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Neynaocai

Judeu (Auschwitz Nunca Mais) - Capítulo 06 - Aprimorando [27.01.2019]

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Neynaocai

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“Depois de maio de 1940, os bons tempos se acabaram: primeiro a guerra a capitulação, seguida da chegada dos alemães. Foi então que, realmente, principiaram os sofrimentos dos judeus. Decretos anti-semitas surgiam, uns após os outros, em rápida sucessão. Os judeus tinham de usar, bem à vista, uma estrela amarela; os judeus tinham de entregar suas bicicletas; os judeus não podiam andar de bonde; os judeus não podiam dirigir automóveis. Só lhes era permitido fazer compras das três as cinco e, mesmo assim, apenas em lojas que tivessem uma placa com os dizeres: LOSA ISRAELIA. Os judeus eram obrigados a se recolher a suas casas às oito da noite, e, depois dessa hora, não podiam sentar-se nem mesmo em seus próprios jardins. Os judeus não podiam frequentar teatros, cinemas e outros locais de diversão. Os judeus não podiam praticar esportes publicamente. Piscinas, quadras de tênis, campos de hóquei e outros locais para a prática de esportes eram-lhes terminantemente proibidos. Os judeus não podiam visitar os cristãos. Só podiam frequentar escolas judias, sofrendo ainda uma série de restrições semelhantes.

Assim, não podíamos fazer isto e estávamos proibidos de fazer aquilo. Mas a vida continuava, apesar de tudo Jopie costumava dizer-me: _ A gente tem medo de fazer qualquer coisa porque pode estar proibido. _ Nossa liberdade era tremendamente limitada, mas ainda assim as coisas eram suportáveis.” Diário de Anne Frank, págs. 11 e 12.

 

Não possuo qualquer ligação com a comunidade judaica, nem ascendência ou apreço maior por algum clube com tal relação. Por outro lado, os absurdos cometidos pelos nazistas foram muito bem documentados para não deixar ninguém incauto. Nada obstante, a idiotice humana aparece com mais força em tempos e situações de escassez (econômica, política, cultural...), portanto não me surpreendem que manifestações preconceituosas se reciclem em nossa história.

A não ser que cheguemos em um tempo de disponibilidade total de recursos (o que considero improvável), entendo que o preconceito sempre existirá, transmutando-se em mentes fracas e com medo. Sim, o preconceito é a voz do medo e faz do ódio seu fio condutor. Por isso, não consigo ver muito sentido na frase comum: “não acredito que em 2019 alguém ainda pense assim”. Pois pensamos absurdos todo santo dia e o melhor que podemos fazer é explorar nossas opiniões, amadurecê-las e buscar evoluir – a expressão preconceituosa é imatura, fechada em si mesma e irracional.

Apesar de não ser judeu, meu nome – para quem ainda não sabe – é Israel (tambores de revelação). O livro da Anne Frank chegou agora em minha vida e a genialidade, sensibilidade e capacidade de transmitir a crueldade e dor de um período com a sutileza do olhar de uma criança de 13 anos, me tocou demais.

Pensei, portanto, em fazer uma jornada entre Alemanha e Holanda, lugares por onde Anne passou. Mas como ficaria um tanto limitado, decidi que vou começar de baixo, trabalhando em clubes com ligações à comunidade judaica, especialmente em Alemanha, Holanda e Israel, eventualmente jogando em algum clube dos EUA. O objetivo é chegar ao topo da carreira treinando Ajax e/ou Tottenham.

A princípio começaria em Frankfurt, mas não consegui encontrar na base de dados (German System Football League - dica muito boa do @Johann Duwe) que estou utilizando o FC Gudesding Frankfurt, um clube criado por amigos judeus em Frankfurt an Main, cidade de nascimento de Anne. Enquanto procurava, me chamou atenção o TuS Makkabi Berlin e é por lá que vamos começar. Ou melhor, por onde Pedro Van Pels vai começar sua carreira.

 

Makkabi Berlin

Fundado em 1898, o clube antecessor Bar Kochba Berlin era uma das maiores organizações judaicas do mundo em 1930, com mais de 40.000 membros de 24 países, parte do movimento geral de Bar-Kochba destinado a promover a educação física e a herança judaica. O clube organizou equipes em vários esportes, incluindo um time de futebol que competiu nas ligas da cidade entre 1911 e 1929. Em 1924, Lilli Henoch, recordista mundial de eventos de discus, arremesso de peso e revezamento de 4 × 100 metros, treinou as mulheres. (Henoch foi assassinada pelos nazistas em um gueto próximo a Riga, Letônia, em 1942).

Em 1929, o Bar Kochba fundiu-se com o Hakoah Berlin para formar o clube esportivo Bar Kochba-Hakoah . O lado Hakoah teve um sucesso cada vez maior, conquistando três campeonatos consecutivos na divisão inferior entre 1925 e 1927. Eles eram promovidos a cada vez até que, em 1928, jogavam futebol de primeira linha. O lado recém-combinado continuou a competir como Hakoah depois de 1929.

A ascensão ao poder dos nazistas no início dos anos 30 levou à discriminação contra judeus e, em 1933, as equipes judias foram excluídas da competição geral e limitadas a jogar em ligas ou torneios separados. Em 1938, as equipes judaicas foram banidas imediatamente, quando a discriminação se transformou em perseguição.

Em 26 de novembro de 1970, o TuS Makkabi Berlin foi formado a partir da fusão da Bar-Kochba Berlin (ginástica e atletismo), Hakoah Berlin (futebol, restabelecido em 1945) e Makkabi Berlin (boxe).

Aparentemente não possui quaisquer títulos, mas poderei descobrir mais sobre o clube no decorrer.

O clube joga a Berlin Liga, que faz parte do sexto nível do futebol alemão, tendo o seguinte caminho de ascensão:

German-Sistem-League.png

 

Índice:

Histórico:

Spoiler

 

Ligas selecionadas:

Spoiler

Ligas-Ativadas.png

 

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Gabriel Kanaan

É realmente uma história dura de lembrar, mas que não pode ser esquecida. Legal essa iniciativa e muito boa tua apresentação.

Agora, pela divisão do clube escolhido, boa sorte! 😅

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LucasPettine

Muito boa sua intro na história, relembrando o passado dos judeus. História que, afinal, foi triste, e viver um futebol dessa época é melhor para relembrarmos mais um pouco das histórias de vida deles. Boa sorte na sua carreira. 

 

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PedroJr14

Intro sensacional, acredito que o resto da história não deixará a desejar. Boa sorte, Ney!

