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Federação Portuguesa pede autorização à Fifa para convocar volante brasileiro

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Mais um brasileiro pode disputar a Copa do Mundo defendendo as cores de outra bandeira. Na noite desta quinta-feira, a Federação Portuguesa de Futebol pediu uma autorização à Fifa para utilizar o volante Fernando, do Porto.

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Lado B da Copa: Os brasileiros que jogarão a Copa pelos rivais

Segundo informações do jornal português 'A Bola', o meio-campista assinou uma declaração para a federação, a qual acabou anexada no pedido protocolar da entidade para utilizar o volante nascido em Goiás e revelado pelo Vila Nova.

Fernando precisa desta autorização por ter atuado pelas seleções de base do Brasil. O volante se sagrou campeão sul-americano em 2007 com a equipe sub-20, em time no qual teve a companhia de, por exemplo, Alexandre Pato, do São Paulo.

Desde 2007 no Porto, Fernando se tornou uma peça incontestável na equipe e despertou a atenção de Paulo Bento, técnico da seleção portuguesa. O volante manifestou o desejo de jogar pela equipe nacional e recentemente obteve a naturalização, o que viabiliza o interesse do time luso.

ESPN

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Guest João Gilberto

Preocupada com lateral, Itália pede documentação de Jonathan a Inter

Ex-Cruzeiro e Santos, brasileiro está disposto a defender a Azzurra

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O caso de Diego Costa continua fazendo efeito na Europa, e as seleções do continente agradecem. Aos 28 anos, Jonathan está em sua melhor temporada na Itália a serviço do Internazionale, mas nunca foi lembrado pelo treinador Luiz Felipe Scolari. Enquanto isso, Cesare Prandelli ainda pode dar uma chance ao lateral-direito para disputar a Copa do Mundo. A Federação Italiana de Futebol contactou o clube de Milão para se inteirar sobre a documentação do atleta, que tem passaporte do país.

O interesse surgiu depois de Jonathan afirmar em uma entrevista à "Gazzetta dello Sport" que aceitaria vestir a camisa da "Azzurra". Contactada pelo reportagem, a federação italiana explicou que o contato com o Inter era "apenas um pedido habitual de informação" e que "ainda não tinha sido iniciado qualquer procedimento legal".

Em recente entrevista ao GloboEsporte.com, Prandelli também abordou o caso, agradeceu "a disponibilidade do atleta”, mas lembrou que "o procedimento da FIFA é lento e burocrático". Na medida em que faltam pouco mais de dois meses para o anúncio da lista final dos jogadores que vão disputar a Copa, é difícil imaginar que o nome de Jonathan possa estar presente, mas há alguns dados importantes que contam a favor do brasileiro naturalizado italiano. Campeão do mundo sub-17 pela seleção verde e amarela, ex-lateral de Cruzeiro e Santos nunca representou a equipe principal do país em competições. Por isso, teria caminho livre para jogar pela Azzurra.

Além disso, há outro fator que pode ajudar a acelerar a burocracia da FIFA. Maggio, De Sciglio e Abate são os três italianos que normalmente ocupam a lateral-direita da seleção, mas nenhum deles está em boa forma. O primeiro não joga desde o meio de março, quando foi operado no tórax, e não tem data de volta prevista para voltar. O segundo vive uma temporada particularmente difícil, cheia de lesões e sem continuidade. O terceiro está parado também por causa de uma lesão muscular na coxa e tem sido pouco utilizado por Seedorf.

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Fora a má forma, os dois laterais do Milan sofrem com a má fase no clube e devem deixar San Siro no meio do ano. Ao contrário dos rivais pela vaga, Jonathan conquistou finalmente a regularidade desejada no Campeonato Italiano, não sofreu qualquer lesão na temporada, foi titular em 27 partidas da Serie A, balançou a rede três vezes, deu três assistências e ainda fez um gol na Copa Itália. Além disso, o brasileiro vem recebendo elogios frequentes do técnico Walter Mazzarri pela sua postura humilde e lutadora no gramado. Motivos mais do que suficientes para Prandelli analisar com muita atenção o seu caso.

GLOBOESPORTE.COM

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Que interessante, agora temos olheiros para contratar para as seleções nas posições carentes.

