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A maioria dos grandes clubes de futebol do mundo gastam milhares de euros em contratações de jogadores, pois assim podem contar com os melhores do mundo, a elite dos jogadores de futebol, na esperança de montar a equipe que os guinará ao sucesso. Clubes como Chelsea, os Manchester, PSG, Real Madrid e Barcelona tendem a gastar o máximo possível para adicionar mais estrelas ao seu elenco que já é estelar. Idealmente, contudo, um clube não deveria se apoiar em gastar rios de dinheiros, mas em promover jogadores de dentro de sua estrutura, de suas categorias de base.

O Barcelona costumava ter sua própria linha de produção de talentos, a renomada La Masia. Mas a dura realidade do momento mudou e o que antes era uma fonte inesgotável de talentos, não é capaz mais de entregar jogadores prontos para conquistarem seu espaço no elenco principal do clube. Um atacante que hoje se encontra no time sub-19 ou no Barcelona B e que joga no ataque ou nas pontas, tende a ter poucas chances no futuro, já que Messi, Suárez e agora Coutinho e Dembelé ocuparam esses lugares por mais alguns anos.

Obviamente que a categoria de base catalã não deixou de produzir jogadores de características interessantes e com potencial, contudo, o fornecimento passou do elenco principal do Barcelona para outras equipes do continente europeu e muitas vezes, esses jogadores não serão adequados a filosofia de outros lugares, já que foram projetados e treinados com o DNA do Barcelona. Talvez seja o imediatismo que povoa a elite de clubes europeia atualmente, onde só a Champions League interessa e isso tenha feito com que o modelo de negócios do clube tenha mudado e com isso, sua política de transferência.

Porém, o ponto aqui não é discutir o que aconteceu com La Masia e sim mostrar como você pode ter dentro do seu clube no Football Manager, a sua própria fábrica de talentos. Iremos abordar como montar uma estrutura que foque na geração de jogadores, quais os fatores você deve considerar, quais passos devem ser realizados e qual o é o curso de ação correto. No mais, é sempre uma boa ideia ter uma boa oferta de jogadores criados no clube, já que eles tendem a ser mais baratos no longo prazo e podem ajudar suas finanças continuamente.

O que você verá aqui, já poderá ter visto em outros lugares, aqui no Engenharia do Futebol ou no FManager Brasil, contudo, a intenção é que essa seja uma espécie de bíblia do desenvolvimento de jogadores através das categorias de base. Como ainda não existe versão em PT-BR para o Football Manager 2018, o guia foi adaptado com as nomenclaturas em PT-PT do jogo.

Por fim, vale ressaltar que o texto original tem uma abordagem mais pessoal do que o que está sendo buscado aqui, por isso, algumas adaptações foram necessárias para que houvesse mesmo esse aspecto de guia definitivo sobre o assunto.

O conceito básico

Quando você inicia uma pesquisa sobre como montar uma boa categoria de base no FM, você pode achar diversas informações sobre diversos tópicos: infraestrutura, o que faz um preparador bom, tutoria, etecetera. Contudo, é raro vermos um único trabalho que combina todos os elementos da equação e te mostra o que buscar quando você realmente deseja ter uma das melhores categorias de base do jogo, que funcione realmente como uma mina de talentos inesgotável.

Se você desfragmentar o sistema inteiro e olhar para os seus elementos principais, você irá identificar uma certa quantidade de pré-requisitos que precisam ser alcançados, já que são condições vitais que não podem coexistir sozinhas. A primeira dessas condições consiste da infraestrutura do seu clube. Na sequência, o staff do seu clube. Depois, a tutoria como ferramenta de desenvolvimento de jogadores. Outros fatores que podem contribuir são: o DNA do clube que você definiu ou quer definir, identificar os tipos de jogadores que você necessita e garantir tempo de jogo para todas as promessas.

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1)      Infraestrutura do clube

O primeiro fator que influenciará seus jogadores e melhorará a qualidade de seus jovens jogadores é a infraestrutura do clube. Existem diversas opções que a diretória oferece que ajudam a melhorar a qualidade e nível com relação as outras categorias de base. Iremos abordar essa questão primordial e ver como elas podem te ajudar a estabelecer uma das melhores categorias de base do jogo.

1.1)  Identificando o que você tem

Caso você ainda não saiba como identificar suas próprias infraestruturas, você pode chegar o perfil do seu clube no jogo e selecionar a aba de Infraestruturas. Você receberá a descrição apropriada do seu nível dentro do jogo em diversas categorias pertinentes ao desenvolvimento de jogadores.

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1.2)  Treino de Camadas Jovens

Vamos começar pelo item mais importante da lista: o treino de camadas jovens. É importante estar sempre buscando maneiras de melhorar o seu treino de camadas jovem e na medida do possível, sempre que a opção de melhora-la aparecer, peça para sua diretoria. É essa parte que irá garantir que a habilidade do seu jogador cresça e desenvolva, assegurando que a Capacidade Atual (CA) inicial seja maior.

Do menor para o maior, a seguir estão os seguintes níveis que sua equipe pode obter: Mínimo, Básico, Adequado, Mediano, Boa, Excelentes e Excepcional.

1.3)  Condições das Camadas Jovens

Além do Treino de Camadas Jovens, você também deve se preocupar com o nível das Condições de Camadas Jovens do seu clube, já que ela também é parte igualmente importante do processo de recrutamento de jovens jogadores. O treino de Camadas Jovens ajuda a acelerar o processo de desenvolvimento e influência a CA inicial dos seus jogadores, já as Condições das Camadas Jovens ajudam no processo de desenvolvimento, acelerando-o.

Do menor para o maior, a seguir estão os níveis que sua equipe pode obter: Ruim, Básico, Abaixo da Média, Adequadas, Mediano, Boa, Ótima, Impressionantes, Excelentes e de última geração.

1.4)  Recrutamento de Camadas Jovens

Se você quer jovens com grande potencial, você tem que buscar ampliar a área de recrutamento da sua equipe, isso obviamente também se aplica aos seus olheiros. Se você comanda o Real Madrid, você tem possibilidades ilimitadas e você pode buscar jogadores por todo o globo terrestre. Isso significa que existem grandes chances de aparecer jovens de fora da Espanha, por exemplo. Entretanto, no caso de clubes menores, é basicamente o oposto e o recrutamento tende a ser quase que local.

Do menor para o maior, a seguir estão os níveis de recrutamento que sua equipe pode atingir: Limitado, Básico, Relativamente Básico, Mediano, Acima da Média, Estabelecido, Bem Estabelecido e Extensivo.

É importante ressaltar que ter um bom Director do Futebol Jovem ajuda bastante no recrutamento de jogadores. Além disso, existe a possibilidade de realizar um processo de recrutamento externo, o que significa que você pode recrutar jovens estrangeiros para sua fornada de jovens através de um clube estrangeiro afiliado.

1.5)  Como usar esse conhecimento?

Se você realmente deseja se dedicar a ter uma boa categoria de base, o primeiro passo é aumentar o nível de Treino das Camadas Jovens, já que simultaneamente aumenta a CA inicial da sua fornada de jovens anual, assim como melhora o desenvolvimento das habilidades dos jogadores presentes no clube. Isso lhe ajudará de algumas maneiras, seja vendendo seus jogadores, para aumentar o fluxo de dinheiro do clube, algo crucial para todas as melhorias que deverão ser feitas, seja lhe fornecendo jogadores para a equipe principal, ajudando na quota de jogadores formados no clube ou lhe permitindo vender jogadores mais valiosos do elenco. Como é o fator mais impactante, faz sentido que você comece por aqui.

O segundo passo é investir nas Infraestruturas de Camadas Jovens, pois quão melhores elas forem, maior será o investimento necessário para melhora-la. Como a melhoria dessa parte apenas influencia o desenvolvimento da CA de seus jogadores, efetivamente acelerando o processo de desenvolvimento deles, não deve ser o primeiro passo. Geralmente é um processo caro e que consome bastante tempo, por um ganho bem menor do que contratar preparadores melhores. Contudo, caso você tenha dinheiro, é uma opção mais rápida, já que a diretoria considera novos pedidos para essa área em um menor espaço de tempo.

A cereja do bolo é o recrutamento. Os efeitos aqui são mais incertos e variam de ano para ano, portanto, investir nessa área só deve ser feito quando você já tem tudo do bom e do melhor nas outras categorias e os melhores preparados possíveis. Conseguir clubes afiliados e contratando mais olheiros para o recrutamento de jovens é importante, mas bem menor do que os dois passos anteriores. Contudo, caso os outros dois passos acima não tenham o impacto necessário, um melhor recrutamento pode acabar lhe ajudando a virar a maré.

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2)      O staff do clube

O segundo fator que influencia e ativamente melhora a qualidade dos seus jovens são os funcionários que seu clube possui, seja para as sessões diárias de treino ou para ajudar com uma nova fornada de jovens jogadores. Sessões de treino de alto nível ajudam a aumentar os atributos de seus jogadores, seja de forma mais geral ou quando você decide treinar uma posição, função ou atributos dos seus jogadores. Isso significa que você precisa encontrar o máximo de preparadores possíveis e usá-los de maneira eficiente, enquanto a qualidade da sua fornada de jovens pode ser parcialmente determinada pelo Director do Futebol Jovem. Essa última questão faz com que esse membro do staff seja um dos mais determinantes quando se quer ter uma boa categoria de base.

2.1) O que buscar nos seus preparadores?

Sempre que você estiver recrutando preparadores, olhe inicialmente para as sessões de treino que necessitam de melhoria, uma sessão de três estrelas deve ter prioridade sobre uma sessão de quatro estrelas. Antigamente, era necessário um esforço maior na pesquisa para saber o que era necessário para ter um preparador cinco estrelas, mas agora que o Football Manager destaca quais são os atributos necessários para cada tipo de função e treino desejado, basta apenas que você busque aqueles que possuem um valor igual ou superior a 15 nos atributos destacados pelo jogo.

E como esse é um guia destinado para o desenvolvimento de jogadores, é importante destacar a necessidade do atributo Trabalho Com Jovens, principalmente para os preparadores das suas equipes juniores.

2.2) Usando seus preparadores adequadamente

O jogo possui nove tipos diferentes de categorias de treino e em uma situação ideal, você pode contar com um especialista em cada uma dessas categorias. Sendo assim, no mundo perfeito, você teria mais de nove vagas para preparadores no seu time, caso não tenha, cabe a você usá-los eficientemente ou incomodar sua diretoria até conseguir as vagas.

Primeiro, você deve focar em ter um especialista em cada categoria, depois, caso a carga de trabalho esteja muito elevado, pode contratar opções um pouco menos qualificadas para diminuir essa carga e melhorar a qualidade geral dos seus treinos para os jogadores. Você dificilmente terá a oportunidade de contar com treinos cinco estrelas em todas suas categorias, portanto, não se sinta incomodado em ter algum preparador lhe dando um treino um pouco inferior (até quatro estrelas é um nível suficiente).

