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The Walking Dead (HQs)


Cesarrock9

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Lê o primeiro volume e vê o que acha. São 6 edições por volume. Passa muito rápido.

Tem um torrent com os primeiros 19 volumes em português. Depois disso acho que só têm avulsos mas com bons seeds.

Certo, mas o total, são quantos volumes até agora? Quero saber, mais pra ter certeza que peguei todos. 

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 138 e não acredito como essa merda tá boa. Duvido que estaria tão bom assim se eu não tivesse parado de ler

Certo, mas o total, são quantos volumes até agora? Quero saber, mais pra ter certeza que peguei todos. 

É foda contar por arcos. Acho que a última edição é a 146.

Não preocupa muito com quantas são. Vai lendo deboas e baixando.

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Certo, mas o total, são quantos volumes até agora? Quero saber, mais pra ter certeza que peguei todos. 

A #146 é a metade do volume 25. Geralmente sai uma edição a cada duas semanas, então cada volume demora uns 3 meses.

A série se afastou bastante da HQ mas pelo menos pra comparação temporal, a temporada atual corresponderia ao final do volume 13.

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 Leio desde o primeiro volume e o Negan é pika das galáxias, mas concordo quando dizem que a AMC vai censurar boa parte.

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 Leio desde o primeiro volume e o Negan é pika das galáxias, mas concordo quando dizem que a AMC vai censurar boa parte.

Acho que nunca ouvi um "fuck" na série. Só isso jjá tira a graça.

No governador, por exemplo, ignoraram completamente o que ele fez com a Michonne e o que ela fez pra se vingar.

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Acho que nunca ouvi um "fuck" na série. Só isso jjá tira a graça.

No governador, por exemplo, ignoraram completamente o que ele fez com a Michonne e o que ela fez pra se vingar.

Eu pensei: Começou a Saga do Governador e o Rick e a Michonne tão Fu@#$%%. Ae veio aquele água com açucar e o Governador virou apenas um vilão normal. vamos ver se a AMC me surpreenda com um Negam fodástico.

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Sem contar que fuderam com a Andrea também, que era pra ser um personagem central de Alexandria em diante. Agora deve ser a Sasha sonsa lá...

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Sem contar que fuderam com a Andrea também, que era pra ser um personagem central de Alexandria em diante. Agora deve ser a Sasha sonsa lá...

ta mais pra carol

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Senti que a Sasha tava pegando o lugar da Andrea, mas tô sentindo que a Jessie vai crescer na série e ficar fixa com o Rick.

Ô mulher bonita, meu deus.

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Alguém tá acompanhando as HQs conforme vai saindo? Parei lá pelo 135, e até pilharia voltar a ler...

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Alguém tá acompanhando as HQs conforme vai saindo? Parei lá pelo 135, e até pilharia voltar a ler...

Fortes emoções vêm a seguir...

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ta mais pra carol

A Andrea teve muita utilidade - tanto no salvamento à prisão quanto em Alexandria - por ser a única sniper. Na série quem está indo por esse caminho é a Sasha.

Pro resto, talvez só o Ron morra e a Jessie fique como companheira do Rick enquanto os outros aspectos da Andrea vão ser divididos entre as outras.

 

 

Outra coisa que lembrei agora que acho que a série vai fazer porcamente. Vocês viram que o Rick machucou a mão nesse último episódio né?... Lutando contra uma horda de 3..

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A Andrea teve muita utilidade - tanto no salvamento à prisão quanto em Alexandria - por ser a única sniper. Na série quem está indo por esse caminho é a Sasha.

Pro resto, talvez só o Ron morra e a Jessie fique como companheira do Rick enquanto os outros aspectos da Andrea vão ser divididos entre as outras.

 

 

Outra coisa que lembrei agora que acho que a série vai fazer porcamente. Vocês viram que o Rick machucou a mão nesse último episódio né?... Lutando contra uma horda de 3..

Acho que e cortou a mão naquela peixeira que tava na cabeça do zumbi. Pode ser que ele demore pra tratar e precise amputar, mas acho muito forçado.

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Alguém tá acompanhando as HQs conforme vai saindo? Parei lá pelo 135, e até pilharia voltar a ler...

Já está na 147 e tá sinistra.

