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Ajuda com tática / Estrela da Amadora


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fabioaraujo89

Fala, pessoal!

sou novo aqui e no FM. Nunca tinha jogado o jogo, aí vi que liberaram no Xbox pelo Game Pass e viciei! (até tentei passar para a versão normal, mas não rodou bem no meu PC). 

Hoje estou jogando bastante (em quantidade rs), mas já vi (e confirmei lendo aqui) que o jogo pode ser bem frustrante, especialmente para os iniciantes como eu, que não entendem ainda o que estão fazendo no game. 

Assim, eu queria uma ajuda com a parte tática. Nesse meu sabe específico, eu comecei no Campeonato de Portugal com a Estrela da Amadora, mas depois de uma curta passagem pelo QPR eu estou há algumas temporadas no Watford, da Inglaterra. 

Peguei o time na Championship, consegui subir (não foi exatamente “fácil” pra mim, mas eles tinham acabado de cair e tinham um dos elencos mais fortes da divisão) e me estabilizei bem na PL. 

Eu uso desde sempre um 4-2-3-1 com extremos, tiki-taka personalizado. Era a tática que já era da Estrela lá no começo, eu não mexi muito e fui usando. Já tentei outras, mas essa foi a que mais me serviu ao longo do tempo. 

Meu time tem um desempenho sempre aceitável. Eu sempre estou ali brigando por uma vaga nas competições continentais, normalmente pego o Camp. Europeu ou o Camp. Europeu II. Teve uma que fui pra Champions.

Como estou há tempos no clube, eu consegui montar um time bom. Tem vários jogadores muito interessantes, que volta e meia recebem propostas altas de clubes bem maiores e o elenco é equilibrado e com opções. 

O problema? O time sempre se dava mal no confronto com os grandes ingleses (seja nas taças ou na liga) e perdia uns jogos bobos, que faziam o desempenho cair.

Aí eu descobri o Rate My Tatic...fiz os ajustes para a tática ficar 5 estrelas (que envolviam alguns ajustes de funções e principalmente remover várias instruções que eu nem sabia que estavam e conflitos. Fiz uma ou outra contratação para fechar.

E deu bem certo. O time melhorou, diminuiu muito os pontos perdidos em jogos fáceis, fez bons jogos com os grandes, cheguei a sonhar com o título... mas ficou em segundo lugar, a 4 pts do campeão (Chelsea). E ainda perdeu a final da FA Cup pro Arsenal. Foi positivo, mas frustrante demais. 

Eu sinto que falta só um “ajuste fino” pro time ir mais longe, levantar canecos. Que modificações vocês sugerem? 

(Não estou conseguindo subir imagem, mas a tática é assim):

4-2-3-1 com extremos 

2 Defesas laterais com função de apoio

2 defesas centrais função defender

2 Médios centros com função de apoio

1 médio ofensivo com função apoio

2 extremos invertidos com função apoio 

1 atacante completo com função atacar 


as instruções de equipe 

com posse:

passar para espaço 

jogar a partir da defesa 

levar bola até a área 

ritmo muito mais alto (estou pensando em tirar, meu time termina morto todas as partidas e tem quedas de desempenho ao longo da temporada) 

em transição (não tinha no Rate):

Pressionar

contra atacar

Sem posse

linhas normais 

Marcação apertada

pressao muito mais urgente (o Rate mandou tirar e acho que vou fazer pra próxima temporada porque acho que está tirando meus zagueiros da posição e permitindo infiltrações demais). 
 

O que vocês acham? Ajudem o novato, pfvr! Abraços!

Edited by fabioaraujo89
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felipevalle

De diferente da sua:

Com posse: tirei o passar pro espaço, setei ser mais expressivo, enfrentar defesa, e largura muito apertada. Além de passes muito curtos e cruzamentos rasteiros.

E no sem posse:

Linha de defesa e engajamento alta e fazer linha de impedimento. Removi a marcação apertada também.

Quanto as funções:

Tirando os zagueiros e o goleiro líbero, todo mundo apoia.

E os LAT são alas. Nas PTAs e MO, x3 CJA, e por fim no ataque x1 AvR.

É uma máquina essa tática 🤭😄 

Eu acredito que na sua, deve ter jogo que o teu AC irá render muito e noutro bem pouco.

Edited by felipevalle
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fabioaraujo89

Opa! 


por que você fez essas escolhas? Eu não entendo de tática e estou aprendendo no jogo, com tentativa e erro, então queria entender melhor a lógica com quem joga há mais tempo.

Eu pensei em botar os laterais como alas, mas aí o Rate My Tatic disse que eu ia perder solidez defensiva, então preferi manter. 

Eu esqueci de botar, mas eu tb uso passe curto.

E você tem razão quanto ao meu AC. Ele foi o goleador do time na temporada, mas não marcou muito, os gols foram bem distribuídos pelos atacantes e meias. E tinha jogo que ele sumia, eu ficava puto e substituía, mas não mudava muito o rumo das coisas. 

eu pensei em botar AvR, mas fiquei achando que ele ia embolar com o MO que já atua ali perto. Você sentiu isso ou integram bem? 

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  • Leho. changed the title to Ajuda com tática / Estrela da Amadora
Tsuru

Oi Fabio.

Então, o Rate my Tactic é um ponto de partida, pode ajudar mas assim como os templates que vem de fábrica no FM, não são "supertáticas". Até porque o desempenho dos jogadores depende muito das características deles - personalidade, movimentos preferidos, atributos etc. Ou seja, sugiro não levar ele tão ao pé da letra. Também já notei que ele implica um pouco com o 4-2-3-1 tradicional, por ele raramente fica bom.

Em 08/05/2021 em 17:20, fabioaraujo89 disse:

4-2-3-1 com extremos 

2 Defesas laterais com função de apoio

2 defesas centrais função defender

2 Médios centros com função de apoio

1 médio ofensivo com função apoio

2 extremos invertidos com função apoio 

1 atacante completo com função atacar 

Geralmente a maior parte dos problemas táticos no FM dizem respeito a escolha/combinação de funções e tarefas - as instruções de equipe ou complementam, ou atrapalham, mas se as funções e tarefas estiverem ajustadinhas geralmente o time vai bem (ainda que por vezes possa não ir tão bem). 

Não sei se fica claro o que eu quero dizer com função e tarefa - função seria Goleiro, Defesa com Bola, Defesa Central, Defesa Lateral, Ala, Médio Centro, Meia Area a Area etc....e tarefa são quatro, Defender, Apoiar, Atacar ou Automático.

Eu achei esse seu desenho muito sem largura. Tipo, o Defesa Lateral em Apoiar sobe pouco, o que é complicado numa formação onde só tem dois no meio campo, e você ainda colocou dois Extremos Invertidos, que também jogam pelo centro. Então fica fácil demais anular seu time, é só compactar um bloco na frente da defesa.

Achei também que com dois MCs em tarefa apoiar seu time vai ficar muito exposto e o MO em Apoiar ajuda pouco o atacante, que acaba por ficar isolado.

Eu começaria com mudanças simples porque em geral sua equipe está indo bem. Passaria um dos dois MCs para Defender, os dois laterais para Ala Apoiar, um dos pontas para Atacante Interior Apoiar, o outro para Extremo Apoiar (ou talvez mesmo Extremo Invertido Apoiar), o MO para Atacar e o atacante pode ser um PL comum mesmo. A partir daí iria observando o desempenho e ajustando o que fosse necessário.

Qual mentalidade você está usando? Equilibrada ou Positiva? 

Tem umas instruções que soam meio contraditórias: Passar para o Espaço não combina muito com Jogar a Partir da Defesa nem Levar a Bola Até a Área, e Marcação Apertada é mais voltada para sistemas defensivos (o que não parecer ser seu caso). Se você usa um Tiki Taka clássico, Ritmo Mais Alto e Contra Atacar também não fazem muito sentido (porque a ideia é ser paciente, e elas aceleram um pouco as coisas). Eu também usaria Linha Defensiva Mais Alta para aumentar a compactação da equipe e diminuir o espaço que os adversários têm para jogar.

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felipevalle

Por incrível que pareça o contra-atacar não tem afetado nos saves que uso a 4-2-3-1 com a instrução de ritmo mais elevado.

A ideia é um tiki-taka mais vertical. De posse e tabelas rápidas, onde o time praticamente precisa se apoiar. 

Também concordo com os alas apoiando. Eles dão várias assistências no decorrer da temporada.

Pra passes curtos não gostei do extremo nem do avançado interior. Ou ele abre demais, e finaliza pouco, não sendo tão ideal pra tabelar, ou o oposto, o AI finaliza de fora quando não precisa, e segurando a bola mais que o necessário, ainda que faça algumas tabelas bacanas vez ou outra.

Sobre a largura, em tese seria fácil pra defesa adv. mesmo se compactar todo, mas se teu time tabela e agride rápido, funciona muito bem. Mas não com extremos, ou o oportunista ou jogador alvo centrado. Acho previsível essas táticas pras defesas. Se você marca o construtor da jogada ou a referência do time individualmente anula o jogo adversário. E aí fica aquele jogo feio decidido em bola parada, ou eles acertam uma bola nas costas da tua defesa e matam o jogo num contra-golpe, isso quando eles te dominam nas finalizações, demonstrando o colapso da tua tática.

