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Tsuru

Um guia rápido dos volantes no FM

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Tsuru

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Eternizada pelo argentino Carlos Volante (foto), que jogou nos anos 20, 30 e 40 - daí o nome, porque os técnicos queriam que os atletas “jogassem como Volante” - a posição de meia defensivo viu crescer sua importância no FM nas versões recentes, com o advento do 4-2-3-1 e do 4-1-2-3. Times que não usam volante geralmente o enfrentam, e equipes que o usam ganham uma cobertura extra para liberarem mais seus meias e pontas no ataque (embora usá-lo não seja sinônimo de consistência defensiva). Sendo assim, é importante conhecer as diferentes funções e tarefas dessa posição, seja para saber como usá-la da melhor forma ou para vencer os desafios naturais que traz aos adversários.
 

Trinco / Primeiro Volante / Anchorman
Funciona quase como um terceiro zagueiro à frente da defesa. O Trinco geralmente não é o jogador mais técnico, não sai da posição para pressionar os adversários em busca da bola, não se aventura muito no ataque e não se arrisca demais nos passes - leia-se, tende a dar uma bicuda e limpar a jogada em vez de tentar um passe mais elaborado ou algo assim. Por isso, há uma tendência de que seja mais adequado a sistemas onde a solidez defensiva é mais importante, ou onde seja necessária cobertura extra na frente da zaga. Se usado em um jogo de muita pressão na bola, por exemplo, ele pode acabar saindo errado para dar o combate e deixar buracos que seus adversários possam explorar.

 

Pivô Defensivo / Terceiro Zagueiro / Halfback
Assim como o Trinco, funciona como um terceiro zagueiro, mas com movimento inverso. Ou seja, é um volante que desce para formar uma linha de três beques, empurrando os outros dois mais para as laterais, e que sobe a frente da zaga em momentos de necessidade, por exemplo quando seu time está com a bola no ataque. Permite diminuir as preocupações defensivas dos laterais, permitindo que ataquem de maneira mais incisiva, além de encostar nos meias mais adiantados e reciclar a posse de bola. É por isso que normalmente o PD se utiliza com dois laterais com função de alas (embora isso não seja de nenhuma maneira obrigatório).

É geralmente recomendado em formações mais agressivas, exatamente por permitir que os laterais subam e sejam mais incisivos. Eu recomendo bastante cautela ao utilizar essa função no FM, porque há relatos de que a match engine não entende bem e não traduz corretamente os movimentos. Há vezes em que os zagueiros se mantêm muito abertos mesmo sem o PD entre eles, e outros casos - esses eu já pude comprovar - onde o volante com essa função sobe de forma bizarramente agressiva ao ataque, quase atuando como um Regista, o que, além de não ter sido solicitado, pode comprometer a estrutura defensiva da sua equipe.


Meia Defensivo / Volante / Defensive Midfielder
Mal comparando, é parecido com um Meia Central, mas obviamente jogando na própria intermediária. É mais versátil, um coringa adequado tanto a sistemas que pedem mais solidez quanto um volante mais participativo e que pressione mais a bola. Mesmo com tarefa Defender, ele vai apoiar mais o ataque do que o Trinco, vai se arriscar um pouco mais nos passes e tende a pressionar um pouco mais os adversários para recuperar a pelota, ainda assim, não tanto que deixe espaços demais à sua volta.

Pessoalmente, acho o MD uma boa opção para quem não quer um tipo muito específico de volante, não tem um estilo de jogo muito definido ou ainda está buscando a melhor função para ele.


Construtor de Jogo Recuado / Armador Recuado / Deep-Lying Playmaker
Atuando na volância, o Armador Recuado é aquele volante que “sabe jogar”. Geralmente tem técnica, elegância, é inteligente, tem bom passe e ao mesmo tempo sabe desarmar e enfrentar os adversários. Carrega a responsabilidade de ajudar a fechar os espaços na intermediária sem se aventurar demais no ataque, e ao mesmo tempo, de ser o sujeito que pensa o jogo após a bola sair da defesa, buscando a melhor opção para iniciar as jogadas. Por esse motivo, o CJR/AR é perfeito para quem quer solidez, um homem para ajudar a defesa a iniciar as jogadas e/ou utilizar um sistema de posse (já que ele atrai a bola e inicia a jogada de trás, dando tempo a seus colegas para se movimentarem no campo).

Sugestão: não coloque “brucutus” nessa função. Um meia defensivo mais técnico é perfeitamente capaz de atuar de forma mais simples, dando coices e limpando a jogada,  mas o inverso não me parece tão sensato. Um volante mais bruto provavelmente teria dificuldades de carregar a responsabilidade de armar e distribuir passes para iniciar movimentos ofensivos, tendendo a cometer erros bobos e perder a bola.
 

