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Aleef

Naturalização de jogadores na China: renúncia à nacionalidade brasileira e novo "batismo"

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Aleef

Naturalização de jogadores na China: renúncia à nacionalidade brasileira e novo "batismo"

 

Há alguns dias alguns supostos documentos que seriam certidões de nascimento de jogadores brasileiros que estariam processo de naturalização na China foram divulgados. Os documentos não eram verdadeiros. Mas o processo está em andamento, a história é curiosa e alguns dos nomes bem conhecidos. Elkeson, Ricardo Goulart, Aloisio, Fernandinho e Alan foram escolhidos. Para se tornarem cidadãos chineses precisam renunciar à cidadania brasileira, porque a lei que trata do assunto no país asiático não permite que qualquer chinês tenha dupla nacionalidade.

O que isso significa? Com o passaporte chinês em mãos, todos eles deixarão de ter a nacionalidade brasileira. E jamais poderão conseguir de volta? Podem fazer o caminho inverso, entrar com pedido de renúncia na China e solicitar a brasileira. Mas para isso, o governo chinês precisa aceitar, caso contrário, não voltarão a ser cidadãos brasileiros.

O plano para esses jogadores brasileiros é que possam, com a nacionalidade chinesa em mãos, defender a seleção nacional com o objetivo de classificação para a Copa do Mundo de 2022.

Agora a curiosidade. Depois de feito o processo de naturalização chinesa para os jogadores brasileiros, eles terão de mudar de nome na China. Não poderão mais ter seus nomes ocidentais, terão de buscar outros de acordo com o idioma local.

O jogador que está com o processo mais adiantado na China é o atacante Elkeson, que mora e joga no país desde 2013. Ele chegou em janeiro daquele ano para defender o Guangzhou Evergrande, depois passou pelo Shanghai SIPG e voltou recentemente ao Evergrande.

Ricardo Goulart, que nesta temporada deixou o Palmeiras para voltar para a China, também para defender o Guangzhou Evergrande, teve seu processo de naturalização iniciado há pouco tempo. Já entrou com pedido no Itamaraty de renúncia à cidadania brasileira. O processo deve terminar em 2020.

No caso dos brasileiros que entram com esse pedido no Itamaraty, no momento em que a perda da nacionalidade é deferida eles passam a ser pessoas apátridas de acordo com o direito internacional. E ficam nessa situação até que o governo chinês finalize o processo de nacionalidade por lá. Algo que, por alguma coincidência de tempo, pode durar apenas dias ou até meses.

Os jogadores que não têm residência fiscal por terem em seus contratos prazos longos e, com isso, períodos de ausência do Brasil superiores a 183 dias, precisam atender normas do Banco Central como a abertura da CDE (Conta de Domiciliados no Exterior) para receberem câmbio e salário do exterior. E todos os citados estão nesse caso, pois têm contratos longos com seus clubes na China.

Com isso, precisam fechar suas movimentações bancárias de residente fiscal no Brasil (fechamento de conta em bancos no Brasil, cancelamento de cartões de crédito e migração de investimentos para a CDE). Saques ou depósitos acima de R$ 10 mil precisam ser comprovados e comunicados. Quando sócios estrangeiros de empresa no Brasil, os atletas podem futuramente solicitar visto de trabalho e residir no país. Sem isso, só será permitida a entrada com visto de turista e seguindo as regras vigentes de período de entrada e estadia para cada nacionalidade.

O processo de naturalização chinesa deve ser feito apenas com os jogadores, os familiares ficam com o passaporte brasileiro, não mudam suas vidas neste sentido.

PROJETO COPA DE 2022

Se fora de campo os chineses se movimentam para conseguir nomes de peso para a seleção nacional, de olho na classificação para a Copa de 2022, o projeto interno é enorme e passa pelo Guangzhou Evergrande, time que venceu sete das últimas oito edições do Campeonato Chinês.

