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-Lucas

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HUGO (2011)

A Invenção de Hugo Cabret

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Sinopse

Paris, anos 30. Hugo Cabret (Asa Butterfield) é um órfão que vive escondido nas paredes da estação de trem. Ele guarda consigo um robô quebrado, deixado por seu pai (Jude Law). Um dia, ao fugir do inspetor (Sacha Baron Cohen), ele conhece Isabelle (Chloe Moretz), uma jovem com quem faz amizade. Logo Hugo descobre que ela tem uma chave com o fecho em forma de coração, exatamente do mesmo tamanho da fechadura existente no robô. O robô volta então a funcionar, levando a dupla a tentar resolver um mistério mágico.

Crítica 1

Dos cineastas surgidos em Hollywood nos anos 1970 que também atuavam como historiadores, críticos ou pesquisadores, como Peter Bogdanovich e Paul Schrader, Martin Scorsese é o mais célebre. Faz todo o sentido que o seu primeiro filme em 3D, a adaptação do premiado livro A Invenção de Hugo Cabret, remeta ao passado - e mostre que o cinema já usava efeitos tridimensionais nos anos 1890.

Depois da morte do seu pai relojoeiro, o protagonista Hugo (Asa Butterfield) passa a viver na Gare du Nord, a majestosa estação de trem em Paris cujos relógios o órfão acerta diariamente. Como herança, Hugo ganhou não apenas o talento com engrenagens miúdas, mas também um misterioso autômato, que o garoto tenta remontar com peças que ele rouba de uma loja de brinquedos na estação. Transcorrem os anos 1930 e ninguém desconfia que o deprimido dono da loja é, na verdade, o velho cineasta Georges Méliès (Ben Kingsley), mas isso Hugo logo descobre, quando o caminho dos dois se cruza.

Quem não conhece Méliès (1861-1938) terá em Hugo Cabret, antes de mais nada, uma tocante introdução aos filmes do diretor de Viagem à Lua (1902). Enquanto os irmãos Lumière, criadores do cinematógrafo, filmavam banalidades do cotidiano em seus curtas, Méliès, veterano do teatro de variedades, levou para o cinema seus espetáculos de ilusionismo. Com seus truques de montagem e encenação, o francês foi pioneiro não só nos efeitos visuais como originou, com sua produção de mais de 500 filmes, toda a ideia do cinema como uma fábrica de sonhos.

É por seu valor pedagógico que Hugo Cabret se destaca, com Scorsese usando o 3D para potencializar o efeito dos truques de Méliès no ótimo flashback que relembra o processo do mestre (como a ilusão do tanque de lagostas). Quando faz essa ponte entre o primordial (o cinema de proscênio, teatro filmado) e o novidadeiro (o 3D retrabalhando a sobreposição de camadas), o filme de Scorsese beira a epifania, a revelação.

Dois olhares

Há um segundo jogo duplo em curso, porém. Hugo Cabret lida com duas visões: a do cinema como artifício e fabulação, como substituição da realidade, cujo pai é Méliès, e a do cinema como registro do efêmero, do não-encenado, que observa e ambiciona flagrar o real - o cinema como concebido pelos Lumière. O cenário dessa segunda disposição é a estação de trem (o "tema" lumieriano essencial), que Scorsese elege como microcosmo de Paris logo na primeira cena: Hugo, alter-ego do cineasta, observa a estação de dentro do relógio menor e depois observa Paris do relógio maior. A sinédoque não poderia ser mais clara.

Hugo vê o flerte do guarda com a florista, dos idosos e seus cães, vê os órfãos perseguidos pela polícia - compreensivelmente, a Paris de Scorsese é a Cidade Luz mítica, dos apaixonados e dos pequenos delinquentes autodidatas - pelas frestas do relógio, como um projecionista enxerga um filme pela sua cabine (em certo momento, a luz intermitente e o barulho das engrenagens dentro do relógio são idênticos aos de uma saleta de projeção). Cinema é luz, tudo reflete luz neste filme, e Scorsese deve ter escolhido Asa Butterfield para protagonizá-lo porque, com seus olhos azuis gigantes, o menino talvez seja capaz de absorver mais dessa luz do que qualquer pessoa.

