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Aprovado projeto que modifica lei antidrogas


MarkuZ

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Câmara aprova texto do relator para projeto antidrogas; falta votar destaques

A proposta prevê medidas como a internação involuntária de dependentes químicos e a ampliação de pena para traficantes. A continuidade da votação dos destaques ficará para a próxima semana.

O Plenário aprovou nesta quarta-feira o Projeto de Lei 7663/10, do deputado Osmar Terra (PMDB-RS), que muda o Sistema Nacional de Políticas sobre Drogas (Sisnad) para definir condições de atendimento aos usuários, diretrizes e formas de financiamento das ações. O texto aprovado é o substitutivo do relator, deputado Givaldo Carimbão (PSB-AL). Os deputados ainda precisam concluir a votação dos destaques apresentados à proposta.

De acordo com o texto do relator, o tratamento do usuário ou dependente de drogas deverá ocorrer prioritariamente em ambulatórios, admitindo-se a internação quando autorizada por médico em unidades de saúde ou hospitais gerais com equipes multidisciplinares.

A internação poderá ser voluntária ou não. A involuntária dependerá de pedido de familiar ou responsável legal ou, na falta deste, de servidor público da área de saúde, de assistência social ou de órgãos públicos integrantes do Sisnad.

Essa internação involuntária dependerá de avaliação sobre o tipo de droga, o seu padrão de uso e a comprovação da impossibilidade de uso de outras alternativas terapêuticas. Em relação à primeira versão do substitutivo, o tempo máximo de internação involuntária diminuiu de 180 para 90 dias, mas o familiar pode pedir a interrupção do tratamento a qualquer momento.

Todas as internações e altas deverão ser informadas ao Ministério Público, à Defensoria Pública e a outros órgãos de fiscalização do Sisnad em 72 horas. O sigilo dos dados será garantido.

Polêmica

A previsão de internação involuntária causou polêmica no Plenário. O líder do Psol, deputado Ivan Valente (SP), disse que a medida é repressora, não vai resolver o problema do consumo e vai incentivar a família a internar antes, em vez de lidar com o problema.

"Avançamos na luta antimanicomial, em que a internação compulsória precede a análise de uma junta médica e, agora, qualquer familiar com dificuldade de lidar com a droga vai internar involuntariamente um usuário sem saber se isso é eficiente", disse.

Já o autor do projeto, Osmar Terra, afirmou que o texto mira em usuários que estão nas ruas sem condições de se reabilitar. "São pessoas que não têm família, dormem nas ruas, perderam tudo e não conseguem trabalhar, vivendo apenas esperando os próximos 15 minutos para usar a droga", disse.

O deputado Weliton Prado (PT-MG) também defendeu a internação. “Hoje, as famílias ficam desesperadas porque não conseguem uma vaga para internarem seus filhos. Um dos pontos mais importantes desse projeto é justamente não ficar esperando anos e anos, meses e meses, uma determinação judicial”, defendeu.

Combate ao crack

O relator do projeto, Givaldo Carimbão, disse que o texto tem como alvo principal os usuários de crack. Osmar Terra, por sua vez, lembrou que várias cidades brasileiras têm a chamada cracolândia, locais em que se compra e se consome o crack. “Estamos lidando com pessoas que estão morrendo, que consomem tudo o que têm”, argumentou.

Na discussão da matéria, Givaldo Carimbão rejeitou a adoção de modelos de outros países onde não há o consumo do crack. “O Brasil é o maior consumidor mundial dessa droga”, afirmou.

Entretanto, para o líder do Psol, Ivan Valente, o projeto adota estratégia equivocada de combate ao problema, deixando a repressão aos cartéis de drogas de lado. “Em todos os países em que essa linha foi adotada houve um fracasso. Devemos combater os cartéis de drogas, e a internação involuntária pode não ser efetiva”, afirmou.

Já o deputado Alfredo Sirkis (PV-RJ) disse que a questão das drogas precisa passar da esfera da segurança para a saúde.

Bebidas alcoólicas

Por meio de destaque do PR, o Plenário retirou do texto a determinação de que os rótulos de bebidas alcoólicas contivessem advertência de seus malefícios, segundo frases estabelecidas pelo órgão competente. A mensagem deveria ter imagens ilustrando o seu sentido. Foram 169 votos contra 149.

Apesar do pedido de muitos partidos para a retirada do dispositivo antes da votação, o relator manteve no texto por acreditar na associação do uso da bebida com o começo do uso de drogas ilícitas.

Givaldo Carimbão afirmou também que as mensagens de alerta foram eficientes no caso cigarro. “Quando isso ocorreu com o fumo, várias pessoas foram esclarecidas e pararam de fumar, o mesmo ocorreria com a bebida.”

Os deputados contrários à advertência defenderam o tratamento do tema em um projeto em separado. Para o deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP), a proibição seria uma “irresponsabilidade com a indústria nacional”, argumento usado também pelo deputado Efraim Filho (DEM-PB).

