus destaques, o quarteto mágico, jogadores distantes, que erravam muito. Ronaldo parecia sem conseguir atuar, errando movimentos fáceis. A torcida australiana brincava dizendo que o jogador estava gordo. O Brasil voltaria a vencer, desta vez por 2 a 0. O placar foi apertado o tempo todo.

No terceiro jogo, com a vaga garantida, Parreira colocou em campo cinco reservas. Tirou os dois laterais, Cafu e Roberto Carlos; os dois volantes, Emerson e Zé Roberto; e Adriano. Entraram, respectivamente, Cicinho, Gilberto, Gilberto Silva, Juninho Pernambucano e Robinho. Aquele acabaria sendo o melhor jogo da Seleção na Copa. Apesar de ter saído perdendo, o Brasil virou e goleou. Ronaldo marcou duas vezes, Juninho Pernambucano e Gilberto marcaram os outros gols e o Brasil venceu por 4 a 1. Mais uma vez, com Robinho em campo e um time mais equilibrado, o rendimento foi melhor.

■ A vitória enganosa contra Gana

As oitavas de final traziam Gana pelo caminho. A seleção africana era um time com bons jogadores, como os conhecidos Stephen Appiah e Asamoah Gyan. O Brasil, porém, era amplamente favorito. Em jogo no Signal-Iduna Park, em Dortmund, o Brasil teria uma atuação preocupante. Não se engane pelo placar de 3 a 0. Mesmo com a vitória por um placar clássico como 3 a 0, os melhores em campo pelo Brasil foram Zé Roberto, Lúcio e Juan. Um volante e dois zagueiros. Além do goleiro Dida, que esteve presente quando Gana resolveu acertar o gol.

A notícia que tomou as manchetes aquele dia foi o gol de Ronaldo, seu 15º gol, o que naquele momento fazia dele o maior artilheiro da história das Copas, superando o alemão Gerd Müller. A sensação que aquele jogo passou é que Gana era um time fraco demais para aproveitar os problemas do Brasil. A Seleção venceu dando a impressão de que não era preciso fazer muito para isso. O que se falava depois do jogo contra Gana era pouco sobre a atuação pobre do Brasil. O que se falava era sobre o confronto com a França. Uma revanche, ainda com a Copa 1998 na cabeça.

■ Como a França chegou até ali

A França vinha de uma decepção na Copa do Mundo de 2002, quando, campeã, caiu ainda na primeira fase, com Zinedine Zidane machucado. Em 2004, os franceses caíram para a surpresa Grécia ainda nas quartas de final. Naquela Copa, o time do técnico Raymond Domenech tinha Zidane como o grande capitão e maestro, na sua última sinfonia antes de se aposentar. Ainda tinha também o talento de Thierry Henry, no auge da forma, além de nomes como Patrick Vieira, Claude Makelele e dos outros remanescentes de 1998, Fabien Barthez e Lilian Thuram, já veteranos.

A estreia da França, no mesmo dia do Brasil, 13 de junho, foi um pouco empolgante empate por 0 a 0 com a retrancada Suíça. No segundo jogo, os franceses novamente ficaram no empate diante da Coreia do Sul por 1 a 1. Assim, chegaram à última rodada ameaçados de nova eliminação na primeira fase. Precisavam vencer Togo de qualquer forma e por ao menos dois gols de diferença. E sem o craque Zidane, suspenso.

E assim aconteceu: com gols de Vieira e Thierry Henry, os franceses venceram e avançaram. Nas oitavas de final, a França fecharia a rodada de confrontos. Enfrentava a Espanha, que tinha feito uma excelente primeira fase — venceu os três jogos, sendo um 4 a 0 sobre a Ucrânia. A Fúria estava badalada, tinha bons nomes e parecia pronta para dar um salto.

O time comandado por Luis Aragonés já tinha Iker Casillas, Sergio Ramos, Carles Puyol, Xavi, Xabi Alonso, Cesc Fàbregas, e como capitão o ídolo Raúl, além dos ainda jovens David Villa e Fernando Torres. Em um jogo equilibrado, a Espanha marcou de pênalti com David Villa. Antes do fim do primeiro tempo, Patrick Vieira fez um lindo passe para Franck Ribéry, que driblou o goleiro e marcou 1 a 1.