Mas que outra coisa faz Hugo além de observar? Há uma certa desimportância nos atos do personagem que o roteiro, talvez mais preocupado com a pedagogia (ou paternalismo?), não soluciona direito. Fica a impressão de que o "Hugo escada" - não inventa nada, mas faz funcionar; não sabe quem foi Méliès, mas acha alguém que saiba - nunca chega a tornar-se "Hugo protagonista" plenamente, capaz de interferir nas coisas que acontecem ao seu redor. Ele se encarrega dos relógios da estação, por exemplo, mas o roteiro não elabora nenhuma situação de crise entre trens e passageiros quando os relógios param de funcionar.

Talvez essa dificuldade em dar mais gravidade ao personagem venha daquele jogo duplo entre as visões de Méliès e dos Lumière. No início do cinema talvez houvesse uma separação, mas o século 20 aprendeu que essas duas visões não são excludentes - o olhar isento é uma utopia, todo registro tem seus artifícios, assim como existe verdade no ilusório. Enquanto observador neste filme, Hugo se encanta com tudo, talvez porque pense que possa permanecer assim, observando, sem macular nada. Na verdade, a capacidade de ver já implica a capacidade de transformar.

Omelete

Crítica 2

No livro de entrevistas "Conversas com Scorsese", de Richard Schickel, Martin Scorsese revela certo incômodo quando é apontado como diretor de filmes de gângsteres, afinal realizou muitas obras que não encaixam no gênero, como Alice Não Mora Mais Aqui, New York, New York, O Aviador e muitas outras. Mas nem ele é capaz de negar que a infinita maioria de suas produções possuem temas adultos. Incomodada com o fato, a esposa do cineasta sugeriu que ele fizesse um longa que sua filha de 12 anos pudesse assistir, tendo em vista que a jovem ainda não pode chegar perto de Taxi Driver, Touro Indomável e companhia. Daí nasceu A Invenção de Hugo Cabret.

O longa é absolutamente encantador, sendo atrativo para todos os públicos. Uma de suas características mais importantes é a multiplicidade de gêneros. É difícil enquadrar Hugo em um simples segmento cinematográfico. O filme é, ao mesmo tempo, aventura, fantasia, ação, comédia, romance, drama, ficção científica e, até, documentário. E todos os gêneros funcionam numa harmonia impressionante, fruto de uma direção talentosíssima de Scorsese e de uma edição bem trabalhada de Thelma Schoonmaker, parceira de longa data do cineasta.

Adaptação de livro homônimo de Brian Selznick, o filme chegou ao Brasil uma semana depois de O Artista. Podemos dizer que este último, que é mudo e em preto e branco, é uma carta de amor ao cinema clássico. Pois bem, Scorsese foi ainda mais longe e bolou uma carta de agradecimento. Ele, e qualquer cineasta um pouco mais inteirado sobre a origem da sétima arte, sabe que George Méliès foi fundamental para o desenvolvimento do cinema como contador de histórias. Por isso, resolveu traçar aqui algumas linhas para mostrar sua gratidão.

Hugo ainda é responsável pela correção de um equívoco histórico. Assim como consideram os irmãos Wright os precursores do avião, os americanos apontam Thomas Edison como o sujeito responsável pela invenção do cinema. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas chegou ao ponto de comemorar os 100 anos da sétima arte na cerimônia do Oscar de 1991, enquanto que o resto do mundo celebrou a data quatro anos depois, em 1995. Aqui, o longa diz com todas as letras: os irmãos Lumière inventaram o cinema em 1895. É claro que esta nunca foi uma discussão muito séria, mas não deixa de ser significativo um dos maiores nomes da cinematografia norte-americana defender tal posição.

