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LuizH

Cachoeira FC: orgulho de casa | Ressaca prolongada (20/04)

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LuizH

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Afastado durante longo período, senti que era hora de retornar à área para compartilhar uma nova experiência dentro deste jogo que tanto nos ocupa. A compra recente de um novo computador - o primeiro com capacidades dignas - unido a vontade de concretizar um objetivo que há bastante tempo almejo, levou-me a criação deste tópico e realização vasta pesquisa sobre o histórico do clube que possui comigo uma ligação bastante particular e que pretendo relatar no capítulo seguinte, o qual deixarei, por questões visuais, à disposição apenas daqueles que realmente se interessarem pelas motivações que levaram à escolha.

Aos demais, resumidamente: A motivação é o futebol (hoje inexistente) da minha cidade, qual seja: Cachoeira do Sul(RS). O clube é o que leva o nome dela: Cachoeira FC; O início é na Terceira Divisão do Rio Grande do Sul. Te aguardo no capítulo 2.1!

1.1 AS MOTIVAÇÕES EM UM BREVE RELATO HISTÓRICO:

Spoiler

A pacata cidade de Cachoeira do Sul, no interior do Rio Grande do Sul, é uma daquelas cidades de interior onde os clubes da capital dividem(ou não) os amantes do futebol local. Diferentemente de alguns municípios onde um clube identificado a cidade aparece, esporadicamente, para movimentar o orgulho de quem lá vive, Cachoeira do Sul há muito carece de um clube que dignamente a represente, mesmo que nas divisões inferiores do futebol estadual.

A história, no entanto, nem sempre foi assim, uma vez que ao longo dos anos, viram-se surgir alguns (digam-se 3) clubes profissionais (não no sentido estrito) na cidade. São eles: Guarany de Cachoeira, Cachoeira FC e o São José-CS.

O primeiro (não em anos) foi o que chegou mais longe, mesmo que em épocas bastante longínquas. O Guarany de Cachoeira, fundado em 1917, conseguiu a façanha de ser vice-campeão estadual no ano de 1943 ao perder para o Internacional de Porto Alegre. A brilhante façanha, em que pese o fato de o futebol daquela época, especialmente a organização dele em si, muito divergir do que hoje conhecemos, passados 76 anos, ainda segue sendo a maior façanha do futebol cachoeirense. 

O segundo deles, este o mais velho, pode ser considerado aquele que menos conquistou ao longo dos anos, embora passados 105 anos desde sua fundação. Fundado em 1914, o Cachoeira FC sempre teve no próprio nome a ligação intrínseca à cidade que lhe deu origem. O futebol, no entanto, nunca trouxe gloriosas celebrações à cidade, salvo algumas participações na elite gaúcha durante a década de 1970, as quais pretendo pormenorizar ao longo do tempo, uma vez que o Cachoeira FC é o clube escolhido por mim. Em breve resumo, pode-se dizer que a história ainda conta com o fechamento do futebol profissional em 1979; o retorno ao profissionalismo no início dos anos 2000 e um novo fim no ano de 2008. 

Por fim, a última vez em que um clube local despontara a nível estadual fora no início dos anos 2000, mais precisamente no período de 2003 a 2007, quando o São José-CS disputou a primeira divisão gaúcha, mesmo que sem muito brilhantismo. Fundado em 1968, o Grêmio Esportivo São José surgiu apenas como mais um clube do futebol citadino. Após uma surpreendente e inesperada profissionalização em 1993, a equipe circulou pelas segundas divisões do estado(sim, no plural. O futebol gaúcho teve lá suas regras peculiares) até conquistar o acesso no ano de 2002.

Após manter-se por 5 temporadas na elite gaúcha, o rebaixamento do São José no ano de 2007 levou ao desaparecimento do futebol local, culminando no encerramento das atividades profissionais de ambos os clubes da cidades no ano de 2008. De lá para cá, inicia-se um hiato que já dura 11 anos sem futebol profissional na cidade, o que, aliás, deve perdurar por alguns anos ainda haja vista não haver nenhuma movimentação em sentido contrário.

