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schacoffee

Como funciona a marcação por zona no FM?

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schacoffee

Como vocês acreditam que deve ser uma instrução tática para atingir em campo a marcação por zona?

Testei uma tática onde defensivamente eu coloquei somente a instrução Contra-Pressão e depois de um tempo o jogo reconheceu o meu estilo de marcação como "mista".

Eu não sou muito fã de marcação homem a homem, principalmente quando se tem no time adversário muitos jogadores considerados criativos, que se deslocam muito em campo.

Mas não consigo obter um resultado de marcação totalmente zonal. Não acho que apenas ler "mista" seja um problema, mas queria pelo menos saber como se faz uma marcação por zona eficiente.

Alguém aí consegue? Como vocês atingem esse resultado?

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Peepe

Essa é uma pergunta bem complexa e o tópico sobre sistemas defensivos nessa área pode te ajudar muito a pensar, não só o post inicial como também a discussão que vem abaixo com o @ggpofm que pratica a marcação por zona.

Posso estar enganado mas o que tira sua marcação por zona é justamente o "contra pressão" adotado, já que o FM identifica que você em certa fase do jogo opta por um sistema de maior pressão e consequentemente uma marcação homem a homem. Para a marcação ser 100% por zona e ser entitulada assim dentro do jogo, você precisa reagrupar e tirar todas as instruções de maior pressão.

Quanto a forma de fazer, já tive uma experiência próxima a isso em sistema com 2 linhas de 4. Defensivamente era bem consistente e a proposta funcionava, o grande cuidado que eu te dou é em relação as instruções para os laterais porque, por padrão do jogo, eles afunilam e permitem que o adversário cresça na sua linha de fundo. Meu problema maior era mesmo do meio pra frente, o time era pouco criativo e vivia de lampejos do meia direita, a época eu jogava em um 4411 e só rendia com um alvo para servir de pivô pra bola longa. Pelas dificuldades em equilibrar, eu acabei abandonando a ideia frustrado.

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schacoffee
23 minutos atrás, Peepe disse:

Essa é uma pergunta bem complexa e o tópico sobre sistemas defensivos nessa área pode te ajudar muito a pensar, não só o post inicial como também a discussão que vem abaixo com o @ggpofm que pratica a marcação por zona.

Posso estar enganado mas o que tira sua marcação por zona é justamente o "contra pressão" adotado, já que o FM identifica que você em certa fase do jogo opta por um sistema de maior pressão e consequentemente uma marcação homem a homem. Para a marcação ser 100% por zona e ser entitulada assim dentro do jogo, você precisa reagrupar e tirar todas as instruções de maior pressão.

Quanto a forma de fazer, já tive uma experiência próxima a isso em sistema com 2 linhas de 4. Defensivamente era bem consistente e a proposta funcionava, o grande cuidado que eu te dou é em relação as instruções para os laterais porque, por padrão do jogo, eles afunilam e permitem que o adversário cresça na sua linha de fundo. Meu problema maior era mesmo do meio pra frente, o time era pouco criativo e vivia de lampejos do meia direita, a época eu jogava em um 4411 e só rendia com um alvo para servir de pivô pra bola longa. Pelas dificuldades em equilibrar, eu acabei abandonando a ideia frustrado.

Bem interessante o que tu me disseste. Eu imaginei que a marcação pressão fosse justamente anular qualquer possibilidade um encaixe de marcação individual, já que terão 2, 3 ou até mesmo 4 jogadores mordendo um único adversário. Na minha leitura isso seria algo zonal.

Eu ajustei nas táticas a marcação apertada somente em cima do volante único e o centroavante, como na figura abaixo:

spacer.png

Com essa instrução achei que seria melhor para eu evitar qualquer brilhantismo individual desses jogadores, que julgo serem os que mais podem desequilibrar os adversários. E na maioria das vezes, são esses jogadores os mais fixos em suas posições dentro de campo nos times adversários.

Logo em seguida, fiz o teste desmarcando qualquer marcação individual e ajustando o tipo de pressão no adversário, sendo desarme agressivo nos volantes, agora em qualquer um deles, seja o volante central único ou os mais abertos também em casos de formações com dupla de volantes. Então a partir daí percebi que o meu tipo de marcação é considerada mista.

Faltou o teste sem qualquer tipo de instrução em relação à oposição por que achei que não daria certo.

Enfim, eu estarei lendo na sequência o guia dos princípios básicos defensivos para ver se acho uma resposta.

Edited by schacoffee

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ggpofm

Eu não sou a pessoa mais adequada para falar sobre isso, mas até onde sei, no FM a marcação por zona é o padrão. A marcação "individual homem a homem" seria feita na tela instruções do jogador, onde é possível determinar a marcação por uma posição específica. Já nas instruções sobre o adversário (como na imagem), acho que ela estaria mais para uma marcação "individual por setor", já que um jogador adversário estaria selecionado para receber um tipo de marcação, independentemente do local que ele estivesse.

Sobre o que aparece na descrição como treinador não posso nem opiniar porque não é algo que eu leve em conta quando jogo.