 

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LC

Parabéns pela introdução ao save. Em tempos irracionais que vivemos tanto aqui,quanto na Europa e Estados Unidos é sempre bom lembrar a história. O preconceito é umas das piores coisas que aconteceram na história da humanidade e pior que mesmo com esses acontecimentos históricos, parece que não aprendemos nada. 

Em relação ao save, seria interessante incluir a Polônia(Gueto de Varsóvia e os maiores campos de concentração nazistas) e a Itália(Fascismo, leis anti-semitas e preconceito contra os judeus). Boa sorte com o save.

PS: Outro país importante foi a França. 

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Lanko

Eita, tava achando que era o novo pôjeto, mas agora a coisa é séria! O cara tá esperando ganhar títulos dessa vez, porque agora tem até histórico reservado!

Será que dá pra fazer um estilo Bilbao de só contratar judeus/descendentes? Ou pouco importa?

Anne Frank foi livro obrigatório de ler quando tava na escola, curioso, achava que também era em outras escolas, imagino o que leem agora nas aulas de Português, se é que leem algo.

6º nível do futebol alemão, hein. Pelo menos deve ser tudo super organizado e com uma grana razoável.

 

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DiegoCosta7

Mano, que história, estou no aguardo.

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marciof89

Uma história séria do criador de Alex "the big head" Cabeção? Não perco por nada.

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Neynaocai
Em 20/11/2019 em 14:51, Gabriel Kanaan disse:

É realmente uma história dura de lembrar, mas que não pode ser esquecida. Legal essa iniciativa e muito boa tua apresentação.

Agora, pela divisão do clube escolhido, boa sorte! 😅

Não podemos esquecer. Até porque continuam tendo tais ideias idiotas.

Nunca joguei em uma divisão mais baixa que a segunda brasileira. Ou seja, será um desafio e tanto.

Em 20/11/2019 em 16:24, LucasPettine disse:

Muito boa sua intro na história, relembrando o passado dos judeus. História que, afinal, foi triste, e viver um futebol dessa época é melhor para relembrarmos mais um pouco das histórias de vida deles. Boa sorte na sua carreira. 

 

Obrigado!

Em 20/11/2019 em 17:08, PedroJr14 disse:

Intro sensacional, acredito que o resto da história não deixará a desejar. Boa sorte, Ney!

 

Espero fazer jus à expectativa.

Em 20/11/2019 em 19:28, LC disse:

Parabéns pela introdução ao save. Em tempos irracionais que vivemos tanto aqui,quanto na Europa e Estados Unidos é sempre bom lembrar a história. O preconceito é umas das piores coisas que aconteceram na história da humanidade e pior que mesmo com esses acontecimentos históricos, parece que não aprendemos nada. 

Em relação ao save, seria interessante incluir a Polônia(Gueto de Varsóvia e os maiores campos de concentração nazistas) e a Itália(Fascismo, leis anti-semitas e preconceito contra os judeus). Boa sorte com o save.

PS: Outro país importante foi a França. 

A irracionalidade faz parte da nossa vida e quanto mais pessoas no mundo, mais ela aparece. Repetimos os erros por ignorância e/ou desconhecimento.

Polônia e Itália seriam interessantes e fazem sentido em relação aos judeus. Todavia, busquei limitar em relação ao caminho de Anne Frank.

Israel e EUA servem como refúgio ou ponto final, dependendo do decorrer da história. Mas espero que o FM me brinde com um trajeto mais tranquilo e um final em Ajax ou Tottenham (o que conhecendo minha retrospectiva não deve acontecer hahaha).

Quem sabe não rola uma continuação na Polônia, Itália, França....

Valeu.

Em 21/11/2019 em 18:44, Lanko disse:

Eita, tava achando que era o novo pôjeto, mas agora a coisa é séria! O cara tá esperando ganhar títulos dessa vez, porque agora tem até histórico reservado!

Será que dá pra fazer um estilo Bilbao de só contratar judeus/descendentes? Ou pouco importa?

Anne Frank foi livro obrigatório de ler quando tava na escola, curioso, achava que também era em outras escolas, imagino o que leem agora nas aulas de Português, se é que leem algo.

6º nível do futebol alemão, hein. Pelo menos deve ser tudo super organizado e com uma grana razoável.

 

Eu sempre espero ganhar títulos hahaha

Eu até pensei em limitar as contratações. Porém, isso dificultaria ainda mais o meu jogo (já que eu sou ruim sem muito esforço). Além disso, com todo respeito à cultura judia, eu considero um dos obstáculos - e o que os torna alvo fácil - essa separação que há entre judeus e gentios. A ideia é acolher todos, como se poderá ver com um Alemão com ascendência árabe contratado como técnico adjunto.

Eu já ouvi falar muito sobre a Anne, mas nunca li. E por mais que se sabe a história, é a riqueza de detalhes que torna sensacional o diário.

Além de organizado, pelo menos na questão financeira está mais real que o Brasil. Nada de salário de milhares de euros pra técnico/jogador nas divisões baixas.

 

Em 23/11/2019 em 23:17, DiegoCosta7 disse:

Mano, que história, estou no aguardo.

Boa leitura !

13 horas atrás, marciof89 disse:

Uma história séria do criador de Alex "the big head" Cabeção? Não perco por nada.

Promete ser Adam Sandler fazendo filme de drama hahaha

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Neynaocai

image.png.380e4ab94f047c7de1f5fc2b412e381f.png 

“Espero poder confiar inteiramente em você, como jamais confiei em alguém até hoje, e espero que você venha a ser um grande apoio e um grande conforto para mim.” Diário de Anne Frank, página 7.

 

 

Domingo, 22 de julho de 2018.

 

Ainda me parece estranha a ideia de escrever um diário, mas a psicóloga falou que seria bom para minha saúde mensal. O trabalho ao que me propus a partir deste ano seria deveras estressante, então não vejo alternativa senão seguir os conselhos delas. O ideal era ter escrito desde o primeiro dia que iniciei esta jornada, no entanto – por diversos motivos, alguns descrevo aqui – até hoje não havia conseguido.

Mas para que qualquer coisa faça sentido, preciso descrever um pouco sobre quem sou (vai que um dia junto tudo e publico uma biografia?). Também, a partir de agora irei me referir a você – querido diário – como Tio Pep (meio óbvio, não?).

 

Who I am?

Sim, estou exercitando meu inglês, porque o alemão está difícil. Eu nasci Pedro Ferreira da Silva em Engenheiro Beltrão, uma pequena cidade no Noroeste do Paraná. Aos três anos fui adotado pelos meus pais Hermann e Auguste, um casal de holandeses que emigrou para o Brasil na década de oitenta – a história deles eu conto outra hora. Não conheci meus pais biológicos.

