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Psicologia: Como elevar e manter a moral do seu elenco?


Henrique M.

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  • Vice-President

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A moral de uma equipe é uma das coisas mais importantes e mais difíceis de se controlar na vida real, pois diversas coisas diferentes podem afetar o espírito de um atleta na vida real. O FM tenta reproduzir isso, mas é mais linear, existem poucos fatores externos que influenciam um jogador dentro do jogo, geralmente, apenas problemas de adaptação geram grandes problemas a moral de um jogador nesse quesito. As questões internas são mais simples e fáceis de se contornar, mas mesmo assim, requerem cuidado, pois um passo em falso e toda a boa forma da sua equipe pode ir para o ralo ou a recuperação após aquela derrota pesada nunca vir.

Desde o FM 2015, lidar com o ego dos jogadores é algo cada vez mais complicado e em alguns momentos, irritante e irreal. Mas mesmo que isso não reflita o mundo da bola da maneira que queremos, é parte fundamental da mecânica do jogo e do desempenho de uma equipe. E não é tão difícil saber balancear as coisas e apagar eventuais incêndios sem que a moral da equipe se comprometa. Mas o principal ponto, um time feliz é um time vencedor.

Negociar é o melhor caminho

Num mundo de jogadores mimados e que não aceitam certas situações, a melhor maneira de manter todo mundo feliz é sua capacidade de negociar e argumentar com os jogadores são a sua principal arma. Num time que já construiu uma reputação sólida dentro do mundo do futebol e constantemente conquista títulos, é mais fácil bancar um técnico linha dura, mas no seu caminho para o sucesso, o melhor a se fazer é aprender a negociar seus jogadores e convencê-los de que é melhor ficar no seu time ou entender que é hora de deixá-lo seguir seu caminho. Um jogador infeliz é o suficiente para contaminar uma equipe inteira e destruir todo o planejamento da temporada.

Personalidade dos jogadores

Procure conhecer as personalidades dos jogadores e busque entender como cada uma dessas personalidades afeta sua equipe e quais tipos de personalidades são suscetíveis a dar problema no seu time. As melhores personalidades para um atleta são a do profissional e a do determinado, pois isso significa que ele vai se comprometer com sua equipe e o desenvolvimento e quanto mais profissional for a personalidade média da sua equipe, melhor. Mas o FM possui 36 personalidades e você pode conhecê-las nesse artigo traduzido por mim para o FManager Brasil, e nem sempre o reforço pretendido vai se encaixar num espectro positivo ou adicionar algo à sua equipe, então, em algumas vezes, vale a penar pesar a personalidade de um jogador antes de contratá-lo.

Principais causas para uma queda de moral

Além de eventuais sequências de mal resultado, existem diversas maneiras de um jogador não estar na mesma sintonia que o resto da equipe. Querer um novo contrato, querer jogar mais, querer jogar em um clube maior, achar que a equipe está indo mal no campeonato, achar que foi tratado de maneira errada por alguma ação do treinador e achar que o treinador foi injusto com um colega são as situações mais comuns e você deve evitá-las a todo custo.

A melhor solução ainda é a vitória

Não existe melhor remédio para a moral do time do que uma vitória e sempre será a melhor maneira de se manter seu elenco feliz e motivado, mas isso nem sempre é possível numa sequência ruim de resultados, mesmo com você buscando soluções diferentes a cada partidas e tentando achar uma que funcione. A dica é simples: marque um amistoso em uma semana que a equipe não tem jogos no meio da semana ou nas janelas de jogos internacionais. Uma vitória diante de um adversário fácil pode ser a faísca necessária para os jogadores voltarem a acreditar em si mesmos e iniciar uma reviravolta na forma da equipe.

Procure conversas individuais ao invés de conversas coletivas

Em alguns momentos da temporada, uma reunião de equipe pode aparecer para você marcar ou você mesmo achar que é a ocasião de solicitá-la. Na minha experiência, ultimamente, é mais nocivo utilizar essa opção do que benéfico, então, é melhor evitar se você acha que pode acontecer qualquer coisa que irá gerar desconforto nos seus jogadores, pois em um bom momento, pode significar uma sequência incrível de jogos perdidos e num mau momento, seu cargo. Portanto, tente utilizar mais o seu capitão e seu vice-capitão para resolver situações de infelicidade e moral baixa no seu elenco, e não se esqueça de conversar com seus jogadores sempre que possível, mesmo que seja para criticá-lo. As conversas individuais tendem a trazer resultado melhores, pois você provavelmente já conhece o jogador e sabe como ele tende a responder em determinadas situações.