 

 

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Tsuru
14 horas atrás, ggpofm disse:

Eu não sou a pessoa mais adequada para falar sobre isso, mas até onde sei, no FM a marcação por zona é o padrão. A marcação "individual homem a homem" seria feita na tela instruções do jogador, onde é possível determinar a marcação por uma posição específica. Já nas instruções sobre o adversário (como na imagem), acho que ela estaria mais para uma marcação "individual por setor", já que um jogador adversário estaria selecionado para receber um tipo de marcação, independentemente do local que ele estivesse.

Eu também entendo dessa forma. Marcação por zona é padrão e não dá pra mexer.

Além dessas opções de individual homem a homem e individual por setor, usar a instrução "Marcação Apertada" tende a gerar um efeito bastante parecido com a marcação mais utilizada pelos técnicos brasileiros, aquela famosa "por encaixe". Ou seja, a equipe ou o jogador encostam no adversário que aparecer próximo a ele. É diferente da individual onde o mesmo cara marca sempre o mesmo adversário independente do ponto do campo onde ele estiver.

Eu não gosto de mexer em nada relativo à marcação no FM. Já me parece um sistema meio estranho às vezes, sempre tenho a sensação que não funciona muito bem, e quando altero - seja para individual ou por encaixe - me parece que fica ainda pior. É como se os jogadores tivessem dificuldade de entender o que estou pedindo ou tentassem, ao mesmo tempo, executar a marcação por zona junto com as instruções que dei, gerando uma confusão enorme. Mas isso é apenas sensação, na prática eu sempre acho que o time fica mais frágil defensivamente.

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DominicMiles

boa maneira de dizer isso 🤞

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schacoffee

Aí pessoal, acho que encontrei uma solução. Lendo sobre os preset's do jogo na internet percebi que os estilos defensivos utilizam mais a instrução de Marcação Apertada do que os estilos ofensivos. Pareceu uma enorme coincidência, então resolvi analisar melhor o futebol do time com e sem a marcação apertada. Além disso, retirei todas as instruções individuais da oposição, com exceção de forçar os jogadores do time adversário a utilizarem determinado pé.

Parece que o futebol mais cauteloso usa uma marcação por zona melhor que o futebol mais ofensivo dentro do FM. Eu sempre usei tanto marcação apertada quanto desarmes agressivos nas minhas táticas. Devo estar enganado, mas talvez essa união me resulte em um estilo de proteger espaços - como uma marcação zonal - ao mesmo passo que pressiono os adversários - se aproximando do que seria H-H - levando o próprio jogo a classificar como "mista" a marcação.

Se quiserem dissertar sobre, ficarei grato.

Edited by schacoffee

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Banton

É como falaram aí. Desde os primórdios do FM, a marcação por zona é padrão. 

Não tem como você querer marcação por zona e pedir nas instruções individuais que o PL adversário e o MAC tenham uma marcação mais apertada. Isso já quebra o estilo de marcação.

Eu sempre gostei de formações baixas e acredito que sejam a mais apropriada para esse sistema defensivo. 4-4-2 e 4-4-1-1. Fica visível a marcação por zona. Lindo demais por sinal.

 

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schacoffee
5 horas atrás, Banton disse:

É como falaram aí. Desde os primórdios do FM, a marcação por zona é padrão. 

Não tem como você querer marcação por zona e pedir nas instruções individuais que o PL adversário e o MAC tenham uma marcação mais apertada. Isso já quebra o estilo de marcação.

Eu sempre gostei de formações baixas e acredito que sejam a mais apropriada para esse sistema defensivo. 4-4-2 e 4-4-1-1. Fica visível a marcação por zona. Lindo demais por sinal.

 

Ouvi muito sobre o 4-4-2 e gostaria de experimentar um dia. Ainda não o fiz por teimosia e por ser muito adepto ao 4-3-3.

Mas tirando a formação, deixarias desmarcado contra-pressão e marcação apertada?

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Banton
Em 02/04/2021 em 19:42, schacoffee disse:

Ouvi muito sobre o 4-4-2 e gostaria de experimentar um dia. Ainda não o fiz por teimosia e por ser muito adepto ao 4-3-3.

Mas tirando a formação, deixarias desmarcado contra-pressão e marcação apertada?

@Tsuru tem um tópico sobre sistema defensivo. O conteúdo é sensacional. Foi traduzido direto do site dos criadores do FM. Depois peço ao amigo que dê uma lida.

Quanto a formação... temos algo em comum. Também sou adepto ao 4-3-3. Sempre quando começo em uma equipe, é a primeira formação que me vem a cabeça; por ser neutra e obviamente todo time tem peças para montar. Inclusive, eu adoro o "neutro". Por isso, acho que você deveria experimentar o 4-4-1-1 ou se quiser ser mais agressivo, um 4-4-2.

Por ter aquele Barcelona do Guardiola como uma das minhas inspirações, eu sempre optei pelo 4-3-3. Só depois que comecei a entender de fato o jogo, que passei a testar novas táticas. Estava cansado da mesmice. Queria algo diferente e foi daí que conheci a magia do 4-4-2. Mas antes flutuei pelo 4-2-3-1 que é uma variante mais ofensiva do 4-3-3.

