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Selat

A Missão: A Trajetória de Donald Santos [Att. 20/07]

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Selat

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Fala galera!

Não sei se é válido dizer que sou novo aqui no fórum pois sou membro desde 2006 🤣. Mas o fato é que passei mais de uma década aqui apenas aproveitando o grande serviço que o FManager oferece para a comunidade FM, sempre nos bastidores. Achei que seria hora de eu tentar reverter isso e conseguir proporcionar para a comunidade algo em “troca”. Então decidi promover esse pequeno entretenimento em forma de história fictícia. 

Me chamo Tales, tenho 27 anos e sou fã de FM desde o 2005. Sou de Belém do Pará e tenho apenas um time do coração: Paysandu Sport Club. Que por sinal foi a equipe escolhida para iniciar este save, "aproveitando" o mal momento do time estando recém-rebaixado para a Série C e me dando o desafio de subir de volta para a elite do futebol brasileiro.

Apesar de ser jogador de FM desde quase os primórdios, confesso que tem algumas coisas que nunca consegui atingir em um save. Vou me dar o desafio de conseguir atingir algumas dessas coisas com este. Por exemplo: Nunca fui campeão de uma libertadores ou um mundial de clubes em qualquer FM (sempre gosto de começar com um time lá embaixo nas divisões até chegar ao sucesso, mas sempre abandono o save antes do grande sucesso chegar 😂 – às vezes por falta de tempo, às vezes porque lançou outro FM melhor e às vezes simplesmente porque perco o interesse). Nunca fui campeão de uma champions (embora tenha chegado na final certa vez com o PSG no FM2014, perdendo de 3x2 pro Chelsea, mas isso é outra história) ou de uma Copa do Mundo (na verdade nunca nem treinei uma seleção no FM).

Enfim, deu pra ver que apesar de ter tempo e experiência com o jogo, tem muitas coisas que ainda não alcancei, e algumas delas pretendo alcançar com este save, jogando o FM2019 pela primeira vez, segue a lista de objetivos abaixo:

Objetivos:

- Campeão de ao menos 5 estaduais, não importando quais estados. (Faltam 4)

- Campeão Brasileiro 3 vezes (Ao menos um deles deve ser a Série A).

- Campeão da Copa do Brasil ao menos uma vez.

- Libertadores ao menos uma vez.

- Mundial de Clubes ao menos uma vez.

Ao ver esses objetivos já deve ficar claro que meu save se passará no Brasil. Começarei no Paysandu mas não pretendo me limitar apenas nele. Caso outro clube me chame durante a jornada, posso acabar optando por ir treiná-lo, me limitando apenas no Brasil.

Ligas selecionadas (Tem bastante coisa mas o PC aguenta).

A História

A partir do próximo post, vamos acompanhar a história de dois amigos: Edílio Marques, um jornalista esportivo, e Donald Santos, um jovem recém promovido a técnico de futebol. Ao saber que o amigo conseguiu uma promoção dentro do Paysandu Sport Club como técnico da equipe principal para a temporada 2019, Edílio decide “abusar” da amizade para ter acesso aos bastidores de tudo o que rola dentro do clube, decidindo então escrever vários relatos sobre a trajetória que se iniciava ali.

 

Índice

Capítulo I

Capítulo II - Presente de Natal e Pré-temporada "fabulosa"

Capítulo III - "É no detalhe que se define um clássico"

Capítulo IV - "Diga ao Don que estou procurando ele"

Capítulo V - 3 semanas, 3 decisões

Capítulo VI - Um sobe, outro desce

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LC

Boa sorte com o save. Que seja longo e duradouro.

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LuisSilveira

Boa sorte!

Que você tenha habilidade e paciência para atingir esses (ambiciosos) objetivos e levar o Papão da Curuzu aos píncaros da glória.

 

P.S.: É recomendável pegar o VIP para a edição dos posts.

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Vannces

Boa sorte e se puder, passa por São Januário para salvar o meu time de tantos rebaixamentos nos saves apresentados na área, rs. Acompanhando.

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Selat
19 horas atrás, LC disse:

Boa sorte com o save. Que seja longo e duradouro.

É o objetivo! Valeu 👍

18 horas atrás, LuisSilveira disse:

Boa sorte!

Que você tenha habilidade e paciência para atingir esses (ambiciosos) objetivos e levar o Papão da Curuzu aos píncaros da glória.

 

P.S.: É recomendável pegar o VIP para a edição dos posts.

A paciência é a mais importante kkk mas vai dar tudo certo

Não sei direito como funciona a questão do vip, você diz isso pra eu poder editar sempre que quiser né?

8 horas atrás, Vannces disse:

Boa sorte e se puder, passa por São Januário para salvar o meu time de tantos rebaixamentos nos saves apresentados na área, rs. Acompanhando.

Hahaha 

Pior que no meu antigo save no fm18 quem tava morando na série b era o Fluminense

 

Quem tiver acompanhando por celular me avisa se dá pra ver direito as imagens externas, abri no meu e só ficava embaçado 🤦‍♂️

Edited by Selat

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Capítulo I

Chovia.

Não tinha como não chover naquele fim de tarde em Belém do Pará. A cidade é bem conhecida por ter duas estações no ano: quando chove todo dia e quando chove o dia todo. Naquele início de dezembro de 2018 lembro perfeitamente quando estava com o Donald e alguns outros amigos batendo papo e tomando umas cervejas no Bar do Ceará, nosso preferido de Belém. Naquela época, eu ainda nem pensava em escrever isto, Donald Santos ainda não era ninguém no mundo do futebol. Era só mais um preparador físico de 31 anos levando a vida. E eu? Eu era só mais um jornalista esportivo que de vez em quando era escalado para acompanhar Paysandu ou Remo nas transmissões de jogos pela TV Cultura.

Era fim de ano e eu estava de férias, não havia mais jogos, o Remo já estava de férias desde agosto e o Paysandu havia amargado um difícil rebaixamento para a Série C sendo goleado em casa pelo Atlético – GO por 5x2. O futebol paraense voltava a amargar um momento ruim, sem nenhum representante na Série B do Brasileirão. Naquele dia, no bar, lembro nitidamente quando Donald Santos se virou pra mim e, um pouco embriagado, revelou algo que talvez não fosse a melhor ideia de se falar para um jornalista.

- Acho que vou ser promovido a técnico do Papão, Edílio – ele disse com a voz carregada e rindo, bem baixinho só pra mim.

Lembro de ter dado risada e não ter levado muito a sério, Donald já era um dos preparadores físicos do Paysandu fazia quase 5 anos, tinha um trabalho estável mesmo com a mudança de presidentes e técnicos dos últimos anos. Não posso deixar de dizer que sempre abusei um pouco da amizade para ter notícias em primeira mão do clube. Se ele realmente fosse subir para o comando do time, eu seria bastante afortunado. Mas lembro de ter atribuído aquelas palavras ao álcool e não me importado muito.

Foi só no final daquela bebedeira toda que a ficha caiu. Os nossos amigos tinham ido embora e ficamos nós dois para tomar uma saideira. Foi quando ele se inclinou de novo para mim e disse que não estava brincando, que achava que ia ser o novo técnico depois da demissão conturbada de João Brigatti. Falei pra ele não ficar brincando senão eu publicaria aquilo, e ele brincou que me mataria se eu o fizesse. Depois adotou um ar sério e continuou:

- O clube perdeu muito dinheiro nesse rebaixamento, menos verba de transmissão de TV e esse tipo de coisa, a direção do Ricardo tá cortando custos e parece que o novo treinador vai ser eleito de dentro do staff. Ele (Ricardo) me procurou outro dia perguntando se eu tinha apetite pra enfrentar mais pressão e novos desafios, só pode ser isso Ed.

- Se for verdade, bota pressão nisso. A torcida já pega no pé de técnico experiente, imagine de você que nunca treinou nenhum clube.

- Isso não é inteiramente verdade, já treinei times de escola – ele disse rindo.

