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Bigode.

Recre: Las Inolvidables Historias del Abuelo Decano [att: 30/03]

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Bigode.

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7. Um início animador

Na última atualização, tomamos conhecimento das novas caras que chegaram ao Nuevo Colombino para ajudar o Recreativo no objetivo da temporada, que seria evitar o rebaixamento da LaLiga 2. Agora, é hora de vermos como foram os primeiros passos do clube nesse novo desafio.

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Desta vez, tivemos uma pré-temporada mais enxuta, com apenas quatro amistosos realizados. Assim como na temporada passada, porém, o elenco não esteve completo quase durante toda a pré-temporada. De qualquer maneira, foi um bom período para dar ritmo de jogo aos presentes e entrosar parte dos reforços com os remanescentes da temporada passada conforme eles iam se apresentando.

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Iniciamos nossa temporada de forma oficial recebendo o Celta de Vigo, rebaixado como vice-lanterna na última temporada e, portanto, um dos grandes favoritos ao topo na visão dos apostadores. Quando a bola rolou, porém, eles não mostraram a força que supostamente deveriam ter. A bem da verdade, a partida foi muitíssimo fraca tecnicamente, com um total de 9 remates (quatro nossos, quatro deles) e apenas dois no alvo, um de cada equipe. Infelizmente, para nós, Brais Méndez balançou as redes logo aos 11' e iniciamos nossa caminhada com uma magra derrota.

Na sequência, visitamos o Lugo, cotado para a metade inferior da tabela, pouco acima de nós, e simplesmente amassamos os donos da casa. Foram 21 remates nossos (11 no alvo) contra apenas 3 deles, que não fizeram Borgogno sequer sujar o uniforme. Mas num misto de ineficiência da nossa parte e ótima atuação do goleiro Ander Cantero, o placar não saiu do zero.

Desencantamos, enfim, na 3ª rodada. E da melhor maneira possível. Ao receber o Logroñés, fizemos uma primeira parte absolutamente arrasadora e fomos ao intervalo com uma goleada de 3x0. No 2º tempo, tiramos o pé e deixamos a equipe visitante equilibrar as ações, mas tivemos sempre controle, fechando uma ótima goleada por 5x1, em grande noite de Sergio Gil (2 assistências), Arjen van der Heide (2 gols) e Pietro Pellegri (3 gols e 1 assistência), que teve uma incrível nota 10.

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Iniciamos Setembro com a visita ao Las Palmas e novamente amassamos o adversário, com 16 remates contra apenas 3 do dono da casa. Mas a pontaria foi péssima - apenas quatro no alvo - e o futebol é cruel: nos acréscimos do 1º tempo, Cédric Yambéré marcou e permitiu ao Las Palmas se segurar da maneira que podia, contando com noite de gala de seu goleiro, seu lateral direito e sua dupla de zaga.

Nos recuperamos com duas ótimas vitórias. Primeiro ao receber o Cádiz, rebaixado como lanterna, tivemos outro jogo absolutamente dominador - 21 remates contra 4, 61% da posse de bola - e goleamos por 3x0, com gols de Vorlicky, logo no início, e Pellegri duas vezes. De se destacar que cada um ainda deu uma assistência. Depois, visitamos o Cartagena, que na altura lutava na parte de cima da tabela, e arrancamos os três pontos num jogo duríssimo, graças a um isolado gol do jovem Martin Smolenski.

Pra fechar o mês, infelizmente acabamos derrotados pela complicada equipe do Rayo Vallecano, em casa. Saímos atrás, viramos ainda no primeiro tempo, com um golaço de Pietro Pellegri e um bizarro gol contra, mas sofremos o empate ainda nos acréscimos. Na volta do intervalo, dormimos no ponto e uma nova virada aos 52' acabou por decretar nossa derrota.

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Outubro se iniciou com um complicado confronto frente ao Almería e o empate conseguido aos 92' com o segundo gol de Smolenski na partida foi muito comemorado, num jogo equilibradíssimo. Voltamos a somar três pontos na recepção ao Real Oviedo. Num jogo regido por Martín Calderón, com duas assistências, vimos Pietro Pellegri - duas vezes - e van der Heide garantirem a vitória por goleada num jogo de números equilibrados (com exceção do placar).

Depois, visitamos o Girona, então vice-líder e minha expectativa era não ser goleado. Dentro de campo, fiquei na dúvida de como eles estavam na vice-liderança e não o Recreativo. Com 23 remates com 9, parecia que o jogo era no Nuevo Colombino. Infelizmente, acertamos apenas 8 remates no alvo e ainda vimos goleiro e zagueiros adversários em noite inspirada. Do lado de cá, todo nosso sistema defensivo foi muitíssimo bem, ao contrário do trio de frente. Com isso, o 0x0 acabou mesmo por seguir intacto até o apito final.

O jogo seguinte, frente ao Leganés, merece destaque. Não só pelo placar, mas por um número em especial. Naquilo que foi um massacre da nossa parte, com grande destaque para van der Heide e Pellegri (cada um com 2 gols e 1 assistência), o melhor em campo acabou por ser Sergio Gil. Não só pelas duas assistências que deu, mas pela assustadora marca de TREZE PASSES-CHAVE. Para se ter uma ideia: se somarmos o número de passes-chave dos outros 26 jogadores que participaram da partida, eles deram 14 passes-chave somados.

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O meia, que chegou no meio da temporada passada, ganhou só nessa temporada a vaga de titular e, depois de uma pré-temporada de muito destaque, se mostra mais do que ambientado - e aí acredito que parte do mérito se deve aos 6 meses da temporada passada, quando teve pouco espaço por chegar depois, mas tranquilidade para trabalhar e entender o modelo de jogo do clube. Até o momento, depois de 10 partidas pela LaLiga SmartBank, são incríveis 666 (seria um sinal?) passes, com 579 bem sucedidos (87%), sendo 57 passes-chave. Além disso, deu 15 desarmes, ganhando 11 (73%), sendo 2 desarmes-chave. Vai sendo essencial em nosso meio-campo, assumindo o posto antes ocupado por Dani Molina como construtor de jogo recuado.

Voltando aos jogos, fechamos Outubro recebendo o então lanterna Mallorca. Pensando apenas na vitória, dado o momento de ambos os clubes, dominamos a partida do início ao fim. No 1º tempo, foram 12 remates contra nenhum dos visitantes. Mas faltava o gol, que insistia em não sair, seja por demérito nosso, seja por ótima partida do experiente goleiro Adrián, ex-Betis, West Ham e Liverpool. E vocês sabem, né? "Quem não faz, toma". Dito e feito: aos 76', Robert Navarro marcou o único gol do jogo, em um dos três remates do Mallorca no jogo inteiro, e sacramentou um dolorosa derrota.

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Até o momento, vamos fazendo um campeonato muito bom. Faltando dois jogos para completar 1/3 do campeonato, e sendo cotados inicialmente para lutar contra o rebaixamento, ocupamos atualmente um bom lugar na metade superior da tabela. Chegamos a entrar na zona de playoffs, mas essa última derrota nos tirou de lá.

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A imprensa fala na marca dos 45 pontos para escapar do rebaixamento e acredito que o valor deve girar por aí mesmo. Isso significa que podemos terminar o primeiro terço da competição com metade do objetivo alcançado. Com 21 gols marcados (4º melhor ataque) e 10 gols sofridos (3ª melhor defesa), acredito que demos um ótimo pontapé em busca da manutenção. Não acredito que iremos nos manter com o atual desempenho e ainda devemos cair na tabela, mas a não ser que um desastre ocorra, a manutenção deve ser garantida sem dificuldades.

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No gol, Borgogno vem sendo minha primeira opção e tem agradado, com alguma segurança e boas defesas. A frente dele, Pedro Álvaro e Sørensen tem sido bem consistentes e ganharam entrosamento rapidamente. Jiménez começou a titular por uma lesão do dinamarquês e manteve o bom nível da última temporada.

Nas laterais, é difícil tirar a vaga de Thierry e Tripaldelli. apesar da melhor média do italiano, sinto o português mais confiante nas investidas ofensivas. Ambos têm sido muito sólidos, porém.

O meio-campo segue com uma trinca em alto nível.  Tendo atuado a última temporada como Regista, Christensen foi adiantado para jogar como Box-to-Box e tem alternado entre boas partidas e outras não tão boas. Calderón assumiu o posto de Regista e depois de um início tímido, tem conquistado cada vez mais confiança, enquanto Sergio Gil é um dos grandes nomes dessa temporada até o momento, como citado já durante essa atualização.

Na ponta direita, van der Heide ainda oscila um pouco, mas tem nos proporcionado grandes atuações e já contribuiu para 7 gols em 12 partidas. Do lado esquerdo, Vorlicky sentiu a diferença de nível e tem perdido espaço para Martin Smolenski que, mais jovem, tem mostrado muita personalidade e já nos garantiu bons pontos. No comando do ataque, o imparável: Pietro Pellegri. O italiano marca y marca e já contribuiu para incríveis 13 gols em 12 partidas, alcançando já o duplo dígito no que diz respeito a gols marcados. Chato para Beljo, que devido a isso pouco jogou até agora.

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Nesse início de temporada, a diretoria anunciou um novo patrocínio. Não é lá grande coisa, mas vale sempre a nota, não é mesmo? Financeiramente, seguimos a tendência de ganhos financeiros e posso só imaginar quão boa será a situação quando estivermos recebendo os valores de elite.

Vale citar também a folha salarial: temos com alguma folga a menor folha da LaLiga SmartBank, um dado que é ainda mais espantoso quando comparado com nossa colocação na tabela. Indica bem como, modéstia à parte, o trabalho de captação e negociação (além do trabalho dentro de campo) foi muitíssimo bem feito. Que possamos seguir assim!

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Avante, Recre! ⚫

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Cadete213

Sem dùvida um início animador numa liga competitiva. Teremos surpresa na luta pelos playoffs? Celta e Deportivo voltam a encontrar-se 😁

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six_strings

Bom começo, a meio da tabela longe da despromoção. É o que se pretende para já, tudo o que venha a mais é ganho.

PEACE

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Leho.

Início bastante promissor na Segundona, se posicionar ali perto das vagas de playoffs é interessante, mesmo que não seja esse o objetivo por agora. Ao contrário do comandante principal, acho que o time pode sim manter essa pegada, só não sei se vai ser suficiente pra entrar no G6 hahaha, mas não vejo o Recre caindo tanto assim na tabela não.

Ótima perspectiva futura pras finanças.

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Bigode.
8 horas atrás, Cadete213 disse:

Sem dùvida um início animador numa liga competitiva. Teremos surpresa na luta pelos playoffs? Celta e Deportivo voltam a encontrar-se 😁

Tendo acabado de subir, é sempre bom já construir logo de cara uma gordura em relação aos últimos clubes, né? Luta pelos playoffs, não sei... seria ótimo! Mas vamos passo a passo. Embora eu goste sempre de mirar o mais alto possível, sou do tipo que gosta de pensar nisso dentro do processo: primeiro vamos garantir a manutenção, que é o objetivo inicial da diretoria. Confirmando isso, damos o próximo passo dentro da época se ainda houver tempo.

Melhor que esse reencontro entre Celta e Deportivo só se fosse na elite mesmo.

8 horas atrás, six_strings disse:

Bom começo, a meio da tabela longe da despromoção. É o que se pretende para já, tudo o que venha a mais é ganho.

PEACE

Como falei acima, é sempre bom começar assim, com boa gordura para a zona de rebaixamento. Dá confiança e segurança para o futuro, nos salvaguardando no caso de quedas de rendimento. É isso mesmo: primeiro vamos garantir a manutenção, feito isso passamos ao próximo passo, se ainda houver tempo.

7 horas atrás, Leho. disse:

Início bastante promissor na Segundona, se posicionar ali perto das vagas de playoffs é interessante, mesmo que não seja esse o objetivo por agora. Ao contrário do comandante principal, acho que o time pode sim manter essa pegada, só não sei se vai ser suficiente pra entrar no G6 hahaha, mas não vejo o Recre caindo tanto assim na tabela não.

Ótima perspectiva futura pras finanças.

É bom sempre começar com o pé direito, né? Você me conhece, sabe que gosto sempre de lutar por tudo, mas como falei acima, penso no processo, estabelecendo metas para atingir uma depois da outra. Se confirmarmos a manutenção, pensamos no próximo passo. É necessário, até para lembrar sempre quais são nossas expectativas de fato nesse primeiro ano na nova divisão.

Eu gosto sempre de acreditar que podemos manter a pegada, né? Mas conheço meus times no FM - parte culpa do próprio jogo, diga-se - e de possíveis oscilações que acabam por (quase) sempre ocorrer. Dois pés no chão sempre! Mas, claro, sempre a sonhar e a mirar o mais alto possível.

Finanças têm evoluído bem mesmo. Essas projeções dão uma boa esperança para quando atingirmos a elite e a quantia a entrar aumentar, espero eu, consideravelmente.

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div

Começo muito bom na jornada pela 2ª divisão. Pellegri e Sergio Gil (que tem pacto, obviamente) levando o time a pensar mais num possível playoff de acesso do que lutar contra o rebaixamento.

Tudo isso com uma folha + ou - 4x menor do que a 9ª maior da divisão.

Boa sorte na sequência.

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Bigode.
1 minuto atrás, div disse:

Começo muito bom na jornada pela 2ª divisão. Pellegri e Sergio Gil (que tem pacto, obviamente) levando o time a pensar mais num possível playoff de acesso do que lutar contra o rebaixamento.

Tudo isso com uma folha + ou - 4x menor do que a 9ª maior da divisão.

Boa sorte na sequência.

Pellegri e Sergio Gil estão mesmo sendo vitais nesse bom início, espero que possam continuar assim para nos ajudar pouco a pouco a sonhar com mais, ainda mais com essa folha salarial tão baixíssima.

Obrigado!

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Bigode.

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8. Empolgou?!

Aqui estamos nós novamente! Na última atualização, acompanhamos o início da caminhada do Recreativo na LaLiga SmartBank (também conhecida como LaLiga 2), com resultados interessantes e uma posição na metade superior da tabela, bem acima daquilo que era esperado do clube onubense. Vamos agora ver como foi o resto do semestre do Decano?

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Antes de falar da liga, vamos falar de um jogo que ocorreu já no desfecho do período. Com o mesmo objetivo da temporada passada - classificação para a Terceira Eliminatória - o sorteio nos colocou logo de cara num confronto frente ao Eibar, então 17º colocado da LaLiga, numa escolha parecida com aquela da Segunda Eliminatória da temporada passada, quando enfrentamos o Getafe.