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Grande lateral no FM12 ou 13, nao lembro... Daqui a pouco nao vai ter mais isso de nacionalidade e o jogador so vai precisar dizer que quer jogar em selecao X e pronto kkkkk

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Mais 1....essa copa em quase todas as seleções terá um brasileiro.

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  • General Director

Pronto, agora a prática que era exclusivamente do Futsal está tomando também o futebol de campo. Que maravilha.

:comeon:

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Brincadeira né!? Tem que dar um pau nesses dirigentes da FIGC.

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Se ele e o William de Carvalho conseguirem jogar juntos ficamos com um meio campo muito bom.

Também falam no Lima.

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  • Vice-President

Em que pontos chegamos, Jonathan virar salvação da lavoura de uma seleção tetracampeã. Voltem a produzir laterais, idiotas.

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Que isso, Jonathan deitou no Cruzeiro em 2009 (no final de 2008 ele já vinha de boas exibições), não sei como ele foi no Santos, mas numa temporada em que ele não fique tão parado pelas lesões (e justamente que é o que aconteceu analisando a notícia) ele tem tudo pra jogar muito, não sei se a nível de uma Seleção do porte da Itália, mas considerando que eles não tem ninguém pra colocar no lugar..

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Eu vejo os Portistas da CMPT falaram bem desse Fernando a muito, muito tempo (tipo 2009), um que eu não sei se pode defender outra Seleção mas que eles convocariam sem hesitar é o Alex Sandro

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Estão falando que o Jonathan (lateral direito ex-Santos e Cruzeiro) pode naturalizar-se italiano.

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Quero pedir autorização à FIFA pra convocar o Ibrahimovic pro Brasil. Meu argumento é que ele veste amarelo na Suécia e isso é o bastante pra ele se sentir brasileiro. Vem ser feliz comendo acarajé aqui, Ibra seu lindo!

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Guest João Gilberto

Estão falando que o Jonathan (lateral direito ex-Santos e Cruzeiro) pode naturalizar-se italiano.

...está em outro tópico aqui nesta mesma área. ;)

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Não era ele que tinha batido no juiz num Sul-Americano Sub-20 pelo Brasil? Tomou um gancho de 2 anos fora de qualquer competição internacional e acabou esquecido.

Que seja feliz por Portugal, vai complementar bem a seleção lá.

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Como torcedor da Seleção Brasileira, eu espero que ele consiga sua documentação a tempo de ser convocado.

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Guest João Gilberto

...mais um que só vi hoje:

Efeito Diego Costa: Itália sonda ex-são-paulino, mas recebe 'não'

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A novela Diego Costa tem data, hora e local para acabar: nesta quarta-feira, às 18h (de Brasília), no estádio Vicente Calderón, quando o atacante do Atlético de Madri entrar em campo pela primeira vez com a camisa da Espanha. Será, assim, mais um jogador perdido pelo Brasil. Não exatamente o primeiro nem tampouco o último. Do outro lado, os adversários italianos tentaram recentemente a mesma manobra.

Na mira de Cesare Prandelli e seus colegas, estava o ex-são-paulino Lucas Piazon, negociado pelo time do Morumbi com o Chelsea em 2011 e atualmente emprestado ao Vitesse, da Holanda.
O jovem jogador de 20 anos recebeu cerca de duas semanas atrás a visita do coordenador geral das categorias de base da CBF, Alexandre Gallo, acompanhado de seu auxiliar Maurício Coppertino, e confidenciou ter sido procurado pelos europeus.
A consulta foi feita diretamente ao seu pai, Antonio Carlos, e seria voltada para as seleções de base.
Procurada pela reportagem, a promessa contratada pelo Chelsea por 6,2 milhões de euros (aproximadamente R$ 14 milhões) confirmou a história.
"Sondaram o meu pai, mas falei que agora não. Preciso esperar nesse momento. Não tem por que tomar uma decisão dessas aos 20 anos. De repente, se não vier a ter uma chance no futuro, e eles me procurarem de novo, talvez posso até cogitar, no entanto, não é esse o pensamento que tenho hoje", afirma ao ESPN.com.br.

