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ponta invertido breve análise.png

Na década de 90, a coisa mais comum nos campos europeus eram os tradicionais pontas velocistas; dribladores rápidos com capacidade de cruzar bem uma bola e que ficavam sempre preso no seu corredor de atuação. Atualmente, esse é um perfil bastante difícil de se encontrar nos elencos dos grandes clubes do mundo. No jogo moderno, é função dos alas e laterais atacarem os flancos e cruzar a bola para a aula. O ponta tradicional foi substituído pelo ponta de pé trocado. O ponta invertido (extremo invertido em PT-PT, por isso também no jogo e aqui nesse guia) é um desses casos dentro do FM, assim como o avançado interior.

Enquanto esses pontas de pé trocado surgiram e evoluíram dentro do 4-2-3-1, eles tem funções diferentes dentro de campo de acordo com o time que jogam ou com a formação que são usados. Nas versões anteriores do Football Manager, a única opção tática que um treinador tinha para esse tipo de formação era utilizar um avançado interior. Atualmente, ganhamos uma ferramenta a mais, com o extremo invertido. A principal tarefa desses pontas de pé trocado é utilizar sua velocidade e técnica para duelar com seu marcador e conduzir a bola e o time para mais próximo do gol adversário.

Para aqueles que ainda não sabem do que estamos falando, vou deixar alguns exemplos da vida real e que inspiraram a Sports Interactive a moldar a função de acordo com seu talento. Jogadores como Arjen Robben, Franck Rybéry e Thierry Henry são alguns dos ícones do futebol que ajudaram o Football Manager a trazer esse tipo de atleta do campo para as telas dos computadores. Hoje, atletas como Serge Gnabry e David Neres são grandes máquinas dentro do Football Manager graças ao que esse tipo de atleta trouxe para o motor do jogo.

Normalmente, o estilo de jogo desses atletas é bem direito. Uma vez que tem a bola nos pés, eles combinam técnica e dribles com aceleração e boas tomadas de decisão para deixar o marcador para tráz e ou finalizar ou passar a bola para um companheiro melhor posicionado para continuar a jogada. Esse estilo de jogo não combina muito com o estilo de outros avançados interiores da vida real, que cortam para dentro, mas optam por uma enfiada de bola ou cruzamento ao invés do chute.

Em versões anteriores, ou você transformava esses jogadores em avançados interiores, incluindo seus comportamentos codificados no motor do jogo (e que não podem ser removidos) que instruíam eles a cruzar menos, ou os transformava em construtores de jogo avançados, aceitando que eles iriam cruzar menos e chutar menos, mas fariam passes mais arriscados. Isso mudou a partir do FM 2020, que passou a nos oferecer o Extremo Invertido.

Como essa função dá aos treinadores maior flexibilidade? As instruções se tornaram mais claras, assim como as percepções de cada um sobre o que cada função pode fazer dentro de uma partida. Para vermos o que eles devem fazer, basta olharmos para as instruções que não podem ser removidas no painel tático. Como mencionamos o Avançado Interior e o Construtor de Jogo Avançado, iremos compará-los antes de chegarmos à estrela desse guia, o Extremo Invertido. Começaremos pelo Construtor de Jogo Avançado.

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O construtor de jogo avançado, quando colocado nas pontas, é primariamente um meio-campista colocado em uma posição de maior largura, que busca encontrar espaços e criar oportunidades para si ou para os companheiros de equipes. O jogador funciona de forma bem restrita, mas tendem a recompor defensivamente quando o time está sem a bola.

apsmovement.png

Quando comparamos o construtor de jogo avançado com o avançado interior, podemos ver imediatamente que o avançado interior movimenta-se mais em direção à área, buscando penetrações e necessitam de um tipo diferente de capacidades e habilidades ofensivas.

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E isso faz sentido quando nós examinamos seus comportamentos inerentes e que não podem ser retirados. O avançado interior é mais ofensivo. Eles querem conduzir a bola até o coração da defesa adversária, cortando para dentro a partir do corredor lateral. Ao invés de tentarem criar chances para seus companheiros com uma enfiada de bola, é mais provável que eles tentem marcar o gol por conta própria.

Entretanto, isso não significa que eles irão chutar a esmo e ignorar companheiros melhores posicionados. Quando colocado em uma tarefa atacar, eles tendem mais a querer marcar o gol, enquanto na função apoiar, o avançado interior está mais afastado do gol e é mais provável que procurem um companheiro livro ou no espaço.

