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Henrique M.

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A maioria dos grandes clubes de futebol do mundo gastam milhares de euros em contratações de jogadores, pois assim podem contar com os melhores do mundo, a elite dos jogadores de futebol, na esperança de montar a equipe que os guinará ao sucesso. Clubes como Chelsea, os Manchester, PSG, Real Madrid e Barcelona tendem a gastar o máximo possível para adicionar mais estrelas ao seu elenco que já é estelar. Idealmente, contudo, um clube não deveria se apoiar em gastar rios de dinheiros, mas em promover jogadores de dentro de sua estrutura, de suas categorias de base.

O Barcelona costumava ter sua própria linha de produção de talentos, a renomada La Masia. Mas a dura realidade do momento mudou e o que antes era uma fonte inesgotável de talentos, não é capaz mais de entregar jogadores prontos para conquistarem seu espaço no elenco principal do clube. Um atacante que hoje se encontra no time sub-19 ou no Barcelona B e que joga no ataque ou nas pontas, tende a ter poucas chances no futuro, já que Messi, Suárez e agora Coutinho e Dembelé ocuparam esses lugares por mais alguns anos.

Obviamente que a categoria de base catalã não deixou de produzir jogadores de características interessantes e com potencial, contudo, o fornecimento passou do elenco principal do Barcelona para outras equipes do continente europeu e muitas vezes, esses jogadores não serão adequados a filosofia de outros lugares, já que foram projetados e treinados com o DNA do Barcelona. Talvez seja o imediatismo que povoa a elite de clubes europeia atualmente, onde só a Champions League interessa e isso tenha feito com que o modelo de negócios do clube tenha mudado e com isso, sua política de transferência.

Porém, o ponto aqui não é discutir o que aconteceu com La Masia e sim mostrar como você pode ter dentro do seu clube no Football Manager, a sua própria fábrica de talentos. Iremos abordar como montar uma estrutura que foque na geração de jogadores, quais os fatores você deve considerar, quais passos devem ser realizados e qual o é o curso de ação correto. No mais, é sempre uma boa ideia ter uma boa oferta de jogadores criados no clube, já que eles tendem a ser mais baratos no longo prazo e podem ajudar suas finanças continuamente.

O que você verá aqui, já poderá ter visto em outros lugares, aqui no Engenharia do Futebol ou no FManager Brasil, contudo, a intenção é que essa seja uma espécie de bíblia do desenvolvimento de jogadores através das categorias de base. Como ainda não existe versão em PT-BR para o Football Manager 2018, o guia foi adaptado com as nomenclaturas em PT-PT do jogo.

Por fim, vale ressaltar que o texto original tem uma abordagem mais pessoal do que o que está sendo buscado aqui, por isso, algumas adaptações foram necessárias para que houvesse mesmo esse aspecto de guia definitivo sobre o assunto.

O conceito básico

Quando você inicia uma pesquisa sobre como montar uma boa categoria de base no FM, você pode achar diversas informações sobre diversos tópicos: infraestrutura, o que faz um preparador bom, tutoria, etecetera. Contudo, é raro vermos um único trabalho que combina todos os elementos da equação e te mostra o que buscar quando você realmente deseja ter uma das melhores categorias de base do jogo, que funcione realmente como uma mina de talentos inesgotável.

Se você desfragmentar o sistema inteiro e olhar para os seus elementos principais, você irá identificar uma certa quantidade de pré-requisitos que precisam ser alcançados, já que são condições vitais que não podem coexistir sozinhas. A primeira dessas condições consiste da infraestrutura do seu clube. Na sequência, o staff do seu clube. Depois, a tutoria como ferramenta de desenvolvimento de jogadores. Outros fatores que podem contribuir são: o DNA do clube que você definiu ou quer definir, identificar os tipos de jogadores que você necessita e garantir tempo de jogo para todas as promessas.

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1)      Infraestrutura do clube

O primeiro fator que influenciará seus jogadores e melhorará a qualidade de seus jovens jogadores é a infraestrutura do clube. Existem diversas opções que a diretória oferece que ajudam a melhorar a qualidade e nível com relação as outras categorias de base. Iremos abordar essa questão primordial e ver como elas podem te ajudar a estabelecer uma das melhores categorias de base do jogo.

1.1)  Identificando o que você tem

Caso você ainda não saiba como identificar suas próprias infraestruturas, você pode chegar o perfil do seu clube no jogo e selecionar a aba de Infraestruturas. Você receberá a descrição apropriada do seu nível dentro do jogo em diversas categorias pertinentes ao desenvolvimento de jogadores.

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1.2)  Treino de Camadas Jovens

Vamos começar pelo item mais importante da lista: o treino de camadas jovens. É importante estar sempre buscando maneiras de melhorar o seu treino de camadas jovem e na medida do possível, sempre que a opção de melhora-la aparecer, peça para sua diretoria. É essa parte que irá garantir que a habilidade do seu jogador cresça e desenvolva, assegurando que a Capacidade Atual (CA) inicial seja maior.

Do menor para o maior, a seguir estão os seguintes níveis que sua equipe pode obter: Mínimo, Básico, Adequado, Mediano, Boa, Excelentes e Excepcional.

1.3)  Condições das Camadas Jovens

Além do Treino de Camadas Jovens, você também deve se preocupar com o nível das Condições de Camadas Jovens do seu clube, já que ela também é parte igualmente importante do processo de recrutamento de jovens jogadores. O treino de Camadas Jovens ajuda a acelerar o processo de desenvolvimento e influência a CA inicial dos seus jogadores, já as Condições das Camadas Jovens ajudam no processo de desenvolvimento, acelerando-o.

Do menor para o maior, a seguir estão os níveis que sua equipe pode obter: Ruim, Básico, Abaixo da Média, Adequadas, Mediano, Boa, Ótima, Impressionantes, Excelentes e de última geração.

1.4)  Recrutamento de Camadas Jovens

Se você quer jovens com grande potencial, você tem que buscar ampliar a área de recrutamento da sua equipe, isso obviamente também se aplica aos seus olheiros. Se você comanda o Real Madrid, você tem possibilidades ilimitadas e você pode buscar jogadores por todo o globo terrestre. Isso significa que existem grandes chances de aparecer jovens de fora da Espanha, por exemplo. Entretanto, no caso de clubes menores, é basicamente o oposto e o recrutamento tende a ser quase que local.

Do menor para o maior, a seguir estão os níveis de recrutamento que sua equipe pode atingir: Limitado, Básico, Relativamente Básico, Mediano, Acima da Média, Estabelecido, Bem Estabelecido e Extensivo.

É importante ressaltar que ter um bom Director do Futebol Jovem ajuda bastante no recrutamento de jogadores. Além disso, existe a possibilidade de realizar um processo de recrutamento externo, o que significa que você pode recrutar jovens estrangeiros para sua fornada de jovens através de um clube estrangeiro afiliado.

1.5)  Como usar esse conhecimento?

Se você realmente deseja se dedicar a ter uma boa categoria de base, o primeiro passo é aumentar o nível de Treino das Camadas Jovens, já que simultaneamente aumenta a CA inicial da sua fornada de jovens anual, assim como melhora o desenvolvimento das habilidades dos jogadores presentes no clube. Isso lhe ajudará de algumas maneiras, seja vendendo seus jogadores, para aumentar o fluxo de dinheiro do clube, algo crucial para todas as melhorias que deverão ser feitas, seja lhe fornecendo jogadores para a equipe principal, ajudando na quota de jogadores formados no clube ou lhe permitindo vender jogadores mais valiosos do elenco. Como é o fator mais impactante, faz sentido que você comece por aqui.

O segundo passo é investir nas Infraestruturas de Camadas Jovens, pois quão melhores elas forem, maior será o investimento necessário para melhora-la. Como a melhoria dessa parte apenas influencia o desenvolvimento da CA de seus jogadores, efetivamente acelerando o processo de desenvolvimento deles, não deve ser o primeiro passo. Geralmente é um processo caro e que consome bastante tempo, por um ganho bem menor do que contratar preparadores melhores. Contudo, caso você tenha dinheiro, é uma opção mais rápida, já que a diretoria considera novos pedidos para essa área em um menor espaço de tempo.

A cereja do bolo é o recrutamento. Os efeitos aqui são mais incertos e variam de ano para ano, portanto, investir nessa área só deve ser feito quando você já tem tudo do bom e do melhor nas outras categorias e os melhores preparados possíveis. Conseguir clubes afiliados e contratando mais olheiros para o recrutamento de jovens é importante, mas bem menor do que os dois passos anteriores. Contudo, caso os outros dois passos acima não tenham o impacto necessário, um melhor recrutamento pode acabar lhe ajudando a virar a maré.

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2)      O staff do clube

O segundo fator que influencia e ativamente melhora a qualidade dos seus jovens são os funcionários que seu clube possui, seja para as sessões diárias de treino ou para ajudar com uma nova fornada de jovens jogadores. Sessões de treino de alto nível ajudam a aumentar os atributos de seus jogadores, seja de forma mais geral ou quando você decide treinar uma posição, função ou atributos dos seus jogadores. Isso significa que você precisa encontrar o máximo de preparadores possíveis e usá-los de maneira eficiente, enquanto a qualidade da sua fornada de jovens pode ser parcialmente determinada pelo Director do Futebol Jovem. Essa última questão faz com que esse membro do staff seja um dos mais determinantes quando se quer ter uma boa categoria de base.

2.1) O que buscar nos seus preparadores?

Sempre que você estiver recrutando preparadores, olhe inicialmente para as sessões de treino que necessitam de melhoria, uma sessão de três estrelas deve ter prioridade sobre uma sessão de quatro estrelas. Antigamente, era necessário um esforço maior na pesquisa para saber o que era necessário para ter um preparador cinco estrelas, mas agora que o Football Manager destaca quais são os atributos necessários para cada tipo de função e treino desejado, basta apenas que você busque aqueles que possuem um valor igual ou superior a 15 nos atributos destacados pelo jogo.

