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Henrique M.

Pressionando de 3 maneiras diferentes

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Henrique M.

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A pressão se tornou parte do futebol já tem algum tempo, mas em algumas partes do globo, como o Brasil e a Inglaterra, apenas recentemente se tornaram algo importante para os clubes. Abaixo, você verá 3 formas diferentes para criar um sistema de pressão no FM que seja adequado ao seu pensamento futebolístico ou para modificar a estrutura da sua equipe. Existem mais opções, obviamente, mas essas 3 são os grandes tópicos do momento na vida real também.

Contra-pressão (ou gegenpressing)

Utilizar a contra-pressão no FM sempre foi meio complicado, porque depende de certos mecanismos de pressão (como perder a bola próxima ao gol do adversário) para funcionar, ainda mais se formos comparar com outras formas e esses mecanismos não existem no motor do jogo. Pode ser porquê seja difícil de implementar ou porquê a SI não acredite que valha a pena. Contudo, você ainda pode jogar de uma maneira que lembra o estilo. Existem algumas instruções óbvias como aumentar a pressão ao máximo e uma linha defensiva mais alta para empurrar os adversários para dentro do seu próprio campo. Além de levar a bola até o gol, já que ela não é apenas uma instrução que limita os chutes de longe, ela também ajuda na disposição tática do seu time e portanto, afeta sua capacidade de exercer pressão no adversário.

A largura um pouco mais estreita deve ser utilizada para compactar sua defesa e comprimir o espaço que o time adversário tem para jogar. A instrução para ultrapassagens depende bastante da formação que você utiliza, já que faz com que os laterais busquem ultrapassar os meias-laterais, com isso, se você não usa pontas, não é uma instrução necessária. Além disso, sair jogando da defesa também compacta seu time e por isso, é útil também usar passes mais curtos.

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O FManager Brasil possui um guia bacana sobre como jogar no sistema de contra-pressão aqui, se você desejar mais detalhes.

Pressão Leipzig

Você pode adotar uma postura mais Guardiolista e utilizar diferentes fases de pressão quando você perde a bola ou fazer que nem o Red Bull Leipzing e pressionar como um louco, em uma forma mais direta de jogar futebol. Enquanto a temporização não importa para as outras duas formas, é muito importante nesse estilo. Você deseja alta intensidade e pressão em todo o campo, além de o máximo de compactação possível e quando você recuperar a bola, você quer ligar rapidamente com seu(s) atacante(s). Isso gera a necessidade de você ter atacantes rápidos e bastante operários (alto Índice de Trabalho e Trabalho em Equipe, em termos de FM), assim como o restante do seu time.

Além disso, uma vantagem clara desse tipo de abordagem é que você pode ir recuando suas linhas de defesa e simplesmente demolir qualquer time que ouse vir para cima de você.

Com esse tipo de abordagem, você não vai querer seus zagueiros trabalhando a bola lá atrás, já que a ênfase da tática é em cima dos rebotes e segundas bolas. Sempre que houver uma situação de bola longa, seja um tiro de meta ou um jogador sendo forçado a usar desse artifício, o objetivo é ganhar a bola imediatamente. Então, utilize de superioridade numérica no meio-campo e busque ficar com as bolas longas, espirradas, desviadas, etc.

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Pressão Integrada

Esse sistema pode ser o mais entendiante de todos os apresentados aqui. Ao contrário das versões anteriores, essa não é uma tática que busca atuar nos momentos de transição da posse de bola. Você já utiliza um sistema ofensivo fluído e quer movimentar a bola no campo do adversário usando belas combinações de passe? Talvez seja a hora de apimentar as coisas com um pouco de pressão, não? Obviamente que nem todos os seus ataques poderão terminar em um chute a gol (ou gol), mas você quer recuperar a bola para tentar de novo, não é mesmo? É só incrementar a pressão ao máximo e adicionar uma maior temporização. Você força o adversário a usar de bolas longas e você reduz as opções deles de saírem de sua marcação forte, além de fazer com que seus próprios meias defendam com mais agressividade. É claro, que como a maioria dos sistemas de pressões existentes, você estará mais vulnerável a qualquer bola longa, portanto, colocar algum zagueiro na tarefa de cobertura pode ajudar, além de contar com zagueiros rápidos.

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Será que estou fazendo certo?

Com todos os estilos de pressão apresentado, você está buscando um linha defensiva alta e um time bastante compacto, portanto, se você olhar as ferramentas de análise depois do jogo, se seu time for alguma coisa parecida com isso, você estará fazendo tudo certo.

