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Vamos debater sobre o VAR


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Tenho convicção de que este assunto deve ser debatido por meros mortais (cidadãos comuns) como nós, e não apenas por gente importante da alta cúpula do futebol brasileiro.

Que chato! Toda hora o árbitro tem que ficar conversando com os juízes da salinha. Os jogadores esfriam, os torcedores ficam impacientes e tem também apresentador e narrador ficando aborrecido com isso.

É uma merda de método. Demorado, ineficiente e tem erro passando ainda. Não é só no Brasil e não sei se teve erro que passou hoje. Seria muito melhor se o árbitro não precisasse de ir até a cabine da telinha e assistisse os fatos junto com todos em um telão do estádio. Sei que telão nem sempre é possível, mas pelo menos não ficaria aborrecidamente demorado nem injusto com os espectadores que pagaram ingresso. Tem como fazer melhor.

Comentem se for de interesse de vocês e opinem.

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  • Vice-President

Não tem que ter discussão. Tem que ter e pronto. O sistema é novo, é necessário adaptação e correções, mas não existe ficar mais sem ele.

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9 minutos atrás, Henrique M. disse:

Não tem que ter discussão. Tem que ter e pronto. O sistema é novo, é necessário adaptação e correções, mas não existe ficar mais sem ele.

Tem q ter... Não tem discussão. Mas algumas coisas tem que ser revistas.

Os pontos que devem ser modificados pra mim são:

+ Tempo limite pra se tomar uma decisão... É um absurdo um jogo ficar parado 6 minutos pro cara decidir se dá um pênalti ou não. Antes tinha q decidir na hora, agora já tá tendo o privilégio de rever, não tem q demorar tanto.

+ Os áudios entre os árbitros de campo e da sala tem q ser abertos, igual na F1. Assim se tira qualquer suspeita de má fé.

+ Jogador que ficar dando xilique, pedido VAR. Igual ao escroto do Dudu, tem q tomar cartão. Isso já tá na regra, só tem que ser aplicado. Garanto que depois de 3 jogos com 2 expulsões pra cada lado, aquele circo vai acabar.

+ VAR só em algumas situações, pra pênalti, gol e impedimento.

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Nessa semana teve alguns boçais da imprensa brasileira (Rizek, Arnaldo e etc), criticando a influência do VAR ao anular o gol do City nos acréscimos contra o Tottenham. Imagina o ônus para o Tottenham de serem eliminados por um gol ILEGAL só para ser mantida a emoção do momento, não faz sentido ser contra isso porque vai na contramão do que é certo.

Quanto aos erros, enrolação e etc...só mostra que o problema não é o recurso, mas quem usa de forma errada. O que eu vejo no Brasil é que demora MUITO para as decisões serem tomadas e acaba quebrando o ritmo da partida, além do excesso de reclamações de jogadores que acabam travando as partida e o tempo de acréscimo ao final do jogo não ser justo com o tempo perdido utilizando o VAR. Isso é algo já superado em outros campeonatos que já possuem um tempo maior de vivência com o recurso.

Abaixo um relatório feito na Itália em Janeiro do ano passado, com 6 meses de implantação do VAR. Hoje deve estar melhor ainda, não acompanho muito o Italiano para saber:

Citar

Itália faz balanço do VAR com resultados positivos: erros e tempo de revisão caíram

Os erros de arbitragem caíram 8,8% desde a introdução do árbitro de vídeo no Campeonato Italiano, afirmou Nicola Rizzoli, responsável por designar juízes para os jogos da Serie A. Nesta segunda-feira, ele, Carlo Tavecchio, ex-presidente da Federação Italiana e comissário da liga, e Roberto Rosetti, o homem que chefia o VAR na Itália, fizeram um balanço do projeto, depois de uma reunião com os treinadores dos clubes. Reconheceram que ainda estão aprendendo a utilizar a nova tecnologia, mas destacaram a evolução do protocolo nesses primeiros seis meses.

Rosetti deu números. Nas 210 partidas que foram observadas pelo árbitro de vídeo, houve 1078 análises, média de 5,1 por jogo. Desses lances, apenas 60 foram corrigidos, um a cada 3,5 duelos; 43 foram checados em campo pelo árbitro e 17 foram decididos unicamente pelo VAR. O tempo médio de revisão foi de 1min22s nas primeiras três rodadas, mas já foi reduzido a 29 segundos, de acordo com Rosetti. Quando há uma decisão anulada, a paralisação caiu de 2min35s para 1min15s. Rosetti também afirmou que o tempo de bola rolando em cada confronto subiu dois minutos em relação à temporada 2015/16. “Nosso objetivo era não interferir demais e não interromper demais a partida: o risco era arruinar o futebol”, disse.

