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O que dá pra fazer com a Bolsa Família?


MarkuZ

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  • Vice-President

É foda, e eu de classe média, me desdobro para com 300 reais tentar comprar o máximo de roupa que der.

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É foda, e eu de classe média, me desdobro para com 300 reais tentar comprar o máximo de roupa que der.

“A classe média é uma abominação política, porque é fascista, é uma abominação ética porque é violenta, e é uma abominação cognitiva porque é ignorante. Fim.”

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  • Vice-President

“A classe média é uma abominação política, porque é fascista, é uma abominação ética porque é violenta, e é uma abominação cognitiva porque é ignorante. Fim.”

Não entendi o que você quis dizer com isso.

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Não entendi o que você quis dizer com isso.

Que você, enquanto membro da classe média, tem é que ficar quietinho na sua já que "é uma abominação política, porque é fascista, é uma abominação ética porque é violento, e é uma abominação cognitiva porque é ignorante."

É uma frase da Marilena Sou Petista de Coração Chauí da semana passada. Enquanto elogia esse programa sem falhas, que teve sucesso como nunca antes na história desse país, execra quem paga a conta.

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O bom que no Brasil ninguem tira proveito de nada que o governo propicia.

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Deviam fiscalizar o que as pessoas gastam com esse dinheiro. Afinal , esse dinheiro não é fruto do trabalho , portanto , não deve ser gasto de qualquer forma. Mas , quem se importa?

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O bom uso do dinheiro tem que partir do próprio cidadão. Se ele não sabe dar valor e prefere comprar calça de R$300,00, o que se pode fazer?

Acabar com essa merda logo. Óbvio que existem pessoas que usufruem disso da melhor maneira, mas a maioria conta com esse dinheiro ao invés de procurar um emprego sem a dependência da assistência social.

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Vocês estão sendo tão ignorantes quanto a senhora do vídeo.

Distribuição direta de renda serve para três coisas: acabar com a fome/extrema pobreza, diminuir a desigualdade e criar um circuito econômico onde antes não existia.

Esse novo circuito econômico criado dá a oportunidade de muita gente prosperar, muda a cara de cidades e por aí vai. Mas quem recebe o dinheiro e o encara como a senhora do vídeo ou pensando da forma assistencialista que vocês pensam, nunca vai a lugar nenhum mesmo.

Já fui bastante contrário a idéias como essa. Mas a verdade é que ela traz sim benefícios a sociedade. O problema é que em uma sociedade emburrecida, ignorante e seduzida pelos absurdos do capitalismo (sobretudo no Brasil) como a tal calça de R$300, tudo fica mais complicado. Mas com exigências como a de manter os filhos na escola é possível vislumbrar que em algum momento esses problemas sejam atenuados.

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Vocês estão sendo tão ignorantes quanto a senhora do vídeo.

Distribuição direta de renda serve para três coisas: acabar com a fome/extrema pobreza, diminuir a desigualdade e criar um circuito econômico onde antes não existia.

Esse novo circuito econômico criado dá a oportunidade de muita gente prosperar, muda a cara de cidades e por aí vai. Mas quem recebe o dinheiro e o encara como a senhora do vídeo ou pensando da forma assistencialista que vocês pensam, nunca vai a lugar nenhum mesmo.

Já fui bastante contrário a idéias como essa. Mas a verdade é que ela traz sim benefícios a sociedade. O problema é que em uma sociedade emburrecida, ignorante e seduzida pelos absurdos do capitalismo (sobretudo no Brasil) como a tal calça de R$300, tudo fica mais complicado. Mas com exigências como a de manter os filhos na escola é possível vislumbrar que em algum momento esses problemas sejam atenuados.

Excelente, Salvaro! Concordo contigo em tudo.

A TV principalmente, influencia essa ideia consumista que os brasileiros em geral possuem. A diferença é que o da classe alta pode e o que depende do Bolsa Família não.

O problema, é que ambos fazem. Ou pelo menos tentam fazer.

A ''balança de prioridade'' pesa muito mais pro lado da aparência do que da essência.

Edit:

exemplo

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Vocês estão sendo tão ignorantes quanto a senhora do vídeo.

Distribuição direta de renda serve para três coisas: acabar com a fome/extrema pobreza, diminuir a desigualdade e criar um circuito econômico onde antes não existia.

