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[FM10] Sem esforço nada se consegue


Guest six_strings

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The Jack MeHoff Story

“Içar a âncora”

Deixem que me apresente, o meu nome é Jack MeHoff, tenho 37 anos e sou treinador de futebol. Pensando bem não podia nunca ter sido de outra forma o meu destino era esse e embora não acredite nisso, sinto-o como tal. Mas não é ainda altura de falar de mim, lá chegaremos, antes quero contar-vos como aqui cheguei.

A minha história começou à mais de 230 anos, nas docas de Plymouth, quando o meu antepassado, mais precisamente o meu Nonavô entrou a bordo do Endeavor. Deixava para trás apenas a sua pequena casa à beira do porto, nada mais. Não tinha família, nem riquezas e a oportunidade de sair dali surgiu no momento em que já nada para ele fazia sentido.

Três dias antes o seu grande e único amigo Jack MeHoff bateu-lhe à porta com a solução para os seus problemas, tinham ambos conseguido um lugar como marinheiros no novíssimo e imponente navio o “ENDEAVOR”, tripulado por um Jovem e ambicioso capitão de seu nome James Cook.

O empreendimento era de sonho, e algo de surreal. O principal objectivo da expedição do Endeavor era a observação da pouco frequente passagem do planeta Vénus em frente à face do sol. Tal observação e medição dos acontecimentos seriam cruciais para a determinação da real distância entre a Terra e o Sol.

Tal objectivo e relevância falhava à compreensão do meu Nonavô e do seu amigo Jack, para eles a oportunidade de saírem daquele lugar era o que lhes interessava, e como tal em Agosto de 1768 partiram a bordo do poderoso Endeavor para aquela que seria a aventura da vida deles e que para sempre marcaria o meu futuro. Âncora içada, velas desfraldadas partiam os dois amigos rumo ao Pacífico Sul, ao desconhecido. Peito cheio de esperança e vontade de recomeçar. Para o meu nonavô era como se nascesse uma segunda vez. Mal sabia que o faria de novo anos mais tarde…

PEACE

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Gostei da introdução a história! Vou acompanhar, favoritado. :thumbsup:

BS!

Obrigado pelo apoio.

:specool:

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SIX COME BACK TO FMANAGER!!!

Grande introdução Gustavo, será um grande save, tenho certeza!!!

BS!

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Vai começar na Inglaterra?!

BS!

Será??

Obrigado :specool:

BS!

Save seu eu não perco :specool:

Pelo jeito se rendeu a sua paixão pelas ligas inglesas!

Vamos ver. :rolleyes:

Obrigado :specool:

SIX COME BACK TO FMANAGER!!!

Grande introdução Gustavo, será um grande save, tenho certeza!!!

BS!

Obrigado :specool:

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“O Miúdo Português”

A vida a bordo do Endevour tornara-se rotineira para Jack e o meu Nonavô. Içar velas, baixar velas, lavar o convés, etc faziam de tudo um pouco. Fazia já 3 meses que tinham partido e a perspectiva de um novo começo começava a esbater-se. Teria sido esta a melhor opção a tomar?

Os dias iam escorrendo até que de repente, na alvorada do centésimo primeiro dia, o navio foi acordado pelo grito “Terra à vista”. De repente como que por magia, emergiram no convés, quais coelhos a sair da toca, toda a tripulação. Aquelas palavras tinham algo de mágico e os semblantes pela primeira vez desde que partiram mostravam sorrisos bem abertos. Iam a pôr os pés em terra.

O Capitão Cook deu então as ordens que todos esperavam. Vamos aportar, no RIO DE JANEIRO.

Pôr os pés em terra pareceu estranho Jack e o meu Nonavô quase que não se equilibravam, era como aprender a andar de novo. À beira do cais alguns dos marinheiros a bordo do Endevour de origem italiana, mais especificamente de Florença, trocavam entre eles um novelo de pano que empurravam maioritariamente com os pés. Chamavam-lhe Calcio Fiorentino, e depressa chamaram a atenção de muita gente, mas em especial de um rapaz. Os seus olhos brilhavam a observar a mestria e a destreza com que aqueles homens bailavam passando aquela bola de pano entre eles.

