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Penny Dreadful: City of Angels


Leho.
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Natalie Dormer de GOT entra para o elenco do spin-off de Penny Dreadful

Por Eleonora Barros
23/02/2019

O canal americano Showtime acaba de anunciar entrada da atriz Natalie Dormer (Game of Thrones) no elenco regular de Penny Dreadful: City of Angels.

Dormer vai interpretar Magda, uma personagem descrita como a “continuação espiritual” de Penny Dreadful, cancelada em 2016. A personagem é um demônio sobrenatural que pode assumir a aparência que desejar e escolhe se manifestar sob vários disfarces ao longo da história. Carismática, inteligente e camaleônica, Magda pode ser uma inimiga perigosa ou uma aliada inestimável.

City of Angels vai ser chefiada por John Logan, o mesmo criador da série original. A trama será ambientada na cidade de Los Angeles, em 1938 e a sinopse promete uma história fortemente influenciada pelo folclore mexicano-americano, com uma “mistura excitante do sobrenatural e da realidade volátil do período, criando novos mitos ocultos e dilemas morais dentro de um cenário histórico genuíno”.

Além de Dormer, o elenco já inclui Daniel Zovatto (Fear the Walking Dead), Jessica Garza (The Purge) e Johnathan Nieves (New Amsterdam).

Penny Dreadful: City of Angels ainda não tem data de estreia definida.

@Série Maníacos

Primeira notícia que vi sobre esse spin-off, não fazia ideia disso até então.

Eu curti pra caralho a série original, e não sei se seria o caso de darem continuidade assim, com um spin-off. Não sei se cabe, manja? Mesmo aparentemente não tendo nenhuma ligação direta com a trama antiga, acho que a chance de fazerem merda nesse caso é grande, mas ok.

Vamos lá, hahaha.

E a Natalie Dormer é uma delicinha de mulher, gata PARA UM CARALHO, mas como atriz eu nem sei se ela é tudo isso. Espero que queime minha língua, hahahahahahah...

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Está sendo generoso, é uma atriz pra baixo de medíocre, mas verei pela chance de pele.

Los Angeles pré II Guerra Mundial? Fudido!

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  • 4 months later...
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Penny Dreadful | Série derivada contrata elenco secundário
City of Angels terá atores de Mad Men, Shadowhunters, Jane the Virgin e mais

ARTHUR ELOI | 25.06.2019 | 16h37

Penny Dreadful: City of Angels contratou seu elenco secundário. A informação é do Deadline.

A série derivada também contará com Michael Gladis (Mad Men), Lorenza Izzo (Era Uma Vez... em Hollywood), Adam Rodriguez (Jane the Virgin), Thomas Kretschmann (Blade II), Dominic Sherwood (Shadowhunters) e Ethan Peck (Star Trek: Discovery).

Já o elenco principal, confirmado anteriormente, conta com Natalie Dormer, Daniel Zovatto, Adriana Barraza, Jessica Garza, Johnathan Nieves e Nathan Lane. 

O seriado inédito será ambientado em Los Angeles, no ano 1938, quando a cidade era repleta da influência da cultura mexicana e tensão social entre grupos. Com uma nova trama e personagens, o programa combinará história e o sobrenatural ao acompanhar seguidores da Santa Muerte, um culto mexicano que idolatra a Morte e está ativo até hoje. 

Originalmente exibida entre 2013 e 2016, Penny Dreadful teve 27 episódios ao longo de três temporadas. A trama da série londrina ainda continuou nas páginas de uma HQ da Titan Comics - saiba mais.

John Logan, criador, produtor-executivo e roteirista da série original, retorna para as mesmas funções no projeto inédito. Ainda não há previsão de estreia para Penny Dreadful: City of Angels, mas a produção está prevista para começar ainda em 2019.

@Omelete

 

Ainda em 2019? Tô pagando pra ver.

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  • General Director

Acho difícil também entregarem esse ano ainda, talvez no primeiro semestre de 2020.

Não adianta correr pra entregar um negócio cagado no final também, né.

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Jamais. Eu espero até 2021 pra fazerem algo decente. Essa série realmente foi marcante e um spinoff zoado não ajuda ninguém.

