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Entrevistas da Área: entrevista com Peepe

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Entrevistas da Área

Olá, pessoal.

Esta será a nossa terceira entrevista do ano. Precisamos escolher quem será o entrevistado e isso é feito por meio de uma enquete aberta a todos do FManager com três participantes. Como sempre, a definição dos possíveis entrevistados foi feita levando em consideração a participação dos membros na área. São estes:

 @ElPerroMG
 @Peepe
 @Valismaalane


Obs.: Visando uma maior justiça entre a disputa dos participantes na enquete, membros com contas criadas no dia 23/10/2020 (data de envio dos convites aos membros da enquete) ou dias posteriores não terão seus votos computados como válidos para a apuração do novo entrevistado.

Em caso de empate, o candidato escolhido será aquele que possui mais tempo de cadastro no fórum.

Por favor, vote na enquete no topo do tópico, pois os votos em posts não serão contados. A votação será encerrada no próximo sábado, dia 31 de outubro às 23h59.

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marciof89

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Olá, pessoal!

Está definido o próximo entrevistado da área. Em uma votação bem equilibrada, com 6 votos @Peepe foi o escolhido.

A partir de agora você pode elaborar perguntas e enviá-las via mensagem aos moderadores do "Profissão: Manager" (@marciof89, @Neyguaín ou @AllMight) com o título "Entrevista". Elas serão repassadas ao entrevistado, que as devolverá respondidas à moderação do PM para publicação. Por favor, não faça perguntas neste tópico, pois elas serão apagadas.

Lembre-se que a temática das perguntas é livre e que o entrevistado tem a opção de responder ou não as perguntas.

O prazo final para o envio de perguntas é 17/11, às 23h59min.

Sua participação é muito importante para a área. Por favor, participe!

Qualquer sugestão ou crítica, por favor, faça-a no Boteco 3.0.

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marciof89

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Olá!

Os membros da área escolheram, e o quarto e último entrevistado do ano foi o @Peepe, o segundo tricolor consecutivo. Nas perguntas abaixo, descobrimos sobre seu lado torcedor, o lado jogador de FM e ainda muitas curiosidades sobre o jovem historiador Pedro.

Ao todo, foram 236 perguntas, quebrando assim pela quarta vez consecutiva o recorde de perguntas da área. Agradecemos tanto a quem participou da atividade enviando seus votos quanto aos membros que enviaram as perguntas: @ElPerroMG: 40 perguntas, @Henrique M.: 130 perguntas,  @Nei não cai (38D): 55 perguntas, @Valismaalane: 3 perguntas, @ggpofm: 8 perguntas.

 

1 - Quem é Pedro Ribeiro? Se for possível, fale um pouco mais sobre você, família, estudos, trabalho…

Bom, falar da minha pessoa é sempre um desafio mas enfim… Eu sou Pedro Ribeiro, tenho 24 anos e completo 25 em dezembro, sou casado entre aspas pois nunca formalizei mas moro com minha namorada há mais de 2 anos; me formei em história pela Universidade Veiga de Almeida em 2017, tinha 21 anos a época e hoje vejo como é uma façanha ter diploma nessa idade, estou para completar a pós-graduação em Ensino de História pelo Colégio Pedro II. Lecionei história por um período de 1 ano aproximadamente, desde que entrei em sala de aula pela primeira vez na posição de professor eu tive plena certeza de que era aquilo que eu queria, sou apaixonado pela profissão e não me vejo trabalhando em outra coisa, até por isso, a minha pós-graduação encheu meus olhos de uma forma que a universidade não conseguiu. Atualmente eu me distanciei da história enquanto matéria e trabalho em uma instituição voltada para jovens aprendizes, o conteúdo é bem aberto e por vezes estou bem distante da história, ainda assim pelo público que eu trabalho e a metodologia do CIEE aplicada, eu me sinto extremamente feliz e satisfeito com o atual trabalho, afinal, meu compromisso sempre foi com o aluno e ali eu consigo sentir a diferença que faço na vida dele.


2 - Você é torcedor do Fluminense, mas era bastante jovem quando aconteceu a decisão da Libertadores contra a LDU, em 2008. Como você viveu aquela decisão? Quais foram os sentimentos? O que você acha que faltou ao Fluminense nas duas partidas para conquistar seu primeiro título continental?

Eu tinha 12 anos em 2008, era jovem mas já acompanhava futebol e de forma até mais intensa que hoje em dia, como eu não tinha nenhuma obrigação além da escola, dedicava muito mais tempo a acompanhar o Fluminense, a ver os jogos e tudo mais. Aquele primeiro semestre, incluso o Carioca aqui, deve ter sido um dos meus picos de obsessão pelo clube: sempre fui muito dependente do meu pai para ir aos jogos e naquele ano ele empolgou de tal forma que fomos a 6 dos 7 jogos que o Fluminense fez em casa naquela Libertadores (a exceção foi a partida vs LDU na primeira fase). Ou seja, eu vivi aquela decisão de dentro do Maracanã. Hoje eu guardo com muito carinho e nostalgia aquela noite, foi a primeira e única vez que eu vi o Maracanã próximo das 100 mil pessoas (eu tenho certeza que tinha mais, mas o placar anunciou “apenas” 92 mil), mas ainda assim não consigo assistir a disputa de pênaltis e no dia que tentei ver os gols daquela noite, chorei no terceiro e passei o resto do dia triste. Pessoalmente falando, aquele 02/07 foi um verdadeiro trauma, proporcional a minha felicidade em ter vivido tudo aquilo até a semifinal foi a tristeza ao término do jogo. Saí do Maracanã puto mas sem conseguir ofender nenhum jogador, fui a escola no dia seguinte praticamente de luto, lembro que precisava só chegar as 9h pra fazer uma prova, que zerei e fui parar na psicóloga do colégio, pois sempre fui bom aluno. A situação era tão surreal que nenhum colega teve a capacidade de vir zoar e eu fiquei uns 4 ou 5 dias enclausurado em casa traumatizado.

Sobre o que faltou, seriedade com o adversário e pé no chão após tirar o Boca e o São Paulo. A preparação para o jogo de Quito foi muito mal feita e pagamos caro por isso. Ainda assim, gosto de ver o lado romântico do futebol, e prefiro pensar que existia um outro time do outro lado, com sua história particular e, infelizmente, era a vez deles.


3 - O que você acha sobre a polêmica da Copa Rio ser ou não ser um Mundial de Clubes? Você consegue fazer uma análise sobre essa questão deixando o clubismo de lado? Qual seria?

Como historiador tem uma coisa que me deixa indignado: o gesto de olhar para o passado e querer enxergar o presente. O Mundial Interclubes é uma criação da FIFA em 2000 com parâmetros bem únicos, da mesma forma como o Mundial da Toyota era outro e como a Copa Rio era outro. Não gosto da forçada de barra que a torcida do Fluminense faz querendo que o torneio seja reconhecido pela FIFA, isso a meu ver diminui uma conquista que é gigantesca, e passa a sensação “se a FIFA der o ok, é lindo, se não der, que se foda”.

No mais, eu não preciso de chancela da FIFA para valorizar um dos maiores times da história do Fluminense, com a santíssima Trindade na defesa (Castilho, Píndaro e Pinheiro), dois dos 10 maiores artilheiros no ataque (Telê e Orlando), Didi no meio campo, que venceu a base da seleção uruguaia no Maracanã 2 anos depois da Copa de 50. Quem espera por isso comete um pecado historiográfico em forçar uma adaptação passada de algo que não é condizente com o presente e está mais preocupado em discutir com o rival pra dizer “que é campeão do mundo” do que em valorizar de fato a taça que foi conquistada.


4 - Você vivenciou todo o período Unimed no Fluminense, que talvez tenha sido menos vitorioso do que poderia ter sido. Você vislumbra um novo período como aquele, ou você acha que as dívidas do clube inviabilizam um novo período como aquele ou até melhor?

Em partes, acho que o período Unimed é bem supervalorizado pelo recorte de 2010 a 2012, mas o time conviveu com dois milagres pra não cair nos limites pré e pós esse período. Um novo período com um mecenas eu acho bem improvável, até porque economicamente o Fluminense (e todo clube de futebol) não é viável, acrescido ao fato de estar no Rio de Janeiro e investir em patrimônio aqui é ainda mais inviável. Sobre competitividade e conquistas, o Fluminense é um time grande como outros no futebol brasileiro, passa por má fase mas vive uma situação de sinceridade sobre sua situação que considero positiva e é o primeiro passo para sair do buraco. Não vai ser no curto prazo, salvo uma geração mágica de Xerém, mas o Fluminense vai sobreviver e um dia voltará a posição que merece sim, ganhando títulos.


5 - Para quem está chegando na área agora, conte um pouco o que é o seu save e o que ele promete nos próximos passos.

Meu save é a história de um zagueiro paraguaio das divisões amadoras que sempre quis enriquecer com o futebol, mas a falta de habilidade nunca lhe permitiu, então ele resolveu se aventurar pelos meios de treinador. O personagem fictício Hernandéz Fernandéz tem apenas um objetivo na carreira: ser o treinador mais bem pago do continente! Para isso a regra é aceitar qualquer trabalho desde que pague mais que o atual. Com essa regra em mente, a trajetória se iniciou pela última divisão paraguaia, trabalhando por amor, e rodou os cantos mais obscuros do continente. Hoje a vida é boa e sorri, Nandéz já passou por uma Copa do Mundo e está no atual campeão nacional de seu país local, título conquistado por ele depois de 10 anos de fila do Cerro. O futuro é sempre imprevisível nessa história, mas o dinheiro do continente se concentra em Brasil e Argentina, e se Nandéz quer dinheiro, é para lá que ele tem de ir em algum momento, só não sabemos quando.


6 - Todos nós temos muitas tarefas diárias e várias vezes também não temos tempo para jogar nosso próprio save. Procurando ajudar outros participantes da área, explique como é sua rotina com o FM, quanto tempo você joga, quando você escreve…

Hoje em dia, eu trabalho no sistema de home office praticamente de segunda a sexta e é um modelo de trabalho que desgasta demais. Pelo bem da minha saúde mental, eu aprendi a jogar FM após o trabalho. Quando bate 17:30 e dá meu horário, eu abro o FM e fico uns 40 minutos jogando, faço 2 ou 3 jogos, relaxo e depois disso vou viver minha vida normal de dentro de casa. Claro que existem fases onde a empolgação é maior mas em via de regra eu faço essa limitação de 40 minutos por dia após o trabalho.

Toda a organização da história eu faço nos finais de semana, normalmente eu tiro o sábado, que tenho mais tempo livre, para printar e escrever. Como minha mente não pára, quando sento para escrever já tenho imaginado toda a parte ficcional e só vou incluindo os elementos de jogo revendo os gols e destacando os prints.


7 - Às vezes, os participantes ficam caracterizados por um estilo de save. Este é o seu caso? Você é daqueles que prefere compartilhar um save envolvendo uma ficção ou foi apenas uma escolha específica?

A forma de contar a atual história é uma escolha específica, pois entendo que é um objetivo peculiar e que a escolha desse objetivo não faria sentido sem um personagem bonachão junto explorando o universo da mesquinharia. Por mais que eu goste do texto ficcional, entendo que ele demanda tempo e criatividade para não se tornar algo repetitivo, só alterando os clubes onde você está. Principalmente por isso, se eu pensar num save que não cabe um personagem peculiar e decidir contar na área, vou escrever em JET normalmente.
 

8 - Você disse no início do seu save que passou anos jogando o FM 10, conte-nos, de forma resumida, um ou dois saves off-line que fez, gostou muito e tem carinho por eles.

Essa pergunta se repete em outros momentos pela entrevista, vou falar de um para sobrar conteúdo para as próximas perguntas.

Eu já contei histórias ao longo de minha vida manager, em uma delas eu tinha a proposta de pedir demissão a cada 1 ano ou, no máximo, 2, caso eu tivesse a oportunidade de jogar uma competição continental. Com o título de “Perdido no Mundo do Futebol” eu iniciei no Al Shamal do Catar, no meio do campeonato, com o objetivo de escapar do rebaixamento, o que foi feito. Saí de lá e passei 1 ano de férias procurando emprego, ninguém me quis até que encontrei o Atlético Clube de Portugal, da segundona portuguesa. Foi um ano muito maneiro, o time era comandado por Paulinho Pedalada no ataque, venci a Liga Vitalis, cheguei a derrotar um time misto do Porto numa das Copas, mas pedi demissão ao final da temporada para manter a ideia do save.

Depois dali assumi o Cobreloa e a seleção norte-americana (o FM 10 era bem aleatório no que diz respeito a seleções). Fiz um ano fraco com o Cobreloa, caí no primeiro mata-mata do Campeonato Chileno, e com os Estados Unidos cheguei até a Copa de 14 mas caí pra Alemanha nas oitavas. Depois do Cobreloa, fui ao CSA na Série D, subi sem o título e pedi demissão. Dali a carreira decolou, fui ao River Plate-URU, de cara ganhei a Liguilha que eu nem sabia pra que servia, e no segundo ano do clube, consegui o título nacional. Lembro com carinho daquele time que tinha o Sorondo em fim de carreira, goleiro Gatti e Fábio Neves no ataque. Terminei o save quando assumi o Grêmio, consegui o título brasileiro de cara mas depois de cair na Libertadores, a época que durava 6 meses, pedi pra sair e o save acabou.

Cheguei a repetir essa proposta no FM 11, com caminhos ainda mais aleatórios do que esse, mas o do 10 me marcou muito, principalmente pelas passagens no Atlético e no River.


9 - Você é formado em História. Sempre sonhou em fazer essa faculdade ou foi algo aleatório?

Eu fiz um ensino médio bem desconexo da realidade, foi ali na virada para a febre do ENEM que existe hoje e até meus últimos 2 anos eu não fazia ideia do que queria fazer, e nem pensava muito sobre. Quando dei por mim, tinha muito interesse por jornalismo mas tive muito medo da área, e acabei encontrando a história como opção. Eu sempre gostei mas foi algo meio aleatório sim, em um dia pus isso na cabeça, no outro estava conversando com alguns professores para conhecer mais do mercado de trabalho, e no terceiro estava prestando vestibular pra área.


10 - Como você considera a profissão de professor nos dias de hoje, principalmente aqui no país?

É uma profissão ingrata demais, a sociedade não valoriza o ato de estudar como uma forma de trabalho e isso impacta diretamente na visão que a mesma sociedade tem de um professor. O trabalho intelectual é minimizado com frequência, o próprio mercado de trabalho desvaloriza e isso exige ao professor uma sobrecarga de trabalho para que ele tenha condições básicas de vida. Quando se fala em profissão desvalorizada, vai muito além da questão salarial, a profissão se desvaloriza pela falta de reconhecimento e respeito com a autonomia em lecionar. No Brasil é necessário inserir na Constituição a liberdade de cátedra e mesmo assim há quem ache certo denunciar professor por qualquer motivo.


11 - Como você tira animação e motivação para lecionar no Brasil mesmo com todas essas dificuldades?

Como eu disse acima, o compromisso do professor é com o aluno acima de qualquer coisa. O que me faz levantar de casa e trabalhar feliz é saber que a aula está sendo aproveitada por alguém e é um elemento de transformação. Enquanto tiver gente interessada em aprender, vão ter professores felizes em lecionar.


