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Bigode.

Recre: Las Inolvidables Historias del Abuelo Decano [att: 30/03]

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Bigode.

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Olá, meus caros. Depois de quase um ano desde o fim da minha última saga por aqui, acho que está mais do que na hora de voltar.

2020 foi um ano difícil para todos nós e, mesmo com mais tempo disponível por causa da pandemia, acabei me afastando bastante daqui por questões pessoais. Aos poucos, fui voltando nesse início de ano, aquele famigerado bichinho que todos nós, contadores de histórias, conhecemos começou a coçar e decidi dar esse passo. Deixar de só acompanhar as sagas alheias e contar também a minha.

Já vinha com essa ideia plantada na mente há algum tempo, mas sempre brequei na questão da proposta. O que fazer? Como fazer? Objetivos, metas... como me orientar? Acredito que meu save de maior sucesso aqui foi 'Um Gigante Renascido', com a Pro Vercelli, que foi até agraciado com um lugar nas Histórias Memoráveis, e depois dele tive alguma dificuldade em realmente embalar um novo save da mesma maneira que embalei aquele. Até creio que fiz coisas decentes, como no save com o Farense e com o Sheffield, ambos no Recanto, mas sempre ficou um certo sentimento de frustração.

A verdade é que, pra mim, é muito difícil escolher um save. Dei uma sorte tremenda com a Pro Vercelli, que acabou ganhando um espaço no meu coração, que ocupa até hoje. Era, inclusive, uma hipótese fazer uma reedição com o clube italiano. Abortei, porém, visto que já vinha jogando offline com eles e acabaria não sendo empolgante parar e iniciar outro por lá assim, da noite pro dia.

Decidi então trazer uma velha ideia, algo que já havia anotado fazia tempo, e que ficou ali esquecida no bloco de notas do celular. Não lembro bem como a proposta veio a minha mente, mas tenho quase certeza que pensei no clube escolhido por se tratar de um decano, de um dos precursores da história do futebol. Um dos membros do famoso Clube dos Pioneiros.

Mais adiante, em outro post, trarei mais detalhe sobre o clube, na vida real e in-game. Mas, sem mais delongas, já ficou claro: está iniciado o desafio de clube e aqui contaremos a história do 'vovô' Real Club Recreativo de Huelva, S.A.D.; ou apenas Recreativo de Huelva.

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O objetivo principal é simples: diversão. A gente gosta de complicar, né? De prometer mundos e fundos, de pensar em objetivos e metas ousados e muitas vezes (aparentemente) impossíveis. Mas aqui quero simplificar: meu intuito é que não só eu me divirta jogando e contando o save, como vocês possam também ter um dose de diversão enquanto acompanham esse desafio.

Mas, claro... eu sou um cara competitivo e que busco sempre o melhor. Então é óbvio que durante esse save vou em busca do topo. Levar o clube a elite, melhorando as estruturas durante o percurso e, chegando lá, melhorar a cada temporada em busca dos títulos. Liga e taça nacionais, competições continentais, tudo...

E vamos ver... quem sabe eu não estabeleça objetivos concretos conforme a gente conheça um pouco mais da história desse centenário clube somada aos desdobramentos do save?

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Para assumir o desafio de treinador dessa saga, pensei em buscar algum nome que tenha marcado passagem pelo clube ou até criar um personagem que fosse herdeiro de um dos fundadores do Recreativo.

Por fim, porém, decidi por utilizar um perfil próprio e pessoal. Até cogitei a possibilidade de alterar o ano de nascimento, deixando o perfil mais velho para evitar possíveis problemas com jogadores experientes, mas optei por deixar a informação verdadeira. Nada como um bom desafio, não é mesmo?

A licença e a experiência anterior foram escolhidas de acordo com aquilo que o jogo sugeriu: 'Licença Continental B' e 'Jogador Profissional (nível local)'.

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Esse save será rodado na versão limpa do jogo, com o mais atual patch (21.3).

Para as ligas, decidi selecionar as cinco grandes ligas (Espanha, Alemanha, França, Inglaterra e Itália) por questões óbvias. Selecionei também Argentina e Brasil, por serem dois grandes formadores de jogadores - ambos, inclusive, sempre exportando para a Espanha. Portugal e Holanda são dois países secundários que acho sempre interessante estarem presentes, também pelo que podem proporcionar no que diz respeito ao mercado.

Já a presença de Bélgica, Croácia e Sérvia se deve ao fato de serem três países que sempre revelam ótimos jogadores e que, portanto, sempre estou de olho. Achei por bem deixá-los ativos (algo que nunca faço) para ver o que isso pode impactar na produção de regens por aquelas bandas.

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Além disso, e também baseado nos motivos citados acima, selecionei uma base de dados grandes, com a adição de jogadores como pode ser vista abaixo. No que diz respeito a América do Sul, a ideia é aumentar um pouco mais a diversidade por ali, já que sabemos que eventualmente sempre surgem bons jogadores fora de Argentina e Brasil, como colombianos e uruguaios, por exemplo.

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Bigode.

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EM BREVE...

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EM BREVE...

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EM BREVE...

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Henrique M.

Boa sorte nesse retorno.

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AllMight

Gostei muito da proposta. Boa sorte!

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Tsuru

Oi Bigode.

Proposta muito interessante com um clube muito legal - ambos escolhemos membros do Clube dos Pioneiros e teremos grandes desafios para consolidá-los em ligas dominadas por equipes mais jovens que eles. Hehehehe

Curiosamente Huelva é uma das cidades mais próximas da fronteira com o Algarve, mais ou menos uma hora de carro. Dá até pra ir assistir um jogo do Recre e voltar no mesmo dia hehehehe

Boa sorte no desafio!

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six_strings

Boa sorte com o Huelva. 

Já tinhas mencionado o teu save com o Pro Vercelli, espero estar à altura também. Seja como for, ideia interesante esta dos clube pioneiros, é mais uma ideia que me dás 😄 

PEACE

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Johann Duwe

Boa sorte no Recreativo, essa ideia de equipes decanas é com certeza muito inspiradora.

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#Vini

Boa, bigode! Bom te ver por aqui, de novo entre os contadores. 

O desafio é grande, mas é adequado para um save de clube, algo que volta e meia tenho uma coceirinha em fazer. Tem tudo para fazer um belo save por aqui. 

Boa sorte e novamente, que banner lindão! 

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Nei não cai (38D)

Saudades Bigode. Huelva é querido.

Boa sorte!

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Valismaalane

Boa sorte nessa empreitada! Acompanharei

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Cheng

Boa sorte na jornada! Irei acompanhar.

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div

Boa sorte! Acompanhando.

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Cadete213

Boa sorte. Vou acompanhar. 

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ElPerroMG

Boa sorte, Bigode!!

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LC

Bom retorno a área Bigode. 

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Bigode.
Em 01/03/2021 em 07:16, Henrique M. disse:

Boa sorte nesse retorno.

Obrigado, Henrique.

Em 01/03/2021 em 09:19, AllMight disse:

Gostei muito da proposta. Boa sorte!

Obrigado, meu caro!

Em 01/03/2021 em 10:11, Tsuru disse:

Oi Bigode.

Proposta muito interessante com um clube muito legal - ambos escolhemos membros do Clube dos Pioneiros e teremos grandes desafios para consolidá-los em ligas dominadas por equipes mais jovens que eles. Hehehehe

Curiosamente Huelva é uma das cidades mais próximas da fronteira com o Algarve, mais ou menos uma hora de carro. Dá até pra ir assistir um jogo do Recre e voltar no mesmo dia hehehehe

Boa sorte no desafio!