Esse novo circuito econômico criado dá a oportunidade de muita gente prosperar, muda a cara de cidades e por aí vai. Mas quem recebe o dinheiro e o encara como a senhora do vídeo ou pensando da forma assistencialista que vocês pensam, nunca vai a lugar nenhum mesmo.

Já fui bastante contrário a idéias como essa. Mas a verdade é que ela traz sim benefícios a sociedade. O problema é que em uma sociedade emburrecida, ignorante e seduzida pelos absurdos do capitalismo (sobretudo no Brasil) como a tal calça de R$300, tudo fica mais complicado. Mas com exigências como a de manter os filhos na escola é possível vislumbrar que em algum momento esses problemas sejam atenuados.

O que eu fiquei triste foi justamento o ponto em negrito... foda demais isso, tomar no cu!

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Ou nego tá burro ou minha ironia foi muito ruim ou tão gostando de me negativar. Tomar um -2 por citar uma frase que foi a maior discussão da semana passada não faz sentido pra mim.

Vocês estão sendo tão ignorantes quanto a senhora do vídeo.

Distribuição direta de renda serve para três coisas: acabar com a fome/extrema pobreza, diminuir a desigualdade e criar um circuito econômico onde antes não existia.

Esse novo circuito econômico criado dá a oportunidade de muita gente prosperar, muda a cara de cidades e por aí vai. Mas quem recebe o dinheiro e o encara como a senhora do vídeo ou pensando da forma assistencialista que vocês pensam, nunca vai a lugar nenhum mesmo.

Já fui bastante contrário a idéias como essa. Mas a verdade é que ela traz sim benefícios a sociedade. O problema é que em uma sociedade emburrecida, ignorante e seduzida pelos absurdos do capitalismo (sobretudo no Brasil) como a tal calça de R$300, tudo fica mais complicado. Mas com exigências como a de manter os filhos na escola é possível vislumbrar que em algum momento esses problemas sejam atenuados.

Eu deixei o vídeo sem falar nada exatamente pra puxar essa discussão :D

Concordo contigo. Distribuição de renda é bom, mas deve ser feita com contrapartida (educacional, por exemplo). Além disso precisa haver fiscalização. Tem muita gente que não precisa recebendo Bolsa Família.

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Não sou contra o Bolsa Família. Pelo contrário. Mas tô muito cansado pra entrar no debate agora. Só vim pra dizer que, porra, trezentos reais compro três calças.

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Fiscalizar é caro pra cacete...

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O que eu fiquei triste foi justamento o ponto em negrito... foda demais isso, tomar no cu!

Fala tu... 300 conto não paga nem um combo de Belvedere neh!?

hauahauhauahuahau

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Quero é entender como, a partir desse vídeo, através de uma progressão lógica ou baseada em comprovação, se chegou a algumas conclusões expostas nesse tópico.

Tô tipo whaaaaaaaaaat.

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O vídeo retrata bem o efeito colateral dos programas assistenciais.

O cidadão acha que o Governo deveria lhe bancar e conferir um padrão de vida bom, com direito a comprar calça de R$ 300,00!!!!!

Vejo os programas assistenciais como um mal necessário, não dá pra deixar as pessoas morrerem de fome... mas talvez a distribuição de valores não seja a melhor alternativa.

Além do programa assistencial, deveria haver uma conscientização de estudo e qualificação profissional dos clientes desses programas, que não podem de maneira alguma achar que aí está a solução definitiva para o resto dos seus dias.

O incentivo estatal aí seria indispensável, mas ainda há um viés eleitoreiro no programa, tanto desse, como do outro governo.

Lembrei agora de um filme que assisti, "Não me abandone jamais". Fiquei indignado a primeira vez que o assisti, mas depois pensando melhor, vi como ele retrata bem a nossa sociedade.

A acomodação dos que recebem a esmola e a frieza de nós, que temos recursos financeiros.

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É sério que alguém acha que dá pra parar de trabalhar e viver do Bolsa Família com R$135 reais para sustentar uma família (como no caso dessa senhora)?

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O que essa vagabunda do vídeo quis dizer, é que hoje em dia não existe uma calça barata, não existe uma vestimenta barata... que tudo gira em torno desse valor, que é absurdo.

Ela se expressou mal e usaram o vídeo para tomar raiva da velha.