E como esse é um guia destinado para o desenvolvimento de jogadores, é importante destacar a necessidade do atributo Trabalho Com Jovens, principalmente para os preparadores das suas equipes juniores.

2.2) Usando seus preparadores adequadamente

O jogo possui nove tipos diferentes de categorias de treino e em uma situação ideal, você pode contar com um especialista em cada uma dessas categorias. Sendo assim, no mundo perfeito, você teria mais de nove vagas para preparadores no seu time, caso não tenha, cabe a você usá-los eficientemente ou incomodar sua diretoria até conseguir as vagas.

Primeiro, você deve focar em ter um especialista em cada categoria, depois, caso a carga de trabalho esteja muito elevado, pode contratar opções um pouco menos qualificadas para diminuir essa carga e melhorar a qualidade geral dos seus treinos para os jogadores. Você dificilmente terá a oportunidade de contar com treinos cinco estrelas em todas suas categorias, portanto, não se sinta incomodado em ter algum preparador lhe dando um treino um pouco inferior (até quatro estrelas é um nível suficiente).

 2.3) O Director do Futebol Jovem

Como mencionado anteriormente, o Director do Futebol Jovem jovens é um fator a se considerar no que tange ao nível das suas fornadas de jovens. Como você deseja o máximo possível de bons jovens jogadores sem que seja necessário caçá-los em outros clubes, é um cargo vital e que não pode ser subestimado. Quando você é um treinador que não liga muito para essa questão, pois não deseja microgerenciar tudo, essa função é que irá cuidar de todas as funções relativas as suas categorias de base, desde comandar os times, até determinar quem entra nas fornadas e quem será emprestado para outros. Se necessário, ele pode até ser usado como preparador na sua equipe.

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Além dos atributos destacados acima de 15, é importante que você observe o estilo de jogo, a mentalidade de jogo e se você quiser ser bastante ferrenho, as formações preferidas. Por que é importante observar essas questões? Se você estiver montando um clube que tenha uma determinada filosofia, é interessante que alguém que seja responsável por trazer os jovens para sua equipe, esteja alinhado com essa filosofia.

Um detalhe que pode lhe passar despercebido, é que a personalidade do seu Director do Futebol Jovem pode impactar na personalidade dos jogadores da sua fornada jovem, portanto, se você precisar contratar alguém para essa função, traga alguém com uma personalidade positiva, pois facilitará bastante a evolução de seus jogadores.

3)      O DNA do Clube

Uma das questões mais ignoradas, porém absolutamente crucial, no Football Manager é o DNA do Clube. Esse DNA é a filosofia que você deseja empregar no seu clube. No futebol moderno, existem diversas filosofias vigorando por aí: Guardiolismo, Cholismo, Gegenpressing, Mourinho e o ônibus, etc. Basicamente, é a pedra fundamental de qualquer treinador e define a maneira como você quer jogar. Uma das características mais atraentes do futebol, e consequentemente do jogo, são as distintas e infinitas abordagens futebolísticas que podem ser empregadas. Quando executadas de maneira correta, virtualmente cada uma dessas abordagens pode colocar seu time no caminho das vitórias e da glória. Não existe uma maneira uniforme de se jogar FM e isso faz com que ele seja melhor e mais interessante por isso.

É importantíssimo que você defina uma abordagem clara, com a qual almeja levar seu clube ao topo. Se você deseja executar seu plano com perfeição, você precisa deixar tudo claro desde o começo, ao invés de pegar uma ideia e ir trabalhando ela lentamente. O desenvolvimento de jovens é um gerenciamento de longo prazo, o que te obriga a definir suas metas, sua filosofia e as formas como você irá atingir seus objetivos.

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3.1) Criando um identidade tática

Em uma situação ideal, seus times juniores deveriam atuar de uma maneira semelhante a equipe profissional, fazendo com que seja mais simples para um jovem jogador ingressar e solidificar sua posição no elenco principal, já que estarão acostumados as táticas e estilo de jogo. Idealmente, a categoria de base se transforma, inclusive, na guardiã da sua identidade tática, pois é um compromisso de longo prazo. Mudar frequentemente de estilos faz com que ter uma base de sucesso seja caro e dificultoso, já que você tem que retreinar ou liberar jogadores e contratar novos preparadores que se encaixam nas suas necessidades. Ter uma boa identidade tática e conectá-la a sua categoria de base mostra o seu desejo de se comprometer com aquela equipe.

Vale lembrar que ter uma tática neutra ou que seja voltada para as necessidades atuais da equipe não ajudam muito no processo, por isso, é importante definirmos o que é uma identidade tática, já que é um tópico vasto e sem respostas corretas. Todas as ligas de futebol do mundo têm times com filosofias diferentes, um estilo de jogo diferente e subculturas diferentes. Nem todos os times terão uma cultura ou filosofia de futebol única e claramente definidas. Alguns times mudam de abordagem frequentemente, dependo bastante da filosofia e estilo de seu treinador. Outros buscam mesclar diversas táticas e estilos, tentando encontrar a sua maneira ideal de praticar futebol, seja por precisarem evoluir ou para retomar um nível anterior.

Quando falamos de um clube com clara identidade tática, é difícil fugir do clichê de falar do Barcelona. Nos ideais catalães, o nobre esporte bretão deve ser praticado de forma a misturar habilidade e arte, ao invés de força bruta. De acordo com a diretoria do clube, essa crença está firmemente enraizada na identidade do clube. Isso significa que uma identidade tática é mais do que definir uma formação e sim como sua equipe deve se comportar em campo.

É aqui que você define como irá jogar: ofensivamente, cautelosamente, uma mistura, uma pressão absurda ou com gerenciamento de posse de bolas, entre tantas outras opções. O que você definir aqui, norteará o restante da criação do seu DNA.

3.2) Criando um estilo de jogo

Pode parecer que seja a mesma coisa, contudo, o estilo aqui referido tem mais haver com os jogadores necessários para a filosofia do clube funcionar e como recrutá-los. Obviamente que uma coisa é ligada a outra, contudo, é aqui que você define quais as características que seus jogadores devem compartilhar, para que sua filosofia seja executada adequadamente dentro de campo.

Cada estilo de jogo necessita de um tipo de jogador diferente: times ofensivos precisam de atributos físicos de velocidade e resistência maiores, além de todo um conjunto de atributos psicológicos que englobam o jogo em equipe e trabalho incessante com e sem a bola, os times defensivos vão pelo lado oposto, onde é necessário mais força, concentração e menos técnica. A partir da definição, você irá buscar os jogadores que se encaixam nos atributos que você busca. Nesse caso, não é interessante ser generalista e buscar jogadores ideais para cada posição ou função, você precisa de um plano claro e deve segui-lo.

3.3) O recrutamento

Por que o recrutamento faz parte do DNA de um clube? É meio simples, já que política de transferências também faz parte de uma filosofia de clube, é só ver a maneira como o Real Madrid se porta e se define. Em termos de FM, alguns gostam de manter um certo realismo, apenas contratando jogadores locais ou de países vizinhos, outros se restringem aos que os olheiros recomendam, enquanto outros usam todo e qualquer recurso à sua disposição para descobrir o máximo de joias possível.

Isso posto, em termos de recrutamento, existem três tipos distintos de recrutamento: Recrutamento Interno (Categorias de base), Recrutamento Externo (Contratações) e Recrutamento através de clubes afiliados.

3.3.1) Recrutamento Interno

O recrutamento interno é a forma mais fácil de recrutar. Você contrata um bom Director de Futebol Jovem, aumenta o nível do Treino de Camadas Jovens até o máximo, melhora suas infraestruturas, ajeita seu recrutamento e contrata os melhores preparados possíveis e pronto. Você não tem o poder de selecionar os jogadores que irão ser incluídos na sua fornada de jovens, apesar de poder rejeitar alguns.

3.3.2) Recrutamento externo

Baseia-se em ter o máximo de olheiros que lhe é permitido. Se você pode contratar 12 olheiros, contrate, 12 olheiros. Nesse caso, quantidade ajuda bastante e você deve ocupar rapidamente as vagas disponíveis no seu staff. Também vale a pena ficar pedindo mais e mais olheiros para sua diretoria. O máximo possível geralmente é em torno de 20, tratando-se de clubes de elite.

Obviamente que seus olheiros deverão ter atributos de observação acima de 15, já que você quer o máximo de precisão nos relatórios. Outra coisa bastante importante de se observar é o Conhecimento Mundial do staff, é aquela parte do perfil que mostra os países que o funcionário conhece e que são adicionados ao conhecimento global do clube.

Quanto maior for o conhecimento de um olheiro em um país em especial, maior a quantidade de jogadores ele poderá encontrar. E isso é uma característica importante para descobrir alguns talentos escondidos. Nesse caso, também faz sentido espalhar seus olheiros pelo mundo, não apenas em termos de tarefas, mas também em termos de local de origem. Mandar um olheiro inglês para a América do Sul pode funcionar, já que ele irá gradualmente aumentar seu conhecimento sobre os jogadores da região, porém, isso leva tempo e significa que irá demorar até que esse olheiro esteja trabalhando com eficiência máxima. Nesse caso, contratar um olheiro sul-americano agilizaria tremendamente o processo, contudo, um olheiro com alta adaptabilidade tende a aprender rapidamente também.

Quanto você tiver uma quantidade suficiente de olheiros, você pode designar as tarefas, espalhando pelo mundo. O ideal é começar com uma região por vez, começando perto de casa e ir afastando à medida que você contrata mais olheiros. Outra dica é ignorar algumas regiões, devido ao baixo número de jogadores disponíveis e focar em nações específicas, após ter todas as regiões mais importantes observadas adequadamente.

3.3.3) Recrutamento através de clubes filiados

Tal qual o recrutamento interno, mas com um pouco mais de poder de decisão quanto aos jogadores que ingressam através de afiliados estrangeiros. Para fazer o pedido, basta pedir para sua diretoria na parte de afiliados, irá aparecer uma opção que irá remeter ao recrutamento ou contratação de jovens estrangeiros.

