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A Trivela lançou hoje o guia do Campeonato Italiano:

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Guia da temporada 2013/14 do Campeonato Italiano

Por Nelson Oliveira

23/08/2013 08:45

Neste fim de semana, a partir das 13 horas de sábado, 24 de agosto, tem início a temporada 2013-14 do Campeonato Italiano. O jogo de abertura lembrará muito os anos 80, quando o futebol do Belpaese ganhou destaque no Brasil com transmissões na TV aberta: em campo, estarão Verona e Milan. A bicampeã Juventus joga em seguida, às 15h45, fora de casa, contra a Sampdoria.

A Juve começa o campeonato como franca favorita ao título, mas o Napoli promete incomodar. Mais atrás, Milan, Roma e Fiorentina, com Inter, Lazio e Udinese correndo por fora, aparecem como outras forças de um campeonato que tem perdido craques, mas que tem lançado jovens e que, contrariando expectativas, conseguiu atrair alguns jogadores de renome para esta edição.

A 82ª temporada da Serie A como a conhecemos tem 46 jogadores brasileiros, quatro a menos que na última temporada. Os jogadores “verdeoro”, como se diz na Itália, estão presentes em 17 das 20 equipes do campeonato, e é a Roma a responsável pelo maior número: seis, ao todo. Lazio, Udinese e Verona vem em seguida, com cinco.

Nesta temporada, os direitos de transmissão da Serie A para o Brasil continuam com exclusividade do Fox Sports, mas o fã do futebol italiano também pode assistir ao campeonato caso tenha em seu pacote de TV por assinatura o canal RAI International, que retransmite a programação da Itália para o mundo. A Coppa Italia, por sua vez, é dos canais ESPN.

Sem mais delongas, acompanhe o especial que preparamos. Boa leitura!

Atalanta

Técnico: Stefano Colantuono


Temporada: passada 15ª posição
Destaque: Germán Denis
Copas europeias: Nenhum
Fique de olho: Daniele Baselli
Objetivo: Salvar-se do rebaixamento
Principais chegadas: Constantin Nica (d, Dinamo Bucareste), Giulio Migliaccio (m, Palermo) e Mario Yepes (z, Milan)
Principais saídas: Davide Biondini (m, Genoa), Ivan Radovanovic (m, Chievo) e Facundo Parra (a, Independiente)

Com a filosofia de que a satisfação está nas pequenas coisas, a Atalanta entra na Serie A com o mesmo objetivo de sempre: fazer um campeonato sem sustos. A tradicional equipe lombarda mantém o técnico Colantuono (que só perde para Guidolin, da Udinese, em termos de tempo de trabalho) e confia nele e no atacante Denis para mais uma temporada de tranquilidade. Colantuono decidiu adotar o esquema 4-3-3, ao invés do 4-4-1-1 do ano anterior, mas o modo de jogar da equipe deve continuar muito parecido, privilegiando o jogo pelas pontas, buscando Denis, que marcou 34 gols nos últimos dois campeonatos. As chegadas dos experientes Yepes e Migliaccio, além do promissor romeno Nica, são interessantes devem fortalecer o setor defensivo, que já teve destaque em 2012-13. Olho ainda no meia Baselli, que faz parte da seleção sub-21 italiana e é cria da base atalantina, que já revelou nomes como Montolivo e Pazzini, além de Consigli, Cigarini e Bonaventura, que hoje são titulares na própria equipe.



Bologna

Técnico: Stefano Pioli


Temporada passada: 13ª posição
Destaque: Alessandro Diamanti
Copas europeias: Nenhum
Fique de olho: Diego Laxalt
Objetivo: Salvar-se do rebaixamento
Principais chegadas: Rolando Bianchi (a, Torino), Francesco Della Rocca (m, Palermo) e Diego Laxalt (m, Inter)
Principais saídas: Alberto Gilardino (a, Genoa), Manolo Gabbiadini (a, Sampdoria) e Saphir Taïder (m, Inter)

O grande feito do Bologna na pré-temporada foi manter Diamanti, destaque da equipe nos últimos dois anos. O meia da seleção italiana continuará como estrela do time, auxiliado pelo bom coadjuvante Kone, e terá o terceiro companheiro diferente como referência de ataque: depois de Di Vaio e Gilardino, é a vez de Bianchi, que foi ídolo no Torino em cinco anos de passagem pelo clube. A dúvida é se ele terá cacife para substituir Gilardino, que voltou a ser um atacante letal na Emília e, por isso, voltou ao Genoa, que o havia emprestado. Os números mostram que o novo centroavante marcou apenas dois gols a menos que Gilardino na última temporada, e os bolonheses estão apostando nisso. Outra aposta é Alibec, que terá sua primeira chance na Serie A, e espera trilhar o mesmo caminho de Gabbiadini, jovem atacante que teve boa passagem pelo time do Renato Dall’Ara.



Cagliari

Técnico: Diego López


Temporada passada: 11ª posição
Destaque: Marco Sau
Copas europeias: Nenhum
Fique de olho: Nicola Murru
Objetivo: Salvar-se do rebaixamento
Principais chegadas: Rui Sampaio (m, Beira-Mar) e Marios Ikonomou (d, PAS Giannina)
Principais saídas: Thiago Ribeiro (a, Santos)

Mais uma vez, o Cagliari poderá fazer um campeonato sem jogos em casa. Isso porque terá de mandar seus jogos inicialmente em Trieste, a mais de 1.000 km da sede do time, na Sardenha. Em busca da regularização do Sant’Elia, que pode acontecer ainda neste mês, a equipe aposta novamente na manutenção de uma boa base, que tem levado o time a boas campanhas. O time tem muitos talentos individuais, mas se vale pelo conjunto, que é muito forte – hoje, o elenco tem 25 jogadores, mas raramente mais de 18 rodam entre o campo e o banco de reservas. Nos últimos dias da janela, os sardos ainda tentarão segurar quatro de seus principais jogadores: Agazzi, Astori, Nainggolan e Ibarbo, líderes do elenco ao lado de Cossu, Conti e do artilheiro Sau, interessam bastante ao grupo dos mais fortes times italianos. Mesmo perdendo uma ou duas peças, o Cagliari continua forte, e pode sonhar em repetir a temporada 2012-13.



Catania

Técnico: Rolando Maran


Temporada passada: 8ª posição
Destaque: Pablo Barrientos
Copas europeias: Nenhum
Fique de olho: Norbert Gyömbér
Objetivo: Liga Europa
Principais chegadas: Sebastián Leto (m, Panathinaikos), Panagiotis Tachtsidis (m, Roma) e Gino Peruzzi (d, Vélez Sarsfield)
Principais saídas: Francesco Lodi (m, Genoa), Alejandro Gómez (m, Metalist Kharkiv) e Giovanni Marchese (d, Genoa)

O Catania chega a 2013-14 no auge de sua história. O clube vem crescendo gradativamente e, na última temporada, alcançou seu recorde de pontos e sua melhor classificação na história da Serie A. Para esta temporada, o grande desafio será superar as saídas de Lodi, Gómez e Marchese, titularíssimos – os dois primeiros quase donos do time. O primeiro grande desafio do técnico Maran é implantar um novo estilo de jogo para a equipe, que não terá mais a habilidade de Lodi na meia cancha, mas sim mais voluntarismo, com o grego Tachtsidis e, por isso, dependerá mais de Barrientos. Outra mudança é o fato de o flanco esquerdo perder importância com a saída de Marchese e o foco mudar para o direito, que ganha muita força ofensiva e defensiva com a chegada do ótimo Peruzzi – ele já anulou Neymar quando atuava pelo Vélez. Com nove argentinos entre os titulares e um ataque rápido e habilidoso, que trabalhará em prol de gols de Bergessio, os etnei podem dar mais um passo para se estabelecerem como uma equipe de médio porte no futebol italiano.