Conferência de Imprensa

Você está liderando o campeonato com sobras e jogando o fino da bola e vai lá e perde para o lanterna. Esse é um cenário bastante comum e que causa bastante irritação nos jogadores de FM. Você já parou para pensar que suas palavras na coletiva de imprensa podem ser responsáveis por essa derrota? Um comentário errado e você pode acabar motivando o time adversário ou desmotivando e tornando sua equipe complacente. Muitas vezes nos entramos no modo automático quando respondemos as coletivas, mas, é importante saber que mesmo aquela resposta que você já deu dezena de vezes pode acabar sendo prejudicial à sua equipe. Então, lembre-se do seu comportamento na coletiva e traga esse comportamento.

Palestras de jogo

Numa equipe em que nós já nos estabelecemos como treinador, é mais simples e meio que automático a maneira como conduzimos as palestras, mas é importante deixar aqui algumas dicas para determinados cenários, para que você se orientar.

Palestras pré-jogo

  • Seu time é amplo favorito: Busque exigir a vitória e uma boa atuação de seus jogadores, evita que eles se tornem muito confiantes ou complacentes
  • Seu time ou adversário são levemente favoritos: Aqui a motivação tradicional é a melhor opção, dizendo que acredita nos jogadores e opções que buscam tirar 110% de cada atleta são o caminho.
  • Você é o azarão: Tranquilize seus jogadores e tire a pressão da partida, desejando boa sorte ou dizendo que o resultado não importa.

Mas vale a pena se atentar a situações especiais como clássico ou uma nova partida na temporada depois de uma pesada derrota no confronto anterior. Muitas vezes, apelar para o senso de honra e orgulho dos jogadores é mais efetivo do que as palestras que você está acostumado a dar nesse momento.

Palestras do intervalo

Aqui é o ponto crucial entre uma vitória e uma derrota ao final dos noventa minutos. Seu principal objetivo é manter seus jogadores focados no resultado e em estarem mais motivados que o oponente, então, é meio que uma situação que depende bastante do resultado da partida no intervalo. O mais importante é evitar que seus jogadores desprezem o adversário ou então que buscar uma mudança de espírito brusca. Nesse espaço, as variáveis são maiores e mesmo que uma palestra pareça ter sido efetiva, a do oponente pode ter sido melhor. Aqui e nos próximos 45 minutos, é importante atentar para a leitura corporal de cada jogador e evitar colocar ou manter em campo jogadores com excesso de confiança ou que estão desprezando a partida. Jogadores motivados sempre são o melhor caminho.

Palestras de fim de jogo

É importante que notar que uma vitória nem sempre é um bom resultado e uma derrota nem sempre é um péssimo resultado. O importante é ser consistente com suas palestras de pré-jogo e no intervalo e com as expectativas que você criou. Se sua equipe cumpriu o esperado, elogie, se não cumpriu com o esperado, não tenha medo de criticar. E também não seja muito pesado numa derrota que era esperada que fosse ocorrer, se seus jogadores lutaram bravamente numa partida em que a derrota era certa, elogie o empenho e a dedicação deles.

No fim das contas, o que importa é que você seja coerente com suas palestras e suas palavras com os jogadores e esteja preparado para arcar com as consequências do perfil de treinador que você cria. E muitas vezes, é melhor dar o braço a torcer do que comprometer a campanha da equipe. Existem horas para a rigidez e horas para a complacência, basta encontrar o equilíbrio que em breve você será capaz de lidar com todas as situações que seu elenco lhe impuserem ao longo do seu save.

Conteúdo original produzido por Henrique M. para o FManager Brasil e Engenharia do Futebol
Banner: @_Matheus_

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20 minutos atrás, Henrique M. disse:

nem sempre o reforço pretendido vai se encaixar num espectro positivo ou adicionar algo à sua equipe, então, em algumas vezes, vale a penar pesar a personalidade de um jogador antes de contratá-lo.

Isso é muito importante também pros jogadores se entrosarem mais rápido. Não sei taticamente se também tem influência mas ter um elenco com personalidades mais homogêneas facilita muito as coisas, até em termos de tutoria dos jovens depois, porque aí entra em loop.

Jogadores com personalidades parecidas aparecem mais fácil nas observações dos outros ("fulano foi uma boa contratação" ou "fulano é um bom jogador") e acredito que isso também facilite amizades dentro do elenco.

