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[FM 2009] "Se não pela política, pela bola".


Guest Khadaff

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Trata-se de um save de carreira daquele que é considerado o melhor jogador africano de todos os tempos: George Weah. Desde que encerrou sua carreira futebolística, em 2002, Weah voltou suas atenções para a política na intenção de se tornar presidente da Libéria, mas em 2005 foi derrotado nas eleições nacionais por Ellen Johnson-Sirleaf, a primeira mulher a assumir a presidência. O mais curioso dessas eleições é que Johnson-Sirleaf derrotou Weah com 97% dos votos válidos! Uma margem surpreendente se for levado em consideração que ela foi a segunda candidata mais votada no primeiro turno.

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Fraude nas Eleições?

O resultado revoltou o ex-jogador que acusou a eleição de fraudulenta. Mas em 23 de novembro de 2005, o Supremo Tribunal reconfirmou a eleição de Ellen Johnson-Sirleaf como presidente da Libéria frustrando Weah. Nos três anos seguintes, Weah intensificou seu trabalho social através da Fundação George Weah visando concorrer novamente à presidência em 2009. O trabalho vem sendo bem feito, mas quando recorda os episódios recentes Weah pensa se esse é o melhor caminho para ajudar o país.

A partir daqui começa a ficção.

Como a temporada do futebol europeu inicia-se na metade de 2008, Weah terá cerca de 12 meses para decidir se concorrerá às eleições de novembro de 2009 ou se iniciará uma nova carreira no futebol, agora no papel de manager. Se optar pelo segundo caminho, tentará elevar o futebol da Libéria a um novo nível, pois até hoje a seleção nacional mostrou-se incapaz de chegar a uma Copa do Mundo mesmo contando com o Melhor Jogador do Mundo eleito pela FIFA em 1995, quando defendia as cores do Milan.

A narração será em primeira pessoa, no formato de diário, onde Weah expressará seus pensamentos e decisões. Não faltarão críticas ao governo da Libéria e ele aproveitará esse papel para aumentar sua popularidade e chegar a presidencia.

Espero que acompanhem!

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George Manneh Oppong Ousman Weah nasceu em Monróvia, na Libéria, em 1 de outubro de 1966. Começou a carreira jogando no Young Survivor, da sua terra natal. De lá foi para o Tonnerre Yaoundé, dos Camarões, onde recebeu o apelido de "Oppong" (Super). Depois de dois títulos nacionais foi negociado com o Monaco, da França, pelo qual conquistou uma Taça de França.

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No PSG, jogou ao lado de Raí

Em 1992, transferiu-se para o Paris Saint-Germain, onde conquistou mais duas Taças da França e um Campeonato Francês. Mas foi a partir de 1995, com a transferência para o Milan que Weah deu o grande salto da carreira. Na Itália, viveu a sua melhor fase: foi eleito Melhor Jogador da África, ganhou a Bola de Ouro da Europa e foi eleito, pela FIFA, o Melhor Jogador do Mundo na temporada.

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No Milan, a consagração

Poucos apostavam no sucesso de Weah no Milan. Primeiro porque o nível do futebol italiano nos anos 90 era altíssimo e nenhum africano havia se destacado por lá até então. Segundo, porque desde que o holandês Marco Van Basten abandonara os gramados, o AC Milan perdera um atacante extraordinário. No entanto, quando George Weah chegou ao rubro-negro italiano, em 1995, a saudade que os fãs tinham por Van Basten foi diminuindo. E não era para menos. Weah foi o grande maestro do Milan na conquista do "scudetto" de 1995. Seus gols inesquecíveis tinham a sua marca: o domínio de bola perfeito, a arrancada em velocidade e o arremate fatal.

Como herói milanista, mudou-se para Inglaterra. Jogou no Chelsea e, depois, no Manchester City. No início da temporada de 2001, assumiu a condição de técnico da seleção liberiana, ao mesmo tempo em que continuou como atacante do Olympique Marseille.

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Ídolo também em Marseille

Na sua estreia como treinador, a Libéria derrotou a seleção de Gana por 3-1, fora de casa, pelas eliminatórias da Copa de 2002.

Encerrou a carreira em 2002, após disputar a Copa das Nações Africanas, mas sem disputar a Copa do Mundo.