12 - Como professor de história/historiador, provavelmente deve saber de cor e salteado toda a história do nosso país. Acredita que estamos indo no caminho certo para a melhora ou estamos retrocedendo nos últimos anos?

Quem me dera ser um conhecedor assim de história nacional, a história é infinita e suas interpretações também, eu apenas conheço o suficiente para lidar com meu trabalho e dentro dos pontos de vistas que considero pertinentes.

Sobre evolução, não sei se usaria esse termo pois a evolução é automática e consequência das transformações. Eu observo as atuais mudanças sociais com otimismo, a raíz de uma democracia consiste no diálogo e mesmo que o nosso sistema seja fragmentado em bolhas, há diálogo e espaço para manifestação dos seus interesses. O grande ponto é que o mundo muda para todo mundo, cabe aos atores entenderem e se adaptarem: hoje o que é hegemônico politicamente no Brasil é fruto de uma rápida adaptação ao sistema de comunicação dinâmico que se deu pelo crescimento do acesso a internet. Enquanto as duas correntes opositoras, o centrão e as esquerdas, permaneceram agarradas as instituições que lhe pautavam, a grande mídia e as organizações estudantis respectivamente, o lado conservador explorou ao máximo o seu público, fez uso eficiente das redes sociais, impulsionou seu crescimento com uma ferramenta que nenhum dos dois utilizava tão bem e busca eliminar a sustentação da oposição, vide a “Globo Lixo” e a Escola sem Partido.

Vejo com otimismo porque essa onda vai passar e o Brasil vai ter uma sociedade engajada politicamente na internet, que aproxima os políticos de seus eleitores, é um canal de informação enorme e é adequado ao perfil mais moderado em seus atos, que é o perfil político brasileiro. Vai demorar? É óbvio, mas o tempo histórico nos mostra que 8 anos não é nada.


13 - Você vê alguma relação do futebol com sua profissão? Já vi alguns comentários entusiasmados da sua parte nos posts do GG sobre alguns acontecimentos do futebol que ele traz.

Futebol é instrumento formador de sociedade, especialmente num Brasil onde as massas se mobilizam de maneira tão grande por conta do esporte. Tendo isso em vista eu vejo total relação do futebol com a história, gosto muito de conhecer e relacionar os acontecimentos no campo com aquilo que acontece fora dele, no âmbito nacional. Alguns casos que o GG conta são muito interessantes justamente por essa janela que se abre para pensar o contexto político e social, o caso que ele traz sobre o Israelita é maravilhoso, por exemplo. Como um historiador, é difícil ver qualquer coisa sem traçar relações históricas, como eu vejo futebol, da mesma forma como um fã de futebol, é difícil observar a história sem pensar nas relações que o futebol teve com aquele momento.

No mais, existe uma bibliografia ótima para ampliar a cabeça nesse sentido, os principais são “O Futebol Explica o Brasil” e “Como o Futebol explica o Mundo”. Vale a pena ler 1 capítulo que seja pra entender que futebol é sociedade e sociedade faz a história.


14 - Acredita que futebol e política se misturam? Se sim, acha benéfico ou maléfico?

Como acabei de finalizar, futebol é sociedade e sociedade faz história, e política. Com toda certeza eles se misturam, seja com manifestações populistas de presidentes do país levantando taça do time campeão, seja com a pressão da torcida que faz o Santos romper contrato com Robinho.

Se benéfico ou maléfico depende demais do ponto de vista e do caso a caso. Entretanto, acho fundamental que TODOS os elementos envolvidos tenham ciência que determinado gesto é um gesto político e tenham liberdade para se expressar quando se depararem com isso. Assim como o presidente do país pode ir a campo desfilar, o torcedor tem o direito de vaiá-lo sem que isso pareça “jogar contra o próprio clube”.


15 - Se pudesse ser o Ministro da Educação por algum tempo, qual melhora faria pra melhor o ensino básico no país e a valorização dos professores?

Pergunta do milhão essa, rs.

A primeira medida, que leva tempo mas é urgente, é descentralizar os instrumentos que estruturam as bases curriculares: o Brasil ensina a mesma coisa, da mesma forma, para o jovem do Oiapoque e do Chuí. Isso deveria ser positivo se limitado a um parâmetro básico, o problema que nosso básico compromete 80% do ano letivo e o espaço para a valorização regional é inexistente. Isso por si só gera desinteresse dos alunos, falta representatividade por vezes e engessa a possibilidade dos professores. Entendo que o caminho é regionalizar a educação, criando 5 ou 6 zonas educacionais que teriam autonomia para ditar as BNCCs, além claro de conseguir fiscalizar melhor a infraestrutura local. A meu ver, do tamanho que é o Brasil, tudo que fica centralizado em Brasília, tende a ocorrer desvios pelos lados.

Sobre a valorização dos professores, um piso salarial digno que não obrigue o professor a trabalhar 12 horas por dia e meios mais fáceis de amparar o professor autônomo inclusive juridicamente são medidas básicas e que encontrariam o resultado pretendido.


16 - Sente carinho por algum outro time a não ser o Fluminense?

Sou torcedor do mais forte, o Club Strongest da Bolívia. É uma relação bem curiosa, nasceu por acaso e sem razão aparente, mas acompanho o time tanto nacional quanto continentalmente, e é a única equipe que eu realmente acompanho, embora tenha outras que eu simpatizo.


17 - Qual o seu estilo de treinador no FM? Dinimizmo ou mais gegenpress?

Nem um, nem outro. Diria que meu estilo de treinador é Lisca Doido! Curto pegar times no meio de temporada, observar bem o elenco e ver o que consigo sem fazer nenhuma grande mudança ou contratação. Como modelo tático, os dois funcionam se bem aplicados, eu não me atenho a um só não.


18 - Como você vê o futebol daqui há 10 anos?

O abismo do futebol brasileiro para o futebol de alto nível tende a diminuir, hoje eu vejo que há uma preocupação maior em igualar o nosso futebol ao que se pratica na Europa e ainda que nunca alcancem aquele nível, vez ou outra, vão existir times capazes de competir, como foi o último Flamengo. Também acho que vai ser um esporte bem menos popular, me chama muita atenção que as pesquisas apontem o envelhecimento de quase todas as torcidas do país, e talvez nem a Copa do Mundo sustente mais esse fascínio pela Seleção Brasileira.


19 - Mesmo com sua história ainda com muita lenha pra queimar, já tem algum futuro desafio em mente?

Por incrível que pareça, não tenho. Gostaria muito de jogar com o The Strongest e ganhar a Libertadores com o time, mas não sei se é algo que mexe comigo para postar na área. Já pensei em fazer uma espécie “A fila anda” com o que aconteceu nos 20 e poucos anos de trajetória do Nandéz, aproveitando os times que o próprio FM derrubou e manteve longe das glórias, mas é uma ideia distante e dependeria do fim do save por lá. O curioso que logo depois de pensar nessa ideia, eu assumi o Cerro que vivia os 10 anos de vice e era um nome certo nessa reconstrução.


20 - Pretende misturar história e futebol em algum save aqui na área?

Existem alguns saves que eu vejo que dariam pano pra manga, já pensei em fazer com o Antofagasta do Chile e contratar bolivianos para a equipe (a quem não sabe, a região pertencia a Bolívia e foi anexada no século 20 após guerras). Tem inclusive alguns outros clubes que dá para fazer nessa linha, mas foi uma ideia muito solta pois não olhei a quantidade de estrangeiros na liga e nem nada do tipo. É provável que algum dia eu misture sim, mas quero evitar ter isso como compromisso.


21 - De onde saiu a ideia de fazer uma ficção por traz do seu save? Inspirou em alguém?

A ideia de montar uma carreira e sair sempre que recebesse uma proposta mais alta é antiga e minha mesmo, tentei jogar assim há muitos anos mas não deu tão certo. Quando voltei para a área, lembro que bati o olho no save do Marcio e percebi que a ficção cômica é bem aceita na área, isso fico me dando ideias e eu entendi que a proposta que eu tinha era inusitada o suficiente e o começo era bom. Não me inspirei em ninguém propriamente dito, mas é claro que a influência da história do Marcio me incentivou a tirar a minha do papel.
 

22 - A gente percebe como o FM é bem difundido no exterior, principalmente na Inglaterra, com vários canais no youtube. Qual a importância que você acha que a área traz para os amantes do jogo aqui no Brasil?

É um ponto de encontro, não é? O FM é um jogo complexo, muito complexo, que você tem 25 coisas diferentes para fazer e se você for capaz de conduzir bem tanta coisa simultaneamente, você tende a ter sucesso. Dessa forma, pelos conteúdos que a área oferece, eu entendo isso como muito importante por reunir uma grande gama de materiais, sobre as mais diversas vertentes, que tornam o jogo mais estudado mas também mais prazeroso, afinal, o objetivo é ganhar e aqui pode se aprender a ganhar.


23 - Você joga algum save em "off" atualmente?

Gostaria muito mas estou sem tempo e empolgado demais com o Nandéz para tal. Tenho apenas um save com o Fluminense nos arquivos salvos, tentei voltar a jogar um dia desses mas o jogo é criado sem uma série de patchs e a engine da partida é insuportável, todo jogo pode ser um 4-4 emocionante de tanto que sai gol.


24 - Qual a maior diferença que você sentiu em jogar um save off e jogar um save contado aqui na área?

Acho que a maior é a falta de responsabilidade, você para a hora que quer, sai quando sentir necessidade e adota parâmetros mais pessoais nas escolhas que faz. Além disso, pode aproveitar melhor a onda empolgada quando joga em off, sem se preocupar em parar para escrever.


25 - Como é viver no Hell de Janeiro? Você sente medo?

Não sinto medo porque o carioca aprendeu a naturalizar o medo, a gente faz certos absurdos de forma tão comum que o sentimento mais próximo é mesmo o de indiferença. Mas, respondendo a primeira pergunta, eu não gosto de viver no Rio de Janeiro, a cidade é cara, super inflacionada, vão te contar mentiras sobre o sonho de cidade que aqui deveria ser, é grande, muito maior do que a geografia comporta e, principalmente, ele é desigual. Em meia hora de carro, você passa por 2 Rios diferentes, sendo que esses dois se odeiam e vivem um acordo velado de convivência.


26 - Qual seu maior ídolo no futebol?

Pelo que vi dentro de campo e por toda a memória afetiva que seus gols carregam, meu maior ídolo é o Gum.


27 - Qual o maior jogador que você viu jogar? Qual o maior jogador do Fluminense que você viu jogar?

Nunca acompanhei vivamente a carreira mas, pela bola que jogou, impossível não falar de Lionel Messi como o maior que vi jogar.

Sobre o maior jogador do Fluminense, ainda que tenha seus defeitos, o Fred foi o maior em tamanho para o clube e dono de uma qualidade técnica impressionante. Ressalto ainda o Romário que, embora eu fosse novo demais para entender, era um gênio e tenho orgulho em dizer que o vi jogar ao vivo com a camisa do meu time.


28 - Você acredita que a decadência do futebol nacional tem alguma relação com atual cenário nacional? Afinal de contas, a gente percebe essa baixa em todos os esportes atualmente. O Vôlei não é mais o mesmo, não temos piloto na F1, o basquete e hand estão fracos entre outros.

Eu não acompanho o vôlei nacional, nem basquete ou F1 a fundo para dizer detalhadamente. Entretanto, ouvindo alguns podcasts me deparei com uma teoria que me faz pensar: o esporte hoje é ciência, ciência é estudo e ao falar de treinadores com 50 anos, falamos de uma geração que cresceu distante do ensino. O Brasil vai ter uma busca pela alfabetização a partir dos anos 80, de figuras como Brizola, e alfabetização limitada em saber ler e escrever,. Com um sistema educacional atrasado, nosso futebol se desenvolveu a sombra do “intuitivismo”, do treinador que assumia o time quando ainda era jogador, do boleirão que controlava o vestiário e de times que eram dependentes de atletas acima da média tecnicamente. No momento que a ciência vai se aprimorando enquanto futebol, o Brasil não acompanha e fica atrasado, os valores técnicos acima da média não resolvem sozinhos e não há mais uma geração que lhes acompanha. Com isso, o que se vê é uma crise brasileira na formação e os poucos nomes que tem a capacidade cognitiva de ir além nos estudos se destacam, caso fácil do Tite.

Se isso explica o problema todo? Não acho, mas é um indicativo interessante pra gente pensar um pouco da nossa má formação e a resistência que o futebol brasileiro teve há alguns anos em se especializar no futebol. Se isso chega aos outros esportes? Deixo para que quem acompanhe fale sobre, eu realmente não sei.


29 - O que você acha que a CBF pode fazer para melhorar o futebol nacional?

Lembra quando eu disse que, por vezes, a centralização impede o desenvolvimento pela incapacidade de chegar com excelência nos cantos, quando falava sobre educação? Pois bem, pra que o futebol brasileiro desenvolva de forma decente, é urgente descentralizá-lo para dar voz e tempo de jogo, tentar transformar o Brasil numa pirâmide (ou mesmo alongar o que já existe), isso é, campeonatos estaduais como a base da base, acontecendo de forma mais longa e em sentido classificatório para um regional, avaliando o que é viável geograficamente e aí sim a classificação para um torneio nacional de divisão inferior, algo próximo a Série D.

Com tempo de jogo adequado e mais times sobrevivendo por um ano todo, a chance de você ter um bom filtro e o aparecimento de melhores jogadores e treinadores é maior.


30 - É adepto do Brasil ter mais ligas além da Série D?

Nacionalmente falando não, mas gostaria que o Brasil tivesse um futebol mais organizado nas camadas inferiores, ainda que pra isso seja necessário recorrer a times semi-amadores.


31 - Acha que transformar o calendário parecido com o Europeu resolve alguma coisa?

Não. O problema que temos é falta de tempo e essa transformação só minguaria ainda mais o tempo do calendário forçando parada pra natal e ano novo, além do carnaval.


32 - Acha que o estadual deve permanecer? Ou é algo que já está prejudicando os times brasileiros?

Enquanto torcedor de um time do Rio de Janeiro, eu gostaria muito que o Campeonato Carioca acabasse mas como disse acima, o estadual precisa servir como a base do futebol nacional, o que ele já é mas ainda segue muito dependente da ação dos times grandes para tornar-se atrativo. Penso que um formato que transforme o estadual num torneio de 8 meses e qualifique os melhores times para jogar a nível regional e disputar com os grandes o torneio de pré-temporada seria benéfico para todas as partes.

De imediato, até por entender que o atual formato é prejudicial, eu gostaria que a participação nos campeonatos estaduais não fosse obrigatória e que cada clube optasse por participar de acordo com seu interesse particular. A meu ver, é criminoso que um campeonato como o Carioca tenha 3 clubes grandes insatisfeitos com a federação nos últimos anos e NADA tenha sido feito no regulamento para amenizar as reclamações, e que esses clubes permaneçam reféns, ameaçados por uma desfiliação a CBF. Ao menos a opção “eu não gosto, eu não participo” deveria existir.


33 - Qual time internacional você mais gosta?