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felipevalle

Sobre os mc e mo em apoiar, achei o comportamento deles bem tático, mas acredito que se baixar a altura de pressão a tática vai ruir. Parece que funcionam bem porque ainda o centro-avante ajuda pra tabelar.

Das vezes que usei mc em apoiar só conseguia pressionando. 

Por exemplo, usei eles num de bola longa, e outro no direto, e o time era muito ruim na defesa. A tática começava bem. Na verdade o do direto. O do longa era bom num jogo e muito ruim no outro.

Ou seja, o problema não era nem tanto ter dois médio centros apoiando, mas sim nas outras funções do ataque e dos laterais proporcionarem lacunas, e assim acabava afetando na coesão do time, seja ofensiva quanto defensiva. Por exemplo, laterais e extremos apoiando, tendo dois médios centros e um avante como completo ou avançado, vão funcionar bem em certos jogos, mas na prática a pressão na bola que eles dão não é suficiente, pois trabalham mais de forma individualizada e sempre procurando uma referência do que agindo de forma mais coesa e compacta, e tentando avançar como um bloco pelo campo adversário, seja para criar as jogadas quanto marcar a bola.

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felipevalle

@fabioaraujo89 irei postar depois as fotos da tática e aí vou explicando (eu tenho num post do Fb mas não acho nas notificações 🥴). Mas sobre o RTM, eu penso assim, qualquer que seja a ferramenta que utilizar, se ela na média não te conduzir a resultados expressivos, deixa pra lá.

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Chaves

Por alto, eu colocaria um dos meias para defender. Isso diminuiria a fluidez do ataque, mas daria uma maior cobertura a defesa. Chuto dizer que a equipe toma muitos gols de contra-ataques, já que pressiona bastante na frente. Pressionar a saída de bola, contra qualquer equipe, força o adversário a ser mais direto. Perdendo a posse de bola na fase de ataque e não conseguindo recuperar imediatamente, o jogo direto eventualmente encontra alguém que trás perigo.

Passar para espaço é uma instrução que busca em 90% das vezes jogadores que atuam pelas alas. Extremos invertidos tendem cair pelo meio. Se instruir a equipe a procurar sobreposições pelas alas, vai ajudar a equipe a esperar a subida dos laterais que vão, eventualmente, aproveitar os espaços deixados pelos extremos e puxar a marcação dos laterais adversários.

Particularmente, tem algumas instruções que considero especificas. Isso quer dizer que só uso como reação ao jogo do adversário ou em certos momentos durante a partida. Até pq, algumas instruções podem acabar com o rendimento da equipe se forem usadas desde o início da partida, como você bem observou. O ritmo de jogo muito mais alto é bom contra adversários que pressionam bastante ou quando quer chegar logo no ataque, quando se está perdendo no final da partida, por exemplo. O ritmo de jogo influência a "mentalidade de passe", quanto menor os jogadores vão passar mais tempo com a bola, estudando melhor as opções de passe. Se for maior os jogadores passam menos tempo com a bola e isso faz a equipe naturalmente chegar mais rápido ao ataque. Se aceitar o conselho sobre a sobreposição que dei, diminuir o ritmo também ajuda a equipe a esperar o apoio dos laterais.

Como eu disse, isso tudo é por alto, somente teoria. FM é um jogo muito complexo, teria ainda que analisar todo o plantel para tirar o melhor de cada jogador. Se, por exemplo, seus laterais não tiverem bons atributos como sem bola, decisão, antecipação, cruzamento e passe, não tem pq forçar a participação deles no ataque. O mesmo vale para um meia-central defendendo, se não tiver bom posicionamento, antecipação e desarme. Um plantel com baixos atributos em concentração, resistência, decisão, visão de jogo e passe, seria mais efetivo com um jogo com ritmo mais lento... enfim, tem muita coisa a se considerar para "refinar" uma tática.

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Tsuru
2 horas atrás, Chaves disse:

Como eu disse, isso tudo é por alto, somente teoria. FM é um jogo muito complexo, teria ainda que analisar todo o plantel para tirar o melhor de cada jogador. Se, por exemplo, seus laterais não tiverem bons atributos como sem bola, decisão, antecipação, cruzamento e passe, não tem pq forçar a participação deles no ataque. O mesmo vale para um meia-central defendendo, se não tiver bom posicionamento, antecipação e desarme. Um plantel com baixos atributos em concentração, resistência, decisão, visão de jogo e passe, seria mais efetivo com um jogo com ritmo mais lento... enfim, tem muita coisa a se considerar para "refinar" uma tática.

Eu acrescentaria ainda aqui um elemento que pode passar despercebido: a perspectiva de classificação final do seu time. Apesar de aquilo oficialmente soar como "previsão da imprensa", eu uso para ter uma ideia geral de como os adversários vão se postar diante de mim, já que não faço e nem gosto de microgerenciamento. Se sou o time favorito ao primeiro lugar, significa que minha equipe é provavelmente superior às demais e elas tendem a jogar fechadinhas - portanto faz mais sentido uma estratégia agressiva e atacante. Se sou favorito à parte alta da tabela mas não o favorito absoluto (talvez esperam que eu fique entre o 3o e o 6o lugar, por aí), talvez eu precise de um esquema "híbrido" - porque meu time não vai ter capacidade suficiente para atacar o tempo todo sem comprometer a estrutura defensiva, mas jogar no contragolpe direto clássico poderia esbarrar em defesas fechadas demais e falta de espaço  para atacar. E se a perspectiva é um meio de tabela para baixo, sou um franco-atirador, os adversários tendem a me atacar e não esperam muito de mim - portanto talvez eu encontre espaço nas costas deles e consiga pontos preciosos jogando no contra-ataque.

A partir dessa perspectiva dá para escolher uma formação que se encaixe nesse estilo e ir moldando conforme a expectativa, a necessidade e o desempenho da equipe. Tá cada vez mais difícil jogar FM "impondo" um estilo específico ou totalmente fora do que a sua equipe precisa, e com uma fomação que não se encaixa com ele. Dá? Sim, é claro, mas eu entendo que a médio e longo prazo a tendência é ter mais dificuldades do que sucesso.

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Chaves
1 hora atrás, Tsuru disse:

Eu acrescentaria ainda aqui um elemento que pode passar despercebido: a perspectiva de classificação final do seu time. Apesar de aquilo oficialmente soar como "previsão da imprensa", eu uso para ter uma ideia geral de como os adversários vão se postar diante de mim, já que não faço e nem gosto de microgerenciamento. Se sou o time favorito ao primeiro lugar, significa que minha equipe é provavelmente superior às demais e elas tendem a jogar fechadinhas - portanto faz mais sentido uma estratégia agressiva e atacante. Se sou favorito à parte alta da tabela mas não o favorito absoluto (talvez esperam que eu fique entre o 3o e o 6o lugar, por aí), talvez eu precise de um esquema "híbrido" - porque meu time não vai ter capacidade suficiente para atacar o tempo todo sem comprometer a estrutura defensiva, mas jogar no contragolpe direto clássico poderia esbarrar em defesas fechadas demais e falta de espaço  para atacar. E se a perspectiva é um meio de tabela para baixo, sou um franco-atirador, os adversários tendem a me atacar e não esperam muito de mim - portanto talvez eu encontre espaço nas costas deles e consiga pontos preciosos jogando no contra-ataque.

A partir dessa perspectiva dá para escolher uma formação que se encaixe nesse estilo e ir moldando conforme a expectativa, a necessidade e o desempenho da equipe. Tá cada vez mais difícil jogar FM "impondo" um estilo específico ou totalmente fora do que a sua equipe precisa, e com uma fomação que não se encaixa com ele. Dá? Sim, é claro, mas eu entendo que a médio e longo prazo a tendência é ter mais dificuldades do que sucesso.

Bem colocado. Não adianta olhar para a equipe isoladamente. É preferível ser inteligente no lugar de se agarrar a uma certa filosofia.

Nessa linha também é conveniente olhar o relatório da equipe e comparar com os demais adversários. 

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Tsuru
1 hora atrás, Chaves disse:

Bem colocado. Não adianta olhar para a equipe isoladamente. É preferível ser inteligente no lugar de se agarrar a uma certa filosofia.

Nessa linha também é conveniente olhar o relatório da equipe e comparar com os demais adversários. 

Eu acho o relatório mais parecido com os templates táticos - indica a direção, mas é preciso caminhar a partir daí.

Na minha temporada atual por exemplo o relatório da equipe aponta para um jogo de contra-ataque direto, mas cotados para a segunda/terceira posição isso poderia ser muito arriscado porque os adversários tendem a se fechar contra a gente. Fora que os outros dois times que brigam pelo alto da tabela provavelmente se beneficiariam desse estilo que entrega a bola ao adversário e espera a chance para contra atacar. Então eu olho mas normalmente não o uso como fator para decidir.

Fora que em times pequenos isso pode ser meio complicado - tem hora que você olha o relatório e tem vontade de chorar porque ele não indica nada de muito concreto, ou porque seus jogadores são tão ruins que simplesmente não tem como atuar de nenhuma maneira mais específica. Ou porque a leitura pode ser subjetiva - mas nesse caso é só olhar quais templates táticos o adjunto sugere, se a leitura do relatório da equipe estiver certa geralmente vai "concordar" com o auxiliar, mesmo que você não use aquele template ou opte por criar algo do zero.

