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Leho.

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  • General Director

Jagten (A Caça)


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SINOPSE

Lucas (Mads Mikkelsen) trabalha em uma creche. Boa praça e amigo de todos, ele tenta reconstruir a vida após um divórcio complicado, no qual perdeu a guarda do filho. Tudo corre bem até que, um dia, a pequena Klara (Annika Wedderkopp), de apenas cinco anos, diz à diretora da creche que Lucas lhe mostrou suas partes íntimas. Klara na verdade não tem noção do que está dizendo, apenas quer se vingar por se sentir rejeitada em uma paixão infantil que nutre por Lucas. A acusação logo faz com que ele seja afastado do trabalho e, mesmo sem que haja algum tipo de comprovação, seja perseguido pelos habitantes da cidade em que vive.



FICHA TÉCNICA

Gênero: Drama
Direção: Thomas Vinterberg
Roteiro: Thomas Vinterberg, Tobias Lindholm
Elenco: Alexandra Rapaport, Allan Wibor Christensen, Anne Louise Hassing, Annika Wedderkopp, Birgit Petersen,Bjarne Henriksen, Daniel Engstrup, Frank Rubæk, Hana Shuan, Jacob Højlev Jørgensen, Josefine Gråbøl, Jytte Kvinesdal, Karina Fogh Holmkjær, Katrine Brygmann, Lars Ranthe, Lasse Fogelstrøm, Mads Mikkelsen, Nicolai Dahl Hamilton, Nina Christrup, Ole Dupont, Rasmus Lind Rubin, Rikke Bergmann, Sebastian Bull Sarning, Steen Ordell Guldbrandsen, Susse Wold, Søren Rønholt, Thomas Bo Larsen, Troels Thorsen, Øyvind Hagen-Traberg
Produção: Morten Kaufmann, Sisse Graum Jørgensen, Thomas Vintenerg
Fotografia: Charlotte Bruus Christensen
Trilha Sonora: Nikolaj Egelund
Duração: 115 min.
Ano: 2012
País: Dinamarca
Estreia: 22/03/2013 (Brasil)
Distribuidora: Califórnia Filmes
Estúdio: Film i Väst / Zentropa Entertainments
Classificação: 14 anos

TRAILER



IMDb


CRÍTICA 1 (Cineplayers)

"De caçador a caçado"

por Régis Trigo

ATENÇÃO: este texto contém spoilers, então leia por sua conta e risco.

Em 1995, coincidentemente quando o cinema completava 100 anos de existência, o diretor Thomas Vintenberg, em parceria com seu companheiro Lars von Trier, criou um manifesto que ficou conhecido como Dogma 95. A ideia da dupla era tentar resgatar um cinema mais autoral e menos comercial, no sentido hollywoodiano do termo. Petulantes ou não, eles pregavam uma série de regras técnicas e temáticas que deveriam ser obrigatoriamente seguidas pelos filmes do movimento. Eis algumas delas: as filmagens deveriam ser em locação; só seria admitida a gravação com a câmera na mão, que só poderia se deslocar de acordo com os limites dos movimentos corporais (os travellings, portanto, estavam foram de cogitação); nada de filme de época: as histórias deveria ser ambientadas no tempo presente; eram terminantemente proibidos truques fotográficos e filtros. E por aí vai. Entre as obras que foram reconhecidas oficialmente como pertencentes ao Dogma 95 estão Os Idiotas (Idioterne, 1998), Mifune (Mifunes Sidste Sang, 1999), e Italiano Para Principiantes (Italiensk for Begyndere, 2000).

Talvez o seu principal representante tenha sido Festa de Família (Festen, 1998), primeiro filme do diretor Thomas Vintenberg e até hoje seu melhor trabalho. De lá para cá, ele tentou por diversas vezes repetir o mesmo êxito, seja dentro do conceito do movimento que criou, seja fora dele. Em nenhuma delas foi bem sucedido. Em algumas chegou perto (Querida Wendy [Dear Wendy, 2004]). Em outras, passou longe (O Dogma do Amor [it´s All About Love, 2003] e Submarino [submarine, 2010]). O cineasta agora volta a cena com A Caça (Jagten, 2012), certamente seu filme mais bem acabado dos últimos anos, em que ele se propõe a discutir, por meio de uma falsa acusação de pedofilia, os efeitos causados pelo pré-julgamento na vida de um cidadão comum.

Lucas (Mads Mikkelsen) é um dos monitores de uma escola infantil de uma pequena comunidade rural na Dinamarca. Dedicado e paciente, os alunos o adoram. Todo dia de manhã, eles o aguardam por trás das árvores e dos arbustos para lhe pregar um susto. Mesmo sabendo da arapuca em que está prestes a entrar, Lucas embarca na brincadeira para o deleite da garotada. A franja que teima em cair na testa lhe dá um certo ar de criança desprotegida, que não combina com os seus 42 anos, altura imponente e óculos de intelectual. Se Lucas consegue divertir os filhos de outros pais, o mesmo não acontece com o seu próprio, Marcus (Lasse Folgelstrom), adolescente de 16 anos, a quem ele não consegue acesso por força do fim do seu casamento.