Chievo

Técnico: Giuseppe Sannino


Temporada passada: 12ª posição
Destaque: Cyril Théréau
Copas europeias: Nenhum
Fique de olho: Maxwell Acosty
Objetivo: Salvar-se do rebaixamento
Principais chegadas: Maxwell Acosty (m, Fiorentina), Dejan Lazarevic (m, Genoa) e Ivan Radovanovic (m, Atalanta)
Principais saídas: Isaac Cofie (m, Genoa), Marco Andreolli (z, Internazionale) e Luciano (m, Mantova)

A grande novidade que o Chievo traz para esta temporada é o fato de ser a única das 20 equipes da Serie A a utilizar um 4-4-2 clássico, em linha. A chegada do técnico Sannino deve deixar a equipe mais arrumada taticamente e também proporcionar mais cobertura a uma das equipes que, tradicionalmente, mais se utilizam de um futebol burocrático na Itália. Como contraponto, os jovens pontas Acosty e Lazarevic, de boa experiência na última Serie B, são dois jogadores habilidosos e que podem despontar em sua primeira oportunidade real na elite – por Fiorentina e Genoa, nunca chegaram a serem considerados opções reais. O esquema pode favorecer a Paloschi, cada vez mais referência no ataque, já que o capitão Pellissier está envelhecendo, e também a Théréau, artilheiro do time em 2012-13. A saída do promissor Cofie pode ser sentida, uma vez que Radovanovic é apenas regular, mas não deve atrapalhar.



Fiorentina

Técnico: Vincenzo Montella


Temporada passada: 4ª posição
Destaque: Mario Gómez
Copas europeias: Liga Europa
Fique de olho: Marko Bakic
Objetivo: Liga dos Campeões
Principais chegadas: Mario Gómez (a, Bayern Munique), Josip Ilicic (m, Palermo) e Joaquín (m, Málaga)
Principais saídas: Stefan Jovetic (a, Manchester City), Emiliano Viviano (g, Palermo) e Luca Toni (a, Verona)

Ainda é cedo para saber se a Fiorentina vai poder chorar a saída do ídolo Jovetic para o Manchester City, mas não dá para criticar a atitude dos florentinos. A venda do montenegrino financiou a chegada de Gómez e Ilicic, e ainda deve servir para contratar um goleiro titular, uma vez que o brasileiro Neto ainda não pareceu convencer a comissão técnica – a indefinição pode acabar custando caro. No ataque, Giuseppe Rossi tomará o lugar de Jovetic (Ilicic e Ljajic, se não for vendido, também podem executar bem a função) e Gómez deve se converter no goleador que faltou à equipe na última temporada, por mais que Toni tenha feito um papel muito digno. Muito bem montada por Montella, a Fiorentina almeja a classificação para a Champions, que bateu na trave em 2012-13, mas pode surpreender e acabar até lutando pelo título. Com poucas mudanças e Valero, Cuadrado e Pasqual em grande fase, se Rossi e Gómez se adaptarem rapidamente ao time, teremos diversão na ponta da tabela.



Genoa

Técnico: Fabio Liverani


Temporada passada: 17ª posição
Destaque: Francesco Lodi
Copas europeias: Nenhum
Fique de olho Šime Vrsaljko
Objetivo Salvar-se do rebaixamento
Principais chegadas: Francesco Lodi (m, Catania), Alberto Gilardino (a, Bologna) e Mattia Perin (g, Pescara)
Principais saídas: Marco Borriello (a, Roma), Andreas Granqvist (d, Krasnodar) e Sébastien Frey (g, Bursaspor)

Por dois anos consecutivos, os investimentos não tiveram bom retorno e o Genoa quase caiu – ficou em 17º em 2011-12 e 2012-13. Nesta temporada, a expectativa é diferente: os investimentos foram reduzidos, as inúmeras negociatas a que o presidente Preziosi associa os jogadores também, e os lígures terão um time jovem e um técnico estreante. Liverani, ex-jogador (e primeiro negro a vestir a camisa da seleção da Itália) aplicará um ofensivo 4-3-3, com quatro jogadores de menos de 22 anos entre os titulares (Perin, Vrsaljko, Cofie e Bertolacci), que serão guiados por outros experientes e de muita qualidade. Força física e qualidade técnica estão garantidas no meio-campo, e Gilardino tem tudo para marcar uma pá de gols, servido pelos ótimos Lodi e Bertolacci, além do eficiente Santana. Potencial para uma campanha acima da média dos últimos anos não vai faltar.



Internazionale

Técnico: Walter Mazzarri


Temporada passada: 9ª posição
Destaque: Samir Handanovic
Copas europeias: Nenhum
Fique de olho: Patrick Olsen
Objetivo: Liga dos Campeões
Principais chegadas: Mauro Icardi (a, Sampdoria), Ishak Belfodil (a, Parma) e Hugo Campagnaro (d, Napoli)
Principais saídas: Antonio Cassano (a, Parma), Walter Gargano (m, Napoli) e Dejan Stankovic (m, sem clube)

O segundo ano consecutivo fora da LC fez a Inter passar por uma revolução. Sem dinheiro para grandes contratações, o time investiu principalmente em jovens promissores (Icardi, Belfodil, Taïder, Laxalt), peças de reposição a custo zero (Andreolli) e jogadores experientes e baratos, com lenha para queimar (Capagnaro). A grande contratação da temporada foi o técnico Mazzarri, que teve quatro ótimos anos no Napoli e pode fazer o time render em um bom nível. O grande desafio inicial é arrumar a defesa, que tem sofrido muitos gols nos últimos anos, mas também implantar um futebol veloz e combativo – em suas equipes, além disso, atacantes costumam brilhar, marcando muitos gols. Entre os novos contratados, Campagnaro e Icardi chegam para ser titulares de um time sem muitas estrelas, mas que pode atingir seu objetivo primário – voltar à “Europa que conta”. A venda de parte do clube para o magnata indonésio Thohir, quase concretizada, pode fazer a equipe mudar de patamar, com contratações mais ousadas. Resta saber se dará tempo de fazer isso nessa janela.



Juventus

Técnico: Antonio Conte


Temporada passada: 1ª posição
Destaque: Andrea Pirlo
Copas europeias: Liga dos Campeões
Fique de olho: Fausto Rossi
Objetivo: Título
Principais chegadas: Carlos Tévez (a, Manchester City), Fernando Llorente (a, Athletic Bilbao) e Angelo Ogbonna (z, Torino)
Principais saídas: Emanuele Giaccherini (m, Sunderland), Nicholas Anelka (a, West Bromwich) e Nicklas Bendtner (a, Arsenal)

A bicampeã italiana começa a temporada mais uma vez como o time a ser batido, e com ampla superioridade sobre os rivais – embora Napoli, Fiorentina e Roma tenha se reforçado bem. A Velha Senhora já passou o trator sobre a Lazio na Supercopa da Itália e deixou claro que pode brincar em solo nacional. O verdadeiro objetivo é fazer uma ótima campanha na LC, e as contratações de Tévez e Llorente agregam valor a um time que já era forte, mas que carecia de atacantes mais gabaritados. Com a 10 que era de Boniperti, Platini e Del Piero, o argentino já mostrou a que veio na partida contra a Lazio e será a referência juventina. Mais atrás, Pirlo provavelmente deve jogar um pouco menos, uma vez que tem 34 anos e quer estar bem para a disputa da Copa de 2014, e quem deve aparecer mais é Pogba, em vias de se tornar um craque de nível mundial. O francês deve ganhar ainda mais destaque e será um dos grandes nomes desta forte Juve.



Lazio

Técnico: Vladimir Petkovic


Temporada passada: 7ª posição
Destaque: Miroslav Klose
Copas europeias: Liga Europa
Fique de olho: Brayan Perea
Objetivo: Liga dos Campeões
Principais chegadas: Felipe Anderson (m, Santos), Lucas Biglia (m, Anderlecht) e Diego Novaretti (d, Toluca)
Principais saídas: Mobido Diakité (d, Sunderland)

A goleada sofrida ante a Juventus na Supercopa da Itália não deve influenciar a temporada da Lazio. Os aquilotti já sabiam que o abismo em relação à Juve havia aumentado, e apesar de quererem um título, a preocupação para 2013-14 é voltar à LC após seis anos. A briga será grande e, apesar de ter se reforçado bem e não ter perdido peças importantes, a Lazio parte atrás de Napoli, Fiorentina, Milan e Roma (e da Juve, evidentemente), e em paridade com a Inter, por uma das três vagas italianas na competição. Klose, Hernanes, Candreva e Marchetti seguem como principais jogadores de uma equipe que tem mais opções em cada setor e que pode evoluir ao longo do campeonato. A grande contratação foi o argentino Biglia, que chega para auxiliar Ledesma a manter o equilíbrio e a posse de bola no meio-campo. Felipe Anderson começa a temporada como uma espécie de 12º jogador do time e pode se destacar na primeira temporada no futebol europeu.