Cresci numa família judaica e o meu Bar Mitzvah coincidiu com um evento interessante na cidade, a criação da Associação Esportiva Recreativa Engenheiro Beltrão, clube em que tive minha primeira aventura no mundo do futebol. Eu tentei ser jogador, tinha muita determinação e vigor físico, mas qualidade zero. Foram dois anos cansativos e divertidos, onde aprendi o pouco que sei sobre o futebol. Estreei em 2009, caímos em 2010. Fiz três jogos como titular e cinco entrando no segundo tempo. Três derrotas.

Como não tinha muito apoio em casa, voltei aos estudos. Me formei em 2014, em História. Fui conhecer familiares em Frankfurt an Main e decidi continuar os estudos por lá. Fiz mestrado em Antropologia, onde conheci Philipp Ehrmann.

O alemão se tornou um grande amigo e minha ponte ao mundo de meus antepassados por adoção. Mas eu queria mais, eu queria me destacar no mundo com o nome judeu pelo qual fui adotado e pela religião que adotei para mim.

Nas conversas após o futebol de quinta, conversava com Philipp sobre o desejo de trabalhar com o futebol. Um dia, como que por brincadeira, ele me passou o contato do seu tio, sugerindo que eu trocasse uma ideia com ele sobre meus sonhos no futebol. Foi o início da minha volta a um clube de futebol.

_ Alles gut, Herr Thomas? Foi primeira frase ao presidente do Makkabi Berlin.

Para falar bem a verdade, eu já tinha tentado trabalhar em um clube de Frankfurt mesmo, mas descobri rapidamente que não seria fácil conquistar meu lugar. Mas é para isso que criamos uma rede de contatos, não é mesmo? Marquei uma reunião para a próxima semana com o Thomas, que se mostrou muito disposto.

Quando cheguei em Berlim, Thomas me esperava no aeroporto. Me levaria ao escritório e depois para conhecer o clube. O escritório era uma sala em sua própria casa e durante a reunião fomos interrompidos por sua esposa, Sarah, que nos convidou para almoçar.

_ Fiz gefilte fish, espero que goste Herr Pedra.

_ Ist Pedro.

_ Ja, ja, sente-se Pedra.

É uma família amigável e franca, me senti em casa. Depois do almoço, expressei a Thomas o desejo de fechar um contrato e trabalhar com eles. Esperava algo como analista de dados, quem sabe – com muita sorte – um auxiliar do treinador.

_ Então, Pedro, non sei se Pipe te adiantou, mas non podemos pagar muito para nosso treinador. Precisamos discutir este ponto de imediato. Posso chegar no máximo em quinze mil euros.

Minha cabeça chegou a rodar com aquela frase. Poderia ser o vinho, o cargo ou o salário. Tudo me pegou desprevenido. Fiz cara de paisagem.

_ Entendo Herr Thomas, entendo. Fico feliz de podermos conversar francamente.

E tentando não transparecer a ansiedade respondi:

_ Gostei da proposta, podemos fechar. Nem precisa falar mais.

Eu comecei a entender um pouco melhor o que estava acontecendo quando ele telefonou para um membro do conselho de administração do clube, anunciando a contratação:

_ Fechamos, Max, fechamos com o Pedro. Sim, com certeza... Vai fazer diferença ter alguém com experiência no futebol profissional... É, do Brasil, jogou futebol na primeira divisão brasileira... Exato, Philipp recomendou...

Phillip deve ter dado uma pequena exagerada em minhas qualificações, mas agora que estou ajoelhado, o negócio é orar.

 

Makkabi Berlim

estadio-entrada.jpg

Quando estacionamos no Julius-Hirsch-Sportanlage, “estádio” do Makkabi, senti o primeiro impacto do que seria o clube. O complexo esportivo é dividido com o SC Brandenburg, clube que não tem em suas atividades o futebol de campo. Infelizmente, no entanto, parece que o Makkabi não se preocupa muito com os fãs, as arquibancadas estavam tomadas pelo mato.

Max, o conselheireiro/zelador/porteiro, veio nos chamar.

_ Os jogadores estão esperando o novo treinador.

Na minha inocência, lancei no ar a pergunta:

_ Herr Thomas, eu poderia conversar com a equipe técnica antecipadamente?

Tinha preparado um discurso para explicar que apesar de jovem estava muito motivado com a oportunidade, estava aberto para ouvir e disposto a melhorar. Quando o Max interpelou:

_ Realmente Herr Pedra é muito espirituoso, Thomas. Hahaha, equipe técnica.

_ Sou eu e você no futebol do clube, Pedro. Finalizou Thomas.

Eita.

 

Das Team

Sim, eu já joguei algumas horas de FM. E já joguei no profissional, mas estar na gerência no mundo real é outra coisa. Fiquei olhando para os jogadores na esperança de ver as estrelas indicando o potencial e a capacidade de cada um. Thomas me chamou:

_ Odong é o único que já jogou profissionalmente, mas assim que conseguirmos vender o passe dele, deve sair. Nem me pergunte por quê. Coisas do conselho. Mas pudera, toma todo o orçamento de salário do clube.

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_ Percebi nos documentos que me passou, sou obrigado a concordar com o conselho, não para colocar um cara ganhando noventa por cento do elenco. Falando nisso não achei o salário do restante.

_ Os meninos jogam por prazer, Pedro. Não ganham nada não e pagam pelo uniforme. E as bolas e cortam a grama.

_ Ah entendi.

 

O Auxiliar e a Base

Após os primeiros dias, percebi que não daria conta de tocar o time sozinho. Cheguei para Thomas e falei que precisava de um auxiliar. Ele negou. Então, fui direto ao conselho e pedi para reduzir meu salário.

_ Eu não posso ganhar quinze mil euros por mês, quando esse é todo o orçamento anual para a equipe. Sou capaz de gerenciar um grupo de pessoas, mas além da injustiça, se um dia descobrem que o meu salário é tão exorbitante, perderia todo o respeito dos jogadores.

Fui aplaudido de pé. Até Herr Benjamin, 95 anos, levantou-se da cadeira de rodas para me saudar. Com isso, consegui dinheiro para contratar meu auxiliar. Yannic Mehlem, um alemão mais velho que eu, que serviria para traduzir alguma coisa que eu não soubesse e me substituir aos sábados.

