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Megalodonte

O Diário de José Silva, um brasileiro (att 05/05/21)

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Megalodonte

Prezados

Esta é a história de José Silva,  mais um entre tantos milhões de brasileiros.

 

REGRAS DO SAVE E DATABASE

  1. Escrever a história de José Silva no cenário mundial;
  2. Expressar ao máximo os dilemas da carreira de José Silva no fórum;
  3. Diversão total no save

 

Database: TODAS as ligas do mundo como jogáveis, totalizando 490 mil jogadores, para dar o máximo de realismo possível. Estou utilizando também o BRMundiup atualizado em 26/03 e o modo de inteligência deles que deixa o jogo mais realista e difícil, sobretudo na América do Sul. Já deixo a dica para quem tem notebook/PC gamer que selecionar todas as ligas do mundo roda de boa e sem travar, independente do fato de ficar com "meia estrela" no desempenho. Apenas recomendo um acelerador de dias (FMspeed ou Cheat Engine) para que o jogo dê uma acelerada na passagem de dias (sem perder qualquer interação), mas é opcional isso.

 

 

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Imagem da Zona Leste de São Paulo-SP

TEMPORADA 2021 - CAPÍTULO 1

Quem sou eu?!

Esta história será escrita em primeira pessoa. Sim, sou eu, José Silva, que está escrevendo. Não farei joguetes dissertativos nesta jornada, mas garanto sinceridade máxima para com o leitor. Antes de tudo, vou me apresentar. Eu sou José Silva, mais um entre tantos milhões de brasileiros. Mais um José e mais um Silva, talvez o nome e o sobrenome mais comum do Brasil. Ok, sei que não ficou legal esta apresentação, portanto serei mais direto para me ater à promessa de evitar os joguetes na narração.

Nasci na cidade de São Paulo, no Natal de 1990. Estou prestes a completar 30 anos. Sou da Zona Leste, uma área predominantemente pobre na capital paulista, apesar de eu particularmente nunca ter sido pobre a ponto de ter passado fome ou frio na vida, sempre tive consciência de classe, que no meu caso, na melhor das hipóteses sempre foi a classe média baixa. Minha mãe é professora de uma escola estadual de Guarulhos, cidade com mais de 1 milhão de pessoas, ao qual faz divisa com a Zona Leste de São Paulo. A inflação imobiliária nos impediu de mudar para Guarulhos mais perto do colégio, portanto moro até hoje numa casa velha da Zona Leste, porém digna, adquirida pela minha mãe nos anos 90 e quitada após uns 15 anos de prestações. Sempre estudei no colégio público que minha mãe deu aula em Guarulhos, portanto era cobrado duplamente, tanto como filho quanto como aluno. Da nossa casa até o Colégio dava cerca de 20 minutos de moto e essa foi minha trajetória da infância até completar o ensino médio: acordar cedo, ir pra escola na garupa da moto da minha mãe e passar a tarde toda jogando bola na quadra do meu colégio. Eu era um goleiro mediano e nunca sequer cogitei ser jogador de futebol e apesar de amar futebol, sempre gostei mais de assistir do que jogar futebol. Era um corintiano moderado, que não desenvolveu o fanatismo por nunca ter ido ao Pacaembu na infância, pois não tinha um pai pra me levar ao estádio. Nunca conheci o meu pai, que segundo minha mãe sumiu no mundo após engravidá-la. Não tinha o nome dele em minha identidade ou certidão de nascimento, e herdara apenas o sobrenome Silva, de minha mãe. Além de "José" e "Silva", era mais um brasileiro filho de mãe solteira na imensidão demográfica deste País Continental.

Sempre tirei notas boas, apesar de nunca ter sido um bom aluno. Meus interesses eram curiosidades globais, romances policiais, séries baixadas em péssima qualidade, idiomas, história do futebol e livros políticos e filosóficos. Desenvolvi um bom nível de inglês através de jogos na lanhouse que frequentava perto da minha casa, no auge dos anos 2000. Quanto à politica, se você é de esquerda, me achará de direita e se você é de direita, me achará de esquerda. Me considero um verdadeiro "isentão" que gosta de ver o circo pegar fogo. Acho tanto o coletivismo quanto a meritocracia duas farsas, quando postas de maneira integral, além de ser um adepto da teoria do caos, também conhecida como efeito borboleta. Acredito que pequenos detalhes mudam toda uma trajetória e que a sorte e o azar são fundamentais na vida do cidadão, desde a loteria genética até estar em determinados lugares ou conhecer determinadas pessoas. 

Após terminar o colégio, fui o último aprovado no vestibular para o curso de Educação Física na USP, ao qual confesso que levei uma sorte desgraçada. Mais procrastinava do que estudava, porém acertei o necessário para entrar. Dizem que vestibular é igual sexo: não importa a posição, o que importa é entrar. A essa altura eu tinha 18 anos e uns 500 reais de patrimônio total. O departamento de Educação Física da USP era bem longe da minha casa, e sabia que teria que pegar ônibus e metrô para chegar lá, portanto decidi que iria trabalhar durante o dia (a faculdade era noturna) para juntar um dinheiro para tirar carteira de motorista e comprar uma moto, pois a perda de tempo dentro do transporte público era imensa, economizaria umas duas horas diárias que poderiam ser empregadas em outra coisa. Sempre achei que o capitalismo é um jogo de tempo.

Falando em tempo, vou adiantar um pouco minha história para chegarmos ao presente. Quando entrei na faculdade, consegui um emprego na lanhouse ao qual frequentei minha infância e adolescência e acabei virando uma espécie de "gerentão" lá. No meio do segundo ano, após todo mês juntar uma parte do salário que sobrava, enfim consegui comprar a moto e tirar minha CNH. Aproveitei o tempo livre diário que ganhei ao não ter mais que pegar transporte público pra dormir. Sim, isso mesmo, eu vivia num sono infernal nessa rotina de trabalhar e estudar e duas horas de sono a mais por dia me davam uma revigorada satisfatória. Terminei a faculdade e decidi que queria ser professor de Educação Física, para isso teria que estudar, pois apesar do salário de professor da rede estadual não ser nada atraente, a concorrência era imensa, pois ganhar 3 ou 4 salários mínimos com estabilidade em um país de terceiro mundo como o Brasil era algo muito acima da média. Meu TCC foi sobre evolução de táticas de futebol na Ásia. Sim, bizarro.

Com o diploma na mão, fiz as contas e vi que tinha dinheiro para me manter por 6 meses sem ter que trabalhar, portanto, para não queimar minhas reservas, tive a ideia de pedir ao dono da lanhouse se era possível que eu trabalhasse meio-período, para poder focar o máximo de tempo no concurso, que seria no final do ano (estávamos em 2012). Ele resmungou, dizendo que esse negócio de emprego meio-período era coisa de País rico, que não existia isso no Brasil, mas acabou cedendo, pois tinha grande apreço por mim. Eu ganhava dois salários mínimos na lanhouse, com essa redução, viria a ganhar um, o pouco de vida social que eu tinha acabava de ir pros quiabos com essa nova renda. Era apenas subsistência e mais nada.

Dessa vez eu não procrastinei e pela primeira vez estudei de maneira sistemática e organizada e no final de 2012 passei no concurso, em uma posição intermediária. No começo de 2013 assumi uma escola Estadual em Itaquaquecetuba, outra cidade metropolitana grudada em São Paulo e Guarulhos, ao qual o pessoal costuma chamar apenas de "Itaquá". Tinha apenas 22 anos e seria professor de alunos da quinta e sexta série, ou seja, uma intersecção de crianças e adolescentes, metade infância e metade puberdade. As condições da escola eram ruins, mas não chegavam a ser deploráveis, daria uma nota 4,5 numa escala de 0 a 10. Confesso que esperava algo pior. No meu primeiro ano, tive muitos problemas, pois eu alternava entre ser bonzinho demais e severo em demasia, e os alunos deitavam e rolavam, tanto por mau comportamento pela minha inércia, quanto reclamando com os pais que eu gritava e era bravo demais quando eu decidia fazer alguma coisa. Somente no final de 2014, no meu segundo ano como professor que fui pegando o jeito do negócio e a partir de 2015 eu já era um dos professores mais queridos do colégio.

Eu era criativo e costumava dar aulas envolvendo competições de diversos esportes, apesar de não esconder minha preferência pelo futebol, também desenvolvia-os com Xadrez e alguns jogos de tabuleiro. Os anos foram passando e a maioria dos meses eu conseguia guardar cerca de 10% do meu salário, minha mãe estava prestes a aposentar e eu sentia que faltava algo para dar uma guinada na minha vida. Confesso que me iludi com algumas promessas miraculosas de dinheiro, mentalidade empreendedora e outras baboseiras de espertalhões na internet que enganavam ingênuos ambiciosos e acabei perdendo dinheiro nessas coisas, ao qual eu sequer gostava. 

