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Eu cresci no Brasil de Bolsonaro


Douglas.

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Eu cresci no Brasil de Bolsonaro

A palavra não é fascismo, mas teocracia.

por Fábio Marton | Oct 23 2018, 3:38pm

 


Nunca fui petista. Na Era do Amor do primeiro mandato de Lula, lá estava eu criando um blog antipetista. Eu me arrependo de muita babaquice que escrevi, mas ainda me acho liberal em economia. E não pisquei em decidir por Haddad no segundo turno.

Eu tenho a mais profunda e visceral ojeriza por Bolsonaro e o que ele representa. É como se eu fosse um refugiado de um país totalitário e essa figura sebosa esteja prometendo trazer o horror em que cresci para o país em que me exilei. E vejo quem não viveu esse horror o subestimando.

Meu regime totalitário é o pentecostalismo. Com ou sem o neo, não faz diferença (demora pra explicar, tá no meu livro). Esse é meu comunismo, esse é meu fascismo — ainda que a palavra exata seja teocracia, como no Irã ou Arábia Saudita. É de onde me refugiei, e o que parece prestes a, se não dominar tudo, tornar-se parte central da ideologia do Estado brasileiro.

Na teocracia pentecostal, o que chamamos de discurso de ódio é só a linguagem do dia-a-dia, dos almoços em família. Para mim, Bolsonaro não tem nada de raro, exótico ou aberrante. Eu manjo a figura. Eu já vi antes e tenho visto desde criancinha. Ele não disse uma palavra que meu pai não teria dito.

O que vai a seguir é um retrato de quem, comprovadamente, pelas pesquisas, é o núcleo duro da base bolsonarista. São os que estão com ele por concordarem com o que diz. Quase tudo o que ele diz.

Fé demais

Meu pai é filho de um pastor da Assembleia de Deus. Na juventude, passou um tempo desviado, reencontrou a fé nos seus quase 40 anos, quando eu era criança. Na minha enorme família, dá pra contar nos dedos de uma mão quem não é pentecostal.

O velho votou em Lula em 2002. Os pastores disseram que era OK. Se arrependeu em 2006, virou virulentamente antipetista. Tirando exatamente os que não são crentes, a família está em bloco com Bolsonaro. A vida inteira, meu pai falou que era melhor na ditadura e defendeu pena de morte, que bandido bom é bandido morto, etc. etc. etc. Votava em Maluf. Quando eu o descrevia para outras pessoas, perguntavam se não era um militar. Era dono de uma oficina.

Anos atrás, em tempos que devem ficar na saudade, visitei a família com uma camisa cor-de-rosa e cachecol. O velho parece não ter concordado com meu senso de moda. Ouvi dele à mesa que “se tivesse filho gay, matava”. Eu não dou a mínima para ser chamado de gay. Se fosse, quem sabe o velho fosse mais humano, obrigado a lidar com isso (obviamente iria de Bolsonaro do mesmo jeito). Mas então retruquei: “Você acha que é cristão perseguir alguém por uma coisa que ele nem escolheu?”. E ele encerrou então com: “Quem é gay tá possuído pela Pomba-Gira” (mais adiante).

Crentes (os que conheci) não são exatamente supremacistas brancos. Em geral, acreditam que racismo existe, mas não no Brasil. Meu pai sempre fez piada de preto, e vivia falando em “baiano”. E, se tinha problema com um negro e particular, a culpa virava de todos. Mas, é claro, já frequentou igreja em que o pastor era negro — como poderia ser racista?

Quando era criança, ouvi o pastor dizer jocosamente que “negro é filho do Cão”. Cão (ou Cam) é um dos três filhos de Noé, amaldiçoado por caçoar de sua bebedeira (Gênesis 9:18). A pele escura seria uma maldição — essa ouvi bastante. Não sei se ainda dizem.

