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Danut

Football Manager e viés racial na definição de atributos

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Danut

Achei um texto hoje na internet falando sobre Football Manager e viés racial que achei bem interessante e resolvi trazer a discussão pra cá. O texto original é em inglês (link), e não quero traduzir todo ele porque tem um monte de perfumaria inútil no texto. Mas traduzi a parte mais relevante:

 

Quote

Uma análise do Football Manager feita pela Quartz descobriu que jogadores e staff com tons de pele mais escuros tendem a ter valores mais baixos em atributos não-físicos. Usando dados encontrados no editor de database da versão 2019, nós examinamos o percentual de jogadores e staff com cada valor de tom de pele que receberam um valor de 10 ou mais nos atributos desportivismo, temperamento, profissionalismo e lealdade. Somente jogadores e staff que estiveram com sua seleção por pelo menos 25 jogos foram incluídos, para assegurar que a análise fosse baseada em pessoas importantes. Os dados incluem cerca de 4.800 jogadores e técnicos. Como mostrado pelo gráfico abaixo, jogadores e staff com pele mais clara tem maior probabilidade de obter valores altos de atributo.

Porcentagem dos jogadores com atributo 10 ou maior, por tom de pele:

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Para confirmar que esse resultado não indica apenas diferenças entre países, nós também analisamos os valores de profissionalismo de mais de 900 jogadores na Premier League inglesa que ganham atualmente mais de £1,000 por mês (de modo a excluir jogadores de base que provavelmente não chegarão a atuar na Premier League). Novamente, encontramos que jogadores com pele mais clara recebem valores mais altos em seus atributos não-físicos: 72% dos jogadores com tom de pele entre 1 e 5 receberam um valor de profissionalismo de 10 ou mais, comparado com apenas 55% dos jogadores com um tom de pele entre 16 e 20.

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Enfim, fica aí para discussão.

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Neynaocai

Pra mim são apenas números. Que podem ser analisados com a régua que o observador quiser. 

Preciso de mais argumentos para concordar que o FM seja racista ou tenha um viés racial.

Talvez, e isso é apenas especulação, seja uma forma de equilibrar os jogadores para evitar um descompasso. Considerando que se houver um viés de cor, espera-se que os atributos físicos sejam também diferentes.

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Danut
56 minutes ago, Neynaocai said:

Pra mim são apenas números. Que podem ser analisados com a régua que o observador quiser. 

Preciso de mais argumentos para concordar que o FM seja racista ou tenha um viés racial.

Talvez, e isso é apenas especulação, seja uma forma de equilibrar os jogadores para evitar um descompasso. Considerando que se houver um viés de cor, espera-se que os atributos físicos sejam também diferentes.

Sim, é provável que haja. Mas o argumento não é que o jogo faz os jogadores negros piores. O argumento é que os pesquisadores da base de dados tendem a considerar jogadores negros como menos capazes em atributos ligados à ética profissional e inteligência emocional. Ou seja, o velho estereótipo do negro mais impulsivo, menos capaz de se controlar, de se comportar de acordo com o que seria esperado em campo.

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GKFaNG
1 hora atrás, Danut disse:

Sim, é provável que haja. Mas o argumento não é que o jogo faz os jogadores negros piores. O argumento é que os pesquisadores da base de dados tendem a considerar jogadores negros como menos capazes em atributos ligados à ética profissional e inteligência emocional. Ou seja, o velho estereótipo do negro mais impulsivo, menos capaz de se controlar, de se comportar de acordo com o que seria esperado em campo.

Bem interessante esse tópico.

Acho importante trazer essa discussão. Se eu não me engano teve um economista de uma faculdade gringa que fez um estudo semelhante sobre CV de pessoas aplicando a vagas.

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victorpetroll

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Neynaocai
12 horas atrás, Danut disse:

Ou seja, o velho estereótipo do negro mais impulsivo, menos capaz de se controlar, de se comportar de acordo com o que seria esperado em campo.

Aí é complicado. Porque ou tira esse atributo ou faz entrevistas psicológicas com cada jogador. De qualquer forma, tem que ver como os jogadores latinos são representados no jogo. Se tem estereótipo melhor é esse.

De qualquer forma, pra mim é muita fumaça pra pouco fogo.

É tipo chamar o PSG de racista, porque indicou a contratação de mais jogadores brancos porque tinha negro demais.

 

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Henrique M.
5 hours ago, Neynaocai said:

É tipo chamar o PSG de racista, porque indicou a contratação de mais jogadores brancos porque tinha negro demais.

