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[FM'12] O Feiticeiro Húngaro


Guest Bruno Trink

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Desde criança, naquela época em que os "amiguinhos" começam a conversar sobre esportes em geral (e futebol, mais especificamente), sempre me perguntavam se eu era parente do Mago. E eu respondia que a família Guttmann é grande, provavelmente éramos parentes distantes, mas eu não tinha conhecimento. Sei só que, de tanto ser questionado, passei a me interessar mais e mais por futebol e pelo MTK Budapest, um dos maiores vencedores do futebol húngaro. Era daqueles garotos que fugia de casa para assistir os jogos no Hidegkuti Nándor. Ah, László Guttmann é meu nome.

Para um moleque que, nas peladas nas ruas de Budapest, era sempre o último a ser escolhido, a única chance de seguir a vida dentro do futebol era fora das quatro linhas. De tanto ouvir falar no meu distante parente, resolvi estudar para ser treinador e procurei conhecer sobre a história do feiticeiro húngaro. Fiquei encantado com suas inovações táticas, com o incrível 4-2-4 que mudou o mundo futebolístico. Ainda mais, me surpreendi com o temperamento explosivo e contestador, muito semelhante ao meu. Uma entrevista virtual com Béla Guttmann nos faz entender um pouco de como ele pensava o futebol.

- É adepto da rigidez tática?

- Creio nas táticas e na sua necessidade.

- Há fórmulas simples no futebol?

- O "passa, repassa e chuta" é indispensável para chegar ao gol. - Só isso? - Marca e desmarca. Se a bola não é nossa, marca; se a bola é nossa, desmarca. Este é o princípio, o princípio fundamental.

- Outro conceito...

- O sistema para os homens e não os homens para o sistema.

- Quer explicar melhor?

- Cada equipa precisa de ter um sistema próprio, adaptado às características dos seus jogadores. E assim como um alfaiate não faz o mesmo feitio de fato para um corcunda ou para um homem normal, do mesmo modo um treinador de futebol não pode dar a todas as equipas que treina o mesmo figurino de jogo. Numa equipa, não chega, apenas, classe. Há necessidade também de espírito de luta. Não pode haver boas equipas sem espírito de luta

- Qual a sua fórmula para atacar?

- Passe curto nas imediações da grande área contrária para aumentar a precisão; passe longo, quando se está longe da baliza para, ganhar distância.

- Mas, com passes curtos não se perde objectividade?

- O passe curto não pode manietar a ideia do remate.

- Considera-se um treinador de ataque?

- Sempre me interessou mais que o ataque fizesse mais gols do que obrigar a defesa a não os sofrer. Não me desgosta nada que o adversário marque três ou quatro gols desde que a minha equipa marque quatro ou cinco...

- Dito assim, parece simples...

- Primeiro, marcar gols; depois tentar não os sofrer. Eis a filosofia do meu futebol.

- E as táticas defensivas?

- Como é que o futebol pode ser um espectáculo maravilhoso se lhe faltarem gols?

- Não abre excepções, é sempre ao ataque?

- As equipas orientadas por mim não costumam jogar à defesa. Os bons resultados conseguem-se jogando ao ataque. Quanto muito tolero que se defenda o resultado se este for favorável e se cifrar na diferença mínima nos últimos dez ou quinze minutos do encontro. Mas só nessa hipótese.

- Como se faz um bom jogador?

- Um bom jogador de futebol tem de possuir 50% de bom executante e 50% de condição física. São atributos que não podem deixar de coexistir, sob pena de ambos deixarem de ter valor. Em futebol não há limites. É sempre possível fazer mais qualquer coisa. Nunca se pode dizer que se atingiu o máximo.

- Como chega ao onze que manda para dentro do campo?

- A resolução final da constituição da equipa depende também de factores importantes como o campo, o estado do tempo e também o nariz dos jogadores. O nariz é muito importante, ' sabe? Se algum se constipa e não respirar bem, não joga.

- Quem é a estrela, o treinador ou os jogadores?

- Sou um técnico que não se aproveita dos jogadores. Quando perdemos perco eu, quando ganhamos ganham eles. É muito mais lindo assim.

- A sorte e o azar fazem parte do futebol?