Sendo que, a utilização desse dinheiro pra essas coisas fúteis, é completamente equivocada ao meu ponto de vista. Mas foda-se o que eu penso, foda-se o que você pensa... essa corja de coitadinhos(nordestinos), vão continuar se matando feito parasitas nessa porra.

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Não dá pra parar de viver, mas que muitos dessa galera vivem melhor do que nós vivem. Não pagam luz, água ou telefone (é tudo gato), aluguel baixissimo pois moram em casas ilegais, isso quando a casa não é deles/construida. Vou dar o exemplo da minha cidade, que é uma região pequena, teoricamente de bom IDH e etcs...

Aqui se tu mora em alguma vila ou favela, acaba trabalhando na produção de alguma empresa, ganha cerca de R$ 800,00 a R$ 1200,00, digamos que a família seja composta de um casal mais velho, 2 filhos em idade de trabalho. O casal normalmente é encostado em alguma empresa ou aposentado, ganha cerca de R$ 800,00 mês cada, os dois filhos trabalham no horário da noite (que é o melhor remunerado) e ganham R$ 1.200,00 cada.

R$ 4.000,00 pra família inteira, sem bolsas, praticamente limpo para ser gasto, cada membro teria cerca de R$ 1.000,00 limpo para gastar como bem entender.

Isso que joguei baixo, normalmente as familias são um ajuntado de umas 6, 8 pessoas que vivem na mesma casa, cada um juntando um tiquinho, sem o leão retirar nada.

Se financiar um carro, foda-se se o governo levar por falta de pagamento, dou um jeito. Se vierem encher o saco pela casa, foda-se, suborno alguém, dou um jeito. Se vierem reclamar do gato, faço outro.

Agora eu que trabalho no Administrativo de uma empresa, ganho 1450, subtrai-se daí minha alimentação diária e minha mobilização, tenho que trabalhar em outra cidade pois não acho emprego na área aqui, acabo com no máx R$ 1.000,00. minha namorada que não consegue achar emprego mesmo fazendo faculdade, mas quando trabalhava ganhava limpo R$ 750. Tira daí aluguel, agua, luz, gás, de arrancada largo R$ 700. Consórcio do carro, R$ 400(Que graças a Deus está acabando), Pensão, R$ 350, Faculdade R$ 400,00 = R$ 1.850,00 de arrancada mês para nos sustentarmos, nem vamos começar falar no resto. Se eu não tivesse uma grana da herança de meu pai, estaria nas trevas.

Agora pergunto, se eu não tivesse a herança do meu pai? O que eu poderia fazer com R$ 1,750,00??? Como um casal tentando viver a vida classe média/baixa e tentando fazer faculdade justamente pra conseguir pelo menos uns R$ 3,000,00/mês vai conseguir sustentar essa situação até ganhar os tais R$ 3.000,00?

E essa situação é semelhante a N amigos meus, que não possuem mais pais para ajudar e estão estagnados na faculdade/depois da faculdade. Pra quem está na classe média/baixa a expectativa de ascensão é assustadoramente baixa.

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Amigo, eu trabalho para a CAIXA. Eu sei o que eu digo... essa porra está entupida de parasitas e nego fica puto, mas 99% são do nordeste e isso EU VEJO, caralho. São DADOS que eu trabalho. Eu vejo. Ninguém me diz... eu simplesmente vejo.

Pessoas JOVENS, com saúde para trabalhar e dependendo dessa porra.

Nego faz filho pra ganhar essa merda.

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Fala tu... 300 conto não paga nem um combo de Belvedere neh!?

hauahauhauahuahau

Pior que não hahahahahaha. Combo de Ciroc na Woods tá 495, 6 ou 7 por noite, já viu, né? kkkkkkkkkkkkk.

Não dá pra parar de viver, mas que muitos dessa galera vivem melhor do que nós vivem. Não pagam luz, água ou telefone (é tudo gato), aluguel baixissimo pois moram em casas ilegais, isso quando a casa não é deles/construida. Vou dar o exemplo da minha cidade, que é uma região pequena, teoricamente de bom IDH e etcs...

Aqui se tu mora em alguma vila ou favela, acaba trabalhando na produção de alguma empresa, ganha cerca de R$ 800,00 a R$ 1200,00, digamos que a família seja composta de um casal mais velho, 2 filhos em idade de trabalho. O casal normalmente é encostado em alguma empresa ou aposentado, ganha cerca de R$ 800,00 mês cada, os dois filhos trabalham no horário da noite (que é o melhor remunerado) e ganham R$ 1.200,00 cada.