Assim como na temporada passada, novamente nos superiorizamos em relação a um time da LaLiga e com metade do 1º tempo, já vencíamos por 2x0. Voltamos sonolentos do intervalo e uma rara falha de Borgogno permitiu ao Eibar descontar, mas depois disso o 2º tempo seguiu equilibrado e conseguimos segurar o resultado, vencendo nosso primeiro adversário de elite e garantindo a classificação.

Na próxima fase, visitaremos o Lleida Esportiu, que disputa a Primera División RFEF, o novo terceiro escalão do futebol espanhol.

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O período atual começou com uma visita ao Deportivo La Coruña, que subiu conosco na última temporada. Vindo daquela derrota em casa para o Mallorca, que fechou a última atualização, era de extrema importância nos impormos, especialmente porque os donos da casa ocupavam a vice-lanterna naquele momento.

Em pleno Riazor, sinceramente, eu não sei transformar em palavras o que aconteceu. Faltam-me adjetivos. Vou apenas jogar aqui o relatório da partida.

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Não há o que reclamar sobre esse jogo, não há um defeito a apontar. Até Calderón, que conseguiu ter nota abaixo de 7, não foi mal - mas quando olhamos o resto dos jogadores e as três assistências de Àlex Rico, que entrou no lugar do próprio, fica difícil defender o titular também. E o que dizer de nossa dupla de ataque? Pellegri, titular, fez um hat-trick; Beljo entrou em seu lugar e marcou duas vezes em seis minutos. Simplesmente espetacular. Até assistência do nosso goleiro rolou!

A goleada acabou por se provar história: foi não só a maior vitória da história do clube (batendo um 7x0 contra a Cultural Leonesa) como a partida com mais gols marcados, batendo aquele 5x1 frente ao Logroñés no início da temporada.

Passada a euforia, emplacamos mais duas vitórias consecutivas. Primeiro, em casa, num duro confronto direto frente ao Alavés, sofremos um gols logo aos 5', mas buscamos o empate na reta final do 1º tempo e já no apagar das luzes carimbamos uma incrível virada com Smolenski, saindo do banco. Depois, visitamos o Alcorcón e com relativa facilidade abrimos 2x0 antes dos 20', mas dormimos no ponto e cedemos o empate, com gols aos 24' e 48'. Penando mais do que o necessário, garantimos os três pontos com um gol de van der Heide na metade do 2º tempo.

Pra fechar o mês de Novembro, visitamos um Málaga que vinha de uma boa quantidade de jogos sem perder e garantimos que eles seguissem assim: sofremos um gol logo aos 8' e apesar do amplo domínio, só empatamos aos 75', com Vorlicky saindo do banco para balançar as redes, e não passamos disso.

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Com as três vitórias e o empate, terminamos Novembro com Pellegri sendo eleito o Jogador do Mês, com 4 gols em 4 partidas, e eu recebendo o prêmio de Treinador do Mês.

Iniciamos o último mês do ano visitando o Fuenlabrada e com 15 minutos já havíamos definido a partida. Aos 3', Sergio Gil cobrou escanteio com perfeição e Pellegri testou na 2ª trave para abrir o placar. Dois minutos depois, falta pela direita e novo cruzamento perfeito de Sergio Gil pra trave oposta, dessa vez para Pedro Álvaro marcar. Dez minutos depois, foi Tripaldelli quem deu assistência primorosa pra Pellegri deixar outro. O jogo seguiu com absoluto domínio nosso e poderíamos ter até garantido outra goleada histórica, mas paramos em nossa ineficiêcia e em boa noite do goleiro adversário. Com a goleada garantida, relaxamos muito mais do que devíamos e nossa sorte é que a reação dos donos da casa demorou, mas foi quase: aos 92' e aos 94', o Fuenlabrada descontou e deixou todo mundo em nosso banco preocupado, mas não passou disso.

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Depois disso, recebemos o Hércules de Alicante, que subiu com a gente e ocupava a vice-lanterna e vimos um inspirado Pietro Pellegri marcar um hat-trick e garantir uma tranquila goleada. Para fechar o ano, visitamos o Albacete Balompié, que luta por vaga nos playoffs e saímos atrás no primeiro e único remate deles no gol de Borgogno, logo aos 7'. Depois disso, o jogo foi totalmente nosso e chegamos ao empate com Smolenski aos 25', mas não passamos disso. A pontaria não deixou a desejar (10 remates no alvo de um total de 13), mas o experiente Tomeu Nadal estava inspirado e segurou o empate para os donos da casa.

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O empate frente ao Albacete nos garante uma ótima sequência de 7 jogos sem perder na LaLiga 2, com 5 vitórias e 2 empates - todos os resultados nessa atualização. Essa sequência, somada aos resultados alheios, nos fez pular da 9ª colocação (com 18 pontos em 12 jogos) da última atualização para um incrível 4º lugar ao fim desse período, brigando pela promoção direta a LaLiga e até mesmo pelo título. Com o melhor ataque e a 3ª melhor defesa da competição até o momento, o que parecia um sonho distante vai virando realidade e com o 1º turno quase finalizado é possível dizer que o rebaixamento é hipótese descartada.

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Como já acontecera na temporada passada, como vou destacar um nome se o elenco praticamente todo tem rendido muito bem?

Borgogno tem sido uma muralha sob as traves - e até assistência já deu. Pedro Álvaro e Sørensen parecem jogar juntos desde sempre e nos garantem muita solidez e segurança. Aqui, vale mencionar que perdemos o português após a última partida e ele ficará quase dois meses fora. Uma boa oportunidade para testar Okoli e/ou Jiménez ao lado de Sørensen e ver como nosso sistema defensivo se porta.

Nas laterais, Thierry Correia e Tripaldelli seguem soberanos e sem dar espaço para seus reservas. Adam Benić é quem tem mais minutos dentre os dois reservas e mostra bom potencial de evolução, atuando relativamente bem.

Aí vem o meio-campo e aqui preciso citar um nome em especial: Sergio Gil. Tendo assumido o posto de Construtor de Jogo Recuado antes ocupado por Dani Molina, o meia tem feito uma temporada simplesmente fantástica - e é por causa dele que fiz alterações na minha tela de elenco, de forma a trazer algus números assustadores. Lembram daquela partida com TREZE passes-chave? Pois é, aquilo não é exceção: já são NOVENTA E OITO (!!!) passes-chave até agora na temporada.

Para se ter noção, Thierry Correia e Arjen van der Heide vem "logo atrás" nesse quesito. Entre aspas mesmo, porque ambos têm 36 passes-chave cada um, praticamente 1/3 do volume de Sergio Gil. Se somarmos todo o elenco (22 jogadores, excluindo Sergio Gil), o total de passes-chave é de 243. E tem mais: estão vendo aquela coluna 'CCC'? Ela diz respeito ao número de oportunidades criadas. Sergio Gil criou 31 oportunidades. O resto do elenco somado? 32 oportunidades. Tudo isso resultou, até o momento, em 9 assistências no decorrer de 18 partidas, com uma excelente média de 7,57.

Continuando, nossos pontas também vão muito bem, com Arjen van der Heide contribuindo para 11 gols em 20 partidas e sendo titular absoluto na direita, enquanto Vorlicky - 7 contribuições em 7(8) jogos - e Smolenski - 8 contribuições em 13(6) jogos - fazem uma maior rotação na esquerda. Szymanowski, tão importante na temporada passada, praticamente não jogou na atual temporada e deve sair em Janeiro, bem como Mariano Barbosa, outro nome vital da campanha do título e promoção.

Por último, mas não menos importante, outro nome que vem sendo monstruoso até o momento: Pietro Pellegri. O italiano mostra não ter sentido a mudança de nível e até melhorou seu desempenho, sendo muito mais regular do que na temporada passada. O resultado não poderia ser outro: 20 gols e 3 assistências em 20 jogos. Uma máquina, uma besta enjaulada!

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Financeiramente, seguimos nossa lenta e gradual evolução, chegando perto do fim de Dezembro com um balanço levemente acima dos €2 milhões, cerca de €500 mil a mais do quadro apresentado no último período, dois meses atrás.

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A imagem acima data de 23/12/2021, cerca de uma semana antes do fim do mês.

Seguimos, portanto, em tendência de crescimento. Com a boa campanha e as boas perspectivas no âmbito desportivo, a expectativa nessa área é cada vez melhor.

Vamos, Recre! ⚫

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Cadete213

Vamos Recre. Bom resultado na Taça e podes chegar ainda mais longe. Na Liga estás num bom momento de forma e a te afirmares como candidato à subida. Sinceramente, também não tenho adjetivos para essa vitória contra o Deportivo 😲

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ElPerroMG
13 minutos atrás, Bigode. disse:

uma rara falha de Borgogno

Sério que eu ziquei ele? 🤣🤣

24 minutos atrás, Bigode. disse:

Borgogno tem sido uma muralha sob as traves - e até assistência já deu.

Ufa, até que não ziquei.

Ótima vitória contra o Eibar na Copa do Rei e na próxima fase tem, em tese, um jogo mais fácil, deve passar.

A grande fase mesmo é na LaLiga, com essa sequência maravilhosa, incluindo o massacre sobre o La Coruña, que faliu depois que Albert Luque, Valeron e Makaay aposentaram. Por azar, o Girona parece que vai ser difícil de ser batido, mas o objetivo principal é a subida, depois pensa no título. 

O melhor de tudo é que o Sergio Gil não é empréstimo, né? Se continuar nessa forma espetacular, vai chover proposta em cima dele e dará pra fazer um caixa maravilhoso. (Já tô eu pensando lá na frente hahah). Pellegri era esperado que teria essa forma, o maluco é um monstro. 

No mais, boa sorte na janela de verão e no segundo turno!!

 

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div

Mais uma bela campanha do Recre, ainda melhor que na última atualização.

Alguma chance de conseguir algum dos jogadores emprestados em definitivo? Se não me falhe a memória os empréstimos se encerram no final dessa temporada, né?

Uma dúvida... ali na tabela do plantel, o que é CCC?

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six_strings

Muito boa prestação, esse jogo frente ao Depor foi algo de outro mundo.

PEACE

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Bigode.
23 horas atrás, Cadete213 disse:

Vamos Recre. Bom resultado na Taça e podes chegar ainda mais longe. Na Liga estás num bom momento de forma e a te afirmares como candidato à subida. Sinceramente, também não tenho adjetivos para essa vitória contra o Deportivo 😲

Vencer clube da elite é sempre bom e agora o sorteio nos dá confiança para seguir adiante. Na Liga, a campanha é excelente, especialmente pelas expectativas iniciais e agora é tentar manter a forma. A goleada contra o Deportivo foi algo de outro mundo. Não sei mesmo descrever aquilo.

22 horas atrás, ElPerroMG disse:

Sério que eu ziquei ele? 🤣🤣

Ufa, até que não ziquei.

Ótima vitória contra o Eibar na Copa do Rei e na próxima fase tem, em tese, um jogo mais fácil, deve passar.

A grande fase mesmo é na LaLiga, com essa sequência maravilhosa, incluindo o massacre sobre o La Coruña, que faliu depois que Albert Luque, Valeron e Makaay aposentaram. Por azar, o Girona parece que vai ser difícil de ser batido, mas o objetivo principal é a subida, depois pensa no título. 

O melhor de tudo é que o Sergio Gil não é empréstimo, né? Se continuar nessa forma espetacular, vai chover proposta em cima dele e dará pra fazer um caixa maravilhoso. (Já tô eu pensando lá na frente hahah). Pellegri era esperado que teria essa forma, o maluco é um monstro. 

No mais, boa sorte na janela de verão e no segundo turno!!

 

HAHAHA Zicar não zicou, mas ele cometeu uma ou duas falhas (até o momento atual do save, posterior a essa atualização). De qualquer maneira, vem nos salvando muito também e o saldo é MUITO positivo.

Na Copa, o próximo confronto promete ser tranquilo, contra um clube de escalão inferior, mas todo cuidado é pouco. A gente sabe como o FM é traiçoeiro. Já na LaLiga 2 vamos realmente sendo impecáveis, ainda mais levando em conta que acabamos de subir, e o sonho agora é conseguir manter o desempenho para continuar lutando na parte superior. O título é mesmo complicado, Girona vem imparável. Difícil...

Sim, o Sergio Gil é nosso mesmo! Até agora não entendo como o Extremadura, na época disputando a 3ª divisão também, dispensou ele. Sorte a nossa! Mas olha... não quero vender ele não! Deixa nosso maestro quietinho aqui... E o Pellegri é um dos meus grandes xodós. Um monstrinho fazedor de gols.

Obrigado!

10 horas atrás, div disse:

Mais uma bela campanha do Recre, ainda melhor que na última atualização.

Alguma chance de conseguir algum dos jogadores emprestados em definitivo? Se não me falhe a memória os empréstimos se encerram no final dessa temporada, né?

Uma dúvida... ali na tabela do plantel, o que é CCC?

Por incrível que pareça, vamos nos superando cada vez mais. A campanha é um sonho. Esperava conseguir a manutenção de boa, mas jamais imaginava isso.

Nessa temporada, em definitivo, só o Martín Calderón. Teria também o Pellegri, mas o salário cheio dele tá MUITO fora da nossa alçada (e - spoiler - felizmente ele renovou com o Monaco ao invés de acertar com outro clube, possibilitando uma renovação do empréstimo). De resto, todos ainda têm contrato mais longo, então a negociação seria para renovar os empréstimos. Mas nem todos acabam agora. Teve jogador que chegou essa temporada, então tem mais a temporada que vem aqui garantida já.

A coluna de CCC diz respeito ao número de grandes oportunidades criadas.

10 horas atrás, six_strings disse:

Muito boa prestação, esse jogo frente ao Depor foi algo de outro mundo.

PEACE

O jogo contra o Depor foi um absurdo. Foi uma ótima coroação da boa campanha até o momento.

Obrigado!

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Bigode.

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9. Uma máquina de gols

Na última atualização, vimos o Recreativo mantendo uma boa forma na LaLiga 2, com uma surpreendente campanha de playoffs, além da classificação na Primeira Eliminatória da Copa del Rey, eliminando o Eibar, da LaLiga. O período terminou às portas de Janeiro, que poderia trazer mudanças no elenco com a abertura da janela de transferências. Vamos ver agora o que aconteceu nos meses seguintes...

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Em relação às saídas, ainda durante o último período, Mariano Barbosa e Alexander 'El Rey' Szymanowski me chamaram para falar sobre o pouco (ou nenhum, pra ser sincero) tempo de jogo e decidi que era a hora deles seguirem outro rumo. Importantíssimos na campanha do título e acesso, acabaram perdendo espaço com as chegadas de Borgogno e Arjen van der Heide, respectivamente.