Era verdade. Donald e eu somos amigos desde o Ensino Médio. Ele foi estudar Educação Física e eu Jornalismo. Seguimos caminhos diferentes, mas nunca perdemos o contato. O primeiro emprego dele havia sido como professor de educação física em uma escola de ensino fundamental e médio. Depois de se qualificar um pouco mais foi contratado pelo Paysandu como preparador físico, função que vinha desempenhando até aquele mês de dezembro de 2018. Ele tinha talento em coordenar equipes, possuía uma boa liderança, era fácil de ver isso nas aulas dele no colégio, era um professor carismático e motivador. Talvez isso o tenha levado a fazer um curso técnico para tirar sua licença.

Talvez ele esperasse se tornar técnico um dia, e esse dia estava chegando.

Brindamos à ascensão profissional dele naquele dia, mesmo sem saber se aquilo realmente se concretizaria.

O Paysandu Sport Club

 

Spoiler

 

Dedico esta parte para aqueles leitores que não conhecem a história deste clube a fundo. Porque antes de falar de Donald Santos, é preciso falar sobre onde tudo começou, e foi no Paysandu Sport Club.

O Papão da Curuzu, como é popularmente conhecido, foi fundado em 2 de fevereiro de 1914 tendo seu nome em homenagem à histórica Batalha de Paissandú, que aconteceu durante o início da Guerra do Paraguai. O dia da fundação ficou marcado pela frase de um homem chamado Hugo Manoel de Abreu Leão, que liderava o movimento para fundar o clube: “Vou fundar um clube para vencer o Grupo do Remo.” O Grupo do Remo (hoje Clube do Remo) era o maior time do estado na época e a rivalidade começou com as palavras de Hugo.

O estádio conhecido como Curuzu (também em homenagem à uma batalha da Guerra do Paraguai) foi construído no mesmo ano da fundação do clube, pertenceu à uma construtora antes do clube comprar o estádio. Seu nome posteriormente foi dado em homenagem à Leônidas Sodré de Castro, um antigo presidente do clube na década de 30, que teve grande influência na compra da atual Sede Social do clube.

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Foto da primeira arquibancada da Curuzu.

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A Curuzu hoje em dia.

Embora o clube tenha sido fundado para superar o seu maior rival, o primeiro confronto de ambos, que marcou a inauguração da Curuzu e o primeiro RexPa (alcunha do confronto desde sempre) foi disputado em 14 de junho de 1914 e vencido pelos rivais (2x1) com direito a um pênalti duvidoso no final da partida para o Grupo do Remo (fonte: site do próprio Paysandu).

Desde então, com o passar do tempo, o Bicolor Paraense vem tendo uma trajetória que teve seus maiores sucessos no início dos anos 2000. O clube possui hoje 47 títulos estaduais conquistados (contra 45 do rival), dois campeonatos brasileiros da Série B (1991 e 2001), uma Copa Norte (2002), Copa dos Campeões (2002), e 2 Copa Verde (2016 e 2018). Saindo dos títulos e indo para os grandes feitos, temos aqui a equipe que fez um dos gols mais rápidos do mundo, aplicou a maior goleada em clássicos da história do futebol paraense (7x0 em cima do Remo em 1945), outra grande vitória lembrada é também os 3x0 sobre o Peñarol dos anos 60, que era a base da seleção uruguaia da época. Vindo mais para tempos recentes, temos a surpreendente vitória sobre o Boca Juniors – ARG em plena La Bombonera por 1x0 na Libertadores de 2003, até os dias de hoje este é um feito alcançado por poucos times brasileiros.

Todo torcedor bicolor adora dizer hoje que o objetivo lá atrás foi cumprido, tendo em vista que o Paysandu, mesmo sendo 9 anos mais novo que o maior rival, já possui mais títulos em sua galeria de troféus. Mas como todo bom jornalista, preciso ser imparcial. Então quero salientar que os torcedores azulinos rebatem dizendo que possuem mais vitórias em confrontos diretos, sem falar de uma grande façanha nos anos 90 em que o Clube do Remo ficou 33 jogos seguidos sem perder uma única partida sequer para o rival.

 

 

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Selat

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Capítulo II - Presente de Natal e Pré-temporada "fabulosa"

O dia era 24 de Dezembro de 2018.

Eu estava em casa estudando um artigo qualquer que já nem lembro o nome quando recebi uma mensagem no celular, pego o aparelho meio distraído pensando no artigo quando vi de soslaio a mensagem curta: “O Papão tem um novo técnico 😁”. Lembro de ter largado tudo na mesma hora e ligado para ele, querendo saber se era uma brincadeira ou não ouvindo sua voz, ele atendeu rindo e disse que era sério. Dei os parabéns e perguntei se eu poderia estar na coletiva de imprensa e a resposta dele foi melhor ainda: "Por mim você podia até ir aos treinos, desde que não vaze nada."

Nos desejamos Feliz Natal e passei o resto do dia animado. Na véspera de natal, em dia de treino normal no clube, Don me disse depois que o presidente Ricardo Gluck o chamou em sua sala e revelou sua intenção de apostar nele como novo comandante bicolor. Don me disse que perguntou por que não Leandro Niehues, um auxiliar bastante qualificado para o cargo e já com certa experiência como técnico, Gluck respondeu dizendo que ele seria responsável por manter a filosofia de jogo do clube mesmo havendo troca de técnicos.

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- Entenda, Don. Técnico é talvez a posição mais importante do staff aqui dentro, mas também é a que mais gira, não tem estabilidade. A pressão da torcida é enorme. Auxiliares não, eles são os responsáveis por manter nossa filosofia mesmo com a mudança no comando. Por isso perguntei para você se estava disposto a topar o desafio, pois se sua resposta for sim, você estará jogando 5 anos de estabilidade fora.

Mesmo com essa brutal sinceridade, os olhos de Donald Santos brilharam e ele nem pensou muito, respondeu que sim. O Paysandu estava sob novo comando.

No dia 25 de dezembro, eu já estava na Curuzu desde cedo, em parte para felicitar meu amigo, em parte pelo meu lado jornalístico, queria ver como ele se sairia. Naquela época, o Paysandu já tinha um plantel montado, com duas ou três deficiências de posição no máximo. Os jogadores se reuniram todos no centro do gramado e Donald se postou com seus auxiliares no meio, lembro de ter esperado um discurso encorajador, mas foi muito breve:

- Senhores, todos aqui já me conhecem e já trabalhamos juntos por bastante tempo, então acho que não há o que falar em apresentações aqui. Vamos trabalhar nosso preparo físico hoje pela manhã e fazer a bola rolar pela tarde. Não quero que se preocupem se errarem passes, cruzamentos ou chutes hoje. Mas todos vão se movimentar, não quero ver ninguém parado.

Começava uma nova era no Bicolor da Amazônia.

No dia 27 de dezembro. Insisti ao meu chefe para ser o jornalista que acompanharia a pré-temporada do Paysandu, e como ninguém estava afim de perder as viagens de ano novo com a família, foi uma decisão fácil para ele. Minha esposa entendeu, e ainda assim eu voltaria a tempo de romper o ano com ela e meu filho.

Já no dia 26 viajei com a delegação do clube para a cidade de Parnaíba – PI, lá o time enfrentaria o clube local, o Parnahyba, que disputava a Série D do Brasileirão. Era apenas um amistoso, mas já percebia uma certa seriedade no rosto de Don. Quando perguntei para ele o que esperava daquele jogo ele tirou a expressão séria e deu um sorriso “não espero absolutamente nada, primeiro quero observar e aprender”. Apesar das palavras, o treinador já havia mudado o esquema tático da equipe e já começava a implantar as filosofias de jogo que acreditava estar alinhadas com a direção: muita posse de bola, muita pressão e intensidade, jogando de forma ofensiva. O ensaio geral já havia sido feito nos dois últimos dias: “não quero ninguém parado”.