R$ 4.000,00 pra família inteira, sem bolsas, praticamente limpo para ser gasto, cada membro teria cerca de R$ 1.000,00 limpo para gastar como bem entender.

Isso que joguei baixo, normalmente as familias são um ajuntado de umas 6, 8 pessoas que vivem na mesma casa, cada um juntando um tiquinho, sem o leão retirar nada.

Se financiar um carro, foda-se se o governo levar por falta de pagamento, dou um jeito. Se vierem encher o saco pela casa, foda-se, suborno alguém, dou um jeito. Se vierem reclamar do gato, faço outro.

Agora eu que trabalho no Administrativo de uma empresa, ganho 1450, subtrai-se daí minha alimentação diária e minha mobilização, tenho que trabalhar em outra cidade pois não acho emprego na área aqui, acabo com no máx R$ 1.000,00. minha namorada que não consegue achar emprego mesmo fazendo faculdade, mas quando trabalhava ganhava limpo R$ 750. Tira daí aluguel, agua, luz, gás, de arrancada largo R$ 700. Consórcio do carro, R$ 400(Que graças a Deus está acabando), Pensão, R$ 350, Faculdade R$ 400,00 = R$ 1.850,00 de arrancada mês para nos sustentarmos, nem vamos começar falar no resto. Se eu não tivesse uma grana da herança de meu pai, estaria nas trevas.

Agora pergunto, se eu não tivesse a herança do meu pai? O que eu poderia fazer com R$ 1,750,00??? Como um casal tentando viver a vida classe média/baixa e tentando fazer faculdade justamente pra conseguir pelo menos uns R$ 3,000,00/mês vai conseguir sustentar essa situação até ganhar os tais R$ 3.000,00?

E essa situação é semelhante a N amigos meus, que não possuem mais pais para ajudar e estão estagnados na faculdade/depois da faculdade. Pra quem está na classe média/baixa a expectativa de ascensão é assustadoramente baixa.

Porra, Guai. Vem pra SP, irmão... meus amigos estão no estágio e tão tirando isso aí.

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Quero mais que se foda vcs todos, so sei que todo mes pinga 20k na minha conta.

Beijos.

