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Os problemas defensivos do Brasil de Ancelotti são táticos ou de execução?


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Uma coisa que me chamou atenção lendo análises recentes da Seleção é que muita gente fala sobre o ataque, mas os maiores sinais de alerta parecem estar na defesa.

Ancelotti deixou claro desde que chegou que quer o Brasil defendendo em 4-4-2. O problema é que, na prática, esse sistema teve dificuldades contra várias equipes que constroem com três defensores. Equador, Japão e França conseguiram criar superioridade numérica na saída de bola e frequentemente encontraram espaços para progredir.

Curiosamente, um dos melhores jogos defensivos da era Ancelotti talvez tenha sido contra a Croácia, quando o Brasil baixou um pouco o bloco e priorizou fechar os espaços centrais em vez de pressionar alto o tempo todo. O resultado foi uma equipe mais compacta e menos exposta. Inclusive, muitas das discussões recentes nas notícias da Seleção Brasileira têm destacado justamente essa diferença entre um Brasil mais agressivo e um Brasil mais equilibrado defensivamente.

Ao mesmo tempo, a pressão pós-perda tem funcionado bem e gerado recuperações importantes perto da área adversária. Ou seja, não parece ser um problema simples de resolver apenas mudando a formação.

A minha impressão é que o Brasil ainda não encontrou o equilíbrio entre agressividade e segurança defensiva. Quando sobe demais, deixa buracos. Quando baixa demais, perde parte da intensidade que Ancelotti quer implementar.

O que vocês acham? O principal problema está no sistema defensivo, na falta de tempo para consolidar os movimentos ou simplesmente na troca constante de jogadores e lesões que impediram uma sequência maior de trabalho?

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A melhor chance que a gente tem é se inspirar no Real Madrid do José Mourinho (e de certa forma no do Carleto também) e jogar no contra-ataque. Óbvio que não vamos jogar assim contra o Haiti, mas sim contra seleções do mesmo nível ou que sejam superiores a nós. Contra esses se a gente for tentar pressionar na frente ou tentar impor o jogo, vamos tomar chinelada atrás de chinelada.

Jogador pra jogar nesse modelo tem. Faz um ataque mais leve com Vini Jr, Endrick e Rapinha, bota um meio de campo mais trabalhador, e quando recuperar, é só bola em profundidade e saída em velocidade.

Postado

Tem lógica, principalmente porque o Brasil parece mais confortável quando pode atacar espaços do que quando precisa pressionar alto de forma coordenada durante 90 minutos.

O que me deixa em dúvida é se um bloco mais baixo contra seleções fortes não acabaria entregando demais a posse para adversários como França ou Espanha. A qualidade individual do ataque brasileiro sugere que o contra-ataque pode funcionar muito bem, mas será que o time conseguiria passar tanto tempo sem a bola?

Talvez o ideal seja algo mais próximo do que vimos contra a Croácia: bloco médio, linhas compactas e agressividade apenas nos momentos certos. Nem pressão suicida, nem retranca total.

  • Diretor Geral
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9 horas atrás, Mario Esportes disse:

[...] Talvez o ideal seja algo mais próximo do que vimos contra a Croácia: bloco médio, linhas compactas e agressividade apenas nos momentos certos. Nem pressão suicida, nem retranca total.

Também vejo esse cenário como o ideal. Nem lá, nem cá. O problema é que o time precisa estar BASTANTE afinado pra poder executar esse tipo de estratégia né? A ver se estarão.

Postado
Em 10/06/2026 em 06:41, StrongAxe disse:

Eu até entendo a lógica, principalmente porque em mata-mata um time organizado em bloco médio e letal nos contra-ataques costuma ser perigosíssimo. Mas acho difícil imaginar o Brasil abrindo mão da iniciativa na maioria dos jogos, até porque o elenco foi montado para ter a bola.

O desafio do Ancelotti talvez seja justamente encontrar o meio-termo: manter a agressividade de Vini Jr., Raphinha e companhia sem deixar o time partido quando perde a posse. Contra seleções do primeiro escalão, um modelo mais pragmático pode funcionar muito bem. Já contra equipes que vão se fechar, o Brasil provavelmente precisará propor o jogo.

No fim, talvez a chave não seja escolher entre pressão alta ou contra-ataque, mas saber quando usar cada uma dessas armas durante a Copa.

 

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