E isso foi refletido na partida disputada no Estádio Pedro Alelaf. O time, mesmo debaixo de uma chuva forte, dominou por completo e sufocou o clube da casa no primeiro tempo, com nada menos que 18 chutes a gol e 3 gols marcados (2 deles de cabeça). Donald ficou tranquilo na partida durante a maior parte do tempo, aplaudindo as boas jogadas e apenas gritando para corrigir erros menores. Quando olhou para mim certo momento ele piscou e disse: “Observar e aprender”. O segundo tempo foi morno, mas ainda teve mais um gol bicolor. Donald conversou com os jogadores no vestiário após a partida elogiando bastante e apontando pequenos erros, parecia um time pronto para o Campeonato Paraense do ano que entraria. Se tratando de destaques individuais, Donald destacou Tiago Luis, autor de dois gols na partida, como um possível homem chave nessa temporada, apenas o tempo diria.

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5 de janeiro de 2019

O ano novo passou.

No dia 5 foi o primeiro treino aberto para a torcida, que compareceu na Curuzu. Depois da vitória no último amistoso contra o Itabaiana (2x0) no dia 29 de dezembro, esse foi o dia em que me reencontrei com os bicolores depois da virada de ano. O clima na Curuzu era bem mais otimista do que eu esperava, apesar do último rebaixamento. A torcida, que compareceu em peso, conheceu pela primeira vez os novos jogadores para a temporada, viu todo o elenco fazer alguns trabalhos físicos e com bola em campo.

Spoiler

 

 

 

 

 

Os treinos de pré-temporada progridem e o time vai assimilando as ideias do técnico, que passa bastante tempo corrigindo posicionamentos e passando treinos táticos. “É importante a equipe se familiarizar o máximo possível com a nova formação antes do começo dos jogos oficiais. Sabemos que não chegaremos a 100% de entrosamento, mas os trabalhos são voltados para minimizar esses problemas lá na frente. Sem deixar de lado a parte física, claro.” destaca Niehues. As expectativas para o clube são modestas no papel, mas são altíssimas pela torcida, e é com ela que Donald Santos quer contar.

- Precisamos trazer o torcedor para o estádio, fazer ele acreditar no projeto – costumava dizer.

O melhor amistoso veio no dia 13 de janeiro. Vitória maiúscula sobre o Pedreira por 10x0. Certo que o Pedreira é um clube da 3ª divisão do Campeonado Paraense e que passou a maior parte do tempo com 1 jogador a menos, mas ainda assim houve uma significativa mudança na eficiência da equipe no ataque. Uma semana antes da estréia no Parazão 2019, o Paysandu ainda confrontou o Ananindeua, outro time da 3ª divisão do Paraense, mas que surpreendeu os bicolores na partida com uma boa marcação e toque de bola, e para piorar Tony foi expulso ainda no primeiro tempo. Mas não impediu o time de Donald vencer seu último amistoso por 3x0. Nesse período, chegaram alguns reforços para a equipe técnica do clube, sendo destaque a criação do Departamento de Análise de Dados, a pedido do próprio treinador. Dentro de campo, houve também a chegada de reforços como o volante Galiardo (que Donald enfatiza que veio pra ser zagueiro), ex-Globo – RN, que foi apresentado pouco antes do confronto no último amistoso e Luís Fabiano (o Fabuloso mesmo) para dar qualidade ao ataque.

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Quando perguntei ao Don sobre as transferências, ele disse que não esperava fazer muitos movimentos, visto que o plantel já estava praticamente montado e até de certa forma inchado: “Vou avaliar esses jogadores no estadual e ao final vamos decidir se alguns precisarão sair”. Os capitães da temporada também foram escolhidos: o volante Wellington Reis de capitão e o goleiro Mota de vice. Aparentemente, já está tudo pronto na Curuzu para começar o campeonato. A estréia é fora de casa, contra o Pantera de Santarém no estádio Colosso dos Tapajós.

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Edited by Selat

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Vannces

Conhecer a história de qualquer clube é muito legal e nesse caso a rivalidade com o Remo já nasceu forte, os dados históricos também são interessantes. A preparação parece estar sendo feita de forma bem cuidadosa a curiosidade quando ao rendimento da equipe no campeonato paraense é grande. Gostei da filosofia do clube ao valorizar futebol ofensivo e de posse. A tática escolhida é que a que mais curto usar. Nesse caso, os jogadores que tem no elenco se encaixam nela ou terá que improvisar? Boa sorte nesse início de competição oficial.

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marciof89

Fala Selat, seja bem-vindo a área, espero que se divirta. Escolheu um clube muito carismático pra começar (que por acaso é seu clube de coração hahaha), fez escolhas seguras nos objetivos, enfim, acho que pode se divertir bastante e aprender sem tanta pressão em cima.

Desde já boa sorte, na medida do possível, estarei acompanhando!

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Henrique M.

Boa sorte e bem-vindo à área.

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LC

Seria bom se tornar VIP, até mesmo para editar o título do tópico sempre que for necessário:

 

 

 

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Selat
17 horas atrás, Vannces disse:

Conhecer a história de qualquer clube é muito legal e nesse caso a rivalidade com o Remo já nasceu forte, os dados históricos também são interessantes. A preparação parece estar sendo feita de forma bem cuidadosa a curiosidade quando ao rendimento da equipe no campeonato paraense é grande. Gostei da filosofia do clube ao valorizar futebol ofensivo e de posse. A tática escolhida é que a que mais curto usar. Nesse caso, os jogadores que tem no elenco se encaixam nela ou terá que improvisar? Boa sorte nesse início de competição oficial.

A rivalidade é tanta que acho que o rexpa é o clássico mais disputado do mundo em números de jogos haha

Valeu pelo feedback na história 👍 

Acho que a equipe tá bastante qualificada pra esse estadual, espero dificuldade maior contra o Remo mesmo. Os jogadores se encaixam uns 80% nela, tenho vários meio-campistas "8 ou 80", ou jogam de meia ofensivo colado no atacante ou de volante protegendo a zaga e só um deles (Alex Galo) é adaptado em jogar como "médio-centro". To contornando isso treinando os outros individualmente pra se adaptar no setor.

17 horas atrás, marciof89 disse:

Fala Selat, seja bem-vindo a área, espero que se divirta. Escolheu um clube muito carismático pra começar (que por acaso é seu clube de coração hahaha), fez escolhas seguras nos objetivos, enfim, acho que pode se divertir bastante e aprender sem tanta pressão em cima.

Desde já boa sorte, na medida do possível, estarei acompanhando!

Valeu @marciof89, fazia um tempo que não começava um save com o Paysandu (pegava mais times de série D ou C no fm18), achei que seria uma boa estreia no profissão manager começar com ele 😁. Valeu por acompanhar! 👍

6 horas atrás, Henrique M. disse:

Boa sorte e bem-vindo à área.

Valeu @Henrique M. 😁

6 horas atrás, LC disse:

Seria bom se tornar VIP, até mesmo para editar o título do tópico sempre que for necessário:

 

 

 

To resolvendo isso, já fiz o procedimento. Esperando só resposta agora 👍

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LC

Aproveita que está aguardando e vai interagindo nos outros saves. Isso é importante para a área.

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Lanko

Vamos ver se esse Donald é pato de personalidade ou pardal!

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Neynaocai

Alguém já havia iniciado um save com o papão e não continuou. Quero ver o bicolor alcançar o ápice, por favor hahaha

De Ivo Wortmann e Gilson Kleina, passando por Leandro Niehues, Dado Cavalcanti e Marquinhos Santos, as relações com o futebol paranaense não são poucas (pará, paraná)... Talvez por isso eu saiba um pouco do que acontece por aí. Falando nisso, Nieheus é um bom treinador, além de ter treinado o famigerado Corinthians Paranaense (uma vergonha por aqui) e lançado o bom volante Jucilei.