Não tem nem motivo pra acelerar isso, não tem hype do prequel pra pegar nem nada. Podem lançar lááá na frente que dá na mesma em termos de audiência.

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Eu adorei o "Penny Dreadfull original"!

Eu estava esperando algo como o "League of estraordinary gentlemen" e foi isso que eu encontrei, mas mais dark e menos animesco.

mas para essa sequel eu não estou botando muita fé...

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Espero que entreguem algo legal. Eu gostei bastante de PD, mas confesso que terminei arrastando. Pra mim, tinha saturado, e alguns personagens eram um pouco chatos.

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Nada vai superar a deusa do apocalipse Eva Green, ainda que todo o valor de produção continue a aparecer. 

Mas, quem sabe sai algo legal. Pelo menos bacana de se assistir e tal. Hoje em dia tem tanta coisa genérica e medíocre. 

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  • 1 month later...
  • 1 year later...
On 3/10/2021 at 3:48 PM, ZMB said:

Parece que já saiu.

Assistiu @Ariel'?

Vi algumas cenas perdidas pela internet. Fui procurar aqui pra assistir...

Quote

"Penny Dreadful: City Of Angels não está disponível para streaming no Brasil."

Foda. Baixar é osso. Mas vou fazer.

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13 horas atrás, Ariel' disse:

Vi algumas cenas perdidas pela internet. Fui procurar aqui pra assistir...

Foda. Baixar é osso. Mas vou fazer.

Putz, que bizarro não trazerem pra cá...

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  • General Director
16 hours ago, Ariel' said:

Foda. Baixar é osso. Mas vou fazer.

3 hours ago, ZMB said:

Putz, que bizarro não trazerem pra cá...

Galerinha, não sei se vocês fizeram o dever-de-casa direito mas, já lançaram a temporada ano passado, ela já foi finalizada e NÃO renovaram pruma segunda:

 

Quote

SÉRIES E TV | NOTÍCIA
Penny Dreadful: City Of Angels é cancelada pelo Showtime após uma temporada
Série derivada chega ao fim após 10 episódios

Excited for 'Penny Dreadful: City of Angels'? Apply to These Fantasy    Supernatural Gigs

por GABRIEL ÁVILA | 21.08.2020

O Showtime cancelou Penny Dreadful: City Of Angels após uma temporada. De acordo com o Deadline o motivo para o encerramento da série derivada de Penny Dreadful não foi revelado. A produção chega ao fim após 10 episódios.

City Of Angels é ambientada em Los Angeles, no ano 1938, quando a cidade era repleta da influência da cultura mexicana e tensão social entre grupos. Com uma nova trama e personagens, o programa combinará história e o sobrenatural ao acompanhar seguidores da Santa Muerte, um culto mexicano que idolatra a Morte e está ativo até hoje. Além de Natalie Dormer (Game of Thrones), o elenco contou com Daniel Zovatto, Adriana Barraza, Jessica Garza, Johnathan Nieves e Nathan Lane.

Originalmente exibida entre 2013 e 2016, Penny Dreadful teve 27 episódios ao longo de três temporadas. A trama da série londrina ainda continuou nas páginas de uma HQ da Titan Comics.

Penny Dreadful: City Of Angels não está disponível para streaming no Brasil. Já a série original pode ser assistida no Globoplay.

@Omelete

Desse jeito nem anima de ver, embora a DEUSA da Natalie Dormer mereça a audiência, deve estar lindíssima como sempre nessa porra hahahaha.

Triste.

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1 hora atrás, Leho. disse:

Galerinha, não sei se vocês fizeram o dever-de-casa direito mas, já lançaram a temporada ano passado, ela já foi finalizada e NÃO renovaram pruma segunda:

 

Desse jeito nem anima de ver, embora a DEUSA da Natalie Dormer mereça a audiência, deve estar lindíssima como sempre nessa porra hahahaha.

Triste.

https://www.imdb.com/title/tt10361016/

E a nota tá BEM ruim hein?