Todos os brasileiros citados no processo de naturalização têm vínculo com o clube, mas apenas Elkeson e Ricardo Goulart, de fato, fazem parte do elenco. Alan (Tianjin Tianhai), Aloisio (Guangdong Southern Tigers) e Fernandinho (Hebei Fortune) estão emprestados

O capitão esportivo do projeto de naturalização de jogadores é o técnico da seleção chinesa, Marcello Lippi. Em sua segunda passagem pelo time nacional, ele também acumula experiência no Guangzhou Evergrande, clube pelo qual trabalhou entre 2012 e 2014 e conquistou três vezes a liga nacional e a Liga dos Campeões da Ásia de 2013.

O Guangzhou Evergrande se tornou o maior time da China nos últimos anos, tem os melhores jogadores nacionais, é o grande papão de títulos. Foi escolhido como uma espécie de base da seleção nacional, por isso os brasileiros que estão em processo de naturalização têm vínculo com a equipe. Se o trabalho da seleção é idealizado por um italiano, o do Guangzhou também é. Fabio Cannavaro está no comando desde 2017, quando assumiu o posto de Luiz Felipe Scolari.

Curiosamente, Cannavaro chegou a comandar a seleção chinesa em dois jogos em 2019, na China Cup. O time nacional perdeu ambos: 1 a 0 para a Tailândia, e 1 a 0 para o Uzbequistão. Depois, Lippi voltou ao comando da seleção.

Enquanto o processo com os brasileiros está em andamento, os chineses conseguiram a naturalização de dois jogadores: o inglês Yennaris e o norueguês Saeter, ambos do Beijing Guoan.

O volante Yennaris, que começou a carreira no Arsenal, disputou dois jogos pela seleção chinesa: vitória por 2 a 0 sobre as Filipinas e vitória por 1 a 0 sobre o Tadjiquistão. As partidas foram disputadas nos dias 7 e 11 de junho, respectivamente.

A China está no Grupo A das Eliminatórias da Ásia para a Copa do Mundo de 2022, ao lado de Síria, Filipina, Maldivas e Guam. A estreia dos chineses será contra Maldivas no dia 10 de setembro. O time de Marcello Lippi não disputa um Mundial desde 2002, sua única participação no torneio.

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João Gabriel;

Jurava que o Goulart já tinha vestido a camisa da seleção. 

Todos os jogadores devem ter o desejo de jogar uma Copa do Mundo, é o maior evento esportivo que existe, mas... abdicar da sua nacionalidade pra isso é meio tenso, ainda mais se levar em consideração que em pouco tempo eles terão que fazer o caminho inverso para poder morar no Brasil novamente. 

Agora, imagine se fazem tudo isso e no fim a China não se classifica pro Mundial... que merda. Hahaha.

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Lewiks
25 minutos atrás, João Gabriel; disse:

Jurava que o Goulart já tinha vestido a camisa da seleção. 

Todos os jogadores devem ter o desejo de jogar uma Copa do Mundo, é o maior evento esportivo que existe, mas... abdicar da sua nacionalidade pra isso é meio tenso, ainda mais se levar em consideração que em pouco tempo eles terão que fazer o caminho inverso para poder morar no Brasil novamente. 

Agora, imagine se fazem tudo isso e no fim a China não se classifica pro Mundial... que merda. Hahaha.

Nem precisa fazer o caminho inverso pra morar aqui. Qualquer cidadão do mundo milionário mora aonde quiser. No caso do Brasil, é  só abrir uma empresa com capital misto (nacional e internacional) que já da pra viver aqui de boa.

Alguns países se você declarar um patrimônio X e "levar" parte desse patrimônio pra lá já é  de boa pra viver. E vamos combinar que ninguém tá se naturalizando pelo "sonho de jogar um Mundial" neh... aí é  puramente o dinheiro falando, como no caso do Qatar.

Sobre o Goulart já ter jogado pelo Brasil, parece que só conta se.for em jogos de competições  oficiais.  Mesmo caso do Diego Costa quando se naturalizou pra jogar pela Espanha, já tinha jogado um amigosto pelo Brasil, numa data recente inclusive.

Edited by Lewiks

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Henrique M.