 2.3) O Director do Futebol Jovem

Como mencionado anteriormente, o Director do Futebol Jovem jovens é um fator a se considerar no que tange ao nível das suas fornadas de jovens. Como você deseja o máximo possível de bons jovens jogadores sem que seja necessário caçá-los em outros clubes, é um cargo vital e que não pode ser subestimado. Quando você é um treinador que não liga muito para essa questão, pois não deseja microgerenciar tudo, essa função é que irá cuidar de todas as funções relativas as suas categorias de base, desde comandar os times, até determinar quem entra nas fornadas e quem será emprestado para outros. Se necessário, ele pode até ser usado como preparador na sua equipe.

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Além dos atributos destacados acima de 15, é importante que você observe o estilo de jogo, a mentalidade de jogo e se você quiser ser bastante ferrenho, as formações preferidas. Por que é importante observar essas questões? Se você estiver montando um clube que tenha uma determinada filosofia, é interessante que alguém que seja responsável por trazer os jovens para sua equipe, esteja alinhado com essa filosofia.

Um detalhe que pode lhe passar despercebido, é que a personalidade do seu Director do Futebol Jovem pode impactar na personalidade dos jogadores da sua fornada jovem, portanto, se você precisar contratar alguém para essa função, traga alguém com uma personalidade positiva, pois facilitará bastante a evolução de seus jogadores.

3)      O DNA do Clube

Uma das questões mais ignoradas, porém absolutamente crucial, no Football Manager é o DNA do Clube. Esse DNA é a filosofia que você deseja empregar no seu clube. No futebol moderno, existem diversas filosofias vigorando por aí: Guardiolismo, Cholismo, Gegenpressing, Mourinho e o ônibus, etc. Basicamente, é a pedra fundamental de qualquer treinador e define a maneira como você quer jogar. Uma das características mais atraentes do futebol, e consequentemente do jogo, são as distintas e infinitas abordagens futebolísticas que podem ser empregadas. Quando executadas de maneira correta, virtualmente cada uma dessas abordagens pode colocar seu time no caminho das vitórias e da glória. Não existe uma maneira uniforme de se jogar FM e isso faz com que ele seja melhor e mais interessante por isso.

É importantíssimo que você defina uma abordagem clara, com a qual almeja levar seu clube ao topo. Se você deseja executar seu plano com perfeição, você precisa deixar tudo claro desde o começo, ao invés de pegar uma ideia e ir trabalhando ela lentamente. O desenvolvimento de jovens é um gerenciamento de longo prazo, o que te obriga a definir suas metas, sua filosofia e as formas como você irá atingir seus objetivos.

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3.1) Criando um identidade tática

Em uma situação ideal, seus times juniores deveriam atuar de uma maneira semelhante a equipe profissional, fazendo com que seja mais simples para um jovem jogador ingressar e solidificar sua posição no elenco principal, já que estarão acostumados as táticas e estilo de jogo. Idealmente, a categoria de base se transforma, inclusive, na guardiã da sua identidade tática, pois é um compromisso de longo prazo. Mudar frequentemente de estilos faz com que ter uma base de sucesso seja caro e dificultoso, já que você tem que retreinar ou liberar jogadores e contratar novos preparadores que se encaixam nas suas necessidades. Ter uma boa identidade tática e conectá-la a sua categoria de base mostra o seu desejo de se comprometer com aquela equipe.

Vale lembrar que ter uma tática neutra ou que seja voltada para as necessidades atuais da equipe não ajudam muito no processo, por isso, é importante definirmos o que é uma identidade tática, já que é um tópico vasto e sem respostas corretas. Todas as ligas de futebol do mundo têm times com filosofias diferentes, um estilo de jogo diferente e subculturas diferentes. Nem todos os times terão uma cultura ou filosofia de futebol única e claramente definidas. Alguns times mudam de abordagem frequentemente, dependo bastante da filosofia e estilo de seu treinador. Outros buscam mesclar diversas táticas e estilos, tentando encontrar a sua maneira ideal de praticar futebol, seja por precisarem evoluir ou para retomar um nível anterior.

Quando falamos de um clube com clara identidade tática, é difícil fugir do clichê de falar do Barcelona. Nos ideais catalães, o nobre esporte bretão deve ser praticado de forma a misturar habilidade e arte, ao invés de força bruta. De acordo com a diretoria do clube, essa crença está firmemente enraizada na identidade do clube. Isso significa que uma identidade tática é mais do que definir uma formação e sim como sua equipe deve se comportar em campo.

É aqui que você define como irá jogar: ofensivamente, cautelosamente, uma mistura, uma pressão absurda ou com gerenciamento de posse de bolas, entre tantas outras opções. O que você definir aqui, norteará o restante da criação do seu DNA.

3.2) Criando um estilo de jogo

Pode parecer que seja a mesma coisa, contudo, o estilo aqui referido tem mais haver com os jogadores necessários para a filosofia do clube funcionar e como recrutá-los. Obviamente que uma coisa é ligada a outra, contudo, é aqui que você define quais as características que seus jogadores devem compartilhar, para que sua filosofia seja executada adequadamente dentro de campo.

Cada estilo de jogo necessita de um tipo de jogador diferente: times ofensivos precisam de atributos físicos de velocidade e resistência maiores, além de todo um conjunto de atributos psicológicos que englobam o jogo em equipe e trabalho incessante com e sem a bola, os times defensivos vão pelo lado oposto, onde é necessário mais força, concentração e menos técnica. A partir da definição, você irá buscar os jogadores que se encaixam nos atributos que você busca. Nesse caso, não é interessante ser generalista e buscar jogadores ideais para cada posição ou função, você precisa de um plano claro e deve segui-lo.

3.3) O recrutamento

Por que o recrutamento faz parte do DNA de um clube? É meio simples, já que política de transferências também faz parte de uma filosofia de clube, é só ver a maneira como o Real Madrid se porta e se define. Em termos de FM, alguns gostam de manter um certo realismo, apenas contratando jogadores locais ou de países vizinhos, outros se restringem aos que os olheiros recomendam, enquanto outros usam todo e qualquer recurso à sua disposição para descobrir o máximo de joias possível.

Isso posto, em termos de recrutamento, existem três tipos distintos de recrutamento: Recrutamento Interno (Categorias de base), Recrutamento Externo (Contratações) e Recrutamento através de clubes afiliados.

3.3.1) Recrutamento Interno

O recrutamento interno é a forma mais fácil de recrutar. Você contrata um bom Director de Futebol Jovem, aumenta o nível do Treino de Camadas Jovens até o máximo, melhora suas infraestruturas, ajeita seu recrutamento e contrata os melhores preparados possíveis e pronto. Você não tem o poder de selecionar os jogadores que irão ser incluídos na sua fornada de jovens, apesar de poder rejeitar alguns.

3.3.2) Recrutamento externo

Baseia-se em ter o máximo de olheiros que lhe é permitido. Se você pode contratar 12 olheiros, contrate, 12 olheiros. Nesse caso, quantidade ajuda bastante e você deve ocupar rapidamente as vagas disponíveis no seu staff. Também vale a pena ficar pedindo mais e mais olheiros para sua diretoria. O máximo possível geralmente é em torno de 20, tratando-se de clubes de elite.

Obviamente que seus olheiros deverão ter atributos de observação acima de 15, já que você quer o máximo de precisão nos relatórios. Outra coisa bastante importante de se observar é o Conhecimento Mundial do staff, é aquela parte do perfil que mostra os países que o funcionário conhece e que são adicionados ao conhecimento global do clube.

Quanto maior for o conhecimento de um olheiro em um país em especial, maior a quantidade de jogadores ele poderá encontrar. E isso é uma característica importante para descobrir alguns talentos escondidos. Nesse caso, também faz sentido espalhar seus olheiros pelo mundo, não apenas em termos de tarefas, mas também em termos de local de origem. Mandar um olheiro inglês para a América do Sul pode funcionar, já que ele irá gradualmente aumentar seu conhecimento sobre os jogadores da região, porém, isso leva tempo e significa que irá demorar até que esse olheiro esteja trabalhando com eficiência máxima. Nesse caso, contratar um olheiro sul-americano agilizaria tremendamente o processo, contudo, um olheiro com alta adaptabilidade tende a aprender rapidamente também.

Quanto você tiver uma quantidade suficiente de olheiros, você pode designar as tarefas, espalhando pelo mundo. O ideal é começar com uma região por vez, começando perto de casa e ir afastando à medida que você contrata mais olheiros. Outra dica é ignorar algumas regiões, devido ao baixo número de jogadores disponíveis e focar em nações específicas, após ter todas as regiões mais importantes observadas adequadamente.

3.3.3) Recrutamento através de clubes filiados

Tal qual o recrutamento interno, mas com um pouco mais de poder de decisão quanto aos jogadores que ingressam através de afiliados estrangeiros. Para fazer o pedido, basta pedir para sua diretoria na parte de afiliados, irá aparecer uma opção que irá remeter ao recrutamento ou contratação de jovens estrangeiros.

Após a diretoria concordar e o clube ser selecionado, basta aguardar. Na hora de selecionar o clube, vale a pena escolher um clube de um país que costume revelar bastante jogadores (ou o que mais revela entre as opções disponíveis) e que tenha bons valores para Treino de Camadas Jovens e Recrutamento de Camadas Jovens. Se você deseja ser mais ferrenho, um clube de uma cidade maior terá mais chances de produzir melhores jogadores do que uma cidade menor.

3.4) Definindo metas e políticas de longo prazo

Como um treinador, sua capacidade de determinar metas de longo prazo e constantemente pensar no futuro do seu elenco tem um impacto regular no sucesso de determinado elenco.  A maioria dos grandes treinadores costumam pensar no todo e no futuro. Eles projetam além do presente e pensam onde desejam estar e o que eles precisam fazer para alcançar essas metas ao longo desse período de tempo.

Isso soa absurdamente entediante, o que não deseja de ser verdade. Mas se você quer alcançar um sucesso longo e duradouro, através do desenvolvimento de jogadores, é necessário planejar meticulosamente o futuro. Definir as metas não é muito difícil, já que o céu é o limite.

Você pode querer conquistar o máximo de Libertadores em determinado período, se tornar o líder do quadro de honras do jogo, ganhar um torneio importante só com jogadores da base ou então, superar algum treinador. Opções não faltam e você tem dezenas de maneiras de decidir e alcançar cada uma dessas metas.

4) Perfil dos jogadores

Através de quatro simples passos, você poderá definir o tipo de jogador que você necessita e suprir todas as suas necessidades:

  1. Determinar quais as funções são necessárias;
  2. Definir seus regimes de treinamento;
  3. Trabalhar com os jogadores que já estão prontos para jogar no time principal;
  4. Monitorar a performance dos seus jogadores;

4.1) Determinar quais as funções são necessárias

Já que determinou-se anteriormente a identidade tática e você identificou o estilo que sua equipe vai jogar, você também pode começar a agilizar o recrutamento externo e os resultados do recrutamento interno. Você pode observar determinados tipos de específicos de jogadores e estabelecer um sistema para retreinar ou filtrar os jogadores que surgem nas suas fornadas ou vem dos seus clubes afiliados. Para fazer isso efetivamente, primeiramente, é preciso saber o que procurar. Você já criou um perfil que se adeque ao seu estilo, mas é necessário olhar de perto as funções necessárias para isso ocorrer adequadamente. Para fazer isso com eficiência, você precisa saber que tipo de funções sua tática mais necessitará.