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  • Perissé featured this topic

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    • Henrique M.
      By Henrique M.
      Como sabem, iremos oferecer um FM 2021 para o líder do nosso ranking de atividades, com a primeira atividade já encerrada há algum tempo, chegou a hora de começarmos a criar o ranking.
      Ranking atual
      @LucasGuitar - 20 pontos; @Lucas Matías - 18 pontos; @Lanko - 16 pontos; @Henrique M. - 13 pontos; @joga - 12 pontos; @gm360, @Neynaocai, @Gundogan, @Ricardo Bernardo, @Roman, e @Valismaalane - 10 pontos @Andreh68 - 9 pontos; @fabiotricolor, @ggpofm, @dralzito, @bstrelow, @EduFernandes e @PedroLuis - 8 pontos @DiegoCosta7 - 7 pontos @marciof89, @div e @André Honorato - 6 pontos @passarin33, @CristianTh9, @AllMight, @Vini-Ministro da Educação, @SilveiraGOD., @Mings, @Bruno Trink, @TicianoB, @JGDuarte, @Stay Heavy, @Messias Götze e @Ariel' - 5 pontos @Goias270187, @Vannces,  @Tsuru, @CCSantos, @Darknite, @Lowko é Powko, @Buzzuh e @ZMB - 4 pontos @Serginho10, @Danut, @Queiroz14, @Bigode., @Ighor S., @-Lucas e @felipevalle - 3 pontos @maninhoc12, @pedrodelmar1, @skp e @David Reis - 2 pontos @munozgnm, @LuisSilveira, @Mandalorian, @joseroberto389, @Leho., @Bruno NoWaK e @luancampos89 - 1 ponto Atividades participantes (em andamento)
      Jogos Vorazes; Bolão NBA; Atividades participantes (concluídas)
      Copa FManager; Copa Quarentena; Fantasy da Premier League; O Jogo dos Tronos; O melhor onde for; Ranking de participação - Profissão Manager 2020; Bolão FManager; Fantasy da Champions League;
    • Henrique M.
      By Henrique M.
      Na década de 90, a coisa mais comum nos campos europeus eram os tradicionais pontas velocistas; dribladores rápidos com capacidade de cruzar bem uma bola e que ficavam sempre preso no seu corredor de atuação. Atualmente, esse é um perfil bastante difícil de se encontrar nos elencos dos grandes clubes do mundo. No jogo moderno, é função dos alas e laterais atacarem os flancos e cruzar a bola para a aula. O ponta tradicional foi substituído pelo ponta de pé trocado. O ponta invertido (extremo invertido em PT-PT, por isso também no jogo e aqui nesse guia) é um desses casos dentro do FM, assim como o avançado interior.
      Enquanto esses pontas de pé trocado surgiram e evoluíram dentro do 4-2-3-1, eles tem funções diferentes dentro de campo de acordo com o time que jogam ou com a formação que são usados. Nas versões anteriores do Football Manager, a única opção tática que um treinador tinha para esse tipo de formação era utilizar um avançado interior. Atualmente, ganhamos uma ferramenta a mais, com o extremo invertido. A principal tarefa desses pontas de pé trocado é utilizar sua velocidade e técnica para duelar com seu marcador e conduzir a bola e o time para mais próximo do gol adversário.
      Para aqueles que ainda não sabem do que estamos falando, vou deixar alguns exemplos da vida real e que inspiraram a Sports Interactive a moldar a função de acordo com seu talento. Jogadores como Arjen Robben, Franck Rybéry e Thierry Henry são alguns dos ícones do futebol que ajudaram o Football Manager a trazer esse tipo de atleta do campo para as telas dos computadores. Hoje, atletas como Serge Gnabry e David Neres são grandes máquinas dentro do Football Manager graças ao que esse tipo de atleta trouxe para o motor do jogo.
      Normalmente, o estilo de jogo desses atletas é bem direito. Uma vez que tem a bola nos pés, eles combinam técnica e dribles com aceleração e boas tomadas de decisão para deixar o marcador para tráz e ou finalizar ou passar a bola para um companheiro melhor posicionado para continuar a jogada. Esse estilo de jogo não combina muito com o estilo de outros avançados interiores da vida real, que cortam para dentro, mas optam por uma enfiada de bola ou cruzamento ao invés do chute.
      Em versões anteriores, ou você transformava esses jogadores em avançados interiores, incluindo seus comportamentos codificados no motor do jogo (e que não podem ser removidos) que instruíam eles a cruzar menos, ou os transformava em construtores de jogo avançados, aceitando que eles iriam cruzar menos e chutar menos, mas fariam passes mais arriscados. Isso mudou a partir do FM 2020, que passou a nos oferecer o Extremo Invertido.
      Como essa função dá aos treinadores maior flexibilidade? As instruções se tornaram mais claras, assim como as percepções de cada um sobre o que cada função pode fazer dentro de uma partida. Para vermos o que eles devem fazer, basta olharmos para as instruções que não podem ser removidas no painel tático. Como mencionamos o Avançado Interior e o Construtor de Jogo Avançado, iremos compará-los antes de chegarmos à estrela desse guia, o Extremo Invertido. Começaremos pelo Construtor de Jogo Avançado.