Como dito, sou torcedor do The Strongest da Bolívia. Tenho ainda certo apreço pelo Racing Club e San Lorenzo da Argentina por admirar muito as torcidas.

O futebol europeu não me enche os olhos para gostar de algum clube.


34 - Se não morasse no Brasil, qual país gostaria de morar?

Chile ou Uruguai. Gosto do continente, gosto das línguas latinas e ambos os países aparentam ter excelente qualidade de vida.


35 - Se não fizesse História, qual faculdade gostaria de fazer?

Acho que eu não faria faculdade, hoje sou um completo desgostoso depois de ver como o mercado de trabalho é cruel e o diploma não te garante nada. Se ainda assim fosse obrigado, optaria por alguma que me mantivesse em sala de aula.


36 - DC ou Marvel?

Não acompanho nenhuma saga de heróis em específico, quanto mais produtoras.


37 - Qual Super Herói é mais fã?

Como acabei de apontar, não vejo muitos filmes de heróis, mas a única que acompanhei foi a primeira do Homem Aranha e gosto do perfil de um cara na merda, tendo que conciliar mil coisas, e ainda precisando salvar o planeta. Voto nele.


38 - Qual Série mais curtiu ver?

Gosto muito de séries com personagens controversos e que te fazem pirar assistindo, dessa forma Better Call Saul é a obra de arte em formato de série que mais gostei de ver. Coloco aí na prateleira também The Office, que vi tem pouco tempo e é o tipo de comédia babaca que me atrai.


39 - Qual filme mais gostou de ver?

Forrest Gump. A que se refere aos meus gostos o filme é perfeito: bem humorado, te faz pensar e tem ganchos espetaculares para você trabalhar com ele em sala de aula.


40 - Qual a mulher você acha mais bonita atualmente, tirando a Larissa Riquelme que você é fã?

Sem a ameaça de ir ao inferno, é fácil falar que minha namorada.


41 - Acha que o Brasil precisa de uma nova Constituição?

Não. Nossa constituição tem pouco mais de 30 anos e já sofreu mais de 110 emendas constitucionais. Primeiro a gente tem que aprender a atual Constituição, depois a gente tem que aceitá-la e só depois de ver se deu certo ou errado, para então criar uma nova.


42 - Acha que os Direitos Humanos hoje no Brasil mais atrapalham ou mais ajudam?

Ajudam muito mais. Ainda que não seja uma instituição perfeita, são os direitos humanos que fiscalizam a atuação de uma polícia militar como a carioca, que mata inocente, rouba inocente, invade casa de inocente pra bagunçar tudo quando diz estar procurando drogas. O discurso anti-Direitos Humanos é 75% ideológico e o resto tem lá seu fundo de verdade, mas que não apaga o bom trabalho que essas instituições fazem em levar dignidade as pessoas.
 

43 - Acha que o Tite é a melhor opção pra seleção? Se não, quem seria o melhor?

Tite é o treinador mais pronto que o Brasil já viu para quebrar a sina e fazer bom trabalho na Europa. Isso, claro, levando em consideração apenas os que formaram, trabalharam e ganharam holofotes por aqui.

Acho o Tite MUITO acima da nossa média, mas ele é pouco carismático, pouco adepto a imprensa e entende que a base da vitória é a competitividade, algo que se insere dentro da nossa realidade, mas é pouco popular. Se um dia perdermos o Tite, teríamos de apelar para Renato Gaúcho ou Rogério Ceni.


44 - Acha que o Brasil realmente precisa buscar treinadores fora do país?

Não é uma solução instantânea, treinadores estrangeiros necessitam de um contexto diretivo que lhes favoreçam, ofereçam respaldo e tenham um cuidado redobrado com o jogador, afinal, a função do cara não é consolar atleta com salário atrasado. Ainda assim, é parte fundamental para nosso desenvolvimento encontrar treinadores fora do país e dar tempo para que eles ensinem quem vem de trás, especialmente nas divisões de base do clube.


45 - Qual estilo musical você mais curte?

Por mais incrível que pareça, sou do bonde do sertanejo. Apesar disso, sou muito eclético e escuto de tudo um pouco, mas se eu tiver que escolher a playlist vai rolar Marilia Mendonça até o final.


46 - Qual banda você mais gosta?

Grande pergunta, não tenho uma banda que eu mais goste necessariamente, mas fui um adolescente ouvinte de Scracho e guardo essa memória afetiva até os dias atuais.


47 - Qual livro que você leu e mais curtiu? Indique um livro pra gente?

Gosto muito de ficção histórica, nessa linha conheço uns muito bons que sempre recomendo pra quem quer conhecer de forma mais leve e menos historiográfica: qualquer coisa de Ken Follett e Bernard Cromwell valem a pena. Esse último, inclusive, escreveu uma coleção chamada Crônicas Saxônicas, sobre a unificação da Inglaterra, que deu origem ao roteiro de “The Last Kingdom” e “Vikings”.

No entanto, como recomendação única e o que eu mais curti, chama-se “A menina que roubava livros”. O cuidado em criar os personagens é lindo e a mensagem final é dolorida.


48 - Trump ou Biden?

Dois caras que não vão mudar nossa vida e, se bobear, defendem as mesmas bandeiras. Fico com Biden muito mais por conta do fã clube do Trump.


49 - O que você acha de clubes que gostam de se aproveitar e tirar vantagem dos outros por meio de gramados sintéticos?

Direito de cada um deles, e acho que o futebol caminha para que esse modelo de gramado ganhe cada vez mais espaços. Os clubes que se adaptem e aprendam a conviver, até porque, tendo em vista o desempenho do Cahp nessa temporada, nem chega a ser uma vantagem tão significativa.
 

50 - Por que você demorou a perceber que já tinham tirado a vela?

Sempre tive problemas auditivos.
 

51 - Qual é a sua relação com o álcool? Como balanceia as coisas?

Gosto muito, inclusive nesse momento não mas até o final da entrevista devo estar consumindo. A minha relação com a cerveja, que é a bebida alcoolica que eu mais consumo, praticamente a única, é tema da minha terapia inclusive, pois nada me alivia mais o estresse que abrir uma cerveja no final do dia, até meu sono é diferente quando isso acontece.

 
52 - Onde você acha que sua formação acadêmica como historiador faz a interligação com o seu estilo de narrar histórias aqui no PM?

Sempre fui um leitor dos mais variados tipos de escritos, de contos a notícias, isso é o primeiro passo para ter confiança naquilo que se escreve. Confesso que vejo pouca relação com a história em si e a minha história na área até aqui, vejo mais semelhança pelo meu perfil de ser um bom leitor e fazer uso de palavras difíceis ou ser um fã de comédia pastelão tentando reproduzir isso naquilo que escrevo.
 

53 - Qual seu conselho para aqueles leitores que querem criar uma história, mas não tem coragem? Não vale aconselhar a criar logo a história

Dou como dica algo que eu fiz e me ajudou muito a criar a história: escreve a introdução, o primeiro capítulo, ajeita da forma mais caprichada que você imagine no Word e deixa lá um ou dois dias. Relê depois desse tempo e conserta aquilo que você acha que pode melhorar, repete esse processo até se sentir plenamente satisfeito. Por ser o primeiro post, é importante que você “acerte” na resolução e se sinta confiante para os próximos, quando não terá tempo hábil para repetir o processo de forma tão minuciosa. A primeira impressão é a que fica e quando se tem algo bem organizado de cara, isso é convidativo aos leitores a te incentivarem a permanecer.
 

54 - O que você considere mais importante para um membro do PM?

Mais importante é a empatia. Ler a história de alguém nos faz pensar “e se eu estivesse ali” e, por vezes, esse movimento faz com que a gente se sinta mais pronto para jogar o save de alguém do que esse próprio alguém. Acho importante medir a mão no comentário para colocar algo que seja crítico, uma sugestão, mas sem querer desanimar a pessoa que escreve.


55 - Quanto tempo da sua semana você dedica ao fórum? Qual a porcentagem dele é utilizando via trabalho?

Pergunta bem curiosa essa hahaha acho que depende muito do movimento que tem o fórum, tenho histórias que não gosto de deixar passar 1 atualização, embora quase sempre eu comente de 2 em 2. Mas enfim, tendo atualizações constantes, eu diria que perco umas 6 a 8 horas por semana dentro do fórum. Como meu sistema de trabalho é home office, no máximo 30 minutos diários que é o tempo de eu tomar meu café com calma enquanto começo os trabalhos pelo trabalho.
 

56 - Acha que sem o fórum, sua produtividade no trabalho poderia ser maior?

Se um dia eu achasse que o fórum atrapalha consideravelmente minha produtividade, eu não teria problemas em sair do fórum, então, não.


57 - O que você gostaria de dizer para os usuários que vivem apenas no universo da sua história no PM?

Da mesma forma como a sua história só sobrevive porque pessoas se dedicam a leitura, você não gostaria de se dedicar a leitura dos outros para que a área continue bem, com membros felizes e interagindo entre si? É o básico da empatia e uma faceta diferente do termo que veio na pergunta 54.
 

58 - Qual é o objetivo seu que você definiria como "se eu alcançar isso, zerei a vida"?

Morar fora do Rio de Janeiro com uma vida estável e um emprego que me satisfaça tanto pessoalmente quanto o que eu tenho aqui. Nem peço muito, posso ser feliz com pouco.


59 - Quais as aspirações do Peepe na vida real?

Minhas próximas aspirações estão mais relacionadas a consolidação do espaço que eu tenho conquistado ao longo do último ano, quero mobiliar de vez o apartamento que mudei a pouco tempo, quero poder reunir amigos aqui e levar a vida sempre nesse padrão que eu consigo levar atualmente, quitando minhas dívidas em dia e usufruindo bem do espaço que eu tenho.
 

60 - O que o FM mudou na sua relação com o futebol?

No sentido tático da coisa, o FM me ensinou tudo: primeiro a ver o jogo de uma forma diferente, menos passional e mais voltada ao desempenho de algum jogador, além de me ensinar a como expressar o que eu vejo de futebol.
 

61 - Acha que o jogo te fez entender melhor o futebol?

Comecei a jogar quando tinha 13 anos, ainda era um moleque que curtia futebol mas via os caras correndo em campo sem entender nada, amadureci pro futebol com o FM de referência. Ele não só me fez entender melhor como eu diria que ele me fez entender o futebol. Graças a ele, eu virei o professor pardal da arquibancada.
 

62 - Até onde você acha que o FM deve ir em busca da simulação perfeita do que acontece nos gramados?

Acho que o FM chegou a um limite bem aceitável, ir em busca da simulação perfeita hoje é uma forma de encher o jogo de opções que tornam mais reais, mas ao mesmo tempo são opções muito pouco práticas. Acho até mais interessante que o jogo procure desenvolver mais a parte gráfica nessas próximas versões do que concentrar esforços na expressão corporal do treinador.


63 - Acredita que um dia será possível utilizar o jogo para prever comportamentos do futebol real?

Dentro do possível o jogo já é utilizado para prever comportamentos no futebol real, vide o famoso caso do Hoffenheim contratando o Firmino pelo que acompanhou dele no jogo. Existe uma equipe muito eficiente que trabalha para chegar o mais próximo disso, entretanto, pelo futebol ser aleatório em sua essência, não imagino que o jogo seja um retrato fiel da vida real.
 

64 - Se você ganhasse 500 mil reais, a partir do próximo mês, para o resto da sua vida, qual seria sua primeira compra/gasto? Não é para pensar muito é o que vier a cabeça

Cerveja boa e um sofá para minha casa.


65 - Qual sua opinião sobre youtubers?

São a forma de entretenimento do século 21. Gosto daqueles que entendem isso e buscam entreter, me preocupa que a plataforma dê muito palco para maluco dançar (e falar merda).
 

66 - Acredita que o Brasil perdeu uma chance única de acabar com os estaduais com a pandemia?

É claro! É inacreditável que alguém ache razoável acabar o Brasileirão e 4 dias depois iniciar o campeonato estadual. Conto, inclusive, com o bom senso dos clubes para boicotar esse campeonato e, tendo em vista o que vai acontecer no Rio de Janeiro, acho bem provável.
 

67 - Neymar é celebridade ou jogador de futebol?

Jogador de futebol e dos bons, craque de bola. Se tivesse uma geração mais competitiva ao redor dele na seleção chegaria ao nível de idolatria que um Ronaldo ou Romário.


68 - Bruna Marquezine ou Marina Ruy Barbosa?

Marina Ruy Barbosa.


69 - Quem é seu símbolo sexual? Se responder à patroa, Satanás te aguarda no inferno para te molestar.

HAHAHAHAHA chegou a pergunta que eu fugi lá atrás. Pergunta difícil demais, não tenho um nome certo, mas são duas que sempre me chamaram mais a atenção: Lívia Andrade e Ellen Rocche. O mundo é das coroas...
 

70 - Qual foi a primeira versão de FM que jogou?

FM 10, assim que o jogo lançou comecei a jogar inclusive.


71 - O que te levou para a História?

O medo de um mercado de trabalho competitivo nas áreas que imaginei inicialmente somado a um interesse contínuo que sempre tive por história. O que me manteve na área foi a experiência da sala de aula.
 

72 - Você dá aulas? Se sim, qual sua experiência como professor que gostaria de passar aos seus alunos?

Dou aulas hoje a jovens aprendizes, que passam 4 dias da semana na empresa e 1 dia na instituição capacitadora. Acho que a principal experiência que eu tento passar é a de alguém que com 15 anos entrou num looping de fazer freelancer com os olhos cheios dos ganhos imediatos, consegui sustentar meus gastos na faculdade com esse trabalho, sou grato a ele mas perdi muito por não saber medir o futuro e nem ter noção disso. Mais do que isso, como o sistema é quanto mais se trabalha, mais se ganha, abri mão de uma vida mais leve em nome desse trabalho pra que os ganhos se esvaíssem cedo. Levo isso sempre aos encontros com os jovens para lembrar a eles que o modelo CLTista pode parecer ruim pelo “pouco” que se ganha, mas aquela oportunidade de jovem aprendiz é o início dos sonhos de quem quer construir uma vida profissional: você tem segurança nos seus ganhos, é uma carga horária que permite conciliar com os estudos e tem um peso curricular muito bom num país que contrata tão pouco jovem.


73 - Se pudesse escolher uma história da área (de qualquer época) para dizer para o mundo que você que contou (não vale história sua, né), qual escolheria e qual(is) o(s) motivo(s) por trás dessa escolha?

Não sou alguém que teve tempo hábil para mergulhar nas áreas de saves memoráveis, confesso. De todos os que já vi, ainda que superficialmente, escolho “Cerro Corá: El Retorno del Potro de Luque”. Primeiro por ser uma liga que eu gostei muito de jogar, segundo por considerar o time bem simbólico se tratando do local e da história que o envolve, terceiro porque, pelo pouco que minha curiosidade fez ler, a estrutura de mesclar notícias com atualizações deu um ar bem bacana pra história.
 

74 - Em sua história de jogador, quais mudanças mais sentiu no avançar das versões do FM?

Como eu pulei 8 Fms, as mudanças são brutais e em todos os aspectos. Aquilo que mais me chamou a atenção foi o trato com o jogador, hoje o jogo é voltado para um perfil mental do atleta que é muito influente na vida real mas que não era tão palpável dentro do jogo. As suas falas, seu tratamento e a condução do elenco são tão relevantes quanto a questão tática na partida, isso eu vejo como grande diferença.
 