Geralmente podemos distinguir as funções em três tipos: básicas, especialistas e substitutas. As funções básicas são padrões da sua tática, aquelas que tem instruções individuais limitadas ou inexistentes ou sem influência especial no jogo. Você pode pensar nelas em termos das funções básicas para defensores e meio-campistas. As funções especialistas são para jogadores que tem um conjunto de habilidades bastante específico. Isso inclui a maioria das funções ofensivas, mas existem algumas outras por posição. A diferença entre as funções especialistas e as substitutas são se você usa elas ou não nas suas táticas, que podem ser incluídas para adicionar variedade tática ao seu estilo de jogo, mas não essenciais para o processo inicial de recrutamento.

4.1.1) As funções básicas

Para defensores:

  • Defesa Central;
  • Defesa Lateral;
  • Defesa Central Limitado;
  • Defesa Lateral Limitado;
  • Ala;

Para meio-campistas:

  • Médio Ofensivo;
  • Médio Centro;
  • Médio Defensivo;
  • Médio Ala;
  • Extremo Defensivo;
  • Extremo;

4.1.2) As funções especialistas

Para defensores:

  • Completo;
  • Defesa Ala Invertido;
  • Defesa Com Bola;

Para meio-campistas:

  • Trinco;
  • Médio Recuperador de Bolas;
  • Médio Área-a-Área
  • Construtor de Jogo Recuado;
  • Enganche;
  • Pivô Defensivo (Regista);
  • Pivô Ofensivo (Enganche);
  • Avançado Sombra;
  • Construtor de Jogo Avançado;
  • Organizador Móvel;
  • Mezzala;
  • Carrilero;
  • Segundo Volante;

Para atacantes:

  • Ponta de Lança Aberto (Raumdeuter);
  • Número 10 (Trequartista);
  • Avançado de Referência;
  • Avançado Interior;

Todas as funções dos jogadores que atuam na posição de atacante, no campo tático do FM, são funções especialistas.

4.1.3) As funções substitutas

Essas funções são as que você não usa nas suas táticas, mas gosta de ter jogadores que sejam capazes de atuar nelas, para caso precise mudar o estilo de jogo da sua equipe dentro de uma partida ou para um confronto especial.

4.2) Definir seus regimes de treinamento

4.2.1) Definindo seus regimes de função

Quando um jogador chega na sua categoria de base, é altamente recomendável que você determine um regime de treinamento customizado para aquele jogador, para que seu desenvolvimento seja acelerado o máximo possível. Existem dois caminhos para seguir: você pode selecionar uma função básica, que permite um treinamento mais abrangente e universal ou optar por treinar uma função especialista, sendo essa, uma abordagem mais específica.

Quando você está utilizando um treinamento universal, você foca em diversos atributos ao mesmo tempo. Então, faz sentido que esses tipos de treinamento foquem em diversos atributos, também significa que o progresso será mais lento, mas ao menos é mais abrangente.

Quando você está utilizando um treinamento especialista, você foca nos atributos necessários para que o jogador atue em determinada função. Se você já sabe qual função um jovem supostamente irá ocupar nas suas táticas do time principal, você já pode começar a prepara-lo desde cedo com treinos voltados para essa função. O progresso nesse tipo de treinamento é rápido para os atributos chaves que ele treina, mas a maioria dos outros atributos não evoluem da mesma maneira e até podem involuir.

4.2.2) Definindo seus regimentos de fortalecimento

Ao invés de focar em apenas uma função, você pode optar por um regime de fortalecimento. Todos os jogadores possuem características que lhe dão vantagens e desvantagens dentro de campo e o caminho ideal é melhorar ambas consistentemente. As vantagens devem ser fortalecidas e devem ajudar a eliminar as desvantagens. Mas é mais importante focar em uma ao invés da outra? Você pode escolher qualquer um e até ir trocando uma com a outra, depende muito do que você deseja para o desenvolvimento de determinado jogador.

Quando você desenvolve as vantagens que um jogador pode lhe trazer, isso nos leva a uma posição única. Eles vão claramente encaixar nas suas táticas e tem grandes chances de se destacarem primeiro, quanto mais um jogador melhora, mais ele se destaca no seu nicho e tem mais chances de ser selecionado para o time titular ou ser vendido para um clube maior.

Em termos de desenvolvimento absoluto, é mais provável que se desenvolvam as vantagens do que as desvantagens. É por isso que certas características lhe beneficiam, já que ele tem talento para certos aspectos do jogo e por causa disso, ele pode estar mais disposto a melhorar apenas suas vantagens, já que ele vê resultados imediatos desse esforço. Um jogador pode se aprofundar muito em um campo limitado, potencialmente levando ele a ser tornar o melhor em algo.

Por outro lado, um jogador é apenas tão bom quanto sua principal desvantagem. Mesmo que melhorar suas vantagens faça com que ele se destaque dentro de um certo conjunto de habilidades necessários para sua função, melhorar suas desvantagens tende a abrir a possibilidade de mais funções e posições, transformando-o em um jogador versátil.

4.3) Trabalhar com os jogadores que já estão prontos para jogar no time principal

Esse é o passo mais fácil, já que quando seus jogadores estiverem desenvolvendo adequadamente, eles precisam jogar regularmente. Se eles não são bons o suficiente para o seu time, empreste-os, para que eles possam jogar. Se eles são bons o suficiente, promova-os para o time principal e comece a dar oportunidades aqui e ali. É simples assim.

4.4) Monitorar a performance dos seus jogadores;

Independentemente de onde o jogador esteja ganhando tempo de jogo, você precisa ficar de olho sobre eles. Se ele joga no seu time, é fácil. Afinal de contas, você o vê em campo toda vez que quer e é capaz de discernir se ele está indo bem ou mal. Se o seu jogador está emprestado, tenha certeza que seus olheiros estão observando suas atuações, e caso algum jogador não esteja jogando o suficiente ou atuando na posição desejada por você, talvez seja melhor chamá-lo de volta.

De qualquer maneira, o tempo ideal para monitorar e avaliar a performance dos seus jogadores seria um espaço de dois a três meses. Se o desenvolvimento de um jogador estiver estagnando, pode ser uma boa ideia garantir que ele ganhe mais tempo de jogo ou mudar seus regimes de treinamento. Talvez determinado jogador não seja capaz de brigar por espaço em determinada função, mas você pode retreiná-lo em outra função ou posição para que ele possa ser capaz de brigar por esse espaço.

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5)      Tutoria

Agora é hora de falarmos sobre uma parte bastante relevante do desenvolvimento de jovens jogadores: a tutoria de um jovem por um membro mais velho e experiente do elenco.

5.1) O que a tutoria faz?

A opção de tutoria permite que você pensa para um membro mais velho e importante do seu elenco, para acompanhar de perto um jovem jogador e passar suas experiências e ser seu mentor, ensinando a ele os caminhos do futebol. Quando os jogadores compartilham traços de personalidade, essa opção tende a funcionar efetivamente muito bem e provém um aumento interessante no desenvolvimento de um jogador, assim como a possibilidade do jogador aprender algum Movimento Preferido do Jogador (MPJ) e até mudar sua personalidade.

Um dos principais atributos por trás da evolução de um jogador no jogo é o atributo oculto Profissionalismo. A tutoria é a única maneira de se influenciar esse importante atributo e evoluí-lo. Dessa forma, selecionar o tutor adequado para suas principais promessas é extremamente importante, principalmente para quem buscar maximizar e acelerar ao máximo a evolução de um jogador.

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5.2) Quando tutorar um jogador?

Mesmo que não exista um tempo inicial ideal para tutorar um jogador, é altamente recomendado que se comece o mais cedo possível e existem boas razões para isso. Quando você começa com o jogador bem mais jovem, você tem mais tempo para trabalhar no desenvolvimento de um jogador e moldá-lo da maneira que você achar mais adequado. Além disso, quando a reputação de um jovem se torna muito alta, ele se torna indisponível para ser tutorado, portanto, você deve começar enquanto a reputação é baixa.

5.2.1) Condições para tutoria

Você pode iniciar uma conversa privada com algum jogador em particular, não importa se você começar pelo tutor ou pelo tutorado. Para quem um jogador esteja disponível para tutorar determinado jogador, os seguintes motivos devem ser observados:

  • O tutor tem que ter uma reputação maior que o tutorado;
  • O tutor e o tutorado devem compartilhar um certo nível de familiaridade, seja com uma posição ou função. Um defensor não pode tutorar um atacante;
  • O tutor tem que ter mais de 24 anos (exceto se ele for o capitão do seu time);
  • O tutorado tem que ter menos de 23 anos;
  • O tutorado não pode ser um membro estabelecido do elenco e nem estar treinando um MPJ. Seu status contratual deve ser rotação ou inferior. O tutor tem que ter relativa importância dentro do seu elenco;
  • Ambos não podem estar lesionados e o tutor não pode estar treinando um MPJ;
  • Um tutor só pode tutorar um jogador por vez e apenas poderá tutorar outro jogador depois de cinco semanas do fim da tutoria anterior.

5.3) Duas formas distintas de tutoria

Existem duas formas diferentes de tutoria, que diferem uma da outra.

  • "Como um dos jogadores mais velhos da equipe, eu gostaria que você fosse tutor de fulano, pois sinto que pode ajudá-lo a melhorar seu jogo". - Aqui será compartilhado o talento, aquilo que seu jogador sabe dentro de campo. Ele irá compartilhar seus movimentos preferidos, irá compartilhar seu estilo de jogo, ou seja, sua função dentro de campo e ajudará o jogador a desenvolver os atributos para essa função. Isso significa, que você pode ter um substituto perfeito para aquele seu defensor que joga com bola, simplesmente trabalhando essa função. Ou então aquela precioso Raumdeuter que anda fazendo estragos nos adversários poderá ressurgir através de um jovem seu.
  • "Como um dos jogadores mais velhos da equipe, eu penso que seria vantajoso se você tomasse conta de fulano e lhe passasse toda sua experiência". - Aqui será compartilhado a personalidade, a mentalidade, o comportamento dentro e fora de campo. Isso aqui é importantíssimo para moldar o desenvolvimento do seu jogador.

Ambas as opções terão um impacto nos atributos pessoais e na determinação de um jogador. A segunda opção é útil para o jogador mais jovem, que está começando, para que você molde sua mentalidade, a primeira, é principalmente útil quando você enxerga que um jovem jogador tem tudo para substituir perfeitamente, no futuro, ou então, o jogador tem algum MPJ que lhe interessa em outro jogador.

5.4) Escolhendo o tutor certo

Como escolher o tutor certo pode influenciar drasticamente o desenvolvimento de um jogador, seja aumentando atributos, aprendendo MPJ ou aumentado o Profissionalismo, a escolha tem que ser bem pensada. Isso significa encontrar um tutor com a personalidade certa, já que tudo revolve em melhorar os atributos mentais do jovem jogador. Portanto, busque uma personalidade com altos valores de profissionalismo, tais quais:

  • Cidadão modelo;
  • Profissional modelo:
  • Profissional;
  • Perfeccionista;
  • Resoluto;
  • Quaisquer dessas personalidades com a adição de razoavelmente, implicam valores decentes de profissionalismo também, portanto, é um caminho que pode ser seguido.