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Você também pode querer dar uma olhada onde você recupera a bola e com que frequência, assim, você determinar a eficiência do seu sistema e onde possam existir problemas, para buscar acertá-los.

Formações e Funções

Se você deseja utilizar um estilo de pressão, qualquer que seja, existe um grande número de formações que podem ser utilizadas. Você pode usar o 4-4-2, 3-4-3 ou qualquer uma que deseje. A única coisa relevante e importante é a forma compacta que seu time deve se dispôr em campo. Isso significa contar com meias-laterais ou pontas defensivos, já que eles são bem melhores que os pontas tradicionais, já que nem sempre você vai querer alargar o campo e caso o faça, seus laterais vão ter muito trabalho.

Existem algumas funções que também encaixam bem nesse tipo de sistema, como o meio-campista recuperador de bola, que persegue os oponentes para recuperar a posse de bola, o atacante defensivo, que faz a mesma coisa, só que na linha de zaga ou volantes e também, temos o ponta defensivo, como mencionando anteriormente, que é uma versão mais aberta do atacante defensivo.

Atributos-chave

Sistemas de pressão são bastante exigentes e você não pode usá-los com qualquer tipo de jogador. Seus jogadores precisam de certos atributos físicos e mentais para exercer o trabalho de uma maneira adequada. Procure jogadores com determinação, trabalho em equipe, índice de trabalho, decisões, agressividade, resistência e condicionamento físico natural.

Os três primeiros são bastante diretos, já que qualquer jogador precisa ter a determinação de buscar recuperar a bola, trabalhar para o time e correr pelo campo o máximo possível. Porém, você não deseja que seus jogadores vivam fora de posição para recuperar a bola e em contrapartida, sofrer pelas péssimas decisões do seu jogador em campo. Agressividade significa que sus jogadores vão lutar pela bola e sendo assim, é importante ter jogadores resistentes e com bom condicionamento físico, pois assim ele duram mais dentro de campo e se recuperam melhor entre as partidas.

Instruções ao adversário

Existem algumas mecanismos relacionados à Pressão no motor do jogo do FM, porém, é possível subverter alguns desses mecanismos com o uso de instruções ao adversário. Por exemplo, você está olhando os jogadores que vai enfrentar na próxima partida e descobre que um dos zagueiros do adversário é péssimo quando tem a bola nos pés, sendo assim, você pode forçar que o time adversário recorra sempre a ele para sair jogando. Você faz isso pressionando os jogadores em volta dele e forçando eles a usarem o pé que eles usariam para tocar a bola para esse zagueiro.

A Contra-pressão, a Pressão Leipzig ou qualquer outro estilo de pressão não são uma certeza de vitória em cada jogo, mas se você tem os jogadores certos, pode te ajudar contra diversos times, especialmente se eles não tiverem jogadores que podem explorar suas fraquezas (atacantes rápidos, por exemplo).

Conteúdo traduzido e adaptado por Henrique M. para o FManager Brasil e Engenharia do Futebol
Fonte: http://www.thehighertempopress.com/2017/03/press-3-different-ways-fm17/
Banner: @_Matheus_

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      Selecionei algumas ligas para ter acesso completo as competições para acompanhar em detalhes...
      Mas de uns tempos pra cá, quando vou ver detalhes de outras partidas que não são do meu time aparece uma mensagem dizendo que detalhes da partida não estão disponíveis. 
      Não consigo nem ver detalhes de partidas do mesmo campeonatos que disputo.
       
