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A maior arma do Brasil na Copa talvez não seja Vini Jr., Neymar ou qualquer escalação de Ancelotti


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Depois de assistir ao amistoso contra o Egito, fiquei com uma impressão interessante: muita gente está discutindo se o Brasil deve jogar no 4-3-3, no 4-2-3-1 ou até recuperar algumas ideias do antigo 4-2-4. Mas talvez a principal arma da Seleção esteja em outro lugar.

O que mais me chamou atenção foi a pressão pós-perda.

Os dois gols brasileiros nasceram praticamente da mesma ideia: perder a bola, reagir imediatamente e recuperar a posse ainda no campo adversário. Isso não depende tanto da escalação quanto da atitude coletiva da equipe.

Claro que existem questões táticas importantes. Gostei de ver algumas ideias do início da era Ancelotti reaparecendo. As aproximações por dentro entre Bruno Guimarães, Paquetá e Raphinha criaram combinações interessantes, principalmente quando Igor Thiago fazia o trabalho de pivô para conectar o meio-campo ao ataque.

Por outro lado, a lesão de Wesley mostrou como algumas ideias ainda dependem muito de peças específicas. Enquanto ele estava em campo, o Brasil conseguia gerar amplitude pela direita e abrir espaços no corredor central. Quando Danilo entrou, o time ficou mais previsível e o Egito passou a concentrar mais jogadores por dentro.

No segundo tempo, com o retorno ao 4-3-3 mais tradicional, o Brasil voltou a ter largura com os pontas e criou situações perigosas pelos lados. O gol de Endrick nasceu justamente dessa dinâmica.

Mas, sinceramente, a discussão sobre o sistema talvez esteja recebendo atenção demais.

O que vejo como mais importante é que a Seleção está mostrando uma identidade competitiva. Mesmo quando a organização não é perfeita, os jogadores continuam pressionando, recuperando bolas rapidamente e tentando sufocar o adversário.

Isso pode fazer muita diferença em uma Copa do Mundo.

As grandes seleções normalmente são decididas nos detalhes. Nem sempre vence quem tem o esquema mais bonito ou os jogadores mais talentosos. Muitas vezes vence quem reage mais rápido após perder a posse e consegue transformar uma recuperação de bola em uma chance clara de gol.

Se o Brasil conseguir manter essa intensidade durante o torneio, talvez a melhor arma da equipe não seja uma formação específica.

Talvez seja justamente essa capacidade de transformar erros em oportunidades antes que o adversário tenha tempo de respirar.

O que vocês acham? A pressão pós-perda pode ser o diferencial da Seleção na Copa ou ainda faltam ajustes para enfrentar equipes como França, Espanha e Inglaterra?

  • Diretor Geral
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7 horas atrás, Mario Esportes disse:

[...] O que vocês acham? A pressão pós-perda pode ser o diferencial da Seleção na Copa ou ainda faltam ajustes para enfrentar equipes como França, Espanha e Inglaterra?

Eu também gostei da pressão alta feita pelo time contra o Egito, mas daí a extrapolar isso como "a maior arma" eu acho complicado até porque nenhum time no mundo sustenta essa pressão os 90 minutos inteiros, ou seja, você vai precisar de uma boa estrutura tática e boas dinâmicas coletivas pra se defender quando seu time não estiver pressionando lá na frente.

E contra o Egito, em determinados momentos do jogo nós deixamos espaços importantes (por conta da linha alta do time) que foram explorados em contra-ataques dos africanos — especialmente no 1T. Ou seja, não é só subir pressão, é estar preparado pra quando o adversário conseguir superá-la (porque ele vai).

Em suma eu achei bem positiva essa questão da pressão, acho que estamos num bom nível de competitividade sim mas pra ser campeão vamos precisar de vários outros fatores funcionando bem também.

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3 horas atrás, Leho. disse:

Eu também gostei da pressão alta feita pelo time contra o Egito, mas daí a extrapolar isso como "a maior arma" eu acho complicado até porque nenhum time no mundo sustenta essa pressão os 90 minutos inteiros, ou seja, você vai precisar de uma boa estrutura tática e boas dinâmicas coletivas pra se defender quando seu time não estiver pressionando lá na frente.

E contra o Egito, em determinados momentos do jogo nós deixamos espaços importantes (por conta da linha alta do time) que foram explorados em contra-ataques dos africanos — especialmente no 1T. Ou seja, não é só subir pressão, é estar preparado pra quando o adversário conseguir superá-la (porque ele vai).