Umas das crianças da escola, Klara (Anikka Wedderkopp), parece ter uma especial afeição por Lucas. Filha do seu melhor amigo, Theo (Thomas Bo Larsen), ela percebe que é do professor que recebe a atenção que deveria naturalmente partir dos pais – que, de tanto brigarem, sequer notam as escapadelas da garota da própria casa e o seu estranho bloqueio com figuras geométricas. Querendo externar esse sentimento, Klara lhe dá um presente. Consciente das possíveis conseqüências daquele gesto, Lucas gentilmente o recusa. A estrutura emocional da menina de 6 anos não sustenta tamanha rejeição e, em troca, ela sugere à diretora da escola que Lucas a teria molestado sexualmente. A notícia se espalha pela comunidade. É o que basta para a vida do monitor virar do avesso.

Ao contrário de obras como Felicidade (Happiness, 1998), Sobre Meninos e Lobos (Mystic River, 2003), Pecados Íntimos (Little Children, 2006) e Dúvida (Doubt, 2008), que, direta ou indiretamente, abordam o tema da pedofilia, o interesse de Vintenberg é outro. Seu foco está no devastador efeito do pré-julgamento, da acusação sem provas, da declaração antecipada de culpa e na violação do devido processo legal. Para maximizar o efeito da sua mensagem, o filme não deixa dúvidas de que Lucas não é pedófilo. Que fique claro: a vítima é o adulto e não a criança. E mesmo sendo ele o alvo da mentira perpetrada por Klara, Vinterberg mostra que as conclusões precipitadas e infundadas de terceiros são suficientes para destruir a relação de confiança que ele mantém com a comunidade e, por conseqüência, excluí-lo do convívio social por completo.

Vintenberg já havia tangenciado o tema da pedofilia em Festa de Família. Lá, o protagonista aproveitava a reunião de todos os parentes para denunciar os abusos que sofrera do pai quando criança. Começava ali um dos retratos mais cruéis do esfacelamento de uma família já vistos no cinema. Mas há uma diferença essencial nos dois filmes. Em Festa de Família, o pai era realmente culpado, o que, de certa forma, nos fazia compreender a lavação de roupa suja que acompanhamos em seguida. Já em A Caça, a acusação de pedofilia é falsa. Por isso mesmo, a rejeição de Lucas pela comunidade nos causa raiva, indignação, repúdio, nojo, incompreensão. E o sentimento é potencializado ao vermos que o dedo em riste parte exatamente daqueles que, dias antes, brincavam com o mesmo Lucas nos lagos gelados da região e se fartavam ao redor de uma mesa, regada a muita bebida e camaradagem.

“As crianças não mentem”, diz a diretora da escola. Me espanta o desconhecimento de uma profissional do assunto sobre o poder de manipulação dos pequenos. Sim, as crianças mentem! E muito! Sei do que estou falando porque vivencio essa experiência diariamente com os meus filhos. Desde cedo, elas descobrem, instintivamente, o poder da simulação, da transferência da culpa e da barganha. Felizmente, a maioria dessas pequenas mentiras é inofensiva e não produz nenhuma consequência no âmbito social. No entanto, é importante que os adultos estejam atentos a esse perigoso jogo e sempre partam da premissa que as crianças, mesmo sem ter a dimensão dos efeitos do seu gesto, nem sempre estão falando a verdade.

Além disso, a investigação conduzida pela diretora da escola é um erro do começo ao fim. Não que ela não tivesse que fazer algo a respeito. A acusação – talvez a expressão nem seja a mais adequada – de Klara era grave e a diretora precisava, ao menos, sondar o ocorrido. Ela não poderia, no entanto, dar uma conotação parcial às respostas dos investigados – especialmente às da criança – e extrair conclusões diferentes daquilo do que foi realmente dito. Exemplo disso é a cena em que Klara é abordada pelo assistente social. Por mais de uma vez, Klara refuta a sugestão inicial de que teria sido molestada por Lucas. Mesmo diante destas evidências, os dois profissionais saem da reunião ainda mais convencidos da responsabilidade do professor. Com base nestas conclusões, a escola comunica aos pais das outras crianças que Lucas poderia ter molestado mais de um aluno. Não demora nada para que uma verdadeira caça às bruxas se instaure na comunidade. Vintenberg mostra que culpa antecipada que será atribuída a Lucas poderia e deveria ter sido evitada se as partes envolvidas respeitassem o protocolo exigido pela situação e, sobretudo, o devido processo legal, expressão que, como se vê, não é tão teórica como se pensa.