Mas como tudo isso chega até a pessoa que vos escreve? Pois bem. Inicialmente, a infância do meu pai coincide com a década de 70 e os anos gloriosos do futebol do Cachoeira FC. Por óbvio, boas histórias já foram contadas sobre àquele período, inclusive sobre o dia em que o Cachoeira FC desbancou o Internacional de Porto Alegre por 1 a 0 (o Inter era tricampeão gaúcho à época). Além disto, meu primeiro jogo profissional da vida foi no estádio que abrigou todos os clubes da cidade: O estádio Joaquim Vidal. Por fim, mas não menos importante, eu acabei jogando pelo Cachoeira FC em um breve período da minha adolescência. Para falar a verdade, suponho ter feito parte de uma das últimas equipes, senão a última, a representar o Cachoeira FC em competições ligadas à Federação Gaúcha de Futebol, mesmo que em categorias de base, como era o caso. 

2.1 - DA CIDADE, DO CLUBE E DO ESTÁDIO:

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Cachoeira do sul é uma cidade do Rio Grande do Sul, localizada a 196 km de Porto Alegre. É uma cidade de aproximadamente 90 mil habitantes que ostenta o título de "capital nacional do arroz". Orgulha-se por ser o quinto município mais antigo do Estado, emancipando-se da cidade de Rio Pardo no ano de 1820. Dispondo de vastos territórios, pertenciam a Cachoeira do Sul municípios como Alegrete, Santa Maria, Santana do Livramento e São Gabriel.

Cachoeira do Sul pertence a região econômica da Metade Sul do Rio Grande do Sul, grupo de municípios que teve prosperidade na primeira metade do século XX graças à agropecuária, mas que não se industrializaram ou tiveram uma industrialização tardia, mantendo seus tradicionais tipos de economia, empobrecendo e perdendo a concorrência para outros municípios.

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O Foot Ball Club Cachoeira, hoje Cachoeira Futebol Clube, é um clube fundado em 24 de fevereiro de 1914, na cidade de Cachoeira do Sul(RS), na residência do estudante Henrique Müller Barros, que mais tarde se tornaria médico no município. Em um período onde o campeonato gaúcho era disputado por regiões, em um sistema eliminatório entre o campeão da capital e um número variável de clubes das demais regiões do estado, o Cachoeira FC fora ter suas primeiras aparições no então campeão estadual somente no início da década de 40, mais precisamente em 1944. Até então, o clube viu-se ser amplamente dominado por seu grande rival, o Guarany de Cachoeira.  

2.1.1 - A PRIMEIRA ERA

Em 1944, depois de ser campeão municipal, a equipe derrotou o Inter de Santa Maria, pela final da Zona Centro, e o Floriano (após duas prorrogações), pelas quartas do estadual. Na semifinal, entretanto, o Cachoeira veio a ser facilmente eliminado pelo Bagé. Esse foi um momento muito importante na história do Cachoeira, pois, no ano anterior, o Guarany havia sido vice-campeão estadual e uma vitória contra o Bagé teria, ao menos, igualado o feito. O Cachoeira esteve ainda mais próximo da grande final estadual em 1948, quando foi eliminado, outra vez na semifinal, pelo Grêmio Santanense, em Porto Alegre. Na ocasião, o Cachoeira chegou a estar vencendo o jogo por 3 a 1, mas cedeu o empate e foi derrotado na prorrogação. O Cachoeira ainda voltaria ao Estadual em 1951 e 1955, mas nessas vezes seria eliminado em fases mais precoces.

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(Cachoeira FC, campeão citadino de 1942)

2.1.2 - A GLORIOSA DÉCADA DE 70

A partir da unificação do Campeonato Gaúcho em 1961, houve uma realocação dos clubes por meio de divisões: os clubes da capital e outros mais tradicionais foram incluídos na primeira divisão enquanto aqueles de regiões menos qualificadas foram alocados em uma segunda divisão, o do Cachoeira FC fora um destes clubes. 