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On 3/13/2021 at 1:53 PM, Leho. said:

Galerinha, não sei se vocês fizeram o dever-de-casa direito mas, já lançaram a temporada ano passado, ela já foi finalizada e NÃO renovaram pruma segunda:

 

Desse jeito nem anima de ver, embora a DEUSA da Natalie Dormer mereça a audiência, deve estar lindíssima como sempre nessa porra hahahaha.

Triste.

Eu vi isso, mas nunca deixei de ver uma série por causa de nota ruim, principalmente com a Dormer.

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  • General Director
5 minutes ago, Ariel' said:

Eu vi isso, mas nunca deixei de ver uma série por causa de nota ruim, principalmente com a Dormer.

E por terem cancelado a série? Não sei se vale a pena assistir só uma temporada.

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On 3/14/2021 at 9:42 PM, Leho. said:

E por terem cancelado a série? Não sei se vale a pena assistir só uma temporada.

uaeoheuiaheoauieahueiahae

A gente faz algumas cagadas conscientemente, Leho. 

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      By Pancaldi
      Alguém aqui assiste? Qual time vocês gostariam de ver nessa série?
    • Douglas.
      By Douglas.
      BBC News Brasil
      Nos últimos anos, a BBC Culture, departamento da BBC dedicado às artes, tem conduzido um levantamento anual entre críticos de cinema, especialistas e personalidades da indústria cinematográfica do mundo todo para escolher os melhores filmes em alguma categoria específica.
      Você pode já ter visto a nossa lista de 100 melhores filmes dirigidos por mulheres, em 2019, e a nossa lista de 100 melhores filmes em línguas que não sejam o inglês, de 2018, entre outras.
      Entretanto, este ano pareceu ser o momento de nós dedicarmos nossa atenção a outra forma de arte: a televisão.
      Em parte porque a TV tem desempenhado um papel crucial nas nossas vidas nos últimos 18 meses, quando contamos tanto com a TV para informação, entretenimento, consolo e inspiração.
      Mas também pareceu o momento certo de fazer um levantamento sobre o cenário da televisão porque, provavelmente, essa foi a forma de arte mais marcante dos últimos 21 anos.
      Considerando que no passado, certo ou errado, ela era vista como a prima mais jovem e pobre do cinema, hoje em dia sua credibilidade artística é inquestionável.
      A chegada das plataformas de streaming também deu aos programas a capacidade de atingir públicos ao redor do mundo, ao mesmo tempo, de forma nunca vista antes.
      Então, para marcar a ascensão da TV, decidimos perguntar o seguinte: quais são as melhores séries de TV do século 21?
      Embora a lista certamente não seja definitiva, as respostas que recebemos são fascinantes — e esperamos que inspirem os fãs de TV de toda parte para que tanto busquem novos títulos que ainda não tenham visto como discutam aqueles que já viram.
      No total, 460 séries diferentes foram votadas pelos 206 especialistas — críticos, jornalistas, acadêmicos e pessoas da indústria da televisão — de 43 países da Albânia ao Uruguai.
      Desses eleitores, 100 foram mulheres, 104 homens e 2 não-binários. Cada votante listou suas 10 séries favoritas do século 21, a quais demos pontos e listamos para produzir as 100 melhores, listadas abaixo.
      O resultado é uma lista que serve como uma clara demonstração do poder, da versatilidade e da inovação do meio televisivo nas últimas duas décadas — da saga provinciana de "Gilmore Girls" e da meta-comédia mordaz "Curb Your Enthusiasm", ambas lançadas sob a sombra imediata do novo milênio, em outubro de 2000, à mais recente da lista, "The Underground Railroad", adaptação transcendental de Barry Jenkins de um épico histórico alternativo, que saiu em maio de 2021.
      Ao mesmo tempo, enquanto a lista é bastante ampla considerando algumas métricas, há maneiras em que ela reflete algumas parcialidades significativas.
      Noventa e duas das 100 séries têm o inglês como sua língua principal, enquanto o dinamarquês, o sueco, o francês, o espanhol e o alemão estão entre as outras línguas incluídas.
      Além disso, 79 dos 100 programas foram criados por homens, e apenas 11 por mulheres, sendo que 10 são um esforço criativo combinado de homens e mulheres.
      Essas estatísticas tratam de desigualdades sistêmicas na indústria da TV: embora séries que não sejam inglês estejam atraindo cada vez mais espectadores mundo afora, e haja uma amplitude de vozes mais diversificada, em termos de raça, gênero e orientação sexual, no controle criativo, o cenário da TV ainda pode ter mudanças de formas crucial e inspiradora no futuro.
