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Henrique M.

Uma ode à Zemanlândia - O primeiro passo de Nedbálek [30/11]

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Henrique M.

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Minha última postagem, descontando os anúncios de final dos meus dois saves, sobre FM ocorreu no dia 14 de setembro. Nesse dia, lancei um guia sobre as diferenças entre o modo ver apenas e as ligas jogáveis. A minha última atualização de história ocorreu no dia 11 de setembro. Ou seja, quase dois meses. É hora de aproveitar o tempo que vai surgir e quebrar esse hiato com o anúncio da minha nova história: Uma Ode à Zemanlândia.

Assim como no Football Manager 2019 decidi fazer algo que havia tempo que não fazia. Como ideia, a última vez que fiz um save carreira foi no FM 2015, entretanto, o save carreira virou um save de clube com o Alessandria. Em 2016, fiz um save com o Concarneau, em 2017, fiz um save com o Shamrock Rovers, em 2018, fiz um save com o Werder Bremen, em 2019, fiz um save com a Caldense. Portanto, em 2020, farei um save carreira. E não é apenas um save carreira, já que gosto de utilizar esse estilo de jogo para homenagear algum treinador e seu estilo.

No Football Manager 2015, a ideia era homenagear Giovanni Trapattoni, um dos grandes técnicos do século XX. Trapattoni era um técnico da tradicional escola italiana, portanto, seu foco era a solidez defensiva e a eficiência ofensiva. E como anda cada vez mais difícil emplacar um time defensivo e vencedor no Football Manager, ele seria um desafio condizente. Entretanto, optei por algo mais belo e interessante: a Zemanlândia. Quem conhece o futebol italiano, já ouvi falar ou viu os times de Zdenek Zeman jogando. O treinador tcheco é adepto da filosofia de "marcar mais gols que seu adversário, custe o que custar".

O Football Manager 2020 está disponível na sua versão beta, e vou aproveitar o tempo que existe entre esse anúncio e a chegada da versão final para me debruçar um pouco sobre quem é Zdenek Zeman e seu estilo de jogo. Portanto, nas próximas semanas, vocês poderão entender melhor as razões que me levaram a escolher o inveterado fumante de 72 anos.

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Zdenek Zeman e sua carreira 

Zeman nasceu em Praga, no dia 12 de maio de 1947. Filho de um médico e uma dona de casa, teve como sua principal influência seu tio materno, Čestmír Vycpálek, que era treinador e transmitiu o amor pelo esporte ao também futuro treinador. Vycpálek conquistou dois títulos italianos com a Juventus enquanto treinador, mais do que tudo que Zeman conseguiu. Entretanto, Zeman se instalou como um ícone cult para os amantes do futebol italiano, enquanto Vycpálek acabou relegado aos rodapés da história juventina.

Futebolisticamente falando, Zeman não teve carreira como futebol, já que dada a invasão da Checoslováquia pela União Soviética, aproveitou a família que estava na Itália para fugir da guerra. Na Itália, se tornou cidadão do país e formou-se como educador físico em Palermo. Sua carreira começou em 1969, no Cinisi, equipe amadora da região da Sicília. Antes disso, já havia sido treinador de vôlei.

Até 1974 ficou no futebol amador, quando por intervenção de seu tio, já duas vezes campeão italiano, conseguiu uma vaga como treinador nas categorias de base do Palermo. Entre o Cinisi e o Palermo, também comandou os amadores Bacigalupo, Carini, Misilmeri e Esakalsa. Deve sua primeira chance como treinador profissional negada em março de 1981, quando o treinador do Palermo, Fernando Veneranda foi demitido. Zeman fez todo o preparo da equipe na vitória por 3 x 1 sobre o Milan. O boêmio, um de seus apelidos por conta da região de onde veio, não pode estar no banco por estar cumprindo punição por ter exagerado nas reclamações em uma partida da equipe primavera do Palermo.

Ficou mais dois anos no clube rosanero, antes de seguir para o Licata, que estava na Serie C2, o equivalente ao quarto escalão do futebol italiano. Entre 1983 e 1986, foi responsável por levar o Licata de volta para a Serie C1, na sua segunda temporada como treinador. Na temporada seguinte, manteve o clube na terceira divisão e recebeu o primeiro convite para assumir o Foggia, clube onde marcaria história e daria nascimento a Zemanlândia.

Sua primeira participação no Foggia não foi muito boa, sendo demitido antes do final da sua primeira temporada por lá. Mas serviu para o treinador dar o salto para a Serie B, onde comandou o Parma na temporada seguinte. Colecionou sua segunda demissão consecutiva, mas seu nome já estava se consolidando no mercado. Ganhou a oportunidade de dirigir o Messina na temporada 88/89, onde terminou a temporada em 8º, com o melhor ataque e lançando a carreira de Toto Schillaci.