Mal sabia que a grande teoria do caos que estava por aparecer na minha vida seria um "pequeno" torneio escolar. Era o ano de 2020 e eu notei que desde que entrei no colégio em Itaquá, aquele ano era ao qual os alunos do sexto ano eram os melhores nas aulas de futsal desde 2013. Tinha pelo menos 6 alunos ali com um potencial monstruoso perto do que eu já tinha visto de garotos daquela idade, e pela primeira vez nosso colégio foi convidado para a disputa dos jogos escolares da Grande São Paulo, pois a Prefeitura de São Paulo havia expandido a participação para todos os colégios da capital e região metropolitana. Seria uma espécie de Copa da Inglaterra, com mais de 1000 escolas públicas e particulares disputando um gigantesco torneio em mata-mata. Só eram permitidos alunos de 11 ou 12 anos completos até o fim de 2020 , ou seja, alunos do quinto ou sexto ano (os reprovados mais velhos ficariam de fora). Montei um time de toque de bola rápido na quadra, ofensivo e que sabia a hora certa de dar o bote.

Apesar de ser cético até demais, um grave defeito que tenho, confesso que fui criando a ilusão que dava pra chegar longe, pois os meninos do colégio eram realmente bons e o mais importante: todos fortes fisicamente, uns verdadeiros cavalos pra idade que tinham. O único que tinha 11 anos e era mais mirrado era o nosso goleiro, que tive que buscar na quinta série, pois na sexta não havia nenhum, de resto eram todos com 12 anos e ótimo porte, além de apurada técnica. Me espelhei na zebra do Guga em Roland Garros em 1997 ao qual foi campeão sendo o número 66 do ranking mundial e fomos passando de fase. Os jogos eram sempre em algum colégio neutro, e nossos alunos que não jogavam, tanto meninos quanto meninas, eram uma torcida bem fiel e sempre empurravam a gente. As fases foram passando, até que chega outubro de 2020 e estávamos nas oitavas de final. Dentre os 16 colégios, éramos o único colégio público. Todos os outros eram particulares. A partir desta fase, os jogos eram disputados no Ginásio Ibirapuera, o que atraía atenção da mídia local, dos holofotes da educação e é claro: o de olheiros que estavam ali para tentar descobrir o próximo Neymar. O Brasil tem uma tradição monstruosa em revelar grandes jogadores que começaram no futsal.

Eu havia levantado informação dos outros 15 adversários e pelo que vi todos eram mais ou menos do mesmo nível, com exceção a três colégios que serviam de base através de uma parceria para os três grandes da capital: Corinthians, Palmeiras e São Paulo. Eu estava torcendo pro sorteio não colocar esses colégios frente ao nosso time, e acabei levando sorte: o Colégio parceiro do Palmeiras enfrentaria o do Corinthians logo de cara, na outra chave, e o do São Paulo também caiu do outro lado da chave, ou seja, só pegaria um dos top 3 numa eventual final. Tanto nas oitavas, quanto nas quartas e na semi, nos classificamos nos pênaltis, todos empatando por 2x2. Três resultados iguais e três êxitos na loteria dos pênaltis. Parecia história de filme de final feliz, estilo a Libertadores do Atlético Mineiro de 2013. Confesso que não treinava muito as penalidades, apenas o básico, mas o meu goleiro de 11 anos tinha uma habilidade paranormal para defender pênalti, era um novo Dida. Com certeza algum olheiro acabaria incentivando-o a treinar em algum clube quando os Jogos Escolares acabassem. 

A grande final veio, em novembro de 2020, e seria contra um dos colégios mais tradicionais da capital paulista, que servia de base para o São Paulo Futebol Clube. Calculei que teríamos no máximo 25% de chance de sermos campeões (sou um tarado em números, estatísticas e probabilidades), tratei aquela final da pirralhada da sexta série como o maior desafio da minha vida. O jogo começou e logo no primeiro tempo  tomamos 3 gols. A mini-escolinha do SPFC era uma máquina mortífera. Eu não sei qual espírito da oratória entrou em mim no intervalo que consegui entrar na cabeça da mulecada de um jeito que por uns instante me senti o Bernardinho do Vôlei no quesito motivação. O final feliz não veio e o milagre também não aconteceu, mas marcamos dois gols e faltando 15 segundos meu pivô acerta uma bola no travessão, quase empatando e forçando a prorrogação. Perdemos de 3 a 2. Fomos vice-campeões, mas o ginásio inteiro do Ibirapuera nos aplaudiu. Caímos de pé.

No final do jogo, os garotos desabaram em lágrimas tenras. O lado criança venceu o pré-adolescente, e a dor do "quase" foi cruel e torturante. Após meia hora consolando-os, com palavras inócuas para uma perda deste tamanho, um senhor grisalho de camisa social me aborda:

- Você é o José Silva, né? Gostaria de trocar uma ideia com você.

Eu tinha mania de tomar conclusões precipitadas e já fui falando:

- Sou sim. Você deve ser olheiro de algum clube, né? Já adianto que pra falar com qualquer aluno meu para eventuais testes, antes de mais nada, é necessário a autorização dos pais deles, pois são menores de idade.

- Você errou duplamente, retrucou o senhor Grisalho. Não sou olheiro e não quero falar sobre teus alunos. Sou vice-presidente do ********* e gostaria de te propor uma entrevista. Já tem um tempo que estamos observando profissionais de educação física dedicados e acredito que tens o necessário para um projeto em nosso clube.

Bom, confesso que por uns 10 segundos senti um formigamento misturado com ansiedade e felicidade, além de um pouco de medo. No próximo capítulo eu conto o que aconteceu. E os asteriscos no nome do time é pra dar um ar de mistério, mesmo. A única dica que lhes dou é que é um time aqui do Estado de São Paulo, mesmo.

Continua...

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Megalodonte

Espaço destinado para índice, estatísticas, títulos, etc.

Em edição/construção...

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Cadete213

Boa sorte

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mfeitosa

Tenho muita vontade de fazer um save carreira carregando tudo que for possível, mas não teria paciência. Mesmo com o uso de FM Speeder, a fluidez do jogo fica bem comprometida. Pelo menos no meu notebook sim! Hahaha! No mais, boa sorte com o novo save! 😉 

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Megalodonte

TEMPORADA 2021 - CAPÍTULO 2 

2.1 - A PROPOSTA

E aí, sentiram minha falta? José Silva na área, ou "Zé", como preferirem. Pois é, já se passaram quase 4 semanas daquele fatídico encontro com aquele senhor grisalho no Ginásio Ibirapuera em novembro de 2020, e cá estamos em dezembro de 2020 e estou aqui estou escrevendo meu "diário de bordo". Minha vida nesses sessenta dias foi uma verdadeira loucura, uma montanha russa em velocidade sônica. Vou tentar ser o mais fiel aos fatos na ordem cronológica do que aconteceu. Vocês querem saber qual clube era o da proposta, né? O tal do ser humano é curioso, mesmo. Bom, pra enfeitar o pavão e dar uma embelezada no diário, uma imagem vale mais que mil palavras:

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No dia posterior à final da mulecada, ainda em novembro de 2020, fui almoçar com aquele senhor grisalho. Chegamos a um bom restaurante na região central de São Paulo, mais especificamente na região do bairro de Higienópolis, área nobre da capital paulista e lá havia outro senhor baby boomer também, cujo nome era José Ricardo Agea Sá, vulgo "presidente do Guarulhos". Começamos as apresentações formais, aquele "papo de elevador", porém a conversa se desenvolveu rapidamente e quando percebi as intenções deles, me antecipei:

- Deixa eu ver se entendi, vocês são um clube profissional e querem que eu, que só treinei fedelhos da sexta série de um colégio público, seja o técnico de vocês?

O presidente Agea Sá suspirou e após um longo gole no vinho chileno que tomava, respondeu:

- Olha, vou ser o mais sincero e direto com você, já que vi que gosta de ir direto ao ponto. Uma das razões pelo qual diversos clubes pequenos tem se dado mal dentro de campo é porque geralmente contratam treinadores que são ex-jogadores que fizeram a carreira nas divisões inferiores e que não tem experiência alguma como treinadores. E como esses caras não fizeram fortuna no futebol, não possuem dinheiro para poderem estudar cursos e se aperfeiçoarem. Alguns times pequenos  até tentam contratar jogadores famosos recém aposentados que querem começar a carreira de técnico, mas esses geralmente não se dedicam e não tem a paciência para querer crescer em clubes pequenos, por isso tem muito mais ex-jogador virando comentarista do que técnico. É uma profissão difícil, e para os clubes pequenos é pior ainda, em termos do que esperamos de um técnico, só nos sobra a ralé no mercado. 

- Certo, seu argumento é convincente, e apesar de acreditar em meu potencial, ainda me paira na cabeça o "por que eu?" - disse eu, atento.