No segundo tempo, cobrança de falta de Zidane para a área, desvio no meio e Vieira completou de cabeça para 2 a 1. Nos acréscimos, Zidane recebeu em contra-ataque, avançou livre, tinha Puyol pela frente e, diante do zagueiro, driblou para o meio com a elegância que lhe era peculiar, e finalizou no canto: 3 a 1. A França estava nas quartas.

■ Mudanças à vista para o jogo com a França

O rendimento do quadrado mágico era ruim e havia muito questionamento sobre Parreira por manter os quatro juntos em campo. O rendimento melhorava com a presença de Robinho, que era o mais cotado para entrar no time no lugar de Adriano.

No jornal O Globo, no dia 1º de julho, uma matéria falava que era a última chance do quadrado mágico. Em outra, a matéria dizia que Parreira preparava uma surpresa: a entrada de Robinho no lugar de Adriano e de Gilberto Silva no lugar de Emerson. Uma alteração de fato aconteceu, a entrada de Gilberto Silva no lugar de Emerson. Na outra, quem saiu continuou o mesmo, Adriano, mas quem entrou não foi Robinho: foi Juninho Pernambucano.

Juninho era um ídolo do Lyon. Chegou ao clube em 2000 e ajudou a equipe a mudar a sua história para sempre. Pentacampeão francês. A ideia fazia algum sentido. O Brasil vinha sendo um arremedo de time. Um dos motivos era que, taticamente, ele não existia. Jogava em um teórico 4-4-2 quadrado, ou seja, com dois volantes e dois meias, que eram Ronaldinho e Kaká.

Era o esquema da massacrante maioria dos times brasileiros nos anos 1990, com algumas alterações. O problema é que aquele time jogava em 2006. Com isso, o tal quadrado mágico era um desenho torto e pouco efetivo.

Sem ter sido testado contra grandes adversários, o que se viu foi um time que tinha um meio-campo aberto, um ataque desorganizado e ainda contava com atacantes longe da sua melhor forma. Com tantos problemas, e já nas quartas de final, Parreira resolveu preencher o meio.

Só que com uma mudança, alterou todo o time para um modo como nunca tinha jogado. Colocou Juninho para formar uma espécie de trio de meio-campo junto com Gilberto Silva e Zé Roberto. Deu mais liberdade a Ronaldinho, que virou definitivamente atacante. Kaká ganhou mais liberdade como meia mais solto.

■ No jogo, um baile da França comandada por Zidane

A Copa do Mundo de 2006 chegava aos seus últimos jogos das quartas de final. O jogo noturno era um clássico de campeões mundiais: Brasil e França. Um duelo que já tinha acontecido em 1986 e se repetia 20 anos depois — sem nem citar a final de 1998.

Em campo, o meio-campo da França ditou as regras. Claude Makelele e Patrick Vieira puxaram as cordinhas do setor, auxiliados por um competente Florent Malouda, que teve uma missão clara: não deixar que Juninho tivesse liberdade. Os dois eram companheiros de Lyon na época. Se Juninho conhecia os franceses, os franceses também conheciam Juninho.

Em um time que nunca tinha jogado junto, nem daquele jeito, o que se viu em campo foi uma equipe espalhada, com jogadores distantes e sem conseguir trabalhar as jogadas. A França nem impunha um ritmo veloz: deixava o Brasil trocar passes no campo defensivo e buscava encontrar espaços em lances de recuperação de bola. Zidane e Vieira deitaram e rolaram com chapéus e lances de efeito.

O Brasil teve 10 minutos sem sofrer no jogo — justamente os 10 primeiros. Depois disso, o Brasil não viu a cor da bola. E a França não sofreria praticamente nada o jogo inteiro. Em algumas arrancadas do meio-campo, Zidane parecia estar jogando um treino, tamanho a facilidade em se livrar da marcação, driblar, limpar as jogadas e arrancar. A dupla de zaga brasileira, Juan e Lúcio, foi impecável. Sempre lendo bem os espaços, não deram a Thierry Henry nenhuma chance de receber a bola confortavelmente.