Em 1989, faz o retorno ao Foggia, no que ficaria conhecido como o "Foggia dei miracoli", na temporada seguinte. Depois de ter subido em 89/90, o Foggia foi campeão na temporada seguinte, com o melhor ataque da competição. Nas próximas três temporadas, se manteve na Serie A e ainda teve o segundo melhor ataque da competição em um dos anos. O trabalho excepcional no pequeno Foggia foi o suficiente para chamar a atenção da Lazio, que levou o treinador para comandar o time da capital na temporada 94/95. Em seu tempo de Foggia, lançou Francesco Baiano, Giuseppe Signori, Roberto Rambaudi, Luigi Di Biagio, Francesco Mancini, Igor Kolyvanon e Igor Salimov. 

A sua temporada de estreia em uma grande equipe italiana foi dentro da imagem que o treinador já havia construído nos seus tempos de Foggia e por aquilo que ficaria marcado para sempre. Na estreia com os laziale, o treinador terminou a temporada em segundo lugar e melhor ataque da competição, tendo lutado pelo scudetto em boa parte da temporada e com goleadas e vitórias marcantes como o 8 x 2 contra a Fiorentina e 7 x 1 contra o Foggia. Além disso, goleou os dois times de Milão e aplicou um 3 x 0 na Juventus. Além disso, foi semifinalista da Copa UEFA e da Coppa Italia.

Na temporada seguinte, manteve o melhor ataque da competição, mas terminou em terceiro. A terceira temporada foi o fim da carreira do treinador na Lazio, tendo sido demitido após um péssimo primeiro turno e algumas derrotas que marcaram bem o estilo do treinador nos anos seguintes. Na Lazio, Zeman revelou Pavel Nedved, Alessandro Nesta e Marco Di Vaio.

No ano seguinte, Zeman começou a temporada ainda na capital romana, mas dessa vez, na Roma. Foram duas temporadas de futebol ofensivo e emocionante, onde ficou em 4º na primeira temporada e 5º na temporada seguinte. Como ele não conseguiu a vaga na Champions League, não teve seu contrato renovado. De lá, foi para o Fenerbahce, da Turquia, onde durou apenas três meses, quando pediu demissão.. Marco Delvecchio e Francesco Totti (que virou capitão com o treinador) atingiram um nível notável com Zeman na passagem do tcheco pelos giallorossi.

Depois do falhanço em Istambul, Zeman assumiu o recém-promovido Napoli e no clube napolitano só durou oito rodadas, sendo demitido depois de três empates e cinco derrotas. Depois de dez temporadas treinando equipes do primeiro escalão, Zeman retornou para a Serie B na temporada 01/02, onde assumiu a Salernitana. Ficou em sexto naquele ano e teve o melhor ataque, na temporada seguinte, foi demitido. Depois disso, assumiu o Avellino e teve seu primeiro grande revés na carreira, quando conduziu o time ao rebaixamento, com um aproveitamento de vitórias de 16,33%. Durante esse período, revelou Antonio Nocerino, Vitaly Kutuzov e Matteo Contini.

Entretanto, enquanto o rebaixamento foi triste para o time biancoverdi, Zeman ganhou nova oportunidade na Serie A, assumindo o Lecce. O time havia conquistado a promoção na temporada passada e nas mãos de Zeman, conseguiu se salvar do retorno à Serie B. O treinador lançou Mirko Vucinic, Valery Bozinov e resgatou o futebol de Marco Casseti, que foi o primeiro jogador da história do Lecce a ser convocado. Teve o segundo melhor ataque da competição, mas também a pior defesa, obtendo o glorioso recorde de ser a primeira vez que a pior defesa não foi rebaixada na Serie A.

No ano seguinte, começou sem emprego, mas assumiu o Brescia para a reta final da Serie B com promessas grandes de playoff e promoção, acabou com duas vitórias, dois empates e sete derrotas, deixando o time em 10º. Voltou ao Lecce, que sem o tcheco havia retornado para a Serie B. Entretanto, a magia não voltou a se repetir e o treinador foi demitido antes da temporada acabar. Pablo Osvaldo e Giuseppe Vives foram os atletas revelados nessa nova passagem pelo Lecce.

Depois de passar um ano sabático na temporada 07/08, o treinador tcheco assumiu o Estrela Vermelha, da Sérvia. E não durou muito, rescindido amigavelmente depois depois de cinco jogos e uma não classificação para a fase de grupos da Copa UEFA. Passou mais um ano parado, até retornar pela terceira vez para o Foggia, que estava na Serie C italiana. Não obteve sucesso, terminando em 6º com o melhor ataque e a pior defesa da competição, falhando em ir para os playoffs de promoção. Nessa passagem, teve jogadores como Lorenzo Insigne e Marco Sau e lançou Vasco Regini e Moussa Koné.

Na temporada 11/12, assumiu o Pescara e mostrou que talvez o velho Zeman estivesse encontrando seu lugar num futebol que havia mudado. Foi campeão da Serie B e levou o Pescara de volta à elite depois de 19 anos. Lançou Ciro Immobile, Lorenzo Insigne (novamente seu jogador) e Marco Verrati. Essa campanha o credenciou aos grandes clubes italianos novamente, com a Roma estendendo um convite para um retorno.