Torci muito por aquele título da Copa dos Campeões e me alegrei vendo o Iarley calando a Bombonera. E torço para que tenha grandes sucessos, e que o Fabuloso ajude por já, sendo mais Robgol que Waltão hahaha

 

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Selat
Em 20/06/2019 em 19:01, LC disse:

Aproveita que está aguardando e vai interagindo nos outros saves. Isso é importante para a área.

To acompanhando, muitas histórias boas.

Em 20/06/2019 em 21:28, Lanko disse:

Vamos ver se esse Donald é pato de personalidade ou pardal!

Em breve 😂

Em 21/06/2019 em 12:10, Neynaocai disse:

Alguém já havia iniciado um save com o papão e não continuou. Quero ver o bicolor alcançar o ápice, por favor hahaha

De Ivo Wortmann e Gilson Kleina, passando por Leandro Niehues, Dado Cavalcanti e Marquinhos Santos, as relações com o futebol paranaense não são poucas (pará, paraná)... Talvez por isso eu saiba um pouco do que acontece por aí. Falando nisso, Nieheus é um bom treinador, além de ter treinado o famigerado Corinthians Paranaense (uma vergonha por aqui) e lançado o bom volante Jucilei.

Torci muito por aquele título da Copa dos Campeões e me alegrei vendo o Iarley calando a Bombonera. E torço para que tenha grandes sucessos, e que o Fabuloso ajude por já, sendo mais Robgol que Waltão hahaha

 

Sério? Lembro de já ter visto um com o remo, há muito tempo atrás (muito mesmo, coisa de 2007 eu acho).

Sobre o Niehues, tem um fundo de verdade na fala do presidente na história, ele realmente veio pro time pra ser auxiliar (apesar de já ter sido técnico em outros clubes) e manter uma certa filosofia de jogo no clube apesar da rotação de técnicos (que por aqui é alta).

A primeira vez que fui no estádio foi pra ver paysandu e palmeiras no mangueirão pela copa dos campeões em 2002, foi uma vitória bicolor de 3x1 de virada. Esse jogo me transformou em torcedor mesmo haha

To na torcida pelo fabuloso também, nem me fale do Walter 😂

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Selat

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Capítulo III – “É no detalhe que se define um clássico”

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Fiquei intrigado quando cheguei na Curuzu na sexta de manhã (faltavam dois dias para a estréia) e me disseram que Don estava na sala de vídeo sozinho. Quando entrei para bisbilhotar, o técnico estava sentado lá na primeira fila, papel e caneta na mão, rabiscando anotações e assistindo ao último jogo do Remo na Copa do Brasil.

Dei um sorriso diante da cena e brinquei:

- Meio tarde para secar, Don - Ele notou minha presença e sorriu de volta.

- Preciso saber como meu rival joga, não?

- E que tal como o São Raimundo joga? – brinquei de novo.

- Isso vou estudar no avião – ele disse.

De fato, já havia todo um arquivo preparado no celular dele com todas as informações do São Raimundo enviada pelo recém-criado departamento de análises. Achei curioso Donald estar já estudando o Remo mesmo com o jogo ainda de certa forma distante, mas então me lembrei da grande pressão que em pouco tempo cairia sobre os ombros do técnico novato: O Paysandu não vencia o Remo já havia 4 jogos, perdeu todos os clássicos de 2018 e isso deixou um gosto amargo na torcida. Começar sua carreira perdendo um clássico não faria nada bem ao novo treinador.

- O ponto mais importante do próximo mês é esse RexPa – ele disse – Se vencermos, vamos trazer cada vez mais o torcedor para o nosso projeto. Se perdermos, bem... você talvez não tenha mais muita liberdade por aqui – sorriu.

A delegação viajou no sábado para Santarém. Domingo era dia da estreia no Parazão. No briefing tático, o treinador foi bem claro: “Vamos pressionar, não quero que deixem eles jogarem, só podemos relaxar depois de fazer no mínimo 2 gols.” E foi exatamente o que aconteceu naquele domingo em Santarém. O time de Donald começou com essa escalação: Douglas Silva; Bruno Collaço, Victor Oliveira, Micael e Tony; Wellington Reis, Alex Galo, Thiago Primão, Diego Rosa e Tiago Luís; Jheimy. Dos dois reforços recém-chegados, apenas Galiardo viajou com a delegação.

Conforme ordenado no briefing, a equipe de Donald pressionou o Pantera santareno desde o primeiro minuto. O primeiro gol veio através do atacante Jheimy, de pênalti. Tiago Luis de cabeça ampliou 4 minutos depois, aos 27 do primeiro tempo. Bruno Collaço fez um golaço de falta aos 40 e o jogo parecia ganho. No segundo tempo, o time relaxou, o que resultou no gol de Joãozinho após um lançamento para o Bilau nas costas da defesa (maldito nome). Os bicolores “acordaram” após tomar o gol e ainda fizeram mais um para completar a goleada na estréia, Tiago Luis novamente.

Só consegui encontrar Donald no ônibus ao sair do estádio, parabenizei ele pela primeira vitória oficial, ele sorria de orelha a orelha. "O mais engraçado é que quando se é técnico, a gente tende a reparar mais nos erros. Foi uma boa vitória, mas ainda sinto que o time precisa melhorar muito".

 

4.485 torcedores apareceram na estreia do time em casa na temporada. Para um estádio com capacidade para 16.000, não é bem o melhor dos públicos. Don disse depois que entendia o fato: “Viemos de um rebaixamento, é preciso um tempo para o torcedor voltar a comparecer”. O jogo, porém, foi melhor que em Santarém, a equipe pressionou a saída de bola do Tubarão de Bragança quase que o jogo inteiro, ganhou de 3x0 com tranquilidade. A única coisa não atendida e muito pedida pelos torcedores foi a estreia de Luís Fabiano. “Temos que ter calma, ele (Luís Fabiano) estava vários meses sem jogar, precisa recuperar a forma física e entrar aos poucos no grupo que já vinha fechado desde o final do ano passado” pontuou Guilherme dos Anjos quando conversamos sobre o assunto.

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Foto após o terceiro gol.

A próxima partida seria novamente contra o São Raimundo (uma das doidices do calendário do Parazão) na Curuzu. Donald se mostra confiante em conseguir mais 3 pontos em casa e trazer o torcedor cada vez mais. “O mais importante é o RexPa, esse jogo vai ser determinante” não cansava de destacar.

Sábado dia 12 de Fevereiro, Curuzu com pouco mais de 4.500 torcedores alegres já cantavam antes da partida.

- Parece que tá cumprindo o objetivo de trazer a galera pro estádio – comento com Don no túnel de acesso.

- Início de ano é sempre assim, o pessoal tá sem ver o time jogar faz um bom tempo e quer ver o novo elenco da temporada, as vitórias iniciais ajudaram, claro. Mas não se engane amigo, uma derrota aqui ou no clássico e a hostilidade do final do ano passado já começa a se desenvolver.

A novidade na partida seria Luís Fabiano ser relacionado pela primeira vez para o banco. Tentei conversar com o fabuloso mas só consegui uma resposta rápida de que ele estava “pronto para quando o professor precisasse” e logo ele se dirigiu para o banco de reservas.

O jogo começou morno, durante os 20 primeiros minutos havia tido apenas duas chances de gol do papão e uma do pantera, mas depois foi um espetáculo de primeiro tempo. Aos 28, mostrando que o treino de escanteio ensaiado deu certo, bola no primeiro pau e o papão abriu o placar de cabeça com o zagueiro Micael do alto dos seus 1 metro e 90 de altura. A porteira abriu e o segundo tento veio logo depois com uma pancada de Leandro Lima de fora da área e o desvio traiçoeiro em Mocajuba, o que enganou o goleiro santareno e a bola entrou. O lateral Bruno Oliveira fez o terceiro após ganhar uma dividida na área e o zagueiro Micael completou a goleada no primeiro tempo (novamente de cabeça, novamente de escanteio). O segundo tempo foi coroado apenas com um chutaço de Tiago Luís que finalizou os 5x0.