Dentro de um sistema bastante confuso de campeonatos que não davam acesso e nem rebaixavam, além das fórmulas mirabolantes existentes da década de 70, o Cachoeira FC conseguiu estar presente em 5 temporadas na primeira divisão do Campeonato Gaúcho: 72/73/75/77/79. O que causa surpresa, no entanto, é o fato de o clube ter sido promovido pela via tradicional em apenas uma oportunidade, quando obteve o acesso pelo vice campeonato da segunda divisão em 1978. 

Considerada a melhor (e unica) década de sucesso na história do clube, o fim dos anos 70 culminariam com desaparecimento do Cachoeira FC na elite do futebol gaúcho. Após um péssimo desempenho campeonato de 1979, amargando a última posição entre 20 clubes, o clube ainda manteria, precariamente, suas atividades profissionais durante as temporadas de 80,81 e 82, até decidir-se pelo abandono do futebol profissional. 

2.1.3 - O RETORNO AO FUTEBOL PROFISSIONAL E O PRIMEIRO E ÚNICO TÍTULO

Foram necessários 17 anos até que o Cachoeira FC novamente voltasse a disputar uma competição profissional. Somente no ano de 2000, após a autorização para refiliação do clube à FGF, o Cachoeira FC voltaria a Terceira divisão do campeonato gaúcho.

Eliminado precocemente na primeira temporada de retorno, o clube voltaria a campo para fazer história na temporada de 2001. Após vencer o Farroupilha por 3-2 no agregado (1-1 em Pelotas e 2-1 em Cachoeira do Sul) o clube alcançava seu primeiro e único título de sua história de 115 anos. 

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Elenco campeão da Série C do Campeonato Gaúcho em 2001 (Terceirona)

O acesso à segunda divisão trouxe nova esperança ao clube que passara seu últimos anos na obscuridade. Durante 7 temporadas consecutivas a equipe buscou retornar a elite do futebol gaúcho sem obter sucesso em nenhuma delas. O período, ainda, ficou marcado pela realização dos primeiros clássicos CA-SÉ (Cachoeira FC x São José-CS) em nível profissional. 

Entre boas e más campanhas, o clube ainda teria que amargar ver o seu principal rival disputando a elite gaúcha durante as temporadas de 2003-2007. O retorno do clássico se daria na temporada de 2008, quando após uma campanha melancólica, ambos os clubes fechariam seus departamentos profissionais para nunca mais voltar. 

2.1.4 - JOGOS MEMORÁVEIS

Em 19 de junho de 1962, ocorre um fato marcante na história do clube: um amistoso contra o Racing Club de Montevideo, como preliminar de Uruguai e Checoslováquia (que alguns dias antes havia perdido a Copa do Mundo para o Brasil, no Chile), no Estádio Centenário. Logo no primeiro tempo, o Racing abre cinco gols de vantagem. Na segunda etapa, o time da casa tirou o pé e o Cachoeira diminuiu o placar para 5 a 3. Dois anos mais tarde, o Racing iria a Cachoeira do Sul para a revanche e seria derrotado no Estádio Municipal por 1 a 0.

No jogo da volta, o goleiro do Racing era um jovem Ladislao Mazurkiewicz em começo de carreira, pouco antes de se transferir para o Peñarol e de jogar três Copas do Mundo. 

Além disto, outros dois jogos são lembrados como memoráveis na história do clube, mesmo que se tratassem apenas de amistosos. 

