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Piacenza Calcio 1919: "Craque ou bomba-relógio?" (21/02)


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33 minutos atrás, twitch.tvstayheavy87 disse:

Caraca, o título literalmente escapou por entre os dedos. Uma pena. Bom que o time está num ótimo nível e com certeza subirá no próximo ano.

Votei na enquete =)

Rapaz, foi uma vergonha essa campanha! O Piacenza deu uma de Botafogo nessa temporada! Hahaha! Ainda bem que a diretoria antiga não exigia o acesso, caso contrário, a demissão seria certa. Valeu por participar! 

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Isso agora vai andar na linha. O título ficou mesmo perto e fica aquela sensação "ah se não fosse aquele empate ou aquela derrota e éramos campeões".

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21 horas atrás, Cadete213 disse:

Isso agora vai andar na linha. O título ficou mesmo perto e fica aquela sensação "ah se não fosse aquele empate ou aquela derrota e éramos campeões".

Completamente! Foi impressionante como o Piacenza deixou escapar essa promoção. Estava tudo na mão. Valeu, Cadete!

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Temos o resultado da enquete sobre o impacto da chegada de um presidente brasileiro ao comando do Piacenza. Com a maioria dos votos, foi aprovado o projeto “Piacenza alla brasiliana”. A partir de agora, o clube buscará se reforçar com jogadores brasileiros até o limite permitido pelas regras da competição. Dessa forma, enquanto Anderson da Silva Souza estiver à frente do comando piacentino, veremos um elenco formado por uma mescla de italianos e brasileiros, criando uma identidade momentaneamente híbrida dentro do projeto.

Quando houver uma nova mudança na presidência, preferencialmente com o retorno de um italiano ao comando do Piacenza, retomaremos integralmente a proposta original, reconstruindo um plantel rigorosamente “tutto italiano”, fiel à essência que norteou o início do save.

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Após o encerramento da temporada 2026/27, o Piacenza passou por uma verdadeira debandada. Nada menos que 64% do elenco deixou o clube, totalizando 16 saídas. Foram sete aposentadorias, cinco retornos de empréstimos e outros quatro jogadores em final de contrato que não faziam parte dos planos de Alessandro Cagni. Entre as perdas, destacam-se nomes como Suppa e Papaccioli, protagonistas técnicos da temporada, além de ídolos como Jacopo Silva, que encerraram seus ciclos deixando lacunas difíceis de preencher.

E assim, o Piacenza anunciou 13 novos reforços para a temporada, iniciando pelo goleiro Matteo Farronato, de 19 anos, emprestado pela Internazionale. Para a linha de três zagueiros, chegaram Gabriele Calvani, de 23 anos, ex-Genoa, Andrea Bottaro, de 20 anos, ex-Virtus Entella, e Facundo Constantini, de 27 anos, ex-AEL Limassol que, apesar do nome, é brasileiro, apesar de ter nacionalidade italiana.

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Para as alas, o clube acertou as contratações de Antonio David, de 23 anos, ex-Cesena, que chega com a missão de suprir a saída de Suppa pelo lado esquerdo, e do brasileiro Lucas Justen, de 24 anos, ex-Fluminense. Justen disputou a última Série C do Campeonato Brasileiro pelo Guarani, onde foi destaque, mas acabou não tendo seu vínculo renovado ao retornar ao clube carioca.

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O setor de marcação, novamente, passou por uma reformulação quase completa. Chegaram Alessandro Zonta, de 20 anos, por empréstimo junto ao Bologna, Pietro La Torre, de 19 anos, emprestado pela Internazionale, e Simone Lottici Tessardi, de 21 anos, recém-dispensado pelo maior rival do Piacenza, a Cremonese.

No setor de criação, Thomas Corigliano, de 18 anos, emprestado pela Juventus, chega com a responsabilidade de tentar suprir a lacuna deixada por Papaccioli. O setor ainda foi reforçado por Danilo Busiello, de 19 anos, ex-Empoli e com segunda nacionalidade brasileira, além do brasileiro Patrick Valverde, de 29 anos, que vinha se destacando no futebol de Hong Kong após duas temporadas expressivas pelo Wofoo Tai Po.

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Por fim, o ataque recebeu o experiente brasileiro Bruno Gomes, de 31 anos, jogador rodado que terá no Piacenza sua terceira oportunidade no futebol italiano, após passagens por Genoa e Modena em momentos distintos da carreira. 