Livorno

Técnico: Davide Nicola


Temporada passada: 3ª posição na Serie B
Destaque: Paulinho
Copas europeias: Nenhum
Fique de olho: Francesco Bardi
Objetivo: Salvar-se do rebaixamento
Principais chegadas: Francesco Bardi (g, Inter), Leandro Greco (m, Olympiacos) e Nahuel Valentini (d, Rosario Central)
Principais saídas: Vincenzo Fiorillo (g, Sampdoria) e Savvas Gentsoglou (m, Sampdoria)

O time de segundo melhor ataque da última Serie B chega à elite podendo dar trabalho a qualquer equipe. Bem montada por Nicola, a equipe livornense tem um futebol ofensivo e tem no brasileiro Paulinho, autor de 20 gols e 18 assistências na segundona, o seu maior destaque. Revelado no Juventude, o ex-jogador da seleção sub-20 continuará como referência da equipe, apesar do grande jogo de equipe – dos 77 gols marcados na segundona, 60 foram marcados por quatro jogadores: além de Paulinho, Belingheri, Siligardi e Dionisi. A Inter acabará dando uma ajudinha ao campeonato dos toscanos: quatro dos jogadores contratados são da equipe, e todos eles são jovens promissores. Destaque para Bardi, considerado herdeiro de Buffon na seleção italiana, e para Duncan, jovem volante ganês que foi reemprestado para ganhar experiência na elite após bela metade de campeonato atuando no Livorno. Um problema pode ser o elenco curto: hoje, são apenas 22 jogadores à disposição.



Milan

Técnico: Massimiliano Allegri


Temporada passada: 3ª posição
Destaque: Mario Balotelli
Copas europeias: Liga dos Campeões
Fique de olho: Riccardo Saponara
Objetivo: Liga dos Campeões
Principais chegadas: Riccardo Saponara (m, Empoli), Andrea Poli (m, Sampdoria) e Jherson Vergara (d, Deportes Quindio)
Principais saídas: Massimo Ambrosini (m, Fiorentina), Mathieu Flamini (m, sem clube) e Mario Yepes (d, Atalanta)

A contratação de Balotelli em janeiro parecia indicar que o Milan iria com sede ao pote também no mercado de verão. Ledo engano: Balotelli foi uma exceção à regra e a grande contratação também para esta temporada, uma vez que fez a pré-temporada sob o comando de Allegri. O time é praticamente o mesmo em relação ao ano passado, e ganha dois reforços jovens e de muita qualidade no meio-campo, que chegam para brigar por posição: Poli, de bons anos na Sampdoria e uma passagem regular pela Inter, e Saponara, que brilhou no Empoli e é visto como um novo Kaká. A antes questionada defesa se ajeitou no segundo turno da última Serie A, foi melhor até que a da Juventus, e um reforço de peso para o setor, tido como certo até antes de janeiro, não foi contratado – chegou apenas Vergara, uma boa aposta para o futuro. Outra novidade é o retorno de De Jong, que sofreu grave lesão. Brigar pelo título parece difícil, mas o time competirá com força por uma vaga na LC.



Napoli

Técnico: Rafa Benítez


Temporada passada: 2ª posição
Destaque: Marek Hamsík
Copas europeias: Liga dos Campeões
Fique de olho: Josip Radošević
Objetivo: Título
Principais chegadas: Gonzalo Higuaín (a, Real Madrid), Pepe Reina (g, Liverpool) e Dries Mertens (a, PSV)
Principais saídas: Edinson Cavani (a, Paris Saint-Germain), Morgan De Sanctis (g, Roma) e Hugo Campagnaro (d, Inter)

O Napoli é o time que mais mudou entre aqueles da linha de frente da Serie A. Primeiro, trocou de técnico, e agora jogará de forma totalmente diferente: nada mais do 3-5-2 mazzarriano, mas sim um 4-2-3-1 com Benítez, que volta à Itália para dar a volta por cima, após fracasso na Inter. Benítez está reconstruindo o time e terá que lidar com a forte sombra de Mazzarri, que teve quatro ótimos anos em Fuorigrotta – mas é justamente em trabalhos quase do zero em que o espanhol brilha. A equipe também precisará superar a saída dos veteranos De Sanctis e Campagnaro e, principalmente, a do ídolo Cavani. Para isso, o clube trouxe dois bons goleiros (Rafael e Reina) e um dos melhores atacantes disponíveis no mercado, Higuaín. Mais reforçado em todos os setores, o time azzurro é o candidato a brigar com a Juventus pelo título e pode até ir longe na Champions. A grande referência agora é Hamsík, que terá Higuaín como novo parceiro, mas também a ajuda de Mertens, Callejón, Pandev e um Insigne pronto para explodir de vez, em um dos ataques mais insinuantes do campeonato. Um problema está nas laterais, já que Maggio, Zúñiga e Armero são muito ofensivos e vinham atuando como alas.



Parma

Técnico: Roberto Donadoni


Temporada passada: 10ª posição
Destaque: Antonio Cassano
Copas europeias: Nenhum
Fique de olho: Filip Janković
Objetivo: Liga Europa
Principais chegadas: Antonio Cassano (a, Inter), Afriyie Acquah (m, Hoffenheim) e Mattia Cassani (d, Fiorentina)
Principais saídas: Ishak Belfodil (a, Inter), Andrea Coda (d, Udinese) e McDonald Mariga (m, Inter)

Com poucas mudanças, o Parma chega nesta temporada com a expectativa de fazer um campeonato sem sustos e, quem sabe, com uma surpresa no final. A saída de Belfodil para a Inter é uma perda, pensando no futuro, mas foi muito bem sanada no presente com a contratação de Cassano, que chegou com status de estrela da companhia – e, quando Fantantonio é dono do time, normalmente não arranja confusões. Com Amauri como companheiro de ataque, as chances de que o Parma tenha dois nomes entre os principais artilheiros da Serie A é grande – relembrando a Sampdoria que Cassano e Pazzini comandavam, com muitos gols e assistências. Donadoni, que emplaca mais um ótimo trabalho em equipe mediana, ainda contará com um meio-campo muito forte e bem distribuído tática e tecnicamente. Além de Cassano, quem também pode voltar a brilhar é seu quase homônimo Cassani, bom jogador que já teve chances na seleção italiana, mas viu sua carreira perder o rumo há pouco mais de dois anos.



Roma

Técnico: Rudi Garcia


Temporada passada: 6ª posição (vice da Copa da Itália)
Destaque: Francesco Totti
Copas europeias: Nenhum
Fique de olho: Tin Jedvaj
Objetivo: Liga dos Campeões
Principais chegadas: Kevin Strootman (m, PSV), Maicon (d, Manchester City) e Morgan De Sanctis (g, Napoli)
Principais saídas: Marquinhos (d, Paris Saint-Germain), Erik Lamela (a, Tottenham) e Pablo Osvaldo (a, Southampton)

A nova gestão da Roma inicia seu terceiro ano com mais certezas do que nos dois anteriores. A equipe aposta novamente em um técnico estrangeiro: depois de Luis Enrique e Zeman, vem Garcia, de ótima passagem pelo Lille, da França, onde chegou a ser campeão francês e da copa local em 2011. Além disso, a equipe trocou muitas peças, e bem. A começar por Stekelenburg, que não teve sucesso em Roma e deixou espaço para o experiente De Sanctis. Outra boa venda foi a de Osvaldo, que é goleador, mas tumultua o ambiente – além disso, Totti e Destro podem fazer sua função. Lamela e Marquinhos, duas das jovens estrelas da companhia, receberam propostas de valor muito alto e a equipe optou por vendê-los e reinvestir. Com esse aporte financeiro, a Roma trouxe bons nomes, como Maicon, Benatia, Strootman e Gervinho (pupilo de Garcia no Lille), todos prováveis titulares. Os últimos dias do mercado ainda podem reservas surpresas, e podem dizer se a Roma terá cacife para dar um passo a frente: lutar pelo título é demais, mas o time parte com força para retornar à LC.