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    • Leho.
      By Leho.
      Por Pedro Henrique Ribeiro,
      21 de julho de 2021
      Você já fez terapia ou pelo menos se consultou com um psicólogo? Essa é uma prática muito boa que deveria se tornar hábito. Assim como algumas pessoas vão ao dentista duas vezes por ano, todos deveríamos reservar um tempinho para conversar com um psicólogo e organizar a mente. Isso serve para pessoas comuns, mas também para super-heróis. Nos últimos anos, ficou cada vez mais comum vermos super-humanos tentando resolver problemas que tinham dentro da cachola. Para isso, ou eles dão uma passadinha no “divã” da terapia, ou tentam botar a angústia para fora. Por causa disso, estamos perdendo aquela imagem de super-herói perfeito e invulnerável, e os estúdios estão investindo nessas narrativas para dar um ar de profundidade às histórias.
      “Nos primeiros 40 anos dos quadrinhos, uma narrativa mais simplificada dominou o mercado dos quadrinhos. Graças ao Stan Lee e seus quadrinhos da Marvel, o super-herói passou a ter uma vida pessoal, problemas psicológicos e se aproximar mais dos problemas do leitor. Esse modelo fez muito sucesso com as histórias do Homem-Aranha, Quarteto Fantástico e Capitão América, e é reproduzido até hoje pela indústria”, explica o pesquisador do Núcleo de Pesquisas de Histórias em Quadrinhos da USP, Waldomiro de Castro.
      Nas telinhas e telonas vemos vários heróis assumindo a importância de conversar, como o Utópico, em O Legado de Júpiter, e Bucky Barnes, em Falcão e Soldado Invernal”. Em WandaVision vemos a Feiticeira Escarlate cruzar as fases do luto após a morte de seu marido, Visão, em Vingadores: Guerra Infinita”. Em Watchmen – O Filme, o cruel Rorschach se consulta com um psiquiatra após ir para a prisão. Durante os testes – que dão nome ao personagem -, ele consegue identificar os próprios traumas, mas mente para não ser considerado doente.
      Rorschach se consulta com psiquiatra após ser preso em Watchmen. Imagem: Reprodução/Prime Video
      O professor e pesquisador de quadrinhos, Mario Marcello Neto, explica que muitos desses debates encontrados nas HQs fazem parte de um sentimento de dívida dos autores estadunidenses. “Essa geração pós-Guerra do Vietnã está muito imbuída em uma sociedade que tem muitas dívidas a pagar, seja com minorias ou com eles mesmos. Esse aparecimento do ‘divã’ nos contextos mais atuais, reflete um certo avanço no reconhecimento da importância da saúde mental. Porém, uma coisa que dita isso [ter ou não o divã] é o ritmo da história. Eu acho que se houver muito conflito pessoal, as pessoas saem do cinema. Eu não consigo ver uma cena como a consulta do Soldado Invernal acontecendo em um filme dos Vingadores, porque [o filme] é muito frenético”.
      Sam Wilson (Falcão) e Bucky Barnes (Soldado Invernal) cara a cara na terapia. Imagem: Reprodução/Disney Plus
      “E, às vezes, você pode ser um herói ou um vilão dependendo do contexto. Um super-herói é um sujeito que também tem fragilidades, acontece com muitos personagens, não apenas nos seus traumas, mas também na questão da agressão. Isso sem dúvida abre muito campo para explorar novas histórias e narrativas. Eu acho positivo, porque tira a ideia de que há um super-homem em cada um desses heróis. Isso está afinada aos debates atuais”, explica a pesquisadora de história da arte Vanessa Bortulucce.
      À medida em que as décadas avançam, a postura do super-herói se modifica. Em alguns momentos, como na década de 1960, muitos heróis se envolveram no movimento pacifista. Já na década de 1980, vemos personagens com personalidades mais assertivas e mais agressivos. Agressividade essa geralmente associada aos traumas que deram origem ao lado heroico deles, como as mortes dos pais de Bruce Wayne (Batman) e do tio de Peter Parker (Homem-Aranha) e até mesmo o suicídio do pai de Utópico. Com isso, esses personagens apresentam uma postura muito mais agressiva em relação aos criminosos. “Você nunca viu um Batman tão violento como o da década de 1990”, afirma Castro.
      Utópico buscou ajuda psiquiátrica após problemas com a família. Imagem: Reprodução/Netflix
      Ascensão em meio ao desastre
      A Crise de 1929, também conhecida como “A Grande Depressão”, marcou um dos momentos mais caóticos do capitalismo na era moderna. Ela teve origem nos Estados Unidos, que na época já tinha se consolidado como a maior economia do mundo. Com a crise, muitas empresas quebraram e o desemprego saltou de 4% para 27%. Foi um verdadeiro caos econômico que em pouco tempo trouxe sérias consequências para a sociedade. Esse tsunami de problemas que sucedeu a crise foi crucial para a revolução das comics. 