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Se a última temporada terminou em clima de velório no Piacenza, após o acesso escapar na reta final da Serie D, 2027/28 começou com um daqueles resultados difíceis de explicar. Já na estreia da Coppa Italia Serie D, atuando em casa diante do Portogruaro, Cagni viu sua equipe dominar amplamente a partida, encurralando o adversário em sua própria área durante praticamente todo o jogo.

Ainda assim, o desfecho foi cruel. Logo aos quatro minutos, em uma bola alçada na grande área, o goleiro Farronato, que fazia sua estreia com a camisa biancorossa, tropeçou à frente do atacante Carrillo. O lance terminou com o gol praticamente entregue ao adversário, que apenas empurrou para as redes. Com a vantagem construída tão cedo, o Portogruaro se fechou com extrema eficiência, enquanto o Piacenza pressionava de todas as formas em busca do empate. A insistência foi recompensada apenas no último lance da partida, aos 94', levando a decisão para as penalidades.

Nos pênaltis, porém, o roteiro seguiu doloroso. O brasileiro Patrick Valverde e Trombetta, já apelidado de “rei do DM”, desperdiçaram suas cobranças. Eliminação precoce, frustrante e difícil de explicar, para desespero do presidente Anderson Silva, que esperava uma resposta imediata após a tragédia da temporada anterior.

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Dias após a eliminação na taça, todas as atenções se voltaram para a estreia do Piacenza na Serie D, agora sob a pressão explícita de vencer o Girone I. A campanha começou de forma avassaladora, com uma goleada por 6 a 1 sobre o Brindisi, partida marcada por uma atuação devastadora de Rauti, autor de quatro gols. Na sequência, porém, veio um empate sofrido e preocupante diante do Acireale, resultado que trouxe à tona algumas inseguranças ainda presentes na equipe.

Mas a resposta não demorou. O Piacenza engatou três vitórias consecutivas sobre Vigor Lamezia, Savoia e CastrumFavara, com destaque para as atuações consistentes de Rauti e do brasileiro Lucas Justen, que passou a ganhar cada vez mais protagonismo. Encerrando o mês de setembro, o time ainda empatou com o Enna. No balanço geral, foi um período positivo, especialmente pelas atuações no Estádio Leonardo Garilli, onde o Piacenza se mostrou significativamente mais forte e dominante diante de sua torcida.

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O Piacenza iniciou o mês de outubro da mesma forma como havia começado setembro, com uma goleada por 6 a 1 no Estádio Leonardo Garilli, desta vez sobre o Nissa. Mais uma vez, Rauti foi o grande protagonista, anotando um hat-trick e confirmando seu excelente momento na temporada. Na sequência, vieram vitórias importantes contra o Ragusa, fora de casa, e diante da Vibonese, novamente como mandante.

Esses resultados deram um pequeno fôlego na tabela e permitiram que Cagni promovesse alguma rotação no elenco no confronto contra o Città di Gela, que terminou empatado em 1 a 1 longe de seus domínios. Encerrando o mês, o Piacenza voltou a atuar em casa e repetiu o já recorrente placar de 6 a 1 diante do Rende, desta vez com grande destaque para os terzinos Antonino David e Lucas Justen, que foram decisivos no apoio ofensivo e na construção das jogadas pelos flancos.

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Entrando na reta final do primeiro turno, o Piacenza aplicou uma goleada por 4 a 0 sobre o Castrovillari, fora de casa, em mais uma demonstração de força ofensiva. Na rodada seguinte, porém, veio a primeira derrota da temporada, um frustrante 1 a 0 diante do Sestri Levante, também longe de seus domínios.

Foi nesse momento que as lesões voltaram a atormentar o elenco, um problema recorrente desde a primeira temporada sob o comando de Cagni. Ainda assim, mesmo aos trancos e barrancos, o time conseguiu reagir e emendar três vitórias fundamentais contra Sancataldese, Paternò e, sobretudo, no confronto direto com o Fiorenzuola, decidido com uma virada comemoradíssima nos minutos finais. No encerramento do turno, o Piacenza não saiu de um empate diante do Legnago.

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A campanha até aqui é bastante sólida. No entanto, se existe uma lição aprendida na última temporada, é a de não cantar vitória antes da hora. Ao final do primeiro turno anterior, o cenário era ainda mais confortável, com 47 pontos conquistados e 12 de vantagem sobre o vice-líder, e todos sabem como aquela história terminou. Agora, com 40 pontos somados e sete de vantagem sobre o Fiorenzuola, resta saber se o Piacenza conseguirá manter a consistência necessária para garantir o título do Girone I e, enfim, conquistar o tão esperado acesso à Serie C do calcio.