 

Vai ridículo se eles resolverem amputar a mão do Rick por causa desse ferimento. Perderam uma ótima chance com a Saga do Governador

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Já está na 147 e tá sinistra.

 

Conteúdo Oculto

Porquê o spoiler? hahahaha

 

Mas a série é pra um público mais abrangente. A saga do governador seria demais pra cabeça de muita gente.

Apesar que teve decaptação e mão decepada em Game of Thrones, por exemplo, e não chegou a dar a mesma discussão que a nudez, etc. né...

 

Acho que e cortou a mão naquela peixeira que tava na cabeça do zumbi. Pode ser que ele demore pra tratar e precise amputar, mas acho muito forçado.

Mas ficou muito forçado ele segurar o cara logo no ombro. Eram 3 e ele tinha quebrado a faquinha no primeiro. Ele podia ter empurrado, chutado, dado um passo atrás.

Pode ser que seja só cortina de fumaça justamente pra quem sabe dessa história mas não descarto.

 

 

EDIT

 

Morgan must face his demons on his journey from King County to Alexandria. Meanwhile a man arrives at the safe-zone while trust issues begin to form with the community.

http://www.imdb.com/title/tt4719620/?ref_=ttep_ep4

 

Será o Messias?

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  • Leho. changed the title to The Walking Dead (HQs)

Peguei no /tv/.

Robert Kirkman wants Henry Rollins but AMC execs want someone taller, younger, and more up to the physical stuff
AMC execs want Jon Hamm really bad to keep him "in the family" at the network and is also Kirkman's second pick
Kevin Durand is 3rd on the short list, slightly above a few others like Christopher Meloni and Patrick Warburton
they're also keeping their options open for an off-model interpretation like they did with the Governor
if things aren't settled (i.e. execs don't get their Jon Hamm yet) by the time of filming for the 5 minute teaser that's going to be in the season 6 finale (secret in-studio filming is in November, after principal photography wraps up), they're using a stand-in like they did with Michonne so they have several more months to sort it out; teaser is happening one way or another because they weren't satisfied with audience retention between seasons 5 and 6 and realize the Terminus cliffhanger gave them a spike in ratings

Não acho que o Henry Rollins seja uma boa.

Jon Hamm é um puta ator, mas não tem a menor condição de interpretar o Negan. Acho que na minha cabeça ele ainda é o Don Draper. Pode dar certo se ele entrar 100% no personagem.

Christopher Meloni pra mim é a melhor opção. Fiquei até surpreso de ver ele como provável Negan... Nunca escolhem os atores que eu quero para os personagens. hahahaha

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  • 2 semanas depois...

Alguém tá acompanhando as HQs?

Terminei agora a #144 e...

CARAMBA, olha esses sussurradores, cara. Delimitaram o território com cabeças empaladas, AHHAHAHA.

Rosita e Ezekiel morreram, adiós.

Tô achando que o Rick vai ir atrás do Negan, pra reativar os Salvadores e ferrar com os Sussurradores.

Loucura demais isso aí.

Lembrando que a edição 150 tá chegando, e podemos esperar alguma surpresa.

Na edição 48 (era pra ser na 50, mas a história andou muito rápido) teve a carnificina da Prisão.

Na edição 100 teve a morte do Glenn.

Vamos ver o que a 150 nos reserva...

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Alguém tá acompanhando as HQs?

Terminei agora a #144 e...

 

Conteúdo Oculto

Chega na #147 e sente o drama.. hahaha

Metade do Volume 25. 3 edições pra mudar tudo...

 

#148 sai dia 11. Coçando já.

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Chega na #147 e sente o drama.. hahaha

Metade do Volume 25. 3 edições pra mudar tudo...

 

#148 sai dia 11. Coçando já.

To pensando terminar de sair o capítulo 25 para ler, porque uma por mês é MUITO sofrido, aheueahueahu.

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To pensando terminar de sair o capítulo 25 para ler, porque uma por mês é MUITO sofrido, aheueahueahu.

Vi agora que esse final vai ser mensal. #148 amanhã mas o #149 só sai em 9 de Dezembro. =(

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  • 3 semanas depois...

Façam suas apostas.

 

Estou pensando que o Ron que vai ficar com a tarefa de sair atirando a esmo e acertar o Carl no meio do caos. Daí tira ele do caminho e não precisa da Jessie morrer.

