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Tsuru

Cymru Am Byth: Galês para sempre - "O ataque é a melhor defesa?" (08/04)

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Tsuru

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Durante a pesquisa para o save do Druida, me deparei com o lema oficial de Gales, “Cymru Am Byth” (se lê “Kimiru Am Bith”) que quer dizer “País de Gales para sempre” (Wales Forever) ou “Vida longa ao País de Gales” (Long Live Wales). Na ocasião eu li erradamente “Galês para sempre” (que em inglês seria “Welsh Forever”), e apesar de estar incorreto - porque originalmente o lema se refere ao país e não à nacionalidade - a ideia ficou na minha cabeça como uma espécie de conceito de fidelidade à nacionalidade em questão.

Na época li que as maiores equipes de Gales jogam há muitos anos na pirâmide inglesa e que decidiram permanecer assim mesmo após a criação da liga galesa, em 1992 (eu sinceramente não os culpo). Isso gera uma inusitada situação de mais de um time de um país atuando em outro (são quatro na db oficial do FM, mas soube que há outros em divisões ainda mais baixas). E por fim, pesquisando sobre experiências de jogadores com essas equipes no FM, achei no fórum oficial um jogador que decidiu criar uma espécie de “Athletic Bilbao inglês”, com a regra de contratar apenas jogadores galeses (https://community.sigames.com/forums/topic/438707-fm-18-wrexham-the-welsh-red-dragons/?tab=comments). 

Eu adorei e percebi que ele estava basicamente materializando em um save o conceito de “Galês para sempre”. A ideia ficou guardada no porão (porque a gaveta já estava cheia delas) e ao pensar em qual save seria o primeiro no FM 21, foi a que mais me empolgou. Não só pelo desafio em si, mas por misturar uma série de elementos que eu não costumo utilizar nos meus saves, permitindo fazer mesmo algo diferente do meu usual. Entre eles estão restrição de contratações, desenvolvimento da base (que aqui vai acabar tendo papel fundamental) e o sistema que batizei de “Cafundó League”, aquele que você pega um time de uma divisão ali perto do Pré-Sal e segue nele até o mais alto possível. Eu pensei em fazer mais uma coisa diferente que seria jogar a primeira temporada antes de postar, mas empolguei e decidi compartilhar de uma vez.

Por fim, temos a escolha do clube. Eu considero que o “nível fácil” desse desafio (isso existe?) é com Swansea e Cardiff, times maiores, com mais dinheiro e estrutura, que militam na segunda divisão e já possuem boa parte de seu elenco nacionalizada. O “nivel médio” seria com o Newport County, hoje na League Two, a quarta divisão, com um elenco com bom número de galeses mas menos estrutura e recursos do que os outros dois. E o “nível difícil” é com o Wrexham, que há algum tempo milita na Football League, quinto escalão inglês, e que por seu natural estado de penúria, contrata o que é possível (não devem nem olhar o nome do sujeito, imagina onde o cara nasceu).

Um deles eu já queria treinar desde que fiz a entrevista aqui no PM, e foi uma escolha natural. Ok, pelo banner já dava para saber, mas quis explicar assim mesmo. Hahahaha

 

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Fundado em 1864, o Wrexham Association Football Club (galês: Clwb Pêl-droed Cymdeithas Wrecsam - tente dizer isso rápido três vezes!) é o mais antigo do País de Gales e se define como o terceiro clube mais antigo do mundo (embora esse critério possa ser variável), sendo inclusive membro do Club of Pioneers. O nome é uma homenagem à cidade natal, Wrexham, próxima a locais de muita tradição no futebol como Liverpool e Manchester. E a equipe é conhecida como The Red Dragons, provavelmente por utilizar em seu escudo dois dragões semelhantes aos da bandeira do País de Gales.

 

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O time manda seus jogos no Racecourse Ground, a arena internacional mais antiga do mundo que ainda recebe jogos internacionais. Ela foi aberta em 1807, sendo que recebe jogos de futebol desde 1864, e o recorde de público foi estabelecido em 1957, quando o Wrex sediou uma partida contra o Manchester United diante de cerca de 35 mil espectadores. 

 

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Após iniciarem a vida esportiva disputando competições locais em sua terra natal, os Red Dragons entraram para a pirâmide inglesa em 1905, na Liga de Birmingham e Distrital. Em 1958 o campeonato inglês foi reorganizado e o Wrex foi para a terceira divisão, de onde oscilou desde a segundona (em fins dos anos 70), o mais alto que já chegou, e flutuou daí para baixo até o quinto escalão, a partir de 2008, quando não conseguiu mais ser promovido. 

Depois de algumas décadas sendo administrado por um fundo de torcedores, em novembro de 2020 o clube foi vendido aos atores hollywoodianos Ryan Reynolds (o Deadpool - que aliás tem um ótimo gosto para esposas) e Rob McElhenney. Isso ocorreu depois do fechamento da db do FM, o que significa que o 21 é o último com os Red Dragons ainda sob propriedade dos seus adeptos e iniciando em dezembro de 2019 sem investidores externos (embora eu não saiba se isso vai mudar no update final).

Em termos de títulos, o Wrexham venceu a Copa Galesa 23 vezes - o que permitiu algumas participações na antiga Taça dos Vencedores das Taças -, ganhou o FA League Trophy em 2005 e o FA Trophy em 2013, além de ter 11 títulos da FAW Premier Cup, torneio que reunia os outros galeses que jogam na Inglaterra.

Apesar de existirem naturalmente rivalidades locais entre as equipes de Gales, os maiores rivais do Wrexham são três ingleses, nos chamados Derbies Transfronteiriços: Shrewsbury Town, Tranmere Rovers e o arquirrival Chester. Separados por apenas 20 km, Wrexham e Chester fazem um duelo muito nervoso, marcado por uma rivalidade bastante agressiva e um clima de guerra (no campo e em volta dele).

 

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Jogadores que atuaram em um ou nos dois clubes dizem que é tão intenso quanto Arsenal vs Spurs, parecendo um verdadeiro confronto Inglaterra x País de Gales. Outra curiosidade é que o estádio do Chester, o Deva, transpassa a fronteira e seu campo está localizado totalmente em Gales - o que meio que faz dele um time inglês que joga no país vizinho (!).

No FM o Chester está uma divisão abaixo, portanto caso esse encontro aconteça de forma oficial, deve ser mais adiante no save. Enquanto isso penso em criar uma copinha chamada Cross Border Trophy com o Wrex e os três rivais, vamos ver se eles topam.

 

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  • Contratar apenas jogadores de nacionalidade galesa;
  • Contratar apenas equipe técnica de nacionalidade galesa.

 

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  • Conquistar a Premier League;
  • Conquistar uma copa inglesa;
  • Conquistar um torneio europeu;
  • Ter pelo menos um jogador formado no clube convocado para a seleção galesa;
  • Ter instalações de primeiro mundo em todos os níveis;
  • Entrar para a lista dos 10 times mais ricos da Europa.

 

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Criei um personagem fictício chamado Oliver Jones para ser o treinador, mas decidi não arriscar nessa parte e deixei as licenças de acordo com o que o jogo sugeria, apenas dando maior foco ao desenvolvimento de formação.

 

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Para me dar mais opções em termos de jogadores, ativei as cinco divisões de Gales utilizando o update do Timo e personalizei a database. A opção por incluir as primeiras divisões de outros países foi para deixar o save mais realista quando o Wrexham começar a subir um pouco mais na pirâmide.

 

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Depois que iniciei eu me dei conta que deveria ter carregado Escócia e Irlanda, onde certamente há galeses jogando. Adicionei as duas nos primeiros dias de jogo e elas estarão disponíveis a partir da próxima temporada, porém a Irlanda do Norte acabou ficando de fora por limitações de hardware.
 

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  1. Apresentação
  2. "Os números não mentem jamais"
  3. "Iniciar o trabalho é fazer dois terços dele"
  4. "Independente da situação, olhe sempre os dois lados da moeda"
  5. "Gol, o grande detalhe do futebol"
  6. O ataque é a melhor defesa?