É muita vontade de jogar numa seleção, tá doido. 

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Lewiks
5 minutos atrás, Henrique M. disse:

É muita vontade de jogar numa seleção, tá doido. 

$$$$$$$$

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tod

Eu acho que perde o sentido de confronto de seleções. Lembro que teve uma época que o Qatar estava pagando para os jogadores jogarem la e se naturalizar, tentaram com o Airton que era do Bremem/schalke só que a fifa barrou.

Tem que barrar, ja acho exagerado o número de jogadores que jogam nas seleções europeias. Maluco vai la,joga 2 anos , vai para seleção e depois que fica velho o país que "adotou" considera ele descartável como jogador e ele volta a morar no país antigo. Zero identificação com a nação pela qual jogou.

Claro que tem casos do maluco que vai jovem e tudo que ele tem na vida se deve ao país onde ele está e nesses casos acho justo ele jogar na seleção desse país.

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Dan_Cunha

Eu imagino a grana que esses caras devem estar recebendo pra fazer isso.

O pior é que dá para montar uma seleção interessante por lá, hahaha. Claro, não para ter um destaque, mas dá para tentar uma classificação para 2022.

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StrongAxe

Pra mim a FIFA tinha que barrar jogadores naturalizados nas seleções. O cara só deveria jogar no país onde nasceu, e foda-se. Se fosse uma exceção aqui e acolá, até passava, mas isso tem virado regra nessas seleções menores, e rola casos até numas mais tradicionais, como França, Espanha e Itália. E normalmente, é sempre o Brasil ou países da África que acabam fornecendo esses jogadores e tomando no cu. Exemplo disso é a copa de 2014 que jogamos com Fred no ataque, sendo que poderíamos ter o Diego Costa.

A graça de competições entre seleções é justamente o cara não escolher e jogar pela seleção que nasceu. Dessa maneira aí tem fortes tendências pra virar um "segundo clube", e o país que pagar mais leva o jogador.

Acho muito interessante o projeto que os chineses estão fazendo de levar caras conhecidos/com potencial pra lá e melhorar o campeonato. Já vimos isso com o Japão, em proporções menores, e aparentemente deu resultado. Mas isso aí que eles tão fazendo é demais, chega a ser imoral.

Vamos dar uma viajada agora:

Uma coisa é regra: jogador de futebol, em sua grande maioria, quer dinheiro. A China tem dinheiro. Não duvido nada que no futuro, mesmo que distante, ela se torne uma potência no futebol, com os grandes craques mundiais indo jogar lá e não na Europa. Daí tu imagina se eles continuarem com esse esquema de naturalizar jogadores. Porra, eles vão praticamente comprar um supertime. 

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-Demolidor-

Só fazer que nem no vôlei e botar um limite de naturalizados.

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Leho.

Uma coisa é tirar segunda nacionalidade, tendo laços genealógicos com determinada nação e tudo mais. Acho natural até, afinal todo mundo possui raízes que não necessariamente estão fincadas somente no próprio país natal.

Outra coisa é essa bizarrice aí. Na moral, pra mim é mt bizarro tu RENUNCIAR ao país que te viu nascer, caralho. Independentemente se o país é (ou está) uma merda ou não, eu sou tradicional a esse ponto e isso é um valor intransferível. Por isso, concordo com o @Lewiks: tem nada de sonho futebolístico não, os chineses estão COMPRANDO os caras. Na maior cara lavada... e devem estar pagando alto por isso.

 

Agora, mesmo com toda essa dinheirama, a China nunca vai alcançar esse nível que o @StrongAxe sugeriu ali na viajada dele hahaha, de montar uma "super seleção", simplesmente porque as potências mundiais continuarão sendo potências mundiais, passe 10, 50, ou 100 anos.

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ZaMBiA

Eu não acho errado. Se o país tem determinada regra política para aquisição da cidadania (lembrando que isso não implica só em poder jogar pela seleção e sim diversas outras questões de ordem social), por que a FIFA deveria dar bedelho na soberania nacional?