Acho que a graça do FM é justamente montar táticas. Se não, seria apenas um jogo de Diretor de Futebol. Então teste novas formações caso sua equipe tenha elementos para isso. Você vai gostar! Eu comecei com um 4-3-3 aqui mas já tô pensando em mudar para um 4-4-2 no futuro. O foda desse FM 21 é os cruzamentos. Então formações que tem força pelos lados do campo não tá fluindo. Não tive sucesso nos meus dois saves com 4-4-2. Porque os jogadores cadenciam a bola ao invés de cruzar. Mas como o @Leho. disse: "isso é papo para outro tópico" - E já existe uma discussão com provas nos forum da SI, estava acompanhando e está em revisão.

Edited by Banton

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Tsuru
14 horas atrás, Banton disse:

@Tsuru tem um tópico sobre sistema defensivo. O conteúdo é sensacional. Foi traduzido direto do site dos criadores do FM. Depois peço ao amigo que dê uma lida.

Quanto a formação... temos algo em comum. Também sou adepto ao 4-3-3. Sempre quando começo em uma equipe, é a primeira formação que me vem a cabeça; por ser neutra e obviamente todo time tem peças para montar. Inclusive, eu adoro o "neutro". Por isso, acho que você deveria experimentar o 4-4-1-1 ou se quiser ser mais agressivo, um 4-4-2.

Por ter aquele Barcelona do Guardiola como uma das minhas inspirações, eu sempre optei pelo 4-3-3. Só depois que comecei a entender de fato o jogo, que passei a testar novas táticas. Estava cansado da mesmice. Queria algo diferente e foi daí que conheci a magia do 4-4-2. Mas antes flutuei pelo 4-2-3-1 que é uma variante mais ofensiva do 4-3-3.

Acho que a graça do FM é justamente montar táticas. Se não, seria apenas um jogo de Diretor de Futebol. Então teste novas formações caso sua equipe tenha elementos para isso. Você vai gostar! Eu comecei com um 4-3-3 aqui mas já tô pensando em mudar para um 4-4-2 no futuro. O foda desse FM 21 é os cruzamentos. Então formações que tem força pelos lados do campo não tá fluindo. Não tive sucesso nos meus dois saves com 4-4-2. Porque os jogadores cadenciam a bola ao invés de cruzar. Mas como o @Leho. disse: "isso é papo para outro tópico" - E já existe uma discussão com provas nos forum da SI, estava acompanhando e está em revisão.

Eu diria que o 4-3-3, mais do que "neutro", é "híbrido". Como ele tem 3 jogadores no último terço (centro do ataque e pontas avançados), você pode utilizar para montar um sistema que não seja nem muito focado em pressão, nem em defender muito atrás, mas fique em algum lugar entre os dois, faça um pouco de cada coisa.

Já o 4-4-2 inglês e o 4-4-1-1 têm dois jogadores no último terço, o que significa que são oito do meio campo para trás. Por isso eu diria que são mais adequados a sistemas de contragolpe e futebol defensivo, por terem mais dificuldade de pressionar a saída de bola e mais facilidade em fechar os espaços.

A formação está diretamente relacionada à efetividade da pressão inicial na bola e o FM tem levado muito isso em conta - sistemas ofensivos pressionam mais, sistemas defensivos pressionam menos - por isso tem sido cada vez mais difícil armar por exemplo um 4-4-2 inglês super ofensivo, ou um 4-3-3 contragolpe. Dá? Dá, mas fica sempre aquela sensação que tem uma peça solta ou que tá meio...esquisito.

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schacoffee

Pois é, @Banton, tenho o futebol desenvolvido pelo Pep ao longo dos anos como um norte, gosto muito e sou muito adepto de fato. Das duas formações que tu citaste, curto mais a ideia do 4-4-1-1, porém o meia armador não é algo que eu goste muito. Penso nele como um atacante que não ataca como tal e um meia que não defende como deve defender, principalmente nos últimos anos, onde o futebol está muito mais rápido, intenso, todos precisam cooperar. Obviamente isso é uma questão individual e sei que posso encontrar muitos exemplos de jogadores e times que fazem cair por terra minha análise. Além disso, o camisa 10 na minha opinião é tão especialista quanto um camisa 5, raramente são desviados das funções principais, e se desviarem, dependem muito dos outros para fecharem algumas lacunas.

Em termos defensivos, o 4-3-3 me deixa muito puto por ser uma formação que não tem largura defensiva se não trazer os pontas, o time abre muito espaço para o adversário explorar pelos lados; em compensação o 4-1-4-1 que possui mesmo desenho, não tem tanta ofensividade com os médio-alas que mais funcionam como os próprios laterais no último terço.

Um outro treinador que admiro muitíssimo é o Wenger que construiu os Invencíveis em um 4-4-2, formação que o @Tsuru volta e meia recomenda! Eu não consigo fazer um time jogar ofensivamente com 4-4-2 sem modificar essa formação para na prática se comportar de forma diferente e estou quase me conformando de que essa tal marcação por zona será difícil desenvolver no meu estilo de montar o time para atacar. Não que seja um problema, aliás o tópico em si é uma pergunta de como funciona, apenas, não pretendo mudar tão drasticamente.

Talvez para atingir um resultado sólido com a proposta, eu devesse usar o 4-2-3-1 mesmo, que em pressão alta se parece com o 4-4-2 onde o 10 sobe para morder os defensores junto do centroavante.

