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O cinema vai acabar? (Não, não vai... mas bora discutir)


Leho.
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  • General Director
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Warner lançará todos os filmes de 2021 no cinema e no streaming no mesmo dia
Lançamentos do próximo ano incluem Matrix 4 e Duna, mas estas produções ainda podem ser adiadas

Warner cria a Warner Max, produtora dedicada ao serviço de streaming HBO Max  – Série Maníacos

JULIA SABBAGA
03.12.2020

A Warner anunciou hoje (03) que todos os seus lançamentos marcados para 2021, que incluem Duna e Matrix 4, serão lançados nos cinemas e em sua plataforma de streaming, HBO Max, simultaneamente. Ao todo, serão 17 títulos do estúdio que terão seus lançamentos impactados. 

Nas redes sociais, a Warner Bros. compartilhou o anúncio com trechos de cada um dos longas que terão lançamento simultâneo:

O The Wrap ressalta, no entanto, que tanto Duna quanto Matrix 4, assim como Godzilla vs. Kong e Esquadrão Suicida ainda estão em fase de produção, e por isso podem ter suas datas de lançamento adiadas para 2022. 

Longas que estão na lista definitiva de lançamentos simultâneos no cinema e no HBO Max são: The Little Things, Judas and the Black Messiah, Tom & Jerry: o  Filme, Mortal Kombat, Those Who Wish Me Dead, Invocação do Mal 3, Em um Bairro de Nova York, Space Jam: Um Novo Legado, Reminiscence, Malignant, The Many Saints of Newark, King Richard e  Cry Macho.

Os longas seguirão o modelo de Mulher-Maravilha 1984, que estreia em 25 de dezembro tanto na HBO Max quanto nos cinemas dos EUA. No Brasil, o filme da heroína estreia uma semana antes, no dia 17 do mesmo mês.

@Omelete

 

---

Trouxe a opinião do PH Santos que é um vlogger que eu sigo e acho maneiro, mas sintam-se à vontade pra trazerem outros vídeos de análises e comentários sobre o tema.

Aliás, falando em comentário... o que vocês acham disso tudo? Qual o caminho que tomará o cinema? E o streaming, caminha pra ser a grande revolução midiática dentro do entretenimento que tá parecendo ou não?

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Acabar não vai. Vai se transformar. Concordo com ele.

Ir ao cinema é uma atividade que tem outras características em relação a assistir algo de casa. Isso é óbvio, mas vale a pena ressaltar porque as pessoas esquecem que, apesar de essas atividades possuírem características comuns, elas possuem outras que são diferentes. O cinema tem um quê de evento, de sair de casa, e é muitas vezes acompanhado por uma caminhada, olhada em lojas, refeição, etc. É social, no sentido de acontecer no espaço público.

Eu não gosto muito de cinema, não. Acho a tela exageradamente grande e o som exageradamente alto. Pra mim não faz muita diferença. kkk

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3 horas atrás, Lowko é Powko disse:

Acabar não vai. Vai se transformar. Concordo com ele.

Ir ao cinema é uma atividade que tem outras características em relação a assistir algo de casa. Isso é óbvio, mas vale a pena ressaltar porque as pessoas esquecem que, apesar de essas atividades possuírem características comuns, elas possuem outras que são diferentes. O cinema tem um quê de evento, de sair de casa, e é muitas vezes acompanhado por uma caminhada, olhada em lojas, refeição, etc. É social, no sentido de acontecer no espaço público.

Eu não gosto muito de cinema, não. Acho a tela exageradamente grande e o som exageradamente alto. Pra mim não faz muita diferença. kkk

Concordo plenamente. Poucas vezes eu fui no cinema SÓ pra ver o filme (Deadpool 2 e Ultimato, por exemplo). Normalmente era pra fazer algo "diferente", é um programa default pra sair com alguém.