Após a diretoria concordar e o clube ser selecionado, basta aguardar. Na hora de selecionar o clube, vale a pena escolher um clube de um país que costume revelar bastante jogadores (ou o que mais revela entre as opções disponíveis) e que tenha bons valores para Treino de Camadas Jovens e Recrutamento de Camadas Jovens. Se você deseja ser mais ferrenho, um clube de uma cidade maior terá mais chances de produzir melhores jogadores do que uma cidade menor.

3.4) Definindo metas e políticas de longo prazo

Como um treinador, sua capacidade de determinar metas de longo prazo e constantemente pensar no futuro do seu elenco tem um impacto regular no sucesso de determinado elenco.  A maioria dos grandes treinadores costumam pensar no todo e no futuro. Eles projetam além do presente e pensam onde desejam estar e o que eles precisam fazer para alcançar essas metas ao longo desse período de tempo.

Isso soa absurdamente entediante, o que não deseja de ser verdade. Mas se você quer alcançar um sucesso longo e duradouro, através do desenvolvimento de jogadores, é necessário planejar meticulosamente o futuro. Definir as metas não é muito difícil, já que o céu é o limite.

Você pode querer conquistar o máximo de Libertadores em determinado período, se tornar o líder do quadro de honras do jogo, ganhar um torneio importante só com jogadores da base ou então, superar algum treinador. Opções não faltam e você tem dezenas de maneiras de decidir e alcançar cada uma dessas metas.

4) Perfil dos jogadores

Através de quatro simples passos, você poderá definir o tipo de jogador que você necessita e suprir todas as suas necessidades:

  1. Determinar quais as funções são necessárias;
  2. Definir seus regimes de treinamento;
  3. Trabalhar com os jogadores que já estão prontos para jogar no time principal;
  4. Monitorar a performance dos seus jogadores;

4.1) Determinar quais as funções são necessárias

Já que determinou-se anteriormente a identidade tática e você identificou o estilo que sua equipe vai jogar, você também pode começar a agilizar o recrutamento externo e os resultados do recrutamento interno. Você pode observar determinados tipos de específicos de jogadores e estabelecer um sistema para retreinar ou filtrar os jogadores que surgem nas suas fornadas ou vem dos seus clubes afiliados. Para fazer isso efetivamente, primeiramente, é preciso saber o que procurar. Você já criou um perfil que se adeque ao seu estilo, mas é necessário olhar de perto as funções necessárias para isso ocorrer adequadamente. Para fazer isso com eficiência, você precisa saber que tipo de funções sua tática mais necessitará.

Geralmente podemos distinguir as funções em três tipos: básicas, especialistas e substitutas. As funções básicas são padrões da sua tática, aquelas que tem instruções individuais limitadas ou inexistentes ou sem influência especial no jogo. Você pode pensar nelas em termos das funções básicas para defensores e meio-campistas. As funções especialistas são para jogadores que tem um conjunto de habilidades bastante específico. Isso inclui a maioria das funções ofensivas, mas existem algumas outras por posição. A diferença entre as funções especialistas e as substitutas são se você usa elas ou não nas suas táticas, que podem ser incluídas para adicionar variedade tática ao seu estilo de jogo, mas não essenciais para o processo inicial de recrutamento.

4.1.1) As funções básicas

Para defensores:

  • Defesa Central;
  • Defesa Lateral;
  • Defesa Central Limitado;
  • Defesa Lateral Limitado;
  • Ala;

Para meio-campistas:

  • Médio Ofensivo;
  • Médio Centro;
  • Médio Defensivo;
  • Médio Ala;
  • Extremo Defensivo;
  • Extremo;

4.1.2) As funções especialistas

Para defensores:

  • Completo;
  • Defesa Ala Invertido;
  • Defesa Com Bola;

Para meio-campistas:

  • Trinco;
  • Médio Recuperador de Bolas;
  • Médio Área-a-Área
  • Construtor de Jogo Recuado;
  • Enganche;
  • Pivô Defensivo (Regista);
  • Pivô Ofensivo (Enganche);
  • Avançado Sombra;
  • Construtor de Jogo Avançado;
  • Organizador Móvel;
  • Mezzala;
  • Carrilero;
  • Segundo Volante;

Para atacantes:

  • Ponta de Lança Aberto (Raumdeuter);
  • Número 10 (Trequartista);
  • Avançado de Referência;
  • Avançado Interior;

Todas as funções dos jogadores que atuam na posição de atacante, no campo tático do FM, são funções especialistas.

4.1.3) As funções substitutas

Essas funções são as que você não usa nas suas táticas, mas gosta de ter jogadores que sejam capazes de atuar nelas, para caso precise mudar o estilo de jogo da sua equipe dentro de uma partida ou para um confronto especial.

4.2) Definir seus regimes de treinamento

4.2.1) Definindo seus regimes de função

Quando um jogador chega na sua categoria de base, é altamente recomendável que você determine um regime de treinamento customizado para aquele jogador, para que seu desenvolvimento seja acelerado o máximo possível. Existem dois caminhos para seguir: você pode selecionar uma função básica, que permite um treinamento mais abrangente e universal ou optar por treinar uma função especialista, sendo essa, uma abordagem mais específica.

Quando você está utilizando um treinamento universal, você foca em diversos atributos ao mesmo tempo. Então, faz sentido que esses tipos de treinamento foquem em diversos atributos, também significa que o progresso será mais lento, mas ao menos é mais abrangente.

Quando você está utilizando um treinamento especialista, você foca nos atributos necessários para que o jogador atue em determinada função. Se você já sabe qual função um jovem supostamente irá ocupar nas suas táticas do time principal, você já pode começar a prepara-lo desde cedo com treinos voltados para essa função. O progresso nesse tipo de treinamento é rápido para os atributos chaves que ele treina, mas a maioria dos outros atributos não evoluem da mesma maneira e até podem involuir.

4.2.2) Definindo seus regimentos de fortalecimento

Ao invés de focar em apenas uma função, você pode optar por um regime de fortalecimento. Todos os jogadores possuem características que lhe dão vantagens e desvantagens dentro de campo e o caminho ideal é melhorar ambas consistentemente. As vantagens devem ser fortalecidas e devem ajudar a eliminar as desvantagens. Mas é mais importante focar em uma ao invés da outra? Você pode escolher qualquer um e até ir trocando uma com a outra, depende muito do que você deseja para o desenvolvimento de determinado jogador.

Quando você desenvolve as vantagens que um jogador pode lhe trazer, isso nos leva a uma posição única. Eles vão claramente encaixar nas suas táticas e tem grandes chances de se destacarem primeiro, quanto mais um jogador melhora, mais ele se destaca no seu nicho e tem mais chances de ser selecionado para o time titular ou ser vendido para um clube maior.

Em termos de desenvolvimento absoluto, é mais provável que se desenvolvam as vantagens do que as desvantagens. É por isso que certas características lhe beneficiam, já que ele tem talento para certos aspectos do jogo e por causa disso, ele pode estar mais disposto a melhorar apenas suas vantagens, já que ele vê resultados imediatos desse esforço. Um jogador pode se aprofundar muito em um campo limitado, potencialmente levando ele a ser tornar o melhor em algo.

Por outro lado, um jogador é apenas tão bom quanto sua principal desvantagem. Mesmo que melhorar suas vantagens faça com que ele se destaque dentro de um certo conjunto de habilidades necessários para sua função, melhorar suas desvantagens tende a abrir a possibilidade de mais funções e posições, transformando-o em um jogador versátil.

4.3) Trabalhar com os jogadores que já estão prontos para jogar no time principal

Esse é o passo mais fácil, já que quando seus jogadores estiverem desenvolvendo adequadamente, eles precisam jogar regularmente. Se eles não são bons o suficiente para o seu time, empreste-os, para que eles possam jogar. Se eles são bons o suficiente, promova-os para o time principal e comece a dar oportunidades aqui e ali. É simples assim.

4.4) Monitorar a performance dos seus jogadores;

Independentemente de onde o jogador esteja ganhando tempo de jogo, você precisa ficar de olho sobre eles. Se ele joga no seu time, é fácil. Afinal de contas, você o vê em campo toda vez que quer e é capaz de discernir se ele está indo bem ou mal. Se o seu jogador está emprestado, tenha certeza que seus olheiros estão observando suas atuações, e caso algum jogador não esteja jogando o suficiente ou atuando na posição desejada por você, talvez seja melhor chamá-lo de volta.

De qualquer maneira, o tempo ideal para monitorar e avaliar a performance dos seus jogadores seria um espaço de dois a três meses. Se o desenvolvimento de um jogador estiver estagnando, pode ser uma boa ideia garantir que ele ganhe mais tempo de jogo ou mudar seus regimes de treinamento. Talvez determinado jogador não seja capaz de brigar por espaço em determinada função, mas você pode retreiná-lo em outra função ou posição para que ele possa ser capaz de brigar por esse espaço.

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5)      Tutoria

Agora é hora de falarmos sobre uma parte bastante relevante do desenvolvimento de jovens jogadores: a tutoria de um jovem por um membro mais velho e experiente do elenco.

5.1) O que a tutoria faz?

A opção de tutoria permite que você pensa para um membro mais velho e importante do seu elenco, para acompanhar de perto um jovem jogador e passar suas experiências e ser seu mentor, ensinando a ele os caminhos do futebol. Quando os jogadores compartilham traços de personalidade, essa opção tende a funcionar efetivamente muito bem e provém um aumento interessante no desenvolvimento de um jogador, assim como a possibilidade do jogador aprender algum Movimento Preferido do Jogador (MPJ) e até mudar sua personalidade.

Um dos principais atributos por trás da evolução de um jogador no jogo é o atributo oculto Profissionalismo. A tutoria é a única maneira de se influenciar esse importante atributo e evoluí-lo. Dessa forma, selecionar o tutor adequado para suas principais promessas é extremamente importante, principalmente para quem buscar maximizar e acelerar ao máximo a evolução de um jogador.

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5.2) Quando tutorar um jogador?