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Tsuru
53 minutos atrás, schacoffee disse:

Um outro treinador que admiro muitíssimo é o Wenger que construiu os Invencíveis em um 4-4-2, formação que o @Tsuru volta e meia recomenda! Eu não consigo fazer um time jogar ofensivamente com 4-4-2 sem modificar essa formação para na prática se comportar de forma diferente e estou quase me conformando de que essa tal marcação por zona será difícil desenvolver no meu estilo de montar o time para atacar. Não que seja um problema, aliás o tópico em si é uma pergunta de como funciona, apenas, não pretendo mudar tão drasticamente.

O 442 funciona melhor ofensivamente nas versões com mais de um jogador no último terço - 442 diamante e 4312. Ambas te dão força suficiente para pressionar e recuperar a bola mais rápido, permitindo atacar de forma mais proativa. E não precisa mudar nada na marcação, que já é zona por padrão.

O que talvez você possa testar é o chamado "bloco dividido": mentalidade Positiva, Linha de Engajamento padrão + Linha Defensiva Mais Alta, os jogadores do último terço têm instruções individuais para "Pressionar Mais", e os quatro da defesa têm instruções individuais de "Passe Mais Curto" (para minimizar aquele irritante efeito de rifarem a bola), goleiro distribuindo para zagueiros e laterais. Funciona geralmente bem com formações com 3 ou 4 jogadores no último terço (433, 4231, 424, 442 diamante, 4312 etc.) Testa e vê se é mais próximo do que você quer.

59 minutos atrás, schacoffee disse:

Talvez para atingir um resultado sólido com a proposta, eu devesse usar o 4-2-3-1 mesmo, que em pressão alta se parece com o 4-4-2 onde o 10 sobe para morder os defensores junto do centroavante

Sempre existe a opção do 424, tão forte quanto pra pressionar mas com dois homens de área em vez do meia ofensivo. Se feito direitinho pode ficar muito bom.

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Tsuru
4 minutos atrás, Tsuru disse:

O 442 funciona melhor ofensivamente nas versões com mais de um jogador no último terço - 442 diamante e 4312. Ambas te dão força suficiente para pressionar e recuperar a bola mais rápido, permitindo atacar de forma mais proativa. E não precisa mudar nada na marcação, que já é zona por padrão.

O que talvez você possa testar é o chamado "bloco dividido": mentalidade Positiva, Linha de Engajamento padrão + Linha Defensiva Mais Alta, os jogadores do último terço têm instruções individuais para "Pressionar Mais", e os quatro da defesa têm instruções individuais de "Passe Mais Curto" (para minimizar aquele irritante efeito de rifarem a bola), goleiro distribuindo para zagueiros e laterais. Funciona geralmente bem com formações com 3 ou 4 jogadores no último terço (433, 4231, 424, 442 diamante, 4312 etc.) Testa e vê se é mais próximo do que você quer.

Sempre existe a opção do 424, tão forte quanto pra pressionar mas com dois homens de área em vez do meia ofensivo. Se feito direitinho pode ficar muito bom.

Ah sim, coloca o volante ou meia mais defensivo com passe mais curto também.

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Banton
4 horas atrás, schacoffee disse:

Um outro treinador que admiro muitíssimo é o Wenger que construiu os Invencíveis em um 4-4-2, formação que o @Tsuru volta e meia recomenda! Eu não consigo fazer um time jogar ofensivamente com 4-4-2 sem modificar essa formação para na prática se comportar de forma diferente e estou quase me conformando de que essa tal marcação por zona será difícil desenvolver no meu estilo de montar o time para atacar. Não que seja um problema, aliás o tópico em si é uma pergunta de como funciona, apenas, não pretendo mudar tão drasticamente.

Talvez para atingir um resultado sólido com a proposta, eu devesse usar o 4-2-3-1 mesmo, que em pressão alta se parece com o 4-4-2 onde o 10 sobe para morder os defensores junto do centroavante.

É @Tsuru parece que temos um outro Banton aqui. Mas esse é Gremista.

4 horas atrás, schacoffee disse:

Das duas formações que tu citaste, curto mais a ideia do 4-4-1-1, porém o meia armador não é algo que eu goste muito. Penso nele como um atacante que não ataca como tal e um meia que não defende como deve defender, principalmente nos últimos anos, onde o futebol está muito mais rápido, intenso, todos precisam cooperar. Obviamente isso é uma questão individual e sei que posso encontrar muitos exemplos de jogadores e times que fazem cair por terra minha análise. Além disso, o camisa 10 na minha opinião é tão especialista quanto um camisa 5, raramente são desviados das funções principais, e se desviarem, dependem muito dos outros para fecharem algumas lacunas.

Aqui eu discordo sobre o Meia-Atacante. Acho que é a única posição no futebol onde você consegue dar liberdade sem perder o equilíbrio. Ele pode ser mais ofensivo ou até mesmo mais defensivo. Tudo depende dos atributos do cara e de como a equipe ao seu redor é montada.

Você pode improvisar um centroavante como Avançado Sombra (Atacar). Um jogador que poderia fazer isso se fosse novo? Benzema.

Salvo engano meu, no Lyon, ele atuava como MAC inclusive. Ele sempre foi um cara mais de passe do que de finalizar.

Você pode improvisar um meia-central como Meia-Atacante (Apoiar). Um jogador que pode fazer isso tranquilamente? Pogba.