Por outro lado, após o fatídico desentendimento, pedi a Thomas usar o dinheiro que iria sobrar do meu salário (reduzi de 15.000 para 1.500 euros – sim, sou louco), porque não havia nem uma cobertura para treinar quando chovia. A resposta demonstrava claramente o estado de espírito de Herr. Ehrmann:

clube-mae.png

 

Die work

O melhor jeito de conhecer aquela gente toda seria treinando. Organizei um belo calendário e apresentei à equipe. Segunda físico, Terça táticas, Quarta coesão, Quinta preparação e Sexta descanso. Sábado é Shabat e domingo dia de jogo. Franck, o goleiro, levantou a mão:

_ Herr Van Pels, eu não posso participar de todos os treinos, pelo menos esta semana. Tenho prova e... Ah não, essa hora eu trabalho com meu pai, só posso vir a noite.

E os reclames seguiram e percebi que as coisas funcionam muito diferente na Berlin Liga. Por mais amor que tivessem, os jogadores tinham suas vidas para levar, trabalho, escola, não eram profissionais. Fiz o melhor que pude para ouvi-los e organizar o calendário de treinos.

 

Das game

A Berlin Liga possui 18 equipes que jogam entre si em dois turnos. O vencedor sobe de divisão, os três últimos caem. Ponto positivo: praticamente todos os jogos acontecem ao domingo, portanto não deve atrapalhar a minha rotina. Negativo: todos os jogos acontecendo ao domingo limitam um pouco minha vida social.

Na preparação ao campeonato, jogamos diversos amistosos que não serviram de nada. Tanto as derrotas quanto as vitórias pareciam ter mais a ver com a questão física do que técnica. Que meus jogadores não saibam, mas é todo mundo tão ruim que eu tenho vontade de entrar em campo. Problema que sou tão ruim quanto eles e fisicamente pior.

 

Pra surpresa de ninguém não há imprensa cobrindo os jogos, apenas quando tem algum caso de preconceito. Não temos nem como saber qual a previsão de nossos torcedores para a temporada. Pelo que ouvi, querem apenas passar um tempo no domingo a tarde.

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Primeiros jogos da Berlim Liga.

 

Um abraço,

Pedro.

 

Ps.: Tio Pep, peço desculpas por tanto escrever. Prometo-lhe que os próximos escritos serão mais sucintos, afeitos ao desempenho da equipe. Mas precisava abrir o coração e lhe expor o caminho que me trouxe até aqui.

 

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Lanko

Bem surpreendido com a excelente introdução. Parabéns. Minha única ressalva é esses underlines pra indicar diálogo, talvez algo mínimo, mas é que nunca vi antes haha, talvez considere mudar pro traço normal ou por entre aspas.

A condição do estádio e das arquibancadas foi um excelente toque, além da parte dos salários. Rachei de rir com o moleque falando que não ia poder vir treinar porque tinha prova hahaha.

E se eles cortam a grama também, tão precisando levar uma bifa porque isso tá parecendo o jardim da Poison Ivy.

Eu imagino o nível da divisão haha, mal posso esperar pra ver o que acontece nos jogos pra valer.

Boa sorte!

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marciof89

Equipe técnica... hahahaha Elliot entende muito bem isso, a maior parte dos clubes que assume é ele e uns cachorros com quem ele conversa pra fingir que alguém o ouve.

Em 06/12/2019 em 14:18, Neynaocai disse:

Pra surpresa de ninguém não há imprensa cobrindo os jogos, apenas quando tem algum caso de preconceito. Não temos nem como saber qual a previsão de nossos torcedores para a temporada. Pelo que ouvi, querem apenas passar um tempo no domingo a tarde.

Que triste. hauhauhauhauah

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Gabriel Kanaan

Olha, realmente impressionado com o nível desse campeonato, ahahha.

Parabéns ao grande Van Pels pelo altruísmo em relação aos salários, mas pelo visto, não adiantou muito...

Pode apresentar os craques na próxima atualização? 😅

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Neynaocai
23 horas atrás, Lanko disse:

Bem surpreendido com a excelente introdução. Parabéns. Minha única ressalva é esses underlines pra indicar diálogo, talvez algo mínimo, mas é que nunca vi antes haha, talvez considere mudar pro traço normal ou por entre aspas.

A condição do estádio e das arquibancadas foi um excelente toque, além da parte dos salários. Rachei de rir com o moleque falando que não ia poder vir treinar porque tinha prova hahaha.

E se eles cortam a grama também, tão precisando levar uma bifa porque isso tá parecendo o jardim da Poison Ivy.

Eu imagino o nível da divisão haha, mal posso esperar pra ver o que acontece nos jogos pra valer.

Boa sorte!

Pelo visto, esperava uma introdução ruim hahaha Obrigado.

Mas, underline não é o mesmo que travessão (sinal que indica o diálogo): Eu tenho uma dúvida entre usá-lo ou colocar o nome de quem está falando (mas como usei muito desse recurso no save do Alex - e não quero puxar muito daquele cenário - achei melhor não colocar). As aspas são uma boa sugestão.

Eu demorei para perceber que o elenco tem no máximo 17 anos. Tudo criança.

Não sei o que aconteceu antes da chegada do Pedro, mas tava tudo zoneado por lá.

Como irei explicar ao Gabriel ali abaixo, eu perdi algumas imagens, senão já tinha mandado os jogos.

Valeu.

12 horas atrás, marciof89 disse:

Equipe técnica... hahahaha Elliot entende muito bem isso, a maior parte dos clubes que assume é ele e uns cachorros com quem ele conversa pra fingir que alguém o ouve.

Que triste. hauhauhauhauah

Eu nunca tinha jogado a esse nível. Você não sabe quem é bom jogador, qual posição jogam, qual melhor esquema, quem são os adversários.

Tem que pintar o campo, carregar as bolas, vender os ingressos (que custam 20 euros na real, se não me engano hahaha - sim, sigo eles no instagram agora).

Mas, vamos que vamos.

33 minutos atrás, Gabriel Kanaan disse:

Olha, realmente impressionado com o nível desse campeonato, ahahha.

Parabéns ao grande Van Pels pelo altruísmo em relação aos salários, mas pelo visto, não adiantou muito...

Pode apresentar os craques na próxima atualização? 😅

Eu curti, com exceção do salário do treinador o resto tava muito real.

Aí, coloquei minha primeira intervenção via editor. Não fazia o menor sentido o salário de quinze mil euros e não sou obrigado a aceitar isso passivamente hahaha

Mas, o menino Pedro tem um grande coração hahaha

Então, eu achei que tinha tirado os prints, aí não mandei pra onde eu posto. Então ficou pra próxima atualização mesmo.

Valeu.

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Tsuru

Excelente introdução, gostei muito. Promete ser um grande save.

Vai ter muito trabalho no Makkabi Berlin, mas o nível dos outros também não deve ser grande coisa. Acho que já dá para brigar pela subida logo de cara.

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LC

Belíssima introdução. Vai ralar muito no Berlin, mas isso que é bom: O desafio.