- Não tenhamos dúvidas. Sem sorte não se conseguem bons resultados no futebol. Só com sorte nada se consegue. Essa sorte de que tanto se fala faz parte do futebol, é dele, pertence-lhe, tal são seus os gols, os pontapés de canto ou os penaltis. Não se podem dissociar.

- E a sorte, como consegue?

- E preciso saber pela lutar pela sorte, ou antes, não nos esquecermos dela em todas as circunstâncias. Quando se está em "dia não" luta-se pela sorte; quando se está em "dia sim" basta aproveitá-la. Compreende senhor? Nada tem nada de complicado

Estudei, pesquisei e hoje estou pronto para seguir minha vida como treinador de futebol. Espero fazer "tio" Béla orgulhoso!

Clube de início: Desempregado na Hungria e sem reputação anterior

Objetivos:

Ser campeão húngaro check.png

Ser campeão continental com um clube da Hungria (Opcional)

Treinar um clube de um continente diferente da Europa

Ser treinador de grandes rivais e ser bicampeão nacional em ambos.

Superar Guttman no Benfica, conquistando 3 UCLs.

Ser um técnico ofensivo, assim como Guttmann (Obrigatório)

Perfil do treinador: Alguém com o sobrenome Guttmann.

Histórico

2011/12

  • Mezőkövesd Zsóry
    • Eliminado na fase de grupos da Ligakupa
    • Vice-campeão da Magyar Kupa
    • 2º colocado na NB II - Kelet


      2012/13
      • Mezőkövesd Zsóry
        • Eliminado nas quartas de final da Ligakupa
        • Vice-campeão da Magyar Kupa
        • Campeão da NB II - Kelet


          2013/14
          • Mezőkövesd Zsóry
            Contrato rescindido em 02.01.2014

            2014/15
            • MTK Budapest FC
              • Campeão da Ligakupa
              • Eliminado na semifinal da Magyar Kupa
              • Campeão da NB I


                2015/16
                • MTK Budapest FC
                  • Eliminado na fase de grupos da UEFA Champions League
                  • Campeão da Ligakupa
                  • Campeão da Magyar Kupa
                  • Campeão da NB I


                    2016/17
                    • MTK Budapest FC
                      • Eliminado nas quartas de final da UEFA Champions League
                      • Campeão da Ligakupa
                      • Campeão da Magyar Kupa
                      • Campeão da NB I
                      • Bielorússia sub-23
                        • Vice-campeão dos Jogos Olímpicos de 2016


                          2017/18

                          • Metalist Kharkiv

                            • Campeão da Europa League
                            • Campeão da Kubok Ukraini
                            • Campeão da Premyer-Liha

                            2018/19

                            [*]Metalist Kharkiv

                            [*]Campeão da Inter Superkubok

                            [*]Campeão da Supercopa Europeia

                            [*]Campeão da UEFA Champions League

                            [*]Campeão da Kubok Ukraini

                            [*]Campeão da Premyer-Liha

                            2019/20

                            [*]FC Schalke 04

                            [*]Vice-campeão da Europa League

                            [*]Vice-campeão da Bundesliga

                            [*]Campeão da DFB-Pokal

                            2020/21

                            [*]FC Schalke 04

                            [*]Campeão da DFB-Supercup

                            [*]Campeão da Bundesliga

                            [*]Campeão da DFB-Pokal

                            [*]Campeão da Champions League

                            2021/22

                            [*]Chelsea FC

                            [*]Campeão da Europa League

                            [*]Campeão da English Premier League

                            [*]Eliminado nas quartas de final da Carling Cup

                            [*]Eliminado na 3ª Eliminatória da FA Cup

                            2022/23

                            [*]Chelsea FC

                            [*]Campeão da Community Shield

                            [*]México

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Boa sorte.

Hungria só perdeu a de 54 porque os alemães estavam dopados.

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Hummmm, gostei muito da propostas do save, Bruno.

Elogios para o Henrique, foi dele a ideia lá no Sugestões. Novidade para mim, que nunca joguei por essas bandas.

Boa sorte.

Hungria só perdeu a de 54 porque os alemães estavam dopados.

