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The Man Who Wasn't There


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The Man Who Wasn't There

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Sinopse e detalhes

Em meio aos anos 40, Ed Crane (Billy Bob Thornton) é um barbeiro infeliz, que vive com sua esposa Doris (Frances McDormand). Ao descobrir que ela o está traindo, Ed passa então a planejar uma trama de chantagem contra ela, a fim de ensinar-lhe uma lição. Mas quando seu plano vai por água abaixo uma série de consequências desagradáveis ocorrem, incluindo vários assassinatos.

CRÍTICA 1:

O Homem que Não Estava Lá

Em mais uma obra prima dos irmãos Coen, o filme prima pela fotografia, roteiro e atuação de Billy Bob Thornton

por Natália Alonso

Sooner or later, everyone needs a haircut... (Mais cedo ou mais tarde, todos precisam de um corte de cabelo)

Os irmãos Coen (Joel e Ethan Coen) - criadores de obras como Fargo, E aí Meu Irmão Cadê Você, Onde os Fracos Não Têm Vez, e que foram recentemente indicados ao Oscar por Bravura Indômita - fizeram um notável trabalho em O Homem que Não Estava Lá. Os cineastas são conhecidos por roteiros impecáveis, personagens característicos e estilo próprio. Seus filmes possuem, cada um, um tema central, que é explorado e traz à tona outros temas secundários muito bem desenvolvidos ao longo da trama, mas sem, jamais, perder o foco. O enredo gira em torno da vida do barbeiro Ed Crane (interpretado por Billy Bob Thornton - que está incrível no papel) e, assim como o personagem, toda a película é melancólica, profunda, misteriosa.

Me? I don`t talk much, I just cut the hair. (Ed Crane) (Eu? Não falo muito, eu somente corto o cabelo)

Na década de 40, Ed Crane (Thornton) é um barbeiro lacônico, fumante excessivo, que trabalha na barbearia de seu cunhado Frank (Michael Badalucco). Ao descobrir que está sendo traído por sua esposa Doris (Frances McDormand), Crane tenta se vingar. Porém, seu plano não ocorre como o esperado e acaba gerando terríveis consequências, incluindo assassinatos. Tentando escapar da prisão, Ed contrata um advogado eloquente, Freddy Riedenschneider (Tony Shalhoub), para defendê-lo. Sentindo-se deslocado, encontra refúgio nos cigarros e em conversas com uma estonteante pianista adolescente, Birdy (Scarlett Johansson), que parece ser a única a entendê-lo.

I`m saying that sometimes the more you look, the less you really know. (Eu estou dizendo que, algumas vezes, por mais que você olhe, menos você realmente sabe)

O longa é considerado neo-noir, embora muitos desacreditem por não possuir todos os aspectos que remetam ao estilo. Porém, a fotografia em preto e branco em alto contraste (o chiaroscuro), limpa, expressionista, detalhista, a ambientação nos anos 40 e até a trama em si são características clássicas do noir. A fotografia é de Roger Deakins - de Um Sonho de Liberdade, Um Homem Sério, Bravura Indômita - indicado nove vezes ao prêmio da Academia e um antigo conhecido dos irmãos.

A trilha sonora é constituída basicamente por sonatas de Beethoven adaptadas para o piano e de composições de Carter Burwell, que já trabalhou anteriormente com os Coen. Fantástica, é uma das peças essenciais que completam o universo da obra. Concorreu a Oscar pela categoria de Melhor Fotografia, mas perdeu para o imbatível O Senhor dos Anéis. Thornton não recebeu o reconhecimento merecido, assim como Frances McDormand, estupenda como sempre.

No decorrer da película, são encontradas diversas simbologias e algumas referências a ovnis, que podem ser uma metáfora do sentimento do personagem principal de não pertencer à sociedade.