Oi, Tsuru!

Pois é, eu até tinha pensado em citar seu save ali na introdução, mas depois quando escrevi o texto, esqueci. hahaha

O desafio certamente será grande, mas é pra isso que estamos aqui, né? Se fosse fácil, não teria graça. Sim, Huelva é "logo ali" mesmo! Curiosamente, já fui pra Sevilla, que é mais longe, mas ainda não parei em Huelva. Mas é algo que está nos planos, com certeza. Quem sabe agora com o save não me anime a fazer isso quando a pandemia passar?

Obrigado!

Em 01/03/2021 em 11:07, six_strings disse:

Boa sorte com o Huelva. 

Já tinhas mencionado o teu save com o Pro Vercelli, espero estar à altura também. Seja como for, ideia interesante esta dos clube pioneiros, é mais uma ideia que me dás 😄 

PEACE

Obrigado, meu caro!

Tenho certeza que honrará Vercelli! E sigo acompanhando por lá. Acho que o Clube dos Pioneiros é mesmo um prato cheio, viu? Dou meu apoio para que você também explore isso no futuro!

Em 01/03/2021 em 11:21, Johann Duwe disse:

Boa sorte no Recreativo, essa ideia de equipes decanas é com certeza muito inspiradora.

É sempre um tema bem interessante, né? Por mais que não seja algo novo, acho que faltam histórias com essa temática. Obrigado!

Em 01/03/2021 em 13:12, #Vini disse:

Boa, bigode! Bom te ver por aqui, de novo entre os contadores. 

O desafio é grande, mas é adequado para um save de clube, algo que volta e meia tenho uma coceirinha em fazer. Tem tudo para fazer um belo save por aqui. 

Boa sorte e novamente, que banner lindão! 

É bom estar de volta também! Já estava ensaiando isso faz tempo, o pessoal do grupo sabe... rs

Eu percebi que tenho uma preferência mesmo por saves de clube, não tem como. Ainda quero me aventurar mais em saves carreira, mas gosto dessa conexão que o save de clube proporciona, não sei explicar. Espero mesmo que seja um belo save!

Olha, depois de anos sem mexer no Photoshop, até que não me saí mal, né? hahaha

Obrigado!

Em 01/03/2021 em 13:52, Nei não cai (38D) disse:

Saudades Bigode. Huelva é querido.

Boa sorte!

É hora de matar essa saudade!

Obrigado!

Em 01/03/2021 em 14:07, Valismaalane disse:

Boa sorte nessa empreitada! Acompanharei

Obrigado! 

Em 01/03/2021 em 14:26, Cheng disse:

Boa sorte na jornada! Irei acompanhar.

Obrigado!

Em 01/03/2021 em 14:38, skp disse:

Boa sorte no novo desafio.
Na história, o Hueva traz em seu elenco sempre jogadores de origem sulamericana, vai tentar manter essa forte ligação com o Uruguai e Argentina?
 

Então, como falei ali sobre os países selecionados, a gente sabe que o mercado sul-americano sempre tem as portas abertas na Espanha. O Recreativo, como você bem apontou, não foge disso e já contou inclusive com nomes como Marco Ruben e Martín Cáceres (embora apenas uma temporada cada, ambos por empréstimo). Levando em conta ambos os fatores, vou sim buscar reforços no mercado sul-americano (como um todo, não só Argentina e Uruguai) a medida que isso for possível e que a região proporcionar valores que estejam de acordo com nosso nível.

A título de curiosidade, o clube conta hoje com três estrangeiros (a confirmar se estão também no FM): o brasileiro Matheus Santana, o argentino Alexander Szymanowski e o venezuelano Yaimil Medina.

Obrigado!

Em 01/03/2021 em 15:38, div disse:

Boa sorte! Acompanhando.

Obrigado!

Em 01/03/2021 em 15:53, Cadete213 disse:

Boa sorte. Vou acompanhar. 

Obrigado!

7 horas atrás, ElPerroMG disse:

Boa sorte, Bigode!!

Obrigado, ElPerro!

6 horas atrás, LC disse:

Bom retorno a área Bigode. 

Obrigado, LC! É bom estar de volta como contador.

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Seguradora Gralha Azul

Boa sorte Bigode! Curioso pra ver esse abuelo voltar aos bons momentos.

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Bigode.

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1. Um pouco de história e os primeiros passos

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Acredito que o primeiro passo para se iniciar um save da melhor maneira, é conhecer um pouco mais do território no qual estamos adentrando. Sendo assim, nada melhor que a primeira atualização traga um pouco da história do clube, atrelada já a alguns dados in-game.

Hoje nomeado Real Club Recreativo de Huelva, ou apenas Recreativo de Huelva, o clube foi fundado no dia 23 de Dezembro de 1889, na cidade de Huelva, na Andaluzia, sul da Espanha. Para entender a origem do Decano, porém, é preciso voltar alguns bons anos no calendário, mais precisamente para 1878. Foi nesse ano que, coincidindo com a chegada do Dr. Williams Alexander Mackay, o Club Inglés de Río Tinto decidiu criar, na capital onubense (em tempo: onubense diz respeito a Huelva; quem nasce em Huelva, é onubense, por exemplo), uma "Sociedad de Juego de Pelota". Através dessa sociedade, vinculada ao clube, eram praticados o futebol bem como outras modalidades tipicamente disputadas pelos ingleses, como o críquete.

É importante notar que, em documentos hoje expostos em museu da Federação Espanhola de Futebol, já é possível encontrar citações a um "Club de Recreo" em 1888, pelo menos um ano antes da criação de fato do Recreativo de Huelva.

Praticado na cidade desde meados da década de 1870, o futebol chegou a região através de mineiros de origem anglo-saxônica e rapidamente se popularizou. Com a chegada em massa de ingleses à partir de 1863, devido a compra de algumas minas, a cidade ganhou novos contornos. Os recém-chegados trouxeram consigo sua cultura, tentando integrar a mesma com a já existente cultura local. E depois de já terem realizado diversas partidas de futebol contra marinheiros ingleses, surgiu a ideia, destes empresários ligados a mineração em conjunto com alguns membros da sociedade onubense, de criar um clube no qual poderiam praticar suas modalidades favoritas.

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Com um estádio de boa capacidade e boas estruturas físicas, já iniciamos o desafio com boas ferramentas para rumar em direção ao sucesso.

E é aí que entra o já citado médico escocês Dr. Alexander Mackay, que juntamente de Charles Adams, fundou o então denominado Huelva Recreation Club. Depois de uma primeira reunião a 18 de Dezembro de 1889, uma nova reunião no dia 23 de Dezembro de 1889 confirmou oficialmente a fundação do clube. Cinco nomes se destacam na reunião: Dr. Alexander Mackay e Guillermo Sundheim (empresário alemão já assentado em Huelva e diretamente envolvido no desenvolvimento e crescimento econômico da região), que convocaram a reunião; o já citado Charles Adams, nomeado Presidente de Honra, além de Pedro Nolasco de Soto e José Muñoz, os dois únicos espanhóis ali presentes.

[...]

Fazemos então um pulo para o futuro. Há muita coisa para se contar ainda sobre esse início de caminhada, mas deixemos para outro momento. Teremos ainda muitas oportunidades para saber mais detalhes relacionados a criação do clube. Vamos ao que interessa...