Um dos aspectos mais criticados em A Caça é seu final. Para alguns, Vintenberg trai a confiança do espectador ao sugerir um entendimento entre Lucas e comunidade. Discordo. Com exceção de Theo, Lucas nunca pareceu guardar rancor daqueles que, após as suspeitas de pedofilia, lhe viraram a cara. Nem mesmo da própria Klara, de quem, afinal de contas, partiu a acusação. Prova disso é a cena em que ele, ao final, a pega no colo. Daí me parecer perfeitamente admissível aquelas pessoas serem capazes de resolver suas diferenças mesmo após eventos tão traumáticos. Além disso, a sequência final mostra o quanto esse alegado bem estar social é relativo, duvidoso e ambíguo.

Passados vários anos do lançamento do Dogma 95, Vintenberg já se permite introduzir em A Caça alguns recursos estilísticos que antes seriam impensáveis. A fotografia já é mais trabalhada (a sequência da ceia de natal e da igreja provam isso), a luz – ou a falta dela – já não é tão utilizada para se acentuar a crueza das situações (ela decorre da própria tensão da trama), e a inserção de trilha sonora não é um crime de lesa-pátria (vide a cena em que Klara corre ao ar livre, com a neve lhe caído pelo corpo). Em contrapartida, a sequência de Lucas no supermercado nos mostra um Vintenberg que ainda gosta de colocar em prática alguns dos princípios que lhe eram caros durante o auge do movimento. Esse equilíbrio entre o novo e o velho estilo, aproveitando as virtudes de cada um deles, só contribui para o resultado final de A Caça.

O elenco conta com atores de confiança de Vintenberg. O nome mais conhecido, obviamente, é Mads Mikkelsen. Com um carreira respeitada na Dinamarca (Corações Livres [Elsker dig for Evigt, 2002], Depois do Casamento [Efter Bryyluppet, 2006], O Amante da Rainha [En Kongelig Affare, 2012]), e com várias participações coadjuvantes em solo americano (Rei Arthur [King Arthur, 2005], Fúria de Titãs [Clash of Titans, 2007], 007 - Cassino Royale [Casino Royale, 2009], e a série televisiva Hannibal), foi com A Caça que veio o reconhecimento da crítica. Seu retrato sutil e introspectivo de Lucas lhe valeu o prêmio de melhor ator no Festival de Cannes de 2012.

Temática forte e provocativa (impossível não reagir emocionalmente ao que se passa na tela), realização precisa (sem os exageros do Dogma 95), e interpretações na medida fazem de A Caça um dos melhores lançamentos e mais instigantes no circuito comercial brasileiro em 2013.



CRÍTICA 2 (Omelete)

"Dignidade em meio à histeria coletiva"

por Érico Borgo

O dinamarquês Thomas Vinterberg, um dos criadores do movimento Dogma 95, retorna ao tema de seu primeiro filme, Festa de Família (1998) em A Caça (Jagen, 2012). É o melhor filme do diretor desde seu elogiado debute e, apesar da palavra "pedófilo" estar presente em ambas as sinopses, o tema é tratado de forma muito diferente 14 anos depois. Vinterberg deixa de lado o humor negro satírico do original para realizar um filme sutil, centrado e emocionalmente contido.

Na trama, um professor de jardim da infância (Mads Mikkelsen) é adorado pela população da pequena cidade em que vive. Participa dos grupos de caça (uma tradição local), é apoiado durante seu divórcio e tem amigos leais. Mas quando Klara (Annika Wedderkopp), uma menina de 8 anos, filha de seu melhor amigo, confunde seus sentimentos pelo professor e tenta beijar-lhe, o homem pacientemente explica que isso só se faz entre "mamães e papais" e que ela deveria dar atenção aos meninos de sua idade. Mas Klara, confusa, resolve repetir à diretora da escolinha uma frase que ouviu dos irmãos - algo que coloca a cidade inteira contra o professor, que é acusado gravemente de ter abusado sexualmente da menininha.

A edição primorosa não deixa um grama sequer de gordura no filme, que conta com a belíssima fotografia de Charlotte Bruus Cristensen (mais quente no início e menos acolhedora quando as coisas começam a degringolar). Vinterberg, sabiamente, evita todos os clichês possíveis desse tipo de filme, concentrando sua história nos espaços vazios, em que pouco acontece, favorecendo a introspecção, a sutileza e valorizando a catarse. E Mikkelsen, melhor ator em Cannes pelo papel, tem aqui também seu melhor trabalho - enchendo a tela com uma presença poderosa, que irradia dignidade e descrença pelo que está acontecendo (como os bons episódios de Além da Imaginação, em que o chão desaparece sob os pés dos protagonistas).