Meia Recuperador de Bolas / Médio Recuperador de Bolas / Ball Winning Midfielder
Aqui estamos começando a entrar nos terrenos dos volantes mais agressivos. O MRB é aquele cão-de-guarda que sai atrás da bola buscando recuperá-la de qualquer forma, esteja ela em qualquer zona mais próxima a ele (em alguns casos, nem tão próxima). Caso não consiga, a tendência é cometer uma falta para não perder a viagem. Caso consiga, tende a distribuí-la rapidamente a jogadores mais avançados e criativos, oferecendo mais dinamismo e movimentação do que um passe mais elaborado. 

Precisa ser um jogador muito bom fisicamente, inteligente e certeiro na hora de “dar o bote”, ou vai tender a cometer muitas faltas e erros na hora de pressionar a bola. A tendência é que funcione melhor em sistemas de maior pressão e onde o objetivo tende a ser a recuperação da bola assim que ela é perdida. Há quem o use em sistemas sem pontas a fim de tentar proteger os laterais, mas há o risco do adversário congestionar um lado, atrair o MRB e inverter rapidamente para o outro, formando uma avenida para jogadores mais rápidos explorarem.
 

Segundo Volante
Grosso modo (bem grosso modo), é basicamente um Meia Área-a-Área que joga na volância. É aquele cara de bom físico, boa movimentação e dinamismo, além de boa parte técnica, que ajuda a iniciar a jogada na própria intermediária e aparece para ajudar no ataque, cobrindo uma faixa bem grande do campo. Algumas diferenças para o Organizador Móvel, por exemplo, é que o Segundo Volante não tem responsabilidades de organizar o jogo e que dá para controlar um pouco o ímpeto ofensivo com a escolha da tarefa (Apoiar ou Atacar), enquanto o OM tende a ser mais agressivo mesmo tendo apenas a tarefa Apoiar. Fora que o SV só pode ser utilizado em sistemas com dois volantes, o que o coloca em uma dinâmica bem específica em campo.

 

Regista / Médio Criativo
O futebol jogado entre os anos 60 e 80 eternizou a figura do “camisa 10”, aquele meia ofensivo organizador de jogo que atuava na intermediária do adversário e tinha total liberdade para se movimentar, apoiar o ataque e construir as jogadas (e que hoje foi deslocado para os flancos e ganhou mais responsabilidades defensivas). Pois bem, o Regista é basicamente um “camisa 10” que joga na volância. É óbvio que, sendo um meia defensivo, ele terá algumas diferenças em relação ao Trequartista - precisará ajudar a fechar os espaços e descerá entre os zagueiros para fazer a saída Lavolpiana, por exemplo - mas fora isso, terá liberdade para subir ao ataque, se movimentar e organizar o jogo tal qual um camisa 10 faria.

Função eternizada por Pirlo, geralmente exige um atleta excepcional, muito inteligente, muito técnico e bom de cobertura, caso contrário vai subir para apoiar o ataque na hora errada e formar uma avenida às próprias costas, ou errar um passe e entregar um contragolpe lindo ao adversário (já vi isso acontecer e acreditem, não é legal). Eu diria ainda que o Regista precisa ser usado no sistema correto, contando com encaixe com as funções dos laterais e tendo como colega um meia de característica mais defensiva, para que possa colocar todo o seu talento em prol do time.
 

Organizador Móvel / Roaming Playmaker
É aquele volante incansável, de físico invejável, muito técnico e muito inteligente, capaz de subir para o ataque e organizar as jogadas ofensivas, e ao mesmo tempo colaborar um pouco na defesa. Seu papel geralmente é abrir espaços, distribuir a bola e oferecer movimentação ao mesmo tempo que organiza o jogo (playmaker), misturando um pouco de outras funções como Meia Área-a-Área, Armador Avançado e Armador Recuado. Eu diria que a diferença para um Regista, por exemplo, é que o OM tende a se movimentar ainda mais e tem menos responsabilidades defensivas.

Para exercer bem a função obviamente é necessário ser um jogador excepcional, com bons atributos físicos, técnicos e mentais. E não raro essa movimentação e o fato de deambular da posição vão gerar espaços na defesa, que ou precisarão ser cobertos por algum outro jogador mais “operário” ou não farão diferença porque a qualidade técnica do seu time é tão alta que o adversário não vai conseguir construir muita coisa.

Sugestões e ideias para complementar o guia são sempre muito bem-vindas.
 

 

Algumas fontes:

Football Manager Lines and Diamonds: https://community.sigames.com/topic/345094-lines-and-diamonds-the-tacticians-handbook-for-football-manager-2015/

Understanding Roles in Football Manager (and real life): https://medium.com/@v_maedhros/understanding-roles-in-football-manager-and-real-life-part-1-73054cfbb303 e https://medium.com/@v_maedhros/understanding-roles-in-football-manager-and-real-life-part-2-a889e488a0f0

Pairs and Combinations: https://www.fmscout.com/a-tactical-guide-pairs-and-combinations-2020.html

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Banton

Eu realmente não sabia da história do Volante! Muito maneira!