O deputado Marcos Montes (PSD-MG) afirmou que rotular com advertências apenas os produtos nacionais fere a isonomia com os produtos importados. Já o deputado Beto Mansur (PP-SP) disse que não cabe apenas discutir os rótulos das bebidas. “Não será esse texto no rótulo que vai resolver o problema do consumo de bebida alcóolica. Só vai prejudicar o setor. Temos de discutir a questão aprofundada, por exemplo, a prática de open bar nas discotecas e nos bares brasileiros”, disse.

Comunidades de acolhimento

Outra forma de atendimento ao usuário ou dependente prevista no projeto é o acolhimento em comunidades terapêuticas, com adesão voluntária. Elas devem oferecer ambiente residencial propício à promoção do desenvolvimento pessoal e não poderão isolar fisicamente a pessoa.

Usuários que possuam comprometimentos de saúde ou psicológicos de natureza grave não poderão ficar nessas comunidades. O ingresso nelas dependerá sempre de avaliação médica, a ser realizada com prioridade na rede de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

Plano individual

Em qualquer caso de tratamento, deverá ser montado um Plano Individual de Atendimento (PIA), elaborado com a participação dos familiares ou responsáveis.

Devem constar do plano os resultados de avaliação multidisciplinar, os objetivos declarados pelo atendido, as atividades de integração social ou capacitação profissional, formas de participação da família e medidas específicas de atenção à saúde. Esse plano será atualizado ao longo das fases de atendimento.

Reinserção social

As pessoas atendidas pelo Sisnad poderão participar de programas de educação profissional e tecnológica, educação de jovens e adultos e alfabetização. Um destaque do PDT, aprovado pelo Plenário, retirou do texto a “prioridade absoluta” que seria dada aos dependentes.

Na legislação que disciplina o Sistema S, o texto permite a oferta de vagas por meio de convênio com os gestores locais dos sistemas de políticas sobre drogas.

Íntegra da proposta: PL-7663/2010

Reportagem – Eduardo Piovesan e Carol Siqueira

Edição – Pierre Triboli

Agência Câmara Notícias

A vaca foi pro brejo.

Recomendo a fala do Dep. Alfredo Sirkis (PV-RJ) sobre o assunto:

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Ê BRASIL. Agora fodeu cara, voltamos a década de 70.

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Enquanto tem muitos países aí evoluindo na política de drogas, o Brasil só regride.

Debate altamente importante e inteligente realizado pelo Vereador Renato Cinco. Vale muito a pena ver.

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"Já o autor do projeto, Osmar Terra, afirmou que o texto mira em usuários que estão nas ruas sem condições de se reabilitar. "São pessoas que não têm família, dormem nas ruas, perderam tudo e não conseguem trabalhar, vivendo apenas esperando os próximos 15 minutos para usar a droga", disse."

HAHAHAHAHA

Política clássica de limpeza das ruas, "tirando de circulação" os "indesejáveis". Discurso segregacionista disfarçado de humanitarismo. Deprimente.

Não tiro o mérito de que em casos bem pontuais e extremos (com grifo pro "extremos"), a internação compulsória é um paliativo eficiente. Mas não se pode confundir eficiência paliativa com eficiência em enfrentar de fato e de frente o problema. A internação compulsória só vai fazer disfarçar essa questão toda, e não vai resolver nada.

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Ao inves de empoderar a rede de saúde ao usuário, capacitar profissionais da atenção básica para ajudar essas pessoas vamos tira-las de seus direitos humanos e jogar em locais que nem sabemos se irão conseguir ter o mínimo de condições pra realizar uma desintoxicação de forma adequada.

Estamos fazendo o mesmo com o usuário de drogas o que já fizemos com os considerados "loucos" e que eram jogados em manicômios supostamente para tratamento. É uma lei retrógrada que remete a Reforma Sanitarista de limpeza das ruas e que só vai servir para que o turista que venha pra Copa do Mundo e Olimpiadas e ache que não tem drogados pelas ruas, tornar tudo mais bonitinho.

Muito pior são os precedentes que se abrem, onde basta a família pedir e um médico aceitar que a pessoa é enviada pra locais como esse e considerada inapta a decidir por si.

É um absurdo! Vamos fortalecer a atenção básica, vamos empoderar o profissional que atua junto a essas realidades para que ele consiga ter ferramentas que possam ajudar realmente e não através de medidas paliativas como essa. Paliativas sim, pq sem vontade de se tratar são muito poucos que aceitam um tratamento e que ficam limpos por algum tempo, a maioria retorna pros locais de antes, afinal de contas, a realidade dura de suas vidas e difícil que já é escondida pelas drogas continua!

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Puta que pariu , esses cornos não estão cansados de ouvir de médicos e especialistas que não adianta internar contra a vontade do paciente? Que ele que tem que tomar a iniciativa e querer tratamento que se não , de nada adianta? O bando de gente burra.

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Quanto drama.

Acho excelente a ampliação da pena para traficantes. Grande parte da violência no Brasil está relacionada ao tráfico de drogas (disputa pelo controle de locais, imposição diante das comunidades, utilização de menores em atividades ligadas ao tráfico, financiamento de atentados contra o estado, roubo por parte dos usuários para manter o vício, domínio de espaços públicos por parte de viciados, etc.).