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mfeitosa

Bacana, Tsuru. Boa sorte com o save!

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Victor Duque

Acompanhando tsuru, isso vai ser muuito interessante!!

Edited by Victor Duque

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marciof89

Boa escolha. Vamos ver se esse vinga hahaha

Boa sorte!

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ggpofm

Ótima proposta de save. Tem tudo para ser desafiador e um grande save. Agora é ver até aonde ele vai. Bom save.

 

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Cadete213

boa sorte. Vai ser o Bilbao da zona?

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Danut

Confesso que estou um pouco cético com a proposta, acho que tu pegou um desafio bem complicado e dado o histórico me questiono como vai ser quando enfrentar dificuldades. Mas torço muito para que dê tudo certo.

No mais, discordo um pouco da avaliação que iniciar com Swansea ou Cardiff seria o modo fácil. Sim, são equipes de mais estrutura. Mas o futebol galês não tem muito jogador bom, e são equipes que já iniciam enfrentando adversários bem mais fortes também. O Wrexham tem muito menos condições, mas os adversários também são de baixo nível. Também não vou afirmar que começar com o Wrexham seja mais fácil, só acho que a resposta não é tão óbvia quanto "time mais estruturado = mais fácil".

Quanto à lista de divisões, senti falta dos demais países vizinhos. Tu já explicou que ativou Escócia e Irlanda, o que achei bom. Mas será que não valia colocar a Irlanda do Norte? Não seria mais importante pro teu save do que Argentina ou Brasil? Ou mesmo França, que é só o PSG mesmo.

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dantenetocosta

Boa sorte! Tomara que anime nesse save.

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Tsuru
10 horas atrás, mfeitosa disse:

Bacana, Tsuru. Boa sorte com o save!

Obrigado Feitosa!

10 horas atrás, Victor Duque disse:

Acompanhando tsuru, isso vai ser muuito interessante!!

Vai sim Victor. Obrigado!

10 horas atrás, marciof89 disse:

Boa escolha. Vamos ver se esse vinga hahaha

Boa sorte!

Obrigado Marcio. Mas vingar não...não há nada mais feio que a vingança. A vingança nunca é plena, mata a alma e envenena. Hehehehe

9 horas atrás, ggpofm disse:

Ótima proposta de save. Tem tudo para ser desafiador e um grande save. Agora é ver até aonde ele vai. Bom save.

Obrigado Gilson. Sendo divertido já fico satisfeito.

9 horas atrás, Cadete213 disse:

boa sorte. Vai ser o Bilbao da zona?

Oi Cadete.

É a ideia. Espero que eu não seja uma zona de Bilbao. Hahahahaha

8 horas atrás, Danut disse:

Confesso que estou um pouco cético com a proposta, acho que tu pegou um desafio bem complicado e dado o histórico me questiono como vai ser quando enfrentar dificuldades. Mas torço muito para que dê tudo certo.

No mais, discordo um pouco da avaliação que iniciar com Swansea ou Cardiff seria o modo fácil. Sim, são equipes de mais estrutura. Mas o futebol galês não tem muito jogador bom, e são equipes que já iniciam enfrentando adversários bem mais fortes também. O Wrexham tem muito menos condições, mas os adversários também são de baixo nível. Também não vou afirmar que começar com o Wrexham seja mais fácil, só acho que a resposta não é tão óbvia quanto "time mais estruturado = mais fácil".

Quanto à lista de divisões, senti falta dos demais países vizinhos. Tu já explicou que ativou Escócia e Irlanda, o que achei bom. Mas será que não valia colocar a Irlanda do Norte? Não seria mais importante pro teu save do que Argentina ou Brasil? Ou mesmo França, que é só o PSG mesmo.

Oi Danut.

Sendo bem sincero, não tô preocupado. Me deu vontade de fazer, fui lá e fiz. Se der certo ótimo, se não der - for demitido, cansar, encher o saco etc. - eu encerro o tópico, abro outro e começo de novo. FM e PM são uma grande brincadeira, é pra relaxar dos problemas do dia a dia, não vejo mais como um compromisso ou qualquer coisa assim. Já fiz um monte de save simples/objetivo que cansou rápido e não me divertia - o Santos AP a partir de determinado ponto no FM 15, a carreira no Uruguai, o Nacional duas vezes - portanto acho que não é por aí. 

Sobre o nível fácil, eu até brinquei com isso no post de abertura - não existe nivel fácil em uma coisa assim né. Mas é mais simples quando você tem mais grana e estrutura porque tem um desenvolvimento de base mais forte, atrai melhores profissionais e pode rapidamente formar galeses em alto nível. Fora que os dois da segunda divisão estão a um passo da Premier, com duas ou três boas campanhas caem na elite, enchem o bolso de dinheiro, passam a atrair jovens e profissionais ainda melhores, enfim. Some-se a isso o fato de que os elencos deles já são cheios de galeses, o ponto de partida nesse sentido é mais direto. Eu tenho a sensação que em vários momentos o save vai se assemelhar a um de base, com os moleques ocupando o time principal e resolvendo o problema da falta de opções no mercado.

Brasil e Argentina acabam por ser essenciais pela geração de jogadores fora de série e que fazem diferença na Europa, e a França é para manter a Champions o mais próximo possível do real. O que talvez eu faça é adicionar mais a Irlanda do Norte assim mesmo e ver se o computador aguenta, se der algum problema eu tiro.

Uma última reflexão sobre ser fácil ou difícil: às vezes o fato de você poder contratar quem quiser te deixa tão sem critério, sem saber nem por onde começar ou o que filtrar exatamente, que a margem de erro é maior. Quando você estabelece um critério qualquer e busca o que existe ou o que é melhor dentro daquilo - no caso, galeses - tem menos opções, mas a margem de erro também é menor.

7 horas atrás, dantenetocosta disse:

Boa sorte! Tomara que anime nesse save.

Obrigado Dante!

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ElPerroMG

Boa sorte, Tsuru!

Como ja te disse, ideia interessante demais e tem tudo pra te desafiar ao máximo. Espero que se divirta. 

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six_strings

Boa sorte com a tarefa. Estarei espreitando.

PEACE

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LC

Na torcida que dê tudo certo e que o save seja longo e próspero. Boa sorte Tsuru.

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ggpofm
5 hours ago, Tsuru said:

Sendo divertido já fico satisfeito.

O que é a diversão em um save para você?

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Andreh68

Sempre simpatizei com Gales.

Quanto ao questionamento do Danut, mais que se o  critério do mais "fácil ou difícil", é porquê escolheu o mais difícil. Não sei se o fun factor esta tão relacionado assim a dificuldade do save.

Dessas opções eu faria mesmo com o Wrexham, me parece que será bem interessante. E SEM pressa.

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Tsuru
36 minutos atrás, ggpofm disse:

O que é a diversão em um save para você?

É quando eu tenho vontade de continuar jogando e postando aqui, é o "dedo coçando" quando eu não posso jogar, é quando ligo o jogo e não consigo mais largar de tão empolgado. A partir do momento que não tenho mais vontade de ligar o FM, ou que tenho vontade de ligar para jogar outro save, ou que vou fazer outra coisa no tempo disponível, ou que começa a me irritar e me frustrar mais do que me animar, perde o sentido, acaba a diversão e acaba o save.

Poderíamos entrar aqui em uma discussão mais profunda, mas como já disse algumas vezes, considero o FM e a PM uma grande brincadeira, então não acho que seja para tanto. 😉 

34 minutos atrás, Andreh68 disse:

Sempre simpatizei com Gales.

Quanto ao questionamento do Danut, mais que se o  critério do mais "fácil ou difícil", é porquê escolheu o mais difícil. Não sei se o fun factor esta tão relacionado assim a dificuldade do save.

Dessas opções eu faria mesmo com o Wrexham, me parece que será bem interessante. E SEM pressa.

Oi Andreh.

Eu também, é um país interessante.