75 - Se pudesse escalar um time com o melhor 11, qual tática escolheria e quais jogadores preencheriam essa tática? Explique as escolhas.

Pobre de mim para pensar em 11 grandes jogadores, sendo que grande parte eu vi pouco, mas vou tentar:

Castilho, Carlos Alberto Torres, Thiago Silva, Pinheiro e Nilton Santos; Gérson e Rivellino; Maradona, Pelé, Romário e Ronaldo.

Fui clubista? Muito! Mas olho satisfeito para esse 4-2-4 e não tenho muita pretensão em explicar, além do tratamento romântico que um time como esse merece.
 

76 - Você já pensou em ir além do manager virtual e tentar algo no mundo do futebol?

Sonhar a gente sempre sonha, mas entendo que o futebol não é pra mim profissionalmente e nem sei se aguentaria a falta de rotina que os profissionais da área convivem.
 

77 - Quais são seus autores favoritos na área e quais são suas histórias prediletas. Se possível, explica as razões de preferir tal autor/tal história.

Como já disse, sou um leitor novato na área ainda e conheço pouco para afirmar. Gosto muito da ficção que o Márcio traz, não a toa foi a primeira história que li completa quando voltei a área e achei espetacular algumas sacadas que ele traz, curto muito o estilo sucinto e objetivo do Bruno Trink, o save com o FCK foi muito bem organizado, respeitou cada uma das regras e torci demais por ele a cada eliminação na Champions e, por fim, gosto muito da proposta do GG em criar mais um nome para o futebol nacional e essa busca pelo senso de realidade que ele tem a todo momento, o texto também é leve e é uma das histórias que mais gosto de acompanhar na área.
 

78 - Qual sua dica para quem se afastou do PM e acha que não é mais capaz de voltar por diversas razões?

Vai viver, curtir a vida, namorar um pouco, encher a cara, usar drogas lícitas e ter uma overdose de açúcar. A PM é uma área que visa levar divertimento aos seus membros, se a pessoa não está se divertindo na área, deve procurar outras formas de se divertir e depois, caso a vontade bata, volte pra cá.
 

79 - Antes de contar e narrar sua história, você faz algum tipo de preparação?

Eu deixei o primeiro capítulo escrito por 1 semana mais ou menos, quando fui lendo e relendo ela, ao mesmo tempo que comecei o save e fui vendo se era aquilo mesmo que eu queria.
 

80 - Além do futebol, você gosta e acompanha outros esportes?

Não, já tive fases de acompanhar outras coisas mas nunca de forma assídua.
 

81 - Nismo (aka Inner Logic, aka Croissant, aka Du, Dudu e Edu, aka Bozeno), bot ou pessoa?

Uma pessoa fingindo ser bot, ou seria um bot fingindo ser pessoa?


82 - Miojo ou costela?

Costela com miojo.
 

83 - O que você acha de pessoas que vivem em um relacionamento enrolado?

Acho que elas se enganam e deveria deixar logo as claras o que cada um quer. Relacionamentos assim costumam ser de uma pessoa que quer e a outra que não sabe como dizer não, em casos do tipo quanto antes a verdade for encarada, menos dolorido vai ser para os dois.
 

84 - O que você acha de pessoas que vivem suas vidas presas dentro de um armário, sem aceitar quem são?

A omissão é mais imposição do que uma escolha, mesmo que seja uma imposição particular. Eu acho, torço e aconselho que a pessoa procure ajuda de pessoas próximas e quem sabe até um profissional para que primeiro se aceite e depois possa buscar a aceitação daqueles que o cercam.
 

85 - Qual sua opinião sobre palavras inventadas?

Toda palavra foi inventada um dia, não vejo problema, mas sou contra o excesso de anglicanismos em nossa língua.
 

86 - Não seriam todos e quaisquer idiomas um conjunto de palavras inventadas?

Exatamente!

 
87 - Qual a diferença entre o sucesso do projeto islandês para o potencial sucesso do projeto chinês? Jogar dinheiro no futebol é a maneira mais rápida e inteligente de evoluir ou existem parâmetros que não pode ser controlados? Se sim, quais você acredita ser esses parâmetros.

Eu pouco conheço do projeto islandês, sequer sabia que aquele time da Euro era derivado de um projeto e não de uma geração que deu certo. Com relação a segunda pergunta, jogar dinheiro no futebol de forma inteligente é a maneira mais rápida de evoluir sim, só que mesmo a maneira mais rápida necessita de anos e mais anos. Pelo que acompanho, a China está no caminho certo ao atrair ídolos para lá, introduz o futebol nas escolas e investe em divisões de base, isso tende a dar retorno continentalmente, mas existe um aspecto físico e tático que não é simples de ser implantado e já é desfavorável a China em outros esportes.
 

88 - Sob o manto da imparcialidade, descreva uma maneira mais sutil de ser clubista do que aquela que o MCP adotou por muitos anos.

Sou fã do Maurão, só para constar. Jornalista tem time, ninguém gosta de futebol ao ponto de trabalhar com ele sem ter envolvimento emocional com alguma equipe, o erro maior é ouvir esperando que o cara na TV seja um ás da moralidade e imparcialidade. No momento que entendi isso passei a preferir o flamenguista assumindo sangrando a cada derrota do que o imparcialzão que gosta de passar pano pra qualquer clube e não sabe onde criticar.
 

89 - Quais suas opiniões, táticas, técnicas, emotivas e extra campo sobre a seleção brasileira após a Copa do Mundo de 2018?

Todo grande passa por um momento de baixa, vive uma crise e precisa entender isso para ser capaz de contornar. O Brasil hoje é uma seleção de segunda prateleira sendo cobrada a ter desempenho em mais alto nível sem estrutura de futebol, sem times competitivos, sem jogadores para tal e num ambiente máximo de pressão. Nem acho que fizemos uma Copa ruim dentro daquilo que estava a nosso alcance, mas a Bélgica era melhor, mais pronta e aceitar isso pode ser doloroso pra quem cai na falácia do pentacampeão.

A questão tática é mesmo muito polêmica, entendo que o Tite assumiu um rabo de foguete sem tempo nenhum de preparo e nenhum legado do antigo treinador, então ele optou pelo sistema de jogo que lhe é mais confortável dando voz e vez a quem já conhecia sua forma de trabalhar. Não ganhou a Copa mas não acho justo que ele seja apedrejado por isso.

 
90 - Quais seus prognósticos para Tite e a seleção no Catar em 2022?

Assim como em 2018 espero uma seleção forte e competitiva. Diferente daquela Copa, o Tite inicia o trabalho e pode moldar os jovens dentro da capacidade de cada, sem apelar para nomes de confiança que promoveriam a rápida assimilação de sua ideia, caso do Paulinho e do Renato Augusto, por exemplo.

Eu considero esse “excesso de liberdade” extremamente problemático, nenhum treinador do mundo tem a capacidade de lidar com todas as variações táticas que o futebol oferece e, por isso mesmo, que treinar seleção é tão mais complicado: você precisa encaixar os 11 melhores, independente dos movimentos que eles gostem de fazer em campo, ou será pressionado pela suas escolhas. No caso do Tite, é nítido que ele tem sofrido nesse começo e não carrego otimismo para a Copa de 2022, mas acredito que entre as 8 melhores dá pra chegar.
 

91 - Hoje, quem seriam seus 23 convocados para a seleção?

Salvo Weverton e Rodrigo Caio, não convocaria ninguém de diferente do que foi a última convocação. Acompanho pouco o futebol estrangeiro para afirmar quem está bem por lá e tem vaga na atual seleção, e por acompanhar o futebol nacional que afirmo que os 2 mencionados são bons, viveram fases melhores, mas não figuram nem na seleção do campeonato, quiçá na brasileira.
 

92 - Acredita que é possível o Brasil ser competitivo numa competição como a Copa dando oportunidades para quem se destaca no futebol brasileiro vestir a Amarelinha no meio de uma partida decisiva da Copa?

Desde que o jogador seja bom e tenha nível para jogar uma Copa, eu acredito sim. Só entendo que hoje o futebol brasileiro não pode mais ser parâmetro e acho improvável que um jogador de carreira e alcance exclusivamente nacional tenha bola para fazer algo de relevante em um torneio como a Copa do Mundo.
 

93 - Você foi/é a favor ou contra o Qatar ser sede de uma Copa do Mundo? Favor desconsiderar a compra de votos como motivos para ser a favor ou contra.

A compra de votos já fala por si só, rs.

Eu não vejo problema da Copa do Mundo acontecer em países com pouca tradição no futebol, até porque tem exemplos de sucesso em 1994 e 2010, o problema que o país Catar é internacionalmente complicado, envolvido numa série de problemas e não é um país interessado em carregar massas e fazer uma grande Copa. Pelo perfil do país em específico, eu sou muito contrario e o ato de comprar votos só é reflexo do que é o país.


94 - Qual sua versão favorita do FM? Justifique

O 2010 justamente por ter sido aquele que mais joguei e me diverti.

 
95 - Se sua resposta foi uma versão posterior ao FM 2012, qual é a versão que te dá mais saudade?

Já foi na 94
 

96 - O que você acha que falta ao FM para se tornar um hit como o FIFA?

Te dar o controle dos jogadores e deixar você jogar como FIFA. Eu entendo que são dois públicos completamente diferentes, o cara que joga FIFA tem pouco interesse pelo FM e vice-versa e, se um dia o FM quiser bater o nível do FIFA, vai precisar virar um FIFA e mudar seu estilo. O fato dos jogos de futebol nascerem num estilo, que foi muito popular no Brasil desde o Winning Eleven, é influente na comparação e talvez com o tempo, depois de maturar bem a geração Brasfoot, pode ser que o FM chegue lá
 

97 - Você gostaria que o jogo se tornasse mais realista ou mais acessível para novos jogadores?

Gostaria sim, acho que falta um apoio próprio do jogo aos novos jogadores e vejo que seria bacana pensar num FM por etapas, isto é, a primeira temporada segue a linha do touch e vai evoluindo até o jogo se tornar completo.

Sobre ser mais realista, é uma barreira complicada: é claro que eu gostaria mas vejo que o jogo perde a mão e insere realismo apenas de forma superficial, a chamada perfumaria.

 
98 - Acredita que o FM tem futuro como eSport?

O futebol de maneira geral promove excelentes competições em suas adaptações desde o futebol de botão. Acho que o FM tem todo o necessário para que se disputem torneios dele, mas falta um público mais forte para que se consolide como um eSport.

 
99 - eSport é esporte? Por que não é?

O termo “esporte” é muito vazio, afinal, tudo pode ser um esporte. Entendendo do ponto de vista competitivo, há um profissionalismo cada vez maior e as grandes equipes tem sua rotina, seu público e torneios bem disputados, portanto, eu considero sim. No mais, eu não sou adepto da modalidade mas não ignoro a força e acho que a nomenclatura de esporte ou não é irrelevante, fato que o eSport é uma realidade.
 

100 - Quais outros estilos de jogo você curte?

O ramo de jogos nunca foi meu forte, tive minhas fases de KOF no fliperama do bar na esquina de casa, levei esse hábito pros meus playstations, mas sempre fui maluco em futebol. De uns anos pra cá, eu jogo 3 coisas distintas: o FM, games para Android na linha de Candy Crush e os jogos de carta que o Windows oferece, inclusive, eu tinha 95% de vitórias no FreeCell com mais de 500 partidas jogadas no meu antigo PC.
 

101 - Atualmente joga alguma coisa além de FM? Se não, deveria

Como dito acima, vivo de FM e jogos para Android, especialmente aqueles de combinar peças coloridas e ir passando de fase. Sei que poderia explorar outras possibilidades mas confesso que nem sei por onde começar e acho o caminho de jogos hoje muito complexo pra quem não tem um videogame, ou caro pra quem deseja ter.
 

102 - Cite os jogos de videogame/PC que mais marcaram sua vida

Também como dito na pergunta 100, tive fases: joguei muito KOF 2002 e guardo até hoje o C pra trás e C pra frente que mandava o especial do Joe; depois na era das lan houses, joguei muito CS 1.6, lembro que existiam próximos de casa a opção de Corujão que era 15 reais e a máquina liberada de 22h até de manhã; os jogos de futebol também são marcantes, na sequência Winning Eleven 2002, Bombas Patchs e FIFA 2012 pra PS 2. Além desses, incluiria Mario Kart para N64 que foi o primeiro videogame que tive e joguei de modo consciente, embora tivesse um SNES anterior mas era garoto demais para entender.

 
103 - Você é obrigado a receber 1 milhão de reais, mas como contra-parte tem que tomar uma das duas escolhas: a) Dar o cu uma vez e todo mundo ficar sabendo ou b) Dar o cu, sem ninguém saber, uma vez a cada dois meses, pelo resto da vida? Não existe letra C ou não escolher uma resposta.

Nunca tive medo do julgamento alheio, escolho a opção A sem maiores problemas.
 

104 - Se você fosse ditador do mundo inteiro por um dia, qual medida egoísta tomaria? Seja egoísta, sem papinho mela-cueca.

Baniria o Flamengo da existência no planeta, demoliria sede, CT e qualquer tipo de patrimônio, além de promover uma perseguição a qualquer manifestação pública ao time.
 

105 - Qual o comportamento atual da sociedade que mais lhe incomoda?

A falta de empatia na hora de observar a vida dos outros e o consequente deslocamento da realidade. Não há nada que me estresse mais que ver militante em rede social que nunca pisou em favela julgando e menosprezando o que ele diz ser “pobre de direita”.
 

106 - Qual sua opinião sobre pessoas que mandam áudios em grupo?

Modificando a resposta da 104, eu criaria um decreto proibindo áudios em grupo em horário comercial. A única exceção fica para as contribuições engraçadas, de resto eu sou completamente contra.


107 - Qual a história mais aleatória da sua vida? E por que foi ter escolhido uma resposta para uma das perguntas dessa entrevista?

Vivi algumas coisas aleatórias em minha vida mas a pior foi no Reveillon de 2016, em Copacabana, onde bebi ao ponto de ficar maluco e prometi que se o Fluminense fosse campeão da Primeira Liga eu andaria de Laranjeiras até o Recreio, onde morava, cerca de 40 km de distância. Bom, o Fluminense foi campeão e eu fiz o percurso em quase 8 horas de caminhada.
 

108 - Você prefere concorrer ao concurso de Miss Universo ou ser jurado do concurso Mister Universo?

Ambas as opções se equivalem, mas acho que julgar o Mister Universo com profissionalismo, sem precisar me envolver com os candidatos, é algo que parece mais fácil do que ser bonita o suficiente para concorrer ao Miss Universo.
 

109 - O que você não faria por 100 bilhões de reais? Lembrando que você já não é mais virgem por causa da pergunta do 1 milhão.

Nada que prejudique terminantemente a vida de um inocente, nem no sentido de matar ou de impedi-lo de viver.
 

110 - Qual você acha que é o destino das histórias de FM quando todos fomos obrigados a consumir conteúdo em vídeo na internet?

