Ir para conteúdo
  • Cadastre-se

Piacenza Calcio 1919: "Meia década de sofrimento" (16/02)


Posts Recomendados

Postado
33 minutos atrás, twitch.tvstayheavy87 disse:

Caraca, o título literalmente escapou por entre os dedos. Uma pena. Bom que o time está num ótimo nível e com certeza subirá no próximo ano.

Votei na enquete =)

Rapaz, foi uma vergonha essa campanha! O Piacenza deu uma de Botafogo nessa temporada! Hahaha! Ainda bem que a diretoria antiga não exigia o acesso, caso contrário, a demissão seria certa. Valeu por participar! 

Postado

Isso agora vai andar na linha. O título ficou mesmo perto e fica aquela sensação "ah se não fosse aquele empate ou aquela derrota e éramos campeões".

Postado
21 horas atrás, Cadete213 disse:

Isso agora vai andar na linha. O título ficou mesmo perto e fica aquela sensação "ah se não fosse aquele empate ou aquela derrota e éramos campeões".

Completamente! Foi impressionante como o Piacenza deixou escapar essa promoção. Estava tudo na mão. Valeu, Cadete!

Postado

202728.png

enquete.png

allabrasiliana.png

Temos o resultado da enquete sobre o impacto da chegada de um presidente brasileiro ao comando do Piacenza. Com a maioria dos votos, foi aprovado o projeto “Piacenza alla brasiliana”. A partir de agora, o clube buscará se reforçar com jogadores brasileiros até o limite permitido pelas regras da competição. Dessa forma, enquanto Anderson da Silva Souza estiver à frente do comando piacentino, veremos um elenco formado por uma mescla de italianos e brasileiros, criando uma identidade momentaneamente híbrida dentro do projeto.

Quando houver uma nova mudança na presidência, preferencialmente com o retorno de um italiano ao comando do Piacenza, retomaremos integralmente a proposta original, reconstruindo um plantel rigorosamente “tutto italiano”, fiel à essência que norteou o início do save.

image.png

mercadodetransf.png

seriec.png

Após o encerramento da temporada 2026/27, o Piacenza passou por uma verdadeira debandada. Nada menos que 64% do elenco deixou o clube, totalizando 16 saídas. Foram sete aposentadorias, cinco retornos de empréstimos e outros quatro jogadores em final de contrato que não faziam parte dos planos de Alessandro Cagni. Entre as perdas, destacam-se nomes como Suppa e Papaccioli, protagonistas técnicos da temporada, além de ídolos como Jacopo Silva, que encerraram seus ciclos deixando lacunas difíceis de preencher.

E assim, o Piacenza anunciou 13 novos reforços para a temporada, iniciando pelo goleiro Matteo Farronato, de 19 anos, emprestado pela Internazionale. Para a linha de três zagueiros, chegaram Gabriele Calvani, de 23 anos, ex-Genoa, Andrea Bottaro, de 20 anos, ex-Virtus Entella, e Facundo Constantini, de 27 anos, ex-AEL Limassol que, apesar do nome, é brasileiro, apesar de ter nacionalidade italiana.

3-X9-P9r-Ashz.png

Para as alas, o clube acertou as contratações de Antonio David, de 23 anos, ex-Cesena, que chega com a missão de suprir a saída de Suppa pelo lado esquerdo, e do brasileiro Lucas Justen, de 24 anos, ex-Fluminense. Justen disputou a última Série C do Campeonato Brasileiro pelo Guarani, onde foi destaque, mas acabou não tendo seu vínculo renovado ao retornar ao clube carioca.

KH9-Apiay2-M.png

O setor de marcação, novamente, passou por uma reformulação quase completa. Chegaram Alessandro Zonta, de 20 anos, por empréstimo junto ao Bologna, Pietro La Torre, de 19 anos, emprestado pela Internazionale, e Simone Lottici Tessardi, de 21 anos, recém-dispensado pelo maior rival do Piacenza, a Cremonese.