- Bom, eu e o Geraldo (o vice-presidente Grisalho) resolvemos adotar uma estratégia diferente. Ao invés de irmos atrás de ex-jogadores, que é o que todos os clubes pequenos fazem e por isso nunca saem do lugar, salvo raras exceções, pensamos: por que não contratar alguém mais "teórico" e que ao mesmo tempo saiba comandar uma equipe? E eu li seu TCC sobre táticas do futebol asiático, vi que você tem um conhecimento exacerbado de futebol e dadas as proporções você fez uma campanha histórica em um torneio com mais de 1000 equipes, mesmo que seja na categoria infantil. E eu sei que você vai dizer que existe uma diferença entre garotos de 12 anos e jogadores profissionais, mas a política do clube e as finanças atuais só vão nos permitir contratar jogadores de 18 a 22 anos, portanto garanto que você não vai notar tanta diferença, afinal homem só vira homem mesmo depois dos 30 - e soltou uma gargalhada, acompanhado do VP Geraldo.

Eu também ri, meio de desespero e por ter concordado com a piada dele.

Conversa vai, conversa vem, ele me contou um pouco da HISTÓRIA DO CLUBE:

A ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA GUARULHOS é um clube que conta com quase 57 anos de história, fundado em 1964. Inicialmente foi fundado nas cores alvi-verde como Vila das Palmeiras, em homenagem ao bairro homônimo da cidade de Guarulhos e assim permaneceu até 1993, quando se tornou Associação Desportiva Guarulhos e em 1994 adotou as cores azul e branco. Possui um Índio como mascote e manda seus jogos no Estádio Municipal Antônio Soares de Oliveira, vulgo ESTÁDIO TRANQUILÃO, cujo mando divide com o arqui-rival Flamengo de Guarulhos. Eu já conhecia o ódio entre os dois clubes, mas não sabia que era tamanho, conforme o presidente me contou. Entre eufemismos e romantismos do presidente, acabei descobrindo que o Guarulhos nunca ganhou um título na vida.

 

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Uniforme do Guarulhos

 

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           Mascote do Guarulhos

 

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Estádio Tranquilão

 

2.2 - A RESPOSTA

Depois daquele almoço com o presidente, ele me deu um prazo de até 15 dias para pensar, pois a pré-temporada começaria dia 21 de dezembro de 2020. Meu salário seria 17 mil reais líquidos (4x o que ganhava como professor) e eu seria um manager, ou seja, além de técnico teria a responsabilidade de gestão em diversas áreas do clube, como finanças, recrutamento, gestão de recursos humanos, etc. O Guarulhos queria passar por uma modernização, e por uma dessas ironias do caos da vida, achavam que eu poderia ser protagonista nessa reconstrução. Aceitar ganhar 4x mais do que se ganha em uma área que amo, igual o futebol, é fácil, o duro seria trocar a estabilidade de um cargo público por um mundo equiparável a um cassino, que é a vida de técnicos profissionais no Brasil. Sequer cogitei a comentar com minha mãe sobre a proposta, pois além de já ter 30 anos nas costas, com certeza o conservadorismo dela me traria ideias negativas acerca do cargo e eu não queria viciar minha decisão. Até cogitei  solicitar uma licença do cargo, ao qual teria direito, por 2 anos, sem remuneração, mas demoraria cerca de 3 meses até o núcleo estadual da educação aprovar e eu tinha apenas 15 dias. Algumas coisas na vida se você pensar muito, você não faz, então evitei raciocínios lógicos em demasia e decidi aceitar o desafio de treinar o time da cidade ao qual passei boa parte da minha infância e adolescência.

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Bom, agora vou trabalhar por pelo menos uns 3 meses e depois venho contar pra vocês a continuação dessa jornada louca e como será meu início de carreira como técnico.

Continua...

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Victor Duque

O raciocínio faz todo sentido mesmo, piorar não vai, e ainda tem a chance do clube encontrar um bom treinador com conhecimento e barato. Vale a aposta. Boa sorte aí no começo da temporada!

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Cadete213

Que uniformes bem bonitos. Verdade, piorar é impossível. Vamos a eles.

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div

Ótima introdução. 

Boa sorte no novo save. Espero que dê tudo certo!

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Megalodonte

Obrigado a todos pelos comentários @div @Cadete213 @Victor Duque

 

TEMPORADA 2021 - CAPÍTULO 3

3.1 - PRÉ-TEMPORADA E CONTRATAÇÕES

Minha chegada ao Guarulhos foi muito similar à chegada que tive no colégio estadual há quase 10 anos atrás. Aquela famosa sensação de: "pensei que seria pior". Haviam 10 jogadores no elenco e 2 que estavam emprestados a outros clubes. Havia apenas um preparador físico, condições de treinos básicas e o gramado do nosso estádio era ruim. Havia em torno de 80 mil reais de orçamento de salário e quase 400 mil reais de orçamento de observação. Me espantei, inicialmente, com tamanho dinheiro destinado à observação e pensando rápido imaginei que usaria todo esse dinheiro para fazer ajustes de orçamento e transferência, porém vi logo que seria uma ilusão, pois eu não conhecia nenhum jogador praticamente e a melhor ideia seria procurar por jogadores sem contrato. O problema é que os jogadores disponíveis eram limitados tanto tecnicamente quanto  em quantidade, faltando opções para posições como extremos, por exemplo. A alternativa foi utilizar o "cardápio" de jogadores da América do Sul inteira, que custava a bagatela de 325 mil reais, consumindo boa parte dos 400 mil disponíveis da observação. Saiu caro, mas o leque de opções foi gigantesca e como eu só tinha 2 olheiros medianos que havia contratado e as observações demorariam, optei pela testagem em massa. Mais de 300 jogadores foram testados e dispensados rapidamente, ficando apenas uma noção/impressão de suas qualidades, afinal eu queria 25 atletas para fechar o elenco com 35 (já tinha 10 quando assumi) pra temporada. E tem mais um detalhe: todos ganhariam salários de apenas 3.000,00 e teriam tempo de contrato de Perspectiva Inovadora. Seria uma espécie de socialismo financeiro com meritocracia dentro de campo, ou seja, quem apresentasse melhor futebol, ganharia vaga na equipe. O fato é que com essa experiência de testagem em massa, contratos de 2 anos e salários de 3 mil reais, consegui em cerca de 3 semanas montar o elenco, com 3 opções para cada posição.

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Contratações do Guarulhos para a temporada.

Cito como destaques da minha equipe:

O zagueirão artilheiro Matheus que já fazia parte do elenco

O bom volante, utilizado como Mezzala contratado Gabriel Escudero

O meio-campo João Bernardo que joga na função de Construtor de Jogo Avançado que também foi contratado

O atacante Vinicius Balotelli que retornou de empréstimo do Santa Cruz e posteriormente chamei de volta de outro empréstimo do Santacruzense

Meu elenco atualmente, destaques para alguns nomes de guerra como: MESSINHO e FAVELA, além de ter dois chilenos e um venezuelano na equipe.

Também preenchi a equipe técnica com um adjunto, um preparador, um preparador de goleiros, um diretor de futebol jovem, dois olheiros, dois fisioterapeutas, um cientista do esporte e técnicos para o sub-20 e a equipe de reservas, ao qual utilizo ambas apenas para amistosos e coloco jogadores sem ritmo do elenco principal para jogar, pois o Guarulhos não possuía equipe reserva ou sub-20.

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Elenco completo do Guarulhos

Dois jogadores não constam aí: o extremo Tomás e lateral-direito José Mangueira, ao qual falarei no próximo capítulo. No dia 15 de janeiro, faltando 9 dias para o início da Quarta Divisão do Paulistão, só deu tempo de marcar dois amistosos, e os resultados foram satisfatórios. Comecei a ver que, seja por mérito meu na montagem milimétrica do elenco com dinheiro controlado e um filtro monstruoso na testagem em massa ou seja por um pouco de sorte, também, o fato é que senti que o time estava dando liga.

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Amistosos de Pré-temporada

3.2 - CASO TOMÁS, MANGUEIRA, RUSGAS COM A DIRETORIA E TÁTICA

Antes de lhes contar como foi o desempenho na fase de grupos da Quarta Divisão do Paulistão, queria escrever rapidamente sobre alguns episódios que aconteceram com a diretoria. Quando cheguei ao clube, tanto o presidente quanto os funcionários me disseram que o meia Tomás e o lateral-direito José Mangueira eram os melhores jogadores do clube. Nos primeiro treinos realmente notei que eram jogadores diferenciados, portanto não revoguei o status de estrela que já possuíam. Seriam dois jogadores vitais na temporada, e de fato foram, enquanto permaneceram. Tomás não demonstrava insatisfação e estava feliz no clube, até que em meados de março, no meio do campeonato, o Colo-Colo da Bahia fez uma proposta ao qual o presidente não me deixou tomar a decisão, aceitou ela de cara e sequer ouviu meus argumentos. Tomás havia sido vendido por 82 mil reais à vista e mais 20 mil que receberíamos caso ele cumprisse alguns requisitos de partidas disputadas. Seu salário iria ser multiplicado por 7. O Colo-Colo baiano realmente estava apostando todas as fichas em Tomás.

