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O Som ao Redor


Guest João Gilberto

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O Som ao Redor (2012)


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Crítica 1 (Folha de São Paulo)

Em "O Som ao Redor", todos temem a própria sombra

Por LÚCIA NAGIB

O segredo de "O Som ao Redor" está numa fórmula simples, mas de difícil execução: a perfeita integração de forma e conteúdo.

O próprio limite do quadro fílmico é suficiente para universalizar a prisão da classe média --de Recife, do Brasil, do mundo. Basta replicar esse quadro numa multiplicidade de blocos de apartamentos, de janelas e grades sobrepostas, de azulejos e ladrilhos quadriculados recobrindo interiores, de telas digitais que decrescem do televisor de 40 polegadas à câmera de vigilância, ao laptop e ao telefone celular.

O universalismo do filme é uma mera questão de quadro, escala e proporção, propriedades que o cinema manipula melhor que qualquer outro meio. Assim como o cineasta japonês Yasujiro Ozu (1903-63) universaliza o drama familiar ao comparar garrafas de saquê ao pilar de um templo ("Era Uma Vez em Tóquio", 1953), em "O Som ao Redor" o plano de uma massa de arranha-céus se conecta a um conjunto de garrafas vazias na sala de estar em que um casal dorme depois da festa e do amor, miniatura exemplar do que ocorre nas centenas de apartamentos ao redor.

Assim, embora limitado a uma rua de Recife, "O Som ao Redor" produz identidade regional e nacional. Mas, para isso, usa o reverso do paisagismo grandioso que caracterizou o Brasil no cinema novo e depois no cinema da retomada, o sertão imenso e as imagens de mar prometendo, e continuamente frustrando, a realização utópica do paraíso sonhado pelos colonizador europeu.

O "travelling" que acompanha a corrida de Manoel em direção ao mar nunca visto, em "Deus e o Diabo na Terra do Sol" (Glauber Rocha, 1964), no qual o crítico Ismail Xavier identificou a teleologia da história, é aqui substituído pela câmera que persegue uma menina de patins na garagem de um prédio, ziguezagueando entre os carros e afinal chegando a um pátio murado repleto de babás e crianças encalacradas. Não há saída nem finalidade para o movimento reto, que se interrompe na imagem, tomada através da cerca, de um serralheiro instalando outra grade no vizinho.

Mesmo a bola que um guri insiste em chutar para além dos muros tem seu percurso cortado pela roda de um carro que a esmaga. O mar, ali na esquina, tornou-se invisível, escondido atrás dos arranha-céus em que se enclausuram os membros do clã de Francisco, dono da maioria dos imóveis no local. Antigo senhor de engenho, autêntico e repugnante homem cordial de que nos fala Buarque de Holanda, Francisco é o único que se arrisca a um banho noturno no mar infestado de tubarões.

Que o assunto é o país fica claro já nas imagens de abertura, uma série de fotos de arquivo de trabalhadores da zona canavieira, que o espectador descobre ao longo do filme constituírem os predecessores dos personagens vivos atuais, o "punctum" barthesiano que, como uma flecha da história, vem ferir os agentes do presente. Barthes fala do "retorno do morto" na fotografia, e Freud do "retorno do reprimido", ativo tanto no inconsciente individual quanto na esfera social.

Em "O Som ao Redor", o retorno do passado submerso se dá na forma de personagens cotidianos dotados de um duplo fantasmagórico. É o menino negro, seminu, clone do "menino-aranha" real, que escala árvores e muros e povoa os pesadelos da menina abastada, reclusa em seu quarto. E são os guardas-noturnos que se infiltram nos edifícios cercados e monitorados que se revelam os filhos vingativos de um agricultor assassinado pelos capangas de Francisco. Já havíamos encontrado esse personagem mefistofélico que, vindo das baixas esferas, penetra a festa dos ricos corruptos em "O Invasor" (Beto Brant, 2002), e o desastre não foi menor.