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Apesar dos destaques individuais que naturalmente surgem em uma campanha consistente como esta, o grande protagonista do Piacenza até aqui não veste chuteiras. O nome da temporada é o Estádio Leonardo Garilli. Foi dentro de casa que o Piacenza construiu a base de sua liderança, conquistando 60% dos pontos somados até o momento, mesmo em um turno no qual disputou mais partidas como visitante. No Garilli, a equipe manteve 100% de aproveitamento, marcou 33 gols e sustentou uma média superior a quatro gols por jogo.

Os números são impressionantes e explicam boa parte da vantagem construída na tabela. Mais do que um estádio, o Garilli tem sido um verdadeiro fator competitivo. Um ambiente que pressiona, empurra e transforma o Piacenza em uma equipe avassaladora. Sem dúvida, tornou-se um inferno para qualquer adversário que pisa em seu gramado.

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O impacto da chegada dos brasileiros ao elenco do Piacenza ainda pode ser classificado como irregular. Enquanto nomes como o lateral-direito Lucas Justen e o zagueiro Facundo Constantini se adaptaram rapidamente ao futebol italiano e têm sido peças fundamentais na campanha, outros reforços ainda buscam seu espaço. O caso mais preocupante é o do meia Patrick Valverde. Até aqui, ele não conseguiu entregar atuações minimamente convincentes. Em algumas oportunidades, chegou a sair do banco de reservas e ser substituído na mesma partida, reflexo direto do baixo rendimento demonstrado em campo.

Já o caso de Bruno Gomes apresenta um cenário um pouco mais animador. O atacante parece estar evoluindo gradualmente e começa a dar sinais de que poderá ser útil ao longo da temporada. Ainda assim, seu nível de desempenho permanece bem distante daquele apresentado por Nicola Rauti, titular absoluto e principal referência ofensiva da equipe.

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Na Itália, é bastante comum o uso do termo “bomber” para se referir a um atacante matador, aquele artilheiro nato que decide jogos. Neste Piacenza, o título cai perfeitamente para Nicola Rauti. O atacante vive um momento de altíssima rotação, com impressionantes 18 gols em 18 partidas, mantendo a média exata de um gol por jogo. É o tipo de regularidade que sustenta campanhas vencedoras e muda o patamar de uma equipe na Serie D.

Rauti chegou ao Piacenza no meio da última temporada e causou ótima impressão inicialmente. No entanto, seu rendimento caiu na reta final, acompanhando a oscilação coletiva do time. A dúvida que permanece é se, desta vez, conseguirá manter o faro apurado até o encerramento da competição. Se isso acontecer, o Piacenza terá muito mais do que um bom atacante. Terá um verdadeiro bomber liderando a caminhada rumo à Serie C.

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  • mfeitosa mudou o título para Piacenza Calcio 1919: "O inferno do Garilli" (14/02)
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Brasileiros estão a dar cartas e por um lado, ainda bem que saíste logo da Copa, pois a atenção virou-se por completo para a Liga, que vais dominando.

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1 hora atrás, Cadete213 disse:

Brasileiros estão a dar cartas e por um lado, ainda bem que saíste logo da Copa, pois a atenção virou-se por completo para a Liga, que vais dominando.

Exato, essa copa acaba mais atrapalhando do que qualquer outra coisa, embora essa eliminação, da forma como ocorreu, tenha sido cruel. Valeu, Cadete!

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O mediano Alessandro Zonta, que estava no clube por empréstimo, acabou sendo chamado de volta ao Bologna por decisão do técnico Vincenzo Italiano. O treinador já vinha manifestando insatisfação com Alessandro Cagni pela pouca utilização do jogador ao longo da temporada. A verdade, porém, é que Zonta também não vinha ajudando sua própria causa. Nos treinos, figurava com frequência entre os piores avaliados e, quando recebeu oportunidades em campo, pouco entregou em termos de intensidade e rendimento. Para suprir sua saída, o Piacenza agiu rápido no mercado e acertou a chegada de Edoardo Biodini, cedido pelo Empoli.

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Completamente inadaptado ao futebol italiano, o meia brasileiro Patrick Valverde protagonizou uma verdadeira novela nesta janela de transferências. Insatisfeito, passou a reivindicar sua saída imediata do clube. O antigo camisa 10 do Piacenza alternava entre negociações com outros clubes e visitas frequentes à sala de Cagni para formalizar suas reclamações. Para piorar, chegou a recusar diversas propostas enquanto seguia pressionando pela liberação. Após semanas de impasse, a situação finalmente foi resolvida. Valverde optou por retornar ao Brasil e vestirá a camisa da Ponte Preta, que disputa a Série C do Campeonato Brasileiro.