Mesmo que não exista um tempo inicial ideal para tutorar um jogador, é altamente recomendado que se comece o mais cedo possível e existem boas razões para isso. Quando você começa com o jogador bem mais jovem, você tem mais tempo para trabalhar no desenvolvimento de um jogador e moldá-lo da maneira que você achar mais adequado. Além disso, quando a reputação de um jovem se torna muito alta, ele se torna indisponível para ser tutorado, portanto, você deve começar enquanto a reputação é baixa.

5.2.1) Condições para tutoria

Você pode iniciar uma conversa privada com algum jogador em particular, não importa se você começar pelo tutor ou pelo tutorado. Para quem um jogador esteja disponível para tutorar determinado jogador, os seguintes motivos devem ser observados:

  • O tutor tem que ter uma reputação maior que o tutorado;
  • O tutor e o tutorado devem compartilhar um certo nível de familiaridade, seja com uma posição ou função. Um defensor não pode tutorar um atacante;
  • O tutor tem que ter mais de 24 anos (exceto se ele for o capitão do seu time);
  • O tutorado tem que ter menos de 23 anos;
  • O tutorado não pode ser um membro estabelecido do elenco e nem estar treinando um MPJ. Seu status contratual deve ser rotação ou inferior. O tutor tem que ter relativa importância dentro do seu elenco;
  • Ambos não podem estar lesionados e o tutor não pode estar treinando um MPJ;
  • Um tutor só pode tutorar um jogador por vez e apenas poderá tutorar outro jogador depois de cinco semanas do fim da tutoria anterior.

5.3) Duas formas distintas de tutoria

Existem duas formas diferentes de tutoria, que diferem uma da outra.

  • "Como um dos jogadores mais velhos da equipe, eu gostaria que você fosse tutor de fulano, pois sinto que pode ajudá-lo a melhorar seu jogo". - Aqui será compartilhado o talento, aquilo que seu jogador sabe dentro de campo. Ele irá compartilhar seus movimentos preferidos, irá compartilhar seu estilo de jogo, ou seja, sua função dentro de campo e ajudará o jogador a desenvolver os atributos para essa função. Isso significa, que você pode ter um substituto perfeito para aquele seu defensor que joga com bola, simplesmente trabalhando essa função. Ou então aquela precioso Raumdeuter que anda fazendo estragos nos adversários poderá ressurgir através de um jovem seu.
  • "Como um dos jogadores mais velhos da equipe, eu penso que seria vantajoso se você tomasse conta de fulano e lhe passasse toda sua experiência". - Aqui será compartilhado a personalidade, a mentalidade, o comportamento dentro e fora de campo. Isso aqui é importantíssimo para moldar o desenvolvimento do seu jogador.

Ambas as opções terão um impacto nos atributos pessoais e na determinação de um jogador. A segunda opção é útil para o jogador mais jovem, que está começando, para que você molde sua mentalidade, a primeira, é principalmente útil quando você enxerga que um jovem jogador tem tudo para substituir perfeitamente, no futuro, ou então, o jogador tem algum MPJ que lhe interessa em outro jogador.

5.4) Escolhendo o tutor certo

Como escolher o tutor certo pode influenciar drasticamente o desenvolvimento de um jogador, seja aumentando atributos, aprendendo MPJ ou aumentado o Profissionalismo, a escolha tem que ser bem pensada. Isso significa encontrar um tutor com a personalidade certa, já que tudo revolve em melhorar os atributos mentais do jovem jogador. Portanto, busque uma personalidade com altos valores de profissionalismo, tais quais:

  • Cidadão modelo;
  • Profissional modelo:
  • Profissional;
  • Perfeccionista;
  • Resoluto;
  • Quaisquer dessas personalidades com a adição de razoavelmente, implicam valores decentes de profissionalismo também, portanto, é um caminho que pode ser seguido.

Outras personalidades ocasionalmente podem ter um alto atributo de Profissionalismo, mas essas personalidades certamente lhe garantem isso.

Outro fator a se considerar é o atributo Determinação, mesmo que já tenha sido estabelecido que ele não é tão relevante para o desenvolvimento do jogador, é um atributo útil para um jogador ter e a tutoria também é a única maneira de aumentá-lo. Contudo, vale a pena trocar um atributo de determinação mais alto de um jovem por uma mentalidade mais profissional.

5.5) Qual a melhor opção de tutoria?

Foi realizado um experimento no Football Manager 2016 e checado nas versões seguintes para ver se o jogo ainda se comportava anteriormente. Nesse experimento, foram criados, com a ajuda do Editor de Tempo Real, três jogadores de mesma posição e idade. Além disso, dois jogadores mais velhos do clube foram editados para terem a personalidade Cidadão Modelo, com todos os atributos escondidos com valor 20, incluindo, obviamente, o Profissionalismo e alguns MPJs. Sendo assim, dos três jovens, um foi deixado sem ser tutorado (Jogador 1), outro com a primeira opção do Item 5.3 (Jogador 2) e outro com a segunda opção do item 5.3 (Jogador 3).

O desenvolvimento dos jogadores foram avaliados em seis áreas: Capacidade Atual (CA), MPJs, atributos técnicos, atributos mentais, atributos físicos e atributos escondidos.

Após seis meses, o progresso dos jogadores, apenas observando os números foi: 

Imagem-8.png

Já graficamente temos:

Imagem-9.png

Mesmo estando longe de ser estatisticamente conclusivo, podemos ver que a diferença mais espetacular pode ser vista no desenvolvimento dos atributos escondidos. O desenvolvimento regular, como esperado, é bastante similar em quase todas as áreas, porém, para o jogador 3, houve um aumento de cerca de um ou dois pontos para cada atributo escondido. O jogador 2 apenas ganhou um ponto de Profissionalismo do seu tutor, mas parou por aí. Também pudemos observar o aumento do atributo Determinação para o Jogador 3, mas por enquanto, nenhum jogador aprendeu um MPJ até o momento. Por isso, o experimento seguiu por mais seis meses de save.

Numericamente, o progresso foi assim:

Imagem-10.png 

Já graficamente tivemos:

Imagem-11.png

 Uma temporada completa simulada acabou nos dando um pouco mais de informação. Em termos do desenvolvimento de um jogador, é seguro concluir que é extremamente benéfico tutorar um jogador. Mesmo que o jogador que não foi tutorado tenha evoluído por contra própria, seus colegas evoluíram muito mais do que ele. Obviamente que a evolução espetacular da personalidade do jogador 3 parece ter diminuído a aceleração do seu ganho de CA, mas em termos gerais, os jogadores 2 e 3 tiveram curvas de desenvolvimento bem melhores.

Agora, se formos avaliar apenas as opções de tutoria, fica mais difícil responder quem é melhor ou pior. Por isso, observe o gráfico a seguir:

Imagem-12.png

 No fim das contas, se resume mais ao que você deseja melhorar e desenvolver em seu jogador. O jogador 2 demonstra um progresso mensurável, onde você bate o olho e vê que ele claramente é um jogador melhor e fazendo com que ele tenha se tornado mais útil num futuro mais próximo. Enquanto isso, o jogador 3 teve um desenvolvimento voltado para sua personalidade, aumentando bastante seus valores para o atributo Profissionalismo, o que lhe beneficiará melhor no longo-prazo. Isso pode até um desenvolvimento inicial mais lento, mas é melhor para o jogador, caso você tenha tempo para trabalha-lo.

Por isso, pode-se concluir que se você precisa imediatamente de um melhora técnica em um jogador, para usá-lo no seu time principal, a primeira opção do item 5.3 é o melhor caminho, mas se você está fazendo um trabalho mais lento ou então, tem tempo e não tem necessidade imediata para aquele jogador, opte pela segunda opção do item 5.3 e depois trabalhe a parte técnica com uma nova tutoria usando a outra opção.

6)      Tempo de jogo

Para encerrar essa bíblia do desenvolvimento de jovens jogadores, chegamos ao último dos fatores que irão lhe ajudar a desenvolver mais jogadores de qualidade. Tudo que foi visto anteriormente é a parte fácil de todo o trabalho com os jovens, já que integrá-los ao seu time principal é o que mais importa. Times como Manchester City, Chelsea, Real Madrid e ironicamente, o Barcelona atual preferem contratar talentos globais que se destacam em competições juniores, contudo, numa visão correta, o desenvolvimento de jogadores não deve ser baseado em títulos e sim na preparação desses jogadores para o futebol profissional e se observamos esses elencos, é difícil encontrar jogadores da base, que subiram nos últimos dois ou três anos, como peças fundamentais no elenco desses clubes.

Sendo assim, iremos avaliar mais de perto a influência que o tempo de jogo possui nos jovens jogadores no Football Manager. Assim como para avaliar os efeitos da tutoria, nesse caso, também foi realizado um experimento no Football Manager 2016 e que foi checado nas versões seguintes para ver se as coisas continuavam da mesma forma.

Foram criados cinco jovens iguais com a ajuda do Editor de tempo Real. Ambos tem idades similiares e jogam na mesma posição. Todos os atributos, incluindo os escondidos, ficaram com o valor de 10. Um desses jogadores (Jogador 1) atuará todas as semanas no time principal, outro (Jogador 2) atuará no time sub-21\reservas, dois (Jogador 3 e 4) irão ficar no sub-19, enquanto o último (Jogador 5) irá ser emprestado para um clube afiliado. Todos os jogadores, exceto um dos sub-19 (Jogador 4) terão contratos profissionais. Todos os jogadores tem 16 anos de idade e o experimento foi realizado durante seis meses (em termos de FM, obviamente).