E vou ficar muito feliz se não resolverem poupar o Morgan. Na HQ ele não fez por merecer mas na série tá fazendo hora extra.

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  • 7 meses depois...

Alguém ainda lê?

#156 (edição julho/2016)

Que foi essa morte da Alpha pelo Negan, hein? Hahaha, surpreendente demais.

Acredito que o Rick vai dar o braço a torcer e usar o Negan como aliado na busca pela sobrevivência. Sensacional.

E mais, Eugene vai fazer merda. Tá entregando muita coisa pra essa pessoa misteriosa no rádio.

Agora o Beta vai comandar o Sussurradores contra o grupo do Rick. Tenso!

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  • 3 meses depois...

#159

Spoiler

RIP Lucille. Que suas farpas encontrem muitos dedos.

 

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Arquivado

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    • Leho.
      Por Leho.
      Por Pedro Henrique Ribeiro,
      21 de julho de 2021
      Você já fez terapia ou pelo menos se consultou com um psicólogo? Essa é uma prática muito boa que deveria se tornar hábito. Assim como algumas pessoas vão ao dentista duas vezes por ano, todos deveríamos reservar um tempinho para conversar com um psicólogo e organizar a mente. Isso serve para pessoas comuns, mas também para super-heróis. Nos últimos anos, ficou cada vez mais comum vermos super-humanos tentando resolver problemas que tinham dentro da cachola. Para isso, ou eles dão uma passadinha no “divã” da terapia, ou tentam botar a angústia para fora. Por causa disso, estamos perdendo aquela imagem de super-herói perfeito e invulnerável, e os estúdios estão investindo nessas narrativas para dar um ar de profundidade às histórias.
      “Nos primeiros 40 anos dos quadrinhos, uma narrativa mais simplificada dominou o mercado dos quadrinhos. Graças ao Stan Lee e seus quadrinhos da Marvel, o super-herói passou a ter uma vida pessoal, problemas psicológicos e se aproximar mais dos problemas do leitor. Esse modelo fez muito sucesso com as histórias do Homem-Aranha, Quarteto Fantástico e Capitão América, e é reproduzido até hoje pela indústria”, explica o pesquisador do Núcleo de Pesquisas de Histórias em Quadrinhos da USP, Waldomiro de Castro.
      Nas telinhas e telonas vemos vários heróis assumindo a importância de conversar, como o Utópico, em O Legado de Júpiter, e Bucky Barnes, em Falcão e Soldado Invernal”. Em WandaVision vemos a Feiticeira Escarlate cruzar as fases do luto após a morte de seu marido, Visão, em Vingadores: Guerra Infinita”. Em Watchmen – O Filme, o cruel Rorschach se consulta com um psiquiatra após ir para a prisão. Durante os testes – que dão nome ao personagem -, ele consegue identificar os próprios traumas, mas mente para não ser considerado doente.
      Rorschach se consulta com psiquiatra após ser preso em Watchmen. Imagem: Reprodução/Prime Video
      O professor e pesquisador de quadrinhos, Mario Marcello Neto, explica que muitos desses debates encontrados nas HQs fazem parte de um sentimento de dívida dos autores estadunidenses. “Essa geração pós-Guerra do Vietnã está muito imbuída em uma sociedade que tem muitas dívidas a pagar, seja com minorias ou com eles mesmos. Esse aparecimento do ‘divã’ nos contextos mais atuais, reflete um certo avanço no reconhecimento da importância da saúde mental. Porém, uma coisa que dita isso [ter ou não o divã] é o ritmo da história. Eu acho que se houver muito conflito pessoal, as pessoas saem do cinema. Eu não consigo ver uma cena como a consulta do Soldado Invernal acontecendo em um filme dos Vingadores, porque [o filme] é muito frenético”.
      Sam Wilson (Falcão) e Bucky Barnes (Soldado Invernal) cara a cara na terapia. Imagem: Reprodução/Disney Plus
      “E, às vezes, você pode ser um herói ou um vilão dependendo do contexto. Um super-herói é um sujeito que também tem fragilidades, acontece com muitos personagens, não apenas nos seus traumas, mas também na questão da agressão. Isso sem dúvida abre muito campo para explorar novas histórias e narrativas. Eu acho positivo, porque tira a ideia de que há um super-homem em cada um desses heróis. Isso está afinada aos debates atuais”, explica a pesquisadora de história da arte Vanessa Bortulucce.