O caso José Mangueira foi um pouco diferente. Desde que cheguei, notei uma certa arrogância neste cidadão, ao qual ficava me enchendo o saco toda hora sobre querer sair e ir para algum clube da quinta ou quarta divisão, afinal o Guarulhos se encontra na atual sexta divisão brasileira (Pré-Regional) e ele considerava uma ofensa alguém como ele estar disputando este nível. Apesar de minha completa inexperiência como treinador profissional, alguma coisa de relações humanas eu aprendi nessa vida e o jovem José Mangueira na petulância dos seus 18 anos ouviu de mim:

- Se você é tão especial assim, por que foi dispensado da base do Corinthians?

Ele ficou em silêncio e apesar de seu mau-humor constante nos treinos, abaixou a cabeça e teve uma excelente performance na primeira fase do estadual. Até que na véspera do último jogo, no começo de Abril, veio a proposta que ele tanto esperava e tanto eu quanto a diretoria não iríamos segurá-lo. Ele foi para o Ypiranga do Amapá, disputar a Série D do Brasileirão. Conseguiu subir dois degraus, mas com um salário modesto de 3250 reais mensais, apenas. Cerca de 3 vezes o que ganhava no Guarulhos. No Guarulhos todos os jogadores que já estavam no clube quando cheguei, tinham salários em torno de mil reais, porém a diretoria e as leis atuais só permitem novas contratações a partir de salários mínimos de 3 mil reais.

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Saídas do clube. Vinicius Balotelli já retornou do empréstimo

Desde que cheguei no Guarulhos, sempre quis jogar num 4-2-3-1 com dois extremos e assim o fiz. Com as saídas de Tomás e José Mangueira, os substitutos foram os contratados John Saéz (extremo invertido chileno) e o lateral-direito Pepe

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Tática do Guarulhos

Uma última rusga que quero citar com a diretoria antes de escrever como foi a primeira fase da quarta divisão do estadual, foi a de que a diretoria chorou muito para que me permitisse fazer o primeiro curso de treinador de Licença Nacional C. Confesso que na primeira vez que pedi fui com sede ao pote, pois ainda era dezembro de 2020 e eu já queria fazer, e foi negado sumariamente, sem espaço pra discussão. Porém após quase 90 dias pedi novamente, negaram, mas após eu bater o pé eles aceitaram e enfim comecei minha Licença Nacional C, ao qual durará 4 meses o curso.

 

3.3 - ENFIM, A QUARTA DIVISÃO DO PAULISTÃO

Após ter contado a vocês algumas coisas sobre a pré-temporada e a ambiência no clube nesses primeiros meses, vamos ao que interessa: o campeonato estadual da quarta divisão do Estado de São Paulo.

O regulamento da 4ª do Paulistão consiste em: 42 equipes divididas em 6 grupos de 7 equipes, que se enfrentam ida e volta, totalizando 12 jogos. Os 2 melhores de cada grupo se classificam, além dos 4 melhores terceiros colocados dos 6 grupos, totalizando as 16 equipes que disputarão as oitavas de final. 

A partir do mata-mata, jogos de ida e volta, e quem possui a melhor campanha decide em casa. Apenas campeão e vice sobem para a Terceira do Paulista do próximo ano, ou seja, das 42 equipes iniciais, somente 2 sobem.

Caímos no mesmo grupo que o nosso rival Flamengo de Guarulhos e ali percebi que a disputa seria com eles, pois pelo que havia pesquisado das equipes, éramos os mais cotados junto com o rival. Logo na estreia contra o Brasilis de Água de Lindoia, em casa, 142 torcedores do Guarulhos pagaram ingresso para ver os comandados desse tal José Silva que vos fala, e com 6 minutos de jogo, numa desatenção da marcação, levamos um gol de fora da área. Ali passou um filme na minha cabeça da besteira que eu havia feito em ser técnico profissional. Meu emprego público de professor tinha ido pro saco e eu estava nessa loteria que é o futebol. Esse desespero durou apenas um minuto, até que o zagueirão Matheus em lance de escanteio empatou a partida. Eis que surge uma besta enjaulada chamada RODRIGO que ainda fez 2 gols no primeiro tempo e mais dois no segundo. Intervalo 3x1. Era ali meu primeiro intervalo como profissional e estava gostando do futebol ofensivo da equipe. O gol sofrido no começo realmente pareceu azar e nervosismo. No segundo tempo fizemos outro 3x1 (sofrendo um gol de pênalti) e minha primeira partida como profissional termina com uma deliciosa vitória por 6x2.

Dali em diante o time jogou em ritmo de música e engatamos 7 vitórias seguidas, com destaques para a vitória no clássico contra o rival Flamengo e a goleada por 6x1 no Taboão da Serra. Após 21 pontos em 21 disputados, tivemos nossa primeira derrota, por 3x2 para o time do Manthiqueira, coincidentemente no primeiro jogo após a saída de Tomás, ao qual confesso que fui culpado por errar no ritmo de jogo em determinados momentos e ter desesperado quando veio o gol de empate, mandando todo o time pra frente. Erros de começo de carreira, o empate era ruim, após abrir 2x0, mas a derrota foi péssima. Depois veio um empate sem gols em casa contra o fraco Grêmio Mauaense e fechamos os últimos 3 jogos com duas vitórias e um empate contra o rival Flamengo no jogo do returno. Passamos bem, com Rodrigo marcando 11 gols em 9 jogos que disputou.

Agora na fase final fica a briga no ataque entre Rodrigo e o Vinicius Balotelli, que era estrela do time e retornou após segundo empréstimo. Rodrigo por enquanto segue como titular. Já retirei o status de Balotelli de estrela e disse que ele terá que lutar pela vaga, ao qual, surpreendentemente, ele aceitou numa boa. Ainda durante a primeira fase, aproveitei uma folga que deu de duas semanas entre um jogo e outro e fizemos um amistoso com o São Caetano, ao qual metemos 5x1.

 

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Todos os jogos da Fase de Grupos da Quarta Divisão do Paulistão

cla.thumb.png.d79448f432034fa3f1d45a687577a048.png

Classificação final do Grupo

Agora nas oitavas enfrentaremos um velho conhecido: o time do Manthiqueira, que foi um dos melhores terceiros colocados e única equipe que nos derrotou. Agora não tem margem de erro, é mata-mata e só os dois finalistas subirão para a terceirona. 

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Diagrama da fase final da Quarta divisão do Paulistão

 

Agora preciso me concentrar pra essa fase final, e retorno aqui após o desfecho do estadual e na preparação para o Pré-Regional (sexta divisão brasileira).

 

Continua...

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Victor Duque

Imagina um encrenqueiro nesse elenco agora? Melhor coisa foi ter se livrado daquele lá haha

Agora, o time passou o carro hein?? Mas o futebol gosta de reservar uns momentos pra gente imaginar o pior, e vem logo no mata mata o único que derrotou a equipe. Mas agora o resultado vai ser outro. Boa reta final aí!!

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Nei não cai (38D)

Boa sorte!

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PedroJr14

Boa sorte, tô acompanhando!

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div

Precisou se mexer bastante antes do campeonato, trazendo um elenco quase inteiro. Embora seja meio cedo na temporada, acho que dá pra dizer que foi bem no mercado e montou um bom time, passando com facilidade da primeira fase.

Agora pega o único time que te derrotou e promete ser um jogo interessante, mas acho que passa e não duvido do título.

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Henrique M.

Boa sorte, tomara que a aventura tenha um fim diferente da anterior.

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Megalodonte
23 horas atrás, Victor Duque disse:

Imagina um encrenqueiro nesse elenco agora? Melhor coisa foi ter se livrado daquele lá haha

Agora, o time passou o carro hein?? Mas o futebol gosta de reservar uns momentos pra gente imaginar o pior, e vem logo no mata mata o único que derrotou a equipe. Mas agora o resultado vai ser outro. Boa reta final aí!!

Cara, fico impressionado como quando o jogador quer galgar níveis maiores, fica impossível recuperar o humor e o comprometimento do cara, apesar de até jogarem bem alguns jogos, tão sempre emburrados.

22 horas atrás, Nei não cai (38D) disse:

Boa sorte!

 

15 horas atrás, PedroJr14 disse:

Boa sorte, tô acompanhando!

Valeu, amigos!

3 horas atrás, div disse:

Precisou se mexer bastante antes do campeonato, trazendo um elenco quase inteiro. Embora seja meio cedo na temporada, acho que dá pra dizer que foi bem no mercado e montou um bom time, passando com facilidade da primeira fase.

Agora pega o único time que te derrotou e promete ser um jogo interessante, mas acho que passa e não duvido do título.