Tem inclusive um exemplo disso na última versão do Pairs and Combinations, onde o autor meio que "adaptou" as sugestões do adjunto e o relatório lido por ele, seguindo nessa mesma direção mas de uma forma ligeiramente diferente: https://www.fmscout.com/a-tactical-guide-pairs-and-combinations-2020.html

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Chaves
2 horas atrás, Tsuru disse:

Eu acho o relatório mais parecido com os templates táticos - indica a direção, mas é preciso caminhar a partir daí.

Sim, mas isso é como tudo no jogo, inclusive a previsão da imprensa sobre a classificação final na liga.

O relatório de equipe que me referia é o que compara os atributos da equipe com as demais da liga. Ali é uma indicação clara da força do plantel frente as outras equipes da liga.

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schacoffee

Amigo, @Chaves, bonita comissão from the back

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fabioaraujo89
Posted (edited)

Galera, 

 

muito obrigado pelo Feedback. Vou aproveitar para aprimorar minhas táticas com base nessas dicas. 

o problema é que eu surtei...eu fiquei tão puto que meu time muito bom não conseguia render que deletei o save porque estava muito frustrado com o jogo. Agora tô aqui morrendo de arrependimento, porque no Xbox não dá pra recuperar o save deletado e eu perdi o time que levei algumas temporadas montando...
 

@Tsuru eu li em outro tópico que você joga a versão Touch.

Como você faz os treinos de equipe? Tem alguma rotina? Eu costuma setar físico 2 semanas na pré-temporada, depois 1 ou 2 semanas em táticos e depois equilibrado, mudando quando tenho alguma questão, mas não sei se dá pra usar isso melhor.


Se o time cria um montão de chances, mas não marca, faz diferença setar o treino “técnico” ou “atacante”, por exemplo?

Edited by fabioaraujo89
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felipevalle

eita, sério mesmo @Tsuru. Passa as dicas aí 😁😁😁

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fabioaraujo89

Eu estava com um time exatamente assim, mas com “ritmo mais alto” e não marquei nada dm ser mais expressivo. 
 

ao invés de CJAs nas pontas eu botei EIs

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Banton
3 horas atrás, felipevalle disse:

Aí está @fabioaraujo89

IMG-20210510-013411.jpg

Eu estava abaixando os comentários e li alguém dizer gols de contra-ataque. Agora entendi o motivo.

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felipevalle
38 minutos atrás, Banton disse:

Eu estava abaixando os comentários e li alguém dizer gols de contra-ataque. Agora entendi o motivo.

Leva pouco gol de contra-golpe 

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fabioaraujo89

Eu estou para começar um novo save mas agora tô paralisado na questão tática. 
 

Não sei nem por onde começo. Ser novato é horrível 

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felipevalle
2 horas atrás, fabioaraujo89 disse:

Eu estou para começar um novo save mas agora tô paralisado na questão tática. 
 

Não sei nem por onde começo. Ser novato é horrível 

Calma, comece por aqui:

Dedique alguns dias para absorver conhecimento e info. Assim pode montar táticas equilibradas e, fazer mudanças pontuais na partida.

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Tsuru
12 horas atrás, fabioaraujo89 disse:

@Tsuru eu li em outro tópico que você joga a versão Touch.

Como você faz os treinos de equipe? Tem alguma rotina? Eu costuma setar físico 2 semanas na pré-temporada, depois 1 ou 2 semanas em táticos e depois equilibrado, mudando quando tenho alguma questão, mas não sei se dá pra usar isso melhor.

Se o time cria um montão de chances, mas não marca, faz diferença setar o treino “técnico” ou “atacante”, por exemplo?

Então, eu jogava o Touch, mas tenho uma opinião polêmica sobre ele. Para mim ele é "chumbado" de propósito para ser mais difícil e a versão completa parecer melhor. Os motivos? Vou citar alguns:

  • Mesmo táticas muito equilibradas e adequadas ao time que se tem ficam extremamente irregulares, o que não deveria acontecer;
  • Eu treinava uma equipe de segunda divisão do top 6 da Europa, subi para a primeira divisão e mesmo assim nenhum time queria me emprestar jogadores;
  • Quando eu conseguia alguém diposto a ser emprestado ou vendido, a pedida da equipe dona do passe era absurda e inviável, o que me deixava de forma geral com jogadores de quinta categoria e abaixo do nível de rivais do mesmo nível que eu.

E não fui o único a sentir esse tipo de problema. Mas aí você pergunta, ele seria chumbado por qual motivo? Bem, digamos que pode ter a ver com o fato dele custar três vezes menos que a versão completa? Talvez tenha, eu não sei bem. Ou talvez porque, se ele fosse realmente bom, a versão completa perderia público? Eu não sei, é apenas especulação. 

Fora que assim, o Touch tinha o objetivo de ser mais leve e fluido mas o FM 21 completo está mais rápido que o meu Touch 20. Então meio que não faz muita diferença.

Sobre os treinos, eu deixo tudo na mão do auxiliar. Eu poderia fazer melhor? Talvez. Mas me falta tempo pra isso e eu ficaria sem saber se os treinos que eu criei estão prejudicando meu time, ia ter uma tendência a mexer demais neles, não ia prestar. Então eu escolho um auxiliar cujo estilo tenha a ver com o que eu quero criar e ele que cuide dessa parte.

11 horas atrás, felipevalle disse:

Aí está @fabioaraujo89

IMG-20210510-013411.jpg

Não gostei, sinceramente. Acho que tem instruções demais, pouca variedade e não sei muito bem o que se quer com ela. Mas é aquilo, se funciona, passa a ser uma ótima tática 🙂 

7 horas atrás, fabioaraujo89 disse:

Eu estou para começar um novo save mas agora tô paralisado na questão tática. 

Não sei nem por onde começo. Ser novato é horrível 

Bem, você tem alguns caminhos. Um deles é a leitura dos guias que tem aqui no Centro Tático, tem várias abordagens sobre como construir tática:

Você pode também escolher um dos templates que vem com o jogo (seguindo as sugestões do adjunto), ir a campo com ele e observando o que você gosta, o que não e o que precisa mudar, e ir ajustando. Apesar de não serem táticas prontas, como ponto de partida podem servir.

Você pode também me dizer quais são seus três melhores jogadores (a posição basta), o estilo de jogo que você gosta (mais reativo? mais proativo? agressivo? contra-ataque? controle de posse? ataque veloz?) ou então a posição que a imprensa espera que sua equipe fique no fim da temporada, e com base nisso posso te sugerir alguns pontos de partida. Não garanto nenhuma supertática, mas podem servir como ideias para você ir desenvolvendo e ajustando.

O FM é menos sobre "encaixar uma tática e ela funcionar pra sempre" e mais sobre "colocar uma ideia em campo, ver o que não funciona, ajustar, testar de novo, ajustar..."

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fabioaraujo89

Muito obrigado, @Tsuru. 

Vou ler com calma o guia tático (eu já vinha lendo algumas coisas) e comecei a ler esse guia de posições/combinações. É bom pois assim vou melhorando a minha compreensão da parte tática, da qual eu não sei nada.

Eu pretendia reiniciar no Estrela da Amadora. Lá os três melhores jogadores são dois caras cuja melhor função são meias adiantados, podendo jogar centralizados ou abertos (eles tem boa pontuação como CJAs, extremos e EIs), e tem um meia defensivo também que é bom. O resto é mediano ou sofrível. A imprensa espera que o time fique no meio da tabela do grupo no Campeonato de Portugal, e a diretoria também espera isso, mas eu queria pelo menos tentar brigar pelo acesso. 

Eu jogava num 4-2-3-1 muito parecido com o da foto aí, mas nas pontas, ao invés de CJAs, eram extremos invertidos. A minha ideia (que pode estar bem errada) era que os laterais dessem largura, procurando os cantos, os EIs cortassem pra dentro e o centro-avante saísse um pouco da área para abrir espaço para eles entrarem. 

Pensei em fazer um 4-3-3, com uma trinca no meio de campo com esse meio defensivo centralizado e dois CJs (um CJA e outro recuado), com esses caras aí de cima abertos como EIs e um AvR, mas não funcionou muito bem.

Na vida real, eu gosto de um futebol de controle de bola, mais proativo, mas que tenha intensidade e fluidez. Eu não gosto tanto de um futebol mais centrado em contra-ataques. Apesar de ser torcedor de rival, eu gostava de ver o Flamengo do JJ, por exemplo. Um futebol de muita posse, muita paciência, com muitos toques para lá e para cá, sem "pressa", me irrita um pouco (sou um pouco traumatizado pelo dinizismo, rs).  

Eu também gosto de times que briguem para recuperar a bola, ainda que não saiam direto em contra-ataque veloz. Às vezes eu sentia meus times dando espaço demais ao adversário sem dar combate, o que explica eu ter setado as instruções "pressão extremamente urgente", "marcação apertada" o que, lendo alguns tópicos aqui e o Rate My Tatic, depois compreendi que estavam atrapalhando mais que ajudando, pois abriam minha defesa.  

Eu sei que começando em time pequeno é bem difícil implementar algumas coisas, por isso aceito quaisquer sugestões. 

E, como diria o Michael Scott no The Office, pode me explicar como se eu tivesse 5 anos? É assim que me sinto ficando perdido em algumas coisas do jogo rsrs. 