Sampdoria

Técnico: Delio Rossi


Temporada passada: 14ª posição
Destaque: Angelo Palombo
Copas europeias: Nenhum
Fique de olho: Michele Fornasier
Objetivo: Salvar-se do rebaixamento
Principais chegadas: Manolo Gabbiadini (a, Atalanta), Vasco Regini (d, Empoli) e Bartosz Salamon (d, Milan)
Principais saídas: Mauro Icardi (a, Inter), Sergio Romero (g, Monaco) e Andrea Poli (m, Milan)

Delio Rossi terá muito trabalho nesta temporada. A Sampdoria é um time claramente enfraquecido em relação à última temporada. As saídas de peças fundamentais ao time, como Icardi, Romero e Poli (além de Maxi López, Munari, Maresca e Estigarribia) não foi bem reposta e, se o time titular é bom, o reserva não tem grandes nomes. Até mesmo entre os titulares há lacunas: por exemplo, dois brasileiros de nível questionável, como Júnior Costa, ex-Santo André, e Renan, ex-Atlético Mineiro, devem ter vaga – o outro brasileiro da companhia, Éder, também será titular, mas depois de realizar ótima Serie A. Com isso, a responsabilidade recai sobre os ombros dos bons e experientes Palombo e Gastaldello, mas podem acabar respingando em Obiang, Krsticic, Salamon, Soriano, Mustafi, Berardi e nos recém-chegados Gentosglou, Regini e Gabbiadini. Todos os citados são jovens jogadores que terão uma prova de fogo para amadurecer, sem saírem chamuscados. Fazer um campeonato sem sustos será lucro para este elenco modesto.



Sassuolo

Técnico: Eusebio Di Francesco


Temporada passada: 1ª posição da Serie B
Destaque: Jasmin Kurtic
Copas europeias: Nenhum
Fique de olho: Domenico Berardi
Objetivo: Salvar-se do rebaixamento
Principais chegadas: Simone Zaza (a, Juventus), Jasmin Kurtic (m, Palermo) e Jonathan Rossini (d, Sampdoria)
Principais saídas: Richmond Boakye (a, Juventus), Andrea Catellani (a, Catania) e Gennaro Troianiello (a, Palermo)

Campeão da última Serie B, o pequeno Sassuolo é o único estreante desta temporada do Campeonato Italiano. A equipe que tem a peculiar combinação entre verde e preto como cores sociais, se dará por satisfeita se permanecer mais um ano na elite. O clube, cujo dono é presidente de uma multinacional de adesivos e impermeabilizantes, tem um bom aporte financeiro, mas também responsabilidade nas ações de mercado. Tanto é que a diretoria valorizou o trabalho do grupo que subiu à elite e manteve o técnico Di Francesco (que chegou a ser cotado na Roma), e quase todo o grupo, afinal o conjunto foi o maior responsável pelo título: mesmo com a terceira melhor defesa e o melhor ataque da competição, não houve grandes destaques individuais. A perdeu apenas jogadores que saíam por empréstimo, além de Troianiello, vendido ao Palermo, e entre as contratações, destaque para Rosati e Ziegler, que voltam a ter chances em uma equipe da Serie A como titulares, e para Kurtic e Zaza, prováveis referências da equipe, ao lado de Berardi. Kurtic fez ótima pré-temporada e Zaza vem gabaritado por 18 gols na última Serie B.



Torino

Técnico: Giampiero Ventura


Temporada passada: 16ª posição
Destaque: Alessio Cerci
Copas europeias: Nenhum
Fique de olho: Nikola Maksimović
Objetivo: Salvar-se do rebaixamento
Principais chegadas: Nikola Maksimović (d, Estrela Vermelha), Ciro Immobile (a, Genoa) e Nicola Bellomo (m, Bari)
Principais saídas: Rolando Bianchi (a, Bologna), Angelo Ogbonna (d, Juventus) e Mario Santana (m, Genoa)

O Torino perdeu dois de seus principais jogadores, mas não mudou de status: se reforçou dignamente e continuará trabalhando para ter um campeonato sem sustos, embora o objetivo seja a permanência na elite. O bom Immobile terá o trabalho de substituir o experiente Bianchi e será o novo companheiro de Cerci no ataque, que ainda tem Barreto, Meggiorini e o novo reforço Larrondo como opções. Na defesa, Ogbonna não vinha jogando, por problemas físicos, e o promissor Maksimovic é uma ótima aposta para suprir a sua saída para a rival Juventus. Outros dois jovens que foram contratados pela direção grená e podem brilhar nesta Serie A são El Kaddouri, que surgiu no Brescia mas estava encostado no Napoli, e Bellomo, um dos principais jogadores da última Serie B, competição que disputou pelo Bari, de sua cidade natal. Ainda falta contratar um goleiro, visto que Padelli não é garantia de nada e Gillet foi suspenso por envolvimento em manipulação de jogos. Um arqueiro seguro e experiente será fundamental para uma equipe em que as grandes referências tem menos de 25 anos.



Udinese

Técnico: Francesco Guidolin


Temporada passad:a 5ª posição
Destaque: Antonio Di Natale
Copas europeias: Liga Europa
Fique de olho: Nico López
Objetivo: Liga Europa
Principais chegadas: Ivan Kelava (g, Dinamo Zagreb), Nico López (a, Roma) e Igor Bubnijc (d, Slaven Belupo)
Principais saídas: Mehdi Benatia (d, Roma), Davide Faraoni (m, Watford) e Gabrielle Angella (d, Watford)

Desde 2008-09, a Udinese não inicia um campeonato com uma equipe tão similar a da temporada anterior. Na verdade, à exceção do goleiro, e apenas por lesão de Brkic, todo o restante do time friulano é formado por jogadores que já estavam em Údine no último certame. A única perda considerável é a do ótimo Benatia, que foi para a Roma, mas não jogou muito em 2012-13 por questões físicas. Entre os contratados, muitos jovens atletas que podem despontar nos próximos anos e apenas dois jogadores com mais rodagem, os goleiros Kelava e Benussi – o que já aponta para uma cessão de Brkic num futuro próximo. Com isso, o time aposta novamente em Di Natale, que renovou até 2015, e é certeza de muitos gols para os alvinegros. Ele terá Muriel como companheiro mais uma vez: na última temporada, os dois foram responsáveis por 34 dos 59 gols da equipe, e o ótimo colombiano só fez uma temporada regular, a partir de janeiro. Guidolin, o “Ferguson de Údine”, começa com o mesmo discurso: primeiro, 40 pontos para evitar o rebaixamento, e depois, pensar em algo mais. Um “algo mais” bem possível.



Verona

Técnico: Andrea Mandorlini


Temporada passada: 2ª posição da Serie B
Destaque: Jorginho
Copas europeias: Nenhum
Fique de olho: Jorginho
Objetivo: Salvar-se do rebaixamento
Principais chegadas: Luca Toni (a, Fiorentina), Nikolay Mihaylov (g, Twente) e Ezequiel Cirigliano (m, River Plate)
Principais saídas: José Crespo (d, Bologna), Luca Ceccarelli (d, Spezia) e Armin Bacinovic (m, Palermo)

Fora da Serie A há 11 anos, o tradicional Verona volta à elite pensando em ficar. A equipe, comandada há três anos pelo ex-zagueiro Mandorlini, mantém a estrutura tática e muitas das peças que levaram a equipe da terceira à primeira divisão neste período, e ainda montaram o melhor ferrolho da Serie B – como, por exemplo, o brasileiro Rafael. Porém, os veroneses ainda se reforçaram bem, e trouxeram o goleiro titular da seleção búlgara, Mihaylov, além de jogadores que tiveram status de titular em equipes de primeira linha, como Rômulo e Toni. Duas grandes apostas são as contratações de Cirigliano e Sala: o primeiro, herdeiro de Mascherano no quesito disciplina tática e marcação forte, e o segundo, um raro ponta no futebol italiano, devem ganhar vaga como titulares no 4-3-3 de Mandorlini. Titular absoluto e destaque do time, o meia central Jorginho terá a chance de ser visto no país em que nasceu: revelado pelo Imbituba-SC, foi cedo para a Itália e já joga pela seleção sub-21 azzurra. Olho nele e nos surpreendentes butei.