Ao final, quando toda a concentração enfim dá lugar aos sentimentos represados, A Caça simplesmente explode em uma espécie de crítica social que não demoniza ninguém e nunca dá lugar ao fatalismo que acometeu alguns dos filmes anteriores de Vinterberg. A cena derradeira é o único ponto negativo de todo o filme, que já havia sido bem resolvido, mas parece ter sido uma pequena concessão do diretor ao grande público - um lembrete de que quando a histeria se estabelece, nem toda a história é escrita pelos vencedores.





Bom, eu ainda não assisti... baixei faz um tempo, ele acabou estreando aqui nos nossos cinemas e mesmo assim eu não fui conferir. Mas as opiniões e críticas só têm falado bem dele, então acho que pelo menos 'bom' o filme é. Além do que, conta com Mads Mikkelsen, que faz a série "Hannibal", e a julgar por ela o cara é um monstro como ator.

Espero que gostem.
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  • General Director

Bom, como eu sei que o pessoal aqui tá devagar, quase parando, vou postar já de antemão minha nota:

7.8/10. ;)

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  • General Director

...dei uma atrasada, mas já peguei o filme. Assisto e comento esta semana ainda!

Eu acho que você vai gostar, envolve bastante da sua área.

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Guest João Gilberto

...acabei de ver o filme agora, muito bom, chorei nessa porra, coisa que não fazia há muito tempo!

:crying:

Nota: 9/10.

Gostei da simplicidade da filmagem, comentada na primeira crítica como sendo uma técnica proposta. A ambientação também é muito boa, ajuda e muito a manter o clima já tenso do tema. As atuações de uma forma geral foram boas, bem humanas, assim como no filme que indiquei (O Som ao Redor). Comecei a ver esse tipo de atuação com bons olhos depois de ler algumas críticas. Antes achava que o ator tinha que ser perfeito, acertar todas as falas, ângulos, etc, mas agora percebo que essas "más atuações" propositais trazem um percepção mais real do filme.

O filme é foda, porque mexe demais com conceitos sociais já muito incrustados na gente! Tanto é que em vários momentos (ao menos comigo), você fica se perguntando se ela foi ou não mesmo molestada. Por incrível que pareça, mesmo estando tão na cara que foi algo formado pela imaginação frustrada da menina, você fica buscando justificar as atitudes dela procurando outros culpados, então, numa cena você se pega dizendo: "se não foi ele, foi o pai, que é um agressivo!" "ha, se não foi o pai, nem o professor, foi o irmão que é um tarado!" etc, etc, etc É foda velho, em vários momentos me peguei ainda questionando a integridade dos outros personagens tentando justificar a aura de inocência da criança, PQP!

Em alguns momentos fiquei achando se tratar de algo baseado em uma história real, coisa que ainda não duvido que possa acontecer, nossa sociedade é muito contraditória no "inocente até que se prove o contrário" dito pela lei. Na prática é sempre o inverso. A acusação normalmente ganhar mais status de fato.

Tenho poucas críticas sobre o filme de uma forma geral. Achei muito errada a forma de avaliação feita na escola, obviamente induzida, mas creio que foi essa mesmo a intenção do diretor, uma provocação até.

Também não entendi o fato dele continuar na cidade, mas também entendi a intenção do diretor: depois de algo desse tipo, mesmo que se prove o contrário, nada voltará a ser como era antes!

Resumindo: MUITO BOM!!!

:yeah2:

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Guest João Gilberto

...fiquei aqui pensando sobre o simbolismo do título do filme: "Caça" / "Caçador".

Essa questão cultural de lá explicada no final; quando o filho dele completa 16 anos e ganha o rifle e a licença para caçar, como se fossem os velhos ritos de passagem de antigas civilizações, principalmente as indígenas... e o fato dele (o pai), meio que ter quebrado uma regra social/comunitária ao supostamente violar uma menina ainda não "iniciada" para ser "caça".

Impressionante como até isso foi bem pensado! Uma simples palavra revela muito sobre o conteúdo do filme!

Dei uma viajada geral!

:yao:

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  • General Director

...acabei de ver o filme agora, muito bom, chorei nessa porra, coisa que não fazia há muito tempo!

:crying:

Nota: 9/10.

Gostei da simplicidade da filmagem, comentada na primeira crítica como sendo uma técnica proposta. A ambientação também é muito boa, ajuda e muito a manter o clima já tenso do tema. As atuações de uma forma geral foram boas, bem humanas, assim como no filme que indiquei (O Som ao Redor). Comecei a ver esse tipo de atuação com bons olhos depois de ler algumas críticas. Antes achava que o ator tinha que ser perfeito, acertar todas as falas, ângulos, etc, mas agora percebo que essas "más atuações" propositais trazem um percepção mais real do filme.