O fato é que você pode adaptar jogadores mais facilmente no FM. Eu sou adepto do Hannover 96 na Alemanha. Eu acompanhei a carreira todinha do Stindl durante o período no time. Ele era um segundo volante e hoje utilizam ele como MAC/Falso 9 no Gladbach. Ou seja: É um cara que sabe defender e como está avançado, dá MUITO trabalho na saída de bola. Não é aquele jogador que corre descontroladamente só por pressão. Ele sabe o que está fazendo e faz muito bem. Hoje em dia assisto mais basquete do que futebol. Mas tenho certeza de que ele é um dos responsáveis por essa ascensão do Gladbach. Me corrijam se eu estiver errado!

Eu tinha muito preconceito com o MA (Ap) até eu achar um jogador certo e um sistema certo para ele render. E foi justamente um jogador com atributos defensivos "ok" e um bom posicionamento. Atuávamos num 4-2-3-1 com pressão alta.

Edited by Banton

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schacoffee
Em 04/04/2021 em 19:04, Banton disse:

[...] parece que temos um outro Banton aqui.

Em que sentido?! hahahahaha

Em 04/04/2021 em 19:04, Banton disse:

Eu tinha muito preconceito com o MA (Ap) até eu achar um jogador certo e um sistema certo para ele render. E foi justamente um jogador com atributos defensivos "ok" e um bom posicionamento. Atuávamos num 4-2-3-1 com pressão alta.

Talvez eu ainda esteja nesse estado de preconceito, pois ainda não consegui formar uma opinião a favor da função/posição.

Fiz uns testes com o 4-4-1-1 e estou gostando do que vi até agora, porém falta um pouco de agressividade.

O 4-2-3-1 até o momento parece ter tido os melhores resultados em combinação ataque/defesa. O comportamento de duas linhas de 4, incluindo aqui os pontas, é bem bonito mesmo.

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      Meu nome é Fábio, mas sou conhecido como Cadete, devido ao antigo jogador de futebol do Sporting e Celtic (entre outros), Jorge Cadete. Sou natural do Funchal, Ilha da Madeira. Ou seja, sou da mesma cidade do Cristiano Ronaldo.

      Sempre fui fã de futebol e minha equipa favorita é o Arsenal. Muito novo comecei a jogar nas camadas jovens do CS Marítimo, e por lá fiquei até aos 17 anos. Pelo caminho, fui campeão regional várias vezes e cheguei a jogar contra o grande CR7, quando este ainda vestia as cores da camisola do CD Nacional. A melhor época que tive, foi nos sub-17, quando terminamos a época sem derrotas (20 vitórias e 2 empates). De seguida, disputamos a fase nacional, onde defrontei o Sporting CP, Barreirense e Campomaiorense. Estes dois últimos, já viveram dias melhores e o Campomaiorense, na altura, jogava no Tugão.

      Nos sub-19, decidi sair do clube da minha infância e fui jogar no clube da terra da minha mãe, o CD Ribeira Brava, que tem como maiores rivais, o Pontassolense. Passei dois anos fantásticos no clube e vencemos o primeiro troféu do clube, nas camadas jovens, a Taça da Madeira. Na final, derrotamos o CF União. Lembro-me muito bem desse jogo. Marquei o primeiro golo e o resultado final foi 4-2. No final, festejamos imenso e levamos a Taça para a nossa "terrinha". Isto foi na primeira época. 
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      Vida que segue (como diz um amigo meu cá do fórum), e como trabalhava aos fins-de-semana, não pude jogar futebol. Dediquei-me então ao Futsal, que por cá é amador. Aliás, em Jersey, a única equipa profissional que há, é o Jersey Reds. Uma equipa de râguebi que disputa o segundo escalão do râguebi inglês. No futsal, joguei em 2 equipas locais. Fui campeão duas vezes e venci a taça uma vez. O futsal aqui é diferente e as regras também. Tanto, que ainda chamam de 5-a-side, não podemos entrar na área do Guarda-Redes e a bola não pode subir acima da altura dos ombros. Coisas dos ingleses.

      Após vários anos no campo de golfe, consegui um emprego no HSBC, um dos maiores bancos a nível mundial. Sendo Jersey um paraíso fiscal, a sua economia é movida pelo mundo das finanças. Vários são os bancos que cá estão, incluíndo Royal Bank of Canada, Lloyds, Santander, CitiBank ou Natwest. Além destes, tem outros bancos privados e muito dinheiro passa por cá. De vez em quando, entra nas bocas do mundo por eventuais branqueamentos de dinheiro e abrem-se investigações. É um mundo à parte.
      O HSBC Expat e o HSBC Channel Islands e Isle of Man, têm cá a sua sede e é lá que trabalho. Fui Product Manager e agora sou Operational Support Manager. 

      Trabalhar no banco libertou-me os fins-de-semana, e voltei ao futebol de 11. Como ja estava a chegar aos 35 anos, decidi jogar nos veteranos. Fui convidado para jogar no St Paul's FC, que é o maior clube da ilha. Aceitei logo e na primeira época fomos campeões, só com vitórias. Não perdemos nenhum ponto. Época de sucesso e apenas não vencemos a Taça de Veteranos, pois esta foi cancelada devido ao Covid-19. Começamos a segunda época, e até ao momento nao perdemos nenhum jogo. Queremos ser bi-campeões, sem derrotas. 
      Como ainda estou para as curvas, tenho feito alguns jogos pela equipa de reservas, onde a minha experiência é essencial para ajudar os mais jovens. Disputam a 3ª e última divisão de Jersey, e permite-me ir mantendo a forma ao jogar contra os mais novos.