16.05.1965 - Cachoeira FC 2 x 1 Grêmio 

31.05.1972 - Cachoeira FC 1 x 0 Internacional

2.1.5 - O ESTÁDIO

Estádio Joaquim Vidal

O estádio Joaquim Vidal pertence ao município de Cachoeira do Sul. Atualmente, encontra-se dentro de um projeto de revitalização infraestrutural uma vez que a deterioração de sua estrutura o levara à interdição. Com a necessária destruição de um setor de arquibancadas que ficava no lado oposto ao pavilhão central, não se sabe qual sera a capacidade do estádio após o fim da referida reforma, mas acredita-se que o estádio deva ter capacidade para 2 a 3 mil pessoas (no FM são 5 mil lugares)

2.2 - DO JOGO EM SI:

A estrutura exigia o máximo de realidade possível e eis o que eu tentei buscar dentro do que eu entendia do editor do jogo. Diante da disponibilidade aqui no fórum do update MRT90 e a realidade estrutural alcançada dentro dele, restou a mim a parte fácil: encontrar uma forma de tornar "real" o possível retorno do Cachoeira FC ao futebol profissional.

Considerando que o update não dispunha da segunda e terceira divisão gaúcha, fora necessário apenas alterar algumas configurações para incluí-las ao jogo. Mesmo que sem a reprodução perfeita das estruturas reais dos campeonatos, consegui criar as respectivas divisões. Atualizados os elencos da primeira e segunda divisão e habilitado novamente o profissionalismo ao futebol do Cachoeira FC (constava como extinto) estava tudo pronto.

Em relação aos clubes da terceira divisão, optei por incluir aqueles que de fato participam da terceira divisão estadual em 2019 e fiz um apanhado de algumas pequenas equipes que estiveram presentes nos últimos anos para completar os 16 clubes da estrutura.

Já a questão dos jogadores em si, nada foi alterado. Com exceção de alguns jogadores perdidos que já constavam em algumas equipes, a maioria das outras inicia com os conhecidos jogadores "cinzentos", inclusive o Cachoeira FC.

2.3 - DOS OBJETIVOS:

De início, há apenas um único objetivo que é algo que está ligado mais a minha forma de jogar FM do que propriamente a desafio na história: o desenvolvimento das categorias de base

Confesso que por um determinado período eu até dividi a vontade de unir o youth challenge a esta história, afinal, gosto da ideia e e algo que ainda não fiz. Porém, no fim das contas, acabei optando por jogar de forma mais casual (com contratações).

No mais, por ser um desafio, tentarei buscar incluir objetivos mais dinâmicos, temporada a temporada. 

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Créditos ao trabalho de Evaldo Júnior (www.erojkit.com)

3 - REFERÊNCIAS:

Jamais havia encontrado na internet muito material acerca do Cachoeira FC, portanto, deixo aqui meus créditos de pesquisa ao excelente trabalho do blog "um pequeno museu do futebol gaúcho" (Disponível em: (https://1pmfg.com/home/)).

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LuizH

HISTÓRICO

♦ 2019

19157267.png.6ab0bf9a974075e5efedce0d2b26095c.png  TERCEIRA DIVISÃO GAÚCHA -  Campeão

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beto7

Opa, gostei do que foi apresentado sobre o clube. Espero que colha bons frutos nessa jornada, avante. 

 

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marciof89

Save com times pequenos brasileiros sempre vão ser meus saves preferidos. Acompanhando aqui, boa sorte.

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Darthz

Boa sorte para o save!

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ggpofm

Excelente, retorno Luiz. Espero que fique conosco por mais tempo. A escolha do clube foi excelente, como disserem, saves com clubes pequenos e que ainda são da cidade das pessoas são ainda melhores.

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mfeitosa

Boa apresentação! Tem tudo para ser um ótimo save! Boa sorte, Luiz!

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LC

Boa sorte Luiz.

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Johann Duwe

Boa sorte, estarei acompanhando.

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LuizH
Em 06/04/2019 at 11:01, beto7 disse:

Opa, gostei do que foi apresentado sobre o clube. Espero que colha bons frutos nessa jornada, avante. 

 

Obrigado, assim também espero!