Confesso que vejo muito espaço para vídeo-sagas de FM. O problema que quem tentou até aqui (e eu tive conhecimento) foi na linha de lives, fica lá abrindo os jogos e tem o fetiche em contar o ao vivo, mostrar o jogo e cria conteúdo de 45 minutos para passar 3 partidas, o que é inviável. Mas veja bem, o que tem numa história em texto? A imagem do calendário, um trecho rápido sobre cada jogo, alguns destaques, classificação, tela do plantel e tá feito um JET de excelente qualidade. No dia que alguém entender que precisa compilar isso em um vídeo, e tiver a capacidade em edição para tal, o vídeo vai ter 10 minutos no máximo, uma temporada inteira vai bater 1 hora se muito, e o conteúdo vai atingir um nível qualitativo espetacular.

Respondendo de forma objetiva a pergunta, eu acredito que as histórias de FM vão se adaptar aos vídeos de internet mais cedo ou mais tarde, só que o número tende a diminuir pelas dificuldades em fazer.
 

111 - Se você tivesse um canal no YouTube, sobre o que falaria?

Ao longo da minha vida de professor já gravei vídeo-aulas muito antes de virar modinha na quarentena, inclusive já tive muita vontade mas acho que o Youtube saturou do conteúdo escolar. Acho que falaria algo mais relacionado a casos onde é possível tecer uma relação direta entre futebol e história.
 

112 - Se você fosse o responsável pelas comportas de Itaipu numa guerra entre Brasil e Argentina, teria coragem de abrir as comportas e inundar o país vizinho?

Fácil. Guerras se ganham e, se esse é o meio mais fácil, que assim o seja. Inclusive, ainda bem que não sou o responsável pelas comportas de Itaipu.
 

113 - Em qual liga você acha que o Fluminense teria mais chances de chegar até o mundial de clubes?

Qualquer uma que o qualificasse para a Champions League da Concacaf. Com todo respeito aos americanos de cima, o nível de bola no torneio é baixo e sem o fato extracampo que pesa tanto no caso da Libertadores.
 

114 - Qual a sua melhor memória como torcedor do seu time? Qual a pior história?

Minha melhor memória é o Fluminense 2-1 Cerro Porteño de 2009 pela Semifinal da Sulamericana. Tive a felicidade de estar presente em outros jogos memoráveis, mas poucas vezes eu vi um Maracanã tão sedento por um gol e é ainda hoje a maior atuação da torcida do Fluminense que me recordo de ver, não a toa uma das imagens mais marcantes que vivi em estádio é o pós-gol do Gum, aos 47’, que empata o jogo: eu estava na “Geral Moderna” do Maracanã, próximo ao campo, e a torcida foi exaltar o zagueiro herói. Ao olhar pra cima, o grito “Gum” é uníssono, alto, imponente e punha pra fora todo o êxtase daquele momento.

A pior memória é de 2005, Fluminense x Palmeiras na última rodada do campeonato brasileiro valendo vaga na Libertadores. Aquele foi um campeonato que vivi intensamente, guardei jornais de toda a campanha, ouvia todos os jogos. Quando acabou o jogo e o Fluminense ficou de fora da Libertadores de forma vergonhosa, entrei em meu quarto e rasguei tudo, deixei no chão e fui dormir chorando. Foi a única vez que eu falei que não queria mais torcer para o Fluminense. Com 10 anos de idade, eu ainda não entendia certas coisas e aquela foi uma porrada inexplicável.
 

115 - Qual o melhor time, além de algum do seu, você já viu jogar? Não vale time estrangeiro

O Flamengo de 2019. É facilmente o melhor time brasileiro do século, só comparado ao Cruzeiro de 2003.
 

116 - Qual time você trocaria da Série A? E qual outro time sem divisão escolheria para o seu lugar?

Athletico Paranaense. Colocaria alguma equipe do Mato Grosso do Sul no lugar, talvez o Corumbaense. Primeiro porque o Athletico é a maior reunião de mau caráter da história do futebol brasileiro, se o cara sair de um clube cuspindo no chão que passou, pode ter certeza que ele vai chegar ao Cahp e virar ídolo lá justamente por ter sido babaca anteriormente. Segundo porque simpatizo com o estado do Mato Grosso do Sul e acho injusto que eles não tenham representante na elite nacional.
 

117 - Qual sua opinião sobre a Copa União?

87 é do Sport. Assim como falei lá em cima sobre o Mundial de 52, é melhor para o rubro-negro recolher a burrice da diretoria a época, exaltar a conquista dentro de sua própria bolha e parar de passar vergonha nos tribunais querendo o reconhecimento de algo que todas as provas jogam contra si. Cá entre nós, se é o Inter reivindicando o vice, o debate já estava morto e ninguém daria bola.
 

118 - Seaquinevassevocêusavaesqui?

Não tenho nem respostas para essa excelente pergunta.
 

119 - Traduza: cesabionpasoonssavas?

“Cê sabe onde passou o onibus Savas?” é o que consigo pensar no auge do meu conhecimento sobre mineirês.

 
120 - Qual idioma que você não fala, mas gostaria de falar?

Arranho um pouco, quem não, mas gostaria de ser fluente em espanhol.
 

121 - Você participa (mesmo que só olhando) de alguma outra área do fórum? O que mudaria?

Já fui mais ativo quando retornei a área na Zona Geral, mas infelizmente meu tempo foi minado e não consegui manter. Vez ou outra olho lá e a área de futebol brasileiro.

Com relação ao que mudar, acho que a área de Fut Br é tão organizada que acaba segmentando muito os debates ao deixar que cada jogo tenha um tópico. A meu ver seria um estímulo maior que torcedores de diferentes clubes debatessem criando um tópico por rodada.
 

122 - Com os 100 bilhões de reais da questão dos 100 bilhões, você compraria um cu novo para resolver o dilema da questão do 1 milhão?

Pelo que eu entendo de medicina, o transplante de cu é impossível e não acho que resolveria um problema psicológico.
 

123 - Teria coragem de mostrar essa entrevista para seu(s) filho(s), depois de tantas perguntas comprometedoras?

Talvez não na fase de formação, mas depois que sentisse que meu filho tinha maturidade e uma visão mais adulta, mostraria para que ele compartilhasse comigo algumas vergonhas na vida.
 

124 - Qual sua opinião sobre o estado do Rio de Janeiro e sua população?

O estado é bacana, não merece ser responsabilizado pela sua capital. De resto, eu vivo aqui e aprendi a viver e conviver, mas acho que o Rio tem deficiências latentes na formação, é uma cidade hiperlotada e que não comporta nem 50% do povo que carrega. Já o carioca, embora mau educado, é um estereótipo que eu gosto, sempre leve e descontraído.


125 - Água de Campinas: Mito ou realidade? Já bebeu?

Nunca ouvi falar nada sobre para afirmar.

 
126 - Qual é o equivalente carioca da cidade de Pelotas ou Campinas?

Eu sinto que a pergunta foi feita para responder “Araruama” mas prefiro me abster de polêmicas e alegar desconhecimentos das cidades cariocas.
 

127 - Aprovaria a construção de uma muralha que separasse o Brasil do resto do Rio de Janeiro?

Sem dúvidas.
 

128 - Após aprovar a construção da muralha, detonaria: a) Angra I, b) Angra II, c) Ambas as opções.

Prefiro a opção de transformá-la em centros de armas nucleares para que, enfim, possamos dominar o país. De guerra e assassinato a inocentes o Rio de Janeiro entende.

 
129 - Para onde você acha que a população mundial está caminhando em termos de ignorância e ódio?

Caminhando para a sua evolução evidentemente, o que não necessariamente significa algo positivo. Ainda que a população tenha esse ódio dentro de si, o que move o mundo são os interesses econômicos e estes precisam de um mundo globalizado e pacifico, portanto, entendo que a humanidade caminha para um controle irreversível das grandes corporações, além do fim dos suprimentos naturais.
 

130 - Qual sua citação favorita? Por quê?

A primeira condição para modificar a realidade consiste em conhecê-la. (Eduardo Galeano)

Usei-a em minha monografia, acabei pegando um carinho especial por ser um autor que gosto muito, mas a frase em si não diz muito além do reforço ao conhecimento. Parece óbvio, e é, mas pouco se vê na prática.
 

131 - Você acredita que o EUA tem potencial para se tornar uma potência futebolística? Cite as razões pela qual você acredita ou desacredita e elabore

Os Estados Unidos reúnem tudo o que eu acredito ser elemento fundamental para a formação futebolística de uma potência: existe investimento, estrutura e uma Liga bem organizada. Falta qualidade individual e imagino que o fato de outros 4 ou 5 esportes serem prioridades é bastante influente, além disso, há um atraso natural de quem precisa correr 50 anos em 5. Por isso, vejo que vai demorar e talvez eu nem esteja vivo para acompanhar a transformação, mas vejo neles potencial. Acredito que, com 1 geração de qualidade surgida nesse processo, o processo se acelere.
 

132 - Qual Nobel gostaria de ganhar? Qual a razão acharia que o levaria a receber o Nobel que gostaria de ganhar?

Não é um prêmio Nobel propriamente dito, mas o Global Teacher Prize é uma espécie de Nobel da educação e gostaria de ganhá-lo. Acredito que minha profissão em um projeto dedicado a questões sociais de nivelamento educacional para crianças em comunidades carentes, a depender dos resultados, poderia me levar pelo menos a uma indicação.


133 - Nunca mais trabalhar na vida e ter o mínimo de dinheiro necessário para viver ou trabalhar até o último minuto da sua vida e ser o homem mais rico do mundo?

Gosto muito do meu trabalho para simplesmente abandoná-lo. Por outro lado, não faço a menor questão de ser o homem mais rico do mundo. Ainda assim, fico com a segunda opção.
 

134 - Qual sua opinião sobre o materialismo humano?

Cada um deve ir atrás daquilo que sente necessário para a vida. Eu não concordo, acho que é uma visão extremamente prejudicial ao mundo pois, como vão dizer os materialistas históricos, é o desejo pela matéria que vai gerar as explorações da classe trabalhadora, mas entendo ser impossível o desligamento cultural daquilo que te é bombardeado desde a infância.
 

135 - Acha que vivemos em uma geração vaidosa, que passa tempo de mais se exibindo nas redes sociais?

O ser humano é vaidoso e sempre teve a ânsia por parecer poderoso e se exibir. As redes sociais não se tornaram isso por acaso, elas são reflexo da sociedade que lhe consome. Então sim, vivemos essa geração que precisa disso para se alimentar.
 

136 - Você faz parte dessa geração?

Não faço e não consumo esses conteúdos.
 

137 - Qual sua opinião sobre Mark Zuckerberg?

Ele é o nosso gênio contemporâneo, como provavelmente pessoas viam os grandes ditadores da história, a diferença é que ele não comanda grandes exércitos e não precisa de passeios públicos para mostrar sua força. De todo modo, com 2 ou 3 exibições de “A Rede Social” eu me sinto capaz de afirmar que ele teve uma grande ideia, surfou em uma grande onda que é a massificação da internet e hoje torço para que ele seja bonzinho, afinal, ele tem instrumentos de censura mais poderosos que qualquer governo mundial.
 

138 - Você chuparia o pau de um mendigo pela honra de ser moderador ou líder da área Profissão: Manager?

Não, e desejo forças a todos os moderadores que precisaram passar por isso.
 

139 - Se sua vida dependesse de um teste do sofá para mudar de rumo, quem escolheria para mudar o rumo: Kid Bengala ou Negão do WhatsApp?

Tanto faz, na hora prefiro nem ver para tentar diminuir o trauma.
 

140 - Se você pudesse ser outra pessoa na história, quem seria?

D. Pedro II. Ali, naquele momento, dava para mudar a história do país.
 

141 - Se você pudesse ser outra pessoa na atualidade, quem seria?

Qualquer pessoa com dinheiro suficiente para ter uma vida confortável e sem a necessidade de trabalhar, fazendo apenas atividades laborais para o próprio prazer.
 

142 - Qual sua opinião para quem diz torcer para um time quando na verdade torce para outro?

Isso existe? Desejo sorte a esse cara no tribunal divino: pode-se trocar de tudo na vida, mas de time conscientemente, afirmando ser o que não é, é pecado imperdoável.
 

143 - Se você morresse num acidente trágico hoje, como gostaria que seus filhos se lembrassem de você no futuro?

Não tenho filhos, mas gostaria de ser lembrado sempre como o professor de história que dedicou a vida ao Fluminense e carregou por aí as histórias de mais de 300 jogos dentro de um estádio de futebol, dos quais conheceu mais de 15.
 

144 - Esportes Americanos, por que eles são uma escória na sociedade? Você faz parte dos modinhas?

Não faço parte dos modinhas. Considero irritante o hábito do estadunidense em não se envolver com a camisa, o time e sim com a franquia/local, passa a sensação que todo mundo no estádio se comporta igual em jogos de baseball, futebol americano e hóquei. Para o brasileiro que curte, não vejo problemas, mas essa falta de tradição pesa demais para que eu goste de algum esporte deles.
 

145 - Se você tivesse informações confidenciais que te enriqueceriam, mas matariam todas as pessoas próximas de você, quanto tempo ponderaria a ter utilizar as informações confidenciais?

Eu não usaria e nem ponderaria isso. Primeiro porque não almejo ser rico, segundo porque amo aqueles que me cercam e para viver sem tê-los junto de mim, é preferível não viver.
 

146 - Quem venceria numa luta, você ou o Tom Cruise?

Eu sou mestre em briga de rua, isso é, dar um soco e sair correndo. Tom Cruise ganha fácil.
 

147 - Você prefere ficar um ano sem transar ou um ano sem pornografia?

Um ano sem pornografia fácil. Eu só consumo pornografia se não transar, de forma que a resposta é até meio óbvia.
 

148 - Se você pudesse transformar um personagem da ficção em real para namorar, quem transformaria?

Erin de The Office. Sempre curti mulheres estranhas e a acho uma graça, bonita e carismática, tem lá seus defeitos mas como namoro não foi feito para ser eterno, valeria a tentativa.
 

149 - Qual é a celebridade que você acha que teria uma chance real de transar?

Bruna Linzmeyer, ao menos tenho conhecidos em comum e um dia, por sorte, quem sabe não aconteceria.
 

150 - Você preferia ter o orgasmo de um porco ou transar a mesma quantidade que um leão?

Transar a mesma quantidade que um leão.
 

151 - Todo mundo além de você é homem ou mulher, qual você escolheria? Por quê?

Mulher. Me relaciono melhor em todos os aspectos com mulheres, além do que, sinto que há um senso de coletividade maior por parte delas.
 

152 - Existem mais assassinos ou atrizes pornôs no mundo?

Certa vez ouvi num podcast que mais de 70% das pessoas tem tendências psicopatas. Pensando por esse lado, há mais assassinos do que atrizes pornô (entendendo como atriz pornô a mulher que recebe em dinheiro para gravar vídeos).
 

153 - Começando hoje, se você ganhasse 10 mil reais para cada dia que não batesse uma punheta, quanto você acha que arrecadaria?

Fosse em outros tempos, eu deveria dinheiro a essa entidade invisível. Hoje em dia faturaria uns 40 mil semanais, até mais dependendo da fase.
 