Ainda sobre a "invenção do cinema", o filme pode ser visto como uma ótima oportunidade para as pessoas descobrirem um pouco mais sobre a mesma. Mesmo fazendo uma série de liberdades poéticas na construção da figura de Méliès, a produção traz não apenas regravações de suas obras, mas também imagens originais de clássicos como Viagem à Lua. Também pode ser visto na íntegra A Chegada do Trem na Estação, de Auguste e Louis Lumière, que foi o primeiro filme exibido para uma plateia em 6 de janeiro de 1896.

Existe muita nostalgia em A Invenção de Hugo Cabret, mas é muito mais do que apenas o retrato de um acontecimento. Traz uma trama nova e especial sobre a jornada de duas crianças. Hugo Cabret (Asa Butterfield) é um órfão que vive escondido na estação de trem de Paris. Ele junta peças variadas para tentar consertar um robô quebrado, deixado por seu pai (Jude Law). Um dia, ele conhece Isabelle (Chloe Moretz), que passa a ajudá-lo.

Butterfield, que já havia se destacado em O Menino do Pijama Listrado, faz um trabalho ainda mais impressionante, auxiliado bastante por seus expressivos olhos azuis. Já Moretz, apenas ratifica o talento que tínhamos visto em Kick Ass - Quebrando Tudo e Deixe-me Entrar. O elenco conta ainda com as presenças de Ben Kingsley (sempre ótimo), Sacha Baron Cohen, Christopher Lee, Emily Mortimer e Helen McCrory.

Reminiscências à parte, a relação entre Hugo e Isabelle é o ponto alto da produção. A amizade dos dois é construída de forma delicada e sensível, sem precisar em momento algum sugerir um sentimento que fosse além do companheirismo e da solidariedade. Eles se dão as mãos em vários momentos da história e em todos é possível se emocionar com a genuinidade do ato.

Três vezes vencedor do Oscar, Howard Shore faz um trabalho memorável. Sua trilha sonora é bela e dá bem o tom nostálgico e contemplativo da obra. Ele é auxiliado por um visual deslumbrante. Design de produção, figurino, maquiagem, direção de arte, efeitos especiais, tudo mantém um nível de excelência durante os 126 minutos de duração.

Também merece destaque a utilização do 3D. Apaixonado por cinema, o diretor jamais aceitaria operar seu filme através de uma conversão para o formato e, por isso, optou por rodá-lo inteiramente com câmeras 3D. O resultado é belíssimo e não irá decepcionar o público. A noção de profundidade e a precisão dos objetos que voam ao seu encontro são dignas de aplauso. James Cameron assistiu ao longa e afirmou que este é o melhor 3D já visto nas telonas, superando inclusive o seu Avatar. E é isso mesmo, o formato gera uma experiência fenomenal ao espectador.

Recordista em indicações ao Oscar 2012, concorrendo em 11 categorias, o longa foi escrito por John Logan (Gladiador) a partir da obra de Selznick, que é sobrinho neto de David O. Selznick, produtor de... E o Vento Levou.

Como disse acima, Hugo é uma carta de agradecimento de Scorsese a George Méliès, Auguste Lumière, Louis Lumière e todos aqueles que foram responsáveis não apenas pela criação do cinema, mas principalmente por torná-lo o que é hoje. Não se trata do melhor longa do cineasta nova-iorquino, mas não deixa de ser uma grande oportunidade para agradecer também àquele que há mais de cinco décadas vem contribuindo para fomentar a paixão de muitos pela sétima arte. Assim, resta dizer: obrigado, Scorsese!

AdoroCinema

Trailer

IMDb

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Nem assisti a esse filme ainda, mas acredito que uma boa parte da galera já viu.

"Comprando" já.

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Nem assisti a esse filme ainda, mas acredito que uma boa parte da galera já viu.

"Comprando" já.

Li todo o tópico de filmes há uns dias, e não lembro de ninguém ter postado sobre ele.

Acho que se viram, foram poucos.

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Guest João Gilberto

...eu já vi este. Vou reler algumas sinopses e críticas para relembrar ou talvez reveja pra comentar melhor. Não esquece de fomentar a discussão citando pontos que você achou interessante pra debate. O povo tá esquecendo de fazer isso.