Ao meu ver, o que se pode fazer, já está sendo feito, que é proibir jogador de atuar em duas competições oficiais por duas seleções diferentes.

No mais, como já falaram acima, tendo dinheiro você adquire cidadania em quase qualquer lugar do mundo.

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John the Baptist.
2 minutos atrás, ZaMBiA disse:

Eu não acho errado. Se o país tem determinada regra política para aquisição da cidadania (lembrando que isso não implica só em poder jogar pela seleção e sim diversas outras questões de ordem social), por que a FIFA deveria dar bedelho na soberania nacional?

Ao meu ver, o que se pode fazer, já está sendo feito, que é proibir jogador de atuar em duas competições oficiais por duas seleções diferentes.

No mais, como já falaram acima, tendo dinheiro você adquire cidadania em quase qualquer lugar do mundo.

Perfeito. Nacionalidade não tem a ver só com a competição esportiva, por isso a FIFA não tem muito o que fazer (e nem deveria, na verdade). Se a pessoa adquire outra nacionalidade segundo o Direito de um país com o qual ela não tem nenhuma "ligação" (que ligação é essa? A maioria aqui é ligada ao Brasil só porque tem pais brasileiros ou nasceu em solo brasileiro, não tem nada de mágico nisso), paciência.

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Leho.
1 hour ago, ZaMBiA said:

Eu não acho errado. Se o país tem determinada regra política para aquisição da cidadania (lembrando que isso não implica só em poder jogar pela seleção e sim diversas outras questões de ordem social), por que a FIFA deveria dar bedelho na soberania nacional? [...]

Mas ninguém falou que tá errado, até porque se já tá acontecendo é porque existe embasamento legal para tal. A discussão é entorno da moralidade disso tudo, creio eu, e nesse ponto eu acho lamentável. É tentar comprar uma coisa que não se compra, mas sim se constrói.

Traçando um paralelo: acho que o que os EUA estão fazendo de uns anos pra cá faz mais sentido, não estão tentando trazer os caras prontos pra sua Seleção (como a China), mas sim tentando criar um ambiente favorável pra que o Futebol (Soccer) cresça e se desenvolva dentro do país, gerando assim futuros estadunidenses bons de bola.

A China quer "participar da brincadeira" e tá despejando dinheiro nisso. Os EUA optaram por outro caminho, mais lógico a meu ver.

 

1 hour ago, John the Baptist. said:

[...] Se a pessoa adquire outra nacionalidade segundo o Direito de um país com o qual ela não tem nenhuma "ligação" [...]

Uma coisa é tu tirar a segunda nacionalidade. Outra coisa BEM DIFERENTE é tu renunciar a sua cidadania brasileira e virar chinês. Você pode achar normal, eu não.

E vale dizer que os caras poderiam continuar ganhando mt dinheiro por lá sem precisar disso. A questão é que os chineses devem ter aumentado a oferta com a condição dos caras virarem chineses. E aí o bolso falou mais alto, o que é direito de cada um também. Só acho bem escroto.

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StrongAxe

https://globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/noticia/ai-kesen-de-nome-novo-elkeson-e-convocado-pela-primeira-vez-para-a-selecao-da-china.ghtml

O maluco renuncia de nacionalidade, vira chinês, e tem a possibilidade de mudar de nome. Aí vai lá e me escolhe Ai Kesen 

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

Elkeson já era um nome merda, agora ficou ainda pior. Nada é tão ruim que não possa piorar 🤣

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rubenbdpaz

Imagino que seja pra que soe parecido com Elkeson rsrs

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Lowko é Powko
Em 17/08/2019 em 16:05, Leho. disse:

Uma coisa é tu tirar a segunda nacionalidade. Outra coisa BEM DIFERENTE é tu renunciar a sua cidadania brasileira e virar chinês. Você pode achar normal, eu não.

E vale dizer que os caras poderiam continuar ganhando mt dinheiro por lá sem precisar disso. A questão é que os chineses devem ter aumentado a oferta com a condição dos caras virarem chineses. E aí o bolso falou mais alto, o que é direito de cada um também. Só acho bem escroto.