E uma dúvida muito de iniciante mesmo: eu jogo vendo o jogo no modo "lances decisivos". E aí fica mais fácil ver onde a defesa está errando: se tomo muitos gols ou dou muitas chances do mesmo jeito, acende o alerta de que há algo a corrigir. Mas quando o time não cria, não gera esses "melhores momentos". Tem jogo que só o adversário produz. Como vocês veem onde o time está tendo dificuldades para criar?

 

 

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Tsuru

Oi @fabioaraujo89, vamos por partes:

Em 13/05/2021 em 14:32, fabioaraujo89 disse:

E, como diria o Michael Scott no The Office, pode me explicar como se eu tivesse 5 anos? É assim que me sinto ficando perdido em algumas coisas do jogo rsrs. 

Claro que sim. Leia tudo com calma, quando você entender de fato como funciona as coisas vão fluir naturalmente.

Começando por alguns termos técnicos do jogo:

  • Formação: É a disposição dos seus jogadores em campo, ou seja, 4-4-2, 4-2-3-1, 4-1-4-1 DM Wide, enfim. No FM, a formação representa a forma defensiva do seu time, ou seja, como seus jogadores vão se posicionar quando seu time for atacado/estiver sem a bola. Quando seu time tiver a bola, o desenho varia conforme a movimentação dos jogadores, que pode ser determinada por uma série de coisas.
     
  • Posição: Meio difícil de definir dentro do FM, mas digamos que a formação, ao desenhar a forma defensiva do seu time, determina um conjunto de posições. Quando eu escolho um 4-4-2 por exemplo, estou determinando que meu time terá as seguintes posições no campo: goleiro, lateral esquerdo, zagueiro, zagueiro, lateral direito, meia lateral esquerdo, meia central, meia central, meia lateral direito, atacante e atacante. Se eu optar por um 4-2-3-1, meu time vai ter goleiro, lateral esquerdo, zagueiro, zagueiro, lateral direito, meia central, meia central, meia ofensivo esquerdo, meia ofensivo central, meia ofensivo direito e atacante. Se fosse um 5-3-2, meu time teria goleiro, zagueiro, zagueiro, zagueiro, ala, ala, meia central, meia central, meia central, atacante e atacante.
     
  • Função: Dentro do FM, a função é um dos dois elementos que determina/define/especifica o comportamento de cada jogador dentro da posição escolhida. Um zagueiro com função Defesa Central, por exemplo, tende a fazer o simples - vai procurar manter a posse, evitar gols e tocar a bola para outros jogadores mais criativos. Mas um zagueiro com a função Defesa com Bola, por exemplo, tem liberdade para fazer passes mais arriscados e difíceis e tentar ligar contra-ataques. E como a função ajuda a determinar esse comportamento? Quando eu escolho uma determinada função, automaticamente ela define um conjunto de instruções individuais de jogador - que podemos ver clicando em cima do ícone do jogador no campo na tela de táticas, mas não podemos modificar - e com as chamadas instruções individuais "por baixo dos panos" - que não podemos ver e nem modificar, são programadas para serem assim. Por exemplo, se você escolher um meia central e dar a ele a função "Meia Area a Area", e clicar em cima do ícone do jogador na formação, vai ver que ele tem a instrução individual "Deambular da Posição". Mas não vai ver que ele tem as instruções ocultas "Fazer mais corridas para a frente" e "Recuar Mais". O que isso significa? Que o Area a Area é um meio campista de movimentação, se mexe bastante, volta para ajudar a defesa e aparece no ataque quando a bola se aproxima da área adversária. E por que instruções ocultas? Porque parte da lógica dos programadores é que há coisas que precisamos ver e entender no campo e que, se recebermos tudo mastigadinho, o jogo não teria graça.
     
  • Tarefa: No FM existem quatro tarefas - defender, apoiar, atacar e automático. As tarefas determinam, bem grosso modo, o risco que determinada função tem liberdade para correr, ou seja, um jogador com tarefa defender começa por correr menos riscos do que um com tarefa apoiar, que corre menos riscos que um em atacar (automático usa a mentalidade da equipe para definir a do jogador - ver abaixo). E como a tarefa modifica esse risco? Ao se somar à função (ponto anterior), as tarefas acrescentam instruções individuais de jogador e, em alguns casos, instruções ocultas, com objetivo de modificar o comportamento do jogador de uma maneira bem específica e determinar o que ele deve fazer no campo. Por exemplo: um Defesa Lateral com tarefa Defender recebe as instruções individuais "Manter Posição", "Antecipar Cruzamentos" e "Correr Menos Riscos", porque o objetivo dele não é ajudar o ataque ou o meio campo e sim ficar mais recuado para proteger a zaga, cruzando a bola assim que a posição for favorável. Mas um Defesa Lateral com tarefa Atacar recebe as instruções "Chegar Mais a Frente" e "Cruzar Mais Vezes", porque o objetivo dele é subir no campo, chegar na linha de fundo e cruzar a bola. Já um lateral com a função Ala, por exemplo, tem sempre a instrução "Manter-se aberto", com objetivo que, independente da tarefa, ele jogue avançando com a bola junto à linha lateral. Mas com tarefa Defender, o Ala recebe, além de "Manter-se aberto", as instruções "Manter Posição", "Antecipar Cruzamentos" e "Correr Menos Riscos", porque o objetivo dele é não avançar tanto e cruzar a bola logo. Com as tarefas Apoiar e Atacar, o Ala é instruído a "Chegar Mais a Frente", o que significa que ele vai subir no campo e apoiar mais o ataque. E com a tarefa "Atacar" ele recebe as instruções "Cruzar da Linha de Fundo", "Cruzar Mais Vezes" e "Driblar Mais" - ou seja, isso o instrui a ser quase um ponta que inicia a jogada mais recuado e avança muito no campo. Por fim, um jogador com tarefa "Automática" terá a mesma mentalidade que a mentalidade da equipe (ver abaixo). Então as instruções de um Ala por exemplo são as seguintes - observe como a tarefa mais agressiva acrescenta instruções que tornam o jogador mais agressivo e o levam a correr mais riscos:
     
    • Ala Defender: Manter-se aberto, Manter Posição, Antecipar Cruzamentos, Correr Menos Riscos
    • Ala Apoiar: Manter-se aberto, Chegar Mais a Frente
    • Ala Atacar: Manter-se aberto, Chegar Mais a Frente, Cruzar da Linha de Fundo, Cruzar Mais Vezes, Driblar Mais
       
  • Mentalidade: A mentalidade determina, bem grosso modo, o grau de risco que seu time está disposto a correr para alcançar a vitória. Existem três mentalidades que eu chamo de "Mais Baixas" - Muito Defensiva, Defensiva e Cautelosa. Há uma que eu diria "Equilibrada" - Equilibrada. E há três que são "Mais Altas" - Positiva, Atacante e Muito Atacante. Quanto mais alta for a mentalidade, mais risco seu time vai correr para alcançar a vitória, por exemplo, pressionando mais o adversário e atacando mais sem se importar com os espaços que deixa na defesa. Quanto mais baixa for a mentalidade, menos riscos seu time vai correr para alcançar a vitória - o que significa que ele talvez não crie tantos espaços, pressione tanto ou se movimente tanto, evitando por exemplo gerar um espaço que o adversário possa explorar. A mentalidade tende a equilibrar "risco e recompensa", ou seja, eu corro mais riscos em nome de uma recompensa maior. Mas será que eu tenho condições de correr esse risco, ou eu vou sofrer mais gols que marcar, por exemplo? Se meu time for muito, muito bom, tecnicamente superior aos rivais, talvez ele possa correr mais riscos porque a capacidade técnica vai compensar (minha linha de defesa é muito adiantada mas meus zagueiros têm excelente antecipação, então eles conseguiriam cortar por exemplo uma ou mais enfiadas de bola). Mas se meu time não for tão bom tecnicamente, talvez a linha de zaga muito adiantada deixe espaço para um adversário veloz e meu zagueiro simplesmente não tenha velocidade ou antecipação para acompanhar ele, o que resultaria num gol. E como a mentalidade determina esse risco? Ela determina em primeiro lugar definindo um conjunto padrão de instruções de equipe/coletivas - são as mesmas que ficam naquela barrinha à esquerda, mas quando seleciona a mentalidade você não consegue ver, só entrando em cada um dos tipos de instrução. Por exemplo, se você escolher mentalidade Positiva, a largura atacante será mais alta do que numa mentalidade Cautelosa, com objetivo de que seus jogadores busquem mais a lateral do campo para abrir espaço em defesas fechadas. Na mesma mentalidade Positiva, seus jogadores de defesa farão passes mais curtos para manter a posse, e os atacantes farão mais passes diretos para abrir espaço e gerar velocidade, ocorrendo o inverso em mentalidades mais baixas. Em segundo lugar, a mentalidade da equipe determina as mentalidades individuais de cada jogador, mas eu não vou entrar muito nesse mérito individual até porque entender isso não é necessário para fazer uma boa tática. 
     