Mas não há drama nenhum, e muito menos nostalgia, nessa história que necessariamente termina em morte. A propalada superficialidade dos atores vai além da má atuação recomendada por Brecht para que o intérprete se distancie do personagem que representa. Aqui, os atores comungam da superficialidade dos seus personagens. Forma e conteúdo se unem outra vez, e desta vez para mostrar que o "status quo", se não é exatamente bom, também não é necessariamente ruim.

Parece-me auspicioso que a dona de casa Bia, esquecida na cama pelo marido que ronca e atormentada pelo uivo do cachorro do vizinho, arranje alternativas de satisfação sensual e sexual, ainda que seja com o fetiche da mercadoria que Marx condenava. Como o esperto prisioneiro comum que faz chegar a sua cela as drogas, os celulares e as armas de que necessita, Bia compra maconha do entregador de água e a fuma soprando a fumaça na mangueira de um aspirador de pó apoiado na janela.

Ainda mais inventiva, ela se masturba aproveitando-se da trepidação da máquina de lavar roupas. Nisto o filme se compara à sexualidade mirabolante de outra obra-prima pernambucana, "Amarelo Manga" (Cláudio Assis, 2003).

Sexo é também um invasor em "O Som ao Redor". Está no axé, tocado a todo volume pelo vendedor ambulante de CD, que canta "pega na banana" para a vizinhança inteira ouvir; no desenho animado assistido pela netinha da empregada doméstica, mostrando Iansã em lúbrico frenesi; no elevador em que o casal João e Sofia se agarra e que o zelador contempla em sua guarita pelo circuito de televisão.

Os sons e as imagens do mundo lá fora que se filtram e se infiltram, para deleite onanístico de personagens enclausurados conferem um sopro de vida ao universo árido e feio dos blocos de apartamentos. Aliás, os filhos pré-adolescentes de Bia, sofisticados nerds que aprendem chinês e discutem economia, parecem conhecer e aceitar as idiossincrasias da mãe; a cena em que Bia, deitada de bruços no sofá, se deixa massagear pelos filhos nos pés e nas costas é de dar inveja a muitas mães.

FANTASMAGORIA

Equivalentes às janelas, frestas e telas por onde penetram os laivos do mundo exterior, quartos, corredores e elevadores são caixas acústicas de um universo interior que se extravasa. Michel Chion chamou de "acousmêtre" o som cinematográfico sem fonte identificável na imagem que, por isso, tem poder de onisciência e onipresença. A fantasmagórica mistura de sons que acompanha muitas das imagens --rumor de vozes, máquinas, ondas, pássaros-- sem motivação na diegese parece ao mesmo tempo rodear e derivar dos personagens.

Mais uma vez, é a forma cinematográfica fazendo história, como na cena em que João e Sofia visitam Francisco no engenho. Uma sesta na rede dá o tom semionírico a uma fascinante descida ao hades profundo do Brasil. As portas dos quartos da casa-grande vazia e abandonada são uma a uma abertas pelo casal, que ouve os passos do avô no andar de cima como os de uma alma penada. O périplo se estende ao vilarejo local, culminando num cinema em ruínas em que ainda se ouve a trilha sonora de um filme com gritos de mulher.

Fantasia a um só tempo trágica e paródica, o fim do cinema aqui anunciado, em sintonia com o restante do filme, é inteiramente despido de páthos. Sua função é confirmar o império da contenção, dos gadgets e da miniatura que, queira-se ou não, é a realidade atual.

O guarda-noturno Clodoaldo afirma que sua arma é o celular. Alter-ego do cineasta, ele assiste e manipula, com sangue-frio, na minúscula tela do aparelho, o assassinato de um de seus pares num bairro de Recife, captado por uma câmera de segurança. A primeira imagem que temos de Clodoaldo é no monitor da câmera de segurança de Anco, tio de João e o único a ainda residir numa casa em meio às torres ao redor. Voyeur de voyeurs, vítima que logo irá assassinar, pressente-se que, no final, Clodoaldo terminará assim, como mera imagem captada pela câmera de segurança ao morrer.