No setor de criação, Thomas Corigliano, de 18 anos, emprestado pela Juventus, chega com a responsabilidade de tentar suprir a lacuna deixada por Papaccioli. O setor ainda foi reforçado por Danilo Busiello, de 19 anos, ex-Empoli e com segunda nacionalidade brasileira, além do brasileiro Patrick Valverde, de 29 anos, que vinha se destacando no futebol de Hong Kong após duas temporadas expressivas pelo Wofoo Tai Po.

Dmki-EZB7-CV.png

Por fim, o ataque recebeu o experiente brasileiro Bruno Gomes, de 31 anos, jogador rodado que terá no Piacenza sua terceira oportunidade no futebol italiano, após passagens por Genoa e Modena em momentos distintos da carreira. 

8-Uy-Om-UZ26-U.png

coppaitaliaseried.png

segundaeliminatoria.png

Se a última temporada terminou em clima de velório no Piacenza, após o acesso escapar na reta final da Serie D, 2027/28 começou com um daqueles resultados difíceis de explicar. Já na estreia da Coppa Italia Serie D, atuando em casa diante do Portogruaro, Cagni viu sua equipe dominar amplamente a partida, encurralando o adversário em sua própria área durante praticamente todo o jogo.

Ainda assim, o desfecho foi cruel. Logo aos quatro minutos, em uma bola alçada na grande área, o goleiro Farronato, que fazia sua estreia com a camisa biancorossa, tropeçou à frente do atacante Carrillo. O lance terminou com o gol praticamente entregue ao adversário, que apenas empurrou para as redes. Com a vantagem construída tão cedo, o Portogruaro se fechou com extrema eficiência, enquanto o Piacenza pressionava de todas as formas em busca do empate. A insistência foi recompensada apenas no último lance da partida, aos 94', levando a decisão para as penalidades.

Nos pênaltis, porém, o roteiro seguiu doloroso. O brasileiro Patrick Valverde e Trombetta, já apelidado de “rei do DM”, desperdiçaram suas cobranças. Eliminação precoce, frustrante e difícil de explicar, para desespero do presidente Anderson Silva, que esperava uma resposta imediata após a tragédia da temporada anterior.

Ei6-PUAh-RQs.png

image.png

seried.png

rodadas0106.png

Dias após a eliminação na taça, todas as atenções se voltaram para a estreia do Piacenza na Serie D, agora sob a pressão explícita de vencer o Girone I. A campanha começou de forma avassaladora, com uma goleada por 6 a 1 sobre o Brindisi, partida marcada por uma atuação devastadora de Rauti, autor de quatro gols. Na sequência, porém, veio um empate sofrido e preocupante diante do Acireale, resultado que trouxe à tona algumas inseguranças ainda presentes na equipe.

Mas a resposta não demorou. O Piacenza engatou três vitórias consecutivas sobre Vigor Lamezia, Savoia e CastrumFavara, com destaque para as atuações consistentes de Rauti e do brasileiro Lucas Justen, que passou a ganhar cada vez mais protagonismo. Encerrando o mês de setembro, o time ainda empatou com o Enna. No balanço geral, foi um período positivo, especialmente pelas atuações no Estádio Leonardo Garilli, onde o Piacenza se mostrou significativamente mais forte e dominante diante de sua torcida.

image.png

Spoiler

image.png

07-11.png

O Piacenza iniciou o mês de outubro da mesma forma como havia começado setembro, com uma goleada por 6 a 1 no Estádio Leonardo Garilli, desta vez sobre o Nissa. Mais uma vez, Rauti foi o grande protagonista, anotando um hat-trick e confirmando seu excelente momento na temporada. Na sequência, vieram vitórias importantes contra o Ragusa, fora de casa, e diante da Vibonese, novamente como mandante.