      E por aquí fica a realidade do save. Aproveitei para me apresentar e assim ficam a me conhecer um pouco melhor. Daqui em diante, entraremos na ficção e na parte divertida do save. Adoro viajar e já estive em 5 continentes. Só me falta mesmo visitar a América do Sul.
      Trabalhando no HSBC, irei aproveitar esse facto para dar andamento a este save e irei baseá-lo nisso mesmo, a oportunidade de poder viajar pelo trabalho. 
       

       

       

       
    • Saulodwornik
      By Saulodwornik
      É possível copiar a base de dados de um fm antigo e colocar em outro fm mais novo? 
      Queria colocar os jogadores com potencial máximo de 140 a 200 aposentados de 2014 até 2020 porem para fazer isso preciso reeditar de um por um. Não existe um recurso no editor que copie dados de uma base antiga para a nova.
    • Megalodonte
      By Megalodonte
      Prezados
      Esta é a história de José Silva,  mais um entre tantos milhões de brasileiros.
       
      REGRAS DO SAVE E DATABASE
      Escrever a história de José Silva no cenário mundial; Expressar ao máximo os dilemas da carreira de José Silva no fórum; Diversão total no save  
      Database: TODAS as ligas do mundo como jogáveis, totalizando 490 mil jogadores, para dar o máximo de realismo possível. Estou utilizando também o BRMundiup atualizado em 26/03 e o modo de inteligência deles que deixa o jogo mais realista e difícil, sobretudo na América do Sul. Já deixo a dica para quem tem notebook/PC gamer que selecionar todas as ligas do mundo roda de boa e sem travar, independente do fato de ficar com "meia estrela" no desempenho. Apenas recomendo um acelerador de dias (FMspeed ou Cheat Engine) para que o jogo dê uma acelerada na passagem de dias (sem perder qualquer interação), mas é opcional isso.
       
       