"O Som ao Redor" é a irresistível somatória dessas réplicas. Com sua multiplicidade de telas e lentes, é uma alucinante "mise-en-abîme" em que todo mundo se parece e teme a própria sombra. É registro documental do que foi, testemunho do que é, pressentimento preocupante, mas necessário, do que virá.

Folha de São Paulo



Crítica 2 (Omelete)

O volume opressor da história

Por Marcelo Hessel

Assim como Os Donos da Noite, que parte de fotos reais em preto e branco para situar, dentro desse recorte da realidade nos anos 1980, a sua narrativa de ficção, O Som ao Redor também começa com uma seleção de imagens p&b. No caso do filme do Kleber Mendonça Filho, porém, são fotografias mais antigas, de fazendas dos tempos dos senhores de escravos.

Não é apenas uma contextualização, portanto, que o diretor pernambucano está procurando estabelecer neste seu primeiro longa-metragem de ficção, mas uma relação histórica. Os latifúndios nunca saíram de moda no Brasil, afinal, e O Som ao Redor tenta mostrar que, no século 21, a exploração do trabalho e a obsessão com a posse só ganham novas expressões.

A trama se ambienta na vizinhança onde Mendonça mora no Recife, em meio aos edifícios altos de Boa Viagem. São três ou quatro ruas que a família do senhor Francisco (W.J. Solha) domina. Quando chega por lá, porém, uma equipe de vigilância propondo aos vizinhos um serviço de segurança 24 horas (que todos contratam na hora), a influência e o poder de Francisco se enfraquecem. Com os vigias alertas, enfim, todos podem ter seu próprio latifúndio em paz.

A chegada dos vigias é o pretexto para Mendonça fazer em O Som ao Redor um panorama da convivência problemática que temos hoje com os espaços públicos e privados nas grandes cidades, situação de hostilidade que passa pelas relações domésticas de trabalho. O mal estar que zumbe ao longo do filme, presente na trilha do DJ Dolores e na edição de som que ressalta os barulhos do dia a dia (motores de elevadores, cães, música alta), é semelhante ao mal estar de Trabalhar Cansa, que escolhe lidar com a classe média e com as relações de trabalho em chave surrealista.

Já a chave de O Som ao Redor é hiperrealista. Além dos efeitos de som, que trazem para dentro de casa todos os barulhos da rua que grades na janela não conseguem conter, os close-ups dos câmeras Pedro Sotero e Fabricio Tadeu são bastante arrojados, e alguns zoom-ins são tão longos que chegam a deformar a imagem (como no plano noturno do vigia recém-chegado). Embora utilize a janela mais horizontalizada do Cinemascope para achatar o teto e ampliar os espaços laterais dos apartamentos, é nesses close-ups que a claustrofobia de O Som ao Redor se dá de forma mais angustiante.

Filmar uma "coisa normal com um tratamento não tão normal" é uma explicação prosaica que Mendonça dá para falar do seu longa. Embora cite como influência o cinema opressivo de John Carpenter (para o brasileiro, Carpenter é sempre "uma presença"), talvez O Som ao Redor tenha mais em comum com outro cineasta que Mendonça, enquanto crítico de cinema, costuma elogiar em seus textos: o palestino Elia Suleiman. A ideia de encenar a rotina como uma panela de pressão (metáfora que Suleiman inclusive usa literalmente) e associar, por sugestão, o mal estar do dia a dia com um contexto histórico (no caso do palestino, o conflito com Israel) é aproveitada aqui por Mendonça com máximo efeito. A cena da bola de futebol que cai no vizinho em O Som ao Redor parece saída direto de Intervenção Divina de Suleiman.

A estrutura de roteiro do palestino, em forma de vinhetas, que à primeira vista não têm relação umas com as outras, mas formam um painel crescente de pequenos desconfortos, rendem em O Som ao Redor momentos de percepção fina (as estrelas coladas no teto do quarto que sumiram debaixo de uma mão de tinta), de fantasmagoria (o aspirador de pó que a mulher usa para fumar cigarro parece que lhe suga a alma) e de puro terror carpentiano (a luz do sensor do alarme domiciliar é o símbolo perfeito do estado de emergência em que vivemos).