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Isto tudo nos traz até o extremo invertido. A descrição do jogo diz que ele "busca cortar para dentro a partir do terço ofensivo para criar espaço para laterais ultrapassarem e subsequentemente sobrecarregar defensores recuando."

extremo-invertidoc8476a037dddcff4.png

Seu comportamento inerente é diferente quando comparado as outras funções que mencionamos, já que eles não são instruídos a cruzarem menos ou a correr mais riscos nas tomadas de decisão. Eles são uma versão mais conservativa do avançado interior, ou talvez para ser mais preciso, a combinação entre o avançado interior e o construtor de jogo avançado.

A movimentação de um extremo invertido é mais lateral se comparada ao avançado interior. O extremo invertido move-se para o corredor central, cortando de uma posição mais aberta. Mas ao invés de finalizar, ele quase sempre passa a bola antes de correr para se posicionar dentro da grande área.

iwsmovement.png

Quando examinamos o mapa de calor do, combinado com o de passes recebidos pelo, extremo invertido, nós podemos ver essa movimentação. Ele corta para dentro para receber o passe, progride e se posiciona entre o zagueiro e o lateral na área.

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Texto traduzido e adaptado por Henrique M. para o Engenharia do Futebol e FManager Brasil
Fonte: https://www.footballmanager.com/the-byline/look-inverted-winger-wednesday-wisdom

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Achei o texto excelente, em especial por se tratar de uma função relativamente nova e que ainda se confunde a do Avançado Interior, eu mesmo demorei para entender na prática como fazer cada uma funcionar e hoje acho que o AI Atacar se assemelha mais a um PL Aberto do que um EI. Parabéns pelo texto e por apresentar de forma prática uma função que é bem útil quando colocada no time certo.

Por isso mesmo, o que me chamou muito a atenção e gostaria de contribuir diz respeito ao resumo da posição dentro do jogo porque é um indicativo perfeito de como trabalhar: atualmente tenho a experiência de jogar com um EI Apoiar e um Ala atacar pelo mesmo lado, algo próximo ao "busca cortar para dentro a partir do terço ofensivo para criar espaço para laterais ultrapassarem e subsequentemente sobrecarregar defensores recuando." que a descrição recomenda e os resultados são excelentes, os meus 2 alas (haja visto que revezo os dois) são os maiores assistentes de minha equipe, com o ponta EI em terceiro. Ofensivamente o movimento é clássico, o EI se posiciona próximo ao lateral adversário, afunila e abre o corredor inteiro para que o Ala chegue ao fundo. Se o time tiver um bom centroavante numa posição mais fixa ou apostar em um ponta de outro lado em função de atacar, a quantidade de gols é bem satisfatória.

Se por vezes o jogo nos confunde com a tradução, esse é um exemplo contrário que destrincha não só a posição como a maneira mais eficaz de utilizá-la.

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Eu queria dar minha opinião aqui para agregar ao conteúdo:

Pode-se jogar com o EI sem ter o pé oposto ao lado que joga. Pois muitas das vezes essa função cruza a bola. É algo que notei com a minha experiência nesse FM 21. Quando colocava o Extremo Invertido com pé trocado, ele sempre cruzava com a "perna errada". Então passei a utilizar um de pé direito na ponta direita nessa função e até agora tenho tido bons resultados nos dois últimos saves.

Para mim, o Extremo Invertido é um Extremo com mais liberdade. Acho que deveriam colocar o nome dessa função de Extremo Completo.

Sobre o Avançado Interior, esse sim busco ter o pé trocado e principalmente a trait "Remata Colocado". Pois ele frequenta bastante a grande área adversária. O Extremo Invertido já fica mais aberto e eventualmente corta para dentro. 

Antes eu achava que era uma função só para fazer overlapping, mas ao montar uma formação para utiliza-lo de maneira correta, torna-se uma das melhores funções do jogo. Acho que o atributo Decisões é o mais importante para essa função. Caso o contrário...

Vai cortar para dentro no momento errado, não vai saber quando fazer o overlapping, vai cruzar no momento errado, vai cortar para dentro sem sentido com a bola e acaba dando aquele chute de longe típico de quem não saber o que fazer com a bola. Então atentem-se a esse atributo.

Edited by Banton
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Ótimo guia Henrique, mais uma excelente adição à nossa área tática. É uma função muito interessante, que não é tão demandante em termos de jogador (um extremo normal do lado do pé trocado costuma servir) e ajuda demais em diversas situações, seja para aproveitar o espaço deixado por outros jogadores, seja para cumprir uma função mais específica em campo.