Em 06/04/2019 at 12:48, marciof89 disse:

Save com times pequenos brasileiros sempre vão ser meus saves preferidos. Acompanhando aqui, boa sorte.

São os meus preferidos. Obrigado

Em 06/04/2019 at 12:54, Darthz disse:

Boa sorte para o save!

Obrigado

22 horas atrás, ggpofm disse:

Excelente, retorno Luiz. Espero que fique conosco por mais tempo. A escolha do clube foi excelente, como disserem, saves com clubes pequenos e que ainda são da cidade das pessoas são ainda melhores.

Obrigado, também espero ficar mais tempo por aqui. Há uma motivação a mais em jogar com o clube de onde somos.

21 horas atrás, mfeitosa disse:

Boa apresentação! Tem tudo para ser um ótimo save! Boa sorte, Luiz!

Agradeço. Espero conseguir manter o save no nível dos demais aqui da área.

20 horas atrás, LC disse:

Boa sorte Luiz.

Obrigado.

20 horas atrás, Johann Duwe disse:

Boa sorte, estarei acompanhando.

Obrigado.

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LuizH

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2019 - PRÓLOGO

Recomeçar nunca é fácil, especialmente depois de tantos anos parado. 

As notícias do retorno do Cachoeira FC eram manchete diária no Jornal do Povo (o jornal da cidade). A empolgação era visível: O povo cachoeirense finalmente voltaria a ter um clube para o qual torcer. 

O entusiasmo, no entanto, logo daria vez à desconfiança, quando o anúncio de que elenco seria formado apenas por jogadores da região estampara a capa do período municipal. 

A mim parecia óbvio, afinal, como seria possível agir diferente? Com um orçamento que, apesar de "alto" para a primeira temporada, obviamente não poderia ser utilizado sem trazer sérios prejuízos financeiros logo ali na frente e uma infraestrutura bastante precária depois de 11 anos sem atividade, era necessário recorrer ao velho meio de se fazer futebol. 

Apesar da incompreensão local, em uma conversa com a diretoria, mantivemos o posicionamento de não investir nesta primeira temporada. A meta, portanto, não era atingir o acesso à segunda divisão logo de cara. Uma competição digna já era o suficiente. 

Algumas peneiras aqui e ali, alguns destaques do campeonato municipal recrutados ao elenco e tudo estava pronto. O Cachoeira estava de volta.

Os problemas, porém, não se limitavam à crítica local.

Não tínhamos tempo para trabalhar. Esse era o primeiro problema. 

Como os treinos só podiam ser realizados ao final da tarde, em razão das alternativas ocupações da maioria dos atletas, favorecíamos-nos do horário de verão e do tardio por do sol desta época do ano na região sul para realizar atividades até que a falta de iluminação impedisse a continuidade do treino.  

As possibilidades táticas também não eram um critério que nos favorece. Definiu-se, por fim, único sistema tático:o 4-1-2-1-2o mais habitual possível para a maioria daqueles atletas de final de semana que, num piscar de olhos, passavam a participar de competições a nível profissional.

A falta de orçamento completava a tríade das grandes dificuldades enfrentadas pelo clube neste seu reinício. Com poucas fontes de receitas que não fossem as partidas realizadas em casa, o clube via-se impedido de planejar qualquer investimento de infraestrutura sem causar sérios impactos ao seu orçamento. Seria necessário colher bons resultados dentro de campo para planejar avanços infraestruturais. 

2019 - E A TERCEIRONA ...

O desenlace da competição, porém, como em uma história de roteiro ideal, correra da melhor forma possível, contrariando majestosamente o ceticismo que rondava os ares do clube no início da temporada. E bem  verdade que a situação dos adversários não divergia muito daquilo que enfrentávamos diariamente e as condições eram bastante similares. Por esta razão, não havia qualidade técnica suficiente para destacar um clube entre os demais e o detalhe de bolas paradas, cruzamentos da intermediária e contra-ataques era o que dava pontos finais a cada certame, com raras exceções. Mesmo assim, pode-se dizer que o Cachoeira surpreendeu positivamente todos aqueles que o colocavam como coadjuvante em sua temporada de retorno ao profissionalismo.  