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  • General Director

Concordo @Lowko é Powko, e acho que por ser esse "evento social" é que ele não deixará de existir. Aliás, assistir um filme no cinema é uma experiência bem diferente do que assistir simplesmente no sofá da sala, e em determinados filmes isso faz uma diferença colossal.

Por exemplo: eu assisti "Mad Max: Estrada da Fúria" numa sala de cinema TOP de última geração, e posso te dizer que valeu cada centavo. Depois acabei reassistindo ao filme e a experiência foi outra.

Claro que existe também os fãs que tão cagando pro entorno da "ida ao cinema", e vão única e exclusivamente pra ver o filme e ir embora. Eu já tive uma época assim, era tarado pra ver meus filmes preferidos no cinema, então ia sozinho mesmo, comprava o bilhete, assistia e ia embora depois. Acho que esse público vai diminuir (até por conta da praticidade e facilidade dos streamings), mas duvido que deixe de existir.

 

Acho que tanto a Televisão quanto o Cinema vão ser impactados com essa crescente do streaming (aliás, isso já está acontecendo né). E aí vai depender de quem produz e trabalha dentro dessas duas indústrias, a forma como vão se reinventar e construir novas conexões com seus espectadores.

 

4 hours ago, Lowko é Powko said:

[...] Eu não gosto muito de cinema, não. Acho a tela exageradamente grande e o som exageradamente alto. Pra mim não faz muita diferença. kkk

Porra, pra mim faz TODA a diferença hahahaha, gosto pra caralho.

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Uma coisa que pensei agora é que o próprio acesso à tecnologia, o seu barateamento, vai afastar as pessoas inevitavelmente do cinema, em algum grau. Eu cresci com TV de tubo de 14 polegadas, depois de 20', 24', nem lembro mais. Mas desde a minha infância sempre houve um processo de melhora da experiência com a televisão, seja pelo tamanho, pela qualidade da imagem, pela qualidade do som, etc.

A diferença entre uma TV de até 20 polegadas e um cinema, na época, era gigantesca. Mas a diferença entre o cinema e uma TV de 40 polegadas de ótima qualidade é bem menor. É claro que isso varia de pessoa pra pessoa, como o @Leho. deixou claro. Mas pensando nessa tendência, qual é o limite?

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Não sei como vai funcionar, mas eu acharia top se ao invés de ter que assinar o streaming "todo", desse só pra pagar o "ingresso" e assistir o filme. Eu nunca me acostumei com cinema porque só tem isso nas cidades vizinhas e acaba sendo bem caro ir lá pra ver um filme e comer um hambúrguer.

Eu sou bem bicho do mato, então se pudesse fazer tudo de casa, por mim seria ótimo.

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  • General Director
12 hours ago, Lowko é Powko said:

[...] A diferença entre uma TV de até 20 polegadas e um cinema, na época, era gigantesca. Mas a diferença entre o cinema e uma TV de 40 polegadas de ótima qualidade é bem menor. [...]

Ah não Lowko, nem se compara porra hahahaha. A imersão que a infraestrutura do cinema promove dificilmente é equiparada a qualquer "sala de TV" hoje, mesmo que seja uma tela enorme, de última geração e os caralho todo. A não ser que você seja milionário e tenha condições de montar uma sala de cinema "privê" em sua casa, dá bastante diferença sim.

Agora, concordo contigo que com o avanço da tecnologia e o maior acesso à ela, os cinemas fatalmente perderão uma boa fatia de espectadores.

 

9 hours ago, EduFernandes said:

Não sei como vai funcionar, mas eu acharia top se ao invés de ter que assinar o streaming "todo", desse só pra pagar o "ingresso" e assistir o filme. Eu nunca me acostumei com cinema porque só tem isso nas cidades vizinhas e acaba sendo bem caro ir lá pra ver um filme e comer um hambúrguer.

Eu sou bem bicho do mato, então se pudesse fazer tudo de casa, por mim seria ótimo.

Seria maneiro mesmo poder comprar individualmente os filmes, acho que eles devem estar pensando em possibilidades do tipo (embora eu ache que o que eles querem mesmo é angariar mais novas assinaturas, e não clientes esporádicos hahahah).