Eu escolhi o "mais difícil" por dois motivos - o desafio sim, mas a simpatia com o time também. Não teria problema nenhum em jogar com os outros três, mas gosto mais do Wrex e isso é fundamental em uma jornada assim.

Me preparei "pepsicologicamente" antes, é um desafio pra ser jogado com calma e a progressão é lenta e gradual, com possíveis quedas pelo caminho, muito parecido com o de um save de base por exemplo. Em alguns momentos a gente simplesmente não vai avançar por falta de qualidade, em outros vamos sofrer algumas quedas, em outros vai demorar para subirmos de patamar, mas isso é parte da jornada que eu escolhi.

Obrigado pelo comentário!

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ggpofm
55 minutes ago, Tsuru said:

É quando eu tenho vontade de continuar jogando e postando aqui, é o "dedo coçando" quando eu não posso jogar, é quando ligo o jogo e não consigo mais largar de tão empolgado. A partir do momento que não tenho mais vontade de ligar o FM, ou que tenho vontade de ligar para jogar outro save, ou que vou fazer outra coisa no tempo disponível, ou que começa a me irritar e me frustrar mais do que me animar, perde o sentido, acaba a diversão e acaba o save

Só mais uma pergunta, eu prometo.😉

O que você disse é mais como você sabe que está se divertindo ou não com um save, mas o que save precisa ter ou lhe dar para você ficar com o dedo coçando para continuar jogando. Já parou para pensar nisso? Tem alguma ideia?

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Tsuru
50 minutos atrás, ggpofm disse:

Só mais uma pergunta, eu prometo.😉

O que você disse é mais como você sabe que está se divertindo ou não com um save, mas o que save precisa ter ou lhe dar para você ficar com o dedo coçando para continuar jogando. Já parou para pensar nisso? Tem alguma ideia?

O contexto importa. No save do Olimpio Celeste era um inferno jogar a terceira divisão; o Santos AP era no 15, cansou e foi preterido por uma versão mais nova; o save do Druida, o Nacional e do Sacchi simplesmente cansaram e eu queria fazer outra coisa; o save luso iniciou numa liga chata que demorava demais pra avançar; o segundo do Nacional eu fui demitido...

Não existe uma resposta única e certa, cada save tem um motivo e como eu disse, não acho que valha a pena ficar aprofundando a questão. Para mim é simples até demais, encheu o saco, não quer mais, o motivo não importa, fecha e abre outro.

Um adendo: eu entendo que haja leitores que possam ter receio de acompanhar por acharem que é mais um save onde eu não chegarei a lugar nenhum ou qualquer coisa assim. Eu respeito isso, mas por outro lado não posso continuar a fazer algo sem estar com vontade, para mim é pior do que sempre recomeçar. E pessoalmente acho que o importante é a jornada em si, não o ponto de chegada. 😉 

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Henrique M.

Boa sorte.

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Tsuru
7 horas atrás, six_strings disse:

Boa sorte com a tarefa. Estarei espreitando.

PEACE

 

5 horas atrás, LC disse:

Na torcida que dê tudo certo e que o save seja longo e próspero. Boa sorte Tsuru.

 

10 minutos atrás, Henrique M. disse:

Boa sorte.

Obrigado pessoal!

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CCSantos

Rapaz, serei um pouco grosseiro, mas vai ser justo:

Você se divertindo, é o que importa. Se é fácil, difícil, limitado, enfim... como você falou: deu vontade de fazer, e você fez. Pronto.

Precisa se justificar não, só vai e joga, mas vê se joga bem, hein?

Vou acompanhar aqui.

Em tempo: NÃO VAI FALAR DO DONO DO TIME NÃO, É?

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Lamentável!

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Bigode.

Rapaz, quando você comentou do save, sobre ser desafiante e tudo mais, jamais imaginei onde tu iria parar. Irônico que semanas atrás joguei no grupo justamente a notícia sobre a aprovação da compra do clube pelo Ryan Reynolds. E você ali quietinho! HAHAHA (agora faz sentido também o @CCSantos com os trocentos gifs do Ryan outro dia hahaha)

Vou dizer que gostei da escolha do clube, justamente por causa dessa notícia da vida real, já que gosto muito do atual queridinho de Hollywood. Apesar da mudança não estar presente na atual versão do jogo que você usará, confesso estar ansioso por possíveis referências durante as postagens.

Mas também gostei porque é um desafio e tanto e porque, como tu disse, é um save que te empolgou pra caramba já desde antes de iniciar de fato. E isso acho que é o mais importante: nos divertirmos. E foda-se o que é "se divertir" pra cada um de nós. Contanto que tu, que é quem joga, esteja se divertindo, é isso que importa - inclusive pros leitores, já que a sua diversão (ou falta dela) acaba sendo demonstrada durante as postagens.

Como falei já no outro tópico, estarei presente por aqui acompanhando a nova jornada. Espero que seja regada a muitas doses de gin comemorando possíveis sucessos. Boa sorte, meu caro!

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Tsuru
16 horas atrás, CCSantos disse:

Rapaz, serei um pouco grosseiro, mas vai ser justo:

Você se divertindo, é o que importa. Se é fácil, difícil, limitado, enfim... como você falou: deu vontade de fazer, e você fez. Pronto.

Precisa se justificar não, só vai e joga, mas vê se joga bem, hein?

Vou acompanhar aqui.

Em tempo: NÃO VAI FALAR DO DONO DO TIME NÃO, É?

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Lamentável!

Oi Cleyton.

Bem, tecnicamente ele ainda não é o dono...não na realidade paralela do clube no FM. E eu fiz isso de propósito, talvez no próximo update já seja, venha com grana e tudo mais. Deixa ser dos torcedores mesmo e deixa o Deadpool quietinho. Hehehehe

Hora de levar o Wrex ao topo. Vamos ver o que as divisões inferiores inglesas me reservam, a experiência com o Forest Green Rovers e com o York City foram muito boas, acho eu que vai ser tão ou mais divertido e no fim é isso que importa né? Se o dedo não coçar, não adianta. 

Obrigado pelo comentário!

6 horas atrás, Bigode. disse:

Rapaz, quando você comentou do save, sobre ser desafiante e tudo mais, jamais imaginei onde tu iria parar. Irônico que semanas atrás joguei no grupo justamente a notícia sobre a aprovação da compra do clube pelo Ryan Reynolds. E você ali quietinho! HAHAHA (agora faz sentido também o @CCSantos com os trocentos gifs do Ryan outro dia hahaha)

Vou dizer que gostei da escolha do clube, justamente por causa dessa notícia da vida real, já que gosto muito do atual queridinho de Hollywood. Apesar da mudança não estar presente na atual versão do jogo que você usará, confesso estar ansioso por possíveis referências durante as postagens.

Mas também gostei porque é um desafio e tanto e porque, como tu disse, é um save que te empolgou pra caramba já desde antes de iniciar de fato. E isso acho que é o mais importante: nos divertirmos. E foda-se o que é "se divertir" pra cada um de nós. Contanto que tu, que é quem joga, esteja se divertindo, é isso que importa - inclusive pros leitores, já que a sua diversão (ou falta dela) acaba sendo demonstrada durante as postagens.

Como falei já no outro tópico, estarei presente por aqui acompanhando a nova jornada. Espero que seja regada a muitas doses de gin comemorando possíveis sucessos. Boa sorte, meu caro!

Fala Bigode!

Cara, o que mais me surpreendeu é que, de todas as ideias que eu tenho de save (e você sabe que não são poucas), essa foi a que mais me empolgou. Eu tinha pensado inicialmente em uma carreira na América do Sul, depois um save de clube no Uruguai, ambas numa linha bem simples, e aí me lembrei do Galês para Sempre e o dedo coçou, eu disse, "isso dá um grande save". E aí começou a vir tudo rapidamente...banner, barrinhas, abri o save, comecei a jogar...foi indo, indo e iu. 