 

Mas isso é racismo.

Não acho que nem o jogo, nem a empresa, nem quem observa esteja fazendo isso de consciência, porque fulano é negro, tem que ser pior. É apenas um reflexo da qualidade.

Achei o texto fraco, o espaço amostral incipiente e sinceramente, longe de mim defender a SI, mas sempre mostraram ser uma empresa com ideais progressistas para o mundo do futebol. Se realmente ocorre, dificilmente será com a anuência deles.

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Phoenyx

Acho difícil comparar, mas vamos concordar que a maioria dos jogadores negros da Europa ou são brasileiros ou africanos, e falando pelos brasileiros, a maioria possui baixos atributos mentais na vida real. Comparar um britânico com boa estrutura familiar e escolaridade com um brasileiro que saiu da favela e só jogou bola na vida, não sabendo nem falar sua própria língua corretamente, já deixa bem evidente as diferenças. O mesmo acredito que ocorra na África ou qualquer país de terceiro mundo.

Em compensação os atributos físicos de vigor provavelmente penderão para os negros. Não vejo nada de "racista" aí e sim um fato.

Edited by Phoenyx

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Neynaocai
3 horas atrás, Henrique M. disse:

Mas isso é racismo

Pra mim é no máximo burrice. A escolha diz respeito a análise de mercado. Os torcedores podem ser racistas e isso influência a decisão do clube, mas não é o clube racista.

De qualquer forma, são moinhos de vento vorazmente atacados. Porque o problema real ė muito mais difícil de combater.

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Neynaocai
1 hora atrás, Phoenyx disse:

falando pelos brasileiros, a maioria possui baixos atributos mentais na vida real. Comparar um britânico com boa estrutura familiar e escolaridade com um brasileiro que saiu da favela e só jogou bola na vida, não sabendo nem falar sua própria língua corretamente, já deixa bem evidente as diferenças.

A relação não faz sentido. Alguém com baixa escolaridade e boa estrutura familiar deve ter melhores atributos mentais que alguém com boa escolaridade e família desestruturada.

O Neymar tem uma boa estrutura familiar e nenhuma inteligência emocional.

Cafú veio de uma realidade difícil e é um exemplo de liderança. 

O teu argumento acaba refletindo o preconceito que foi apontado pelos colegas acima.

É considerar que os aspectos socioculturais são agentes exclusivos do comportamento de uma pessoa. 

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Phoenyx
24 minutos atrás, Neynaocai disse:

A relação não faz sentido. Alguém com baixa escolaridade e boa estrutura familiar deve ter melhores atributos mentais que alguém com boa escolaridade e família desestruturada.

O Neymar tem uma boa estrutura familiar e nenhuma inteligência emocional.

Cafú veio de uma realidade difícil e é um exemplo de liderança. 

O teu argumento acaba refletindo o preconceito que foi apontado pelos colegas acima.

É considerar que os aspectos socioculturais são agentes exclusivos do comportamento de uma pessoa. 

Neymar é um entre poucos. A maioria dos jogadores sai de família pobre e desestruturada. Assim como na maioria britânica ocorre o oposto devido as diferenças socioeconômicas de cada país. Não é preconceito, é a realidade nua e crua. E no caso brasileiro não tô falando somente dos negros não, e sim de todos nós.

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Chaves

"Pessoas com tons de pele mais escuros" são mais físicos e rápidos, basta olhar os outros esportes. Isso pode ter algum reflexo no FM para equilibrar o CA e não destoar muito.

No mais não vejo muito o que discutir. Se fosse algum assim tão obvio, com certeza já teriam levantado a questão antes.

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supreminho

Quanto aos atributos mentais pode mesmo ser discriminatório, mas não vou vaticinar sem um contraditório mínimo.

Mas quanto aos físicos, tenho pra mim que as pessoas de ascendência africana têm sim uma certa superioridade.

A exemplo dos fisiculturistas, tenho a ligeira impressão de que os de ascendência africana possuem superioridade muscular; posso  estar enganado.

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supreminho
Em 15/01/2020 em 21:18, Phoenyx disse:

Neymar é um entre poucos. A maioria dos jogadores sai de família pobre e desestruturada. Assim como na maioria britânica ocorre o oposto devido as diferenças socioeconômicas de cada país. Não é preconceito, é a realidade nua e crua. E no caso brasileiro não tô falando somente dos negros não, e sim de todos nós.