O goleiro, infelizmente, não atraiu interesse e seguirá conosco até o fim da temporada, quando se aposentará. Já o veterano ponta acertou sua saída para o Numancia, por €30 mil, e voltará a desfilar pelos campos em disputa do terceiro escalão espanhol. Além deles, Onni Valakari, já depois do fim da janela, em Fevereiro, foi chamado de volta ao seu clube, pela falta de jogos por aqui.

Em relação aos reforços, no fim de Novembro, tive minha atenção chamada pelo departamento de observação do clube em relação a Vanja Milinković-Savić, goleiro que estava sem clube desde o fim de seu contrato, em Junho, com o Torino. Depois de cerca de um mês em testes no clube, acertamos com ele ainda em Dezembro, para fazer frente a Borgogno.

Além dele, confirmamos a chegada do jovem zagueiro sérvio Andrej Đurić, por empréstimo junto ao Red Star. A negociação já havia sido fechada no início da temporada, mas por um erro meu, só depois da confirmação é que reparei que ele só poderia se apresentar agora, após completar 18 anos. Com contrato até o fim da próxima temporada, chega para composição de elenco, podendo inicialmente assinar à custo zero a depender de sua evolução (e dele não renovar o contrato, claro).

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Pra fechar nossa movimentação no mercado, buscamos o empréstimo de Roberto López junto a Real Sociedad, para substituir Szymanowski. López era um alvo desde a temporada passada, mas na época uma exigência de seu clube quanto a posição que ele deveria jogar me fez desistir da negociação.

Reforços apresentados, vamos para o que importa...

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Depois de eliminar o Eibar na Primeira Eliminatória, o sorteio nos foi favorável e enfrentaríamos o Lleida Esportiu, que disputa o terceiro escalão espanhol, na Segunda Eliminatória. Precisando vencer para cumprir as expectativas da diretoria, não tivemos dificuldades em dominar mesmo fora de casa e contamos com um hat-trick de Pietro Pellegri para golear por 5x1.

Com a goleada e a expectativa cumprida, o que viesse agora seria lucro. E quando o sorteio decidiu que receberíamos o Atlético de Madrid, esse sentimento ficou ainda mais forte. Era o fim da nossa jornada. Mas meus caros... esse time não desiste nunca! E joga y joga!

Recebendo os comandados de Simeone, que vinha com um time misto - mas ainda assim muito mais qualificado que o nosso (ao menos no papel) - começamos a sonhar quando Smolenski abriu o placar logo aos 6'. O sonhor duraria pouco, porém, já que cinco minutos depois o placar já era de 1x1. Mas não está morto quem peleia tem Pietro Pellegri e aos 28' foi o matador quem converteu pênalti e nos colocou novamente em vantagem. De novo, porém, a resposta não demorou e num lance de azar, gol contra de Thierry apenas três minutos depois. Mas não tem problema: no apagar das luzes de um equilibradíssimo 1º tempo, brilhou novamente a estrela do nosso matador: 3x2!

Se o 1º tempo foi equilibrado, o mesmo não se pode dizer do 2º tempo: só deu Atleti. Mas num jogo corretíssimo e heróico, nos segurávamos e víamos um brilhante Matías Borgogno operar verdadeiros milagres lá atrás. Até que olhei para meu relógio, que já marcava quase 82', quando o impensável aconteceu. Sergio Gil encontrou Pellegri, na entrada da meia lua, de costas pro gol. O atacante foi desarmado por Giménez e a bola voltou para nosso meia, na intermediária. De primeira, pra evitar Giménez, ele encontrou Smolenski na esquerda, o jovem búlgaro segurou, esperou a chegada de Trippier e enfiou: Pellegri progrediu com a distante marcação de Hermoso e de primeira fuzilou. GOL! Nem deu tempo de comemorar e no minuto seguinte Renan Lodi marcou um golaço pra incendiar a partida. Aí fizemos o que já havíamos feito durante o 2º tempo inteiro: nos seguramos. E veio o apito final...

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Ainda extasiados com essa vitória fantástica, recebemos a dura notícia: onze dias depois, pelas Oitavas, novo jogo no Nuevo Colombino contra um de Madrid, dessa vez o Real.

Para esse jogo, fui com o mesmo pensamento - até mais intensificado - do anterior: se não fosse goleado, já ficava feliz. Quando Tripaldelli cometeu pênalti aos 25', já temi. O jogo já seria duro o suficiente, precisava ainda disso? Não deu outra: aos 40', João Palhinha fazia o terceiro dos madridistas. A diferença técnica - mesmo contra um Real misto - era óbvia e ululante, mas mesmo assim fazíamos feio demais. Dei uma dura no time no vestiário. Voltamos melhor, embora só tenhamos rematado quatro vezes no 2º tempo inteiro (contra uma antes do intervalo).

Com esse número, o resultado parece óbvio. MAS NÃO ESTÁ MORTO QUEM TEM PIETRO PELLEGRI! Quando o relógio marcava 59', o camisa 9 aproveitou excelente lançamento de Àlex Rico, do meio-campo, para receber nas costas da defesa, dominar e bater cruzado. Parecia só um gol de honra, mas aos 77' Roberto López recebeu na direita, ainda atrás do meio-campo, e lançou em profundidade, novamente nas costas da defesa, para Pellegri fuzilar na saída do goleiro. Estava vivo o sonho. E dez minutos depois, virou realidade: Varane, no meio-campo, afastou de cabeça, e praticamente da nossa intermediária, Sergio Gil DO JEITO QUE ELA VEIO, num sem pulo, lançou o matador. Numa parceria que vai assombrando a Espanha, Pellegri dominou e carregou pela esquerda. Com Varane e João Palhina no seu cangote, bateu cruzado na saída de Lunin. A ESPANHA SE CALAVA. Recreativo de Huelva 3x3 Real Madrid. Uma remontada simplesmente inacreditável. Pellegri ainda teve outra chance, mas parou em Lunin. E fomos à prorrogação.

Aqui, infelizmente, o conto de fadas acaba. Com a diferença técnica e a falta de pernas, sofremos um gol logo aos 96'. E depois, na busca por outro improvável empate, vimos Luka Jovic definir aos 118'. Mas eu não tenho nada a reclamar. Tenho apenas imenso orgulho desse grupo. Superamos as expectativas, batemos o Atlético e fizemos o Real sofrer para nos eliminar. Mostramos de vez nossa cara para a Espanha, apresentando o Proyecto Recre e deixando o recado estampado: estamos prontos para a elite!

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Se Janeiro foi de sonho pela Copa del Rey, o mesmo não ocorreu na primeira quinzena pela LaLiga 2: vindo daquele empate frente ao Albacete Balompié que fechou Dezembro, emplacamos quatro jogos sem saber o que era vencer. Logo após aquela goleada sobre o Lleida Esportiu, recebemos o Tenerife e num jogo simplesmente inexplicável acabamos sofrendo uma dura goleada por 5x1, que não condizia com o que foi o jogo e complicava nossa luta na parte de cima. Depois disso, emplacamos dois empates: 0x0 contra o Castilla, fora de casa, e 2x2 contra o Celta, também fora de casa (e em confronto direto). Ambos os resultados foram justos.

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Voltamos ao caminho das vitórias logo antes do confronto contra o Real Madrid, ao receber o Lugo, dominar o jogo todo e, com mais dificuldade do que o necessário, vencer por 2x0. Após o épico contra os madridistas, fechamos Janeiro com outra vitória por 2x0 o receber o Las Palmas.

Fevereiro se iniciou com tropeço, quando visitamos o Logroñés, lá no fundo da tabela, e num jogo muito ruim tecnicamente, ficamos só no 1x1. É o tipo de jogo que um clube que quer lutar por promoção direta - e título - não pode despediçar ponto. Felizmente, uma semana depois, contamos com um verdadeiro show de Pietro Pellegri para nos recuperarmos bem: o atacante quebrou o recorde de gols num jogo tanto do clube quanto da competição e com CINCO gols nos ajudou a construir uma excelente goleada por 6x2. Nota 10 para o matador. Destaque também para Sergio Gil, com incríveis 12 passes-chave e 3 assistências.

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Se seis é bom, imagina doze?! Na partida seguinte, recebemos o Cartagena, também lutando por vaga nos playoffs, e dessa vez foi a vez de vermos o jovem Martin Smolenski brilhar com um hat-trick e garantir outra goleada, dessa vez por 6x1. Pra fechar o mês, recebemos o Almería buscando a vitória para diminuir a diferença na luta pela promoção direta, mas num jogo equilibrado, cedemos o empate duas vezes e repetimos o resultado do primeiro turno.

Em outro confronto direto, visitamos o Rayo Vallecano e nem no melhor dos meus sonhos eu poderia imaginar um resultado tão bom. Quem vê o placar final, não imagina que o jogo foi equilibradíssimo, mas contamos mais um vez com Pellegri em alta e assistências de Sergio Gil para golear os donos da casa por 4x0. A goleada nos fez chegar aos 69 gols marcados e ainda com 13 jogos por disputar, já quebramos o recorde histórico do clube de gols marcados na liga em uma temporada. Incrível.

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Quando uma vitória dessa é seguida de uma partida contra uma equipe que luta na parte inferior da tabela, nós sabemos o que acontece, né? Pois é... visitamos o então 19º colocado, Real Oviedo, tomamos dois gols em bolas longas e falhas defensivas e perdemos por 2x1, complicando nossa luta no topo.

A derrota, obviamente, me deixou preocupado para a partida seguinte, quando recebemos o Girona, que havia acabado de perder a liderança para o Almería. Quando ouvimos o apito inicial, Pellegri tratou de acabar com minha preocupação ao abrir o placar logo aos 3'. O sossego durou pouco e aos 10' Adrián Embarba já havia empatado. Um primeiro tempo fraquíssimo foi seguido por um segundo tempo movimentado e muito mais nosso. Mas o gol teimava em não sair. Até que aos 81', o matador virou garçom e Smolenski nos colocou a frente. Sete minutos depois, retribuição de favores e 3x1. Um golaço de Cristóforo aos 92' prometeu colocar fogo no jogo, mas dois minutos depois, veio o hat-trick do homem que garantiu excelente vitória por 4x2.

Para fechar o mês, recebemos o Deportivo La Coruña, que vinha apreensivo depois daquela estrondosa e histórica goleada do 1º turno. Dessa vez não teve tanto gol, mas com atuação de gala de Martín Calderón (7 passes-chave, 1 gol e 1 assistência), voltamos a golear, dessa vez "só" por 4x0.

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Num período repleto de (muitos) gols, tivemos um Janeiro conturbado e alguns tropeços que não podem acontecer, mas no geral o saldo foi muito positivo, especialmente com a campanha mágica da Copa del Rey, que ainda por cima serviu para encher nossos cofres graças aos dois confrontos contra os gigantes de Madrid.

Não fossem os tropeços, a situação poderia ser mais tranquila, mas faltando exatamente dez partidas para o fim do campeonato, ainda seguimos muito vivos na improvável briga por promoção direta e até o título é um sonho possível. Tudo isso graças a um campeonato quase sempre muito equilibrado - por muito tempo, uma derrota poderia fazer um clube despencar da 4ª colocação quase para o meio da tabela, por exemplo.

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A defesa teve uma queda de desempenho, mas ainda segue entre as melhores - ocupa o quinto posto. Nossa esperança nessa luta, porém, é nosso ataque: são incríveis 78 gols marcados, vinte a mais do que marcou o líder Almería, dono do segundo melhor ataque. E essa marca tem nome...

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...Pietro Pellegri. Não tem como falar desse elenco e não destacar o atacante italiano. Não é à toa: em 35(1) jogos, o matador marcou absurdos QUARENTA E CINCO gols. É uma máquina de fazer gols, uma besta enjaulada! Fora isso, ainda deu 6 assistências e foi nove vezes eleito o melhor em campo. E pra quem acha que ele só marca tanto por disputar um escalão frágil, os dois hat-tricks contra Atlético e Real Madrid estão aí pra mostrar toda sua qualidade.

Além dele, outro nome merece menção especial: Sergio Gil. O meia vem fazendo uma parceria sensacional com Pellegri e é nosso grande criador, com excelentes 20 assistências em 34 partidas. Com uma visão de jogo indescritível e uma qualidade de passe absurda, Sergio Gil já é chamado pelas ruas de Huelva de 'El Impredecible' e 'El Mago'. Não é por menos, depois de 155 passes-chave e 48 grandes oportunidades criadas. Pena que não é tão afeito aos gols: marcou somente um até agora.

Em relação ao resto do elenco, com uma campanha tão acima das expectativas - e partidas como aquelas na Copa del Rey - é evidente que temos mais destaque. Na baliza, Borgogno já nos salvou diversas vezes e não dá espaço para seus companheiros. Pedro Álvaro e Sørensen seguem em alta, enquanto Okoli teve bons momentos ao substituir o português durante sua lesão. Falar de Thierry e Tripaldelli também é chover no molhado.

No meio-campo, Calderón e Christensen ganham cada vez mais confiança e formam um trinca dos sonhos com El Mago, e o espanhol já tem contrato definitivo acertado conosco para o fim da temporada.

Nas pontas, Arjen van der Heide vai bem pela direita, com a marca de 10 gols e 8 assistências em 36 partidas, mas ainda falta um pouco mais de regularidade. Fator também que vale para o lado esquerdo, onde Martin Smolenski e Lucas Vorlicky fazem boa rotação: o primeiro contribuiu para 19 gols em 28(6) partidas, enquanto o tcheco tem 9 contribuições em 8(16) partidas.

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Depois do relatório preliminar da comissão técnica indicar que teríamos um excelente grupo de jovens canteranos nessa temporada (depois da decepcionante "geração de ouro" da temporada passada), com destaque especial para um volante brasileiro, além de boas perspectivas nas laterais e pontas, demos as boas-vindas aos jovens postulantes a ídolos no início de Abril.

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Sinceramente, nenhum dos jogadores me empolga muito. Como previsto, os destaques a princípio são o volante brasileiro, além de um lateral e um ponta. Ainda observarei o grupo mais atentamente, e devo acabar acertando ao menos com aqueles que demonstram mais potencial, mas mais por desencargo do que esperança que eles virem algo de bom.

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Seguimos em constante evolução nessa área e as duas partidas contra os clubes de Madrid tiveram excelente impacto aqui, devido ao dinheiro de bilheteria. Nosso status, inclusive, enfim saiu do 'Inseguro' para o 'Okay'.

No momento, a projeção para o final da temporada é de fechar o balanço financeiro em €2,93 milhões.

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Vamos por LaLiga, Recre! ⚫

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Cadete213

Pellegri é uma máquina. Os teus jogos são sempre sinónimo de golos e espetáculo. Ainda tiveste derrota pesada contra o Tenerife mas continuas na luta pela subida direta. Pelos jogos da taça, a vitória histórica contra o Atlético e a as dificuldades que causaste ao Real, já estás preparado para a La Liga.