Rizzoli expandiu as estatísticas: segundo ele, das 60 correções realizadas pelo VAR, 11 foram erradas. “Um erro foi de protocolo, em que o árbitro parou a jogada cedo demais. Uma foi porque a posse de bola estava no ataque, houve dois impedimentos, um pênalti e seis bolas na mão”, explicou. Conta que, sem o árbitro de vídeo, o índice de erros era de 5,6%. Com a tecnologia, caiu para 1%. “O nosso objetivo é chegar a praticamente zero erros, mas 1% é certamente aceitável. Os erros caíram 8,8%, enquanto os pênaltis subiram 5,5%, o que significa que há mais controle dentro da área”, justificou. Segundo ele, o número de cartões vermelhos diminuiu e não houve nenhuma advertência por reclamação nesta temporada, contra cinco no ano passado. “Essas estatísticas são muito positivas para nós. Há atitudes mais compostas e benefícios para o espetáculo”, disse.

Foi mostrado um vídeo de um erro da utilização do vídeo. Um pênalti dado para o Genoa contra a Juventus. “O pênalti não havia sido visto e a decisão foi corretamente modificada”, disse Rizzoli. “A posição de impedimento anterior do atacante, no entanto, não foi avaliada. Erramos isso e admitimos. Como eu já disse, precisamos de experiência e vamos tentar garantir que esses erros não aconteçam no futuro. Alguns erros foram cometidos e poderiam ter sido evitados. Mas é assim que você aprende”.

Rizzoli reiterou que técnicos e jogadores podem ser punidos se requisitarem a utilização do VAR, mas que a arbitragem, quando puder, dará explicações sobre as suas decisões. “Não nos escondemos atrás dos nossos erros. O árbitro tem que levar o tempo necessário: a decisão correta é mais importante do que o tempo perdido”, encerrou.

 

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Não é possível que sejamos tão impacientes a ponto de não aguentar a adaptação dos árbitros ao VAR.

Uso indevido dele é outra história.

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12 horas atrás, VitorSouza disse:

Não é possível que sejamos tão impacientes a ponto de não aguentar a adaptação dos árbitros ao VAR.

Uso indevido dele é outra história.

Pois é, não vamos nos precipitar e criticar o VAR em si. Coloquei "merda de método", pois eu acho que é injusto com o espectador presente no estádio não ter contato visual com o detalhe do lance que motive a decisão do árbitro.

Não me vejo indo no estádio e ficar frustrado com a partida por não saber o que motivou a marcação ou não de gols e pênaltis, mesmo se o meu time vencesse.

No futebol americano tem telão, o juiz analisa o lance e o espectador vê. Eu acho extremamente ridículo a salinha do VAR e a cabine da telinha. Uma tremenda idiotice.

Os custos frequentes com os árbitros da salinha cobririam o custo do telão, pois telão é definitivo e o árbitro não perderia tempo conversando com as outras "autoridades da partida" ou para verificar o lance na beira do gramado.

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A única coisa que me incomoda no VAR são os penaltis marcados por lances em camera lenta. Por exemplo:

O Parede puxou o calção do Cortez no GRE-NAL mas nunca que aquilo é um puxão que impede o cara de se movimentar ou seguir a jogada mas no VAR parece uma falta clara. Mesma coisa para toques na mão as vezes toca mesmo e no VAR em camera lenta o lance fica diferente.

E alguem precisa avisar os arbitros brasileiros que VAR é AUXILIAR não é pra ficar parando pra escutar os caras do vídeo em todo o santo momento em lances bobos.

Quanto ao tempo de uso é RIDICULO, mas são as primeiras partidas com o recurso com o tempo deve melhorar. 

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4 minutos atrás, Rico Orestes disse:

A única coisa que me incomoda no VAR são os penaltis marcados por lances em camera lenta. Por exemplo:

O Parede puxou o calção do Cortez no GRE-NAL mas nunca que aquilo é um puxão que impede o cara de se movimentar ou seguir a jogada mas no VAR parece uma falta clara. Mesma coisa para toques na mão as vezes toca mesmo e no VAR em camera lenta o lance fica diferente.