      Será certamente interessante ver quais resultados um levantamento semelhante terá daqui a cinco, dez ou 20 anos.
      Como sempre, a lista não foi pensada como um fim em si mesmo, mas meramente como um ponto de partida para descoberta, diálogo e debates.
      Você pode dizer o que achou usando a hashtag #TVOfTheCentury nas redes sociais da BBC News Brasil e da BBC Culture. Esperamos que fique tão inspirado e animado ao ler os resultados quanto nós ficamos.
      Em conjunto, eles oferecem como poucos não apenas uma celebração da TV, mas também uma visão da era moderna.
      1 - A Escuta (The Wire) (2002-2008)
      2 - Mad Men (2007-2015)
      3 - Breaking Bad (2008-2013)
      4 - Fleabag (2016-2019)
      5 - Game of Thrones (2011-2019)
      6 - I May Destroy You (2020)
      7 - The Leftovers (2014-2017)
      8 - Os Americanos (The Americans) (2013-2018)
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      10 - Succession (2018-)
      11 - BoJack Horseman (2014-2020)
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      18 - Deadwood (2004-2006)
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      33 - The Good Wife (2009-2016)
      34 - The Bridge (2011-2018)
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      36 - Band of Brothers (2001)
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      39 - The Office (versão americana) (2005-2013)
      40 - Borgen (2010-2022)
      41 - Schitt's Creek (2015-2020)
      42 - Peep Show (2003-2015)
      43 - Money Heist (La Casa de Papel) (2017-2021)
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      46 - Homeland (2011-2020)
      47 - Grey's Anatomy (2005-)
      48 - Inside No 9 (2014-)
      49 - The Bureau (2015-)
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      79 - Mindhunter (2017-2019)
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      82 - Big Little Lies (2017-2019)
      83 - Insecure (2016-2021)
      84 - Normal People (2020)
      84 - Narcos (2015-2017)
      86 - Como Eu Conheci Sua Mãe (How I Met Your Mother) (2005-2014)
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      88 - The OA (2016-2019)
      89 - Dexter (2006-2013)
      90 - It's Always Sunny in Philadelphia (2005-)
      91 - Westworld (2016-)
      92 - Show Me a Hero (2015)
      93 - Treme (2010-2013)
      94 - Louie (2010-2015)
      95 - Luther (2010-2019)
      96 - Catastrophe (2015-2019)
      97 - Hannibal (2013-2015)
      98 - Crazy Ex-Girlfriend (2015-2019)
      99 - Steven Universe (2013-2020)
      100 - O Gambito da Rainha (The Queen's Gambit) (2020)
      https://f5.folha.uol.com.br/cinema-e-series/2021/10/bbc-escolhe-as-100-melhores-series-de-tv-do-seculo-21-confira-a-lista.shtml
    • Leho.
      By Leho.
      Por Pedro Henrique Ribeiro,
      21 de julho de 2021
      Você já fez terapia ou pelo menos se consultou com um psicólogo? Essa é uma prática muito boa que deveria se tornar hábito. Assim como algumas pessoas vão ao dentista duas vezes por ano, todos deveríamos reservar um tempinho para conversar com um psicólogo e organizar a mente. Isso serve para pessoas comuns, mas também para super-heróis. Nos últimos anos, ficou cada vez mais comum vermos super-humanos tentando resolver problemas que tinham dentro da cachola. Para isso, ou eles dão uma passadinha no “divã” da terapia, ou tentam botar a angústia para fora. Por causa disso, estamos perdendo aquela imagem de super-herói perfeito e invulnerável, e os estúdios estão investindo nessas narrativas para dar um ar de profundidade às histórias.
      “Nos primeiros 40 anos dos quadrinhos, uma narrativa mais simplificada dominou o mercado dos quadrinhos. Graças ao Stan Lee e seus quadrinhos da Marvel, o super-herói passou a ter uma vida pessoal, problemas psicológicos e se aproximar mais dos problemas do leitor. Esse modelo fez muito sucesso com as histórias do Homem-Aranha, Quarteto Fantástico e Capitão América, e é reproduzido até hoje pela indústria”, explica o pesquisador do Núcleo de Pesquisas de Histórias em Quadrinhos da USP, Waldomiro de Castro.
      Nas telinhas e telonas vemos vários heróis assumindo a importância de conversar, como o Utópico, em O Legado de Júpiter, e Bucky Barnes, em Falcão e Soldado Invernal”. Em WandaVision vemos a Feiticeira Escarlate cruzar as fases do luto após a morte de seu marido, Visão, em Vingadores: Guerra Infinita”. Em Watchmen – O Filme, o cruel Rorschach se consulta com um psiquiatra após ir para a prisão. Durante os testes – que dão nome ao personagem -, ele consegue identificar os próprios traumas, mas mente para não ser considerado doente.