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Leho.

Caramba, o time não só manteve a pegada inicial como também engatou várias vitórias, se colocando quase que na briga pelo título hahahaha! Impressionante, que rendimento fabuloso do Recre nessa Segundona Espanhola. Fabuloso!

Agora, o Sergio Gil deve jogar com uma bandeja na mão porque, o cara faz bico de garçom enquanto entra em campo porra hahaha! Que meia fantástico. Os números dele são ESTRATOSFÉRICOS. Será que em LaLiga tem alguém fazendo parecido? Traz pra gente os números se der, @Bigode..

E lá na frente, o goleador máster segue encantando. Pellegri monstro.

 

Acho que tá bem claro que playoffs já é uma realidade, resta saber agora se o título pode acabar pintando por aí.

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Bigode.
7 horas atrás, Cadete213 disse:

Pellegri é uma máquina. Os teus jogos são sempre sinónimo de golos e espetáculo. Ainda tiveste derrota pesada contra o Tenerife mas continuas na luta pela subida direta. Pelos jogos da taça, a vitória histórica contra o Atlético e a as dificuldades que causaste ao Real, já estás preparado para a La Liga.

Pellegri é um absurdo, é até difícil achar uma maneira justa de elogiar o matador. Estamos aqui pelo espetáculo, né? hahaha Pra ser sincero, tento aplicar no FM minha visão da vida real, então pode esperar por um time bem ofensivo, que gosta de ter a bola em marcar gols. A derrota pro Tenerife é um daqueles resultados que toda equipe tem ao menos uma vez na temporada: totalmente fora do habitual, mas que tem seu aspecto positivo, ajudando a manter os pés no chão.

As partidas contra Getafe (temporada passada) e Eibar já tinham me deixado otimista, mas bem ou mal, são clubes no máximo de metade de tabela. Essas duas partidas contra os gigantes, porém, confirmam esse otimismo.

Obrigado pelo comentário!

4 horas atrás, Leho. disse:

Caramba, o time não só manteve a pegada inicial como também engatou várias vitórias, se colocando quase que na briga pelo título hahahaha! Impressionante, que rendimento fabuloso do Recre nessa Segundona Espanhola. Fabuloso!

Agora, o Sergio Gil deve jogar com uma bandeja na mão porque, o cara faz bico de garçom enquanto entra em campo porra hahaha! Que meia fantástico. Os números dele são ESTRATOSFÉRICOS. Será que em LaLiga tem alguém fazendo parecido? Traz pra gente os números se der, @Bigode..

E lá na frente, o goleador máster segue encantando. Pellegri monstro.

 

Acho que tá bem claro que playoffs já é uma realidade, resta saber agora se o título pode acabar pintando por aí.

Olha, vou te falar que me surpreendi, viu? Meus clubes adoram dar aquela rateada ali entre Dezembro e Janeiro e, em que pese nosso rendimento ter caído, foi só em Janeiro mesmo e menos grave do que o habitual. Termos conseguido não só manter o nível como subir o sarrafo me deixou bem feliz, porque mostra que minha avaliação inicial (sobre os jogadores que vinham da 1ª temporada tendo capacidade pra performar bem na LaLiga 2) e minha movimentação no mercado foi boa, além do trabalho tático também. Fora que a gente que é rato velho de FM sabe que sempre rola uma queda quando estamos muito acima das expectativas, né? Então tô bem feliz  que passamos por cima disso.

Em relação ao Sergio Gil, fui averiguar agora, um pouquinho a frente dessa última atualização. Pensando só em jogos da liga, Sergio Gil tem 17 assistências em 34 jogos, com uma classificação média 7,42 (terceira melhor média). O número de passes-chave é de 150, com 4,51 passes-chave a cada 90 minutos. São 49 grandes oportunidades criadas.

Dentro da LaLiga 2, o segundo melhor assistente tem 13 assistências em 35(2) jogos. Quem vem logo atrás em número de passes-chave fez 117. No quesito "passes-chave a cada 90 minutos", Sergio Gil tem a segunda melhor marca, atrás dos 4,62 de Nicolás Gaitán, que tem 86 passes-chave em 20(1) jogos. Já a segunda melhor marca de grandes oportunidades criadas é de 38.

Olhando pra LaLiga, os melhores assistentes são Martin Odegaard e Lionel Messi, com 14 assistências cada, em 30(3) e 36 partidas, respectivamente. O jogador com mais passes-chave tem 89, enquanto a melhor marca de "passes-chave a cada 90 minutos" é de 2,73. Ambas as marcas MUITO abaixo de Sergio Gil. A melhor marca de grandes oportunidades criadas é de 20, menos da metade do valor de Sergio Gil até o momento.

Claro, fazer essa análise é complicada porque sabemos que o nível da LaLiga é mais alto e não sei como ele se portará quando (e se) subirmos. Mas acredito que ele tem capacidade pra estar pelo menos ali entre os 10 melhores. Espero estar certo.

Pellegri é sem palavras. O cara é um absurdo.

Agora vamos ver o que vem por aí. Nos colocamos em boa posição em relação aos playoffs, mas ainda tá tudo em aberto. O título é realmente complicado. Antes era o Girona liderando e sem dar mostrar de largar mão, agora é o Almería. Um caiu de rendimento, mas os dois caindo? Acho complicado.

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Bigode.

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10. 100 facilidade

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Essa atualização, a última da temporada, começa com uma ótimo notícia: meu contrato iria somente até o final da temporada, e depois de muita demora, no início de Abril a diretoria enfim me chamou para falar sobre a renovação. Com duração de três anos e um aumento de €4 mil/mês, seguimos firmes com o Proyecto Recre.

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Depois de acertar contrato com os oito melhores jovens daquela fornada da virada do mês, iniciamos Abril visitando o Leganés, mas acabamos tropeçando e ficamos só no 1x1. Antes mesmo dessa partida, recebemos a notícia de que, graças a resultados alheios, estávamos matematicamente livres do rebaixamento, cumprindo nossa meta inicial. Ainda fora de casa, um segundo tropeço no mês, quando vimos Smolenski marcar seu segundo gol na partida aos 92' para nos garantir um pontinho frente ao Mallorca, num jogo muitíssimo ruim da nossa parte - especialmente no 1º tempo, quando rematamos apenas uma vez, justamente no gol de Smolenski aos 39'.

Precisando nos recuperar, recebemos o Alcorcón, fizemos uma partida absolutamente dominadora e vimos Pietro Pellegri voltar a balançar as redes depois de dois jogos em branco: ele não perdoou os visitantes, marcou quatro vezes e garantiu ótima goleada por 4x0. Quando visitamos o Alavés na sequência, esperava um duro confronto, mas em novo dia de Pellegri, o matador abriu e fechou o placar, nos garantindo ótima vitória por 4x1.

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Para seguir com a boa fase, embalamos mais duas excelentes vitórias, ambas em casa. Primeiro, não tivemos dificuldade para fazer 2x0 no Málaga. Depois, com o playoff já garantido devido aos resultados alheios, vimos novo brilho de Pellegri, que nos garantiu um excelente 5x2 com um hat-trick. As estatísticas parelhas - 14 remates para cada lado - enganam: o jogo foi todo nosso, abrimos 4x0 ainda antes do intervalo, mas deixamos o Fuenlabrada jogar no 2º tempo. A vitória, porém, nunca foi ameaçada.

O mesmo não se pode dizer da partida seguinte: com a boa fase e os adversários ainda contribuindo, fizemos uma partida simplesmente TENEBROSA frente ao lanterna e já rebaixado Hércules, não acertamos uma finalização sequer na baliza de Ismael Falcón e ainda fomos castigados com um gol solitário aos 63'. Ali eu sabia que a promoção direta não aconteceria, embora o confronto direto frente ao Albacete Balompié garantisse que dependíamos só de nós mesmos.

E pra seguir assim, visitamos o Tenerife, aquele mesmo que nos goleou por 5x1 em pleno Nuevo Colombino. Mas, quando Nono abriu o placar na saída de bola, no primeiro ataque, aos 30 segundos, eu temi. Felizmente, crescemos. Tomamos conta do jogo, chegamos ao empate em pênalti convertido por Pellegri aos 21', viramos com Smolenski ainda no 1º tempo e abrimos goleada após o intervalo.

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Veio então o confronto direto e decisivo frente ao Albacete Balompié. O título, embora possível, era improvável, graças a tropeços que não deveriam ter ocorrido, como aquela derrota para o lanterna Hércules. Jogando em casa, era vencer o então vice-líder, um ponto a nossa frente, para depender apenas de nós mesmos na última rodada. Mas falhamos. Num jogo equilibradíssimo, até abrimos o placar com Smolenski aos 23', mas desperdiçamos gols como se não houvesse amanhã. E como "quem não faz, toma", voltamos dormindo do intervalo, Chema Nuñez avançou pela esquerda do ataque, fez uma jogada simplesmente sensacional e só rolou para Manu Fuster, totalmente livre dentro da pequena área, só desviar. Num jogo tão equilibrado, faltou pontaria - foram só 3 finalizações no alvo de um total de 13 - e o empate seguiu até o fim.

Agora, era o Albacete que dependia só de si. E não sei o que era pior: isso ou ver o Almería empatando duas vezes (e posteriormente perdendo na última rodada) e saber que o título seria possível. 

Na última rodada, recebemos o Castilla. Precisávamos vencer e torcer contra o Albacete. O adversário deles? O lanterna Hércules. Aquele mesmo que nos venceu. O resultado? Vitória por 2x0 do Albacete, que confirmava a promoção direta. Do nosso lado, domínio amplo e completo, novo jogo de absurda ineficácia (6 finalizações no alvo de um total de 17) e os visitantes vencendo com uma única finalização no alvo (de um total de três), logo aos 8' de jogo.

42 partidas, incríveis 101 gols marcados. Provavelmente a grande campanha da temporada. E a melancolia final de precisar disputar a loteria dos playoffs. Pra piorar ainda mais, o sexto colocado e nosso primeiro adversário seria o Mallorca: um dos cinco clubes (Celta, Almería, Albacete e Castilla completam a lista) que não perdeu para nós na temporada. Em casa, perdemos por 1x0, fora de casa, empatamos em 2x2.

No jogo de ida, fomos ao Son Moix, levamos um gol aos 21' e fizemos um péssimo 1º tempo. Na volta do intervalo, equilibramos as ações em 45 minutos muito fracos, e contamos com um gol de Pellegri para nos dar a vantagem do empate sem gols para a volta.

Em casa, o homem chamou a responsabilidade. Num contra-ataque logo no início, perdeu a chance de abrir o placar, mas foi buscar o rebote na lateral e cruzou na área, para Àlex Rico aparecer como um foguete e abrir o placar. Depois, foi hora de dar seu show particular. Em noite de gala de seu companheiro preferido, Pietro Pellegri marcou incríveis quatro gols, três deles com assistências de Sergio Gil, sacramentou uma surreal goleada por 5x0 e nos colocou na grande decisão rumo a LaLiga.

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Na grande final, o adversário seria o Girona, que passou pelo Celta de Vigo (1x0 em casa, 1x2 fora; classificação pelos gols fora). Durante a temporada, empatamos com eles fora de casa em 0x0 e no final de Março tivemos a boa vitória por 4x2 em casa.

Agora, na hora de 'vamos ver', conseguimos sair a frente na eliminatória com ótimo cruzamento de Martín Calderón da esquerda, que encontrou Thierry Correia dentro da área pra fuzilar e marcar o único gol de uma partida equilibradíssima no Montilivi, que viu nossos sistema defensivo reinar em noite apática do nossos jogadores de frente.

No jogo de volta, o quadro foi totalmente diferente: uma partida totalmente nossa, do início ao fim. E Pietro Pellegri, sempre ele, brilhou. Depois de Vorlicky, substituindo o lesionado Smolenski, abrir o placar aos 23', o italiano ampliou aos 33' e nos colocou muito perto da promoção. No intervalo, decidi por uma substituição peculiar: saquei o goleiro Matías Borgogno e mandei Mariano Barbosa a campo. A mudança tinha explicação simples: tão importante na campanha do título e promoção da temporada passada, o veterano não havia entrada em campo essa temporada e já havia anunciado sua despedida. Achei justo fazer esse gesto em homenagem a tudo o que ele nos proporcionou na Segunda División B.

O veteraníssimo goleiro até chegou a tomar gol de Róber aos 69', que havia entrado em campo oito minutos antes. Mas não fez diferença: antes disso, Pellegri já havia feito outro aos 55' e, depois disso, o matador completou uma noite de gala com dois gols em três minutos, aos 80' e 83' pra tirar qualquer dúvida sobre nossa promoção. Ainda deu tempo de Vorlicky fechar o caixão. Não percam as contas: Recreativo de Huelva, PROMOVIDO, 6x1 Girona.

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O calendário final não deixa dúvidas de que a promoção foi merecida, com goleadas pesadas, especialmente no mata-mata. Mas fica a sensação de que dava mais, de que poderíamos ter conseguido a promoção direta, sem sofrimento, de que poderíamos ter buscado o título. Não se pode, em casa ou fora de casa, perder pontos para o lanterna já rebaixado. Lição essa que o Albacete mostrou ter aprendido conosco. É necessário mais concentração, o tempo todo, o jogo todo. Faltou isso em alguns momentos...

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...e a tabela de classificação evidencia ainda mais essa sensação. O Almería fez apenas um ponto em seus últimos três jogos. Dava. Dava pra buscar o título. Não deu. Falhamos em momentos cruciais, em jogos nos quais não podemos falhar. E o título escapou, bem como a promoção direta. No fim, porém, somente uma coisa importa: SUBIMOS! Pegamos o elevador, garantimos nossa segunda promoção consecutiva e iremos disputar a LaLiga. Estamos entre os gigantes.

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Ao olhar pra tabela, não tem como não falar do nosso ataque. Foram surreais 101 gols marcados. Com os gols dos playoffs, chegamos aos 114 gols e batemos o histórico recorde dos 107 gols marcados pelo Real Sporting de Gijón na já longínqua temporada 1956/1957.

Foram 31 gols marcados a mais do que o Mallorca, dono do 2º melhor ataque. A defesa, com 46 gols sofridos, foi a 4ª melhor. Fomos também a equipe que mais finalizou (706 vezes - o segundo melhor, Mallorca, finalizou 604) e a equipe que menos finalizações sofreu (340, com o Alavés sendo o mais próximo com 342).

Individualmente, nosso domínio foi absurdo: Pietro Pellegri marcou 55 (!!!) vezes no campeonato e com muita folga foi o artilheiro - o mais próximo dele, Roman Zozulya (Albacete), marcou 22 gols. Sergio Gil também sobrou nas assistências, com um total de 22, contra apenas 13 de quem chegou mais perto: Ignacio González (Deportivo La Coruña) e o nosso querido Thierry Correia.