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A viagem de Gallo e Coppertino pelo velho continente tinha exatamente essa motivação: evitar ‘novos Diego Costa'. Além de Piazon, os dois estiveram ainda em outros quatro países e se depararam com situações semelhantes, como o caso de Andreas Pereira, do Manchester United, que já vinha atuando pela seleção belga e resolveu abrir mão do futuro europeu. Marcos ‘Rony' Lopes, do Manchester City, pode fazer o mesmo em relação à Portugal em breve.
Pai do jogador, Antonio Carlos entrou em contato posteriormente para esclarecer que, em nenhum momento, foi mencionada a hipótese de convocação para o time principal e que as portas não estão fechadas para qualquer possibilidade, descartando um eventual desgaste com a federação italiana.
Ainda na pré-temporada com o Chelsea, Lucas Piazon chegou a receber a oferta para se transferir para o Genoa, porém, convencido pela diretoria londrina, foi para o ‘parceiro' Vitesse em busca de maior ritmo de jogo.
Antes disso, ele já havia sido repassado também ao Málaga. Na conversa com a comitiva da CBF, ficou sabendo, inclusive, que fora chamado para a disputa do Torneio de Toulon, na França, no meio do ano passado, e por motivos desconhecidos a equipe espanhola não o comunicou.
Piazon não é convocado pelo Brasil desde a sua venda para o Chelsea. Nos bastidores, existia até pouco tempo atrás a informação de que atletas que deixassem o país ainda na fase de formação não seriam considerados pela CBF. Pelo menos, essa teria sido a resposta que o tetracampeão mundial Mazinho recebeu anos atrás ao notificá-la da possível ida de seu filho mais velho, Thiago Alcântara, para a seleção espanhola.
Gallo e Maurício Coppertino prometem mudar isso.
Mesmo com cidadania italiana, Lucas Piazon descarta nesse momento qualquer conversa com a federação italiana do país. No fim do ano passado, o brasileiro Jorginho Frello, então destaque do Verona e negociado posteriormente com o Napoli, admitiu atuar pela Azzurra ao fim do seu processo de naturalização.
No amistoso contra a Espanha, o técnico Cesare Prandelli conta em seu elenco com três ‘oriundi', como são conhecidos os nativos de outros países que têm direito ao passaporte italiano por ascendência familiar - o brasileiro Thiago Motta e os argentinos Pablo Osvaldo e Gabriel Paletta.
"Para mim não há estrangeiros neste caso, há 'novos espanhóis' ou 'novos italianos", resumiu, em entrevista coletiva nesta terça-feira.
Piazon teve a chance de ser o próximo e negou - pelo menos nesse momento.
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Melhor pra gente! Vaaaaaai, Jonathan!!!

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Não importa se o cara é flop, o ridículo é uma seleção estar agindo da mesma forma que um clube atrás de reforços.

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Guest João Gilberto

Juntei todos os três tópicos sobre naturalização de jogadores brasileiros.

...muda aí então a TAG de Itália para naturalizações ou algo que englobe os assuntos. ;)

PS: Esqueci que eu mesmo poderia fazer isso! hahaha Editei! =p

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    • Nismo
      By Nismo
      Depois de um tempo longe do FM, resolvi voltar na nova versão. O clube escolhido é a L.R. Vicenza, que milita atualmente na Série C, terceira divisão italiana e que, faz um tempo, é uma das minhas ideias de save. Fundada inicialmente em 1902, a Vicenza carrega uma história de pioneirismos, figuras importantes, altos e baixos como poucos clubes na Itália.
      O Vicenza é a equipe mais antiga da região do Vêneto, e seu maior rival é o Hellas Verona, com quem disputa o Derby do Vêneto. Manda seus jogos no estádio Romeo Menti, com capacidade para 13173 pessoas, e cujo nome homenageia o atacante formado no clube e que veio a falecer em 1949 na tragédia de Superga com todo o time da Torino.

      É bastante difícil detalhar em poucos parágrafos toda a trajetória da Vicenza, visto que são diversas as passagens importantes. Até a década de 1940, os berici (um dos apelidos da equipe) eram um time acostumado a jogar os campeonatos regionais do Vêneto ou a Serie C, com algumas aparições rápidas na Coppa Italia e Series A e B, mas sem campanhas de destaque. A partir desta década, a Vicenza começa a se estabelecer entre as duas primeiras divisões italianas, com destaque para uma quinta colocação na Série A em 1947.
       