E alguem precisa avisar os arbitros brasileiros que VAR é AUXILIAR não é pra ficar parando pra escutar os caras do vídeo em todo o santo momento em lances bobos.

Quanto ao tempo de uso é RIDICULO, mas são as primeiras partidas com o recurso com o tempo deve melhorar. 

Acho que o VAR não pode usar imagem em câmera lenta não. Só a repetição mesmo.

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5 minutos atrás, Rico Orestes disse:

A única coisa que me incomoda no VAR são os penaltis marcados por lances em camera lenta. Por exemplo:

O Parede puxou o calção do Cortez no GRE-NAL mas nunca que aquilo é um puxão que impede o cara de se movimentar ou seguir a jogada mas no VAR parece uma falta clara. Mesma coisa para toques na mão as vezes toca mesmo e no VAR em camera lenta o lance fica diferente.

 

Isso é coisa que tem que ser treinada também. A interpretação do VAR tem que ser diferente da interpretação no calor do momento. No exterior eu já vi vários árbitros pedindo pra passar em ritmo normal, justamente pra ajustar essa percepção.

Toques na mão, é mais cagada da nova interpretação da regra que do VAR. Pela nova instrução, o peso maior não está na intenção e sim no quão determinante o toque foi, então qualquer lance de gol onde a bola resvala passa a ter que ser marcado, e pra defender só não é marcado se o defensor estiver de pé e tiver tentado ativamente não tocar na bola. Ex.: colocar os braços pra trás na hora de tentar bloquear um chute ou cruzamento.

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O problema não é o VAR em si, e sim quem opera. Como o impedimento do City é marcado e o gol do Fla contra o Vasco é anulado, por exemplo?

Mesmo com VAR continuamos defasados por péssima qualidade de material humano.

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Obviamente eu sou a favor do VAR, não tem como ser contra, mas tem coisas que realmente precisam ser ajustadas.

A tomada de decisão precisa ser feita mais rapidamente, se possível em questão de segundos ou no máximo 1 minuto, não dá pra deixar o jogo parado por mais que isso. Algo como o árbitro que está assistindo a repetição interpretar o lance e passar para o árbitro de campo seria quase bom, mas não sei se seria justo, já que a decisão final precisa ser do juiz que está apitando o jogo no campo. Mas que seria muito mais rápido, seria.

O resto o Lewiks já escreveu bem, concordo com tudo.

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8 horas atrás, EduFernandes disse:

Obviamente eu sou a favor do VAR, não tem como ser contra, mas tem coisas que realmente precisam ser ajustadas.

A tomada de decisão precisa ser feita mais rapidamente, se possível em questão de segundos ou no máximo 1 minuto, não dá pra deixar o jogo parado por mais que isso. Algo como o árbitro que está assistindo a repetição interpretar o lance e passar para o árbitro de campo seria quase bom, mas não sei se seria justo, já que a decisão final precisa ser do juiz que está apitando o jogo no campo. Mas que seria muito mais rápido, seria.

O resto o Lewiks já escreveu bem, concordo com tudo.

O bandeirinha já era isso de certa forma, tem visão privilegiada no campo q o árbitro n tem (impedimentos, faltas próximas), o var só elevou isso a um outro nível, abrangendo todas as funções que os árbitros de campo tem e com eficiência absurdamente superior.

Não sei se vou estar vivo pra ver o dia em que o VAR vai tomar o lugar dos árbitros de campo, mas é fato q esse dia vai chegar.

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VAR é que nem sexo. Os virjão podem estudar 500 vezes sobre o assunto, mas só vai ficar TOP o bagulho depois de ter feito algumas vezes. VAR é o mesmo esquema, possui alguns erros na execução, mas a óbvia tendência é que a aplicação vai melhorar com o passar o tempo. É que como o nível da arbitragem no Brasil é ruim demais, o nível do uso do VAR também é vexatório.

E fica um vídeo que vi no toíter, serve de reflexão:

 

 

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Var é bom para o futebol. É novo e tem que ser melhorado. Decisões tem que ser tomadas mais rápidas.

Essa discussão ganhou força pq o queridinho do Guardiola perdeu denovo na ucl.

Aquilo foi justiça.