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Já assisti, mas vou assistir de novo pra lembrar melhor e poder discutir com os detalhes mais frescos na memória.

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Duas indicações seguidas que eu já vi hehe

Filme fenomenal, que nem o Dogtooth, ainda que por motivos diferentes. Já assisti duas vezes e pretendo assistir uma terceira.

(Agora eu tô sem tempo pra discutir/entrar no filme, mas fica esse post inicial)

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Faz tempo que quero assistir esse filme! Esse final de semana assisto e comento, sem falta.

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  • General Director

Filme lindíssimo.

E o que mais me encantou foi justamente a homenagem feita à história do Cinema, principalmente a George Méliès, que eu não conhecia. Extremamente bem dirigido, Scorsese conseguiu introduzir de forma magnífica os primórdios da 7a arte... com arquivos originais, diga-se. Tanto que ao acabar de ver, fui direto no Youtube pra conferir na íntegra o curta "Viagem à Lua (1902)", do próprio Méliès:

Não sei vocês, mas eu me emocionei bastante, justamente por se tratar de algo que eu amo [o Cinema]. Achei lindíssimo também os cenários, a parte visual é digna de aplausos. Fiquei triste de não ter aproveitado e visto ele em 3D nos cinemas, já que muitas críticas elogiam justamente esse aspecto do filme.

A trama em si achei razoável, nada espetacular, mas serviu bem como pano de fundo. Alguns personagens, talvez, poderiam ter sido menos explorados, já que não agregaram em quase nada à narrativa do garoto. Mas não atrapalharam também, ok.

Pela linda homenagem e belo registro da história do Cinema, minha nota é 8.2/10. :smile:

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  • General Director

Aaaah, nem contei nada demais do filme, JG. Em qualquer crítica você encontra isso que eu falei.

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Guest João Gilberto

Aaaah, nem contei nada demais do filme, JG. Em qualquer crítica você encontra isso que eu falei.

...mesmo assim, é que tem uma galera sensível aqui que desanima com qualquer crítica! =p

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  • General Director

Ah tá, hehe!

Mas tipo, dá pra comentar mais coisa, só tô esperando mais gente se manifestar e puxar assunto.

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Assisti ontem. Caralho, que filmão velho. Bem leve e tal, uma fotografia foda pra caralho. História bonita, toda essa parada de máquinas me fascinou bastante. Principalmente o modo como era feito cinema, que eu já sabia como era, mas ver daquele jeito foi massa demais. E ainda, o filme tinha as cenas de comédia, com o Cohen.

O cara que faz o Mellies é IGUALZINHO o Ney Latorraca velho, não tem como. Me surpreendi pra caralho com o Cohen no filme, não sabia que ele tinha feito. E a menina das flores eu já vi um filme/seriado dela mas não tô lembrando qual. Não manjo muito de atuações, mas eu gostei de todas. Principalmente a do ator principal.

Nota: 9,0

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Infelizmente estou sem meu computador, mas como já assisti o filme comentarei.

Puta filme, cara. Muito bom. As homenagens que o filme faz deixam o filme mais mágico, interessante, te deixa curioso sobre a história do cinema, etc etc, acho essa parte contribui muito no resultado final do filme. Além disso, é leve, me encantou.

Não entendo muito de técnica (como já disse no tópico do Dogtooth), mas dá pra ver que esse filme é foda nesse sentido, é nítido, óbvio. Aliás, muita gente na época do Oscar disse que o filme havia sido supervalorizado e indicado a categorias demais, pode até ser verdade, mas o fdp do Scorsese merecia muito o prêmio de direção.

Nas atuações dois atores jovens conseguem fazer um bom papel, destaque pra Chloe, como sempre. :wub:

Enfim, filme mágico, leve. Gostei muito nas vezes que assisti.

Nota: 9/10

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Acabei de assistir. Bom filme mesmo, legal pra passar um tempo. Nota 8/10

O cara que faz o Mellies é IGUALZINHO o Ney Latorraca velho, não tem como.