O filme é foda, porque mexe demais com conceitos sociais já muito incrustados na gente! Tanto é que em vários momentos (ao menos comigo), você fica se perguntando se ela foi ou não mesmo molestada. Por incrível que pareça, mesmo estando tão na cara que foi algo formado pela imaginação frustrada da menina, você fica buscando justificar as atitudes dela procurando outros culpados, então, numa cena você se pega dizendo: "se não foi ele, foi o pai, que é um agressivo!" "ha, se não foi o pai, nem o professor, foi o irmão que é um tarado!" etc, etc, etc É foda velho, em vários momentos me peguei ainda questionando a integridade dos outros personagens tentando justificar a aura de inocência da criança, PQP!

Em alguns momentos fiquei achando se tratar de algo baseado em uma história real, coisa que ainda não duvido que possa acontecer, nossa sociedade é muito contraditória no "inocente até que se prove o contrário" dito pela lei. Na prática é sempre o inverso. A acusação normalmente ganhar mais status de fato.

Tenho poucas críticas sobre o filme de uma forma geral. Achei muito errada a forma de avaliação feita na escola, obviamente induzida, mas creio que foi essa mesmo a intenção do diretor, uma provocação até.

Também não entendi o fato dele continuar na cidade, mas também entendi a intenção do diretor: depois de algo desse tipo, mesmo que se prove o contrário, nada voltará a ser como era antes!

Eu sabia que você iria gostar, hahahaha... vamos lá:

A tal da simplicidade de filmagem, pra mim, é mt auxiliada pelas escolhas das locações. Geralmente lugares frios, sem mt movimentação de pessoas e tal, dando uma atmosfera de perseguição, de que sempre se tem alguém atrás do Lucas, perseguindo-o. Quando não nos brindam com paisagens lindíssimas também né, como aquela mansão do melhor amigo do Lucas, em meio a uma floresta e tal...

Sobre mexer com conceitos sociais, eu já discordo de você: em momento algum do filme eu duvidei da idoneidade do Lucas, nunca achei que a menininha Klara tivesse sido molestada por ele, e acho que o diretor também se preocupou em manter essa crença do telespectador nesse sentido, até pra apontar pra outro problema social: a reprodução de uma mentira. Quando você confia piamente de que o adulto é inocente, você passa a entender o resto das ações que o diretor quer colocar durante o filme: a reação dos amigos de Lucas, a reação do pai da menina e um dos melhores amigos de Lucas também, a reação da coordenadora, do açougueiro, enfim, da sociedade como um todo, reagindo enfurecidamente baseada em falácia e em coação de uma criança a inventar mentiras... além de outros sentimentos, como os do próprio Lucas, de seu filho e da sua nova namorada.

A forma como conduziram a investigação na escola não poderia ter sido feita de forma pior: a coordenadora agiu por impulso, e o cara que ela trouxe lá pra ajudar a confirmar a história foi pior ainda, e nem ficou claro qual era a profissão do sujeito também. Eles praticamente COAGIRAM a Klara a confessar algo que provinha do imaginário escuso da menina, algo inclusive que ela havia alimentado por causa do babaca do irmão, que mostrava obscenidades e ensinava palavras chulas pra ela.

Sem falar na condução do caso pela polícia, que mesmo ficando oculto pela trama, deu pra perceber que foi feito de forma parcial e induzida pelo clamor social...

Sobre ele ter se mantido na cidade, acho que ele não tinha pra onde ir né, ou sei lá, aquela cidade ali significa mt pra ele, só sei que o final, quando ele quase é atingido por um tiro em meio a 1a caçada do filho, pra mim simboliza e mt a revolta do ser humano que não consegue ser extinguida por completo: mesmo depois de anos, sempre vai existir aqueles que não confiam plenamente na verdade e agem pelas próprias mãos. O final é SENSACIONAL!

...fiquei aqui pensando sobre o simbolismo do título do filme: "Caça" / "Caçador".

Essa questão cultural de lá explicada no final; quando o filho dele completa 16 anos e ganha o rifle e a licença para caçar, como se fossem os velhos ritos de passagem de antigas civilizações, principalmente as indígenas... e o fato dele (o pai), meio que ter quebrado uma regra social/comunitária ao supostamente violar uma menina ainda não "iniciada" para ser "caça".

Impressionante como até isso foi bem pensado! Uma simples palavra revela muito sobre o conteúdo do filme!

Dei uma viajada geral!

:yao:

Porra, você viajou fortemente aí hein João oaiuheoiuaheoiuaoe! Pra mim o título tem um simbolismo bem bacana mesmo...

... mas a "caça" em si pra mim é simbolizada pelo Lucas, que se torna alvo cruel e totalmente covarde da sociedade que o persegue até poder se satisfazer de uma vingança totalmente distorcida de realidade. Tem a relação sim com a tradição local em se caçar animais e tal, esse paralelo é notório. Mas a Klara pra mim não tem mt a ver com isso não, hahahahahaha!

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  • 2 weeks later...
  • General Director

Média do filme: 8,4

Responde meus quotes ali, viado hahahaha!

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Guest João Gilberto

Responde meus quotes ali, viado hahahaha!