Pietro Pellegri, mais vezes eleito o melhor em campo (12 vezes), também foi disparado quem mais finalizou: incríveis 259 vezes, mais do dobro das 122 tentativas de Álex Mula, do Fuenlabrada. Arjen van der Heide ainda apareceu em oitavo no quesito, com 96 remates.

Voltando a Sergio Gil: foram 189 passes-chave, uma distância considerável para os 140 de Samu Sáiz, do Girona. Ainda tivemos Pedro Álvaro com a melhor porcentagem de passes completos e presenças também no Top-8 entre os jogadores com mais desarmes ganhos, mais dribles feitos, mais clean sheets, menos gols concedidos...

É inegável: a promoção é mais do que merecida e a temporada não poderia terminar de forma diferente. Seria injusto se isso ocorresse.

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Nas linhas acima, já falei um pouco dos destaques individuais, mas vale fazer mais alguns comentários rápidos. Antes de mais nada, vale mencionar que já conseguimos renovar quase todos os empréstimos que terminariam ao fim dessa temporada, faltando só conversas junto a Alessandro Tripaldelli, Lukas Vorlicky e Dion Drena Beljo. Esse último ainda é dúvida quanto a essa questão, enquanto Cătălin Itu já é certeza que não seguirá por aqui.

Sob as traves, Borgogno foi muito bem e termina com nota superior a sete, substituindo muito bem Mariano Barbosa e sendo o jogador que mais minutos atuou. Com sua boa temporada, ficou difícil dar espaço para Milinković-Savić, mas a briga está aberta para a próxima temporada, com ambos começando do zero. Acredito que tenho dois bons nomes aqui e segurança no setor.

Nas laterais, Thierry Correia e Tripaldelli foram unânimes, sendo os dois jogadores que mais passes-chave deram depois de Sergio Gil. Juntos, ambos deram um total de 25 assistências, além de ainda balançar as redes seis vezes.

Na zaga, Pedro Álvaro e Sørensen formaram ótima dupla, apesar do dinamarquês vez ou outra dormir no ponto. Caleb Okoli também ganhou minutos, durante períodos de lesão do português, e mostra bom potencial. Andrej Đurić, que chegou no início de Janeiro, pouco depois sofreu uma lesão grave e perdeu boa parte do semestre. Quando ganharia alguns minutos, nova lesão. Tem bastante potencial e pretendo dar bons minutos para ele na próxima temporada, mas já começa a preocupar nesse sentido.

No meio-campo, a trinca formada por Calderón, Christensen e Sergio Gil deu o que falar. Assumindo o posto de Regista que era de Christensen na temporada passada, Calderón começou com algumas dificuldades, mas se adaptou, foi muito bem, contribuiu com 14 gols (fez 2 e deu 12 assistências), e já tem contrato acertado em definitivo conosco. Christensen, agora atuando como Box-to-Box, teve uma  temporada razoavelmente bem regular, teve também sua cota de participações em gols, e foi importantíssimo.

Sergio Gil, bem, esse precisa de um parágrafo só para ele, né? O que o espanhol fez foi um absurdo. Até hoje não entendo como, em meados de Dezembro/2020, a Extremadura, então no terceiro escalão espanhol (como nós, na época), dispensou o meia. Sorte a nossa. Chegou em Janeiro/2021 e pouco jogou. Teve tempo e calma para se ambientar e adaptar. O resto é história: assumiu a titularidade deixada por Dani Molina como nosso Construtor de Jogo e só faltou fazer chover. Foi o jogador que mais passes completou, foi disparado o jogador que mais passes-chave fez e que mais grandes oportunidades criou. Reinou em nosso meio-campo, mandando e desmandando no jogo e garantindo incríveis 26 assistências, uma mais bonita que a outra. A torcida já clama para que Arjen van der Heide ceda a 10 para o atual camisa 21.

Nas pontas, a juventude mostrou sua cara e foi muito importante. É bem verdade que Vorlicky sentiu um pouco a mudança de nível e que Arjen van der Heide teve uma boa queda de desempenho nos últimos meses. Ainda assim, o holandês contribuiu com 22 gols em 49(1) jogos, sendo decisivo em diversas partidas. Já o tcheco, que acabou perdendo espaço para o foguetinho Martin Smolenski, teve números mais tímidos, mas balançou as redes 8 vezes, além de garantir 4 assistências, em 11(24) jogos. Por falar em Smolenski, o jovem búlgaro foi uma ótima surpresa, cresceu durante a temporada e mostrou não sentir a pressão: vice-artilheiro do clube na temporada com 18 gols, ele ainda garantiu 6 assistências nas 39(6) partidas jogadas e mostrou ótimo entrosamento com Pellegri.

Quanto ao atacante, o que eu vou dizer? SESSENTA E CINCO GOLS na temporada (55 na LaLiga 2, quebrando o recorde de 46 gols de 1956/1957, de Ricardo, então no Real Sporting de Gijón). Somando com suas 8 assistências, foram 73 contribuições a gol em 49(1) partidas. Não existe adjetivo que possa descrever a temporada de Pietro Pellegri. Fenomenal. Absurdo. Surreal. Estupendo. Nada disso faz justiça aquilo que ele mostrou em campo. Fiz um rápido levantamento aqui e foram 8 partidas marcando 2 gols, 8 partidas marcando 3 gols, 3 partidas marcando 4 gols e 1 partida marcando 5 gols. No meio disso tudo, não esqueçamos: teve hat-trick contra Atlético de Madrid e Real Madrid. Repito: UMA BESTA ENJAULADA!

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Para finalizar tudo o que foi falado acima, não poderia deixar de trazer o Resumo da Temporada, abarcando de forma sucinta tudo o que foi essa temporada mágica.

Na LaLiga SmartBank, ou também LaLiga 2, fica claro o quão sensacional foi nossa campanha ao lembrar que a expectativa inicial era evitar o rebaixamento. 100% de aprovação aqui. Na Copa del Rey, superamos a expectativa em uma eliminatória e com 60% de aprovação, achei até pouco levando em conta o que fizemos na competição. Em ambas, Pietro Pellegri foi não só nosso artilheiro, como o artilheiro das competições.

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Olhando pra trás, é maravilhoso lembrar da histórica goleada sobre o Deportivo La Coruña, em pleno Riazor. O jogo inesquecível, porém, foi a goleada, ainda no início da temporada, sobre o Logronés. Apesar dos diversos gols marcados, o Gol da Temporada não foi de nosso matador, mas sim do meia Jacob Christensen, que garantiu um ponto no tropeço frente ao Leganés, já na reta final da temporada.

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Financeiramente, como mostrarei mais adiante, o ano também foi um sonho. Aumentamos os valores recebidos em todos os setores, com o destaque ficando para os direitos televisos, que pulou de menos de €70 mil na Segunda División B para quase €6 milhões nessa temporada.

Em relação a venda de camisas, El Mago Gil lidera os números. Me surpreendeu a ausência de Pietro Pellegri, enquanto os sérvios se mostraram ávidos fãs ao esgotar as camisas do goleiro Milinković-Savić, que chegou no meio da temporada e sequer jogou. Lindo foi ver Mariano Barbosa, em seu último ano, ser reconhecido depois da temporada passada.

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Sem surpresas na Melhor Escalação da temporada. Os números assustam e termos 9 jogadores com média verde mostra o que foi a temporada. Apesar da média inferior a 7, não tem como não elogiar as contribuições de van der Heide e Smolenski.

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Quanto às premiações e recordes, a lista é longa. Nos prêmios mensais, fui eleito apenas uma vez, em Novembro. Em relação aos jogadores, Pietro Pellegri, consagrado como Artilheiro da LaLiga Smartbank, foi eleito o Jogador do Ano da Torcida e o Jovem Jogador do Ano. Não é por menos: foi quem mais marcou gols (com sobras), foi quem mais vezes foi o melhor em campo e foi quem teve melhor classificação média. Destaque também para Matías Borgogno, considerado a Contratação do Ano, e para Sergio Gil e Matías Calderón: o primeiro foi nosso melhor assistente, enquanto o segundo foi quem mais passes completou a cada 90 minutos.

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Em relação aos recordes, uma lista novamente dominada por Pietro Pellegri: foi quem mais marcou gols na temporada, foi quem mais marcou gols em jogos da liga, foi quem mais gols marcou em uma única partida, foi quem mais gols marcou em uma única partida da liga e bateu também a marca de número de vezes eleito o melhor em campo. Positivamente, também tivemos Matías Borgogno batendo a marca de Mariano Barbosa da temporada passada e chegando a 16 clean sheets. Mariano Barbosa que, aliás, se  tornou o jogador mais velho a entrar em campo pelo Recreativo de Huelva, quando se despediu na última partida da temporada.

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Se dentro de campo o ano termina de forma muito positiva, o mesmo se pode dizer de como termina fora de campo. Com pequenos lucros mensais, alavancados pelas ótimas bilheterias na Copa del Rey, terminamos a temporada com pouco mais de €4 milhões de balanço financeiro. No dia 20/06/2022, quando a situação foi averiguada, a projeção é de grande crescimento, com um balanço de €37 milhões ao fim da temporada 2022/2023 e €39 milhões ao fim da temporada 2023/2024.

Vamos ver se, agora no positivo e com status Okay, a diretoria começa a aceitar meus pedidos de melhorias na infraestrutura - pedi apenas uma vez, no primeiro semestre, e tive o pedido negado.

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Para a próxima temporada, já tivemos nossos orçamentos liberados. A folha salarial irá mais do que dobrar, ficando na casa dos €476 mil/mês. Já para a busca de reforços, terei a bagatela de pouco mais de €8,5 milhões. A ideia, porém, não é fazer loucuras. Continuarei buscando os melhores negócios, especialmente através de transferências em fim de contrato ou por empréstimo e é bem possível que boa parte desse dinheiro seja destinado para trazer jogadores mais para o futuro.

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Pega o elevador, Recre! ⚫

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Leho.

Que absurdo! Um AB-SUR-DO o que fizeram Sergio Gil e Pellegri nessa LaLiga 2, hahahaha... pelo amor dos meus filhinhos. Foi bonito foi, foi intenso foi. Óbvio, o time como um todo tá MUITO de parabéns, o acesso é mais que merecido, mas esses dois feras aí merecem os louros.

Financeiramente agora você tem um time seguro e com uma razoável margem pra investimentos, mas acredito que o melhor ainda é manter essa política de empréstimos/Lei Bosman e só gastar mesmo com MUITA certeza do que estiver fazendo. Acho que o salto pra LaLiga será mais difícil do que esse anterior (da Terceirona pra LaLiga 2). Maaas... tudo é possível, o bacana é que tu já formatou uma base, conseguiu mantê-la e agora é enxertar qualidade aonde for possível, mas a base tá ali e os jogadores já se conhecem. Isso faz diferença.

Parabéns pelo acesso, a campanha foi monstruosa.

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Cadete213

Parabéns pela subida. Foi uma época em grande e mesmo através dos playoffs, consegues a tão desejada promoção para a La Liga. Tens que manter o Pellegri a todo o custo.

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div

Parabéns pela promoção! Um grande feito, consolidando uma ótima trajetória nesse (ainda) começo de carreira no Recre.

Pellegri e Sérgio Gil dispensam comentários, hein? E o que falar da atitude com Mariano, bela homenagem na aposentadoria do goleiro,

Agora vai precisar ser cirúrgico nas investidas para continuar com o alto nível e buscar, em primeiro momento, a manutenção na La Liga.

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Henrique M.

Não esperava que fosse lutar para cair, mas também não esperava que fosse subir logo na primeira temporada. Fez um grande trabalho e o time volta para a elite, onde o sarrafo ficará maior, mas, se a tendência seguir, o time deve ficar por lá.

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Bigode.
Em 15/03/2021 em 00:37, Leho. disse:

Que absurdo! Um AB-SUR-DO o que fizeram Sergio Gil e Pellegri nessa LaLiga 2, hahahaha... pelo amor dos meus filhinhos. Foi bonito foi, foi intenso foi. Óbvio, o time como um todo tá MUITO de parabéns, o acesso é mais que merecido, mas esses dois feras aí merecem os louros.

Financeiramente agora você tem um time seguro e com uma razoável margem pra investimentos, mas acredito que o melhor ainda é manter essa política de empréstimos/Lei Bosman e só gastar mesmo com MUITA certeza do que estiver fazendo. Acho que o salto pra LaLiga será mais difícil do que esse anterior (da Terceirona pra LaLiga 2). Maaas... tudo é possível, o bacana é que tu já formatou uma base, conseguiu mantê-la e agora é enxertar qualidade aonde for possível, mas a base tá ali e os jogadores já se conhecem. Isso faz diferença.

Parabéns pelo acesso, a campanha foi monstruosa.

O Pellegri eu já esperava que fosse bem, mas o que ele fez foi de outro mundo, superou muito minhas expectativas que já eram bem altas. O Sergio Gil foi uma grata surpresa! Agora é torcer para que não sintam o nível da LaLiga e consigam entregar pelo menos metade do que entregaram nessa temporada.

Financeiramente, a ideia é mesmo essa: seguir com a filosofia de austeridade para fortalecer ainda mais nosso balanço para daqui 2-3 temporadas, aí sim, começar a soltar um pouco mais o dinheiro - mas mesmo assim, você acompanhou bastante meus saves com a Pro Vercelli, sabe que eu mesmo com dinheiro sempre busco as melhores oportunidades possíveis (e prefiro investir nos jovens a gastar um caminhão em jogador pronto - mas se tiver que gastar, gasto).

Olha, tenho certeza que esse novo salto será bem complicado. Ainda assim, acredito que temos uma base para escapar do rebaixamento sem grandes problemas, talvez até terminar ali pelo meio da tabela. Agora é achar as peças certas para completar essa base e facilitar esse processo.

Obrigado, parceiro!

Em 15/03/2021 em 14:01, Cadete213 disse:

Parabéns pela subida. Foi uma época em grande e mesmo através dos playoffs, consegues a tão desejada promoção para a La Liga. Tens que manter o Pellegri a todo o custo.

Obrigado!

A época foi mesmo sensacional, os números não mentem. Agora é que as coisas ficam mais interessantes. Quanto ao Pellegri: felizmente já teve o empréstimo renovado por um ano e penso em começar a sondar quanto pedem por ele durante a temporada (embora ache improvável trazer em definitivo nesse primeiro momento porque ele recebe o dobro do que posso pagar - claro, não pago nem perto da totalidade do seu salário atualmente).

Em 15/03/2021 em 20:28, div disse:

Parabéns pela promoção! Um grande feito, consolidando uma ótima trajetória nesse (ainda) começo de carreira no Recre.

