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Henrique M.

ponta invertido breve análise.png

Na década de 90, a coisa mais comum nos campos europeus eram os tradicionais pontas velocistas; dribladores rápidos com capacidade de cruzar bem uma bola e que ficavam sempre preso no seu corredor de atuação. Atualmente, esse é um perfil bastante difícil de se encontrar nos elencos dos grandes clubes do mundo. No jogo moderno, é função dos alas e laterais atacarem os flancos e cruzar a bola para a aula. O ponta tradicional foi substituído pelo ponta de pé trocado. O ponta invertido (extremo invertido em PT-PT, por isso também no jogo e aqui nesse guia) é um desses casos dentro do FM, assim como o avançado interior.

Enquanto esses pontas de pé trocado surgiram e evoluíram dentro do 4-2-3-1, eles tem funções diferentes dentro de campo de acordo com o time que jogam ou com a formação que são usados. Nas versões anteriores do Football Manager, a única opção tática que um treinador tinha para esse tipo de formação era utilizar um avançado interior. Atualmente, ganhamos uma ferramenta a mais, com o extremo invertido. A principal tarefa desses pontas de pé trocado é utilizar sua velocidade e técnica para duelar com seu marcador e conduzir a bola e o time para mais próximo do gol adversário.

Para aqueles que ainda não sabem do que estamos falando, vou deixar alguns exemplos da vida real e que inspiraram a Sports Interactive a moldar a função de acordo com seu talento. Jogadores como Arjen Robben, Franck Rybéry e Thierry Henry são alguns dos ícones do futebol que ajudaram o Football Manager a trazer esse tipo de atleta do campo para as telas dos computadores. Hoje, atletas como Serge Gnabry e David Neres são grandes máquinas dentro do Football Manager graças ao que esse tipo de atleta trouxe para o motor do jogo.

Normalmente, o estilo de jogo desses atletas é bem direito. Uma vez que tem a bola nos pés, eles combinam técnica e dribles com aceleração e boas tomadas de decisão para deixar o marcador para tráz e ou finalizar ou passar a bola para um companheiro melhor posicionado para continuar a jogada. Esse estilo de jogo não combina muito com o estilo de outros avançados interiores da vida real, que cortam para dentro, mas optam por uma enfiada de bola ou cruzamento ao invés do chute.

Em versões anteriores, ou você transformava esses jogadores em avançados interiores, incluindo seus comportamentos codificados no motor do jogo (e que não podem ser removidos) que instruíam eles a cruzar menos, ou os transformava em construtores de jogo avançados, aceitando que eles iriam cruzar menos e chutar menos, mas fariam passes mais arriscados. Isso mudou a partir do FM 2020, que passou a nos oferecer o Extremo Invertido.

Como essa função dá aos treinadores maior flexibilidade? As instruções se tornaram mais claras, assim como as percepções de cada um sobre o que cada função pode fazer dentro de uma partida. Para vermos o que eles devem fazer, basta olharmos para as instruções que não podem ser removidas no painel tático. Como mencionamos o Avançado Interior e o Construtor de Jogo Avançado, iremos compará-los antes de chegarmos à estrela desse guia, o Extremo Invertido. Começaremos pelo Construtor de Jogo Avançado.

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O construtor de jogo avançado, quando colocado nas pontas, é primariamente um meio-campista colocado em uma posição de maior largura, que busca encontrar espaços e criar oportunidades para si ou para os companheiros de equipes. O jogador funciona de forma bem restrita, mas tendem a recompor defensivamente quando o time está sem a bola.

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Quando comparamos o construtor de jogo avançado com o avançado interior, podemos ver imediatamente que o avançado interior movimenta-se mais em direção à área, buscando penetrações e necessitam de um tipo diferente de capacidades e habilidades ofensivas.

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E isso faz sentido quando nós examinamos seus comportamentos inerentes e que não podem ser retirados. O avançado interior é mais ofensivo. Eles querem conduzir a bola até o coração da defesa adversária, cortando para dentro a partir do corredor lateral. Ao invés de tentarem criar chances para seus companheiros com uma enfiada de bola, é mais provável que eles tentem marcar o gol por conta própria.