O resultado do perfeccionismo e do talento dos irmãos - que souberam dar vida à história de um ordinário barbeiro - é este magnífico pedaço de genuína arte. Menos conhecido filme dos irmãos, porém não menos importante, O Homem que Não Estava Lá entrelaça o simples enredo com o esplêndido roteiro, ressaltando sutilmente, com um quê de humor negro, as questões mais profundas da mente do ser humano. O que se pensa e não se fala. Diante da ironia de um homem comum, invisível, que nunca "estava lá", ser responsável por acontecimentos cruciais na vida daqueles que o ignoravam.

Crane preferia o silêncio, não encontrava vocábulos para descrever os próprios pensamentos e sentimentos, sentia-se preso em si mesmo, e, característico do homem comum, só foi visto após cometer um ato extraordinário: um crime.

I was a ghost. I didn`t see anyone. No one saw me. I was the barber. (Eu era um fantasma. Eu não via ninguém. Ninguém me via. Eu era o barbeiro).

(...)But I don`t regret anything. Not a thing. I used to. I used to regret being the barber. (Mas eu não me arrependo de nada. Nada mesmo. Eu estava acostumado. Eu costumava me arrepender de ser o barbeiro).

O Homem que Não Estava Lá (The Man Who Wasn`t There, USA, 2001)

Direção: Joel Coen.

Roteiro: Joel Coen, Ethan Coen.

Elenco: Billy Bob Thornton, Frances McDormand, Michael Badalucco, James Gandolfini, Scarlett Johansson.

Duração: 116 min.

GUIA DA SEMANA

CRÍTICA 2:

A Condição Existencialista na Sociedade Moderna

A Insatisfação no Trabalho e a Procura por uma Identidade

Parte 1: a inércia.

Os irmãos Coen costumam trabalhar com a realidade humana através de um olhar pormenorizado sobre seus sentimentos. Especialmente no que se refere à frustração. A proposta de análise da obra está pautada em uma relação entre o existencialismo de Kierkegaard, Heidegger a Sartre. Em um segundo momento, dialogamos com o sociólogo Anthony Giddens, buscando perceber no filme a relação entre a modernidade e a angústia do homem moderno na obra.

Filmado em preto e branco, com repertório de música clássica que acompanha quase a totalidade do filme, a referida obra parece transmitir a melancolia de uma época através de um personagem que é narrador, e que, no entanto, “não estava lá”. A sensação de ausência pode ser percebida pelo espaço social do protagonista. Em O homem que não estava lá, o personagem principal é um barbeiro. Carreira que este não havia escolhido. O trabalho não lhe realizava e não casava com sua personalidade silenciosa, o que ia de encontro a um mundo cujo cotidiano para ele se pautava na conversação banal.

Ed Crane é um homem bastante reflexivo e insatisfeito com seu cotidiano, no entanto, aparentemente conformado, traduzindo a sensação de inércia que parece acentuar esse sentimento de ausência. O sentimento de passividade permeia a primeira parte do filme. Vivenciando um casamento insípido onde pouco importa se a mulher diz que o ama quando ele sabe estar sendo traído. Essa relação com a companheira deu-se de forma pouco passional, transcorrera de forma um pouco mecânica e mesmo descobrindo que a companheira lhe era infiel, foi incapaz de assumir uma atitude passional. Ao contrário, fingiu-se de ingênuo, simulando nada saber do caso que sua mulher alimentava com o comerciante para o qual a mesma trabalhava, Big Dave.

Big Dave era um homem, cujos negócios prosperavam. Conversava eloqüentemente e contava piadas. Isto agradava a Doris, ficando patente aos olhos de todos, inclusive aos de Crane. A exceção era Ann, a esposa abastada de Dave.

Parte 2: a liberdade

A questão da frustração no trabalho foi o primeiro passo para o comportamento não ético. Após uma tentadora proposta de um suposto comerciante, cujo intuito era o de desenvolver uma depilação a seco. Ed Crane buscou dinheiro para realizar uma aliança comercial a todo custo. A traição cometida pela esposa rendeu-lhe grandes rendimentos financeiros. Pois Ed chantageou o patrão da esposa para que o mesmo lhe desse uma vultosa quantia em dinheiro. Em troca, manteria o sigilo para o marido traído e afastaria a verdade inconveniente da esposa ludibriada. A ética utilitarista nos remete a Maquiavel, em sua obra O príncipe, e a celebre frase “Os fins justificam os meios”.