Concordo com você. Não é a cor ou a ascendência, mas sim a escolaridade/nível educacional. Não necessariamente a falta de escola, mas a falta de estudo lato sensu mesmo.

Ocorre que não pode ser (e não é) este o único espectro de um estudo, por exemplo. Há questão estritamente individuais como traumas na infância, bullying (como autor ou como vítima), etc.

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Lowko é Powko
Em 15/01/2020 em 20:34, Neynaocai disse:

Pra mim é no máximo burrice. A escolha diz respeito a análise de mercado. Os torcedores podem ser racistas e isso influência a decisão do clube, mas não é o clube racista.

De qualquer forma, são moinhos de vento vorazmente atacados. Porque o problema real ė muito mais difícil de combater.

Isso é o que se chama de racismo estrutural.

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Douglas.

Têm outras coisas importantes a serem observadas. Primeiro que a pesquisa de cada país têm suas diretrizes, então teria que ser uma análise por desvio nas ligas de cada país e não comparações absolutas. A nota sobre a EPL mesmo só vale pra análise da EPL, então aí teriam que dissecar os dados e ir vendo se existe mesmo algo tendencioso, tentando comparar jogadores se possível. Não falam também se excluíram nessa segunda análise os jogadores sem os atributos setados (valor 0)

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      Downloads (2020):
      Cariocão 2020 (30/03/2020) - LINK
      Downloads (2019):
      Megapack 1.0 (14.03.2019)(272 equipes) - http://www.mediafire.com/file/bmy2ewefbzo26ro/Megapack+Kits+Fifa+Style.rar
      Megapack 1.5 (07.08.2019)(303 equipes) - http://www.mediafire.com/file/nt966agfcdk4zmt/Fifa_Style_-_Megapack_1.5.rar/file
      Modo de instalação:
      Extraia e jogue os arquivos aqui. 
      X:\Meus documentos\Sports Interactive\Football Manager 2017\graphics\pictures\kits\Clubs
      Vá em "Preferências" dentro do jogo, e desabilite "Cache" e habilitar o campo sempre "Recarregar Skin".
       
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      DIRETRIZES DO SAVE
      Não sair dos clubes pedindo demissão ou se candidatando a outros clubes, só sair em fim de contrato ou sendo demitido. Não assumir clubes de divisões superiores ao meu antigo clube. Na primeira divisão até ganhar um título nacional, só assumir clubes que acabaram de subir ou da segunda divisão. Não assumir a seleção principal da Dinamarca sem antes ganhar um título nacional de primeira divisão. Não usar a barra de pesquisas para contratação de jogadores/staff, usar somente a base de dados fornecidas pelos olheiros do clube e pelos agentes.  
      OBJETIVOS DO SAVE
      Ganhar o Campeonato Dinamarquês Ganhar a Eurocopa Ganhar as Olimpíadas Chegar em uma Semi-Final de Copa do Mundo  
      ÍNDICE
      Temporada 1
      O primeiro emprego
      Os heróis improváveis
      Uma contratação mágica: Ibra chega ao Kolding!
      Um pistoleiro sem balas
      Temporada 2
      Seguindo os passos do mestre Fernando
      Um segundo turno complicado
      Um pouco de esperança
      Temporada 3
      Início muito promissor
      Consistência
       

    • Neynaocai
      By Neynaocai
      “Depois de maio de 1940, os bons tempos se acabaram: primeiro a guerra a capitulação, seguida da chegada dos alemães. Foi então que, realmente, principiaram os sofrimentos dos judeus. Decretos anti-semitas surgiam, uns após os outros, em rápida sucessão. Os judeus tinham de usar, bem à vista, uma estrela amarela; os judeus tinham de entregar suas bicicletas; os judeus não podiam andar de bonde; os judeus não podiam dirigir automóveis. Só lhes era permitido fazer compras das três as cinco e, mesmo assim, apenas em lojas que tivessem uma placa com os dizeres: LOSA ISRAELIA. Os judeus eram obrigados a se recolher a suas casas às oito da noite, e, depois dessa hora, não podiam sentar-se nem mesmo em seus próprios jardins. Os judeus não podiam frequentar teatros, cinemas e outros locais de diversão. Os judeus não podiam praticar esportes publicamente. Piscinas, quadras de tênis, campos de hóquei e outros locais para a prática de esportes eram-lhes terminantemente proibidos. Os judeus não podiam visitar os cristãos. Só podiam frequentar escolas judias, sofrendo ainda uma série de restrições semelhantes.
      Assim, não podíamos fazer isto e estávamos proibidos de fazer aquilo. Mas a vida continuava, apesar de tudo Jopie costumava dizer-me: _ A gente tem medo de fazer qualquer coisa porque pode estar proibido. _ Nossa liberdade era tremendamente limitada, mas ainda assim as coisas eram suportáveis.” Diário de Anne Frank, págs. 11 e 12.
       