Como bom crítico, Kléber Mendonça Filho sabe colher as melhores influências para seu trabalho, e depois de quatro curtas premiados em festivais, ele agora pode, a partir da consagração internacional de O Som ao Redor, fazer do seu estilo uma assinatura própria.

Omelete




IMDb

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Esse eu vi na Cinemateca aqui em Curitiba. Paguei 1 real no ingresso, kkk!

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Guest João Gilberto

Esse eu vi na Cinemateca aqui em Curitiba. Paguei 1 real no ingresso, kkk!

...pode participar do debate. Comente sobre pondo as opiniões em "spoiler".

:yeah2:

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  • General Director

Bom, acabei de assistir. A minha primeira impressão, sem ler nenhuma das críticas, nada, foi a de um filme bem filmado sim, mas desconexo. Daí, lendo as críticas colocadas neste tópico, passei a compreender melhor o ponto-chave do filme: o retrato (regional) da nossa sociedade brasileira.

Não gostei da forma como foi tratado o enredo, personagens fracos, atuações fracas (salvo exceções), pontas soltas, história desconexa. Logo, o meu "desconexo" ali foi justamente por conta disso: o retrato do cotidiano enclausurado em que vivemos acabou se perdendo em várias histórias desconexas e com várias pontas soltas, e isso acabou me frustrando, já que esperava que pelo menos alguma dessas histórias contadas se fechasse de forma mais clara, digamos assim. Não aconteceu.

Lendo as duas críticas, porém, admito que a forma e as técnicas das filmagens foram boas, e conseguiram metaforizar bem como vivemos hoje em dia, seja no Recife, seja em Campinas, seja onde for: cercado por paredes, com vários elementos de segurança ao redor, ouvindo dos mais variados sons e não podendo usufruir do nosso próprio bairro como quisermos. Acho que o filme se destaca aí, e tão somente aí.

Dou um 6.8/10.

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Guest João Gilberto

...minha nota para este filme é 8/10.

Inicialmente eu também tive esse olhar crítico que tu trouxe Léo, mas também compreendi melhor algumas coisas após as leituras das críticas. Por exemplo, tu cita as atuações um tanto quanto mal feitas e tal, quase amadoras... essa também foi uma das coisas que percebi e ia criticar, mas depois, vi que um dos caras que esse diretor tem como inspiração pede isso aos atores (que interpretem mal), justamente para trazer um tom mais de realidade, sem àquela coisa perfeita de um termina de falar e o outro fala na hora certa, etc etc... achei isso uma sacada muito boa, porque realmente dá a impressão em certos momentos de "reality" e creio que foi isso que o diretor quis buscar.

Outra coisa que eu deveria ter dito antes de vocês assistirem é que o ideal seria ver esse filme com um bom som ou em bom som! Porque como o próprio tema do filme indica (O Som ao Redor), ter esse elemento em destaque é indispensável para entrar no clima opressor e meio angustiante do filme. Sem exagero de comparação, eu posso fazer uma analogia e dizer que é semelhante a sensação ao ler as obras de Kafka. Se a intenção do diretor era trazer o telespectador para dentro do filme, no cinema, com todo àquele aparato de som e luz (sombrio), aos menos comigo conseguiu e é daí que trago mais um ponto a favor.

Somando estes pequenos, mais importantes fatores ao também fato de ser o filme (longa) de estréia dele? Porra, não tem como não dizer que foi um debut e tanto!

:yeah2:

Não gostei da forma como foi tratado o enredo, personagens fracos, atuações fracas (salvo exceções), pontas soltas, história desconexa. Logo, o meu "desconexo" ali foi justamente por conta disso: o retrato do cotidiano enclausurado em que vivemos acabou se perdendo em várias histórias desconexas e com várias pontas soltas, e isso acabou me frustrando, já que esperava que pelo menos alguma dessas histórias contadas se fechasse de forma mais clara, digamos assim. Não aconteceu.

...qual foi a história que tu achasse desconexa e que merecia um fechamento?!