Esmeraldo Mizutani, aliás, parece ter entendido como ninguém a sistemática da competição. O lateral do bairro Ferreira, um daqueles recrutados do futebol local, fora o ponto de diferença em muitas das partidas ao longo da primeira fase. Cobrador oficial de todo tipo de bola parada, o jogador destacou-se pelos 7 gols marcados ao longo da primeira fase, muitos, ou quase todos, de bolas paradas. 

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15 jogos e nenhuma derrota,  classificação em primeiro lugar e a assunção de uma responsabilidade inicialmente improvável ao Cachoeira FC: eramos "obrigados" a subir.  Naquele momento, não havia mais outro destino que fosse aceitável depois de tudo aquilo que havia sido feito na fase inicial.

O Cachoeira FC enfrentaria a Sapucaiense em dois jogos que decidiriam quem estaria na segunda divisão do ano de 2020. 

Será que conseguiremos repetir a maior conquista da história do Cachoeira FC?

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Léo Cordeiro

Mandou muito bem nesse começo, boa continuação! Acompanhando.

 

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vinny_dp

Começo forte e que traz uma boa dose de responsabilidade, tornando a subida quase uma obrigação. 

Ainda assim, acredito na subida. Boa sorte.

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Johann Duwe

Curioso ver o Santo Ângelo aí, treinei essa equipe no FM 2005 ou 2006.

Sobre seu desempenho, esteve soberbo na fase de grupos, espero que continue o bom desempenho e vença a Sapucaiense.

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LuizH
Em 11/04/2019 at 16:33, Léo Cordeiro disse:

Mandou muito bem nesse começo, boa continuação! Acompanhando.

 

A primeira fase foi bastante acima do que eu esperava. Espero que se mantenha o rendimento até o fim do campeonato. 

Em 11/04/2019 at 17:34, vinny_dp disse:

Começo forte e que traz uma boa dose de responsabilidade, tornando a subida quase uma obrigação. 

Ainda assim, acredito na subida. Boa sorte.

Realmente a responsabilidade acabou se tornando grande em razão da primeira fase. Não tem como não criar uma expectativa de acesso depois de ganhar todos os jogos da primeira fase. 

Em 12/04/2019 at 09:04, Johann Duwe disse:

Curioso ver o Santo Ângelo aí, treinei essa equipe no FM 2005 ou 2006.

Sobre seu desempenho, esteve soberbo na fase de grupos, espero que continue o bom desempenho e vença a Sapucaiense.

O Santo Ângelo disputa hoje a terceira divisão. Acho que esse período do fim dos anos 90 e início dos anos 2000 foi o período de maior sucesso da história do clube. Depois não me lembro de ouvir falar muito no clube.

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Luchín

Boa sorte, Luiz. Seus saves sempre são bem escritos e organizados. Espero que leve esse até o fim e com mais dificuldades do que nesse início. 😜

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marciof89

A subida parece inevitável, com essa campanha aí. Se não conseguir, vai ser uma baita danutada.

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MitoMitológico

Me interessei bastante pelo save. Gosto de histórias com clubes representando a sua própria cidade e levando ao topo (como uma Chapecoense, um Londrina). Tanto que está em meus planos fazer um save com um clube desativado da minha cidade, que não joga campeonatos profissionais faz muito tempo, mas eu tenho dúvidas sobre o MRT90, teve algum bug nele até esse exato momento? Não tem divisões inferiores dos estaduais?

Notei uma boa qualidade e organização da sua escrita e do seu tópico, é algo a se elogiar.

É difícil fazer uma análise muito concreta para a primeira temporada, mas pelo pouco que vi fez uma terceirona muito boa, mesmo com uma cinzada inteira no elenco, espero que vença no mata-mata e consiga o acesso. Se conseguir o título, melhor ainda.