A racionalidade e frieza com que o personagem arquitetou o plano, enganando a todos em nome de sua afirmação pessoal, tendo como fulcro a realização profissional, conduz-nos a problemática capitalista da sociedade em questão, a norte-americana. Todavia, o Big Dave descobriu quem o estava extorquindo e tentou matá-lo. Todavia, em legítima defesa, Ed Crane é quem acabou por dar cabo à vida do comerciante. É nesse momento que a protagonista perde os limites, tornando-se um assassino.

Não obstante, sua mulher é acusada pelo crime. O que parecia uma acusação bastante plausível, tendo em vista que ela estava alterando os livros caixa. Desviando dinheiro da empresa para que o patrão pagasse a chantagem. Neste momento, ele resolve procurar o melhor advogado para libertar a inocente esposa. Em certo momento, decide assumir para o advogado a culpa do crime. Mas o advogado não acredita em sua culpabilidade. Porque verdade ou não, não é uma boa história. Joel Coen parece fazer uma alusão à “racionalidade” das provas científicas. Onde as coisas devem estabelecer uma lógica racional para serem aceitas.

Durante esse momento de remorso, não pelo assassinato, mas, pela prisão da esposa, o protagonista encontra refúgio na música. Ouvindo uma jovem conhecida como Birdy que tocava piano clássico, ele resolve pela segunda vez dar sentido a sua vida. (a primeira foi a tentativa de mudar de ramo através do negócio de lavagem a seco.) Dessa vez como agente da garota. Esta, no entanto, não se sente tão entusiasmada com a carreira profissional. Mesmo assim, ele insiste em ajudá-la a ficar famosa. O que aponta para uma tentativa de sentir-se útil, reconhecido.

E mesmo a garota estando pouco interessada na carreira, ele buscava com esse feito trazer alguma visibilidade social para sua vida. O que contrastava com seu ofício de barbeiro, que ele considerava como um fazer “mecânico”, pouco reconhecido socialmente. O que reflete a questão dos status das profissões. Durante todo o filme, Ed é conhecido como o barbeiro, o que o faz sentir-se como alguém desprestigiado. Quando este se apresenta ao suposto sócio do senhor Tolliver, e lhe promete conseguir o dinheiro. Este indaga: O barbeiro? Outra cena que revela este aspecto é quando Ed Crane conversa com o advogado de sua esposa e o mesmo afirma: “Eu sou o advogado. Você é o barbeiro. Você não sabe nada! Você não fala nada!” Isso mostra o desabono que representava exercer um ofício eminentemente manual. Ou seja, não era um trabalho que, em tese, exigisse capital intelectual mais elevado.

Certo de que a pianista era um talento, resolve levá-la para um mestre em música clássica. Este lhe diz que a menina possui habilidades ordinárias e que lhe falta paixão e criatividade. Qualidades essenciais para um artista. A fala do mestre de música o deixou indignado. Desiludido com o diagnóstico da jovem, decide voltar para casa. Todavia, a viagem traria turbulências ocasionadas pela garota que começa a seduzir o barbeiro que ainda está no volante. Com a confusa situação, ocorre um acidente com o carro.

O protagonista é condenado por um crime que não cometeu e fica preso até ser condenado à cadeira elétrica. Em seus últimos momentos, ele reflete sobre o malgrado de sua vida, e conclui que seu único arrependimento foi o de ter sido barbeiro.