A Hungria teve esse timaço, monstro, mas nunca mais. A proposta é só aparecer para o mundo por lá e migrar para algum centro maior.

Boa sorte, vou acompanhar.

Acompanhe sim!

Boa sorte, grande trink. Sou fã das suas histórias.

Valeu, NisMo! Espero que eu faça valer e proporcione uma boa história.

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  • Vice-President

Fico feliz em ver que minha sugestão motivou alguém, acompanharei. ;)

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Trink como sempre fazendo histórias ótimas. Eu vou acompanhar essa mais que a do Fla. Vai dar alegrias ao titio Bela. Sorte ai!

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Fico feliz em ver que minha sugestão motivou alguém, acompanharei. ;)

Coincidentemente, eu tinha lido um texto sobre o Béla um dia antes de ler sua sugestão. Era um sinal! :)

Um bom desafio.

BS!

Alguns dos objetivos são bem complicados, vamos ver o que eu consigo fazer.

Boa sorte!

Valeu!

boa sorte no save, com certeza terá qualidade

Espero que sim, vou trabalhar pra isso.

Trink como sempre fazendo histórias ótimas. Eu vou acompanhar essa mais que a do Fla. Vai dar alegrias ao titio Bela. Sorte ai!

Obrigado pelo elogio, tomara que essa também te agrade tanto quanto me agradar jogar.

Boa Sorte Trink, gosto muito de saves em paises de menor expressão no futebol, tomara que tenha sucesso!

Eu não tenho o hábito de jogar em países assim. Até jogo em ligas menores, mas na Inglaterra, Espanha ou no Brasil. Vai ser um grande desafio pra mim.

Bs Bruno!

Valeu, MB!!!

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Era comum no início do século XX que jogadores considerados inteligentes dentro dos gramados assumissem cargos de treinador no momento seguinte ao de suas respectivas aposentadorias. Foram os casos de Silvio Piola e Árpád Weisz, por exemplo. Atletas que marcaram época dentro e fora das quatro linhas, sempre ligados ao futebol. E foi nesse mesmo sistema que Béla Guttmann se consagrou como uma das figuras mais lendários do futebol - com destaque por suas passagens na Itália, no Brasil e em Portugal.

Meio-campista mais voltado à defesa em sua época de jogador, Guttmann nasceu em 1899 no então Império Austro-Húngaro, onde desenvolveu praticamente toda sua carreira como jogador - ao longo de sua carreira o império se desfez e o atleta se naturalizou austríaco. Sua única passagem fora de sua terra natal aconteceu justamente em uma aventura, quando, entre 1926 e 1930, desbravou o então amador futebol dos Estados Unidos. Voltou para sua pátria após a passagem em terras ianques e por lá se aposentou, em 1933, vestindo a camisa do Hakoah Viena.

Retirado dos gramados, assumiu o comando do clube pelo qual se aposentou e onde era figura muito querida. Exerceu o cargo por apenas duas temporadas, obtendo o décimo lugar no campeonato austríaco em ambas as oportunidades. Seu desempenho ruim e, principalmente seu temperamento explosivo, o fizeram ser mandado embora do clube. Graças aos contatos de seu pai, porém, conseguiu a chance de treinar o holandês SC Enschede, atual Twente. A boa campanha a qual conduzia o time logo em sua primeira temporada, porém, foi motivo de desentendimento com a diretoria local - o problema girava em torno das premiações em caso de título.

Depois de mais um ano na Holanda, Guttmann voltou à Áustria para dirigir novamente o Hakoah Viena, em época que finalmente conseguiria dar uma guinada em sua carreira. Após pegar a equipe rebaixada no Austríaco, ficou por lá durante um curto período de tempo, rumando então para o futebol da Hungria. Assumiu o Újpest, uma das mais tradicionais e poderosas equipes da época, com a qual, logo de cara, foi campeão do Campeonato Húngaro e da Copa Mitropa, espécie de embrião da Liga dos Campeões, entre 1938 e 1939. O início da Segunda Guerra Mundial, porém, interrompeu seu ótimo trabalho. Por ser judeu, o treinador teve que fugir e se refugiar na Suíça até o final do conflito bélico.