De relevante em sua passagem pelo time romano, apenas o fato de ter lançado Florenzi e Marquinhos para o futebol profissional e ter vencido a Inter, em Milão. O treinador foi demitido na 26ª rodada, com a Roma acumulando diversas romadas, algo tradicional para o clube, mas agravado pelo estilo do seu treinador. 

Teve mais um ano sabático e assumiu o Cagliari para a temporada 14/15. Sua passagem foi um turbilhão de emoções, com o treinador sendo demitido, recontratado e pedindo demissão ao longo da mesma temporada. Depois disso, foi para a Suíça, onde assumiu o Lugano. Ele evitou o rebaixamento da equipe recém-promovida e foi finalista da Copa da Suíça. Por divergências com a diretoria, optou não renovar seu contrato.

Ao final da temporada 16/17, retornou ao Pescara, que estava novamente na Serie A. Dessa vez, o objetivo era tentar salvar o clube da queda, objetivo que não foi alcançado. Na temporada seguinte, foi demitido apos 28 rodada da Serie B. Desde então, o treinador está desempregado.

Taticamente, o treinador ficou marcado pelo 4-3-3 de intensa movimentação e com uma linha defensiva extremamente alta, que tenta encaixar o máximo de pessoas possíveis no terço ofensivo. Debateremos suas táticas mais a fundo posteriormente. Além disso, é um treinador conhecido pelo seu nível de exigência e treinamentos de alto desgaste para seus atletas. O futebol ofensivo é a marca registrada do treinador, enquanto a imagem do tcheco fumando na beira do gramado é aquela que solidificou no imaginário futebolístico italiano.

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Treinador

Jindřich Nedbálek, um jovem de 28 anos, nascido em Teplice, sonha em ser treinador. Ele acabou de retirar a primeira licença de treinador, enquanto nunca chegou a atuar profissionalmente. Com experiência nas divisões inferiores do futebol tcheco, espera surgir uma oportunidade na segunda divisão nacional para atingir voos mais altos. Nedbálek é um fã confesso de Zdenek Zeman e quer reviver a Zemanlândia.

Filosofia do save

Como esperado, é uma homenagem ao estilo de futebol praticado pelo treinador, já que títulos são poucos. Dessa forma, vamos tentar recriar um sucessor espiritual da Zemanlândia, mas que alie o futebol ofensivo com títulos.

  • Ser um treinador que tem o futebol ofensivo como base, montando táticas onde a mentalidade mínima é Positiva.

Objetivos do save

  • Ser campeão tcheco com uma equipe que nunca conquistou a competição;
  • Assumir o comando do Teplice, seu time do coração;
  • Assumir um time italiano que não esteja na Serie A;
  • Ser campeão italiano com o melhor ataque;
  • Ser o maior treinador tcheco da história (ranking do FM servirá como critério);
  • Ultrapassar a marca de 1000 jogos como treinador (Zeman também tem essa marca);
  • Conquistar a Champions League com o melhor ataque da competição;

Histórico

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LC

Excelente ideia e como sempre estarei acompanhando.

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PedroJr14

Boa sorte, parceiro. Estarei acompanhando!

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paulo too

boa sorte e que venha o futebol ofensivo e bonito que e sempre bom de se ver jogar,  pretende assumir a seleção algum dia ??

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Neynaocai

A mentalidade mínima deveria ser: sobrecarregar.

Vai ser muito divertido, minha expectativa és.

Mas, na verdade eu achei que seria um save em Minas, em homenagem ao Zema. O que não sei se faria algum sentido.

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Darthz

Boa sorte Henrique! Ganhar marcando mais que o adversário nem é uma política muito usada hoje em dia, em que a maioria dos treinadores se preocupa em defender melhor que atacar, por isso promete ser um save bem interessante.

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gianfelippe

Boa sorte no save, muito interessante a tua ideia, vou acompanhar aqui...

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marciof89

Eu acho esse cara muito foda, vou acompanhar com certeza.

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Vannces

A homenagem é muito interessante e a escolha para que ela seja feita é bem ousada no que diz respeito a táticas e instruções. Acompanharei com certeza e gostaria de fazer um pedido (dentro do possível, é claro, sua disponibilidade para atender a esse pedido) que é de passar o máximo de detalhes, pelo menos no início, sobre as diferenças que você sentirá do FM 20 para o 19. Com o não comprei ainda, fico curioso quanto às mudanças visíveis e perceptíveis em relação ao jogo. Boa diversão.

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LuizH

Chamou minha atenção a grande quantidade de jogadores conhecidos que passaram pelos trabalhos de Zeman nos clubes de menor expressão que ele acabou treinando.

Neste sentido, a proposta de história buscará valorizar essa parte do trabalho do tcheco ou ficará mais vinculado à reprodução dos ideais táticos?

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Rudsonnunes

      Fala Henrique bom salve,  torce para que a diretoria do clube tenha a mesma filosofia que a sua, nesse FM20 pode aparecer que a diretoria queira que o time jogue no contra ataque, ataque, defensiva etc..  Nos salves que abrir ate agora no FM20 a diretoria não me deixou livre,  coloca como filosofia a pressão e estilo de jogo. 