No meio-campo, Gilberto Silva sofreu um pouco, mas fez uma partida razoável. Zé Roberto era uma espécie de faz-tudo: fechava espaços, ao mesmo tempo que tentava articular as jogadas. Perdido, Ronaldinho buscou alguns espaços, se movimentou, aproveitando a liberdade que tinha. Pouco fez. Sua rara habilidade era pouco útil a um time que parecia confiar demais que o talento tiraria coelhos da cartola. Kaká ficou afogado em meio aos volantes franceses. Makelele fez mais um dos seus jogos precisos, enquanto Vieira era senhor daquele setor.

Ronaldo passou longe de ser Fenômeno. Fora de ritmo desde o começo da Copa pelo longo tempo que ficou afastado no Real Madrid por lesões, completamente fora de forma, ele foi um fantasma de si mesmo. Contra a França, Ronaldo foi uma presa fácil para os zagueiros. Não conseguiu dominar, fazer um pivô, ser minimamente perigoso. A única coisa que conseguiu foi um chute a gol, já nos acréscimos do segundo tempo, que saiu fraco demais — Barthez defendeu com facilidade. Aquele foi o único chute que o Brasil acertou no alvo em toda a partida.

Mesmo perdendo, o Brasil demorou a tentar reagir. Parreira voltou ao modelo anterior no segundo tempo, tirando Juninho e recolocando Adriano. Com Adriano e Ronaldo, ambos pesados e sem movimentação, o time não conseguia render. Parreira então tirou Kaká e colocou Robinho. O tempo passou com uma tranquilidade que a França talvez nem acreditasse que fosse acontecer.

O único jogador francês que sofreu em campo foi Henry, muito bem marcado pelos zagueiros brasileiros. Exceto em um lance. Cobrança de falta, aos 12 minutos do segundo tempo. Zidane colocou a bola na segunda trave, onde Henry apareceu completamente livre para tocar para o gol e marcar o único gol do jogo.

A França viu um Brasil inerte se afogar sozinho, tal qual um peixe fora d’água. Com Ronaldo, Adriano, Robinho e Ronaldinho, a Seleção empilhou atacantes e deu um espaço que, por pouco, a França não aproveitou para ampliar o placar. Talvez o único momento que o torcedor francês sentiu algum perigo foi em uma cobrança de falta de Ronaldinho. E foi só.

■ O fim do quadrado mágico e o erro de avaliação da CBF

A França encerrava a participação brasileira na Copa e enterrava o tal quadrado mágico. O time só existiu no papel, não em campo. Foi o fim de vários jogadores históricos da Seleção, como Cafu e Roberto Carlos, além do próprio Ronaldo. Todos eles ficaram para trás quando aquela Copa acabou — e olha que Ronaldo tinha só 29 anos na época. Em tese, teria idade até para outra Copa. Não aconteceu.

Parreira deixaria o cargo de técnico da seleção brasileira, merecidamente, porque o seu trabalho tinha mostrado uma pobreza tática imensa. Tentou empilhar os craques em um esquema que pouco fez sentido e em uma Copa que trouxe mudanças significativas na forma dos times atuarem, em direção oposta ao que o Brasil apresentou.

Na Copa que consagrou o 4-2-3-1, a Seleção continuou em um 4-4-2 quadrado. Um quadrado que não foi mágico, foi murcho. Ao mesmo tempo que Parreira refratava qualquer crítica como sendo de quem não entendia, era imensamente tolerante com as estrelas decadentes da Seleção se arrastando em campo — má forma física, má forma técnica, ou uma titularidade incontestável e perigosa, com alguns sendo acusados de caçadores de recordes, como Cafu ou Roberto Carlos. Este último ainda saiu como o vilão pela marcação em Henry, muito mais pela atitude de estar ajeitando a meia do que propriamente por não estar marcando o atacante —até porque não era responsabilidade dele. Mas a imagem ficou.