Devíamos seguir políticas de países do Oriente de tolerância zero em relação ao tráfico de drogas.

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Quanto drama.

Acho excelente a ampliação da pena para traficantes. Grande parte da violência no Brasil está relacionada ao tráfico de drogas (disputa pelo controle de locais, imposição diante das comunidades, utilização de menores em atividades ligadas ao tráfico, financiamento de atentados contra o estado, roubo por parte dos usuários para manter o vício, domínio de espaços públicos por parte de viciados, etc.).

Devíamos seguir políticas de países do Oriente de tolerância zero em relação ao tráfico de drogas.

Não é drama. Se você gostou dessa parte beleza, mas o tal "drama" que você citou é pela internação involuntária, um dos artigos desse dito "novo marco" das drogas no país.

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Quanto drama.

Acho excelente a ampliação da pena para traficantes. Grande parte da violência no Brasil está relacionada ao tráfico de drogas (disputa pelo controle de locais, imposição diante das comunidades, utilização de menores em atividades ligadas ao tráfico, financiamento de atentados contra o estado, roubo por parte dos usuários para manter o vício, domínio de espaços públicos por parte de viciados, etc.).

Devíamos seguir políticas de países do Oriente de tolerância zero em relação ao tráfico de drogas.

Se os traficantes fossem pra cadeia não seria ruim, mas quem é enquadrado como traficante é usuário e traficante fica solto.

Oriente Médio? Tolerância zero? Em 2013? Sério?

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Bom o vídeo do Dep. Alfredo Sirkis.

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Se os traficantes fossem pra cadeia não seria ruim, mas quem é enquadrado como traficante é usuário e traficante fica solto.

Oriente Médio? Tolerância zero? Em 2013? Sério?

Oriente Médio não é a mesma coisa que Oriente. Nas culturas ocidentais, a maioria dos países têm políticas mais permissivas enquanto nas culturas orientais a maioria têm políticas mais duras.

Acho que essa lista sobre maconha dá pra ter uma idéia: http://en.wikipedia.org/wiki/Legality_of_cannabis_by_country

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  • General Director

Decisão lamentável... continuamos com os paliativos, e intervenção realmente objetiva e eficiente que é bom, nada.

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Sou a favor da internação compulsória sim... quem já passou por uma cracolândia sabe as cenas tristes que se ve por lá, aquelas pessoas que estão ali nunca vão tomar a iniciativa de se internar e começar uma nova vida pq simplesmente estão fora de si 24 horas por dia, vivendo uma sub vida como um rato de rua. É muito escroto o discurso de "só querem limpar a cidade pra turistas", FODA-SE se essa é a razão, o que importa é que pelo menos uma chance vai ser dado a alguém que esta coma a vida fadada a morte. O que vocês acham que é melhor um monte de cracudo jogado na rua, ou um monte de gente jogada numa "clínica" seja quais forem as condições dela?

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Quanto drama.

Acho excelente a ampliação da pena para traficantes. Grande parte da violência no Brasil está relacionada ao tráfico de drogas (disputa pelo controle de locais, imposição diante das comunidades, utilização de menores em atividades ligadas ao tráfico, financiamento de atentados contra o estado, roubo por parte dos usuários para manter o vício, domínio de espaços públicos por parte de viciados, etc.).

Devíamos seguir políticas de países do Oriente de tolerância zero em relação ao tráfico de drogas.

Isso. Vamos continuar a war on drugs, que desde que foi implementada, na década de 70, só viu o consumo mundial de drogas triplicar, triplicar e triplicar. Elevado à décima potência.

10 entre 10 especialistas apontam a falência desta política, 10 entre 10 estudos comprovam empiricamente os trilhões que se jogou fora por uma guerra irracional que nunca será vencida.

Vamos também fechar os olhos para exemplos como o de Portugal, onde a droga é vista sob o foco da saúde pública, e, meu deus, que paradoxo!, o consumo vem diminuindo anos após ano.

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Sou a favor da internação compulsória sim... quem já passou por uma cracolândia sabe as cenas tristes que se ve por lá, aquelas pessoas que estão ali nunca vão tomar a iniciativa de se internar e começar uma nova vida pq simplesmente estão fora de si 24 horas por dia, vivendo uma sub vida como um rato de rua. É muito escroto o discurso de "só querem limpar a cidade pra turistas", FODA-SE se essa é a razão, o que importa é que pelo menos uma chance vai ser dado a alguém que esta coma a vida fadada a morte. O que vocês acham que é melhor um monte de cracudo jogado na rua, ou um monte de gente jogada numa "clínica" seja quais forem as condições dela?

A chance pode ser dada sem que se obrigue.

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Isso. Vamos continuar a war on drugs, que desde que foi implementada, na década de 70, só viu o consumo mundial de drogas triplicar, triplicar e triplicar. Elevado à décima potência.

10 entre 10 especialistas apontam a falência desta política, 10 entre 10 estudos comprovam empiricamente os trilhões que se jogou fora por uma guerra irracional que nunca será vencida.