Após o término da Guerra, peregrinou por times do leste europeu até voltar, em 1947, ao Újpest, onde foi novamente campeão húngaro. Além do título, se destacou nessa época por ser um dos percussores da implantação do sistema 4-2-4 nos gramados europeus - a tática viria a ser base da Hungria vice-campeã mundial em 1954. Por suas conquistas e pelo jeito agressivo e ofensivo com a qual postava seus times em campo, Guttmann recebeu a oportunidade de se transferir para um centro maior do futebol, assumindo, em 1949, o comando do Padova, onde iniciou seus trabalhos na Itália com acordos nos quais recebia alimentos ao invés de salários. Uma derrota por 4 a 0 para a Juventus na Serie A daquele ano, porém, foi o suficiente para que o treinador fosse mandado embora - novamente, já desagradava parte da diretoria com seu temperamento explosivo.

O técnico permaneceu na Itália, onde ainda assumiu o comando do Triestina, por onde também ficou durante um curto período de tempo, destacando-se por ministrar aulas sobre táticas aos seus jogadores. Após ser novamente mandado embora graças, essencialmente, ao seu comportamento, assumiu ainda o comando do Quilmes, na Argentina, e do APOEL, equipe do Chipre - nesse período ainda integrou, em 1952, a comissão técnica da seleção húngara. Se estabeleceria novamente apenas em 1954, quando após o vice-campeonato mundial da Hungria, montada em cima do esquema 4-2-4, foi convidado para assumir o comando do Milan.

Ao chegar em Milão se deparou com uma das maiores linhas ofensivas que os rossoneri já tiveram em sua história, formada pelos suecos Gunnar Gren, Gunnar Nordahl e Nils Liedholm. O ímpeto ofensivo natural do Milan somado à mentalidade de ataque de Guttmann fez com que o time tivesse dentro de campo uma combinação perfeita para recuperar o scudetto que nos últimos dois anos havia sido conquistado pela Internazionale. Para quebrar a hegemonia dos rivais nerazzurri, os comandados de Béla Guttmann contaram, claro, com um desempenho ofensivo muito bom para dominar a Serie A durante todo o ano.

O que os jogadores não esperavam, porém, é que mais uma vez o temperamento forte de seu treinador causaria problemas no meio do percurso. Mesmo com seu time liderando o campeonato, Guttmann entrou em atrito com a diretoria do Milan e foi prontamente demitido. Inconformado, disparou contra os diretores, afirmando não entender porque havia sido mandado embora se não era criminoso ou homossexual. Assistiu de fora seu time ser campeão sob o comando de Ettore Puricelli. Na tentativa de se manter na Itália, assinou com o recém-promovido Vicenza, no qual ficou durante uma única temporada.

Os problemas na Itália fizeram com que o treinador retornasse à Hungria, onde assumiu o controle do Honvéd, mais poderosa equipe local, que contava, entre outros, com o craque Ferenc Puskás em seu elenco. A equipe, admirada em todo o mundo, foi a porta de entrada do Brasil para Guttmann, pois foi em uma excursão do time húngaro pelo país que dirigentes do São Paulo ficaram encantados com a maneira de jogar da equipe e fizeram uma proposta para que o treinador assumisse o Tricolor paulista - aceita prontamente pelo húngaro.

No clube paulista, chegou fazendo a exigência de que o veterano Zizinho fosse contratado junto ao Bangu apesar de seus 35 anos - idade muito avançada para jogadores na época. Mesmo surpresa, a diretoria do São Paulo bancou a contratação e iniciou a temporada de 1957 com Guttmann no comando de uma equipe que contava, além do craque carioca, com o futuro milanista Dino Sani, Mauro, Amauri e Canhoteiro. Implantando seu 4-2-4 no Tricolor, conquistou o Campeonato Paulista daquele ano vencendo o grande rival Corinthians por 3 a 1 na final - esse seria, ainda, o último título do São Paulo no torneio até 1970.