      Não possuo qualquer ligação com a comunidade judaica, nem ascendência ou apreço maior por algum clube com tal relação. Por outro lado, os absurdos cometidos pelos nazistas foram muito bem documentados para não deixar ninguém incauto. Nada obstante, a idiotice humana aparece com mais força em tempos e situações de escassez (econômica, política, cultural...), portanto não me surpreendem que manifestações preconceituosas se reciclem em nossa história.
      A não ser que cheguemos em um tempo de disponibilidade total de recursos (o que considero improvável), entendo que o preconceito sempre existirá, transmutando-se em mentes fracas e com medo. Sim, o preconceito é a voz do medo e faz do ódio seu fio condutor. Por isso, não consigo ver muito sentido na frase comum: “não acredito que em 2019 alguém ainda pense assim”. Pois pensamos absurdos todo santo dia e o melhor que podemos fazer é explorar nossas opiniões, amadurecê-las e buscar evoluir – a expressão preconceituosa é imatura, fechada em si mesma e irracional.
      Apesar de não ser judeu, meu nome – para quem ainda não sabe – é Israel (tambores de revelação). O livro da Anne Frank chegou agora em minha vida e a genialidade, sensibilidade e capacidade de transmitir a crueldade e dor de um período com a sutileza do olhar de uma criança de 13 anos, me tocou demais.
      Pensei, portanto, em fazer uma jornada entre Alemanha e Holanda, lugares por onde Anne passou. Mas como ficaria um tanto limitado, decidi que vou começar de baixo, trabalhando em clubes com ligações à comunidade judaica, especialmente em Alemanha, Holanda e Israel, eventualmente jogando em algum clube dos EUA. O objetivo é chegar ao topo da carreira treinando Ajax e/ou Tottenham.
      A princípio começaria em Frankfurt, mas não consegui encontrar na base de dados (German System Football League - dica muito boa do @Johann Duwe) que estou utilizando o FC Gudesding Frankfurt, um clube criado por amigos judeus em Frankfurt an Main, cidade de nascimento de Anne. Enquanto procurava, me chamou atenção o TuS Makkabi Berlin e é por lá que vamos começar. Ou melhor, por onde Pedro Van Pels vai começar sua carreira.
       
      Makkabi Berlin
      Fundado em 1898, o clube antecessor Bar Kochba Berlin era uma das maiores organizações judaicas do mundo em 1930, com mais de 40.000 membros de 24 países, parte do movimento geral de Bar-Kochba destinado a promover a educação física e a herança judaica. O clube organizou equipes em vários esportes, incluindo um time de futebol que competiu nas ligas da cidade entre 1911 e 1929. Em 1924, Lilli Henoch, recordista mundial de eventos de discus, arremesso de peso e revezamento de 4 × 100 metros, treinou as mulheres. (Henoch foi assassinada pelos nazistas em um gueto próximo a Riga, Letônia, em 1942).
      Em 1929, o Bar Kochba fundiu-se com o Hakoah Berlin para formar o clube esportivo Bar Kochba-Hakoah . O lado Hakoah teve um sucesso cada vez maior, conquistando três campeonatos consecutivos na divisão inferior entre 1925 e 1927. Eles eram promovidos a cada vez até que, em 1928, jogavam futebol de primeira linha. O lado recém-combinado continuou a competir como Hakoah depois de 1929.
      A ascensão ao poder dos nazistas no início dos anos 30 levou à discriminação contra judeus e, em 1933, as equipes judias foram excluídas da competição geral e limitadas a jogar em ligas ou torneios separados. Em 1938, as equipes judaicas foram banidas imediatamente, quando a discriminação se transformou em perseguição.
      Em 26 de novembro de 1970, o TuS Makkabi Berlin foi formado a partir da fusão da Bar-Kochba Berlin (ginástica e atletismo), Hakoah Berlin (futebol, restabelecido em 1945) e Makkabi Berlin (boxe).
      Aparentemente não possui quaisquer títulos, mas poderei descobrir mais sobre o clube no decorrer.
      O clube joga a Berlin Liga, que faz parte do sexto nível do futebol alemão, tendo o seguinte caminho de ascensão:

       
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      Ligas selecionadas:
       
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