Quanto ao preço, realmente é uma parada abusiva demais. Tanto no interior quanto em metrópoles, os preços acabam virando obstáculos pra quem gosta de ir toda semana ver um filme. Na minha adolescência eu cheguei a pagar R$3,00 pra ver filme, em boas salas hahahah. Era promoção de meia entrada + promoção de desconto de um dia específico da semana (era quarta-feira, se não me engano). Eu pagava meia da meia oiauheoiuaheouihaoeuhoae! Puta fase boa, via uns 2~3 filmes por semana.

Aí quando começaram a encarecer bastante o negócio, tive que diminuir. Perdi a meia entrada de estudante também, hahahahah por motivos óbvios. Mas não dá pra dizer que eu não aproveitei esse benefício na minha fase de jovem não, hahaha.

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3 horas atrás, Leho. disse:

Ah não Lowko, nem se compara porra hahahaha. A imersão que a infraestrutura do cinema promove dificilmente é equiparada a qualquer "sala de TV" hoje, mesmo que seja uma tela enorme, de última geração e os caralho todo. A não ser que você seja milionário e tenha condições de montar uma sala de cinema "privê" em sua casa, dá bastante diferença sim.

Agora, concordo contigo que com o avanço da tecnologia e o maior acesso à ela, os cinemas fatalmente perderão uma boa fatia de espectadores.

Eu só falei que a diferença é menor. Eu por exemplo acho a imersão do cinema meio ruim justamente por causa do tamanho da tela e do volume do som. Prefiro ter uma tela de 70 em casa do que ir ao cinema.

Mas, claro, há problemas nisso. Primeiro, o espaço, porque não adianta ter uma tela gigantaralha numa sala pequena, porque nem tudo na TV você quer ver "como no cinema". Segundo, os vizinhos, por causa do som. Enfim, há outras inconveniências, mas eu não vejo como uma impossibilidade nem acho que a diferença é gritante, em qualidade e imersão.

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  • Vice-President
On 12/12/2020 at 7:52 PM, Leho. said:

Concordo @Lowko é Powko, e acho que por ser esse "evento social" é que ele não deixará de existir. Aliás, assistir um filme no cinema é uma experiência bem diferente do que assistir simplesmente no sofá da sala, e em determinados filmes isso faz uma diferença colossal.

O triste disso é que vai mudar a forma como os filmes são produzidos e vai haver uma grande queda na qualidade de algumas coisas, já que muito filme é projetado para a telona.

O cinema era uma das minhas atividades favoritas no Brasil e assistir um filme no cinema é uma experiência totalmente diferente de assistir em casa. Muito filme perde sem a telona, principalmente filmes de ação, super-heróis, ficção científica, etc. Imagina que merda seria um Senhor dos Anéis projetado para a TV nos anos 2000?

Eu acho uma merda essa avalanche de serviços de streaming, os caras acham que as pessoas querem substituir o que já existe por diversos serviços de streaming. A Netflix deu certo não foi porque oferecia um serviço de streaming, foi porque oferecia um serviço de streaming que quebrava a dependência da TV a cabo e de ser refém das emissoras. Agora, estamos voltando para esse mesmo tipo de contexto, só que ao invés de emissoras de TV, são plataformas de streaming.

Acho que se uma pessoa for assinar todos os serviços de streaming (num país como os EUA, que quase todos os canais lançaram serviço próprio), vai gastar mais do que com a TV a cabo.

Contudo, pra mim, que não vai ao cinema no atual país, vai ser ótimo que vou baixar da internet no dia que lançarem.

On 12/12/2020 at 9:16 PM, Lowko é Powko said:

A diferença entre uma TV de até 20 polegadas e um cinema, na época, era gigantesca. Mas a diferença entre o cinema e uma TV de 40 polegadas de ótima qualidade é bem menor. É claro que isso varia de pessoa pra pessoa, como o @Leho. deixou claro. Mas pensando nessa tendência, qual é o limite?