Mas até mais importante do que o título conquistado foi a implantação do sistema 4-2-4, que se popularizou no Brasil após o Tricolor levar o Paulistão com destaque para sua linha de frente - superada apenas pelo Santos de um garoto de 16 anos que acabara de começar a jogar: Pelé. Foi com o jovem do time da Baixada e o esquema proposto por Guttmann que o Brasil venceria, em 1958, sua primeira Copa do Mundo, na maior colaboração - mesmo que indireta - do treinador húngaro para o futebol brasileiro.

Depois de sua passagem pelo Brasil iria direto para Portugal, onde assumiu o comando do Porto e foi campeão português em 1959. Mas mantendo a lenda em torno de seu temperamento inesperado, assinou com o Benfica, maior rival dos portistas, logo após o título. Lá, foi responsável por revelar ao mundo o atacante Eusébio, nascido em Moçambique e maior jogador da história do futebol português.

No comando dos Encarnados obteve mais dois campeonatos portugueses, além de uma Copa de Portugal. Sua glória máxima, porém, aconteceria em 1961 e 1962, quando levaria o Benfica ao bicampeonato da Liga dos Campeões, vencendo, respectivamente, Barcelona e Real Madrid - esse comandado dentro de campo por Puskás, a essa altura já um desafeto de Guttmann.

Passaria, ainda, pela seleção da Áustria - a única da qual foi técnico -, pelo Peñarol, do Uruguai, voltaria ao Benfica no qual ficou mais um ano e peregrinou por Servette, da Suíça, Panathinaikos, da Grécia, e Austria Viena até que, em 1973, assumisse o Porto para se retirar do futebol.

Revolucionário em seu tempo, Guttmann foi um cigano do futebol, com lendas afirmando que nunca ficou mais de dois anos em um clube por acreditar que o número três trazia azar. De temperamento forte, ressurgiu nas pautas com a consagração de José Mourinho, igualmente polêmico e de competência semelhante - assim como Helenio Herrera, a quem é normalmente comparado. E, por onde passou, Béla Guttmann deixou ensinamentos que moldaram o futebol para que ele chegasse ao que assistimos hoje.

Béla Guttmann

Nascimento: 27 de março de 1889, em Budapeste, então Império Austro-Húngaro

Falecimento: 28 de agosto de 1981, em Viena, Áustria

Posição: meio-campista

Clubes como jogador: Törekvés-HUN (1917-1919), MTK Budapest-HUN (1919-1921), Hakoah Viena-AUS (1921-1926 e 1932-1933), New York Giants-EUA (1926-1929), Hakoah All Stars-AUS (1929-1330 e 1931-1932) e New York SC (1930-1931)

Clubes como treinador: Hakoah Viena-AUS (1933-1935 e 1937-1938), Enschede-HOL (1935-1937), Újpest-HUN (1938-1939 e 1947), Kispest-HUN (1948), Padova (1949-1950), Triestina (1950-1951), Hungria* (1952), Quilmes-ARG (1953), APOEL-CPR (1953), Milan (1953-1955), Vicenza (1955-1956), Honvéd-HUN (1956-1957), São Paulo (1957), Porto (1958-1959 e 1973), (1959-62 e 1965-1966), Peñarol-URU (1962), Áustria (1964), Servette-SUI (1966-1967), Panathinaikos-GRE (1967) e Austria Vienna (1973)

Títulos como jogador: 2 Campeonatos Húngaros (1919/20 e 1920/21) e 1 Campeonato Austríaco (1924/25)

Títulos como treinador: 2 Campeonatos Húngaros (1938/39 e 1946/47), 1 Copa Miltropa (1938), 1 Campeonato Paulista (1957), 3 Campeonatos Portugueses (1958/59, 1959/60 e 1960/61), 1 Copa de Portugal (1961/62) e 2 Liga dos Campeões (1961 e 1962)

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Trink, o Guttmann nunca gostei de passar mais do que três temporadas em uma equipe. Tem uma frase dele, que dizia mais ou menos que duas temporadas nunca equipe era o ideal e que a terceira era fatal. Pensa em fazer algo a respeito para seu save?

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Trink, o Guttmann nunca gostei de passar mais do que três temporadas em uma equipe. Tem uma frase dele, que dizia mais ou menos que duas temporadas nunca equipe era o ideal e que a terceira era fatal. Pensa em fazer algo a respeito para seu save?