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      - Vencer a Eredivisie.
      - Vencer a KNVB Beker.
      - Ter três jogadores chamados a Seleção Principal da Holanda, não necessariamente na mesma convocação.
      - Ser comparado ao Ajax no que tange ao desenvolvimento e valorização de produtos da base.
      Não colocarei nada sobre vencer algum título europeu pois isso, caso aconteça, será de forma natural com o desenvolvimento da equipe, das estruturas e do staff.
      Ferramentas Disponíveis
      Como o FM permite usar e abusar de ir manualmente para buscar jogadores e staff, é o que eu farei. Escrevendo até passou pela cabeça usar apenas olheiros e anúncio de emprego para contratar, porém o fato da liga holandesa não ter limite de estrangeiro, é um convite enorme para ficar fuçando e encontrando bons jogadores escondidos.
      Ressalto que minha intenção é desenvolver a base, mas isso não vai me impedir de contratar jogadores de outras equipes/nacionalidades.
       
      Havendo alguma outra sugestão de objetivos, por favor, o façam e irei verificar se estarei adicionando.
       
       
    • tricolor de coraçao
      By tricolor de coraçao
      *Créditos ao @Guilherermepor essa bela arte
      Considerações iniciais
      Antes de entrarmos a fundo na história umas breves considerações para situar o leitor
      Primeiramente, digo que dei uma pausa na saga do "SER Caxias" e retomei uma antiga série. Talvez você não lembre ou não saiba, mas no passado fiz uma saga pela América do Sul onde passei os 10 países da América do Sul + México e USA na saga chamada O Desbravador da América. A ideia agora era continuar o mesmo estilo pela Ásia passando os 12 países do continente, porém no passado já tentei por 3 vezes fazer a saga e sempre deu bugs. O @Cadete213 deve se lembrar, pois lembro que ele acompanhava.
      Mas eu sou brasileiro e não desisto nunca!
      Recentemente (nem tão recentemente) conheci o @Orieomil666num grupo de wattsap (descobri ele lá meio ao acaso enfim) e testando o save acabei pegando os arquivos dele que são mais atualizados, fizemos uns testes e não mais deu bugs.
      Isso me animou a refazer a saga. Não pretendo passar os 12 países. Em vez de todo ano passar um país pretendo passar menos países, entre 6 a 10 países dos 12 selecionados na data base e talvez ficar mais tempo em algum deles se a coisa ficar boa. Tanto faz a divisão
      E assim estipulei algumas regras. Li várias sagas aqui e mesclei várias ideias para escrever esta que irei contar.
      A saga será contada sobre um irmão meu (imaginário é claro, não tenho irmão). Por que? Ocorre que o save anterior que deu bug teve meus dados arquivados, então para resolver esse problema vou dizer que sofri um acidente de trabalho algo assim e meu irmão agora está indo lá seguir meus passos enfim vou contornar essas questõezinhas e deixar a coisa bacana. Mas em forma de diário na terceira pessoa com termos como "o treinador...", "o manager Carlos Magno Bonfante"...assim por diante. 
      Tentarei dar um ar fictício a história. 
       
      REGRAS
      Não pretendo me complicar, apenas me divertir, não priorizarei os clubes mas sim minha evolução pessoa, mas quero aplicar umas regras para a coisa ficar mais interessantes.

      (mais o Brasil por recomendação do pessoal do Mundiup. Vinte e oito ligas de 13 países e quase 50 mil jogadores)
       
      São 12 países e assim eu dividi estes em 3 grupos conforme o ranking da reputação da divisão principal. 
      Grupo 1: Singapura (38º) , Honk Kong (29º), Malásia (28º) e Indonésia (25º)
      Grupo 2: Japão (5º), Arábia Saudita (7º), Austrália (8) e India (23º)
      Grupo 3: China (1º), Catar (2º), Emirados Arabes Unidos (3º) e Coreia do sul (4º)
       
      A regra que pensei é a seguinte eu começo no grupo na Singapura, pior primeira divisão entre os rankeados da database mas num dos melhores times de lá, o Tampines. Mas só posso ir para o grupo acima se passar antes por mais um país do mesmo grupo. Ou seja preciso passar no mínimo 2 países de cada grupo.
      Por que isso? Seria muito fácil eu no segundo ano ir para uma terceira divisão chinesa que deve estar mal rankeada e de repente logo estar na segunda e na primeira chinesa. Ou então estar no Japão e depois ir para uma Austrália seria estranho.
      Ou seja, eu quero subir sem ser tão forçado, sem parecer ser tão irreal. Meu medo é ir para uma divisao inferior depois e desequilibrar mas tentarei subir com certa gradação.
      Claro, não estou muito a fim de passar por Índia e Hong Kong, mas tudo pode acontecer. Uma coisa é certa, pelo ranking já se vê que a partir da Austrália os times são muito bons, mas que o terceiro grupo é terrível.
      Não que eu tenha que seguir a ordem acima, é apenas um roteiro pré-definido para dar um norte.
      Mesmo assim #Partiu Cingapura.
       