Mas o que muda? O cara vai gostar menos do Brasil por causa disso? Vai passar menos tempo aqui? Aliás, será que ele algum dia pensou em voltar pra cá depois de se aposentar?

Ao que de fato ele está renunciando?

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Samuelima23

Quem lembra quando aquele chinês ex-Goiás foi o melhor jogador do campeonato brasileiro atuando pelo Cruzeiro? Ghu La Zhu jogava o fino da bola com o ER.

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Leho.
2 hours ago, Lowko é Powko said:

Mas o que muda? O cara vai gostar menos do Brasil por causa disso? Vai passar menos tempo aqui? Aliás, será que ele algum dia pensou em voltar pra cá depois de se aposentar?

Ao que de fato ele está renunciando?

Na prática, no frigir dos ovos não muda nada... mas eu já deixei claro no outro post que fiz nesse tópico que, PRA MIM, é uma questão de valores morais, algo intrínseco a cada sujeito no Mundo. Algo bastante subjetivo, por isso respeito quem cague e ande pra isso, mas esse é meu ponto. 

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David Reis
4 horas atrás, Lowko é Powko disse:

Mas o que muda? O cara vai gostar menos do Brasil por causa disso? Vai passar menos tempo aqui? Aliás, será que ele algum dia pensou em voltar pra cá depois de se aposentar?

Ao que de fato ele está renunciando?

Vai ocupar uma vaga de estrangeiro se for contratado no FM.

 

Mas deve ter obrigações civis mais severas lá

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EduFernandes

Mas tipo, não rola nenhuma implicação por aqui? Porque o cara vira chinês e tals, mas não perde nenhum dos direitos como brasileiro por aqui?

Se bem que pra fazer isso a pessoa deve gostar bastante da China né, só se a ideia for morar lá de vez.

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David Reis
28 minutos atrás, EduFernandes disse:

Mas tipo, não rola nenhuma implicação por aqui? Porque o cara vira chinês e tals, mas não perde nenhum dos direitos como brasileiro por aqui?

Se bem que pra fazer isso a pessoa deve gostar bastante da China né, só se a ideia for morar lá de vez.

Deixa de ser cidadão brasileiro né e perde todos os direitos que um cidadão brasileiro tem...não sei bem se ele precisaria de visto para voltar a morar no Brasil já que o passaporte brasileiro não serve mais, aliás nem o nome dele é Elkeson mais. Mas antes ele teve que fazer um pedido no Itamaraty  para renunciar a sua nacionalidade e depois que conseguiu a naturalização lá. Goulart já entrou com esse mesmo pedido.

Caso ele queira voltar a ser brasileiro novamente, vai ter que pedir para o governo chinês para renunciar a cidadania (já que eles não permitem que um cidadão chinês tenha dupla nacionalidade). 

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Lewiks
On 8/17/2019 at 4:05 PM, Leho. said:

Mas ninguém falou que tá errado, até porque se já tá acontecendo é porque existe embasamento legal para tal. A discussão é entorno da moralidade disso tudo, creio eu, e nesse ponto eu acho lamentável. É tentar comprar uma coisa que não se compra, mas sim se constrói.

Traçando um paralelo: acho que o que os EUA estão fazendo de uns anos pra cá faz mais sentido, não estão tentando trazer os caras prontos pra sua Seleção (como a China), mas sim tentando criar um ambiente favorável pra que o Futebol (Soccer) cresça e se desenvolva dentro do país, gerando assim futuros estadunidenses bons de bola.

A China quer "participar da brincadeira" e tá despejando dinheiro nisso. Os EUA optaram por outro caminho, mais lógico a meu ver.

 

Uma coisa é tu tirar a segunda nacionalidade. Outra coisa BEM DIFERENTE é tu renunciar a sua cidadania brasileira e virar chinês. Você pode achar normal, eu não.