É claro que quando a um erro de não saber a regra como do Vasco x Flamengo. Todos tinham que ser afastados.

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2 horas atrás, GeroManager disse:

O bandeirinha já era isso de certa forma, tem visão privilegiada no campo q o árbitro n tem (impedimentos, faltas próximas), o var só elevou isso a um outro nível, abrangendo todas as funções que os árbitros de campo tem e com eficiência absurdamente superior.

Não sei se vou estar vivo pra ver o dia em que o VAR vai tomar o lugar dos árbitros de campo, mas é fato q esse dia vai chegar.

Sim. E é algo que iria acelerar demais o uso do VAR. O árbitro que tá lá dentro obviamente estudou as regras e tals (mesmo que seja ruim igual a maioria dos árbitros daqui), ele já ver o lance e decidir se é falta, pênalti ou o raio que o parta já é ótimo, seria coisa de segundos pra tomar uma decisão. E sem precisar ficar parando o jogo toda hora.

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2 horas atrás, tod disse:

Var é bom para o futebol. É novo e tem que ser melhorado. Decisões tem que ser tomadas mais rápidas.

Essa discussão ganhou força pq o queridinho do Guardiola perdeu denovo na ucl.

Aquilo foi justiça.

É claro que quando a um erro de não saber a regra como do Vasco x Flamengo. Todos tinham que ser afastados.

O próprio Guardiola falou que o VAR é necessário pois favorece a justiça.

Ontem no Atlético-MG x Cruzeiro, o juíz usou o VAR para dar um cartão amarelo para o Edilson. Isso vai contra o protocolo do VAR e poderia dar uma merda muito grande caso ele recebesse o segundo cartão amarelo depois e o Cruzeiro perdesse. Falta conhecimento sobre como funciona o recurso no Brasil.

 

17 minutos atrás, ArquitetoZ disse:

Só de o árbitro ter de se movimentar para fora do campo de jogo já requer bastante tempo.

Mas isso deveria ser em último caso e somente para lances interpretivos, no caso de impedimento não tem necessidade do arbitro ir olhar na TV.

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6 minutos atrás, David Reis disse:

Mas isso deveria ser em último caso e somente para lances interpretivos, no caso de impedimento não tem necessidade do arbitro ir olhar na TV.

Isso porque para você o VAR é somente da forma como conhece atualmente, mas para mim poderia/deveria ser mais como isto:

img_0290.jpg

 

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O espectador pagante do jogo tem o direito de saber/assistir o que motivou a decisão do árbitro com a intervenção do VAR

estadio-beira-rio.jpg

 

O que o futebol está fazendo atualmente é um desrespeito com os presentes no estádio.

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2 minutos atrás, VitorSouza disse:

Nem todo estádio da Série A tem telão.

Nem da América do Sul, seria inviável na Libertadores então. Ainda mais que tem que ter isonomia, ou aplica pra todos ou pra nenhum.

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Juro que não consigo entender quem é contra o VAR. 

A implementação tá bem bosta por enquanto, concordo. Mas daí a concluir que não deve ter VAR é outra história...

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Toda nova tecnologia começa meio ferrada mesmo, não tem como parar o progresso, o Var pode estar causando disrupção no momento, mas ele veio pra ficar, e daqui pra frente só vai melhorar.

Quem sabe daqui a alguns anos vai ter jogo que nem vai precisar mais de um juiz humano, vai ser tudo pelo var, afinal, robo não tem emoção para atrapalhar a decisão. Os robos vão roubar o trabalho de todo mundo, Skynet tá vindo por ai pessoal  !!!