A parte mais racista na ideologia crente é o profundo ódio que destinam às religiões afro. São nada menos que os representantes de Satã na Terra. Quando falam em demônios, eles dão nomes do Candomblé: Pomba-Gira, Exu Caveira, Exu Tranca Ruas. Isso é absolutamente central na vida do crente, é parte do apelo, do espírito de guerra, de cruzada, que torna a coisa tão emocionante. Odiar Satã é odiar o candomblé. Eles provavelmente têm mais fé no trabalho deixado na esquina que quem o deixou - para eles, “macumba” sempre pega e só exorcismo cura. (Uma vez até comentei com o velho: “Você não é cristão, é politeísta. Você acha que deuses africanos são reais”. Não entendeu nada.)

Meu pai teve dois filhos. Então meu velho nunca disse o “fraquejei e tive filha”. Mas Bolsonaro nem de longe inventou isso. Vinte anos antes, eu já ouvia isso quase toda a vez que um crente se apresentava a outro, falando da família. Era um clichê, um “pavê ou pacumê” de crente.

Essa parte é um pouco paradoxal. Mulheres tem uma presença definitivamente maior nas igrejas pentecostais que na Católica. A maioria hoje admite pastoras. Mesmo as mais tradicionais sempre permitiram que as irmãs viessem ao púlpito para dar seu testemunho. E, ainda assim, misoginia é parte integral do pacote.

Nunca fui a um casamento na família sem ouvir "o homem é a cabeça da mulher" (Efésios 5:23) (ao que se segue “e Deus é a cabeça do homem”). Na igreja, o “só casando” é absoluto; na prática, a filosofia do velho era, cito: “segure suas cabritas que meu bode tá solto”. Ele próprio teve 7 esposas, inclusive algumas não oficiais. O pastor nunca falou nada. Ele pagava o dízimo em dia.

Quanto a mim, pude trazer namoradas para o quarto (elas não eram crentes; se fossem, teria sido diferente). Só reclamou uma vez, quando trouxe um amigo e uma amiga, todo mundo bêbado, e eles dormiram no chão. Ele ficou escandalizado com o suposto ménage. Mas reclamou mesmo é que a moça era feia.

Imagino como seria se eu fosse mulher. Uma prima minha foi pega num armário com um rapaz num retiro evangélico. Ouviu “puta” de todos os bons cristãos que, normalmente, usavam linguagem Sucker&Fucker, falando “ferrar” no lugar de foder. Inclusive seu pai, que a conduziu pra casa aos bofetões.

O pai dela, aliás, é o antagonista de meu livro: o Nadir. Um tio agregado santarrão que batia na mulher e filhas (meu pai nunca fez algo do gênero, isso tenho em favor dele). O resto da família detestava o cara, mas nunca tentou algo como uma denúncia. Sua esposa, irmã de meu pai, fugiu de volta para ele quando resgatada. Na igreja, nunca foi repreendido.

Jesus contra o Mundo

Eu fui criado num mundo de verdade alternativa. São criacionistas de Terra jovem, acham que o planeta surgiu há mais ou menos 7500 anos e dinossauros são animais pré-dilúvio.

Tudo no mundo se divide em coisas de Deus ou do Diabo, numa batalha encarnada não só em pensamentos e desejos, como também objetos. Coisas podem ter o Diabo nelas. Xuxa teria feito pacto com o Diabo (virtualmente todas as pessoas de sucesso que não são crentes fizeram). Então chiclete da Xuxa deixaria as crianças possuídas e, claro, virar disco ao contrário traz recadinhos de Satã. Fofão era “consagrado” ao Tinhoso e o boneco vinha com faca dentro (não sei se os crentes são a origem da lenda urbana ou só aderiram). Até a batata Pringles podia te contaminar capetice. (Esse é um caso de fake news de crente internacional, com origem conhecida: nos anos 90, funcionários da Amway, empresa de marketing multinível com donos evangélicos, passaram a espalhar que o executivo da Procter & Gamble havia se assumido satanista na televisão).