Sim, 2/3 do time oriundo dessas contratações de desvinculados. Acho que consegui ir bem no mercado, também, foi o melhor que deu pra fazer vendo só meia dúzia de atributos e ainda com números estimados. Esse Manthiqueira é encardido, tô receoso, confesso, mas vamos pra cima!

3 horas atrás, Henrique M. disse:

Boa sorte, tomara que a aventura tenha um fim diferente da anterior.

Nem fale, Henrique! kkkk! Mas agora aprendi a usar o editor, e arrumei todas capacidades de estádios que estavam incorretas no Brasil. No outro save do sul lá eu fui burro e precipitado ao mexer sem ter aprendido, antes. Mas ficou a lição. Agora é vida nova aí no Guarulhão e database completona.

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Megalodonte

TEMPORADA 2021 - CAPÍTULO 4

4.1 - O PRIMEIRO VEXAME A GENTE NUNCA ESQUECE

E aí, pessoal? Quanto tempo que não venho vos escrever neste diário. Pois é, foram 4 meses intensos esse perído de abril, maio, junho e julho de 2021. Bom, o título deste capítulo do Diário já vos dá noção do que aconteceu, né? 

Pelas oitavas de final da Quarta do Paulistão pegamos o velho conhecido time do Manthiqueira e na primeira partida fora de casa, fizemos um bom jogo. A partida foi extremamente equilibrada, até que o nosso camisa 10 João Bernardo teve a oportunidade em um raro pênalti e o desperdiçou. Final de primeiro jogo: 0x0

Eis que na partida de volta, nosso reforço de ouro trazido pra substituir o ídolo da torcida Tomás, que havia sido vendido ao Colo-Colo da Bahia, algumas semanas antes, fez sua estreia. O chileno VICTOR VILLANUEVA, que estava sem clube, chegou com um salário de R$ 8.000,00 e status de estrela no Guarulhos, rompendo o pacto dos R$ 3.000,00 que todos jogadores contratados em 2021 ganham. O fato é que a dificuldade do idioma e o desentrosamento total com os companheiros de equipe fizeram com que Villanueva pouco rendesse na estreia. Com isso, meus amigos, o Guarulhos, em casa, fazendo uma partida nervosa, sofreu um sonoro 3x0 para o Manthiqueira, com hat-trick de um tal de TUCHÊ, atacante da equipe de Guaratinguetá. 

Após essa eliminação precoce, mesmo com a diretoria fazendo pouco caso do Estadual, eu não me conformei. Acabei criticando em demasia os jogadores no vestiário e não podia admitir uma derrota em casa por 3x0 tomando 3 gols de um sujeito com a alcunha de TUCHÊ. Pois é, a bola apronta. Dessa vez não passou um filme na minha cabeça igual quando minha equipe tomou um gol aos 5 minutos na estreia, mas sim uma projeção futura dos desafios que viria a ter. Após o apito final me vi debruçado tentando melhorar e vi que teria 100 dias de "pré-temporada" até o início do Pré-Regional, em agosto.

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Oitavas de Final da Quarta Divisão do Paulistão. Guarulhos eliminado

 

4.2 - "PRÉ-TEMPORADA", NOVO PRESIDENTE, BALOTELLI, "VIDA NUEVA" E OVERDOSE DE AMISTOSOS

Após a eliminação no quarto escalão do estadual, eu me dei conta de que ficaria cem dias sem jogos oficiais, ganhando um salário de 16 mil reais líquidos por mês. Uma parte de mim já estava aproveitando e continuaria a aproveitar o bom nível de vida que este ordenado proporciona a um solteirão de 30 anos, sobretudo na parte gastronômica e no conforto. Outra parte de mim queria honrar a empresa que me pagava, no caso a Associação Desportiva Guarulhos.

Vendi o lateral-direito reserva Ricardo neste período devido ao fato deste começar a fazer birrinha após eu recusar uma oferta a custo zero da equipe do Barretos, da Série Regional. O cara quer sair de graça e ainda fica nervosinho. Quando vi que a situação era irrecuperável, ofereci ele a todos os clubes via telegrama e aceitei a oferta do União Paraense por R$1.200,00 e 20% de uma futura venda, que foi a menos pior de todas. E o arrogante Ricardo permanecerá em uma equipe de Pré-Regional. Trouxe por empréstimo o lateral-direito experiente Magno da equipe do Sporting Fonte Nova, do Pará, para ser o reserva do titular Pepe.

Um outro fato a citar nesse período é que em meados de maio o presidente José Ricardo Ágea Sá perdeu a eleição para Romualdo de Oliveira Lima. Apesar de ter mais intimidade com Ágea Sá, achei o novo presidente Romualdo bastante profissional e ele e o restante da diretoria seguem ansiosos para ver o trabalho no Pré-Regional, que é o foco total do clube. O vexame no Paulistão realmente ficou para trás.

O fato é que 3 meses e 10 dias seria tempo para aparar as arestas da equipe, reciclar o lixo, aprender com os erros e tentar novas abordagens, afinal o Pré-Regional é um torneio curto e traiçoeiro. Neste meio tempo, fiz as seguintes mudanças na equipe:

Lúcio Filho virou zagueiro titular no lugar de Alisson

- Tive uma longa conversa com VINICIUS BALOTELLI que acabara de voltar de empréstimo e mostrou atributos fantásticos no treino, tomando o lugar do pseudo-matador Rodrigo que foi um belo fogo de palha. Balotelli estava descontente no elenco, mas após lhe dar a braçadeira de capitão e ter feito ele de homem-alvo na tática, rapidamente virou a referência da equipe, além de ser o mais influente.

- Trabalhei Villanueva ao máximo para ser o jogador mais agudo do time, afinal tinha o maior salário e viria pra suprir a ausência do lendário Tomás.

- Fiz com que FAVELA realmente mostrasse a que veio, e após longo período de lesão durante a Quarta do Paulistão, viria a ser titular como médio roubador de bolas. 

Permaneci com a mesma tática, porém agora com um homem-alvo, sem extremos invertidos e consegui o sonhado entrosamento em alguns setores.

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Tática atual do Guarulhos adotda a partir de meados de abril da temporada 2021

 

Bom, sobre os amistosos de "pré-temporada", deixarei com vocês os registros. Destaque para os 14 gols de Vinicius Balotelli e os 7 gols e 10 assistências de Villanueva nesta overdose de amistosos. E a única derrota foi quando escalei um time cem por cento reserva, mostrando que o meu banco não oferece qualidade em todas as posições, o que não é nenhuma novidade em times de menor expressão e orçamento limitado.

amistosaiada.thumb.png.d3c5f7096e08c3d27c855739f8d1f428.png

Amistosos de preparação para o Pré-Regional (sexta divisão brasileira) que começará em agosto 

Acho que o time deu liga e estou muito contente com o desempenho, sobretudo com as vitórias sobre o Rio Claro e o Audax que são times do Regional (quinta divisão) e é claro: a goleada sobre a Caldense, um time de Série D, dois níveis nacionais acima do nosso. 

Agora vou me focar 100% na disputa do Pré-Regional, pois um acesso ao Regional traria calendário cheio para 2022 (O Regional começa em maio), além de mais dinheiro, visibilidade e status para o Guarulhos, além de dar um upgrade em minha carreira, também. O tal do José Silva seria visto um pouco fora desse mundinho das divisões de baixo de São Paulo.

E ah, antes de me despedir de vocês, informo-lhes que consegui completar o curso de Licença Nacional C e aprendi bastante coisa, dando uma melhorada em meu currículo

Agora vou esperar um pouco pra pedir pra diretoria sobre a Licença B, afinal já cometi este erro de ir com sede ao pote de pedir para a Diretoria me pagar curso. Vamos tentar uma promoção primeiro para o Regional para ter alguma moral com o presida, né?!

Continua...

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Cadete213

grande overdose de amigáveis. É esquecer o Manthiqueira e pensar no futuro. Sempre bom melhorar o currículo.

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Victor Duque

Eliminação doída demaais do estadual, em casa e sem mostrar reação. Vamos torcer pra que sirva de exemplo para o nacional.

Imagino que os amistosos ajudaram bastante a conhecer o elenco e testar algumas coisas. Villanueva realmente é diferente, e Balotelli me impressionou pelo físico.

Boa sorte e que a campanha no nacional faça esquecer de vez o estadual!! 💪🏼

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div

É, se tinha um time que sabia bater o Garulhos era o Mantiqueira.

Depois da eliminação teve uma grande série de amistosos, vamos esperar que tenham dado resultado hehe.

Boa sorte no Pré-Regional!

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PedroJr14

A série de amistosos foi muito boas, onde o Guarulhos bateu times de expressão bem maior do que ele. Parece que depois do vexame os caras acordaram e estão dispostos a fazer um bom ano.

Boa sorte na sequência.

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Megalodonte

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TEMPORADA 2021 - CAPÍTULO 5

O PRÉ-REGIONAL - REGULAMENTO

O Pré-Regional brasileiro, também conhecido como "Sexta Divisão" é um campeonato rápido (duração de dois meses) e que não dá margem a erros. O regulamento é o seguinte:

São 512 clubes que se enfrentam em mata-mata, jogos de ida e volta.