      Alguém pode me ajudar?
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      INTRODUÇÃO E CONSIDERAÇÕES INICIAIS Olá, eu me chamo Thomas Lawrence. Se você conhece o Oriente Médio como ele é hoje, mais precisamente o que era território do antigo Império Otomano, isso tem a ver com meu homônimo.
      O meu nome veio por pura coincidência, mas o desejo de liberdade e o gosto pelo desconhecido pode-se dizer que é bem parecido com o dele. Já que falamos um pouco sobre o Lawrence da Arábia, agora falemos sobre o Lawrence de Alexandria, no caso eu. Meu bisavô, trabalhou em atividades no protetorado inglês no Egito e gostou tanto que acabou fixando residência, algo repetido pelo meu avô e pelo meu pai.
      Eu vim ao mundo em setembro de 1987, quando o mundo já era completamente diferente e a Inglaterra estava bem longe do que era no começo do século XX. Ainda assim, ouvi bastante histórias sobre os dias gloriosos do império onde o sol nunca se punha, ficando fascinado com tantos locais diferentes: Índia, Afeganistão, Chipre e Grécia, só para ficar em alguns exemplos.
      O que me chamava realmente a atenção eram as histórias sobre o Mar Mediterrâneo, com a quantidade de países que ele abrigava e a beleza de suas paisagens. Esse fascínio sempre me trouxe a vontade de ler mais sobre o assunto, sem contar que a minha viagem após terminar os estudos básicos começou em Malta, passando por outros países banhados pelo famoso Mar.
      O que tudo isso tem a ver comigo? Bem, além de ser uma paixão pessoal, começou a se ligar quando eu comecei a estudar Educação Física e o sonho de trabalhar com o futebol foi ficando cada vez mais forte. Desse modo, quando concluí os estudos, resolvi que iria me aventurar pelo mundo, trabalhando com a minha paixão.
      Primeiro comecei com alguns trabalhos como preparador e assistente no futebol local, inclusive participando da comissão técnica do meu time do coração, o Zamalek. Assim, quando cheguei próximo aos meus trinta anos, com alguma experiência acumulada, resolvi cair no mundo, agora buscando a vaga de técnico.
      Distribuí currículos entre vários lugares, até que fui chamado para trabalhar em um país próximo. Porém deixemos essa história para depois.
      O SAVE Bom, como alguns notaram, na entrevista do Cleyton falou-se de um membro que teve o notebook furtado no bar. Então, a história foi comigo.
      Para ajudar, o idiota aqui não salvou nada na nuvem e acabou sem o save do Ajaccio e o na América do Sul. Depois do coração partido e mais despesas para recuperar o que eu perdi naquele dia, faltava voltar ao FManager. Qual foi a minha surpresa ao perceber que eu não lembrava a senha?
      Bem, passado todo esse caminho, comecei a me decidir sobre o que faria na sequência. Indo na contramão de alguns amigos que não estão com pique para o FM, eu estou voltando com a certeza que quero ir longe. E nada melhor do que conquistar a revanche com uma história que não foi para frente no FM 16, sobre o Mar Mediterrâneo.
      Só que até aí faltava me decidir sobre os caminhos do save, ponto esse em que o homem das 1000 ideias, @Tsuru, me deu uma baita ajuda.
      Consultei quais eram os países banhados pelo Mediterrâneo e verifiquei que eram 22. Deles eu tirei de cara Malta, Mônaco, Gibraltar, Síria e Palestina; por motivos que variam de uma liga que eu não julgava ser interessante, até pelo momento dos países na vida real. Nas listas que verifiquei, inicialmente não localizei o Chipre, mas decidi coloca-los por conta própria e assim fiquei com 18 ligas jogáveis.
      Dividi essas 18 ligas em potes, a saber:
      Pote 3
      Argélia, Egito, Líbano, Líbia, Tunísia e Marrocos
      Pote 2
      Albânia, Bósnia-Herzegovina, Chipre, Eslovênia, Montenegro e Israel
      Pote 1
      Croácia, Espanha, França, Grécia, Itália e Turquia
      Com essa divisão estabeleci que só passaria para os países do próximo pote assim que vencesse um título nacional em cada um dos locais do pote. Assim, só irei ativar as ligas do pote 2 assim que estiver no último país do pote 3.
      Dito isso, meus objetivos são os seguintes:
      Vencer títulos nacionais em todos os países do desafio Conquistar três Liga dos Campeões Mudar de time apenas via convite, nunca me candidatando a outros cargos  
      O CLUBE Como disse, comecei desempregado o save, com experiência local e licença nacional A. Recebi alguns convites e acabei aceitando a proposta do ES Hamman-Sousse da Tunísia, que calhou de ser uma cidade na costa do Mediterrâneo. O time, que nunca foi muito além de campanhas medianas na Tunisian Ligue 1, já vai para sua quinta temporada na Tunisian Ligue 2.
      Vale lembrar que estou com o FM 17, o que quer dizer que o jogo irá iniciar na temporada 2016/17.
      Basicamente estou indo treinar um asilo. Fiquei impressionado com a quantidade de jogadores já beirando os 40 anos e devo pensar em qual estilo adotar com tantos veteranos, uma vez que uma reformulação completa não deve acontecer agora.
      Mandamos nossos jogos no estádio municipal Bou Ali-Lahouar, com capacidade para 6500 pessoas. Já pensando em um estilo que não canse tanto a equipe, solicitei ao responsável pelo gramado que deixe o tapete com as menores condições possíveis, no caso 90x70m.
      O time é cotado para a promoção à Ligue 1 e só me resta cumprir esse objetivo ou se não deverei sofrer minha primeira demissão.