      O construtor de jogo avançado, quando colocado nas pontas, é primariamente um meio-campista colocado em uma posição de maior largura, que busca encontrar espaços e criar oportunidades para si ou para os companheiros de equipes. O jogador funciona de forma bem restrita, mas tendem a recompor defensivamente quando o time está sem a bola.

      Quando comparamos o construtor de jogo avançado com o avançado interior, podemos ver imediatamente que o avançado interior movimenta-se mais em direção à área, buscando penetrações e necessitam de um tipo diferente de capacidades e habilidades ofensivas.

      E isso faz sentido quando nós examinamos seus comportamentos inerentes e que não podem ser retirados. O avançado interior é mais ofensivo. Eles querem conduzir a bola até o coração da defesa adversária, cortando para dentro a partir do corredor lateral. Ao invés de tentarem criar chances para seus companheiros com uma enfiada de bola, é mais provável que eles tentem marcar o gol por conta própria.
      Entretanto, isso não significa que eles irão chutar a esmo e ignorar companheiros melhores posicionados. Quando colocado em uma tarefa atacar, eles tendem mais a querer marcar o gol, enquanto na função apoiar, o avançado interior está mais afastado do gol e é mais provável que procurem um companheiro livro ou no espaço.

      Isto tudo nos traz até o extremo invertido. A descrição do jogo diz que ele "busca cortar para dentro a partir do terço ofensivo para criar espaço para laterais ultrapassarem e subsequentemente sobrecarregar defensores recuando."

      Seu comportamento inerente é diferente quando comparado as outras funções que mencionamos, já que eles não são instruídos a cruzarem menos ou a correr mais riscos nas tomadas de decisão. Eles são uma versão mais conservativa do avançado interior, ou talvez para ser mais preciso, a combinação entre o avançado interior e o construtor de jogo avançado.
      A movimentação de um extremo invertido é mais lateral se comparada ao avançado interior. O extremo invertido move-se para o corredor central, cortando de uma posição mais aberta. Mas ao invés de finalizar, ele quase sempre passa a bola antes de correr para se posicionar dentro da grande área.

      Quando examinamos o mapa de calor do, combinado com o de passes recebidos pelo, extremo invertido, nós podemos ver essa movimentação. Ele corta para dentro para receber o passe, progride e se posiciona entre o zagueiro e o lateral na área.

      Texto traduzido e adaptado por Henrique M. para o Engenharia do Futebol e FManager Brasil
      Fonte: https://www.footballmanager.com/the-byline/look-inverted-winger-wednesday-wisdom
    • Leho.
      By Leho.
      E aí comunidade, beleza? Seguinte...
      📌 PREFÁCIO
       
      📌 ROTINAS DE BASE
      Bom, eu gosto mt de times propositivos e que se valem do controle da posse de bola pra se impor e ganhar seus jogos. Isso na vida real e no FM também. Assim sendo, esse foi meu ponto de partida pra estipular essas rotinas de base que eu alterno ao longo da temporada, semana a semana, pra manter meu elenco afiado dentro da filosofia. São cinco no total:
      Pré-temporada global Rotina Ofensiva Rotina Defensiva Rotina de Posse Rotina para 2 jogos na semana (2J) Bom, já no nome dá pra sacar o intuito de cada uma delas, sendo que a "2J" foi pensada especialmente pra quem joga no Brasil, com um calendário absurdo de inchado, com jogos quarta/domingo em várias semanas do ano. Mas obviamente que ela se encaixa também em saves europeus, quando as ligas nacionais e as competições europeias disputam espaço na agenda.
      Vamos dar uma olhada em cada uma delas, e aí faço considerações importantes sobre cada uma:
      Pré-temp. Global

      (clique para ampliar)
      Aqui não tem segredo: rotina voltada ao início da temporada, pra acelerar e aprimorar a condição física do elenco, abordando num segundo plano praticamente todas as áreas técnicas importantes nos treinos 'S2' (Táticas, Defesa, Posse e Atacante). No Domingo, treinos voltados ao aprimoramento da familiaridade tática e um "rachão" pra simular jogos (aqui, no lugar de "ritmo de jogo" pode ser agendado os amistosos, ao passo que a temporada avance).
       
