Henrique M.

fm 2015
Engenharia de Base: Como Lapidar Diamantes?

53 posts neste tópico

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Escolhendo um perfil

A primeira coisa que tem que se ter em mente é o tipo de abordagem que você tem em mente para seus juniores. Eu desejo ser um formador, um captador, um desenvolvedor ou um comprador? Obviamente que a última opção não serve para o propósito desse artigo, mas vamos elucidar e dar alguns exemplos:

  • Formador: O clube que foca em ver suas categorias de base cheia de garotos que o próprio clube encontrou e deu oportunidades. O Barcelona é o exemplo mais famoso desse tipo de política, mas existem outros. Pode ser aliado com um perfil captador e desenvolvedor. Mas aqui o foco é usar o próprio clube para que os jogadores evoluam e busquem seu espaço no time principal.
  • Captador: O clube tem uma boa categoria de base, mas não conta apenas com ela, busca jovens em todos os cantos para aumentar o número de jogadores de potencial em sua base. A sua principal diferença é que a principal matéria prima vem dos outros clubes e não do seu sistema de captação.
  • Desenvolvedor: É o clube que alia sua capacidade de formação e captação com empréstimos e espaço para os seus jovens jogadores em outros times. Muitos utilizam esse tipo de estratégia, montam uma boa categoria de base, mas deixa o trabalho duro de dar espaço e experiência para jogadores na mãos de outros clubes e quando o jogador está plenamente desenvolvido e pronto para ser usado, traz ele de volta.
  • Comprador: É o clube que mesmo tendo boa infraestrutura e capacidade de formar seus próprios jogadores, não se utiliza de sua categoria de base. Prefere comprar jogadores prontos ao invés de desenvolver os seus. O Real Madrid é o grande expoente desse comportamento. E esse é um tipo de perfil que não vamos trabalhar.
  • O foco é mostrar como você mesmo pode desenvolver sua categoria de base aliando os perfis formadores e desenvolvedor em um só. É uma estratégia mista que traz resultados concretos em mais ou menos duas temporadas dependendo do nível dos seus jogadores e de como eles são utilizados no elenco.

Separando em categorias

Os jovens jogadores devem ser separados em três categorias: diamantes puros, jovens talentosos e lixo. São nomenclaturas pessoais, cada um chama do jeito que quiser, mas vou usar esses nomes para deixar claro o que é o quê.

  • Diamantes puros: são jogadores com grande potencial, avaliados geralmente de 4 estrelas para cima, costumo incluir os que tem 3,5 estrelas aqui também.
  • Jovens talentosos: são jogadores que tem chance de serem úteis, avaliados entre 2 a 4 estrelas, ou até mesmo até 3,5 estrelas, dependendo do seu ponto de separação.
  • Lixo: todos os jogadores que são avaliados com menos de 2 estrelas e provavelmente não terão futuro em sua equipe (não iremos tratar desta terceira categoria, já que ela só é proveitosa para fazer número nas categorias de base).

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Desenvolvendo Diamantes Puros

Essa é a parte mais complicada para tirar o que tem de melhor de um jogador. Você tem que abrir espaço na sua equipe para os jovens diamantes, o melhor lugar possível para que eles se tornem o que se espera deles é no próprio clube. Ele estando dentro do clube, você tem total controle das ações e de como direcionar a evolução desse jogador para que ele alcance o patamar de grande jogador rapidamente.

Aliando o sistema de Tutores do jogo com tempo de jogo, os resultados são rápidos, dentro de uma temporada, se o jovem tiver jogado uma quantidade razoável de jogo, você verá diferenças, podendo em até duas temporadas já estar preparado até para assumir a titularidade da equipe.

Mas por que manter um jovem como reserva na minha equipe se ele pode ser titular em outros lugares? Pense bem, qual é o melhor ambiente para um jogador se desenvolver ao máximo? Num time onde ele tem toda a pressão de carregar uma equipe medíocre nas costas ou tendo espaço no meio de uma equipe pronta aonde ele tem menos responsabilidades?

E esse pensamento é claro, não é para colocar jogador na fogueira. Tá vencendo um jogo tranquilamente? Coloque o garoto para jogar. Tá precisando de um reserva para aquele jogador? Olhe para sua base ao invés de gastar tubos num jogador que só servirá de enfeite. Mas não vá pensando que aquele "miúdo maravilha" é a salvação da lavoura caso as coisas não estiverem indo do jeito que você deseja. É perigoso para o seu time e para o jovem ser colocado numa situação de risco e ele não ter carga para aguentar. Mas, trabalhando o psicológico dele, através de um tutor adequado, a maioria deles sobreviverá a esse tipo de intempéries.

Portanto, a lição definitiva que fica: dê espaço no seu elenco para aquele menino que chegou ontem com potencial 4 estrelas, ele pode ser o próximo craque da equipe antes mesmo que você perceba e tudo isso investindo pouco.


Desenvolvendo Jovens Talentos

Aqui é onde entra o perfil desenvolvedor, você tem aquele jogador que está numa faixa e possivelmente pode ser um bom reforço ou pode ser um jogador inútil. Empreste-o. Lá ele terá como provar seu valor e você poderá acompanhar de perto a sua evolução sem prejudicar jogadores melhores ou sua própria equipe.

O empréstimo é vital para esse jogador. Lá ele vai ter o tempo de jogo que precisa e terá que provar seu valor para ser promovido a sua equipe principal. Porém, é necessário que você escolha equipes aonde ele terá importância, não adianta mandar ele para uma equipe da primeira divisão aonde ele será reserva, sendo que você pode mandar ele para uma equipe de uma liga mais fraca ou divisão inferior e lá ele vai ser titular e terá menos pressão para se desenvolver.

Preste atenção aos relatórios do seu staff que lá vai dizer para que nível o jogador já está pronto e é para lá que você deve mandá-lo, não mande ele para um lugar que ele não está pronto para encarar ou que seja pouco amistoso, você pode estar jogando fora um bom jogador.