O Existencialismo

Corrente que surgiu em meados do século XIX, o existencialismo enfatizou o ser humano como indivíduo. Após a Segunda Guerra, contudo, essa corrente ganhou mais força. O filme também é ambientado no pós-guerra. A subjetividade é um elemento-chave, mais importante do que a objetividade. Durante as cenas que precedem o julgamento de Doris, o diretor faz uma crítica à objetividade. Mostrando que na realidade ela inexiste. E no âmbito legal isso é expresso quando o advogado Riedenshneider, elaborando a defesa de sua cliente adota a estratégia de denegrir a imagem da vítima. O então herói de guerra era construído como um homem envolvido em diversas confusões, que se casou por interesse e não havia lutado na Segunda Grande Guerra. O advogado adota o princípio da incerteza como defesa. “Quanto mais olhamos, menos temos certeza”. O que aconteceu de verdade? “Eu não sei. Eu não estava lá”. O que vai ao encontro de uma idéia existencialista. A verdade não pode ser conhecida. Só sabemos o que nossa existência nos permite.

O homem se faz a si mesmo por meio de sua existência. Parte do preceito de que a realidade das coisas é incompreensível. Não existe um meio de alcançá-la. Portanto, não existem certezas. Se não existe um plano traçado para o homem na terra, ele é refém de sua liberdade. O que nos faz lembrar da frase do romance de Dostoievski: “Se Deus não existe tudo é permitido”. Essa liberdade é também um peso para o homem na medida em que implica em responsabilidade. No filme, o protagonista parece vivenciar a constante angústia da responsabilidade por seu destino. Produto da sociedade estadunidense, ele é impelido a ser um cidadão que vai dar tudo de si para ascender socialmente, “ser alguém”. Alcançar prestígio social é uma tarefa pela qual vale arriscar sua “alma”. A ausência de um Deus, ao mesmo tempo em que corresponde a um “vale-tudo”, constitui-se em uma afirmação que não há recompensa em outra vida. Então tudo que tem que ser feito deverá ser feito agora. Pensamento imediatista que aponta para a influência do filósofo alemão Heidegger. O que fica evidente no pensamento de Sartre.

Não existe um padrão místico nas coisas do mundo. Se não existe uma ação divina ou nenhum movimento para o qual a humanidade naturalmente caminhe, como acreditava Hegel. O destino da humanidade, da vida na terra é responsabilidade do homem. O pensamento existencialista laico (o que exclui Kierkegaard) aponta para a angústia do mundo de possibilidades. Inclusive a possibilidade da injustiça e da infelicidade mesmo quando imerecida.

Quando contrata o melhor advogado para defender Doris, Crane busca recomeçar sua vida. Agora ele escolheria uma profissão mais socialmente prestigiada, a de agente. Acompanharia Birdy, uma pessoa capaz de lhe dar “paz de espírito”. Um amor escolhido, uma profissão escolhida. Neste momento onde Ed decide tornar-se um ator social ativo, ele se pergunta: “Por que não pode dar certo? Por que não?”

Ainda seguindo a idéia de que não há um plano para o mundo, estamos de certa forma, sujeitos ao caos que é a realidade. Quando o protagonista busca um novo começo. Desejando simplesmente ser feliz, a mão da tragédia invade sua vida em uma série de acontecimentos. Sua esposa enforca-se na prisão. O que se deve ao fato de estar grávida do amante. Seu cunhado que era o barbeiro principal cai em depressão e “afoga-se” na bebida. A mulher de Big Dave, aparentemente enlouquece. Acreditando que o marido fora abduzido por seres do espaço. (Até nesse caso, os irmãos Coen fazem uso do princípio da incerteza, quando Ed lê no jornal o caso Roswell, onde supostos objetos voadores não identificados foram supostamente visualizados.) Crane agora trabalha para pagar o banco, no qual contraiu dívidas para que não lhe tomassem a barbearia, seu meio de vida. Ele está só com seus fantasmas, preso em segredos e sem alguém para desabafar. O que aponta fortemente para o existencialismo, onde o mundo interior, as reflexões sobre a vida humana ocupam papel central nesse pensamento filosófico. Uma fala ilustrativa é quando Ed reflete sobre os acontecimentos acima narrados: “Eu era um fantasma. Não via ninguém. Ninguém me via. Eu era o barbeiro”.O que conclui ao som da a Sétima Sinfonia. O jogo do diretor utilizando a gestalt do preto e branco e Beethoven ao fundo, bem como a lentidão proposital do fundo (movimento de pessoas e carros) parece conduzir o espectador ao desespero do personagem.