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jeanslay
Em 06/11/2019 em 08:50, Neynaocai disse:

A mentalidade mínima deveria ser: sobrecarregar.

Vai ser muito divertido, minha expectativa és.

Mas, na verdade eu achei que seria um save em Minas, em homenagem ao Zema. O que não sei se faria algum sentido.

Te juro que quando vi achei que era algo sobre mesmo. Uma postagem de politica kkkkkkkk. 

Vou me tratar.

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jeanslay

Descobri a historia lendo no lendario site Calciopedia e me apaixonei. É uma proposta ousada, e, com certeza, muito divertida. Boa sorte!

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Henrique M.
On 11/5/2019 at 11:08 PM, LC said:

Excelente ideia e como sempre estarei acompanhando.

Obrigado, LC.

On 11/6/2019 at 12:55 AM, PedroJr14 said:

Boa sorte, parceiro. Estarei acompanhando!

Valeu, Pedro.

On 11/6/2019 at 5:19 AM, paulo too said:

boa sorte e que venha o futebol ofensivo e bonito que e sempre bom de se ver jogar,  pretende assumir a seleção algum dia ??

Não é uma prioridade, mas não descarto.

On 11/6/2019 at 11:50 AM, Neynaocai said:

A mentalidade mínima deveria ser: sobrecarregar.

Vai ser muito divertido, minha expectativa és.

Mas, na verdade eu achei que seria um save em Minas, em homenagem ao Zema. O que não sei se faria algum sentido.

Faz zero sentido, até porque, o Zema merece zero homenagem.

On 11/6/2019 at 5:14 PM, Darthz said:

Boa sorte Henrique! Ganhar marcando mais que o adversário nem é uma política muito usada hoje em dia, em que a maioria dos treinadores se preocupa em defender melhor que atacar, por isso promete ser um save bem interessante.

É mais fácil montar um time para defender do que para atacar, por isso, a maioria dos treinadores se preocupa em montar uma defesa sólida. Dá menos trabalho.

On 11/6/2019 at 8:03 PM, gianfelippe said:

Boa sorte no save, muito interessante a tua ideia, vou acompanhar aqui...

Valeu, gian.

On 11/7/2019 at 3:08 AM, marciof89 said:

Eu acho esse cara muito foda, vou acompanhar com certeza.

Valeu, Marcio.

On 11/7/2019 at 2:21 PM, Vannces said:

A homenagem é muito interessante e a escolha para que ela seja feita é bem ousada no que diz respeito a táticas e instruções. Acompanharei com certeza e gostaria de fazer um pedido (dentro do possível, é claro, sua disponibilidade para atender a esse pedido) que é de passar o máximo de detalhes, pelo menos no início, sobre as diferenças que você sentirá do FM 20 para o 19. Com o não comprei ainda, fico curioso quanto às mudanças visíveis e perceptíveis em relação ao jogo. Boa diversão.

Já posso passar o que sinto do atual FM, ele é uma versão bem similar ao FM19, com mais detalhes em algumas telas e mudanças de outras, além de dois novos staffs. Nada de impactante, nada que chame a atenção.

On 11/7/2019 at 10:32 PM, LuizH said:

Chamou minha atenção a grande quantidade de jogadores conhecidos que passaram pelos trabalhos de Zeman nos clubes de menor expressão que ele acabou treinando.

Neste sentido, a proposta de história buscará valorizar essa parte do trabalho do tcheco ou ficará mais vinculado à reprodução dos ideais táticos?

Ele realmente revelou bons atletas, principalmente na década de 90. Muitos nomes que se firmaram na Itália, passaram por ele.

Já é uma filosofia natural minha, portanto, não acho que faria diferença me obrigar a usá-la.

On 11/9/2019 at 1:29 PM, Rudsonnunes said:

      Fala Henrique bom salve,  torce para que a diretoria do clube tenha a mesma filosofia que a sua, nesse FM20 pode aparecer que a diretoria queira que o time jogue no contra ataque, ataque, defensiva etc..  Nos salves que abrir ate agora no FM20 a diretoria não me deixou livre,  coloca como filosofia a pressão e estilo de jogo. 

Se a diretoria não concordar com minhas filosofias, é só não assumir o clube.  Valeu, Rudson.

On 11/10/2019 at 4:32 PM, jeanslay said:

Te juro que quando vi achei que era algo sobre mesmo. Uma postagem de politica kkkkkkkk. 

Vou me tratar.

Leva o ney junto.

On 11/10/2019 at 4:34 PM, jeanslay said:

Descobri a historia lendo no lendario site Calciopedia e me apaixonei. É uma proposta ousada, e, com certeza, muito divertida. Boa sorte!

Valeu, jean.

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ggpofm

Que bom que você decidiu levar adiante. Você já havia falado dela naquele texto que você traduziu para a área de "Saves e Desafios" e agora resolveu implementá-la. Apesar de já ter ouvido críticas severas de jogadores ao trabalho dele, vai ser divertidíssimo acompanhar com um save com a filosofia proposta. Vai balançar as coisas por aqui. Sucesso!