Outras personalidades ocasionalmente podem ter um alto atributo de Profissionalismo, mas essas personalidades certamente lhe garantem isso.

Outro fator a se considerar é o atributo Determinação, mesmo que já tenha sido estabelecido que ele não é tão relevante para o desenvolvimento do jogador, é um atributo útil para um jogador ter e a tutoria também é a única maneira de aumentá-lo. Contudo, vale a pena trocar um atributo de determinação mais alto de um jovem por uma mentalidade mais profissional.

5.5) Qual a melhor opção de tutoria?

Foi realizado um experimento no Football Manager 2016 e checado nas versões seguintes para ver se o jogo ainda se comportava anteriormente. Nesse experimento, foram criados, com a ajuda do Editor de Tempo Real, três jogadores de mesma posição e idade. Além disso, dois jogadores mais velhos do clube foram editados para terem a personalidade Cidadão Modelo, com todos os atributos escondidos com valor 20, incluindo, obviamente, o Profissionalismo e alguns MPJs. Sendo assim, dos três jovens, um foi deixado sem ser tutorado (Jogador 1), outro com a primeira opção do Item 5.3 (Jogador 2) e outro com a segunda opção do item 5.3 (Jogador 3).

O desenvolvimento dos jogadores foram avaliados em seis áreas: Capacidade Atual (CA), MPJs, atributos técnicos, atributos mentais, atributos físicos e atributos escondidos.

Após seis meses, o progresso dos jogadores, apenas observando os números foi: 

Imagem-8.png

Já graficamente temos:

Imagem-9.png

Mesmo estando longe de ser estatisticamente conclusivo, podemos ver que a diferença mais espetacular pode ser vista no desenvolvimento dos atributos escondidos. O desenvolvimento regular, como esperado, é bastante similar em quase todas as áreas, porém, para o jogador 3, houve um aumento de cerca de um ou dois pontos para cada atributo escondido. O jogador 2 apenas ganhou um ponto de Profissionalismo do seu tutor, mas parou por aí. Também pudemos observar o aumento do atributo Determinação para o Jogador 3, mas por enquanto, nenhum jogador aprendeu um MPJ até o momento. Por isso, o experimento seguiu por mais seis meses de save.

Numericamente, o progresso foi assim:

Imagem-10.png 

Já graficamente tivemos:

Imagem-11.png

 Uma temporada completa simulada acabou nos dando um pouco mais de informação. Em termos do desenvolvimento de um jogador, é seguro concluir que é extremamente benéfico tutorar um jogador. Mesmo que o jogador que não foi tutorado tenha evoluído por contra própria, seus colegas evoluíram muito mais do que ele. Obviamente que a evolução espetacular da personalidade do jogador 3 parece ter diminuído a aceleração do seu ganho de CA, mas em termos gerais, os jogadores 2 e 3 tiveram curvas de desenvolvimento bem melhores.

Agora, se formos avaliar apenas as opções de tutoria, fica mais difícil responder quem é melhor ou pior. Por isso, observe o gráfico a seguir:

Imagem-12.png

 No fim das contas, se resume mais ao que você deseja melhorar e desenvolver em seu jogador. O jogador 2 demonstra um progresso mensurável, onde você bate o olho e vê que ele claramente é um jogador melhor e fazendo com que ele tenha se tornado mais útil num futuro mais próximo. Enquanto isso, o jogador 3 teve um desenvolvimento voltado para sua personalidade, aumentando bastante seus valores para o atributo Profissionalismo, o que lhe beneficiará melhor no longo-prazo. Isso pode até um desenvolvimento inicial mais lento, mas é melhor para o jogador, caso você tenha tempo para trabalha-lo.

Por isso, pode-se concluir que se você precisa imediatamente de um melhora técnica em um jogador, para usá-lo no seu time principal, a primeira opção do item 5.3 é o melhor caminho, mas se você está fazendo um trabalho mais lento ou então, tem tempo e não tem necessidade imediata para aquele jogador, opte pela segunda opção do item 5.3 e depois trabalhe a parte técnica com uma nova tutoria usando a outra opção.

6)      Tempo de jogo

Para encerrar essa bíblia do desenvolvimento de jovens jogadores, chegamos ao último dos fatores que irão lhe ajudar a desenvolver mais jogadores de qualidade. Tudo que foi visto anteriormente é a parte fácil de todo o trabalho com os jovens, já que integrá-los ao seu time principal é o que mais importa. Times como Manchester City, Chelsea, Real Madrid e ironicamente, o Barcelona atual preferem contratar talentos globais que se destacam em competições juniores, contudo, numa visão correta, o desenvolvimento de jogadores não deve ser baseado em títulos e sim na preparação desses jogadores para o futebol profissional e se observamos esses elencos, é difícil encontrar jogadores da base, que subiram nos últimos dois ou três anos, como peças fundamentais no elenco desses clubes.

Sendo assim, iremos avaliar mais de perto a influência que o tempo de jogo possui nos jovens jogadores no Football Manager. Assim como para avaliar os efeitos da tutoria, nesse caso, também foi realizado um experimento no Football Manager 2016 e que foi checado nas versões seguintes para ver se as coisas continuavam da mesma forma.

Foram criados cinco jovens iguais com a ajuda do Editor de tempo Real. Ambos tem idades similiares e jogam na mesma posição. Todos os atributos, incluindo os escondidos, ficaram com o valor de 10. Um desses jogadores (Jogador 1) atuará todas as semanas no time principal, outro (Jogador 2) atuará no time sub-21\reservas, dois (Jogador 3 e 4) irão ficar no sub-19, enquanto o último (Jogador 5) irá ser emprestado para um clube afiliado. Todos os jogadores, exceto um dos sub-19 (Jogador 4) terão contratos profissionais. Todos os jogadores tem 16 anos de idade e o experimento foi realizado durante seis meses (em termos de FM, obviamente).

Assim como no experimento anterior, certas áreas do desenvolvimento foram observadas, mas ao contrário dos seis itens, serão apenas quatro:

  • Capacidade Atual (CA);
  • Atributos técnicos;
  • Atributos mentais;
  • Atributos físicos; 

O progresso dos jogadores, em termos numéricos, foi o seguinte:

Imagem-13.png

Graficamente, temos a seguinte comparação:

 Imagem-14.png

 Era de se esperar que o Jogador 1 tivesse a melhor progressão. Essa asserção é verdadeira se observamos apenas a CA, mas em termos de atributos, os outros desenvolverão tão bem quanto ou melhor, em alguns casos. Com todos os outros fatores necessários para o desenvolvimento sendo iguais, pode se julgar que o tempo de jogo não é tão importante assim. O jogador atuando pelo time sub-21\reservas se desenvolveu tão bem quanto, enquanto os que ficaram no sub-19, ficaram um pouco atrás, mas mesmo assim, nada tão gritante. O pior jogador foi o que foi emprestado, isso ocorre pois ele estava em um clube com infraestrutura inferior, então faz sentido que ele não tenha se desenvolvido como os outros quatro.

Como a primeira observação foi meio que inconclusiva a respeito do tempo de jogo, um mergulho nas informações era necessário. O fator lógico a se olhar seria a quantidade de partida que cada um jogou em diversos níveis. Assim, temos a tabela abaixo:

Imagem-15.png

Graficamente, a influência do tempo de jogo é a seguinte:

Imagem-16.png

Após essa consideração, certas conclusões, mesmo com que alguma cautela, podem ser feitas. Estar atuando na equipe principal é realmente um fator para o desenvolvimento da CA de um jogador, já que o Jogador 1 se desenvolveu muito melhor nesse sentido. Os resultados do jogador 5 indicam que as infraestruturas também tem um grande impacto, já que mesmo jogando mais, ele foi o que menos desenvolveu.

Por outro lado, podemos observar que o nível do futebol praticado não é importante, já que os jovens jogadores evoluíram quase tão bem quanto quem estava jogando no time principal, o importante é que eles estejam atuando regularmente. O progresso mais estável foi realizado pelos jogadores que mesclaram partidas pelos times júniores, reserva e time principal. Portanto, já que jogadores emprestados podem perder tempo importante no desenvolvimento, talvez seja melhor reconsiderar sua política de empréstimos.

Mas se mesmo assim, você quer realizar uma política assim para desenvolver seus jogadores, procure times que tenham boas infraestruturas e se seu time tem algum time B atuando em ligas competitivas, como os times B da Alemanha e da Espanha, talvez seja melhor deixar esses jogadores por lá.

Com essa última informação, encerramos esse conteúdo vasto e dedicado ao desenvolvimento de jogadores do FM, com diversas dicas e um caminho certamente certeiro para você ter sua própria linha de produção de talentos, tal qual La Masia ou os Meninos da Vila.

 

Conteúdo traduzido e adaptado por Henrique M. para o FManager Brasil e Engenharia do Futebol

Fonte: Série Emulating La Masia do site Strikerless, combinado com conteúdos da série Engenharia de Base. As screenshots presentes são do autor e as outras imagens são traduções ou adaptações do conteúdo postado na série Emulating La Masia.
Banner: @_Matheus_

P.S: Em breve devo disponibilizar um arquivo PDF melhor formatado para quem desejar salvar e manter em seu computador.
P.P.S: O conteúdo é extenso e foi feito no Word, portanto, pode ter ficado alguma falha de formatação ou até mesmo outros tipos de erros, caso encontrem alguma coisa errada, é só informar que eu corrijo.

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Parabéns pela formatação, deve ter dado uma trabalheira imensa. Saves como o meu, o do @Danut e outros que buscam ou buscarão priorizar os jogadores da base no decorrer do tempo com certeza serão muito ajudados pela matéria. Perdi tempo emprestando alguns bons jogadores da base no início do save e eles talvez nunca se tornem aquilo que poderiam ser, agora irei tentar corrigir esse arro com os novos jogadores e buscar melhorar cada vez mais como treinador e gestor de clubes.

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Curioso isso do pouco desenvolvimento em clubes de estrutura pior. Eu esperaria que a evolução de atributos mentais fosse compensar a pouca evolução dos outros quesitos pela experiência com pressão da torcida, resultados, etc.

Por outro lado, é bom ter a confirmação que não é necessário emprestar jogadores muito cedo, que é melhor deixá-los no clube e garantir tutoria e jogos em suas categorias antes de decidir se têm futuro no clube ou não, e que emprestar pra clubes de baixo escalão só deve ser feito em último caso, pra evitar salários de jogadores que não têm futuro no clube.

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Bem, em primeiro lugar, parabéns por trazer o material pra cá. O trabalho deve ter sido enorme, e é muito bom ver coisas novas sendo disponibilizadas em português e aqui no fórum.

Dito isso, tenho algumas questões:

 

Noitem 1.5, o texto fala em contratar mais olheiros para o recrutamento de jovens. Isso quer dizer os olheiros mesmo, aqueles que a gente define tarefa e tal, ou foi uma maneira de se referir à melhoria no quesito de infraestrutura "rede de recrutamento"? Se for o segundo, sugeriria trocar, pois da forma que está fica confuso.

 

Outra coisa: na parte de tutoria, é informado que o tutor tem de ser maior de 24 anos. Isso é verdade, exceto se ele for capitão da equipe. O capitão pode ser tutor mesmo abaixo dos 24 (ao menos no FM 16, não tenho como confirmar no FM 18). Acho que seria legal incluir essa informação - em equipes com poucos jogadores de boa personalidade, nomear capitão alguém mais novo para "liberar" ele para tutoramento é uma boa ideia.