Para suprir sua saída, recorri novamente ao mercado de empréstimos e acertei a chegada do jovem Lorenzo Montanari, do Sassuolo. E a estreia não poderia ter sido mais impactante. Montanari chegou, recebeu a camisa 10 e, no mesmo dia, entrou em campo para marcar um gol, distribuir três assistências e alcançar média 10.0. Um cartão de visitas impressionante

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As saídas de Zonta e Valverde acabaram produzindo um efeito inesperadamente positivo no ambiente do Piacenza. A chegada dos jovens Biondini e, sobretudo, Montanari serviu para renovar a energia e competitividade para o segundo turno. A retomada começou com uma vitória sofrida, de virada, fora de casa contra a Vibonese, seguida de um triunfo magro diante do lanterna Città di Gela. Foi então que veio a estreia magistral de Montanari, no confronto contra o Acireale, encerrado em um eletrizante 7 a 3. O jovem marcou um gol, distribuiu três assistências e assumiu imediatamente o protagonismo do setor criativo.

A partir dali, o Piacenza atravessou os meses de janeiro e fevereiro em ritmo avassalador, empilhando vitórias expressivas sobre Brindisi, Sestri Levante, Sancataldese, Paternò e Nissa. O time voltou a jogar com intensidade, confiança e contundência ofensiva, dando a impressão de que havia reencontrado sua melhor versão na fase decisiva da temporada, ao contrário de outros anos.

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Com ampla vantagem na tabela, era apenas questão de tempo para que o Piacenza confirmasse o título do Girone I. Sem dar margem a dúvidas, a equipe manteve o ritmo e venceu Ragusa e Enna, ambos no Estádio Leonardo Garilli, preparando o cenário para o momento decisivo. A confirmação matemática veio na 28ª rodada, diante do Vigor Lamezia. Vitória por 2 a 0, com dois gols do artilheiro Rauti, símbolo maior desta campanha. Depois de cinco anos penando na Serie D, sendo três sob o comando de Alessandro Cagni, o Piacenza está oficialmente de volta à Serie C do futebol italiano. Campeão da Serie D Girone I 2027/28!

Ainda restavam seis rodadas a serem disputadas, e a reta final serviu para observações e testes. Passei a utilizar formações mistas e dar oportunidades a jogadores que precisavam provar seu valor para a próxima temporada. Mesmo assim, o nível competitivo se manteve alto. Vieram vitórias fora de casa sobre o Rende e, na sequência, diante do Castrovillari, partida que marcou a grande festa oficial do acesso junto à torcida no Garilli. Houve ainda um empate sem brilho contra o modesto CastrumFavara, antes de a equipe fechar a campanha com nova sequência positiva sobre Savoia, Fiorenzuola e Legnano.

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Com uma campanha absolutamente incontestável, marcada por apenas uma derrota ao longo de toda a temporada, o Piacenza encerrou o Girone I com impressionantes 89 pontos, 28 a mais que o vice-líder Sestri Levante. Uma diferença que traduz, em números, a superioridade exibida em campo. O time comandado por Alessandro Cagni também ultrapassou a marca de 100 gols na competição, balançando as redes mais do que o dobro de vezes em relação a qualquer outro adversário do grupo. No outro extremo do campo, os 23 gols sofridos garantiram ao Piacenza o posto de melhor defesa do Girone I.

No âmbito individual, o domínio foi igualmente avassalador. Nicola Rauti terminou como artilheiro isolado da competição, com incríveis 32 gols, 15 a mais que o segundo colocado, que inclusive disputou mais partidas ao longo da temporada. No setor de criação, Lorenzo Montanari foi reconhecido com o prêmio de Melhor Classificação Média, enquanto Thomas Corigliano liderou a estatística de assistências.

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Foram cinco anos do Piacenza na Serie D, dois na vida real e três nesta trajetória que acompanhamos aqui. Uma meia década que pode, sem exagero, ser considerada um dos períodos mais difíceis da história recente do clube. Até mesmo após a refundação, em 2012, foram necessárias apenas três temporadas para que o Piacenza saísse da Eccellenza e retornasse à Serie C. Desta vez, o caminho foi mais longo, mais doloroso e repleto de frustrações.

Ainda assim, o sentimento que permanece não é de desgaste, mas de amadurecimento. O Piacenza retorna à Serie C mais vacinado, mais estruturado e, sobretudo, mais preparado para se manter no terceiro nível do futebol italiano. Agora, o objetivo é consolidar o time o mais rápido possível na Serie C e, tão logo as condições permitam, mirar voos mais altos. 