O Tutor

O ponto-chave para qualquer jogador que você deseje desenvolver é quem você escolhe para ser o tutor dele. O seu staff lhe indica algumas opções, mas o mais importante é você checar pessoalmente se as personalidades dos jogadores batem. Não adianta botar um jogador leal para acompanhar um jovem ambicioso, seus valores não batem e você não vai ver evolução nenhuma no seu garoto e ainda pode criar rixas no ambiente.

Aqui vão os principais pontos que devem ser olhados para um tutor ser útil:

  • Escolha jogadores com personalidades compatíveis.
  • Procure jogadores com alto nível de Frieza, Determinação, Índice de Trabalho e Trabalho em Equipe. Concentração é um bom valor para se levar em conta também.
  • Nunca coloque um jogador para ser tutorado por alguém que tem atributos mentais piores que os dele. Você pode ter um jovem com determinação 15 e Concentração 18. Se colocar um jogador com determinação e concentração menor, esses atributos do seu jovem irão diminuir também.
  • Preze por fazer esse desenvolvimento do jogador antes que ele chegue ao profissional. Geralmente o jogador chega na sua equipe com 15 ou 16 anos, até ele completar 17 ou 18 anos, faça ele ser tutorado pelo máximo de tutores compatíveis possíveis. Isso irá acelerar o desenvolvimento do jogador quando ele começar a receber oportunidades na equipe principal ou em outras equipes.
  • "Como um dos jogadores mais velhos da equipe, eu gostaria que você fosse tutor de fulano, pois sinto que pode ajudá-lo a melhorar seu jogo". - Aqui será compartilhado o talento, aquilo que seu jogador sabe dentro de campo. Ele irá compartilhar seus movimentos preferidos, irá compartilhar seu estilo de jogo, ou seja, sua função dentro de campo e ajudará o jogador a desenvolver os atributos para essa função. Isso significa, que você pode ter um substituto perfeito para aquele seu defensor que joga com bola, simplesmente trabalhando essa função. Ou então aquela precioso Raumdeuter que anda fazendo estragos nos adversários poderá ressurgir através de um jovem seu.
  • "Como um dos jogadores mais velhos da equipe, eu penso que seria vantajoso se você tomasse conta de fulano e lhe passasse toda sua experiência". - Aqui será compartilhado a personalidade, a mentalidade, o comportamento dentro e fora de campo. Isso aqui é importantíssimo para moldar o desenvolvimento do seu jogador. Os atributos destacados acima são suficientes para que o desenvolvimento seja feito da melhor maneira possível.

Importantissímo: A tela para escolher o tipo de tutoria que você deseja é bem simples. E depois que você entender o que cada uma das frases determina, você poderá moldar o jogador da maneira que lhe trará maiores benefícios.


Tempo de jogo

Após seu jogador ter adquirido a personalidade adequada e ter os atributos primordiais para sua evolução, é hora de botá-lo em campo. Não contrate reservas para uma posição aonde você tem uma jovem promessa, deixe ele ser seu reserva imediato e molde seu jovem para que ele possa substituir no futuro esse jogador sem problemas algum.

Uma dica que eu considero bastante interessante, a partir de 2 estrelas, um jogador jovem já é capaz de se sentir confortável jogando com 10 ou 9 companheiros de alto gabarito. Com esse suporte, ele já poderá ser titular, acelerando ainda mais sua evolução.

Mas o importante para isso dar certo é que você não deve estruturar sua equipe em cima de suas promessas. Na peneira do ano anterior surgiu aquele atacante dos sonhos 1 estrela de capacidade e 5 estrelas de potencial. Tem tudo para ser uma lenda do futebol e levar seu time longe. Não é sensato da sua parte esperar que ele resolva tudo da noite para o dia. Dê estrutura para ele, tenha paciência e vá com cuidado. Se você gerir adequadamente todos os fatores expostos aqui, ele realmente será aquele jogador que você vislumbrou quando ele chegou ao clube.

Staff

Existem algumas coisas que devem ser levadas em conta, principalmente para quem quer começar essa filosofia num time ruim, em relação aos staffs escolhidos.

  • Priorize o staff da equipe principal, como o objetivo é fazer o mais rápido possível a transição base-profissional, para equipes com orçamento apertado vale mais a pena ter um bom staff para o profissional do que dividir suas atenções.
  • Ter um Diretor de Futebol Júnior com boa avaliação de potencial é muito útil, pois isso melhora a qualidade média dos jogadores que chegam para as peneiras, já que o responsável por trazer esses jogadores é esse Diretor.
  • É útil que todo o seu staff tenha o atributo Trabalhando com Jovens elevado, mesmo aqueles que são dedicados ao profissional.
  • Se houver a oportunidade de reforçar qualitativamente o staff da base, priorize quem tiver o atributo Mental alto, já que ajuda no desenvolvimento dos atributos psicológicos dos jovens jogadores, algo muito importante para a evolução geral do seu prodígio.

Paciência

Formar seus próprios jogadores não é algo que traz efeitos da noite para o dia. No Profissão: Manager, temos um desafio aonde os jogadores são incentivados a jogar um save aonde tudo gira em torno de utilizar somente sua categoria de base e você pegar um time da última divisão e achar que a categoria de base vai produzir gênios de uma hora para outro, você vai se frustrar. Com a quantidade exata de paciência, tempo de jogo e bons tutores, você terá orgulho de ter criado seu próprio Lionel Messi.

Links úteis:
Desafio: Lapidando Vencedores
Categorias de base: Planejando o futuro

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Muito bom, vai me ajudar muito.

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Show!!!! Excelente tutorial.

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Ótimo tópico, me ajudará muito

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Henrique, acho que você deveria linkar ao final do post aquele outro tópico sobre a Base, é igualmente construtivo. Link também o desafio onde você o menciona. Eu poderia fazer isso, mas to saindo e o trabalho é seu.

No mais, ficou muito bom.

Uma dica que eu considero bastante interessante, a partir de 2 estrelas, um jogador jovem já é capaz de se sentir confortável jogando com 10 ou 9 companheiros de alto gabarito. Com esse suporte, ele já poderá ser titular, acelerando ainda mais sua evolução.