Jogadores como Cafu e Roberto Carlos não tinham nem idade mais para seguir na seleção. Outros, como Ronaldo, que tinha 29 anos, ainda teria idade para mais um Mundial, mas a sua preparação física terrível deixou muito mais dúvidas. Ronaldinho, então com 26 anos, e Kaká, com 24, mesma idade de Adriano. Robinho tinha 22, mesma idade de Fred. Cicinho, com 25, parecia ser o herdeiro de Cafu.

As previsões, porém, não se confirmaram. Só Robinho e Kaká chegariam à Copa seguinte. Ronaldinho entrou em uma espiral de baixa, Adriano praticamente se aposentou de forma precoce. Cicinho caiu de rendimento e Fred demorou a se estabelecer.

Voltando a 2006, Parreira deixou a seleção naquele mesmo 1º de julho. Parecia que seria para sempre, mas ele voltaria em 2014 como coordenador para dizer que a CBF era o Brasil que funcionava. Antes, naquele ciclo que se iniciaria para 2010, era preciso encontrar um novo nome para comandar a Seleção.

Só que a avaliação da CBF foi completamente equivocada. A ideia de que o que foi problema em 2006 se restringia à bagunça da preparação em Weggis e à falta de comprometimento dos jogadores, uma palavra que entraria na moda pelos próximos quatro anos. Por isso, trouxe um treinador que trataria a Seleção como um exército e agiria como um general: Dunga. Isso traria outros problemas. Mas essa é história para outro dia.

Fonte: newsletter Meiocampo

  • Diretor Geral
Postado

 

Vâmo' ter fé, pessoal. Nosso menino precisa de apoio neste momento.

Postado
4 horas atrás, Leho. disse:

Em 2006, a França eliminou um Brasil fora de forma e de futebol horrível, que virou alvo de inexplicável nostalgia

 

Nessa Copa eu tinha 15 pra 16 anos, é a primeira que eu lembro realmente de ver com entendimento, era fanático por futebol. E lembro exatamente de todo o processo. 

A Copa América de 2004 que ganhamos com uma Seleção B, nossa seleção B tinha Júlio César, Juan, Mancini, Maicon, Júlio Baptista, Diego, Felipe Maestro, Adriano Imperador, Luís Fabiano, Alex Cabeção, Ricardo Oliveira, Vágner Love... 

Teve a Copa das confederações de 2005... A verdade é que até aquela época ali a gente tinha uma infinidade de talentos muito a cima da média no futebol mundial e nós éramos individualmente os melhores. Só que faltou culhão pro Parreira bancar quem tinha que bancar, muita gente jogou a Copa na carteirada... Cafu e Ronaldo foram os expoentes nesse aspecto, se arrastavam em campo e tínham no banco Cicinho e Robinho voando.

Lembro de maneira bem clara que antes os jogadores, técnicos, não tapavam a boca pra falar entre si e passar instruções, foi após a eliminação de 2006 que começou isso. Lembro de uma matéria do fantástico, fazendo as leituras labias dos jogos da Copa e tinha a imagem do Parreira, no jogo contra o Japão, que a seleção jogou bem melhor, falando "pior que vai ser foda barrar os caras". 

Tanto era que ele não fez, não barrou e na hora de jogar contra a França cagou pra dentro, tentou fechar o time, os franceses sentiram o cheiro de medo lá do outro lado do outro vestiário e entraram em campo desfilando.

Weggis é uma caso a parte, vendiam ingresso pro treinamento, tinha bateria de escola de samba, vendia feijoada enlatada e caipirinha pros "torcedores".

O tal quadrado mágico nunca existiu, e nunca deveria ter existido, só que na época quem escalou a seleção foi o "Galvão Bueno". Essa Seleção fica no nosso imaginário pelo que ela poderia ter sido, e não pelo que ela foi. Os próprios jogadores tinham noção do potencial que tinha ali, talvez por isso tenham cagado tanto pra porra toda e chegado naquele estado na Copa. 