Acompanhando aqui, boa sorte amigo.

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LuizH
Em 13/04/2019 at 11:39, Luchín disse:

Boa sorte, Luiz. Seus saves sempre são bem escritos e organizados. Espero que leve esse até o fim e com mais dificuldades do que nesse início. 😜

Obrigado. Tenho tentando me esforçar para escrever da melhor forma, apesar do pouco tempo. Quanto à duração, acho que estou devendo uma história duradoura (com dificuldades, de preferência)

Em 14/04/2019 at 14:29, marciof89 disse:

A subida parece inevitável, com essa campanha aí. Se não conseguir, vai ser uma baita danutada.

É a expectativa. Antecipo que já joguei e pretendo relatar o ocorrido até o meio da semana. 

Em 14/04/2019 at 15:11, MitoMitológico disse:

Me interessei bastante pelo save. Gosto de histórias com clubes representando a sua própria cidade e levando ao topo (como uma Chapecoense, um Londrina). Tanto que está em meus planos fazer um save com um clube desativado da minha cidade, que não joga campeonatos profissionais faz muito tempo, mas eu tenho dúvidas sobre o MRT90, teve algum bug nele até esse exato momento? Não tem divisões inferiores dos estaduais?

Notei uma boa qualidade e organização da sua escrita e do seu tópico, é algo a se elogiar.

É difícil fazer uma análise muito concreta para a primeira temporada, mas pelo pouco que vi fez uma terceirona muito boa, mesmo com uma cinzada inteira no elenco, espero que vença no mata-mata e consiga o acesso. Se conseguir o título, melhor ainda.

Acompanhando aqui, boa sorte amigo.

Que bom, espero que a história te incentive a jogar com o clube da tua cidade também. Agradeço pelos elogios em relação a estrutura e escrita, é uma das minhas prioridades mantê-las. 

Quanto ao MRT90, a estrutura é muito bem elaborada. Já havia realizado um save em off utilizando-se dela para testar as divisões que eu havia incluídos e não reportei nada de errado. Quanto às divisões estaduais, depende do teu estado: estão ativas todas as divisões de SP e RJ e eu inclui, no meu jogo, a do RS. 

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Neynaocai

Parabéns pelo início, colhendo onde não plantou, bagunçando a pacata cidade de Cachoeira.

Boa sorte na sequência, já com a obrigação ditada pelo regulamento esquisito. Deveria ter subido direto.

 

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Andreh68

A impressão q eu tenhho é que ativando essas divisões muito inferioree o começo fica desproporcionalmente fácil.  mas o cachoeira não tem nada com isso  e ja conseguiu a promoção. Parabéns

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LuizH
11 horas atrás, Neynaocai disse:

Parabéns pelo início, colhendo onde não plantou, bagunçando a pacata cidade de Cachoeira.

Boa sorte na sequência, já com a obrigação ditada pelo regulamento esquisito. Deveria ter subido direto.

 

Obrigado. O regulamento classifica 4 pra um playoff. Queria tê-lo adequado à realidade, mas não tinha conhecimento para tanto. 

Aí segui o padrão das ligas já criadas. 

2 horas atrás, Andreh68 disse:

A impressão q eu tenhho é que ativando essas divisões muito inferioree o começo fica desproporcionalmente fácil.  mas o cachoeira não tem nada com isso  e ja conseguiu a promoção. Parabéns

Na verdade a campanha na terceira divisão tende a enganar um pouco. Eu optei por jogar com os jogadores cinzentos para tentar manter o nível de competição, justamente por essa razão de facilidade. Acabou que o time deslanchou. 

Porém, a partir do momento que conseguir o acesso à segundona, tudo tende a mudar. Como eu atualizei todos os elencos da primeira e segunda divisão, os clubes possuem jogadores reais, mesmo aqueles que eram inativos inicialmente. Ou seja, a tendência é que a diferença seja grande nos primeiros anos e eu estimo penar uns 3,4,5 anos para conseguir alcançar a primeira divisão do estadual. 