  • Instruções de equipe/coletivas: As famosas e confusas instruções de equipe são aquelas que aparecem à esquerda na tela de táticas, divididas em "Com a Posse", "Em Transição" e "Sem a Posse". Ao contrário do que muita gente pensa, você não precisa de muitas instruções para fazer seu time jogar bem - há jogadores que usam nenhuma ou quase nenhuma e funciona na mesma. E sabe por que? Porque o sucesso, o equlíbrio e o bom desempenho do seu time são geralmente determinados pela qualidade dos jogadores, formação adequada, funções/tarefas e pela mentalidade escolhida. Se essas quatro peças se encaixarem, a coisa tende a funcionar bem - as instruções refinamcomplementam e dão o toque final, mas geralmente não são determinantes. Pelo contrário, elas podem até atrapalhar às vezes. E sabe por que? Porque as instruções de equipe atuam modificando as instruções padrão de cada mentalidade. Ou seja, se eu coloco a instrução "Passes Mais Curtos" numa mentalidade "Positiva", isso significa que os passes não serão necessariamente curtos, mas mais curtos que o padrão da mentalidade. Eu não vou aqui destrinchar o que cada instrução faz, mas acho que já é possível entender o que são e como funcionam.
     
  • Instruções de jogador/individuais: Da mesma forma que as funções e tarefas determinam as instruções individuais do jogador, você pode acrescentar outras (embora não possa remover as que o jogo determina). Então eu posso pedir por exemplo ao meu atacante que faça "Passes Mais Diretos", com objetivo por exemplo de tocar a bola mais rápido e evitar ser desarmado o tempo todo. Ou aos meus zagueiros que "Fiquem Mais Abertos", para jogar nos flancos e cobrir os laterais. Há instruções individuais que não estão disponíveis em algumas funções/tarefas, portanto nesse caso você não pode acrescentar. 

Acho que com essa longa (enorme...) explicação já foi possível entender alguns conceitos e termos que o jogo utiliza. Dito isso, vamos a uma parte mais prática:

Em 13/05/2021 em 14:32, fabioaraujo89 disse:

Eu pretendia reiniciar no Estrela da Amadora. Lá os três melhores jogadores são dois caras cuja melhor função são meias adiantados, podendo jogar centralizados ou abertos (eles tem boa pontuação como CJAs, extremos e EIs), e tem um meia defensivo também que é bom. O resto é mediano ou sofrível. A imprensa espera que o time fique no meio da tabela do grupo no Campeonato de Portugal, e a diretoria também espera isso, mas eu queria pelo menos tentar brigar pelo acesso. 

Eu jogava num 4-2-3-1 muito parecido com o da foto aí, mas nas pontas, ao invés de CJAs, eram extremos invertidos. A minha ideia (que pode estar bem errada) era que os laterais dessem largura, procurando os cantos, os EIs cortassem pra dentro e o centro-avante saísse um pouco da área para abrir espaço para eles entrarem. 

Pensei em fazer um 4-3-3, com uma trinca no meio de campo com esse meio defensivo centralizado e dois CJs (um CJA e outro recuado), com esses caras aí de cima abertos como EIs e um AvR, mas não funcionou muito bem.

Na vida real, eu gosto de um futebol de controle de bola, mais proativo, mas que tenha intensidade e fluidez. Eu não gosto tanto de um futebol mais centrado em contra-ataques. Apesar de ser torcedor de rival, eu gostava de ver o Flamengo do JJ, por exemplo. Um futebol de muita posse, muita paciência, com muitos toques para lá e para cá, sem "pressa", me irrita um pouco (sou um pouco traumatizado pelo dinizismo, rs).  

Eu também gosto de times que briguem para recuperar a bola, ainda que não saiam direto em contra-ataque veloz. Às vezes eu sentia meus times dando espaço demais ao adversário sem dar combate, o que explica eu ter setado as instruções "pressão extremamente urgente", "marcação apertada" o que, lendo alguns tópicos aqui e o Rate My Tatic, depois compreendi que estavam atrapalhando mais que ajudando, pois abriam minha defesa.  

Eu sei que começando em time pequeno é bem difícil implementar algumas coisas, por isso aceito quaisquer sugestões. 

Eu começaria pela expectativa da diretoria/imprensa. Se teu time é cotado para um meio de tabela, provavelmente não é dos mais fortes da divisão, mas também não é dos mais fracos. Mas se não é dos mais fortes, eu acho muito arriscado você construir um sistema que busque atacar e pressionar o tempo todo, porque talvez te falte estrutura defensiva pra cobrir eventuais erros (lembra do exemplo que dei do atacante veloz explorando uma linha defensiva mais alta e o zagueiro não conseguindo recuperar a tempo?). Você pode conseguir atacar, mas vai se expor bastante também. Quem decide o risco que está disposto a correr é sempre você - eu no seu caso não correria, mas conheço jogadores de FM que correm, são felizes assim e tá tudo bem. 

Se você for seguir a minha linha de raciocínio, você provavelmente optaria por uma estratégia um pouco mais conservadora, talvez buscando de alguma forma atrair o adversário e atacar no espaço deixado por eles. Se você for seguir a linha de raciocínio de quem decide atacar e não está preocupado com os riscos que corre, eu diria que você segue mais uma linha "posse de toques curtos e rápidos", ou seja, você usa a velocidade e a intensidade basicamente no último terço, com muita pressão, buscando controlar a bola e usar movimentação para criar e aproveitar os espaços. O Fm chama isso de "Tiki Taka Vertical".

Você pode inclusive fazer os dois - monta uma tática mais conservadora, monta uma mais agressiva e vê qual te agrada mais. Ou pode usar a mais agressiva em casa e a mais cautelosa fora, por exemplo. 

Como nesse exemplo os melhores jogadores são meias ofensivos/extremos, eu diria que três formações tendem a te beneficiar mais: o 4-2-3-1 (para um jogo mais agressivo), o 4-4-1-1 (para algo mais conservador) e o 4-1-4-1 DM Wide (vulgo 433), nesse caso puxando o meia ofensivo para ser o terceiro homem de meio campo. Mas eu a princípio descartaria o 4-2-3-1.

E por quê, você me pergunta? Ora, ela é uma formação "top heavy", tem quatro jogadores na frente e, apesar de te dar uma ótima estrutura para pressionar, recuperar e controlar a bola, exige uma baita defesa e dois meio campistas muito bons, porque vão jogar basicamente sozinhos. Não apenas isso como geralmente exige que os laterais joguem bem avançados no campo, apoiando o meio campo mas se arriscando a deixar mais espaço nas costas. E para complementar, ela não costuma se adequar bem a sistemas de controle de posse com velocidade como o que você gosta (seria mais adequado a um estilo de posse lento e paciente, por exemplo).

Então eu ficaria com o 4-1-4-1 DM Wide e com o 4-4-1-1, onde seus laterais têm maior cobertura (do volante e dos meias laterais). 

Seguindo mesmo essa linha de raciocínio, a partir daqui você tem duas opções: pode escolher o template tático Tiki Taka Vertical para o 4-1-4-1 e o Contra-Ataque Direto para o 4-4-4-1, e ir testando, ajustando e modificando conforme o que vir no campo, ou posso te sugerir também alguns desenhos de funções, tarefas e instruções se quiser, embora sejam mais sugestões mesmo porque não conheço seu time a fundo. Mas se preferir posso fazer sem problemas.

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Chaves
Em 13/05/2021 em 03:14, felipevalle disse:

Calma, comece por aqui:

Dedique alguns dias para absorver conhecimento e info. Assim pode montar táticas equilibradas e, fazer mudanças pontuais na partida.

Eu já vi uns vídeos desse cara e, honestamente, ele muito ruim. Pior que deve ter gente que leva a sério.

1 hora atrás, Tsuru disse:

Oi @fabioaraujo89, vamos por partes:

Claro que sim. Leia tudo com calma, quando você entender de fato como funciona as coisas vão fluir naturalmente.

Começando por alguns termos técnicos do jogo:

  • [...]

Esse resumo é muito mais maduro.

Para quem quer se aperfeiçoar, eu recomendo começar saves em equipe grandes, já formadas e com recursos financeiros. Assim teriam chance de se concentrar em entender os conceitos e instruções táticas.

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      E porque o Cincinatti? Basicamente por ter sido a pior equipe nas temporadas 2019 e 2020 e na lanterna na atual temporada. 
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      O Save será na versão FM2021. Após quase mês e meio a jogar a conclusão que chego é que este FM veio elevar a experiência como manager para outro patamar. A experiência no "Banco" está mais realista que nunca. De resto, as conferências de imprensa são outra melhoria e a interação com jogadores, equipa técnica e jornalista a telefonarem-te está em grande nível também. O resto é mais do mesmo que a gente gosta com mais ou menos Make-Up, possibilitando também outro prazer renovado de jogar este jogo. 
      Eu frequento outro fóruns e vejo algumas publicações e vídeos, um pouco à semelhança com a vida real, podemos todos sempre aprender alguma coisa com os outros, na vida real são os cursos e estágios até com treinadores de renomes, que fazem com que muitos treinadores evoluam e progridam na sua carreira, costumo sempre pensar no Carlos Carvalhal e na forma como tem gerido a sua carreira, é um exemplo, e na minha opinião um dos melhores treinadores portugueses.
      Mas chega deste introito, que apesar de necessário já vai longo. Decidi iniciar um conjunto de saves, calma, não é tudo ao mesmo tempo, se bem que alguns poderão ser simultâneos, quer na postagem quer no jogar. 
      Esse conjunto de saves terá um nome específico e comum a todos os saves, se bem que depois poderá ser ramificado para objetivos mais específicos. Assim os conjuntos de saves serão:
      The Fallen Giants Series 
      Kaiserslautern
      Vitória de Setubal
      Sunderland
      Cruzeiro
      Cobreloa
      Pro Vercelli
      Corunha
      The Homegrown Series
      Tromso
      Alverca
      Atalanta
      Grasshoper
      FC Sochaux
      Lower League Series
      Yeovil
      Akademisk
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      SS Monopoli
      IF Brommapojkarna
      England Challenge Series
      Reading
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      Cristal Palace
      Southend United