Trivela

Essa promete ser uma temporada interessante, com Napoli sem o Cavani (e com o Higuaín tentando se firmar no time), Fiorentina e Roma com ótimos times montados e Inter e Milan tentando voltar ao patamar de alguns anos atrás.

Jogos da primeira rodada:

Sábado

13h00 - Verona X Milan

15h45 - Sampdoria X Juventus

Domingo

13h00 - Inter X Genoa

15h45

  • Cagliari X Atalanta
  • Lazio X Udinese
  • Livorno X Roma
  • Napoli X Bologna
  • Parma X Chievo
  • Torino X Sassuolo

Segunda

15h45 - Fiorentina X Catania

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Inter muito fraca, não deve fazer grande coisa. Acho que a agora jovem Roma deve ir pra UCL no minimo, e com chances de roubar o 2o lugar do Napoli. Juve campeã novamente com sobras.

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JUventus ganha com folga, e a disputa por segundo lugar fica entre Napoli, Fiore, Roma, mas Milan, Lazio e Udinese podem conseguir alguma coisa. Dá pra só pelas contratações que a Inter não vai longe.

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E pensar que o Paulinho destaque do Livorno foi revelado pelo Juventude e vendido Jovem para a Italia, até aí tudo bem!

Mas a torcida aqui tinha um ódio quando colocavam ele em campo...era muito RUIM! Acho que pela idade...nunca se destacou nada e quando foi vendido achei que tinhamos feito um BAITA negocio se livrando do morto e ainda ganhando dinheiro com isso..

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Se a inter seguir a linha dos amistosos, tá na merda.....kkkkkkkkk muito ruim, o Mazzari vai ter trabalho demais, e o time é muito fraco!

A juventus dispara de longe como muito mas muito favorita, o milan me parece um mistério capaz de se revelar um nada no decorrer da temporada kkkk, ainda não me acostumei a ver Boateng com a camisa que já nas costas de Savicevic, Boban.....

O que mais tô curioso para assistir os jogos, e que me empolgou na pré-temporada foi o Napoli, não pelos jogos em si que não foram lá essas coisas, mas pela expectativa de tentar entender como o Benitez vai montar esse time que tem bons jogadores, com peças bem diferentes para ser encaixadas, curioso para ver o Insigne nesse time.

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Juventus nem se fala,ganha com folga,só se algo milagroso acontecer para ela ñão levar o titulo.

Me dá pena de Inter e Milan,times que tem historias,mas que hoje não lutam nem por uma vaga na UCL,tirando o Milan que pode beliscar algo.

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  • Vice-President

Milan perdeu com dois gols do Toni, hahahahahah

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Milan perdeu com dois gols do Toni, hahahahahah

ia comentar agora e de virada¬¬

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Combinação de uniforme horrível da Juve. Pior que isso é ver Llorente pegando banco pro Vucinic.

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Milan patético, pqp.
Juventus essa tempoda é campeã já no final do primeiro turno.

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  • Vice-President

Combinação de uniforme horrível da Juve. Pior que isso é ver Llorente pegando banco pro Vucinic.

Llorente tá fora de forma e reza a lenda que a chegada dos dois inspirou futebol no montenegrino, eu duvido, mas...

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  • Vice-President

Juventus venceu a Sampdoria por 1 x 0. Jogo difícil, mas poderia ser mais fácil se não tivesse Vucinic todas as jogadas que chegavam nele. Nossa sorte que no gol a bola foi pro Tévez e nem passou perto dele na triangulação, se não, era 0 x 0.

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Balotelli, racismo em Verona e problemas que ainda estão na mesa

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Balotelli, destaque do Milan (AP Photo/Felice Calabrò)

Quando eu era criança e assistia ao Campeonato Italiano todo domingo de manhã, ouvia sempre a história de que a tabela do torneio era elaborada por um computador. Se era mesmo, devia ser um PC XT, algo que não tinha uma capacidade de processamento muito superior à do Pense Bem que meu pai me dera de Natal. Se a tabela do Italianão ainda é feita por computador, certamente é um mais evoluído. Tão evoluído que talvez já tenha desenvolvido algum nível de sentimento próprio. No caso, o sadismo.

Um ser humano com um mínimo de bom senso não marcaria Hellas Verona x Milan na primeira rodada da temporada. Os veroneses estavam longe da elite italiana havia 11 anos e certamente transformariam o retorno em um evento, um momento de reafirmar a grandeza que um dia o clube teve (na década de 1980, foi campeão italiano, três vezes vice da Copa da Itália e conseguiu algumas classificações para a Copa da Uefa). Do lado da torcida, a oportunidade de fazer barulho. O que nem sempre é algo bom.

A Curva Sud, setor do estádio em que ficam os ultras helladini, é notória na Itália por usar temas de extrema direita (em bom português, fascismo, racismo e preconceito com italianos sulistas) em suas manifestações. E a estrela mais midiática do Milan é Balotelli, italiano, negro, polêmico e um baita jogador. Em uma situação normal, a torcida veronesa já aguardaria com ansiedade uma visita do Milan. Receber um dos três grandes da Itália é a chance de qualquer torcida regional de se impor como dona daquela área. Com Balotelli chegando junto, a possibilidade de um incêndio parecia enorme.

Aí, uma declaração de Flávio Tosi, prefeito de Verona, serviu para criar a certeza em todos os italianos que a abertura da Serie A seria explosiva. Espalhou-se pelo mundo a declaração de Tosi de que “seria melhor se Balotelli não provocasse os racistas”. No entanto, a questão do racismo de Verona, de Flávio Tosi e das tais provocações de Balotelli são mais complexas, e é preciso ir mais fundo para entender o contexto de tudo isso e para não cair em conclusões fáceis.

A Curva Sud é tida como uma das torcidas mais racistas da Itália, mas isso é um elemento a mais de um contexto maior. O Vêneto é visto pelos italianos como a região mais racista do país. Dizer que não há racistas por lá é um erro, como as próprias manifestações da Curva Sud mostram. Aliás, o fato de Tosi ter sido eleito e gozar de grande popularidade também serve de evidência, pois o prefeito de Verona é filiado à Lega Nord, partido de direita que defende a restrição aos imigrantes e, pelo nome, mostra que não gosta muito do Sul da Itália (o preconceito é semelhante ao do Sul/Sudeste com o Nordeste brasileiro).

Mas isso pode levar a um outro preconceito: o de achar que apenas os vênetos ou veroneses são racistas, ou o de achar que não há vênetos ou veroneses tolerantes. A fama da região já foi explorada em um caso que virou escândalo nacional. Em 2000, Luis Marsiglia, um uruguaio que dava aula de teologia em uma escola católica de Verona disse ter sido atacado por um grupo de skinheads. A alegação: apesar de católico, Marsiglia seria de origem judaica.

Parlamentares italianos atacaram a população do Vêneto, que foram considerados “a vergonha do país”, mas depois descobriu-se que a escola católica suspeitava que a licença profissional de Marsiglia era falsa e ameaçava demiti-lo. Para salvar o emprego, ele feriu a si próprio, desenhou uma suástica na fachada de sua casa e usou a fama racista do Vêneto para ganhar apoio da imprensa nacional. A Justiça italiana decretou sua prisão por inventar um crime, mas ele fugiu. No início de 2013, um jornal italiano o encontrou, com outro nome, trabalhando como fotógrafo no País Basco.