      Uma mudança de nome e um “drible” para abrir portas

      Nos anos 50 a estabilidade do final da década anterior se reforça, e, em 1953 vem uma mudança no clube que ficaria para a história também do futebol italiano: a empresa Lanerossi, do segmento têxtil, adquire o clube e altera o nome para Associazione Calcio Lanerossi Vicenza. Vale citar que os patrocínios nas camisas dos times do futebol italiano são liberados somente nos anos 80, e a atitude dos industriais transforma a Vicenza literalmente em um braço do grupo. O Vicenza colocou o nome da Lanerossi no “CNPJ”* e o logo (um R formado pelo entrelaçamento de um fio, normalmente em azul) no peito, um “drible” na legislação da época. A atitude pioneira abriu espaço para outras empresas e clubes seguirem pelo mesmo caminho, como Monza (Simmenthal-Monza) e Torino (Talmone Torino), além de outras parcerias que viriam a ter sucesso nas décadas seguintes como o Parma e a Parmalat.
      *Durante os anos 80, na Alemanha houve uma tentativa semelhante envolvendo o Eintracht Braunschweig. A Jägermeister, fabricante da bebida alcoólica de mesmo nome, patrocinava o clube e propôs ao governo a mudança do nome para "FTSV Jägermeister" ou "Sportverein Jägermeister Braunschweig”, porém as abordagens foram rechaçadas.
      A nova direção deu frutos a partir dos anos seguintes. O acesso em 1956 daria início a um período do Vicenza chamado Ventennio d’Oro, onde foram 20 anos seguidos na Serie A e campanhas no meio de tabela, além de apelidos como “La nobile provinciale” (A nobre provinciana) e “Provinciale di lusso” (provinciana de luxo). Nesta época começaram a aparecer os primeiros jogadores brasileiros no clube: Luis Vinicio, Américo Murolo e Chinesinho foram alguns dos brasileiros a vestirem a camisa do Vicenza nesse período.
       
      O presidente, o técnico, o Carrasco, uma temporada de sonho e outra de pesadelo

      O Ventennio duraria até os anos 70, onde em 1976 a equipe voltaria à Serie B. Mas seria uma passagem rápida, fulminante e com duas personalidades históricas: o técnico Giovanni Battista Fabbri e Paolo Rossi. “Gibi” Fabbri, o técnico, até aquele momento, tinha a carreira concentrada em times de base, especialmente na SPAL (onde lançou Fabio Capello). Já Paolo Rossi ainda não era o Rossi que nós conhecemos como “Carrasco do Sarrià” em 1982: o jogador era apenas um ponta na equipe de base da Juventus – que os bianconeri não tinham muitas esperanças, quando a Vicenza, através do presidente Giuseppe Farina*, apostou nos seus serviços. Na Vicenza, Fabbri viu em Rossi um centroavante com potencial e colocou-o para jogar nesse setor.
      *Como vocês verão daqui a pouco, algumas decisões de Farina colocaram o Vicenza em perigo financeiro e esportivo. Mas não foi só o Vicenza que sofreu com “Giussy”, que antes já fora dono do Padova. Em 1982, após deixar os biancorossi, Farina comprou o Milan. Campanhas medianas e escolhas ruins de técnicos e jogadores que não emplacaram criaram um rombo nos cofres rossoneri, que só foi salvo graças à entrada de Silvio Berlusconi no clube. Em seguida, Farina foi indiciado pela justiça italiana por crimes financeiros e chegou a se esconder na África do Sul. Quando voltou à Itália, cumpriu a pena em regime semiaberto.
      Esta decisão mudou a história de todos os envolvidos: o Vicenza foi campeão da Serie B em 1976-77, e Rossi foi o artilheiro da competição, com 21 gols marcados. No retorno à Serie A (77-78), a Vicenza flertou com o título. Com certas dificuldades no início da temporada, os berici foram se encaixando no decorrer dela e chegaram a emendar uma sequência invicta de 11 jogos. Mas não foi suficiente para brigar até o final: a Juventus levou a taça com 5 pontos de vantagem, e a Vicenza terminou como vice campeão – a melhor campanha de uma equipe do Veneto até 1985, quando o Hellas Verona venceu a Serie A. Paolo Rossi terminou como artilheiro do campeonato, com 24 gols, e Fabbri foi escolhido Treinador do Ano pela Federação Italiana. O desempenho de Paolo Rossi também o credenciou a disputar a Copa de 1978, na Argentina: levado por Enzo Bearzot, foi o artilheiro da Squadra Azzurra com 3 gols marcados (França, Hungria e Áustria).
      Se a temporada do retorno foi um sonho, a seguinte era só o início de um pesadelo, e começou com um movimento do presidente Farina que se provaria catastrófico: tentando manter a estrela Paolo Rossi, que era em copropriedade com a Juventus*, o presidente Farina pagou 3 bilhões de liras (moeda italiana pré Euro), tornando Rossi o jogador mais caro do mundo naquele momento. Com todo esse gasto, que desencadeou vários problemas financeiros, outras áreas do time não foram reforçadas e a temporada 1978-79 reservou o rebaixamento ao final, com só 5 vitórias. Pra piorar, Rossi teria problemas com lesões após um confronto contra o Dukla Praga pela Copa da UEFA. Ao final da temporada, Fabbri deixou a direção técnica e Paolo Rossi foi cedido ao Perugia na Serie A, e depois retornou à Juventus.
      *No sistema de copropriedade, que nesses moldes era exclusivo na Itália e figurou até a década passada, um clube comprava e detinha 50% do passe de um jogador de outro clube por determinado período, podendo comprar a outra parte, manter como está ou vender a sua para o mesmo clube ou qualquer outro. Ao final deste período, era decidido quem ficaria com o jogador da seguinte forma: os times mandavam envelopes para a FIGC com lances, e obviamente vencia e levava o jogador quem dava o maior valor.
       