Em relação ao tema, eu tenho adotado um estilo Formador-Captador. Mas gostei da ideia de mandar apenas os mais ou menos para outros clubes. Diferente de você, não envio os craques pra desenvolver em outros clubes por motivos de pressão, e sim de estrutura de treino e o jogo truncado das divisões de baixo, podendo gerar uma série de lesões que comprometa o caboclo.

Sobre a tutoria, será que a primeira opção gera redução de atributos mentais, se o tutor for pior que o tutorado? Nunca parei pra observar isso.

O quote representa um modo de pensar bastante interessante. Uma dica valiosa. Eu estava pensando esses dias, dentro do contexto daquele outro tópico, quando seria viável contratar alguém para uma posição de modo que minhas jóias daquela posição tenham chance quando desabrocharem. Ou seja, uma relação de idade do contratado com a idade de botar os diamantes pra jogar, de modo que o contratado já tenha passado seu auge e esteja em declínio daqui X tempo. Até tentei fazer uma planilha de excel, mas tava complicado. :heh:

--

A todos do tópico: vocês costumam colocar jogadores sub-18 para jogar no titular?

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  • Como um dos jogadores mais velhos da equipe, eu gostaria que você fosse tutor de fulano, pois sinto que pode ajudá-lo a melhorar seu jogo. - Aqui será compartilhado o talento, aquilo que seu jogador sabe dentro de campo. Ele irá compartilhar seus movimentos preferidos, irá compartilhar seu estilo de jogo, ou seja, sua função dentro de campo e ajudará o jogador a desenvolver os atributos para essa função. Isso significa, que você pode ter um substituto perfeito para aquele seu defensor que joga com bola, simplesmente trabalhando essa função. Ou então aquela precioso Raumdeuter que anda fazendo estragos nos adversários poderá ressurgir através de um jovem seu.
  • Como um dos jogadores mais velhos da equipe, eu penso que seria vantajoso se você tomasse conta de fulano e lhe passasse toda sua experiência. - Aqui será compartilhado a personalidade, a mentalidade, o comportamento dentro e fora de campo. Isso aqui é importantíssimo para moldar o desenvolvimento do seu jogador. Os atributos destacados acima são suficientes para que o desenvolvimento seja feita da melhor maneira possível.

Interessante seu artigo, eu sempre pensei que a primeira opção era apenas útil quando a gente queria fazer o tutor passar um movimento preferido para o tutorado, e apenas isso.

Já que estou fazendo um desafio focado nessa parte do jogo, então nada melhor que perguntar sobre isso.

Suponha que eu tenha no elenco um zagueiro que não possui nenhum movimento preferido, que tem ótimos atributos mentais (Concentração, frieza, determinação, Índice de Trabalho e Trabalho de equipe), e que seja excelente na função defensor com bola.

Em contrapartida, eu tenho um jovem zagueiro na base com grande potencial, tem atributos mentais pobres (normal nos jovens), e que sua melhor função seja defensor limitado.

Então se eu pegar esse zagueiro e pedir para que ele seja o seu tutor e selecionar a primeira opção (melhorar o seu jogo), então o meu jovem irá ter um maior aumento nos atributos que sejam importantes para ser um bom defensor com bola (mesmo que seu treino individual esteja focado em um atributo específico, tipo melhorar seu posicionamento)? E os mentais, subiriam tanto quanto se eu utilizasse a segunda opção?

Como o tutor não tem nenhum movimento preferido, não seria melhor pedir para que ele passasse sua experiência (2ª opção) e assim o jovem teria um ganho maior nos atributos mentais, e consequentemente teria mais chances de chegar no seu potencial. Daí caso você queira que ele seja um bom defensor com bola você passaria a treinar os atributos para a função nos treinos individuais.

E ai, o que você acha? Eu costumo utilizar a segunda opção.

Editado por baltazar
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Muito bom, vlw cara tava precisando de um material assim.

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Em relação ao tema, eu tenho adotado um estilo Formador-Captador. Mas gostei da ideia de mandar apenas os mais ou menos para outros clubes. Diferente de você, não envio os craques pra desenvolver em outros clubes por motivos de pressão, e sim de estrutura de treino e o jogo truncado das divisões de baixo, podendo gerar uma série de lesões que comprometa o caboclo.

Sobre a tutoria, será que a primeira opção gera redução de atributos mentais, se o tutor for pior que o tutorado? Nunca parei pra observar isso.

O quote representa um modo de pensar bastante interessante. Uma dica valiosa. Eu estava pensando esses dias, dentro do contexto daquele outro tópico, quando seria viável contratar alguém para uma posição de modo que minhas jóias daquela posição tenham chance quando desabrocharem. Ou seja, uma relação de idade do contratado com a idade de botar os diamantes pra jogar, de modo que o contratado já tenha passado seu auge e esteja em declínio daqui X tempo. Até tentei fazer uma planilha de excel, mas tava complicado. :heh:

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A todos do tópico: vocês costumam colocar jogadores sub-18 para jogar no titular?

A primeira opção eu não sei, mas a segunda gera. É algo que pode ser observado. O que eu entendo é que quando tu bota ele para treinar e aprender, significa que o cara vai treinar umas horas extras com o outro e pegar as manhas. A outra o cara vai ser tipo um conselheiro, ensinando o que fazer, o que não fazer, quem não ouvir, etc. Pelo menos é a concepção que eu tenho.

Eu atualmente prefiro abrir espaço para a base, guardando dinheiro para titulares.

Eu não vejo problema desde que exista uma estrutura para que eles possam jogar sem pressão.

Interessante seu artigo, eu sempre pensei que a primeira opção era apenas útil quando a gente queria fazer o tutor passar um movimento preferido para o tutorado, e apenas isso.

Já que estou fazendo um desafio focado nessa parte do jogo, então nada melhor que perguntar sobre isso.

Suponha que eu tenha no elenco um zagueiro que não possui nenhum movimento preferido, que tem ótimos atributos mentais (Concentração, frieza, determinação, Índice de Trabalho e Trabalho de equipe), e que seja excelente na função defensor com bola.