 

Ainda no tutoramento: eu sempre ouvi falar que a primeira opção é rigorosamente igual à segunda, com a única diferença de que também passa as MPJs. Pelo texto, fiquei com a impressão de que a primeira também modifica os atributos técnicos do jogador, o que eu nunca tinha ouvido falar antes. É isso mesmo? E a segunda o texto deu a impressão de que só ela realmente afeta os atributos mentais - o que eu acho que não é o caso, né?

 

Por último, quanto ao experimento relatado no final: qual a idade dos jogadores e quanto tempo se jogou? Pergunto porque a conclusão de que a quantidade de jogos não importa muito para o desenvolvimento, pelo que sempre ouvi, é verdadeira para jogadores bastante jovens (não lembro agora o valor exato, mas acho que era até os 18/19 anos), mas não para jogadores mais velhos.

 

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  • Vice-President
16 horas atrás, Danut disse:

Bem, em primeiro lugar, parabéns por trazer o material pra cá. O trabalho deve ter sido enorme, e é muito bom ver coisas novas sendo disponibilizadas em português e aqui no fórum.

Dito isso, tenho algumas questões:

 

Noitem 1.5, o texto fala em contratar mais olheiros para o recrutamento de jovens. Isso quer dizer os olheiros mesmo, aqueles que a gente define tarefa e tal, ou foi uma maneira de se referir à melhoria no quesito de infraestrutura "rede de recrutamento"? Se for o segundo, sugeriria trocar, pois da forma que está fica confuso.

 

Outra coisa: na parte de tutoria, é informado que o tutor tem de ser maior de 24 anos. Isso é verdade, exceto se ele for capitão da equipe. O capitão pode ser tutor mesmo abaixo dos 24 (ao menos no FM 16, não tenho como confirmar no FM 18). Acho que seria legal incluir essa informação - em equipes com poucos jogadores de boa personalidade, nomear capitão alguém mais novo para "liberar" ele para tutoramento é uma boa ideia.

 

Ainda no tutoramento: eu sempre ouvi falar que a primeira opção é rigorosamente igual à segunda, com a única diferença de que também passa as MPJs. Pelo texto, fiquei com a impressão de que a primeira também modifica os atributos técnicos do jogador, o que eu nunca tinha ouvido falar antes. É isso mesmo? E a segunda o texto deu a impressão de que só ela realmente afeta os atributos mentais - o que eu acho que não é o caso, né?

 

Por último, quanto ao experimento relatado no final: qual a idade dos jogadores e quanto tempo se jogou? Pergunto porque a conclusão de que a quantidade de jogos não importa muito para o desenvolvimento, pelo que sempre ouvi, é verdadeira para jogadores bastante jovens (não lembro agora o valor exato, mas acho que era até os 18/19 anos), mas não para jogadores mais velhos.

 

1.5) Olheiros mesmo, o profissional do staff.

Tutoria: Dica adicionada.

A primeira foca mais nos atributos técnicos, enquanto a segunda foca mais nos atributos mentais, mas não significa que outras partes não são desenvolvidas, o que difere é o foco, mas outras melhorias acompanham. Também só fui descobrir isso agora, achei que a primeira servia só para passar MPJs. O que percebi de mais importante, é que a segunda opção "retarda" (acho que o termo correta seria deixa mais lento e não que atrapalha em si, mas não achei uma palavra para dizer isso tudo) o desenvolvimento físico do atleta, caso, ele não possua aptidões, já que existe um preço a ser pago na distribuição dos pontos da CA.

O tempo jogado foi de uma 6 meses. Todos com 16 anos. Adicionarei isso no texto também. Nesse experimento, foi analisado só o tempo de jogo. Eu sei, por experiência, que acelera o desenvolvimento, mesmo que para algumas não faça diferença, é algo meio empírico, já que não existe nada de concreto, mas muitas pessoas na comunidade enxergam a mesma coisa que eu e a intenção do experimento era olhar para esse lado e ver se é fato ou mito. Contudo, a única adição que esse experimento dele trouxe para minha cabeça, foi de que é bastante importante observar as instalações do clube que vai receber o seu jogador emprestado. Sempre achei que era melhor emprestar o cara para jogar num time com infraestruturas piores do que deixar ele quietinho no meu sub-19.

 

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Esclareceu minhas dúvidas, menos a primeira: os olheiros tem alguns influência no recrutamento de jogadores então? De onde vem isso?

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  • Vice-President
9 horas atrás, Danut disse:

Esclareceu minhas dúvidas, menos a primeira: os olheiros tem alguns influência no recrutamento de jogadores então? De onde vem isso?

Eles expandem o seu raio de observação, portanto, aumentam suas chances de arrumar um newgen de um país diferente.

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Em 2/19/2018 at 08:02, Danut disse:

Por último, quanto ao experimento relatado no final: qual a idade dos jogadores e quanto tempo se jogou? Pergunto porque a conclusão de que a quantidade de jogos não importa muito para o desenvolvimento, pelo que sempre ouvi, é verdadeira para jogadores bastante jovens (não lembro agora o valor exato, mas acho que era até os 18/19 anos), mas não para jogadores mais velhos.

 

Isso eu acho que é porque a distribuição entre atributos Técnicos, Mentais e Físicos muda de acordo com a idade, com os atributos físicos se desenvolvendo mais até essa idade (eu considero 20 mas não sei ao certo também porque são dados empíricos já que a SI não comenta muito sobre esses pormenores). Aí, como os atributos físicos se desenvolvem mais nos treinamentos que nos jogos, casa com o resultado mostrado aqui. Seria interessante ver o mesmo experimento com jogadores de 19-21 anos também pra saber se não ocorre estagnação.

Por ora, minha regra mudou pra só emprestar jogadores a partir dos 21 anos e que não tenham perspectiva de ficar nem no banco.

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Excelente material. Esse tipo de conteúdo que a comunidade brasileira carece!

Ainda não parei para ler com a devida atenção, mas gostaria de fazer um adento. Desculpem se já foi comentado.

Um outro fator importante a se levar em consideração para o staff em geral, em especial das camadas jovens, é a reputação. Preparadores com reputação alta, geralmente ex-jogadores de sucesso com passagens por suas seleções, funcionam como chamarizes. E não precisam ser um dos melhores preparadores para isso. Respeitando o que foi dito sobre condições de treinamento e qualidade dos outros preparadores, esse preparador com alta reputação pode ser o pior nos treinamentos que mesmo assim vai atrair bons jovens. 

 

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Parabéns pelo excelente trabalho! Este guia já está favoritado aqui no meu navegador.

A questão das tutorias foi uma grande surpresa para mim, e ver os resultados do experimente indica que preciso mudar um pouco a forma como faço tutorias com meus jogadores.

Outros pontos que gostei muito do texto foi a questão do tempo de jogo na equipe principal ou por empréstimo e a filosofia do clube.

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Em 20/02/2018 at 16:21, Douglas. disse:

 

Isso eu acho que é porque a distribuição entre atributos Técnicos, Mentais e Físicos muda de acordo com a idade, com os atributos físicos se desenvolvendo mais até essa idade (eu considero 20 mas não sei ao certo também porque são dados empíricos já que a SI não comenta muito sobre esses pormenores). Aí, como os atributos físicos se desenvolvem mais nos treinamentos que nos jogos, casa com o resultado mostrado aqui. Seria interessante ver o mesmo experimento com jogadores de 19-21 anos também pra saber se não ocorre estagnação.

Por ora, minha regra mudou pra só emprestar jogadores a partir dos 21 anos e que não tenham perspectiva de ficar nem no banco.

Mesmo se os preparadores reportarem que ele precisa de tempo e com bons times o procurando pra emprestimo? 

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80% do que sei hoje sobre organização de clube é graças ao trabalho do Henrique, muito obrigado cara

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Agora li tudo!

O único ponto que realmente senti falta foi a questão da reputação dos preparadores, que já comentei e permitam-me explicar melhor.

Isso foi algo que li em algum lugar e obtive bons resultados aplicando nas minhas equipes. A lógica é bem simples: Entre duas equipes de alta reputação contando com excelentes condições de treino e preparadores capazes, em uma liga de topo, qual delas seria a escolha de um jovem talento? Ter alguém com alta reputação, uma espécie de ídolo, obviamente daria alguma vantagem, afinal, o que conta mais? Ter a oportunidade de trabalhar com o Tião, excepcional preparador, ou com um Zidane, Puyol, Gerrard da vida?

O material é muito completo e não aborda essa questão. Como eu disse, pessoalmente obtive alguns resultados interessantes, mesmo com equipes sem muita infraestrutura. Eu não quero ser o caga-regra, então deixo para que tirem suas próprias conclusões, se acharem a idéia interessante.

A única coisa no material todo que me gerou desconfiança foi a parte sobre tempo de jogo. Como um jogador evolui o dobro de CA de outro e os ganhos em atributos são praticamente os mesmos? Os atributos tem pesos no CA, ok. Seria como se, levando em consideração os atributos físico, o jogador 1 tivesse evoluído apenas aceleração e velocidade e o jogador 5 tivesse evoluído muito atributos de menor peso, como resistência. Isso seria até possível dependendo da posição e função treinada, mas o DOBRO de CA para ganhos gerais visíveis quase idênticos é MUITA coisa.

A ideia que os gráficos me passam é o oposto da conclusão. Vale mais a pena emprestar ou deixar os jogadores na base, já que vão ter uma evolução maior de atributos com baixo custo de CA.

Para ser bem honesto, achei toda a parte de tempo de jogo no mínimo questionável.

Todos os jogadores jovens, gerados ou não, tem no geral atributos mentais e alguns físicos baixos, principalmente os atributos que entram nas classes de background (fundo) e primários. A gente não busca dar tempo de jogo para um jogador para ele melhorar a finalização, passe, posicionamento, velocidade, força... esses atributos a gente consegue treinar individualmente. A gente busca dar tempo de jogo para os jogadores para que eles melhorem sua consciência, sua noção do jogo, em outras palavras, para evoluirem em atributos como concentração, trabalho de equipe, antecipação, visão de jogo, índice de trabalho... atributos que não podem ser treinados individualmente e que evoluem muito lentamente com treino geral de equipe.

Não me importaria em ver a evolução técnica e física de um jogador diminuir se isso refletisse em ganhos nos atributos mentais. Para mim o teste que foi feito é inconclusivo. Tinham que ter feito um período de controle, com os jogadores passando uma temporada treinando no clube apenas na base. Na temporada seguinte realizavam o teste como foi feito. Mas precisariam ainda avaliar individualmente pelo menos cada atributo mental para chegar perto de alguma conclusão.

 

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19 horas atrás, senna889091 disse:

Mesmo se os preparadores reportarem que ele precisa de tempo e com bons times o procurando pra emprestimo? 

Depende. De acordo com os testes, a única coisa melhor que as categorias de base do clube é tempo de jogo em clubes em condições similares, então se aparecer um clube da mesma divisão ou de uma divisão de qualidade similar ou superior, aí acho que vale à pena emprestar dependendo de como já estiver a personalidade e os atributos que eu poderia controlar/direcionar. Mas pra um jogador com personalidade ruim mas com bom potencial, talvez seja melhor mantê-lo pra tentar melhorar o psicológico enquanto é tempo, independente de atrasá-lo inicialmente.