Vários relatos dão conta que manifestações xenófobas ou racistas ocorrem em estádio por toda a Itália. Muitas delas partem apenas de um grupo mais radical dos ultras, e não refletiriam a posição de todo mundo no estádio. Os ultras de direita mais famosos são os de Verona, Lazio, Atalanta, Triestina e Padova, mas várias outras já tiveram problemas. A Roma, tida por muita gente como uma torcida “de esquerda” e “plural” para se colocar como a antítese da Lazio, foi a última a atacar Balotelli, em um Roma x Milan do final da temporada passada.

Roma_Ultras.jpg

Ultras da Roma mostram a cruz solar, símbolo nazista

Essa realidade demora a mudar porque não surgem bons exemplos de cima. Alguns clubes italianos já tiveram de jogar com portões fechados por causa de torcedores racistas. Mas, durante anos, tais punições só atingiam clubes das Séries B e C. Pior: quase nenhuma delas era para manifestações que atingissem os negros. A enorme maioria dos clubes só era penalizada quando seus torcedores faziam ataques preconceituosos ao Sul da Itália. Ou seja, xingar os negros não representava um problema tão grande. Ruim mesmo era xingar outros italianos. E só se você torcesse por um time pequeno.

Nas últimas temporadas, a Lega Calcio e a Federcalcio começaram a se esforçar mais para coibir o racismo das arquibancadas. A evolução é lenta, mas algumas boas notícias já surgiram. Os ultras da Lazio anunciaram que pararão de imitar macaco quando algum adversário negro pega a bola (eles tentam convencer o mundo que é apenas provocação, e não racismo. Então tá). Até que alguém, ou um computador sádico, resolveu colocar Verona x Milan na primeira rodada do campeonato. E, para piorar, outros fatos paralelos apimentaram mais o caso.

Nesta semana que precedeu a abertura da temporada italiana, Balotelli foi personagem de uma reportagem de capa na revista Sports Illustrated dos Estados Unidos. O atacante do Milan é retratado como um ícone da luta contra o racismo na Itália, e o fato de encontrar os ultras do Verona na primeira rodada é mencionado como um momento delicado. Grant Wahl, autor do perfil, questiona o jogador sobre a expectativa de enfrentar os torcedores helladini. “Espero que não digam nada. Se disseram, tentarei com todas as minhas forças fazer um gol e depois digo algo.”

Sports-Illustrated_Balotelli.jpg

Capa da Sports Illustrated com Balotelli (Divulgação)

Foi a essa declaração que o Flavio Tosi respondeu na última sexta. A declaração completa do prefeito foi: “Sobre Balotelli, há dois aspectos: um da torcida, outro do clube que sempre mostrou empenho em melhorar o comportamento dos torcedores por causa de quatro estúpidos. Se alguém der uma de cretino, será uma minoria. Mas seria melhor se Balotelli provocasse um pouco menos”. O comentário completo parece até atenuar o impacto da crítica ao jogador do Milan, não fosse por um fator simples: Balotelli não provocou. Ele respondeu a uma pergunta, e comentou em cima de uma situação hipotética.

Aos olhos da Itália (e do mundo), Tosi ajudou a reforçar a fama de racista do Vêneto. Ainda mais porque faz todos se lembrarem do fato de Verona ter um prefeito da Lega Nord. A primeira grande cidade italiana a ter um mandatário do partido não foi Verona, mas Milão. Só que o histórico de Tosi é bem mais comprometedor que o de Marco Formentini, prefeito milanês da Lega Nord de 1993 a 97. Antes de se tornar um político de destaque regional, o veronês chegou a ser condenado por racismo após organizar um protesto a um acampamento cigano. Em seu círculo de aliados e cabos eleitorais no início da carreira política estavam membros de grupos skinheads.

Para conquistar cargos maiores, Tosi se apresentou afastado desse discurso, a ponto de se aliar com alguns prefeitos de esquerda. Atualmente, ele é mais conhecido pelas leis em nome da “ordem pública”. Por exemplo, ele proibiu que uma pessoa pare seu carro na rua para “contratar serviços sexuais”, beber em certas áreas do centro, e que se coma em frente a algum monumento municipal. Na terminologia brasileira de hoje, ele tem sido um grande “coxinha”.

No final das contas, esperou-se tantas faíscas no Verona x Milan que nada ocorreu. A mobilização dos torcedores não-racistas inibiu os racistas. Houve uma rápida briga entre torcedores das duas equipes, mas sem ligação com intolerância racial. Menos mal. Mas os italianos não podem achar que está tudo bem. Há várias questões a resolver, como aceitar definitivamente que Balotelli é italiano, como punir de modo duro e proporcional os ultras racistas, como dar espaço aos torcedores não-racistas, como deixar de rotular toda uma região e como manter a boca de Flavio Tosi fechada.

Trivela

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Mas tá uma mãe essa zaga do Napoli.

E o Reina no gol...

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Ainda tenho que ouvir nego dizer que não gosta do Hamsik porque ele é muito espalhafatoso. Agora eu te pergunto, o que seria um jogador espalhafatoso? Cabelo moicano? E o Sagna que usa o estilo medusa loira desde sempre? Não fode.

Higuaín marcou. Saudades dele no Arse...Não pera.

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Daqui 30 minutos tem Juventus x Lazio.

JUVENTUS
Buffon; Barzagli, Bonucci, Chiellini; Lichtsteiner, Vidal, Pirlo, Pogba, Asamoah; Tévez, Vucinic

LAZIO
Marchetti; Cavanda, Novaretti, Cana, Radu; González, Biglia, Hernanes, Lulic; Candreva; Klose

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Esse time da Juventus tá espetacular. Pogba substituindo Marchisio de forma excepcional, Tevez caiu como uma luva no ataque. Até o Vucinic tá jogando bem.

Pirlo e Vidal precisa nem falar.

Ainda tenho que ouvir Mário Sérgio afirmar sem sombra de dúvidas que Paulinho é melhor que Vidal.

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  • Vice-President

Vucinic fez o gol, não significa que foi bem. Llorente deve ter feito a mesma coisa que o Ziegler fez, só pode. É um dos maiores salários e é banco dessa ameba montenegrina.

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    • Nismo
      By Nismo
      Depois de um tempo longe do FM, resolvi voltar na nova versão. O clube escolhido é a L.R. Vicenza, que milita atualmente na Série C, terceira divisão italiana e que, faz um tempo, é uma das minhas ideias de save. Fundada inicialmente em 1902, a Vicenza carrega uma história de pioneirismos, figuras importantes, altos e baixos como poucos clubes na Itália.
      O Vicenza é a equipe mais antiga da região do Vêneto, e seu maior rival é o Hellas Verona, com quem disputa o Derby do Vêneto. Manda seus jogos no estádio Romeo Menti, com capacidade para 13173 pessoas, e cujo nome homenageia o atacante formado no clube e que veio a falecer em 1949 na tragédia de Superga com todo o time da Torino.

      É bastante difícil detalhar em poucos parágrafos toda a trajetória da Vicenza, visto que são diversas as passagens importantes. Até a década de 1940, os berici (um dos apelidos da equipe) eram um time acostumado a jogar os campeonatos regionais do Vêneto ou a Serie C, com algumas aparições rápidas na Coppa Italia e Series A e B, mas sem campanhas de destaque. A partir desta década, a Vicenza começa a se estabelecer entre as duas primeiras divisões italianas, com destaque para uma quinta colocação na Série A em 1947.
       