Um dos momentos de elucubração de Ed se dá na parte final do filme. Quando este passa a duvidar de suas convicções. Acreditara sempre que ser um barbeiro consistia em saber cortar cabelo e que nisso não havia arte alguma. Até que surge um momento epifânico, olhando o cabelo de um cliente sendo cortado, percebe que ele sempre volta a crescer. Esse cabelo é parte de nós. E mesmo sendo podado constantemente, insiste em crescer, como a alma humana. Que apesar das desilusões e abismos não cessa de resistir. Decidido a fazer uso de sua liberdade, é podado no acidente com Birdy. Logo após, é preso e condenado pelo assassinato de Tolliver, o falsário que lhe aplicara o golpe. Este foi espancado até a morte e foi encontrada, junto a seu corpo, a pasta com os documentos da suposta sociedade com Crane.

Mesmo não sendo verdadeira, a história é convincente. Ed teria obrigado Doris a roubar Big Dave para conseguir os 10 mil dólares para o estelionatário. Mesmo não tendo surtido efeito, a defesa do advogado é digna de nota. Nela Riedenshneider atribui a seu cliente as características do homem moderno. Ele era uma vítima, ele não possuía o perfil de assassino ganancioso. Era só um barbeiro. Ser um barbeiro implicava em uma inexorável invisibilidade social na experiência de Ed Crane.

A Modernidade e a Angústia do "Eu".

As novas formas de viver da sociedade moderna, longe das certezas da tradição, contribuem para o maior sentimento de insegurança. Essa falta de sentido tende a aumentar mais ainda a angústia humana. “O indivíduo se sente privado e só num mundo em que lhe falta o apoio psicológico e o sentido de segurança oferecidos em ambientes mais tradicionais”. (GIDDENS, 2002, p. 38) A modernidade está repleta de incertezas, e o “eu” está constantemente buscando novas identidades para melhor viver na modernidade. Contudo, bem ao estilo dos irmãos Coen, o personagem não consegue erigir ao “eu político”, proposto por Giddens (2002) como alternativa a crise de identidade da modernidade.

O existencialismo e a idéia de que não existe um plano para o homem na Terra abrem caminho para o comportamento anômico. Como ocorre no caso da mulher e do próprio protagonista. Ambos são condenados por crimes que não cometeram. Apesar de tal desfecho, o barbeiro não parece estar indignado com a injustiça cometida. Nos momentos finais, sente falta da esposa. Afinal, se não eram amantes a muitos anos e se nunca conversaram muito, eram ambos cúmplices em sua solidão interior. E silenciosamente se faziam entender.

Referência:

GIDDENS, Anthony. Modernidade e Identidade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2002.

PENHA, João da. O que é existencialismo. São Paulo: Brasiliense, 1982.

TELA CRÍTICA

IMDb

Adoro os irmãos Cohen, formam uma dupla formidável, e pra mim esse é um dos seus melhores filmes.

Desculpa a demora para postar, mas esses dias eu quase não entrei no fórum e não sabia que era minha vez. Espero que gostem do filme.

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Não vi nenhum filme ainda do clube do filme, tô em falta e desmotivado. Até pedi pra sair da lista para indicar..

Mas esse verei, se é batata é bom.

Baixei Dogtooth tb me interessei.

Se pá aos poucos vou voltando.

:coldado:

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Guest João Gilberto

...até agora os filmes indicados tem sido de bom pra ótimo. Em termos de qualidade essa temporada está dando de lavada nas 2 últimas.

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Acabei de assistir o filme o primeiro diga-se de passagem e realmente que filme. Até a metade não dava nada para ele ,só a trilha sonora que eu gostei realmente, mas ao desenrolar o drama, realmente me prendeu e o final foi muito bom. Positivado.