Risos.

Sua opinião a respeito do ambiente do cinema nem transparece nesse tipo de comentário, amigo. hahaha

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6 minutos atrás, Henrique M. disse:

O triste disso é que vai mudar a forma como os filmes são produzidos e vai haver uma grande queda na qualidade de algumas coisas, já que muito filme é projetado para a telona.

O cinema era uma das minhas atividades favoritas no Brasil e assistir um filme no cinema é uma experiência totalmente diferente de assistir em casa. Muito filme perde sem a telona, principalmente filmes de ação, super-heróis, ficção científica, etc. Imagina que merda seria um Senhor dos Anéis projetado para a TV nos anos 2000?

Eu acho uma merda essa avalanche de serviços de streaming, os caras acham que as pessoas querem substituir o que já existe por diversos serviços de streaming. A Netflix deu certo não foi porque oferecia um serviço de streaming, foi porque oferecia um serviço de streaming que quebrava a dependência da TV a cabo e de ser refém das emissoras. Agora, estamos voltando para esse mesmo tipo de contexto, só que ao invés de emissoras de TV, são plataformas de streaming.

Acho que se uma pessoa for assinar todos os serviços de streaming (num país como os EUA, que quase todos os canais lançaram serviço próprio), vai gastar mais do que com a TV a cabo.

Contudo, pra mim, que não vai ao cinema no atual país, vai ser ótimo que vou baixar da internet no dia que lançarem.

Risos.

Sua opinião a respeito do ambiente do cinema nem transparece nesse tipo de comentário, amigo. hahaha

ihihih

Eu não tinha pensado nessa questão da qualidade da imagem.

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  • General Director
2 hours ago, Henrique M. said:

O triste disso é que vai mudar a forma como os filmes são produzidos e vai haver uma grande queda na qualidade de algumas coisas, já que muito filme é projetado para a telona. [...]

Pois é, isso é um "efeito colateral" bem provável de acontecer mesmo, e aí perde quem gosta da experiência do cinema, ganha quem prefere a praticidade do sofá e o controle remoto (nem tanto assim também, contudo).

 

2 hours ago, Henrique M. said:

[...] Acho que se uma pessoa for assinar todos os serviços de streaming (num país como os EUA, que quase todos os canais lançaram serviço próprio), vai gastar mais do que com a TV a cabo. [...]

Mas acho que a premissa não é nem essa (assinar todos os serviços), mas sim de você escolher sua própria grade de canais preferidos e assinar apenas aqueles ali. Óbvio, quem tem condições assina tudo e foda-se, mas acho que pro cidadão médio, a expectativa é customizar suas escolhas até pra não encarecer a brincadeira.

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  • Vice-President
3 hours ago, Leho. said:

Mas acho que a premissa não é nem essa (assinar todos os serviços), mas sim de você escolher sua própria grade de canais preferidos e assinar apenas aqueles ali. Óbvio, quem tem condições assina tudo e foda-se, mas acho que pro cidadão médio, a expectativa é customizar suas escolhas até pra não encarecer a brincadeira.

Sim, mas o meu questionamento nem é esse. Supostamente, a lógica da TV a cabo era essa mesmo. Customizar sua própria grade de canais, no fim, virou o que virou, contudo, não é algo que vejo acontecendo com as plataformas de streaming.

Meu questionamento é que, infelizmente, não houve uma real ruptura do modelo antigo para algo novo, tivemos aquela disrupção de momento, até o mercado se readaptar e forçar o retorno ao status quo.