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Luís Fabiano não entrou durante a partida apesar dos torcedores pedirem. Encontrei o Don na saída do estádio, enquanto os alto-falantes da Curuzu ainda tocavam a música que quase sempre toca após as vitórias, e tivemos mais uma conversa em particular, ele dizia que o time estava embalado e com confiança.

Mas o rival também.

O Remo, assim como o Paysandu, estava 100% no campeonato até então. 3 jogos e 3 vitórias. Era o embate dos líderes dos grupos A e B, o Remo vinha de derrota e eliminação na segunda fase da Copa do Brasil no meio da semana (1x0 para o Cuiabá). Mas foi a equipe que dominou as ações daquele jogo, apesar de não conseguir chegar ao gol. O Paysandu de Don Santos já vinha mais refrescado, após uma pausa de 11 dias depois da goleada sobre o São Raimundo. Tive poucos momentos para conversar com Don naquele dia. Quando pude trocar palavras rápidas com Don só escutei um “É no detalhe que se define um clássico Ed, um cruzamento correto para o jogador correto e tudo se resume ali, vai ser um jogo duro”.

E foi. O primeiro tempo bastante equilibrado e com muitas faltas não levou nenhum grito de gol para as torcidas. No entanto, havia uma certa superioridade do time bicolor, que pressionava bastante o rival em seu próprio campo. No segundo tempo, depois de mais um cruzamento de Tiago Luis na área, Jheimy foi derrubado, pênalti. O próprio Jheimy cobrou e abriu o marcador. Houve pressão azulina após o gol, mas o Paysandu se defendia bem, sem passar por muitos sustos, até que as palavras de meu amigo no início do jogo pareceram se profetizar: falta do lado esquerdo do campo, Thiago Primão cruza e o zagueiro Victor Oliveira sobe no terceiro andar para mandar a bola no fundo do gol.

“É no detalhe que se define um clássico”.

2x0 foi o placar final. Donald havia quebrado o mini tabu de 4 vitórias seguidas do rival do ano passado. Lembro de termos conversado sobre esse jogo muito tempo depois, Don apenas disse: “Aquele jogo me tornou um técnico”.

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Na partida de fechamento de turno, novo confronto contra o Bragantino, desta vez em Bragança, no estádio São Benedito, carinhosamente apelidado pela população local de “Diogão”. Jogando com o time reserva por conta da proximidade da estreia na Copa Verde, a equipe de Donald se deparou com um entusiasmado Bragantino jogando em casa: vitória apertada por 3x2. “Com todo respeito ao Remo, mas esse jogo foi mais difícil” comentou na coletiva de imprensa brincando com os jornalistas e alfinetando o rival. Após a partida a cabeça do treinador já estava em outro lugar: a Copa Verde.

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OBS: Pessoal, amanhã eu viajo a trabalho por uma semana, portanto a próxima atualização virá apenas depois do dia 04/07.

Espero que estejam curtindo até agora, valeu!

 

 

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Lanko

Dominou completamente o Remo no clássico. Tem tudo pra ganhar o Estadual. Aí vamos ver como se sai nacionalmente.

Provavelmente o Luís Fabiano vai arruinar pelo menos um campeonato sendo expulso, certeza.

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marciof89

5 jogos e 5 vitórias. Ok que o nível do time é acima da maioria dos clubes do estadual, mas a vitória em cima do Remo foi bem satisfatória.

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Vannces

Muito legal a narrativa de todo o trabalho de observação dos adversários, principalmente a preocupação com o Remo, mesmo o jogo estando bem longe. De qualquer forma, parece estar sendo um trabalho fantástico e o jogo contra o Remo foi um achado, se não deu para fazer com a bola rolando, foi na bola parada que saiu vencedor com 2 no placar. A vitória de 5 sobre o São Raimundo nem comento, se venceu o arqui rival, o restante é apenas detalhe, (ou não, rs). Bom trabalho na sequência.

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El Hincha

Tá sobrando no estadual, e mesmo que não seja parâmetro é importante para o time ganhar entrosamento e evoluir a tua proposta de jogo. O clássico foi uma delícia, deu pra torcida terminar gritando Olé sem sustos. O titulo parece bem encaminhado, melhor ainda se levar o bom futebol pro campeonato Nacional.

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Selat
Em 27/06/2019 em 01:08, Lanko disse:

Dominou completamente o Remo no clássico. Tem tudo pra ganhar o Estadual. Aí vamos ver como se sai nacionalmente.

Provavelmente o Luís Fabiano vai arruinar pelo menos um campeonato sendo expulso, certeza.

O time jogou muito bem fazendo pressão na saída de bola do Remo, poucas vezes na partida eles conseguiram impor o jogo deles, chegando no máximo a uma bola na trave já perto do final. Meu ataque falhou bastante no último passe, tanto que os gols só vieram por bola parada (treinada várias vezes nos dias antes da partida).

O campeonato paraense realmente tá bem tranquilo. Como disse antes, no máximo nosso maior rival pode causar complicações (às vezes o Independente da trabalho também, mas por enquanto eles estão na lanterna sem agredir muito).

Quanto ao fabuloso, espero que não kkkk

Em 27/06/2019 em 20:43, marciof89 disse:

5 jogos e 5 vitórias. Ok que o nível do time é acima da maioria dos clubes do estadual, mas a vitória em cima do Remo foi bem satisfatória.

Verdade, o time tá bem qualificado pra esse início de ano (muito diferente da vida real kkk)

Importante é conseguir entrosar mais e manter a pegada pro nacional.

Em 29/06/2019 em 14:13, Vannces disse:

Muito legal a narrativa de todo o trabalho de observação dos adversários, principalmente a preocupação com o Remo, mesmo o jogo estando bem longe. De qualquer forma, parece estar sendo um trabalho fantástico e o jogo contra o Remo foi um achado, se não deu para fazer com a bola rolando, foi na bola parada que saiu vencedor com 2 no placar. A vitória de 5 sobre o São Raimundo nem comento, se venceu o arqui rival, o restante é apenas detalhe, (ou não, rs). Bom trabalho na sequência.

Valeu pelo feedback 👍

A parte da observação achei legal botar pois é um costume que eu tenho no jogo também. Saber por qual lado o adversário ataca mais, onde estão os jogadores chave, se os atacantes são velocistas ou de jogo aéreo. Geralmente quando não tenho paciência pra ver isso, é quando os jogos desandam kkk

Achei que depois da vitória no Remo o resto seria tranquilo, mas me surpreendi no jogo contra o Bragantino, mesmo jogando com reservas. E daqui pra frente vou ter muita tendência em usar eles no segundo turno do estadual, já que o calendário complica mais com a copa verde e seus confrontos de mata-mata.

Em 29/06/2019 em 23:49, El Hincha disse:

Tá sobrando no estadual, e mesmo que não seja parâmetro é importante para o time ganhar entrosamento e evoluir a tua proposta de jogo. O clássico foi uma delícia, deu pra torcida terminar gritando Olé sem sustos. O titulo parece bem encaminhado, melhor ainda se levar o bom futebol pro campeonato Nacional.

To gostando do comportamento do time nessas primeiras partidas também, estão se adaptando bem ao estilo de jogar. Ainda pecam bastante na parte técnica, mas é Série C, fazer o que... O clássico teve só um susto, uma bola na trave deles no final do jogo kkk

Esse primeiro turno foi bom pra dar uma arrancada, o segundo posso ter um pouco mais de dificuldades pois já entra outra competição no calendário: a copa verde e talvez a copa do brasil pode atrapalhar lá pela final ou semi do paraense e as duas competições são de mata-mata, logo não tem espaço pra vacilar.

 

Pessoal, cheguei de viagem hoje, mais alguns dias e as atualizações voltam 😁

 

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Selat

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Capítulo IV – “Diga ao Don que estou procurando ele”

Luís Fabiano já havia marcado o 5º gol naquele treino de quarta-feira pela manhã na quente e ensolarada Boa Vista - RR, dado vários piques, brincado com os preparadores, de bom humor. Ele dizia para qualquer um que passava perto dele (inclusive eu): “Diga ao Don que estou procurando ele”. Donald estava no hotel fazendo o que sempre fazia antes de uma partida, analisando o adversário. Quando encontrei com ele, transmiti o recado do fabuloso. Ele meneou a cabeça positivamente e disse que já sabia disso.