      Imagem da Zona Leste de São Paulo-SP
      TEMPORADA 2021 - CAPÍTULO 1
      Quem sou eu?!
      Esta história será escrita em primeira pessoa. Sim, sou eu, José Silva, que está escrevendo. Não farei joguetes dissertativos nesta jornada, mas garanto sinceridade máxima para com o leitor. Antes de tudo, vou me apresentar. Eu sou José Silva, mais um entre tantos milhões de brasileiros. Mais um José e mais um Silva, talvez o nome e o sobrenome mais comum do Brasil. Ok, sei que não ficou legal esta apresentação, portanto serei mais direto para me ater à promessa de evitar os joguetes na narração.
      Nasci na cidade de São Paulo, no Natal de 1990. Estou prestes a completar 30 anos. Sou da Zona Leste, uma área predominantemente pobre na capital paulista, apesar de eu particularmente nunca ter sido pobre a ponto de ter passado fome ou frio na vida, sempre tive consciência de classe, que no meu caso, na melhor das hipóteses sempre foi a classe média baixa. Minha mãe é professora de uma escola estadual de Guarulhos, cidade com mais de 1 milhão de pessoas, ao qual faz divisa com a Zona Leste de São Paulo. A inflação imobiliária nos impediu de mudar para Guarulhos mais perto do colégio, portanto moro até hoje numa casa velha da Zona Leste, porém digna, adquirida pela minha mãe nos anos 90 e quitada após uns 15 anos de prestações. Sempre estudei no colégio público que minha mãe deu aula em Guarulhos, portanto era cobrado duplamente, tanto como filho quanto como aluno. Da nossa casa até o Colégio dava cerca de 20 minutos de moto e essa foi minha trajetória da infância até completar o ensino médio: acordar cedo, ir pra escola na garupa da moto da minha mãe e passar a tarde toda jogando bola na quadra do meu colégio. Eu era um goleiro mediano e nunca sequer cogitei ser jogador de futebol e apesar de amar futebol, sempre gostei mais de assistir do que jogar futebol. Era um corintiano moderado, que não desenvolveu o fanatismo por nunca ter ido ao Pacaembu na infância, pois não tinha um pai pra me levar ao estádio. Nunca conheci o meu pai, que segundo minha mãe sumiu no mundo após engravidá-la. Não tinha o nome dele em minha identidade ou certidão de nascimento, e herdara apenas o sobrenome Silva, de minha mãe. Além de "José" e "Silva", era mais um brasileiro filho de mãe solteira na imensidão demográfica deste País Continental.
      Sempre tirei notas boas, apesar de nunca ter sido um bom aluno. Meus interesses eram curiosidades globais, romances policiais, séries baixadas em péssima qualidade, idiomas, história do futebol e livros políticos e filosóficos. Desenvolvi um bom nível de inglês através de jogos na lanhouse que frequentava perto da minha casa, no auge dos anos 2000. Quanto à politica, se você é de esquerda, me achará de direita e se você é de direita, me achará de esquerda. Me considero um verdadeiro "isentão" que gosta de ver o circo pegar fogo. Acho tanto o coletivismo quanto a meritocracia duas farsas, quando postas de maneira integral, além de ser um adepto da teoria do caos, também conhecida como efeito borboleta. Acredito que pequenos detalhes mudam toda uma trajetória e que a sorte e o azar são fundamentais na vida do cidadão, desde a loteria genética até estar em determinados lugares ou conhecer determinadas pessoas. 
      Após terminar o colégio, fui o último aprovado no vestibular para o curso de Educação Física na USP, ao qual confesso que levei uma sorte desgraçada. Mais procrastinava do que estudava, porém acertei o necessário para entrar. Dizem que vestibular é igual sexo: não importa a posição, o que importa é entrar. A essa altura eu tinha 18 anos e uns 500 reais de patrimônio total. O departamento de Educação Física da USP era bem longe da minha casa, e sabia que teria que pegar ônibus e metrô para chegar lá, portanto decidi que iria trabalhar durante o dia (a faculdade era noturna) para juntar um dinheiro para tirar carteira de motorista e comprar uma moto, pois a perda de tempo dentro do transporte público era imensa, economizaria umas duas horas diárias que poderiam ser empregadas em outra coisa. Sempre achei que o capitalismo é um jogo de tempo.
      Falando em tempo, vou adiantar um pouco minha história para chegarmos ao presente. Quando entrei na faculdade, consegui um emprego na lanhouse ao qual frequentei minha infância e adolescência e acabei virando uma espécie de "gerentão" lá. No meio do segundo ano, após todo mês juntar uma parte do salário que sobrava, enfim consegui comprar a moto e tirar minha CNH. Aproveitei o tempo livre diário que ganhei ao não ter mais que pegar transporte público pra dormir. Sim, isso mesmo, eu vivia num sono infernal nessa rotina de trabalhar e estudar e duas horas de sono a mais por dia me davam uma revigorada satisfatória. Terminei a faculdade e decidi que queria ser professor de Educação Física, para isso teria que estudar, pois apesar do salário de professor da rede estadual não ser nada atraente, a concorrência era imensa, pois ganhar 3 ou 4 salários mínimos com estabilidade em um país de terceiro mundo como o Brasil era algo muito acima da média. Meu TCC foi sobre evolução de táticas de futebol na Ásia. Sim, bizarro.
      Com o diploma na mão, fiz as contas e vi que tinha dinheiro para me manter por 6 meses sem ter que trabalhar, portanto, para não queimar minhas reservas, tive a ideia de pedir ao dono da lanhouse se era possível que eu trabalhasse meio-período, para poder focar o máximo de tempo no concurso, que seria no final do ano (estávamos em 2012). Ele resmungou, dizendo que esse negócio de emprego meio-período era coisa de País rico, que não existia isso no Brasil, mas acabou cedendo, pois tinha grande apreço por mim. Eu ganhava dois salários mínimos na lanhouse, com essa redução, viria a ganhar um, o pouco de vida social que eu tinha acabava de ir pros quiabos com essa nova renda. Era apenas subsistência e mais nada.
      Dessa vez eu não procrastinei e pela primeira vez estudei de maneira sistemática e organizada e no final de 2012 passei no concurso, em uma posição intermediária. No começo de 2013 assumi uma escola Estadual em Itaquaquecetuba, outra cidade metropolitana grudada em São Paulo e Guarulhos, ao qual o pessoal costuma chamar apenas de "Itaquá". Tinha apenas 22 anos e seria professor de alunos da quinta e sexta série, ou seja, uma intersecção de crianças e adolescentes, metade infância e metade puberdade. As condições da escola eram ruins, mas não chegavam a ser deploráveis, daria uma nota 4,5 numa escala de 0 a 10. Confesso que esperava algo pior. No meu primeiro ano, tive muitos problemas, pois eu alternava entre ser bonzinho demais e severo em demasia, e os alunos deitavam e rolavam, tanto por mau comportamento pela minha inércia, quanto reclamando com os pais que eu gritava e era bravo demais quando eu decidia fazer alguma coisa. Somente no final de 2014, no meu segundo ano como professor que fui pegando o jeito do negócio e a partir de 2015 eu já era um dos professores mais queridos do colégio.