Eu adoro o clube e apesar de achar legal o novo dono, também curto a forma anterior em que era administrado pela própria torcida. O momento era agora mesmo, é provável que haja investidor e injeção de capital a partir do próximo update - o que não é ruim, mas fica um save menos "de raiz".

Concordo que no fundo o importante é isso, quem quer ler uma história onde o autor posta de saco cheio e de qualquer jeito né? Como eu disse acho que não é questão de aprofundar esse tipo de questão, afinal é uma brincadeira.

Obrigado pelo comentário e que venha muito gin para comemorar os sucessos!

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div

Boa sorte!

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Tsuru
9 minutos atrás, div disse:

Boa sorte!

Obrigado div!

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Tsuru

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Nid yw'r niferoedd byth yn gorwedd - “Os números não mentem jamais”
Temporada 1, parte 1

A primeira coisa que fiz ao chegar ao Wrexham foi receber as boas-vindas da diretoria e saber o que é esperado de mim nesse início de trabalho. Eles querem que o orçamento seja respeitado (o que eu também quero) e desejam que o time alcance os playoffs da National League, o que significa a expectativa de terminar a competição entre os sete primeiros. 

 

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Lendo nas entrelinhas, podemos dizer que a diretoria deseja que o Wrex brigue por uma vaga na quarta divisão já nessa temporada inicial. A imprensa seguia por um caminho parecido e nos colocava como postulantes naturais ao oitavo lugar na tabela.

 

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Também chamou atenção a expectativa bastante alta no FA Trophy - espero que a gente possa corresponder e quem sabe ir além.

 

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No geral achei a infraestrutura boa para um clube que há 13 anos não sai da divisão atual. Curioso que em outros saves com o Wrexham que eu li o estádio era de propriedade pública e os jogadores o compraram no FM, mas aqui ele aparece já como privado e de propriedade do clube, como alias o é na vida real.

 

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Formar um “Bilbao inglês” vai exigir não apenas paciência e um garimpo muito bom em relação aos jogadores que vêm de fora, mas uma equipe técnica muito forte capaz de auxiliar na busca por atletas, e no trabalho e desenvolvimento da base. Portanto, outra das primeiras coisas que fiz foi avaliar como o Wrexham estava nesse sentido.

Em relação à equipe de preparadores inicial, faltava para mim o mais importante, que era exatamente o Diretor de Futebol Jovem. Aproveitei e contratei também analistas de desempenho, fazendo o número de profissionais subir de cinco para oito.

 

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Também reforcei o departamento médico (que só tinha dois profissionais) e formei uma equipe de observação (que não existia). 

 

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No geral fiquei bem satisfeito com o resultado, que colocou a equipe com uma ótima comissão técnica para o nível da divisão.

 

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Na gestão de elenco vou usar o mesmo princípio de saves de base: quem estava no clube quando cheguei pode continuar e inclusive renovar contrato, existindo a restrição de nacionalidade apenas para quem vier de fora. Em relação à base, num primeiro momento vou aceitar todos os que surgirem, independente da nacionalidade; mais adiante esse critério deverá ser revisto conforme o andamento do save.

Ao contrário da equipe técnica, achei o elenco inicial com boas opções e bem distribuído, embora entenda que faltava qualidade no meio campo. 

Os destaques apontados pelo auxiliar técnico foram os ingleses Theo Vasell (zagueiro) e James Horsfield (lateral/meia recuperador de bolas), o galês Jordan Davies (extremo) e, para mim, o principal deles, o irlandês Fiacre Kelleher (zagueiro). 

Com quase dois metros de altura, o “Gigante Irlandês” tem ótimos atributos físicos e de cabeceamento para o nível atual, o que significa que é uma segurança na defesa e uma arma poderosa na bola parada.

 

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Tendo em mente o que tinha e o que precisava, fui ao mercado. Além de buscar opções em transferência livre, bati na porta de todos os clubes de todas as divisões jogáveis da Inglaterra e mais a primeira divisão de Gales inteira a fim de localizar e listar os atletas relevantes. A ideia na temporada que vem é ampliar a relação acrescentando os galeses que atuam na Escócia e Irlanda, assim que as ligas ficarem disponíveis no jogo, bem como com todos os que surgirem na base de outras equipes.

 

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Por fim, aos cerca de 500 que encontrei, somei mais quase 100 de conhecimento dos olheiros, resultado em uma lista de aproximadamente 600 jogadores. Achei inclusive galeses com contrato de formação e que topariam assinar em definitivo, porém (ainda) não temos dinheiro para pagar multas rescisórias e isso inviabilizou essa opção. Assim sendo, ficamos mesmo com os emprestados e os desvinculados.

 

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Começando de trás para a frente, nosso goleiro titular Rob Lainton está com 30 anos e eu não tenho confiança no reserva Christian Dibble, portanto Luke Pilling e seus 11 de Reflexos e 16 de Agilidade me pareceram uma boa alternativa. Ainda mais que ele e o Notts County aceitam a condição de reserva numa boa.

Adam Sharif é uma aposta para a zaga - é alto e tem boa impulsão, trouxe mais para observar como ele vai se desenvolver. Também como aposta, embora nesse caso uma aposta que parece melhor, fechamos com Harry Pinchard, que apesar de ser um meia central mais ofensivo segundo o adjunto, é capaz de fazer também outras funções no meio campo e até mesmo quebrar um galho na volância.

Outro meia bastante polivalente é Callum Jones, emprestado pelo Hull City, que pode atuar como volante ou meia central conforme a necessidade da equipe. Chegou ainda Dylan Boillard, 19 anos, em transferência livre, como alternativa para ser um centroavante veloz e com espaço e capacidade para se desenvolver.

Um dos três destaques da janela é o veloz e inteligente Oliver Cooper, emprestado pelo Swansea, capaz de jogar como meia ofensivo e nas duas laterais ofensivas do campo - e se precisar, ainda quebra um galho de centroavante.

 

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Para disputar posição com Cooper (ou jogar junto com ele, dependendo da configuração), o Barnsley topou nos emprestar Isaac Christie-Davies. Uma curiosidade sobre o jogador é que ele nasceu na Inglaterra mas se naturalizou galês - obrigado, Davies.

 

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Fechando o grupo temos o polivalente ala Cole Dasilva, integrante da seleção Sub 21 de Gales, que ataca bem, defende bem, tem bom nível de cobrança de falta, é natural com os dois pés e sabe jogar nas duas laterais do campo. Para ficar ainda melhor, veio de graça.

 

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Outro jogador que está no nosso radar é o atacante Alex Samuel, do Wycombe. O clube topou emprestar, ele recusou mas decidi tentar novamente e estou aguardando retorno do atleta. Porém, nessa segunda tentativa temos a concorrência do Forest Green Rovers, atualmente na quarta divisão - e que acho sinceramente que será a opção dele.

O Wrexham tem boa situação financeira, existindo dinheiro em caixa e margem na folha salarial, portanto não vi necessidade de vender ninguém correndo, ainda mais antes de avaliar melhor o elenco nos jogos oficiais. 

 

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Assim sendo, os jogadores que saíram foram realmente aqueles que não teriam chance nenhuma e/ou precisavam de mais oportunidades para se desenvolver.

 

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Ficou um elenco grande e aparentemente com muitas opções para cada posição, mas a polivalência dos jogadores - que não aparece na imagem - acaba por torná-lo bastante completo e versátil (os pontas e atacantes conseguem jogar em todas as funções na frente do meio campo, por exemplo). E principalmente, nos protege de quedas de rendimento e eventuais flops que possam ocorrer. A ideia é que na janela de inverno ele possa ser um pouco mais enxugado.

 

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Organizei uma copinha galesa na pré-temporada, fizemos uma excursão ao País de Gales e disputamos alguns amistosos contra equipes escocesas (e também o St. Pat´s Athletic).

 

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No geral pude observar o comportamento dos jogadores em campo, testar algumas variações táticas e fiquei bem satisfeito com a evolução do time.