Esses resultados deram um pequeno fôlego na tabela e permitiram que Cagni promovesse alguma rotação no elenco no confronto contra o Città di Gela, que terminou empatado em 1 a 1 longe de seus domínios. Encerrando o mês, o Piacenza voltou a atuar em casa e repetiu o já recorrente placar de 6 a 1 diante do Rende, desta vez com grande destaque para os terzinos Antonino David e Lucas Justen, que foram decisivos no apoio ofensivo e na construção das jogadas pelos flancos.

image.png

Spoiler

image.png

12-17.png

Entrando na reta final do primeiro turno, o Piacenza aplicou uma goleada por 4 a 0 sobre o Castrovillari, fora de casa, em mais uma demonstração de força ofensiva. Na rodada seguinte, porém, veio a primeira derrota da temporada, um frustrante 1 a 0 diante do Sestri Levante, também longe de seus domínios.

Foi nesse momento que as lesões voltaram a atormentar o elenco, um problema recorrente desde a primeira temporada sob o comando de Cagni. Ainda assim, mesmo aos trancos e barrancos, o time conseguiu reagir e emendar três vitórias fundamentais contra Sancataldese, Paternò e, sobretudo, no confronto direto com o Fiorenzuola, decidido com uma virada comemoradíssima nos minutos finais. No encerramento do turno, o Piacenza não saiu de um empate diante do Legnago.

image.png

class.png

A campanha até aqui é bastante sólida. No entanto, se existe uma lição aprendida na última temporada, é a de não cantar vitória antes da hora. Ao final do primeiro turno anterior, o cenário era ainda mais confortável, com 47 pontos conquistados e 12 de vantagem sobre o vice-líder, e todos sabem como aquela história terminou. Agora, com 40 pontos somados e sete de vantagem sobre o Fiorenzuola, resta saber se o Piacenza conseguirá manter a consistência necessária para garantir o título do Girone I e, enfim, conquistar o tão esperado acesso à Serie C do calcio.

image.png

analisededados.png

inferno.png

Apesar dos destaques individuais que naturalmente surgem em uma campanha consistente como esta, o grande protagonista do Piacenza até aqui não veste chuteiras. O nome da temporada é o Estádio Leonardo Garilli. Foi dentro de casa que o Piacenza construiu a base de sua liderança, conquistando 60% dos pontos somados até o momento, mesmo em um turno no qual disputou mais partidas como visitante. No Garilli, a equipe manteve 100% de aproveitamento, marcou 33 gols e sustentou uma média superior a quatro gols por jogo.

Os números são impressionantes e explicam boa parte da vantagem construída na tabela. Mais do que um estádio, o Garilli tem sido um verdadeiro fator competitivo. Um ambiente que pressiona, empurra e transforma o Piacenza em uma equipe avassaladora. Sem dúvida, tornou-se um inferno para qualquer adversário que pisa em seu gramado.

image.png

efeitobr.png

O impacto da chegada dos brasileiros ao elenco do Piacenza ainda pode ser classificado como irregular. Enquanto nomes como o lateral-direito Lucas Justen e o zagueiro Facundo Constantini se adaptaram rapidamente ao futebol italiano e têm sido peças fundamentais na campanha, outros reforços ainda buscam seu espaço. O caso mais preocupante é o do meia Patrick Valverde. Até aqui, ele não conseguiu entregar atuações minimamente convincentes. Em algumas oportunidades, chegou a sair do banco de reservas e ser substituído na mesma partida, reflexo direto do baixo rendimento demonstrado em campo.

Já o caso de Bruno Gomes apresenta um cenário um pouco mais animador. O atacante parece estar evoluindo gradualmente e começa a dar sinais de que poderá ser útil ao longo da temporada. Ainda assim, seu nível de desempenho permanece bem distante daquele apresentado por Nicola Rauti, titular absoluto e principal referência ofensiva da equipe.

image.png

rauti.png

Na Itália, é bastante comum o uso do termo “bomber” para se referir a um atacante matador, aquele artilheiro nato que decide jogos. Neste Piacenza, o título cai perfeitamente para Nicola Rauti. O atacante vive um momento de altíssima rotação, com impressionantes 18 gols em 18 partidas, mantendo a média exata de um gol por jogo. É o tipo de regularidade que sustenta campanhas vencedoras e muda o patamar de uma equipe na Serie D.