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Depois de marcar 18 gols no primeiro semestre da temporada 2027/28, o atacante Nicola Rauti quase dobrou a dose no segundo turno, anotando mais 14 gols e alcançando a impressionante marca de 32 gols na temporada. Um desempenho que lhe garantiu não apenas a artilharia isolada da Serie D, considerando todos os grupos, como também algo ainda mais simbólico dentro do projeto. Rauti se consolidou como o primeiro jogador a entrar de forma no quadro de "favoritos" do Piacenza ao longo do save, feito que até então ninguém havia alcançado. 

Com mais um ano de contrato, o atacante reúne todas as condições para seguir sendo extremamente útil na Serie C, divisão na qual já teve temporadas de destaque defendendo o Vicenza. Se mantiver o nível de confiança e o faro de gol demonstrados nesta temporada histórica, Rauti tem tudo para continuar sendo o bomber do Piacenza também em um patamar mais alto do calcio italiano.

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Do lado brasileiro do elenco, o grande destaque foi o terzino-direito Lucas Justen, completamente adaptado ao futebol italiano e, possivelmente, o jogador mais regular do Piacenza ao longo da temporada. Além de liderar o time em número de desarmes, evidenciando sua consistência defensiva, Justen também foi decisivo no campo ofensivo. O brasileiro participou diretamente de 24 gols, com 15 bolas na rede e nove assistências, números impressionantes para um ala.

Assim como Rauti, Lucas ainda possui um ano de contrato e reúne todas as condições para manter o alto nível na Serie C. Se conseguir transportar essa regularidade para a nova divisão, o Piacenza terá não apenas um titular absoluto, mas uma peça-chave para sustentar o projeto em um patamar mais competitivo. 

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Algo que tem se tornado recorrente no Piacenza é a dificuldade em manter jogadores que chegam por empréstimo. Os caras rendem muito e, ao fim da temporada, retornam aos seus clubes de origem sem possibilidade de permanência. Foi assim com o mediano Pietro Arnaboldi em 2025/26, e também com os impressionantes Simone Suppa e Matteo Papaccioli em 2026/27, que voltaram aos seus times e nunca mais estiveram ao nosso alcance.

Na temporada 2027/28, a história tende a se repetir. Os seis jogadores mantidos por empréstimo foram extremamente úteis ao longo da campanha e alguns, inclusive, figuraram entre os principais destaques do elenco. Casos do goleiro Matteo Farronato, do mediano Edoardo Biodini e da dupla criativa formada por Lorenzo Montanari e Thomas Corigliano, todos titulares absolutos na equipe de Cagni.

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O caso mais doloroso foi o de Montanari. Desde a negociação de seu empréstimo, eu tinha convicção de que ele poderia ser peça importante no longo prazo do save. Insisti na inclusão de uma cláusula de opção de compra ao final do vínculo por apenas 350 mil euros, valor que consegui convencer o presidente Anderson Silva a parcelar. O Sassuolo aceitou as condições, mas, para minha frustração, o próprio jogador recusou qualquer conversa para permanecer no Piacenza.

Ainda assim, é difícil lamentar em excesso. Montanari possui potencial claro para atuar em nível de Serie A, e talvez o Piacenza simplesmente tenha sido uma etapa natural em sua trajetória de crescimento. Resta agora lidar, mais uma vez, com o desafio de substituir talentos que ajudaram a escrever um capítulo vitorioso do clube.

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  • mfeitosa mudou o título para Piacenza Calcio 1919: "Meia década de sofrimento" (16/02)
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Reforçou muito bem o time e a colheita veio. Temporada fenomenal da Liga.

Uma pena as perdas dos jogadores emprestados, mas muitas vezes é o caminho natural mesmo. Certeza de que conseguirá boas reposições no mercado.

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10 horas atrás, twitch.tvstayheavy87 disse:

Reforçou muito bem o time e a colheita veio. Temporada fenomenal da Liga.

Uma pena as perdas dos jogadores emprestados, mas muitas vezes é o caminho natural mesmo. Certeza de que conseguirá boas reposições no mercado.

O mais curioso é que se eu tivesse feito o mesmo número de pontos da temporada passada, teria sido campeão também aqui, e com muitas sobras. Aquela acabou sendo uma temporada atípica em nível de pontuação no grupo, onde já merecíamos ter subido, apesar dos tropeços. A vantagem é que agora o Piacenza chega à Serie C ainda mais preparado, até pq historicamente a diferença técnica entre a C e D não é muito grande. Valeu!