      Uma mudança de nome e um “drible” para abrir portas

      Nos anos 50 a estabilidade do final da década anterior se reforça, e, em 1953 vem uma mudança no clube que ficaria para a história também do futebol italiano: a empresa Lanerossi, do segmento têxtil, adquire o clube e altera o nome para Associazione Calcio Lanerossi Vicenza. Vale citar que os patrocínios nas camisas dos times do futebol italiano são liberados somente nos anos 80, e a atitude dos industriais transforma a Vicenza literalmente em um braço do grupo. O Vicenza colocou o nome da Lanerossi no “CNPJ”* e o logo (um R formado pelo entrelaçamento de um fio, normalmente em azul) no peito, um “drible” na legislação da época. A atitude pioneira abriu espaço para outras empresas e clubes seguirem pelo mesmo caminho, como Monza (Simmenthal-Monza) e Torino (Talmone Torino), além de outras parcerias que viriam a ter sucesso nas décadas seguintes como o Parma e a Parmalat.
      *Durante os anos 80, na Alemanha houve uma tentativa semelhante envolvendo o Eintracht Braunschweig. A Jägermeister, fabricante da bebida alcoólica de mesmo nome, patrocinava o clube e propôs ao governo a mudança do nome para "FTSV Jägermeister" ou "Sportverein Jägermeister Braunschweig”, porém as abordagens foram rechaçadas.
      A nova direção deu frutos a partir dos anos seguintes. O acesso em 1956 daria início a um período do Vicenza chamado Ventennio d’Oro, onde foram 20 anos seguidos na Serie A e campanhas no meio de tabela, além de apelidos como “La nobile provinciale” (A nobre provinciana) e “Provinciale di lusso” (provinciana de luxo). Nesta época começaram a aparecer os primeiros jogadores brasileiros no clube: Luis Vinicio, Américo Murolo e Chinesinho foram alguns dos brasileiros a vestirem a camisa do Vicenza nesse período.
       
      O presidente, o técnico, o Carrasco, uma temporada de sonho e outra de pesadelo

      O Ventennio duraria até os anos 70, onde em 1976 a equipe voltaria à Serie B. Mas seria uma passagem rápida, fulminante e com duas personalidades históricas: o técnico Giovanni Battista Fabbri e Paolo Rossi. “Gibi” Fabbri, o técnico, até aquele momento, tinha a carreira concentrada em times de base, especialmente na SPAL (onde lançou Fabio Capello). Já Paolo Rossi ainda não era o Rossi que nós conhecemos como “Carrasco do Sarrià” em 1982: o jogador era apenas um ponta na equipe de base da Juventus – que os bianconeri não tinham muitas esperanças, quando a Vicenza, através do presidente Giuseppe Farina*, apostou nos seus serviços. Na Vicenza, Fabbri viu em Rossi um centroavante com potencial e colocou-o para jogar nesse setor.
      *Como vocês verão daqui a pouco, algumas decisões de Farina colocaram o Vicenza em perigo financeiro e esportivo. Mas não foi só o Vicenza que sofreu com “Giussy”, que antes já fora dono do Padova. Em 1982, após deixar os biancorossi, Farina comprou o Milan. Campanhas medianas e escolhas ruins de técnicos e jogadores que não emplacaram criaram um rombo nos cofres rossoneri, que só foi salvo graças à entrada de Silvio Berlusconi no clube. Em seguida, Farina foi indiciado pela justiça italiana por crimes financeiros e chegou a se esconder na África do Sul. Quando voltou à Itália, cumpriu a pena em regime semiaberto.
      Esta decisão mudou a história de todos os envolvidos: o Vicenza foi campeão da Serie B em 1976-77, e Rossi foi o artilheiro da competição, com 21 gols marcados. No retorno à Serie A (77-78), a Vicenza flertou com o título. Com certas dificuldades no início da temporada, os berici foram se encaixando no decorrer dela e chegaram a emendar uma sequência invicta de 11 jogos. Mas não foi suficiente para brigar até o final: a Juventus levou a taça com 5 pontos de vantagem, e a Vicenza terminou como vice campeão – a melhor campanha de uma equipe do Veneto até 1985, quando o Hellas Verona venceu a Serie A. Paolo Rossi terminou como artilheiro do campeonato, com 24 gols, e Fabbri foi escolhido Treinador do Ano pela Federação Italiana. O desempenho de Paolo Rossi também o credenciou a disputar a Copa de 1978, na Argentina: levado por Enzo Bearzot, foi o artilheiro da Squadra Azzurra com 3 gols marcados (França, Hungria e Áustria).
      Se a temporada do retorno foi um sonho, a seguinte era só o início de um pesadelo, e começou com um movimento do presidente Farina que se provaria catastrófico: tentando manter a estrela Paolo Rossi, que era em copropriedade com a Juventus*, o presidente Farina pagou 3 bilhões de liras (moeda italiana pré Euro), tornando Rossi o jogador mais caro do mundo naquele momento. Com todo esse gasto, que desencadeou vários problemas financeiros, outras áreas do time não foram reforçadas e a temporada 1978-79 reservou o rebaixamento ao final, com só 5 vitórias. Pra piorar, Rossi teria problemas com lesões após um confronto contra o Dukla Praga pela Copa da UEFA. Ao final da temporada, Fabbri deixou a direção técnica e Paolo Rossi foi cedido ao Perugia na Serie A, e depois retornou à Juventus.
      *No sistema de copropriedade, que nesses moldes era exclusivo na Itália e figurou até a década passada, um clube comprava e detinha 50% do passe de um jogador de outro clube por determinado período, podendo comprar a outra parte, manter como está ou vender a sua para o mesmo clube ou qualquer outro. Ao final deste período, era decidido quem ficaria com o jogador da seguinte forma: os times mandavam envelopes para a FIGC com lances, e obviamente vencia e levava o jogador quem dava o maior valor.
       
      A queda livre, o garoto, e o adeus da Lanerossi

      O recomeço na Série B seria difícil diante das dívidas e com a Lanerossi cessando os apoios financeiros (o nome e o logo da empresa seguiriam até 1989 no clube, mas o apelido Lanerossi ficaria eternamente gravado na cultura pop local). A primeira temporada (79-80) ainda guardaria um 5º lugar, mas em 1981 veio a queda para a Série C. Foram algumas temporadas no terceiro escalão italiano, sempre com campanhas rondando a zona do acesso, até 1985, quando finalmente ocorreu o retorno à Serie B. Neste período, especificamente em 1982, apareceu outro personagem histórico: Roberto Baggio. Nascido na vizinha Caldogno, Baggio foi formado na própria Vicenza (inclusive visitava bastante o Romeo Menti) e defendeu o clube de 1982 à 1985, ajudando no acesso à Serie B. Em seguida, foi vendido à Fiorentina.
      Sem Baggio, a Vicenza ainda fez uma temporada excelente de retorno à Serie B, terminando em 3º lugar em 1986 e teria voltado à Serie A não fosse o envolvimento de dirigentes – no caso o presidente Dario Maraschin e o diretor Giancarlo Salvi– no escândalo Totonero de 1986*, que teve como punição a retirada do acesso da Vicenza. Perder o acesso seria uma punição ainda maior na temporada seguinte, mas não nos tribunais e sim no campo: longe de manter o mesmo desempenho, a Vicenza voltaria à Serie C1, em 1987. Seria o começo de um período de 7 anos longe das principais divisões, com momentos em que chegou a ficar ameaçada de cair para a Série C2 (quarta divisão da época).
      *O termo Totonero ficou famoso pelo escândalo de 1980, que condenou Milan, Lazio, Perugia, Bologna, Palermo, Taranto e Avellino e chegou a investigar Napoli, Juventus e Pescara. Nesse escândalo de 1980, Paolo Rossi – na época jogando no Perugia – foi suspenso por 3 anos, mas não cumpriu totalmente, tamanha a comoção para que fosse reintegrado à Azzurra e jogasse a Copa de 82. Como sabemos, Rossi foi readmitido, virou Carrasco do Sarrià e a Itália venceu a Copa... O Totonero de 1986 atingiu das Séries A à C e condenou Udinese, Cagliari, Lazio, Vicenza, Triestina, Palermo, Perugia, Cavese e Foggia. As investigações de 86 ainda envolveram Napoli, Bari, Empoli, Brescia, Sambenedettese, Monza, Reggiana, Carrarese, Salernitana e Pro Vercelli, estes clubes citados sem condenação.
      Em 1989, a Lanerossi e a Vicenza finalmente separaram seus caminhos: a equipe alterou o nome para Vicenza Calcio, pela qual ficaria conhecida nas décadas seguintes, e o simpático R deixou a camisa listrada, voltando só em momentos especiais.
       
      O retorno à Série A, o primeiro grande título, mais um pioneirismo, e uma campanha europeia memorável.