      Rotina Ofensiva

      (clique para ampliar)
      Com exceção da rotina da pré-temp., todas as outras começam a semana (segunda) imaginando um jogo da equipe tendo ocorrido no domingo, por isso o "dia de descanso & recuperação" ali. Novamente reitero: meu ponto de partida foi a filosofia de posse, por isso, alguns treinos da seção atacante podem ter ficado de fora, aí vai de cada um ajustar (as seções ofensivas aí no caso) até encontrar o cenário perfeito pro teu time e tua filosofia em questão. Na véspera de jogo, gosto de trabalhar em cima das táticas planejadas e também com bolas paradas.
       
      Rotina Defensiva

      (clique para ampliar)
      Bom, deu pra perceber que existe um padrão entre elas, né? Hahaha. Aqui o foco é defender, então além dos treinos específicos, a bola parada da véspera também é voltada pro posicionamento defensivo. Além disso, em todas as rotinas em deixo um treino pra "coesão de equipa" (que pode ser também o "actividades comunitárias"), importante pra criar um forte entrosamento e conexão entre o grupo.
       
      Rotina de Posse

      (clique para ampliar)
      Essa daqui é a que especifica da forma mais incisiva minha filosofia dentro do grupo, o trabalho da posse. Geralmente é a que mais uso também, por motivos óbvios. Se por um acaso você não gosta ou o seu clube no save não pede esse tipo de estilo, aconselho a fazer alterações ou simplesmente deixar de usá-la.
      Obs.: aqui podemos debater a construção de outras rotinas, privilegiando outros estilos (contra-ataque, forte retranca, ataque mais vertical e etc, etc).
       
      Rotina 2J

      (clique para ampliar)
      Essa daqui é a que eu mais modifico após aplicá-la no meu calendário de jogos, até por isso deixei ela o mais básica possível. Os dois treinos 'S1' de véspera podem ser modificados de acordo com o adversário: se for um jogo que você quer o time atacando melhor, dá pra optar pela seção "mov. ofensivo"; já se for um jogo pra se fechar mais, dá pra optar pelo "formato defensivo". A seção "antevisão de jogo" é a única que eu não mexo.
      Já os treinos 'S2' estão setados no "descanso", mas dá pra mudar aqui também pelos treinos de bola parada, ofensiva e defensiva — a depender do adversário. Livres ou cantos, eu gosto de trabalhar de véspera nesse sentido porque pode ser o diferencial pro seu time vencer ou não uma partida, seja marcando, seja evitando gols assim.
      Por fim, os treinos no único dia que dá pra trabalhar sem riscos nessa semana "turbulenta" - aqui no caso setado é a sexta-feira - também podem ser alterados, dependendo do que você tá precisando aprimorar naquele momento, eu só não aconselho a mexer no treino "coesão de equipa", pra manter seu grupo coeso e entrosado.
       
      📌 INSTALAÇÃO E DOWNLOAD
      Pra instalar os treinos é molezinha, basta extrair os arquivos do arquivo .RAR disponibilizado para a pasta:
      📁 C:\[...]\Documents\Sports Interactive\Football Manager 2021\schedules
      (se não existir tal pasta é só criar!)
       
      ⬇️ DOWNLOAD (Mediafire servidor)
      SENHA PARA EXTRAÇÃO:
      ---
      Bom, é isso. O que eu tinha pra falar e postar tá aí, mas volto a reiterar: este NÃO É um pacote de rotinas de treino DEFINITIVO e ABSOLUTO, onde você baixa, instala e simplesmente a mágica acontece. Não esperem milagres, o intuito é contribuir com o conteúdo ao mesmo tempo que se absorve sugestões, palpites e críticas e usa isso pra aprimorar ainda mais o material, criando até quem sabe novas rotinas e etc e etc, ampliando o leque de opções.
      Mas pra isso conto com a colaboração de quem quiser se envolver e pitacar.
      Bons treinos, bons saves.
       
       
       