Fui campeão com o Vasco da Libertadores usando um Trinco, mas a passividade me irritou e estou a procura de alterações táticas. As funções que chegam mais próximo do que eu quero é o Pivô Defensivo e o Médio Defensivo. Mas ambas tem seus defeitos.

O do Pivô Defensivo você já citou e me deixou com essa pulga atrás da orelha. Enquanto o Médio Defensivo, por experiência própria, já vi ele avançando também, quando deveria formar a trinca com os zagueiros. Então eu fico numa sinuca de bico. O que me recomenda? Vou ilustrar melhor o que eu quero:

Eu jogo com os dois laterais na função Ataque. O resto do meu time também sobe, então eu preciso de alguém para ajudar os zagueiros e não ficar tão propenso a contra-ataques. Eu gosto do Trinco pois ele evita esse tipo de coisa, muitas vezes tirando as bolas enfiadas com cabeceios ou interceptando passes. Mas sua passividade no campo defensivo me estressa.

Eu queria um jogador capaz de ficar preso entre os 2 zagueiros mas também não deixar de pressionar o adversário quando tiver oportunidade. No caso, essa função seria a Médio Defensivo ou você recomenda um Médio Recuperador de Bola com MP de "Ficar atrás sempre"?

 

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Tsuru
Em 12/12/2020 em 22:26, Banton disse:

Eu realmente não sabia da história do Volante! Muito maneira!

Fui campeão com o Vasco da Libertadores usando um Trinco, mas a passividade me irritou e estou a procura de alterações táticas. As funções que chegam mais próximo do que eu quero é o Pivô Defensivo e o Médio Defensivo. Mas ambas tem seus defeitos.

O do Pivô Defensivo você já citou e me deixou com essa pulga atrás da orelha. Enquanto o Médio Defensivo, por experiência própria, já vi ele avançando também, quando deveria formar a trinca com os zagueiros. Então eu fico numa sinuca de bico. O que me recomenda? Vou ilustrar melhor o que eu quero:

Eu jogo com os dois laterais na função Ataque. O resto do meu time também sobe, então eu preciso de alguém para ajudar os zagueiros e não ficar tão propenso a contra-ataques. Eu gosto do Trinco pois ele evita esse tipo de coisa, muitas vezes tirando as bolas enfiadas com cabeceios ou interceptando passes. Mas sua passividade no campo defensivo me estressa.

Eu queria um jogador capaz de ficar preso entre os 2 zagueiros mas também não deixar de pressionar o adversário quando tiver oportunidade. No caso, essa função seria a Médio Defensivo ou você recomenda um Médio Recuperador de Bola com MP de "Ficar atrás sempre"?

Então, se você deseja mesmo tirar o Trinco, eu também ficaria entre o Pivô Defensivo e o Médio Defensivo. Pessoalmente eu não gosto do MRB como volante/primeiro homem de meio campo, acho muito agressivo para alguém cujo papel é proteger a zaga. 

Se a opção for um PD talvez seja necessário mexer um pouco mais. Por quê? Ele geralmente recua bastante e funciona mesmo como uma espécie de terceiro zagueiro, então eu quando uso gosto de ter alguém ajudando mais a defesa na saída de bola (um armador recuado talvez) e tento equilibrar mais o papel dos laterais para eles ajudarem mais nas transições, não estarem tão avançados quando a defesa iniciar a jogada (talvez ala com papel de apoiar), evitando que o "trio" de zaga precise dar um chutão por falta de opções.

O MD me parece mais simples em termos de adequação, mais flexível, talvez não precisasse mexer em outros papéis. 

Ah sim e tem uma terceira opção que é um Armador Recuado Defender. Não vejo como muito difícil de encontrar no mercado, é um cara que ajuda muito a zaga, sabe sair jogando e dá boa cobertura, inclusive evitando contragolpes e voltando para fazer a saída lavolpiana. O ARD é muito fixo, inclusive, é bem raro ele subir e isso é bem útil.

Por fim, algo me diz que seu problema defensivo e a suposta passividade do Trinco não são uma questão só dele - os dois laterais em Atacar por exemplo deixam os flancos abertos demais, independente da função que o MDC jogue, e possivelmente seus jogadores de frente estão ajudando pouco na defesa. Talvez equilibrar mais a parte defensiva seja até mais importante que a função do volante em si.

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    • marcss34
      By marcss34
      Olá pessoal, seguindo a dica do membro @Hajdučki sin, estou deixando aqui um software para testar uniformes 3D. Nele é possível visualizar com detalhes utilizando rotação e zoom os posicionamentos exatos de cada pedaço do uniforme completo em 3D.
      Existem duas versões a WEB e pra PC que podem ser testados e baixados nesses links: 
      WEB: Acessar   |    PC: Download  |    Projeto: Github 
      O projeto é da autoria do membro DokteurHaisse, da comunidade do sortitoutsi.net.
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      E abaixo um exemplo que testei aqui e me ajudou a reposicionar o que estava fazendo de equivocado nas edições.