Os 256 sobreviventes fazem novo mata-mata, também ida e volta

Os 128 times restantes são divididos em 32 grupos de 4 equipes que jogam entre si, ida e volta (totalizando 6 jogos), ao qual apenas o primeiro de cada grupo passa.

No final das contas, apenas 32 dos 512 times iniciais sobem ao Regional (Quinta Divisão).

5.1 - ATO I

Fico impressionado como o tempo voa no mundo do futebol. Parece que foi ontem que estava jogando torneio municipal de futsal com alunos da sexta série e cá estou agora chegando ao fim de 2021, já em outubro, após o Pré-Regional ter acabado. Vou contar a vocês como foi o começo deste tão aguardado campeonato.

O sorteio da primeira fase nos colocou frente ao time do Santa Rosa-RS. O time do interior gaúcho fez uma campanha modesta na quarta divisão estadual e ao pesquisar sobre seu elenco, de fato constatei que era um time muito fraco. Éramos amplos favoritos e a orientação seria tentar fazer um bom placar dentro de casa para levar uma boa vantagem ao sul. O fato é que os jogadores levaram a sério demais e passamos igual um trator em cima dos gáuchos, jogando em casa. Na volta, coloquei os reservas. Primeira fase tranquila e sem sustos.

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Primeira fase do Pré-Regional

 

5.2 - ATO II

Na segunda fase, iríamos até o Nordeste brasileiro. O adversário seria o Calouros do Ar da cidade de Fortaleza-CE. Também era um time inferior ao nosso, mas havia ido bem no Quarta Divisão Cearense, quase conseguindo o acesso. O fato é que meus jogadores não tomaram conhecimento e também ganharam as duas partidas com facilidade, me dando ao luxo de, novamente, poupar os titulares no jogo da volta. Um acachapante agregado de 12x0.

 

seg.thumb.png.d62e9ccc0be68e92dcf62f2b75def0be.png

Segunda fase do Pré-Regional

5.3 - ATO III

Confesso que estava deliciado com o time voando, afinal foram 21 gols marcados em 4 jogos nas fases iniciais. Agora viria a traiçoeira fase de grupos, ao qual somente o primeiro colocado passaria. Apesar de ser um treinador iniciante, rapidamente percebi que o maior "segredo" da fase final do Pré-Regional seria a sorte ou o azar do sorteio dos grupos. Um clube acima da média que caísse no grupo poderia significar o fim do sonho. E o sorteio não foi cruel com a gente, apesar de não ter trazido nenhuma galinha morta.

Nosso grupo foi formado por:

Guarulhos-SP

Portuguesa Londrinense-PR

São Cristóvão-RJ

União de Marechal Hermes-RJ

Analisando os elencos adversários, notei uma certa superioridade em meus comandados, mas nada comparado aos times das fases anteriores que foram surrados. Era um grupo de dificuldade 6/10 se fosse pra mensurar. Amo números.

A estreia foi em casa contra a Portuguesa Londrinense e os 522 torcedores do Guarulhos (4x a média que tínhamos no estadual) viram aos 10 minutos da etapa inicial o juiz dar um pênalti extremamente duvidoso (pra não dizer "roubado" neste diário, vai que um dia o árbitro lê e me processa) para o time paranaense. E eles marcaram com o tal do Sodinha (notei que minha carreira começou bombando no quesito levar gols de jogadores com apelidos bizarros).

Intervalo na estreia, em casa, perdendo de 1x0. Ali, novamente, passou um filme na minha cabeça, da roleta que era o futebol. Uma estreia com derrota em casa seria um desastre. Motivei o time e no intervalo parece que comeram o espinafre do Popeye, nunca vi tamanho ímpeto. Com um hat-trick, o mortal Vinicius Balotelli que está em uma fase excpecional, nos liderou para a virada, por 4x1.

O fato é que essa estreia com o pé direito nos embalou e depois vencemos mais 2 jogos, em casa contra o União Hermes, também por 4x1 e fora contra o São Cristóvão por 2x1, num jogo duríssimo com boa parte do segundo tempo com 10 jogadores em campo, por conta de uma expulsão do craque Villanueva. Essa vitória no Rio de Janeiro nos fez abrir 5 pontos de vantagem para o segundo colocado, logo nas 3 primeiras rodadas.

Chegamos ao quarto jogo com 9 pontos e tendo a chance de subir de maneira antecipada, caso vencêssemos a Portuguesa Londrinense e o União Hermes não ganhasse, pois chegaríamos a 12 pontos e o segundo colocado teria apenas 5. Num jogo dificílimo no interior paranaense tivemos um pênalti ao nosso favor e mais uma vez João Bernardo falhou. Uma verdade inconveniente era que nosso time era horrível nas cobranças de pênaltis. Ao longo da temporada marcamos 7 de 11 pênaltis que tivemos a favor, um pífio aproveitamento de 64%. Eis que aos 64 minutos tomamos um golaço de falta, e o sonho do acesso com duas rodadas de antecedência pareceu desmoronar. 

Vendo que a abordagem de atacar pelas alas, levando a bola até a área, não estava funcionando direito (Villanueva estava suspenso)  e meus meio-campos centrais não estavam rendendo na partida, fiz uma mudança ousada: coloquei o improvável volante Alemão, uma das últimas opções, porém motivado, para dar mais corpo ao meio-campo e orientei os jogadores a rematar sempre que possível e antecipar cruzamentos para ver se o Vinicius Balotelli achava pelo menos um gol de empate na base do chuveirinho. Eis que aos 74 minutos, o Alemão acerta um belo chute de fora da área, no cantinho, empatando. Apesar do mérito em ter colocado o jogador correto, jamais imaginei que ele poderia marcar um gol, ainda mais de fora da área. Após isso, pensei rápido e decidi: quero esta vaga hoje, afinal o União Hermes estava perdendo do São Cristóvão e bastava a vitória para nos classificarmos. Adotei uma postura mais ofensiva ainda e aos 92 minutos, em belo cruzamento do também reserva Samuel Contreras o matador e estrela do time Vinicius Balotelli acerta um lindo sem-pulo e sacramenta a virada. Após isso, retranca total, bola pro mato e cera. 

O Guarulhos vence por 2x1 e atinge os 12 pontos, conquistando a vaga pro Regional de 2022.

Depois deste jogo, com a vaga pro Regional garantida, apenas cumprimos tabela e ainda em alto nível, com mais duas vitórias, fechando com incríveis 18 pontos conquistados de 18 disputados. Balotelli marcou 10 gols no Pré-Regional, contando todas as fases.

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Resultados do Guarulhos na Fase Final do Pré-Regional

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Classificação final do Grupo 27 do Pré-Regionao. Guarulhos promovido à Quinta Divisão Nacional (Regional)

Agora quero comemorar com os jogadores este acesso e aos poucos ir planejando 2022. Vou analisar quais serão os planos do Guarulhos e os meus também, afinal meu contrato vence em 2 meses e ainda não veio proposta de renovação. Há muito trabalho a fazer caso eu permaneça, mas posso dizer que nesta minha primeira temporada, tive mais altos do que baixos. Tivemos um início fantástico na Quarta Divisão do Paulista e uma eliminação patética nas oitavas, porém agimos bem no mercado na preparação para o Pré-Regional, trazendo o chileno Villanueva para substituir Tomás e com Vinicius Balotelli decolando após volta do empréstimo, além do fato de termos conseguido uma coesão tática absurda, sobrando no Pré-Regional com 10 jogos em 10 vitórias.

Agora é pensar 2022 e volto aqui quando tiver novidades para esta temporada que está por vir. 

Continua...

 

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Victor Duque

Balotelli doutrinou hein? Decisivo demais, parabéns pelo acesso e pela forma que a equipe jogou. Agora é esperar essa definição de contrato aí, não quero acreditar que não vão propor renovação hahaha mandou bem!

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Cadete213

é muito mata-mata, mas mataste tudo quem te apareceu pela frente, e na fase de grupos também.

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Megalodonte
Em 03/04/2021 em 12:37, mfeitosa disse:

Tenho muita vontade de fazer um save carreira carregando tudo que for possível, mas não teria paciência. Mesmo com o uso de FM Speeder, a fluidez do jogo fica bem comprometida. Pelo menos no meu notebook sim! Hahaha! No mais, boa sorte com o novo save! 😉 

Tinha esquecido de te responder, peço desculpas pelo atraso @mfeitosa. Então, eu confesso que fiquei um tanto cabreiro com a fluidez antes de selecionar tudo, mas na prática fiquei surpreendido como tá bem tranquilo e fluindo legal. Uso o "cheat enginer" pra acelerar a passagem de dias, muito similar ao FM Speeder. Apesar do nome não tem nada de "cheat" não kkk. Peguei do Fefux no youtube essa dica.