Crentes também não ouvem música “do mundo” (isto é, dos não crentes, os que estão irremediavelmente com o Demo). Toda música que não é gospel é do Coisa Ruim. A maioria dos filmes e livros, se tem algum conteúdo que soe “do mundo”, é proscrita — Harry Potter, falando em bruxaria de forma positiva, está na unha do Capeta e quem o ler vai acabar possuído. Seguidores de religiões afro e espíritas, já dissemos, são mais satanistas que disco do Black Sabbath tocado no reverso. Católicos também estão com o Diabo, pois “adoram a imagens de escultura” (Deuterunômio 5:8). Já ouvi muito (mas não é um consenso universal) que o Papa é o próprio Anticristo. Quando ouvia alguém usar a palavra “cristão”, queria dizer em primeiro lugar outros pentecostais, raramente outros protestantes. Jamais católicos. Por definição bíblica, “cristão” exclui os “adoradores de esculturas”.

A mídia como inimiga é coisa antiga. No mínimo, desde o incidente do chute na santa (de novo, “adoração de imagens de escultura”), em 1995. Ou todas as críticas à Igreja Universal. Como Edir Macedo foi pego contando dinheiro e nunca deu em nada. Toda crítica é conspiração do “mundo” e os jornalistas provavelmente estão possuídos pelo Exu Trinca Bolas ou algo do tipo.

E chegamos ponto mais central: política. A visão pregada nas igrejas é um tipo de absolutismo teocrático.

Razão crítica é o Diabo falando em sua orelha (eu literalmente imaginava isso quando comecei a duvidar). Meu pai ia numa igreja (neopentecostal) cujo líder era um óbvio picareta. Andava de BMW e falava que sua prosperidade era uma bênção de Deus, que podia ser também sua. Quando eu perguntava por que não viam o óbvio, que ele era um ladrão, respondiam: “A gente tem a obrigação com Deus de seguir o pastor e dar o dízimo. Se o pastor estiver roubando, é algo entre ele e Deus”. Não é muito mistério quem ensinou isso ao rebanho.

Em algum ponto anos 90, assisti a uma pregação em uma Igreja do Evangelho Quadrangular. O pastor falou sobre a ordem do mundo: “criança obedece à mãe, a mãe ao pai, o pai ao chefe, o chefe ao patrão, o patrão ao presidente. Porque Deus, que não deixa uma folha cair da árvore sem sua permissão, foi quem colocou todos em suas posições”.

Aos 15 anos, já achei que isso parecia fascismo. Há uma mensagem profundamente antiliberal (no sentido político, não econômico), martelada a cada pregação, de aniquilação da individualidade, de submissão ao divino e seus representantes, de demonização de quem está fora e de guerra, com metáforas militares cravadas nos hinos, contra o Inimigo, o Diabo. Neste momento, o Inimigo é encarnado pelo mesmo PT que os pastores recomendaram em 2002. Ao pentecostal, não existe neutro: ou é de Deus ou do Diabo.

Deixei de seguir muita gente nas redes sociais, mas continuei acompanhando o que minha família postava. Eles são meu ponto de contato com o mundo bolsonarista nesta eleição. Um dia antes do primeiro turno, uma prima compartilhou uma montagem falando literalmente que no dia seguinte começaria o governo de Deus na Terra.

Brasilsão de Deus

Não estou dizendo que todos os pentecostais pensam como o que descrevi. Sei sobre ao menos um caso de um pastor perseguido por não apoiar Bolsonaro. Existem figuras como Marina Silva — uma pentecostal que tenta equilibrar certo conservadorismo nos costumes com uma pauta progressista (e enfrenta muitas críticas por isso). As pesquisas de voto não dão 100% a Bolsonaro entre pentecostais, ainda que sejam o grupo mais pró-Bolsonaro de todos.