...responder mais o quê rapaz?! hehehe

Eu concordo com grande parte, por isso não falei nada e tu não fez pergunta nenhuma fresco!

=p

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  • General Director

...responder mais o quê rapaz?! hehehe

Eu concordo com grande parte, por isso não falei nada e tu não fez pergunta nenhuma fresco!

=p

Então lá vai. O que você acha que motiva um cidadão, e no caso se ampliou pela cidade inteira, a reproduzir algo que eles não conheciam de fato a verdade? A tal da "reprodução da mentira"? Sim porque o Lucas até então não se encaixa em nenhum estereótipo preconceituoso que justificasse tal repúdio...

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O filme traz umas questões de gênero bem interessantes e critica o approach em questões de abuso infantil (a cena do profissional da Assistência Social é bem interessante, praticamente coagindo a criança a confessar algo que ela não tem entendimento).

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Guest João Gilberto

Então lá vai. O que você acha que motiva um cidadão, e no caso se ampliou pela cidade inteira, a reproduzir algo que eles não conheciam de fato a verdade? A tal da "reprodução da mentira"? Sim porque o Lucas até então não se encaixa em nenhum estereótipo preconceituoso que justificasse tal repúdio...

...eu acho que esse contraste foi justamente o que o diretor queria provocar. Ele não só se satisfez em colocar um cara muito bem integrado a comunidade, como ainda fez questão de que a criança supostamente abusada fosse a filha de seu melhor amigo. Acredito que foi realmente intencional mostrar que independentemente dos laços de confiança que haviam entre eles algo, mesmo que sem prova alguma, destruiu todo e qualquer laço de confiança. Colocar alguém suspeito ou de caráter discutível poderia provocar a mesma reflexão, mas não daria a carga de dramaticidade atingida com todos os elementos que citei acima, saca?

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  • General Director

...eu acho que esse contraste foi justamente o que o diretor queria provocar. Ele não só se satisfez em colocar um cara muito bem integrado a comunidade, como ainda fez questão de que a criança supostamente abusada fosse a filha de seu melhor amigo. Acredito que foi realmente intencional mostrar que independentemente dos laços de confiança que haviam entre eles algo, mesmo que sem prova alguma, destruiu todo e qualquer laço de confiança. Colocar alguém suspeito ou de caráter discutível poderia provocar a mesma reflexão, mas não daria a carga de dramaticidade atingida com todos os elementos que citei acima, saca?

Huuuum, bem pensado, não tinha olhado por este ângulo.

Na verdade...

... acredito que o diretor nem teve essa intenção em especial, mas acabou "acertando a mão" na escolha do drama principal do filme. Agora, saindo um pouco dele e trazendo pra nossa sociedade, te pergunto: o que leva o ser humano a mentir dessa maneira? Tipo, mentir coletivamente em prol de algo ou alguém?

Eu continuo sem entender a motivação dessa cidade inteira do filme em tentar incriminar um sujeito que até então era um cara super tranquilo, pagador de suas dívidas, trabalhador e blá blá blá. E isso acontece pra caramba na "vida real" também, diga-se.

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Guest João Gilberto

Na verdade...

... acredito que o diretor nem teve essa intenção em especial, mas acabou "acertando a mão" na escolha do drama principal do filme. Agora, saindo um pouco dele e trazendo pra nossa sociedade, te pergunto: o que leva o ser humano a mentir dessa maneira? Tipo, mentir coletivamente em prol de algo ou alguém?

Eu continuo sem entender a motivação dessa cidade inteira do filme em tentar incriminar um sujeito que até então era um cara super tranquilo, pagador de suas dívidas, trabalhador e blá blá blá. E isso acontece pra caramba na "vida real" também, diga-se.

...aí é pura questão social/cultural.

Isso ficou claro quando a professora usou àquela máxima quando ele a questionou pela primeira vez: "crianças não mentem!" Pronto, o cara já estava condenado, não tinha mais saída ou argumentação, muito menos o "inocente até que se prove o contrário", que de fato não existe em sociedade nenhuma.

Creio que o que o diretor quis ressaltar foi justamente isso. A realidade perversa por trás dessa aparente inocência infantil. Quis dar uma cutucada e trazer a reflexão todos estes casos que andam eclodindo pelo mundo nas igrejas, pequenas comunidades, salas de aula, etc etc... trazer um contra-ponto e colocar esse dúvida na cabeça das pessoas que tem a tendência a julgar e condenar: "será que é verdade mesmo?!"

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Sei que não faço parte do clube, mas fiquei curioso para assistir o filme... rapaz, muito bom. Chorei demais haha.

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Guest João Gilberto

Sei que não faço parte do clube, mas fiquei curioso para assistir o filme... rapaz, muito bom. Chorei demais haha.

:yeah2:

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  • General Director

Sei que não faço parte do clube, mas fiquei curioso para assistir o filme... rapaz, muito bom. Chorei demais haha.