Dentro de campo, o que fez o Recreativo de Huelva?

Não podemos dizer que se trata, exatamente, de um clube muito vencedor ou participante frequente da elite espanhola. Segundo a Wikipedia, foram apenas 5 temporadas na La Liga. No segundo escalão espanhol, foram 38 temporadas. É, de longe, o nível que o clube mais frequentou. O terceiro escalão do futebol espanhol contou com a presença do clube 12 vezes, enquanto o quarto escalão viu a equipe por 23 vezes. Por fim, foram duas as participações nas divisões regionais.

Atualmente, o Recreativo de Huelva disputa a Segunda División B, equivalente ao terceiro escalão do futebol espanhol. A atual temporada, 2020/2021, é a sexta consecutiva nesse nível, depois do rebaixamento como 20ª colocada na temporada 2014/2015. A última vez em que disputou a elite foi em 2008/2009. Era o terceiro ano seguido disputando La Liga até o rebaixamento naquele ano como lanterna.

Sempre disputando o grupo 4 da divisão, a verdade é que o Recreativo penou bastante nessas cinco temporadas, com exceção de uma: em 2018/2019 foi líder do grupo, com 78 pontos conquistados (38 jogos, 23 vitórias, 9 empates e 6 derrotas), mas acabou eliminado nos play-offs de promoção. Nas temporadas 2015/2016 e 2019/2020, terminou na 13ª colocação; na temporada 2016/2017, terminou na 12ª colocação; na temporada 2017/2018, terminou na 15ª colocação. Sempre com pontuações próximas aos clubes da "zona vermelha".

E a temporada 2020/2021 não tem sido diferente. Agora com o grupo sendo dividido em dois sub-grupos de 10 clubes cada, a situação do Recreativo Huelva é bem delicada, ocupando um dos quatro postos para os 'grupos de rebaixamento', que numa fase posterior definem os clubes rebaixados. A tabela abaixo, mais o histórico recente, mostra que a missão, no FM, provavelmente também não será fácil, apesar da imagem postada anteriormente indicar uma previsão bem mais otimista da imprensa.

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Aliás, não é só a visão da imprensa in-game que é otimista.

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O clube segue a mesma tendência e deixa isso bem claro na Visão do Clube, no qual estabelece como expectativa mínima a classificação para o playoff de promoção. Isso tudo, claro, enquanto também tenho a obrigação de tratar dos danos financeiros.

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Olhando o balanço atual, a impressão que passa é até que eles estão loucos (apesar de estarmos gastando levemente mais do que o devido com salários), afinal, temos saldo positivo. Mas não se enganem: nem tudo são flores. O balanço esperado para o final dessa temporada é de pelo menos €4 milhões negativos. O valor dobra para o final da próxima temporada e é superior a €12 milhões negativos para a temporada 2022/2023.

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Não irei me alongar muito aqui, porque ainda não olhei profundamente o elenco, pra ser sincero. Além disso, é bem possível que mudanças ocorram, então prefiro me aprofundar numa próxima atualização, com o elenco fechado.

Dito isso, tenho em mãos um elenco com um total de 23 jogadores, sendo 4 estrangeiros. O goleiro Louis Yamaguchi tem dupla nacionalidade francesa, enquanto o argentino Alexander Szymanowski tem dupla nacionalidade espanhola. De se notar que o brasileiro Matheus Santana tem dupla nacionalidade espanhola na vida real, pelo que me consta, mas não tem no jogo.

Como apoio, o clube ainda tem o Sub-19 e o Huelva B. O primeiro, infelizmente, não tem nenhum jogador, apenas os famigerados jogadores cinzas. Já o Huelva B conta com 18 atletas, todos entre 18 e 21 anos. Numa rápida vista de olhos e sem conhecer o nível do elenco principal e da divisão, porém, não me parece que nenhum deles tenha o que é necessário para agregar.

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Vale notar que só podemos inscrever 22 atletas para a disputa da Segunda División B, sendo no máximo 3 goleiros e no máximo 20 jogadores de linha. Além disso, não podemos ter mais do que 16 jogadores acima dos 23 anos (atualmente temos 14 inscritos, mas 16 no elenco).

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Assim como no caso do elenco, não me falarei muito desse setor por agora, visto que ele precisa de melhoras.

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Felizmente, o nível inicial dos treinos já é razoavelmente bom. Digo 'felizmente' porque é a área na qual temos menos espaço de manobra, no que diz respeito ao número atual de profissionais vs vagas disponíveis. As áreas médica e de recrutamento, porém, precisam urgentemente ter suas vagas preenchidas, de modo a tentar melhorar o nível por lá, que de maneira geral está apenas na média.

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Apresentações feitas... que comecem os jogos! ⚫

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Victor Duque

boa sorte na sequência do desafio! acompanhando!

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Danut

Acho que fez bem em não fazer o save com a Pro Vercelli. E nem por já estar jogando off (isso também), mas porque refazer o mesmo save que deu certo antes não costuma funcionar. Dois saves nunca são iguais, e se os outros não deram tão certo quanto tu queria a tendência é que a nova versão com a Pro Vercelli também acabasse nas sombras da anterior.

Sobre simplificar nos objetivos, eu também acho que é melhor não ficar estabelecendo grandes metas, até porque a meta de qualquer um no FM é ser campeão. Mas acho que estabelecer limitações e regras para dificultar um pouco as coisas é algo que pode ser feito. Pelo que entendi, tu não quer fazer isso, certo?

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Peepe

Um desafio bem legal em um dos países mais divertidos pra se jogar, o que a Espanha tem de difícil para superar a dupla Barça e Real Madrid tem de interessante por sempre ter os melhores times do jogo como adversários.

Boa sorte na sequência e perdão se já estou pensando lá na frente. Ao que consta nesse primeiro momento é uma defesa boa e um ataque com problemas mas imagino que isso será tratado conforme analisar melhor o elenco.

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Nei não cai (38D)

Na vida real eu torço o nariz para o futebol espanhol, mas a história dos clubes rendem bons saves, como temos e tivemos aqui (Rayo, Las Palmas 123, Andorra, Gimnastic, Hércules, Prat..).

 

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Bigode.
Em 02/03/2021 em 22:15, Seguradora Gralha Azul disse:

Boa sorte Bigode! Curioso pra ver esse abuelo voltar aos bons momentos.

Obrigado, Nismo!

Em 02/03/2021 em 23:48, Victor Duque disse:

boa sorte na sequência do desafio! acompanhando!

Obrigado!

Em 02/03/2021 em 23:55, Danut disse:

Acho que fez bem em não fazer o save com a Pro Vercelli. E nem por já estar jogando off (isso também), mas porque refazer o mesmo save que deu certo antes não costuma funcionar. Dois saves nunca são iguais, e se os outros não deram tão certo quanto tu queria a tendência é que a nova versão com a Pro Vercelli também acabasse nas sombras da anterior.

Sobre simplificar nos objetivos, eu também acho que é melhor não ficar estabelecendo grandes metas, até porque a meta de qualquer um no FM é ser campeão. Mas acho que estabelecer limitações e regras para dificultar um pouco as coisas é algo que pode ser feito. Pelo que entendi, tu não quer fazer isso, certo?