Em contrapartida, eu tenho um jovem zagueiro na base com grande potencial, tem atributos mentais pobres (normal nos jovens), e que sua melhor função seja defensor limitado.

Então se eu pegar esse zagueiro e pedir para que ele seja o seu tutor e selecionar a primeira opção (melhorar o seu jogo), então o meu jovem irá ter um maior aumento nos atributos que sejam importantes para ser um bom defensor com bola (mesmo que seu treino individual esteja focado em um atributo específico, tipo melhorar seu posicionamento)? E os mentais, subiriam tanto quanto se eu utilizasse a segunda opção?

Como o tutor não tem nenhum movimento preferido, não seria melhor pedir para que ele passasse sua experiência (2ª opção) e assim o jovem teria um ganho maior nos atributos mentais, e consequentemente teria mais chances de chegar no seu potencial. Daí caso você queira que ele seja um bom defensor com bola você passaria a treinar os atributos para a função nos treinos individuais.

E ai, o que você acha? Eu costumo utilizar a segunda opção.

Dificilmente, eu acredito que a primeira opção é para melhorar atributos técnicos, enquanto a 2ª opção serve para os atributos mentais. SE fosse assim, não havia necessidade de duas opções.

O ideal seria você começar melhorando o psicológico do menino e pedir para ele treinar a função que você deseja, assim você tem uma melhoria dos dois jeitos.

A primeira opção é boa quando seu jovem tem atributos mentais prontos e você quer acelerar o treino, eu sempre uso mais a segunda opção.

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Dificilmente, eu acredito que a primeira opção é para melhorar atributos técnicos, enquanto a 2ª opção serve para os atributos mentais. SE fosse assim, não havia necessidade de duas opções.

O ideal seria você começar melhorando o psicológico do menino e pedir para ele treinar a função que você deseja, assim você tem uma melhoria dos dois jeitos.

A primeira opção é boa quando seu jovem tem atributos mentais prontos e você quer acelerar o treino, eu sempre uso mais a segunda opção.

Interessante, eu nunca cheguei a utilizar a primeira opção, vou começar a testar aqui então.

vlw

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Estou fazendo o desafio também, só que no FM Classic onde você não tem a opção de escolher o tutor, só que no FM 15, ao contrário do 14, os jovens são tutorados, o treinador adjunto ou o diretor de futebol que escolhem os jogadores.

Problema é que meu melhor zagueiro tem 4 de determinaçao e já ferrou com dois jovens aqui, ahhahaa, diminuiu de 12 pra 7 ou 8 a determinação dos guris.

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Parabens amigo, sensacional o teu post, eu desde que me conheço por Manager, só jogo com o Parma da Italia, desde o CM.

Inclusive sou tecnico de um time de futebol na minha cidade, e trabalho com a base, 7 a 13 anos.

Uso muito o esquema do FM com as crianças, acho que a base é tudo para uma equipe forte.

Se puder segue o link do meu projeto.

https://www.facebook.com/PALESTRAJACAREI?fref=ts

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Artigo muito bom, só que fiquei na dúvida de qual a importância, ou se é importante, ter preparadores específicos para os times Sub-20, Sub-19.

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Artigo muito bom, só que fiquei na dúvida de qual a importância, ou se é importante, ter preparadores específicos para os times Sub-20, Sub-19.

Achei que não precisa esclarecer isso, tem a mesma importância que os preparadores específicos para a equipe profissional. Só que vale a pena investir em treinadores que tem bons valores de trabalho com jovens e mental, que é primordial. Posteriormente faço esse adendo no texto.

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Achei que não precisa esclarecer isso, tem a mesma importância que os preparadores específicos para a equipe profissional. Só que vale a pena investir em treinadores que tem bons valores de trabalho com jovens e mental, que é primordial. Posteriormente faço esse adendo no texto.

É que é sempre complicado ter preparados para equipe principal e times de base. A não ser que esteja em um time de ponta.
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É que é sempre complicado ter preparados para equipe principal e times de base. A não ser que esteja em um time de ponta.

Foque nos da equipe principal, já que eles farão a transição base-profissional em menos de duas temporadas.

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É que é sempre complicado ter preparados para equipe principal e times de base. A não ser que esteja em um time de ponta.

Eu também sempre foco nos da equipe principal de modo que forneçam o máximo de estrelas pro treino. Depois vou adicionando alguns pra equipe sub-20, conforme o clube vai crescendo. Ainda não observei, mas penso que o diretor de futebol do juniores deve ter alguma influência no recrutamento de jogadores.

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[...]mas penso que o diretor de futebol do juniores deve ter alguma influência no recrutamento de jogadores.

Isso você pode definir, Matheus. Na tela de funcionários, em Responsabilidades tem a opção de quem vai ser responsável pelo recrutamento de jovens.

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É que nunca foquei meus saves em formar jogadores, no máximo contratar jovens para já atuar no time principal, nesse FM, vendo os tópicos de desafios e do profissão manager que me liguei mais nisso e vou tentar usar mais no jogo.

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Isso você pode definir, Matheus. Na tela de funcionários, em Responsabilidades tem a opção de quem vai ser responsável pelo recrutamento de jovens.

f2FmXzT.jpg

É que nunca foquei meus saves em formar jogadores, no máximo contratar jovens para já atuar no time principal, nesse FM, vendo os tópicos de desafios e do profissão manager que me liguei mais nisso e vou tentar usar mais no jogo.

Verdade, não me lembrava disso. Mas o adjunto pode não ter tanta habilidade com jovens e nem gestão de recursos humanos.

No mais, não adianta investir na base se você fica pipocando de time em time nas primeiras boas oportunidades que você recebe. Investir na base e colher os frutos dela significa se manter no time por mais de 4 anos. Idealmente de 5 a 10.

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O Diretor de Futebol de Juniores faz diferença no nível dos jogadores que chega ao clube, pois se ele tiver boas capacidades de avaliação, ele será capaz de avaliar melhor os jogadores.

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Verdade, não me lembrava disso. Mas o adjunto pode não ter tanta habilidade com jovens e nem gestão de recursos humanos.