Pellegri e Sérgio Gil dispensam comentários, hein? E o que falar da atitude com Mariano, bela homenagem na aposentadoria do goleiro,

Agora vai precisar ser cirúrgico nas investidas para continuar com o alto nível e buscar, em primeiro momento, a manutenção na La Liga.

Obrigado!

A duplinha ali foi um terror. Não só tiveram números sensacionais, como parte desses números foi entre eles. Perdi a conta de quantos gols Pellegri fez com assistências do Sergio Gil. Em relação ao Mariano, era o mínimo. Minha ideia até era colocar num jogo inteiro, mas só o faria se garantisse a promoção direta com ao menos uma rodada por jogar. Como não ocorreu, não quis arriscar.

Vamos ver o que o mercado nos proporciona. Meu medo é que, embora estejamos na LaLiga, nossa reputação ainda segue relativamente bem baixa. Mas vamos lá ver...

20 horas atrás, Henrique M. disse:

Não esperava que fosse lutar para cair, mas também não esperava que fosse subir logo na primeira temporada. Fez um grande trabalho e o time volta para a elite, onde o sarrafo ficará maior, mas, se a tendência seguir, o time deve ficar por lá.

Modéstia à parte, também não achei que lutaríamos pra cair não, mas o objetivo primário era evitar isso, né? Então boto sempre esse como primeiro ponto da temporada e após bater isso, aí penso no próximo passo, se houver tempo. Apesar de acreditar na qualidade do meu elenco, não achei que subiríamos, até por ter muito jogador jovem. Acreditava que poderia pegar metade de tabela sem problemas, TALVEZ arrancar uma vaga no playoff, mas não passaria disso. Felizmente surpreendemos. Espero que sua previsão se mostre correta!

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Bigode.

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11. Estamos prontos, LaLiga!

Depois de duas promoção consecutivas, com a última temporada proporcionando um ataque avassalador com destaque especial para o garçom Sergio Gil e o matador Pietro Pellegri, chegou a hora de dar os primeiros passos na tão sonhada elite espanhola. A luta é clara: evitar o rebaixamento. Vamos ver como foi nosso planejamento para isso?

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Antes de começar falando da nossa movimentação no mercado, vale trazer uma última notícia da última temporada, que chegou só com a virada oficial da temporada - que ocorreu após a última atualização.

No Resumo Final da LaLiga SmartBank, ficou claro como nossa temporada foi absurda quando fomos nomeados como o clube que mais superou expectativas: foram DEZESSEIS posições acima daquilo que era previsto inicialmente. Além disso, vale repetir o destaque a Sergio Gil e Pietro Pellegri, já mencionado na última atualização: enquanto o meia foi o jogador que mais assistências deu na competição, o italiano liderou o ranking de artilharia e terminou com a maior classificação média.

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A promoção também acarretou numa mudança contratual junto ao Pescara, hoje na Serie B Italiana: a partir de agora, invertemos o papel com os italianos, que passam a ser nosso clube afiliado, e não o contrário. Confesso que é a primeira vez que vejo isso acontecer. Aqui, um adendo: carece de pesquisas - é algo que tô pra fazer desde o início do save, quando vi a parceria - mas dadas as informações da parceria in-game, acredito que na vida real ambos os clubes dividem o mesmo dono. Fica aí a curiosidade a ser sanada mais pra frente.

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Por fim, com uma melhor saúde financeira, resolvi pedir por melhorias nas estruturas do clube. Uma delas já foi concretizada: de agora em diante, nosso Recrutamento Jovem passou de um nível adequado para um nível razoável. A outra, uma melhoria em nosso centro de treinamentos, está em andamento e deve terminar no fim do semestre.

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Chegou a hora de falar sobre a principal parte dessa atualização.

Com pouco mais de €8 milhões para buscar reforços, a ideia aqui não era fazer loucuras. Com uma base que acredito ter bastante qualidade, a ida ao mercado seria pontual. Acabamos, porém, tendo que nos mexer um pouco mais do que eu esperava, já que Roberto López e Dion Drena Beljo foram chamados de volta aos seus clubes pela pouca utilização durante a última temporada. Sendo assim, um novo ponta direito e um centroavante entraram na lista de alvos, que já contava inicialmente com um zagueiro (titular), dois meias centrais (reservas) e um ponta esquerdo (titular). Aqui vale mencionar que o jogador para jogar pela esquerda não era uma urgência, visto que já tínhamos Smolenski e Vorlicky para a posição. A questão é que eu gostaria de ter alguém mais experiente, pelo receio de ambos, ainda muito jovens e verdes, não aguentarem o tranco.

Em relação às saídas, além dos já citados López e Beljo e do aposentado Mariano Barbosa, liberamos o experiente zagueiro Diego Jiménez ao fim do seu contrato e emprestamos um total de 13 jovens do nosso sub-19 para atuarem em divisões inferiores.

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O primeiro reforço não foi bem um reforço: Martín Calderón esteve conosco durante a última temporada, agradou muito jogando como Regista - e chegando a boa marca de 2 gols e 12 assistências em 42(1) jogos, com média 7,07 - e assinou em definitivo com o fim de seu contrato com o Real Madrid. A tendência é que siga sendo titular.

Também chegando à custo zero, com transferência acertada ainda em Janeiro, chega a jovem promessa Arnau Puigmal, do Manchester United. Revelado pelo Espanyol, Puigmal foi ainda muito jovem para a Inglaterra e, com 21 anos, sequer fez sua estreia profissional até o momento, dando a impressão de ter sido esquecido pelos Red Devils nas equipes de base. Chega para ser reserva imediato de Sergio Gil e tentar provar que não é só mais uma eterna promessa.

Da Croácia, chegou o também muito promissor Marko Bulat, junto ao Dinamo Zagreb. Com passe fixado em €3,5 milhões, Bulat chega para ser reserva imediato de Christensen, mas sua qualidade e polivalência - pode atuar muito bem em qualquer uma das funções do nosso meio-campo - fazem com que ele seja um forte candidato a terminar a temporada como titular.

Apesar de Pedro Álvaro e Sørensen terem formado uma dupla de zaga interessante na última temporada, era meu desejo contar com um nome um pouco mais experiente para formar dupla com o português. Depois de alguma pesquisa, pagamos a pechincha de €500 mil para tirar Riccardo Marchizza do Sassuolo. Embora Marchizza não seja o central dos sonhos, acredito que ele tem qualidade suficiente para formar uma dupla bem segura com Pedro Álvaro.

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Para a ponta direita, chegou Yuriel Celi, vindo por empréstimo junto ao Genoa, com passe fixado em €4 milhões. Sonho meu para a temporada passada, a falta de verba impediu uma investida ao peruano - até tentamos um empréstimo, mas o Cantolao rejeitou a ideia e posteriomente acabou vendendo o jogador ao futebol italiano - mas seguimos com ele em nosso radar. Depois de pagar €700 mil ao clube peruano e emprestar o atleta, sem nem mesmo testá-lo, para uma passagem sem brilho pela Serie B Italiana com a camisa do Perugia, o Genoa se mostrou muito aberto a negociá-lo. Embora houvesse uma sinalização por parte do empresário do jogador quanto ao clube aceitar a venda, preferi optar pelo modelo de empréstimo com opção de compra, por diversos motivos, como buscar garantir que ele tem o futebol que promete (apesar da passagem apagada no segundo escalão italiano) e nos dar tempo para melhorar nossa condição financeira, que hoje dificilmente nos permitiria pagar aquilo que ele pediria. Assim como Bulat, Celi chega como reserva imediato da posição, mas tem qualidade para terminar o ano como titular. Vale o adendo de que ele joga naturalmente pelo centro e pela esquerda, podendo atuar também pela direita - e é justamente pela direita que o vejo fazendo sucesso, o que significa que muito em breve ele poderá atuar pelos três corredores do campo, algo muito útil quando só se pode ter sete jogadores no banco.

Ignacio Ramírez foi um belo achado no mercado uruguaio e chega após conversas com meu observador pessoal, @ElPerroMG, que vem dando o que falar com seu temido Boston. O atacante chega por uma pechincha para ser sombra a Pietro Pellegri. Vale mencionar que ele só tinha contrato até 01/09/2022. Ao tentar acertar com ele, porém, o jogador alegava que queria esperar até o fim de seu contrato. Com mais de uma dúzia de times brasileiros interessados nele, sabia que não podia perder tempo e decidi pagar uma pequena quantia ao seu clube para acertar o quanto antes. Com a liberação do Liverpool FC, o jogador aceitou nossa proposta.

Por último, mas não menos importante, a nossa grande joia. Antes de chegar ao nome de Ramírez, decidi pesquisar opções por conta própria, através do motor de pesquisa. Alguns jogadores já haviam feito testes conosco, mas sem agradar. Eis que, através de um simples refinamento na pesquisa, cheguei ao nome de Adil Houbaine, então com 15 anos. Com atributos psicológicos muito interessantes, como os valores de Decisões, Determinação, Imprevisibilidade e Índice de Trabalho, além de decentes níveis de Compostura, Sem Bola, Trabalho de Equipe e Visão, o atacante também se destaca pela Finalização e pelo Passe. Muito me surpreendeu ele estar "escondido" no Fortuna Sittard sem atrair atenção de ninguém. Não pensei duas vezes em acertar diretamente com o jogador, pagando uma polpuda (para nossa realidade) compensação de €675 mil para seu clube formador (ainda pagaremos €220 mil após o primeiro jogo do garoto pela seleção - ele tem nacionalidade marroquina, então tem duas escolhas - e €22 mil por cada um dos primeiros 40 jogos de liga que ele fizer, além de dar ao clube holandês 15% do lucro de uma futura transferência). Houbiane se apresentou assim que fez 16 anos e, apesar da idade, foi integrado ao elenco principal imediatamente.

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Com as apresentadas movimentações no mercado, fechamos nosso elenco para a temporada com um total de 25 jogadores. Sem precisar inscrever Houbiane, por ser sub-19, temos ainda uma vaga para inscrição.

Com um elenco muito jovem - Sergio Gil, de 26 anos, é nosso jogador mais velho - acredito que temos capacidade mais do que suficiente para escapar do rebaixamento sem grandes dificuldades, superando as expectativas da diretoria, que espera apenas que a luta seja árdua. Se estou certo, veremos com o tempo.

O pensamento da diretoria, aliás, vai muito de encontro com o que pensam a imprensa e as casas de apostas, que indicam todas as odds contra o Recreativo, cotado para a lanterna isolada.

Buscando quase sempre dar valor a hierarquia e meritocracia, iniciaremos a temporada com um 11 titular formado por Borgogno; Thierry, Pedro Álvaro, Marchizza, Tripaldelli; Calderón, Christensen, Sergio Gil; van der Heide, Smolenski, Pellegri. Apenas Sørensen, dentre os jogadores que fizeram parte da campanha do último acesso, iniciam a temporada perdendo a titularidade para um reforço. Contudo, nomes como Milinković-Savić, o próprio Sørensen, Marko Bulat e Yuriel Celi têm qualidade mais que suficiente para assumir a titularidade. Até Ramírez tem, mas aí fica difícil competir com Pellegri.

Falando em Pellegri: depois da temporada passada surreal, o italiano até mesmo é um dos principais cotados para a artilharia da LaLiga nessa temporada, ficando atrás apenas de Lionel Messi, Antoine Griezmann e Sergio Agüero.

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Com a Copa do Mundo desse ano sendo disputada em Dezembro, tivemos uma pré-temporada bem mais curta - a situação, inclusive, resultou no nosso elenco tendo menos de dois dias de férias; isso mesmo: entramos de férias logo após o jogo do acesso, dia 19 de Junho, e no dia 21 de Junho o grupo já estava se reapresentando.

Com a LaLiga se iniciando duas semanas antes do habitual, tivemos tempo para apenas quatro amistosos e usamos a maioria deles para observar diversos jogadores que estavam em testes no clube, tais como os zagueiros Filippo Romagna, Arturo Calabresi e Domenico Criscito, o meia Riccardo Saponara e os atacantes Joel Pohjanpalo e Borys Tashchy, entre outros. Sem muito tempo, buscamos adversários já conhecidos das duas temporadas anteriores, além do nosso time B.

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Huelva B | Córdoba | Mallorca | Atlético Sanluqueño

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Para encerrar essa primeira atualização de elite, uma passada pelas finanças do clube, que receberam um pelo incremento relacionado as receitas televisivas da LaLiga.

Nesse início de trabalho na elite, chama muita atenção a diferença brutal na folha salarial. Por mês, como podemos ver abaixo, nós gastamos menos da metade do que gasta o Albacete Balompié, que subiu conosco. E eles sequer gastam €1 milhão por mês! Quando comparamos com o Barcelona, clube que mais gasta mensalmente com salários, aí o negócio fica feio mesmo: são mais de €25,5 milhões por mês de diferença. Se pensarmos na tabela de salários como uma tabela classificativa, estaríamos na lanterna com uma boa margem de diferença para o Granada, que estaria escapando do rebaixamento. Como é de se esperar, no âmbito anual o desenho parece ser ainda pior: gastamos menos de €4 milhões por anos, contra €272 milhões anuais do Barcelona.

Se vale de alguma coisa, nossa folha salarial na La Liga 2 estava bem longe de ser das maiores e fizemos o que fizemos. Quem sabe não surpreendemos de novo?

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Se na questão salarial lideramos a lanterna com folga, o mesmo não se pode dizer dos números relacionados a venda de bilhetes e receita do dia de partida, onde ocupamos a 15ª colocação, ou dos valores de Receitas Comerciais, onde ocupamos a vice-lanterna, com o dobro do valor do Albacete Balompié.

Por fim, deixo abaixo nosso Balanço Financeiro, datado de 01/09/2022, logo após o encerramento da janela de transferências, bem como a projeção atual para o fim dessa e das próximas duas temporadas. No balanço atual, já está deduzido o valor de quase €4 milhões referente a obra anteriormente citada em nossas instalações de treino.

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É hora de LaLiga! ⚫

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Victor Duque

Pelo jeito ninguém vai subestimar Pellegri hehe já sabem o que vão enfrentar. Planejamento muito consciente de quem sabe o time que tem e sabe que não é preciso fazer loucuras. Temos tudo pra surpreender, boa sorte!