Meu ponto é que o fenômeno da teocracia pentecostal existe. E que o núcleo duro de Bolsonaro não é o fascismo de suspensório e coturno, mas a teocracia de terno ensebado e testa suada, berrando ao microfone. Fascistas são uma gangue. São milhares. Teocratas, um país. Milhões. O ódio aos gays e à cultura negra, a misoginia, o espírito militarista de cruzada, de caça às bruxas, a visão anticientífica do mundo, a desconfiança total da mídia, e, por fim, o autoritarismo teocrático, tudo isso vem sendo pregado há décadas nas igrejas. Para quem vê de fora, a gritaria, entrecortada por música ruim, línguas estranhas e pedição de dinheiro, dá um ar folclórico à coisa. Encobre o fato de haver uma mensagem sendo passada ali muito mais perigosa que “ame Jesus, pague o dízimo”. O Diabo, o inimigo, sempre foi identificado foi com tudo que não é de crente. Agora, o Diabo são os petistas.

A gente não está diante de um Mussolini nem um Hitler. Sequer um Castelo Branco. Mas lembra um general Franco ou os aiatolás do Irã. Bolsonaro é levado ao poder por um nacionalismo teocrático, o “Deus acima de todos”. E pode esperar a lei contra “cristofobia”, proibindo um texto como este. Deve ser uma das primeiras pautas – mesmo na remotíssima chance dele perder, aliás. Sua bancada deve propor.

Bolsonaro se diz católico. Ele se batizou na (pentecostal) Assembleia de Deus em 2016, o que implica a rejeição da fé original. Ou ele mentiu ao se batizar, ou mente agora. Talvez nem fé ele tenha. Talvez ele seja um crápula cínico também nesse ponto. Mas é o candidato oficial do autêntico pensamento teocrático evangélico brasileiro. Que manteve acesa a chama do mais radical, virulento e tapado reacionarismo brasileiro enquanto todo mundo só prestava atenção na sacolinha de dinheiro.

As pessoas ficam procurando o ovo da sucuri em festinhas Oi! no ABC, na irrisória alt-right tupiniquim, na velharada malufista e na playboyzada machista do cacete. Esses aderiram. A anaconda enroscada no Brasil e partindo suas costelas nasceu na igreja da esquina.

Fábio Marton é jornalista, autor de Ímpio: O Evangelho de um Ateu, em traz as memórias de sua criação fervorosamente pentecostal, sua desconversão na adolescência e os sérios conflitos com a família que se seguiram.

https://www.vice.com/pt_br/article/wj993m/eu-cresci-no-brasil-de-bolsonaro

 

Nunca parei pra pensar que vivi boa parte do que o autor comenta. Só a parte da imprensa que é novidade pra mim, talvez por serem correntes diferentes - e, curiosamente, até outro dia Edir Macedo era que nem NPC, torciam o nariz, agora não vai me surpreender se abandonarem as novelas da Globo pelas da Record... ?

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14 horas atrás, Douglas. disse:

 

Nunca parei pra pensar que vivi boa parte do que o autor comenta. Só a parte da imprensa que é novidade pra mim, talvez por serem correntes diferentes - e, curiosamente, até outro dia Edir Macedo era que nem NPC, torciam o nariz, agora não vai me surpreender se abandonarem as novelas da Globo pelas da Record... ?

É a mesma impressão minha. Convivi bastante com evangélicos, meu pai é casado com uma e chegou até a se batizar na Quadrangular. O engraçado é que ele já foi catequista, haha. 

Boa parte das coisas que ele citou eu presenciei. Até cheguei a ir com frequência na Quadrangular, mas certas atitudes ali dentro, parte por atitudes apresentadas pelo texto e parte por disputas internas de poder que estavam envenenando o ambiente, me incomodaram a ponto de não ter mais interesse em ir. 

Já que você tocou na Record, até Apocalipse as novelas da emissora tinham um razoável alcance entre os católicos, aí vieram os primeiros capítulos, pegaram o Papa pra Anticristo no roteiro e a audiência foi ladeira abaixo. Agora tão tentando recuperar com Jesus, mas nem reza braba tá resolvendo....