Rauti chegou ao Piacenza no meio da última temporada e causou ótima impressão inicialmente. No entanto, seu rendimento caiu na reta final, acompanhando a oscilação coletiva do time. A dúvida que permanece é se, desta vez, conseguirá manter o faro apurado até o encerramento da competição. Se isso acontecer, o Piacenza terá muito mais do que um bom atacante. Terá um verdadeiro bomber liderando a caminhada rumo à Serie C.

rauti.png

alessandrocagni.png

  • mfeitosa mudou o título para Piacenza Calcio 1919: "O inferno do Garilli" (14/02)
Postado

Brasileiros estão a dar cartas e por um lado, ainda bem que saíste logo da Copa, pois a atenção virou-se por completo para a Liga, que vais dominando.

Postado
1 hora atrás, Cadete213 disse:

Brasileiros estão a dar cartas e por um lado, ainda bem que saíste logo da Copa, pois a atenção virou-se por completo para a Liga, que vais dominando.

Exato, essa copa acaba mais atrapalhando do que qualquer outra coisa, embora essa eliminação, da forma como ocorreu, tenha sido cruel. Valeu, Cadete!

Postado

202728.png

mercadodetransf.png

zonta.png

O mediano Alessandro Zonta, que estava no clube por empréstimo, acabou sendo chamado de volta ao Bologna por decisão do técnico Vincenzo Italiano. O treinador já vinha manifestando insatisfação com Alessandro Cagni pela pouca utilização do jogador ao longo da temporada. A verdade, porém, é que Zonta também não vinha ajudando sua própria causa. Nos treinos, figurava com frequência entre os piores avaliados e, quando recebeu oportunidades em campo, pouco entregou em termos de intensidade e rendimento. Para suprir sua saída, o Piacenza agiu rápido no mercado e acertou a chegada de Edoardo Biodini, cedido pelo Empoli.

fm-Y1-NOKLe1-Yc.png

valverde.png

Completamente inadaptado ao futebol italiano, o meia brasileiro Patrick Valverde protagonizou uma verdadeira novela nesta janela de transferências. Insatisfeito, passou a reivindicar sua saída imediata do clube. O antigo camisa 10 do Piacenza alternava entre negociações com outros clubes e visitas frequentes à sala de Cagni para formalizar suas reclamações. Para piorar, chegou a recusar diversas propostas enquanto seguia pressionando pela liberação. Após semanas de impasse, a situação finalmente foi resolvida. Valverde optou por retornar ao Brasil e vestirá a camisa da Ponte Preta, que disputa a Série C do Campeonato Brasileiro.

Para suprir sua saída, recorri novamente ao mercado de empréstimos e acertei a chegada do jovem Lorenzo Montanari, do Sassuolo. E a estreia não poderia ter sido mais impactante. Montanari chegou, recebeu a camisa 10 e, no mesmo dia, entrou em campo para marcar um gol, distribuir três assistências e alcançar média 10.0. Um cartão de visitas impressionante

ut-Qo-FD19-Kx.png

seried.png

18-25.png

As saídas de Zonta e Valverde acabaram produzindo um efeito inesperadamente positivo no ambiente do Piacenza. A chegada dos jovens Biondini e, sobretudo, Montanari serviu para renovar a energia e competitividade para o segundo turno. A retomada começou com uma vitória sofrida, de virada, fora de casa contra a Vibonese, seguida de um triunfo magro diante do lanterna Città di Gela. Foi então que veio a estreia magistral de Montanari, no confronto contra o Acireale, encerrado em um eletrizante 7 a 3. O jovem marcou um gol, distribuiu três assistências e assumiu imediatamente o protagonismo do setor criativo.