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    • Aleef
      By Aleef
      VAR da CBF utiliza hardware de segunda linha e conta com operadores sem experiência
      Anunciada como vencedora do processo de concorrência da CBF para operar o árbitro de vídeo no Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil, a Hawk-Eye está, desde o início de suas operações no país, envolvida em diversas polêmicas. Cinco dias antes do prazo para apresentação da proposta, a empresa britânica contratou Neemias Pereira Nunes, então colaborador da Broadcasting TV, como head de operações da empresa no país. Após a decisão da CBF, a Broadcasting notificou a situação à EY (antiga Ernst Young), que foi anunciada como auditora do processo. No entanto, em carta enviada à Broadcasting no dia 07/03 deste ano, a EY afirmou que apenas proveu o serviço de strategic sourcing, e não auditou o processo. Desse modo, a empresa deixou claro que o poder de decisão foi apenas da CBF.  Além da suspeita de concorrência desleal, a contratação é curiosa por conta do perfil de Neemias –  marceneiro de profissão, o colaborador não se encontrava no alto escalão da empresa e não conta com formação técnica ou ensino superior na área.
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      Os operadores de revisão, porém, são um dos principais problemas da empresa no momento. A Hawk-Eye realizou um treinamento na cidade de Águas de Lindóia, no interior de São Paulo, no começo do ano para 60 pessoas trabalharem na função ao longo da temporada. No entanto, 48 já deixaram a empresa. Com falta de mão de obra e o campeonato em andamento, a Hawk-Eye teve que tomar medidas drásticas. De acordo com fontes ouvidas pela reportagem, os únicos pré-requisitos para ser operador nesse momento são: inglês fluente e aprovação em um jogo teste. Grande parte dos colaboradores atuais não tem formação específica na área e não tinha experiência prévia com o equipamento. Mais grave do que isso, é o relato de que alguns, inclusive, não contam sequer com homologação da IFAB para atuar profissionalmente. Outro agravante vem complicando a vida dos operadores: A Hawk Eye não conta com técnicos TG (Technical Guarantee) específicos e, por conta disso, os próprios operadores são responsáveis pela montagem e verificação dos sistemas antes da partida. Tal esforço físico antes de um momento que exige tamanha concentração, pode explicar a diminuição da eficiência.
      Essa falta de experiência vem causando transtornos ao longo das partidas, e críticas por parte dos árbitros vêm sendo recorrentes. Sem o devido treinamento, operadores não estão sabendo escolher os ângulos certos para repassar à arbitragem, aumentando o índice de erros. 
      Um colaborador concordou em conversar com a reportagem sob a condição de não ser identificado, e reportou os problemas que vêm ocorrendo internamente. “ Para ser técnico/operador do VAR, você precisa passar dias em treinamento, fazer vários jogos testes. Tudo que fizer será mandado para a IFAB, o órgão que regulamenta as regras do futebol na Suíça. Aí eles vão aprovar ou não se você está pronto e estando pronto, eles habilitam você a trabalhar. Na Hawk-Eye Brasil vem sendo feito de maneira diferente: muitos operadores nem passaram ou passarão por isso, nem entendem de arbitragem. Muitos não estão homologados pela IFAB e estão trabalhando. A empresa exige apenas inglês e aprovação em um jogo teste para você trabalhar. Por conta disso, hoje você tem estudante de marketing esportivo, educação física, entre outros, operando o VAR”,  afirmou.
      A falta de conhecimento técnico e experiência por parte dos operadores é admitida por Caio Lemos, em e-mail enviado para os funcionários no dia 14 de outubro. Em uma espécie de “Mea Culpa” por parte da empresa, o gestor afirma que não conseguiu passar a base de conhecimento que gostaria, e pede aos funcionários que aprendam a mexer com a tecnologia por conta própria durante o dia a dia.
      Outro ponto crítico da operação do VAR no país, é a solução de hardware que foi fornecida pela Hawk-Eye. De acordo com a nossa apuração, a empresa britânica, talvez visando cortar custos, trouxe ao Brasil equipamento de segunda linha, que não tem a potência necessária para rodar um software exigente, como o do VAR. Segundo fontes ouvidas pela reportagem, a incapacidade de rodar o programa vem causando atrasos nas decisões e, em muitas vezes, travamento completo da máquina. Em alguns casos, o software que renderiza as linhas de impedimento travou totalmente, exigindo que os operadores e árbitros realizassem o procedimento manualmente. 
      Em dois casos, é possível ver Caio Lemos admitindo os problemas com a linha de impedimento. No dia 16 de setembro, em e-mail enviado para resumir a reunião semanal, o gestor afirma ainda não ter padrões claros para o traçado da linha de impedimento em casos específicos.  