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É o preço que temos de pagar pela ambição petista e egoísmo lulista. O que devemos fazer é defender a laicidade do Estado, a liberdade de pensamento e de crença através da Constituição. E claro, respeitar as maiorias, se alguém for ateu.

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Em 10/11/2018 at 17:10, ArquitetoZ disse:

É o preço que temos de pagar pela ambição petista e egoísmo lulista. O que devemos fazer é defender a laicidade do Estado, a liberdade de pensamento e de crença através da Constituição. E claro, respeitar as maiorias, se alguém for ateu.

Não sou muito de ficar debatendo política na internet. Respeito tem que partir dos dois lados, óbvio. Mas primeiro as maiorias que devem respeitar a diversidade, pois hoje as minorias são bem mais desrespeitadas. Você não vê pessoas de grupos maioritários terem medo de sair na rua por ter a cor de pele ou opção sexual diferente.

Respeito tem que vir dos dois lados, mas antes de a galera querer cobrar tolerância religiosa aos Ateus, têm que dar o exemplo aprendendo a respeitar, pois tem muito ateu babaca, mas religioso babaca tem bem mais. Eu sei, porque já fui evangélico, sei como tratam tudo o que é de fora da igreja.

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  • Vice-President
6 horas atrás, ArquitetoZ disse:

Eu acho que você devia incluir o FManager Brasil no seu currí­culo.

E eu acho que você não deveria ficar floodando.

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18 horas atrás, ArquitetoZ disse:

Eu acho que você devia incluir o FManager Brasil no seu currí­culo.

Argumento maravilhoso.

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    • #Vini
      By #Vini
      Apresentação
      Bem, depois de aquecer os motores com o save do Uerdingen, resolvi tirar da gaveta uma ideia que já havia tido antes e agora servirá tanto para retomar a vontade de jogar o FM, quanto de exercitar a disciplina. Por que a disciplina? Bem, gosto de estar no Profissão: Manager, mas desde 2019 tenho percebido uma diminuição da minha presença na área, principalmente após a saída da moderação. Sem as responsabilidades de um moderador, perdi a conexão com a área e quero mudar isso juntando um aspecto da vida pessoal que quero desenvolver. 
      Dito isso, apresento a vocês a minha ideia/desafio para esse save: o Projeto Pentágono. Até aí nada de diferente; porém, vocês certamente já ouviram falar que o Brasil é um país de dimensões continentais, certo? Em cima disso, pensei: porque não um Pentágono no Brasil? O resto será história (assim espero). 
      Dividindo o Brasil nas cinco regiões, pretendo vencer o Campeonato Brasileiro com uma equipe de cada uma delas. Não pretendo criar treinadores novos ao longo do save, então, irei começar na região norte e vou descendo o país até chegar na região sudeste, que entendo ser a mais difícil de assumir um clube depois de anos de carreira. 
      Como técnico, assumi o nome do grande Givanildo de Oliveira, com atributos técnicos baseados no clube que irei comandar. Carreguei apenas a db original, com as ligas sudacas, mais as primeiras divisões espanhola, inglesa e italiana. 

      Objetivo Geral
      Ser campeão brasileiro por clubes das cinco regiões do Brasil
       
      Região Norte 
      O Clube 
      O Manaus Futebol Clube (mais conhecido como Manaus FC ou simplesmente Manaus) é um clube de futebol brasileiro da cidade de Manaus, capital do estado do Amazonas. Foi fundado em 5 de maio de 2013, sendo o verde, o preto e o branco suas cores oficiais.
      Atualmente manda seus jogos nos estádios Carlos Zamith e Colina, no estadual e em jogos de menor apelo de público, e na Arena da Amazônia em jogos de competições nacionais e com maior apelo.
      Participou do campeonato profissional do Amazonas pela primeira vez em 2013, sagrando-se campeão da segunda divisão e subindo para a primeira. Com apenas oito anos de existência, o clube é tetracampeão estadual, conquistando três edições consecutivas, entre 2017 e 2019, e em 2021, após um gol decisivo aos 51' do segundo tempo contra o São Raimundo-AM.
      Em nível nacional, o clube possui a melhor campanha do Amazonas na Copa Verde, chegando à semifinal, e na Série D, chegando à final em 2019 e conquistando o acesso à terceira divisão nacional. Atualmente, é o único clube do Estado do Amazonas que disputa o Campeonato Brasileiro Série C.