 

 

17 horas atrás, Chaves disse:

A única coisa no material todo que me gerou desconfiança foi a parte sobre tempo de jogo. Como um jogador evolui o dobro de CA de outro e os ganhos em atributos são praticamente os mesmos? Os atributos tem pesos no CA, ok. Seria como se, levando em consideração os atributos físico, o jogador 1 tivesse evoluído apenas aceleração e velocidade e o jogador 5 tivesse evoluído muito atributos de menor peso, como resistência. Isso seria até possível dependendo da posição e função treinada, mas o DOBRO de CA para ganhos gerais visíveis quase idênticos é MUITA coisa.

 

Teria que mostrar cada atributo e olhar os pesos. Têm os quesitos Técnico, Físico e Mental mas nem todos os atributos sob cada categoria custam o mesmo, então pode valer mais pra um atacante ir de Técnica 8 pra 10 do que de Faltas 8 pra 11 mais Escanteios 6 pra 9. Seria um ganho de 2 pro primeiro e 6 pro segundo mas o ganho de CA seria maior pro primeiro.

 

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A ideia que os gráficos me passam é o oposto da conclusão. Vale mais a pena emprestar ou deixar os jogadores na base, já que vão ter uma evolução maior de atributos com baixo custo de CA.

Para ser bem honesto, achei toda a parte de tempo de jogo no mínimo questionável.

Todos os jogadores jovens, gerados ou não, tem no geral atributos mentais e alguns físicos baixos, principalmente os atributos que entram nas classes de background (fundo) e primários. A gente não busca dar tempo de jogo para um jogador para ele melhorar a finalização, passe, posicionamento, velocidade, força... esses atributos a gente consegue treinar individualmente. A gente busca dar tempo de jogo para os jogadores para que eles melhorem sua consciência, sua noção do jogo, em outras palavras, para evoluirem em atributos como concentração, trabalho de equipe, antecipação, visão de jogo, índice de trabalho... atributos que não podem ser treinados individualmente e que evoluem muito lentamente com treino geral de equipe.

Não me importaria em ver a evolução técnica e física de um jogador diminuir se isso refletisse em ganhos nos atributos mentais. Para mim o teste que foi feito é inconclusivo. Tinham que ter feito um período de controle, com os jogadores passando uma temporada treinando no clube apenas na base. Na temporada seguinte realizavam o teste como foi feito. Mas precisariam ainda avaliar individualmente pelo menos cada atributo mental para chegar perto de alguma conclusão.

 

É algo semelhante ao que eu falei, imaginava que alguns atributos mentais evoluiriam mais jogando, sentindo pressão, adversidades dentro e fora de campo, etc. E o teste mostrou que isso acontece naturalmente (jogando ou não), e se acentua com um bom tutor e boas condições de treinamentos.

Com isso emprestar um jogador acaba tendo mais importância pra ele ganhar reputação e/ou aliviar a folha salarial. E, se as condições se alinharem e ele já tiver uma boa personalidade, aí pode ser uma boa emprestar.

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58 minutos atrás, Douglas. disse:

Teria que mostrar cada atributo e olhar os pesos. Têm os quesitos Técnico, Físico e Mental mas nem todos os atributos sob cada categoria custam o mesmo, então pode valer mais pra um atacante ir de Técnica 8 pra 10 do que de Faltas 8 pra 11 mais Escanteios 6 pra 9. Seria um ganho de 2 pro primeiro e 6 pro segundo mas o ganho de CA seria maior pro primeiro.

É algo semelhante ao que eu falei, imaginava que alguns atributos mentais evoluiriam mais jogando, sentindo pressão, adversidades dentro e fora de campo, etc. E o teste mostrou que isso acontece naturalmente (jogando ou não), e se acentua com um bom tutor e boas condições de treinamentos.

Com isso emprestar um jogador acaba tendo mais importância pra ele ganhar reputação e/ou aliviar a folha salarial. E, se as condições se alinharem e ele já tiver uma boa personalidade, aí pode ser uma boa emprestar.

Pensei nisso durante o dia, mas mesmo assim, Douglas, o dobro de CA ainda é muita coisa, mesmo se tratando de jogadores de posições diferentes, com filosofias de treinamento diferentes.

O teste tinha que apresentar a evolução dos atributos de maneira mais clara para realmente chegarmos a alguma conclusão. O que foi apresentado é muito vago para sairmos do ponto das suposições.

Eu nunca fui fã de emprestar jogadores, caso tenha deixado alguma impressão que estou defendendo a prática. Prefiro manter os jogadores sob o meu olhar. Mas chega um determinado momento que a base não é mais o suficiente e se não dá para encaixar na equipe principal, o melhor caminho é emprestar, afinal, mar calmo não faz marinheiro bom. Não dá para acreditar que qualquer liga reserva ou sub-20 seja mais competitiva que uma segunda ou terceira divisão da vida. Pode até existir algum caso, mas no geral não é regra.

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1 hora atrás, Chaves disse:

Pensei nisso durante o dia, mas mesmo assim, Douglas, o dobro de CA ainda é muita coisa, mesmo se tratando de jogadores de posições diferentes, com filosofias de treinamento diferentes.

O teste tinha que apresentar a evolução dos atributos de maneira mais clara para realmente chegarmos a alguma conclusão. O que foi apresentado é muito vago para sairmos do ponto das suposições.

Eu nunca fui fã de emprestar jogadores, caso tenha deixado alguma impressão que estou defendendo a prática. Prefiro manter os jogadores sob o meu olhar. Mas chega um determinado momento que a base não é mais o suficiente e se não dá para encaixar na equipe principal, o melhor caminho é emprestar, afinal, mar calmo não faz marinheiro bom. Não dá para acreditar que qualquer liga reserva ou sub-20 seja mais competitiva que uma segunda ou terceira divisão da vida. Pode até existir algum caso, mas no geral não é regra.

Aí é o que o Danut questionou, que talvez tenha maior influência pela idade dos jogadores, que talvez fosse diferente com jogadores mais velhos.

Minha ideia atual é mantê-los no clube até uns 20 anos pra trabalhar os atributos mentais e depois ver se consigo usar no time de cima ou se vão ter que sair pra dar espaço pra outros mais promissores e/ou que se desenvolveram mais.

Como é possível tutorar jogadores até os 23 anos, talvez dê a impressão que podemos deixar pra depois mas acho que ao menos ficou mostrado que até uns 18 anos a tutoria vai ter um efeito catalisador ainda mais importante que ao menos eu pensava.

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  • Vice-President
Em 22/02/2018 at 00:51, Chaves disse:

Agora li tudo!

O único ponto que realmente senti falta foi a questão da reputação dos preparadores, que já comentei e permitam-me explicar melhor.

Isso foi algo que li em algum lugar e obtive bons resultados aplicando nas minhas equipes. A lógica é bem simples: Entre duas equipes de alta reputação contando com excelentes condições de treino e preparadores capazes, em uma liga de topo, qual delas seria a escolha de um jovem talento? Ter alguém com alta reputação, uma espécie de ídolo, obviamente daria alguma vantagem, afinal, o que conta mais? Ter a oportunidade de trabalhar com o Tião, excepcional preparador, ou com um Zidane, Puyol, Gerrard da vida?

O material é muito completo e não aborda essa questão. Como eu disse, pessoalmente obtive alguns resultados interessantes, mesmo com equipes sem muita infraestrutura. Eu não quero ser o caga-regra, então deixo para que tirem suas próprias conclusões, se acharem a idéia interessante.

A única coisa no material todo que me gerou desconfiança foi a parte sobre tempo de jogo. Como um jogador evolui o dobro de CA de outro e os ganhos em atributos são praticamente os mesmos? Os atributos tem pesos no CA, ok. Seria como se, levando em consideração os atributos físico, o jogador 1 tivesse evoluído apenas aceleração e velocidade e o jogador 5 tivesse evoluído muito atributos de menor peso, como resistência. Isso seria até possível dependendo da posição e função treinada, mas o DOBRO de CA para ganhos gerais visíveis quase idênticos é MUITA coisa.

A ideia que os gráficos me passam é o oposto da conclusão. Vale mais a pena emprestar ou deixar os jogadores na base, já que vão ter uma evolução maior de atributos com baixo custo de CA.

Para ser bem honesto, achei toda a parte de tempo de jogo no mínimo questionável.

Todos os jogadores jovens, gerados ou não, tem no geral atributos mentais e alguns físicos baixos, principalmente os atributos que entram nas classes de background (fundo) e primários. A gente não busca dar tempo de jogo para um jogador para ele melhorar a finalização, passe, posicionamento, velocidade, força... esses atributos a gente consegue treinar individualmente. A gente busca dar tempo de jogo para os jogadores para que eles melhorem sua consciência, sua noção do jogo, em outras palavras, para evoluirem em atributos como concentração, trabalho de equipe, antecipação, visão de jogo, índice de trabalho... atributos que não podem ser treinados individualmente e que evoluem muito lentamente com treino geral de equipe.

Não me importaria em ver a evolução técnica e física de um jogador diminuir se isso refletisse em ganhos nos atributos mentais. Para mim o teste que foi feito é inconclusivo. Tinham que ter feito um período de controle, com os jogadores passando uma temporada treinando no clube apenas na base. Na temporada seguinte realizavam o teste como foi feito. Mas precisariam ainda avaliar individualmente pelo menos cada atributo mental para chegar perto de alguma conclusão.

 

Eu nunca tinha ouvido falar disso, Chaves, você se lembra onde viu isso? Mesmo assim, posteriormente irei adicionar sua dica.

Quanto ao seu questionamento sobre a questão CA/atributos, recomendo que entre no link que postei e busque pelo experimento que está na parte 7, lá tem a screen dos jogadores (não coloquei porque está em inglês) e pode te ajudar a desanuviar essa questão. O experimento dele é meio que uma corroboração do que a galera já acredita ser verdade, como ele achou o resultado que queria, deixou por isso mesmo.

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Terminei de ler com atenção agora e só tenho a parabenizar e agradecer ao @Henrique M. por conteúdos desse tipo, raros na comunidade brasileira.

Obviamente aprendi muita coisa que não sabia (e até anotei pra não esquecer) como o recrutamento através de afiliados e os olheiros influenciando nas regiões presentes nas fornadas. Serviu também pra aprofundar meu conhecimento na parte de tempo de jogo, que já sabia alguma coisa devido aos outros guias sobre desenvolvimentos de jogadores aqui na área.

Em 20/02/2018 at 16:21, Douglas. disse:

Por ora, minha regra mudou pra só emprestar jogadores a partir dos 21 anos e que não tenham perspectiva de ficar nem no banco.

Não seria melhor a partir dos 23, já que não poderiam mais ser tutorados? Ou prefere 21 para ainda trabalhar atributos técnicos fora do clube?

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4 minutos atrás, Yan Perisse disse:

Não seria melhor a partir dos 23, já que não poderiam mais ser tutorados? Ou prefere 21 para ainda trabalhar atributos técnicos fora do clube?