Entretanto, isso não significa que eles irão chutar a esmo e ignorar companheiros melhores posicionados. Quando colocado em uma tarefa atacar, eles tendem mais a querer marcar o gol, enquanto na função apoiar, o avançado interior está mais afastado do gol e é mais provável que procurem um companheiro livro ou no espaço.

ifsmovement.png

Isto tudo nos traz até o extremo invertido. A descrição do jogo diz que ele "busca cortar para dentro a partir do terço ofensivo para criar espaço para laterais ultrapassarem e subsequentemente sobrecarregar defensores recuando."

extremo-invertidoc8476a037dddcff4.png

Seu comportamento inerente é diferente quando comparado as outras funções que mencionamos, já que eles não são instruídos a cruzarem menos ou a correr mais riscos nas tomadas de decisão. Eles são uma versão mais conservativa do avançado interior, ou talvez para ser mais preciso, a combinação entre o avançado interior e o construtor de jogo avançado.

A movimentação de um extremo invertido é mais lateral se comparada ao avançado interior. O extremo invertido move-se para o corredor central, cortando de uma posição mais aberta. Mas ao invés de finalizar, ele quase sempre passa a bola antes de correr para se posicionar dentro da grande área.

iwsmovement.png

Quando examinamos o mapa de calor do, combinado com o de passes recebidos pelo, extremo invertido, nós podemos ver essa movimentação. Ele corta para dentro para receber o passe, progride e se posiciona entre o zagueiro e o lateral na área.

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Texto traduzido e adaptado por Henrique M. para o Engenharia do Futebol e FManager Brasil
Fonte: https://www.footballmanager.com/the-byline/look-inverted-winger-wednesday-wisdom

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Peepe

Achei o texto excelente, em especial por se tratar de uma função relativamente nova e que ainda se confunde a do Avançado Interior, eu mesmo demorei para entender na prática como fazer cada uma funcionar e hoje acho que o AI Atacar se assemelha mais a um PL Aberto do que um EI. Parabéns pelo texto e por apresentar de forma prática uma função que é bem útil quando colocada no time certo.

Por isso mesmo, o que me chamou muito a atenção e gostaria de contribuir diz respeito ao resumo da posição dentro do jogo porque é um indicativo perfeito de como trabalhar: atualmente tenho a experiência de jogar com um EI Apoiar e um Ala atacar pelo mesmo lado, algo próximo ao "busca cortar para dentro a partir do terço ofensivo para criar espaço para laterais ultrapassarem e subsequentemente sobrecarregar defensores recuando." que a descrição recomenda e os resultados são excelentes, os meus 2 alas (haja visto que revezo os dois) são os maiores assistentes de minha equipe, com o ponta EI em terceiro. Ofensivamente o movimento é clássico, o EI se posiciona próximo ao lateral adversário, afunila e abre o corredor inteiro para que o Ala chegue ao fundo. Se o time tiver um bom centroavante numa posição mais fixa ou apostar em um ponta de outro lado em função de atacar, a quantidade de gols é bem satisfatória.

Se por vezes o jogo nos confunde com a tradução, esse é um exemplo contrário que destrincha não só a posição como a maneira mais eficaz de utilizá-la.

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Banton

Eu queria dar minha opinião aqui para agregar ao conteúdo:

Pode-se jogar com o EI sem ter o pé oposto ao lado que joga. Pois muitas das vezes essa função cruza a bola. É algo que notei com a minha experiência nesse FM 21. Quando colocava o Extremo Invertido com pé trocado, ele sempre cruzava com a "perna errada". Então passei a utilizar um de pé direito na ponta direita nessa função e até agora tenho tido bons resultados nos dois últimos saves.

Para mim, o Extremo Invertido é um Extremo com mais liberdade. Acho que deveriam colocar o nome dessa função de Extremo Completo.

Sobre o Avançado Interior, esse sim busco ter o pé trocado e principalmente a trait "Remata Colocado". Pois ele frequenta bastante a grande área adversária. O Extremo Invertido já fica mais aberto e eventualmente corta para dentro. 

Antes eu achava que era uma função só para fazer overlapping, mas ao montar uma formação para utiliza-lo de maneira correta, torna-se uma das melhores funções do jogo. Acho que o atributo Decisões é o mais importante para essa função. Caso o contrário...

Vai cortar para dentro no momento errado, não vai saber quando fazer o overlapping, vai cruzar no momento errado, vai cortar para dentro sem sentido com a bola e acaba dando aquele chute de longe típico de quem não saber o que fazer com a bola. Então atentem-se a esse atributo.