154 - Sentar num bolo e comer uma rôla ou sentar numa rôla e comer um bolo?

Primeira opção.


155 - Você preferiria saber como você iria morrer ou onde você iria morrer?

Prefiro saber como eu iria morrer, entendo que é mais fácil de evitar e controlar meu tempo de vida. Se me dizem que eu morreria em um hospital, por exemplo, eu não tinha nem o que fazer.
 

156 - Gozar escandalosamente toda vez que você peidar ou peidar escandalosamente toda vez que você gozar?

Peidar escandalosamente toda vez que gozar.
 

157 - Você preferiria lutar com 100 cavalos do tamanho de patos ou um pato do tamanho de um cavalo?

100 cavalos do tamanho de patos.
 

158 - Você assistiria um filme pornô da pessoa mais gostosa que você conhece na vida real se ela estivesse transando com seu pai?

Não, até porque é só um filme, tem milhões de outros que não me trariam tanto trauma.
 

159 - Você prefere que seus pais assistam todas as suas transas ou que você assista um vídeo da noite que seus pais te conceberam?

Prefiro vê-los na noite que me conceberam. Se eu posso ver e arcar com esse trauma, acho mais justo.
 

160 - O que você abandonaria primeiro: Beber, gozar ou assistir futebol?

Viver hahahaha entre os 3, acho que o de beber. É o que comecei por último e vivia bem até então.
 

161 - Se você fosse obrigado a assistir apenas uma categoria de filmes pornôs para o resto da vida, qual seria?

MILFs provavelmente.
 

162 - Se sua vida dependesse disso, qual área da ginástica olímpica salvaria sua vida?

Solo.
 

163 - Quanto dinheiro seria o suficiente para você desistir da paz mundial?

A paz mundial é utopia. Tendo isso em mente, qualquer 10 mil reais e eu estava de consciência tranquila já.
 

164 - Quem venceria uma luta no seu auge, Marcos Pasquim ou Humberto Martins?

Marcos Pasquim com facilidade. O Humberto Martins nunca teve pique de lutador.

 
165 - Voltar aos 18 anos sabendo o que você sabe hoje ou ganhar 1 milhão de dólares?

Voltar aos 18 anos sabendo o que sei hoje. Poderia não ficar rico mas teria uma vida muito melhor e prazerosa, o que basicamente os 1 milhão de dólares tentariam me dar hoje.
 

166 - Suponhamos que você conheça seu modelo ideal de mulher e ela está afim de você. Ela te conta que está doida para dar para você, mas tem um porém, ela é trans operada. O que você faria?

Sairia com ela normalmente e transaria também normalmente. Ainda que não seja um sonho ou nem o tipo ideal de mulher que eu gosto, uma mulher trans operada é uma mulher também e ficar pensando o contrário disso é ir contra o que eu acredito sobre o mundo.

 
167 - Já teve alguma experiência no estrangeiro? Se sim, o que mais gostou? O que mais odiou?

Serve conversar com turistas em ano de copa do mundo? Nunca tive, mas pretendo.
 

168 - Em comparação com qualquer país estrangeiro de sua preferência, qual comportamento gostaria que o Brasil tivesse? Escolha um e discorra.

Gostaria que o Brasil permitisse o aborto, como em uma dúzia de países pelo mundo. Nem sei se é isso que você chama de comportamento, mas é uma necessidade de saúde básica e um fato não aceito pelo nosso senso de moralidade cristã, esse também um comportamento que entendo como danoso. Enquanto nossa política for pautada por valores religiosos, vamos demorar para avançar em caminhos óbvios e bem consolidados pela ciência, já presentes em sociedade.
 

169 - Você preferiria acordar com um boquete toda manhã ou uma nota de 100 debaixo do seu travesseiro toda manhã?

Uma nota de 100 debaixo do travesseiro.
 

170 - Se você morresse e pudesse retornar como um objeto inanimado, o que escolheria?

Uma cadeira em algum estádio de futebol, para permanecer imerso no ambiente que mais me encantou em vida.
 

171 - Se você pudesse escolher uma franquia de restaurantes para ter em sua casa, qual escolheria? Por quê?

Escolheria o Giraffas pela versatilidade que a sua culinária oferece, além de ser fundamental para a saúde ter lanches e refeições no mesmo lugar facilita para não enjoar de comer sempre a mesma coisa.
 

172 - Se você estivesse saindo com a mulher mais bela do mundo, mas você descobriu que de noite ela se transforma em um Ogro, como no filme Shrek, você continuaria saindo com ela?

Acho o Shrek bem simpático sim, mas não conseguiria conviver com um ogro todas as noites. Eu não sairia, e nem acho que a beleza seja instrumento de compensação nesse caso.
 

173 - Se sua vida fosse um filme, e sempre que você entrasse em algum lugar, sua música tema tocaria, qual seria sua música tema?

Se eu fosse personagem de um filme, seria um daqueles fanáticos alucinados que encaixariam no roteiro para abrir mão do seu fanatismo na cena final em prol do objetivo comum. Por isso, a música ideal é Rádio Pirata do RPM.
 

174 - Qual seria o título da sua autobiografia?

O caos interno e a calmaria externa: a vida e pensamentos de Pedro Ribeiro.

 
175 - Se você tivesse um passe-livre da cadeia para cometer um crime, qual crime cometeria?

Lavagem de Dinheiro, assim eu provavelmente arrumaria um bom esquema para ganhar dinheiro.
 

176 - Se o Fluminense dependesse de você para bater a última cobrança numa decisão da Libertadores, se converter o time é campeão, como você acha que se sairia?

Costumo reagir bem a momentos de pressão mas sou pouco habilidoso com a bola no pé. De duas uma: ou eu esperaria o goleiro dar um canto para bater com segurança no outro ou, caso o goleiro fosse bom, soltaria o pé no meio do gol.
 

177 - Você preferia enfrentar um rinoceronte ou um gladiador?

Um gladiador, enfrentar humanos é sempre mais fácil.
 

178 - Quando você se olha no espelho, quem enxerga? Disserte.

Enxergo alguém acima do peso, preocupado com a saúde, mas alguém bonito e feliz com a vida que tem, o que é influente em minha auto estima e a avaliação que faço desses momentos.
 

179 - Um fato é que o FM16 (segundo Eduardo Nismov) é o melhor desenvolvido até hoje. Quais os argumentos que você usaria para fazer essa defesa?


180 - E por que você indicaria o FM19 como melhor?

Eu não joguei nenhuma dessas duas versões.
 

181 - Por que estar casado é melhor que estar solteiro? E por que quem Vinicios na vida loka, corre mais riscos?

Eu não acho que estar casado é melhor que estar solteiro, entretanto, prefiro minha vida de casado do que a de solteiro. Ser solteiro é sinônimo de liberdade em atos e desejos que é um pouco esquecido ao pensar na vida de casado. Entendendo que há um “é” no meio da pergunta, os riscos se correm porque falta cautela: com camisinha e um teste de COVID de 1 semana atrás, toda relação sexual é segura. Se ele já cumpre com os requisitos, nem deve se preocupar.
 

182 - O que faz para ganhar dinheiro?

Trabalho como professor em uma instituição de jovem aprendizagem. Basicamente insiro jovens de baixa renda no mercado de trabalho e ofereço a eles um amparo teórico e comportamental do que se fazer no trabalho, dentro do que rege a lei da aprendizagem.
 

183 - Você lembra do gol do Marquinho, no roubo que foi o último jogo do brasileirão de 2009?

Aquela foi a partida que mais me deixou nervoso em minha vida, se acontece algo desse nível em 2020, eu certamente infartaria. Ainda bem que meu coração era novo o suficiente e pouco entupido de gordura na ocasião. Não só lembro como guardo com carinho aquele jogo e consigo recordar cada um dos momentos que vivi durante aquela partida com o lado de fora de minha casa ensandecida com o título brasileiro do flamengo, ao passo que eu permanecia desesperado em casa por mais 15 minutos até que o jogo acabasse.

Sobre o roubo, é realmente VERGONHOSO que o Fluminense tenha feito um gol legítimo com o Fred, a bola tenha corrido toda a linha, entrado inteira, e ainda assim o gol não fosse validado. O 2-0 ali sepultaria em definitivo as chances do Coritiba.
 

184 - Qual é o nível de atividade física em sua vida? Dê nos um exemplo.

Muito baixo. Já fui praticante de corrida, fazia lá meus 5 ou 6 kms por dia e tinha o hábito de correr um pouco na areia. Herdei desse período a disposição e hoje em dia sou um praticante de caminhadas apenas para não deixar o sedentarismo me vencer. Guardo com carinho o dia que caminhei por cerca de 7 horas como forma de pagar promessa, talvez aquele tenha sido meu maior feito da vida de atleta.
 

185 - Sendo obrigado a escolher entre um romance de verão com Zac Efron ou uma noite tórrida e quente com The Rock qual seria tua decisão e por que?

Um romance de verão com Zac Efron. A começar que eu não gostaria de nenhuma das duas experiências, ao menos romances de verão tem toda a fase de conquista e convencimento. Até que de fato as coisas acontecessem, passou-se a maior parte dos dias.


186 - FM deveria ter modo futebol feminino?

Sem dúvidas. Entendo as dificuldades de implementação, o aumento na equipe e na database, ainda assim, acharia lindo que o FM selecionasse algumas ligas principais para criar um mood de testes. Quanto mais portas se abrirem para o futebol feminino, mais fácil será a assimilação do esporte pelos fãs do masculino, e eu valorizo essas oportunidades.
 

187 - Entre Jair Bolsonaro presidente do Fluminense, Dilma presidenta da Federação Carioca, Lula técnico do São Bernardo e Fernando Diniz presidente do Brasil, qual se daria melhor?

Fácil essa, Fernando Diniz presidente do Brasil. Tem que ter coragem pra governar.
 

188 - Preferia ser um técnico estilo Argel Fucks treinando o Tottenham ou estilo Guardiola treinando o Fluminense (eu sei que o estilo Guardiola não deu certo no Flu, mas tudo bem)?

Assim como a retranca funciona no Tottenham com o Mourinho, um Argel Fucks de sucesso. Preferia ser um técnico estilo Guardiola no Fluminense para corrigir os erros de 2019.
 

189 - A história vai dizer quem foi melhor atacante de todos os tempos, mas pra você, qual Washington?

O negão, fácil. Coração Valente tem lá seu carisma, seu faro de gol mas sejamos sinceros: tem alguns gols feitos pelo negão que o Coração Valente não chegaria nem próximo de repetir. Caso tenha curiosidade, procure pelo gol do Washington num Fluminense x Vasco de 1988 ou o que ele faz de voleio no Flamengo em 1985. Gols de quem era lá desengonçado mas nunca foi impedido de jogar por isso, diferente do Coração Valente.
 

190 - Teu time tem copinha e tem mundial?

Tem copinhas, muito embora seja o torneio que eu mais abomino no futebol nacional, e tem títulos de porte mundial que muito me satisfazem. Não temos o Mundial Interclubes da FIFA.
 

191 - O Vannces preferiu sexo a final da Champions dirigindo o Nacional da Ilha da Madeira. O Cleiton preferiu tomar uma bolada nas genitais. O Diogo, já escolheu ser o Vinicios por um mês. E você, gostaria de ser o Marcio por um dia ou a vizinha?

Gostaria de ser o Márcio pois, ataques cardíacos a parte, o rapaz faz sucesso por Araruama e não há uma senhora na cidade que não tenha caído nas garras do Fujarra. Sendo Márcio por um dia, com um bocado de sorte na hora de selecionar os contatos, eu faria o suficiente para parar no hospital de novo.

 

192 - Pedro Queixada ou Fred? Disserte.

Fred, fácil. O que cada um jogou na vida até aqui não dá nem pra comparar, quem sabe um dia possamos, mas ainda assim irei preferir o caráter de quem tem.
 

193 - FM precisa melhorar ou já tá bom até demais?

Tudo sempre pode melhorar, mas não vejo nenhuma necessidade urgente. O jogo atualmente me agrada muito, talvez evoluir na parte gráfica do 3D mas não uso, então, não me faria diferença.
 

194 - E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: "Esta vida, assim como tu vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes: e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indivisivelmente pequeno e de grande em tua vida há de te retornar, e tudo na mesma ordem e sequência - e do mesmo modo esta aranha e este luar entre as árvores, e do mesmo modo este instante e eu próprio. A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez, e tu com ela, poeirinha da poeira!". Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e amaldiçoarias o demônio que te falasses assim?

Eu seria mais do tipo que aceita a fala e buscaria formas de me comunicar com a minha próxima vida, para que a partir dessa comunicação eu fosse capaz de quebrar o fluxo temporal com escolhas completamente diversas daquelas que fiz anteriormente. Na pior das hipóteses, eu manteria essa comunicação como forma a me preparar para as dores que sentiria, amenizando-as e podendo curtir melhor as coisas boas que ocorreriam.
 

195 - Ou viveste alguma vez um instante descomunal, em que lhe responderias: "Tu és um deus e nunca ouvi nada mais divino!" Se esse pensamento adquirisse poder sobre ti, assim como tu és, ele te transformaria e talvez te triturasse: a pergunta diante de tudo e de cada coisa: "Quero isto ainda uma vez e inúmeras vezes?" Pesaria como o mais pesado dos pesos sobre o teu agir! Ou, então, como terias de ficar de bem contigo e mesmo com a vida, para não desejar nada mais do que essa última, eterna confirmação e chancela?

Eu me reclusaria em algum canto obscuro do planeta, com pouco contato com a civilização, e de maneira isolada poderia limitar aquilo que desejo para amenizar meu sofrimento em carregar este fardo. Possivelmente procurar um caminho religioso para que a vida repleta de privações encontrasse uma razão de existir divina.
 

196 - Qual o melhor save você já leu na área?

Li alguns muito bons, mas por estar acompanhando depois de uma leitura ávida no conteúdo que estive atrasado, voto no save do Elliott Mcnamara que objetiva conquistar todos os títulos estaduais.
 

197 - Qual o melhor save do Alex cabeção você já leu na área?

Gostava muito do AGUCEN, uma pena que acabou antes mesmo de ser.
 

198 - Você tem interesse em trabalhar como manager ou essa área fica para hobby mesmo?

Puramente hobby, não tenho paciência e nem qualidade para me aventurar ao futebol profissional.
 

199 - RB Leipzig, Red Bull Salzburg ou Red Bull Bragantino para um novo save, qual escolheria?

Red Bull Salzburg. Gosto da ideia de assumir um time de uma liga pouco tradicional e tentar competir contra as potências europeias, diferente das opiniões coletivas, não me desanima jogar um nacional que sei que serei campeão.

 
200 - Quer ver Dodi na seleção de 2022?

Ora, ora, essa pergunta aqui é mesmo muito curiosa no atual contexto. Não acho que o Dodi seja jogador de seleção, ele é um bom jogador e foi privilegiado por um sistema de jogo onde encaixava de forma mais adequada, sem a necessidade do combate físico na marcação mas com espaço suficiente para criação a frente da defesa. Fora desse contexto, ele vai produzir mas me arrisco a dizer que não merece nem ser titular nos 4 melhores times do país, quiçá seleção brasileira.
 