Resumo

Clubes:

Young Suvivor: 1981 - 1984

Bongrange: 1984

mightybarolle.png Barolle: 1985 - 1986

invincibleeleven.png Invincible Eleven: 1986 - 1987

kalara.png Tonerre Clara Club: 1987 - 1988

monacot.png Mônaco: 1988 - 1992

psgj.png Paris Saint-Germain: 1992 - 1995

milan.png AC Milan: 1995 - 1999

chelseamy.png Chelsea Football Club: 2000

mancityk.png Manchester City: 2000

72952675.png Olympique de Marselha: 2000 - 2001

aljaziraclub.png Al Jazeera: 2001 - 2002

Títulos:

Campeonato Liberiano - Invincible Eleven - 1987

Campeonato Camaronês - Tonerre Clara Club - 1988

Copa da França - Mônaco - 1990/1991

Vice-campeão da Recopa Européia - Mônaco - 1991/1992

Copa da França - Paris Saint-Germain - 1992/1993

Campeonato Francês - Paris Saint-Germain - 1993/1994

Copa da França - Paris Saint-Germain - 1994/1995

Campeonato Italiano - Milan - 1995/1996 e 1998/1999

Copa da Inglaterra - Chelsea - 1999/2000

Prêmios:

Eleito melhor jogador africano de todos os tempos

Bola de Ouro da revista "France Football" - 1995 - Milan

Eleito o melhor jogador da Europa em 1995

Eleito o melhor jogador do mundo pela Fifa - 1995 - Milan

Eleito o melhor jogador africano nos anos de 1989, 1994 e 1995

Prêmio "Fair Play" dado pela Fifa em 1996

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Versão: 9.30

Base de Dados: Média

Ligas Ativas: África do Sul, Brasil, Argentina, México, Portugal, Alemanha, Itália, França, Inglaterra e Espanha.

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monacot.png Julho/2008: Contratado como técnico do AS Monaco.

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Boa sorte nesse desafio!

Go Go George Weah!

Tk's! George Weah merecia algo assim. Espero que dê tudo certo.

Mais um save apresentaçao bem fixe.

BS

Obrigado. Pretendo caprichar.

BS!

Vou precisar! Muito obrigado.

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Monrovia, 15 de julho de 2007.

Foi um dia aborrecido. As questões sociais do meu país estão completamente abandonadas. A Sra. Ellen, nossa presidente, só pensa em viagens e acordos que favorecem as grandes empresas em detrimento da comunidade mais pobre. Tirei essa foto a caminho do escritório na manhã de hoje. Impressiona ainda o quanto estamos atrás de países da própria África, como Nigéria (onde estive semana passada) e África do Sul. Os países muçulmanos então, nem se fala. É um abismo.

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Mas há esperança. Eu não sei se por acaso, mas no final da tarde, quando me deslocava para uma reunião na Fundação, deparei-me com essa cena.

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Puxa vida! Nós temos um povo fantástico, entusiasmado, trabalhador... Deve ser um sinal, deve haver algo que eu possa fazer já, agora... mas o que? Bem, semana que vem tenho viagem marcada para a Itália, um convite feito pelo Alessandro Costacurta. Acho que vai ser boa dar um tempo por lá. Colocar as idéias em ordem, ouvir outras opiniões, embora eu ache que os rosoneros só vão querer falar de futebol!

G. Weah.

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Lool..

Dalhe Milan!

Já pensou que fantástico? Seria uma oportunidade e tanto para promover a reconstrução do Milan. Mas não sei se Weah estaria pronto para um desafio desse tamanho. Por enquanto.

Mas quem sabe? Ele mesmo permanece muito indeciso...

Este save ja me ta a empolgar e mal começou!!!!!

Então continue conosco. Muitas coisas ainda estão para acontecer...

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Boa sorte com o belo save, bela homenagem ao Weah. Sucesso, espero que ele treine bons clubes europeus e seleções africanas.

Eu também espero! :thumbsup:

Muito legal a apresentação.promessa de bom save

Tomara! Weah tem uma grande história, agora é ver se o save estará a altura!

Tô gostando muito da história.

Boa sorte aí, Khadaff.

:thumbsup:

Obrigado! Continue acompanhando...

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Monrovia, 1 de julho de 2007.

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Milão

A viagem à Milão foi absolutamente fantástica! Realmente estava certo ao quanto ela faria bem para renovar idéias e conceitos. Aliás, é importante destacar o quanto o futebol ainda mexe comigo. Fui recebido pelo Costacurta e ele me levou direto ao Centro de Treinamento do Milan. Lá, acompanhei o final dos treinos e depois bati um papo bacana com o Ancelotti. E que ano o aguarda! A expectativa bem como a pressão sobre ele estão grandes e ele está preocupado pelo fato de ter um grupo envelhecido. Não que não sejam grandes jogadores, mas suportarão a temporada inteira em alto nível? Difícil prever. Ele até brincou se eu não queria trocar de lugar com ele, afinal ele pensa que será mais fácil ser primeiro ministro da Itália do que campeão italiano... Ri e abanei a cabeça, mas não ousei responder... mas a vontade foi de trocar tudo na hora.

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Treino no CT Milan

Depois do treino fomos almoçar no San Siro! Que saudade! Poucos lugares no mundo fazem com que a gente se sinta tão em casa! Foram tantas conquistas, tantas glórias! Fizemos o possível e o impossível naqueles tempos! Foi mágico. O lugar é como um santuáio para mim. Como sinto falta o calor da torcida... das comemorações. Eles estão preparando o gramado para a nova temporada... e ela não será uma temporada fácil.