Então, quanto a não dar certo, não sei. Essas últimas duas tentativas (com Farense e Sheffield United) eu encerrei de forma prematura - embora tenha jogado umas quantas temporadas em ambos os saves - mas assim... nenhum dos dois clubes é a Pro Vercelli, né? Eu criei uma identificação com o clube italiano a partir daquele save que compartilhei aqui na área, então é uma vibe diferente e acho que dificilmente teria perdido a empolgação. Tem outros fatores envolvidos também, como, no save do Farense, a dificuldade que sabemos (e o @Tsuru tá aí pra confirmar) que existe pra evoluir e progredir no Tugão.

De qualquer maneira, concordo que existe mesmo essa questão da sombra daquela primeira saga na Pro Vercelli, embora eu também acredite que não pesa tanto porque lá ficaram coisas por fazer também (encerrei o save na 11ª temporada, com a conquista da UCL, mas nunca consegui o título italiano, por exemplo; no máximo, fui vice, numa versão em que a Juventus ainda era muitíssimo dominadora).

Sobre a questão dos objetivos: como falei, o principal é me divertir. E, claro, que os leitores que me acompanhem também possam se divertir. Mas não excluo a possibilidade de estabelecer alguns pontos futuramente. Nesse início, jogarei "livre", mas tenho em mente, mas pra frente, estabelecer de forma oficial questões como uma porcentagem mínima de jogadores da base no elenco principal (e na seleção nacional, por que não?), talvez a nacionalização do elenco, quem sabe buscar a formação de atletas que criem identidade com o clube (construindo a carreira toda aqui e estabelecendo novos recordes, por exemplo), a construção de um novo estádio, o topo do Quadro de Honra... 

Foi como falei ali: é tudo uma questão de ver como o save irá correr e para onde ele me levará, criando diretrizes mesmo durante essa caminhada (e não pré-caminhada, como é habitual fazermos).

Em 03/03/2021 em 00:05, Peepe disse:

Um desafio bem legal em um dos países mais divertidos pra se jogar, o que a Espanha tem de difícil para superar a dupla Barça e Real Madrid tem de interessante por sempre ter os melhores times do jogo como adversários.

Boa sorte na sequência e perdão se já estou pensando lá na frente. Ao que consta nesse primeiro momento é uma defesa boa e um ataque com problemas mas imagino que isso será tratado conforme analisar melhor o elenco.

Rapaz, acredita que faz uma eternidade que não jogo na Espanha? Tenho a ideia de que a última vez foi com a Real Sociedad, ACHO que ali pelo FM15 ou FM16.

Acho que é um campeonato bem interessante mesmo, porque você tem Real e Barça, além do Atlético, que são bem difíceis de bater, mas tem diversos outros times interessantes, que fazem a liga não ser monótona. Fora que vendo os saves alheios, tu percebe que vira e mexe esses três caem de rendimento, possibilitando que a gente chegue lá, então não é uma liga impossível de ganhar (o que é bom porque não desmotiva).

Na próxima atualização falarei certinho do elenco, não precisa pedir desculpa, mas sua análise está no caminho certo, embora não seja todo o sistema defensivo que passe confiança.

Obrigado!

11 horas atrás, Nei não cai (38D) disse:

Na vida real eu torço o nariz para o futebol espanhol, mas a história dos clubes rendem bons saves, como temos e tivemos aqui (Rayo, Las Palmas 123, Andorra, Gimnastic, Hércules, Prat..).

 

Eu gosto bastante do futebol espanhol na vida real, porque vejo como uma liga que te proporciona um número muito alto de treinadores num nível interessante, seja qual for a dimensão e qualidade da matéria-prima dos clubes que eles treinam. Tanto é que tu vira e mexe vê equipes que tecnicamente são bem limitadas dando trabalho pra Barcelona e Real, por exemplo (em que pese o péssimo momento dos dois gigantes).

Soma-se a isso o que tu disse dos bons saves que surgem aqui pelo país e é impossível, pra mim, não gostar de lá. O que é até engraçado, porque como falei acima, faz MUITO tempo que não jogo na Espanha. Ok que isso é culpa de basicamente só fazer save com a Pro Vercelli, mas mesmo assim... quando saí dessa zona de conforto, pra compartilhar aqui, acabei indo pra Inglaterra (que gosto muito, por diversos motivos, entre eles todo o dinheiro envolvido) e pra Portugal.

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Bigode.

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2. La Revolución Onubense!

Após a atualização inaugural, com a breve apresentação do elenco, foi hora de colocar a mão na massa.

Ao analisar o elenco - e somente isso, sem olhar para os adversários de divisão - notei um grupo com alguma qualidade, mas muito desequilíbrio e fraquezas nítidas. Com 23 jogadores (24, se contarmos Jesús López, que estava emprestado a outro clube), estávamos no limite de tudo: de número de jogadores possíveis, de folha salarial...

Precisando fortalecer o elenco, fui ao mercado sabendo que eu basicamente teria apenas uma saída: empréstimos. Jogadores livres passariam a ser alternativa apenas se eu conseguisse liberar espaço na folha salarial.

E às vezes surpresas acontecem. Modéstia à parte, me considero muito bom no que diz respeito ao mercado de transferências. Vejamos...

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Em relação às saídas, de forma a abrir espaço na folha salarial, que estava estourada, encerrei os empréstimos de Matheus Santana (€6 mil/mês) e Seth (€1,5 mil/mês). Além disso, acertei a dispensa de Fran (€1,6 mil/mês) e consegui concretizar duas vendas. A primeira delas foi a ótima ida de Chuli ao Las Palmas, por €525 mil. O jogador, que podia atuar pela ponta direita ou no comando do ataque, recebia €25 mil/mês e, na minha opinião, não tinha qualidade que justificasse esse salário, além de já ter 29 anos. A segunda venda, mais modesta, foi a de Moha ao FK Vojvodina, por €64 mil. Podendo atuar nas mesmas posições de Chuli, Moha recebia €8 mil/mês.

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*as transferências ocultas são aquelas da vida real que já iniciam o save concretizadas

Ainda tentei concretizar as vendas de Nauzet (goleiro, €21 mil/mês), Antonio Ponce (volante, €1,6 mil/mês), Víctor Barroso (ponta, €6 mil/mês), Jesús Sillero (ponta, €8 mil/mês) e Alberto Quiles (atacante, €16 mil/mês), mas não obtive sucesso, mesmo oferecendo alguns deles de graça. Com isso, decidi transferir todos os cinco para o nosso time B e voltarei a tentar suas saídas no meio do ano.

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*as transferências ocultas são aquelas da vida real que já iniciam o save concretizadas

Se por um lado concretizamos a saída de 10 jogadores (os cinco que saíram efetivamente + os cinco relegados para o time B), por outro lado anunciamos a chegada de ONZE reforços. Basicamente um time inteiro. Dentre as novas caras, nomes de muita qualidade e que me surpreendi muito ao conseguir trazer, como o lateral Thierry Correia e o atacante Pietro Pellegri.

Como antecipado, o foco foi nos empréstimos e apenas um dos reforços acertou em definitivo. Além disso, dos dez jogadores emprestados, não pagaremos salário para seis deles. Pagaremos parte dos salários apenas de Pedro Álvaro (€6,5 mil/mês), Alessandro Tripaldelli (€4,6 mil/mês), Filippo Ranocchia (€325 euros/mês) e Pietro Pellegri (€10 mil/mês). Com isso, como mostrarei a frente, conseguimos diminuir drasticamente nossa folha salarial.