Primeira coisa que pensei, pqp HAUHAUAHUAHA

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Guest João Gilberto

Não tive animo pra ver o filme novamente, então vou comentar do que lembro e relembrei lendo os posts aqui...

A nota de início como de praxe: 7/10

Mas porque uma nota tão "baixa"?!

Vamos lá:

Como todos disseram: a parte das homenagens e referências ao cinema são espetaculares, muito bom! Isso realmente não há do que reclamar. Gostei bastante deste aspecto do filme porque aprendi várias coisas que não sabia. Gostei bastante também do visual do filme e como assisti em HD foi ainda mais fantástico ver aquele show de cores, tomadas de câmeras, etc etc... da parte técnica, apesar de não ser conhecedor, não há o que criticar do meu ponto de vista. É um show!

Então, se a técnica, se as atuações, se as referências históricas e demais detalhes do filme foram de bom para ótimo, o que puxa a nota pra baixo?!

Para mim, uma coisa simples: enredo.

E ta aí uma coisa que acho importantíssimo em um filme!

Não basta ser visualmente lindo, fielmente histórico, ou ambos como este filme foi, se no plano principal temos uma trama fraca. Ainda mais se levarmos em conta a qualidade do elenco. Era obrigação do diretor explorar ao máximo a potencialidade do material humano que ele tinha em mãos, mas parece que fez isso apenas no que diz respeito ao por trás da tela. Por isso, na minha avaliação o filme perdeu muitos pontos. Parece que o enredo tava ali só pra constar.

OBS: Uma das coisas massas que achei foi descobrir que o clipe do Smashing Pumpkins foi baseado na técnica desse cara (Georges Méliès).

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  • General Director
OBS: Uma das coisas massas que achei foi descobrir que o clipe do Smashing Pumpkins foi baseado na técnica desse cara (Georges Méliès).

Não só na técnica, mas em uma de suas obras também né João, "Viagem à Lua", que já postei aí no tópico. No mais, a música é ótima, e o clipe também...

Sobre o problema do...

... enredo, não que tenha sido fraco, achei razoável até, o problema foi o excesso de personagens a meu ver. Tinha mt gente boa atuando para poucos bons papeis de verdade. O próprio guarda da estação, que foi encarnado pelo excelente Sacha B. Cohen, era um personagem fraco. O papel da garotinha, encarnada pela também mt boa atriz Chloe Moretz, também me pareceu mal explorado.

Enfim, eu acho que mais do que o enredo, os personagens é quem ficaram devendo. A história em si, na minha opinião, serviu de pano de fundo razoavelmente bem...

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Guest João Gilberto

Não só na técnica, mas em uma de suas obras também né João, "Viagem à Lua", que já postei aí no tópico. No mais, a música é ótima, e o clipe também...

Sim, sim, com certeza o clipe puxa bastante para este filme em específico, mas a inspiração de uma forma geral achei que foi mais na técnica mesmo. Já que como mostra bem o filme: os personagens, sets de filmagens, cores, etc de Georges Méliès eram bem característicos, mudando pouco de um para o outro, por exemplo, como os filmes de Tarantino, saca? Você meio que já sabe que é dele só de ver algumas cenas.

E pesou na minha crítica sobre o enredo um detalhe que pode parecer bobo, mas acho que você vai entender.... olha esta sinopse do filme tirado de um site bem conceituado:

Paris, anos 30. Hugo Cabret (Asa Butterfield) é um órfão que vive escondido nas paredes da estação de trem. Ele guarda consigo um robô quebrado, deixado por seu pai (Jude Law). Um dia, ao fugir do inspetor (Sacha Baron Cohen), ele conhece Isabelle (Chloe Moretz), uma jovem com quem faz amizade. Logo Hugo descobre que ela tem uma chave com o fecho em forma de coração, exatamente do mesmo tamanho da fechadura existente no robô. O robô volta então a funcionar, levando a dupla a tentar resolver um mistério mágico.