      P.S.: Abaixo meu passado no save anterior
      Vamos começar a aventura?
       
      __________
      CAPÍTULO 1
      ATO 1
      Planejando a Aventura
       
      01 de janeiro de 2021 - 12:00 h, horário de Brasília
      Carlos Magno Bonfante ou simplesmente Carlos Magno é o irmão mais novo de Ernani Bonfante, um ex-treinador que fora para a Ásia no passado, tentar a sorte por lá e que tem tido um passado interessante. Conta a lenda que no velho continente, seu irmão Bonfante começou num clube que trabalhava com sub-23, o Young Lions de Cingapura e depois para o Tampines e teria sido campeão em em ambos, campeão da segunda divisão malaia com o Kelantam, da segunda divisão arabe-saudita com o Al Batin, campeão indiano com o AL-Mohamed Sporting e campeão da liga e taça indonésia com o PSM Makasar. Além de ter passado sem muito sucesso pelo Lee-Man de Hong Kong. Tempos em que o futebol não era tão profissional. As autoridades negam esses fatos, mas o nome do irmão de Carlos Magno está no quadro da fama desses países.
      O mais estranho que seu irmão nunca mais foi visto. Como explicar tal mistério? Mundo paralelo tipo Dark? Problemas na matrix? Estariam as autoridades asiáticas escondendo algo? Mistééééério!
      Carlos Magno, formado em Educação Física e Administração sempre seguiu os passos do irmão, quer descobrir o que houve ou ao menos terminar o que seu irmão começou: seu irmão simpatizante do ganghzou como Carlos deseja um dia treinar esse grande clube asiatico.
      Sem perspectivas e sem dinheiro ligou para @Cadete213 um bancário, amigo de seu irmão Ernani,  que atualmente soube Carlos que ele resolveu ser treinador e estaria treinando o Napoli,  para ver se emprestava dinheiro e ajudasse com Cingapura. 
      Cadete disse as mesmas palavras que havia dito a seu irmão:
      Cadete: amigo, vá para a Cingapura e os países da Asia, é lindo lá, irá gostar
      (Carlos pensou: Será que o cadete sabe algo de lá que eu não sei? Devo estar delirando...) e respondeu
      Carlos: Obrigado amigo, se puder financiar esse meu projeto...estive falando com meu empresário o @Orieomil666, o mesmo que empresariava meu irmão, talvez conheça ele por Claudio Xing Ling, então eu agradeço muito.
      Cadete não respondeu, ficou de dar um retorno.
      Carlos Magno saiu e foi buscar alguns acessores.
       
      10 de Janeiro de 2021 - 12:00, horário de Brasília
       
      Carlos Magno pode não ter sido um atleta profissional mas fez alguns cursos da CBF e se preparou, teve algum preparo minimo e nesse mundo do futebol conheceu algumas pessoas do meio como o ex-tecnico do Young Lions @Bruno Alves Managerque disse já ter tido uma experiência na Cingapura no passado.
      Bruno: Rapaz. não vá para o Young Lions, eles são muito ruins cara, tudo sub23 e se você ficar no top 3 nao poderá disputar Champions, taça asiatica, taça de Singapura, nem contratar estrangeiros nesse clube. Sinceramente eu fui um tempo lá e di no pé.
      Carlos: É, estive pensando nisso, meu irmão já havia dito que apesar do titulo todo ano era só a S-League que tinha para disputar. To pensando em ir para o Tampines.
      Bruno: Isso, vá para o Tampines. O DPMM de Brunei, O Nigata Albirex do Japão e o Sailors também são bons.
      Carlos: Ué times estrangeiros em Cingapura....?
      Fora interrompido Carlos:
      Bruno: Seu irmão não explicou essa parte não? Esses clubes acham pouco interessante ou muito forte em seus países e preferem jogar em Cingapura
      Carlos: Hummm, vou ir para o Tampines mesmo então.
      Bruno: Boa sorte.
      Carlos: Só uma duvida, conte-me mais sobre sua experiência em Cinga...
      Bruno mudou a conversa, não contou nada. Estaria Bruno escondendo algo também. Estraaaanho!
       