       
      p.s: um salve ao nosso querido @Masca, pioneiro nisso tudo aqui e criador do famoso "Masca Training", que por anos embalou os treinos da galera do FManager.
      p.s²: agradecimento ao @Henrique M. também pelo banner.
    • #Vini
      By #Vini
      INTRODUÇÃO E CONSIDERAÇÕES INICIAIS Olá, eu me chamo Thomas Lawrence. Se você conhece o Oriente Médio como ele é hoje, mais precisamente o que era território do antigo Império Otomano, isso tem a ver com meu homônimo.
      O meu nome veio por pura coincidência, mas o desejo de liberdade e o gosto pelo desconhecido pode-se dizer que é bem parecido com o dele. Já que falamos um pouco sobre o Lawrence da Arábia, agora falemos sobre o Lawrence de Alexandria, no caso eu. Meu bisavô, trabalhou em atividades no protetorado inglês no Egito e gostou tanto que acabou fixando residência, algo repetido pelo meu avô e pelo meu pai.
      Eu vim ao mundo em setembro de 1987, quando o mundo já era completamente diferente e a Inglaterra estava bem longe do que era no começo do século XX. Ainda assim, ouvi bastante histórias sobre os dias gloriosos do império onde o sol nunca se punha, ficando fascinado com tantos locais diferentes: Índia, Afeganistão, Chipre e Grécia, só para ficar em alguns exemplos.
      O que me chamava realmente a atenção eram as histórias sobre o Mar Mediterrâneo, com a quantidade de países que ele abrigava e a beleza de suas paisagens. Esse fascínio sempre me trouxe a vontade de ler mais sobre o assunto, sem contar que a minha viagem após terminar os estudos básicos começou em Malta, passando por outros países banhados pelo famoso Mar.
      O que tudo isso tem a ver comigo? Bem, além de ser uma paixão pessoal, começou a se ligar quando eu comecei a estudar Educação Física e o sonho de trabalhar com o futebol foi ficando cada vez mais forte. Desse modo, quando concluí os estudos, resolvi que iria me aventurar pelo mundo, trabalhando com a minha paixão.
      Primeiro comecei com alguns trabalhos como preparador e assistente no futebol local, inclusive participando da comissão técnica do meu time do coração, o Zamalek. Assim, quando cheguei próximo aos meus trinta anos, com alguma experiência acumulada, resolvi cair no mundo, agora buscando a vaga de técnico.
      Distribuí currículos entre vários lugares, até que fui chamado para trabalhar em um país próximo. Porém deixemos essa história para depois.
      O SAVE Bom, como alguns notaram, na entrevista do Cleyton falou-se de um membro que teve o notebook furtado no bar. Então, a história foi comigo.
      Para ajudar, o idiota aqui não salvou nada na nuvem e acabou sem o save do Ajaccio e o na América do Sul. Depois do coração partido e mais despesas para recuperar o que eu perdi naquele dia, faltava voltar ao FManager. Qual foi a minha surpresa ao perceber que eu não lembrava a senha?
      Bem, passado todo esse caminho, comecei a me decidir sobre o que faria na sequência. Indo na contramão de alguns amigos que não estão com pique para o FM, eu estou voltando com a certeza que quero ir longe. E nada melhor do que conquistar a revanche com uma história que não foi para frente no FM 16, sobre o Mar Mediterrâneo.
      Só que até aí faltava me decidir sobre os caminhos do save, ponto esse em que o homem das 1000 ideias, @Tsuru, me deu uma baita ajuda.
      Consultei quais eram os países banhados pelo Mediterrâneo e verifiquei que eram 22. Deles eu tirei de cara Malta, Mônaco, Gibraltar, Síria e Palestina; por motivos que variam de uma liga que eu não julgava ser interessante, até pelo momento dos países na vida real. Nas listas que verifiquei, inicialmente não localizei o Chipre, mas decidi coloca-los por conta própria e assim fiquei com 18 ligas jogáveis.
      Dividi essas 18 ligas em potes, a saber:
      Pote 3
      Argélia, Egito, Líbano, Líbia, Tunísia e Marrocos
      Pote 2
      Albânia, Bósnia-Herzegovina, Chipre, Eslovênia, Montenegro e Israel
      Pote 1
      Croácia, Espanha, França, Grécia, Itália e Turquia
      Com essa divisão estabeleci que só passaria para os países do próximo pote assim que vencesse um título nacional em cada um dos locais do pote. Assim, só irei ativar as ligas do pote 2 assim que estiver no último país do pote 3.
      Dito isso, meus objetivos são os seguintes:
      Vencer títulos nacionais em todos os países do desafio Conquistar três Liga dos Campeões com clubes de países de continentes diferentes (alterado pela conquista com um clube libanês, que abriu frentes para a conquista do continente africano e europeu) Mudar de time apenas via convite, nunca me candidatando a outros cargos   (retirado pela dificuldade em surgirem convites, treinador passou a se candidatar, escolhendo opções viáveis dentro do plano de carreira)  
      HISTÓRICO  
       