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Lanko
6 hours ago, Neynaocai said:

Pelo visto, esperava uma introdução ruim hahaha Obrigado.

Ruim não né, não fode 🤣

Pra um capítulo 01 a tendência era mais esperar por uma apresentação simples do clube, histórico, regras da divisão, etc... Mas teve uma ótima história de fundo, humor, citação do livro da Frank e realidade do clube com uma ficção muito bacana junto.

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Neynaocai
14 horas atrás, Lanko disse:

Ruim não né, não fode 🤣

Pra um capítulo 01 a tendência era mais esperar por uma apresentação simples do clube, histórico, regras da divisão, etc... Mas teve uma ótima história de fundo, humor, citação do livro da Frank e realidade do clube com uma ficção muito bacana junto.

Ahhhh bom hahaha agora sim...

Como já disse em off achei que seria demais, mas não consegui deixar de escrever.

18 horas atrás, Tsuru disse:

Excelente introdução, gostei muito. Promete ser um grande save.

Vai ter muito trabalho no Makkabi Berlin, mas o nível dos outros também não deve ser grande coisa. Acho que já dá para brigar pela subida logo de cara.

Obrigado Tesouru.

Tendo em vista que eu não apliquei jogadores fictícios, acabou ficando todo mundo cinza, então vai da estrutura, do treinador (ou seja, Makkabi já sai perdendo hahaha).

17 horas atrás, LC disse:

Belíssima introdução. Vai ralar muito no Berlin, mas isso que é bom: O desafio.

Obrigado LC.

Se eu jogasse com o Barcelona já teria desafio hahaha Portanto, promete!

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Neynaocai

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“Os resultados dos nossos exames foram anunciados no Teatro Israelita, na sexta-feira passada. Eu não poderia ter desejado coisa melhor. Meu boletim não foi nada mau. Tive um vix satis, um 5 em álgebra, dois 6, e o resto, tudo 7 ou 8. Em casa ficaram muito contentes, embora, em questão de notas, meus pais sejam diferentes da maioria. Não se importam muito com as notas do meu boletim, desde que me vejam feliz, satisfeita e não muito acomodada. Acham que o resto vem com o tempo. Eu penso exatamente o contrário. Não quero ser má aluna. Realmente eu deveria estar cursando o sétimo ano da Escola Montessori, mas fui aceita na Escola Secundária Israelita. Quando todas as crianças judias tiveram de ir para escolas israelitas, o diretor aceitou-nos, Lies e eu, condicionalmente, e após um pouco de persuasão. Confiou em nós e não quero desapontá-lo.” Diário de Anne Frank, página 14.

 

Domingo, 17 de setembro de 2018.

 

Querido Tio Pep,

 

Acho que foi o cansaço que me fez escrever-lhe tanto da última vez. Quando lhe mandei a primeira carta já tínhamos realizados alguns jogos pelo Makkabi. Eu estava num turbilhão, tirando leite de pedra e tentando entender o que acontecia no gramado. E nem em casa encontrava sossego.

O lugar mais em conta que encontrei por aqui foi um quarto por 400 euros. Um quarto em que divido com dois estudantes. Estes jovens são muito agitados, acaba que mal consigo pensar os treinos. Por isso nem te passei os relatos dos jogos na última vez, quando terminei de falar sobre meu caminho até aqui, os malucos chegaram bêbados – era só vinho, disseram eles.

Começamos muito bem na Berlin Liga. Chegamos a figurar na vice-liderança. Mas alguns erros tomados pela falta de experiência têm me obrigado a trabalhar ainda mais. E eu já disse que ando sem tempo para nada?

Para que você possa entender melhor, foi dividir o período que se passou em dois: Antes do Contrato e Depois do Contrato.

 

A.C.

Os quatro primeiros jogos da equipe foram antes dos jogadores assinarem um contrato – é bom lembrar que antes todos jogavam por amor. Explico melhor a questão dos contratos mais abaixo. Vamos aos jogos:

 

[BFC Preussen] O primeiro jogo foi interessante. Continuo sem entender muita coisa em relação aos jogadores. Faz dez anos que não pensava o futebol profissionalmente e as coisas mudaram bastante. Conversei com os jogadores durante a semana, preparei uma tática simples (3-5-2) e fomos para o jogo. Quando o zagueiro Marcell abriu o placar com um golaço de falta fiquei bem feliz. Mas logo veio o empate. No intervalo expressei minha preocupação com o domínio do Preussen e mandei o time mudar. Fomos no (4-2-3-1) e isso parece ter sido determinante. Egermann entrou e marcou. Palmas para mim.

[SFC Stern] Mais uma vez Marcell abriu o placar com um gol de falta e isso já deveria ter chamado a minha atenção, mas só percebi agora. No SFC Stern havia um jogador profissional: Lasse Dollinger. E ele empatou o jogo aos 20’ e novamente nos acréscimos. A torcida se animou no jogo, principalmente porque Mark Dietel parecia ter garantido a vitória com um gol após cobrança de escanteio aos 40’ do segundo tempo. Mas o empate veio como disse acima. Foram dois erros dos meus jogadores, o que me deixou bem chateado.

[Hellas Nordwest] Eu continuava sem entender a melhor forma de montar o time. Neste momento treinávamos o 4-4-2 (desisti do 3-5-2 depois da primeira partida) e o 4-2-3-1. Armei a equipe no esquema clássico, com duas linhas de quatro, e mandei os jogadores controlarem o jogo. E os meninos obedeceram. Dá um orgulho que só. Marlk Dietel mais uma vez se destacou e marcou os dois gols do jogo. Um 2x0 e vitória incontestável.

[Empor Berlin] E chegamos ao fim de uma lua de mel maravilhosa. Contra o time dos bombeiros, a molecada do Makkabi fez um jogo de gente grande. Suportando uma pressão absurda e a imposição física do adversário. Demos apenas um chute a gol: Sandro Ahrenstedt aproveitou um contra-ataque e deu-nos a vitória aos 76’. Os perdedores ficaram reclamando que batemos demais. O tamanho dos caras para reclamar tanto. E essa vitória nos colocou em 2º lugar. Até colocaram uma nota no informativo da Sinagoga, de tão animados.

 

2-lugar.png

 

Uma coisa ruim deste período, que segue até o momento na verdade, é não conseguir encontrar uma razão para vitória. E quando não se sabe porque ganha, não saberá porque perde também.

Para tentar resolver isso, segui o exemplo de um treinador que conheci no Uruguai, que passou por situação semelhante e contratou todos os jovens jogadores. Herr Thomas não gostou da história mas teve que aceitar.

Parra que isso, Pedra?” Perguntou ele.

