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Mantrax

FORD encerra produção no Brasil

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Lowko é Powko
7 horas atrás, ZMB disse:

Não é questão de produzir tudo, pois no mundo atual é praticamente impossível.

É a questão de ter uma indústria condizente com o tamanho, riqueza e importância do Brasil. A gente não tá nem perto disso.

+ -

Há uma porrada de país no mundo que não uma indústria "condizente com o tamanho". Nova Zelândia, Portugal, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Austrália, Reino Unido, França, Holanda e Estados Unidos, todos mais ricos ou muito mais ricos que o Brasil.

O Brasil não é pobre porque não tem indústrias ou depende do primeiro setor. É pobre porque tem péssimas políticas públicas, péssimas instituições e uma gostosa aliança entre o setor público e o privado, a saber, uma cooptação do Estado para benefícios, proteção contra competição externa e refinanciamento de dívida. Tudo isso somado a um Estado inflado e gastador que drena os recursos do setor privado.

Só que ao mesmo tempo tem gente defendendo justamente... a proteção da produção nacional através de benefícios fiscais e barreiras alfandegárias. Seguimos no projeto dos "campeões nacionais" que exportariam as grandes empresas brasileiras. A um custo bem agradável em mais benefícios, mais barreiras e, principalmente, financiamento de partidos.

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Mantrax

Após Bolsonaro se pronunciar falando que a Ford não falou o real motivo da saída, que seria a falta de renovação de subsídios pro setor, houve declaração do Presidente da Associação dos Fabricantes de Veículos (ANFAVEA), falando que o real motivo é o Custo Brasil e que faz um ano que já haviam alertado o Governo sobre essa situação. Segue matéria:

Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2021/01/13/nao-queremos-incentivos-queremos-competividade-diz-presidente-da-anfavea.ghtml

'Não queremos incentivos, queremos competividade', diz presidente da Anfavea

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Carlos Moraes, rebateu nesta quarta-feira (13) o presidente Jair Bolsonaro ao afirmar que o setor não busca mais incentivos fiscais e que a cobrança da entidade é para que o governo melhore a competividade do Brasil.

Na terça-feira (12), o presidente Jair Bolsonaro disse, ao comentar a decisão da Ford de encerrar a produção de veículos no Brasil, que faltou a empresa dizer a "verdade" sobre o motivo da saída. De acordo com Bolsonaro, a Ford queria subsídios do governo para continuar no país.

"Todas as propostas trazidas pela Anfavea, pelos executivos de montadoras foram propostas concretas buscando a redução do Custo Brasil", disse Moraes. "Nós não queremos incentivos, nós queremos competividade."

Segundo dados do Ministérios da Economia, os subsídios da União ao setor automotivo saltaram de R$ 1,8 bilhão, em 2003, para R$ 6,7 bilhões, em 2019, em valores atualizados pela inflação - uma alta de 272,2%. Ou seja, mais que triplicaram no período. Ao todo, nesses 17 anos, o governo federal concedeu R$ 62,6 bilhões em isenções fiscais.

Na segunda-feira (11), quando a Ford anunciou a decisão encerrar a produção no Brasil, a Anfavea optou por não comentar a postura da montadora, mas a entidade apontou o que a decisão da montadora "corrobora o que a entidade vem alertando há mais de um ano sobre a ociosidade local, global e a falta de medidas que reduzam o Custo Brasil."

O chamado Custo Brasil abarca uma série de entraves da economia brasileira, como uma elevada burocracia para se fazer negócios no país e com uma alta carga tributária. Em 2019, o "Doing Business", levantamento do Banco Mundial, apontou que o Brasil ocupava a 124º colocação no ranking da entidade que mede a facilidade para fazer negócios.

Edited by Mantrax

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Dr.Thales

Vamos começar a cobrar indústrias nacionais.

Depois, estaduais.

Depois, municipais.

Ao fim, indústrias do bairro e da rua. 

Esse pensamento é ridículo, mas tão atrasado, que tô desacreditando nesse papo aqui.

Em 13/01/2021 em 17:37, Lowko é Powko disse:

+ -

Há uma porrada de país no mundo que não uma indústria "condizente com o tamanho". Nova Zelândia, Portugal, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Austrália, Reino Unido, França, Holanda e Estados Unidos, todos mais ricos ou muito mais ricos que o Brasil.

O Brasil não é pobre porque não tem indústrias ou depende do primeiro setor. É pobre porque tem péssimas políticas públicas, péssimas instituições e uma gostosa aliança entre o setor público e o privado, a saber, uma cooptação do Estado para benefícios, proteção contra competição externa e refinanciamento de dívida. Tudo isso somado a um Estado inflado e gastador que drena os recursos do setor privado.

Só que ao mesmo tempo tem gente defendendo justamente... a proteção da produção nacional através de benefícios fiscais e barreiras alfandegárias. Seguimos no projeto dos "campeões nacionais" que exportariam as grandes empresas brasileiras. A um custo bem agradável em mais benefícios, mais barreiras e, principalmente, financiamento de partidos.

Obrigado, Lowko.

Te amo. 

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Dan_Cunha

Ah, parem com isso. No SETOR AUTOMOBILÍSTICO, que é o que estamos tratando aqui, onde diabos está a tal “proteção ao produtor interno”? Nem existe um setor nacional disto, gente. Mania de querer generalizar tudo, tá maluco.

As multinacionais do ramo automobilístico recebem incentivos, benefícios fiscais e tratamento diferenciado a anos. Isso é um fato. Criaram uma lei para incentivar o investimento aqui e praticamente equipará-las à uma nacional. Estados e Municípios só não faltam pagá-las para ter seus polos fabris. E quando foram ameaçadas pelo setor automobilístico chinês fizeram um lobby pesadíssimo para barrar a entrada deste novo mercado e diminuir a tal competitividade que eles alegam defender.