Vamos também fechar os olhos para exemplos como o de Portugal, onde a droga é vista sob o foco da saúde pública, e, meu deus, que paradoxo!, o consumo vem diminuindo anos após ano.

Ninguém está falando em consumo de drogas mundial. Muito menos em aumentar ou diminuir.

O que eu falei é em relação a diminuir a violência relacionada ao tráfico e as drogas (e por tabela os problemas de saúde relacionados a ela se você quiser assim).

Onde estão esses estudos?

Exemplo de Portugal? Vá até esse relatório da ONU:

http://www.unodc.org/unodc/en/data-and-analysis/WDR-2010.html

Agora observe o mapa "Use of Cocaine in 2008", olha o Oriente e o Ocidente.

Depois observe o gráfico: "Annual prevalence of cocaine use among the adult population in selected European countries".

Em Portugal, em 2001 era 0.3 e em 2007 era de 0.6.

Com opiáceos os números são mais equilibrados (números de 2008-2009) - muito pela produção ser no Afeganistão, mas Portugal não está entre os menores consumidores.

Depois vá para o mapa "Use of ecstasy in 2008", Europa e Am. do Norte concentram o consumo.

Depois o consumo estimado de ópio e o consumo estimado de heroína.

A Europa tem 8% do consumo de ópio mas 26% do consumo de heroína. L, S, SE asiático tem 8% do consumo de ópio e 5% de heroína.

O mapa dos fluxos de cocaína mostra que os grandes fluxos vão para a América do Norte e Europa.

A União Européia tem o número de usuários de cocaína estimado em 4.1Mi, a Ásia em 0.7Mi.

Portugal em 2007 foi o quatro país com o maior número de mortes relacionadas a cocaína e o quinto com mortes relacionadas a drogas. Se fizer a proporção por 100k habitantes era o maior.

Entre outros (o relatório tem 300 páginas). Uma pena que não separa por país para termos uma noção melhor.

Dos poucos dados que consegui, alguns exemplos do Oriente com política de tolerância zero com drogas, baixo consumo de cocaína e baixo índice de homicídios:

China, Brunei, Japão, Jordânia, Arábia Saudita, Malásia, Egito, Omã, Qatar...

Dos países que tem pena de morte para tráfico de drogas, o único com índice de homicídios maior que 10 para 100000 são: Zimbabwe (crescimento recente pela instabilidade do país) e Sudão.

Aqui a lista de países: http://en.wikipedia.org/wiki/Capital_punishment_for_drug_trafficking

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Portugal concentrou seus esforços na Heroína, que era o que assolava na época, conseguiu ótimos resultados e hoje é exemplo na campanha anti droga. Cocaína é um problema, mas muito pequeno se comparado com a heroína, que seria o crack da Europa.

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Ninguém está falando em consumo de drogas mundial. Muito menos em aumentar ou diminuir.

O que eu falei é em relação a diminuir a violência relacionada ao tráfico e as drogas (e por tabela os problemas de saúde relacionados a ela se você quiser assim).

Onde estão esses estudos?

Exemplo de Portugal? Vá até esse relatório da ONU:

http://www.unodc.org/unodc/en/data-and-analysis/WDR-2010.html

Agora observe o mapa "Use of Cocaine in 2008", olha o Oriente e o Ocidente.

Depois observe o gráfico: "Annual prevalence of cocaine use among the adult population in selected European countries".

Em Portugal, em 2001 era 0.3 e em 2007 era de 0.6.

Com opiáceos os números são mais equilibrados (números de 2008-2009) - muito pela produção ser no Afeganistão, mas Portugal não está entre os menores consumidores.

Depois vá para o mapa "Use of ecstasy in 2008", Europa e Am. do Norte concentram o consumo.

Depois o consumo estimado de ópio e o consumo estimado de heroína.

A Europa tem 8% do consumo de ópio mas 26% do consumo de heroína. L, S, SE asiático tem 8% do consumo de ópio e 5% de heroína.

O mapa dos fluxos de cocaína mostra que os grandes fluxos vão para a América do Norte e Europa.

A União Européia tem o número de usuários de cocaína estimado em 4.1Mi, a Ásia em 0.7Mi.

Portugal em 2007 foi o quatro país com o maior número de mortes relacionadas a cocaína e o quinto com mortes relacionadas a drogas. Se fizer a proporção por 100k habitantes era o maior.

Entre outros (o relatório tem 300 páginas). Uma pena que não separa por país para termos uma noção melhor.

Dos poucos dados que consegui, alguns exemplos do Oriente com política de tolerância zero com drogas, baixo consumo de cocaína e baixo índice de homicídios:

China, Brunei, Japão, Jordânia, Arábia Saudita, Malásia, Egito, Omã, Qatar...

Dos países que tem pena de morte para tráfico de drogas, o único com índice de homicídios maior que 10 para 100000 são: Zimbabwe (crescimento recente pela instabilidade do país) e Sudão.

Aqui a lista de países: http://en.wikipedia.org/wiki/Capital_punishment_for_drug_trafficking

Não da pra comparar com o Oriente Médio , lá o Islamismo dita tudo. A influencia religiosa é enorme e muito forte.