 

Em 11/04/2021 em 16:56, Victor Duque disse:

Balotelli doutrinou hein? Decisivo demais, parabéns pelo acesso e pela forma que a equipe jogou. Agora é esperar essa definição de contrato aí, não quero acreditar que não vão propor renovação hahaha mandou bem!

Monstro demais! Baita centroavante matador. Se um dia ele ler este fórum, saiba que faz um jogador de FM muito feliz kkkk. E sobre a renovação ou a saída de José Silva, saberemos no próximo capítulo.

19 horas atrás, Cadete213 disse:

é muito mata-mata, mas mataste tudo quem te apareceu pela frente, e na fase de grupos também.

Valeu, Cadetão! Realmente foi um segundo semestre pra ficar na memória.

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Henrique M.

PArabéns pela promoção, é importante esse tipo de conquista no começo da carreira, para solidificar o nome do treinador.

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      pouco ou quase nada, e que tenhamos um desempenho que nos permita a promoção para
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      sou novo aqui e no FM. Nunca tinha jogado o jogo, aí vi que liberaram no Xbox pelo Game Pass e viciei! (até tentei passar para a versão normal, mas não rodou bem no meu PC). 
      Hoje estou jogando bastante (em quantidade rs), mas já vi (e confirmei lendo aqui) que o jogo pode ser bem frustrante, especialmente para os iniciantes como eu, que não entendem ainda o que estão fazendo no game. 
      Assim, eu queria uma ajuda com a parte tática. Nesse meu sabe específico, eu comecei no Campeonato de Portugal com a Estrela da Amadora, mas depois de uma curta passagem pelo QPR eu estou há algumas temporadas no Watford, da Inglaterra. 
      Peguei o time na Championship, consegui subir (não foi exatamente “fácil” pra mim, mas eles tinham acabado de cair e tinham um dos elencos mais fortes da divisão) e me estabilizei bem na PL. 
      Eu uso desde sempre um 4-2-3-1 com extremos, tiki-taka personalizado. Era a tática que já era da Estrela lá no começo, eu não mexi muito e fui usando. Já tentei outras, mas essa foi a que mais me serviu ao longo do tempo. 

      Meu time tem um desempenho sempre aceitável. Eu sempre estou ali brigando por uma vaga nas competições continentais, normalmente pego o Camp. Europeu ou o Camp. Europeu II. Teve uma que fui pra Champions.
      Como estou há tempos no clube, eu consegui montar um time bom. Tem vários jogadores muito interessantes, que volta e meia recebem propostas altas de clubes bem maiores e o elenco é equilibrado e com opções. 
      O problema? O time sempre se dava mal no confronto com os grandes ingleses (seja nas taças ou na liga) e perdia uns jogos bobos, que faziam o desempenho cair.
      Aí eu descobri o Rate My Tatic...fiz os ajustes para a tática ficar 5 estrelas (que envolviam alguns ajustes de funções e principalmente remover várias instruções que eu nem sabia que estavam e conflitos. Fiz uma ou outra contratação para fechar.
      E deu bem certo. O time melhorou, diminuiu muito os pontos perdidos em jogos fáceis, fez bons jogos com os grandes, cheguei a sonhar com o título... mas ficou em segundo lugar, a 4 pts do campeão (Chelsea). E ainda perdeu a final da FA Cup pro Arsenal. Foi positivo, mas frustrante demais. 
      Eu sinto que falta só um “ajuste fino” pro time ir mais longe, levantar canecos. Que modificações vocês sugerem? 
      (Não estou conseguindo subir imagem, mas a tática é assim):
      4-2-3-1 com extremos 
      2 Defesas laterais com função de apoio
      2 defesas centrais função defender
      2 Médios centros com função de apoio
      1 médio ofensivo com função apoio
      2 extremos invertidos com função apoio 
      1 atacante completo com função atacar 

      as instruções de equipe 
      com posse:
      passar para espaço 
      jogar a partir da defesa 
      levar bola até a área 
      ritmo muito mais alto (estou pensando em tirar, meu time termina morto todas as partidas e tem quedas de desempenho ao longo da temporada) 
      em transição (não tinha no Rate):
      Pressionar
      contra atacar
      Sem posse
      linhas normais 
      Marcação apertada
      pressao muito mais urgente (o Rate mandou tirar e acho que vou fazer pra próxima temporada porque acho que está tirando meus zagueiros da posição e permitindo infiltrações demais). 
       
      O que vocês acham? Ajudem o novato, pfvr! Abraços!
    • Cadete213
      By Cadete213
      Olá a todos. Sou novo por cá, mas sou um dos veteranos do CMPT (o fórum FM em Portugal), onde me registei em 2006. Gosto de apresentar os saves com mais base nas imagens do que nos textos, mas não esperem muito em termos de grafismos 😁
      Meu nome é Fábio, mas sou conhecido como Cadete, devido ao antigo jogador de futebol do Sporting e Celtic (entre outros), Jorge Cadete. Sou natural do Funchal, Ilha da Madeira. Ou seja, sou da mesma cidade do Cristiano Ronaldo.

      Sempre fui fã de futebol e minha equipa favorita é o Arsenal. Muito novo comecei a jogar nas camadas jovens do CS Marítimo, e por lá fiquei até aos 17 anos. Pelo caminho, fui campeão regional várias vezes e cheguei a jogar contra o grande CR7, quando este ainda vestia as cores da camisola do CD Nacional. A melhor época que tive, foi nos sub-17, quando terminamos a época sem derrotas (20 vitórias e 2 empates). De seguida, disputamos a fase nacional, onde defrontei o Sporting CP, Barreirense e Campomaiorense. Estes dois últimos, já viveram dias melhores e o Campomaiorense, na altura, jogava no Tugão.

      Nos sub-19, decidi sair do clube da minha infância e fui jogar no clube da terra da minha mãe, o CD Ribeira Brava, que tem como maiores rivais, o Pontassolense. Passei dois anos fantásticos no clube e vencemos o primeiro troféu do clube, nas camadas jovens, a Taça da Madeira. Na final, derrotamos o CF União. Lembro-me muito bem desse jogo. Marquei o primeiro golo e o resultado final foi 4-2. No final, festejamos imenso e levamos a Taça para a nossa "terrinha". Isto foi na primeira época. 
      Na segunda época, fui chamado à equipa principal, para fazer a pré-época. O CD Ribeira Brava disputava o Campeonato Nacional de Séniores e ainda joguei um amigável contra a equipa B do Marítimo, uma casa que conhecia muito bem. Fiz a época nos sub-19 e fui o melhor marcador da equipa. Nos séniores, ainda fui emprestado ao São Vicente, mas infelizmente, devido a um problema de saúde no sangue, abandonei o futebol e a carreira de jogador.

      A vida seguiu e comecei a trabalhar. Acabei os estudos à noite, onde conheci minha parceira. Passados 15 anos ainda estamos juntos. Mudou a minha vida para muito melhor e vivemos juntos na sua terra, o Jardim do Mar. Uma pequena vila no sudeste da Ilha da Madeira, com 200 habitantes. Mas não se deixem enganar pelo seu tamanho, pois é conhecida a nível mundial, devido ao surf. A modalidade chegou tarde à Madeira, nos anos 90. Começou então a ser divulgada e de repente, tínhamos surfistas do mundo inteiro a visitar a ilha, que rapidamente se tornou conhecida como  o "Hawai da Europa". 
      Minha sogra tem uma Residencial a Casa da Cecília, que recebeu os primeiros surfistas na ilha e a minha parceira foi a primeira mulher a surfar na Madeira. Os mais famosos surfistas portugueses passaram por cá várias vezes, houve um Billabong Contest no final dos anos 90, Garrett McNamara também já esteve na Residencial da minha sogra e Grant "Twiggy" Baker, campeão mundial de ondas grandes, é um regular por aqui. Gosta de ir ao Jardim do Mar treinar, antes da etapa da Nazaré, em Portugal Continental.

      Em 2008, decidimos emigrar e passamos o Verão em Cagnes-Sur-Mer, no sul de França. Trabalhamos num camping e os donos tornaram-se na nossa segunda família. Sempre que podemos, fazemos uma visita e vice-versa. Aprendi a falar francês, o que é sempre bom no mundo do trabalho. Depois deste magnífico Verão, acabamos na Ilha de Jersey. Uma dependência da coroa Britânica. É uma ilha offshore, ou seja, um paraíso fiscal, que goza de uma certa independência e tem o seu próprio governo. No entanto, o poder supremo é a raínha de Inglaterra.
      A comunidade portuguesa é grande e equivale a cerca de 10% da população local. Brasileiros tem poucos e só conheço 2. 
      Trabalhei vários anos na loja de um campo de golfe, e comecei a praticar este desporto. Tornou-se um dos meus passatempos favoritos e cheguei a fazer parte da equipa que se tornou campeã de Jersey, indo de seguida à ilha vizinha de Guernsey, jogar pelo título de campeão das Ilhas do Canal. Infelizmente perdemos.