E outra coisa que esqueci de adicionar, provavelmente as plataformas de streaming vão querer cobrar no caso de blockbusters, como a Disney fez (ou tentou fazer) com Mulan. O filme da Mulher Maravilha só sairá no HBO Max por causa da situação que vivemos (e outra, a lista dos filmes divulgados não tem nada de impactante para nós ou para abocanhar mundos e fundos de ingressos). Duvido muito que um filme da Marvel vá sair pela mensalidade do Disney+, por exemplo. Aí vamos voltar para a era simples da pirataria, por que pagar para ver algo em casa se eu posso baixar de graça? Eu pagaria tranquilamente o preço de um ingresso para ir no cinema, porque é um evento, uma experiência, não pagaria para ver algo que supostamente, já pago para ter acesso e que foi bloqueado por um "paywall".

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Bom, não assisti e li os outros comentários pq agora não tô com muito tempo. Mas era questão de tempo. O cinema hoje está muito elitizado. Tu praticamente só encontra cinema em shopping, em grande maioria de grandes redes e com o preço que pesa pra muita gente. O valor de um ingresso paga metade de uma assinatura de streaming (se for a do Prime paga inteira). 

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  • General Director
7 hours ago, Henrique M. said:

[...]

Ah tá, entendi teu ponto... realmente, mudou-se a plataforma (da Tv pro Streaming) mas pouco se alterou no formato. Concordo contigo.

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Filme/cinema sempre foi uma das minhas atividades favoritas.

Em Portugal tinha uma promoção que por oito euros você jantava em qualquer restaurante do shopping, além de ganhar o ingresso do cinema. Eu enchia o porão em um rodízio brasileiro, e depois ia tomar ceva (comprada no mercado, obviamente) no cinema, hahaha. Bom demais.

O ponto negativo é que o valor do cinema no Brasil está pornográfico (aqui no interior custa tipo 25~30 reais o ingresso, absurdo). Aquela velha história: quem paga meia, paga o preço. Quem não tem meia, paga o dobro. Isso pra mim desestimula demais.

Segundo lugar, tem muita sala ruim por aí. Aqui onde moro, não fui no cinema ainda (logo que cheguei começou a pandemia), mas lá em Passo Fundo, as salas são bem toscas. Cadeiras desconfortáveis, som bosta, etc. E o preço, obviamente, alto.

Terceiro lugar é ter que estar no mesmo ambiente que outras pessoas. Mano, o que tem de gente folgada e porca, que fica batendo na tua cadeira, que fica mexendo no celular enquanto o filme rola, que fica conversando...Pqp. É difícil, viu?

Lembro que quando fui assistir Creed 2 lá em Coimbra, por um palito não atirei uma garrafa de plástico na cabeça dum magrão que tava o filme todo com o celular aberto e falando alto. Sorte dele que veio o lanterninha e expulsou ele, hahaha.

Enfim, eu já gostei mais, mas ainda tenho um grande respeito e carinho por essa valorosa instituição da arte. 🙂

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Em 14/12/2020 em 10:20, ZMB disse:

Filme/cinema sempre foi uma das minhas atividades favoritas.

Em Portugal tinha uma promoção que por oito euros você jantava em qualquer restaurante do shopping, além de ganhar o ingresso do cinema. Eu enchia o porão em um rodízio brasileiro, e depois ia tomar ceva (comprada no mercado, obviamente) no cinema, hahaha. Bom demais.

O ponto negativo é que o valor do cinema no Brasil está pornográfico (aqui no interior custa tipo 25~30 reais o ingresso, absurdo). Aquela velha história: quem paga meia, paga o preço. Quem não tem meia, paga o dobro. Isso pra mim desestimula demais.

Segundo lugar, tem muita sala ruim por aí. Aqui onde moro, não fui no cinema ainda (logo que cheguei começou a pandemia), mas lá em Passo Fundo, as salas são bem toscas. Cadeiras desconfortáveis, som bosta, etc. E o preço, obviamente, alto.

Terceiro lugar é ter que estar no mesmo ambiente que outras pessoas. Mano, o que tem de gente folgada e porca, que fica batendo na tua cadeira, que fica mexendo no celular enquanto o filme rola, que fica conversando...Pqp. É difícil, viu?