Edited by Banton

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Tsuru

Ótimo guia Henrique, mais uma excelente adição à nossa área tática. É uma função muito interessante, que não é tão demandante em termos de jogador (um extremo normal do lado do pé trocado costuma servir) e ajuda demais em diversas situações, seja para aproveitar o espaço deixado por outros jogadores, seja para cumprir uma função mais específica em campo.

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    • six_strings
      By six_strings
      Clube Norueguês, que milita no segundo escalão do país, com excelentes instalações
      de treino e de desenvolvimento de jovens jogadores.
       

       

       
      Gubther Söme Fodsen foi contratado para assumir os comandos do TROMSO IL.
      Natural de Tromso e sócio do clube o antigo jogador amador, dá início a 
      uma carreira no clube do seu coração, onde promete levar o clube ao sucesso.
       




      A direção espera que consigamos trabalhar com o orçamento que dispomos, que é 
      pouco ou quase nada, e que tenhamos um desempenho que nos permita a promoção para
      o escalão maior na Noruega.
       

       
       

    • fabioaraujo89
      By fabioaraujo89
      Fala, pessoal!
      sou novo aqui e no FM. Nunca tinha jogado o jogo, aí vi que liberaram no Xbox pelo Game Pass e viciei! (até tentei passar para a versão normal, mas não rodou bem no meu PC). 
      Hoje estou jogando bastante (em quantidade rs), mas já vi (e confirmei lendo aqui) que o jogo pode ser bem frustrante, especialmente para os iniciantes como eu, que não entendem ainda o que estão fazendo no game. 
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      Peguei o time na Championship, consegui subir (não foi exatamente “fácil” pra mim, mas eles tinham acabado de cair e tinham um dos elencos mais fortes da divisão) e me estabilizei bem na PL. 
      Eu uso desde sempre um 4-2-3-1 com extremos, tiki-taka personalizado. Era a tática que já era da Estrela lá no começo, eu não mexi muito e fui usando. Já tentei outras, mas essa foi a que mais me serviu ao longo do tempo. 

      Meu time tem um desempenho sempre aceitável. Eu sempre estou ali brigando por uma vaga nas competições continentais, normalmente pego o Camp. Europeu ou o Camp. Europeu II. Teve uma que fui pra Champions.
      Como estou há tempos no clube, eu consegui montar um time bom. Tem vários jogadores muito interessantes, que volta e meia recebem propostas altas de clubes bem maiores e o elenco é equilibrado e com opções. 
      O problema? O time sempre se dava mal no confronto com os grandes ingleses (seja nas taças ou na liga) e perdia uns jogos bobos, que faziam o desempenho cair.
      Aí eu descobri o Rate My Tatic...fiz os ajustes para a tática ficar 5 estrelas (que envolviam alguns ajustes de funções e principalmente remover várias instruções que eu nem sabia que estavam e conflitos. Fiz uma ou outra contratação para fechar.
      E deu bem certo. O time melhorou, diminuiu muito os pontos perdidos em jogos fáceis, fez bons jogos com os grandes, cheguei a sonhar com o título... mas ficou em segundo lugar, a 4 pts do campeão (Chelsea). E ainda perdeu a final da FA Cup pro Arsenal. Foi positivo, mas frustrante demais. 
      Eu sinto que falta só um “ajuste fino” pro time ir mais longe, levantar canecos. Que modificações vocês sugerem? 
      (Não estou conseguindo subir imagem, mas a tática é assim):
      4-2-3-1 com extremos 
      2 Defesas laterais com função de apoio
      2 defesas centrais função defender
      2 Médios centros com função de apoio
      1 médio ofensivo com função apoio
      2 extremos invertidos com função apoio 
      1 atacante completo com função atacar 

      as instruções de equipe 
      com posse:
      passar para espaço 
      jogar a partir da defesa 
      levar bola até a área 
      ritmo muito mais alto (estou pensando em tirar, meu time termina morto todas as partidas e tem quedas de desempenho ao longo da temporada) 
      em transição (não tinha no Rate):
      Pressionar
      contra atacar
      Sem posse
      linhas normais 
      Marcação apertada
      pressao muito mais urgente (o Rate mandou tirar e acho que vou fazer pra próxima temporada porque acho que está tirando meus zagueiros da posição e permitindo infiltrações demais). 
       