      A queda livre, o garoto, e o adeus da Lanerossi

      O recomeço na Série B seria difícil diante das dívidas e com a Lanerossi cessando os apoios financeiros (o nome e o logo da empresa seguiriam até 1989 no clube, mas o apelido Lanerossi ficaria eternamente gravado na cultura pop local). A primeira temporada (79-80) ainda guardaria um 5º lugar, mas em 1981 veio a queda para a Série C. Foram algumas temporadas no terceiro escalão italiano, sempre com campanhas rondando a zona do acesso, até 1985, quando finalmente ocorreu o retorno à Serie B. Neste período, especificamente em 1982, apareceu outro personagem histórico: Roberto Baggio. Nascido na vizinha Caldogno, Baggio foi formado na própria Vicenza (inclusive visitava bastante o Romeo Menti) e defendeu o clube de 1982 à 1985, ajudando no acesso à Serie B. Em seguida, foi vendido à Fiorentina.
      Sem Baggio, a Vicenza ainda fez uma temporada excelente de retorno à Serie B, terminando em 3º lugar em 1986 e teria voltado à Serie A não fosse o envolvimento de dirigentes – no caso o presidente Dario Maraschin e o diretor Giancarlo Salvi– no escândalo Totonero de 1986*, que teve como punição a retirada do acesso da Vicenza. Perder o acesso seria uma punição ainda maior na temporada seguinte, mas não nos tribunais e sim no campo: longe de manter o mesmo desempenho, a Vicenza voltaria à Serie C1, em 1987. Seria o começo de um período de 7 anos longe das principais divisões, com momentos em que chegou a ficar ameaçada de cair para a Série C2 (quarta divisão da época).
      *O termo Totonero ficou famoso pelo escândalo de 1980, que condenou Milan, Lazio, Perugia, Bologna, Palermo, Taranto e Avellino e chegou a investigar Napoli, Juventus e Pescara. Nesse escândalo de 1980, Paolo Rossi – na época jogando no Perugia – foi suspenso por 3 anos, mas não cumpriu totalmente, tamanha a comoção para que fosse reintegrado à Azzurra e jogasse a Copa de 82. Como sabemos, Rossi foi readmitido, virou Carrasco do Sarrià e a Itália venceu a Copa... O Totonero de 1986 atingiu das Séries A à C e condenou Udinese, Cagliari, Lazio, Vicenza, Triestina, Palermo, Perugia, Cavese e Foggia. As investigações de 86 ainda envolveram Napoli, Bari, Empoli, Brescia, Sambenedettese, Monza, Reggiana, Carrarese, Salernitana e Pro Vercelli, estes clubes citados sem condenação.
      Em 1989, a Lanerossi e a Vicenza finalmente separaram seus caminhos: a equipe alterou o nome para Vicenza Calcio, pela qual ficaria conhecida nas décadas seguintes, e o simpático R deixou a camisa listrada, voltando só em momentos especiais.
       