Assim como no experimento anterior, certas áreas do desenvolvimento foram observadas, mas ao contrário dos seis itens, serão apenas quatro:

  • Capacidade Atual (CA);
  • Atributos técnicos;
  • Atributos mentais;
  • Atributos físicos; 

O progresso dos jogadores, em termos numéricos, foi o seguinte:

Imagem-13.png

Graficamente, temos a seguinte comparação:

 Imagem-14.png

 Era de se esperar que o Jogador 1 tivesse a melhor progressão. Essa asserção é verdadeira se observamos apenas a CA, mas em termos de atributos, os outros desenvolverão tão bem quanto ou melhor, em alguns casos. Com todos os outros fatores necessários para o desenvolvimento sendo iguais, pode se julgar que o tempo de jogo não é tão importante assim. O jogador atuando pelo time sub-21\reservas se desenvolveu tão bem quanto, enquanto os que ficaram no sub-19, ficaram um pouco atrás, mas mesmo assim, nada tão gritante. O pior jogador foi o que foi emprestado, isso ocorre pois ele estava em um clube com infraestrutura inferior, então faz sentido que ele não tenha se desenvolvido como os outros quatro.

Como a primeira observação foi meio que inconclusiva a respeito do tempo de jogo, um mergulho nas informações era necessário. O fator lógico a se olhar seria a quantidade de partida que cada um jogou em diversos níveis. Assim, temos a tabela abaixo:

Imagem-15.png

Graficamente, a influência do tempo de jogo é a seguinte:

Imagem-16.png

Após essa consideração, certas conclusões, mesmo com que alguma cautela, podem ser feitas. Estar atuando na equipe principal é realmente um fator para o desenvolvimento da CA de um jogador, já que o Jogador 1 se desenvolveu muito melhor nesse sentido. Os resultados do jogador 5 indicam que as infraestruturas também tem um grande impacto, já que mesmo jogando mais, ele foi o que menos desenvolveu.

Por outro lado, podemos observar que o nível do futebol praticado não é importante, já que os jovens jogadores evoluíram quase tão bem quanto quem estava jogando no time principal, o importante é que eles estejam atuando regularmente. O progresso mais estável foi realizado pelos jogadores que mesclaram partidas pelos times júniores, reserva e time principal. Portanto, já que jogadores emprestados podem perder tempo importante no desenvolvimento, talvez seja melhor reconsiderar sua política de empréstimos.

Mas se mesmo assim, você quer realizar uma política assim para desenvolver seus jogadores, procure times que tenham boas infraestruturas e se seu time tem algum time B atuando em ligas competitivas, como os times B da Alemanha e da Espanha, talvez seja melhor deixar esses jogadores por lá.

Com essa última informação, encerramos esse conteúdo vasto e dedicado ao desenvolvimento de jogadores do FM, com diversas dicas e um caminho certamente certeiro para você ter sua própria linha de produção de talentos, tal qual La Masia ou os Meninos da Vila.

Conteúdo traduzido e adaptado por Henrique M. para o FManager Brasil e Engenharia do Futebol
Fonte: Série Emulating La Masia do site Strikerless, combinado com conteúdos da série Engenharia de Base. As screenshots presentes são do autor e as outras imagens são traduções ou adaptações do conteúdo postado na série Emulating La Masia.
Banner: @_Matheus_

P.S: Em breve devo disponibilizar um arquivo PDF melhor formatado para quem desejar salvar e manter em seu computador.
P.P.S: O conteúdo é extenso e foi feito no Word, portanto, pode ter ficado alguma falha de formatação ou até mesmo outros tipos de erros, caso encontrem alguma coisa errada, é só informar que eu corrijo.

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PedroJr14

Parabéns pela formatação, deve ter dado uma trabalheira imensa. Saves como o meu, o do @Danut e outros que buscam ou buscarão priorizar os jogadores da base no decorrer do tempo com certeza serão muito ajudados pela matéria. Perdi tempo emprestando alguns bons jogadores da base no início do save e eles talvez nunca se tornem aquilo que poderiam ser, agora irei tentar corrigir esse arro com os novos jogadores e buscar melhorar cada vez mais como treinador e gestor de clubes.

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Douglas.

Curioso isso do pouco desenvolvimento em clubes de estrutura pior. Eu esperaria que a evolução de atributos mentais fosse compensar a pouca evolução dos outros quesitos pela experiência com pressão da torcida, resultados, etc.

Por outro lado, é bom ter a confirmação que não é necessário emprestar jogadores muito cedo, que é melhor deixá-los no clube e garantir tutoria e jogos em suas categorias antes de decidir se têm futuro no clube ou não, e que emprestar pra clubes de baixo escalão só deve ser feito em último caso, pra evitar salários de jogadores que não têm futuro no clube.

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senna889091

Um dos artigos mais completos e esclarecedores que ja li por aqui. Belo trabalho. 

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Danut

Bem, em primeiro lugar, parabéns por trazer o material pra cá. O trabalho deve ter sido enorme, e é muito bom ver coisas novas sendo disponibilizadas em português e aqui no fórum.

Dito isso, tenho algumas questões:

 

Noitem 1.5, o texto fala em contratar mais olheiros para o recrutamento de jovens. Isso quer dizer os olheiros mesmo, aqueles que a gente define tarefa e tal, ou foi uma maneira de se referir à melhoria no quesito de infraestrutura "rede de recrutamento"? Se for o segundo, sugeriria trocar, pois da forma que está fica confuso.

 

Outra coisa: na parte de tutoria, é informado que o tutor tem de ser maior de 24 anos. Isso é verdade, exceto se ele for capitão da equipe. O capitão pode ser tutor mesmo abaixo dos 24 (ao menos no FM 16, não tenho como confirmar no FM 18). Acho que seria legal incluir essa informação - em equipes com poucos jogadores de boa personalidade, nomear capitão alguém mais novo para "liberar" ele para tutoramento é uma boa ideia.

 

Ainda no tutoramento: eu sempre ouvi falar que a primeira opção é rigorosamente igual à segunda, com a única diferença de que também passa as MPJs. Pelo texto, fiquei com a impressão de que a primeira também modifica os atributos técnicos do jogador, o que eu nunca tinha ouvido falar antes. É isso mesmo? E a segunda o texto deu a impressão de que só ela realmente afeta os atributos mentais - o que eu acho que não é o caso, né?

 

Por último, quanto ao experimento relatado no final: qual a idade dos jogadores e quanto tempo se jogou? Pergunto porque a conclusão de que a quantidade de jogos não importa muito para o desenvolvimento, pelo que sempre ouvi, é verdadeira para jogadores bastante jovens (não lembro agora o valor exato, mas acho que era até os 18/19 anos), mas não para jogadores mais velhos.

 

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Henrique M.
16 horas atrás, Danut disse:

Bem, em primeiro lugar, parabéns por trazer o material pra cá. O trabalho deve ter sido enorme, e é muito bom ver coisas novas sendo disponibilizadas em português e aqui no fórum.

Dito isso, tenho algumas questões:

 

Noitem 1.5, o texto fala em contratar mais olheiros para o recrutamento de jovens. Isso quer dizer os olheiros mesmo, aqueles que a gente define tarefa e tal, ou foi uma maneira de se referir à melhoria no quesito de infraestrutura "rede de recrutamento"? Se for o segundo, sugeriria trocar, pois da forma que está fica confuso.

 

Outra coisa: na parte de tutoria, é informado que o tutor tem de ser maior de 24 anos. Isso é verdade, exceto se ele for capitão da equipe. O capitão pode ser tutor mesmo abaixo dos 24 (ao menos no FM 16, não tenho como confirmar no FM 18). Acho que seria legal incluir essa informação - em equipes com poucos jogadores de boa personalidade, nomear capitão alguém mais novo para "liberar" ele para tutoramento é uma boa ideia.

 

Ainda no tutoramento: eu sempre ouvi falar que a primeira opção é rigorosamente igual à segunda, com a única diferença de que também passa as MPJs. Pelo texto, fiquei com a impressão de que a primeira também modifica os atributos técnicos do jogador, o que eu nunca tinha ouvido falar antes. É isso mesmo? E a segunda o texto deu a impressão de que só ela realmente afeta os atributos mentais - o que eu acho que não é o caso, né?

 

Por último, quanto ao experimento relatado no final: qual a idade dos jogadores e quanto tempo se jogou? Pergunto porque a conclusão de que a quantidade de jogos não importa muito para o desenvolvimento, pelo que sempre ouvi, é verdadeira para jogadores bastante jovens (não lembro agora o valor exato, mas acho que era até os 18/19 anos), mas não para jogadores mais velhos.

 

1.5) Olheiros mesmo, o profissional do staff.

Tutoria: Dica adicionada.

A primeira foca mais nos atributos técnicos, enquanto a segunda foca mais nos atributos mentais, mas não significa que outras partes não são desenvolvidas, o que difere é o foco, mas outras melhorias acompanham. Também só fui descobrir isso agora, achei que a primeira servia só para passar MPJs. O que percebi de mais importante, é que a segunda opção "retarda" (acho que o termo correta seria deixa mais lento e não que atrapalha em si, mas não achei uma palavra para dizer isso tudo) o desenvolvimento físico do atleta, caso, ele não possua aptidões, já que existe um preço a ser pago na distribuição dos pontos da CA.

O tempo jogado foi de uma 6 meses. Todos com 16 anos. Adicionarei isso no texto também. Nesse experimento, foi analisado só o tempo de jogo. Eu sei, por experiência, que acelera o desenvolvimento, mesmo que para algumas não faça diferença, é algo meio empírico, já que não existe nada de concreto, mas muitas pessoas na comunidade enxergam a mesma coisa que eu e a intenção do experimento era olhar para esse lado e ver se é fato ou mito. Contudo, a única adição que esse experimento dele trouxe para minha cabeça, foi de que é bastante importante observar as instalações do clube que vai receber o seu jogador emprestado. Sempre achei que era melhor emprestar o cara para jogar num time com infraestruturas piores do que deixar ele quietinho no meu sub-19.

 

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Danut

Esclareceu minhas dúvidas, menos a primeira: os olheiros tem alguns influência no recrutamento de jogadores então? De onde vem isso?

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Ewerton133

Belo artigo.

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Henrique M.
9 horas atrás, Danut disse:

Esclareceu minhas dúvidas, menos a primeira: os olheiros tem alguns influência no recrutamento de jogadores então? De onde vem isso?