E vale dizer que os caras poderiam continuar ganhando mt dinheiro por lá sem precisar disso. A questão é que os chineses devem ter aumentado a oferta com a condição dos caras virarem chineses. E aí o bolso falou mais alto, o que é direito de cada um também. Só acho bem escroto.

On 8/17/2019 at 2:17 PM, ZaMBiA said:

Eu não acho errado. Se o país tem determinada regra política para aquisição da cidadania (lembrando que isso não implica só em poder jogar pela seleção e sim diversas outras questões de ordem social), por que a FIFA deveria dar bedelho na soberania nacional?

Ao meu ver, o que se pode fazer, já está sendo feito, que é proibir jogador de atuar em duas competições oficiais por duas seleções diferentes.

No mais, como já falaram acima, tendo dinheiro você adquire cidadania em quase qualquer lugar do mundo.

Acho que a única coisa que deveria ser feita pela FIFA é: já vestiu a camisa de uma seleção, não pode vestir a da outra, foda-se se foi numa copa do mundo ou em um amistoso Sub20. 

Se não vira zona essa porra. 

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Lowko é Powko
15 horas atrás, Leho. disse:

Na prática, no frigir dos ovos não muda nada... mas eu já deixei claro no outro post que fiz nesse tópico que, PRA MIM, é uma questão de valores morais, algo intrínseco a cada sujeito no Mundo. Algo bastante subjetivo, por isso respeito quem cague e ande pra isso, mas esse é meu ponto. 

Eu tinha percebido esse ponto, Leho. Minhas perguntas foram no sentido do porquê você carrega esses valores morais. Mas se não quiser aprofundar esse ponto tudo bem.

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Leho.
5 hours ago, Lowko é Powko said:

Eu tinha percebido esse ponto, Leho. Minhas perguntas foram no sentido do porquê você carrega esses valores morais. Mas se não quiser aprofundar esse ponto tudo bem.

Ah sim, compreendo.

Cara, eu carrego esse tipo de valor porque me foi passado na criação de meus pais, sempre respeitando origens e tradições, tanto familiares quanto dos locais onde passamos nossas vidas. Sou nascido e criado no Interior de SP, carrego comigo mt coisas desse povo e dessa cultura, logo, eu não me vejo renunciando a isso, como se fosse algo transferível ou mutável.

Pode parecer bobagem pra outros, mas minha criação foi essa, e acho complicado esse tipo de naturalização onde você renega a tudo isso pra se valer de uma condição financeira melhor, por exemplo... sei lá.

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boblk

Eu só concordo com essa de o cara jogar por outro país se for um caso como o Thiago, Jorginho ou um Andreas Perreira que nunca jogaram no Brasil e sua ligação com o país é dada pelos pais 