       
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      As possibilidades são muitas, e a versatilidade que agregam às equipes rapidamente começou a formar diferentes tipos de ponta, para os times mais variados, desde quem joga no contragolpe até as equipes de pressão muito intensa (nas quais eles são, se não indispensáveis, muitas vezes essenciais).
       
      Extremo / Winger
      Um “clássico”, esse é o velocista que pega a bola e parte para a linha de fundo com objetivo de cruzar a pelota para dentro da área. Atuando basicamente aberto no flanco, seja como meia ofensivo ou lateral, ele não precisa ser muito inteligente, mas é fundamental que seja rápido, saiba driblar, cruzar e tenha o mínimo de visão para ver onde está cruzando a bola. É uma função que o FM define muito bem, com instruções de jogador muito precisas, portanto pouco customizável. 
      Geralmente com tarefa Apoiar ele vai se posicionar mais atrás, mais próximo do meio campo, de onde parte com a bola dominada e cruza ali pelo limite da linha da área adversária; com Atacar ele fica mais a frente e defende menos, participa menos do jogo antes de receber a bola em uma posição mais avançada, e tendendo a ir mais à linha de fundo antes de fazer o cruzamento.
      O comportamento do Extremo como meia lateral é essencialmente o mesmo, exceto o fato de que, ao iniciar mais recuado, ele naturalmente protege mais o flanco, sendo mais parecido com um “meia velocista” do que com um “atacante que cruza a bola”.
      É uma função útil em praticamente qualquer esquema, porque sua velocidade, intensidade e a movimentação lateral permitem que outros jogadores se coloquem em posição de fazer gols e criar jogadas perigosas; porque cruzamentos são fundamentais num jogo onde o espaço é cada vez mais exíguo; e porque estão sempre muito bem posicionados para puxar contragolpes e criar situações de perigo, numa era onde muitos laterais adversários jogam adiantados e deixam uma avenida às costas.
       
      Atacante Interior / Segundo Atacante / Inside Foward
      É o “atacante do século 21”. Inicia a jogada no lado do campo e, durante o desenvolvimento dela, “flutua” ou “corta” por dentro (como prefiram), geralmente abrindo o flanco para a passagem de um lateral mais ofensivo enquanto parte para cima da defesa em busca de um drible, passe ou finalização. Essa movimentação de “flutuar” gera problemas para as zagas adversárias, que nunca sabem muito bem de onde vem o perigo, e têm de lidar com uma imprevisibilidade muito maior do que se esse mesmo AI jogasse como um centroavante comum de antigamente (que todo mundo sabia que atuava na última linha de defesa esperando a bola para chutar a gol, e mais nada). Fora que o “ponta por dentro” abre o corredor para o “lateral por fora” e geralmente essa movimentação cria espaços, algo fundamental no futebol de hoje.
      Com a tarefa Atacar o AI vai ser o centroavante do seu time, ou seja, ele tem objetivo de marcar os gols, é uma espécie assim de “PL de flanco”. Por isso vai jogar mais adiantado, recuando menos e atuando mais próximo do gol adversário do que do seu meio de campo; e por isso geralmente ele forma dupla com um outro atacante de suporte, alguém que se mexe bastante, tenta abrir espaços e busca muito mais um passe do que necessariamente um chute a gol (alguém aí falou Falso Nove?), justamente para permitir que o AI receba a bola em condições de finalizar a jogada.
      Com a tarefa Apoiar é o contrário - o AI vai ser o atacante de suporte, aquele que distribui passes e tenta servir um companheiro finalizador, geralmente posicionado mais à frente. Não é que não faça gols, apenas o foco é outro, é mais dar um passe certeiro, um drible, ou finalizar de longe, iniciando a jogada mais atrás, mais perto dos outros meias, dando velocidade, movimentação, permitindo atrair a atenção da zaga e permitir que o atacante goleador tenha espaços para conseguir finalizar. Gosto de definir o AI Apoiar como uma espécie de “Atacante Recuado de flanco”.
      É recomendável que o AI jogue sempre com o pé bom oposto ao flanco em que está - destro na esquerda e canhoto na direita - porque assim, ao cortar por dentro, seu pé mais forte está posicionado na direção do gol. Mas isso é apenas recomendável, não obrigatório.
       