Depende do jogador. Alguns já começam a pedir pra serem emprestados a partir dos 19, então vai ficando cada vez mais difícil. Estou no meio de 2017 e fiz a experiência de segurar o máximo possível mas alguns já ficam irredutíveis e acabei tendo que emprestar uns 3 já, só esperei acabarem o tempo de tutoria que tinha colocado no início da temporada.

Agora já estou trabalhando com essa possibilidade de só conseguir segurar os jogadores mais velhos no elenco durante o primeiro semestre e ser forçado a emprestá-los no segundo.

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  • 3 months later...

Máximo respeito!!! Super detalhado e com informações que agregam valor, dei um up na minha mente com esse artigo.

Só vou acrescentar uma coisa na parte de Tutoria, se eu não me engano, se o jogador já tiver feito 65 jogos como profissional ele pode ser um tutor, independente da idade.

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  • 2 weeks later...

Dúvida: Todos os Países jogáveis já vem com um Rating pré definido de Desenvolvimento de jovens. O Brasil como o país que mais revela jogadores é o que tem o maior rating com 166 segundo o sortitoutsi. Países como Espanha, Itália e Alemanha vem logo atrás e outros que revelam menos, como a Inglaterra.

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    • just12
    • just12
      By just12
      As lesões no FM são bastante comuns assim como na realidade, a questão é como diminuir a quantidade e o tempo que elas retiram um jogador de atuação. Conhecer as lesões mais frequentes, entender os fatores de risco e traçar estratégias preventivas são fundamentais para termos sucesso nesta área.

      Milhões são gastos anualmente em contratações caras e salários na casa dos milhões, porém tudo isso poderá ir por terra se não houver uma boa equipe técnica e uma boa gestão médica por parte do Manager. Isso se torna ainda mais importante quando se trata de equipes menores, onde a estrutura é sucateada e os funcionários da STAFF são escassos e de baixa qualidade. Uma equipe médica adequada pode custar por volta de 3% da folha salarial do elenco.

      Na área médica do Football Manager temos dois profissionais primordiais, que são os fisioterapeutas, responsáveis por prevenir e recuperar lesões e os cientistas desportivos (fisiologistas), responsáveis por analisar/gerir a condição física e o risco de lesão dos jogadores.
      Além disso, podemos dizer que a estrutura proposta pelo clube como centros de treinamento e condições de treino ajudam demais estes profissionais. Treinar em um gramado duro e fazer musculação em uma academia com aparelhos velhos pode não só prolongar o tempo de lesão de um jogador como também podem gerar ainda mais lesões.

      Jogadores incapacitados afetam diretamente a equipe já que não podem ser utilizados. Com o maior número de baixas, menos peças o treinador terá à disposição e consequentemente menores as chances de alcançar lugares melhores na liga ou em competições internacionais. Atletas contundidos tendem a perder atributos e/ou diminuir seu potencial, o que pode ser crucial na vida de um jovem atleta que poderia ser uma estrela caso não se lesionasse seriamente numa idade em que seus atributos deveriam estar evoluindo com grande progressão.
       
      As lesões mais frequentes no Futebol:
      → Estiramentos e distensões musculares: ambos ocorrem devido ao alongamento excessivo do músculo, mas em locais diferentes: enquanto o estiramento acomete as fibras musculares, a distensão pode ser definida como uma lesão na junção musculotendínea ou no tendão. A classificação também é a mesma: pode não haver ruptura do tecido, ruptura parcial ou completa. Distensões musculares são as lesões mais frequentes em jogadores de futebol;

      → Fraturas por estresse: lesão decorrente da utilização excessiva do osso, que, não suportando a pressão sofre uma fissura. Na maioria das vezes, a sobrecarga acontece por causa do aumento da intensidade do treino e/ou partidas em sequência sem descanso adequado;

      → Entorses: tipo de lesão mais frequente no meio esportivo, é provocada por uma excessiva distensão dos ligamentos e das demais estruturas que garantem a estabilidade da articulação. Pode ocorrer devido a movimentos bruscos, traumatismos, má colocação do pé ou um simples tropeço. Os órgãos mais afetados são tornozelo (tibiotársica) e joelho. No futebol, entorse de joelho com ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA) é a lesão incapacitante mais comum, ao lado de problemas nos meniscos;

      → Contusão: resultado de um forte impacto em qualquer parte do corpo, pode causar lesão nos tecidos moles da superfície, músculos, tendões ou ligamentos articulares;

      → Luxação: ocorre quando uma força violenta atua direta ou indiretamente numa articulação, empurrando o osso para uma posição anormal. Embora, de forma leiga possa ser apontado como algo simples, às vezes é mais grave do que uma fratura.
       
      Os fatores de risco para as Lesões são:

      → Propensão do jogador a lesão: há um atributo oculto de 0 a 20 que mostra o quão um jogador é mais propenso a se lesionar. Caso seja importante, o seu preparador lhe avisará no relatório do jogador;

      → Baixa energia: jogadores que não se recuperam totalmente de uma partida ou treino terão maior facilidade em se lesionar;

      → Aptidão Física: mostra quanto um jogador consegue se recuperar de uma partida para outra e quão mais rápidos conseguem se recuperar de uma lesão sem perder atributos;

      → Alto número de partidas em um curto período de tempo: jogar domingo e quarta toda semana sem o devido descanso pode gerar acúmulo de fadiga e consequentemente lesões;

      → Falta de ritmo de jogo: jogadores quando ficam muito tempo sem partidas diminuem seu ritmo de jogo e aumentam seu risco de lesão;

      → Estado do gramado: gramados em péssimo estado são grandes catalizadores dos mais diversos problemas físicos;

      → Treinamento inadequado: a planilha de treinos elaborada pelo Auxiliar Téc. pode ser problemática em muitos aspectos, inserindo treinos e cargas de trabalho desalinhadas, promovendo maior fadiga nos atletas e consequentemente mais lesões;

      → Apressar retorno do jogador depois de uma lesão: quanto menor a qualidade do fisioterapeuta, maior a chance dele errar e apressar o retorno do jogador aos treinos e jogos;

      → Intensidade tática: táticas com ritmo mais rápido, marcação-pressão e de forma cerrada, linhas elevadas e busca incessante do contra-ataque podem gerar forte desgaste nos atletas;
      → Clima: exposição ao frio, chuva, neve, altitude, calor e umidade provocam alterações fisiológicas como a desidratação, aumento do número de quedas e do risco traumático. Condições chuvosas implicam um aumento do contato direto entre os jogadores e alterações do terreno de jogo, predispondo para lesões traumáticas. O calor e a humidade traduzem estados de desidratação com aumento de lesões por fadiga, devido ao intenso desgaste físico.
       
      Estratégias Preventivas:

      Como comentamos anteriormente, cientistas desportivos e fisioterapeutas trabalham em conjunto prevenindo lesões, além disso podemos destacar uma boa pré-temporada (falaremos disso detalhadamente mais adiante), treinamento com cargas adequadas, boas instalações de treino, boa qualidade do gramado de jogo (pedir a direção para trocar o gramado), saber quando aumentar e diminuir a intensidade tática durante a temporada, dosar a carga de jogos de cada jogador e cuidados no retorno do jogador aos treinos e jogos após uma lesão.
       
      ◉ Pré-temporada Preventiva

      A pré-temporada deve por excelência destinar as 2 primeiras semanas ou mais para treinamento da parte física, visando melhoria dos atributos, principalmente focados em aptidão física e resistência, que serão úteis durante toda a temporada. Nas semanas a seguir o foco seria o aumento do ritmo de jogo dos atletas com os amistosos.

      Nos primeiros amistosos da época, é recomendável que a intensidade tática seja baixa e os jogadores joguem por no máximo 45 minutos, o que irá aumentando progressivamente conforme o ritmo de jogo melhora e a fisiologia diminui a chance de lesão dos jogadores.

      Sabemos que em alguns países, principalmente no Brasil, é bem complicado fazer uma pré-temporada adequada por conta dos estaduais, porém deve-se fazer o melhor possível dentro da realidade de cada calendário, por vezes usando o estadual como parte da pré-temporada.

      O quadro acima mostra a baixa aptidão física (ritmo de jogo) e consequentemente o elevado risco de lesão.
       
      ◉ Qualidade do gramado

      No quadro acima é mostrada a qualidade perfeita do gramado, porém muitas equipes possuem gramados ruins, muito ruins ou somente OK, o que pode ser mudado pedindo a diretoria que melhore a grama ou mude para grama sintética.
       
      ◉ Evitar uma nova lesão

      O quadro vermelho ao lado do jogador indica que o jogador está em tratamento, já o quadro laranja indica que o mesmo está em fase final de reabilitação. Nessa última fase o jogador ainda não voltou aos treinos com bola mas pode ser relacionado para o próximo jogo, o que poderia gerar uma recidiva (nova lesão). E mesmo que o jogador esteja totalmente liberado, ainda assim é recomendável que treine em meia intensidade por ao menos 7 dias, voltando aos jogos após este período e por no máximo 45 minutos, com aumentos progressivos. Jogadores lesionados podem ser curados de lesões recorrentes caso procurem um médico especialista.
      → Rotação de elenco: buscar junto à fisiologia entender os jogadores que estão com risco muito elevado de se lesionar e fazer a devida gestão/rotação de elenco;
      → Gestão do treino: gerir o próprio treino ou supervisionar o trabalho do Auxiliar Téc. para fazer pequenas modificações na carga de exercícios para que os jogadores estejam sempre frescos para os jogos, evitando acumular fadiga. Jogadores mais velhos, com baixa aptidão física e resistência não são recomendados treinar em dupla intensidade.
      ---
      Buscar afinar cada dia mais o processo preventivo, permitindo que seja o mais individualizado possível, avaliando os resultados ano após ano poderá lhe permitir diminuir a incidência e a severidade das lesões.