      Para Vanessa Bortulucce, a principal relação entre a Grande Depressão e as HQs é a mudança do cenário das histórias. “Como a Crise de 29 envolveu o mercado de ações, os bancos e etc, você tem as cidades como um lugar marcado por desastres e más notícias. Então, os quadrinhos sofrem um certo refluxo nesse ambiente”, explica ela. Fora do ambiente das cidades, novos cenários começaram a ganhar força, como o espaço sideral de Flash Gordon e Brick Bradford. 
      Essa fragilização acabou criando o conceito do “herói extraordinário”, aquele que resolve problemas com facilidade, sem quebrar a cabeça, e assim entrega uma aventura fantástica que restaura a esperança do leitor, que não tem muita paciência para novos problemas. 
      Em 1938, quando foi lançada a primeira HQ do Superman, o herói absorveu muitas características da época, especialmente nas edições lançadas durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). O kryptoniano era invencível, imparável, como se estivesse passando uma mensagem. O mesmo pôde ser vista nas revistas da Capitã Marvel. Assim surgiram os primeiros aspectos para se discutir o mito do herói nas comics.
      Mito do herói no traço e na tela
      Contar sobre a vida dos personagens humanizou os super-humanos e até mesmo os alienígenas como Clark Kent. Isso reforçou a ideia de que um herói pode ser qualquer pessoa, como um fazendeiro do Kansas, um jovem franzino do Brooklyn ou um nerd do Queens.
      “O Super-Homem é um alienígena, mas o leitor olha para o Clark Kent, que é um homem comum. Ao se mostrar como um homem comum, ele estabelece um reconhecimento, e o leitor pensa em um Super-Man que estaria, simbolicamente, dentro dele. Com os heróis da Marvel, Stan Lee tem uma importância vital nesse sentido, porque ele inverte a lógica do Super-Homem: você não tem um herói que se passa por um homem comum, mas um homem –  ou mulher – comum que pode se mostrar como herói”, diz Bortulucce.
      Pensando sobre essa afirmação da pesquisadora, alguns nomes do MCU vêm em mente, como Viúva Negra, Falcão, Gavião Arqueiro, Homem de Ferro, Homem-Formiga, Vespa e muitos outros. Esses heróis sem poderes “mágicos ou alienígenas” usam tecnologia e habilidades de combate para derrotar os vilões. Porém, diferentemente dos heróis do século 20, os personagens da Marvel nos cinemas não carregam consigo um senso inabalável de justiça e têm em comum traumas que precisam ser tratados seriamente.
      Heróis enlatados
      Todo esse roteiro de heróis traumatizados e órfãos é bem conveniente para os enredos, como vimos até aqui. Por isso essa jornada entre perda e poder foi reproduzida em larga escalada para as dezenas de heróis que surgiram nas décadas seguintes aos anos 1960. Esses heróis chamados de enlatados basicamente mudam de nome, o lugar de origem, mas a essência segue sendo a mesma. Essa zona de conforto permitiu que grandes estúdios e produzissem vários heróis sem perder o trunfo de uma história dividida entre vida civil e vida com uniforme, como explica Mario Marcello Neto.
      “Algumas coisas se repetiriam, como a ideia da orfandade como característica para ser super-herói. Nisso a gente tem desde Shazam até o Batman. Parece até que o critério para ser herói é não ter os pais e mães [biológicos]. Na década de 1940 era pior e os heróis que sobreviveram daquela época para cá são muito poucos. Naqueles anos a gente via heróis que eram plágios. O próprio Shazam se envolveu em um processo de plágio por causa das semelhanças com o Superman”. 
      Heróis e política
      Entre as influências que as histórias de super-heróis podem ter na sociedade está a política. Assim como foi o caso do governo de Reagan nos anos 1980, as políticas e as HQs fazem essa troca de signos. Além de exercer uma influência natural com seus enredos, as histórias em quadrinhos também podem ser utilizadas como ferramenta política, como explica Bortulucce. “Muitos personagens surgem por causa da Segunda Guerra Mundial, como o Capitão América. Guerra do Vietnã? Homem de Ferro. Corrida espacial? Quarteto Fantástico. O medo e a maravilha do poder atômico? Hulk e Homem-Aranha. Minorias e lutas sociais? Pantera Negra e X-Men. Os quadrinhos são uma grande ferramenta política”. 
      Um bom e recente exemplo aconteceu durante as manifestações de 2013 contra o então governo de Dilma Roussef (PT). Muitos manifestantes foram às ruas com camisas da CBF e máscara do personagem V, de V de Vingança. A intenção era mostrar que “o povo” estava disposto a ir longe, como V foi. Na história em quadrinhos, o personagem adota um tom professoral e filosófico em seus discursos, e tem todo o tipo de ideia para derrubar um governo fascista que governava a Inglaterra. Entre as ações de V está a explosão do Parlamento Britânico.