      O caso mais grave pode ser visto em e-mail enviado no dia 25 de outubro. Nele, Caio pede aos operadores que realizem uma checagem manual constantemente no software para evitar novos incidentes com a linha de impedimento. De acordo com fontes ouvidas pela reportagem, o pedido foi motivado por uma falta de confiança no equipamento.
      Um especialista consultado pela reportagem concordou em falar, em anonimato, sobre os problemas que um equipamento desatualizado pode causar no processo. “Venderam uma ideia para CBF… Falaram que iam receber um legítimo bacalhau, mas na verdade era apenas um cação. Você recebe o que paga.... Se você força uma queda de preço, acaba entregando algo de acordo com o valor praticado. A empresa fornece apenas um software, que roda em Windows”, afirmou. Também na condição de anonimato, um colaborador da empresa britânica afirmou: “Não teve uma partida sequer que o equipamento não deu problemas. A Hawk-Eye enviou hardware ‘sucateado’ e fica tentando consertar remotamente”.
      Os problemas decorrentes da falta de experiência dos operadores, somados com a solução de hardware proposta pela Hawk-Eye, podem ser vistos na demora da arbitragem em cada consulta. Em levantamento feito pelo Estadão, o VAR do Brasileirão é, com larga vantagem, o mais lento das principais ligas mundiais. Cada decisão demora, em média, 1m50s (110 segundos). Esse índice é 46% maior do que os 1m15s (75 segundos) recomendados pela FIFA. 
      Falta de transparência
      Essas dificuldades, no entanto, não são comunicadas à CBF. De acordo com a nossa apuração, a Hawk-Eye vem sistematicamente omitindo os problemas para a contratante e também para os clubes. Imagens que contradizem as decisões não são enviadas para a CBF. Internamente, no entanto, a conversa é diferente. Em diversos casos, a direção da Hawk-Eye comunica seus operadores sobre os erros, esclarecendo diretrizes e procedimentos.
      Um caso pode ser visto abaixo: logo após a 28ª rodada do campeonato brasileiro, um e-mail foi enviado para os colaboradores da Hawk-Eye, deixando claro que houve um erro por parte do VAR na rodada: o pênalti marcado em cima de Deyverson, na partida entre Avaí e Palmeiras. Por conta do alto volume de água, não há uma imagem que deixe claro o contato do zagueiro em cima do atacante. Nesse mesmo comunicado, a empresa relembra outra falha de procedimento na 27° rodada, na partida entre Internacional e Vasco. Esses erros, no entanto, não são repassados para a CBF e ao público.
      Há também um problema grave que vem sendo enfrentado pelos operadores de replay, que culminou, inclusive, na desistência de vários deles de trabalhar com a empresa. De acordo com fontes ouvidas pela reportagem, a Hawk-Eye vem rotineiramente atrasando pagamentos dos colaboradores. Segundo relatos, os prestadores de serviço da empresa demoraram dois meses e meio para receber o primeiro salário. Os pagamentos, inclusive, vêm sendo feitos em dólar e enviados por Londres.
      Operadores reclamam de favorecimento
      De acordo com fontes ouvidas pela reportagem, Caio Fernandes Lemos contratou, após a saída de um operador do estado do Rio de Janeiro, seu irmão para o quadro da empresa. Ele começou como assistente de replay, trabalhou como operador de replay e hoje é registrado como técnico. Tal atitude incomodou os funcionários da empresa, que acreditam que houve favorecimento por conta de seu parentesco. De acordo com nossa apuração, Bernardo Lemos não tinha conhecimento técnico e experiência prévia com o equipamento. Questionado pela reportagem a respeito dos critérios para contratação, Caio afirmou: “O Bernardo faz parte da equipe, mas não como Operador de Replay. Sobre os pré-requisitos e critérios adotados para a efetivação dele na equipe, não sou responsável pela seleção nem contratação de funcionários, nem posso me manifestar a respeito da empresa”.
      Comportamento explosivo
      A postura de Neemias Pereira Nunes em reuniões e conversas com os operadores tem gerado reclamação por parte dos funcionários, que questionam o nível de cobrança e as constantes ameaças por parte do chefe. Em material recebido pela reportagem e replicado abaixo, é possível ver algumas das cobranças por parte de Neemias.
      A reportagem entrou em contato com a EY, CBF e Hawk-Eye em diversas ocasiões ao longo dos últimos meses, mas, até o momento, não obteve nenhuma resposta.
      https://esportes.yahoo.com/noticias/var-cbf-segunda-linha-operadores-sem-experiencia-080005041.html
       
      imgs dos emails dentro da reportagem.
    • Henrique M.
      By Henrique M.
      Defeitos a parte do VAR brasileiro, é inegável que passar de 88 erros em 2018 para 10 erros em 2019 é magnífico.
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