      Rorschach se consulta com psiquiatra após ser preso em Watchmen. Imagem: Reprodução/Prime Video
      O professor e pesquisador de quadrinhos, Mario Marcello Neto, explica que muitos desses debates encontrados nas HQs fazem parte de um sentimento de dívida dos autores estadunidenses. “Essa geração pós-Guerra do Vietnã está muito imbuída em uma sociedade que tem muitas dívidas a pagar, seja com minorias ou com eles mesmos. Esse aparecimento do ‘divã’ nos contextos mais atuais, reflete um certo avanço no reconhecimento da importância da saúde mental. Porém, uma coisa que dita isso [ter ou não o divã] é o ritmo da história. Eu acho que se houver muito conflito pessoal, as pessoas saem do cinema. Eu não consigo ver uma cena como a consulta do Soldado Invernal acontecendo em um filme dos Vingadores, porque [o filme] é muito frenético”.
      Sam Wilson (Falcão) e Bucky Barnes (Soldado Invernal) cara a cara na terapia. Imagem: Reprodução/Disney Plus
      “E, às vezes, você pode ser um herói ou um vilão dependendo do contexto. Um super-herói é um sujeito que também tem fragilidades, acontece com muitos personagens, não apenas nos seus traumas, mas também na questão da agressão. Isso sem dúvida abre muito campo para explorar novas histórias e narrativas. Eu acho positivo, porque tira a ideia de que há um super-homem em cada um desses heróis. Isso está afinada aos debates atuais”, explica a pesquisadora de história da arte Vanessa Bortulucce.
      À medida em que as décadas avançam, a postura do super-herói se modifica. Em alguns momentos, como na década de 1960, muitos heróis se envolveram no movimento pacifista. Já na década de 1980, vemos personagens com personalidades mais assertivas e mais agressivos. Agressividade essa geralmente associada aos traumas que deram origem ao lado heroico deles, como as mortes dos pais de Bruce Wayne (Batman) e do tio de Peter Parker (Homem-Aranha) e até mesmo o suicídio do pai de Utópico. Com isso, esses personagens apresentam uma postura muito mais agressiva em relação aos criminosos. “Você nunca viu um Batman tão violento como o da década de 1990”, afirma Castro.
      Utópico buscou ajuda psiquiátrica após problemas com a família. Imagem: Reprodução/Netflix
      Ascensão em meio ao desastre
      A Crise de 1929, também conhecida como “A Grande Depressão”, marcou um dos momentos mais caóticos do capitalismo na era moderna. Ela teve origem nos Estados Unidos, que na época já tinha se consolidado como a maior economia do mundo. Com a crise, muitas empresas quebraram e o desemprego saltou de 4% para 27%. Foi um verdadeiro caos econômico que em pouco tempo trouxe sérias consequências para a sociedade. Esse tsunami de problemas que sucedeu a crise foi crucial para a revolução das comics. 
      Para Vanessa Bortulucce, a principal relação entre a Grande Depressão e as HQs é a mudança do cenário das histórias. “Como a Crise de 29 envolveu o mercado de ações, os bancos e etc, você tem as cidades como um lugar marcado por desastres e más notícias. Então, os quadrinhos sofrem um certo refluxo nesse ambiente”, explica ela. Fora do ambiente das cidades, novos cenários começaram a ganhar força, como o espaço sideral de Flash Gordon e Brick Bradford. 
      Essa fragilização acabou criando o conceito do “herói extraordinário”, aquele que resolve problemas com facilidade, sem quebrar a cabeça, e assim entrega uma aventura fantástica que restaura a esperança do leitor, que não tem muita paciência para novos problemas. 
      Em 1938, quando foi lançada a primeira HQ do Superman, o herói absorveu muitas características da época, especialmente nas edições lançadas durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). O kryptoniano era invencível, imparável, como se estivesse passando uma mensagem. O mesmo pôde ser vista nas revistas da Capitã Marvel. Assim surgiram os primeiros aspectos para se discutir o mito do herói nas comics.
      Mito do herói no traço e na tela
      Contar sobre a vida dos personagens humanizou os super-humanos e até mesmo os alienígenas como Clark Kent. Isso reforçou a ideia de que um herói pode ser qualquer pessoa, como um fazendeiro do Kansas, um jovem franzino do Brooklyn ou um nerd do Queens.