201 - E o Fernando Diniz, ainda é o melhor treinador do mundo ou podemos questionar seus métodos?

Devemos questionar seus métodos, ele tem limitações, em especial a transição defensiva e a formação na bola parada defensiva. Apesar disso, é um treinador de potencial, que tem holofote por pensar diferente e infelizmente apanha mais por isso do que tem reconhecimento. Fora que é um ser humano de trato diferenciado e uma cabeça no futebol que pensa diferente das visões dominantes no ramo. Ele merece ser o melhor treinador do mundo, e talvez um dia consiga algo próximo.
 

202 - Se tivesse que dar uma dica (tática) vencedora para um iniciante no FM, qual seria?

A engine do jogo é feita para o 4231, não a toa TODOS os templates táticos tem essa sugestão e as suas variações contemplam grande parte das táticas dos treinadores na máquina. Sempre que precisar de um jogo seguro, adapte o seu time para um 4231 ou 451, procure por meias centrais capazes de marcar e atacar, tenha pontas que resolvam o jogo na individualidade (escolha atributos físicos bons, coloque-os em função de atacar). Vai funcionar por tempo o suficiente para que você entenda melhor o time que tem e se sinta confiante em mudar.
 

203 - A maioria prefere ficção a JET e você? Disserte.

Gosto de textos bem escritos. Mesclar a ficção ao jogo é um desafio e quem opta por esse estilo sabe bem como é complicado balancear o que se conta do jogo com o que é criado na própria cabeça, fora isso, o autor ficcional pode cair no erro de repetir a mesma história por 10 vezes, alterando só o seu time. Dessa forma, eu realmente prefiro um JET objetivo e bem escrito do que uma ficção feita pela tentativa vã de escrever ficção. Não avalio o que leio pelo estilo, avalio mais pela qualidade do que é escrito mesmo.
 

204 - Capitu tinha um amante?

Grande pergunta. Não sei.

 
205 - Faz algum sentido encher um pão francês com mortadela, sendo que duas fatias bem finas deixa o sanduíche bem mais gostoso?

Coisa de paulista né cara? Não faz o menor sentido.


206 - Rio de Janeiro existe ou é uma peça do Romero Britto?

Antes fosse uma obra do Romero Britto, assim estaria exposto em locais invisíveis. O Rio de Janeiro existe e pauta muita coisa que é nacional.
 

207 - O que você acha da moderação na área, o que (quem) pode (sair) mudar ou melhorar?

O trabalho é tão bem feito e controlado que reles mortais, como eu, sequer percebem o que é feito diariamente. Não vejo como pode melhorar, mas pouco conheço das atribuições dos moderadores.
 

208 - Qual tua relação com os sonhos que tem?

São os sonhos que nos movem, nos formam, nos tornam pessoas. Como diria Odair Hellmann, você é do tamanho dos teus sonhos, e por conta disso me sinto alguém grande, já que realizo muito daquilo que sonhei quando mais novo.
 

209 - O que você está pensando neste exato momento, se alguém perguntasse, poderia responder francamente? Ou sentir-se-ia envergonhado?

Estou pensando em como responder esta pergunta. Mas tenho sérias dificuldades em abrir meus pensamentos e nunca sei o que responder quando sou perguntado assim.
 

210 - Treinador de futebol precisa ter diploma de educação física ou isso não faz o menor sentido?

Precisa é algo muito forte, não precisa porque ele pode ter profissionais que lhe cercam e cobrem essa parte, mas vejo o diploma de educação física como um diferencial na vida do sujeito que vai passar a vida dentro de campo montando treinos.
 

211 - Com sua opinião sobre a cidade Curitiba e o povo curitibano? Por que eles são os melhores brasileiros ou humanos?

Tive uma fase de minha vida, há pouco tempo inclusive, que sonhava em morar em Curitiba com a minha esposa. Para quem vê de fora, a cidade parece simpática, bem organizada e tem um custo de vida baixo, o que muito me agrada. Não conheço muitos curitibanos, mas aqueles que conheço são bem simpáticos.

Em 2016, tive a oportunidade de viajar de carro até o Couto Pereira para acompanhar o jogo do Fluminense no estádio. Fui bem recepcionado nas curtas relações que tive com o pessoal da cidade.
 

212 - América ou Bangu? E porque não escolhe Nova Iguaçu?

Bangu, inclusive já fui a partidas do Bangu em Moça Bonita pela Copa Rio e Campeonato Carioca. Tenho profundo respeito pela torcida Castores da Guilherme.
 

213 - Melhor livro que já leu?

A memória, a história e o esquecimento, de Paul Ricouer. É também o livro mais difícil que já li, filosofia pingando pelas páginas, mas abriu muito minha cabeça para monografia e mexeu comigo sobre a vida.
 

214 - Pra rimar, que time é teu?

Bateu na trave e entrou no teu. Faz sentido? Nenhum, mas a quinta série me deixou isso de herança.
 

215 - Sobre Deus ou espiritualidade, o que tens a dizer?

Não sigo e nem sou adepto de nenhuma religião, entretanto, não há relatos de nenhuma civilização no mundo que não cultuasse a Deus, de modo que sei de sua existência e tento dentro de meus atos ser um bom filho de Deus, ainda que eu o imagine como um Ser pouco egocêntrico e que realmente não está preocupado com aquilo que faço em sua direção. De modo geral, o que me distancia do Cristianismo é que eu reconheço meu tamanho e entendo que Deus deve ter coisas mais importantes a fazer do que me alertar se um dia eu vou morrer atropelado ou a velhice me levará e dessa forma, sigo minha vida sem pedir e nem responsabilizá-lo por nada que acontece.
 

216 - Você se considera um Millenial?

Sou uma pessoa formada pelos anos 2000, é claro que sou um millenial. Mas, se aceita uma dica, há mais ou menos 12 anos ninguém mais usa essa nomenclatura.
 

217 - Se disse que não, por que começou a chorar revoltado?

.


218 - Se você estivesse de bobeira num bar e visse alguém furtando um notebook, após a perseguição ao bandido conseguisse recuperar o aparelho e – por ironia/curiosidade – descobrisse lá um save em que um time venezuelano chegou a final, o que faria: jogaria a final ou deletaria os arquivos?

Eu até jogaria a final, mas ser campeão é irrelevante para mim. O sentimento de conquista não existiria e talvez nem ficasse feliz com o troféu.


219 - Um monstro desse merece perdão?

Não merece.


220 - Racionais MC’s é melhor que MV Bill?

Ambos são muito bons mas Racionais é sim melhor, não a toa é uma referência maior.
 

221 - Naruto é desenho ou obra de arte?

Não vejo, pra mim segue um desenho comum.
 

222 - Qual tua cor favorita?

Verde.
 

223 - Com quantos anos você casou ou deseja casar?

Complicado responder pois nunca oficializei o casamento, mas juntei as coisas com 22 anos.
 

224- Quantos filhos tem ou deseja ter?

Nenhum.
 

225 - Casa na praia, no campo ou na cidade?

Na praia.
 

226 - Melhor série de TV?

Better Call Saul
 

227 - Jamanta ou Tonho da Lua?

Tonho da Lua.
 

228 - Caldas Novas ou Poços de Caldas? Disserte.

Poços de Caldas. Já comeu o requeijão que vem de lá? Imagina o que é literalmente consumido na cidade e não é repleto de conservantes.
 

229 - Você tivesse um toque para dar a alguém da área, sobre o estilo do save ou a postura do colega, como chegaria nele? Chamaria ele no privado?

Depende do meu espaço e do que me incomoda. Chamar no privado dá um ar muito professoral, como se eu fosse capaz de ensinar a postar. Optaria por colocar propriamente no tópico, em tom leve e de dica, algo próximo “Olha só, fulano, já pensou em postar assim...” até porque isso abre espaço para que outras pessoas que também enxerguem aquilo levem a sugestão a outros níveis e possam conversar dando sugestões. Como não há um jeito certo de postar, cabe a pessoa ter o bom senso de seguir ou não as dicas.
 

230 - Sobre a política brasileira, você tem a sensação que passamos por tempos muito complicados ou tem a confiança de que isso faz parte da democracia? Ou ainda, tem esperança que estamos no caminho certo?

Passamos por tempos difíceis e isso faz parte da democracia. Problema é que o Brasil desenvolveu tanto medo de regimes não-democráticos que precisou bombardear dia e noite que a democracia é um regime perfeito para convencer as pessoas de que é o melhor regime. Democracias são problemáticas por natureza, em qualquer lugar, e aqui não seria diferente. Estar ou não no caminho certo passa a sensação que existe um caminho certo, não há, e variações de poder vão acontecer até que alguma te satisfaça. Esperar um governo 100% harmônico em uma democracia é como quem crê na utopia comunista tal qual Marx previa. Pode acontecer? Até pode, mas é uma utopia e utopias não acontecem todo dia.
 

231 - O que falta pra Pablo ser lembrado na seleção?

Você se engana se pensa que ele não é lembrado. Ouvi dizer que certo dia na Granja Comary os jogadores estavam reunidos ouvindo música, alguém colocou “Barões da Pisadinha” e o Renan Lodi lembrou “putz quem adorava essa música era o Pablo”. Ele não foi falado, não foi convocado mas acredite, ele foi lembrado.


232 - E o Pablo Vittar, terá estátua no lugar do Cristo Redentor?

No dia que a Revolução Homoafetiva-Comunista chegar ao poder é bem provável. Sorte a nossa que o projeto de dominação através do Kit Gay e mamadeira de piroca foi barrado pelo nosso excelentíssimo presidente.
 

233 - O Nandez é baseado em alguém? Como surgiu a ideia e como planejou a criação do nosso protagonista muquirana favorito?

Eu sou um mão de vaca por natureza, um cara sempre atento às oportunidades mais econômicas, mas seria ir longe demais dizer que foi inspirado em mim ou em alguém. Acho que é um personagem que simplesmente reuniu uma ideia (ganhar dinheiro) com anos a fundo vendo filmes de comédia com personagens caricatos, que me fez criar o esboço dele.

Sobre o surgimento, é engraçado porque essa é uma ideia antiga minha, em 2011 fiz um save nessa linha de sair sempre que recebia uma proposta melhor: comecei no Metropolitano-SC, larguei o time às vésperas da final do estadual para ir ao Coquimbo Unido e na sequência assumi o Santiago Wanderers, mas perdi o ânimo rápido pelo save. Quando voltei a área, ao começar a jogar o FM 20 no período free de quarentena, me deparei com o save do Márcio dos estaduais e comecei a matutar a ideia de desenvolver uma história diferente com teor mais ficcional. Sempre me considerei criativo, então, fui desenvolvendo o começo na cabeça enquanto testava o FM com um save em off. Quando comprei o jogo, o primeiro texto já estava até escrito, faltava apenas inserir as informações principais do novo time. Dali pra frente, foi tudo na base do improviso mesmo: as vezes jogo e dou um tempo para pensar numa ideia diferente, em outras já escrevo na hora pra conseguir transmitir a emoção que senti ao passar por aquele momento.
 

234 - Qual foi o melhor save que já fez no FM? Aquele que se lembra ou joga até hoje.

Foi o meu último no FM10, quando tentei sem sucesso instalar o FM13 na minha antiga máquina e regredi as versões. A época, no meu último ano de ensino médio, criei o save com o Bologna da Itália em um meio de temporada objetivando escapar do rebaixamento. Foi o melhor save porque foi o mais completo e eu consegui tudo que se pode imaginar.

Conquistei a Série A em 3 temporadas, alguns nomes eram acima da média e muito baratos, como Witsel, Paloschi e Falcão Garcia, eu já tinha um caminho das pedras e fui “facilitado” no jogo porque a Juventus virou um time de Série B em pouquíssimo tempo. O save me marca porque passei um perrengue na Europa, tive uma eliminação por fase na Champions: quartas pro Athletic, semi pro City, oitavas para o Arsenal, todas elas nos pênaltis. Na 4ª Champions caí na fase de grupos, fui pra UEL, cheguei a final e perdi nos pênaltis para o Getafe. Era uma sina inacreditável. Na 5ª Champions, fiz uma campanha irrepreensível e terminei campeão em cima do Milan, que já era meu freguês local. Curiosamente meu primeiro Mundial de Clubes vem diante do Chivas nos famigerados pênaltis.

No mesmo ano que ganhei a primeira Champions (ou um depois, não lembro bem) fui a Copa do Mundo com a Seleção Brasileira. Levei um time bem peculiar, comandado pelo meu centroavante no Bologna de nome Emerson (newgen) a um título com 6 vitórias por 2-0. Emerson foi eleito melhor do mundo na ocasião. Foi minha primeira e única Copa do Mundo no jogo, e meu primeiro jogador eleito melhor do mundo. Depois de mais alguns anos, já demitido da CBF depois de empatar com o Peru nas eliminatórias, e um tri de Champions com o Bologna, pedi o boné e fui ao Fluminense recuperar o meu time do coração. Quando o Bologna construiu um novo estádio, colocou meu nome na Arena e também ganhei esse mérito.

Ali eu já era burro velho, tinha entendido os macetes e emplaquei rápido: lembro que montei meu time de forma barata repatriando jogadores em times reservas na Europa. Escapei fácil do rebaixamento e levei a Libertadores já no primeiro ano, montei um timaço e no ano seguinte ganhei a primeira Libertadores no jogo mais inacreditável que joguei: fui enfrentar o Boca na Bombonera, eles eram favoritaços, e a partida acabou 9-1 para mim. O jogo é tão memorável que lembro como se fosse hoje da minha reação incrédula, numa madrugada de sábado, regado a Cantina da Serra, as vésperas de um Fluminense x Vasco que ocorreria no domingo. Em resumo, no Fluminense montei um esquadrão e empilhei títulos até 2030. Me aposentei ali, cansado de vencer.

Como a db do 10 era antiga, isso já era 2016, por aí, resolvi avançar 2 anos nesse save e criei um novo treinador assumindo um time da segunda divisão russa brigando pra não cair. A proposta era pedir demissão em 2 anos no máximo. Salvei o time nos 6 meses que me restavam e pedi demissão. Fui parar no Genus de Rondônia, só pelo prazer de ser campeão estadual. Montei um time repleto de jogador emprestado, levei o estadual e fiz campanha surpreendente na Série C. Quando chegou o mata-mata, avancei até a última fase antes do acesso contra o Baraúnas. Eu não lembro os placares, sei que dentro de casa tomei um gol no final que classificava o Baraúnas, depois daquilo vi meu artilheiro na temporada perder um pênalti e uma chance flagrante, acabei eliminado. Saí desgostoso da vida, assumi o San Martín (SJ) na segundona argentina: campanha boa no Clausura, o acesso veio fácil. Na elite, fiz uma puta campanha de Apertura e cheguei ao 3º lugar faltando 5 rodadas pra acabar, já fazia planos pra libertadores. Perdi todos os 5 jogos finais, era só time grande, e não fui nem pra Sulamericana. Pedi o boné ali.

Assumi o York da terceira ou quarta divisão inglesa, era o cotado da imprensa a ser campeão e estava em 10º, fiz uma campanha de recuperação linda e o time era mesmo bom para aquele nível. Nessa época, eu já não morava com meus pais e jogava ocasionalmente quando passava o dia na casa deles. Certo dia cheguei pra jogar e descobri que a placa mãe do computador havia queimado, perdi tudo e sem chance de backup.