      O retorno à Série A, o primeiro grande título, mais um pioneirismo, e uma campanha europeia memorável.

      A nova fase da Vicenza levou certo tempo para engrenar, mas em 1993 a equipe voltou à Série B. A primeira temporada já seria bastante sólida com o 11º Lugar, mas na segunda (94-95) veio o acesso com a 3ª posição, sob o comando de um treinador que faria uma trajetória por clubes médios da Itália, com destaque para Udinese, Bologna e Palermo: Francesco Guidolin. No retorno à Serie A, um 9º lugar (95-96) e um 8º (96-97) antecederam a primeira grande conquista da Vicenza: a Coppa Italia de 1997, deixando pelo caminho Lucchese, Genoa, Milan, Bologna e, na grande final, o Napoli.
      Na temporada seguinte (97-98) a equipe perdeu um pouco o embalo na Serie A e caiu nos dezesseis avos da Coppa Italia, mas na Recopa Européia a campanha foi muito longe: batendo Legia Varsóvia, Shakhtar Donetsk e Roda JC, a equipe caiu só nas semifinais para o futuro campeão Chelsea, de Gianluca Vialli, Gianfranco Zola e Gus Poyet. E o contato com os ingleses iria além do campo: na direção, o fundo britânico ENIC comprou as ações do clube e assumiu a gestão neste período. Hoje, a ENIC* controla apenas o Tottenham, mas chegou a ter, além do Vicenza, Rangers, AEK Atenas, Slavia Praga e Basel. É o primeiro caso na Itália de um clube comandado por investidores estrangeiros.

      *Pode se dizer que a entrada e as aquisições da ENIC no mercado criaram o termo “Multi Club Ownership” (Multi propriedade de clubes, numa tradução bem meia boca) muito antes de qualquer Grupo City, 777 Partners ou Red Bull nascer. Porém, naquela época, o fato de Vicenza, Slavia e AEK chegarem às quartas de final da mesma competição serviu de alerta para a UEFA, que lançou uma resolução chamada “Integrity of the UEFA Club Competitions: Independence of Clubs”, proibindo a participação de mais de um clube do mesmo controlador. Essa resolução caiu por terra nos últimos anos, quando Milan e Toulouse, propriedades do mesmo fundo (o americano RedBird, que detém parte do Liverpool), bem como os times da Red Bull, foram liberados para participarem.
       
      Ocaso, falência e renascimento... com olhar para o passado
      Os bons momentos não perduraram por mais tempo: ao final da temporada 97-98, Guidolin deixou a Vicenza e na temporada seguinte mais um rebaixamento. A Vicenza venceu a Serie B em 2000, mas o retorno à Serie A duraria só uma temporada. A partir de 2001 a Vicenza se acostumou a oscilar entre as Séries B e C, sem grandes momentos, salvo um ou outro momento que chegou a brigar pelo acesso à Serie A. Em alguns momentos a Vicenza dependeu das circunstâncias alheias para se manter na Serie B, como o envolvimento de outros clubes em escândalos de manipulação de jogos ou falências (o que levava a FIGC a “repescar clubes” para completar os campeonatos).
      A situação delicada durou até 2018, quando por problemas financeiros, a Vicenza é declarada falida em janeiro, porém tem o direito de terminar a temporada sob administração provisória. Em maio, Renzo Rosso, dono da grife Diesel, compra os direitos do clube*. Para restabelecer a Vicenza, Rosso transfere a estrutura societária do Bassano Virtus, da vizinha Bassano del Grappa, para Vicenza e renomeia o clube inicialmente para Lanerossi Vicenza Virtus, depois L.R. Vicenza. A referência ao passado do clube vem no escudo também, com o R da Lanerossi voltando a adornar a camisa da Vicenza, mas sem qualquer participação.
      *Infelizmente na Itália é muito comum vermos falências e refundações de muitos clubes com trocas de nomes até a recuperação definitiva dos direitos (o Napoli foi refundado como Napoli Soccer em 2004 e a Fiorentina como Florentia Viola em 2002, para citar alguns exemplos), porém, apesar das trocas de nomes, a Vicenza se manteve com o mesmo “CNPJ” desde sua fundação até 2018, quando veio a falir.