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Tsuru

O save promete ser muito legal, futebol ofensivo é sempre interessante de ver. E será legal ver também a busca por títulos, algo que o estilo do Zeman acabou não conseguindo trazer. Ao menos não com o técnico original. Fora que envolve duas ligas que gosto bastante, República Tcheca e Itália. Estarei acompanhando com certeza.

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Henrique M.
11 hours ago, ggpofm said:

Que bom que você decidiu levar adiante. Você já havia falado dela naquele texto que você traduziu para a área de "Saves e Desafios" e agora resolveu implementá-la. Apesar de já ter ouvido críticas severas de jogadores ao trabalho dele, vai ser divertidíssimo acompanhar com um save com a filosofia proposta. Vai balançar as coisas por aqui. Sucesso!

Aquele texto não era meu, acredito que era do @Banton. Eu só comentei que era uma ideia que me agradava, já que estava na lista de saves que quero fazer desde o 2016.

Ele era muito exigente, puxado, talvez tenha nascido alguns anos antes. Tal qual o Bielsa.

Obrigado, Gilson.

4 hours ago, Tsuru said:

O save promete ser muito legal, futebol ofensivo é sempre interessante de ver. E será legal ver também a busca por títulos, algo que o estilo do Zeman acabou não conseguindo trazer. Ao menos não com o técnico original. Fora que envolve duas ligas que gosto bastante, República Tcheca e Itália. Estarei acompanhando com certeza.

Eu acho que é um caminho natural que todos adotamos no FM, e meu medo é que isso tire o desafio depois que quebrar certas barreiras, mas com certeza, trará resultados interessantes ao longo dos anos, já que partidas com placares elásticos eram lugar comum nos times treinador por ele, seja a favor ou contra. Também gosto da Itália, mas achei que seria sem graça começar direto lá.

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Gabriel Kanaan

Tá aí algo que não se vê todo dia: uma carreira construída na Itália marcada pelo futebol ofensivo.

Muito legal e diferente a proposta, boa sorte!

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Henrique M.
7 hours ago, Gabriel Kanaan said:

Tá aí algo que não se vê todo dia: uma carreira construída na Itália marcada pelo futebol ofensivo.

Muito legal e diferente a proposta, boa sorte!

A Itália é um objetivo a se alcançar, mas para isso, primeiro terei que provar o estilo na República Tcheca.

Obrigado.

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Gabriel Kanaan
7 minutos atrás, Henrique M. disse:

A Itália é um objetivo a se alcançar, mas para isso, primeiro terei que provar o estilo na República Tcheca.

 

Sim! Mas me referia à história do treinador, que eu desconhecia.

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Henrique M.
2 minutes ago, Gabriel Kanaan said:

Sim! Mas me referia à história do treinador, que eu desconhecia.

Ah sim, isso é verdade. Não é à toa que escolhi ele.

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Henrique M.

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O nascimento da Zemanlândia

CA-U-TE-LA. Por anos, foi assim que os clubes italianos reagiram as suas promoções para a elite da velha bota. Os grandes clubes, aqueles com dinheiro e poder, eram simplesmente muito fortes para eles, então, naturalmente, eles faziam o seu melhor para limitar os danos.

Isto piorou quando jogadores estrangeiros voltaram a ser permitidos pela federação italiana. Aqueles mesmos grandes clubes (e até os não tão grandes) podiam atrair alguns dos melhores talentos mundiais, aumentando ainda mais a distância entre as equipes. Com a ausência de recursos similares, os pequenos times provincianos que se encontravam na Serie A usualmente reagiam montando barricadas; colocando sua fé em uma organizada e bem comportada defesa, na esperança de limitar o máximo de problemas possíveis.

Essa era a forma que esperavam que o Foggia atuasse quando venceram a Serie B em 1991. Afinal, eles eram um pequeno clube, comandado por um desconhecido e com um elenco cheio de jogadores inexperientes e desconhecidos. Mas ao invés de fazer o que muitos já haviam feito antes e se acovardar diante da poderosa elite do futebol italiano, o Foggia foi para o ataque, destruindo todo mundo a sua frente, com um estilo que nunca havia sido visto.

O Foggia tinha sido presença semi-constante na Serie Entre 1964 e 1978, um período em que eles passaram divididos quase igualmente entre as duas primeiras divisões. Em 1978, entretanto, houve um rebaixamento do qual eles não conseguiram se recuperar e ao invés de subir, acabaram caindo para a Serie C1. E de maneira humilhante, eles ainda arriscaram um rebaixamento extra para a Serie C2, tudo por causa de tentativas de combinação de resultados.

Mas dois homens mudaram tudo. O primeiro foi Pasquale Casillo, um empresário napolitano que fez seu dinheiro na indústria do trigo (aliás, ele carregava o "criativo" apelido de Rei do Trigo) e que como muitos homens rico daquela era, queria saciar seu amor por futebol através da compra de um clube.