      INFRAESTRUTURAS | LIGAS CARREGADAS
      A LIGA A Ligue 2 é um campeonato dividido em dois grupos de 10 equipes, que jogam em turno e returno, totalizando 18 jogos na primeira fase. Após essa fase, os três primeiros de cada grupo jogam o playoff de promoção, que é disputado também em turno e returno.
      Depois dos 10 jogos, os dois primeiros garantem acesso direto à Ligue 1, enquanto o terceiro disputa um playoff contra o antepenúltimo da divisão principal. O penúltimo da L2 disputa um playoff contra o vice da terceira divisão e o último colocado é rebaixado automaticamente.
       

      TEMPORADA 2016-2017 - Ligue 2 - Um Asilo na Tunísia
      Mercado de Transferências
      Nossa janela buscou reduzir a alta média de idade do elenco. Arouri veio para a reserva na lateral-esquerda, Onana veio (e já foi, devido às regras de estrangeiros no país), Adjeman-Pamboe é um inglês e atua nas duas pontas; Khenissi, Chikoto e Barrani vieram no final da janela, mas já para entrar no time titular, no comando do ataque, zaga e meio-campo, respectivamente.
      Em janeiro perdemos Momble (PE) e Khemiri (LE). Trouxemos Bani (LE) e Kacem (PE) como reposição destes, além de Kchok para reforçar a zaga.

      ELENCO INICIAL | ELENCO PÓS-JANELA
       
      Ligue 2 e Copa da Tunísia
      Abrimos esta fase contra um dos piores times do campeonato, - o Stade Africain – e fizemos a nossa parte goleando, com uma baita partida de Khenissi, que marcou 4 dos 5 gols do ESHS. Nosso domínio foi tão evidente que até trouxe uma empolgação para as partidas seguintes, na qual vencemos o Korba (4-1) e Ben Arcus (1-0).

      Essa empolgação foi por terra quando encaramos os times mais fortes do nosso grupo. Contra o Monastir, abrimos o placar e até pensamos que poderíamos tirar algo de bom da partida mas o adversário virou em 7 minutos no segundo tempo e sacramentou nossa primeira derrota na competição. O Gafsa, outra equipe cotada para brigar pelo acesso à L1, foi o time que enfrentamos na rodada seguinte e também nos derrotou.

      Nos recuperamos vencendo o Hammamet com um gol já nos minutos finais da partida e fomos para o jogo contra o Gafsa, dessa vez pela Copa da Tunísia, e perdemos novamente, saindo precocemente da competição.
      Um empate contra o Siliana e uma vitória contra o Kef colocaram nosso time nos eixos, prontos para jogar contra o Kasserine, nosso principal adversário pelo acesso. E o duelo foi bastante disputado e nos detalhes a derrota foi selada, com um gol próximo do final do primeiro tempo.

       
      Ligue 2 – Returno
      Nesse segundo turno eu já sabia o que seria preciso para conquistar a promoção, então a meta era vencer todos os três primeiros jogos, roubar pontos contra Monastir e Gafsa, para depois perder o mínimo de pontos possíveis nos três jogos antes de decidir a vaga contra o Kasserine.
      Bem, parte desse roteiro aconteceu conforme eu esperava: vitórias contra Stade Africain (5-0), Korba (1-0) e Ben Arcus (2-1); a derrota para o Monastir (0-2) quebrou um pouco minha expectativa, mas o empate contra o Gafsa (2-2) recuperou meu ânimo.
      Contra o Hammamet só a vitória interessava para nos manter firmes na briga pelo acesso. Bem, aí é que vimos do que esse time é feito.
      Ben Frej abriu o placar aos 6’, mas sofremos a virada em cinco minutos. Aos 31’ pênalti para o Hammamet e o goleirão pegou. Essa defesa deu o gás necessário para buscarmos o resultado e logo aos 35’ empatamos com Barrani. Aos 57’ mais drama no jogo: Ben Abid comete falta estúpida e leva o segundo amarelo, comprometendo seriamente nossas chances no duelo. Fomos nos segurando como dava até os 10 minutos finais, quando fomos para o pau e aí Barrani, o nome do jogo, marcou o 3 a 2 aos 87’. Jogaço.