Me citem então uma empresa nacional automobilística que tenha um tratamento diferenciado como Ford, GM e as outras. 

 

 

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Dr.Thales
45 minutos atrás, Dan_Cunha disse:

Ah, parem com isso. No SETOR AUTOMOBILÍSTICO, que é o que estamos tratando aqui, onde diabos está a tal “proteção ao produtor interno”? Nem existe um setor nacional disto, gente. Mania de querer generalizar tudo, tá maluco.

As multinacionais do ramo automobilístico recebem incentivos, benefícios fiscais e tratamento diferenciado a anos. Isso é um fato. Criaram uma lei para incentivar o investimento aqui e praticamente equipará-las à uma nacional. Estados e Municípios só não faltam pagá-las para ter seus polos fabris. E quando foram ameaçadas pelo setor automobilístico chinês fizeram um lobby pesadíssimo para barrar a entrada deste novo mercado e diminuir a tal competitividade que eles alegam defender.

Me citem então uma empresa nacional automobilística que tenha um tratamento diferenciado como Ford, GM e as outras. 

 

 

Exato. Essa vergonha vem desde o governo militar.

Tem que acabar. Se não querem produzir aqui, que vão embora.

Isso é óbvio.

Melhor mandar eles pra merda e importar mais barato.

Aliás, carro no Brasil só é caro por conta dessa sem vergonhice das montadoras e o governo, vide seu exemplo de quando barraram a entrada dos asiáticos no mercado, subindo o imposto de importação.

 

Pra salvar 20 mil empregos, obrigam o país inteiro a pagar um valor absurdo em carros bosta.

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Dan_Cunha
5 minutos atrás, Dr.Thales disse:

Exato. Essa vergonha vem desde o governo militar.

Tem que acabar. Se não querem produzir aqui, que vão embora.

Isso é óbvio.

Melhor mandar eles pra merda e importar mais barato.

Aliás, carro no Brasil só é caro por conta dessa sem vergonhice das montadoras e o governo, vide seu exemplo de quando barraram a entrada dos asiáticos no mercado, subindo o imposto de importação.

 

Pra salvar 20 mil empregos, obrigam o país inteiro a pagar um valor absurdo em carros bosta.

Kkkkkkk você é esperto. Soube usar meu argumento específico  para desmontar a minha defesa. 👏👏👏

Eu não vejo a Ford como vítima, sinceramente. Até pq a estratégia de mercado dela já foi exposta. Vão produzir na Argentina, aproveitar o acordo de livre comércio de automobilístico que Brasil e Argentina tem e “abandonaram” um mercado bom, mas em declínio. Pura estratégia empresarial. Sem essa de “Custo Brasil”.

Mas nesse caso específico do setor automobilístico sou obrigado a concordar contigo. Não consigo ver um bom caminho sendo refém de multinacionais que usam os empregados como trampolim para que o Estado as subsidie. Isso não é livre comércio. E é só perceber o tratamento que elas tem com mercados mais competitivos, com carros com qualidade muito superiores e preços mais atrativos.

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Dr.Thales
10 horas atrás, Dan_Cunha disse:

Kkkkkkk você é esperto. Soube usar meu argumento específico  para desmontar a minha defesa. 👏👏👏

Eu não vejo a Ford como vítima, sinceramente. Até pq a estratégia de mercado dela já foi exposta. Vão produzir na Argentina, aproveitar o acordo de livre comércio de automobilístico que Brasil e Argentina tem e “abandonaram” um mercado bom, mas em declínio. Pura estratégia empresarial. Sem essa de “Custo Brasil”.

Mas nesse caso específico do setor automobilístico sou obrigado a concordar contigo. Não consigo ver um bom caminho sendo refém de multinacionais que usam os empregados como trampolim para que o Estado as subsidie. Isso não é livre comércio. E é só perceber o tratamento que elas tem com mercados mais competitivos, com carros com qualidade muito superiores e preços mais atrativos.

Mas nem é questão de opinião isso, é um fato.

O Brasil passou sua fase de expansão ampliando a malha rodoviária ao invés de outros modais mais baratos (como ferrovias e hidrovias) justamente pra agradar essas montadoras (principalmente VW e GM).

Somos estuprados por esse cartel há muitas décadas em nome de alguns empregos que geram aqui.

 

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Ariel'
On 1/13/2021 at 5:37 PM, Lowko é Powko said:

+ -

Há uma porrada de país no mundo que não uma indústria "condizente com o tamanho". Nova Zelândia, Portugal, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Austrália, Reino Unido, França, Holanda e Estados Unidos, todos mais ricos ou muito mais ricos que o Brasil.

O Brasil não é pobre porque não tem indústrias ou depende do primeiro setor. É pobre porque tem péssimas políticas públicas, péssimas instituições e uma gostosa aliança entre o setor público e o privado, a saber, uma cooptação do Estado para benefícios, proteção contra competição externa e refinanciamento de dívida. Tudo isso somado a um Estado inflado e gastador que drena os recursos do setor privado.

Só que ao mesmo tempo tem gente defendendo justamente... a proteção da produção nacional através de benefícios fiscais e barreiras alfandegárias. Seguimos no projeto dos "campeões nacionais" que exportariam as grandes empresas brasileiras. A um custo bem agradável em mais benefícios, mais barreiras e, principalmente, financiamento de partidos.

Obrigado por falar educadamente algo que é tão óbvio quanto a terra não ser plana.

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R49

Quando Olivio Dutra não pagou o que a Ford queria aqui no RS tive que ouvir os arrombados enchendo o saco. Agora a Ford vai embora e os mesmos FDP dizem que não tem problema. Falta de coerência é dose.

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