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      Ao ver esses objetivos já deve ficar claro que meu save se passará no Brasil. Começarei no Paysandu mas não pretendo me limitar apenas nele. Caso outro clube me chame durante a jornada, posso acabar optando por ir treiná-lo, me limitando apenas no Brasil.
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      Capítulo I
      Capítulo II - Presente de Natal e Pré-temporada "fabulosa"
      Capítulo III - "É no detalhe que se define um clássico"
      Capítulo IV - "Diga ao Don que estou procurando ele"
      Capítulo V - 3 semanas, 3 decisões
      Capítulo VI - Um sobe, outro desce
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      Capítulo VIII - Pintando a chave de ouro
      Índice - 2ª Temporada
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      Almeidinha era o sujeito inventado pelos amigos de faculdade para personalizar tudo o que não queríamos nos transformar ao longo dos anos. A projeção era a de um cidadão médio: resmungão em casa, satisfeito com o emprego na “firma” e à espera da aposentadoria para poder tomar banho, colocar pijama às quatro da tarde, assistir ao Datena e reclamar da janta preparada pela esposa. O Almeidinha é aquele sujeito capaz de rir de qualquer piada de português, negro, gay e loira. Que guarda revistas pornográficas no armário, baba nas pernas da vizinha desquitada (é assim que ele fala) mas implica quando a filha coloca um vestido mais curto. Que não perde a chance de dizer o quanto a esposa (ele chama de “patroa”) engordou desde o casamento.
      O Almeidinha, para nosso espanto, está hoje em toda parte. Multiplicou-se em proporção geométrica e, com os anos, se modernizou. O sujeito que montava no carro no fim de semana e levava a família para ir ao jardim zoológico dar pipoca aos macacos (apesar das placas de proibição) sucumbiu ao sinal dos tempos e aderiu à internet. Virou um militante das correntes de e-mail com alertas sobre o perigo comunista, as contas no exterior do ex-presidente, os planos do Congresso para acabar com o 13º salário. Depois foi para o Orkut. Depois para o Facebook. Ali encontrou os amigos da firma que todos os dias o lembram dos perigos de se viver num mundo sem valores familiares. O Almeidinha presta serviços humanitários ao compartilhar alarmes sobre privacidade na rede, homenagens a pessoas doentes e fotos de crianças deformadas. O Almeidinha também distribui bons dias aos amigos com piadas sobre o Verdão ("estude para o vestibular porque vai cair… hihihi") e mensagens motivacionais. A favorita é aquela sobre amar as pessoas como se não houvesse amanhã, que ele jura ser do Cazuza mas chegou a ele como Caio Fernandes (sic) Abreu.
      O Almeidinha gosta também de se posicionar sobre os assuntos que causam comoção. Para ele, a atual onda de violência em São Paulo só acontece porque os pobres, para ele potenciais criminosos (seja assassino ou ladrão de galinha) têm direitos demais. O Almeidinha tem um lema: “Direitos Humanos para Humanos Direitos”. Aliás, é ouvir essa expressão, que ele não sabe definir muito bem, e o Almeidinha boa praça e inofensivo da vizinhança se transforma. “Lógica da criminalidade”, “superlotação de presídios”, “sindicato do crime”, “enfrentamento”, “uso excessivo da força”, para ele, é conversa de intelectual. E se tem uma coisa que o Almeidinha detesta mais que o Lula ou o Mano Menezes (sempre nesta ordem) é intelectual. O Almeidinha tem pavor. Tivesse duas bombas eram dois endereços certos: a favela e a USP. A favela porque ele acredita no governador Sergio Cabral quando ele fala em fábrica de marginais. A USP porque está cansado de trabalhar para pagar a conta de gente que não tem nada a fazer a não ser promover greves, invasões, protestos e espalhar palavras difíceis. O Almeidinha vota no primeiro candidato que propuser esterilizar a fábrica de marginal e a construção de um estacionamento no lugar da universidade pública.
      Uma metralhadora na mão do Almeidinha e não sobraria vagabundo na Terra. (O Almeidinha até fala baixo para não ser repreendido pela “patroa”, mas se alguém falar ao ouvido dele que “Hitler não estava assim tão errado” ganha um amigo para o resto da vida).