Debata com a gente aí então brow!

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Falando de uma forma geral achei massa o ambiente que eles escolheram, a trilha do filme e em alguns momentos achei os personagens ''frios'' demais, talvez tenha sido apenas uma impressão minha...

Em algum momento eu assim como o JG achei que ela foi molestada, não pelo Lucas, mas sim pelo pai dela e ela botou a culpa no cara por ter sido o pai dela que tinha abusado dela. Fora que, porra, aquele momento que o amigo do irmão mostra o pinto de um ator porno, creio eu, é tenso demais... imagina o quão estranho deve ser para uma criança ver um bingulim, com toda inocência que as crianças tem.

Tô com preguiça, haha... mas se quiserem falar sobre algo mais, por favor.

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  • General Director

Falando de uma forma geral achei massa o ambiente que eles escolheram, a trilha do filme e em alguns momentos achei os personagens ''frios'' demais, talvez tenha sido apenas uma impressão minha...

Em algum momento eu assim como o JG achei que ela foi molestada, não pelo Lucas, mas sim pelo pai dela e ela botou a culpa no cara por ter sido o pai dela que tinha abusado dela. Fora que, porra, aquele momento que o amigo do irmão mostra o pinto de um ator porno, creio eu, é tenso demais... imagina o quão estranho deve ser para uma criança ver um bingulim, com toda inocência que as crianças tem.

Tô com preguiça, haha... mas se quiserem falar sobre algo mais, por favor.

Tipo, eu já não acho que ela tenha sido molestada, mas a atmosfera do filme foi tão bem construída que deixa margem pra se pensar nisso realmente... agora, essa cena que você citou aí, do amigo do irmão mostrando putaria pra menininha me deixou com a impressão de que o babaca do irmão dela fazia aquilo por várias vezes, daí a imaginação da criança ter aquela "malícia" pra criar situações eróticas com o instrutor Lucas.

O que você achou da condução do caso por parte da inspetora da creche? Como você teria feito se estivesse no lugar dela?

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Tipo, eu já não acho que ela tenha sido molestada, mas a atmosfera do filme foi tão bem construída que deixa margem pra se pensar nisso realmente... agora, essa cena que você citou aí, do amigo do irmão mostrando putaria pra menininha me deixou com a impressão de que o babaca do irmão dela fazia aquilo por várias vezes, daí a imaginação da criança ter aquela "malícia" pra criar situações eróticas com o instrutor Lucas.

O que você achou da condução do caso por parte da inspetora da creche? Como você teria feito se estivesse no lugar dela?

Mals pela demora, haha. Sua pergunta me deu preguiça.

Cara, eu acho que ela fez certo até uma parte... afastaria ele e iria investigar, não saia espalhando da forma que ela fez, claro que, falaria logo com os pais da diabinha. Acho que é isso haha.

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  • 1 year later...
Guest João Gilberto

Ressuscitando para falar que fui rever com a minha namorada semana passada e chorei de novo na cena da Igreja, filme filho da puta! INDICADÍSSIMO para quem ainda não viu!!!

:yao:

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      Como sabem, iremos oferecer um FM 2021 para o líder do nosso ranking de atividades, com a primeira atividade já encerrada há algum tempo, chegou a hora de começarmos a criar o ranking.
      Ranking atual
      @LucasGuitar - 20 pontos; @Lucas Matías - 18 pontos; @Lanko - 16 pontos; @Henrique M. - 13 pontos; @joga - 12 pontos; @gm360, @Neynaocai, @Gundogan, @Ricardo Bernardo, @Roman, e @Valismaalane - 10 pontos @Andreh68 - 9 pontos; @fabiotricolor, @ggpofm, @dralzito, @bstrelow, @EduFernandes e @PedroLuis - 8 pontos @DiegoCosta7 - 7 pontos @marciof89, @div e @André Honorato - 6 pontos @passarin33, @CristianTh9, @AllMight, @Vini-Ministro da Educação, @SilveiraGOD., @Mings, @Bruno Trink, @TicianoB, @JGDuarte, @Stay Heavy, @Messias Götze e @Ariel' - 5 pontos @Goias270187, @Vannces,  @Tsuru, @CCSantos, @Darknite, @Lowko é Powko, @Buzzuh e @ZMB - 4 pontos @Serginho10, @Danut, @Queiroz14, @Bigode., @Ighor S., @-Lucas e @felipevalle - 3 pontos @maninhoc12, @pedrodelmar1, @skp e @David Reis - 2 pontos @munozgnm, @LuisSilveira, @Mandalorian, @joseroberto389, @Leho., @Bruno NoWaK e @luancampos89 - 1 ponto Atividades participantes (em andamento)
      Jogos Vorazes; Bolão NBA; Atividades participantes (concluídas)
      Copa FManager; Copa Quarentena; Fantasy da Premier League; O Jogo dos Tronos; O melhor onde for; Ranking de participação - Profissão Manager 2020; Bolão FManager; Fantasy da Champions League;
    • Douglas.
      By Douglas.
      Putz, vi muito poucos dos concorrentes. Ozark, Killing Eve, Lovecraft Country, Mrs America, Perry Mason, Schitt's Creek, Ted Lasso e The Flight Attendant (WTF??? Não chega a ser uma série ruim mas é de longe a indicada mais fraca que já vi, não é possível que estavam raspando o fundo da panela assim).
      Pior que indicada fraca foi terem esnobado o elenco de Lovecraft Country, justamente a parte mais forte da série. The Boys também poderia entrar fácil como indicada em comédia no lugar de The Flight Attendant.
       