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Mais um explorando a quarta italiana hehe, muito bom, não é nada fácil, funil muito estreito nesse nível, parabéns pela subida.

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12 horas atrás, Carlos Magno22 disse:

Mais um explorando a quarta italiana hehe, muito bom, não é nada fácil, funil muito estreito nesse nível, parabéns pela subida.

Valeu, Carlos!

Jogar na Itália é como voltar para casa! Hehehe! É a minha liga favorita, principalmente começando nas divisões inferiores.

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Jogadores emprestados é sempre complicado. Piacenza não deu hipóteses nesta reta final, mostrando quem era o rei da competição.

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10 horas atrás, Cadete213 disse:

Jogadores emprestados é sempre complicado. Piacenza não deu hipóteses nesta reta final, mostrando quem era o rei da competição.

Valeu, Cadete! Depois de duas temporadas frustrantes, acabou que o Piacenza praticamente disputou a Serie D com um elenco de Serie C. Sem dúvida, agora já teremos uma base bem forte para disputar a Serie C sem muito sufoco.

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Boa sorte ao manter a equipe na Serie C, deve ser o foco ao subir, ainda mais perdendo a coesão dos tantos jovens emprestados. Mas faz parte, dá pra fazer campanha digna.

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12 horas atrás, Fernandinhobol disse:

Boa sorte ao manter a equipe na Serie C, deve ser o foco ao subir, ainda mais perdendo a coesão dos tantos jovens emprestados. Mas faz parte, dá pra fazer campanha digna.

Valeu, Fernandinho!

Felizmente a diferença de nível entre a Serie D e Serie C não é muito abissal, desde que você tenha uma boa base nesse acesso, ou consiga se reforçar bem pós-acesso. No caso do Piacenza, a base ficou bem forte, tanto que subiu com sobras. 

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Com o acesso à Serie C confirmado, a diretoria piacentina abriu significativamente os cofres. A nova folha salarial praticamente dobrou em relação aos valores praticados na Serie D. Em contrapartida, o presidente Anderson Silva estabeleceu a meta mínima de levar o Piacenza aos play-offs do Girone C. Objetivo ambicioso no discurso, mas factível na prática, considerando que quase metade das equipes do grupo se classificam.

Dentro desse novo cenário, dez reforços foram anunciados, onde a reformulação começou pelo gol. O brasileiro Brenno, de 29 anos, chegou sem custos após deixar o Fortaleza ao final da temporada 2027 e assume a posição de titular. Para compor o elenco, foi contratado Daniele Sommariva, de 31 anos, que passou as últimas cinco temporadas vinculado ao Genoa, embora tenha atuado apenas duas vezes nesse período.

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Na defesa, o principal nome é o zagueiro Daniel Solcia, de 27 anos, titular absoluto do Sorrento nas últimas três edições da Serie C e que agora reencontrará seu antigo clube como adversário no Girone C. O setor de marcação também recebeu reforços experientes. Federico Artioli, de 27 anos, chega após período de pouca utilização no Mantova, da Serie B. Antonio Metlika, de 26 anos, vem do Lecco, onde atuou por três temporadas na Serie C, ainda que tenha encerrado o último ano em baixa. Completa o setor o brasileiro Renan La Salvia, de 20 anos, emprestado pelo São Paulo, aposta de intensidade e juventude.

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No setor de criação, a torcida celebrou o retorno de Matteo Papaccioli, novamente emprestado pelo Como. Em sua passagem anterior pelo Piacenza, em 2026/27, marcou 17 gols e distribuiu 9 assistências. Também chegaram o meia brasileiro Bernardo Paias, de 23 anos, por empréstimo junto ao Santos, e o jovem Raffaele Dell’Anna, de 18 anos, cedido pelo Empoli. Considerado uma das maiores promessas do futebol italiano, Dell’Anna chega em uma negociação vantajosa, com o Piacenza arcando com apenas 30% de seus salários.

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Para o ataque, a diretoria optou por trazer experiência para disputar posição com o ídolo Nicola Rauti. O escolhido foi Kevin Piscopo, de 30 anos, jogador que participou da campanha de acesso do Monza à Serie A há algumas temporadas, mas que desde então teve poucas oportunidades.

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O Piacenza iniciou a temporada com um verdadeiro cartão de visitas na Coppa Italia Serie C. Atuando no Estádio Leonardo Garilli, a equipe aplicou uma goleada por 5 a 0 sobre o Arzignano, apontado como candidato a lutar contra os playouts no Girone A.