      A cólera, que o fazia acordar condenando o mundo pela manhã, está agora controlada graças aos remédios. O Almeidinha evoluiu muito desde então. Embora desconfiado, o Almeidinha anda numas, por exemplo, de que agora as coisas estão entrando nos eixos porque os políticos – para ele a representação de tudo o que o impediu de ter uma casa na praia – estão indo para a cadeia. Ele não entende uma palavra do que diz o tal do Joaquim Barbosa, mas já reservou espaço para um pôster do ministro do Supremo ao lado do cartaz do Luciano Huck (“cara bom, ajuda as pessoas”) e do Rafinha Bastos (“ele sim tem coragem de falar a verdade”). O Almeidinha não teve colegas negros na escola nem na faculdade, mas ele acha que o exemplo de Barbosa e do presidente Barack Obama é prova inequívoca de que o sistema de cotas é uma medida populista. É o que dizia o “meme” que ele espalhou no Facebook com o argumento de que, na escravidão, o tráfico de escravos tinha participação dos africanos. Por isso, quando o assunto encrespa, ele costuma recorrer ao “nada contra, até tenho amigos de cor (é assim que ele fala), mas muitos deles têm preconceitos contra eles mesmos”.
      O Almeidinha costuma repetir também que os pobres é que não se ajudam. Vê o caso da empregada, que achou pouco ganhar vinte reais por dia para lavar suas cuecas e preferiu voltar a estudar. Culpa do Bolsa Família, ele diz, esse instrumento eleitoral que leva todos os nordestinos, descendentes de nordestinos e simpatizantes de nordestinos a votar com medo de perder a boquinha. Em tempo: o filho do Almeidinha tem quase 30 anos e nunca trabalhou. Falta de oportunidade, diz o Almeidinha, só porque o filho não tem pistolão. Vagabundo é outra coisa. Outra cor. Como o pai, o filho do Almeidinha detesta qualquer tipo de bolsa governamental. A bolsa-gasolina que recebe do pai, garante, é outra coisa. Não mexe com recurso público. (O Almeidinha não conta pra ninguém, mas liga todo dia, duas vezes por dia, para o primo de um conhecido instalado na prefeitura para saber se não tem uma boca de assessor para o filho em algum gabinete).
      O filho do Almeidinha também é ativista virtual. Curte PlayStation, as sacadas do Willy Wonka, frases sobre erros de gramática do Enem, frases sobre o frio, sobre o que comer no almoço e sobre as bebedeiras com os moleques no fim de semana (segue a página de oito marcas de cerveja). Compartilha vídeos de propagandas de carro e fotos de mulheres barrigudas e sem dentes na praia. Riu até doer a barriga com a página das barangas. Detesta política – ele não passa um dia sem lembrar a eleição do Tiririca para dizer que só tem palhaço em Brasília. E se sente vingado toda vez que alguém do CQC faz “lero-lero” na frente do Congresso. Acha todos eles uns caras fodásticos (é assim que ele fala). Talvez até mais que o Arnaldo Jabor. Pensa em votar com nariz de palhaço na próxima eleição (pensa em fazer isso até que o voto deixe de ser obrigatório e ele possa aproveitar o domingo no videogame). Até lá, vai seguir destruindo placas e cavaletes que atrapalham suas andanças pela cidade.
      Como o pai, o filho do Almeidinha tem respostas e certezas para tudo. Não viveu na ditadura, mas morre de saudade dos tempos em que as coisas funcionavam. Espera ansioso um plebiscito para introduzir de vez a pena de morte (a única solução para a malandragem) e reduzir a maioridade penal até o dia em que se poderá levar bebês de oito meses para a cadeia. Quer um plebiscito também para acabar com a Marcha das Vadias. O que é bonito, para ele, é para se ver. E se tocar. E ninguém ouve cantada se não provoca (a favorita dele é “hoje não é seu aniversário mas você está de parabéns, sua linda”. Fala isso com os amigos e sai em disparada no carro do pai. O filho do Almeidinha era “O” zoão da turma na facul).
      Pai e filho estão cada vez mais parecidos. O pai já joga Playstation e o menino de 30 anos já fala sobre a decadência dos costumes. Para tudo têm uma sentença: “Ê, Brasil”. Almeidinha pai e Almeidinha filho têm admiração similar ao estilo civilizado de vida europeu. Não passam um dia sem dizer que a vida, deles e da humanidade em geral, seria melhor se o país fosse dividido entre o Brasil do Sul e o Brasil do Norte. Quando esse dia chegar, garantem, o Brasil enfim será o país do presente e não do futuro. Um país à imagem e semelhança de um Almeidinha.
       
       
       
       
       
      Texto escrito pro Carta Capital em 2012 nas épocas das eleições. Continua atual.
    • Aleef
      By Aleef
      Não se esqueçam hein
       
      Brasil x Peru de terça pra quarta a meia noite.
      Escalações mais tarde
    • Aleef
      By Aleef
      Ederson, Daniel Alves, Marquinhos, Thiago Silva, Alex Sandro; Casemiro, Arthur, Philippe Coutinho; Richarlison, Neymar e Roberto Firmino
       
      Colombia ????
       
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