      Extremo Invertido / Inverted Winger
      Função inserida nos FMs mais recentes, ele é uma espécie de “híbrido” entre o extremo comum e o atacante interior. É um velocista, joga com base em drible e rapidez, mas em vez de se manter sempre no lado do campo e buscar necessariamente cruzar a bola, “flutua” por dentro e joga com o pé trocado da mesma forma que o AI faz. Então por vezes você pode ver o EI tentando um cruzamento, e em outras, vai observar um comportamento mais próximo ao do AI, talvez numa das funções mais híbridas do jogo.
      A diferença é que, além de não ser um atacante, o EI tende a prender um pouco mais a bola depois que faz o corte e antes de tentar um cruzamento, um passe ou um chute de longe. O objetivo é criar sobrecarga, ou seja, atrair a marcação para si e para aquele lado onde está, abrindo espaço seja para um lateral do mesmo lado, seja para atletas que se movimentam no outro flanco. 
      A diferença entre as tarefas é que com Apoiar ele joga mais recuado, portanto recebe a bola em posições mais próximas do meio e tende a ficar pela intermediária adversária; com Atacar ele é mais agressivo, se aproxima mais de um ponta goleador e entra na área com mais frequência. Embora eu repita, ele não é um atacante e não recomendo usar como substituto de um Atacante Interior, porque na prática ele não forma uma dupla com o centroavante da mesma forma que o AI faz e finaliza bem menos a gol, e o resultado é um homem de frente que acaba por ficar isolado ou sobrecarregado.
      Existe a possibilidade de utilizar o EI como meia lateral, mais recuado. Aqui observo que, além do que já descrevi mais acima, ele passa a estar mais envolvido no processo de desenvolvimento da jogada - porque atua mais perto da defesa -, passa a ter um pouco mais de responsabilidades defensivas (ajudando a fechar mais o meio) e tende a virar uma espécie de “carregador de bola por dentro”, ou seja, recebendo um passe e flutuando do flanco para o centro na direção da grande área adversária.
       
      Armador Aberto / CJA Aberto / Advanced Playmaker
      A partir dos anos 90, começou a diminuir exponencialmente o espaço no campo de futebol, acelerando um movimento que começou nos anos 70 após o sucesso da Laranja Mecânica de Rinus Michels. A marcação mais apertada e em bloco, a intensidade e a diminuição das áreas de jogo começou a criar problemas para os “meias criadores”, geralmente o “camisa 10”, que tinha dificuldades para se movimentar em uma área tão congestionada quanto a intermediária adversária. Então o que aconteceu? Da mesma forma que os atacantes, os meias criadores foram “deslocados” para os flancos do campo, fazendo nascer assim o Armador Avançado lateral.
      Jogador inteligente, geralmente com boa visão de jogo e ótima capacidade de passe e/ou drible, o AA atua normalmente de “pé trocado” da mesma forma que o AI e o EI, e assim como seus “primos”, “flutua” por dentro durante o desenvolvimento da jogada. Flutua tanto que não é raro vê-lo ocupando a faixa central da intermediária adversária, comandando os ataques do seu time, buscando as melhores opções e trabalhando para criar chances de gol para a sua equipe. Essa movimentação confunde a zaga, abre espaço para a subida de um lateral mais ofensivo e torna o armador bem mais difícil de marcar do que os antigos Trequartistas, que ficavam andando pelo campo adversário à espera da bola e ajudavam pouco, seja na defesa, seja na transição das jogadas.
      Com a tarefa Apoiar o AA vai cadenciar mais o jogo e se focar mais em prender a bola e distribuir passes para os companheiros, seria digamos, o “garçom” da equipe. Já em Atacar ele se transforma numa espécie de “carregador de bola”, aquele meia driblador que avança com ela dominada na direção do gol, buscando uma jogada mais individual antes de fazer o passe ou de finalizar. 
       
      Raumdetter/Ponta de Lança Aberto
      A chamada “função Thomas Muller”, porque o alemão se definiu assim em uma entrevista. A palavra “Raumdetter” é algo que poderia ser traduzido como “investigador espacial” e reflete o comportamento de um ponta inteligente, tão inteligente que fica procurando espaços para atacar o adversário; quando encontra, costuma aproveitá-los no sentido de finalizar a jogada e marcar gols. Da mesma forma que o AI, o EI e o AA lateral, o Raum atua no flanco oposto ao seu melhor pé e “corta” ou “flutua” por dentro na hora de fazer a jogada.
      Muita gente não gosta quando resumo as coisas dessa forma, mas eu vejo o Raumdetter como um Oportunista/PL Fixo/Poacher moderno, que assim como vários outros jogadores, deixou o centro para atuar nos flancos em busca de espaço. Os antigos Oportunistas, como por exemplo Romário, eram exatamente atacantes que jogavam “pendurados” no ombro do zagueiro e ficavam esperando uma chance para partir em velocidade e fazer gols; e vejo o Raumdetter como uma evolução natural desse comportamento, adequado a um futebol mais intenso e cujas necessidades evoluíram junto com o jogo.
       
      Wide Targetman / Avançado de Referência / Atacante de Referência
      Assim como os armadores de jogo, os oportunistas e os centroavantes, alguns dos antigos Jogadores Alvo - fortes, altos, de muita impulsão e que ganhavam dos zagueiros muito mais no físico que na técnica - também migraram para os flancos depois da redescoberta dos pontas no futebol. As características e o comportamento são parecidos, mas como enfrentam geralmente os laterais antes dos zagueiros, os AR modernos são colocados para atuar sempre contra laterais fracos e baixos, de forma que levem vantagem natural (assim como muitos JA antigos atuavam sempre em cima de zagueiros mais fracos e mais baixos).
      E da mesma forma a variação de tarefas espelha esse comportamento. Em Apoiar, o Atacante de Referência vai jogar mais recuado, mais próximo do meio campo, tentando atrair a bola (referência, afinal) e “puxar” a marcação do lateral daquele lado, o que abre espaço no flanco e para o atacante que joga no centro. E em Atacar ele inicia a jogada mais adiante, buscando ser uma referência que o permita receber a bola em uma posição favorável para ganhar do lateral e finalizar a jogada.
       