      Objetivos do Clube 
      Ser heptacampeão amazonense, superando o hexa do Nacional(1976-77-78-79-80-81); Vencer a Copa Verde e assim trazer o primeiro título para o Amazonas; Ganhar o campeonato Brasileiro Apresentação do Clube 
      Logo em minha chegada, o presidente Luis Mitoso (risos) já deu as diretrizes para o meu primeiro e, por enquanto, único ano à frente do Gavião do Norte. Obviamente que o Estadual é obrigação e espero começar a construir uma hegemonia e superar o tricampeonato de 2017 a 19.

      Elenco
      Iniciamos com um elenco curto, mas bem servido na distribuição no campo. Vejo como necessária a chegada de um zagueiro e um atacante de área, para ficar com 22 jogadores. Pelas funções disponíveis, creio que um 4-2-3-1 cairá como uma luva nesse início. Inclusive é o que pensa a equipe técnica.

      Reservas | Sub-20
      Equipe Técnica
      Temos um staff bem preenchido até e não devo fazer alterações nesse primeiro momento. Deleguei todas as responsabilidades ao staff, exceto nas funções de campo e transferências, algo que gosto de fazer no jogo e quero continuar fazendo. 

      Tática
      Resolvi começar com algo simples dentro do 4-2-3-1 que havia mencionado anteriormente. Laterais apoiando forte, pontas que infiltram e que dão amplitude para criar espaços e gerar chances para o atacante espetado na área. Sem instruções de início. 

      Transferências
      Definidos os focos, passei a solicitar a tarefa para o Diretor Desportivo (não temos olheiro chefe) e chegaram bons relatórios para as posições de zagueiro e atacante. Porém, ao chegar o relatório de Jonatas, de duas estrelas e meia de capacidade, mudei a abordagem e resolvi não mexer no orçamento e fui atrás de Paulinho, emprestado sem custos pelo São Paulo e que vem pra ser a esperança de gols do time, ainda que ele tenha bons atributos para ser um armador de jogadas. 
      No entanto, como seu contrato só vai até junho, o empréstimo naturalmente só irá até esse período. Tentamos assinar em definitivo, mas ele nem quis saber, o que me obrigou a buscar novos nomes para o setor. Aqui contei com a ajuda do Diretor que me sugeriu os nomes de Brunão e Matheus Souza, que vieram sem custos, com os salários sendo pagos por Fortaleza e Guarani, respectivamente.
      Além disso, os olheiros trouxeram o relatório de  Guilherme Castilho, meia defensivo com bons atributos em vários grupos. Com apenas 21 anos, pode ser um bom nome para o futuro, desportiva e financeiramente. Sua chegada abre espaço para eu usar Ramon apenas como zagueiro, mas ainda não preenche a lacuna do quarto nome na posição. 

      Antes de assinar com os atacantes e depois da chegada de Guilherme Castilho, finalmente conseguimos um nome para a zaga, com Heron, jovem de 22 anos emprestado pelo Goiás e que eu acho que tem sangue rubro-negro (confiram a seguir). Para fechar o elenco, já em fevereiro, renovamos com Phillip, ponta-esquerda, por mais um ano. Seu contrato se encerraria em maio.