      Para já este são os clubes que em cada um dos conjuntos de save planeio treinar. Obviamente não é uma decisão estanque e se alguém tiver alguma sugestão para qualquer das categorias, são bem aceites.
      FALLEN GIANTS - Neste conjunto de saves vou tentar devolver ao clube em questão a glória e os êxitos do passado e quem sabe mais ainda. Devolver o clube ao palcos onde já brilhou.
      Não tem que necessariamente ter sido campeão no passado, ou ter ganho muitos troféus, mas em cada situação o clube em causa já foi uma referência a nível Nacional, ou internacional ou mesmo continental, e caiu em desgraça e viu-se arredada dos grandes palcos, quer tenha sido recentemente ou já à muitos anos.
      THE HOMERGROWN - Neste conjunto de saves vou tomar conta de clubes que não sendo no seu país ou internacionalmente grandes clubes, possuem boas instalações para jogadores jovens e formam bons jogadores que mais tarde acabam sempre em clubes maiores. O Objetivo é aproveitar essa matéria prima e fazer crescer esses jovens e ajudar a crescer o clube.
      THE LOWER LEAGUE - Como o nome indica é o tradicional LLM, de pegar numa equipa nos escalões inferiores e trazê-la até ao topo. 
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      COMUM A TODOS OS SAVES
      - As habilitações do treinador serão baseadas no que o jogo me aconselhar para o clube em questão - As tarefas de treino serão geridas por mim.
      - As táticas serão desenvolvidas por mim, contudo e como disclaimer quero aqui deixar já esclarecido que para além da experiência que já tenho de jogar FM e CM à 25 anos, vamos sempre aprendendo não só em fóruns, vídeos e publicações. Assim apesar de minha, a inspiração é um pouco o apanhado disto tudo. À 25 anos atrás não havia a complexidade de posições, roles, e atributos que existe hoje, e a forma como cada atributo influencia os outros é preciso muito tempo e dedicação para termos a compreensão total disso. E a personalidade do jogador, e do Staff? Isso era conversa para mais duas horas.
      - Os atributos dos jogadores estão visíveis, contudo não irei dispensar o trabalho e opinião dos olheiros, que farão uma primeira abordagem e análise, e posteriormente tomarei decisão.
      - Todo o staff será criteriosamente selecionado por mim. Já falei da personalidade do Staff? Após a seleção inicial de staff, se o clube permite ter Diretor Técnico, vou a seguir deixar nas mãos dele a subsequente renovação de contratos e outras tarefas que lhe podem ser atribuídas.
      - O Save termina quando eu bem entender, ou então por ter sido despedido de determinado clube.
      LIGAS ATIVAS E VISIVEIS
      Para evitar que ao longo dos ano com o avançar do save, o número total de jogadores vá decrescendo significativamente (algo já reconhecido pela SI), além das ligas dos país do clube onde vou treinar, irão estar ativas as ligas principais de grande parte dos países a nível mundial, e as ligas inferiores será pelo menos visíveis. Isto vai obviamente provocar um aumento exponencial de jogadores na base de dados, mas também assegura que existirá uma produção normal de Regens, vindos de toda a parte do mundo, da Noruega à Malásia, da Africa do sul até ao Chile. Perceberam a ideia.
      E pronto o texto já vai longo. Espero que vos consiga entreter um pouco e que continuem a jogar e a postar os vossos saves, com os quais todos aprendemos um pouco.
      Mais Novidades Em Breve.
    • Cadete213
      By Cadete213
      Olá a todos. Sou novo por cá, mas sou um dos veteranos do CMPT (o fórum FM em Portugal), onde me registei em 2006. Gosto de apresentar os saves com mais base nas imagens do que nos textos, mas não esperem muito em termos de grafismos 😁
      Meu nome é Fábio, mas sou conhecido como Cadete, devido ao antigo jogador de futebol do Sporting e Celtic (entre outros), Jorge Cadete. Sou natural do Funchal, Ilha da Madeira. Ou seja, sou da mesma cidade do Cristiano Ronaldo.

      Sempre fui fã de futebol e minha equipa favorita é o Arsenal. Muito novo comecei a jogar nas camadas jovens do CS Marítimo, e por lá fiquei até aos 17 anos. Pelo caminho, fui campeão regional várias vezes e cheguei a jogar contra o grande CR7, quando este ainda vestia as cores da camisola do CD Nacional. A melhor época que tive, foi nos sub-17, quando terminamos a época sem derrotas (20 vitórias e 2 empates). De seguida, disputamos a fase nacional, onde defrontei o Sporting CP, Barreirense e Campomaiorense. Estes dois últimos, já viveram dias melhores e o Campomaiorense, na altura, jogava no Tugão.

      Nos sub-19, decidi sair do clube da minha infância e fui jogar no clube da terra da minha mãe, o CD Ribeira Brava, que tem como maiores rivais, o Pontassolense. Passei dois anos fantásticos no clube e vencemos o primeiro troféu do clube, nas camadas jovens, a Taça da Madeira. Na final, derrotamos o CF União. Lembro-me muito bem desse jogo. Marquei o primeiro golo e o resultado final foi 4-2. No final, festejamos imenso e levamos a Taça para a nossa "terrinha". Isto foi na primeira época. 
      Na segunda época, fui chamado à equipa principal, para fazer a pré-época. O CD Ribeira Brava disputava o Campeonato Nacional de Séniores e ainda joguei um amigável contra a equipa B do Marítimo, uma casa que conhecia muito bem. Fiz a época nos sub-19 e fui o melhor marcador da equipa. Nos séniores, ainda fui emprestado ao São Vicente, mas infelizmente, devido a um problema de saúde no sangue, abandonei o futebol e a carreira de jogador.

      A vida seguiu e comecei a trabalhar. Acabei os estudos à noite, onde conheci minha parceira. Passados 15 anos ainda estamos juntos. Mudou a minha vida para muito melhor e vivemos juntos na sua terra, o Jardim do Mar. Uma pequena vila no sudeste da Ilha da Madeira, com 200 habitantes. Mas não se deixem enganar pelo seu tamanho, pois é conhecida a nível mundial, devido ao surf. A modalidade chegou tarde à Madeira, nos anos 90. Começou então a ser divulgada e de repente, tínhamos surfistas do mundo inteiro a visitar a ilha, que rapidamente se tornou conhecida como  o "Hawai da Europa". 
      Minha sogra tem uma Residencial a Casa da Cecília, que recebeu os primeiros surfistas na ilha e a minha parceira foi a primeira mulher a surfar na Madeira. Os mais famosos surfistas portugueses passaram por cá várias vezes, houve um Billabong Contest no final dos anos 90, Garrett McNamara também já esteve na Residencial da minha sogra e Grant "Twiggy" Baker, campeão mundial de ondas grandes, é um regular por aqui. Gosta de ir ao Jardim do Mar treinar, antes da etapa da Nazaré, em Portugal Continental.

      Em 2008, decidimos emigrar e passamos o Verão em Cagnes-Sur-Mer, no sul de França. Trabalhamos num camping e os donos tornaram-se na nossa segunda família. Sempre que podemos, fazemos uma visita e vice-versa. Aprendi a falar francês, o que é sempre bom no mundo do trabalho. Depois deste magnífico Verão, acabamos na Ilha de Jersey. Uma dependência da coroa Britânica. É uma ilha offshore, ou seja, um paraíso fiscal, que goza de uma certa independência e tem o seu próprio governo. No entanto, o poder supremo é a raínha de Inglaterra.
      A comunidade portuguesa é grande e equivale a cerca de 10% da população local. Brasileiros tem poucos e só conheço 2. 
      Trabalhei vários anos na loja de um campo de golfe, e comecei a praticar este desporto. Tornou-se um dos meus passatempos favoritos e cheguei a fazer parte da equipa que se tornou campeã de Jersey, indo de seguida à ilha vizinha de Guernsey, jogar pelo título de campeão das Ilhas do Canal. Infelizmente perdemos.

      Vida que segue (como diz um amigo meu cá do fórum), e como trabalhava aos fins-de-semana, não pude jogar futebol. Dediquei-me então ao Futsal, que por cá é amador. Aliás, em Jersey, a única equipa profissional que há, é o Jersey Reds. Uma equipa de râguebi que disputa o segundo escalão do râguebi inglês. No futsal, joguei em 2 equipas locais. Fui campeão duas vezes e venci a taça uma vez. O futsal aqui é diferente e as regras também. Tanto, que ainda chamam de 5-a-side, não podemos entrar na área do Guarda-Redes e a bola não pode subir acima da altura dos ombros. Coisas dos ingleses.