      Fonte: https://conferenciafm.wordpress.com
    • Tsonny
      By Tsonny
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    • JGDuarte
      By JGDuarte
      "Inovação é trazer os anos 1960 de volta", diz diretor do AZ Alkmaar sobre formação de jogadores
      Marijn Beuker, diretor de desenvolvimento esportivo do clube holandês, é o primeiro entrevistado da semana da editoria de negócios do ge. Ele fala sobre gestão da base no futebol
      Por Rodrigo Capelo — Barcelona, Espanha
      07/10/2021 16h19
       
      Marijn Beuker fez uma apresentação diferente no World Football Summit – congresso sobre futebol organizado em Madrid. Em vez de papear com outros três ou quatro convidados, formato que raramente permite que o assunto seja tratado com profundidade, ele falou sozinho sobre a filosofia de seu clube, o AZ Alkmaar, na formação de jogadores.
      Antes de tratar do conteúdo da apresentação em si, uma breve introdução sobre o clube holandês. Num mercado dominado pelo Ajax, o Alkmaar teve de encontrar meios para competir de igual para igual – com menos dinheiro, mas muita bola. E a aposta nas categorias de base tem se mostrado uma solução para reduzir a disparidade.
      O Alkmaar tem apenas dois títulos do Campeonato Holandês; o mais recente, conquistado em 2008/2009. Na temporada de 2019/2020, estava empatado com o Ajax na liderança da competição quando o mundo parou por causa da pandemia do coronavírus. Diferente de outros lugares, a Holanda encerrou seu principal torneio sem um campeão. Uma frustração enorme para o Alkmaar.
      Existe uma regra interna, no clube, de que pelo menos 50% dos jogadores do elenco principal devem ser formados na base. Naquela temporada, esse indicador estava até mais alto: 67% eram crias da casa.
      De volta à apresentação no World Football Summit. De microfone na mão e apontando para slides que havia preparado, Marijn provocou: por que alguns times vitoriosos em competições de base acabam não revelando nenhum jogador realmente bem-sucedido no profissional?
      Eis alguns motivos apontados pelo executivo:
      Olhamos para o "jogador errado", com prioridade a quem apresenta performance em competições de base, em vez de tratar do desenvolvimento do atleta de olho na chegada ao profissional Julgamos mal o potencial de cada criança por não entender o estágio de desenvolvimento físico em que ela está; ela pode ter crescimento precoce ou tardio, fato que costuma atrapalhar a avaliação Tentamos inserir a tática de maneira equivocada na vida do jogador, muito precocemente, de maneira que o crescimento dele é comprometido nas fases iniciais do desenvolvimento técnico e físico Após a palestra, o ge puxou Marijn de canto para uma entrevista. O profissional explicou melhor alguns dos conceitos apresentados.
      Para o holandês, o futebol precisaria encontrar maneiras de "voltar aos anos 1960 ou 1970". Naquela época, as crianças eram desafiadas o tempo todo por superfícies imperfeitas, condições adversas, problemas que as forçavam a progredir para jogar futebol profissional.
      Leia, abaixo, a entrevista na íntegra. Ouça o conteúdo também no podcast Dinheiro em Jogo. Marijn Beuker é o primeiro "entrevistado da semana" da editoria de negócios do esporte do ge.

      Marijn Beuker, diretor de performance e desenvolvimento do AZ Alkmaar — Foto: Rodrigo Capelo
       
      – Você começou sua apresentação dizendo que normalmente olhamos para o jogador errado. Por quê?
      – Porque o problema das pessoas é que elas tendem ver o que elas querem ver. Elas não fazem de propósito, mas nós, comigo incluído... Você olha para alguma coisa, talvez o jogador se assemelhe a alguém que você gosta, ou não gosta, você tem preferências, sua experiência anterior... Ou então ele joga de um jeito atrativo, e seu cérebro te engana, porque ele o acha interessante, mas não há certeza de que seja o caso. Especialmente no desenvolvimento de crianças, no futebol juvenil, o problema é ainda maior, por causa de todas as áreas biológicas.
      – No Brasil, prevalece a cultura de que talentos devem ser encontrados. A pessoa que "descobre" Pelé ou Neymar se consagra. Não seria melhor tratar a questão como crianças que precisam se desenvolver, que podem adquirir a técnica necessária?
      – É importante encontrar o que chamamos de talento, ou características específicas. É impossível encontrar alguém ordinário na rua, colocá-lo num sistema e saber, porque o programa é bom, que ele virará o novo Pelé, ou Neymar. Nós sabemos que não é o caso. Nós fortemente acreditamos em desenvolvimento, em crescimento. Nós sabemos que as pessoas aprendem, evoluem. Nós queremos no nosso clube construir um ambiente em que as pessoas podem crescer. Elas aprendem, elas são desafiadas a ficar melhores todo dia. Porque todos os melhores, em todos os esportes, têm essa filosofia, essa necessidade de crescer. Mas também depende de encontrar os melhores talentos.
      – O que é talento? Quais são os indicadores dele numa pessoa?
      – Quando eu falo do talento certo, falo dos “blocos de construção”, do potencial para crescer, caráter, atitude, a habilidade e a vontade de aprender. Para mim, esses são os fatores importantes. Existem elementos que têm a ver com genética, mas do jeito que nós olhamos, existem “blocos de construção” que vão te dar a oportunidade para crescer, desde que você trabalhe duro, cometa erros e consiga crescer.
      – Você explicou em sua apresentação que há crianças com estágios diferentes de desenvolvimento do corpo; que pode ser tardio ou precoce. Pode nos explicar melhor o conceito? Quão importante para a formação do jogador é mensurar cientificamente esse ponto?
      – É muito importante, mas especialmente em uma idade crucial para o desenvolvimento juvenil. Quando você tem 21, mais ou menos, todo o corpo está desenvolvido. Antes dos 21, pode haver grandes diferenças, não apenas em relação à idade biológica, mas sobre o que chamam de idade relativa. Isso é familiar a muitos clubes, mas ainda é muito difícil de trabalhar com isso, porque os clubes amadores, os sistemas escolares, eles tomam decisões e olham para quem é melhor agora. Depois vão ver o problema. Falando sobre jovens que se desenvolvem precocemente, ou sobre os que se desenvolvem tardiamente, ambos podem chegar lá. Não é só apenas olhar para precoces ou tardios. Mas sabemos que as pessoas que são boas precocemente, elas são badaladas. As pessoas dizem: ele é o novo Neymar, é o novo Pelé, é o novo Kaká. Mas isso não está ajudando a desenvolver o psicológico do jogador.
      – Quais são os problemas que um jogador com desenvolvimento precoce costuma ter? E no caso dos tardios?
      – O que aprendemos é que na média, entre jogadores que se desenvolvem precocemente, eles não são suficientemente desafiados. Eles são as pérolas do futebol, eles são considerados assim, então nós trabalhamos com eles, deixamos que joguem. Acontece de na academia o foco estar mais em performar, mas deveria estar no desenvolvimento, no longo prazo. Nós não nos importamos se você é o melhor aos 13 anos, porque isso pode mudar. Os que se desenvolvem tardiamente são desafiados naturalmente, porque eles são menores. Você pode não ser fisicamente forte, comparado aos seus colegas. Acontece com jogadores como Wesley Snijder, que é menor, ou com outro jogador que seja lento. Ele é forçado a adaptar de um jeito natural.
      – Então o garoto precoce sofre por não ter desafios que o façam progredir. Enquanto os tardios costumam ser logo descartados, por não terem boa performance. Qual é a solução?
      – Nós também tentamos desafiar todo o tempo, nós jogamos nossos jogadores na merda, como dizemos na Holanda, para que os se desenvolvem precocemente sejam desafiados também. Você também pode fazer isso no treinamento. Você faz três contra cinco, e os precoces estão em desvantagem numérica, eles são forçados... Nossos treinadores, na nossa academia, dão muita atenção para isso. Nós olhamos para cada indivíduo, o que ele precisa, para que a vida deles seja menos fácil. Nós sempre usamos uma frase brilhante que diz: “não prejudique as crianças fazendo a vida delas fácil”. Temos que criar crianças fortes, queremos obstáculos no caminho delas, queremos criar caos, situações difíceis. Com tardios nós temos que cuidar disso, para que eles tenham sucesso, não desistam do sistema, só porque são os melhores do time. Temos que trabalhar isso.
      – É possível citar exemplos? Messi é um tardio?
      – Bem, eu não sei. Eu só posso saber quando meço. No meu clube, quase 80% ou 70% dos jogadores mais velhos que passaram pela academia... Nós fazemos vários jogos com jogadores da base, nós os achamos com 12 anos, e 80% são tardios. Mas também há grandes jogadores que são tardios. Os melhores jogadores são aqueles que são desafiados ao longo do tempo. Há milhares de histórias assim: “eu não era o melhor na juventude, mas eu encontrei meu caminho”. Para ser sincero, não sei se Neymar ou Messi eram tardios. Sei que o Messi teve desafios com o crescimento, então há uma chance de que ele seja tardio, mas sei que ele foi desafiado quando era mais novo.
      – Você explicou que existe um pico comum no desenvolvimento do corpo da criança. Em que ela se desenvolve muito rapidamente naquele ano, e depois reduz. Disse até que no caso das meninas esse desenvolvimento vem um ano antes. Pode explicar melhor?
      – Quando olhamos para o crescimento do corpo, os meninos começam a crescer geralmente aos 13 anos, e o pico vem aos 14, e mais ou menos ele termina quando chega aos 15 anos. As meninas têm um ano a menos nesse processo: 12, 13 e 14. Nós sabemos, ao monitorar as habilidades físicas, a habilidade de se mover com a bola, sabemos que você sempre se desenvolve, mas aos 13 o seu pé começa a crescer mais, seu corpo está fora de proporção, então é lógico que você está tropeçando a cada passo que dá. Os resultados serão piores. Isso é um perigo. Se você é olheiro e avalia um jogador assim, você não sabe disso e diz: “ele é ruim”. Mas não. Ele tem 13 anos, então você pode assumir que ele está num estágio baixo de desenvolvimento. Mas nós sabemos que você cresce, fica um pouco pior, depois cresce e cresce de novo. Há momentos diferentes para o desenvolvimento do corpo.
      – O que deve ser treinado nas categorias de base? Deve haver treinamento tático desde o início da formação, por exemplo?
      – Antes dos 12 anos, nós colocamos ênfase nas habilidades e no psicológico. Isso é o mais importante. Depois disso, a tática deve ser evitada. A tática ajuda a vencer partidas no curto prazo, e a tática é boa quando se joga futebol profissional, mas antes de falar sobre tática você precisa falar sobre inteligência, tomada de decisões, criatividade. Esses são elementos... Improvisação! Esses são elementos que conectados com a memória de longo prazo, a inteligência, padrões de inteligência de jogo... O que queremos é que nossos jogadores sejam colocados em situações diferentes, eles têm que jogar em estilos diferentes, diferentes maneiras de chegar ao sucesso... Os princípios do jogo são sempre os mesmos, mas o jeito que se joga, na formação, precisa ser diferente.
      – Isso é muito bom. Não é raro ver as pessoas querendo que as crianças aprendam o posicionamento no campo desde o começo.
      – Quando decidimos ensinar aos jogadores de 14 anos tática eles vão ser bons no momento, com aquele treinador, mas isso não significa que eles entendem o jogo. Imagina o futebol de rua, nas favelas, nas praias. Não há tática. Tática é algo que vem no fim da educação. Nós dizemos que no fim da educação você tem que aprender a vencer. É mais sobre estratégia. OK, eu sou rápido. Como nós, como um time, vamos usar minha rapidez? Você é bom em defender; como você vai fechar a porta? Isso é aprender a ganhar. Isso se faz aos 17, 18, 19 anos. Nós falamos disso ali pela primeira vez.
      – O que é inovação em termos de formação dos jogadores?
      – As pessoas dizem que têm clubes inovadores, mas as pessoas cometem erros, porque elas acham que inovação é sobre tecnologia, computador, Tecnologia da Informação. Mas para nós, em um clube, tenho a forte crença de que inovação é trazer os anos 1960, os anos 1970 de volta. O futebol de rua, os elementos que estavam ali, jogar muito de um jeito diverso... Quando você dribla em uma circunstância imperfeita, quando você não tem grama aparada, mas concreto, rua, com pedras e obstáculos para a bola por todo lado, quando tem uma pedra grande no chão que você precisa evitar, quando tem cinco contra cinco, sem tática, essa é a grande inovação para nós.
      @rodrigocapelo
    • bronoti
      By bronoti
      Alguém tem a tradução do Football Manager 2012?
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