No mais, não adianta investir na base se você fica pipocando de time em time nas primeiras boas oportunidades que você recebe. Investir na base e colher os frutos dela significa se manter no time por mais de 4 anos. Idealmente de 5 a 10.

Não fui eu que coloquei o Adjunto, fui tirar o print e tava assim rs

Dificilmente mudo de time em meus saves.

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Adicionado o que levar em consideração sobre staffs. Caso surjam outras dúvidas pertinentes no tópico, buscarei ir incrementando e respondendo as dúvidas no próprio texto.

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Artigo muito bom, vai me ajudar muito a formar jovens talentos aqui.

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Eu comecei com o tottenham e montei um staff pra trabalhar jovens jogadores. Deixa eu ver se entendi, então eu só levo o miudo pro time principal quando ele tiver 18 anos ?! quando ele chega com 15,16 anos eh só tutoria e deixar os preparadores juniors cuidando dele ?

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Eu comecei com o tottenham e montei um staff pra trabalhar jovens jogadores. Deixa eu ver se entendi, então eu só levo o miudo pro time principal quando ele tiver 18 anos ?! quando ele chega com 15,16 anos eh só tutoria e deixar os preparadores juniors cuidando dele ?

Basicamente, assim você dá um bom tempo para que ele possa amadurecer e estar pronto para subir.

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Excelente tópico, depois de buscar a estabilidade da série A com o Paysandu, meu próximo passo é formar atletas para o elenco principal, já venho tentando inclusive trazendo alguns jovens de outros times por um bom preço pra qualificar o elenco da base

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      Começando mais uma história, dessa vez tendo o futebol da América do Sul como cenário.
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      Criei meu próprio treinador, sem personagem, e sem licenças.
      Vamos conhecer o clube?

      O Club Cerro Corá foi fundado no dia 1ºde Março de 1920, no bairro de Campo Grande, na grande Assunção.
      A equipe possui este nome devido ao pequeno monte, onde ocorreu a Guerra da Tríplice Aliança (mais conhecida como Guerra do Paraguai), onde mais da metade da população do país na época (quase 300 mil pessoas) faleceram em combate, incluindo o Mariscal Fernando Solano López.
      Durante as primeiras décadas, a equipe viveu nas divisões inferiores do País, e só veio a alcançar a elite paraguaia no ano de 1990, quando conquistou a División Intermedia.

      As glórias não pararam por aí. O time em 1993 fez uma grande campanha no Torneo República, quando foi campeã. Com esta conquista, a equipe estreou em solo sul-americano,na Comenbol de 1994, quando fora eliminada nas quartas de final pelo poderoso Peñarol, do Uruguai, sendo que havia eliminado o Huracán da Argentina, nas oitavas.
      O time caiu em 1995, mas retornou a elite em 1997, após confirmar seu favoritismo na Intermedia. Fez grande campanha e caiu apenas para o Olimpia, na decisão do Clausura, que lhe rendeu mais uma ida para a Copa Comenbol, onde caiu para o Atlético Mineiro nos pênaltis, após dois empates: 2 a 2 no Mineirão e 0 a 0 em Assunção.
      Ainda conquistou o vice-campeonato do Clausura em 1999,mas começou um processo de queda nas temporadas seguintes. Chegou a cair para o último escalão paraguaio, a 4ªDivisão, mas no final da década passada, conquistou chegar a Intermedia,mas caiu devido a problemas financeiros.
      Em 2015, a equipe quase perdeu sua sede social e seu estádio, devido as dívidas.
      O jogador de maior sucesso que passou pela equipe é uma cria do clube. Antony Silva foi um fenômeno que apareceu no gol do Cerro Corá em 2001, quando tinha apenas 16 anos. Ficou pouco mais de uma temporada, e foi ganhando destaque no futebol local, mas teve negociações frustradas com times da Itália e Inglaterra, e começou a ser um andarilho do futebol, onde chegou a jogar no Brasil, atuando pelo Marília, em 2009.
      No ano seguinte, achou um lugar para ficar: A Colômbia, onde por quatro anos atuou no Tolima, e era titular da equipe no chamado 'Tolimazo', onde o time colombiano eliminou o Corinthians, de Ronaldo e Roberto Carlos, pela pré-Libertadores.
      Atualmente, Silva é goleiro do Indepiendiente Medellin e reveza na titularidade da seleção paraguaia com o experiente Justo Villar, No último jogo entre Brasil e Paraguai, na Arena Corinthians, ele defendeu uma cobrança de Neymar.

      A equipe atua no Estádio General Andrés Rodríguez, (que fora presidente do Paraguai entre 1989 e 1993), localizado em Luque, e que possui a capacidade de 6.000 torcedores.

      A equipe possui o histórico abaixo:

       

      1º Voltar com o Cerro Corá para a elite paraguaia;
      2º Manter as finanças no azul;
      3º Trabalhar com a revelação de novos talentos, assim como o de Antony Silva (A diretoria do clube parece que concorda comigo neste sentido)
      4º Se estabelecer na elite paraguaia;
      5º Retornar a solo sul-americano,disputando Sul-Americana e Libertadores de America.

      FM 2015
      Base de dados personalizada
      Quase toda a América do Sul, com duas divisões ativas (exceção a Argentina que está desativada devido a mudança de calendário; a liga brasileira está como 'Ver Apenas') e México ('Ver Apenas').
      No próximo post, falo sobre a chegada a Luque, o elenco que possui El Potro, as Finanças, além de tudo que vocês estão acostumados.
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      O "Princípio 323": como distribuir tarefas por um time
      Por ggpofm

      O Football Manager (FM) é um jogo envolvente. A possibilidade de atuar como um treinador que comanda e/ou influencia várias áreas de um clube é cativante, mas sabemos que muitos dos que estão dando os primeiros passos no FM se sentem um pouco perdidos em vários aspectos do jogo, inclusive naquele momento de colocar o time em campo.
      Para tentar ajudar quem é iniciante no FM, resolvi contribuir com um texto sobre a distribuição de tarefas na formação tática um time. Espero que as ideias que serão apresentadas possam ajudá-lo de alguma forma, mas tenha em mente que elas não são uma receita de bolo e nem a solução para todos os seus problemas. É fundamental a leitura de outros textos que abordam outros aspectos do jogo e também a compreensão de que o jogo simula o futebol e como tal, muitos acontecimentos em campo ocorrem de forma ocasional.
      Desde o FM 2010, a Sports Interactive (SI) introduziu o “Criador de Táticas” com objetivo de facilitar o trabalho de quem vai controlar um time. Com ele é possível organizar de forma intuitiva como um time se estruturará taticamente para as partidas. Mesmo assim, um dos aspectos do “Criador de Táticas” que podem gerar confusão para quem está dando os primeiros passos no mundo do FM é a definição das tarefas dos jogadores.