Dida era uma dos melhores goleiros do mundo, Lúcio e Juan estavam entre os melhores do Mundo, Cafu e Roberto Carlos (chegaram se arrastando) mas tinha sido os principais laterais do mundo nos últimos 10 anos. Do quadrado mágico,R10 duas bolas de ouro, R9 três, Kaká viria a ganhar no ano seguindo e Adriano era o Imperador da Itália (de um Cálcio absurdamente forte).

Todo mundo cagou no pau na copa de 2006 e a escolha pelo Dunga foi um non Sense do caralho, mas é inegável que enquanto ainda tinha um resto dessa "última geração", o Brasil ainda colocava muito respeito. Tanto que ganhamos Copa América e Confederações e só fomos eliminados pela Holanda por conta do Felipe Melo.

A partir daí, não sobrou mais nada e fomos só ladeira abaixo. Ainda não parei pra formular todos os argumentos pra poder expor, mas pra mim a falta de protagonistas mundiais se deve muito ao fato além da nossa formação, por conta dos pontos corridos. Essa papo de que os craques jogavam aqui é balela, início do século ja tava todo mundo na Europa. Tinha por exemplo um Djalminha da vida, jogando no La Corunha, Juninho no Lyon, então assim, os segunda prateleira já estavam por lá também. 

Pontos corridos forma jogador com culhão, que gosta de jogo grande, que tem que decidir realmente um partida. Quando tiramos isso da nossa essência, caiu tudo de forma muito vertiginosa.  Olha os destaques dos times que foram campeões no mata mata e olha os destaques dos times campeões nos pontos corridos. Você como São Paulino, me diz, no tri campeonato brasileiro, quem dali você olha a e falava "pode dar a bola nes se cara que ele vai decidir" ? Nos times do Corinthians campeão com o Tite, com o Carille, no Palmeiras do Cuca? Até nos bons times do Cruzeiro Bi Campeão?

 

Postado (editado)

Essa geração nutella que exalta qualquer merda que faz coco na premier league me da raiva.

olha o caneleiro que a gente levou para copa do mundo. Porra. Caralho. Teve 3 bolas e o maluco se enrolou na hora de fazer o gol. Pelo menos o Dunga não levou o Afonso Alves.

com todo respeito, 1% das pessoas deve ver jogo do bredfodase la que esse thiago joga, o cara deve ter feito 20 gols pq o time joga em função dele e ele teve um caralho de temporada iluminada em um time merda.

quantas e quantas vezes vemos isso no Brasil? Sem pensar muito ja lembro de Dimba, Josiel, Souza Caveirão, Acosta, Finazzi , Mastreani.

jogador caneludo que mede um monte gol jogando por time merda.

o cara destoa.

Endrick ser banco do Igor thiago é um absurdo. 

Editado por tod
Postado

Os deuses do futebol conspirando pro Endrick ser titular desse time, como deve ser...

Postado

O Brasil vai engrossar o caldo pra Copa, hein. O time tá encorpando.

  • Diretor Geral
Postado

Gostei do jogo de ontem, mt embora ainda existam problemas nesse time. A pior notícia porém foi a lesão do Wesley, porra... a gente tá bem fodido se ele realmente for cortado (e as chances são grandes pra isso). PH e Vitinho são as únicas opções de LD (de ofício) que estão na pré-lista, e nenhum deles inspira confiança pra fardar numa CdM. Enfim, torcer pra ser uma distensão muscular leve.