Olha, Gilson, eu penso sim. Inclusive, pretendo usar esse save para quebrar alguns paradigmas pessoais meus no FM. Um deles é a paciência que eu tenho para permanecer bastante tempo num mesmo clube, montando elencos com calma. Criei um personagem com o mesmo temperamento impulsivo do Béla e só ficarei mais de duas ou três temporadas no mesmo clube se for o caso especifico de cumprir algum objetivo do save.

Além disso, ainda tem o fato de montar sempre times ofensivos. Logo eu, que se não sou retranqueiro, sou conhecido por construir times pensando primeiro em montar uma defesa sólida. Vamos ver o que consigo fazer.

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Olha, Gilson, eu penso sim. Inclusive, pretendo usar esse save para quebrar alguns paradigmas pessoais meus no FM. Um deles é a paciência que eu tenho para permanecer bastante tempo num mesmo clube, montando elencos com calma. Criei um personagem com o mesmo temperamento impulsivo do Béla e só ficarei mais de duas ou três temporadas no mesmo clube se for o caso especifico de cumprir algum objetivo do save.

Além disso, ainda tem o fato de montar sempre times ofensivos. Logo eu, que se não sou retranqueiro, sou conhecido por construir times pensando primeiro em montar uma defesa sólida. Vamos ver o que consigo fazer.

Boas falas. Acho que nós todos que jogamos CM/FM por tantos anos, estamos precisando de desafios para nos tirar da "zona de conforto" não é mesmo?

Vai ser legal ter que construir um equipe competitiva e ofensiva em pouco tempo. Com certeza aumentará o risco de falhar, mas acho que nisso que residirá a graça do seu save. Força.

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Legal isso de evitar passar 3 temporadas num clube, vai dar um toque de realidade ao save e dificuldade ao mesmo tempo. Hoje o futebol hungaro tá bem mais fraco, mas espero que aprenda bastante coisa jogando nesses paises de menor expressão. Quando li o save no primeiro post veio a minha cabeça a ideia de fazer um save em homenagem a Helenio Herrera, ai quando leio esse ultimo post, vejo que o Guttmann era comparado a ele constantemente heheh

Boa Sorte nesse inicio de save :D

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Boa sorte! Com certeza acompanharei :)

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Esse save até agora me encanta, tanto pela proposta de passar duas temporadas por clube, tanto por ser na Hungria, é um aula. Eu li pouco sobre Guttman, mas é fantástica a carreira dele. Esse save promete.

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Boas falas. Acho que nós todos que jogamos CM/FM por tantos anos, estamos precisando de desafios para nos tirar da "zona de conforto" não é mesmo?

Vai ser legal ter que construir um equipe competitiva e ofensiva em pouco tempo. Com certeza aumentará o risco de falhar, mas acho que nisso que residirá a graça do seu save. Força.

Muitas vezes, até sem intenção, acabamos repetindo a fórmula que sabemos que tem mais chance de dar certo. Gosto dessas "amarras" justamente por isso, para me tirar do óbvio.

Legal isso de evitar passar 3 temporadas num clube, vai dar um toque de realidade ao save e dificuldade ao mesmo tempo. Hoje o futebol hungaro tá bem mais fraco, mas espero que aprenda bastante coisa jogando nesses paises de menor expressão. Quando li o save no primeiro post veio a minha cabeça a ideia de fazer um save em homenagem a Helenio Herrera, ai quando leio esse ultimo post, vejo que o Guttmann era comparado a ele constantemente heheh

Boa Sorte nesse inicio de save :D

Taticamente, seria até interessante você fazer uma homenagem ao HH, já que são escolas bem diferentes.

Sobre as três temporadas, não é uma regra rígida. Posso ficar mais, se for o caso de estar tentando um dos objetivos do save, mas apenas se tiver a clara percepção de que pode acontecer mesmo.

Boa sorte! Com certeza acompanharei :)

Acompanhe! :)

Bela escolha, acompanharei.

Valeu!

Esse save até agora me encanta, tanto pela proposta de passar duas temporadas por clube, tanto por ser na Hungria, é um aula. Eu li pouco sobre Guttman, mas é fantástica a carreira dele. Esse save promete.