A partir dali, o Piacenza atravessou os meses de janeiro e fevereiro em ritmo avassalador, empilhando vitórias expressivas sobre Brindisi, Sestri Levante, Sancataldese, Paternò e Nissa. O time voltou a jogar com intensidade, confiança e contundência ofensiva, dando a impressão de que havia reencontrado sua melhor versão na fase decisiva da temporada, ao contrário de outros anos.

image.png

Spoiler

image.png

26-34.png

Com ampla vantagem na tabela, era apenas questão de tempo para que o Piacenza confirmasse o título do Girone I. Sem dar margem a dúvidas, a equipe manteve o ritmo e venceu Ragusa e Enna, ambos no Estádio Leonardo Garilli, preparando o cenário para o momento decisivo. A confirmação matemática veio na 28ª rodada, diante do Vigor Lamezia. Vitória por 2 a 0, com dois gols do artilheiro Rauti, símbolo maior desta campanha. Depois de cinco anos penando na Serie D, sendo três sob o comando de Alessandro Cagni, o Piacenza está oficialmente de volta à Serie C do futebol italiano. Campeão da Serie D Girone I 2027/28!

Ainda restavam seis rodadas a serem disputadas, e a reta final serviu para observações e testes. Passei a utilizar formações mistas e dar oportunidades a jogadores que precisavam provar seu valor para a próxima temporada. Mesmo assim, o nível competitivo se manteve alto. Vieram vitórias fora de casa sobre o Rende e, na sequência, diante do Castrovillari, partida que marcou a grande festa oficial do acesso junto à torcida no Garilli. Houve ainda um empate sem brilho contra o modesto CastrumFavara, antes de a equipe fechar a campanha com nova sequência positiva sobre Savoia, Fiorenzuola e Legnano.

Captura-de-tela-2026-02-16-082648.png

campeao.jpg

destaques.png

Com uma campanha absolutamente incontestável, marcada por apenas uma derrota ao longo de toda a temporada, o Piacenza encerrou o Girone I com impressionantes 89 pontos, 28 a mais que o vice-líder Sestri Levante. Uma diferença que traduz, em números, a superioridade exibida em campo. O time comandado por Alessandro Cagni também ultrapassou a marca de 100 gols na competição, balançando as redes mais do que o dobro de vezes em relação a qualquer outro adversário do grupo. No outro extremo do campo, os 23 gols sofridos garantiram ao Piacenza o posto de melhor defesa do Girone I.

No âmbito individual, o domínio foi igualmente avassalador. Nicola Rauti terminou como artilheiro isolado da competição, com incríveis 32 gols, 15 a mais que o segundo colocado, que inclusive disputou mais partidas ao longo da temporada. No setor de criação, Lorenzo Montanari foi reconhecido com o prêmio de Melhor Classificação Média, enquanto Thomas Corigliano liderou a estatística de assistências.

Captura-de-tela-2026-02-16-082621.png

fechamento.png

meiadecada.png

Foram cinco anos do Piacenza na Serie D, dois na vida real e três nesta trajetória que acompanhamos aqui. Uma meia década que pode, sem exagero, ser considerada um dos períodos mais difíceis da história recente do clube. Até mesmo após a refundação, em 2012, foram necessárias apenas três temporadas para que o Piacenza saísse da Eccellenza e retornasse à Serie C. Desta vez, o caminho foi mais longo, mais doloroso e repleto de frustrações.

Ainda assim, o sentimento que permanece não é de desgaste, mas de amadurecimento. O Piacenza retorna à Serie C mais vacinado, mais estruturado e, sobretudo, mais preparado para se manter no terceiro nível do futebol italiano. Agora, o objetivo é consolidar o time o mais rápido possível na Serie C e, tão logo as condições permitam, mirar voos mais altos. 

image.png

rautijusten.png

Depois de marcar 18 gols no primeiro semestre da temporada 2027/28, o atacante Nicola Rauti quase dobrou a dose no segundo turno, anotando mais 14 gols e alcançando a impressionante marca de 32 gols na temporada. Um desempenho que lhe garantiu não apenas a artilharia isolada da Serie D, considerando todos os grupos, como também algo ainda mais simbólico dentro do projeto. Rauti se consolidou como o primeiro jogador a entrar de forma no quadro de "favoritos" do Piacenza ao longo do save, feito que até então ninguém havia alcançado. 