Sobre o filme nota 8/10

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Falo por mim: até vi esse tópico, mas não abri nem procurei ver o filme porque não sabia que era do Clube. Mas agora, sabendo, vou procurar ver ainda hoje, em casa. Parece ser interessante, e sempre quis ver algum filme dos Co(h)en além de "Queime depois de Ler" (que achei MUITO ruim). Vai ver esse tira o meu preconceito contra eles haha

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Guest João Gilberto

...ainda não assisti porque estava tentando "comprar" uma versão 720p e tá difícil do produto chegar. Vou atrás de uma versão DVD mesmo! =p

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  • General Director

"Comprei" ontem... acho que consigo assistir hoje e já comento.

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Guest João Gilberto

...como sempre, começando pela nota: 5/10.

Porque:

Não gostei do filme por diversos motivos, mas o principal foi: Não conseguiu instigar, ao menos de imediato, nenhuma reflexão.

Parecia aqueles filmes para passar o tempo que a gente via na sessão da tarde. Tem uma história interessante, boas atuações, mas a todo momento só me vinha a sensação de que algo faltava, este algo não chegou e o filme acabou. Enfim, como já disse, por mais que tentasse imaginar um viés de discussão, não consegui, talvez se o Batata trouxer alguma questão ou pontos, pode ser que me sinta instigado, mas agora, não me vem nada.

Outro ponto é que não gosto de filmes em preto e branco se não forem assim originalmente. É um gosto pessoal, mas que acaba também contribuindo para o meu descontentamento com este filme.

No mais, fico no aguardo de outras observações que tragam pontos de discussão.

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  • 2 weeks later...

Gostaria de pedir desculpas pela minha ausência, não tava conseguindo baixar os filmes e tava ocupado com outros assuntos. Mas essa semana vou voltando e tentando participar dos filmes que ainda não vi.

...como sempre, começando pela nota: 5/10.

Porque:

Não gostei do filme por diversos motivos, mas o principal foi: Não conseguiu instigar, ao menos de imediato, nenhuma reflexão.

Parecia aqueles filmes para passar o tempo que a gente via na sessão da tarde. Tem uma história interessante, boas atuações, mas a todo momento só me vinha a sensação de que algo faltava, este algo não chegou e o filme acabou. Enfim, como já disse, por mais que tentasse imaginar um viés de discussão, não consegui, talvez se o Batata trouxer alguma questão ou pontos, pode ser que me sinta instigado, mas agora, não me vem nada.

Outro ponto é que não gosto de filmes em preto e branco se não forem assim originalmente. É um gosto pessoal, mas que acaba também contribuindo para o meu descontentamento com este filme.

No mais, fico no aguardo de outras observações que tragam pontos de discussão.

Acabei de assistir ao filme, sempre tive vontade de ver mas sempre faltou coragem...

O filme é primoroso. Fotografia pica, direção pica, atuações monstruosas mas... concordo com você! O filme não me empolgou. Se você parar pra analisar o filme até tem sequências de acontecimentos fortes, mas elas se desenvolvem de uma forma leeeenta... muito em culpa da personalidade do personagem.

Eu refleti um pouco sobre o filme depois que assisti e fui ler as críticas... CARALHO! AHUHAHUA nego vê cada coisa que puta que pariu.

"Não existe um padrão místico nas coisas do mundo. Se não existe uma ação divina ou nenhum movimento para o qual a humanidade naturalmente caminhe, como acreditava Hegel. O destino da humanidade, da vida na terra é responsabilidade do homem. O pensamento existencialista laico (o que exclui Kierkegaard) aponta para a angústia do mundo de possibilidades. Inclusive a possibilidade da injustiça e da infelicidade mesmo quando imerecida."

Que porra é essa? HAUEHUAHE

Deve ter muito mais atrás do filme do que eu pude alcançar, não tenho dúvidas disso (não tive saco pra ler as críticas gigantescas). Mas o ritmo lento tirou um pouco do gosto pra mim.