      Organizador Aberto / Wide Playmaker
      A primeira das três funções dos pontas que só está disponível como meia lateral, o OA é basicamente uma versão mais recuada do Armador Aberto. Isso significa que ele é um meia armador que inicia na meia lateral (o que gera mais consistência defensiva) e “flutua” para o centro durante o desenvolvimento da jogada, abrindo o corredor para a passagem de um lateral, confundindo a marcação e buscando criar jogadas de perigo para o seu time. Da mesma maneira, com tarefa Apoiar ele cadencia mais o jogo e busca mais o passe, e com tarefa Atacar é mais agressivo e busca mais o drible e carregar a bola.
      Ora, se ele é similar ao AA, porque existe então? Bem, ele serve para equipes que querem um meia armador mas não têm MAC e atuam com os pontas mais recuados, como o 4-4-2 ou 4-2-2-2. Ou ainda para situações como um 4-4-1-1 onde o MAC é por exemplo muito mais um atacante do que um criador de jogadas, ou então joga muito mais próximo do meio que do ataque. Nesses casos, cabe ao OA assumir o papel de coordenar os movimentos ofensivos e achar espaços nas defesas adversárias.
      Gosto muito do OA e, por já ter utilizado algumas vezes, não recomendo que seja utilizado em sistemas de contragolpe. Sua movimentação mais para o centro e o fato de ser um organizador de jogo tendem a tornar a movimentação de bola mais lenta e prejudicar a velocidade de times que querem atacar com rapidez.
       
      Defensive Winger / Extremo Defensivo
      Função pouco conhecida e talvez pouco utilizada por muitos jogadores de FM, é o segundo tipo de ponta que está disponível apenas na meia lateral. Resumidamente o ED é uma espécie de Meia Recuperador de Bolas que atua no flanco, usando pressão muito intensa para recuperar a bola, especialmente em cima dos laterais adversários, e ao recuperá-la, joga de forma rápida e intensa para fazer a ligação com o ataque.
      É também o ponta mais defensivo (“operário”) que existe e isso pode ser interessante de diversas formas. Utilizando por exemplo Instruções Individuais e Movimentos Preferidos de Jogador que sejam condizentes com a função, um treinador pode construir EDs que não apenas recuperam a bola e ligam com o ataque, mas sabem construir e achar espaços da mesma forma que Extremos e Médio Alas fariam. Os EDs também são muito úteis em sistemas que usam três zagueiros e dois meias laterais (sem laterais ou alas), porque ajudam a defender os lados do campo e, quando seu time ataca, usam os flancos para agredir e cruzar a bola para os atacantes - e digo isso por experiência própria.
       