Me diz, na boa... o que isso tem a ver com o propósito do filme que, do meu ponto de vista, era explorar a história do cinema, principalmente os filmes de Georges Méliès?!

:pkface:

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  • General Director

E pesou na minha crítica sobre o enredo um detalhe que pode parecer bobo, mas acho que você vai entender.... olha esta sinopse do filme tirado de um site bem conceituado.

Me diz, na boa... o que isso tem a ver com o propósito do filme que, do meu ponto de vista, era explorar a história do cinema, principalmente os filmes de Georges Méliès?!

:pkface:

Mas essa sinopse tá uma bela bosta porra, oauiehoiuaheoiuhaoe! Nem tiveram o cuidado de usar termos mais específicos, cagaram nessa sinopse.

Mas relaxa pois compreendi o que você quis dizer...

... tipo, até concordo que a história não foi bem talhada de uma forma que a homenagem ao cinema se encaixasse bem no decorrer da trama. Acho que a escolha da estação de trem e da temática dos relógios, engrenagens e autômatos foi mais pra destacar ainda mais os efeitos visuais, as paletas de cores e o próprio espetáculo visual em si. A história do garoto órfão é que ficou deslocada, e mais ainda o cineasta Mèliés como um esquecido vendedor de bugigangas na estação, aí concordo contigo. Tanto que a homenagem surge de um "link" entre esses dois "núcleos" vamos dizer assim, e acaba gerando um 3o até...

Mas mesmo assim, pra mim o enredo não chegou a ser fraco, foi razoável como já disse. O ponto que pra mim poderia até ter complicado mais a narrativa foi o porra do guardinha, que foi um dos personagens mais mal explorados e supérfluos da trama na minha opinião.

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  • 3 weeks later...

Sobre o enredo:

Esses personagens extras pra mim ajudaram a aliviar a "carga" pra cima do ator principal (não lembro o nome) e a Chloe Moretz. Fosse focado só neles, o filme ia perder fôlego rápido e ia ser cansativo, principalmente pra um de seus alvos principais, as crianças.

Sei lá, eu gostei das partes em que os personagens alternativos, como o do Sacha Baron Cohen, tomaram a frente. Essa "multitude" de personagens, aliás, também é uma das características de filmes infantis (Hugo foi marketado assim, e em grande parte esse marketing foi correto; embora tenha gostado bastante, é inegável que seja um filme infantil).

Aí entramos num impasse: o filme deve ser julgado sozinho, sem se levar em conta o seu gênero, ou deve ser julgado no contexto de cada tipo de filme? Por exemplo, não se pode esperar seriamente um enredo complexo e cheio de reviravoltas para filmes de zumbi ou filmes de terror em geral. Embora tenha tido alguns filmes de terror que o enredo tenha sido, de fato, complexo (como O Bebê de Rosemary, principalmente da maneira que foi feito no filme), não é a regra e não é ao que o gênero se propõe hoje em dia. É por essas e outras, por exemplo, que não entendo como alguém pode dizer que House at the End of the Street (com a deliciosa Jennifer Lawrence) merece nota menor que 6 ou 7. "PORRA, É UM FILME DE TERROR, O QUE TU ESPERAVA?" é o que eu penso quando vejo algo assim.

Por isso que acho que não tem por que esperar um roteiro muito complexo e tudo mais de Hugo. Não é a isso que o filme se propõe.

Enfim, se já não disse minha nota pro filme, aqui vai:

9.5/10.

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      Putz, vi muito poucos dos concorrentes. Ozark, Killing Eve, Lovecraft Country, Mrs America, Perry Mason, Schitt's Creek, Ted Lasso e The Flight Attendant (WTF??? Não chega a ser uma série ruim mas é de longe a indicada mais fraca que já vi, não é possível que estavam raspando o fundo da panela assim).
      Pior que indicada fraca foi terem esnobado o elenco de Lovecraft Country, justamente a parte mais forte da série. The Boys também poderia entrar fácil como indicada em comédia no lugar de The Flight Attendant.
       