      A nova fase da Vicenza levou certo tempo para engrenar, mas em 1993 a equipe voltou à Série B. A primeira temporada já seria bastante sólida com o 11º Lugar, mas na segunda (94-95) veio o acesso com a 3ª posição, sob o comando de um treinador que faria uma trajetória por clubes médios da Itália, com destaque para Udinese, Bologna e Palermo: Francesco Guidolin. No retorno à Serie A, um 9º lugar (95-96) e um 8º (96-97) antecederam a primeira grande conquista da Vicenza: a Coppa Italia de 1997, deixando pelo caminho Lucchese, Genoa, Milan, Bologna e, na grande final, o Napoli.
      Na temporada seguinte (97-98) a equipe perdeu um pouco o embalo na Serie A e caiu nos dezesseis avos da Coppa Italia, mas na Recopa Européia a campanha foi muito longe: batendo Legia Varsóvia, Shakhtar Donetsk e Roda JC, a equipe caiu só nas semifinais para o futuro campeão Chelsea, de Gianluca Vialli, Gianfranco Zola e Gus Poyet. E o contato com os ingleses iria além do campo: na direção, o fundo britânico ENIC comprou as ações do clube e assumiu a gestão neste período. Hoje, a ENIC* controla apenas o Tottenham, mas chegou a ter, além do Vicenza, Rangers, AEK Atenas, Slavia Praga e Basel. É o primeiro caso na Itália de um clube comandado por investidores estrangeiros.

      *Pode se dizer que a entrada e as aquisições da ENIC no mercado criaram o termo “Multi Club Ownership” (Multi propriedade de clubes, numa tradução bem meia boca) muito antes de qualquer Grupo City, 777 Partners ou Red Bull nascer. Porém, naquela época, o fato de Vicenza, Slavia e AEK chegarem às quartas de final da mesma competição serviu de alerta para a UEFA, que lançou uma resolução chamada “Integrity of the UEFA Club Competitions: Independence of Clubs”, proibindo a participação de mais de um clube do mesmo controlador. Essa resolução caiu por terra nos últimos anos, quando Milan e Toulouse, propriedades do mesmo fundo (o americano RedBird, que detém parte do Liverpool), bem como os times da Red Bull, foram liberados para participarem.
       
      Ocaso, falência e renascimento... com olhar para o passado
      Os bons momentos não perduraram por mais tempo: ao final da temporada 97-98, Guidolin deixou a Vicenza e na temporada seguinte mais um rebaixamento. A Vicenza venceu a Serie B em 2000, mas o retorno à Serie A duraria só uma temporada. A partir de 2001 a Vicenza se acostumou a oscilar entre as Séries B e C, sem grandes momentos, salvo um ou outro momento que chegou a brigar pelo acesso à Serie A. Em alguns momentos a Vicenza dependeu das circunstâncias alheias para se manter na Serie B, como o envolvimento de outros clubes em escândalos de manipulação de jogos ou falências (o que levava a FIGC a “repescar clubes” para completar os campeonatos).
      A situação delicada durou até 2018, quando por problemas financeiros, a Vicenza é declarada falida em janeiro, porém tem o direito de terminar a temporada sob administração provisória. Em maio, Renzo Rosso, dono da grife Diesel, compra os direitos do clube*. Para restabelecer a Vicenza, Rosso transfere a estrutura societária do Bassano Virtus, da vizinha Bassano del Grappa, para Vicenza e renomeia o clube inicialmente para Lanerossi Vicenza Virtus, depois L.R. Vicenza. A referência ao passado do clube vem no escudo também, com o R da Lanerossi voltando a adornar a camisa da Vicenza, mas sem qualquer participação.
      *Infelizmente na Itália é muito comum vermos falências e refundações de muitos clubes com trocas de nomes até a recuperação definitiva dos direitos (o Napoli foi refundado como Napoli Soccer em 2004 e a Fiorentina como Florentia Viola em 2002, para citar alguns exemplos), porém, apesar das trocas de nomes, a Vicenza se manteve com o mesmo “CNPJ” desde sua fundação até 2018, quando veio a falir.

      O reinício da Vicenza, se não é meteórico como nos anos de Lanerossi, é seguro: o acesso à Série B veio em 2020. Ficou duas temporadas na divisão até o rebaixamento à Série C. Na série C vem lutando para voltar à Série B via playoffs e conseguiu o título da Coppa Italia Serie C em 2023. Quis o destino que a indústria têxtil desse o impulso inicial para o sucesso biancorossi lá nos anos 50 e agora vem da mesma indústria o impulso para reerguer o clube e devolvê-lo à elite italiana.

      A lista de personagens históricos que passaram pela Vicenza é grande... Entre os técnicos estão Béla Guttmann (antes das famosas passagens por São Paulo e Benfica), Renzo Ulivieri e Francesco Guidolin. Entre os jogadores, além dos citados Paolo Rossi e Roberto Baggio, estão Luca Toni, Ferruccio Valcareggi, Nevio Scala, Azeglio Vicini, Massimo Ambrosini, Agostino Di Bartolomei, Christian Maggio, Jordan Lukaku... Alguns desses personagens viraram técnicos importantes.
      O personagem do save é um jogador que passou muito longe dos anos dourados da Vicenza: Stefan Schwoch. Schwoch, descendente de poloneses, nasceu em 1969 na cidade de Bolzano, localizada na região do Südtirol, esta historicamente de maioria germânica.
      Jogou como atacante e sua carreira, durante os anos 90 e 2000, se caracterizou por estar longe dos grandes clubes. Defendeu principalmente Livorno, Venezia, Napoli, Torino e Vicenza, que foi seu último clube e o mais duradouro, jogando de 2001 à 2008. Pela Vicenza, é o quarto maior artilheiro da história do clube, com 74 gols marcados, superando Paolo Rossi e Luis Vinicio.

       

      Principais:
      Voltar à Série B e Série A Vencer a Coppa Italia Vencer a Série A Vencer as Copas Européias Secundários
      Ter o artilheiro da Serie A (como Paolo Rossi em 1977-78, 24 gols marcados) Passar o Hellas Verona em vitórias no Derby do Veneto (36 x 35 para o Hellas) Formar jogadores para a Azzurra (preferencialmente um com perfil semelhante à Roberto Baggio) Vingar-se do Chelsea em competições Européias (5 vitórias em Fases de Grupos/Fase de Liga ou 3 eliminações em oitavas/quartas/semifinais ou 2 títulos sobre os Blues)
    • JGDuarte
      By JGDuarte
      A Primeira Divisão do Campeonato Italiano de Futebol da temporada 2023–24, oficialmente Serie A TIM 2023–2024 por motivos de patrocínio, será a 122ª edição da principal divisão do futebol italiano (92ª como Serie A).
       
      Regulamento
       
      Atual Campeão
       
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    • bstrelow
      By bstrelow
      Calcio 22/23
      A Primeira Divisão do Campeonato Italiano de Futebol da temporada 2022–23, oficialmente Serie A TIM 2022–2023 por motivos de patrocínio, será a 121.ª edição da principal divisão do futebol italiano (91.ª como Serie A).
       
      Regulamento
       
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    • JGDuarte
      By JGDuarte
      36ª RODADA
      Post destinado aos jogos que não terão tópicos específicos.
       
      Sábado - 05/11/2022
      Fluminense 3x1 São Paulo
      16h30
      Santos 1x1 Avaí
      16h30
      Goiás x Juventude
      19h00
      RB Bragantino x América
      19h00
      Corinthians x Ceará
      20h30
      Internacional x Athletico
      21h00
       
      Domingo - 06/11/2022
      Fortaleza x Atlético-GO
      16h00
      Cuiabá x Palmeiras
      18h30
       
      Segunda - 07/11/2022
      Atlético-MG x Botafogo
      20h00
    • JGDuarte
      By JGDuarte
      33ª RODADA
      Post destinado aos jogos que não terão tópicos específicos.
       
      Sábado - 22/10/2022
      RB Bragantino 4 x 2 Athletico
      16h30
      Palmeiras 3 x 0 Avaí
      21h00
       
      Domingo - 23/10/2022
      Coritiba x Internacional
      18h00
      Atlético-GO x Ceará
      18h00
      Cuiabá x Goiás
      18h00
       
      Segunda-feira - 24/10/2022
      Fortaleza x Atlético-MG
      20h00
       
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