      Wide Midfielder / Médio Ala / Meia Lateral
      Uma das funções que mais pode ser resumida pelo seu nome, esse tipo de ponta é literalmente um meia lateral - uma opção de jogador muito semelhante ao Meia Central, mas atuando nos flancos. Assim como seu "primo", é um jogador altamente customizável que pode ser adequado a praticamente qualquer necessidade do treinador, pois é possível adicionar a ele quase todos os tipos de instruções individuais (talvez todas, não sei ao certo). Uma das diferenças fundamentais em relação por exemplo ao Extremo mais recuado é que o Médio Ala defende melhor, embora se projete normalmente ao ataque quando o time se movimenta ofensivamente (e desde que solicitado, claro).
      Considerando apenas a variação entre as tarefas e sem instruções adicionais, com Defender ele vai ser uma espécie de “volante de flanco”, focado em fechar os espaços e defender aquele lado; com Apoiar vai ser um misto de meia e Extremo aberto, focando em distribuir passes e por vezes cruzar a bola de forma antecipada; e com Atacar vai se arriscar mais, focar mais em carregar a bola e em tentar dribles em cima da zaga adversária. 
      Já usei o Médio Ala de muitas formas. Particularmente não vejo muito sentido na tarefa Defender e acho que com Atacar ele fica agressivo demais e abre uma avenida em relação ao lateral, portanto precisa ser muito bem utilizado. Minha forma preferida “ao natural” é o MA Apoiar, atuando ao lado de um meia central mais defensivo e dando suporte a um lateral mais agressivo.
      Agora, usando as instruções individuais a coisa muda de figura. Se você adicionar por exemplo ao MA as mesmas instruções de um Extremo, vai ter basicamente um meio termo entre um meia lateral velocista e um extremo mais defensivo; se adicionar as mesmas instruções de um Organizador Aberto (de preferência utilizando destro na esquerda e canhoto na direita), vai ter um meia lateral que “flutua” por dentro para organizar o jogo mas sem a responsabilidade de ser a referência nesse sentido; e se você usar o MA do lado do pé trocado e escolher tarefa Atacar, usando instruções como Afunilar Jogo e Cortar para Dentro (podendo também acrescentar outras), vai observar um meia lateral extremamente agressivo, imprevisível e veloz, que joga “flutuando” pelo centro do campo e aparece na área para finalizar, quase como um Atacante Interior que inicia mais recuado.
      Há milhões de possibilidades nesse sentido, mas atenção: ser Médio Ala não é uma tarefa fácil, e com instruções pode se tornar menos ainda porque pode exigir ainda mais do jogador. Não é à toa que é difícil encontrar jogadores naturais nessa função no jogo, porque precisam defender e atacar muito bem. Mas ao mesmo tempo você pode retreinar um lateral, um ala ou um extremo para serem um, ou mesmo formar um jovem atleta e moldá-lo nesse sentido, e observar ótimos resultados em campo.
    • Henrique M.
      By Henrique M.
      Apresentação
      Como alguns sabem, eu moro em Portugal atualmente, e assim como o @Bigode. resido no sul de Portugal, precisamente em Faro. A ida a Portugal e à cidade de Faro, inspirou o Bigode a criar "Sou de Faro, sou Farense!". Quando vim pra cá, tinha a ideia de fazer um save carreira emulando o que estou buscando fazer na vida real, que é ser treinador de futebol. Entretanto, a convivência com o futebol da cidade, me levou por um caminho diferente. Acabei optando por pegar um dos clubes da cidade, mas que não se encontra em nenhuma divisão de futebol que não seja nas categorias de base. O clube escolhido é o Futebol Clube de São Luís, um clube que nasceu como filial do Porto, como podem ver pelo escudo e pelas cores, entretanto, o objetivo é transformar esse clube em algo mais do que filial de um clube grande do país.
      Hoje, o clube opera basicamente apenas com categorias de base, indo desde o sub-6 até o sub-19. E como só opera com categorias de base, apesar de existir na base de dados do Football Manager, o clube não se encontra em nenhuma liga. Seja na database oficial, que cobre as três primeiras divisões, seja pela database do Football Manager Portugal, que fez um excelente trabalho cobrindo toda a estrutura futebolística de Portugal.
      Dessa forma, eu fiz uma simples troca entre o São Luís e outro clube da Segunda Distrital do Algarve: o Sharks United. O Sharks United é um clube amador, da mesma região, que disputa a última divisão de futebol do Algarve. Ele foi fundado recentemente e fez sua primeira temporada na Segunda Distrital desse ano. O time, nessa temporada que foi cancelada devido à pandemia atual, era o último colocado na tabela e não havia conquistado nenhum ponto. E por causa dessa campanha deplorável, decidi trocar eles com o São Luís para poder dar asas à essa história, que nem era para ser história, entretanto, empolguei demais e passei a acreditar que valia uma história.
      Futebol Clube de São Luís
      O Futebol Clube de São Luís foi fundado em 1936, em Faro e é um dos diversos clubes da cidade que vive à sombra do Farense. O clube tem um estádio de propriedade do Concelho de Faro, o Campo da Horta da Areia, que na vida real não tem nem arquibancada, mas no FM, quando criei o save, apesar de ter zero lugares na base de dados, foram adicionados magicamente 200 lugares ao estádio. Quem é da região, conhece a fama do clube e a ideia é mudar essa fama, pelo menos nesse save. Infelizmente, a internet não possui muitas informações para dar. No FM, o clube funcionará nessa primeira temporada em regime de clube amador.
      Quando ao clube no FM, as informações são zero, já que é um clube que não anda jogando em divisões além das categorias de base. O elenco e o staff encontravam-se zerados, enquanto a situação financeira é de poucas centenas de euros no caixa. Entretanto, o clube já possui uma visão de trabalho mapeada e eu resolvi não negociar.

      O treinador
      Normalmente crio um personagem fictício para esse tipo de situação, mas decidi usar a minha persona como treinador. Criei ele com o mínimo exigido para ser treinador por aqui, que é a Licença Continental C (a Inglaterra é o único país da Europa que parece utilizar licenças abaixo dessa, por isso, não creio que seja algo que seja muito diferente da realidade). Além disso, se o coronavírus permitir, creio que daqui um ano, eu serei portador dessa mesma licença.