Outros pontos:

▣ Gostei do jogo ofensivo dos meias, BG e Paquetá especificamente: ocuparam bem a intermediária, pressionaram quando era necessário e produziram boas jogadas de finalização (a maioria desperdiçada, é verdade). Espero que o Carlo opte por essa escalação, priorizando fortalecer o setor ao invés de enfiar 4 avantes lá na frente;

Endrick é o destaque do jogo pelo gol "decisivo", e tinha que ser mesmo! Talentosíssimo e daqueles jogadores que "tem estrela"⭐. Com certeza ganhou pontos com o Carleto, e seria legal vê-lo iniciando a Copa como titular (acho difícil porém). Agora, ao invés de ficar atacando/diminuindo seu concorrente Igor Thiago (que ontem foi mal mesmo é fato), prefiro me ater ao fato de que temos dois CAs de perfis diferentes e com boas condições de nos ajudar na campanha. Um é diferente do outro e inclusive podem jogar juntos se precisar, o que é ótimo;

▣ Coletivamente e ofensivamente achei que fizemos boa pressão alta, criamos ótimas oportunidades e o placar poderia ter sido até mais elástico não fosse a pontaria ruim dos nossos guerreirinhos. Defensivamente o time ofereceu espaços preocupantes na intermediária def., especialmente quando subia a pressão e isso não pode ocorrer na Copa. Faltou +concentração também pra alguns, e aqui falo especialmente do Marquinhos no lance do gol egípcio.

Douglas Santos pra mim foi bem ontem! Não é unanimidade nem um primor de LE, mas às vésperas do torneio acho importante ele ter mostrado que pode fazer o "feijão-com-arroz" melhor que seu concorrente, e torço sinceramente para que ele ganhe a vaga. Alexsandro entrou mal ontem, se arrastando em campo (algo perceptível até nos jogos do Fla).

▣ Por fim, o destaque maior foi o Endrick claro mas pra mim o Ibañez fez uma SENHORA partida. Muito seguro e firme, não deve ter perdido nenhum duelo. Boa notícia pra ele e pra nós.

 

18 horas atrás, Lewiks disse:

[...] Essa Seleção fica no nosso imaginário pelo que ela poderia ter sido, e não pelo que ela foi. [...]

Ah mas não tenha dúvidas, isso é um grande fato.

E inclusive eu acho que essa reunião de grandes craques, paradoxalmente, foi o que acabou atrapalhando bastante o curso desse ciclo durante a Copa 2006. Era mt difícil você colocar no banco jogadores tão pesados pra história da Seleção, só que ao mesmo tempo esses mesmos jogadores já não estavam mais em seus auges (físicos e técnicos) e o desempenho com isso era terrível. Numa dessas o Parreira foi mal demais em montar seu esquema e gerenciar o grupo.

 

18 horas atrás, Lewiks disse:

[...]

Pontos corridos Mata-mata (?) forma jogador com culhão, que gosta de jogo grande, que tem que decidir realmente um partida. Quando tiramos isso da nossa essência, caiu tudo de forma muito vertiginosa.  Olha os destaques dos times que foram campeões no mata mata e olha os destaques dos times campeões nos pontos corridos. Você como São Paulino, me diz, no tri campeonato brasileiro, quem dali você olha a e falava "pode dar a bola nesse cara que ele vai decidir"? Nos times do Corinthians campeão com o Tite, com o Carille, no Palmeiras do Cuca? Até nos bons times do Cruzeiro Bi Campeão?

Você quis dizer mata-mata no começo do parágrafo, certo? Acho que sim hehe, por isso mudei ali.

Cara, eu nunca pensei mais a fundo nessa correlação, mas num primeiro momento eu acho que é mais uma questão de PERCEPÇÃO do que propriamente de fator causal. Torneios mata-mata produzem "heróis e vilões" de uma forma mt mais direta do que os pontos corridos, com isso a formação de jogadores mais decisivos poderia estar ligada a isso. Poderia, mas acho que o buraco é mais embaixo.

E digo isso porque acredito que existem outros fatores bem mais determinantes nessa mudança do perfil dos jogadores — ambiente social, evolução da tecnologia, mudanças na infraestrutura dos campinhos da base, etc etc e etc. Pra mim o formato dos campeonatos influencia mt mais na percepção e identificação desses jogadores mais, digamos, "decisivos", mas não necessariamente interfere na geração de garotos com o mesmo talento. Pode interferir? Pode e até acho que interfere, mas de uma forma bastante subjetiva e de difícil mensuração.

Postado

Wesley cortado e Éderson convocado para o lugar. Vamos pra Copa com apenas um lateral 😬

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