Rauti abriu sua conta na nova temporada com dois gols, mostrando que o faro de artilheiro segue intacto mesmo no novo nível competitivo. A jovem promessa Dell’Anna, emprestado pelo Empoli, também deixou sua marca, reforçando a ótima impressão causada desde a chegada. Nos minutos finais, o placar ainda foi ampliado com um gol contra do adversário e uma penalidade já nos acréscimos, convertida pelo zagueiro estreante Daniele Solcia, fechando a goleada e selando uma estreia empolgante na competição.

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Pela segunda eliminatória, o confronto diante do Picerno, fora de casa, apresentou um grau de dificuldade bem maior. A equipe, que também disputa o Girone C ao lado do Piacenza, abriu o placar aos 25 minutos e passou a administrar a vantagem, fechando os espaços e explorando contra-ataques perigosos.

O empate do Piacenza veio apenas aos 60 minutos, com o brasileiro Lucas Justen aparecendo bem para balançar as redes e recolocar a equipe no jogo. A partir dali, a partida perdeu intensidade e caminhou para a prorrogação, onde pouco aconteceu. A decisão foi para as cobranças alternadas, e o Piacenza conseguiu dar a volta por cima. Todas as penalidades foram convertidas, enquanto o goleiro Brenno defendeu a terceira cobrança do Picerno, garantindo a classificação dos piacentinos e confirmando sua importância logo no início da temporada.

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Na terceira eliminatória, equivalente às oitavas de final, o Piacenza terá pela frente um adversário de peso: o tradicional Livorno. Clube de enorme relevância no cenário italiano, o Livorno já conquistou a Serie B em duas oportunidades e terminou a Serie A como vice-campeão em duas ocasiões, carregando uma história muito mais extensa do que sua atual realidade sugere. Assim como o Piacenza, porém, trata-se de uma instituição que enfrentou graves problemas financeiros e precisou ser refundada.

No caso do Livorno, o processo é mais recente, e o clube ainda atua com um escudo bem diferente daquele que marcou suas fases mais gloriosas. Com o passar dos anos, é comum que equipes refundadas recuperem oficialmente seus símbolos tradicionais, algo que também faz parte do processo de reconstrução.

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Dias após a desgastante classificação contra o Picerno, o Piacenza estreou na Serie C diante de sua torcida, contra o Monopoli. O bom início de temporada falou mais alto do que qualquer cansaço acumulado, e a equipe dominou amplamente a partida, vencendo por 2 a 0, com gols de David e Dell’Anna. Na sequência, veio um confronto eletrizante fora de casa contra o Altamura. O Piacenza começou atrás no placar, virou o jogo, sofreu o empate e, já no terço final da partida, garantiu a vitória por 4 a 2. O grande destaque foi o mediano Biondini, que participou diretamente de três gols e comandou o ritmo do meio-campo.

Encerrando o mês de agosto, o Piacenza recebeu o Juventus Next Gen no Garilli, em uma partida marcada por um episódio extracampo envolvendo Dell’Anna. O jovem foi flagrado em uma boate na madrugada anterior ao jogo e acabou faltando ao treino. Multado e reintegrado ao grupo, ficou no banco por decisão técnica.

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Em campo, o jogo foi bem mais complicado do que o esperado. O Piacenza chegou a estar dois gols atrás, mas o gol de Papaccioli aos 44 minutos devolveu o ânimo à equipe antes do intervalo. Na etapa complementar, o time mostrou personalidade e buscou uma virada impressionante, com gols de David e novamente Papaccioli, que parecia tentar aproveitar a brecha dada por Dell'Anna da melhor forma possível.

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Avançando para o mês de setembro, o Piacenza começou com uma excelente vitória fora de casa diante do Campobasso. A partida marcou o retorno de Dell’Anna ao time titular após a polêmica disciplinar da semana anterior, e o garoto respondeu da melhor forma possível: um gol e duas assistências, em atuação de alto nível. Na sequência, o Piacenza superou o Latina por 3 a 1 e, logo depois, encarou aquele que era, até então, o confronto mais importante da chave, contra o Potenza. A vitória por 3 a 0 não apenas confirmou o bom momento da equipe, como também isolou os biancorossi na ponta da tabela.

Diante do Borgaro, dono de um dos elencos mais modestos do Girone C, optei por escalar uma formação completamente alternativa. Mesmo assim, o Piacenza venceu de virada por 3 a 1, demonstrando profundidade de elenco e maturidade competitiva.

O mês foi encerrado com um duelo diante do tradicional Catania, cercado por certo ceticismo nas prévias. A equipe soube aproveitar a ausência do goleiro titular adversário, convocado pela seleção da Lituânia, o que obrigou o técnico rival a lançar um jovem de nível ainda incerto. Com apenas 20 segundos de bola rolando, Dell’Anna arriscou de longa distância, abriu o placar e praticamente escancarou o caminho para uma goleada histórica.