      As tarefas no FM
      No FM há seis opções de tarefas: defesa, apoio (suporte), ataque, cobertura, bloqueio e automática. Para algumas funções existe apenas uma tarefa, como por exemplo, o Primeiro Volante, que possui somente a tarefa defender. Para outras existem quatro tarefas, como por exemplo a função de Meia Central, com as tarefas de defesa, apoio, ataque e automática. Enfim, para cada posição em campo é possível escolher algumas funções e cada uma delas possui um número de tarefas pré-definidas pelo FM.
      Escolher bem as tarefas de um time permitirá que ele se torne equilibrado em campo, mantendo seus três setores (defesa, meio-campo e ataque) conectados, facilitando que os jogadores desenvolvam o modelo de jogo pretendido.
      Para o que nos interessa precisamos apenas nos concentrar nas tarefas básicas do FM: as tarefas de defesa, apoio e ataque. O motivo para isso é que as tarefas de bloqueio e cobertura são na realidade adaptações da tarefa defender, enquanto a tarefa automática reúne as três tarefas fundamentais (defesa, apoio, ataque) em uma só. Os mais experientes fazem uso da tarefa automática de forma precisa, mas para quem está iniciando eu acredito que é mais educativo controlar as tarefas que cada jogador executa em campo em determinado momento de uma partida, do que deixar que a inteligência artificial do jogo controle isso por conta própria.
       
      O que é o “Princípio 323”
      E como essas três tarefas devem ser distribuídas por um time? Quantas tarefas de defesa um time precisa ter? E quantas de apoio e ataque? Todos os jogadores de defesa devem ter tarefas de defesa e os jogadores de ataque devem ter tarefas de ataque?
      As respostas para essas e outras questões estão no que eu batizei de “Princípio 323”. A primeira vez que eu vi essa ideia apresentada de forma clara foi no “Tactical Theorems and Frameworks 09” (TT&F 09), dos idealizadores do “Criador de Táticas”, Richard Claydon (wwfan) e Gareth Millward (Millie).
      Todo time deve ter jogadores que foquem seu jogo intensivamente na defesa (tarefa defender), jogadores que foquem seu jogo intensivamente no ataque (tarefa atacar) e aqueles que jogam de forma mais equilibrada nas duas tarefas (tarefa apoiar). Para os autores do TT&F 09, para um time alcançar o equilíbrio tático é preciso que entre os 10 jogadores de campo exista o mínimo de três jogadores com tarefa defender, dois jogadores com tarefa apoiar e três jogadores com tarefa atacar.
      Sendo assim, quando se distribui as tarefas seguindo o “Princípio 323” entre os 10 jogadores de campo de um time, oito terão que estar distribuídos como a forma enunciada acima, enquanto a tarefa dos outros dois jogadores que sobraram serão designadas de acordo com a postura que for adotada em um determinado momento da partida.
      A partir desse princípio, os desdobramentos são lógicos. De forma geral, se em algum momento da partida o objetivo é atacar serão necessários mais jogadores com tarefas ofensivas e se em outro pretende-se defender, haverá necessidade de mais jogadores com tarefas defensivas. A conclusão para uma proposta defensiva, uma equilibrada (neutra) e uma ofensiva, a distribuição de tarefas entre os 10 jogadores de campo será a seguinte:
        Postura defensiva: cinco com tarefa defender, dois com tarefa apoiar e três com tarefa atacar;
      Postura equilibrada: três com tarefa defender, quatro com tarefa apoiar e três com tarefa atacar;
      Postura ofensiva: três com tarefa defender, dois com tarefa apoiar e cinco com tarefa atacar.
        Observe que em todas as três propostas acima sempre existe o mínimo proposto pelo “Princípio 323”, ou seja, três jogadores com tarefa defender, dois de apoio e três com tarefa atacar.
      Espero que não, mas alguém pode imaginar que as tarefas de defesa devem ser dadas aos defensores, as tarefas de apoio aos meio-campistas e as tarefas de ataque aos atacantes. Nada mais equivocado!
      Para um time alcançar o equilíbrio tático, evitando-se que a defesa, o meio-campo e o ataque fiquem desconectados, é preciso misturar as tarefas pelos três setores de um time para que exista movimento entre eles. Por isso, não basta saber a quantidade de tarefas necessárias em um time. É importantíssimo saber distribuí-las pelos três setores do time.
       
      “O Princípio 323” na prática
      Não tenho a intenção de apresentar imagens de várias formações táticas e sugestões de distribuição de tarefas porque não é meu desejo transformar o “Princípio 323” em algo a ser seguido às cegas e sem nenhuma reflexão por parte de quem irá usá-lo. Se pelo “Princípio 323” tenho um modelo a ser seguido que “exige” o mínimo de três jogadores com tarefa de defesa, três de apoio e três com tarefas de ataque, espero que ao distribuir as tarefas pelos setores de um time, você pare, pense e consiga distribuí-las de forma racional, lembrando-se que durante os 90 minutos de partida existem vários momentos diferentes e que, talvez, em cada um deles seu time precise de uma distribuição de tarefas diferente para conseguir jogar de forma equilibrada.
      Mesmo assim, vou apresentar um exemplo simples com uma formação que já foi muito usada no FM, o 4-4-2 inglês. Como você deve saber, essa formação tática utiliza os três setores em linha (quatro defensores, quatro meio-campistas e dois atacantes).