      “O Super-Homem é um alienígena, mas o leitor olha para o Clark Kent, que é um homem comum. Ao se mostrar como um homem comum, ele estabelece um reconhecimento, e o leitor pensa em um Super-Man que estaria, simbolicamente, dentro dele. Com os heróis da Marvel, Stan Lee tem uma importância vital nesse sentido, porque ele inverte a lógica do Super-Homem: você não tem um herói que se passa por um homem comum, mas um homem –  ou mulher – comum que pode se mostrar como herói”, diz Bortulucce.
      Pensando sobre essa afirmação da pesquisadora, alguns nomes do MCU vêm em mente, como Viúva Negra, Falcão, Gavião Arqueiro, Homem de Ferro, Homem-Formiga, Vespa e muitos outros. Esses heróis sem poderes “mágicos ou alienígenas” usam tecnologia e habilidades de combate para derrotar os vilões. Porém, diferentemente dos heróis do século 20, os personagens da Marvel nos cinemas não carregam consigo um senso inabalável de justiça e têm em comum traumas que precisam ser tratados seriamente.
      Heróis enlatados
      Todo esse roteiro de heróis traumatizados e órfãos é bem conveniente para os enredos, como vimos até aqui. Por isso essa jornada entre perda e poder foi reproduzida em larga escalada para as dezenas de heróis que surgiram nas décadas seguintes aos anos 1960. Esses heróis chamados de enlatados basicamente mudam de nome, o lugar de origem, mas a essência segue sendo a mesma. Essa zona de conforto permitiu que grandes estúdios e produzissem vários heróis sem perder o trunfo de uma história dividida entre vida civil e vida com uniforme, como explica Mario Marcello Neto.
      “Algumas coisas se repetiriam, como a ideia da orfandade como característica para ser super-herói. Nisso a gente tem desde Shazam até o Batman. Parece até que o critério para ser herói é não ter os pais e mães [biológicos]. Na década de 1940 era pior e os heróis que sobreviveram daquela época para cá são muito poucos. Naqueles anos a gente via heróis que eram plágios. O próprio Shazam se envolveu em um processo de plágio por causa das semelhanças com o Superman”. 
      Heróis e política
      Entre as influências que as histórias de super-heróis podem ter na sociedade está a política. Assim como foi o caso do governo de Reagan nos anos 1980, as políticas e as HQs fazem essa troca de signos. Além de exercer uma influência natural com seus enredos, as histórias em quadrinhos também podem ser utilizadas como ferramenta política, como explica Bortulucce. “Muitos personagens surgem por causa da Segunda Guerra Mundial, como o Capitão América. Guerra do Vietnã? Homem de Ferro. Corrida espacial? Quarteto Fantástico. O medo e a maravilha do poder atômico? Hulk e Homem-Aranha. Minorias e lutas sociais? Pantera Negra e X-Men. Os quadrinhos são uma grande ferramenta política”. 
      Um bom e recente exemplo aconteceu durante as manifestações de 2013 contra o então governo de Dilma Roussef (PT). Muitos manifestantes foram às ruas com camisas da CBF e máscara do personagem V, de V de Vingança. A intenção era mostrar que “o povo” estava disposto a ir longe, como V foi. Na história em quadrinhos, o personagem adota um tom professoral e filosófico em seus discursos, e tem todo o tipo de ideia para derrubar um governo fascista que governava a Inglaterra. Entre as ações de V está a explosão do Parlamento Britânico.
      Essa ideia de que todo mundo pode ser um herói se mostra nesses tipos de situação. Na época, Alan Moore, o autor da HQ, chegou a comentar sobre o caso em entrevista ao site UOL. “Há 30 anos eu estava apenas respondendo à situação da Inglaterra da minha perspectiva. Não eram premonições do que aconteceria no futuro”, disse ele sobre a produção de V de Vingança. “Acho que não tenho muito a dizer a respeito [do uso das máscaras], porque eu sou apenas o criador da história. E eu não tenho uma cópia de ‘V’ em casa, isso foi tirado de mim por grandes corporações”, completou.
      Esse uso do V por manifestantes em 2013 é apenas um exemplo da relação entre quadrinhos e política. “As histórias em quadrinho influenciam em termos de filosofia de vida. Os leitores acabam se influenciando pelas ideias e propostas, acabam acreditando na visão de mundo daqueles heróis. Mas eu não acredito que uma pessoa normal seja influenciada aponto de vestir uma máscara ou uma roupa e sair por aí batendo nas pessoas resolvem os problemas do mundo”, diz Castro.
      Então, da próxima vez que você assistir a uma série, filme ou ler uma HQ e se perguntar: isso não está realista demais? Lembre-se de que a resposta é sim! Tudo vai ficar cada vez mais real enquanto continuaremos a ver homens voadores atirando raio laser pelos olhos.
      @Bitniks
    • Leho.
      By Leho.
      (“O Conto da Aia”, em PT-BR)
      Enredo:
       