Ah, odiei o final, ele sem dinheiro pra continuar pagando o advogado fodão lá e sendo obrigado a ir com o advogado público... Que fez ele assumir a culpa pra cadeira elétrica, foda-se! AHUHAUHUAH Odiei isso!!!

Nota: 6.48

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  • General Director

"Comprei" ontem... acho que consigo assistir hoje e já comento.

Também peço desculpas aí pela demora pra assistir ao filme. Realmente eu havia baixado-o no comecinho deste mês, mas acabei adiando, adiando e fui assisti-lo de fato somente ontem, ou seja, mais de 20 dias depois. Mal pela demora... :sad:

---

Bom, vamos lá, assim como o JG vou começar pela nota também: 6.5/10.

O filme sem dúvida nenhuma é bem dirigido, bem montado, e com algumas excelentes atuações, como as de Bob Thornton (a melhor delas), Frances McDormand e Tony Shalhoub (gostei mt do personagem). A fotografia e a trilha sonora também são ótimas, dignas de destaque... maaaas, então pombas, por que só um 6.5 como nota, vocês poderiam me perguntar?

Porque o filme também não me prendeu, não me envolveu o suficiente. Você assiste, nota tudo isso aí que citei como pontos positivos mas, não consegue ver nele algo envolvente, que te faça pensar em algo e tudo mais. Eu demorei para digeri-lo, e até agora sinto que ainda assim deixei escapar algo, por isso quero ler a "crítica 2" do tópico com calma.

Depois de ler a "crítica 1" consegui enxergar algo nas palavras da autora que realmente deve ser uma das reflexões principais, e que eu não consegui compreender só assistindo ao filme:

[...] as questões mais profundas da mente do ser humano. O que se pensa e não se fala. Diante da ironia de um homem comum, invisível, que nunca "estava lá", ser responsável por acontecimentos cruciais na vida daqueles que o ignoravam. Crane preferia o silêncio, não encontrava vocábulos para descrever os próprios pensamentos e sentimentos, sentia-se preso em si mesmo, e, característico do homem comum, só foi visto após cometer um ato extraordinário: um crime. [...]

Acho que esse é o ponto central do personagem do Bob Thornton, o de ser "invisível à sociedade". Porém mesmo assim, acho que essa reflexão dentro do filme é intrínseca demais, a ponto de passar desapercebida por muitos (como de fato passou por mim).

O tempo de filme também é exagerado, os acontecimento se arrastam e isso te tira um pouco a atenção. Talvez se os Cohen tivessem enxugado um pouco mais o roteiro, essas "mensagens" poderiam ser melhor trabalhadas e, assim, se tornarem de mais fácil compreensão.

Enfim, tecnicamente é um bom filme, mas que não te envolve o suficiente. :journal:

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Baixei e vi hoje depois da bronca do JG.

Nota: 6/10

Realmente, chovendo no molhado. Filme se arrasta demais, os fatos não são tão instigantes, enfim, foi um filme que eu custei pra ver. Aliás, dormi no meio dele

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      Jogos Vorazes; Bolão NBA; Atividades participantes (concluídas)
      Copa FManager; Copa Quarentena; Fantasy da Premier League; O Jogo dos Tronos; O melhor onde for; Ranking de participação - Profissão Manager 2020; Bolão FManager; Fantasy da Champions League;
    • Douglas.
      By Douglas.
      Putz, vi muito poucos dos concorrentes. Ozark, Killing Eve, Lovecraft Country, Mrs America, Perry Mason, Schitt's Creek, Ted Lasso e The Flight Attendant (WTF??? Não chega a ser uma série ruim mas é de longe a indicada mais fraca que já vi, não é possível que estavam raspando o fundo da panela assim).
      Pior que indicada fraca foi terem esnobado o elenco de Lovecraft Country, justamente a parte mais forte da série. The Boys também poderia entrar fácil como indicada em comédia no lugar de The Flight Attendant.
       