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Tendo vencido as oito rodadas iniciais, incluindo o confronto direto contra o vice-líder Potenza, o Piacenza conseguiu muito cedo se isolar na ponta da tabela do Girone C, somando 24 pontos. Ainda é cedo para qualquer conclusão. O grupo conta com clubes tradicionais, elencos fortes e equipes que têm totais condições de iniciar uma arrancada a qualquer momento. A Serie C é longa, e manter esse ritmo será o grande desafio. Por enquanto, seguimos firmes, tentando consolidar essa briga pelo acesso automático à Serie B. Caso não aconteça, ainda teremos o caminho dos play-offs.

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O tempo foi passando no save e eu já nem lembrava há quanto tempo o Piacenza não perdia, até que a Steam apareceu com uma notificação de conquista: 30 jogos de invencibilidade. No fim das contas, fechamos essa sequência com 32 partidas sem derrota. A última vez que o Piacenza havia perdido foi em 14 de novembro de 2027, contra o Sestri Levante, ainda na Serie D 2027/28. Já são dez meses invictos.

Se o recorte for apenas dos jogos em casa, o número impressiona ainda mais. A última derrota no Leonardo Garilli aconteceu há um ano e meio, em 7 de março de 2027, contra o Pavia, na Serie D 2026/27. Depois de tanto sofrimento para sair da Serie D, a verdade é que o Piacenza acabou montando um elenco forte demais para aquela divisão e, ao mesmo tempo, competitivo o suficiente para encarar a Serie C sem medo. 

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Se esse recorte da temporada tem um personagem central, esse nome é Raffaele Dell’Anna. O jovem meia chegou por empréstimo junto ao Empoli e se adaptou muito rapidamente ao time, especialmente ao seu parceiro de ataque, Nicola Rauti. A dupla passou a trocar assistências com frequência, criando uma sintonia evidente dentro de campo. O garoto já havia deixado ótima impressão ao marcar um belo gol na estreia, contra o Arzignano, pela Coppa Italia Serie C.

Mas o roteiro quase tomou outro rumo no início da Serie C. Após marcar novamente na estreia, diante do Monopoli, Dell’Anna teve uma atuação apagada e displicente contra o Altamura, sendo substituído ainda no intervalo. Até aí, nada alarmante. O problema veio na véspera do confronto seguinte, contra o Juventus Next Gen, quando foi flagrado na noite piacentina e acabou ficando no banco como punição.

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No entanto, a resposta veio logo na rodada seguinte, contra o Campobasso. E foi das melhores possíveis. Dell’Anna marcou um gol e distribuiu duas assistências para Rauti, retomando o protagonismo quase imediatamente. Depois de boas atuações contra Latina e Potenza, foi poupado junto com os demais titulares diante do Borgaro. No retorno, contra o Catania, precisou de apenas 20 segundos para abrir o placar e incendiar o jogo. O que esperar daqui para frente ainda é uma incógnita. Talento, ele tem de sobra.

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Artilheiro da Serie D 2027/28 pelo Piacenza e elevado ao status de ídolo do clube, o centroavante Nicola Rauti segue em grande forma também na Serie C, divisão na qual já havia se destacado pelo Vicenza algumas temporadas atrás. Rauti formou uma dupla ofensiva muito interessante com o jovem Dell’Anna. Em diversas ocasiões, os gols de um nasceram de assistências do outro, criando uma conexão que tem sido fundamental para o bom momento do Piacenza. A sintonia entre os dois é evidente e tem feito a diferença em jogos importantes.

O que preocupa, porém, é a dependência quase absoluta de Rauti na referência ofensiva. Até aqui, apenas ele tem rendido de forma consistente na posição. Isso pode se tornar um problema enorme caso sofra uma lesão, como já aconteceu com Trombetta nas primeiras temporadas do save.

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Desde então, passaram pelo clube nomes como Filippo Gheza, Bruno Gomes e agora Kevin Piscopo, mas nenhum conseguiu ser uma sombra minimamente incômoda para o ídolo piacentino. Se o Piacenza quiser se manter competitivo em alto nível, talvez precise encontrar, mais cedo ou mais tarde, alguém capaz de dividir essa responsabilidade no ataque.

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  • mfeitosa mudou o título para Piacenza Calcio 1919: "Craque ou bomba-relógio?" (21/02)
Postado

Excelentes contratações e o time começou voando na Série C. Tá uma máquina haha.

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