Em suma eu achei bem positiva essa questão da pressão, acho que estamos num bom nível de competitividade sim mas pra ser campeão vamos precisar de vários outros fatores funcionando bem também.

Concordo. A pressão alta funciona muito bem quando encaixa, mas o verdadeiro teste é justamente o que acontece quando ela falha. Contra seleções de elite, uma única quebra de pressão pode gerar uma chance clara de gol.

Por isso vejo a pressão pós-perda mais como uma peça importante do quebra-cabeça do que como a solução principal. O que me animou foi a atitude do time e a disposição para recuperar a bola rapidamente.

Se o Brasil conseguir manter essa competitividade e ao mesmo tempo corrigir os espaços deixados nas transições defensivas, aí sim terá um pacote muito mais completo para disputar o título.

  • Diretor Geral
Postado
3 horas atrás, Mario Esportes disse:

Concordo. A pressão alta funciona muito bem quando encaixa, mas o verdadeiro teste é justamente o que acontece quando ela falha. Contra seleções de elite, uma única quebra de pressão pode gerar uma chance clara de gol.

Por isso vejo a pressão pós-perda mais como uma peça importante do quebra-cabeça do que como a solução principal. O que me animou foi a atitude do time e a disposição para recuperar a bola rapidamente.

Se o Brasil conseguir manter essa competitividade e ao mesmo tempo corrigir os espaços deixados nas transições defensivas, aí sim terá um pacote muito mais completo para disputar o título.

Para além dessa questão da pressão, qual seria seu time ideal na estreia? Paquetá, Igor Thiago, Endrick, Ibañez... algum desses (ou no geral também) te animou a ponto de ganharem vaga no time titular? E como encaixar Neymar, que provavelmente só vai estrear no 2º ou 3º jogo dessa fase de grupos?

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15 horas atrás, Leho. disse:

Para além dessa questão da pressão, qual seria seu time ideal na estreia? Paquetá, Igor Thiago, Endrick, Ibañez... algum desses (ou no geral também) te animou a ponto de ganharem vaga no time titular? E como encaixar Neymar, que provavelmente só vai estrear no 2º ou 3º jogo dessa fase de grupos?

A pressão alta foi um ponto positivo, mas contra seleções de elite o grande teste será controlar os espaços quando ela for superada.

Na estreia, eu manteria Igor Thiago como referência e deixaria Endrick como arma para o segundo tempo.

Sobre Neymar, melhor cautela: 100% no mata-mata vale mais do que arriscar na fase de grupos.

Se ele voltar bem, quem você tiraria para encaixá-lo?

  • Diretor Geral
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56 minutos atrás, Mario Esportes disse:

[...] Se ele voltar bem, quem você tiraria para encaixá-lo?

O melhor lugar pra ele na minha opinião é de "falso 9", no lugar do Matheus Cunha/Igor Thiago. Poupa ele do trabalho sem bola e não exige tanta flutuação na intermediária ofensiva, restringindo-o numa região onde ele pode ser letal pra nós. Finalização e recurso técnico ele ainda tem em boa conta, então eu tentaria explorar essas qualidades enquanto diminui-se as exigências físicas e táticas de sua função.

Postado
11 horas atrás, Leho. disse:

Finalização e recurso técnico ele ainda tem em boa conta, então eu tentaria explorar essas qualidades enquanto diminui-se as exigências físicas e táticas de sua função.

Tenho minhas dúvidas. Acho que a única coisa que sobrou pro Neymar foi visão de jogo e um bom passe. No Santos, quando ele precisava conduzir a bola sempre terminava tropeçando no próprio pé. E quando era pra chutar, ou saía um peteleco, ou ele furava.

  • Diretor Geral
Postado
12 horas atrás, StrongAxe disse:

Tenho minhas dúvidas. Acho que a única coisa que sobrou pro Neymar foi visão de jogo e um bom passe. No Santos, quando ele precisava conduzir a bola sempre terminava tropeçando no próprio pé. E quando era pra chutar, ou saía um peteleco, ou ele furava.

Sim, meus pontos ali são questionáveis também, aliás tudo que diz respeito a condição atual do Neymar é questionável, por isso o debate é meio que interminável. Só realmente poderemos ter uma noção quando (e se) ele entrar em campo durante a Copa e mostrar até onde pode entregar.

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