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    • mfeitosa
      By mfeitosa
      Com a frustração de ser demitido do Koninklijke HFC (Holanda) em meu último save, já na primeira temporada, resolvi deixar um pouco de lado o meu espírito nostálgico para tentar algo com um clube ainda mais "aleatório". Embora a liga escolhida seja a Itália, onde vocês devem estar cansados de me ver jogar, o ponto de partida aqui será a Eccellenza, que corresponde à 5ª divisão italiana. Estarei sob o comando da A.S. Fidentina, também chamada de Lupi, uma equipe com menos de meio século de existência e sem qualquer tradição no Calcio.
      É importante ressaltar que não abandonarei o Desafio da Base e todas as diretrizes apontadas no frustrado save com o HFC serão mantidas para o trabalho com a Fidentina. Minha expectativa e objetivo é ter um save bastante longevo onde, ainda que eu não consiga cumprir todos os objetivos apontados, ele possa render um considerável período de divertimento, sem prazo para terminar.


      A Associazione Sportiva Fidentina foi criada após um "papo de boteco". Tudo começou em 1978, quando um pequeno grupo de rapazes que frequentavam o Bar Marisa (que existe até hoje) resolveu criar um time de futebol para participar de campeonatos amadores. A ideia foi muito bem recebida pelo dono do bar, que acabou por se tornar o primeiro patrocinador e presidente do clube. E assim nasceu o G.S. Bar Marisa, que logo mudaria de nome para G.S. Amatori Fidenza, e décadas depois para A.S. Fidentina (nome definitivo). O clube é sediado em Fidenza, comuna italiana da região da Emília-Romanha, província de Parma com pouco mais de 23 mil habitantes.

      O time se destaca pelos curiosos desenhos de seus uniformes, principalmente na cor grená, e pelas várias versões de seu escudo, onde sempre há espaço a "águia imperial" e a "cruz de prata" presentes no brasão de Fidenza, assim como o Lobo (em italiano, Lupi), tradicional mascote da equipe. Na imagem dos uniformes que criei, é possível verificar uma das variações do escudo da A.S. Fidentina, mas existem muitos outros (veja o fundo desta imagem) que, de tempos em tempos, surgem em algum uniforme ou arte. 
      Nos últimos anos, graças ao apoio de apaixonados empresários locais e ao jovem entusiasmo de seus dirigentes, o clube atingiu alguns resultados importantes dentro e fora de campo, alcançando patamares nunca sonhados anteriormente, como o acesso à Promozione e Eccellenza, a sexta e a quinta divisões do futebol italiano, respectivamente.
      A Fidentina rivaliza com as outras duas equipes da cidade, o Fidenza (time mais antigo, de 1922) e o Borgo San Donnino (fundado em 2009).


      Tomando como base o tópico oficial do The FM21 Youth Academy Challenge, no fórum da SI, os objetivos principais aqui serão conquistar a Serie A (primeira divisão do país escolhido) e a UEFA Champions League (competição continental), utilizando apenas as categorias de base da A.S. Fidentina como forma de adquirir novos jogadores. Ou seja, sem contratações de qualquer gênero, com exceção aos membros da comissão técnica. Vendas e empréstimos de jogadores a outros clubes também são permitidos. 
      Para tornar as coisas um pouco mais intuitivas em termos de evolução do save, ampliarei os objetivos da seguinte forma:
      Conquistar o título da Serie A; Conquistar o título da Coppa Italia; Conquistar o título da UEFA Champions League; Ter um jogador convocado para uma Copa do Mundo; Ser o maior clube formador da Itália; Possuir as melhores infraestruturas de base da Itália; Tornar-se o principal clube itália, em termos de reputação.
      Estarei utilizando o "Fusion DB - Prima Categoria v1.2" como forma de ativar os escalões mais baixos do futebol italiano, o que me permitiu escolher a Fidentina para jogar. Embora esse update contemple a 7ª divisão da Itália, carreguei a pirâmide apenas até a divisão em que estarei jogando, Eccellenza (5ª divisão), em razão da morosidade que seria gerada com o passar dos anos. Além da Itália, selecionei as principais ligas da Europa (apenas a divisão principal de cada) de acordo com o ranking das associações, e também a primeira divisão da Suíça, Brasil e Argentina. A base de dados escolhida foi Média. Por fim, das opções avançadas, segui à risca o que o desafio determina.


      Nascido em 6 de março de 1983, em Milão, Luca Ferretti é um meia-atacante com origens na base do Parma, onde iniciou uma carreira repleta de frustrações. Em junho de 2003, o Milan realizou uma troca entre jogadores de sua base e garotos da base do Parma, o que incluiu o ainda jovem Ferretti. Essa transação foi alvo de investigação e, em 2009, os clubes foram multados por inflacionarem os preços dos atletas para garantir um falso lucro no balanço patrimonial. Além disso, Luca não teve espaço na equipe de Milão e foi emprestado de imediato para a Reggiana, que estava na Serie C1, e já no meio da temporada foi cedido ao Legnano, da Serie C2.
      Em 2005, Luca Ferretti foi contratado pelo (hoje extinto) San Marino e resolveu pendurar as chuteiras após atuar em apenas três partidas. 

      Em 2008, aos 25 anos, Luca Ferretti foi convencido a retornar ao futebol e assinou com o Lecco por uma temporada, mas acabou sendo pouco aproveitado. No ano seguinte, Luca acertou com o modesto Terme Monticelli e finalmente alcançou uma sequência de jogos. Em 2012, Luca Ferretti foi contratado pela Fidentina, onde se tornaria a principal referência e capitão da equipe. Ferretti atuou pela Fidentina por sete anos e marcou mais de 50 gols com a camisa grená, deixando o clube ao final da temporada 2018/19, após o rebaixamento para a Promozione. Sem acordo com a Lupi, Ferretti acertou sua ida ao Noceto, onde atua até hoje. 
      Para este save, aposentei o Luca Ferretti "original" com o auxílio do editor do FM. O estilo do treinador escolhido foi sem qualificações, experiência anterior de Futebolista Amador e foco do estilo de gestão Original. Sem mais delongas, mãos à obra! 🐺🇮🇹

    • Ibarra
      By Ibarra
      É com muita alegria, prazer, esforço e dedicação que continuarei a postar muita coisa bacana para este fórum com o FManager Brasil Ultimate Update agora e em breve, ou seja: a partir do dia 24 de Novembro, dia do lançamento do FM21 irei soltar a primeira atualização desde o Campeonato Brasileiro Série A até as divisões regionais do Brasileirão, além de Ligas e Copas do Brasil e do Mundo Inteiro juntamente com os elencos dos times nacionais e internacionais atualizados.
      Bom galera desta vez o Brasil Ultimate Update vai ser de maneira diferente, ou seja: vai ser o Brasil em formato europeu, eu decidi fazer assim o update devido aos jogos acumulados dos estaduais que ao meu ver acaba por enjoar os saves no Brasil, por isso decidi retirar os estaduais e manter as seguintes ligas e copas no update, vejam abaixo:
      Brasileirão Série A Brasileirão Série B Brasileirão Série C Brasileirão Série D Brasileirão Divisões Inferiores Copa do Brasil Supertaça do Brasil Países fundamentais são: Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Tailândia, Qatar, Bolívia, Equador, Paraguai, Venezuela. Outros conteúdos também foram inseridos, como lesões e suspensões retiradas, cores reais dos clubes brasileiros e muito mais.
      Peço também desculpa pelos incômodos causados pq eu ontem estava enfrentando "crash dumps" no jogo e não pude mandar o download como prometido.
       
      Tutorial de Instalação: extraia o arquivo .RAR para a seguinte pasta
      🗂️ C:\documentos\sports interactive\football manager 2021\editor data
       
      Download Liberado e Atualizado até dia 06/05/2021 compatível com a DLC 21.4.
      Vale também lembrar que as transferencias do Mercado da Bola serão feitas diariamente a partir de 2021.
      Começar sempre na Superliga de Seychelles ou na Liga da India tanto para jogar no Brasil e até no Resto do Mundo com o calendario que bem entenderem.
      Link para download:
      ⬇️FM21 FManager Brasil Ultimate Update Atualizado (06/05/2021) - Atualizações - FManager Brasil
       
      Link dos gráficos que eu uso tanto para FM20 como para FM21 para download:
       graphics (mediafire.com)
       
      Link dos Adboards que eu uso tanto para FM20 como para FM21 para download:
      FM20 Adboard Project v1.4 (mediafire.com)
       
      Link do download da Skin que eu uso para FM21:
      skins (mediafire.com)
      Tutorial de Instalação:
      Extrair os arquivos rar. para Documentos/Sports Interactive/Football Manager 2021
       
      Agradecimentos
      FMSortitoutsi.net (pelo arquivo das transferencias de jogadores e staff)
      RodrigoFec (cores reais dos clubes brasileiros)
      Bom Divertimento !
    • Megalodonte
      By Megalodonte
      Prezados
      Esta é a história de José Silva,  mais um entre tantos milhões de brasileiros.
       
      REGRAS DO SAVE E DATABASE
      Escrever a história de José Silva no cenário mundial; Expressar ao máximo os dilemas da carreira de José Silva no fórum; Diversão total no save  
      Database: TODAS as ligas do mundo como jogáveis, totalizando 490 mil jogadores, para dar o máximo de realismo possível. Estou utilizando também o BRMundiup atualizado em 26/03 e o modo de inteligência deles que deixa o jogo mais realista e difícil, sobretudo na América do Sul. Já deixo a dica para quem tem notebook/PC gamer que selecionar todas as ligas do mundo roda de boa e sem travar, independente do fato de ficar com "meia estrela" no desempenho. Apenas recomendo um acelerador de dias (FMspeed ou Cheat Engine) para que o jogo dê uma acelerada na passagem de dias (sem perder qualquer interação), mas é opcional isso.
       
       