      Após vários anos no campo de golfe, consegui um emprego no HSBC, um dos maiores bancos a nível mundial. Sendo Jersey um paraíso fiscal, a sua economia é movida pelo mundo das finanças. Vários são os bancos que cá estão, incluíndo Royal Bank of Canada, Lloyds, Santander, CitiBank ou Natwest. Além destes, tem outros bancos privados e muito dinheiro passa por cá. De vez em quando, entra nas bocas do mundo por eventuais branqueamentos de dinheiro e abrem-se investigações. É um mundo à parte.
      O HSBC Expat e o HSBC Channel Islands e Isle of Man, têm cá a sua sede e é lá que trabalho. Fui Product Manager e agora sou Operational Support Manager. 

      Trabalhar no banco libertou-me os fins-de-semana, e voltei ao futebol de 11. Como ja estava a chegar aos 35 anos, decidi jogar nos veteranos. Fui convidado para jogar no St Paul's FC, que é o maior clube da ilha. Aceitei logo e na primeira época fomos campeões, só com vitórias. Não perdemos nenhum ponto. Época de sucesso e apenas não vencemos a Taça de Veteranos, pois esta foi cancelada devido ao Covid-19. Começamos a segunda época, e até ao momento nao perdemos nenhum jogo. Queremos ser bi-campeões, sem derrotas. 
      Como ainda estou para as curvas, tenho feito alguns jogos pela equipa de reservas, onde a minha experiência é essencial para ajudar os mais jovens. Disputam a 3ª e última divisão de Jersey, e permite-me ir mantendo a forma ao jogar contra os mais novos.

      E por aquí fica a realidade do save. Aproveitei para me apresentar e assim ficam a me conhecer um pouco melhor. Daqui em diante, entraremos na ficção e na parte divertida do save. Adoro viajar e já estive em 5 continentes. Só me falta mesmo visitar a América do Sul.
      Trabalhando no HSBC, irei aproveitar esse facto para dar andamento a este save e irei baseá-lo nisso mesmo, a oportunidade de poder viajar pelo trabalho. 
       

       

       

       
    • Ibarra
      By Ibarra
      É com muita alegria, prazer, esforço e dedicação que continuarei a postar muita coisa bacana para este fórum com o FManager Brasil Ultimate Update agora e em breve, ou seja: a partir do dia 24 de Novembro, dia do lançamento do FM21 irei soltar a primeira atualização desde o Campeonato Brasileiro Série A até as divisões regionais do Brasileirão, além de Ligas e Copas do Brasil e do Mundo Inteiro juntamente com os elencos dos times nacionais e internacionais atualizados.
      Bom galera desta vez o Brasil Ultimate Update vai ser de maneira diferente, ou seja: vai ser o Brasil em formato europeu, eu decidi fazer assim o update devido aos jogos acumulados dos estaduais que ao meu ver acaba por enjoar os saves no Brasil, por isso decidi retirar os estaduais e manter as seguintes ligas e copas no update, vejam abaixo:
      Brasileirão Série A Brasileirão Série B Brasileirão Série C Brasileirão Série D Brasileirão Divisões Inferiores Copa do Brasil Supertaça do Brasil Países fundamentais são: Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Tailândia, Qatar, Bolívia, Equador, Paraguai, Venezuela. Outros conteúdos também foram inseridos, como lesões e suspensões retiradas, cores reais dos clubes brasileiros e muito mais.
      Peço também desculpa pelos incômodos causados pq eu ontem estava enfrentando "crash dumps" no jogo e não pude mandar o download como prometido.
       
      Tutorial de Instalação: extraia o arquivo .RAR para a seguinte pasta
      🗂️ C:\documentos\sports interactive\football manager 2021\editor data
       
      Download Liberado e Atualizado até dia 16/06/2021 compatível com a DLC 21.4.
      Vale também lembrar que as transferencias do Mercado da Bola serão feitas diariamente a partir de 2021.
      Escolher a Liga da India para jogar no Brasil a partir do dia 21/12/2020
      ⬇️FM21 FManager Brasil Ultimate Update (by Ibarra) Atualização (16/06/2021) - Atualizações - FManager Brasil
       
      Agradecimentos
      FMSortitoutsi.net (pelo arquivo das transferências de jogadores e staff)
      RodrigoFec (cores reais dos clubes brasileiros)
      pr0 (acessos e rebaixamentos + coeficientes da UEFA 21/22)
      Dodgee's Gamers (MODS da Eurocopa 2020 + Copa América 2021)
       
      Bom Divertimento !
    • Megalodonte
      By Megalodonte
      Prezados
      Esta é a história de José Silva,  mais um entre tantos milhões de brasileiros.
       
      REGRAS DO SAVE E DATABASE
      Escrever a história de José Silva no cenário mundial; Expressar ao máximo os dilemas da carreira de José Silva no fórum; Diversão total no save  
      Database: TODAS as ligas do mundo como jogáveis, totalizando 490 mil jogadores, para dar o máximo de realismo possível. Estou utilizando também o BRMundiup atualizado em 26/03 e o modo de inteligência deles que deixa o jogo mais realista e difícil, sobretudo na América do Sul. Já deixo a dica para quem tem notebook/PC gamer que selecionar todas as ligas do mundo roda de boa e sem travar, independente do fato de ficar com "meia estrela" no desempenho. Apenas recomendo um acelerador de dias (FMspeed ou Cheat Engine) para que o jogo dê uma acelerada na passagem de dias (sem perder qualquer interação), mas é opcional isso.
       
       