 

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Depois de todo o trabalho na pré-temporada, a imprensa subiu a cotação do Wrexham e agora espera que fiquemos em terceiro lugar. Isso é importante porque interfere no meu planejamento de metas a curto e médio prazo.

 

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O Solihull Moors é cotado para posição diretamente acima de nós na tabela, portanto talvez um empate seja o resultado mais provável. Sutton e Maidenhead estão bem abaixo do Wrexham nas previsões, e aqui eu somaria seis pontos a nosso favor. Yeovil e Barnet estão previstos para posições diretamente abaixo de nós, portanto acho que podemos prever mais dois empates. Torquay e Bromley eu ficaria em dúvida por não estarem tão abaixo, portanto poderia ser uma vitória ou um empate. Hartlepool eu somaria três pontos, e Notts County, cotado ao primeiro lugar, eu não somaria nenhum. Dover e Eastleigh também três pontos cada por estarem cotados para a parte mais baixa da tabela.

Por essa previsão mais, digamos, grosseira, fecharíamos o primeiro bimestre com algo entre 18 e 24 pontos em 33 disputados, o que renderia um aproveitamento de aproximadamente 60% e uma vaga na parte de cima da tabela. Dando uma pequena margem de erro, menos de 15 pontos - um meio de tabela - significa desempenho abaixo do esperado e que precisamos mudar o rumo das coisas se quisermos atingir a expectativa da diretoria. Se o desempenho ficar dentro do esperado, tudo bem. Qualquer coisa na linha de 25 ou mais pontos é excelente e indica que as coisas não poderiam estar melhores.

A médio e longo prazo, minhas metas são obviamente subir na pirâmide inglesa e levar o Wrexham à Premier League, antes obviamente de subir ainda mais. Tomando como referência o save “Wokington, A Base do Sucesso”, o Baltazar levou 30 temporadas para chegar na elite inglesa só com a base - e aqui, tendo contratações ainda que restritas, acredito que isso possa acontecer em menos tempo, mas não muito menos. Calculo que, numa previsão realista, levaríamos entre 15 e 20 temporadas para alcançar a Premier, o que significa 4-5 temporadas em média em cada divisão. Importante manter sempre o olho na meta menor, levando em conta que dependendo da divisão podemos levar mais ou menos tempo, assim a maior serve como um segundo parâmetro geral da progressão.

Deixei minha parte favorita, a tática, para o final - portanto se não quiser prosseguir, a leitura termina por aqui. E se quiser continuar comigo, será um prazer.

 

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Quando cheguei e olhei o elenco com a zaga como força principal, me veio naturalmente um 5-3-2 como formação, seguindo o mesmo estilo de jogo que usava no Timor Leste. Mas não só achei os resultados muito ruins, como de repente parei e disse a mim mesmo “você quer utilizar um esquema com três zagueiros, apenas um homem em cada flanco, com Mezzala e Carrilero, na quinta divisão? Isso vai ser caro, complicado e não vai prestar”.

Descartada a “viagem” inicial, eu pensei em construir um estilo de jogo aos poucos, iniciando com uma mentalidade Equilibrado sem instruções e ajustando conforme o que via em campo. Melhorou significativamente, mas eu tinha a sensação que levaria muito tempo para descobrir exatamente qual instrução adicionar e poderia custar resultados importantes. Não me senti seguro e decidi que a escolha precisava de uma base mais sólida do que...bem...do que o meu olho combinado com tentativa e erro.

Me pareceu que a melhor forma de fazer isso seria analisando os atributos da equipe. Mas além disso me parecer subjetivo, em outros momentos não me levou a lugar nenhum - naquelas ocasiões, com a conclusão óbvia que a equipe não tinha atributos suficientes para fazer nada muito bem ou de forma específica.

Lembrei então de uma parte da versão mais moderna do Pairs and Combinations onde o autor utiliza a comparação dos atributos da equipe dele não de forma absoluta, mas em relação à média da liga, para fazer a escolha de como o time vai jogar, e decidi experimentar. Então vejamos:

 

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Nossos goleiros têm baixo nível de Pontapé e Reflexos em relação à média da liga, embora sejam mais ágeis do que o comum na Football League, lancem bem e tenham Jogo de Mãos bom. Para mim, favorecem uma saída de bola mais curta, com laterais ou zagueiros, em vez de serem instruídos a darem pontapés na direção do ataque, nas quais existe o sério risco de errarem e perderem a posse. E isso foi exatamente o que eu vi nos amistosos.

 

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Minha leitura sobre a defesa ser o ponto forte do Wrexham também parece estar certa. Apesar de Força e Impulsão estarem abaixo da média, estão na média da Football League - considero 10 ou superior bom para o nível da divisão - e todos os demais atributos estão acima da “linha de água”. Minha leitura é que a defesa conseguiria jogar tanto com bloco baixo, absorvendo pressão, quanto com linha mais alta se necessário, por conta dos bons índices de agilidade e velocidade.

 

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O meio campo é o coração de uma equipe e, para mim, é um dos pontos chave na escolha de como se vai abordar o jogo. De cara me chamam a atenção os baixos índices de Passe e Resistência, e por quê? Ora, se o passe é ruim e eu escolher um estilo onde ele seja muito necessário - como mais toque ou controle de bola - estou arriscando confiar e usar demais uma “ferramenta” que meus jogadores não sabem utilizar bem. E se a Resistência é ruim, o time tende a cansar mais rápido, portanto um jogo como o "perde-pressiona" pode desgastar a equipe e não funcionar o tempo todo. Também não aparece na imagem, mas eu observei os atributos de Desarme e Marcação dos meias e da mesma forma estão abaixo da média - o que confirma a percepção que desarmar muito e o tempo todo, "mordendo a bola", pode ser difícil para eles.

Assim, me parece que vamos caminhar para um estilo de poucos toques na bola (o mínimo possível, de preferência) e onde a pressão seja menos necessária, usando talvez um bloco baixo. “Contra Ataque Direto” está gritando na nossa cara, e já sabemos que a defesa comporta isso. Mas ainda não acabou.

 

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Bingo, os pontos fortes dos nossos atacantes são exatamente Aceleração e Velocidade, com Antecipação a bom nível. De forma que a nossa melhor chance de fazer gols é explorar obviamente o que eles têm de melhor - e para isso é muito mais fácil abrir espaço recuando a defesa e “chamando” o adversário para cima, respondendo com o passe longo em seguida. Essa escolha também nos dá alguma segurança porque, quando se joga de forma mais direta, é mais comum ceder a posse ao adversário, mas estando fechados, corremos menos risco quando isso acontece.

Antes de tomar uma decisão final, fui dar uma olhada nos estilos que o adjunto sugeria para o time: Jogar Pelos Flancos, Bater Direto e Estacionar o Autocarro. Fora o último, que parece uma ideia ruim considerando as expectativas do time para a liga, os outros dois vão na mesma direção que eu e sugerem que a análise dos atributos tem algum fundamento.

Bem, jogaríamos no contra-ataque e eu escolhi um contra-ataque “ativo”, um jogo de transições rápidas que se defende de forma recuada mas busca marcar gols e vencer (em oposição a um estilo “passivo”, que ficaria todo fechado gastando tempo e jogando por uma bola milagrosa). E ficamos com o jogo pelos flancos como uma opção em termos de estilo, caso a escolha atual não funcione por alguma razão.

Faltava decidir a formação. Não tínhamos nenhum MAC natural e não quero jogar sem pontas, e considerando o estilo, o 4-4-2 inglês seria uma opção razoável. Porém, eu o acho meio limitado - é literalmente bicuda para os centroavantes resolverem. Fora que, se mais para a frente eu decidir ajustar o estilo da equipe - quiser por exemplo uma forma mais fluida de contragolpe, ou trocar para um estilo de posse - teria que desmanchar a formação e adaptar, permitindo menos continuidade a médio e longo prazo. Por isso decidi escolher uma outra formação mais versátil e que funciona também nesse estilo, o 4-1-2-3.

 

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(Eu esqueci de setar a distribuição do goleiro para os laterais antes do print, mas ela estará na versão final).