- Acho que está na hora do fabuloso estrear como titular, sinto que ele tá pronto – disse apenas isso.

Luís Fabiano já havia entrado no segundo tempo nos três últimos jogos, não havia feito gol, mas havia mostrado boa visão de jogo e bons passes, fora que agora parecia pronto fisicamente. Donald já pretendia usá-lo desde o começo na estreia da Copa Verde contra o São Raimundo – RR.

E acertou em cheio.

Luís Fabiano não só marcou 2 gols como foi eleito o melhor jogador em campo em uma partida que ficou dramática no final. O Paysandu abriu o placar com o fabuloso aos 21 e aumentou a vantagem para 3x0 ainda no primeiro tempo. No segundo tempo, foi a primeira vez que vi Donald gritar e gesticular com o time que parecia dormindo em campo após a boa vantagem. Deixou o São Raimundo marcar 2 gols e chegar perto do empate. Nos acréscimos, a emoção: o árbitro deu 5 minutos, e o Paysandu teve um pênalti ao seu favor logo aos 46 do segundo tempo, o fabuloso cobrou e deixou o segundo dele. Tiago Luís aumentou a vantagem 3 minutos depois. Apesar dos 5 de acréscimo, o juiz deixou o jogo correr até os 52 minutos, quando ainda deu tempo para mais um gol do São Raimundo, 5x3 foi o placar final.

Apesar da vitória, houve muitas críticas do treinador no vestiário quanto a falta de concentração. Alguns jogadores não pareceram gostar do que ouviu, mas Donald me disse depois no ônibus: “A hora de criticar é agora. Criticar e corrigir enquanto ainda não perdemos”. Lembro de ter perguntado se seria a mesma coisa no caso de uma derrota, ele apenas disse: “Nunca numa derrota, os jogadores já estarão com moral baixa o suficiente. Derrota se corrige nos treinos.” Pouco depois do jogo, a diretoria de futebol anunciou a contratação por empréstimo de Mansur, um lateral esquerdo há muito pedido pelo treinador pois Diego Matos estava até então apenas “tapando buraco” na reserva de Bruno Colaço, sem o nível técnico suficiente exigido pela série C.

Na próxima partida, um passeio no Colosso dos Tapajós contra o vice-líder do grupo B, o Tapajós. Mesmo jogando com a equipe considerada reserva, o Paysandu de Donald conseguiu dominar o jogo do início ao fim, mostrando ter absorvido muito bem a filosofia e a maneira de jogar da equipe titular. O resultado em Santarém garantiu a classificação do Papão para as semifinais do estadual com 4 rodadas de antecedência. O calendário era apertado, 2 dias depois do confronto contra o Tapajós, a delegação bicolor já estava em Belém novamente para o jogo da volta contra o São Raimundo – RR. “A ordem do dia é evitar o apagão da semana passada, vamos jogar pra ganhar e jogar bem” eram as palavras de Don no briefing tático no hotel da concentração. E os jogadores assimilaram bem. Goleada por 4x0 e classificação mais que garantida na próxima fase da Copa Verde, onde a equipe enfrentaria o Manaus.

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“Vai ser cansativo”. Foram as palavras por Niehues quando o confronto com o Manaus estava definido. Não porque tivesse medo do adversário, mas porque o calendário do time prometia pelo menos mais 2 semanas com 4 jogos em intervalos de apenas 1 dia. A equipe do campeonato paraense já não era a mesma do primeiro turno, os reservas estavam entrando em ação, enquanto que os titulares eram priorizados no mata-mata da Copa Verde.

Pelo paraense, os reservas fizeram um jogo duro contra o Paragominas na Curuzu. A primeira parte terminou sem gols e logo no início da segunda o time visitante conseguiu um contra-ataque e marcou, era a primeira vez que o time de Donald Santos saía atrás no placar esse ano. Mas com as substituições e personalidade dos reservas, foi possível conseguir a virada no final da partida.

No estádio SESI em Manaus, o papão visitou, com apenas 1 dia de descanso após a partida contra o Paragominas, a equipe do Manaus que fora eliminada pelo Remo da Copa do Brasil ainda nesta temporada. A equipe titular entrou animada junto com o treinador, apesar do cansaço da viagem, a equipe cada vez mais habituada ao estilo Don Santos dominou completamente o Manaus e levou para Belém a vantagem de 4x1. Os únicos reveses eram as lesões de Tiago Luis e Vinicius Leite. “Posso usar os reservas para o jogo da volta e me concentrar com os titulares no clássico do returno.” A próxima partida era dali a 6 dias pelo Parazão, outra vez enfrentando o maior rival.

7 jogos e 7 vitórias no estadual. 3 jogos e 3 vitórias na Copa Verde. A era Don Santos começava perfeita. O moral estava altíssimo, os treinos totalmente descontraídos. A alegria reinava na Curuzu. O torcedor bicolor zoava o maior rival o tempo todo e tinha confiança, lotando o Mangueirão para o jogo do returno, onde podia ver seu time jogar mais consistente, mais entrosado, dominando completamente a partida.

E o Paysandu perdeu.

A primeira derrota da carreira de Donald Santos fora contra o maior rival. Num jogo em que os bicolores até jogaram melhor, mas simplesmente não encontraram o gol e pegaram o goleiro azulino inspirado. Rick Sena, o principal jogador do Leão Azul, aproveitou o erro de marcação da zaga no começo do segundo tempo e marcou o gol da vitória azulina. Gol que classificou o Remo para as semifinais do Parazão. Não faltaram críticas da torcida no estádio ou até mesmo nas redes sociais

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Perguntei a Donald o que disse aos jogadores no vestiário naquele dia. “Eu estava irritado com os erros e as chances perdidas, queria criticar duramente o time, mas na posição de técnico temos que lembrar o peso da responsabilidade. Os jogadores já estavam sendo criticados duramente pela torcida, eles só poderiam procurar consolo na nossa equipe técnica. Por isso entrei no vestiário, bebi o resto de minha garrafinha de água, vi os rostos tristes esperando uma bronca, contei até 10 e falei: O que? Acharam que ganhariam para sempre? Iria acontecer um dia, ainda somos líderes, portanto levantem a cabeça e vejo todos no treino.”

Com apenas um dia de descanso de novo, a equipe já enfrentaria o Manaus pelo jogo da volta das quartas de final da Copa Verde na Curuzu. Não havia tempo de abaixar a cabeça e se lamentar.

Na Curuzu, mesmo vindo de derrota no rexpa, a torcida mostrou apoio. 15.208 torcedores praticamente lotaram a Curuzu para o jogo da volta. O time que jogaria era quase totalmente diferente da equipe que perdera o rexpa. Apenas Tiago Luis dos titulares foi relacionado. “Rexpa é passado, foco em avançar para a semifinal!” era o mantra da equipe técnica naquele momento, e o time reserva não desapontou. Uma boa vitória por 2x0 e a classificação garantida para as semifinais. O maior rival foi eliminado pelo Cuiabá.

O mesmo placar se repetiu na Arena Verde, o Paysandu visitou o estádio do já rebaixado Paragominas na penúltima rodada do segundo turno do Parazão. Com gols de Luís Fabiano (o primeiro dele no estadual) e Alex Galo, o time concretizou uma vitória tranquila sobre o Jacaré do Norte. Fechando a 1ª fase do estadual, os bicolores encararam o Tapajós na Curuzu, e os reservas mais uma vez fizeram um ótimo trabalho quando acionados, 4x0.