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  • GOLEIROS

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Aqui, inicialmente, eu não pretendia fazer nenhuma mudança. Em uma primeira avaliação, acreditava que o experiente Nauzet tinha qualidade mais do que suficiente para a divisão, com Louis Yamaguchi sendo um reserva decente. Aí veio a pré-temporada e vi que nunca estive tão enganado. Nauzet nos proporcionou um verdadeiro show de horrores. Tive então que correr atrás de um titular e achei o experientíssimo Mariano Barbosa, com longa experiência no futebol espanhol, incluindo uma passagem aqui mesmo pelo Recreativo na temporada 2007/2008, na elite. Será nosso titular.

  • LATERAIS DIREITOS

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Um dos focos de carência e desequilíbrio que notei no elenco foi o flanco. Ambos os flancos, na verdade. Defensiva e ofensivamente. Faltavam opções (e qualidade) nas laterais, enquanto sobravam opções de pontas, mas faltavam qualidades. Não à toa o primeiro reforço dessa nova era no Recreativo foi também a primeira grande surpresa: Thierry Correia me pegou desprevenido ao aceitar jogar por dois anos no Nuevo Colombino. É um jogador que, acredito, deve SOBRAR no atual escalão. Miguel Ángel Cera será seu reserva, mas espero não precisar contar muito com ele.

  • ZAGUEIROS

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Um dos pontos fortes do elenco que me recebeu era a zaga, com três fortes nomes e experientes nomes se destacando: Diego Jiménez e Jesús Valentín, que iniciarão a temporada como titulares, e Jorge Morcillo, que será opção. Ainda consegui o excelente empréstimo de Pedro Álvaro, por duas temporadas. O português inicia como opção, mas tem tudo para assumir a titularidade. O também jovem Antonio Leal fica como última opção, suprindo eventuais problemas com lesões e suspensões.

  • LATERAIS ESQUERDOS

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Do lado esquerdo, a coisa era ainda pior do que do lado direito e até cogitei a venda de Luis Madrigal e a chegada de dois laterais, mas ninguém quis o espanhol e as opções com quem conversamos rejeitaram, então preferi manter o jogador como reserva, esperando não precisar utilizar o mesmo. Para assumir a titularidade absoluta, chegou da Itália o promissor Alessandro Tripaldelli, por um empréstimo de duas temporadas.

  • VOLANTES

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Para atuar a frente da nossa linha defensiva, atuando inicialmente como Regista, temos o experientíssimo Alberto Martín, que pode também atuar como zagueiro. Vindo da Dinamarca por dois anos, Jacob Christensen começará como uma forte sombra ao veterano, tendo grandes possibilidades de roubar a vaga.

  • MEIAS E PONTAS

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Para esse início de trabalho, resolvi optar pelo uso do 1-4-3-3 (treinando, como opção, um 1-4-2-3-1 semelhante ao utilizado pelo clube na vida real) e felizmente, para isso, já contava no elenco com dois interessantes nomes: José Antonio González e Dani Molina, que foi revelado pelo próprio Recreativo, mas depois de passagem pelo Celta de Vigo B, hoje está aqui emprestado pelo Extremadura. Ambos partem como titulares, embora uma lesão na pré-temporada prejudique o início de González.

Precisando de pelo menos dois nomes para fazer sombra aos dois, fui buscar Filippo Ranocchia, na Juventus, e Onni Valakari, no cipriota Pafos, para inicialmente serem reservas de ambos, respectivamente. Como na pré-temporada sofremos com algumas lesões, achei por bem buscar outro nome, para compor elenco e não ter problemas no decorrer do ano. Essa decisão resultou na chegada do romeno Cătălin Itu, junto ao CFR Cluj.

Como falei anteriormente, tínhamos um excesso absurdo de jogadores que podiam atuar na linha de frente, como pontas e/ou armadores. Aqui, porém, era a famigerada relação "muita quantidade, pouca qualidade". Depois de muito filtrar, acabei por manter apenas três nomes. O experiente argentino Alexander Szymanowski, que já havia passado pelo clube entre 2012 e 2014, será nosso titular pelo lado direito, enquanto o também veterano José Carlos, revelado pelo clube e com passagens por clubes como Sevilla, AEK e Rayo Vallecano, será o reserva do lado esquerdo.

Para fazer sombra ao argentino, mantive no elenco o venezuela Yaimil Medina, enquanto o jovem Lukas Vorlicky chegou da Atalanta com a missão de assumir a titularidade do lado esquerdo.

  • ATACANTES

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O ataque sofreu uma revolução total. Não confiava em Alberto Quiles - e ele confirmou minha análise ao não fazer muito quando teve chance na pré-temporada - e Seth chegava a me dar arrepios. Dentre os 12 jogadores que passaram algumas semanas fazendo testes conosco, estava o experiente Ikechukwu Uche, ídolo do clube. O nigeriano passou pelo clube entre 2003 e 2007, foi peça importante no título que garantiu a promoção a La Liga (conquistando o Trofeo Pichichi da hoje nomeada LaLiga 2) e é um dos maiores artilheiros da história do clube na elite espanhola. Demorei um pouco, porém, para oferecer um contrato a ele, em parte porque ainda não tinha liberado verba suficiente para pagar o que ele queria. Quando oferecemos, foi um pouco abaixo da pedida inicial do jogador, que acabou preferindo acertar com os holandeses do RFC Waalwijk. Uma pena, pelo que mostrou na pré-temporada.

Precisando então de um nome de qualidade, depois de já ter acertado com o croata Dion Drena Beljo para a reserva, e tendo acabado de liberar mais dinheiro (através da venda de Moha), consegui outra grande e muito surpreendente contratação: o jovem e muito promissor Pietro Pellegri. O italiano era meu sonho de consumo, mas eu não acreditava que ele aceitaria. Não só aceitou como foi sem titubear, sem pensar duas vezes. Com isso, garantimos dois anos de uma grande promessa da posição. Será nosso titular absoluto.

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Lá na primeira atualização, comentei sobre a projeção financeira do clube, que era horrível. Acostumado a jogar na Itália, que paga muito mal os clubes nas divisões inferiores (e só a partir da chegada a Serie A é que é possível começar realmente a botar ordem na casa), achei que fosse o mesmo caso aqui. Talvez exista esse problema também, mas durante a pré-temporada acabei descobrindo o real problema do clube, que acabei não percebendo antes, já que não olhei todos os menus relacionados a parte financeira.

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É isso mesmo: o Recreativo tem uma dívida que beira os €25 milhões. Com pagamentos mensais na casa dos €210 mil, sofreremos com isso até Junho de 2030. Claro, as coisas podem mudar: o clube pode ser comprado e o novo dono quitar tudo ou podemos ter sucesso desportivo que acarretará em muito dinheiro entrando e a diretoria resolva quitar tudo de uma vez. Mas, até segunda ordem, será isso aí, o que torna o desafio ainda mais interessante.

Em relação a nossa situação atual, a excelente venda de Chuli alavancou um pouco nosso balanço. Isso, somado a boa diminuição da folha salarial, melhorou razoavelmente a projeção para essas próximas temporadas, embora a situação ainda seja delicada.

Às vésperas da nossa estreia na Segunda División B, nosso balanço financeiro é pouco mais de €400 mil superior ao balanço do início do save. A folha salarial, que estava na casa dos €298 mil/mês (€2 mil/mês a mais do que o limite) caiu para pouco menos de €225 mil/mês. E isso não só ocorreu sem perder qualidade, como na verdade melhoramos o elenco. A tendência é que esse valor diminua ainda mais, visto que temos aqueles cinco jogadores que não conseguimos nos desfazer.