      Lista do Omelete de surpresas e esnobados: https://www.omelete.com.br/globo-de-ouro/globo-de-ouro-2021-indicados-esnobados-surpresas
       
      Lista dos indicados na IMDB: https://www.imdb.com/event/ev0000292/2021/1/?ref_=ev_eh
    • Leho.
      By Leho.
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      Trouxe a opinião do PH Santos que é um vlogger que eu sigo e acho maneiro, mas sintam-se à vontade pra trazerem outros vídeos de análises e comentários sobre o tema.
      Aliás, falando em comentário... o que vocês acham disso tudo? Qual o caminho que tomará o cinema? E o streaming, caminha pra ser a grande revolução midiática dentro do entretenimento que tá parecendo ou não?
    • ZMB
      By ZMB
      Ator lutava contra câncer de cólon desde 2016 e morreu em sua casa, nos Estados Unidos.
      O ator Chadwick Boseman morreu aos 43 anos. Conhecido por interpretar o Pantera Negra no filme da Marvel, além de personagens importantes da história americana, ele enfrentou um câncer de cólon diagnosticado em 2016.
      "É com imensurável pesar que confirmamos a morte de Chadwick Boseman. Chadwick foi diagnosticado com câncer de cólon de estágio 3 em 2016, e lutou contra ele nestes últimos quatro anos conforme progrediu para estágio 4", afirmou a família do ator em seu perfil no Twitter.
      "Um verdadeiro lutador, Chadwick perserverou por tudo, e trouxe a vocês muitos dos filmes que tanto amam. De 'Marshall: Igualdade e Justiça' a 'Destacamento Blood', 'Ma Rainey's Black Bottom' de August Wilson e muitos mais, todos foram gravados durante e entre incontáveis cirurgias e quimioterapia. Foi a honra de sua carreira trazer à vida o rei T'Challa em 'Pantera Negra'."
      De acordo com a nota, ele morreu em sua casa, acompanhado da mulher e da família. Ele nunca tinha falado sobre a doença publicamente.
      Nascido na Carolina do Sul, o americano Chadwick Aaron Boseman começou a carreira na televisão, com um pequeno papel na série "Parceiros da Vida".
      Depois de participações em séries como "Lei & Ordem" e "Plantão médico", ele ganhou seu primeiro papel regular em "Lincoln Heights", em 2009.
      Seu primeiro personagem de destaque no cinema veio como o protagonista de "42: A História de uma Lenda" (2013).
      No filme baseado em fatos, interpretou o jogador de beisebol Jackie Robinson, que em 1947 se tornou o primeiro negro a entrar para um time da principal competição dos Estados Unidos, a Major League Baseball.
      O papel marcaria uma carreira repleta de personagens importantes da cultura negra americana, como o cantor James Brown, em "Get on Up: A História de James Brown" (2014), e o juiz Thurgood Marshall, primeiro membro negro da Suprema Corte americana, em "Marshall: Igualdade e Justiça" (2016).
      Ainda em 2016, ele estreou no papel pelo qual seria mais lembrado. Em "Capitão América: Guerra Civil", Boseman apareceu pela primeira vez como T'Challa. Criado pela Marvel em 1966, o Pantera Negra foi o primeiro super-herói negro dos quadrinhos americanos.
      Dois anos depois, estrelou seu próprio filme, "Pantera Negra". Sucesso com crítica e com o público, a história do herói de um reino africano fictício e avançado bateu a marca do US$ 1 bilhão nas bilheterias mundiais, ganhou três Oscar e foi indicado a outros quatro — entre eles, o de melhor filme.
      Como o herói, ele ainda participou de "Vingadores: Guerra Infinita" (2018) e de "Vingadores: Ultimato (2019), e tinha presença confirmada em um novo "Pantera Negra", previsto para 2022.
      Seu trabalho mais recente já lançado foi "Destacamento Blood", dirigido por Spike Lee, que estrou em junho. Ele ainda esteve em "Ma Rainey's Black Bottom", com Viola Davis, que tinha estreia prevista em 2020.
      Fonte: G1.com
       
       
    • Leho.
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