      Imagem da Zona Leste de São Paulo-SP
      TEMPORADA 2021 - CAPÍTULO 1
      Quem sou eu?!
      Esta história será escrita em primeira pessoa. Sim, sou eu, José Silva, que está escrevendo. Não farei joguetes dissertativos nesta jornada, mas garanto sinceridade máxima para com o leitor. Antes de tudo, vou me apresentar. Eu sou José Silva, mais um entre tantos milhões de brasileiros. Mais um José e mais um Silva, talvez o nome e o sobrenome mais comum do Brasil. Ok, sei que não ficou legal esta apresentação, portanto serei mais direto para me ater à promessa de evitar os joguetes na narração.
      Nasci na cidade de São Paulo, no Natal de 1990. Estou prestes a completar 30 anos. Sou da Zona Leste, uma área predominantemente pobre na capital paulista, apesar de eu particularmente nunca ter sido pobre a ponto de ter passado fome ou frio na vida, sempre tive consciência de classe, que no meu caso, na melhor das hipóteses sempre foi a classe média baixa. Minha mãe é professora de uma escola estadual de Guarulhos, cidade com mais de 1 milhão de pessoas, ao qual faz divisa com a Zona Leste de São Paulo. A inflação imobiliária nos impediu de mudar para Guarulhos mais perto do colégio, portanto moro até hoje numa casa velha da Zona Leste, porém digna, adquirida pela minha mãe nos anos 90 e quitada após uns 15 anos de prestações. Sempre estudei no colégio público que minha mãe deu aula em Guarulhos, portanto era cobrado duplamente, tanto como filho quanto como aluno. Da nossa casa até o Colégio dava cerca de 20 minutos de moto e essa foi minha trajetória da infância até completar o ensino médio: acordar cedo, ir pra escola na garupa da moto da minha mãe e passar a tarde toda jogando bola na quadra do meu colégio. Eu era um goleiro mediano e nunca sequer cogitei ser jogador de futebol e apesar de amar futebol, sempre gostei mais de assistir do que jogar futebol. Era um corintiano moderado, que não desenvolveu o fanatismo por nunca ter ido ao Pacaembu na infância, pois não tinha um pai pra me levar ao estádio. Nunca conheci o meu pai, que segundo minha mãe sumiu no mundo após engravidá-la. Não tinha o nome dele em minha identidade ou certidão de nascimento, e herdara apenas o sobrenome Silva, de minha mãe. Além de "José" e "Silva", era mais um brasileiro filho de mãe solteira na imensidão demográfica deste País Continental.
      Sempre tirei notas boas, apesar de nunca ter sido um bom aluno. Meus interesses eram curiosidades globais, romances policiais, séries baixadas em péssima qualidade, idiomas, história do futebol e livros políticos e filosóficos. Desenvolvi um bom nível de inglês através de jogos na lanhouse que frequentava perto da minha casa, no auge dos anos 2000. Quanto à politica, se você é de esquerda, me achará de direita e se você é de direita, me achará de esquerda. Me considero um verdadeiro "isentão" que gosta de ver o circo pegar fogo. Acho tanto o coletivismo quanto a meritocracia duas farsas, quando postas de maneira integral, além de ser um adepto da teoria do caos, também conhecida como efeito borboleta. Acredito que pequenos detalhes mudam toda uma trajetória e que a sorte e o azar são fundamentais na vida do cidadão, desde a loteria genética até estar em determinados lugares ou conhecer determinadas pessoas. 
      Após terminar o colégio, fui o último aprovado no vestibular para o curso de Educação Física na USP, ao qual confesso que levei uma sorte desgraçada. Mais procrastinava do que estudava, porém acertei o necessário para entrar. Dizem que vestibular é igual sexo: não importa a posição, o que importa é entrar. A essa altura eu tinha 18 anos e uns 500 reais de patrimônio total. O departamento de Educação Física da USP era bem longe da minha casa, e sabia que teria que pegar ônibus e metrô para chegar lá, portanto decidi que iria trabalhar durante o dia (a faculdade era noturna) para juntar um dinheiro para tirar carteira de motorista e comprar uma moto, pois a perda de tempo dentro do transporte público era imensa, economizaria umas duas horas diárias que poderiam ser empregadas em outra coisa. Sempre achei que o capitalismo é um jogo de tempo.
      Falando em tempo, vou adiantar um pouco minha história para chegarmos ao presente. Quando entrei na faculdade, consegui um emprego na lanhouse ao qual frequentei minha infância e adolescência e acabei virando uma espécie de "gerentão" lá. No meio do segundo ano, após todo mês juntar uma parte do salário que sobrava, enfim consegui comprar a moto e tirar minha CNH. Aproveitei o tempo livre diário que ganhei ao não ter mais que pegar transporte público pra dormir. Sim, isso mesmo, eu vivia num sono infernal nessa rotina de trabalhar e estudar e duas horas de sono a mais por dia me davam uma revigorada satisfatória. Terminei a faculdade e decidi que queria ser professor de Educação Física, para isso teria que estudar, pois apesar do salário de professor da rede estadual não ser nada atraente, a concorrência era imensa, pois ganhar 3 ou 4 salários mínimos com estabilidade em um país de terceiro mundo como o Brasil era algo muito acima da média. Meu TCC foi sobre evolução de táticas de futebol na Ásia. Sim, bizarro.
      Com o diploma na mão, fiz as contas e vi que tinha dinheiro para me manter por 6 meses sem ter que trabalhar, portanto, para não queimar minhas reservas, tive a ideia de pedir ao dono da lanhouse se era possível que eu trabalhasse meio-período, para poder focar o máximo de tempo no concurso, que seria no final do ano (estávamos em 2012). Ele resmungou, dizendo que esse negócio de emprego meio-período era coisa de País rico, que não existia isso no Brasil, mas acabou cedendo, pois tinha grande apreço por mim. Eu ganhava dois salários mínimos na lanhouse, com essa redução, viria a ganhar um, o pouco de vida social que eu tinha acabava de ir pros quiabos com essa nova renda. Era apenas subsistência e mais nada.
      Dessa vez eu não procrastinei e pela primeira vez estudei de maneira sistemática e organizada e no final de 2012 passei no concurso, em uma posição intermediária. No começo de 2013 assumi uma escola Estadual em Itaquaquecetuba, outra cidade metropolitana grudada em São Paulo e Guarulhos, ao qual o pessoal costuma chamar apenas de "Itaquá". Tinha apenas 22 anos e seria professor de alunos da quinta e sexta série, ou seja, uma intersecção de crianças e adolescentes, metade infância e metade puberdade. As condições da escola eram ruins, mas não chegavam a ser deploráveis, daria uma nota 4,5 numa escala de 0 a 10. Confesso que esperava algo pior. No meu primeiro ano, tive muitos problemas, pois eu alternava entre ser bonzinho demais e severo em demasia, e os alunos deitavam e rolavam, tanto por mau comportamento pela minha inércia, quanto reclamando com os pais que eu gritava e era bravo demais quando eu decidia fazer alguma coisa. Somente no final de 2014, no meu segundo ano como professor que fui pegando o jeito do negócio e a partir de 2015 eu já era um dos professores mais queridos do colégio.
      Eu era criativo e costumava dar aulas envolvendo competições de diversos esportes, apesar de não esconder minha preferência pelo futebol, também desenvolvia-os com Xadrez e alguns jogos de tabuleiro. Os anos foram passando e a maioria dos meses eu conseguia guardar cerca de 10% do meu salário, minha mãe estava prestes a aposentar e eu sentia que faltava algo para dar uma guinada na minha vida. Confesso que me iludi com algumas promessas miraculosas de dinheiro, mentalidade empreendedora e outras baboseiras de espertalhões na internet que enganavam ingênuos ambiciosos e acabei perdendo dinheiro nessas coisas, ao qual eu sequer gostava. 
      Mal sabia que a grande teoria do caos que estava por aparecer na minha vida seria um "pequeno" torneio escolar. Era o ano de 2020 e eu notei que desde que entrei no colégio em Itaquá, aquele ano era ao qual os alunos do sexto ano eram os melhores nas aulas de futsal desde 2013. Tinha pelo menos 6 alunos ali com um potencial monstruoso perto do que eu já tinha visto de garotos daquela idade, e pela primeira vez nosso colégio foi convidado para a disputa dos jogos escolares da Grande São Paulo, pois a Prefeitura de São Paulo havia expandido a participação para todos os colégios da capital e região metropolitana. Seria uma espécie de Copa da Inglaterra, com mais de 1000 escolas públicas e particulares disputando um gigantesco torneio em mata-mata. Só eram permitidos alunos de 11 ou 12 anos completos até o fim de 2020 , ou seja, alunos do quinto ou sexto ano (os reprovados mais velhos ficariam de fora). Montei um time de toque de bola rápido na quadra, ofensivo e que sabia a hora certa de dar o bote.
      Apesar de ser cético até demais, um grave defeito que tenho, confesso que fui criando a ilusão que dava pra chegar longe, pois os meninos do colégio eram realmente bons e o mais importante: todos fortes fisicamente, uns verdadeiros cavalos pra idade que tinham. O único que tinha 11 anos e era mais mirrado era o nosso goleiro, que tive que buscar na quinta série, pois na sexta não havia nenhum, de resto eram todos com 12 anos e ótimo porte, além de apurada técnica. Me espelhei na zebra do Guga em Roland Garros em 1997 ao qual foi campeão sendo o número 66 do ranking mundial e fomos passando de fase. Os jogos eram sempre em algum colégio neutro, e nossos alunos que não jogavam, tanto meninos quanto meninas, eram uma torcida bem fiel e sempre empurravam a gente. As fases foram passando, até que chega outubro de 2020 e estávamos nas oitavas de final. Dentre os 16 colégios, éramos o único colégio público. Todos os outros eram particulares. A partir desta fase, os jogos eram disputados no Ginásio Ibirapuera, o que atraía atenção da mídia local, dos holofotes da educação e é claro: o de olheiros que estavam ali para tentar descobrir o próximo Neymar. O Brasil tem uma tradição monstruosa em revelar grandes jogadores que começaram no futsal.
      Eu havia levantado informação dos outros 15 adversários e pelo que vi todos eram mais ou menos do mesmo nível, com exceção a três colégios que serviam de base através de uma parceria para os três grandes da capital: Corinthians, Palmeiras e São Paulo. Eu estava torcendo pro sorteio não colocar esses colégios frente ao nosso time, e acabei levando sorte: o Colégio parceiro do Palmeiras enfrentaria o do Corinthians logo de cara, na outra chave, e o do São Paulo também caiu do outro lado da chave, ou seja, só pegaria um dos top 3 numa eventual final. Tanto nas oitavas, quanto nas quartas e na semi, nos classificamos nos pênaltis, todos empatando por 2x2. Três resultados iguais e três êxitos na loteria dos pênaltis. Parecia história de filme de final feliz, estilo a Libertadores do Atlético Mineiro de 2013. Confesso que não treinava muito as penalidades, apenas o básico, mas o meu goleiro de 11 anos tinha uma habilidade paranormal para defender pênalti, era um novo Dida. Com certeza algum olheiro acabaria incentivando-o a treinar em algum clube quando os Jogos Escolares acabassem. 
      A grande final veio, em novembro de 2020, e seria contra um dos colégios mais tradicionais da capital paulista, que servia de base para o São Paulo Futebol Clube. Calculei que teríamos no máximo 25% de chance de sermos campeões (sou um tarado em números, estatísticas e probabilidades), tratei aquela final da pirralhada da sexta série como o maior desafio da minha vida. O jogo começou e logo no primeiro tempo  tomamos 3 gols. A mini-escolinha do SPFC era uma máquina mortífera. Eu não sei qual espírito da oratória entrou em mim no intervalo que consegui entrar na cabeça da mulecada de um jeito que por uns instante me senti o Bernardinho do Vôlei no quesito motivação. O final feliz não veio e o milagre também não aconteceu, mas marcamos dois gols e faltando 15 segundos meu pivô acerta uma bola no travessão, quase empatando e forçando a prorrogação. Perdemos de 3 a 2. Fomos vice-campeões, mas o ginásio inteiro do Ibirapuera nos aplaudiu. Caímos de pé.
      No final do jogo, os garotos desabaram em lágrimas tenras. O lado criança venceu o pré-adolescente, e a dor do "quase" foi cruel e torturante. Após meia hora consolando-os, com palavras inócuas para uma perda deste tamanho, um senhor grisalho de camisa social me aborda:
      - Você é o José Silva, né? Gostaria de trocar uma ideia com você.
      Eu tinha mania de tomar conclusões precipitadas e já fui falando:
      - Sou sim. Você deve ser olheiro de algum clube, né? Já adianto que pra falar com qualquer aluno meu para eventuais testes, antes de mais nada, é necessário a autorização dos pais deles, pois são menores de idade.
      - Você errou duplamente, retrucou o senhor Grisalho. Não sou olheiro e não quero falar sobre teus alunos. Sou vice-presidente do ********* e gostaria de te propor uma entrevista. Já tem um tempo que estamos observando profissionais de educação física dedicados e acredito que tens o necessário para um projeto em nosso clube.
      Bom, confesso que por uns 10 segundos senti um formigamento misturado com ansiedade e felicidade, além de um pouco de medo. No próximo capítulo eu conto o que aconteceu. E os asteriscos no nome do time é pra dar um ar de mistério, mesmo. A única dica que lhes dou é que é um time aqui do Estado de São Paulo, mesmo.
      Continua...
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