      20 de Janeiro, 12:00 h,  horário de Brasília.
      Carlos conheceu mais pessoas que parecem dispostas a apoia-lo nessa empreitada: @Victor Duque, @schacoffee @alberto_ijui @Johann Duwe @Megalodonte @PedroJr14 @just12 mas não sabe ainda o que são eles, se são profissionais que poderiam ser seu staff na Asia ou o que, ao que tudo indica são conselheiros, algo como coachs esportivos e Carlos esta disposto a leva-los consigo para Cingapura. Conseguiu o patrocinio do @Cadete213. E fechou contato com seu empresário.
      Carlos: fala @Orieomil666 meu empresário Xing Ling, vamos para a Cingapura?
      Xingling: Faaaala "el mago de cedro segundo" hahahaha tu me lembras teu irmão. Boraaa, só não vai me dizer que vai para aquele yooo ...io...young o que mesmo?
      Carlos: Relaxa, tu me consegue colocar no Tampines?
      Xingling: Meu amigo, não me chamo Xingling a toa né? Sou mestre ali nessa área "xacomigo"!
      (Esse cara é estranho, asiático que parece carioca e usa camisa do Flamengo,estranho, devo estar delirando, tenho que superar o sumiço de meu irmão - pensou Carlos)
      Carlos: combinado meu guru!
       
      Carlos reuniu esse pessoal todo e partiu para Tampines, Cingapura onde treinará o TAMPINES ROVERS FOOTBALL CLUB.

       
      A gente se vê em um próximo capítulo. Gostaram da história pessoal? Algum problema que não gostara?
      A vontade para darem suas impressões.
    • Megalodonte
      By Megalodonte
      Prezados
      Esta é a história de José Silva,  mais um entre tantos milhões de brasileiros.
       
      REGRAS DO SAVE E DATABASE
      Escrever a história de José Silva no cenário mundial; Expressar ao máximo os dilemas da carreira de José Silva no fórum; Diversão total no save  
      Database: TODAS as ligas do mundo como jogáveis, totalizando 490 mil jogadores, para dar o máximo de realismo possível. Estou utilizando também o BRMundiup atualizado em 26/03 e o modo de inteligência deles que deixa o jogo mais realista e difícil, sobretudo na América do Sul. Já deixo a dica para quem tem notebook/PC gamer que selecionar todas as ligas do mundo roda de boa e sem travar, independente do fato de ficar com "meia estrela" no desempenho. Apenas recomendo um acelerador de dias (FMspeed ou Cheat Engine) para que o jogo dê uma acelerada na passagem de dias (sem perder qualquer interação), mas é opcional isso.
       
       