      Essa partida deu o ritmo para a equipe nos três últimos compromissos e vencemos Siliana (3-0), Kef (2-0) e Kasserine (3-1). Neste último duelo, tínhamos dois pontos de vantagem para o quarto colocado e precisávamos da vitória para garantir a vaga.
      O jogo foi bastante duro. Labroussi abriu o placar aos 28’ e nos colocou nas cordas, fazendo com o que o primeiro tempo fosse um suplício. No segundo tempo, eu coloquei a instrução sobrecarregar, mesma tática que usei nas últimas cinco partidas, e logo aos 57’ empatamos. Continuei com a instrução, ainda que o empate já nos garantisse na próxima fase. Aos 80’, a recompensa: gol de Aouichaoui e o desespero trocava de lado; no final, jogamos a última pá de cal nas esperanças do Kasserine com Bachouche.

       
      Calendário

       
      Classificação - Ligue 2 - Primeira Fase

       
      Ligue 2 – Grupo de Promoção
      Na segunda fase, os três primeiros dos dois grupos jogaram entre si em turno e returno, totalizando 10 jogos. E o meu cálculo foi que eu teria que ganhar seis pontos contra o terceiro da outra chave, no caso o Jendouba Sport e vencer os outros times em casa, para roubar pontos fora. Vamos aos jogos.
      A abertura foi justamente contra o Jendouba e terminamos com um empate frustrante por 1 a 1. Empates foram os resultados finais contra Djerba e Monastir (ambos por 0 a 0), este último uma evolução.
      O duelo pela quarta rodada marcou a virada na briga pelo acesso. Enfrentando o líder do outro grupo na primeira fase, o Stade Tunisien, fomos mais efetivos em um jogo muito complicado e saímos com a vitória por 2 a 0. Vale destacar que desde o final da primeira fase tenho entrado com a proposta de atacar desde o início, alterando para sobrecarregar se preciso do resultado e controlar para segurar vantagem.

      Mais um empate, desta vez contra o Gafsa e assim já somávamos quatro empates e uma vitória em cinco jogos, uma marca bem ruim. No returno, batemos o Jendouba Sport e ficamos firmes na briga pelo acesso.
      Estávamos invictos, apesar do maior número de empates e fomos encarar o Djerba, duelo em que flertamos bastante com o perigo e só conseguimos o empate (mais um!) no final dos 90 minutos. Outro empate foi o resultado contra o Monastir e assim o acesso era bastante incerto, considerando que todos os times eram de níveis equivalentes. Contra o Stade Tunisien fizemos outro jogaço e com três gols depois dos 30 minutos do segundo tempo, fizemos o 4 a 2 e ficamos muito próximos da Ligue 1. Sacramentamos o acesso justamente contra o time que mais nos deu dor de cabeça durante o ano, virando o duelo contra o Gafsa, fechando o placar em 3 a 1.

       
      Calendário

       
      Classificação
      No final das contas, terminamos na liderança da segunda fase, algo surpreendente pela primeira fase que fizemos. Valeu a pena colocar o time no ataque e invictos, fechamos esta fase com quatro vitórias e seis empates.
      No fim, fomos promovidos diretamente junto com o Stade Tunisien, deixando o Monastir para jogar o playoff de rebaixamento contra o Gabes, não conseguindo o resultado para chegar à Ligue 1. O quadro de honra da Tunísia tem tão poucos nomes que esse título foi suficiente para me colocar no top 10.

      LIGUE 1 PRIMEIRA FASE | LIGUE 1 GRUPO REBAIXAMENTO | LIGUE 1 GRUPO DO TÍTULO
       
      Elenco 
      No geral, o elenco foi bem para os desafios dessa temporada, apesar da alta média de idade, algo que é urgente corrigir para 2017/18. Na defesa, fica o destaque para Ben Frej, que conseguiu contribuir bastante ofensiva e defensivamente, do alto dos seus 38 anos.
      O meio-campo foi dominado por Barrani – eleito o jogador do ano pela torcida -, que ditava o ritmo das partidas, além de marcar ou dar passes em momentos importantes. Sua renovação é fundamental para a próxima temporada.
      No ataque, Khenissi fez o que se esperava dele e marcou 13 gols em 23 jogos, média razoável. Como perdeu algumas partidas por lesão, creio que seu desempenho ficou comprometido em alguns momentos.

      ESTATÍSTICAS
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