      Lista do Omelete de surpresas e esnobados: https://www.omelete.com.br/globo-de-ouro/globo-de-ouro-2021-indicados-esnobados-surpresas
       
      Lista dos indicados na IMDB: https://www.imdb.com/event/ev0000292/2021/1/?ref_=ev_eh
    • Leho.
      By Leho.
      ---
      Trouxe a opinião do PH Santos que é um vlogger que eu sigo e acho maneiro, mas sintam-se à vontade pra trazerem outros vídeos de análises e comentários sobre o tema.
      Aliás, falando em comentário... o que vocês acham disso tudo? Qual o caminho que tomará o cinema? E o streaming, caminha pra ser a grande revolução midiática dentro do entretenimento que tá parecendo ou não?
    • ZMB
      By ZMB
      Ator lutava contra câncer de cólon desde 2016 e morreu em sua casa, nos Estados Unidos.
      O ator Chadwick Boseman morreu aos 43 anos. Conhecido por interpretar o Pantera Negra no filme da Marvel, além de personagens importantes da história americana, ele enfrentou um câncer de cólon diagnosticado em 2016.
      "É com imensurável pesar que confirmamos a morte de Chadwick Boseman. Chadwick foi diagnosticado com câncer de cólon de estágio 3 em 2016, e lutou contra ele nestes últimos quatro anos conforme progrediu para estágio 4", afirmou a família do ator em seu perfil no Twitter.
      "Um verdadeiro lutador, Chadwick perserverou por tudo, e trouxe a vocês muitos dos filmes que tanto amam. De 'Marshall: Igualdade e Justiça' a 'Destacamento Blood', 'Ma Rainey's Black Bottom' de August Wilson e muitos mais, todos foram gravados durante e entre incontáveis cirurgias e quimioterapia. Foi a honra de sua carreira trazer à vida o rei T'Challa em 'Pantera Negra'."
      De acordo com a nota, ele morreu em sua casa, acompanhado da mulher e da família. Ele nunca tinha falado sobre a doença publicamente.
      Nascido na Carolina do Sul, o americano Chadwick Aaron Boseman começou a carreira na televisão, com um pequeno papel na série "Parceiros da Vida".
      Depois de participações em séries como "Lei & Ordem" e "Plantão médico", ele ganhou seu primeiro papel regular em "Lincoln Heights", em 2009.
      Seu primeiro personagem de destaque no cinema veio como o protagonista de "42: A História de uma Lenda" (2013).
      No filme baseado em fatos, interpretou o jogador de beisebol Jackie Robinson, que em 1947 se tornou o primeiro negro a entrar para um time da principal competição dos Estados Unidos, a Major League Baseball.
      O papel marcaria uma carreira repleta de personagens importantes da cultura negra americana, como o cantor James Brown, em "Get on Up: A História de James Brown" (2014), e o juiz Thurgood Marshall, primeiro membro negro da Suprema Corte americana, em "Marshall: Igualdade e Justiça" (2016).
      Ainda em 2016, ele estreou no papel pelo qual seria mais lembrado. Em "Capitão América: Guerra Civil", Boseman apareceu pela primeira vez como T'Challa. Criado pela Marvel em 1966, o Pantera Negra foi o primeiro super-herói negro dos quadrinhos americanos.
      Dois anos depois, estrelou seu próprio filme, "Pantera Negra". Sucesso com crítica e com o público, a história do herói de um reino africano fictício e avançado bateu a marca do US$ 1 bilhão nas bilheterias mundiais, ganhou três Oscar e foi indicado a outros quatro — entre eles, o de melhor filme.
      Como o herói, ele ainda participou de "Vingadores: Guerra Infinita" (2018) e de "Vingadores: Ultimato (2019), e tinha presença confirmada em um novo "Pantera Negra", previsto para 2022.
      Seu trabalho mais recente já lançado foi "Destacamento Blood", dirigido por Spike Lee, que estrou em junho. Ele ainda esteve em "Ma Rainey's Black Bottom", com Viola Davis, que tinha estreia prevista em 2020.
      Fonte: G1.com
       
       
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