      Imagem da Zona Leste de São Paulo-SP
      TEMPORADA 2021 - CAPÍTULO 1
      Quem sou eu?!
      Esta história será escrita em primeira pessoa. Sim, sou eu, José Silva, que está escrevendo. Não farei joguetes dissertativos nesta jornada, mas garanto sinceridade máxima para com o leitor. Antes de tudo, vou me apresentar. Eu sou José Silva, mais um entre tantos milhões de brasileiros. Mais um José e mais um Silva, talvez o nome e o sobrenome mais comum do Brasil. Ok, sei que não ficou legal esta apresentação, portanto serei mais direto para me ater à promessa de evitar os joguetes na narração.
      Nasci na cidade de São Paulo, no Natal de 1990. Estou prestes a completar 30 anos. Sou da Zona Leste, uma área predominantemente pobre na capital paulista, apesar de eu particularmente nunca ter sido pobre a ponto de ter passado fome ou frio na vida, sempre tive consciência de classe, que no meu caso, na melhor das hipóteses sempre foi a classe média baixa. Minha mãe é professora de uma escola estadual de Guarulhos, cidade com mais de 1 milhão de pessoas, ao qual faz divisa com a Zona Leste de São Paulo. A inflação imobiliária nos impediu de mudar para Guarulhos mais perto do colégio, portanto moro até hoje numa casa velha da Zona Leste, porém digna, adquirida pela minha mãe nos anos 90 e quitada após uns 15 anos de prestações. Sempre estudei no colégio público que minha mãe deu aula em Guarulhos, portanto era cobrado duplamente, tanto como filho quanto como aluno. Da nossa casa até o Colégio dava cerca de 20 minutos de moto e essa foi minha trajetória da infância até completar o ensino médio: acordar cedo, ir pra escola na garupa da moto da minha mãe e passar a tarde toda jogando bola na quadra do meu colégio. Eu era um goleiro mediano e nunca sequer cogitei ser jogador de futebol e apesar de amar futebol, sempre gostei mais de assistir do que jogar futebol. Era um corintiano moderado, que não desenvolveu o fanatismo por nunca ter ido ao Pacaembu na infância, pois não tinha um pai pra me levar ao estádio. Nunca conheci o meu pai, que segundo minha mãe sumiu no mundo após engravidá-la. Não tinha o nome dele em minha identidade ou certidão de nascimento, e herdara apenas o sobrenome Silva, de minha mãe. Além de "José" e "Silva", era mais um brasileiro filho de mãe solteira na imensidão demográfica deste País Continental.
      Sempre tirei notas boas, apesar de nunca ter sido um bom aluno. Meus interesses eram curiosidades globais, romances policiais, séries baixadas em péssima qualidade, idiomas, história do futebol e livros políticos e filosóficos. Desenvolvi um bom nível de inglês através de jogos na lanhouse que frequentava perto da minha casa, no auge dos anos 2000. Quanto à politica, se você é de esquerda, me achará de direita e se você é de direita, me achará de esquerda. Me considero um verdadeiro "isentão" que gosta de ver o circo pegar fogo. Acho tanto o coletivismo quanto a meritocracia duas farsas, quando postas de maneira integral, além de ser um adepto da teoria do caos, também conhecida como efeito borboleta. Acredito que pequenos detalhes mudam toda uma trajetória e que a sorte e o azar são fundamentais na vida do cidadão, desde a loteria genética até estar em determinados lugares ou conhecer determinadas pessoas. 
      Após terminar o colégio, fui o último aprovado no vestibular para o curso de Educação Física na USP, ao qual confesso que levei uma sorte desgraçada. Mais procrastinava do que estudava, porém acertei o necessário para entrar. Dizem que vestibular é igual sexo: não importa a posição, o que importa é entrar. A essa altura eu tinha 18 anos e uns 500 reais de patrimônio total. O departamento de Educação Física da USP era bem longe da minha casa, e sabia que teria que pegar ônibus e metrô para chegar lá, portanto decidi que iria trabalhar durante o dia (a faculdade era noturna) para juntar um dinheiro para tirar carteira de motorista e comprar uma moto, pois a perda de tempo dentro do transporte público era imensa, economizaria umas duas horas diárias que poderiam ser empregadas em outra coisa. Sempre achei que o capitalismo é um jogo de tempo.
      Falando em tempo, vou adiantar um pouco minha história para chegarmos ao presente. Quando entrei na faculdade, consegui um emprego na lanhouse ao qual frequentei minha infância e adolescência e acabei virando uma espécie de "gerentão" lá. No meio do segundo ano, após todo mês juntar uma parte do salário que sobrava, enfim consegui comprar a moto e tirar minha CNH. Aproveitei o tempo livre diário que ganhei ao não ter mais que pegar transporte público pra dormir. Sim, isso mesmo, eu vivia num sono infernal nessa rotina de trabalhar e estudar e duas horas de sono a mais por dia me davam uma revigorada satisfatória. Terminei a faculdade e decidi que queria ser professor de Educação Física, para isso teria que estudar, pois apesar do salário de professor da rede estadual não ser nada atraente, a concorrência era imensa, pois ganhar 3 ou 4 salários mínimos com estabilidade em um país de terceiro mundo como o Brasil era algo muito acima da média. Meu TCC foi sobre evolução de táticas de futebol na Ásia. Sim, bizarro.