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Agora o desafio da semifinal da Copa Verde seria contra o Brasiliense – DF: Líderes do campeonato brasiliense e com apenas 1 derrota no currículo até o momento no ano. Mas o mesmo se podia dizer do Paysandu. “O passeio na Copa Verde acabou” assinalou meu amigo. E a primeira partida na casa dos adversários já era dali a 2 dias após fechar o 2º turno do Parazão.

As duas competições ativas do início do ano estavam entrando em sua reta final.

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Lanko

Xi, perdeu o único jogo que importava.

Donald Santos na rua já! Acabou a paciência! Agora é no terror!

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El Hincha

É favorito contra o Jacaré, mas não sabemos o efeito como o time vai reagir após perder a primeira “decisão” da temporada. As vitórias na sequência do RexPa pelo menos ajudam um pouco na retomada da confiança.

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    • Daniel Souza
      By Daniel Souza
      Tática que vi desenvolvendo nos ultimos dias,um Flamengo de puro controle de jogo,sem muita itensidade mas com troca de passes e movimentações o tempo todo,e marcação pressionando o adversário,em varias ocasiões terminei o primeiro tempo com 20 chutes enquanto o adversário terminava com 0,posse de bola sempre nos 60% até em 70% se o time for muito fraco,o ponto forte da tática é a sua bola parada,é muito forte se vc tiver bons cobradores e jogadores que tenham impulsão.
       Nas imagens a seguir vemos a formação da minha equipe e as estatisticas dominantes que ela vem trazendo:
      https://ibb.co/QbMC1Hy
      https://ibb.co/Jys0x02
      a tática não é opressora de criar muitas chances por isso um pivo ofensivo tem que ser um cara que tenha:Visão de jogo,Técnica,Passe.É fundamental isso,ele é o centro do time,é um Messi do seu time ou se preferir,um Zico,espero que possam desfrutar dessa tática,alias botei equilibrada porque defensivamente minha equipe fica muito forte assim,mas jogando de forma positiva também funciona muito bem,abraços.
       
      Download> https://www.4shared.com/file/dnHk2YL1gm/Tiki_Taka_1981_Flamengo.html
    • LuizH
      By LuizH
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      1.1 AS MOTIVAÇÕES EM UM BREVE RELATO HISTÓRICO:
      2.1 - DA CIDADE, DO CLUBE E DO ESTÁDIO:

      Cachoeira do sul é uma cidade do Rio Grande do Sul, localizada a 196 km de Porto Alegre. É uma cidade de aproximadamente 90 mil habitantes que ostenta o título de "capital nacional do arroz". Orgulha-se por ser o quinto município mais antigo do Estado, emancipando-se da cidade de Rio Pardo no ano de 1820. Dispondo de vastos territórios, pertenciam a Cachoeira do Sul municípios como Alegrete, Santa Maria, Santana do Livramento e São Gabriel.
      Cachoeira do Sul pertence a região econômica da Metade Sul do Rio Grande do Sul, grupo de municípios que teve prosperidade na primeira metade do século XX graças à agropecuária, mas que não se industrializaram ou tiveram uma industrialização tardia, mantendo seus tradicionais tipos de economia, empobrecendo e perdendo a concorrência para outros municípios.

      O Foot Ball Club Cachoeira, hoje Cachoeira Futebol Clube, é um clube fundado em 24 de fevereiro de 1914, na cidade de Cachoeira do Sul(RS), na residência do estudante Henrique Müller Barros, que mais tarde se tornaria médico no município. Em um período onde o campeonato gaúcho era disputado por regiões, em um sistema eliminatório entre o campeão da capital e um número variável de clubes das demais regiões do estado, o Cachoeira FC fora ter suas primeiras aparições no então campeão estadual somente no início da década de 40, mais precisamente em 1944. Até então, o clube viu-se ser amplamente dominado por seu grande rival, o Guarany de Cachoeira.  
      2.1.1 - A PRIMEIRA ERA
      Em 1944, depois de ser campeão municipal, a equipe derrotou o Inter de Santa Maria, pela final da Zona Centro, e o Floriano (após duas prorrogações), pelas quartas do estadual. Na semifinal, entretanto, o Cachoeira veio a ser facilmente eliminado pelo Bagé. Esse foi um momento muito importante na história do Cachoeira, pois, no ano anterior, o Guarany havia sido vice-campeão estadual e uma vitória contra o Bagé teria, ao menos, igualado o feito. O Cachoeira esteve ainda mais próximo da grande final estadual em 1948, quando foi eliminado, outra vez na semifinal, pelo Grêmio Santanense, em Porto Alegre. Na ocasião, o Cachoeira chegou a estar vencendo o jogo por 3 a 1, mas cedeu o empate e foi derrotado na prorrogação. O Cachoeira ainda voltaria ao Estadual em 1951 e 1955, mas nessas vezes seria eliminado em fases mais precoces.

      (Cachoeira FC, campeão citadino de 1942)
      2.1.2 - A GLORIOSA DÉCADA DE 70
      A partir da unificação do Campeonato Gaúcho em 1961, houve uma realocação dos clubes por meio de divisões: os clubes da capital e outros mais tradicionais foram incluídos na primeira divisão enquanto aqueles de regiões menos qualificadas foram alocados em uma segunda divisão, o do Cachoeira FC fora um destes clubes. 
      Dentro de um sistema bastante confuso de campeonatos que não davam acesso e nem rebaixavam, além das fórmulas mirabolantes existentes da década de 70, o Cachoeira FC conseguiu estar presente em 5 temporadas na primeira divisão do Campeonato Gaúcho: 72/73/75/77/79. O que causa surpresa, no entanto, é o fato de o clube ter sido promovido pela via tradicional em apenas uma oportunidade, quando obteve o acesso pelo vice campeonato da segunda divisão em 1978. 
      Considerada a melhor (e unica) década de sucesso na história do clube, o fim dos anos 70 culminariam com desaparecimento do Cachoeira FC na elite do futebol gaúcho. Após um péssimo desempenho campeonato de 1979, amargando a última posição entre 20 clubes, o clube ainda manteria, precariamente, suas atividades profissionais durante as temporadas de 80,81 e 82, até decidir-se pelo abandono do futebol profissional. 
      2.1.3 - O RETORNO AO FUTEBOL PROFISSIONAL E O PRIMEIRO E ÚNICO TÍTULO
      Foram necessários 17 anos até que o Cachoeira FC novamente voltasse a disputar uma competição profissional. Somente no ano de 2000, após a autorização para refiliação do clube à FGF, o Cachoeira FC voltaria a Terceira divisão do campeonato gaúcho.
      Eliminado precocemente na primeira temporada de retorno, o clube voltaria a campo para fazer história na temporada de 2001. Após vencer o Farroupilha por 3-2 no agregado (1-1 em Pelotas e 2-1 em Cachoeira do Sul) o clube alcançava seu primeiro e único título de sua história de 115 anos. 