Lembro que quando fui assistir Creed 2 lá em Coimbra, por um palito não atirei uma garrafa de plástico na cabeça dum magrão que tava o filme todo com o celular aberto e falando alto. Sorte dele que veio o lanterninha e expulsou ele, hahaha.

Enfim, eu já gostei mais, mas ainda tenho um grande respeito e carinho por essa valorosa instituição da arte. 🙂

Olha, não acho que dá pra culpar quem paga meia não. O cinemark aqui da minha cidade libera meia pra todo mundo nos finais de semana desde que abriu. Ou seja, tu vê que dá pra eles se manterem só cobrando a meia, porque fds é quando vai bem mais gente pro cinema.

Eu duvido muito, mas muito mesmo que se cortassem a meia entrada os preços abaixariam.

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3 horas atrás, Galford Strife disse:

Olha, não acho que dá pra culpar quem paga meia não. O cinemark aqui da minha cidade libera meia pra todo mundo nos finais de semana desde que abriu. Ou seja, tu vê que dá pra eles se manterem só cobrando a meia, porque fds é quando vai bem mais gente pro cinema.

Eu duvido muito, mas muito mesmo que se cortassem a meia entrada os preços abaixariam.

Mas aí eles não estão liberando a meia, eles estão abaixando o preço. Se todo mundo paga meia, ninguém paga meia. Por algum motivo eles entenderam que é lucrativo/desejável ter um preço em conta no fim de semana.

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3 horas atrás, Galford Strife disse:

Olha, não acho que dá pra culpar quem paga meia não. O cinemark aqui da minha cidade libera meia pra todo mundo nos finais de semana desde que abriu. Ou seja, tu vê que dá pra eles se manterem só cobrando a meia, porque fds é quando vai bem mais gente pro cinema.

Eu duvido muito, mas muito mesmo que se cortassem a meia entrada os preços abaixariam.

Mas a culpa não é de quem paga a meia. A culpa é de quem dobra o preço e desvirtua a lógica de existir meia.

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24 minutos atrás, ZMB disse:

Mas a culpa não é de quem paga a meia. A culpa é de quem dobra o preço e desvirtua a lógica de existir meia.

Mas a lógica de existir meia já não tem pressuposta a lógica de que alguém vai pagar por esse preço reduzido?

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2 horas atrás, Lowko é Powko disse:

Mas a lógica de existir meia já não tem pressuposta a lógica de que alguém vai pagar por esse preço reduzido?

Beleza, mas a lógica hoje é completamente outra.

O valor "normal" é o da meia. E quem não paga a meia, paga o dobro.

Não sei se você frequenta shows aí em CWB, mas pra mim ficou muito claro isso quando paguei 100 reais pra assistir o Iron Maiden em 2008, e pouco tempo depois, coincidentemente com a entrada em vigor da "meia", todos os shows internacionais passaram a custar 300 reais. Saca?

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7 minutos atrás, ZMB disse:

Beleza, mas a lógica hoje é completamente outra.

O valor "normal" é o da meia. E quem não paga a meia, paga o dobro.

Não sei se você frequenta shows aí em CWB, mas pra mim ficou muito claro isso quando paguei 100 reais pra assistir o Iron Maiden em 2008, e pouco tempo depois, coincidentemente com a entrada em vigor da "meia", todos os shows internacionais passaram a custar 300 reais. Saca?

Eu acho difícil aplicar essa lógica, porque o valor do ingresso vai ser o maior possível dentro do que as pessoas estão dispostas a pagar. Essa variação de preço pode ser simplesmente porque quem vende o show entendeu que as pessoas estão dispostas a pagar mais por ele. Então o problema não é que o show está supervalorizado após a lei, mas sim que o show estava subvalorizado antes da lei. Ou que a própria lei tenha criado uma pressão temporária no preço, justamente porque a quantidade de jovens que acham que vale a pena pagar comprar o ingresso pagando alguns reais a menos é muito maior do que a quantidade de velhos que acham que não vale a pena pagar muitos reais a mais.