Ficámos doze dias aportados no Rio de Janeiro, a sensação da terra firme já tinha esmorecido e a ânsia de voltar a soltar amarras e içar as velas era mais do que evidente, e assim a notícia de que partiríamos ao final da tarde trouxe novamente o sorriso aos rostos da tripulação do Endeavor. Já prestes a partir, encostado à amurada do navio o meu Nonavô viu um dos marinheiros de Florença, Francesco Baggio, a falar com aquele miúdo que no primeiro dia nos havia observado com tanta atenção, e reparou que lhe oferecia a sua bola de pano. Nunca tinha observado tamanha alegria como a daquele miúdo com a bola de pano nas mãos.

Quando subiu a bordo o meu Nonavô abordou o companheiro de Florença e perguntou porque ele havia oferecido a bola ao miúdo, ao que ele respondeu: “É um miúdo português, havias de ver a habilidade que ele tem, fez-me lembrar do meu filho Roberto, e nunca tinha jogado Cálcio Fiorentino. Ofereci-lhe a bola. Chama-se Ruben Arantes do Nascimento.”

Aquele nome não mais voltaria a sair da cabeça do meu Nonavô. Voltou aos seu deveres, e lá partiu o Endeavor rumo ao Pacífico Sul.

PEACE

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bem interessante a história

acompanharei

boa sorte!

Obrigado :specool:

História tomando um rumo futebolístico, parente de Pelé na área! Hehe

Pelé e não só....

Obrigado :specool:

Boa sorte marinheiro! =]

Obrigado :specool:

Já li até tu assumir o time.

Essa ficção encaixou muito bem.

Andou a ler na tuga?

Obrigado :specool:

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“O Mar Branco”

Depois de termos saído do Brasil, seguimos para sul. A intenção do Capitão Cook era seguir a rota de Magalhães e passar o estreito para o outro lado do continente, para o gigante Pacífico. Contudo a curiosidade enorme do homem foi maior e decidiu continuar o rumo para sul. O Capitão já tinha ouvido falar da possibilidade da existência de uma grande terra de gelo e de facto essa possibilidade era cada vez mais provável na cabeça de todos nós, pois de dia para dia os dias e as noites eram cada vez mais frios e muitos começavam já a sentirem os seus efeitos.

Ao trigésimo segundo dia após sairmos do Rio de Janeiro começámos a avistar grandes massa de gelo a flutuar. A visão era algo de espectacular, com a luz do sol a reflectir no gelo dando-lhe cores lindas como nunca tinha visto.

De dia para dia era cada vez mais difícil serpentear entre os blocos de gelo, pelo que o Capitão achou que estaríamos muito perto de uma grande massa de gelo, e assim deu ordem para começar a ir para nordeste, circulando o gelo e ao mesmo tempo voltar a águas mais temperadas. O objectivo da expedição não podia ser posto em causa, o avanço científico era o mais importante e haveria tempo de lá tentar chegar.

À medida que o barco ia mudando de rumo olhei para o horizonte, para aquele imenso mar branco que deixávamos para trás, e quase que jurava ter visto pessoas a acenar para nós, pequenos vultos negros. Contudo não disse nada a ninguém. Concentrei-me nas minhas tarefas, a perspectiva de voltarmos para um clima mais ameno já me preenchia o espírito.

PEACE

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Boa Sorte...

Estou gostando da ficção, continua :specool:

Obrigado :specool:

A história está muito boa.

Boa sorte!

Obrigado :specool:

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Tá legal mesmo!

E só as peças, Baggio, o parente do Pelé... xD

:rolleyes:

Obrigado :specool:

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Está muito legal a sua história Six!

Parentes futebolisticos... O Capitão Cook gosta de se aventurar em outros lugares hein, sai de Portugal, foi para um lugar de um clima predominantemente quente, e depois, se aventurou no frio, interessante...