PS: Sim, amanhã é a tua vez de postar!

:derphappy2:

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  • General Director

...minha nota para este filme é 8/10.

Inicialmente eu também tive esse olhar crítico que tu trouxe Léo, mas também compreendi melhor algumas coisas após as leituras das críticas. Por exemplo, tu cita as atuações um tanto quanto mal feitas e tal, quase amadoras... essa também foi uma das coisas que percebi e ia criticar, mas depois, vi que um dos caras que esse diretor tem como inspiração pede isso aos atores (que interpretem mal), justamente para trazer um tom mais de realidade, sem àquela coisa perfeita de um termina de falar e o outro fala na hora certa, etc etc... achei isso uma sacada muito boa, porque realmente dá a impressão em certos momentos de "reality" e creio que foi isso que o diretor quis buscar.

Outra coisa que eu deveria ter dito antes de vocês assistirem é que o ideal seria ver esse filme com um bom som ou em bom som! Porque como o próprio tema do filme indica (O Som ao Redor), ter esse elemento em destaque é indispensável para entrar no clima opressor e meio angustiante do filme. Sem exagero de comparação, eu posso fazer uma analogia e dizer que é semelhante a sensação ao ler as obras de Kafka. Se a intenção do diretor era trazer o telespectador para dentro do filme, no cinema, com todo àquele aparato de som e luz (sombrio), aos menos comigo conseguiu e é daí que trago mais um ponto a favor.

Somando estes pequenos, mais importantes fatores ao também fato de ser o filme (longa) de estréia dele? Porra, não tem como não dizer que foi um debut e tanto!

:yeah2:

...qual foi a história que tu achasse desconexa e que merecia um fechamento?!

PS: Sim, amanhã é a tua vez de postar!

:derphappy2:

Então João...

... eu cheguei a notar essa parada das atuações amadoras propositais em uma das críticas, e até compreendi melhor o intuito delas no contexto do filme. Ajudou a melhorar minha visão dele sim, mas ainda assim teve algumas que foram ruins demais, extrapolaram esse objetivo (como a Sofia, ou o próprio Dinho, primo do João).

Sobre assistir o filme com um "bom som", acho que fiz bem em assistir no PC, com bons fones de ouvido. Realmente esse é um dos pontos altos do filme, a variedade dos sons urbanos, que geralmente nos passa desapercebidos no dia-a-dia, mas que no filme são propositalmente realçados, quase se tornando com um personagem à parte. Ponto pro diretor.

Sobre a história desconexa, bem, a do João e Sofia pra mim não só ficou desconexa como não manteve nenhuma importância pra trama. Porra, romancezinho corriqueiro, que não nos apresentou nada demais, a não ser a oportunidade de conhecermos o Engenho do vô Francisco, e a casa onde a garota havia morado 6 meses. E só. Achei totalmente dispensável, e como se não bastasse, nem sequer fecharam essa ponta ao final do filme.

Outros personagens também me soaram superficiais demais, como o Dinho, o próprio Francisco, o chefe da patrulha noturna, Clodoaldo, enfim, mas aí eu até compreendo pois realmente não era a intenção do diretor mergulhar em estudos de personagens durante o longa.

Acho que eu me frustrei um pouco também, fui esperando uma puta reflexão sobre sociedade, com uma puta expectativa que acabou não me satisfazendo por completo. Mas não foi de todo ruim.

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Guest João Gilberto

Acho que eu me frustrei um pouco também, fui esperando uma puta reflexão sobre sociedade, com uma puta expectativa que acabou não me satisfazendo por completo. Mas não foi de todo ruim.

...também senti falta do aprofundamento nos personagens e fechamento de algumas histórias, mas

acho que se o diretor fizesse isso meio que acabaria com a proposta do filme porque, pensa comigo, se a intenção era causar uma reflexão sobre a sociedade atual, fechar histórias se encaixaria num enredo de começo/meio/fim, coisa que não condiz com a realidade, onde as vidas continuam com os mesmos problemas, inseguranças, medos, frustrações, etc, saca?!