      SALA DE TROFÉUS  
       
      O CLUBE Como disse, comecei desempregado o save, com experiência local e licença nacional A. Recebi alguns convites e acabei aceitando a proposta do ES Hamman-Sousse da Tunísia, que calhou de ser uma cidade na costa do Mediterrâneo. O time, que nunca foi muito além de campanhas medianas na Tunisian Ligue 1, já vai para sua quinta temporada na Tunisian Ligue 2.
      Vale lembrar que estou com o FM 17, o que quer dizer que o jogo irá iniciar na temporada 2016/17.
      Basicamente estou indo treinar um asilo. Fiquei impressionado com a quantidade de jogadores já beirando os 40 anos e devo pensar em qual estilo adotar com tantos veteranos, uma vez que uma reformulação completa não deve acontecer agora.
      Mandamos nossos jogos no estádio municipal Bou Ali-Lahouar, com capacidade para 6500 pessoas. Já pensando em um estilo que não canse tanto a equipe, solicitei ao responsável pelo gramado que deixe o tapete com as menores condições possíveis, no caso 90x70m.
      O time é cotado para a promoção à Ligue 1 e só me resta cumprir esse objetivo ou se não deverei sofrer minha primeira demissão.

      INFRAESTRUTURAS | LIGAS CARREGADAS
      A LIGA A Ligue 2 é um campeonato dividido em dois grupos de 10 equipes, que jogam em turno e returno, totalizando 18 jogos na primeira fase. Após essa fase, os três primeiros de cada grupo jogam o playoff de promoção, que é disputado também em turno e returno.
      Depois dos 10 jogos, os dois primeiros garantem acesso direto à Ligue 1, enquanto o terceiro disputa um playoff contra o antepenúltimo da divisão principal. O penúltimo da L2 disputa um playoff contra o vice da terceira divisão e o último colocado é rebaixado automaticamente.
       

      TEMPORADA 2016-2017 - Ligue 2 - Um Asilo na Tunísia
      Mercado de Transferências
      Nossa janela buscou reduzir a alta média de idade do elenco. Arouri veio para a reserva na lateral-esquerda, Onana veio (e já foi, devido às regras de estrangeiros no país), Adjeman-Pamboe é um inglês e atua nas duas pontas; Khenissi, Chikoto e Barrani vieram no final da janela, mas já para entrar no time titular, no comando do ataque, zaga e meio-campo, respectivamente.
      Em janeiro perdemos Momble (PE) e Khemiri (LE). Trouxemos Bani (LE) e Kacem (PE) como reposição destes, além de Kchok para reforçar a zaga.

      ELENCO INICIAL | ELENCO PÓS-JANELA
       
      Ligue 2 e Copa da Tunísia
      Abrimos esta fase contra um dos piores times do campeonato, - o Stade Africain – e fizemos a nossa parte goleando, com uma baita partida de Khenissi, que marcou 4 dos 5 gols do ESHS. Nosso domínio foi tão evidente que até trouxe uma empolgação para as partidas seguintes, na qual vencemos o Korba (4-1) e Ben Arcus (1-0).

      Essa empolgação foi por terra quando encaramos os times mais fortes do nosso grupo. Contra o Monastir, abrimos o placar e até pensamos que poderíamos tirar algo de bom da partida mas o adversário virou em 7 minutos no segundo tempo e sacramentou nossa primeira derrota na competição. O Gafsa, outra equipe cotada para brigar pelo acesso à L1, foi o time que enfrentamos na rodada seguinte e também nos derrotou.

      Nos recuperamos vencendo o Hammamet com um gol já nos minutos finais da partida e fomos para o jogo contra o Gafsa, dessa vez pela Copa da Tunísia, e perdemos novamente, saindo precocemente da competição.
      Um empate contra o Siliana e uma vitória contra o Kef colocaram nosso time nos eixos, prontos para jogar contra o Kasserine, nosso principal adversário pelo acesso. E o duelo foi bastante disputado e nos detalhes a derrota foi selada, com um gol próximo do final do primeiro tempo.

       
      Ligue 2 – Returno
      Nesse segundo turno eu já sabia o que seria preciso para conquistar a promoção, então a meta era vencer todos os três primeiros jogos, roubar pontos contra Monastir e Gafsa, para depois perder o mínimo de pontos possíveis nos três jogos antes de decidir a vaga contra o Kasserine.
      Bem, parte desse roteiro aconteceu conforme eu esperava: vitórias contra Stade Africain (5-0), Korba (1-0) e Ben Arcus (2-1); a derrota para o Monastir (0-2) quebrou um pouco minha expectativa, mas o empate contra o Gafsa (2-2) recuperou meu ânimo.
      Contra o Hammamet só a vitória interessava para nos manter firmes na briga pelo acesso. Bem, aí é que vimos do que esse time é feito.
      Ben Frej abriu o placar aos 6’, mas sofremos a virada em cinco minutos. Aos 31’ pênalti para o Hammamet e o goleirão pegou. Essa defesa deu o gás necessário para buscarmos o resultado e logo aos 35’ empatamos com Barrani. Aos 57’ mais drama no jogo: Ben Abid comete falta estúpida e leva o segundo amarelo, comprometendo seriamente nossas chances no duelo. Fomos nos segurando como dava até os 10 minutos finais, quando fomos para o pau e aí Barrani, o nome do jogo, marcou o 3 a 2 aos 87’. Jogaço.