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Transferências, elenco e finanças apresentados, é hora do próximo passo.

Na próxima atualização, falarei sobre o sistema tático e modelo de jogo escolhidos, darei mais detalhes sobre como a pré-temporada foi importante em diversos aspectos e veremos também nossos primeiros passos na disputa da Segunda División B.

Vamos, Recre! ⚫

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      Meu nome é Fábio, mas sou conhecido como Cadete, devido ao antigo jogador de futebol do Sporting e Celtic (entre outros), Jorge Cadete. Sou natural do Funchal, Ilha da Madeira. Ou seja, sou da mesma cidade do Cristiano Ronaldo.

      Sempre fui fã de futebol e minha equipa favorita é o Arsenal. Muito novo comecei a jogar nas camadas jovens do CS Marítimo, e por lá fiquei até aos 17 anos. Pelo caminho, fui campeão regional várias vezes e cheguei a jogar contra o grande CR7, quando este ainda vestia as cores da camisola do CD Nacional. A melhor época que tive, foi nos sub-17, quando terminamos a época sem derrotas (20 vitórias e 2 empates). De seguida, disputamos a fase nacional, onde defrontei o Sporting CP, Barreirense e Campomaiorense. Estes dois últimos, já viveram dias melhores e o Campomaiorense, na altura, jogava no Tugão.

      Nos sub-19, decidi sair do clube da minha infância e fui jogar no clube da terra da minha mãe, o CD Ribeira Brava, que tem como maiores rivais, o Pontassolense. Passei dois anos fantásticos no clube e vencemos o primeiro troféu do clube, nas camadas jovens, a Taça da Madeira. Na final, derrotamos o CF União. Lembro-me muito bem desse jogo. Marquei o primeiro golo e o resultado final foi 4-2. No final, festejamos imenso e levamos a Taça para a nossa "terrinha". Isto foi na primeira época. 
      Na segunda época, fui chamado à equipa principal, para fazer a pré-época. O CD Ribeira Brava disputava o Campeonato Nacional de Séniores e ainda joguei um amigável contra a equipa B do Marítimo, uma casa que conhecia muito bem. Fiz a época nos sub-19 e fui o melhor marcador da equipa. Nos séniores, ainda fui emprestado ao São Vicente, mas infelizmente, devido a um problema de saúde no sangue, abandonei o futebol e a carreira de jogador.

      A vida seguiu e comecei a trabalhar. Acabei os estudos à noite, onde conheci minha parceira. Passados 15 anos ainda estamos juntos. Mudou a minha vida para muito melhor e vivemos juntos na sua terra, o Jardim do Mar. Uma pequena vila no sudeste da Ilha da Madeira, com 200 habitantes. Mas não se deixem enganar pelo seu tamanho, pois é conhecida a nível mundial, devido ao surf. A modalidade chegou tarde à Madeira, nos anos 90. Começou então a ser divulgada e de repente, tínhamos surfistas do mundo inteiro a visitar a ilha, que rapidamente se tornou conhecida como  o "Hawai da Europa". 
      Minha sogra tem uma Residencial a Casa da Cecília, que recebeu os primeiros surfistas na ilha e a minha parceira foi a primeira mulher a surfar na Madeira. Os mais famosos surfistas portugueses passaram por cá várias vezes, houve um Billabong Contest no final dos anos 90, Garrett McNamara também já esteve na Residencial da minha sogra e Grant "Twiggy" Baker, campeão mundial de ondas grandes, é um regular por aqui. Gosta de ir ao Jardim do Mar treinar, antes da etapa da Nazaré, em Portugal Continental.

      Em 2008, decidimos emigrar e passamos o Verão em Cagnes-Sur-Mer, no sul de França. Trabalhamos num camping e os donos tornaram-se na nossa segunda família. Sempre que podemos, fazemos uma visita e vice-versa. Aprendi a falar francês, o que é sempre bom no mundo do trabalho. Depois deste magnífico Verão, acabamos na Ilha de Jersey. Uma dependência da coroa Britânica. É uma ilha offshore, ou seja, um paraíso fiscal, que goza de uma certa independência e tem o seu próprio governo. No entanto, o poder supremo é a raínha de Inglaterra.
      A comunidade portuguesa é grande e equivale a cerca de 10% da população local. Brasileiros tem poucos e só conheço 2. 
      Trabalhei vários anos na loja de um campo de golfe, e comecei a praticar este desporto. Tornou-se um dos meus passatempos favoritos e cheguei a fazer parte da equipa que se tornou campeã de Jersey, indo de seguida à ilha vizinha de Guernsey, jogar pelo título de campeão das Ilhas do Canal. Infelizmente perdemos.

      Vida que segue (como diz um amigo meu cá do fórum), e como trabalhava aos fins-de-semana, não pude jogar futebol. Dediquei-me então ao Futsal, que por cá é amador. Aliás, em Jersey, a única equipa profissional que há, é o Jersey Reds. Uma equipa de râguebi que disputa o segundo escalão do râguebi inglês. No futsal, joguei em 2 equipas locais. Fui campeão duas vezes e venci a taça uma vez. O futsal aqui é diferente e as regras também. Tanto, que ainda chamam de 5-a-side, não podemos entrar na área do Guarda-Redes e a bola não pode subir acima da altura dos ombros. Coisas dos ingleses.

      Após vários anos no campo de golfe, consegui um emprego no HSBC, um dos maiores bancos a nível mundial. Sendo Jersey um paraíso fiscal, a sua economia é movida pelo mundo das finanças. Vários são os bancos que cá estão, incluíndo Royal Bank of Canada, Lloyds, Santander, CitiBank ou Natwest. Além destes, tem outros bancos privados e muito dinheiro passa por cá. De vez em quando, entra nas bocas do mundo por eventuais branqueamentos de dinheiro e abrem-se investigações. É um mundo à parte.
      O HSBC Expat e o HSBC Channel Islands e Isle of Man, têm cá a sua sede e é lá que trabalho. Fui Product Manager e agora sou Operational Support Manager. 

      Trabalhar no banco libertou-me os fins-de-semana, e voltei ao futebol de 11. Como ja estava a chegar aos 35 anos, decidi jogar nos veteranos. Fui convidado para jogar no St Paul's FC, que é o maior clube da ilha. Aceitei logo e na primeira época fomos campeões, só com vitórias. Não perdemos nenhum ponto. Época de sucesso e apenas não vencemos a Taça de Veteranos, pois esta foi cancelada devido ao Covid-19. Começamos a segunda época, e até ao momento nao perdemos nenhum jogo. Queremos ser bi-campeões, sem derrotas. 
      Como ainda estou para as curvas, tenho feito alguns jogos pela equipa de reservas, onde a minha experiência é essencial para ajudar os mais jovens. Disputam a 3ª e última divisão de Jersey, e permite-me ir mantendo a forma ao jogar contra os mais novos.

      E por aquí fica a realidade do save. Aproveitei para me apresentar e assim ficam a me conhecer um pouco melhor. Daqui em diante, entraremos na ficção e na parte divertida do save. Adoro viajar e já estive em 5 continentes. Só me falta mesmo visitar a América do Sul.
      Trabalhando no HSBC, irei aproveitar esse facto para dar andamento a este save e irei baseá-lo nisso mesmo, a oportunidade de poder viajar pelo trabalho. 
       