      A estrutura do futebol português
      O futebol português é dividido em três divisões: a Primeira Liga (LIGA NOS), a Segunda Liga (Liga Ledman) e Campeonato Nacional de Seniores (CNS). A Primeira Liga conta com 18 equipes, que jogam em turno e returno para decidir o campeão e os classificados para as competições da UEFA, assim como quais duas equipes serão rebaixadas. Nem preciso dizer nada sobre Benfica, Porto e Sporting. Outros clubes dignos de nota, principalmente pela história recente são: Braga, Rio Ave e Famalicão.
      Na Segunda Liga, temos o mesmo modelo, com 18 equipes, que jogam em turno e returno. As duas primeiras sobem e as duas últimas descem para o CNS. A CNS já não opera somente com clubes profissionais, então, existem variações de formas de operação por aqui. É a última divisão controlada pela FPF e é dividida em 4 grupos regionalizados. Os grupos A e B são focados mais nas regiões norte e central do país, com bastante força para a região norte, que é um dos locais com mais clubes em atividade no país. Os grupos C e D já cuidam mais da região próxima à capital e do sul do país. Normalmente, as equipes do sul militam no grupo D.
      A estrutura do futebol do Algarve
      Antes de falarmos de como funcionam as duas divisões distritais do Algarve, vamos falar um pouco sobre os clubes da região. O Farense é o maior clube da cidade de Faro, disparadamente e está no rol dos maiores clubes da região sul de Portugal. O Farense costuma ostentar a nomenclatura de maior do sul, o que em termos históricos, não deixa de ser verdadeiro, apesar dos rivais do Olhanense não concordarem muito. Esta região atualmente conta com o Portimonense na Primeira Divisão, que em termos competitivos, é atualmente o maior do Sul, mas carece de história, já que é um clube de um empresário brasileiro, o próprio Farense que está na Segunda Divisão e alguns clubes na CNS: Armacenenses, Esperança de Lagos, Louletano e Olhanense. 
      Abaixo dessa linha, o futebol passa de condições profissionais e semi-profissionais para algo mais próximo do amadorismo. E falo amadorismo em termos de futebol mesmo, não, gestão. A Associação de Futebol do Algarve cuida de duas divisões distritais: a Primeira e a Segunda Distrital do Alrgave. A Primeira Distrital conta com 12 equipes (o número de times nem sempre é esse, pois às vezes é necessário acomodar clubes que descem da CNS), que disputam nessa atual temporada jogos em turno e returno, com os 6 melhores indo para o grupo de Promoção e os 6 piores indo para o grupo de rebaixamento. Os clubes entram com 50% dos pontos nessa fase, jogam mais duas partidas contra cada um e o melhor sobe para a CNS e os dois piores descem para a Segunda Distrital. A cidade de Faro possui os seguintes clubes nessa divisão: Os 11 Esperanças e Culatrense (apesar de serem de uma ilha próxima, treinam e jogam na cidade).
      Já na Segunda Distrital, temos 14 equipes, que jogam entre si em turno e returno. Os dois melhores sobem e o restante tenta novamente na próxima temporada. A cidade de Faro conta com a Associação Farense 1910 (vulgo Farense B) e agora, o São Luís.
      Dados do save
      Versão: Football Manager 2020 20.4.1 Base de dados: Distritais FMPT 3.0 + todos os jogadores baseados em Portugal Atributo dos jogadores exibidos Uso do editor desativado Ligas Selecionadas: Alemanha(Apenas Bundesliga), Escócia (Premiership apenas), França(apenas Ligue 1), Inglaterra(Apenas Premier League), Itália(Apenas Serie A), Espanha(Apenas LaLiga Santander), Portugal(2ª divisão distritais e acima), Rússia (Premier League apenas), Turquia (Apenas Süper Lig),Ucrânia (Apenas Prem'er Liha), Brazil (Apenas Brasileirão Série A) Objetivos
      Transformar o São Luís no maior clube do sul de Portugal; Ser o clube português com mais Champions Leagues; Histórico
      2019/2020: Campeão da 2ª Distrital do Algarve e eliminado na 1ª Eliminatória da Taça do Algarve; 2020/2021: 7º lugar na Primeira Fase da 1ª Distrital do Algarve, 4º na fase de Despromoção da 1ª Distrital do Algarve; 2021/2022: 3º lugar na Primeira Fase da 1ª Distrital do Algarve, 2º na fase de Promoção da 1ª Distrital do Algarve; 2022/2023: 1º lugar na Primeira Fase da 1ª Distrital do Algarve, 1º na fase de Promoção da 1ª Distrital do Algarve, Campeão da Taça do Algarve; 2023/2024: 3º lugar no CNS - Grupo D; 2024/2025: 1º lugar no CNS - Grupo D, eliminado nas semi-finais do playoff de Promoção; Índice
      Um novo clube; Um escrete azeitado; Bobeou, dançou; Nunca antes nessa indústria vital; Ricardo Fernandes chamou a responsa; Uma goleada acachapante nos desnorteou; Do susto ao alívio; Um clube brasileiro ou português?; O reduto brasileiro vem dando certo; Sem os velhinhos ficou mais difícil; Pipoca, pipoca murcha!; A estreia na Taça de Portugal; Quase perfeito; A vantagem podia ser muito maior; Drama até a última rodada; Uma regra que mudou tudo; Desistindo de desistir; Domínio algarvio no CNS; Engatamos em busca do acesso São Luís está de casa nova; Nós ganhamos, eles também, nós perdemos, eles também; O carrasco algarvio; Vão-se os ossos, fica o esqueleto; Tropeços que mudaram o momento; Ponto a ponto;
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