Foi um dia bem triste aquele, o save me marcou demais e como disse, foi a primeira vez que consegui tudo que se pode individualmente: ganhar os 2 continentes, o mundial por times dos 2 continentes, estádio com meu nome, liderança no quadro de honra, Copa do Mundo, melhor do mundo, etc. Também foi marcante pela longevidade: eu comecei o save no Ensino Médio, tinha terminado a faculdade e seguia jogando o mesmo save. A história da saga continental do Bologna eu cheguei a registrar num blog chamado “Crônicas FM” mas o proprietário nunca chegou a postar minha consagração final, apesar disso, é graças a ele que guardo os prints de tudo no Google Photos. Os feitos do Fluminense são guardados na memória e, em casos mais excepcionais como o 9-1, em postagens esporádicas nas minhas redes sociais.
 

235 - Já comprou algum item de time de futebol por ter se apegado a ele via FM? Se sim, qual?

Nunca comprei, até porque os times que me apeguei são realmente aleatórios, mas cheguei a acompanhar o campeonato norueguês em resultados pela simpatia adquirida por uns anos no FK Haugesund.


236 - Qual pergunta você tinha medo que aparecesse na entrevista, mas não apareceu? Responda essa por último, obviamente

“O que falta para o Fluminense pagar a Série B?” ou essas zoações infantis. Não diria que tinha medo mas o gesto de querer zoar os outros através de falácias me dá preguiça.

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Henrique M.
39 minutes ago, marciof89 said:

D. Pedro II. Ali, naquele momento, dava para mudar a história do país.

Se puder discorrer, agradeço.

12 minutes ago, marciof89 said:

Dentro do possível o jogo já é utilizado para prever comportamentos no futebol real, vide o famoso caso do Hoffenheim contratando o Firmino pelo que acompanhou dele no jogo.

Tá ligado que isso é fake news, né, @Peepe? hahaha

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Peepe
6 horas atrás, Henrique M. disse:

Se puder discorrer, agradeço.

Tá ligado que isso é fake news, né, @Peepe? hahaha

Não sabia da fake news, peço perdão por isso. De todo modo, a base de dados é grande o suficiente pra que você possa conhecer quem observar a partir do jogo. Não tiro meu ponto.

Quanto a discorrer sobre, o Segundo Reinado é o auge do Brasil no meu modo de ver: existe uma consolidação rápida do território e a imposição internacional através das intervenções no Uruguai e no Paraguai. Enquanto governo, D. Pedro II tinha força suficiente pra promover mudanças mais radicais na década de 50, principalmente relacionada ao escravismo. Quando ele optou por ceder em definitivo em 80, já não tinha mais o apoio católico e nem o militar, que inclusive lidera o golpe de sua queda.

Em resumo, acho até que o Pedro II foi um bom governante mas faltou coragem para tocar em certas feridas quando o jogo era favorável. 

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Peepe

Vou aproveitar que estou com mais tempo agora, tive os últimos dias bem corridos, para agradecer a todos da área: em especial a quem se dedicou as perguntas, a ler as respostas e toda moderação pela ótima organização desse momento.

Curto muito essa proposta de entrevista e fiquei contente em me expor um pouco mais, para que me conheçam melhor mesmo, tanto a mim quanto a motivação por trás da minha história. 

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Henrique M.
On 11/28/2020 at 11:02 AM, Peepe said:

Quanto a discorrer sobre, o Segundo Reinado é o auge do Brasil no meu modo de ver: existe uma consolidação rápida do território e a imposição internacional através das intervenções no Uruguai e no Paraguai. Enquanto governo, D. Pedro II tinha força suficiente pra promover mudanças mais radicais na década de 50, principalmente relacionada ao escravismo. Quando ele optou por ceder em definitivo em 80, já não tinha mais o apoio católico e nem o militar, que inclusive lidera o golpe de sua queda.

Em resumo, acho até que o Pedro II foi um bom governante mas faltou coragem para tocar em certas feridas quando o jogo era favorável. 

Eu tenho mais ou menos a mesma opinião sobre o D. Pedro II e pessoalmente, acho que ele será para sempre o melhor governante da história do Brasil. A concorrência em geral nunca foi boa, mas de uns tempos para cá, parece que a qualidade de novos governantes no mundo todo vem decaindo drasticamente.

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Nei não cai (38D)
Em 28/11/2020 em 00:02, marciof89 disse:

A primeira medida, que leva tempo mas é urgente, é descentralizar os instrumentos que estruturam as bases curriculares: o Brasil ensina a mesma coisa, da mesma forma, para o jovem do Oiapoque e do Chuí.

Concordo plenamente. Até porque Oiapoque ao Chuí é coisa de Elliot MacNamara.

 

Em 28/11/2020 em 00:02, marciof89 disse:

Gosto muito de ficção histórica, nessa linha conheço uns muito bons que sempre recomendo pra quem quer conhecer de forma mais leve e menos historiográfica: qualquer coisa de Ken Follett e Bernard Cromwell valem a pena.

O Brasil não tem história suficiente para ter heróis ou produzir ficção histórica neste nível? Ou já tem e só eu que não conheço?

 

Em 28/11/2020 em 00:02, marciof89 disse:

112 - Se você fosse o responsável pelas comportas de Itaipu numa guerra entre Brasil e Argentina, teria coragem de abrir as comportas e inundar o país vizinho?

Fácil. Guerras se ganham e, se esse é o meio mais fácil, que assim o seja. Inclusive, ainda bem que não sou o responsável pelas comportas de Itaipu.

Absurdo um pensamento desses em pleno 2020. Nem precisa de guerra pra abrir.

 

Em 28/11/2020 em 00:02, marciof89 disse:

122 - Com os 100 bilhões de reais da questão dos 100 bilhões, você compraria um cu novo para resolver o dilema da questão do 1 milhão?

Pelo que eu entendo de medicina, o transplante de cu é impossível e não acho que resolveria um problema psicológico.
 

Depois que eu descobri como funciona a cirurgia de hemorróidas, te digo que dá pra fazer transplante sim.

 

Em 28/11/2020 em 00:02, marciof89 disse:

130 - Qual sua citação favorita? Por quê?

A primeira condição para modificar a realidade consiste em conhecê-la. (Eduardo Galeano)

Eduardo Galeano s2.

 

Em 28/11/2020 em 00:02, marciof89 disse:

 

138 - Você chuparia o pau de um mendigo pela honra de ser moderador ou líder da área Profissão: Manager?

Não, e desejo forças a todos os moderadores que precisaram passar por isso.

Obrigado pelo carinho, os fins justificam os duros meios.

 

 

Em 28/11/2020 em 00:02, marciof89 disse:

gol do Washington num Fluminense x Vasco de 1988

Fluminense x Vasco - Brasileiro de 88 - Gol do Washington - YouTube 

gente que golaço.

inclusive via o Washington todo dia quando voltava de casa.

 

Em 28/11/2020 em 00:02, marciof89 disse:

O trabalho é tão bem feito e controlado que reles mortais, como eu, sequer percebem o que é feito diariamente. Não vejo como pode melhorar, mas pouco conheço das atribuições dos moderadores

Nós pedalamos o dia todo pra manter o fórum no ar.

 

Em 28/11/2020 em 00:02, marciof89 disse:

213 - Melhor livro que já leu?

A memória, a história e o esquecimento, de Paul Ricouer. É também o livro mais difícil que já li, filosofia pingando pelas páginas, mas abriu muito minha cabeça para monografia e mexeu comigo sobre a vida.

Tá na minha lista. Dica do "A invenção do povo Judeu".

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Peepe
1 hora atrás, Nei não cai (38D) disse:

O Brasil não tem história suficiente para ter heróis ou produzir ficção histórica neste nível? Ou já tem e só eu que não conheço?

Grande pergunta, acho que nos falta interesse em primeiro momento e autores que se dedicam a isso em segundo. Esses caras que mencionei são formados na área, fizeram uma looonga pesquisa e depois disso começaram a escrever. A academia brasileira ainda é excludente com iniciativas do tipo e a gente não tem uma cultura literária que premie o esforço de escrever assim. O heroísmo é o de menos, não a toa novelas de época são escritas desde sempre, só que sem o compromisso de um historiador com os fatos ocorridos.

De toda forma, o Pedro Dória tem algo próximo a ficção histórica falando de Inconfidência Mineira (que eu já li e vale a pena como entretenimento, mas não há um material históriográfico muito grande) e "Tenentes" sobre o movimento tenentista, mas este nunca cheguei a ler.

 

1 hora atrás, Nei não cai (38D) disse:

Tá na minha lista. Dica do "A invenção do povo Judeu".

Como minha professora na graduação disse, leia com calma, sem pressa, e procure algo para lhe distrair entre um e outro capítulo. O livro é filosofia pura mas quando você pega o jeito da coisa percebe reflexões espetaculares sobre o ato de lembrar e de esquecer. 

Imagino que essa dica tenha relação com o fato do Ricouer trabalhar a teoria de Yerushalmi, um estudioso da história e memória judaica.

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Nei não cai (38D)
2 horas atrás, Peepe disse:

Pedro Dória

Vou pesquisar. 

Talvez Laurentino Gomes (contra os gritos da academia) abra um caminho para a ficção histórica de qualidade.

 

2 horas atrás, Peepe disse:

Imagino que essa dica tenha relação com o fato do Ricouer trabalhar a teoria de Yerushalmi, um estudioso da história e memória judaica.

Talvez, o Shlomo Sand faz uma análise interessante e propõe uma discussão sobre a história do povo judeu. Pra isso lança mão de vários autores.

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Andreh68

Muito bom;

Também fui ao Maracanã quase todos os jogos naquela Libertadores. Engraçado que não fiquei tão traumatizado com a perda do título(quando vi Conca sendo o primeiro a bater intui que chutaria no meio em cima do goleiro) . Acho que é daquelas histórias que a viagem vale muito mais que a chegada. A festa antes do jogo realmente inesquecível, até o videozinho do Bial de quem não sou tão fã assim! Não consegui assistir o jogo no Equador, então não tem uma marca em mim. Mas nutro ódio eterno por Hector Baldassi. 

104. Tenho certeza que flamenguista não tem consciência de quão desagradáveis são enquanto.

PedroII, já faz tanto tempo.....

Um país que não valoriza seus professores... 😞 quem sabe eu consiga acabar minha carreira na catedra.

2 perguntas atrasadas! 😝

Hoje temos a impressão de que os alunos, e gerações são cada vez piores, desinteressados. Vc convive com isso de alguma forma?

Porque todo professor de História é comunista? E não vale reclamar do todo.

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Peepe
2 horas atrás, Andreh68 disse:

Muito bom;

Também fui ao Maracanã quase todos os jogos naquela Libertadores. Engraçado que não fiquei tão traumatizado com a perda do título(quando vi Conca sendo o primeiro a bater intui que chutaria no meio em cima do goleiro) . Acho que é daquelas histórias que a viagem vale muito mais que a chegada. A festa antes do jogo realmente inesquecível, até o videozinho do Bial de quem não sou tão fã assim! Não consegui assistir o jogo no Equador, então não tem uma marca em mim. Mas nutro ódio eterno por Hector Baldassi. 

Eu era novo demais para ter a frieza diante dos pênaltis e perceber que nossa melhor chance tinha se esvaído. Naquela altura eu acreditava que estava tudo escrito e seríamos campeões de forma mágica, justamente porque esse caminho foi mesmo maravilhoso e não tinha como uma história tão mágica ficar eternizada como um drama daquela natureza. Mal sabia eu que a vida real não é um roteiro de cinema.

Olhando para trás eu vejo que aquele ano foi um marco na minha forma de ver e sentir futebol, especialmente por ser de uma geração que viu o futebol carioca ser irrelevante nacionalmente e voltamos naquela campanha aos holofotes, já que as 2 Copas do Brasil anteriores foram tratadas como prêmio de consolação.  Nunca tinha vivido nada daquele tamanho e comoção, foi a primeira vez que pude ver o futebol pautando conversas banais. Tudo isso gerou um fascínio tamanho que o trauma posterior foi proporcional.

2 horas atrás, Andreh68 disse:

Um país que não valoriza seus professores... 😞 quem sabe eu consiga acabar minha carreira na catedra.

Faço votos por isso. Boas pessoas sempre precisam ocupar uma sala de aula, é bem complexo e desgastante mas é recompensador. Como sua função já é salvar vidas, fica meio difícil para mim traçar uma  analogia válida e que te sensibilize, de toda forma, é uma experiência mesmo incrível.

2 horas atrás, Andreh68 disse:

2 perguntas atrasadas! 😝

Hoje temos a impressão de que os alunos, e gerações são cada vez piores, desinteressados. Vc convive com isso de alguma forma?

Porque todo professor de História é comunista? E não vale reclamar do todo.

Fique a vontade para perguntar sempre kkkk

1) eu vejo de uma ótica oposta, temos um sistema educacional arcaico e incapaz de gerar interesse. A diferença é que hoje os meios de distração estão muito mais acessíveis e há a noção que o excesso de disciplina é terrível pedagogicamente. Sobre conviver, é claro que sim e não há muito o que fazer na maior parte dos casos. Por mais que eu saiba que existem outras ferramentas educativas, eu tive pouco acesso a elas e está entranhado no aluno a noção que o professor tá ali para dar seu show. Modéstia a parte, sempre soube lidar com minhas turmas a base do carisma pessoal, entretanto, é claro que nem sempre basta. 

Atualmente atuo num modelo educacional distinto e vejo os resultados em chamar o aluno pra perto na base do diálogo e de uma metodologia mais participativa. A indiferença segue como uma realidade para alguns alunos, até porque não se quebra a noção da irrelevância do aprendizado assim tão fácil depois de tanto tempo alimentando a ideia que a escola é uma prisão, mas o modelo é funcional e me faz perceber que os resultados tendem a melhorar quando o compromisso escolar for com o aluno e não com o conteúdo.

 

2) Eu não sou comunista hahaha 

De um ponto de vista técnico e imaginando aqui agora, Marx sempre foi um teórico e a academia sempre reverberou a teoria. O capitalismo nunca precisou ser pensado, refletido e aprimorado através das ideias. Eu vejo que todo historiador tende para a esquerda porque os estudos desse lado são muito mais amplos, bem desenvolvidos e de bom grau de convencimento, afinal, é teoria, e portanto, numa formação acadêmica em humanas você vai se deparar com muito autor de esquerda, que te incute argumentos de esquerda e uma noção de sociedade associada a esquerda. É um ciclo que se retroalimenta e não sou capaz de dizer quando foi que ele começou, fato é que a produção acadêmica é de esquerda e isso pauta a vida de quem faz faculdade.

Essa resposta me veio lembrar um grande amigo que largou a faculdade indignado que a professora de história do Brasil tenha se posicionado abertamente numa aula contra o impeachment da Dilma e, segundo ele, toda a faculdade estava repleta de pessoas ideologicamente iguais. A época eu engoli os argumentos dele e desejei uma boa vida, hoje ainda tenho apreço pelo rapaz mas sei o quanto a esperança dele no oposto é absurda e inviável.

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