      Elenco campeão da Série C do Campeonato Gaúcho em 2001 (Terceirona)
      O acesso à segunda divisão trouxe nova esperança ao clube que passara seu últimos anos na obscuridade. Durante 7 temporadas consecutivas a equipe buscou retornar a elite do futebol gaúcho sem obter sucesso em nenhuma delas. O período, ainda, ficou marcado pela realização dos primeiros clássicos CA-SÉ (Cachoeira FC x São José-CS) em nível profissional. 
      Entre boas e más campanhas, o clube ainda teria que amargar ver o seu principal rival disputando a elite gaúcha durante as temporadas de 2003-2007. O retorno do clássico se daria na temporada de 2008, quando após uma campanha melancólica, ambos os clubes fechariam seus departamentos profissionais para nunca mais voltar. 
      2.1.4 - JOGOS MEMORÁVEIS
      Em 19 de junho de 1962, ocorre um fato marcante na história do clube: um amistoso contra o Racing Club de Montevideo, como preliminar de Uruguai e Checoslováquia (que alguns dias antes havia perdido a Copa do Mundo para o Brasil, no Chile), no Estádio Centenário. Logo no primeiro tempo, o Racing abre cinco gols de vantagem. Na segunda etapa, o time da casa tirou o pé e o Cachoeira diminuiu o placar para 5 a 3. Dois anos mais tarde, o Racing iria a Cachoeira do Sul para a revanche e seria derrotado no Estádio Municipal por 1 a 0.
      No jogo da volta, o goleiro do Racing era um jovem Ladislao Mazurkiewicz em começo de carreira, pouco antes de se transferir para o Peñarol e de jogar três Copas do Mundo. 
      Além disto, outros dois jogos são lembrados como memoráveis na história do clube, mesmo que se tratassem apenas de amistosos. 
      16.05.1965 - Cachoeira FC 2 x 1 Grêmio 
      31.05.1972 - Cachoeira FC 1 x 0 Internacional
      2.1.5 - O ESTÁDIO
      Estádio Joaquim Vidal
      O estádio Joaquim Vidal pertence ao município de Cachoeira do Sul. Atualmente, encontra-se dentro de um projeto de revitalização infraestrutural uma vez que a deterioração de sua estrutura o levara à interdição. Com a necessária destruição de um setor de arquibancadas que ficava no lado oposto ao pavilhão central, não se sabe qual sera a capacidade do estádio após o fim da referida reforma, mas acredita-se que o estádio deva ter capacidade para 2 a 3 mil pessoas (no FM são 5 mil lugares)
      2.2 - DO JOGO EM SI:
      A estrutura exigia o máximo de realidade possível e eis o que eu tentei buscar dentro do que eu entendia do editor do jogo. Diante da disponibilidade aqui no fórum do update MRT90 e a realidade estrutural alcançada dentro dele, restou a mim a parte fácil: encontrar uma forma de tornar "real" o possível retorno do Cachoeira FC ao futebol profissional.
      Considerando que o update não dispunha da segunda e terceira divisão gaúcha, fora necessário apenas alterar algumas configurações para incluí-las ao jogo. Mesmo que sem a reprodução perfeita das estruturas reais dos campeonatos, consegui criar as respectivas divisões. Atualizados os elencos da primeira e segunda divisão e habilitado novamente o profissionalismo ao futebol do Cachoeira FC (constava como extinto) estava tudo pronto.
      Em relação aos clubes da terceira divisão, optei por incluir aqueles que de fato participam da terceira divisão estadual em 2019 e fiz um apanhado de algumas pequenas equipes que estiveram presentes nos últimos anos para completar os 16 clubes da estrutura.
      Já a questão dos jogadores em si, nada foi alterado. Com exceção de alguns jogadores perdidos que já constavam em algumas equipes, a maioria das outras inicia com os conhecidos jogadores "cinzentos", inclusive o Cachoeira FC.
      2.3 - DOS OBJETIVOS:
      De início, há apenas um único objetivo que é algo que está ligado mais a minha forma de jogar FM do que propriamente a desafio na história: o desenvolvimento das categorias de base. 
      Confesso que por um determinado período eu até dividi a vontade de unir o youth challenge a esta história, afinal, gosto da ideia e e algo que ainda não fiz. Porém, no fim das contas, acabei optando por jogar de forma mais casual (com contratações).
      No mais, por ser um desafio, tentarei buscar incluir objetivos mais dinâmicos, temporada a temporada. 

      Créditos ao trabalho de Evaldo Júnior (www.erojkit.com)
      3 - REFERÊNCIAS:
      Jamais havia encontrado na internet muito material acerca do Cachoeira FC, portanto, deixo aqui meus créditos de pesquisa ao excelente trabalho do blog "um pequeno museu do futebol gaúcho" (Disponível em: (https://1pmfg.com/home/)).
    • vinny_dp
      By vinny_dp
      :: Capítulo 1 - Considerações Iniciais
       
       
      Com essa introdução, do lendário Eduardo Galeano, decido minha nova trajetória no Football Manager. Após mais de dois anos jogando na Córsega com o Ajaccio, era hora de sair um pouco do cenário europeu. 
      Por mais que seja o continente mais forte e o que traz maiores dificuldades dentro do jogo, a Europa é um local onde se passou a maioria das minhas tentativas. Então, decidi me arriscar na América do Sul, surrada pelas más administrações, que fizeram com que a distância para os países filiados à UEFA ficasse grande demais. 
      Obviamente, não espero a competitividade que a Champions League pode proporcionar. Também estou ciente que não seguir o roteiro padrão para a adição de ligas trará sempre o questionamento sobre a sobrevivência do save. 
      O que desejo com esta história? Primeiro de tudo, diversão. Depois, passar por todos os países filiados à CONMEBOL e assim conhecer um pouco mais as ligas sul-americanas. Títulos? Seguramente, de preferência em todas ligas, mas sem me prender a isso para desenvolver um projeto ou buscar novos ares.
      Escolhi um pack com as mais variadas ligas do mundo para encarar essa empreitadas, selecionando apenas os países da América do Sul. Contarei sobre o clube escolhido e outros detalhes em um próximo post. 
       

       
       
    • CapitaoX
      By CapitaoX
      São 27 pastas contendo + de 930 kits aonde cada clube do pais fica no seu estado natal facilitando a atualização dos times pequenos dos campeonatos estaduais e divisões inferiores ou que disputam o regional/divisões de acesso. Também evita necessidade de sobe e desce e mudanças na config, pois os times estarão sempre na pasta certa.
      Série A,B,C,D 100% atualizada alem dos times pequenos de divisão cada região que não se acha facilmente
      O Formato de Referencia seguido é o padrão do FC12 420x420.
      com apenas 85 mbs  é o maior compilação de kits brasileiro já reunida em link unico para o brasil.
      Downloads
       
                                                                         créditos para os Kitmakers do Fmanager Brasil e suas equipes.
      Principais membros envolvidos  e base de tudo a galera brasileira do SSKits megapack ss kits 2017 
       @Clayton_Padula, @Fab Cardoso, @VictorDomingos, @yanfer, @Sheldon Cooper km 18, @lucasaplima  e, @cheirador 
      FBkits D(Cavalcanti) :https://fm-view.net/forum/topic/18322-fbkits-download-area-season-1819/
      FC12 Kits ABC(IgorNatalino,HugoFera,Blaijin) FMSlovakia: https://fmslovakia.com/en/downloads/kitpacks/fc12-season-2018-19/
      GTCamisas D e Regionais(RomarioAlves) http://gtcamisas.blogspot.com

      +-628 times já foram atualizados,contando as 128 clubes da series ABCD feitas pelas equipes.
      esse trabalho colaborativo interequipes seria de referência pra todos Fms futuros e de ajuda para os kitmakers já que essas camisas de times pequenos regionais não eram atualizadas a mais de 2 anos algumas eram tão genericas q nem patrocínio tinham.
      novos kits estão sendo feitos no topico FC 12 Kits e serão atualizados gradualmente no pack.
    • Johann Duwe
      By Johann Duwe
      Banner by @Tsuru
      Estava entre duas situações distintas para este save, ou eu começaria na Ásia ou em alguma liga periférica na Europa. Acabei decidindo, ajudado por outros amigos da área, a começar na Europa, mais precisamente na região Escandinava.
      Um dos motivos que me fez escolher essa região foi o fato de eu não jogar em nenhuma liga escandinava desde o FM 2013, então é bom poder voltar novamente para a área nórdica do mundo.
       
       
      Ligas Selecionadas:
      Todas divisões de Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega e Suécia.
      Ver apenas a primeira divisão de Bélgica, Inglaterra, Alemanha, Holanda, Polônia, Irlanda e Rússia.
      Perfil do Treinador: Aron Steffarsson, treinador de 21 anos nascido em Ilhas Faroé, sem licença e com experiência no futebol amador. Começarei desempregado e irei trilhar meu caminho para o sucesso.

       
      Por se tratar de um save carreira, o único objetivo a longo prazo que irei impor é:
      Vencer 01 Eurocopa e 01 Copa do Mundo com alguma das seleções nórdicas.
       
       
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