      Vida que segue (como diz um amigo meu cá do fórum), e como trabalhava aos fins-de-semana, não pude jogar futebol. Dediquei-me então ao Futsal, que por cá é amador. Aliás, em Jersey, a única equipa profissional que há, é o Jersey Reds. Uma equipa de râguebi que disputa o segundo escalão do râguebi inglês. No futsal, joguei em 2 equipas locais. Fui campeão duas vezes e venci a taça uma vez. O futsal aqui é diferente e as regras também. Tanto, que ainda chamam de 5-a-side, não podemos entrar na área do Guarda-Redes e a bola não pode subir acima da altura dos ombros. Coisas dos ingleses.

      Após vários anos no campo de golfe, consegui um emprego no HSBC, um dos maiores bancos a nível mundial. Sendo Jersey um paraíso fiscal, a sua economia é movida pelo mundo das finanças. Vários são os bancos que cá estão, incluíndo Royal Bank of Canada, Lloyds, Santander, CitiBank ou Natwest. Além destes, tem outros bancos privados e muito dinheiro passa por cá. De vez em quando, entra nas bocas do mundo por eventuais branqueamentos de dinheiro e abrem-se investigações. É um mundo à parte.
      O HSBC Expat e o HSBC Channel Islands e Isle of Man, têm cá a sua sede e é lá que trabalho. Fui Product Manager e agora sou Operational Support Manager. 

      Trabalhar no banco libertou-me os fins-de-semana, e voltei ao futebol de 11. Como ja estava a chegar aos 35 anos, decidi jogar nos veteranos. Fui convidado para jogar no St Paul's FC, que é o maior clube da ilha. Aceitei logo e na primeira época fomos campeões, só com vitórias. Não perdemos nenhum ponto. Época de sucesso e apenas não vencemos a Taça de Veteranos, pois esta foi cancelada devido ao Covid-19. Começamos a segunda época, e até ao momento nao perdemos nenhum jogo. Queremos ser bi-campeões, sem derrotas. 
      Como ainda estou para as curvas, tenho feito alguns jogos pela equipa de reservas, onde a minha experiência é essencial para ajudar os mais jovens. Disputam a 3ª e última divisão de Jersey, e permite-me ir mantendo a forma ao jogar contra os mais novos.

      E por aquí fica a realidade do save. Aproveitei para me apresentar e assim ficam a me conhecer um pouco melhor. Daqui em diante, entraremos na ficção e na parte divertida do save. Adoro viajar e já estive em 5 continentes. Só me falta mesmo visitar a América do Sul.
      Trabalhando no HSBC, irei aproveitar esse facto para dar andamento a este save e irei baseá-lo nisso mesmo, a oportunidade de poder viajar pelo trabalho. 
       

       

       

       
    • mfeitosa
      By mfeitosa
      Não, não é um déjà vu! Acredito que quem acompanha os meus saves há algum tempo não vá se surpreender com o meu retorno a uma proposta (não tão) antiga, que é a de fazer uma carreira dentro do futebol latino-americano. Na primeira de minhas tentativas, em "A volta por cima de Wanchope", relatei uma curta trajetória do costarriquenho Paulo Wanchope na América do Norte e Central. Apesar de ter sido um dos saves que mais gostei de fazer, infelizmente não consegui concluí-lo em razão de projetos pessoais que exigiram toda a minha atenção na época.
      Mais recentemente, entre idas e vindas, tentei retomar a proposta com "Soy Loco Por Ti América", sob a alcunha do chileno Arturo Sanhueza. No entanto, este save acabou não sendo o que eu planejava, pois não consegui um bom conjunto de ligas alternativas, fora da América do Sul, estáveis o suficiente para que tornasse o projeto viável em sua integralidade. Ainda assim, insisti em fazê-lo utilizando apenas as ligas sul-americanas e foi bom enquanto durou. Mas faltava algo e acabei desanimando. 
      Agora é a vez que reunir esses dois saves em um só, colocando a figura de Paulo Wanchope dentro do cenário de "Soy Loco Por Ti América", dessa vez contemplando todas as ligas necessárias. Após tantas tentativas, tenho esperanças de que teremos um bom save pela frente, com início, meio e fim. Mãos à obra!


      Como já antecipei em minhas considerações iniciais, esse save contemplará todas as ligas de expressão do futebol latino-americano e outras adicionais, incluindo a América do Sul (Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela), a América do Norte (Estados Unidos, México e Canadá) e a América Central (Belize, Costa Rica, Cuba, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, Jamaica, Nicarágua, Panamá, República Dominicana e Trinidad e Tobago). Ainda carreguei as principais ligas de alguns países da Europa (Alemanha, Espanha, França, Inglaterra, Itália e Portugal) para manter o Mundial de Clubes da FIFA competitivo.
      As ligas que estou utilizando são do megapack do DaveTheEditor. Fiz um teste de dez temporadas e não consegui identificar nenhum erro importante que impeça o bom andamento do save. Analisei aspectos como qualificação para as competições continentais, inscrição de jogadores, acessos, rebaixamentos e calendarização.

      Optei por uma base de dados Enorme (Personalizada), adicionando todos os jogadores do continente americano disponíveis no jogo, totalizando algo próximo de 100 mil jogadores. E como os times das ligas mais significativas estão razoavelmente atualizados no patch 21.4, não achei necessário marcar a opção de "Adicionar Jogadores a Equipes Jogáveis", evitando que o jogo esteja repleto de newgens logo de cara.


      Fugindo um pouco do que vinha fazendo em minhas últimas histórias, decidi por não estabelecer nenhuma regra ou objetivo específico para esse save. Obviamente, não fugirei ao que o título e banner da história nos remete, que é a conquista de títulos continentais como a Libertadores da América e a Liga dos Campeões da CONCACAF. Não há como fugir disso. No entanto, a caminhada que pretendo construir até conquistá-los não será das mais curtas. O FM nos possibilita grandes saltos dentro de um save carreira, mas farei o possível para que isso não ocorra com Paulo Wanchope.
      Minha ideia é que esse percurso seja construído da forma mais verossímil possível. Logo, não se assustem ao me ver tomar decisões dentro do save que atravanquem a evolução da carreira do costarriquenho em alguns momentos, algo que eu já fiz sutilmente com Arturo Sanhueza. Farei o possível para que as mudanças de clube de Wanchope sejam as mais modestas possíveis, nunca saltando para uma equipe ou liga de reputação muito maior à que eu estiver jogando, por exemplo.
      O estilo principal das postagens será no formato de notícias, com algumas pitadas de ficção para que as ações realizadas dentro do jogo façam um pouco mais de sentido para quem estiver acompanhando. Quando necessário, alternarei com postagens no velho estilo JeT, como forma de complementar informações.


      Uma das formas que conheço que podem me auxiliar a impedir que a carreira de Paulo Wanchope evolua rapidamente é a questão das licenças. Este, inclusive, foi um dos erros que acabei cometendo com Arturo Sanhueza, que passou a receber propostas de clubes de reputação continental muito cedo. Dessa forma, atrasarei ao máximo os cursos do costarriquenho dentro do save, que iniciará Sem Qualificações e com experiência passada de Futebolista Amador. 
      A outra forma que conheço é tomando decisões controversas dentro do jogo, o que fará todo o sentido aqui. Para quem não conhece bem a figura de Paulo Wanchope, é importante saber que se trata de uma pessoa de temperamento difícil e que coleciona diversas confusões em sua carreira, seja como jogador, dirigente ou treinador. Com base nisto, buscarei sempre realizar ações dentro do save que sejam condizentes ao que ele é na vida real.

      Por exemplo, no save com Arturo Sanhueza, lembro que engoli em seco uma renovação do Sport Boys com um contrato de duração muito maior do que eu desejava. Salvo engano, até com um salário menor. E como eu queria muito disputar a Libertadores, acabei aceitando. Bom, se fosse o Wanchope no lugar de Sanhueza, não tenho dúvidas de que o costarriquenho não apenas recusaria tal proposta como ainda faria comentários polêmicos à imprensa. Isto, se não partisse para a porrada com alguém.
    • Victor Duque
      By Victor Duque
      Salve comunidade, depois de muito tempo, decidi me me aventurar (tentar) compartilhar uma saga por aqui. Não tive talento para ser um jogador profissional, mas a paixão pelas táticas fez este cidadão, mesmo sem nenhuma qualificação de treinador, explorar o mercado do futebol aos 25 anos de idade!! Só me impus duas restrições nessa busca inicial, não trabalhar no Brasil nem na Europa. Sobre preferências, não tenho. Estou aberto a avaliar as propostas independente do lugar, já que nada na minha vida me prende. 
      Dessa forma então iniciarei minhas buscas e contatos para em breve, anunciar o primeiro desafio dessa carreira.
      Capítulos da saga:
      Desempenho por temporadas:
       
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