      Como toda e qualquer formação tática, ela só funcionará bem se conexões foram criadas entre os setores e por isso, o 4-4-2 inglês precisa de defensores que se aproximem do meio-campo ou que o ultrapasse, de meio-campistas que ajudem a defesa, de meio-campistas que ajudem o ataque e atacantes que ajudem o meio-campo.
      Seguindo as diretrizes do “Princípio 323” uma das maneiras possíveis de distribuir as tarefas do 4-4-2 inglês é a seguinte:

      Como é possível ver acima, existem três jogadores com tarefas defensivas (dois zagueiros e um meio-campista central), dois com tarefas de apoio (um meio-campista central e um atacante) e três com tarefas de ataque (um atacante e dois meio-campistas laterais). Também existem os dois laterais para os quais as tarefas não foram definidas.
      Determinadas escolhas parecem óbvias, mas outras nem tanto. O meio-campo é sempre problemático porque ele precisa executar várias atividades simultâneas. Ele é o setor que conecta a defesa e o ataque, mas também precisa proteger a defesa e se aproximar do ataque para não deixá-lo isolado. Por isso é comum que se tenha as três tarefas distribuídas por ele.

      Como é possível ver na imagem, existe um meia-central com tarefa defender que será o jogador mais recuado do meio-campo e que auxiliará na proteção da defesa, dois meio-campistas laterais que procurarão chegar ao ataque e um meia-central com tarefa de apoio que ajudará na ligação defesa e ataque.
      No ataque, há outro jogador com uma tarefa que não parece óbvia, o atacante com tarefa apoiar.

      Ele é responsável por impedir que o ataque se desconecte do restante da equipe, por isso ao receber a tarefa de apoio ele fica mais recuado. É um tarefa parecida com a do meia-central com tarefa defender que é o responsável por impedir que o meio-campo se desconecte da defesa.
      Observe que as ideias apresentadas no “Princípio 323” estão presentes no 4-4-2 inglês apresentado. O mínimo exigido pelo “Princípio” foi respeitado e as tarefas foram distribuídas entre os três setores do time garantindo que eles fiquem conectados e que exista movimento entre os jogadores desses setores.
      Ainda restam dois jogadores que fazem parte de um tipo de reserva: os dois laterais. Eles se adaptam dependendo do que se queira em determinado momento de uma partida.
      Se a ideia é que a defesa fique postada e resista à pressão do adversário, os laterais serão colocados com tarefa defender.


      Se quiser que os laterais vão à frente em busca de criar sobreposições e superioridade numérica no campo ofensivo, eles devem ser colocá-los com tarefa atacar.

      E se o objetivo é que eles subam ao ataque, mas de forma paciente, sem se descuidar da defesa, os laterais devem ter tarefas de apoio.


       
      As variações no “Princípio 323”
      Com esse exemplo do 4-4-2 inglês não quero dizer que outras combinações de tarefas não são possíveis. Isso depende do elenco de que se dispõe e também do modelo de jogo que se pretende jogar.
      Por usar há vários anos o “Princípio 323”, consigo manejá-lo com maior flexibilidade, inclusive “desrespeitando-o” algumas vezes, como por exemplo, ao usar apenas dois jogadores com tarefa de ataque em vez do mínimo de três que o princípio pede.
      Outros autores também sugerem combinações diferentes. Por exemplo, The Hand of God sugere no artigo “The Mentality Ladder: A Practical Framework for Understanding Fluidity and Duty” três jogadores com tarefa defender, dois com tarefa apoiar e três com tarefa atacar. Já o Llama3 em seu artigo “Pairs and Combination: The Complete Guide” sugere como regra que um time tenha três jogadores com tarefa defender, quatro com tarefa apoiar e três com tarefa atacar.
      A minha sugestão para quem está começando é que o ideal é seguir as ideias aqui expostas à risca e só quando a compreensão sobre como funcionam as dezenas de variáveis do FM se tornar maior, que se flexibilize o “Princípio 323”.
      Agora é com você. Boa diversão!
       
      Download da 1ª parte em pdf
      Download da 2ª parte em pdf
    • ggpofm
      Por ggpofm

       
      Construindo uma liga competitiva
      Por Cleon (traduzido e adaptado por ggpofm)
       
      Um dos desafios quando jogo FM é tentar me manter interessado em um save por tempo suficiente. Não importa se eu começo em divisões baixas até alcançar o topo ou se começo com um time grande, cedo ou tarde o jogo se torna muito fácil e vencer as ligas se torna realmente tranquilo e nada pode me deter. Então, eu pensei em maneiras de contornar isso, impedindo-me que ficasse entediado. Um desses métodos (eu sei que outros também fazem) é construir uma liga competitiva.
      Pode parecer pouco comum para você, mas eu realmente me interesso em fortalecer outras equipes da minha liga desenvolvendo jogadores para negociar com eles. Fazendo isso, eu elevo o nível da liga, tornando-a mais competitiva domesticamente para mim e não menos frequentemente, ajuda outras equipes da minha liga a se tornarem mais competitivos continentalmente, o que ajuda no crescimento da reputação da liga.
      Aqui estão algumas coisas que faço:
      Compro jogadores baratos; Desenvolvo os jogadores; Vendo jogadores. É uma estratégia bastante simples, que será mais detalhada a seguir, mas é basicamente o que faço. Vamos dar uma olhada em cada um desses itens com mais atenção.
       