Não sei se era esse o objetivo do diretor, mas do meu ponto de vista, essas "faltas" (até mesmo psicologicamente falando), foi uma provocação intencional a mais no filme.

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  • General Director

...também senti falta do aprofundamento nos personagens e fechamento de algumas histórias, mas

acho que se o diretor fizesse isso meio que acabaria com a proposta do filme porque, pensa comigo, se a intenção era causar uma reflexão sobre a sociedade atual, fechar histórias se encaixaria num enredo de começo/meio/fim, coisa que não condiz com a realidade, onde as vidas continuam com os mesmos problemas, inseguranças, medos, frustrações, etc, saca?!

Não sei se era esse o objetivo do diretor, mas do meu ponto de vista, essas "faltas" (até mesmo psicologicamente falando), foi uma provocação intencional a mais no filme.

Pois é...

... faz sentido mesmo essa história de condizer com a realidade, sem fechar as histórias por completo. Mas acho que ele poderia ter feito pelo menos com uma das histórias, até a do velho Francisco ficou pra gente julgar, se ele realmente foi morto pelos irmãos seguranças, se não foi, como se sucedeu a história pregressa deles e tal.

Pra mim, claro, o Francisco foi morto, mas faltou algo na minha opinião.

Outra coisa: achei a atriz que interpretou a Sofia "estranhamente bonita", hahahaha. No começo do filme me pareceu um garota bem da estranha, dessas alternativas e tal, mas depois ela melhorou, sei lá. Bem gatinha. :D

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  • 5 weeks later...

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    • grollinho
      By grollinho
      Finalmente está saindo a sequência do grande filme do James Cameron (o original também demorou mil anos).
      O lançamento é dia 15/12.
       
    • Henrique M.
      By Henrique M.
      Como sabem, iremos oferecer um FM 2021 para o líder do nosso ranking de atividades, com a primeira atividade já encerrada há algum tempo, chegou a hora de começarmos a criar o ranking.
      Ranking atual
      @LucasGuitar - 20 pontos; @Lucas Matías - 18 pontos; @Lanko - 16 pontos; @Henrique M. - 13 pontos; @joga - 12 pontos; @gm360, @Neynaocai, @Gundogan, @Ricardo Bernardo, @Roman, e @Valismaalane - 10 pontos @Andreh68 - 9 pontos; @fabiotricolor, @ggpofm, @dralzito, @bstrelow, @EduFernandes e @PedroLuis - 8 pontos @DiegoCosta7 - 7 pontos @marciof89, @div e @André Honorato - 6 pontos @passarin33, @CristianTh9, @AllMight, @Vini-Ministro da Educação, @SilveiraGOD., @Mings, @Bruno Trink, @TicianoB, @JGDuarte, @Stay Heavy, @Messias Götze e @Ariel' - 5 pontos @Goias270187, @Vannces,  @Tsuru, @CCSantos, @Darknite, @Lowko é Powko, @Buzzuh e @ZMB - 4 pontos @Serginho10, @Danut, @Queiroz14, @Bigode., @Ighor S., @-Lucas e @felipevalle - 3 pontos @maninhoc12, @pedrodelmar1, @skp e @David Reis - 2 pontos @munozgnm, @LuisSilveira, @Mandalorian, @joseroberto389, @Leho., @Bruno NoWaK e @luancampos89 - 1 ponto Atividades participantes (em andamento)
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    • Douglas.
      By Douglas.
      Putz, vi muito poucos dos concorrentes. Ozark, Killing Eve, Lovecraft Country, Mrs America, Perry Mason, Schitt's Creek, Ted Lasso e The Flight Attendant (WTF??? Não chega a ser uma série ruim mas é de longe a indicada mais fraca que já vi, não é possível que estavam raspando o fundo da panela assim).
      Pior que indicada fraca foi terem esnobado o elenco de Lovecraft Country, justamente a parte mais forte da série. The Boys também poderia entrar fácil como indicada em comédia no lugar de The Flight Attendant.
       