Conehcia bem por alto sobre o Béla e a sugestão do Henrique me motivou a procurar mais. Espero fazer jus à sua história.

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29.10.2011

O futebol na Hungria, como em quase todos os outros países do mundo, funciona no sistema de ligas, com acesso e descenso. A primeira divisão, ou Nemzeti Bajnokság I (Campeonato Nacional), é disputada por dezesseis times que jogam duas vezes entre si. Os dois últimos colocados são rebaixados para a NB II, que, desde a temporada 2004/05, é jogada em duas divisões, Keleti (Leste) and Nyugati (Oeste), cada uma com dezesseis times. O campeão de cada uma delas sobe para a NB I, enquanto os três últimos descem para a NB III que, por sua vez, comporta seis divisões de quinze ou dezesseis times. Abaixo da terceira divisão, temos ligas locais que vão até a Megye V, equivalente à oitava divisão. Além da liga, temos a Magyar Kupa, ou Copa da Hungria, disputada por todos os clubes profissionais, além de vários amadores, e a Ligakupa, que foi criada em 2007 e tem pouca importância, tanto para clubes quanto para a torcida.

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Quatro anos de faculdade e um curso de treinador de futebol na Federação Húngara, estava pronto para ingressar nessa nova carreira. Passei um pouco mais de três meses assistindo muitas partidas da NB I mas, principalmente, da NB II, já que acreditava que começaria por baixo. Vi meu MTK começar bem a temporada, com sólidas chances de subir. Mas isso já era esperado, o lugar deles é a primeira divisão. Não era esperada a péssima campanha do Mezokövesd, que era apontado como favorito a subir no outro lado da NB II. Até por isso, o treinador Géza Huszák foi despedido na semana passada, depois de mais uma derrota.

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Já tinha enviado curriculum para alguns clubes daqui de Budapest e os 120km que me separavam daquela pequena cidade no norte húngaro não me assustavam. O presidente József Hagyacki, um pouco só mais velho do que eu, também não teve medo de apostar num treinador inexperiente. O Mezokövesd é um clube com apenas 36 anos de existência e cuja maior proeza foi quase ter subido para a NB I na temporada passada. Financeiramente, ao contrário do campo, a situação não é das piores mas ainda não tivemos verba disponibilizada para reforçar o time. Mas antes preciso conhecer o time. Já temos jogo amanhã e, além da negociação com o presidente, o único contato que eu tive com o clube até agora foi um telefonema do Sándor Sivák, dublê de jogador e assistente técnico, que me passou algumas informações sobre o clube e, principalmente, sobre o elenco. Combinei com ele que teremos um espaço para que também ele mostre seu ponto de vista aqui no blog.

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A pedidos do nosso novo treinador, estarei por vezes aqui para falar sobre o Mezokövesd, basicamente sobre o que acontece dentro de campo. Já estou no clube há alguns anos e, com a chegada da idade, já comecei a pensar em um futuro dentro do próprio futebol. Desde o começo da temporada, já estava contribuindo com o professor Huszák e continuarei fazendo isso com o professor Guttmann. Passei para ele um relatório com pontos fortes e fracos do elenco, no qual o destaque é o volante Janos Zováth. Agora que o professor Huszák já saiu, posso dizer que não é um elenco muito, digamos, equilibrado. Ele até contratou bem em junho, mas nas posições erradas. Temos vários laterais direito, vários atacantes que não merecem estar no clube, tanto que os dois titulares tem sido dois meias improvisados, o Palásthy e o Sándor Török. Em contrapartida, nosso melhor zagueiro é um lateral que, por sinal, está contundido, e só temos um lateral esquerdo, também no departamento médico.

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Pelos próximos meses teremos que ir com esse grupo mesmo, já que a janela só abre no dia 20 de janeiro, mas podemos melhorar. O time vinha jogando num 4-4-2, mudamos para um 3-5-2 apenas nessa última partida da Magyar Kupa por causa da contusão do Elek, mas já estou sabendo que o professor gosta de um 4-2-4. Se ele quiser jogar assim amanhã lá em Vác, terá que improvisar, pelo menos na lateral esquerda. E torcer para que as contusões tenham parado por aqui.

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