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A chance pode ser dada sem que se obrigue.

Dezenas de materias passadas no SPTV aqui mostra isso, quase ninguem topa. Chance foi dada.

E pessoal metendo o pau, queria que andassem a pé ali na cracolandia principalmente a noite, onde eles te assaltam mesmo se tu só tiver um papel higienico usado na mao.

Tem que dar proteção ao cidadão normal. Não tratar os viciados como coitadinhos, e com isso tirando a liberdade do cidadao normal.

Lamentar mesmo é gastar rios de dinheiro com isso, enquanto nas alas oncologicas dos hospitais faltam leitos para tratar a doença.

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Dezenas de materias passadas no SPTV aqui mostra isso, quase ninguem topa. Chance foi dada.

E pessoal metendo o pau, queria que andassem a pé ali na cracolandia principalmente a noite, onde eles te assaltam mesmo se tu só tiver um papel higienico usado na mao.

Tem que dar proteção ao cidadão normal. Não tratar os viciados como coitadinhos, e com isso tirando a liberdade do cidadao normal.

Lamentar mesmo é gastar rios de dinheiro com isso, enquanto nas alas oncologicas dos hospitais faltam leitos para tratar a doença.

Você tem uma visão muito restrita das coisas.

Nenhuma chance foi dada. Não existe infraestrutura para tramento nem de câncer (como você mesmo disse), quanto mais pra tratamento de dependentes químicos. "Quase ninguém topa". Em Portugal era assim, mudaram o sistema e agora muita gente topa. Mas aqui se quer fazer o contrário. E se o cara já não topava, que bem vai trazer ser internado contra sua vontade por 90 dias?

É impressionante como vocês sempre vem com esse argumento de que nós chamamos alguém de coitadinhos. Isso tem outro nome - direitos humanos. Eles são tão gente quanto nós.

Você fala em CIDADÃO NORMAL. O que é um cidadão normal? Não percebe o quanto isso é absurdo?

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Não da pra comparar com o Oriente Médio , lá o Islamismo dita tudo. A influencia religiosa é enorme e muito forte.

China e Japão. ಠ_ಠ

É um erro grotesco achar que só Europa e Américas são exemplos válidos. Nem todos os países islâmicos têm leis e comportamentos ditados pela religião. Se fosse assim, não haveria o problema do ópio no Afeganistão - que aplica a sharia.

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Douglas, o problema do Afeganistão é que o Talibã (e provavelmente outras que controlaram o país) sempre fizeram vista grossa ao ópio que é o principal produto do país. De qualquer forma a diferença entre produção de ópio e distribuição de heroína mostra bem como as coisas funcionam.

Essa história de que não dá para comparar Oriente Médio não é bem assim, há várias situações por lá em diversos países e na maior parte deles estrangeiros (inclusive os brasileiros) vivem bem, desde que respeitem as normas locais. Fora que eu falei Oriente e não Oriente Médio.

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Você tem uma visão muito restrita das coisas.

Nenhuma chance foi dada. Não existe infraestrutura para tramento nem de câncer (como você mesmo disse), quanto mais pra tratamento de dependentes químicos. "Quase ninguém topa". Em Portugal era assim, mudaram o sistema e agora muita gente topa. Mas aqui se quer fazer o contrário. E se o cara já não topava, que bem vai trazer ser internado contra sua vontade por 90 dias?

É impressionante como vocês sempre vem com esse argumento de que nós chamamos alguém de coitadinhos. Isso tem outro nome - direitos humanos. Eles são tão gente quanto nós.

Você fala em CIDADÃO NORMAL. O que é um cidadão normal? Não percebe o quanto isso é absurdo?

Que infraestrutura vc fala nesse caso? Sim, pq vc acha que o viciado, na hora que o "agente de saude" chega nele convidando-o para ir pruma clinica ele pensa em infraestrutura?

O direito de um termina quando começa o do outro. Eles são tao gente quanto nós, mas se eles causam transtornos, ameaçam-nos fisicamente, aí um abraço, perdem o direito. Fosse assim não internariam loucos que ameaçam a integridade fisica de terceiros.

Cidadão normal = quem não comete crimes. Se eles são viciados, pouco importa. Fato é que a região aqui da cracolandia, por exemplo, hoje é privativa, a noite pessoas com o minimo juizo não ficam andando ali a toa. É justo restringir sei la quantas mil pessoas de andar ali pq nao podem tirar aqueles viciados dali? Percebe o absurdo que é isso?

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Que infraestrutura vc fala nesse caso? Sim, pq vc acha que o viciado, na hora que o "agente de saude" chega nele convidando-o para ir pruma clinica ele pensa em infraestrutura?

O direito de um termina quando começa o do outro. Eles são tao gente quanto nós, mas se eles causam transtornos, ameaçam-nos fisicamente, aí um abraço, perdem o direito. Fosse assim não internariam loucos que ameaçam a integridade fisica de terceiros.