      O que vocês acham? Ajudem o novato, pfvr! Abraços!
    • Cadete213
      By Cadete213
      Olá a todos. Sou novo por cá, mas sou um dos veteranos do CMPT (o fórum FM em Portugal), onde me registei em 2006. Gosto de apresentar os saves com mais base nas imagens do que nos textos, mas não esperem muito em termos de grafismos 😁
      Meu nome é Fábio, mas sou conhecido como Cadete, devido ao antigo jogador de futebol do Sporting e Celtic (entre outros), Jorge Cadete. Sou natural do Funchal, Ilha da Madeira. Ou seja, sou da mesma cidade do Cristiano Ronaldo.

      Sempre fui fã de futebol e minha equipa favorita é o Arsenal. Muito novo comecei a jogar nas camadas jovens do CS Marítimo, e por lá fiquei até aos 17 anos. Pelo caminho, fui campeão regional várias vezes e cheguei a jogar contra o grande CR7, quando este ainda vestia as cores da camisola do CD Nacional. A melhor época que tive, foi nos sub-17, quando terminamos a época sem derrotas (20 vitórias e 2 empates). De seguida, disputamos a fase nacional, onde defrontei o Sporting CP, Barreirense e Campomaiorense. Estes dois últimos, já viveram dias melhores e o Campomaiorense, na altura, jogava no Tugão.

      Nos sub-19, decidi sair do clube da minha infância e fui jogar no clube da terra da minha mãe, o CD Ribeira Brava, que tem como maiores rivais, o Pontassolense. Passei dois anos fantásticos no clube e vencemos o primeiro troféu do clube, nas camadas jovens, a Taça da Madeira. Na final, derrotamos o CF União. Lembro-me muito bem desse jogo. Marquei o primeiro golo e o resultado final foi 4-2. No final, festejamos imenso e levamos a Taça para a nossa "terrinha". Isto foi na primeira época. 
      Na segunda época, fui chamado à equipa principal, para fazer a pré-época. O CD Ribeira Brava disputava o Campeonato Nacional de Séniores e ainda joguei um amigável contra a equipa B do Marítimo, uma casa que conhecia muito bem. Fiz a época nos sub-19 e fui o melhor marcador da equipa. Nos séniores, ainda fui emprestado ao São Vicente, mas infelizmente, devido a um problema de saúde no sangue, abandonei o futebol e a carreira de jogador.

      A vida seguiu e comecei a trabalhar. Acabei os estudos à noite, onde conheci minha parceira. Passados 15 anos ainda estamos juntos. Mudou a minha vida para muito melhor e vivemos juntos na sua terra, o Jardim do Mar. Uma pequena vila no sudeste da Ilha da Madeira, com 200 habitantes. Mas não se deixem enganar pelo seu tamanho, pois é conhecida a nível mundial, devido ao surf. A modalidade chegou tarde à Madeira, nos anos 90. Começou então a ser divulgada e de repente, tínhamos surfistas do mundo inteiro a visitar a ilha, que rapidamente se tornou conhecida como  o "Hawai da Europa". 
      Minha sogra tem uma Residencial a Casa da Cecília, que recebeu os primeiros surfistas na ilha e a minha parceira foi a primeira mulher a surfar na Madeira. Os mais famosos surfistas portugueses passaram por cá várias vezes, houve um Billabong Contest no final dos anos 90, Garrett McNamara também já esteve na Residencial da minha sogra e Grant "Twiggy" Baker, campeão mundial de ondas grandes, é um regular por aqui. Gosta de ir ao Jardim do Mar treinar, antes da etapa da Nazaré, em Portugal Continental.

      Em 2008, decidimos emigrar e passamos o Verão em Cagnes-Sur-Mer, no sul de França. Trabalhamos num camping e os donos tornaram-se na nossa segunda família. Sempre que podemos, fazemos uma visita e vice-versa. Aprendi a falar francês, o que é sempre bom no mundo do trabalho. Depois deste magnífico Verão, acabamos na Ilha de Jersey. Uma dependência da coroa Britânica. É uma ilha offshore, ou seja, um paraíso fiscal, que goza de uma certa independência e tem o seu próprio governo. No entanto, o poder supremo é a raínha de Inglaterra.
      A comunidade portuguesa é grande e equivale a cerca de 10% da população local. Brasileiros tem poucos e só conheço 2. 
      Trabalhei vários anos na loja de um campo de golfe, e comecei a praticar este desporto. Tornou-se um dos meus passatempos favoritos e cheguei a fazer parte da equipa que se tornou campeã de Jersey, indo de seguida à ilha vizinha de Guernsey, jogar pelo título de campeão das Ilhas do Canal. Infelizmente perdemos.