       

       

       
    • Saulodwornik
      By Saulodwornik
      É possível copiar a base de dados de um fm antigo e colocar em outro fm mais novo? 
      Queria colocar os jogadores com potencial máximo de 140 a 200 aposentados de 2014 até 2020 porem para fazer isso preciso reeditar de um por um. Não existe um recurso no editor que copie dados de uma base antiga para a nova.
    • Megalodonte
      By Megalodonte
      Prezados
      Esta é a história de José Silva,  mais um entre tantos milhões de brasileiros.
       
      REGRAS DO SAVE E DATABASE
      Escrever a história de José Silva no cenário mundial; Expressar ao máximo os dilemas da carreira de José Silva no fórum; Diversão total no save  
      Database: TODAS as ligas do mundo como jogáveis, totalizando 490 mil jogadores, para dar o máximo de realismo possível. Estou utilizando também o BRMundiup atualizado em 26/03 e o modo de inteligência deles que deixa o jogo mais realista e difícil, sobretudo na América do Sul. Já deixo a dica para quem tem notebook/PC gamer que selecionar todas as ligas do mundo roda de boa e sem travar, independente do fato de ficar com "meia estrela" no desempenho. Apenas recomendo um acelerador de dias (FMspeed ou Cheat Engine) para que o jogo dê uma acelerada na passagem de dias (sem perder qualquer interação), mas é opcional isso.
       
       