“Os meninos estão dando o sangue, trabalhando bem e alguns passam dificuldades para estar aqui, se tratarmos como um trabalho, terão ainda mais motivação”. Argumentei.

Isto nein vai dar certo, mas du bist es quem manda”. Retrucou, concordando.

Diante disto ofereci um contrato para todos os jogadores. Coisa boa?

 

D.C.

Uma coisa que ainda não tinha me ligado era que os meus jogadores eram todos muito jovens. O rosto calejado enganava e julguei que tivessem todos pelo menos 18 anos. Quando anunciamos que todos receberiam contratos foi uma animação só. O problema viria a seguir.

Contrato aceito sem demora, fomos registrá-los na Berlin Liga. O burocrata recusou a inscrição de metade do time. Argumento: não tinham a idade mínima. Eu questionei veementemente, explicando que estavam todos jogando até aquele momento.

Foi quando Herr Thomas me puxou, pedindo para ficar em silêncio. Depois entendi que algumas coisas não são tão diferentes do Brasil por aqui. Jogadores sem contrato não eram inscritos e ninguém conferia idade. Mas se alguém fosse averiguar poderíamos perder os pontos.

Fato é que do dia para noite perdemos meio time e começamos a jogar com onze na linha e apenas três reservas. E assim começaram os jogos A.C., isto é, após os contratos.

 

Melhor-tatica.png

 

Depois de assinarem o contrato, alguns jogadores se transformaram. Começaram a vir para campo de chuteira nova, cabelo penteado e pulseirinha. Além disso, uma nova marca: sabiam exatamente onde iriam jogar. Egermann, por exemplo, que até de lateral já tinha jogado, agora era Meia Recuperador de Bolas e falou que jogaria mal se o tirasse dali.

O pior era que alguns teriam que ser improvisados, casos de Eiblmayr e KrauB nas laterais. São meias, na verdade, mas ninguém se apresentou como lateral.

 

[Sp. Lichtenberg] Pelo que eu li na wikipedia (link) o Sparta Lichtenberg é um dos melhores times da Berlin Liga. Então fomos para o jogo com o mesmo espírito da partida versus Empor Berlin. E desta vez o enredo foi o mesmo. Pena que no último minuto do primeiro tempo tomamos o gol da derrota. A minha primeira derrota, devo dizer. Foi meu estranho, mas sabia que viria em algum momento.

[Berliner SC] O Berliner já foi um dos maiores clubes da Alemanha, mas poucos sabem dessa história. Talvez faça mais sentido se souberam que o BSC de Hertha BSC é de Berliner Sport-Club e foram campeões em 1930. Depois da separação, o Hertha ficou com a fama e o Berliner com o passado. Mas neste jogo, décadas após o sucesso, puderam se orgulhar de uma superioridade. Que se não ficou no controle do jogo, apareceu no placar. 1x0 triste para nós. Segunda derrota. Seguida.

 

[Mahlsdorf] A partida contra o Mahlsdorf caiu no sábado e eu não fui. Explico melhor abaixo.

[Turkyiemspor Berlin] Terminando este período pegamos os turcos lá no Kreuzberg. A moral já estava baixa e sofremos uma pressão muito grande na entrada do jogo. Primeiro fomos proibidos de passar pela rua que dá acesso ao estádio. Após muita conversa, chegamos em cima da hora. A todo momento havia um tipo de xingamento. Foi muito tenso. A derrota parecia normal desde o início do jogo e eles até demoraram a marcar.

 

Partidas:

Spoiler

Calendario.png

 

Shabat

O Shabat é sempre um dia especial para mim – foi o dia em que conheci meus pais - contudo semana passada vive uma experiência diferente. Foi a primeira vez que meu acordo com Herr Thomas se tornou conhecido aos torcedores do Makkabi.

Na conversa prévia a assinatura do contrato, deixei bem claro que não comandaria a equipe em jogos no Shabat. Para isso, deixaria tudo bem acertado com os jogadores, deixando o capitão orientado de como agir (isso foi antes de contratar meu auxiliar). Não compareceria ao estádio neste dia, mas poderia acompanhar a equipe em atividades extracurriculares, que deixei acertadas no calendário de treinos.

Thomas até tentou contornar a situação, trazendo uma visão mais liberal, de que o futebol não se enquadra nos 39 trabalhos proibidos, mas eu rejeitei sua posição. Posso não ser um rabino, porém existem princípios que gosto de expressar, sendo o Shabat um dos mais caros.

“Minha posição não é diferente de um gestor de empresas. Se fosse jogar no lugar dos meninos até pensaria melhor, mas como técnico não treino, não comando, não venho.” Argumentei.

O que me facilitou a vida na Berlin Liga, foi que dos 34 jogos a serem disputados, apenas um seria no sábado. Os demais, todos jogados aos domingos.

Essa única situação aconteceu frente ao Mahlsdorf, em casa. E o Yannick soube se virar bem, pelo que me contaram depois. Se alguém soubesse meu critério para contratação dele poderia me xingar de racista, porque o ponto fundamental era que não fosse judeu. É cada ironia nessa vida.

O jogo em si foi bem sofrido e não perdemos por sorte. Sorte que não parece nos acompanhar nos últimos jogos.

 

Das Team

Só agora que eu parei para ler as regras para inscrição de jogadores na Berlin Liga - sim, muito amador. O que significa dizer que alguns jogadores da base devem subir nos próximos dias. Apenas pela idade, porque qualidade zero.

 

Regras-de-Convocacao.png

 

Transfermarkt

Como Herr Thomas já havia avisado, Odong Obem seria vendido na primeira oportunidade. E nem havia porque contestar, afinal seu salário tomava todo o orçamento e eu não podia inscrevê-lo por ser estrangeiro. Como o nigeriano já jogara na Polônia, as propostas chegaram de lá e apenas fui informado da viagem dele.

 

venda-Ondong.png

 

Por outro lado, com a redução do meu salário pode trazer algumas pessoas para trabalhar no clube. Praticamente de graça, é claro, mas o clube fica parecendo mais sério agora.


Equipe-Tecnica.png

Equipe-Tecnica-02.png

 

Moritz parece ser um cara bastante trabalhador. E tem um bom currículo, então fiquei bem empolgado e deixei ele responsável pela base.

Kevin Birkmann é um ex-jogador de futebol que teve seu auge em 2001, pelo SpVgg Ansbach da Baviera. O Conselho que sugeriu, argumentando uma suposta qualidade, mas pelo que eu vi é primo de alguém. Pedi a ele para fazer um relatório da equipe. Ele fez essa bizarrice aí, que não serve para nada.