      Vida que segue (como diz um amigo meu cá do fórum), e como trabalhava aos fins-de-semana, não pude jogar futebol. Dediquei-me então ao Futsal, que por cá é amador. Aliás, em Jersey, a única equipa profissional que há, é o Jersey Reds. Uma equipa de râguebi que disputa o segundo escalão do râguebi inglês. No futsal, joguei em 2 equipas locais. Fui campeão duas vezes e venci a taça uma vez. O futsal aqui é diferente e as regras também. Tanto, que ainda chamam de 5-a-side, não podemos entrar na área do Guarda-Redes e a bola não pode subir acima da altura dos ombros. Coisas dos ingleses.

      Após vários anos no campo de golfe, consegui um emprego no HSBC, um dos maiores bancos a nível mundial. Sendo Jersey um paraíso fiscal, a sua economia é movida pelo mundo das finanças. Vários são os bancos que cá estão, incluíndo Royal Bank of Canada, Lloyds, Santander, CitiBank ou Natwest. Além destes, tem outros bancos privados e muito dinheiro passa por cá. De vez em quando, entra nas bocas do mundo por eventuais branqueamentos de dinheiro e abrem-se investigações. É um mundo à parte.
      O HSBC Expat e o HSBC Channel Islands e Isle of Man, têm cá a sua sede e é lá que trabalho. Fui Product Manager e agora sou Operational Support Manager. 

      Trabalhar no banco libertou-me os fins-de-semana, e voltei ao futebol de 11. Como ja estava a chegar aos 35 anos, decidi jogar nos veteranos. Fui convidado para jogar no St Paul's FC, que é o maior clube da ilha. Aceitei logo e na primeira época fomos campeões, só com vitórias. Não perdemos nenhum ponto. Época de sucesso e apenas não vencemos a Taça de Veteranos, pois esta foi cancelada devido ao Covid-19. Começamos a segunda época, e até ao momento nao perdemos nenhum jogo. Queremos ser bi-campeões, sem derrotas. 
      Como ainda estou para as curvas, tenho feito alguns jogos pela equipa de reservas, onde a minha experiência é essencial para ajudar os mais jovens. Disputam a 3ª e última divisão de Jersey, e permite-me ir mantendo a forma ao jogar contra os mais novos.

      E por aquí fica a realidade do save. Aproveitei para me apresentar e assim ficam a me conhecer um pouco melhor. Daqui em diante, entraremos na ficção e na parte divertida do save. Adoro viajar e já estive em 5 continentes. Só me falta mesmo visitar a América do Sul.
      Trabalhando no HSBC, irei aproveitar esse facto para dar andamento a este save e irei baseá-lo nisso mesmo, a oportunidade de poder viajar pelo trabalho. 
       

       

       

       
    • mfeitosa
      By mfeitosa
      Não, não é um déjà vu! Acredito que quem acompanha os meus saves há algum tempo não vá se surpreender com o meu retorno a uma proposta (não tão) antiga, que é a de fazer uma carreira dentro do futebol latino-americano. Na primeira de minhas tentativas, em "A volta por cima de Wanchope", relatei uma curta trajetória do costarriquenho Paulo Wanchope na América do Norte e Central. Apesar de ter sido um dos saves que mais gostei de fazer, infelizmente não consegui concluí-lo em razão de projetos pessoais que exigiram toda a minha atenção na época.
      Mais recentemente, entre idas e vindas, tentei retomar a proposta com "Soy Loco Por Ti América", sob a alcunha do chileno Arturo Sanhueza. No entanto, este save acabou não sendo o que eu planejava, pois não consegui um bom conjunto de ligas alternativas, fora da América do Sul, estáveis o suficiente para que tornasse o projeto viável em sua integralidade. Ainda assim, insisti em fazê-lo utilizando apenas as ligas sul-americanas e foi bom enquanto durou. Mas faltava algo e acabei desanimando. 
      Agora é a vez que reunir esses dois saves em um só, colocando a figura de Paulo Wanchope dentro do cenário de "Soy Loco Por Ti América", dessa vez contemplando todas as ligas necessárias. Após tantas tentativas, tenho esperanças de que teremos um bom save pela frente, com início, meio e fim. Mãos à obra!