Em 1986 ele realizou esse desejo ao asumir o Foggia, com sua personalidade bravateira imediatamente inflamou a torcida e a cidade, ao deixar claro que ele tinha grandes planos para o clube. Esses planos incluíam um novo treinador, mas quando ele voltou-se para o diretor de futebol Peppino Pavone para pedir sugestões de quem esse treinador poderia ser, a resposta que Casillo recebeu deixou ele perplexo.

Na época, poucas pessoas haviam ouvido falar de Zdenek Zeman mas mesmo que Pavone ainda fosse novo (aos 36 anos, ele havia acabado de encerrar uma carreira que durou 19 anos), ele era bom juiz de caráter e valor que já tinha visto de perto o que Zeman podia fazer.

O que Pavone tinha visto, e que poucos haviam observado, era como Zeman tinha arrastado o Licata (um pequeno clube siciliano com uma história pautada na mediocridade) do futebol amador até a terceira divisão do futebol italiano com um tinha que não havia custado nada. Isso por si só era uma grande conquista, mas o que particularmente impressionou Pavone foi o estilo com o qual Zeman construiu seu sucesso.

Em uma ironia do destino, um dos últimos jogos da temporada colocou o Licata de Zeman contra o Foggia. Sob a atenção de Casillo, era uma oportunidade perfeita para mensurar as qualidade do homem que lhe havia sido recomendado. No final, o Licata perdeu por quatro gols de diferença, mas Casillo saiu de campo com muito para pensar sobre. Particularmente, ele ficou impressionado com a forma agressiva e excitante que o jovem time de Zeman atuou e pela forma como que seu ímpeto não pareceu diminuir ao longo dos noventa minutos.

Naquele verão, tendo gasto algumas semanas ruminando a respeito da decisão, ele informou Pavone que poderia ir atrás de quem ele havia sugerido. Zeman se tornou o novo treinador do Foggia, e a segunda pessoa que mudaria a história do clube havia chegado.

Início complicado

Embora houvesse um novo treinador no clube, apenas uma pequena quantidade de jogadores foi contratada, por isso, os dias iniciais foram reservados por uma insana busca por novas aquisições. Um elenco rapidamente montado tentou seguir as instruções de Zeman e seu estilo único de jogo (lembre-se que isso foi antes de Arrigo Sacchi fazer com que a marcação por zona e um intenso jogo de pressão fossem os pilares do seu dominante Milan), mas qualidade não estava lá.

Casillo, entretanto, estava suficientemente satisfeito com sua escolha e diferentemente de muitos presidentes estava feliz em dar o tempo necessário para o treinador moldar o time. E então, inesperadamente, Zeman saiu.

A história do que aconteceu é meio obscura, mas o cerne dela foi que Casillo descobriu que seu treinador tinha ido jantar com alguns representantes do Parma. Enfurecido pelo pensamento de que a pessoa em que ele botou tanta fé estava prestes a traí-lo, ele demitiu Zeman. Ele posteriormente justificou sua decisão dizendo que "era o mesmo que descobrir que sua esporava estava te traindo. O que você faz? Você fala para ela ir embora."

Zeman sempre negou que estivesse "traindo" Casillo, mas mesmo assim, algumas semanas depois, ele realmente estava no comando do Parma, substituindo Sacchi, que havia ido para o Milan.

A sua estadia lá foi bem curta, apesar de ter conseguido derrotar o Real Madrid em um amistoso de pré-temporada. Logo ele estaria de volta à Sicília, assumindo o comando do Messina e deixando sua marca lá com seu futebol ofensivo comandado por Salvatore "Toto" Schillaci, autor de 23 gols que convenceram a Juventus a apostar nele.

O retorno ao Foggia

As coisas também acabaram dando certo para o Foggia e sobre o comando de Giuseppe Carramanno, conquistaram a promoção para a Serie B. Mesmo assim, Casillo continuava pensando em Zeman e seu encantador estilo futebolístico. Tendo o perdoado por suas transgressões, ele eventualmente convenceu o checo a retornar.

Novamente, o começo não foi tão bom quanto ambos esperavam e novamente o problema estava nos jogadores com dificuldades de assimilar as táticas de Zeman. Naquele momento, os fãs não estava tão apaixonados pelo treinador quanto seu presidente e não conseguiam entender por ele era mantido no cargo. A pressão crescia e um jogo contra o Monza se tornou crucial. A derrota, segundo os rumores, transformaria Zeman em história pela segunda vez. Mas o Foggia não perdeu (o jovem atacante Beppe Signori aproveitou um recuo mal feito para garantir o empate) e o treinador ficou.

Aquele empate acabou se tornado o ponto de virada; dali em diante os resultados começaram a melhorar e estavam prestes a melhor na temporada seguinte. A Zemanlândia nasceu.

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Zemanlândia

O Foggia passeou na liga, atropelando equipes com seu estilo ofensivo de jogo. Eles terminaram a temporada com seis pontos de vantagem sobre o vice-líder Verona (isso numa época em que a vitória ainda valia dois pontos), tendo marcado 67 gols; 19 a mais que qualquer outro time promovido. Em uma liga que as defesas dominavam, o Foggia era de outro planeta.