      Trailer (1a temporada):
      .-.-.
      Porra, eu podia jurar que já havia um tópico destacado pra ela, hahahah... fui procurar e não achei. Cá estou.
      Senhores, que série lindíssima. Esteticamente falando. Tudo é minimamente orquestrado e organizado: enquadramento, posição dos móveis, figurino, combinação de cores, diálogos, puta que me pariu. Pra quem tem TOC essa série é um prato cheio eu diria, hahahaha! Não tem nada fora do lugar, e as tomadas de câmera de cima (frequentes nos episódios) mostram bem isso.
      O enredo também não fica atrás. Apesar de um tema já saturado como é a distopia futurística, o mais foda aqui é como a subjugação feminina é elevada ao quadrado. Como o @Douglas. já comentou no outro tópico, essa série é pra quem tem estômago. Porque é uma porrada atrás da outra, e não tem refresco, não. Um ou outro episódio "pra encher linguiça" só, porque na maioria deles é a June (protagonista) sendo abusada fortemente (entre outras subtramas interessantes também).
      Por fim e pra não me estender, o enredo em si ótimo mas é carregado mt também pela atuação já premiada da Elizabeth Moss, como June (ou Offred). A série é mt pica TAMBÉM pela atuação dela, impecável. Papel extremamente difícil, que ela dá conta inteiramente.
      Acho que o @SilveiraGOD. iniciou ela há pouco, fica aqui meu veredito então pra ajudar na sua escolha de maratona aí hahah.
    • ZMB
      By ZMB
      COMASSIM não tem nenhum tópico dessa excelente série da Netflix?
      Uma verdadeira ode ao passado. Gostosíssima de assistir. Poucas vezes maratonei algo com tanto afinco.
      LaRusso e Johnny estão em plena forma ainda, hahaha. Bom demais.
      Alguém aí acompanha?
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