Comecei da frente para trás: nossos atacantes são mais velozes do que fortes (para segurar a bola) ou inteligentes (para se movimentar e abrir espaços), e nós não temos no elenco ninguém com grande capacidade para ser um MC Atacar (que faria o papel de primeiro ou de segundo atacante se os dois pontas jogassem como Extremos abertos). Assim sendo, um goleador no centro com um ponta flutuando para dar apoio me parece fazer mais sentido como dupla de ataque. Testei várias combinações e a que mais me agradou foi o Trabalhador combinado com o Extremo Invertido.

Como não preciso do MC Atacar, escolhi como terceiro homem de meio campo o CJA Atacar, que além de ser uma função mais responsável defensivamente, “puxa” um pouco a bola para o centro, carrega-a para a frente e atua como um imã, evitando que o nosso jogo já direto fique insanamente direto e aliviando o peso do centroavante nos contragolpes.

O MRB foi escolhido por ser uma função natural de Horsfield, embora aqui coubessem outras opções (e cabem, porque nada é tão definitivo que não possa ser ajustado). Como os pontas atuam bem avançados - um por dentro e outro na linha de fundo - e os laterais são bons, Ala Apoiar acabou sendo a função natural em ambos os lados. Com isso, o volante precisa cobrir essas subidas, quase como um zagueiro número 3. Testei inicialmente o Pivô Defensivo mas gostei mais do Trinco. 

Como eu sempre digo, quem joga de forma reativa faz bem em adotar um plano B, porque em algumas partidas vamos sofrer gols primeiro, e em outras o adversário vai se fechar e nossa bola longa não vai ter espaços para encontrar os atacantes. Fiz um então, bem simples e básico e baseado no A, até porque não me interessava perder tempo demais com ele. Testei no jogo contra o Dunfermline, no qual saímos perdendo, empatamos o jogo, estivemos perto de virar, e me dei por satisfeito.

 

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Por fim, ainda desenhei um plano C - o 4-4-2 inglês pensado para os mesmos objetivos, a ser utilizado apenas caso as coisas deem muito errado. Acho que assim estou bem coberto em termos de tática, seguindo sempre a análise que fiz da equipe e evitando qualquer mudança baseada apenas em resultados. E a partir daí usei os conselhos do adjunto em termos de adequação e os atributos para distribuir o elenco pelas funções e tarefas. 

Ufa. Foi uma pré-temporada longa e de muito trabalho, agora chegou a hora de colocar o time em campo e iniciar a jornada rumo ao topo.

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      Meu nome é Fábio, mas sou conhecido como Cadete, devido ao antigo jogador de futebol do Sporting e Celtic (entre outros), Jorge Cadete. Sou natural do Funchal, Ilha da Madeira. Ou seja, sou da mesma cidade do Cristiano Ronaldo.

      Sempre fui fã de futebol e minha equipa favorita é o Arsenal. Muito novo comecei a jogar nas camadas jovens do CS Marítimo, e por lá fiquei até aos 17 anos. Pelo caminho, fui campeão regional várias vezes e cheguei a jogar contra o grande CR7, quando este ainda vestia as cores da camisola do CD Nacional. A melhor época que tive, foi nos sub-17, quando terminamos a época sem derrotas (20 vitórias e 2 empates). De seguida, disputamos a fase nacional, onde defrontei o Sporting CP, Barreirense e Campomaiorense. Estes dois últimos, já viveram dias melhores e o Campomaiorense, na altura, jogava no Tugão.

      Nos sub-19, decidi sair do clube da minha infância e fui jogar no clube da terra da minha mãe, o CD Ribeira Brava, que tem como maiores rivais, o Pontassolense. Passei dois anos fantásticos no clube e vencemos o primeiro troféu do clube, nas camadas jovens, a Taça da Madeira. Na final, derrotamos o CF União. Lembro-me muito bem desse jogo. Marquei o primeiro golo e o resultado final foi 4-2. No final, festejamos imenso e levamos a Taça para a nossa "terrinha". Isto foi na primeira época. 
      Na segunda época, fui chamado à equipa principal, para fazer a pré-época. O CD Ribeira Brava disputava o Campeonato Nacional de Séniores e ainda joguei um amigável contra a equipa B do Marítimo, uma casa que conhecia muito bem. Fiz a época nos sub-19 e fui o melhor marcador da equipa. Nos séniores, ainda fui emprestado ao São Vicente, mas infelizmente, devido a um problema de saúde no sangue, abandonei o futebol e a carreira de jogador.

      A vida seguiu e comecei a trabalhar. Acabei os estudos à noite, onde conheci minha parceira. Passados 15 anos ainda estamos juntos. Mudou a minha vida para muito melhor e vivemos juntos na sua terra, o Jardim do Mar. Uma pequena vila no sudeste da Ilha da Madeira, com 200 habitantes. Mas não se deixem enganar pelo seu tamanho, pois é conhecida a nível mundial, devido ao surf. A modalidade chegou tarde à Madeira, nos anos 90. Começou então a ser divulgada e de repente, tínhamos surfistas do mundo inteiro a visitar a ilha, que rapidamente se tornou conhecida como  o "Hawai da Europa". 
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      Em 2008, decidimos emigrar e passamos o Verão em Cagnes-Sur-Mer, no sul de França. Trabalhamos num camping e os donos tornaram-se na nossa segunda família. Sempre que podemos, fazemos uma visita e vice-versa. Aprendi a falar francês, o que é sempre bom no mundo do trabalho. Depois deste magnífico Verão, acabamos na Ilha de Jersey. Uma dependência da coroa Britânica. É uma ilha offshore, ou seja, um paraíso fiscal, que goza de uma certa independência e tem o seu próprio governo. No entanto, o poder supremo é a raínha de Inglaterra.
      A comunidade portuguesa é grande e equivale a cerca de 10% da população local. Brasileiros tem poucos e só conheço 2. 
      Trabalhei vários anos na loja de um campo de golfe, e comecei a praticar este desporto. Tornou-se um dos meus passatempos favoritos e cheguei a fazer parte da equipa que se tornou campeã de Jersey, indo de seguida à ilha vizinha de Guernsey, jogar pelo título de campeão das Ilhas do Canal. Infelizmente perdemos.

      Vida que segue (como diz um amigo meu cá do fórum), e como trabalhava aos fins-de-semana, não pude jogar futebol. Dediquei-me então ao Futsal, que por cá é amador. Aliás, em Jersey, a única equipa profissional que há, é o Jersey Reds. Uma equipa de râguebi que disputa o segundo escalão do râguebi inglês. No futsal, joguei em 2 equipas locais. Fui campeão duas vezes e venci a taça uma vez. O futsal aqui é diferente e as regras também. Tanto, que ainda chamam de 5-a-side, não podemos entrar na área do Guarda-Redes e a bola não pode subir acima da altura dos ombros. Coisas dos ingleses.

      Após vários anos no campo de golfe, consegui um emprego no HSBC, um dos maiores bancos a nível mundial. Sendo Jersey um paraíso fiscal, a sua economia é movida pelo mundo das finanças. Vários são os bancos que cá estão, incluíndo Royal Bank of Canada, Lloyds, Santander, CitiBank ou Natwest. Além destes, tem outros bancos privados e muito dinheiro passa por cá. De vez em quando, entra nas bocas do mundo por eventuais branqueamentos de dinheiro e abrem-se investigações. É um mundo à parte.
      O HSBC Expat e o HSBC Channel Islands e Isle of Man, têm cá a sua sede e é lá que trabalho. Fui Product Manager e agora sou Operational Support Manager. 