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San Siro trocando o gramado

Saudades de Milão. Quem sabe um dia a gente se encontra?

G. Weah

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Monrovia, 6 de setembro de 2007.

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Hoje assisti a nossa seleção pela TV. Um empate fora de casa em 1-1 contra Gambia. Saímos na frente, mas cedemos espaço no segundo tempo. O empate acabou sendo justo. O problema é que a Libéria tem apenas 3 pontos, ainda está em último no grupo e só resta uma partida para definir os classificados para a próxima fase. Pelo visto, mais uma vez vamos assistir a Copa pela TV. O técnico Antoine Hay faz o que pode, mas acho que ele é demasiado precavido. Não sei se falo como atacante que sempre fui, mas falta ousadia para a nossa seleção.

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Arrancada para o ataque

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Aos 12 do 2º tempo 1-0 Libéria

Mais curioso que isso, foi a ligação que acabei de receber. São quase 21 horas e, há pouco, recebi uma ligação do Alain Cloux, um diretor do Monaco da França. Ele me perguntou detalhes sobre a minha vida profissional, o que estava fazendo, se estava disposto a topar um novo desafio. Ele até me lembrou que o Monaco foi o meu primeiro clube na Europa e que quase conquistamos um título continental juntos. É verdade. Mas quando respondi que não sou homem de fugir a desafios, ele sorriu, agradeceu e desligou dizendo que entraria em contato comigo nos próximos dias. Estranho. Depois, entrei na Internet e entendi o que deve estar se passando. As coisas não vão bem para o Monaco nesse começo de temporada...

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O Monaco está na zona do rebaixamento e tem duas pedreiras pela frente: Le Mans, fora e Bordeaux, em casa

Mas deixa para lá. Vou esperar uma nova ligação de Monsieur Cloux. Quem sabe da próxima vez ele seja mais revelador e menos misterioso.

G. Weah.

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Boa Sorte cara, Mônaco, se for, é um bom time, mas que perdeu suas glórias no tempo, como cinzas no vento...

:bleh:

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Acho que estão preparando alguma coisa para o Weah no Milan...

Tomara que sim. Aposto que o Weah adoraria que isso acontecesse... mas o Milan estreou com 3-0 no Genoa... Vamos ver se o Ancelotti balança...

to gostando do save!

Que bom! Continue conosco!

Boa Sorte cara, Mônaco, se for, é um bom time, mas que perdeu suas glórias no tempo, como cinzas no vento...

:bleh:

Então. Mas, vc sabe como são esses dirigentes, quando a coisa tá feia eles saem sondando todo mundo, mas quem bate o martelo é o presidente! Vamos aguardar, afinal o dirigente prometeu um retorno para breve! :thumbsup:

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Um belo começo. È sempre bom ver treinadores africanos, não costuma ser muito comum, hehe.

Boa sorte no Mônaco! :thumbsup:

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Monrovia, 1 de Novembro de 2007.

Pela demora, eu já esperava. De fato, a campanha do Monaco chegou a melhorar em meados de outubro, logo após o contato telefôico de Alain Cloux, mas a equipe não conseguiu atingir posições no meio da tabela e a direção acabou demitindo o técnico brasileiro Ricardo Gomes. Gomes, aliás, um homem que conheci bem na época em que passei pelo futebol francês e por quem nutro o maior respeito.

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Ricardo Gomes sai...

Monsieur Cloux apresentou meu nome à presidência quando da reunião para a escolha do novo treinador, mas acabou sendo voto vencido. Outros diretores, como Pierre Uboldi, entenderam por bem contratar um técnico francês e que já tenha experiência. Cloux ainda argumentou a meu favor mas não conseguiu demover tal idéia dos diretores do Monaco, de forma que me ligou esta manhã para me comunicar o ocorrido.

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... e entra Tigana

Confesso que estava empolgado com a idéia. Cheguei a acompanhar alguns jogos do Monaco, identifiquei seus problemas e estaria pronto para dar minha contribuição caso fosse chamado. Não foi dessa vez, mas tudo bem. A idéia de tornar-me um treinador é agora um pensamento fixo. Vou acionar meus agentes na Europa e ver o que acontece. Enquanto isso, farei as malas e vou para a Inglaterra procurar aperfeiçoamento. Quero ver se consigo estar preparado para quando o desafio for colocado diante de mim.

Não abandonarei a Libéria. Só que estou com a sensação de que a vida está me direcionando para esse caminho por algum motivo e o mínimo que devo fazer é descobrir o que há para mim.

Próxima parada, Londres.

G. Weah

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Vejo que o maior desafio foi começar desempregado... terá que esperar até que os técnicos das outras equipes sejam demitidos

boa sorte

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