      Comprando jogadores
      Por gostar realmente de desenvolver jogadores no Football Manager, depois de um tempo sem gastar o dinheiro, ela acaba acumulando-se. Quando isso acontece, eu começo a procurar jovens jogadores baratos e nos quais eu acredito que poderão se tornar jogadores decentes em poucos anos. Se eu encontro alguns candidatos eu procuro comprá-los o mais barato possível. Eu estabeleço um limite de não gastar mais do que R$11,75 milhões em um único jogador. Uma das razões para isso é que comprando um jogador para desenvolvê-lo e vendê-lo a algum clube da minha liga, eu conseguirei recuperar a maior parte ou até o total dos milhões que investi inicialmente quando as negociações ocorrerem.
      Quando eu compro um jogador eu tenho que levar em conta o seu seu salário. Ele precisa ser o mais baixo possível por conta do meu planejamento em vendê-lo mais adiante. Quanto mais baixo o salário, mais clubes podem se esforçar para pagar o salário dele quando eu for vendê-lo. No momento eu jogo na Série A do Brasil e procuro não pagar mais do que R$84 mil mensais em salários. Eu penso que esse é o máximo que posso pagar. Se um jogador quer mais do que esse limite, eu desisto da negociação e procuro outro jogador porque esse jogador não vale a pena a longo prazo.
      Coisas como cláusulas adicionais no contratos e cláusula de venda eu também procuro evitá-las. Novamente a razão para isso é que em certo ponto eu precisarei recuperar o dinheiro que investi, por isso é preciso evitar gastos extras em negociações de contrato. Cláusulas de venda também são do mesmo tipo, pois qualquer lucro que eu conseguir será limitado, por isso a importância de evitar coisas desse tipo.
       
      Desenvolvendo jogadores
      Eu já escrevi uma série de artigos sobre o desenvolvimento de jogadores, então você sabe como é minha abordagem de treinamento. O processo é exatamente o mesmo para jogadores que eu comprei e que planejo vendê-los. Na realidade, cada jogador que está no clube (incluindo os que foram recrutados) são tratados da mesma maneira e eu procuro desenvolvê-los da melhor maneira que eu posso, não importa se ele pareçam ruins. Quando um jogador está em meu clube, ele representa o clube, mesmo que eu não tenha planos para ele na equipe principal. Mesmo assim, eu gasto tempo ensinando a ele movimentos preferidos e escolho tutores para o desenvolvimento de seus atributos.
      A razão para adotar esse comprometimento é o que eu esperaria que aconteceria na vida real, então isso adiciona uma dimensão de realismo ao jogo para mim. Isto também ajuda outros clubes que podem estar interessados neles se eu gastar alguns minutos nos programas de treinamento e no processo de desenvolvimento. Se eu penso que certos atributos estão fracos, então eu foco neles como eu faria com a equipe principal. Ou se eu penso que um calendário de uma função é melhor para ele, então eu o coloco nesse calendário de treinamento.
       
      Vendendo jogadores
      Vender jogadores não é tão fácil como possa parecer quando eu estou adotando essa abordagem. Algumas coisas eu preciso levar em consideração antes de decidir qual negócio é o melhor e cada clube é tratado diferentemente. Os aspectos que devo considerar são:
      Reputação do clube; Colocação final nas últimas três temporadas; Finanças. Esses são alguns fatores que eu levo em consideração quando uma oferta é feita.
       
      Reputação do clube
      Isto é um longo caminho para eu decidir se eu vendo um jogador para um time ou não. Na liga em que jogo atualmente, tem alguns poucos times com a mesma reputação que a do meu clube ou levemente superior. Inicialmente eu não levo em consideração ofertas dessas equipes porque eu quero fortalecer as equipes mais fracas da liga diminuindo o fosso que separa as equipes menores das mais fortes.  Se eu vender os jogadores para os clubes com reputação alta, eu irei aumentar o fosso, deixando de fazer o que eu havia proposto inicialmente. Então, eu evito vender jogadores para os grandes clubes sempre que possível.
       
      Classificação final da liga
      Pode parecer estranho para alguns, mas eu uso isso para ter uma média da posição dos clubes, em vez de basear-me em uma única temporada porque todo time pode ter uma boa ou má temporada. Se eu tenho duas ofertas por um jogador, uma de um clube de uma posição superior na tabela e outra de um clube mais perto das últimas posições, eu aceitarei a oferta do clube em piores condições e rejeitarei a oferta do clube melhor colocado. Novamente, a ideia é reforçar as equipes mais fracas da liga.
       
      Finanças
      Esse critério é um pouco mais complexo porque ele afeta o tipo de negócio que eu estou disposto a aceitar de um clube. Se um clube tem dinheiro, então serei mais propenso a exigir uma certa quantia de dinheiro inicialmente na negociação. Se uma equipe é limitada financeiramente e não pode investir muito dinheiro, eu serei menos propenso a querer uma quantia inicial na negociação.
      O que eu faço para os times que têm pouco dinheiro é vender jogadores a eles sem nenhum investimento inicial e adicionar uma cláusula de 50% do valor da próxima transferência. Dessa forma ele trocará de clube e se no futuro ele for vendido, eu recuperarei alguma parte do investimento inicial que fiz e nas maiorias das vezes eu recupero todo o meu investimento.
      Se o clube que está comprando um jogador não está com problemas financeiros, mas não tem muitos recursos eu procuro fazer um negócio levemente diferente com esses clubes. Eu aceito algum tipo de dinheiro inicial e adiciono uma cláusula de 30% do valor da próxima negociação.
      As cláusulas que eu adiciono são as seguintes:
      Se eu vendo para um clube grande por alguma razão, então o investimento inicial deles será bem alto e ainda adicionarei uma cláusula de revenda de 15%. Se eu vendo para um clube de meio de tabela, então o investimento inicial deles será pequeno e ainda adicionarei uma cláusula de revenda de 35%. Se eu vendo para um clube das oito últimas posições da tabela, então não exijo nenhum investimento, mas adicionarei uma cláusula de revenda de 50%. As cláusulas que eu incluo são de porcentagem da próxima transferência e não do lucro da próxima transferência ou você correrá o risco de perder mais dinheiro.
      Eu adoto essa abordagem faz muito tempo e vou continuar adotando-a no futuro. Isso torna o jogo mais desafiante em futuras temporadas se os adversários são mais fortes, isso torna a liga mais competitiva.
      Alguém faz algo semelhante ou adota algo para tornar seus jogos mais interessantes? Ou você é daqueles que prefere enfraquecer os rivais para manter com mais facilidade o domínio em sua liga?
       
      Fonte: SI Sports Centre
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