Com mais um ano de contrato, o atacante reúne todas as condições para seguir sendo extremamente útil na Serie C, divisão na qual já teve temporadas de destaque defendendo o Vicenza. Se mantiver o nível de confiança e o faro de gol demonstrados nesta temporada histórica, Rauti tem tudo para continuar sendo o bomber do Piacenza também em um patamar mais alto do calcio italiano.

rautijusten.jpg

Do lado brasileiro do elenco, o grande destaque foi o terzino-direito Lucas Justen, completamente adaptado ao futebol italiano e, possivelmente, o jogador mais regular do Piacenza ao longo da temporada. Além de liderar o time em número de desarmes, evidenciando sua consistência defensiva, Justen também foi decisivo no campo ofensivo. O brasileiro participou diretamente de 24 gols, com 15 bolas na rede e nove assistências, números impressionantes para um ala.

Assim como Rauti, Lucas ainda possui um ano de contrato e reúne todas as condições para manter o alto nível na Serie C. Se conseguir transportar essa regularidade para a nova divisão, o Piacenza terá não apenas um titular absoluto, mas uma peça-chave para sustentar o projeto em um patamar mais competitivo. 

image.png

emprestados.png

Algo que tem se tornado recorrente no Piacenza é a dificuldade em manter jogadores que chegam por empréstimo. Os caras rendem muito e, ao fim da temporada, retornam aos seus clubes de origem sem possibilidade de permanência. Foi assim com o mediano Pietro Arnaboldi em 2025/26, e também com os impressionantes Simone Suppa e Matteo Papaccioli em 2026/27, que voltaram aos seus times e nunca mais estiveram ao nosso alcance.

Na temporada 2027/28, a história tende a se repetir. Os seis jogadores mantidos por empréstimo foram extremamente úteis ao longo da campanha e alguns, inclusive, figuraram entre os principais destaques do elenco. Casos do goleiro Matteo Farronato, do mediano Edoardo Biodini e da dupla criativa formada por Lorenzo Montanari e Thomas Corigliano, todos titulares absolutos na equipe de Cagni.

image.png

O caso mais doloroso foi o de Montanari. Desde a negociação de seu empréstimo, eu tinha convicção de que ele poderia ser peça importante no longo prazo do save. Insisti na inclusão de uma cláusula de opção de compra ao final do vínculo por apenas 350 mil euros, valor que consegui convencer o presidente Anderson Silva a parcelar. O Sassuolo aceitou as condições, mas, para minha frustração, o próprio jogador recusou qualquer conversa para permanecer no Piacenza.

Ainda assim, é difícil lamentar em excesso. Montanari possui potencial claro para atuar em nível de Serie A, e talvez o Piacenza simplesmente tenha sido uma etapa natural em sua trajetória de crescimento. Resta agora lidar, mais uma vez, com o desafio de substituir talentos que ajudaram a escrever um capítulo vitorioso do clube.

alessandrocagni.png

  • mfeitosa mudou o título para Piacenza Calcio 1919: "Meia década de sofrimento" (16/02)
Postado

Reforçou muito bem o time e a colheita veio. Temporada fenomenal da Liga.

Uma pena as perdas dos jogadores emprestados, mas muitas vezes é o caminho natural mesmo. Certeza de que conseguirá boas reposições no mercado.

Participe da Conversa

Você pode postar agora e se cadastrar mais tarde. Cadastre-se Agora para publicar com Sua Conta.

Visitante
Responder

×   Você colou conteúdo com formatação.   Remover formatação

  Apenas 75 emoticons são permitidos.

×   Seu link foi incorporado automaticamente.   Exibir como um link em vez disso

×   Seu conteúdo anterior foi restaurado.   Limpar Editor

×   Você não pode colar imagens diretamente. Carregar ou inserir imagens do URL.

×
×
  • Criar Novo...