Cidadão normal = quem não comete crimes. Se eles são viciados, pouco importa. Fato é que a região aqui da cracolandia, por exemplo, hoje é privativa, a noite pessoas com o minimo juizo não ficam andando ali a toa. É justo restringir sei la quantas mil pessoas de andar ali pq nao podem tirar aqueles viciados dali? Percebe o absurdo que é isso?

A frase negritada mostra o quão limitada é sua visão em relação a esse assunto, Carlos. E não estou chamando você de ignorante sobre isso não, não quero ofender com essa frase, até porque a maioria de nós tem essa mesma visão, é um erro recorrente dentro de nossa realidade.

Eu poderia perguntar a você, por exemplo, qual o preparo que essa agente de saúde teve pra chegar até essa cidadão na cracolândia?

Posso perguntar mais, será que é função da Agente de Saúde fazer esse primeiro contato com a pessoa que está nessa situação?

Pergunto mais, será que outros profissionais estão preparados pra tentar realizar esse trabalho?

Mais mais mais! Porque não investem mais em CAPS AD que possuem profissionais qualificados voltados a busca de tirar essas pessoas da marginalidade que as drogas o colocaram?

Outra!!! O dinheiro que irá pra Comunidades Terapêuticas de cunho filantrópico, ou seja, dinheiro Público investido no privado, não poderia ser usado pra fortalecer a atenção básica, que é SUS é pública, e permitir que esses profissionais e trabalhadores em saúde possam estar preparados para tal desafio que a cracolândia é?

Tem inúmeras outras perguntas que eu poderia fazer e que são indagações que as pessoas que trabalham com saúde e os estudantes dessa área estão questionando sobre essa nova lei. Certas coisas não são fáceis de entender do porque que estão sendo realizadas desse jeito, sendo que possuímos uma estrutura que precisa unicamente ser fortalecida e potencializada pra ter sucesso.