      Como já antecipei em minhas considerações iniciais, esse save contemplará todas as ligas de expressão do futebol latino-americano e outras adicionais, incluindo a América do Sul (Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela), a América do Norte (Estados Unidos, México e Canadá) e a América Central (Belize, Costa Rica, Cuba, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, Jamaica, Nicarágua, Panamá, República Dominicana e Trinidad e Tobago). Ainda carreguei as principais ligas de alguns países da Europa (Alemanha, Espanha, França, Inglaterra, Itália e Portugal) para manter o Mundial de Clubes da FIFA competitivo.
      As ligas que estou utilizando são do megapack do DaveTheEditor. Fiz um teste de dez temporadas e não consegui identificar nenhum erro importante que impeça o bom andamento do save. Analisei aspectos como qualificação para as competições continentais, inscrição de jogadores, acessos, rebaixamentos e calendarização.

      Optei por uma base de dados Enorme (Personalizada), adicionando todos os jogadores do continente americano disponíveis no jogo, totalizando algo próximo de 100 mil jogadores. E como os times das ligas mais significativas estão razoavelmente atualizados no patch 21.4, não achei necessário marcar a opção de "Adicionar Jogadores a Equipes Jogáveis", evitando que o jogo esteja repleto de newgens logo de cara.


      Fugindo um pouco do que vinha fazendo em minhas últimas histórias, decidi por não estabelecer nenhuma regra ou objetivo específico para esse save. Obviamente, não fugirei ao que o título e banner da história nos remete, que é a conquista de títulos continentais como a Libertadores da América e a Liga dos Campeões da CONCACAF. Não há como fugir disso. No entanto, a caminhada que pretendo construir até conquistá-los não será das mais curtas. O FM nos possibilita grandes saltos dentro de um save carreira, mas farei o possível para que isso não ocorra com Paulo Wanchope.
      Minha ideia é que esse percurso seja construído da forma mais verossímil possível. Logo, não se assustem ao me ver tomar decisões dentro do save que atravanquem a evolução da carreira do costarriquenho em alguns momentos, algo que eu já fiz sutilmente com Arturo Sanhueza. Farei o possível para que as mudanças de clube de Wanchope sejam as mais modestas possíveis, nunca saltando para uma equipe ou liga de reputação muito maior à que eu estiver jogando, por exemplo.
      O estilo principal das postagens será no formato de notícias, com algumas pitadas de ficção para que as ações realizadas dentro do jogo façam um pouco mais de sentido para quem estiver acompanhando. Quando necessário, alternarei com postagens no velho estilo JeT, como forma de complementar informações.


      Uma das formas que conheço que podem me auxiliar a impedir que a carreira de Paulo Wanchope evolua rapidamente é a questão das licenças. Este, inclusive, foi um dos erros que acabei cometendo com Arturo Sanhueza, que passou a receber propostas de clubes de reputação continental muito cedo. Dessa forma, atrasarei ao máximo os cursos do costarriquenho dentro do save, que iniciará Sem Qualificações e com experiência passada de Futebolista Amador. 
      A outra forma que conheço é tomando decisões controversas dentro do jogo, o que fará todo o sentido aqui. Para quem não conhece bem a figura de Paulo Wanchope, é importante saber que se trata de uma pessoa de temperamento difícil e que coleciona diversas confusões em sua carreira, seja como jogador, dirigente ou treinador. Com base nisto, buscarei sempre realizar ações dentro do save que sejam condizentes ao que ele é na vida real.

      Por exemplo, no save com Arturo Sanhueza, lembro que engoli em seco uma renovação do Sport Boys com um contrato de duração muito maior do que eu desejava. Salvo engano, até com um salário menor. E como eu queria muito disputar a Libertadores, acabei aceitando. Bom, se fosse o Wanchope no lugar de Sanhueza, não tenho dúvidas de que o costarriquenho não apenas recusaria tal proposta como ainda faria comentários polêmicos à imprensa. Isto, se não partisse para a porrada com alguém.
    • Victor Duque
      By Victor Duque
      Salve comunidade, depois de muito tempo, decidi me me aventurar (tentar) compartilhar uma saga por aqui. Não tive talento para ser um jogador profissional, mas a paixão pelas táticas fez este cidadão, mesmo sem nenhuma qualificação de treinador, explorar o mercado do futebol aos 25 anos de idade!! Só me impus duas restrições nessa busca inicial, não trabalhar no Brasil nem na Europa. Sobre preferências, não tenho. Estou aberto a avaliar as propostas independente do lugar, já que nada na minha vida me prende. 
      Dessa forma então iniciarei minhas buscas e contatos para em breve, anunciar o primeiro desafio dessa carreira.
      Capítulos da saga:
      Desempenho por temporadas:
       
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