      Com o diploma na mão, fiz as contas e vi que tinha dinheiro para me manter por 6 meses sem ter que trabalhar, portanto, para não queimar minhas reservas, tive a ideia de pedir ao dono da lanhouse se era possível que eu trabalhasse meio-período, para poder focar o máximo de tempo no concurso, que seria no final do ano (estávamos em 2012). Ele resmungou, dizendo que esse negócio de emprego meio-período era coisa de País rico, que não existia isso no Brasil, mas acabou cedendo, pois tinha grande apreço por mim. Eu ganhava dois salários mínimos na lanhouse, com essa redução, viria a ganhar um, o pouco de vida social que eu tinha acabava de ir pros quiabos com essa nova renda. Era apenas subsistência e mais nada.
      Dessa vez eu não procrastinei e pela primeira vez estudei de maneira sistemática e organizada e no final de 2012 passei no concurso, em uma posição intermediária. No começo de 2013 assumi uma escola Estadual em Itaquaquecetuba, outra cidade metropolitana grudada em São Paulo e Guarulhos, ao qual o pessoal costuma chamar apenas de "Itaquá". Tinha apenas 22 anos e seria professor de alunos da quinta e sexta série, ou seja, uma intersecção de crianças e adolescentes, metade infância e metade puberdade. As condições da escola eram ruins, mas não chegavam a ser deploráveis, daria uma nota 4,5 numa escala de 0 a 10. Confesso que esperava algo pior. No meu primeiro ano, tive muitos problemas, pois eu alternava entre ser bonzinho demais e severo em demasia, e os alunos deitavam e rolavam, tanto por mau comportamento pela minha inércia, quanto reclamando com os pais que eu gritava e era bravo demais quando eu decidia fazer alguma coisa. Somente no final de 2014, no meu segundo ano como professor que fui pegando o jeito do negócio e a partir de 2015 eu já era um dos professores mais queridos do colégio.
      Eu era criativo e costumava dar aulas envolvendo competições de diversos esportes, apesar de não esconder minha preferência pelo futebol, também desenvolvia-os com Xadrez e alguns jogos de tabuleiro. Os anos foram passando e a maioria dos meses eu conseguia guardar cerca de 10% do meu salário, minha mãe estava prestes a aposentar e eu sentia que faltava algo para dar uma guinada na minha vida. Confesso que me iludi com algumas promessas miraculosas de dinheiro, mentalidade empreendedora e outras baboseiras de espertalhões na internet que enganavam ingênuos ambiciosos e acabei perdendo dinheiro nessas coisas, ao qual eu sequer gostava. 
      Mal sabia que a grande teoria do caos que estava por aparecer na minha vida seria um "pequeno" torneio escolar. Era o ano de 2020 e eu notei que desde que entrei no colégio em Itaquá, aquele ano era ao qual os alunos do sexto ano eram os melhores nas aulas de futsal desde 2013. Tinha pelo menos 6 alunos ali com um potencial monstruoso perto do que eu já tinha visto de garotos daquela idade, e pela primeira vez nosso colégio foi convidado para a disputa dos jogos escolares da Grande São Paulo, pois a Prefeitura de São Paulo havia expandido a participação para todos os colégios da capital e região metropolitana. Seria uma espécie de Copa da Inglaterra, com mais de 1000 escolas públicas e particulares disputando um gigantesco torneio em mata-mata. Só eram permitidos alunos de 11 ou 12 anos completos até o fim de 2020 , ou seja, alunos do quinto ou sexto ano (os reprovados mais velhos ficariam de fora). Montei um time de toque de bola rápido na quadra, ofensivo e que sabia a hora certa de dar o bote.
      Apesar de ser cético até demais, um grave defeito que tenho, confesso que fui criando a ilusão que dava pra chegar longe, pois os meninos do colégio eram realmente bons e o mais importante: todos fortes fisicamente, uns verdadeiros cavalos pra idade que tinham. O único que tinha 11 anos e era mais mirrado era o nosso goleiro, que tive que buscar na quinta série, pois na sexta não havia nenhum, de resto eram todos com 12 anos e ótimo porte, além de apurada técnica. Me espelhei na zebra do Guga em Roland Garros em 1997 ao qual foi campeão sendo o número 66 do ranking mundial e fomos passando de fase. Os jogos eram sempre em algum colégio neutro, e nossos alunos que não jogavam, tanto meninos quanto meninas, eram uma torcida bem fiel e sempre empurravam a gente. As fases foram passando, até que chega outubro de 2020 e estávamos nas oitavas de final. Dentre os 16 colégios, éramos o único colégio público. Todos os outros eram particulares. A partir desta fase, os jogos eram disputados no Ginásio Ibirapuera, o que atraía atenção da mídia local, dos holofotes da educação e é claro: o de olheiros que estavam ali para tentar descobrir o próximo Neymar. O Brasil tem uma tradição monstruosa em revelar grandes jogadores que começaram no futsal.
      Eu havia levantado informação dos outros 15 adversários e pelo que vi todos eram mais ou menos do mesmo nível, com exceção a três colégios que serviam de base através de uma parceria para os três grandes da capital: Corinthians, Palmeiras e São Paulo. Eu estava torcendo pro sorteio não colocar esses colégios frente ao nosso time, e acabei levando sorte: o Colégio parceiro do Palmeiras enfrentaria o do Corinthians logo de cara, na outra chave, e o do São Paulo também caiu do outro lado da chave, ou seja, só pegaria um dos top 3 numa eventual final. Tanto nas oitavas, quanto nas quartas e na semi, nos classificamos nos pênaltis, todos empatando por 2x2. Três resultados iguais e três êxitos na loteria dos pênaltis. Parecia história de filme de final feliz, estilo a Libertadores do Atlético Mineiro de 2013. Confesso que não treinava muito as penalidades, apenas o básico, mas o meu goleiro de 11 anos tinha uma habilidade paranormal para defender pênalti, era um novo Dida. Com certeza algum olheiro acabaria incentivando-o a treinar em algum clube quando os Jogos Escolares acabassem. 