      Trabalhar no banco libertou-me os fins-de-semana, e voltei ao futebol de 11. Como ja estava a chegar aos 35 anos, decidi jogar nos veteranos. Fui convidado para jogar no St Paul's FC, que é o maior clube da ilha. Aceitei logo e na primeira época fomos campeões, só com vitórias. Não perdemos nenhum ponto. Época de sucesso e apenas não vencemos a Taça de Veteranos, pois esta foi cancelada devido ao Covid-19. Começamos a segunda época, e até ao momento nao perdemos nenhum jogo. Queremos ser bi-campeões, sem derrotas. 
      Como ainda estou para as curvas, tenho feito alguns jogos pela equipa de reservas, onde a minha experiência é essencial para ajudar os mais jovens. Disputam a 3ª e última divisão de Jersey, e permite-me ir mantendo a forma ao jogar contra os mais novos.

      E por aquí fica a realidade do save. Aproveitei para me apresentar e assim ficam a me conhecer um pouco melhor. Daqui em diante, entraremos na ficção e na parte divertida do save. Adoro viajar e já estive em 5 continentes. Só me falta mesmo visitar a América do Sul.
      Trabalhando no HSBC, irei aproveitar esse facto para dar andamento a este save e irei baseá-lo nisso mesmo, a oportunidade de poder viajar pelo trabalho. 
       

       

       

       
    • Saulodwornik
      By Saulodwornik
      É possível copiar a base de dados de um fm antigo e colocar em outro fm mais novo? 
      Queria colocar os jogadores com potencial máximo de 140 a 200 aposentados de 2014 até 2020 porem para fazer isso preciso reeditar de um por um. Não existe um recurso no editor que copie dados de uma base antiga para a nova.
    • Megalodonte
      By Megalodonte
      Prezados
      Esta é a história de José Silva,  mais um entre tantos milhões de brasileiros.
       
      REGRAS DO SAVE E DATABASE
      Escrever a história de José Silva no cenário mundial; Expressar ao máximo os dilemas da carreira de José Silva no fórum; Diversão total no save  
      Database: TODAS as ligas do mundo como jogáveis, totalizando 490 mil jogadores, para dar o máximo de realismo possível. Estou utilizando também o BRMundiup atualizado em 26/03 e o modo de inteligência deles que deixa o jogo mais realista e difícil, sobretudo na América do Sul. Já deixo a dica para quem tem notebook/PC gamer que selecionar todas as ligas do mundo roda de boa e sem travar, independente do fato de ficar com "meia estrela" no desempenho. Apenas recomendo um acelerador de dias (FMspeed ou Cheat Engine) para que o jogo dê uma acelerada na passagem de dias (sem perder qualquer interação), mas é opcional isso.
       
       