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    • Leho.
      By Leho.
      Por Pedro Henrique Ribeiro,
      21 de julho de 2021
      Você já fez terapia ou pelo menos se consultou com um psicólogo? Essa é uma prática muito boa que deveria se tornar hábito. Assim como algumas pessoas vão ao dentista duas vezes por ano, todos deveríamos reservar um tempinho para conversar com um psicólogo e organizar a mente. Isso serve para pessoas comuns, mas também para super-heróis. Nos últimos anos, ficou cada vez mais comum vermos super-humanos tentando resolver problemas que tinham dentro da cachola. Para isso, ou eles dão uma passadinha no “divã” da terapia, ou tentam botar a angústia para fora. Por causa disso, estamos perdendo aquela imagem de super-herói perfeito e invulnerável, e os estúdios estão investindo nessas narrativas para dar um ar de profundidade às histórias.
      “Nos primeiros 40 anos dos quadrinhos, uma narrativa mais simplificada dominou o mercado dos quadrinhos. Graças ao Stan Lee e seus quadrinhos da Marvel, o super-herói passou a ter uma vida pessoal, problemas psicológicos e se aproximar mais dos problemas do leitor. Esse modelo fez muito sucesso com as histórias do Homem-Aranha, Quarteto Fantástico e Capitão América, e é reproduzido até hoje pela indústria”, explica o pesquisador do Núcleo de Pesquisas de Histórias em Quadrinhos da USP, Waldomiro de Castro.
      Nas telinhas e telonas vemos vários heróis assumindo a importância de conversar, como o Utópico, em O Legado de Júpiter, e Bucky Barnes, em Falcão e Soldado Invernal”. Em WandaVision vemos a Feiticeira Escarlate cruzar as fases do luto após a morte de seu marido, Visão, em Vingadores: Guerra Infinita”. Em Watchmen – O Filme, o cruel Rorschach se consulta com um psiquiatra após ir para a prisão. Durante os testes – que dão nome ao personagem -, ele consegue identificar os próprios traumas, mas mente para não ser considerado doente.
      Rorschach se consulta com psiquiatra após ser preso em Watchmen. Imagem: Reprodução/Prime Video
      O professor e pesquisador de quadrinhos, Mario Marcello Neto, explica que muitos desses debates encontrados nas HQs fazem parte de um sentimento de dívida dos autores estadunidenses. “Essa geração pós-Guerra do Vietnã está muito imbuída em uma sociedade que tem muitas dívidas a pagar, seja com minorias ou com eles mesmos. Esse aparecimento do ‘divã’ nos contextos mais atuais, reflete um certo avanço no reconhecimento da importância da saúde mental. Porém, uma coisa que dita isso [ter ou não o divã] é o ritmo da história. Eu acho que se houver muito conflito pessoal, as pessoas saem do cinema. Eu não consigo ver uma cena como a consulta do Soldado Invernal acontecendo em um filme dos Vingadores, porque [o filme] é muito frenético”.
      Sam Wilson (Falcão) e Bucky Barnes (Soldado Invernal) cara a cara na terapia. Imagem: Reprodução/Disney Plus
      “E, às vezes, você pode ser um herói ou um vilão dependendo do contexto. Um super-herói é um sujeito que também tem fragilidades, acontece com muitos personagens, não apenas nos seus traumas, mas também na questão da agressão. Isso sem dúvida abre muito campo para explorar novas histórias e narrativas. Eu acho positivo, porque tira a ideia de que há um super-homem em cada um desses heróis. Isso está afinada aos debates atuais”, explica a pesquisadora de história da arte Vanessa Bortulucce.
      À medida em que as décadas avançam, a postura do super-herói se modifica. Em alguns momentos, como na década de 1960, muitos heróis se envolveram no movimento pacifista. Já na década de 1980, vemos personagens com personalidades mais assertivas e mais agressivos. Agressividade essa geralmente associada aos traumas que deram origem ao lado heroico deles, como as mortes dos pais de Bruce Wayne (Batman) e do tio de Peter Parker (Homem-Aranha) e até mesmo o suicídio do pai de Utópico. Com isso, esses personagens apresentam uma postura muito mais agressiva em relação aos criminosos. “Você nunca viu um Batman tão violento como o da década de 1990”, afirma Castro.
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      A Crise de 1929, também conhecida como “A Grande Depressão”, marcou um dos momentos mais caóticos do capitalismo na era moderna. Ela teve origem nos Estados Unidos, que na época já tinha se consolidado como a maior economia do mundo. Com a crise, muitas empresas quebraram e o desemprego saltou de 4% para 27%. Foi um verdadeiro caos econômico que em pouco tempo trouxe sérias consequências para a sociedade. Esse tsunami de problemas que sucedeu a crise foi crucial para a revolução das comics. 
      Para Vanessa Bortulucce, a principal relação entre a Grande Depressão e as HQs é a mudança do cenário das histórias. “Como a Crise de 29 envolveu o mercado de ações, os bancos e etc, você tem as cidades como um lugar marcado por desastres e más notícias. Então, os quadrinhos sofrem um certo refluxo nesse ambiente”, explica ela. Fora do ambiente das cidades, novos cenários começaram a ganhar força, como o espaço sideral de Flash Gordon e Brick Bradford. 
      Essa fragilização acabou criando o conceito do “herói extraordinário”, aquele que resolve problemas com facilidade, sem quebrar a cabeça, e assim entrega uma aventura fantástica que restaura a esperança do leitor, que não tem muita paciência para novos problemas. 
      Em 1938, quando foi lançada a primeira HQ do Superman, o herói absorveu muitas características da época, especialmente nas edições lançadas durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). O kryptoniano era invencível, imparável, como se estivesse passando uma mensagem. O mesmo pôde ser vista nas revistas da Capitã Marvel. Assim surgiram os primeiros aspectos para se discutir o mito do herói nas comics.
      Mito do herói no traço e na tela
      Contar sobre a vida dos personagens humanizou os super-humanos e até mesmo os alienígenas como Clark Kent. Isso reforçou a ideia de que um herói pode ser qualquer pessoa, como um fazendeiro do Kansas, um jovem franzino do Brooklyn ou um nerd do Queens.
      “O Super-Homem é um alienígena, mas o leitor olha para o Clark Kent, que é um homem comum. Ao se mostrar como um homem comum, ele estabelece um reconhecimento, e o leitor pensa em um Super-Man que estaria, simbolicamente, dentro dele. Com os heróis da Marvel, Stan Lee tem uma importância vital nesse sentido, porque ele inverte a lógica do Super-Homem: você não tem um herói que se passa por um homem comum, mas um homem –  ou mulher – comum que pode se mostrar como herói”, diz Bortulucce.