      Lista do Omelete de surpresas e esnobados: https://www.omelete.com.br/globo-de-ouro/globo-de-ouro-2021-indicados-esnobados-surpresas
       
      Lista dos indicados na IMDB: https://www.imdb.com/event/ev0000292/2021/1/?ref_=ev_eh
    • Leho.
      By Leho.
      ---
      Trouxe a opinião do PH Santos que é um vlogger que eu sigo e acho maneiro, mas sintam-se à vontade pra trazerem outros vídeos de análises e comentários sobre o tema.
      Aliás, falando em comentário... o que vocês acham disso tudo? Qual o caminho que tomará o cinema? E o streaming, caminha pra ser a grande revolução midiática dentro do entretenimento que tá parecendo ou não?
    • ZMB
      By ZMB
      Ator lutava contra câncer de cólon desde 2016 e morreu em sua casa, nos Estados Unidos.
      O ator Chadwick Boseman morreu aos 43 anos. Conhecido por interpretar o Pantera Negra no filme da Marvel, além de personagens importantes da história americana, ele enfrentou um câncer de cólon diagnosticado em 2016.
      "É com imensurável pesar que confirmamos a morte de Chadwick Boseman. Chadwick foi diagnosticado com câncer de cólon de estágio 3 em 2016, e lutou contra ele nestes últimos quatro anos conforme progrediu para estágio 4", afirmou a família do ator em seu perfil no Twitter.
      "Um verdadeiro lutador, Chadwick perserverou por tudo, e trouxe a vocês muitos dos filmes que tanto amam. De 'Marshall: Igualdade e Justiça' a 'Destacamento Blood', 'Ma Rainey's Black Bottom' de August Wilson e muitos mais, todos foram gravados durante e entre incontáveis cirurgias e quimioterapia. Foi a honra de sua carreira trazer à vida o rei T'Challa em 'Pantera Negra'."
      De acordo com a nota, ele morreu em sua casa, acompanhado da mulher e da família. Ele nunca tinha falado sobre a doença publicamente.
      Nascido na Carolina do Sul, o americano Chadwick Aaron Boseman começou a carreira na televisão, com um pequeno papel na série "Parceiros da Vida".
      Depois de participações em séries como "Lei & Ordem" e "Plantão médico", ele ganhou seu primeiro papel regular em "Lincoln Heights", em 2009.
      Seu primeiro personagem de destaque no cinema veio como o protagonista de "42: A História de uma Lenda" (2013).
      No filme baseado em fatos, interpretou o jogador de beisebol Jackie Robinson, que em 1947 se tornou o primeiro negro a entrar para um time da principal competição dos Estados Unidos, a Major League Baseball.
      O papel marcaria uma carreira repleta de personagens importantes da cultura negra americana, como o cantor James Brown, em "Get on Up: A História de James Brown" (2014), e o juiz Thurgood Marshall, primeiro membro negro da Suprema Corte americana, em "Marshall: Igualdade e Justiça" (2016).
      Ainda em 2016, ele estreou no papel pelo qual seria mais lembrado. Em "Capitão América: Guerra Civil", Boseman apareceu pela primeira vez como T'Challa. Criado pela Marvel em 1966, o Pantera Negra foi o primeiro super-herói negro dos quadrinhos americanos.
      Dois anos depois, estrelou seu próprio filme, "Pantera Negra". Sucesso com crítica e com o público, a história do herói de um reino africano fictício e avançado bateu a marca do US$ 1 bilhão nas bilheterias mundiais, ganhou três Oscar e foi indicado a outros quatro — entre eles, o de melhor filme.
      Como o herói, ele ainda participou de "Vingadores: Guerra Infinita" (2018) e de "Vingadores: Ultimato (2019), e tinha presença confirmada em um novo "Pantera Negra", previsto para 2022.
      Seu trabalho mais recente já lançado foi "Destacamento Blood", dirigido por Spike Lee, que estrou em junho. Ele ainda esteve em "Ma Rainey's Black Bottom", com Viola Davis, que tinha estreia prevista em 2020.
      Fonte: G1.com
       
       
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