      Essa partida deu o ritmo para a equipe nos três últimos compromissos e vencemos Siliana (3-0), Kef (2-0) e Kasserine (3-1). Neste último duelo, tínhamos dois pontos de vantagem para o quarto colocado e precisávamos da vitória para garantir a vaga.
      O jogo foi bastante duro. Labroussi abriu o placar aos 28’ e nos colocou nas cordas, fazendo com o que o primeiro tempo fosse um suplício. No segundo tempo, eu coloquei a instrução sobrecarregar, mesma tática que usei nas últimas cinco partidas, e logo aos 57’ empatamos. Continuei com a instrução, ainda que o empate já nos garantisse na próxima fase. Aos 80’, a recompensa: gol de Aouichaoui e o desespero trocava de lado; no final, jogamos a última pá de cal nas esperanças do Kasserine com Bachouche.

       
      Calendário

       
      Classificação - Ligue 2 - Primeira Fase

       
      Ligue 2 – Grupo de Promoção
      Na segunda fase, os três primeiros dos dois grupos jogaram entre si em turno e returno, totalizando 10 jogos. E o meu cálculo foi que eu teria que ganhar seis pontos contra o terceiro da outra chave, no caso o Jendouba Sport e vencer os outros times em casa, para roubar pontos fora. Vamos aos jogos.
      A abertura foi justamente contra o Jendouba e terminamos com um empate frustrante por 1 a 1. Empates foram os resultados finais contra Djerba e Monastir (ambos por 0 a 0), este último uma evolução.
      O duelo pela quarta rodada marcou a virada na briga pelo acesso. Enfrentando o líder do outro grupo na primeira fase, o Stade Tunisien, fomos mais efetivos em um jogo muito complicado e saímos com a vitória por 2 a 0. Vale destacar que desde o final da primeira fase tenho entrado com a proposta de atacar desde o início, alterando para sobrecarregar se preciso do resultado e controlar para segurar vantagem.

      Mais um empate, desta vez contra o Gafsa e assim já somávamos quatro empates e uma vitória em cinco jogos, uma marca bem ruim. No returno, batemos o Jendouba Sport e ficamos firmes na briga pelo acesso.
      Estávamos invictos, apesar do maior número de empates e fomos encarar o Djerba, duelo em que flertamos bastante com o perigo e só conseguimos o empate (mais um!) no final dos 90 minutos. Outro empate foi o resultado contra o Monastir e assim o acesso era bastante incerto, considerando que todos os times eram de níveis equivalentes. Contra o Stade Tunisien fizemos outro jogaço e com três gols depois dos 30 minutos do segundo tempo, fizemos o 4 a 2 e ficamos muito próximos da Ligue 1. Sacramentamos o acesso justamente contra o time que mais nos deu dor de cabeça durante o ano, virando o duelo contra o Gafsa, fechando o placar em 3 a 1.

       
      Calendário

       
      Classificação
      No final das contas, terminamos na liderança da segunda fase, algo surpreendente pela primeira fase que fizemos. Valeu a pena colocar o time no ataque e invictos, fechamos esta fase com quatro vitórias e seis empates.
      No fim, fomos promovidos diretamente junto com o Stade Tunisien, deixando o Monastir para jogar o playoff de rebaixamento contra o Gabes, não conseguindo o resultado para chegar à Ligue 1. O quadro de honra da Tunísia tem tão poucos nomes que esse título foi suficiente para me colocar no top 10.

      LIGUE 1 PRIMEIRA FASE | LIGUE 1 GRUPO REBAIXAMENTO | LIGUE 1 GRUPO DO TÍTULO
       
      Elenco 
      No geral, o elenco foi bem para os desafios dessa temporada, apesar da alta média de idade, algo que é urgente corrigir para 2017/18. Na defesa, fica o destaque para Ben Frej, que conseguiu contribuir bastante ofensiva e defensivamente, do alto dos seus 38 anos.
      O meio-campo foi dominado por Barrani – eleito o jogador do ano pela torcida -, que ditava o ritmo das partidas, além de marcar ou dar passes em momentos importantes. Sua renovação é fundamental para a próxima temporada.
      No ataque, Khenissi fez o que se esperava dele e marcou 13 gols em 23 jogos, média razoável. Como perdeu algumas partidas por lesão, creio que seu desempenho ficou comprometido em alguns momentos.

      ESTATÍSTICAS
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