      À medida em que as décadas avançam, a postura do super-herói se modifica. Em alguns momentos, como na década de 1960, muitos heróis se envolveram no movimento pacifista. Já na década de 1980, vemos personagens com personalidades mais assertivas e mais agressivos. Agressividade essa geralmente associada aos traumas que deram origem ao lado heroico deles, como as mortes dos pais de Bruce Wayne (Batman) e do tio de Peter Parker (Homem-Aranha) e até mesmo o suicídio do pai de Utópico. Com isso, esses personagens apresentam uma postura muito mais agressiva em relação aos criminosos. “Você nunca viu um Batman tão violento como o da década de 1990”, afirma Castro.
      Utópico buscou ajuda psiquiátrica após problemas com a família. Imagem: Reprodução/Netflix
      Ascensão em meio ao desastre
      A Crise de 1929, também conhecida como “A Grande Depressão”, marcou um dos momentos mais caóticos do capitalismo na era moderna. Ela teve origem nos Estados Unidos, que na época já tinha se consolidado como a maior economia do mundo. Com a crise, muitas empresas quebraram e o desemprego saltou de 4% para 27%. Foi um verdadeiro caos econômico que em pouco tempo trouxe sérias consequências para a sociedade. Esse tsunami de problemas que sucedeu a crise foi crucial para a revolução das comics. 
      Para Vanessa Bortulucce, a principal relação entre a Grande Depressão e as HQs é a mudança do cenário das histórias. “Como a Crise de 29 envolveu o mercado de ações, os bancos e etc, você tem as cidades como um lugar marcado por desastres e más notícias. Então, os quadrinhos sofrem um certo refluxo nesse ambiente”, explica ela. Fora do ambiente das cidades, novos cenários começaram a ganhar força, como o espaço sideral de Flash Gordon e Brick Bradford. 
      Essa fragilização acabou criando o conceito do “herói extraordinário”, aquele que resolve problemas com facilidade, sem quebrar a cabeça, e assim entrega uma aventura fantástica que restaura a esperança do leitor, que não tem muita paciência para novos problemas. 
      Em 1938, quando foi lançada a primeira HQ do Superman, o herói absorveu muitas características da época, especialmente nas edições lançadas durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). O kryptoniano era invencível, imparável, como se estivesse passando uma mensagem. O mesmo pôde ser vista nas revistas da Capitã Marvel. Assim surgiram os primeiros aspectos para se discutir o mito do herói nas comics.
      Mito do herói no traço e na tela
      Contar sobre a vida dos personagens humanizou os super-humanos e até mesmo os alienígenas como Clark Kent. Isso reforçou a ideia de que um herói pode ser qualquer pessoa, como um fazendeiro do Kansas, um jovem franzino do Brooklyn ou um nerd do Queens.
      “O Super-Homem é um alienígena, mas o leitor olha para o Clark Kent, que é um homem comum. Ao se mostrar como um homem comum, ele estabelece um reconhecimento, e o leitor pensa em um Super-Man que estaria, simbolicamente, dentro dele. Com os heróis da Marvel, Stan Lee tem uma importância vital nesse sentido, porque ele inverte a lógica do Super-Homem: você não tem um herói que se passa por um homem comum, mas um homem –  ou mulher – comum que pode se mostrar como herói”, diz Bortulucce.
      Pensando sobre essa afirmação da pesquisadora, alguns nomes do MCU vêm em mente, como Viúva Negra, Falcão, Gavião Arqueiro, Homem de Ferro, Homem-Formiga, Vespa e muitos outros. Esses heróis sem poderes “mágicos ou alienígenas” usam tecnologia e habilidades de combate para derrotar os vilões. Porém, diferentemente dos heróis do século 20, os personagens da Marvel nos cinemas não carregam consigo um senso inabalável de justiça e têm em comum traumas que precisam ser tratados seriamente.
      Heróis enlatados
      Todo esse roteiro de heróis traumatizados e órfãos é bem conveniente para os enredos, como vimos até aqui. Por isso essa jornada entre perda e poder foi reproduzida em larga escalada para as dezenas de heróis que surgiram nas décadas seguintes aos anos 1960. Esses heróis chamados de enlatados basicamente mudam de nome, o lugar de origem, mas a essência segue sendo a mesma. Essa zona de conforto permitiu que grandes estúdios e produzissem vários heróis sem perder o trunfo de uma história dividida entre vida civil e vida com uniforme, como explica Mario Marcello Neto.