 

Equipe-01.png

 

Finanças

Acabei vendo uns papéis na mesa de Herr Thomas que me deixaram preocupados. Achei que a venda de Odong nos deixaria nada no dinheiro, mas a situação não parece ser essa. O pior é que não posso questioná-lo sem deixar transparecer minha intromissão.

 

Financas.png

 

Classificação

A segunda melhor defesa, o terceiro pior ataque e segundo em posse de bola. Num campeonato de muitos gols, nossos jogos têm sido uma exceção à regra.

Lembro que na faculdade assisti um TED em que o cara falava sobre motivação e dinheiro. As coisas, para ele, não estão relacionadas. E eu pude constatar isso agora, quebrando o argumento que fiz a Herr Thomas. O desempenho caiu muito.

Por outro lado, preciso considerar que a pressão de ser um jogador profissional talvez tenha atrapalhado os meninos. Quando era brincadeira davam o sangue, agora sentem a necessidade de fazer o melhor para cumprir uma obrigação. Um tiro no pé?

É lógico que cheguei com olhos lá no topo, mas a realidade é bem diferente. Os primeiros jogos podem ser frutos do chamado “fato novo”, o pessoal empolgado com minha estreia como treinador. Quando os adversários apertaram, fomos relegados ao chão.

O 10º lugar é muito bom e temos condições de fazer uma boa temporada. Mas após o excelente começo, chega a dar um desânimo.

 

classificacao.png

 

Proximos-jogos.png

Próximos jogos na Berlin Liga

 

Alemanha x Holanda

Phillip me ligou animado semana passada: “Tenho dois ingressos pro jogo de amanhã. Vamos?” Até pensei em falar sobre treino e tudo mais, mas deixei sob o comando de Yannick que ficou todo animado. Ele queria ir de avião, mas preferi pegar um trem mesmo. A viagem seria mais demorada, porém sem tanta enrolação e risco de atraso.

Ele saiu feliz do jogo, eu nem um pouco. Pra ajudar a Holanda foi rebaixada.

Alemanha-vs-Holanda.png

 

Um abraço ou hintern, como me ensinaram aqui.

 

Pedro.

 

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Tsuru

Muito bom o texto, estou gostando bastante. A mescla de ficcção e FM está boa e legal também a sacada do shabat.

O time começou bem, mas parece que o fator surpresa acabou rápido e aí ficou mais ou menos onde se esperava. Só não entendi o lance de antes de contrato e depois do contrato...antes de oferecer contrato os caras podiam jogar, e com contrato eles não podem? Se for isso mesmo é uma regra bem esquisita.

Boa sorte na continuação!

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Neynaocai
2 horas atrás, Tsuru disse:

Muito bom o texto, estou gostando bastante. A mescla de ficcção e FM está boa e legal também a sacada do shabat.

O time começou bem, mas parece que o fator surpresa acabou rápido e aí ficou mais ou menos onde se esperava. Só não entendi o lance de antes de contrato e depois do contrato...antes de oferecer contrato os caras podiam jogar, e com contrato eles não podem? Se for isso mesmo é uma regra bem esquisita.

Boa sorte na continuação!

Valeu!

Foi o que eu falei ali, os caras fazem vistas grossas😁

Eu imagino que tenha a ver com o fato de serem jogadores cinzas. Acabou ficando apenas dez com idade suficiente.

Se ver na imagem da equipe, tem um zagueiro que é cinza, tem 15 anos e vai pro jogo normalmente. 

Vivendo e aprendendo. Acaba condizendo com a inexperiência do Pedro. 

Abraço.

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LC

Não leu as regras cara pálida? Sei não. Essa molecada entrou de salto alto nos jogos depois que assinaram o contrato. É bom ficar de olho.

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Neynaocai
15 horas atrás, LC disse:

Não leu as regras cara pálida? Sei não. Essa molecada entrou de salto alto nos jogos depois que assinaram o contrato. É bom ficar de olho.

Foi o desespero em que o seu Pedro caiu, nem sabia que ia assumir o time. Mas, vacilo do presidente também, ele que sempre mexeu com isso hahaha

Acho que é a pressão, mas vou ficar em cima.

Valeu!

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Gabriel Kanaan

Muito bom teu texto!

Um 10º lugar acredito que esteja de bom tamanho para a primeira temporada, mas tem que te cuidar nessa posição aí. Há pouca diferença de pontos para os times do pelotão de baixo.

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Neynaocai
18 horas atrás, Gabriel Kanaan disse:

Muito bom teu texto!

Um 10º lugar acredito que esteja de bom tamanho para a primeira temporada, mas tem que te cuidar nessa posição aí. Há pouca diferença de pontos para os times do pelotão de baixo.

Valeu.

Sim, estou prestando atenção. Duro é não saber o que fazer. Estamos virados num Botafogo 2019...

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      Não prometo gráficos “topo de gama”, mas sim um tópico organizado e com as informações mais importantes do que for acontecendo durante as temporadas, não só no clube que estiver a treinar, mas também nas competições e prémios que eu considerar relevantes.
      O Save
      O Leste Europeu é sem dúvida um dos lugares mais interessantes para treinar, pelo menos no meu ponto de vista, e apesar de já ter realizado algumas carreiras começando em ligas desta região da Europa, fica sempre a sensação que há mais para desbravar, e muitos países e equipas diferentes para descobrir e conhecer.
      Depois de ter lido alguns artigos sobre o Ajax de Rinus Michels e Cruijff, fiquei fascinado com a história, não só dos acima citados, mas também de Ștefan Kovács, treinador sucessor de Michels e que levou o Ajax a duas Taças dos Campeões Europeus consecutivas. Sendo bem mais desconhecido que os dois holandeses, o romeno foi responsável por continuar e expandir a filosofia do “futebol total”, e isso levou-me então a desejar fazer algo que pudesse aliar o meu gosto pessoal com uma pequena homenagem àquele que é considerado por muitos o melhor treinador romeno de todos os tempos e muito pouco conhecido pelos adeptos de futebol em geral.
      Para finalizar, apenas referir que o nome do save deve-se aos Cárpatos, maior conjunto montanhoso da Europa Oriental, e que percorre uma grande parte da Roménia, sendo um “cartão de visita” do país.
      Biografia de Ștefan Kovács
      Ștefan Kovács (Timișoara, 2 de outubro de 1920 — Cluj-Napoca, 12 de maio de 1995) foi um jogador e treinador de futebol romeno, considerado um dos mais bem sucedidos treinadores na história do futebol europeu.