      Gleibson | Diego Rosa | Rafael Ibiapino
       
      Campeonato Amazonense
      O estadual do Amazonas é disputado por 10 equipes que enfrentam-se em turno e returno, no qual os quatro melhores qualificam-se para as semifinais e finais, ambas em jogos de ida e volta.  Seu maior campeão é o Nacional, com 43 títulos e tem como equipes relevantes, além deste e do Manaus, o Fast Clube e o São Raimundo, ambos com participações em divisões nacionais do futebol brasileiro.
      Com a enorme disparidade entre o Manaus e o restante dos clubes, usarei o campeonato como pré-temporada, deixando o time na ponta dos cascos fisicamente e entrosado no aspecto tático. Na primeira parte do estadual, em janeiro, foram 7 vitórias em 7 jogos, com 36 gols marcados e 2 sofridos. Estreamos cautelosos contra o Penarol (AM), mas não concedemos nenhum chute a gol, sinal do que viria na sequência.

      Nesses jogos, fui com o 4-2-3-1 sem instruções, com uma mentalidade equilibrada. Mas aí percebi que poderia ser menos conservador e ao menos subir as linhas, algo que eu fiz trocando a mentalidade para Positiva. Essa mudança ocorreu após o jogo contra o Nacional, time que nos deu a maior dificuldade até aqui. Ainda vencemos o Amazonas FC com algum sufoco, mas depois a porteira se abriu e vencemos só por goleada.

      Depois do jogo pela Copa do Brasil, nosso calendário ficou um pouco mais apertado e tivemos 8 jogos (contando com o da competição nacional) em fevereiro, o que me obrigou a rodar mais o elenco. Mas foi a única notícia diferente em fevereiro, pois seguimos vencendo e atropelando. 
      Dessas partidas até aqui, fica o destaque para a primeira goleada, contra o Princesa, que ocorreu logo na segunda rodada e contou com a grande atuação de Paulinho, que deixou uma tripleta. E o homem queria mais, deixando quatro nos 9 a 0 contra o JC (que tem esse nome por ser um projeto de um empresário chamado João Carlos - ainda bem que o JC não é de Jesus Cristo, se não estávamos ferrados) e cinco nos espantosos 7 a 0 contra o vice-líder Amazonas FC, duelo em que conquistamos a vaga para as semis, com seis rodadas de antecedência. 

      Esse jogo quebrou outros recordes, como o número de gols marcado por um único atleta, maior série de vitórias e série invicta (12). No entanto, bastou mais um jogo para quebrarmos todos esses recordes novamente, na vitória por 10 a 0 contra o JC, adicionando inclusive o maior placar. Paulinho marcou 6 dos 10 gols e já conta com 25 gols nos 10 jogos disputados até aqui. No último jogo dessa atualização, válido pela 15ª rodada (o nosso jogo contra o Fast Clube foi adiado), vencemos o São Raimundo por apenas  4 a 0.

      Calendário

       
      Classificação
      14 jogos, 14 vitórias, o dobro de pontos do quarto colocado, além de 81 gols marcados e 2 sofridos. É claro que a disparidade para os outros clubes é enorme, mas confesso que não esperava que fosse dessa dimensão. Independente do resultado nesse ano, é certo que para 2022 o campeonato será disputado com o time reserva e servirá para desenvolver os jovens. 

       
      Copa do Brasil 
      Estreamos na primeira fase contra o Atlético-GO, nosso primeiro desafio real nesse início de save. A única mudança no 4-2-3-1 foi na mentalidade, que passou para cautelosa, o que não significou muita coisa pois o fator casa falou mais alto para nós e fizemos um ótimo primeiro tempo, com direito a pênalti perdido aos 10’, por Tiago Spice. 
      Bem, o que não fizemos na etapa inicial fez falta na sequência, pois logo aos 46’ Everton Felipe aproveitou uma falha bisonha de Heron na hora de cortar o lançamento para fazer o 1 a 0. O time sentiu e logo aos 52’, Marlon Freitas acertou um balaço para ampliar. 
      Não tendo nada a perder, comecei a soltar mais o time e dois minutos depois Elivélton diminui. Logo em seguida tiro Paulinho que fez um péssimo jogo e em seu lugar entra Gabriel Davis, que empatou a partida aos 73’. Como o regulamento aponta vantagem do empate para o Dragão, continuamos pressionando e isso se revelou fatal aos 82’, em uma bola que ninguém tirou com firmeza da área e sobrou para Everton Felipe dar números finais ao placar. 