O time havia sido montado através da imensa capacidade de Pavone em ver qualidade onde ninguém mais enxergava. No fim das contas, o diretor de futebol é tão importante para a história do Foggia quanto Casillo e Zeman.

Signori havia sido contratado por um valor considerado, apesar de apenas ter marcado cinco gols no recém-rebaixado para a Serie C Piacenza. Na época, Signori estava sofrendo uma espécie de crise de confiança em suas capacidades, mas isso isso acabou assim que ele conheceu Zeman. "Bem-vindo, artilheiro", ele relembra daquele encontro inicial. "Ele havia mais confiança em mim do que eu mesmo. Era um grande sentimento."

Junto com Signori no ataque, durante aquela temporada da promoção estava Roberto Rambaudi, outra nova adição que havia passado as duas últimas temporadas com o Perugia, na Serie C1. O terceiro membro da letal força de ataque do Foggia foi Francesco Baiano, um atacante napolitano que sonhava em jogar ao lado de Maradona, mas que sempre viu o clube preferir outros à ele, enviando para outros clubes através de empréstimos atrás de empréstimos até ele se juntar permanentemente ao Foggia.

O outro jogador que executaria uma função crucial no sistema de Zeman e que foi brilhantemente descoberto por Pavone foi Francesco Mancini. Dada a pressão agressiva e a alta linha defensiva exigida por Zeman, ele precisava de um goleiro que não fosse simplesmente um paredão, mas que também tivesse velocidade e percepção para atuar como líbero atrás de seus defensores. Ele tinha penas 19 anos quando se juntou ao Foggia, e rapidamente se tornou titular (ele já estava no clube quando conquistaram a promoção para a Serie B), e foi habilmente moldado por Zeman. Mancini podia realizar sua função com perfeição, fazendo com que ele fosse um dos primeiros goleiros-líberos; uma estranheza no futebol da época, mas fatalmente um pioneiro de uma nova forma de atuar naquela função.

Muito pouco mudou após a promoção, com a exceção da introdução de atletas estrangeiros, que na época só eram permitidos na Serie A. Assim como antes, o Foggia buscou por barganhas de qualidade, e através do pedido de Zeman, trouxe três jogadores do leste europeu: Igor Shalimov, Igor Kolyvanon e Dan Petrescu.

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Zeman recusava-se a alterar seus métodos de treino que levavam seus jogadores ao limite. Corridas de longa distância com seus jogadores carregando pesos eram um lugar comum, já que ele queria assegurar que possuía os jogadores mais atléticos da liga. E acabou funcionando, apesar do Foggia não ter nenhum tipo de infraestrutura para treinos.

Na maior parte do tempo, tudo que eles tinham era um campo rudimentar de um clube de formação de atletas, e que nem sempre estava disponível, forçando as estrelas de Serie A do Foggia a treinar no estacionamento do lado de fora do seu estádio. Outro dos métodos preferidos de Zeman era fazer com que seus jogadores corressem para cima e para baixo das arquibancadas do Pino Zaccheria.

Todo esse trabalho físico era necessário para o sistema de Zeman funcionar. Um devoto do 1-4-3-3 com marcação por zona e pressão em todo o campo, ter jogadores cuja resistência permitia que eles correm por noventa minutos ou mais era essencial. Também eram necessários jogadores que estavam famintos por uma oportunidade e dispostos a fazer o que fosse preciso para extrair o máximo de si. É por isso, talvez, que Zeman sempre foi capaz de ajudar seus jogadores a atingirem seu potencial, algumas vezes vendo habilidades que nem sempre seus jogadores sabiam que possuíam.

A sensação do campeonato

Foram esses extremamente atléticos jogadores, assim como seu estilo único de atuar, que Zeman levou para a ultra-conservadora Serie A. E os resultados foram espetaculares; uma crença inabalável no futebol ofensivo que nenhum time havia mostrado antes, nem mesmo os times de Sacchi. No fim das contas, marcaram 58 gols (o segundo mais alto da liga, junto com os campeões, Milan), e muitas vezes assustando os adversários com a ferocidade e intensidade de sua pressão.

A forma como eles incomodavam os oponentes pela bola era incansável, trazendo uma forma de jogar que estava algumas décadas a frente do seu tempo. Adicione o compacto Pino Zaccheria que rotineiramente estava cheio de fãs alucinados e pulando sem parar, eles eram ainda mais encantadores.

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Na estreia eles seguraram a Inter com um empate no San Siro, além de mais tarde terem empatado em 4 x 4 com a Atalanta e vencido o Verona por 5 x 0. Há quatro dias do fim da temporada, eles ainda tinham chance de qualificação para a Copa UEFA, mas uma derrota em casa para o Napoli matou todas as esperanças.

Mesmo assim havia sido uma temporada fenomenal. Clubes recém-promovidos, especialmente os pequenos provincianos, simplesmente não fazia o que o Foggia havia acabado de fazer. Eles eram cautelosos e tímidos; eles conheciam seu lugar na hierarquia. Não o Foggia, e certamente não Zeman.