      Nascido em Timișoara, na Roménia, Kovács foi um meio-campista que apesar de possuir técnica apurada e intuição tática nunca foi escolhido para jogar na seleção romena, ao contrário do seu irmão mais velho Nicolae Kovács, que foi um dos cinco jogadores que participaram nos três Mundiais anteriores à Segunda Guerra Mundial.
      Kovács teve seus primeiros grandes sucessos como treinador no comando do Steaua Bucureşti, onde venceu por uma vez o campeonato (1967-68) e três vezes a Taça da Roménia (1968–69, 1969–70, 1970–71).
      Depois disso, ele substituiu Rinus Michels como treinador do Ajax em 1971, continuando e expandindo a filosofia do "futebol total". Com o Ajax, Kovács venceu duas Taças dos Campeões Europeus consecutivas (1971–72, 1972–73). Ainda em 1972, ele também ganhou a Taça Intercontinental e no ano seguinte a primeira edição da Supertaça Europeia. Além disso, ele liderou o Ajax para a vitória dos campeonato holandeses em 1972 e 1973 e Taça da Holanda dos mesmos anos.
      Apesar de ter comandado o Ajax em apenas duas temporadas, o romeno tornou a equipa holandesa na melhor da sua geração, sendo a caminhada para a sua terceira final europeia quase processional. Tímido e sem vontade de atrair atenção, ao contrário de Michels, Kovács tornou-se uma estrela na Holanda. Quando Nicolae Ceausescu visitou a Holanda em 1973, a rainha holandesa Beatriz perguntou ao ditador romeno num banquete: “O que podemos dar-lhe para você levar de volta à Roménia? Deve aceitar algo em troca de nos enviar Kovács.”

      Um homem inteligente, Kovács decidiu sensatamente sair quando a equipa estava no auge. Foi uma decisão sábia. Johan Cruijff, o melhor jogador da equipa e força de galvanização, partiu para o Barcelona para se juntar a Michels pouco tempo depois, e o grande Ajax rapidamente se desintegrou.
      Depois de deixar a equipa holandesa em 1973, foi convidado pela federação francesa de futebol para assumir a seleção principal. Jornalistas do France Football perguntaram-lhe quanto tempo demoraria para fazer da seleção francesa uma das melhores do mundo, Kovács respondeu: “Com boas estruturas, em oito a dez anos, poderemos ter uma boa seleção nacional.” Michel Hidalgo, seu adjunto e sucessor, aproveitaria o trabalho já realizado e lideraria a geração de Platini, Giresse e Tigana ao título do Campeonato Europeu de Futebol de 1984. Actualmente Ștefan Kovács continua a ser o único treinador estrangeiro que alguma vez treinou a seleção francesa de futebol.
      Infelizmente a carreira de treinador de Kovács terminou em ignomínia: no seu retorno à seleção da Roménia, onde já estivera como assistente, foi acusado de perder de propósito para a Hungria, falhando assim a qualificação para o Mundial de 1982. Após a saída da seleção romena, ainda realizou três temporadas como treinador do Panathinaikos da Grécia (1981-1983), e uma breve passagem sem glória pelo Mónaco, onde foi despedido após um punhado de partidas, e substituído por Arséne Wenger.
      Faleceu a 12 de maio de 1995, doze dias antes do Ajax ganhar a sua quarta Liga dos Campeões.
      Troféus e dados de carreira de Ștefan Kovács
      1953-1960 : Universitatea Cluj 1960-1962: CFR Cluj 1962-1967: Roménia (Assistente) 1967-1971: Steaua de Bucareste - 1 campeonato da Roménia e 3 Taças da Roménia 1971-1973: Ajax - 2 Campeonatos da Holanda, 1 Taça da Holanda, 2 Taças dos Campeões Europeus, 1 Supertaça Europeia e 1 Taça Intercontinental 1973-1975: França 1976-1980: Roménia (Treinador Principal) 1981-1983: Panathinaikos - 1 Taça da Grécia 1986-1987: Mónaco Dados, ligas e treinador
      Como é perceptível, irei fazer um save carreira, no estilo JET, utilizando uma base de dados que activa a terceira divisão da Roménia. Coloquei como jogáveis 13 ligas de modo a dar o máximo de oportunidades ao treinador, e de aumentar a dificuldade do save.
      Utilizarei a personagem Andrei Kovács, pois apesar de não ser um save de ficção, quero homenagear Ștefan Kovács, e quem sabe, superá-lo como melhor treinador romeno de todos os tempos. Não procurarei seguir o mesmo trajeto em termos de clubes, mas se surgir uma proposta, quem sabe?
      Objectivos do Save
      Superar o número de títulos de Ștefan Kovács na Roménia (3 taças da Roménia e 1 campeonato); Vencer duas Ligas dos Campeões; Treinar a seleção da Roménia;
    • DiogoHernandes
      By DiogoHernandes
      A REENCARNAÇÃO DO HERÓI
      Olá, aqui estou de volta, já faz algum tempo que estava planejando este save mas nos últimos meses não tinha motivação para jogar FM novamente, isso tudo voltou quando estava com um PC velho e resolvi baixar o FM13 para passar um tempo, foi baixar o game e vontade de jogar veio com tudo pra cima de mim. Isso já faz um tempo, fui me segurando para não começar o save sem um formato estabelecido e conversando com um pessoal daqui da área e especialmente o @Tsuru fui estabelecendo as diretrizes do save.
      O save será totalmente dentro da Dinamarca, embora eu tenha carregado mais algumas ligas elas estão como "ver apenas", e terá como objetivo principal treinar a Seleção Dinamarquesa e superar a melhor campanha da seleção em Copas do Mundo, mas para isso preciso percorrer um longo caminho, meu treinador começará sua jornada com 20 anos e sem qualificações anteriores e com um passado somente no futebol amador. O nome dele será Holger Dasnke, o mesmo nome do herói que segundo a lenda quando a Dinamarca passar por um perigo iminente ele levantará do seu trono libertará a nação.

       
      DIRETRIZES DO SAVE
      Não sair dos clubes pedindo demissão ou se candidatando a outros clubes, só sair em fim de contrato ou sendo demitido. Não assumir clubes de divisões superiores ao meu antigo clube. Na primeira divisão até ganhar um título nacional, só assumir clubes que acabaram de subir ou da segunda divisão. Não assumir a seleção principal da Dinamarca sem antes ganhar um título nacional de primeira divisão. Não usar a barra de pesquisas para contratação de jogadores/staff, usar somente a base de dados fornecidas pelos olheiros do clube e pelos agentes.  
      OBJETIVOS DO SAVE
      Ganhar o Campeonato Dinamarquês Ganhar a Eurocopa Ganhar as Olimpíadas Chegar em uma Semi-Final de Copa do Mundo  
      ÍNDICE
      Temporada 1
      O primeiro emprego
      Os heróis improváveis
      Uma contratação mágica: Ibra chega ao Kolding!

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