      “Algumas coisas se repetiriam, como a ideia da orfandade como característica para ser super-herói. Nisso a gente tem desde Shazam até o Batman. Parece até que o critério para ser herói é não ter os pais e mães [biológicos]. Na década de 1940 era pior e os heróis que sobreviveram daquela época para cá são muito poucos. Naqueles anos a gente via heróis que eram plágios. O próprio Shazam se envolveu em um processo de plágio por causa das semelhanças com o Superman”. 
      Heróis e política
      Entre as influências que as histórias de super-heróis podem ter na sociedade está a política. Assim como foi o caso do governo de Reagan nos anos 1980, as políticas e as HQs fazem essa troca de signos. Além de exercer uma influência natural com seus enredos, as histórias em quadrinhos também podem ser utilizadas como ferramenta política, como explica Bortulucce. “Muitos personagens surgem por causa da Segunda Guerra Mundial, como o Capitão América. Guerra do Vietnã? Homem de Ferro. Corrida espacial? Quarteto Fantástico. O medo e a maravilha do poder atômico? Hulk e Homem-Aranha. Minorias e lutas sociais? Pantera Negra e X-Men. Os quadrinhos são uma grande ferramenta política”. 
      Um bom e recente exemplo aconteceu durante as manifestações de 2013 contra o então governo de Dilma Roussef (PT). Muitos manifestantes foram às ruas com camisas da CBF e máscara do personagem V, de V de Vingança. A intenção era mostrar que “o povo” estava disposto a ir longe, como V foi. Na história em quadrinhos, o personagem adota um tom professoral e filosófico em seus discursos, e tem todo o tipo de ideia para derrubar um governo fascista que governava a Inglaterra. Entre as ações de V está a explosão do Parlamento Britânico.
      Essa ideia de que todo mundo pode ser um herói se mostra nesses tipos de situação. Na época, Alan Moore, o autor da HQ, chegou a comentar sobre o caso em entrevista ao site UOL. “Há 30 anos eu estava apenas respondendo à situação da Inglaterra da minha perspectiva. Não eram premonições do que aconteceria no futuro”, disse ele sobre a produção de V de Vingança. “Acho que não tenho muito a dizer a respeito [do uso das máscaras], porque eu sou apenas o criador da história. E eu não tenho uma cópia de ‘V’ em casa, isso foi tirado de mim por grandes corporações”, completou.
      Esse uso do V por manifestantes em 2013 é apenas um exemplo da relação entre quadrinhos e política. “As histórias em quadrinho influenciam em termos de filosofia de vida. Os leitores acabam se influenciando pelas ideias e propostas, acabam acreditando na visão de mundo daqueles heróis. Mas eu não acredito que uma pessoa normal seja influenciada aponto de vestir uma máscara ou uma roupa e sair por aí batendo nas pessoas resolvem os problemas do mundo”, diz Castro.
      Então, da próxima vez que você assistir a uma série, filme ou ler uma HQ e se perguntar: isso não está realista demais? Lembre-se de que a resposta é sim! Tudo vai ficar cada vez mais real enquanto continuaremos a ver homens voadores atirando raio laser pelos olhos.
      @Bitniks
    • Lowko é Powko
      Por Lowko é Powko
      Achei que esse jogo merece um tópico.
      Já faz anos que a primeira temporada saiu, mas só agora comprei as temporadas três e quatro, aproveitando essa sale da Steam.
      A cena final da primeira temporada foi a única vez que um jogo quase me fez chorar. 😭
    • Leho.
      Por Leho.
      Um seriado do Taranta, será? É uma plataforma completamente diferente, não sei... mas em se tratando desse cara, tudo é possível hahahaha! Interessante saber sobre o livro também, curioso sobre o tema.
    • Dinheiro Tardelli
      Por Dinheiro Tardelli
      Mais um triste capítulo da nossa história.
    • Homeman
      Por Homeman
      Estava lendo Magali, da Turma da Monica (hihihihi)...
      Mas eu ainda não terminei de ler Mago, a Ascensão. Livro de RPG.

      E vcs?
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