Um novo desafio

Existe uma inerente preguiça no futebol onde imediatamente se assume que são os jogadores as principais razões por qualquer sucesso. E foi assim com o Foggia, com o grandes clubes rapidamente depenando o clube.

Apesar dos protestos de Casillo, onde ele declarou que "Eu não estou aqui para vender jogadores, eu estou aqui para que o time fique ainda mais forte", naquele verão Signori foi para a Lazio, Shalimov para a Inter, a Fiorentina fisgou Francesco Baiano e Roberto Rambaudi foi para a Atalanta. Um ano depois foi a vez de Petrescu sair, quando foi para o Genoa. O time havia sido desmontado. Na realidade, Zeman não protestou muito; ele sabia que aqueles jogadores agora valiam muito mais que o Foggia podia lhes pagar.

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O que restou para Pavone e Zeman fazer era ir e descobrir novos atletas para substituir aqueles que saíram. E eles conseguiram, e mais uma vez apostando nas divisões inferiores.

Inevitavelmente, a nova temporada começou mal, com cinco derrotas nas sete primeiras rodadas. Mais uma vez as tensões estavam elevadas, chegando ao ponte onde os fãs invadiram o estádio à noite e vandalizaram o grama. Ao final do primeiro turno, eles estavam apenas a dois pontos da zona de rebaixamento, mas lentamente, a equipe começou a se recuperar. Os jogadores não eram tão bons quanto aqueles que havia saindo na janela do verão, mas o tempo fez com que eles absorvessem as lições de Zeman e passassem a jogar como o time da temporada passada.

Na temporada seguinte, as coisas ficaram ainda melhores. Graças aos gols de Bryan Roy, que havia chegado do Ajax, e a maturação de futuros jogadores da Azzurra como Gigi Di Biagio e Giovanni Stroppa, eles começaram a demonstrar sua magia mais uma vez. O estilo era agressivo e dinâmico como sempre, mesmo que a quantidade de gols fosse um pouco menor.

Entretanto, no fim das contas, eles não foram capaz de melhorar o nono lugar que eles alcançaram dois anos antes. Ainda houve o sabor amargo de uma derrota na última rodada (para o Napoli, mais uma vez), que os negou uma histórica classificação para a Copa UEFA. O sonho acabou. Casillo foi preso, acusado de corrupção e negócios com a camorra, mas mais do que isso, Zeman decidiu que ele havia levado o Foggia ao máximo possível.

Mesmo assim, o que ele alcançou naqueles cinco anos de Foggia jamais seria esquecido ou sequer repetido. Os jogadores que ele conseguiu moldar em estrelas e o destemido estilo de jogo que apenas podia ser alcançado por Zdenek Zeman. A Zemanlândia no Foggia havia chegado ao fim. Mas graças as conquistas daquele time, o futebol ficou atento as possibilidades do que um time ambicioso e ofensivo poderia fazer, independentemente de tamanho e jogadores. Através dessa crença, a Zemanlândia nunca chegaria ao fim.

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Texto do These Football Times traduzido por Henrique M.
Fonte: http://thesefootballtimes.co/2014/10/30/the-birth-of-zemanlandia/

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jeanslay

Que texto!! As espectativas, assim  como a ansiedade com o inicio do save só vão aumentando.

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Henrique M.
On 11/14/2019 at 10:14 PM, jeanslay said:

Que texto!! As espectativas, assim  como a ansiedade com o inicio do save só vão aumentando.

Estou apenas esperando o lançamento oficial para começar com o FM.

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Neynaocai

Apesar de longo, o texto valeu a pena.

Seria Fernando Diniz o Zeman brasileiro?

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      LINKS PARA DOWNLOAD:
      ⬇️ BRASILEIRÃO SÉRIE A
      ⬇️ BRASILEIRÃO SÉRIE B
      ⬇️BRASILEIRÃO SÉRIE C
      ⬇️Em Breve Série D e Estaduais 2019/20
       
      Créditos: Equipe do GT Camisas, @CapitaoTsubasa, @cavalcanti, @hugofera, @oLiminha91 e @Blaijin
       
      Muitos estaduais já foram completados graças a equipe do GT Camisas, pois agora este projeto será apenas de FB' Kits.
      Video de como fazer kits 2D (Desculpa minha voz com sotaque irritante, se quiser desliga o audio, mais assite para poder ajudar no projeto) : VIDEOOOOOOO ❤️❤️❤️❤️❤️
       
      Obs: Kits em tamanho 420x420
       
       
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      By betocimoveis
      Pessoal, meu pc rodava o FM 19 com 4 estrelas para UMA LIGA, e 3 estrelas com até 3 ligas carregadas. Já o FM 20 fica entre 1.5 e 2 estrelas com uma liga carregada. Pode ser alguma configuração? Esta muito complicado jogar, demoro 1 hora para jogar 3 partidas. Jogo desde 2005, me ajudem rsrs. 
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