      Eu era criativo e costumava dar aulas envolvendo competições de diversos esportes, apesar de não esconder minha preferência pelo futebol, também desenvolvia-os com Xadrez e alguns jogos de tabuleiro. Os anos foram passando e a maioria dos meses eu conseguia guardar cerca de 10% do meu salário, minha mãe estava prestes a aposentar e eu sentia que faltava algo para dar uma guinada na minha vida. Confesso que me iludi com algumas promessas miraculosas de dinheiro, mentalidade empreendedora e outras baboseiras de espertalhões na internet que enganavam ingênuos ambiciosos e acabei perdendo dinheiro nessas coisas, ao qual eu sequer gostava. 
      Mal sabia que a grande teoria do caos que estava por aparecer na minha vida seria um "pequeno" torneio escolar. Era o ano de 2020 e eu notei que desde que entrei no colégio em Itaquá, aquele ano era ao qual os alunos do sexto ano eram os melhores nas aulas de futsal desde 2013. Tinha pelo menos 6 alunos ali com um potencial monstruoso perto do que eu já tinha visto de garotos daquela idade, e pela primeira vez nosso colégio foi convidado para a disputa dos jogos escolares da Grande São Paulo, pois a Prefeitura de São Paulo havia expandido a participação para todos os colégios da capital e região metropolitana. Seria uma espécie de Copa da Inglaterra, com mais de 1000 escolas públicas e particulares disputando um gigantesco torneio em mata-mata. Só eram permitidos alunos de 11 ou 12 anos completos até o fim de 2020 , ou seja, alunos do quinto ou sexto ano (os reprovados mais velhos ficariam de fora). Montei um time de toque de bola rápido na quadra, ofensivo e que sabia a hora certa de dar o bote.
      Apesar de ser cético até demais, um grave defeito que tenho, confesso que fui criando a ilusão que dava pra chegar longe, pois os meninos do colégio eram realmente bons e o mais importante: todos fortes fisicamente, uns verdadeiros cavalos pra idade que tinham. O único que tinha 11 anos e era mais mirrado era o nosso goleiro, que tive que buscar na quinta série, pois na sexta não havia nenhum, de resto eram todos com 12 anos e ótimo porte, além de apurada técnica. Me espelhei na zebra do Guga em Roland Garros em 1997 ao qual foi campeão sendo o número 66 do ranking mundial e fomos passando de fase. Os jogos eram sempre em algum colégio neutro, e nossos alunos que não jogavam, tanto meninos quanto meninas, eram uma torcida bem fiel e sempre empurravam a gente. As fases foram passando, até que chega outubro de 2020 e estávamos nas oitavas de final. Dentre os 16 colégios, éramos o único colégio público. Todos os outros eram particulares. A partir desta fase, os jogos eram disputados no Ginásio Ibirapuera, o que atraía atenção da mídia local, dos holofotes da educação e é claro: o de olheiros que estavam ali para tentar descobrir o próximo Neymar. O Brasil tem uma tradição monstruosa em revelar grandes jogadores que começaram no futsal.
      Eu havia levantado informação dos outros 15 adversários e pelo que vi todos eram mais ou menos do mesmo nível, com exceção a três colégios que serviam de base através de uma parceria para os três grandes da capital: Corinthians, Palmeiras e São Paulo. Eu estava torcendo pro sorteio não colocar esses colégios frente ao nosso time, e acabei levando sorte: o Colégio parceiro do Palmeiras enfrentaria o do Corinthians logo de cara, na outra chave, e o do São Paulo também caiu do outro lado da chave, ou seja, só pegaria um dos top 3 numa eventual final. Tanto nas oitavas, quanto nas quartas e na semi, nos classificamos nos pênaltis, todos empatando por 2x2. Três resultados iguais e três êxitos na loteria dos pênaltis. Parecia história de filme de final feliz, estilo a Libertadores do Atlético Mineiro de 2013. Confesso que não treinava muito as penalidades, apenas o básico, mas o meu goleiro de 11 anos tinha uma habilidade paranormal para defender pênalti, era um novo Dida. Com certeza algum olheiro acabaria incentivando-o a treinar em algum clube quando os Jogos Escolares acabassem. 
      A grande final veio, em novembro de 2020, e seria contra um dos colégios mais tradicionais da capital paulista, que servia de base para o São Paulo Futebol Clube. Calculei que teríamos no máximo 25% de chance de sermos campeões (sou um tarado em números, estatísticas e probabilidades), tratei aquela final da pirralhada da sexta série como o maior desafio da minha vida. O jogo começou e logo no primeiro tempo  tomamos 3 gols. A mini-escolinha do SPFC era uma máquina mortífera. Eu não sei qual espírito da oratória entrou em mim no intervalo que consegui entrar na cabeça da mulecada de um jeito que por uns instante me senti o Bernardinho do Vôlei no quesito motivação. O final feliz não veio e o milagre também não aconteceu, mas marcamos dois gols e faltando 15 segundos meu pivô acerta uma bola no travessão, quase empatando e forçando a prorrogação. Perdemos de 3 a 2. Fomos vice-campeões, mas o ginásio inteiro do Ibirapuera nos aplaudiu. Caímos de pé.
      No final do jogo, os garotos desabaram em lágrimas tenras. O lado criança venceu o pré-adolescente, e a dor do "quase" foi cruel e torturante. Após meia hora consolando-os, com palavras inócuas para uma perda deste tamanho, um senhor grisalho de camisa social me aborda:
      - Você é o José Silva, né? Gostaria de trocar uma ideia com você.
      Eu tinha mania de tomar conclusões precipitadas e já fui falando:
      - Sou sim. Você deve ser olheiro de algum clube, né? Já adianto que pra falar com qualquer aluno meu para eventuais testes, antes de mais nada, é necessário a autorização dos pais deles, pois são menores de idade.
      - Você errou duplamente, retrucou o senhor Grisalho. Não sou olheiro e não quero falar sobre teus alunos. Sou vice-presidente do ********* e gostaria de te propor uma entrevista. Já tem um tempo que estamos observando profissionais de educação física dedicados e acredito que tens o necessário para um projeto em nosso clube.
      Bom, confesso que por uns 10 segundos senti um formigamento misturado com ansiedade e felicidade, além de um pouco de medo. No próximo capítulo eu conto o que aconteceu. E os asteriscos no nome do time é pra dar um ar de mistério, mesmo. A única dica que lhes dou é que é um time aqui do Estado de São Paulo, mesmo.
      Continua...
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