Eles expandem o seu raio de observação, portanto, aumentam suas chances de arrumar um newgen de um país diferente.

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Douglas.
Em 2/19/2018 at 08:02, Danut disse:

Por último, quanto ao experimento relatado no final: qual a idade dos jogadores e quanto tempo se jogou? Pergunto porque a conclusão de que a quantidade de jogos não importa muito para o desenvolvimento, pelo que sempre ouvi, é verdadeira para jogadores bastante jovens (não lembro agora o valor exato, mas acho que era até os 18/19 anos), mas não para jogadores mais velhos.

 

Isso eu acho que é porque a distribuição entre atributos Técnicos, Mentais e Físicos muda de acordo com a idade, com os atributos físicos se desenvolvendo mais até essa idade (eu considero 20 mas não sei ao certo também porque são dados empíricos já que a SI não comenta muito sobre esses pormenores). Aí, como os atributos físicos se desenvolvem mais nos treinamentos que nos jogos, casa com o resultado mostrado aqui. Seria interessante ver o mesmo experimento com jogadores de 19-21 anos também pra saber se não ocorre estagnação.

Por ora, minha regra mudou pra só emprestar jogadores a partir dos 21 anos e que não tenham perspectiva de ficar nem no banco.

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Chaves

Excelente material. Esse tipo de conteúdo que a comunidade brasileira carece!

Ainda não parei para ler com a devida atenção, mas gostaria de fazer um adento. Desculpem se já foi comentado.

Um outro fator importante a se levar em consideração para o staff em geral, em especial das camadas jovens, é a reputação. Preparadores com reputação alta, geralmente ex-jogadores de sucesso com passagens por suas seleções, funcionam como chamarizes. E não precisam ser um dos melhores preparadores para isso. Respeitando o que foi dito sobre condições de treinamento e qualidade dos outros preparadores, esse preparador com alta reputação pode ser o pior nos treinamentos que mesmo assim vai atrair bons jovens. 

 

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DiogoHernandes

Parabéns pelo excelente trabalho! Este guia já está favoritado aqui no meu navegador.

A questão das tutorias foi uma grande surpresa para mim, e ver os resultados do experimente indica que preciso mudar um pouco a forma como faço tutorias com meus jogadores.

Outros pontos que gostei muito do texto foi a questão do tempo de jogo na equipe principal ou por empréstimo e a filosofia do clube.

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senna889091
Em 20/02/2018 at 16:21, Douglas. disse:

 

Isso eu acho que é porque a distribuição entre atributos Técnicos, Mentais e Físicos muda de acordo com a idade, com os atributos físicos se desenvolvendo mais até essa idade (eu considero 20 mas não sei ao certo também porque são dados empíricos já que a SI não comenta muito sobre esses pormenores). Aí, como os atributos físicos se desenvolvem mais nos treinamentos que nos jogos, casa com o resultado mostrado aqui. Seria interessante ver o mesmo experimento com jogadores de 19-21 anos também pra saber se não ocorre estagnação.

Por ora, minha regra mudou pra só emprestar jogadores a partir dos 21 anos e que não tenham perspectiva de ficar nem no banco.

Mesmo se os preparadores reportarem que ele precisa de tempo e com bons times o procurando pra emprestimo? 

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Leonardo Castello

80% do que sei hoje sobre organização de clube é graças ao trabalho do Henrique, muito obrigado cara

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Chaves

Agora li tudo!

O único ponto que realmente senti falta foi a questão da reputação dos preparadores, que já comentei e permitam-me explicar melhor.

Isso foi algo que li em algum lugar e obtive bons resultados aplicando nas minhas equipes. A lógica é bem simples: Entre duas equipes de alta reputação contando com excelentes condições de treino e preparadores capazes, em uma liga de topo, qual delas seria a escolha de um jovem talento? Ter alguém com alta reputação, uma espécie de ídolo, obviamente daria alguma vantagem, afinal, o que conta mais? Ter a oportunidade de trabalhar com o Tião, excepcional preparador, ou com um Zidane, Puyol, Gerrard da vida?

O material é muito completo e não aborda essa questão. Como eu disse, pessoalmente obtive alguns resultados interessantes, mesmo com equipes sem muita infraestrutura. Eu não quero ser o caga-regra, então deixo para que tirem suas próprias conclusões, se acharem a idéia interessante.

A única coisa no material todo que me gerou desconfiança foi a parte sobre tempo de jogo. Como um jogador evolui o dobro de CA de outro e os ganhos em atributos são praticamente os mesmos? Os atributos tem pesos no CA, ok. Seria como se, levando em consideração os atributos físico, o jogador 1 tivesse evoluído apenas aceleração e velocidade e o jogador 5 tivesse evoluído muito atributos de menor peso, como resistência. Isso seria até possível dependendo da posição e função treinada, mas o DOBRO de CA para ganhos gerais visíveis quase idênticos é MUITA coisa.

A ideia que os gráficos me passam é o oposto da conclusão. Vale mais a pena emprestar ou deixar os jogadores na base, já que vão ter uma evolução maior de atributos com baixo custo de CA.

Para ser bem honesto, achei toda a parte de tempo de jogo no mínimo questionável.

Todos os jogadores jovens, gerados ou não, tem no geral atributos mentais e alguns físicos baixos, principalmente os atributos que entram nas classes de background (fundo) e primários. A gente não busca dar tempo de jogo para um jogador para ele melhorar a finalização, passe, posicionamento, velocidade, força... esses atributos a gente consegue treinar individualmente. A gente busca dar tempo de jogo para os jogadores para que eles melhorem sua consciência, sua noção do jogo, em outras palavras, para evoluirem em atributos como concentração, trabalho de equipe, antecipação, visão de jogo, índice de trabalho... atributos que não podem ser treinados individualmente e que evoluem muito lentamente com treino geral de equipe.

Não me importaria em ver a evolução técnica e física de um jogador diminuir se isso refletisse em ganhos nos atributos mentais. Para mim o teste que foi feito é inconclusivo. Tinham que ter feito um período de controle, com os jogadores passando uma temporada treinando no clube apenas na base. Na temporada seguinte realizavam o teste como foi feito. Mas precisariam ainda avaliar individualmente pelo menos cada atributo mental para chegar perto de alguma conclusão.

 

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Douglas.
19 horas atrás, senna889091 disse:

Mesmo se os preparadores reportarem que ele precisa de tempo e com bons times o procurando pra emprestimo? 

Depende. De acordo com os testes, a única coisa melhor que as categorias de base do clube é tempo de jogo em clubes em condições similares, então se aparecer um clube da mesma divisão ou de uma divisão de qualidade similar ou superior, aí acho que vale à pena emprestar dependendo de como já estiver a personalidade e os atributos que eu poderia controlar/direcionar. Mas pra um jogador com personalidade ruim mas com bom potencial, talvez seja melhor mantê-lo pra tentar melhorar o psicológico enquanto é tempo, independente de atrasá-lo inicialmente.

 

 

17 horas atrás, Chaves disse:

A única coisa no material todo que me gerou desconfiança foi a parte sobre tempo de jogo. Como um jogador evolui o dobro de CA de outro e os ganhos em atributos são praticamente os mesmos? Os atributos tem pesos no CA, ok. Seria como se, levando em consideração os atributos físico, o jogador 1 tivesse evoluído apenas aceleração e velocidade e o jogador 5 tivesse evoluído muito atributos de menor peso, como resistência. Isso seria até possível dependendo da posição e função treinada, mas o DOBRO de CA para ganhos gerais visíveis quase idênticos é MUITA coisa.

 

Teria que mostrar cada atributo e olhar os pesos. Têm os quesitos Técnico, Físico e Mental mas nem todos os atributos sob cada categoria custam o mesmo, então pode valer mais pra um atacante ir de Técnica 8 pra 10 do que de Faltas 8 pra 11 mais Escanteios 6 pra 9. Seria um ganho de 2 pro primeiro e 6 pro segundo mas o ganho de CA seria maior pro primeiro.

 

Citar

A ideia que os gráficos me passam é o oposto da conclusão. Vale mais a pena emprestar ou deixar os jogadores na base, já que vão ter uma evolução maior de atributos com baixo custo de CA.

Para ser bem honesto, achei toda a parte de tempo de jogo no mínimo questionável.

Todos os jogadores jovens, gerados ou não, tem no geral atributos mentais e alguns físicos baixos, principalmente os atributos que entram nas classes de background (fundo) e primários. A gente não busca dar tempo de jogo para um jogador para ele melhorar a finalização, passe, posicionamento, velocidade, força... esses atributos a gente consegue treinar individualmente. A gente busca dar tempo de jogo para os jogadores para que eles melhorem sua consciência, sua noção do jogo, em outras palavras, para evoluirem em atributos como concentração, trabalho de equipe, antecipação, visão de jogo, índice de trabalho... atributos que não podem ser treinados individualmente e que evoluem muito lentamente com treino geral de equipe.

Não me importaria em ver a evolução técnica e física de um jogador diminuir se isso refletisse em ganhos nos atributos mentais. Para mim o teste que foi feito é inconclusivo. Tinham que ter feito um período de controle, com os jogadores passando uma temporada treinando no clube apenas na base. Na temporada seguinte realizavam o teste como foi feito. Mas precisariam ainda avaliar individualmente pelo menos cada atributo mental para chegar perto de alguma conclusão.

 

É algo semelhante ao que eu falei, imaginava que alguns atributos mentais evoluiriam mais jogando, sentindo pressão, adversidades dentro e fora de campo, etc. E o teste mostrou que isso acontece naturalmente (jogando ou não), e se acentua com um bom tutor e boas condições de treinamentos.

Com isso emprestar um jogador acaba tendo mais importância pra ele ganhar reputação e/ou aliviar a folha salarial. E, se as condições se alinharem e ele já tiver uma boa personalidade, aí pode ser uma boa emprestar.