      Imagem da Zona Leste de São Paulo-SP
      TEMPORADA 2021 - CAPÍTULO 1
      Quem sou eu?!
      Esta história será escrita em primeira pessoa. Sim, sou eu, José Silva, que está escrevendo. Não farei joguetes dissertativos nesta jornada, mas garanto sinceridade máxima para com o leitor. Antes de tudo, vou me apresentar. Eu sou José Silva, mais um entre tantos milhões de brasileiros. Mais um José e mais um Silva, talvez o nome e o sobrenome mais comum do Brasil. Ok, sei que não ficou legal esta apresentação, portanto serei mais direto para me ater à promessa de evitar os joguetes na narração.
      Nasci na cidade de São Paulo, no Natal de 1990. Estou prestes a completar 30 anos. Sou da Zona Leste, uma área predominantemente pobre na capital paulista, apesar de eu particularmente nunca ter sido pobre a ponto de ter passado fome ou frio na vida, sempre tive consciência de classe, que no meu caso, na melhor das hipóteses sempre foi a classe média baixa. Minha mãe é professora de uma escola estadual de Guarulhos, cidade com mais de 1 milhão de pessoas, ao qual faz divisa com a Zona Leste de São Paulo. A inflação imobiliária nos impediu de mudar para Guarulhos mais perto do colégio, portanto moro até hoje numa casa velha da Zona Leste, porém digna, adquirida pela minha mãe nos anos 90 e quitada após uns 15 anos de prestações. Sempre estudei no colégio público que minha mãe deu aula em Guarulhos, portanto era cobrado duplamente, tanto como filho quanto como aluno. Da nossa casa até o Colégio dava cerca de 20 minutos de moto e essa foi minha trajetória da infância até completar o ensino médio: acordar cedo, ir pra escola na garupa da moto da minha mãe e passar a tarde toda jogando bola na quadra do meu colégio. Eu era um goleiro mediano e nunca sequer cogitei ser jogador de futebol e apesar de amar futebol, sempre gostei mais de assistir do que jogar futebol. Era um corintiano moderado, que não desenvolveu o fanatismo por nunca ter ido ao Pacaembu na infância, pois não tinha um pai pra me levar ao estádio. Nunca conheci o meu pai, que segundo minha mãe sumiu no mundo após engravidá-la. Não tinha o nome dele em minha identidade ou certidão de nascimento, e herdara apenas o sobrenome Silva, de minha mãe. Além de "José" e "Silva", era mais um brasileiro filho de mãe solteira na imensidão demográfica deste País Continental.
      Sempre tirei notas boas, apesar de nunca ter sido um bom aluno. Meus interesses eram curiosidades globais, romances policiais, séries baixadas em péssima qualidade, idiomas, história do futebol e livros políticos e filosóficos. Desenvolvi um bom nível de inglês através de jogos na lanhouse que frequentava perto da minha casa, no auge dos anos 2000. Quanto à politica, se você é de esquerda, me achará de direita e se você é de direita, me achará de esquerda. Me considero um verdadeiro "isentão" que gosta de ver o circo pegar fogo. Acho tanto o coletivismo quanto a meritocracia duas farsas, quando postas de maneira integral, além de ser um adepto da teoria do caos, também conhecida como efeito borboleta. Acredito que pequenos detalhes mudam toda uma trajetória e que a sorte e o azar são fundamentais na vida do cidadão, desde a loteria genética até estar em determinados lugares ou conhecer determinadas pessoas. 
      Após terminar o colégio, fui o último aprovado no vestibular para o curso de Educação Física na USP, ao qual confesso que levei uma sorte desgraçada. Mais procrastinava do que estudava, porém acertei o necessário para entrar. Dizem que vestibular é igual sexo: não importa a posição, o que importa é entrar. A essa altura eu tinha 18 anos e uns 500 reais de patrimônio total. O departamento de Educação Física da USP era bem longe da minha casa, e sabia que teria que pegar ônibus e metrô para chegar lá, portanto decidi que iria trabalhar durante o dia (a faculdade era noturna) para juntar um dinheiro para tirar carteira de motorista e comprar uma moto, pois a perda de tempo dentro do transporte público era imensa, economizaria umas duas horas diárias que poderiam ser empregadas em outra coisa. Sempre achei que o capitalismo é um jogo de tempo.
      Falando em tempo, vou adiantar um pouco minha história para chegarmos ao presente. Quando entrei na faculdade, consegui um emprego na lanhouse ao qual frequentei minha infância e adolescência e acabei virando uma espécie de "gerentão" lá. No meio do segundo ano, após todo mês juntar uma parte do salário que sobrava, enfim consegui comprar a moto e tirar minha CNH. Aproveitei o tempo livre diário que ganhei ao não ter mais que pegar transporte público pra dormir. Sim, isso mesmo, eu vivia num sono infernal nessa rotina de trabalhar e estudar e duas horas de sono a mais por dia me davam uma revigorada satisfatória. Terminei a faculdade e decidi que queria ser professor de Educação Física, para isso teria que estudar, pois apesar do salário de professor da rede estadual não ser nada atraente, a concorrência era imensa, pois ganhar 3 ou 4 salários mínimos com estabilidade em um país de terceiro mundo como o Brasil era algo muito acima da média. Meu TCC foi sobre evolução de táticas de futebol na Ásia. Sim, bizarro.
      Com o diploma na mão, fiz as contas e vi que tinha dinheiro para me manter por 6 meses sem ter que trabalhar, portanto, para não queimar minhas reservas, tive a ideia de pedir ao dono da lanhouse se era possível que eu trabalhasse meio-período, para poder focar o máximo de tempo no concurso, que seria no final do ano (estávamos em 2012). Ele resmungou, dizendo que esse negócio de emprego meio-período era coisa de País rico, que não existia isso no Brasil, mas acabou cedendo, pois tinha grande apreço por mim. Eu ganhava dois salários mínimos na lanhouse, com essa redução, viria a ganhar um, o pouco de vida social que eu tinha acabava de ir pros quiabos com essa nova renda. Era apenas subsistência e mais nada.
      Dessa vez eu não procrastinei e pela primeira vez estudei de maneira sistemática e organizada e no final de 2012 passei no concurso, em uma posição intermediária. No começo de 2013 assumi uma escola Estadual em Itaquaquecetuba, outra cidade metropolitana grudada em São Paulo e Guarulhos, ao qual o pessoal costuma chamar apenas de "Itaquá". Tinha apenas 22 anos e seria professor de alunos da quinta e sexta série, ou seja, uma intersecção de crianças e adolescentes, metade infância e metade puberdade. As condições da escola eram ruins, mas não chegavam a ser deploráveis, daria uma nota 4,5 numa escala de 0 a 10. Confesso que esperava algo pior. No meu primeiro ano, tive muitos problemas, pois eu alternava entre ser bonzinho demais e severo em demasia, e os alunos deitavam e rolavam, tanto por mau comportamento pela minha inércia, quanto reclamando com os pais que eu gritava e era bravo demais quando eu decidia fazer alguma coisa. Somente no final de 2014, no meu segundo ano como professor que fui pegando o jeito do negócio e a partir de 2015 eu já era um dos professores mais queridos do colégio.
      Eu era criativo e costumava dar aulas envolvendo competições de diversos esportes, apesar de não esconder minha preferência pelo futebol, também desenvolvia-os com Xadrez e alguns jogos de tabuleiro. Os anos foram passando e a maioria dos meses eu conseguia guardar cerca de 10% do meu salário, minha mãe estava prestes a aposentar e eu sentia que faltava algo para dar uma guinada na minha vida. Confesso que me iludi com algumas promessas miraculosas de dinheiro, mentalidade empreendedora e outras baboseiras de espertalhões na internet que enganavam ingênuos ambiciosos e acabei perdendo dinheiro nessas coisas, ao qual eu sequer gostava. 
      Mal sabia que a grande teoria do caos que estava por aparecer na minha vida seria um "pequeno" torneio escolar. Era o ano de 2020 e eu notei que desde que entrei no colégio em Itaquá, aquele ano era ao qual os alunos do sexto ano eram os melhores nas aulas de futsal desde 2013. Tinha pelo menos 6 alunos ali com um potencial monstruoso perto do que eu já tinha visto de garotos daquela idade, e pela primeira vez nosso colégio foi convidado para a disputa dos jogos escolares da Grande São Paulo, pois a Prefeitura de São Paulo havia expandido a participação para todos os colégios da capital e região metropolitana. Seria uma espécie de Copa da Inglaterra, com mais de 1000 escolas públicas e particulares disputando um gigantesco torneio em mata-mata. Só eram permitidos alunos de 11 ou 12 anos completos até o fim de 2020 , ou seja, alunos do quinto ou sexto ano (os reprovados mais velhos ficariam de fora). Montei um time de toque de bola rápido na quadra, ofensivo e que sabia a hora certa de dar o bote.
      Apesar de ser cético até demais, um grave defeito que tenho, confesso que fui criando a ilusão que dava pra chegar longe, pois os meninos do colégio eram realmente bons e o mais importante: todos fortes fisicamente, uns verdadeiros cavalos pra idade que tinham. O único que tinha 11 anos e era mais mirrado era o nosso goleiro, que tive que buscar na quinta série, pois na sexta não havia nenhum, de resto eram todos com 12 anos e ótimo porte, além de apurada técnica. Me espelhei na zebra do Guga em Roland Garros em 1997 ao qual foi campeão sendo o número 66 do ranking mundial e fomos passando de fase. Os jogos eram sempre em algum colégio neutro, e nossos alunos que não jogavam, tanto meninos quanto meninas, eram uma torcida bem fiel e sempre empurravam a gente. As fases foram passando, até que chega outubro de 2020 e estávamos nas oitavas de final. Dentre os 16 colégios, éramos o único colégio público. Todos os outros eram particulares. A partir desta fase, os jogos eram disputados no Ginásio Ibirapuera, o que atraía atenção da mídia local, dos holofotes da educação e é claro: o de olheiros que estavam ali para tentar descobrir o próximo Neymar. O Brasil tem uma tradição monstruosa em revelar grandes jogadores que começaram no futsal.
      Eu havia levantado informação dos outros 15 adversários e pelo que vi todos eram mais ou menos do mesmo nível, com exceção a três colégios que serviam de base através de uma parceria para os três grandes da capital: Corinthians, Palmeiras e São Paulo. Eu estava torcendo pro sorteio não colocar esses colégios frente ao nosso time, e acabei levando sorte: o Colégio parceiro do Palmeiras enfrentaria o do Corinthians logo de cara, na outra chave, e o do São Paulo também caiu do outro lado da chave, ou seja, só pegaria um dos top 3 numa eventual final. Tanto nas oitavas, quanto nas quartas e na semi, nos classificamos nos pênaltis, todos empatando por 2x2. Três resultados iguais e três êxitos na loteria dos pênaltis. Parecia história de filme de final feliz, estilo a Libertadores do Atlético Mineiro de 2013. Confesso que não treinava muito as penalidades, apenas o básico, mas o meu goleiro de 11 anos tinha uma habilidade paranormal para defender pênalti, era um novo Dida. Com certeza algum olheiro acabaria incentivando-o a treinar em algum clube quando os Jogos Escolares acabassem. 
      A grande final veio, em novembro de 2020, e seria contra um dos colégios mais tradicionais da capital paulista, que servia de base para o São Paulo Futebol Clube. Calculei que teríamos no máximo 25% de chance de sermos campeões (sou um tarado em números, estatísticas e probabilidades), tratei aquela final da pirralhada da sexta série como o maior desafio da minha vida. O jogo começou e logo no primeiro tempo  tomamos 3 gols. A mini-escolinha do SPFC era uma máquina mortífera. Eu não sei qual espírito da oratória entrou em mim no intervalo que consegui entrar na cabeça da mulecada de um jeito que por uns instante me senti o Bernardinho do Vôlei no quesito motivação. O final feliz não veio e o milagre também não aconteceu, mas marcamos dois gols e faltando 15 segundos meu pivô acerta uma bola no travessão, quase empatando e forçando a prorrogação. Perdemos de 3 a 2. Fomos vice-campeões, mas o ginásio inteiro do Ibirapuera nos aplaudiu. Caímos de pé.
      No final do jogo, os garotos desabaram em lágrimas tenras. O lado criança venceu o pré-adolescente, e a dor do "quase" foi cruel e torturante. Após meia hora consolando-os, com palavras inócuas para uma perda deste tamanho, um senhor grisalho de camisa social me aborda:
      - Você é o José Silva, né? Gostaria de trocar uma ideia com você.
      Eu tinha mania de tomar conclusões precipitadas e já fui falando:
      - Sou sim. Você deve ser olheiro de algum clube, né? Já adianto que pra falar com qualquer aluno meu para eventuais testes, antes de mais nada, é necessário a autorização dos pais deles, pois são menores de idade.
      - Você errou duplamente, retrucou o senhor Grisalho. Não sou olheiro e não quero falar sobre teus alunos. Sou vice-presidente do ********* e gostaria de te propor uma entrevista. Já tem um tempo que estamos observando profissionais de educação física dedicados e acredito que tens o necessário para um projeto em nosso clube.
      Bom, confesso que por uns 10 segundos senti um formigamento misturado com ansiedade e felicidade, além de um pouco de medo. No próximo capítulo eu conto o que aconteceu. E os asteriscos no nome do time é pra dar um ar de mistério, mesmo. A única dica que lhes dou é que é um time aqui do Estado de São Paulo, mesmo.
      Continua...
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