       
      Estatísticas
      Naturalmente o destaque vai para o setor ofensivo. Paulinho se adaptou bem ao esquema e segue empilhando gols e também assistências (25G, 8A), mostrando uma veia de segundo atacante, que é bastante útil quando se joga apenas com um homem na frente. 
      No entanto, Rafael e Thiago Spice também têm garantido que, quando a bola chegue a defesa, que seja com menor perigo possível, e no caso do zagueiro, ele ainda dá uma temperada no seu repertório com alguns golzinhos. 

      Extra-campo
      Finanças do clube
    • adriano roberto
      By adriano roberto
      É com muita satisfação que lanço mais uma vez meu projeto pessoal para o FM22 em parceria com o FManager!   Foram criadas diversas competições que não vem na dB oficial, como Estaduais, Copas Estaduais e divisões nacionais (Séries A, B, C, D e Seletiva Série D); Criadas fontes de imprensa e jornalistas; Criadas premiações para as competições; Jogadores e Staff's que não vem na dB oficial; Arquivo de movimento de mercado de transferências mais realista; Criado as ligas que altamente recomendo para utilizar com o arquivo, como as da América do Sul e a Liga do Japão. Além, é claro, das transferências mais recentes, incluindo de clubes menores, todos retirados do BID da CBF.   Você pode fazer o Download clicando aqui:        Versão sem estaduais:      Extrair em: Documentos\Sports Interactive\Football Manager 2022\editor data   Duas notas:   1) Siga rigorosamente as instruções de instalação para não ter nenhum erro. Não use Real Name Fix! Antes de utilizar qualquer arquivo de terceiro com o update, pergunte aqui se pode causar conflitos. Muitos dos problemas que acontecem são pelo uso indevido de arquivos de terceiros com o update.   2) Todos os arquivos contidos nesse update são de minha criação. Todos criados e idealizados por mim. Caso você pretenda postar em seu canal ou fórum, não esqueça de dar os devidos créditos.   Caso queira apoiar meus projetos, segue abaixo os links:                                    
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      É com muita satisfação que trago um projeto pessoal para o FM21: o Brasil Update.   Foram criadas diversas competições que não vem na dB oficial, como Estaduais, copas Estaduais e divisões nacionais; criadas fontes de imprensa e jornalistas; criadas premiações para as competições; jogadores e Staff's que não vem na dB oficial; arquivo de movimento de mercado de transferências mais realista; criado as ligas que altamente recomendo para utilizar com o arquivo, como as da América do Sul e a Liga do Japão com seus respectivos jogadores. Além, é claro, das transferências mais recentes, incluindo de clubes menores, todos retirados do BID da CBF.   Esse arquivo você pode baixar aqui:      E a pedidos, criei também uma versão alternativa do projeto: Brasil sem Estaduais! Apenas divisões nacionais e copas nacionais. Para quem curte esse tipo de desafio, essa versão está bem hard.   Você pode baixá-lo aqui:      Duas notas: 1) Siga rigorosamente as instruções de instalação para não ter nenhum erro. Antes que me perguntem: pode jogar o update com os EUA ativado sem problemas.   2) Todos os arquivos contidos nesse update, com exceção da dB japonesa que foi postada no fórum da SI mas traduzida por mim, o arquivo de cores criado pelo Rodrigo Fec (com alguns ajustes feitos por mim) e também as faixas de torcida dos outros países, são de minha criação. Todos criados e idealizados por mim. Caso você pretenda postar em seu canal ou fórum, não esqueça de dar os devidos créditos.   Caso queira apoiar meus projetos, segue abaixo os links:                                                                                             
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