      Imagem da Zona Leste de São Paulo-SP
      TEMPORADA 2021 - CAPÍTULO 1
      Quem sou eu?!
      Esta história será escrita em primeira pessoa. Sim, sou eu, José Silva, que está escrevendo. Não farei joguetes dissertativos nesta jornada, mas garanto sinceridade máxima para com o leitor. Antes de tudo, vou me apresentar. Eu sou José Silva, mais um entre tantos milhões de brasileiros. Mais um José e mais um Silva, talvez o nome e o sobrenome mais comum do Brasil. Ok, sei que não ficou legal esta apresentação, portanto serei mais direto para me ater à promessa de evitar os joguetes na narração.
      Nasci na cidade de São Paulo, no Natal de 1990. Estou prestes a completar 30 anos. Sou da Zona Leste, uma área predominantemente pobre na capital paulista, apesar de eu particularmente nunca ter sido pobre a ponto de ter passado fome ou frio na vida, sempre tive consciência de classe, que no meu caso, na melhor das hipóteses sempre foi a classe média baixa. Minha mãe é professora de uma escola estadual de Guarulhos, cidade com mais de 1 milhão de pessoas, ao qual faz divisa com a Zona Leste de São Paulo. A inflação imobiliária nos impediu de mudar para Guarulhos mais perto do colégio, portanto moro até hoje numa casa velha da Zona Leste, porém digna, adquirida pela minha mãe nos anos 90 e quitada após uns 15 anos de prestações. Sempre estudei no colégio público que minha mãe deu aula em Guarulhos, portanto era cobrado duplamente, tanto como filho quanto como aluno. Da nossa casa até o Colégio dava cerca de 20 minutos de moto e essa foi minha trajetória da infância até completar o ensino médio: acordar cedo, ir pra escola na garupa da moto da minha mãe e passar a tarde toda jogando bola na quadra do meu colégio. Eu era um goleiro mediano e nunca sequer cogitei ser jogador de futebol e apesar de amar futebol, sempre gostei mais de assistir do que jogar futebol. Era um corintiano moderado, que não desenvolveu o fanatismo por nunca ter ido ao Pacaembu na infância, pois não tinha um pai pra me levar ao estádio. Nunca conheci o meu pai, que segundo minha mãe sumiu no mundo após engravidá-la. Não tinha o nome dele em minha identidade ou certidão de nascimento, e herdara apenas o sobrenome Silva, de minha mãe. Além de "José" e "Silva", era mais um brasileiro filho de mãe solteira na imensidão demográfica deste País Continental.
      Sempre tirei notas boas, apesar de nunca ter sido um bom aluno. Meus interesses eram curiosidades globais, romances policiais, séries baixadas em péssima qualidade, idiomas, história do futebol e livros políticos e filosóficos. Desenvolvi um bom nível de inglês através de jogos na lanhouse que frequentava perto da minha casa, no auge dos anos 2000. Quanto à politica, se você é de esquerda, me achará de direita e se você é de direita, me achará de esquerda. Me considero um verdadeiro "isentão" que gosta de ver o circo pegar fogo. Acho tanto o coletivismo quanto a meritocracia duas farsas, quando postas de maneira integral, além de ser um adepto da teoria do caos, também conhecida como efeito borboleta. Acredito que pequenos detalhes mudam toda uma trajetória e que a sorte e o azar são fundamentais na vida do cidadão, desde a loteria genética até estar em determinados lugares ou conhecer determinadas pessoas. 
      Após terminar o colégio, fui o último aprovado no vestibular para o curso de Educação Física na USP, ao qual confesso que levei uma sorte desgraçada. Mais procrastinava do que estudava, porém acertei o necessário para entrar. Dizem que vestibular é igual sexo: não importa a posição, o que importa é entrar. A essa altura eu tinha 18 anos e uns 500 reais de patrimônio total. O departamento de Educação Física da USP era bem longe da minha casa, e sabia que teria que pegar ônibus e metrô para chegar lá, portanto decidi que iria trabalhar durante o dia (a faculdade era noturna) para juntar um dinheiro para tirar carteira de motorista e comprar uma moto, pois a perda de tempo dentro do transporte público era imensa, economizaria umas duas horas diárias que poderiam ser empregadas em outra coisa. Sempre achei que o capitalismo é um jogo de tempo.
      Falando em tempo, vou adiantar um pouco minha história para chegarmos ao presente. Quando entrei na faculdade, consegui um emprego na lanhouse ao qual frequentei minha infância e adolescência e acabei virando uma espécie de "gerentão" lá. No meio do segundo ano, após todo mês juntar uma parte do salário que sobrava, enfim consegui comprar a moto e tirar minha CNH. Aproveitei o tempo livre diário que ganhei ao não ter mais que pegar transporte público pra dormir. Sim, isso mesmo, eu vivia num sono infernal nessa rotina de trabalhar e estudar e duas horas de sono a mais por dia me davam uma revigorada satisfatória. Terminei a faculdade e decidi que queria ser professor de Educação Física, para isso teria que estudar, pois apesar do salário de professor da rede estadual não ser nada atraente, a concorrência era imensa, pois ganhar 3 ou 4 salários mínimos com estabilidade em um país de terceiro mundo como o Brasil era algo muito acima da média. Meu TCC foi sobre evolução de táticas de futebol na Ásia. Sim, bizarro.
      Com o diploma na mão, fiz as contas e vi que tinha dinheiro para me manter por 6 meses sem ter que trabalhar, portanto, para não queimar minhas reservas, tive a ideia de pedir ao dono da lanhouse se era possível que eu trabalhasse meio-período, para poder focar o máximo de tempo no concurso, que seria no final do ano (estávamos em 2012). Ele resmungou, dizendo que esse negócio de emprego meio-período era coisa de País rico, que não existia isso no Brasil, mas acabou cedendo, pois tinha grande apreço por mim. Eu ganhava dois salários mínimos na lanhouse, com essa redução, viria a ganhar um, o pouco de vida social que eu tinha acabava de ir pros quiabos com essa nova renda. Era apenas subsistência e mais nada.
      Dessa vez eu não procrastinei e pela primeira vez estudei de maneira sistemática e organizada e no final de 2012 passei no concurso, em uma posição intermediária. No começo de 2013 assumi uma escola Estadual em Itaquaquecetuba, outra cidade metropolitana grudada em São Paulo e Guarulhos, ao qual o pessoal costuma chamar apenas de "Itaquá". Tinha apenas 22 anos e seria professor de alunos da quinta e sexta série, ou seja, uma intersecção de crianças e adolescentes, metade infância e metade puberdade. As condições da escola eram ruins, mas não chegavam a ser deploráveis, daria uma nota 4,5 numa escala de 0 a 10. Confesso que esperava algo pior. No meu primeiro ano, tive muitos problemas, pois eu alternava entre ser bonzinho demais e severo em demasia, e os alunos deitavam e rolavam, tanto por mau comportamento pela minha inércia, quanto reclamando com os pais que eu gritava e era bravo demais quando eu decidia fazer alguma coisa. Somente no final de 2014, no meu segundo ano como professor que fui pegando o jeito do negócio e a partir de 2015 eu já era um dos professores mais queridos do colégio.
      Eu era criativo e costumava dar aulas envolvendo competições de diversos esportes, apesar de não esconder minha preferência pelo futebol, também desenvolvia-os com Xadrez e alguns jogos de tabuleiro. Os anos foram passando e a maioria dos meses eu conseguia guardar cerca de 10% do meu salário, minha mãe estava prestes a aposentar e eu sentia que faltava algo para dar uma guinada na minha vida. Confesso que me iludi com algumas promessas miraculosas de dinheiro, mentalidade empreendedora e outras baboseiras de espertalhões na internet que enganavam ingênuos ambiciosos e acabei perdendo dinheiro nessas coisas, ao qual eu sequer gostava. 
      Mal sabia que a grande teoria do caos que estava por aparecer na minha vida seria um "pequeno" torneio escolar. Era o ano de 2020 e eu notei que desde que entrei no colégio em Itaquá, aquele ano era ao qual os alunos do sexto ano eram os melhores nas aulas de futsal desde 2013. Tinha pelo menos 6 alunos ali com um potencial monstruoso perto do que eu já tinha visto de garotos daquela idade, e pela primeira vez nosso colégio foi convidado para a disputa dos jogos escolares da Grande São Paulo, pois a Prefeitura de São Paulo havia expandido a participação para todos os colégios da capital e região metropolitana. Seria uma espécie de Copa da Inglaterra, com mais de 1000 escolas públicas e particulares disputando um gigantesco torneio em mata-mata. Só eram permitidos alunos de 11 ou 12 anos completos até o fim de 2020 , ou seja, alunos do quinto ou sexto ano (os reprovados mais velhos ficariam de fora). Montei um time de toque de bola rápido na quadra, ofensivo e que sabia a hora certa de dar o bote.
      Apesar de ser cético até demais, um grave defeito que tenho, confesso que fui criando a ilusão que dava pra chegar longe, pois os meninos do colégio eram realmente bons e o mais importante: todos fortes fisicamente, uns verdadeiros cavalos pra idade que tinham. O único que tinha 11 anos e era mais mirrado era o nosso goleiro, que tive que buscar na quinta série, pois na sexta não havia nenhum, de resto eram todos com 12 anos e ótimo porte, além de apurada técnica. Me espelhei na zebra do Guga em Roland Garros em 1997 ao qual foi campeão sendo o número 66 do ranking mundial e fomos passando de fase. Os jogos eram sempre em algum colégio neutro, e nossos alunos que não jogavam, tanto meninos quanto meninas, eram uma torcida bem fiel e sempre empurravam a gente. As fases foram passando, até que chega outubro de 2020 e estávamos nas oitavas de final. Dentre os 16 colégios, éramos o único colégio público. Todos os outros eram particulares. A partir desta fase, os jogos eram disputados no Ginásio Ibirapuera, o que atraía atenção da mídia local, dos holofotes da educação e é claro: o de olheiros que estavam ali para tentar descobrir o próximo Neymar. O Brasil tem uma tradição monstruosa em revelar grandes jogadores que começaram no futsal.
      Eu havia levantado informação dos outros 15 adversários e pelo que vi todos eram mais ou menos do mesmo nível, com exceção a três colégios que serviam de base através de uma parceria para os três grandes da capital: Corinthians, Palmeiras e São Paulo. Eu estava torcendo pro sorteio não colocar esses colégios frente ao nosso time, e acabei levando sorte: o Colégio parceiro do Palmeiras enfrentaria o do Corinthians logo de cara, na outra chave, e o do São Paulo também caiu do outro lado da chave, ou seja, só pegaria um dos top 3 numa eventual final. Tanto nas oitavas, quanto nas quartas e na semi, nos classificamos nos pênaltis, todos empatando por 2x2. Três resultados iguais e três êxitos na loteria dos pênaltis. Parecia história de filme de final feliz, estilo a Libertadores do Atlético Mineiro de 2013. Confesso que não treinava muito as penalidades, apenas o básico, mas o meu goleiro de 11 anos tinha uma habilidade paranormal para defender pênalti, era um novo Dida. Com certeza algum olheiro acabaria incentivando-o a treinar em algum clube quando os Jogos Escolares acabassem. 
      A grande final veio, em novembro de 2020, e seria contra um dos colégios mais tradicionais da capital paulista, que servia de base para o São Paulo Futebol Clube. Calculei que teríamos no máximo 25% de chance de sermos campeões (sou um tarado em números, estatísticas e probabilidades), tratei aquela final da pirralhada da sexta série como o maior desafio da minha vida. O jogo começou e logo no primeiro tempo  tomamos 3 gols. A mini-escolinha do SPFC era uma máquina mortífera. Eu não sei qual espírito da oratória entrou em mim no intervalo que consegui entrar na cabeça da mulecada de um jeito que por uns instante me senti o Bernardinho do Vôlei no quesito motivação. O final feliz não veio e o milagre também não aconteceu, mas marcamos dois gols e faltando 15 segundos meu pivô acerta uma bola no travessão, quase empatando e forçando a prorrogação. Perdemos de 3 a 2. Fomos vice-campeões, mas o ginásio inteiro do Ibirapuera nos aplaudiu. Caímos de pé.
      No final do jogo, os garotos desabaram em lágrimas tenras. O lado criança venceu o pré-adolescente, e a dor do "quase" foi cruel e torturante. Após meia hora consolando-os, com palavras inócuas para uma perda deste tamanho, um senhor grisalho de camisa social me aborda:
      - Você é o José Silva, né? Gostaria de trocar uma ideia com você.
      Eu tinha mania de tomar conclusões precipitadas e já fui falando:
      - Sou sim. Você deve ser olheiro de algum clube, né? Já adianto que pra falar com qualquer aluno meu para eventuais testes, antes de mais nada, é necessário a autorização dos pais deles, pois são menores de idade.
      - Você errou duplamente, retrucou o senhor Grisalho. Não sou olheiro e não quero falar sobre teus alunos. Sou vice-presidente do ********* e gostaria de te propor uma entrevista. Já tem um tempo que estamos observando profissionais de educação física dedicados e acredito que tens o necessário para um projeto em nosso clube.
      Bom, confesso que por uns 10 segundos senti um formigamento misturado com ansiedade e felicidade, além de um pouco de medo. No próximo capítulo eu conto o que aconteceu. E os asteriscos no nome do time é pra dar um ar de mistério, mesmo. A única dica que lhes dou é que é um time aqui do Estado de São Paulo, mesmo.
      Continua...
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