      Lista do Omelete de surpresas e esnobados: https://www.omelete.com.br/globo-de-ouro/globo-de-ouro-2021-indicados-esnobados-surpresas
       
      Lista dos indicados na IMDB: https://www.imdb.com/event/ev0000292/2021/1/?ref_=ev_eh
    • Leho.
      By Leho.
      ---
      Trouxe a opinião do PH Santos que é um vlogger que eu sigo e acho maneiro, mas sintam-se à vontade pra trazerem outros vídeos de análises e comentários sobre o tema.
      Aliás, falando em comentário... o que vocês acham disso tudo? Qual o caminho que tomará o cinema? E o streaming, caminha pra ser a grande revolução midiática dentro do entretenimento que tá parecendo ou não?
    • ZMB
      By ZMB
      Ator lutava contra câncer de cólon desde 2016 e morreu em sua casa, nos Estados Unidos.
      O ator Chadwick Boseman morreu aos 43 anos. Conhecido por interpretar o Pantera Negra no filme da Marvel, além de personagens importantes da história americana, ele enfrentou um câncer de cólon diagnosticado em 2016.
      "É com imensurável pesar que confirmamos a morte de Chadwick Boseman. Chadwick foi diagnosticado com câncer de cólon de estágio 3 em 2016, e lutou contra ele nestes últimos quatro anos conforme progrediu para estágio 4", afirmou a família do ator em seu perfil no Twitter.
      "Um verdadeiro lutador, Chadwick perserverou por tudo, e trouxe a vocês muitos dos filmes que tanto amam. De 'Marshall: Igualdade e Justiça' a 'Destacamento Blood', 'Ma Rainey's Black Bottom' de August Wilson e muitos mais, todos foram gravados durante e entre incontáveis cirurgias e quimioterapia. Foi a honra de sua carreira trazer à vida o rei T'Challa em 'Pantera Negra'."
      De acordo com a nota, ele morreu em sua casa, acompanhado da mulher e da família. Ele nunca tinha falado sobre a doença publicamente.
      Nascido na Carolina do Sul, o americano Chadwick Aaron Boseman começou a carreira na televisão, com um pequeno papel na série "Parceiros da Vida".
      Depois de participações em séries como "Lei & Ordem" e "Plantão médico", ele ganhou seu primeiro papel regular em "Lincoln Heights", em 2009.
      Seu primeiro personagem de destaque no cinema veio como o protagonista de "42: A História de uma Lenda" (2013).
      No filme baseado em fatos, interpretou o jogador de beisebol Jackie Robinson, que em 1947 se tornou o primeiro negro a entrar para um time da principal competição dos Estados Unidos, a Major League Baseball.
      O papel marcaria uma carreira repleta de personagens importantes da cultura negra americana, como o cantor James Brown, em "Get on Up: A História de James Brown" (2014), e o juiz Thurgood Marshall, primeiro membro negro da Suprema Corte americana, em "Marshall: Igualdade e Justiça" (2016).
      Ainda em 2016, ele estreou no papel pelo qual seria mais lembrado. Em "Capitão América: Guerra Civil", Boseman apareceu pela primeira vez como T'Challa. Criado pela Marvel em 1966, o Pantera Negra foi o primeiro super-herói negro dos quadrinhos americanos.
      Dois anos depois, estrelou seu próprio filme, "Pantera Negra". Sucesso com crítica e com o público, a história do herói de um reino africano fictício e avançado bateu a marca do US$ 1 bilhão nas bilheterias mundiais, ganhou três Oscar e foi indicado a outros quatro — entre eles, o de melhor filme.
      Como o herói, ele ainda participou de "Vingadores: Guerra Infinita" (2018) e de "Vingadores: Ultimato (2019), e tinha presença confirmada em um novo "Pantera Negra", previsto para 2022.
      Seu trabalho mais recente já lançado foi "Destacamento Blood", dirigido por Spike Lee, que estrou em junho. Ele ainda esteve em "Ma Rainey's Black Bottom", com Viola Davis, que tinha estreia prevista em 2020.
      Fonte: G1.com
       
       
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