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Chaves
58 minutos atrás, Douglas. disse:

Teria que mostrar cada atributo e olhar os pesos. Têm os quesitos Técnico, Físico e Mental mas nem todos os atributos sob cada categoria custam o mesmo, então pode valer mais pra um atacante ir de Técnica 8 pra 10 do que de Faltas 8 pra 11 mais Escanteios 6 pra 9. Seria um ganho de 2 pro primeiro e 6 pro segundo mas o ganho de CA seria maior pro primeiro.

É algo semelhante ao que eu falei, imaginava que alguns atributos mentais evoluiriam mais jogando, sentindo pressão, adversidades dentro e fora de campo, etc. E o teste mostrou que isso acontece naturalmente (jogando ou não), e se acentua com um bom tutor e boas condições de treinamentos.

Com isso emprestar um jogador acaba tendo mais importância pra ele ganhar reputação e/ou aliviar a folha salarial. E, se as condições se alinharem e ele já tiver uma boa personalidade, aí pode ser uma boa emprestar.

Pensei nisso durante o dia, mas mesmo assim, Douglas, o dobro de CA ainda é muita coisa, mesmo se tratando de jogadores de posições diferentes, com filosofias de treinamento diferentes.

O teste tinha que apresentar a evolução dos atributos de maneira mais clara para realmente chegarmos a alguma conclusão. O que foi apresentado é muito vago para sairmos do ponto das suposições.

Eu nunca fui fã de emprestar jogadores, caso tenha deixado alguma impressão que estou defendendo a prática. Prefiro manter os jogadores sob o meu olhar. Mas chega um determinado momento que a base não é mais o suficiente e se não dá para encaixar na equipe principal, o melhor caminho é emprestar, afinal, mar calmo não faz marinheiro bom. Não dá para acreditar que qualquer liga reserva ou sub-20 seja mais competitiva que uma segunda ou terceira divisão da vida. Pode até existir algum caso, mas no geral não é regra.

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Douglas.
1 hora atrás, Chaves disse:

Pensei nisso durante o dia, mas mesmo assim, Douglas, o dobro de CA ainda é muita coisa, mesmo se tratando de jogadores de posições diferentes, com filosofias de treinamento diferentes.

O teste tinha que apresentar a evolução dos atributos de maneira mais clara para realmente chegarmos a alguma conclusão. O que foi apresentado é muito vago para sairmos do ponto das suposições.

Eu nunca fui fã de emprestar jogadores, caso tenha deixado alguma impressão que estou defendendo a prática. Prefiro manter os jogadores sob o meu olhar. Mas chega um determinado momento que a base não é mais o suficiente e se não dá para encaixar na equipe principal, o melhor caminho é emprestar, afinal, mar calmo não faz marinheiro bom. Não dá para acreditar que qualquer liga reserva ou sub-20 seja mais competitiva que uma segunda ou terceira divisão da vida. Pode até existir algum caso, mas no geral não é regra.

Aí é o que o Danut questionou, que talvez tenha maior influência pela idade dos jogadores, que talvez fosse diferente com jogadores mais velhos.

Minha ideia atual é mantê-los no clube até uns 20 anos pra trabalhar os atributos mentais e depois ver se consigo usar no time de cima ou se vão ter que sair pra dar espaço pra outros mais promissores e/ou que se desenvolveram mais.

Como é possível tutorar jogadores até os 23 anos, talvez dê a impressão que podemos deixar pra depois mas acho que ao menos ficou mostrado que até uns 18 anos a tutoria vai ter um efeito catalisador ainda mais importante que ao menos eu pensava.

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Henrique M.
Em 22/02/2018 at 00:51, Chaves disse:

Agora li tudo!

O único ponto que realmente senti falta foi a questão da reputação dos preparadores, que já comentei e permitam-me explicar melhor.

Isso foi algo que li em algum lugar e obtive bons resultados aplicando nas minhas equipes. A lógica é bem simples: Entre duas equipes de alta reputação contando com excelentes condições de treino e preparadores capazes, em uma liga de topo, qual delas seria a escolha de um jovem talento? Ter alguém com alta reputação, uma espécie de ídolo, obviamente daria alguma vantagem, afinal, o que conta mais? Ter a oportunidade de trabalhar com o Tião, excepcional preparador, ou com um Zidane, Puyol, Gerrard da vida?

O material é muito completo e não aborda essa questão. Como eu disse, pessoalmente obtive alguns resultados interessantes, mesmo com equipes sem muita infraestrutura. Eu não quero ser o caga-regra, então deixo para que tirem suas próprias conclusões, se acharem a idéia interessante.

A única coisa no material todo que me gerou desconfiança foi a parte sobre tempo de jogo. Como um jogador evolui o dobro de CA de outro e os ganhos em atributos são praticamente os mesmos? Os atributos tem pesos no CA, ok. Seria como se, levando em consideração os atributos físico, o jogador 1 tivesse evoluído apenas aceleração e velocidade e o jogador 5 tivesse evoluído muito atributos de menor peso, como resistência. Isso seria até possível dependendo da posição e função treinada, mas o DOBRO de CA para ganhos gerais visíveis quase idênticos é MUITA coisa.

A ideia que os gráficos me passam é o oposto da conclusão. Vale mais a pena emprestar ou deixar os jogadores na base, já que vão ter uma evolução maior de atributos com baixo custo de CA.

Para ser bem honesto, achei toda a parte de tempo de jogo no mínimo questionável.

Todos os jogadores jovens, gerados ou não, tem no geral atributos mentais e alguns físicos baixos, principalmente os atributos que entram nas classes de background (fundo) e primários. A gente não busca dar tempo de jogo para um jogador para ele melhorar a finalização, passe, posicionamento, velocidade, força... esses atributos a gente consegue treinar individualmente. A gente busca dar tempo de jogo para os jogadores para que eles melhorem sua consciência, sua noção do jogo, em outras palavras, para evoluirem em atributos como concentração, trabalho de equipe, antecipação, visão de jogo, índice de trabalho... atributos que não podem ser treinados individualmente e que evoluem muito lentamente com treino geral de equipe.

Não me importaria em ver a evolução técnica e física de um jogador diminuir se isso refletisse em ganhos nos atributos mentais. Para mim o teste que foi feito é inconclusivo. Tinham que ter feito um período de controle, com os jogadores passando uma temporada treinando no clube apenas na base. Na temporada seguinte realizavam o teste como foi feito. Mas precisariam ainda avaliar individualmente pelo menos cada atributo mental para chegar perto de alguma conclusão.

 

Eu nunca tinha ouvido falar disso, Chaves, você se lembra onde viu isso? Mesmo assim, posteriormente irei adicionar sua dica.

Quanto ao seu questionamento sobre a questão CA/atributos, recomendo que entre no link que postei e busque pelo experimento que está na parte 7, lá tem a screen dos jogadores (não coloquei porque está em inglês) e pode te ajudar a desanuviar essa questão. O experimento dele é meio que uma corroboração do que a galera já acredita ser verdade, como ele achou o resultado que queria, deixou por isso mesmo.

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Perissé

Terminei de ler com atenção agora e só tenho a parabenizar e agradecer ao @Henrique M. por conteúdos desse tipo, raros na comunidade brasileira.

Obviamente aprendi muita coisa que não sabia (e até anotei pra não esquecer) como o recrutamento através de afiliados e os olheiros influenciando nas regiões presentes nas fornadas. Serviu também pra aprofundar meu conhecimento na parte de tempo de jogo, que já sabia alguma coisa devido aos outros guias sobre desenvolvimentos de jogadores aqui na área.

Em 20/02/2018 at 16:21, Douglas. disse:

Por ora, minha regra mudou pra só emprestar jogadores a partir dos 21 anos e que não tenham perspectiva de ficar nem no banco.

Não seria melhor a partir dos 23, já que não poderiam mais ser tutorados? Ou prefere 21 para ainda trabalhar atributos técnicos fora do clube?

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Douglas.
4 minutos atrás, Yan Perisse disse:

Não seria melhor a partir dos 23, já que não poderiam mais ser tutorados? Ou prefere 21 para ainda trabalhar atributos técnicos fora do clube?

Depende do jogador. Alguns já começam a pedir pra serem emprestados a partir dos 19, então vai ficando cada vez mais difícil. Estou no meio de 2017 e fiz a experiência de segurar o máximo possível mas alguns já ficam irredutíveis e acabei tendo que emprestar uns 3 já, só esperei acabarem o tempo de tutoria que tinha colocado no início da temporada.

Agora já estou trabalhando com essa possibilidade de só conseguir segurar os jogadores mais velhos no elenco durante o primeiro semestre e ser forçado a emprestá-los no segundo.

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marcelo felipe

Ótimo post, orbigado Henrique !

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2sakakibara

Melhor artigo do mundo!

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Queiroz14

Máximo respeito!!! Super detalhado e com informações que agregam valor, dei um up na minha mente com esse artigo.

Só vou acrescentar uma coisa na parte de Tutoria, se eu não me engano, se o jogador já tiver feito 65 jogos como profissional ele pode ser um tutor, independente da idade.