      Essa ideia de que todo mundo pode ser um herói se mostra nesses tipos de situação. Na época, Alan Moore, o autor da HQ, chegou a comentar sobre o caso em entrevista ao site UOL. “Há 30 anos eu estava apenas respondendo à situação da Inglaterra da minha perspectiva. Não eram premonições do que aconteceria no futuro”, disse ele sobre a produção de V de Vingança. “Acho que não tenho muito a dizer a respeito [do uso das máscaras], porque eu sou apenas o criador da história. E eu não tenho uma cópia de ‘V’ em casa, isso foi tirado de mim por grandes corporações”, completou.
      Esse uso do V por manifestantes em 2013 é apenas um exemplo da relação entre quadrinhos e política. “As histórias em quadrinho influenciam em termos de filosofia de vida. Os leitores acabam se influenciando pelas ideias e propostas, acabam acreditando na visão de mundo daqueles heróis. Mas eu não acredito que uma pessoa normal seja influenciada aponto de vestir uma máscara ou uma roupa e sair por aí batendo nas pessoas resolvem os problemas do mundo”, diz Castro.
      Então, da próxima vez que você assistir a uma série, filme ou ler uma HQ e se perguntar: isso não está realista demais? Lembre-se de que a resposta é sim! Tudo vai ficar cada vez mais real enquanto continuaremos a ver homens voadores atirando raio laser pelos olhos.
      @Bitniks
    • Lowko é Powko
      By Lowko é Powko
      Quem não conseguir acessar pode ler a notícia no outline com aqueles problemas de formatação.
      Sanders se retirando da cena e as eleições de 2020 se encaminhando para ser uma disputa entre Trump e Biden, com um Partido Democrata em tese um pouco mais à esquerda do que de costume, ao menos no discurso.
    • Lanko
      By Lanko
      De acordo com as notícias, se não jogarem o Tite será demitido, o que está fazendo os jogadores mudarem a postura de boicote para apenas um manifesto público... e então irem jogar o torneio, o que seria o mesmo que "muito barulho por nada".
    • jonnyjones81
      By jonnyjones81
      Estava lendo uma matéria sobre a tal ligação do Kajuru na IstoÉ e a matéria termina assim:
      “Finalmente, uma observação sobre o sistema eleitoral brasileiro, que o Congresso está querendo alterar. O sistema vigente hoje já dá bastante espaço para que políticos como Jorge Kajuru se elejam. São pessoas que não têm outras credenciais além da fama e de algum sentimento de indignação, ou desejo vago de “fazer o bem”, mas que nunca perdeu um minuto da vida pensando sobre políticas e administração públicas.
      Se o Congresso fizer o que deseja, e implantar o tal sistema do “distritão”, em que apenas os candidatos mais votados são eleitos, só haverá gente famosa na política. Aquele sujeito que passou a vida lutando em silêncio por uma causa, ou estudando gestão pública, nunca mais chegará ao parlamento, pois costuma ser eleito pelos votos concedidos aos partidos no sistema proporcional.
      Hoje, existe um Kajuru a mais do que o necessário no Senado. Imagine agora um Congresso feito só de Kajurus. Gostou?”
      Ou seja, uma clara critica à mudança.
      Então fui pesquisar e ler um pouco melhor sobre o tema do voto distrital e distrital misto. Achei uma matéria sobre o assunto muito, mas muito bem escrita (IMO). Vou deixar aqui para a leitura e um debate saudável.
      Como o voto distrital misto pode mudar as eleições no país
    • Henrique M.
      By Henrique M.
      Como sabem, iremos oferecer um FM 2021 para o líder do nosso ranking de atividades, com a primeira atividade já encerrada há algum tempo, chegou a hora de começarmos a criar o ranking.
      Ranking atual
      @LucasGuitar - 20 pontos; @Lucas Matías - 18 pontos; @Lanko - 16 pontos; @Henrique M. - 13 pontos; @joga - 12 pontos; @gm360, @Neynaocai, @Gundogan, @Ricardo Bernardo, @Roman, e @Valismaalane - 10 pontos @Andreh68 - 9 pontos; @fabiotricolor, @ggpofm, @dralzito, @bstrelow, @EduFernandes e @PedroLuis - 8 pontos @DiegoCosta7 - 7 pontos @marciof89, @div e @André Honorato - 6 pontos @passarin33, @CristianTh9, @AllMight, @Vini-Ministro da Educação, @SilveiraGOD., @Mings, @Bruno Trink, @TicianoB, @JGDuarte, @Stay Heavy, @Messias Götze e @Ariel' - 5 pontos @Goias270187, @Vannces,  @Tsuru, @CCSantos, @Darknite, @Lowko é Powko, @Buzzuh e @ZMB - 4 pontos @Serginho10, @Danut, @Queiroz14, @Bigode., @Ighor S., @-Lucas e @felipevalle - 3 pontos @maninhoc12, @pedrodelmar1, @skp e @David Reis - 2 pontos @munozgnm, @LuisSilveira, @Mandalorian, @joseroberto389, @Leho., @Bruno NoWaK e @luancampos89 - 1 ponto Atividades participantes (em andamento)
      Jogos Vorazes; Bolão NBA; Atividades participantes (concluídas)
      Copa FManager; Copa Quarentena; Fantasy da Premier League; O Jogo dos Tronos; O melhor onde for; Ranking de participação - Profissão Manager 2020; Bolão FManager; Fantasy da Champions League;
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