Então, não existe tal coisa como o preço real do show. O preço do show se dá na prática, medido pelo quanto as pessoas estão dispostas a pagar. O que a lei faz é jogar com esses valores.

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13 horas atrás, Lowko é Powko disse:

Eu acho difícil aplicar essa lógica, porque o valor do ingresso vai ser o maior possível dentro do que as pessoas estão dispostas a pagar. Essa variação de preço pode ser simplesmente porque quem vende o show entendeu que as pessoas estão dispostas a pagar mais por ele. Então o problema não é que o show está supervalorizado após a lei, mas sim que o show estava subvalorizado antes da lei. Ou que a própria lei tenha criado uma pressão temporária no preço, justamente porque a quantidade de jovens que acham que vale a pena pagar comprar o ingresso pagando alguns reais a menos é muito maior do que a quantidade de velhos que acham que não vale a pena pagar muitos reais a mais.

Então, não existe tal coisa como o preço real do show. O preço do show se dá na prática, medido pelo quanto as pessoas estão dispostas a pagar. O que a lei faz é jogar com esses valores.

É exatamente isso. Só ver aquele velho caso do Gol brasileiro ser vendido por um preço bem menor no México, por exemplo. No Brasil, se pegarmos o valor de fábrica de um veículo, mesmo aplicando impostos a 100% teremos um valor final bem menor do que o que vemos nas concessionárias. É aquela lógica, vão subindo o valor até ver qual o limite que a galera está disposta a pagar. 

Por isso que falo, se acabarem com a meia entrada algum dia, não vai abaixar em porra nenhuma o preço do ingresso.

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Super recomendo o Rapaduracast 605 - O futuro dos cinemas pós coronga, onde se especula o que deve acontecer no cinema depois de passado tudo.

O que eu li é que a gente deve ter uma queda de qualidade e até mesmo investimento pelos próximos anos e isso pode impactar diretamente nas salas de cinema, já que os caras vivem com a corda no pescoço por causa do valor que deve ser repassado às produtoras. O que segura as redes de cinema, pelo que dizem, é pipoca e refrigerante, onde não precisa dividir com ninguém. É por isso que as produtoras ficam tão emputecidas quando aparece serviço de streaming. O corte no ganho é bizarro.

Cinema é um troço bem foda pra mim. Eu ia pelo menos uma vez na semana assistir algo. Com o COVID, fui três vezes assistir no carro (que aliás, embora uma experiência cara e de qualidade bem inferior, é divertido).

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  • General Director
3 hours ago, SilveiraGOD. said:

[...] Cinema é um troço bem foda pra mim. Eu ia pelo menos uma vez na semana assistir algo. [...]

Uma vez só? Achei que fosse todo dia pô.

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3 minutos atrás, Leho. disse:

Uma vez só? Achei que fosse todo dia pô.

Eu moro na frente do cinema, cara. Uma ou duas vezes por semana vai, mais que isso não tem dinheiro e nem filme que sustente.

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      O anúncio foi feito durante uma apresentação da Warner Bros. Discovery nesta quarta-feira (12), em que também foi anunciada a fusão dos serviços de streaming HBO Max e Discovery+, que passam a se chamar Max.
      "A Knight of the Seven Kingdoms: The Hedge Knight" pode ser traduzido para "O Cavaleiro dos Sete Reinos: O Cavaleiro Andante". "The Hedge Knight" é o nome da primeira das três novelas compiladas em "O Cavaleiro dos Sete Reinos" e foi publicada originalmente em 1998 nos Estados Unidos.
      O livro reúne ainda mais duas novelas, "The Sworn Sword", de 2003, e "The Mystery Knight", de 2010. As histórias acompanham as aventuras de Sor Duncan, o Alto, também conhecido como Dunk, e do jovem Aegon V Targaryen, ou Egg — daí o outro nome pelo qual as histórias são conhecidas, que pode ser traduzido para "Contos de Dunk e Egg". Os eventos se passam 90 anos antes dos de "As Crônicas de Gelo e Fogo".
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