      Pensando sobre essa afirmação da pesquisadora, alguns nomes do MCU vêm em mente, como Viúva Negra, Falcão, Gavião Arqueiro, Homem de Ferro, Homem-Formiga, Vespa e muitos outros. Esses heróis sem poderes “mágicos ou alienígenas” usam tecnologia e habilidades de combate para derrotar os vilões. Porém, diferentemente dos heróis do século 20, os personagens da Marvel nos cinemas não carregam consigo um senso inabalável de justiça e têm em comum traumas que precisam ser tratados seriamente.
      Heróis enlatados
      Todo esse roteiro de heróis traumatizados e órfãos é bem conveniente para os enredos, como vimos até aqui. Por isso essa jornada entre perda e poder foi reproduzida em larga escalada para as dezenas de heróis que surgiram nas décadas seguintes aos anos 1960. Esses heróis chamados de enlatados basicamente mudam de nome, o lugar de origem, mas a essência segue sendo a mesma. Essa zona de conforto permitiu que grandes estúdios e produzissem vários heróis sem perder o trunfo de uma história dividida entre vida civil e vida com uniforme, como explica Mario Marcello Neto.
      “Algumas coisas se repetiriam, como a ideia da orfandade como característica para ser super-herói. Nisso a gente tem desde Shazam até o Batman. Parece até que o critério para ser herói é não ter os pais e mães [biológicos]. Na década de 1940 era pior e os heróis que sobreviveram daquela época para cá são muito poucos. Naqueles anos a gente via heróis que eram plágios. O próprio Shazam se envolveu em um processo de plágio por causa das semelhanças com o Superman”. 
      Heróis e política
      Entre as influências que as histórias de super-heróis podem ter na sociedade está a política. Assim como foi o caso do governo de Reagan nos anos 1980, as políticas e as HQs fazem essa troca de signos. Além de exercer uma influência natural com seus enredos, as histórias em quadrinhos também podem ser utilizadas como ferramenta política, como explica Bortulucce. “Muitos personagens surgem por causa da Segunda Guerra Mundial, como o Capitão América. Guerra do Vietnã? Homem de Ferro. Corrida espacial? Quarteto Fantástico. O medo e a maravilha do poder atômico? Hulk e Homem-Aranha. Minorias e lutas sociais? Pantera Negra e X-Men. Os quadrinhos são uma grande ferramenta política”. 
      Um bom e recente exemplo aconteceu durante as manifestações de 2013 contra o então governo de Dilma Roussef (PT). Muitos manifestantes foram às ruas com camisas da CBF e máscara do personagem V, de V de Vingança. A intenção era mostrar que “o povo” estava disposto a ir longe, como V foi. Na história em quadrinhos, o personagem adota um tom professoral e filosófico em seus discursos, e tem todo o tipo de ideia para derrubar um governo fascista que governava a Inglaterra. Entre as ações de V está a explosão do Parlamento Britânico.
      Essa ideia de que todo mundo pode ser um herói se mostra nesses tipos de situação. Na época, Alan Moore, o autor da HQ, chegou a comentar sobre o caso em entrevista ao site UOL. “Há 30 anos eu estava apenas respondendo à situação da Inglaterra da minha perspectiva. Não eram premonições do que aconteceria no futuro”, disse ele sobre a produção de V de Vingança. “Acho que não tenho muito a dizer a respeito [do uso das máscaras], porque eu sou apenas o criador da história. E eu não tenho uma cópia de ‘V’ em casa, isso foi tirado de mim por grandes corporações”, completou.
      Esse uso do V por manifestantes em 2013 é apenas um exemplo da relação entre quadrinhos e política. “As histórias em quadrinho influenciam em termos de filosofia de vida. Os leitores acabam se influenciando pelas ideias e propostas, acabam acreditando na visão de mundo daqueles heróis. Mas eu não acredito que uma pessoa normal seja influenciada aponto de vestir uma máscara ou uma roupa e sair por aí batendo nas pessoas resolvem os problemas do mundo”, diz Castro.
      Então, da próxima vez que você assistir a uma série, filme ou ler uma HQ e se perguntar: isso não está realista demais? Lembre-se de que a resposta é sim! Tudo vai ficar cada vez mais real enquanto continuaremos a ver homens voadores atirando raio laser pelos olhos.
      @Bitniks
    • Lowko é Powko
      By Lowko é Powko
      Quem não conseguir acessar pode ler a notícia no outline com aqueles problemas de formatação.
      Sanders se retirando da cena e as eleições de 2020 se encaminhando para ser uma disputa entre Trump e Biden, com um Partido Democrata em tese um pouco mais à esquerda do que de costume, ao menos no discurso.
    • Lanko
      By Lanko
      De acordo com as notícias, se não jogarem o Tite será demitido, o que está fazendo os jogadores mudarem a postura de boicote para apenas um manifesto público... e então irem jogar o torneio, o que seria o mesmo que "muito barulho por nada".
    • jonnyjones81
      By jonnyjones81
      Estava lendo uma matéria sobre a tal ligação do Kajuru na IstoÉ e a matéria termina assim:
      “Finalmente, uma observação sobre o sistema eleitoral brasileiro, que o Congresso está querendo alterar. O sistema vigente hoje já dá bastante espaço para que políticos como Jorge Kajuru se elejam. São pessoas que não têm outras credenciais além da fama e de algum sentimento de indignação, ou desejo vago de “fazer o bem”, mas que nunca perdeu um minuto da vida pensando sobre políticas e administração públicas.
      Se o Congresso fizer o que deseja, e implantar o tal sistema do “distritão”, em que apenas os candidatos mais votados são eleitos, só haverá gente famosa na política. Aquele sujeito que passou a vida lutando em silêncio por uma causa, ou estudando gestão pública, nunca mais chegará ao parlamento, pois costuma ser eleito pelos votos concedidos aos partidos no sistema proporcional.
      Hoje, existe um Kajuru a mais do que o necessário no Senado. Imagine agora um Congresso feito só de Kajurus. Gostou?”
      Ou seja, uma clara critica à mudança.
      Então fui pesquisar e ler um pouco melhor sobre o tema do voto distrital e distrital misto. Achei uma matéria sobre o assunto muito, mas muito bem escrita (IMO). Vou deixar aqui para a leitura e um debate saudável.
      Como o voto distrital misto pode mudar as eleições no país
    • Lowko é Powko
      By Lowko é Powko
      Topei com esse texto do Pindorama sobre as pesquisas eleitorais e os resultados das eleições em 2020. Vale a pena pra quem se interessa pelo tema. Pra quem não quer ler o texto inteiro, vou colar os pontos mais importantes num quote. Pra quem tiver mais interesse, pode pular o quote e ir direto pro texto original, abrindo o spoiler.
       
       
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