BS!

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Está muito legal a sua história Six!

Parentes futebolisticos... O Capitão Cook gosta de se aventurar em outros lugares hein, sai de Portugal, foi para um lugar de um clima predominantemente quente, e depois, se aventurou no frio, interessante...

BS!

Só uma pequena correcção meu amigo, ele saiu de Plymouth na Inglaterra, e parou no Brasil, depois seguiu para sul.

Obrigado :specool:

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“Sacrifício Supremo”

As ilhas eram de uma grande beleza, praias de areia branca, mar azul a ver-se o fundo e uma vegetação colorida.

O capitão procurava uma onde pudesse estabelecer a sua base de observação da Vénus em trânsito (era como ele chamava à passagem do ponto negro em frente do Sol.

Fundeámos numa enseada de uma das maiores ilhas daquele vasto arquipélago e não tardou a que começassem a acorrer à praia os nativos daquela ilha.

O primeiro encontro entre as duas culturas foi pacífico, mas muito tímido, como se ambos se estudassem, tentando aperceber-se das reais intenções dos outros.

Este povo de tez escurecida, mas diferente dos povos de África chamava a si próprio Maori, que queria dizer normais, distinguindo-os dos seres especiais considerados Deuses.

Os dias foram passando, e a convivência com este povo, foi-se tornando mais aberta e a confiança foi-se instalando. Comecei a frequentar com o meu amigo Jack a sua aldeia principal, onde vivia o grande chefe Ava Nui (Rio Grande). Foi lá que a conheci, a mais bela mulher que alguma vez poisei os olhos. Chamava-se Papatuanuku (Terra).

Começámos a conversar, e a ver-nos regularmente ao final do dia, escondidos, pois Papa era a filha de Ava Nui, e era noiva prometida do seu chefe militar Karika.

Karika um dia seguiu Papa e surpreendeu-nos quando nos preparávamos para dar o primeiro beijo. O que se passou a seguir foi tudo muito rápido e a num ápice a lança de Karika descia sobre mim, esquivei-me e puxei Papa para mim e corremos. Atrás de nós conseguíamos ouvir Karika a correr e gritar, chamando por reforços. Depressa fomos rodeados na praça central da aldeia e o fim aproximava-se. Sem lugar para fugir cerrei os punhos e preparei-me para me defender o melhor que conseguisse. De novo o braço de Karika se ergueu e a sua lança vou silvando, cortando o ar. Fechei os olhos e esperei, e esperei. Parecia uma eternidade, quando é que a lança me atingiria, não me atrevia a abrir os olhos. Contudo notei o silêncio que de repente se fez e atrevi-me a abrir os olhos, deitado no chão trespassado pela lança estava Jack. Os seus olhos muitos abertos fitavam-me chamando-me. A tremer ajoelhei-me e encostei o meu ouvido aos seus lábios e ouvi as suas últimas palavras: “Honra-me e não deixes que eu morra em vão.”. Pousei a mão no seu punhal e de um salto virei-me e cobri os dois metros que me separavam de Karika. Olhei para ele e a sua expressão era de espanto e balbuciava algo que me era incompreensível, a faca de Jack penetrara no estômago, fundo e implacável.

Karika estava morto e eu condenado.

PEACE

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Mas que safadeza. :nono:

Da próxima vez encare a mulher dos outros como homem. Hehehehe Teria se safado dessa se fosse assim. (Só leve isso para a ficção, na vida real...)

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Quis aprontar e se fudeu!!! :heh:

É o amor.

Obrigado :specool:

Mas que safadeza. :nono:

Da próxima vez encare a mulher dos outros como homem. Hehehehe Teria se safado dessa se fosse assim. (Só leve isso para a ficção, na vida real...)

:rolleyes:

Obrigado :specool:

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O jogo nem começou e já tem pessoas morrendo, essa violência do mundo atual está impregnando até os Saves da LLM & Histórias hahahah =P

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Guest
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