      A grande final veio, em novembro de 2020, e seria contra um dos colégios mais tradicionais da capital paulista, que servia de base para o São Paulo Futebol Clube. Calculei que teríamos no máximo 25% de chance de sermos campeões (sou um tarado em números, estatísticas e probabilidades), tratei aquela final da pirralhada da sexta série como o maior desafio da minha vida. O jogo começou e logo no primeiro tempo  tomamos 3 gols. A mini-escolinha do SPFC era uma máquina mortífera. Eu não sei qual espírito da oratória entrou em mim no intervalo que consegui entrar na cabeça da mulecada de um jeito que por uns instante me senti o Bernardinho do Vôlei no quesito motivação. O final feliz não veio e o milagre também não aconteceu, mas marcamos dois gols e faltando 15 segundos meu pivô acerta uma bola no travessão, quase empatando e forçando a prorrogação. Perdemos de 3 a 2. Fomos vice-campeões, mas o ginásio inteiro do Ibirapuera nos aplaudiu. Caímos de pé.
      No final do jogo, os garotos desabaram em lágrimas tenras. O lado criança venceu o pré-adolescente, e a dor do "quase" foi cruel e torturante. Após meia hora consolando-os, com palavras inócuas para uma perda deste tamanho, um senhor grisalho de camisa social me aborda:
      - Você é o José Silva, né? Gostaria de trocar uma ideia com você.
      Eu tinha mania de tomar conclusões precipitadas e já fui falando:
      - Sou sim. Você deve ser olheiro de algum clube, né? Já adianto que pra falar com qualquer aluno meu para eventuais testes, antes de mais nada, é necessário a autorização dos pais deles, pois são menores de idade.
      - Você errou duplamente, retrucou o senhor Grisalho. Não sou olheiro e não quero falar sobre teus alunos. Sou vice-presidente do ********* e gostaria de te propor uma entrevista. Já tem um tempo que estamos observando profissionais de educação física dedicados e acredito que tens o necessário para um projeto em nosso clube.
      Bom, confesso que por uns 10 segundos senti um formigamento misturado com ansiedade e felicidade, além de um pouco de medo. No próximo capítulo eu conto o que aconteceu. E os asteriscos no nome do time é pra dar um ar de mistério, mesmo. A única dica que lhes dou é que é um time aqui do Estado de São Paulo, mesmo.
      Continua...
    • Guilhererme
      By Guilhererme
      Brescia é um tradicional clube italiano, mas sem grandes glórias, o clube detém o record de temporadas consecutivas nas Serie B italiana (18) e de temporadas totais (61) na competição, o clube que ficou mundialmente famoso por ser o clube onde o grande ídolo de toda Itália Roberto Baggio onde na temporada 2000/2001 teve sua melhor colocação em sua historia sendo o oitavo colocado na Serie A, além de ser a primeira vez em mais de 40 anos que Brescia não caiu em seu primeiro ano na elite do italiano, grande ídolo da torcida teve sua camisa 10 aposentada para sempre do clube, por tudo que representou para o clube.
      Guilherme um sonhador técnico Italiano que cresceu vendo as glórias do clube de sua cidade, torcedor do clube desde sempre conseguiu um estagio nas categorias de base do clube e tendo uma carreira meteórica era dito como principal responsável pela base do clube e foi lhe dado a chance de ser o grande nome dessa nova fase e identidade visual do clube, mas será que ele vai dar conta de dirigir o orgulho da cidade sendo tão novo? será que vai ser queimado muito rápido? Bom só vamos saber se tentar 
       

       
      Um grande professor um dia me disse "Você tem que sonhar alto, porque nem tudo que você sonha se realiza então sonhe o máximo que puder para chegar o mais longe possível", logo vamos para nossos objetivos:
       
      A Curto Prazo:
      - Conseguir o acesso a Serie A do Italiano
      - Reforçar as promessas sub-23 do clube
      - Dar espaço pros Jovens se habituarem na com o elenco na Serie B
       
      A Médio Prazo:
      - Se firmar na Serie A sem ficar voltando para o B
      - Voltar a ter 2 jogadores na seleção italiana
      - Tentar surpreender nas Copas
      - Abrir 6 jogos de vantagens no clássico contra a Atalanta
      - Classificar para uma competição Europeia
       
      A Longo Prazo: 
      - Ganhar a Serie A do Italiano
      - Ser o time base da seleção Italiana
      - Ganhar 2 Coppa da Italia (ou seja uma a mais que a Atalanta)
       
      [[BONUS]]: Trazer Tonalli de volta para sua casa em algum momento kkkk
       
      É isso galera colado ja vem a primeira atualização com as primeiras "paginas" kk
       
       
       
       
      "RUJA BRESCIA RUJA PARA TODA ITÁLIA OUVIR"
       
       
       
       
       
       
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