      O reinício da Vicenza, se não é meteórico como nos anos de Lanerossi, é seguro: o acesso à Série B veio em 2020. Ficou duas temporadas na divisão até o rebaixamento à Série C. Na série C vem lutando para voltar à Série B via playoffs e conseguiu o título da Coppa Italia Serie C em 2023. Quis o destino que a indústria têxtil desse o impulso inicial para o sucesso biancorossi lá nos anos 50 e agora vem da mesma indústria o impulso para reerguer o clube e devolvê-lo à elite italiana.

      A lista de personagens históricos que passaram pela Vicenza é grande... Entre os técnicos estão Béla Guttmann (antes das famosas passagens por São Paulo e Benfica), Renzo Ulivieri e Francesco Guidolin. Entre os jogadores, além dos citados Paolo Rossi e Roberto Baggio, estão Luca Toni, Ferruccio Valcareggi, Nevio Scala, Azeglio Vicini, Massimo Ambrosini, Agostino Di Bartolomei, Christian Maggio, Jordan Lukaku... Alguns desses personagens viraram técnicos importantes.
      O personagem do save é um jogador que passou muito longe dos anos dourados da Vicenza: Stefan Schwoch. Schwoch, descendente de poloneses, nasceu em 1969 na cidade de Bolzano, localizada na região do Südtirol, esta historicamente de maioria germânica.
      Jogou como atacante e sua carreira, durante os anos 90 e 2000, se caracterizou por estar longe dos grandes clubes. Defendeu principalmente Livorno, Venezia, Napoli, Torino e Vicenza, que foi seu último clube e o mais duradouro, jogando de 2001 à 2008. Pela Vicenza, é o quarto maior artilheiro da história do clube, com 74 gols marcados, superando Paolo Rossi e Luis Vinicio.

       

      Principais:
      Voltar à Série B e Série A Vencer a Coppa Italia Vencer a Série A Vencer as Copas Européias Secundários
      Ter o artilheiro da Serie A (como Paolo Rossi em 1977-78, 24 gols marcados) Passar o Hellas Verona em vitórias no Derby do Veneto (36 x 35 para o Hellas) Formar jogadores para a Azzurra (preferencialmente um com perfil semelhante à Roberto Baggio) Vingar-se do Chelsea em competições Européias (5 vitórias em Fases de Grupos/Fase de Liga ou 3 eliminações em oitavas/quartas/semifinais ou 2 títulos sobre os Blues)
    • TH3 K1LL3R
      By TH3 K1LL3R
      post original
      Mais um ano e agora melhor do que sempre.
      Todos os créditos tem de ir para unbearabull, sem ele o update nem teria sido iniciado.
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      Presente no update:
      4 Níveis Distritais; Taças e supertaças distritais. Futuras inclusões
      Estrutura dos juniores. Instruções
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      Adicionem jogadores a equipas jogáveis para haver mais opções na base de dados.

      Caso queiram ver um save em 2053, podem fazer download aqui
      paguem-nos o café
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    • bstrelow
      By bstrelow
      Início: 11 ou 13 de Agosto de 2023
      Fim: 19 de Maio de 2024
      ATUAL CAMPEÃO: Feyenoord
       

      Início: 11 de Agosto de 2023
      Fim: 19 de Maio de 2024
      ATUAL CAMPEÃO: Benfica
    • JGDuarte
      By JGDuarte
      O Brasil começou sua jornada hoje (24 de julho) na Copa do Mundo Feminina de 2023, que teve início sexta-feira, dia 20. A Seleção já deu seu primeiro passo com o pé direito, ao vencer convincentemente o Panamá por 4x0, com 3 gols de Ary Borges e 1 de Bia Zaneratto. Sábado, às 7h, enfrentaremos a França, adversária que em tese é a mais complicada do grupo, mas já tropeçou ontem num empate em 0x0 contra a Jamaica. 
      Não somos considerados primeira prateleira no futebol feminino, mas podemos brigar pra conquistar a primeira estrela. O bom futebol de hoje é um sinal disso, apesar do adversário fraco, debutante em Copas. 
       
      A Copa tem transmissão dos Canais Globo e da CazéTV.
       
      Tabela com os grupos do torneio:

       
      Por fim, fiquem com o golaço que fez a Bia Zaneratto hoje:
       
    • Cadete213
      By Cadete213
      Aqui está a grande final. Quem irá levantar o tão desejado troféu?



       
       
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