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    • Henrique M.
      Por Henrique M.
      Conversei com o @joga e como a 1ª edição foi um sucesso, resolvemos realizar uma nova com um modo draft para equilibrar mais a situação para quem escolhesse times mais fracos. Além disso, decidimos não limitar a 20 inscrições da Série A. Vamos tentar incluir a Série B e se houver demanda, porquê não a Série C.
      Para se inscrever, é simples: basta dizer que quer assumir o comando de um time que não tem "dono". Não precisa copiar a lista.
      Inscrições abertas até o encerramento da 1ª edição.
      Inscritos Série A
      Inscritos Série B
      Inscritos Série C

       
    • Henrique M.
      Por Henrique M.
      Antes de mais nada, o Manual das Instruções ao Adversário no Football Manager 2018 é um guia explicativo. Eles tem o objetivo de explicar cada uma das opções e te ajudar a compreender o que cada uma delas faz e quais os objetivos de cada instrução, para que você decida qual a melhor forma de utilizar. Não é um guia de como explorar as instruções ao adversário dentro do jogo, de forma, a tirar vantagens já que a Inteligência Artificial do jogo não seria capaz de reproduzir algo simular. Isto posto, vamos começar com o Manual das Instruções ao Adversário no FM.
      Usando as instruções ao adversário
      As instruções ao adversário (ou instruções sobre o adversário, caso você esteja jogando em PT-PT) são uma ferramenta poderosa para contra-atacar as maiores ameaças do time adversário no Football Manager. As instruções que você dá antes de uma partida agiram como um extensão da Instruções ao Jogador que já estão instruídas na sua tática. Existem diferentes maneiras de configurar suas instruções ao adversário e nesse guia iremos explicar o que elas fazem e diferentes maneiras de configurá-las.
      Apesar de utilizar as instruções ao adversário no FM ser uma boa maneira de buscar anular as estrelas do outro time, ela também pode criar falhas no seu esquema tático, que podem ser exploradas pelo outro treinador. Antes de você pensar em utilizá-las, tenha certeza que seus jogadores são capazes de cumprir as instruções que você der a eles.
      Por exemplo, se você quer que seu time chegue mais forte em um jogador específico, tenha certeza de que os jogadores que atuam na mesma faixa de campo dele, tenham um bom atributo Desarme. Se não for o caso, seu time vai cometer muitas faltas desnecessárias e acumular cartões amarelos, e até se arriscar a tomar vermelhos.
      Você também não deve exagerar no uso das instruções ao adversário. Dessa forma, você previne que seus jogadores saiam das suas posições, diminuindo assim os buracos e espaços que seu oponente tem para explorar. Se você acabar recuperando a bola, seus jogadores então estariam fora do posicionamento adequado e não seriam capazes de seguir as Instruções à Equipa e Jogadores adequadamente, fazendo que sua tática não funcione da forma que você planejou.

      Tipos de instruções ao adversário
      Existem dois tipos de instruções ao adversário:
      Instruções para determinado jogador: Essas são usadas se você quer designar instruções sobre um jogador específico, por exemplo, o Neymar se estiver seu time estiver enfrentando o PSG. Essas instruções serão carregadas independentemente da posição ou função que o jogador estiver exercendo. Instruções para determinada posição: Essas são usadas se você quiser designar instruções sobre uma posição específica da tática adversária, por exemplo, você quer que seus pontas marquem de perto quaisquer laterais dos dois lados. Se você bota para marcar um dos laterais, usando as instruções sobre determinado jogador, e ele é substituído ou mudado de posição, seus pontas não marcaram mais o novo lateral. Aqui é importante notar que as instruções para determinado jogador tem precedência sobre as instruções para determinada posição. Ou seja, se você estiver marcando um jogador na ponta-esquerda, independente desse jogador, e tiver marcado com instruções específicas algum outro jogador, e ele for modificado para a ponta-esquerda, o que vale será as instruções para aquele jogador.
      Explicando as instruções
      Marcação apertada
      Essa opção instrui seus jogadores a marcar bem de perto um jogador.
      Sempre: Use essa opção para jogadores que vão se beneficiar de uma marcação à distância e que deixa espaço para eles. Por exemplo, meio-campistas que jogam em funções de armadores ou atacantes que são goleadores natos. Você não pode dar espaço para esses jogadores, portanto, marcação apertada deve estar setada como sempre para esse tipo de jogador. Nunca: Use essa opção se o jogador adversário for muito mais rápido que aqueles que irão marcá-lo. Ao sempre fazer marcação apertada nesses jogadores, significa que eles terão mais espaço para correr ou explorar. Por isso é melhor utilizar essa opção, pois você coloca seus marcadores em vantagens caso o jogador adversário tente ganhar na corrida.

      Também pode ser útil da liberdade para algum jogador sem criatividade, técnica ou controle de bola. Ao não marcar esse jogador em específico, você pode forçar o jogo da outra equipe em cima dele, já que ele sempre vai ter mais espaço. Dessa forma, você pode forçar seus adversários a tomarem decisões ruins e se beneficiar da ausência de habilidade desse jogador. Pressão
      Essa instrução fará com que seus jogadores pressionem um jogador assim que eles receberem a bola.
      Sempre: Pressionar um jogador que está nervoso pode ser bastante efetivo. Você irá colocá-lo sob pressão, forçando-o a tomar uma decisão. A pressão imediata irá forçar o jogador nervoso a tomar uma decisão precipitada, o que na maioria das vezes, acaba sendo uma decisão ruim. Procure por jogadores com os seguintes Movimentos Preferidos do Jogador (MPJ): Lento com a bola nos pés ou Pára o jogo. Ao colocar pressão nesses jogadores, você os forçará a tomar decisões favoráveis ao seu time.

      Se você estiver enfrentando um atacante solitário que está recebendo pouco suporte de seus companheiros de equipe, coloque ele sobre pressão. Ele não será capaz de manter a posse da bola ou passar, já que não tem ninguém para ele tocar.

      Por último, mas não menos importante, procure pressionar jogadores com péssimos atributos em Criatividaed, Passe, Decisões, Primeiro Toque e Frieza. A pressão em cima desse tipo de jogador pode induzi-los ao erro. Nunca: Pode ser útil diante de um jogador ágil e driblador, mas com baixo atributo Decisões. O jogador pode se intimidar com o espaço dado a ele, e ficar sem saber o que fazer pela ausência de pressão.

      Também pode ser útil nunca pressionar um jogador ruim que está cercado por jogadores mais perigosos em outras posições. Dessa forma você pode instruir seus jogadores a se concentrar nos melhores ao invés do ruim. Isso pode acabar forçando o jogador ruim a ser a única opção de passe para os melhores jogadores. Quando ele receber a bola, ele vai ter uma maior chance de cometer erros que podem te devolver a posse de bola. Desarme
      Isso irá determinar o quão agressivamente o adversários serão desarmados quando tiverem a posse de bola.
      Duro: Pode ser útil para "assustar" um jogador. Procure por jogador com baixa Agressividade, Bravura, Frieza, Determinação e Índice de Trabalho. Também pode ser funcionar contra um bom passador ou cruzador, mas que não é tão móvel. Ao ser mais agressivo em cima dele, você pode neutralizá-lo explorando suas deficiências.

      Jogadores cansados ou que tenham recebido uma pancada ou lesão, mas continuem em campo, também são boas opções. É meio cruel, mas jogadores cansados tem mais chances de machucar, um jogador que já tem uma lesão pode ser forçado a sair de campo depois de um desarme mais duro. Suave: Pode ser útil diante de um jogador que tem boa mobilidade ou bom Drible com relação a quem faz sua marcação ou cobertura. Ao ser agressivo nesse tipo de situação, pode resultar em muitas faltas e cartões, por isso, é melhor ter cuidado com o desarme para cima desse tipo de jogador. Normal: Use se você quiser alterar a instrução global de desarme o seu time para um jogador específico.Por exemplo, ao escolher uma instrução de desarme mais agressivo, seus jogadores serão mais duros nos seus desarmes. Ao escolher Normal ou Suave você vai estar alterando essa instrução para um jogador ou posição em específico. Forçar Para
      Essa instrução irá forçar que o oponente leve a bola para um pé específico. Idealmente, você deseja que ele seja forçado para o seu pé mais fraco.
      Pé Esquerdo ou Pé Direito: Isso pode ser último quando o jogador é bom apenas bom com uma das pernas. Dessa forma, você pode forçar a bola para o pé mais fraco do jogador, fazendo com que ele seja menos efetivo. Mas você também pode usar isso para forçar um jogador para posições internas ou externas do campo. Um ponta-esquerdo canhoto pode ser menos efetivo em posições externas, já que ele estará restrito a buscar cruzamentos ou passes para trás. Mas tome cuidado ao fazer isso, seus zagueiros tem que ser especialistas em lidar com jogadas aéreas. Pé mais Fraco: Isso pode ser útil para jogadores que estão no centro do campo (meio-campista ou atacante). Mas tenha cuidado com jogadores que são ambidestros.

      Isso também pode ser útil contra jogadores abertos que jogam no lado do seu pé mais forte, principalmente se você tiver enfrentando um atacante que é melhor no jogo aéreo que seus defensores. Assim, você limita a quantidade de cruzamentos na direção desse atacante, fazendo com que os jogadores abertos sejam menos efetivos. Preparando as instruções ao adversário
      Pré-jogo: Você tanto pode checar os jogadores adversário manualmente e definir as instruções ou pedir para que seu staff faça isso. Qual membro do staff que será escolhido é por sua conta. Existe um menu no qual você pode escolher entre seu assistente e preparadores. Se você optar por esse caminho, tenha certeza que seu assistente/preparador tenha bom Conhecimento Tático e boa capacidade de avaliação de capacidade. Automaticamente: Você também pode definir as instruções automaticamente, usando a tela de Responsabilidade do Staff ou a tela de preleção no dia de jogo. Você irá definir um assistente ou preparador, assim como no método acima. Instruções padrão: A opção final é a tela de instruções padrão que se encontra na tela de Táticas. Você irá encontrar a mesma tela que existe no pré-jogo ali, com todas as posições disponíveis. Aqui você pode escolher aquelas instruções sobre posição. Vamos supor que você quer que seu time pressione sempre os zagueiros ou forçar os pontas para o pé mais fraco. Para que você não tenha que fazer isso todo jogo, é só vir aqui e configurar. Além disso, as telas mudaram do FM 2017 para o FM 2018 e antes eram duas opções: uma para o jogador e outra para a posição. Agora, assim como na instrução para jogador ou posição na tela de táticas, você tem que escolher uma das opções. A opção padrão é a sobre jogador, caso queria mudar, é só clicar no botão da esquerda em IA.

      Por fim, é importante lembrar que utilizar as instruções ao adversário no FM é algo bastante interessante e útil, mas não se esqueça de não exagerar e desmontar seu time e suas táticas por causa disso.
      Guia traduzido e adaptado por Henrique M. para o FManager Brasil e Engenharia do Futebol
      Fonte: https://fminside.net/opposition-instructions
      Banner: @_Matheus_
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