      Imagem da Zona Leste de São Paulo-SP
      TEMPORADA 2021 - CAPÍTULO 1
      Quem sou eu?!
      Esta história será escrita em primeira pessoa. Sim, sou eu, José Silva, que está escrevendo. Não farei joguetes dissertativos nesta jornada, mas garanto sinceridade máxima para com o leitor. Antes de tudo, vou me apresentar. Eu sou José Silva, mais um entre tantos milhões de brasileiros. Mais um José e mais um Silva, talvez o nome e o sobrenome mais comum do Brasil. Ok, sei que não ficou legal esta apresentação, portanto serei mais direto para me ater à promessa de evitar os joguetes na narração.
      Nasci na cidade de São Paulo, no Natal de 1990. Estou prestes a completar 30 anos. Sou da Zona Leste, uma área predominantemente pobre na capital paulista, apesar de eu particularmente nunca ter sido pobre a ponto de ter passado fome ou frio na vida, sempre tive consciência de classe, que no meu caso, na melhor das hipóteses sempre foi a classe média baixa. Minha mãe é professora de uma escola estadual de Guarulhos, cidade com mais de 1 milhão de pessoas, ao qual faz divisa com a Zona Leste de São Paulo. A inflação imobiliária nos impediu de mudar para Guarulhos mais perto do colégio, portanto moro até hoje numa casa velha da Zona Leste, porém digna, adquirida pela minha mãe nos anos 90 e quitada após uns 15 anos de prestações. Sempre estudei no colégio público que minha mãe deu aula em Guarulhos, portanto era cobrado duplamente, tanto como filho quanto como aluno. Da nossa casa até o Colégio dava cerca de 20 minutos de moto e essa foi minha trajetória da infância até completar o ensino médio: acordar cedo, ir pra escola na garupa da moto da minha mãe e passar a tarde toda jogando bola na quadra do meu colégio. Eu era um goleiro mediano e nunca sequer cogitei ser jogador de futebol e apesar de amar futebol, sempre gostei mais de assistir do que jogar futebol. Era um corintiano moderado, que não desenvolveu o fanatismo por nunca ter ido ao Pacaembu na infância, pois não tinha um pai pra me levar ao estádio. Nunca conheci o meu pai, que segundo minha mãe sumiu no mundo após engravidá-la. Não tinha o nome dele em minha identidade ou certidão de nascimento, e herdara apenas o sobrenome Silva, de minha mãe. Além de "José" e "Silva", era mais um brasileiro filho de mãe solteira na imensidão demográfica deste País Continental.
      Sempre tirei notas boas, apesar de nunca ter sido um bom aluno. Meus interesses eram curiosidades globais, romances policiais, séries baixadas em péssima qualidade, idiomas, história do futebol e livros políticos e filosóficos. Desenvolvi um bom nível de inglês através de jogos na lanhouse que frequentava perto da minha casa, no auge dos anos 2000. Quanto à politica, se você é de esquerda, me achará de direita e se você é de direita, me achará de esquerda. Me considero um verdadeiro "isentão" que gosta de ver o circo pegar fogo. Acho tanto o coletivismo quanto a meritocracia duas farsas, quando postas de maneira integral, além de ser um adepto da teoria do caos, também conhecida como efeito borboleta. Acredito que pequenos detalhes mudam toda uma trajetória e que a sorte e o azar são fundamentais na vida do cidadão, desde a loteria genética até estar em determinados lugares ou conhecer determinadas pessoas. 
      Após terminar o colégio, fui o último aprovado no vestibular para o curso de Educação Física na USP, ao qual confesso que levei uma sorte desgraçada. Mais procrastinava do que estudava, porém acertei o necessário para entrar. Dizem que vestibular é igual sexo: não importa a posição, o que importa é entrar. A essa altura eu tinha 18 anos e uns 500 reais de patrimônio total. O departamento de Educação Física da USP era bem longe da minha casa, e sabia que teria que pegar ônibus e metrô para chegar lá, portanto decidi que iria trabalhar durante o dia (a faculdade era noturna) para juntar um dinheiro para tirar carteira de motorista e comprar uma moto, pois a perda de tempo dentro do transporte público era imensa, economizaria umas duas horas diárias que poderiam ser empregadas em outra coisa. Sempre achei que o capitalismo é um jogo de tempo.
      Falando em tempo, vou adiantar um pouco minha história para chegarmos ao presente. Quando entrei na faculdade, consegui um emprego na lanhouse ao qual frequentei minha infância e adolescência e acabei virando uma espécie de "gerentão" lá. No meio do segundo ano, após todo mês juntar uma parte do salário que sobrava, enfim consegui comprar a moto e tirar minha CNH. Aproveitei o tempo livre diário que ganhei ao não ter mais que pegar transporte público pra dormir. Sim, isso mesmo, eu vivia num sono infernal nessa rotina de trabalhar e estudar e duas horas de sono a mais por dia me davam uma revigorada satisfatória. Terminei a faculdade e decidi que queria ser professor de Educação Física, para isso teria que estudar, pois apesar do salário de professor da rede estadual não ser nada atraente, a concorrência era imensa, pois ganhar 3 ou 4 salários mínimos com estabilidade em um país de terceiro mundo como o Brasil era algo muito acima da média. Meu TCC foi sobre evolução de táticas de futebol na Ásia. Sim, bizarro.
      Com o diploma na mão, fiz as contas e vi que tinha dinheiro para me manter por 6 meses sem ter que trabalhar, portanto, para não queimar minhas reservas, tive a ideia de pedir ao dono da lanhouse se era possível que eu trabalhasse meio-período, para poder focar o máximo de tempo no concurso, que seria no final do ano (estávamos em 2012). Ele resmungou, dizendo que esse negócio de emprego meio-período era coisa de País rico, que não existia isso no Brasil, mas acabou cedendo, pois tinha grande apreço por mim. Eu ganhava dois salários mínimos na lanhouse, com essa redução, viria a ganhar um, o pouco de vida social que eu tinha acabava de ir pros quiabos com essa nova renda. Era apenas subsistência e mais nada.
      Dessa vez eu não procrastinei e pela primeira vez estudei de maneira sistemática e organizada e no final de 2012 passei no concurso, em uma posição intermediária. No começo de 2013 assumi uma escola Estadual em Itaquaquecetuba, outra cidade metropolitana grudada em São Paulo e Guarulhos, ao qual o pessoal costuma chamar apenas de "Itaquá". Tinha apenas 22 anos e seria professor de alunos da quinta e sexta série, ou seja, uma intersecção de crianças e adolescentes, metade infância e metade puberdade. As condições da escola eram ruins, mas não chegavam a ser deploráveis, daria uma nota 4,5 numa escala de 0 a 10. Confesso que esperava algo pior. No meu primeiro ano, tive muitos problemas, pois eu alternava entre ser bonzinho demais e severo em demasia, e os alunos deitavam e rolavam, tanto por mau comportamento pela minha inércia, quanto reclamando com os pais que eu gritava e era bravo demais quando eu decidia fazer alguma coisa. Somente no final de 2014, no meu segundo ano como professor que fui pegando o jeito do negócio e a partir de 2015 eu já era um dos professores mais queridos do colégio.
      Eu era criativo e costumava dar aulas envolvendo competições de diversos esportes, apesar de não esconder minha preferência pelo futebol, também desenvolvia-os com Xadrez e alguns jogos de tabuleiro. Os anos foram passando e a maioria dos meses eu conseguia guardar cerca de 10% do meu salário, minha mãe estava prestes a aposentar e eu sentia que faltava algo para dar uma guinada na minha vida. Confesso que me iludi com algumas promessas miraculosas de dinheiro, mentalidade empreendedora e outras baboseiras de espertalhões na internet que enganavam ingênuos ambiciosos e acabei perdendo dinheiro nessas coisas, ao qual eu sequer gostava. 
      Mal sabia que a grande teoria do caos que estava por aparecer na minha vida seria um "pequeno" torneio escolar. Era o ano de 2020 e eu notei que desde que entrei no colégio em Itaquá, aquele ano era ao qual os alunos do sexto ano eram os melhores nas aulas de futsal desde 2013. Tinha pelo menos 6 alunos ali com um potencial monstruoso perto do que eu já tinha visto de garotos daquela idade, e pela primeira vez nosso colégio foi convidado para a disputa dos jogos escolares da Grande São Paulo, pois a Prefeitura de São Paulo havia expandido a participação para todos os colégios da capital e região metropolitana. Seria uma espécie de Copa da Inglaterra, com mais de 1000 escolas públicas e particulares disputando um gigantesco torneio em mata-mata. Só eram permitidos alunos de 11 ou 12 anos completos até o fim de 2020 , ou seja, alunos do quinto ou sexto ano (os reprovados mais velhos ficariam de fora). Montei um time de toque de bola rápido na quadra, ofensivo e que sabia a hora certa de dar o bote.
      Apesar de ser cético até demais, um grave defeito que tenho, confesso que fui criando a ilusão que dava pra chegar longe, pois os meninos do colégio eram realmente bons e o mais importante: todos fortes fisicamente, uns verdadeiros cavalos pra idade que tinham. O único que tinha 11 anos e era mais mirrado era o nosso goleiro, que tive que buscar na quinta série, pois na sexta não havia nenhum, de resto eram todos com 12 anos e ótimo porte, além de apurada técnica. Me espelhei na zebra do Guga em Roland Garros em 1997 ao qual foi campeão sendo o número 66 do ranking mundial e fomos passando de fase. Os jogos eram sempre em algum colégio neutro, e nossos alunos que não jogavam, tanto meninos quanto meninas, eram uma torcida bem fiel e sempre empurravam a gente. As fases foram passando, até que chega outubro de 2020 e estávamos nas oitavas de final. Dentre os 16 colégios, éramos o único colégio público. Todos os outros eram particulares. A partir desta fase, os jogos eram disputados no Ginásio Ibirapuera, o que atraía atenção da mídia local, dos holofotes da educação e é claro: o de olheiros que estavam ali para tentar descobrir o próximo Neymar. O Brasil tem uma tradição monstruosa em revelar grandes jogadores que começaram no futsal.
      Eu havia levantado informação dos outros 15 adversários e pelo que vi todos eram mais ou menos do mesmo nível, com exceção a três colégios que serviam de base através de uma parceria para os três grandes da capital: Corinthians, Palmeiras e São Paulo. Eu estava torcendo pro sorteio não colocar esses colégios frente ao nosso time, e acabei levando sorte: o Colégio parceiro do Palmeiras enfrentaria o do Corinthians logo de cara, na outra chave, e o do São Paulo também caiu do outro lado da chave, ou seja, só pegaria um dos top 3 numa eventual final. Tanto nas oitavas, quanto nas quartas e na semi, nos classificamos nos pênaltis, todos empatando por 2x2. Três resultados iguais e três êxitos na loteria dos pênaltis. Parecia história de filme de final feliz, estilo a Libertadores do Atlético Mineiro de 2013. Confesso que não treinava muito as penalidades, apenas o básico, mas o meu goleiro de 11 anos tinha uma habilidade paranormal para defender pênalti, era um novo Dida. Com certeza algum olheiro acabaria incentivando-o a treinar em algum clube quando os Jogos Escolares acabassem. 
      A grande final veio, em novembro de 2020, e seria contra um dos colégios mais tradicionais da capital paulista, que servia de base para o São Paulo Futebol Clube. Calculei que teríamos no máximo 25% de chance de sermos campeões (sou um tarado em números, estatísticas e probabilidades), tratei aquela final da pirralhada da sexta série como o maior desafio da minha vida. O jogo começou e logo no primeiro tempo  tomamos 3 gols. A mini-escolinha do SPFC era uma máquina mortífera. Eu não sei qual espírito da oratória entrou em mim no intervalo que consegui entrar na cabeça da mulecada de um jeito que por uns instante me senti o Bernardinho do Vôlei no quesito motivação. O final feliz não veio e o milagre também não aconteceu, mas marcamos dois gols e faltando 15 segundos meu pivô acerta uma bola no travessão, quase empatando e forçando a prorrogação. Perdemos de 3 a 2. Fomos vice-campeões, mas o ginásio inteiro do Ibirapuera nos aplaudiu. Caímos de pé.
      No final do jogo, os garotos desabaram em lágrimas tenras. O lado criança venceu o pré-adolescente, e a dor do "quase" foi cruel e torturante. Após meia hora consolando-os, com palavras inócuas para uma perda deste tamanho, um senhor grisalho de camisa social me aborda:
      - Você é o José Silva, né? Gostaria de trocar uma ideia com você.
      Eu tinha mania de tomar conclusões precipitadas e já fui falando:
      - Sou sim. Você deve ser olheiro de algum clube, né? Já adianto que pra falar com qualquer aluno meu para eventuais testes, antes de mais nada, é necessário a autorização dos pais deles, pois são menores de idade.
      - Você errou duplamente, retrucou o senhor Grisalho. Não sou olheiro e não quero falar sobre teus alunos. Sou vice-presidente do ********* e gostaria de te propor uma entrevista. Já tem um tempo que estamos observando profissionais de educação física dedicados e acredito que tens o necessário para um projeto em nosso clube.
      Bom, confesso que por uns 10 segundos senti um formigamento misturado com ansiedade e felicidade, além de um pouco de medo. No próximo capítulo eu conto o que aconteceu. E os asteriscos no nome do time é pra dar um ar de mistério, mesmo. A única dica que lhes dou é que é um time aqui do Estado de São Paulo, mesmo.
      Continua...
    • six_strings
      By six_strings
      Clube Norueguês, que milita no segundo escalão do país, com excelentes instalações
      de treino e de desenvolvimento de jovens jogadores.
       

       

       
      Gubther Söme Fodsen foi contratado para assumir os comandos do TROMSO IL.
      Natural de Tromso e sócio do clube o antigo jogador amador, dá início a 
      uma carreira no clube do seu coração, onde promete levar o clube ao sucesso.
       




      A direção espera que consigamos trabalhar com o orçamento que dispomos, que é 
      pouco ou quase nada, e que tenhamos um desempenho que nos permita a promoção para
      o escalão maior na Noruega.
       

       
       

    • six_strings
      By six_strings
      Boa tarde/Bom dia conforme a vossa localização geográfica atual.
      Alguns de vocês conhecem-me, não só do forum português CM PORTUGAL, mas se calhar também daqui do FM BRASIL, pois à cerca de 11 anos atrás, andava também por aqui a mostrar os meus Saves.
      Por influência do meu amigo @Cadete213 e relembrando alguns velhos conhecidos como o @ggpofm e o @LC (que também anda na tuga) decidi voltar a postar aqui, pois isto anda bem mais animado do que lá em Portugal.
      O Save será na versão FM2021. Após quase mês e meio a jogar a conclusão que chego é que este FM veio elevar a experiência como manager para outro patamar. A experiência no "Banco" está mais realista que nunca. De resto, as conferências de imprensa são outra melhoria e a interação com jogadores, equipa técnica e jornalista a telefonarem-te está em grande nível também. O resto é mais do mesmo que a gente gosta com mais ou menos Make-Up, possibilitando também outro prazer renovado de jogar este jogo. 
      Eu frequento outro fóruns e vejo algumas publicações e vídeos, um pouco à semelhança com a vida real, podemos todos sempre aprender alguma coisa com os outros, na vida real são os cursos e estágios até com treinadores de renomes, que fazem com que muitos treinadores evoluam e progridam na sua carreira, costumo sempre pensar no Carlos Carvalhal e na forma como tem gerido a sua carreira, é um exemplo, e na minha opinião um dos melhores treinadores portugueses.
      Mas chega deste introito, que apesar de necessário já vai longo. Decidi iniciar um conjunto de saves, calma, não é tudo ao mesmo tempo, se bem que alguns poderão ser simultâneos, quer na postagem quer no jogar. 
      Esse conjunto de saves terá um nome específico e comum a todos os saves, se bem que depois poderá ser ramificado para objetivos mais específicos. Assim os conjuntos de saves serão:
      The Fallen Giants Series 
      Kaiserslautern
      Vitória de Setubal
      Sunderland
      Cruzeiro
      Cobreloa
      Pro Vercelli
      Corunha
      The Homegrown Series
      Tromso
      Alverca
      Atalanta
      Grasshoper
      FC Sochaux
      Lower League Series
      Yeovil
      Akademisk
      Queen's Park
      SS Monopoli
      IF Brommapojkarna
      England Challenge Series
      Reading
      York City
      Cristal Palace
      Southend United

      Para já este são os clubes que em cada um dos conjuntos de save planeio treinar. Obviamente não é uma decisão estanque e se alguém tiver alguma sugestão para qualquer das categorias, são bem aceites.
      FALLEN GIANTS - Neste conjunto de saves vou tentar devolver ao clube em questão a glória e os êxitos do passado e quem sabe mais ainda. Devolver o clube ao palcos onde já brilhou.
      Não tem que necessariamente ter sido campeão no passado, ou ter ganho muitos troféus, mas em cada situação o clube em causa já foi uma referência a nível Nacional, ou internacional ou mesmo continental, e caiu em desgraça e viu-se arredada dos grandes palcos, quer tenha sido recentemente ou já à muitos anos.
      THE HOMERGROWN - Neste conjunto de saves vou tomar conta de clubes que não sendo no seu país ou internacionalmente grandes clubes, possuem boas instalações para jogadores jovens e formam bons jogadores que mais tarde acabam sempre em clubes maiores. O Objetivo é aproveitar essa matéria prima e fazer crescer esses jovens e ajudar a crescer o clube.
      THE LOWER LEAGUE - Como o nome indica é o tradicional LLM, de pegar numa equipa nos escalões inferiores e trazê-la até ao topo. 
      ENGLAND CHALLENGE - Saves específicos em Inglaterra, temos o que é preciso para destronar os BIG SIX? Clubes que têm história e nome em Inglaterra, mas nunca o conseguiram. Existem muitos, dirão vocês, é verdade, mas também é verdade que é muito difícil conseguir vencer a EPL, e é esse o principal desafio aqui.
      COMUM A TODOS OS SAVES
      - As habilitações do treinador serão baseadas no que o jogo me aconselhar para o clube em questão - As tarefas de treino serão geridas por mim.
      - As táticas serão desenvolvidas por mim, contudo e como disclaimer quero aqui deixar já esclarecido que para além da experiência que já tenho de jogar FM e CM à 25 anos, vamos sempre aprendendo não só em fóruns, vídeos e publicações. Assim apesar de minha, a inspiração é um pouco o apanhado disto tudo. À 25 anos atrás não havia a complexidade de posições, roles, e atributos que existe hoje, e a forma como cada atributo influencia os outros é preciso muito tempo e dedicação para termos a compreensão total disso. E a personalidade do jogador, e do Staff? Isso era conversa para mais duas horas.
      - Os atributos dos jogadores estão visíveis, contudo não irei dispensar o trabalho e opinião dos olheiros, que farão uma primeira abordagem e análise, e posteriormente tomarei decisão.
      - Todo o staff será criteriosamente selecionado por mim. Já falei da personalidade do Staff? Após a seleção inicial de staff, se o clube permite ter Diretor Técnico, vou a seguir deixar nas mãos dele a subsequente renovação de contratos e outras tarefas que lhe podem ser atribuídas.
      - O Save termina quando eu bem entender, ou então por ter sido despedido de determinado clube.
      LIGAS ATIVAS E VISIVEIS
      Para evitar que ao longo dos ano com o avançar do save, o número total de jogadores vá decrescendo significativamente (algo já reconhecido pela SI), além das ligas dos país do clube onde vou treinar, irão estar ativas as ligas principais de grande parte dos países a nível mundial, e as ligas inferiores será pelo menos visíveis. Isto vai obviamente provocar um aumento exponencial de jogadores na base de dados, mas também assegura que existirá uma produção normal de Regens, vindos de toda a parte do mundo, da Noruega à Malásia, da Africa do sul até ao Chile. Perceberam a ideia.
      E pronto o texto já vai longo. Espero que vos consiga entreter um pouco e que continuem a jogar e a postar os vossos saves, com os quais todos aprendemos um pouco.
      Mais Novidades Em Breve.
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