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LuizH

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A OBRIGAÇÃO DO ACESSO

A euforia havia tomado conta de toda a cidade. A diretoria parecia não estar preparada para lidar com aquele sucesso repentino da primeira temporada: Seu Róbson, "o presidente" - um cachoeirense simples que idealizara a volta do Cachoeira FC ao futebol profissional - parecia não acreditar no quão rápido tudo havia acontecido, enquanto observava, à direita das cabines de rádio, o último treino antes da viagem a Sapucaia do Sul para o primeiro jogo das semifinais. 

A expectativa de voltar com um bom resultado que encaminhasse o acesso era geral entre todos que se envolviam com o clube. Naquele momento, apenas dois jogos separavam o Cachoeira de subir o primeiro dar o primeiro passo neste seu retorno ao profissionalismo.

 

07.04.19 - PRIMEIRO JOGO DAS SEMIFINAIS

O jogo começa e o Cachoeira parece prestes a sucumbir à pressão da "obrigação" do acesso. Extremamente descompactada em campo e nervosa, a equipe cachoeirense vê-se sendo superada pela Sapucaiense desde o primeiro minuto e Adísio, logo aos 8 minutos, trata de fazer 1 a 0 em uma bela cobrança de falta. Reinaldo conseguiria um empate logo em seguida em um lance de sorte após pegar o rebote de um escanteio, mas o Cachoeira seguiria perdido em campo nos minutos seguintes.

Aos 30 minutos, após um cruzamento da esquerda que atravessa toda a intermediária, Bocão emenda um "balaço" cruzado e coloca o time da casa novamente à frente. A instabilidade é a marca do Cachoeira naquele primeiro tempo. 

Quando o relógio se aproximava dos 45´, falta na intermediária. Mizuta, sempre ele, cobra uma magistralmente no lado esquerdo do goleiro e deixa tudo igual antes do fim. 

Após o retorno, o Cachoeira consegue melhorar em campo; o jogo passa a ser mais estudado e o empate em 2 a 2 acaba saindo com uma vitória depois de um primeiro tempo bem abaixo do desempenho da primeira fase.

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14.04.19 - SEGUNDO JOGO DAS SEMIFINAIS

Chega o dia do jogo mais decisivo de toda a temporada. Depois de 16 partidas de invencibilidade, o Cachoeira FC entrava em campo precisando de uma vitória simples para alcançar o primeiro triunfo nesta seu recomeço. Naquele momento, pouco importava quem ganharia o título logo dali a 3 dias, o que realmente era almejado era o acesso. 

A bola rola e o Cachoeira volta a ter lampejos do time que se destacou na primeira fase, tomando pra si a iniciativa do jogo, mesmo que com menos posse de bola. O gol, no entanto, teima em não sair. A confiança logo começa a dar vez ao nervosismo e a Sapucaiense começa a tentar suas primeiras investidas a partir de contra-ataques. O primeiro tempo se encerra com um 0 a 0 no placar.

A tensão toma conta do estádio. 

O segundo tempo começa e, apesar de manter-se no domínio das ações, o Cachoeira não consegue alterar o marcador. O jogo se encaminha para o fim e já falta coragem para avançar no campo. Com o tempo beirando a casa dos 80 minutos, sofrer um gol naquela altura seria dar adeus ao sonho de subir.

A zaga da Sapucaiense então rebate um bola alçada na área; 

Batinga ganha a bola no meio de campo, abre na lateral esquerda para Mizuta, que cruza no segundo poste para Jacir completar de primeira. Festa total nas arquibancadas do Joaquim Vidal: 1 a 0 Cachoeira. 

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A sapucaiense então se joga à frente numa tentativa suicida de buscar o empate, mas logo na primeira investida, o Cachoeira recupera a bola e pega o adversário todo desarrumado. Dacio recebe na intermediária, vê Reston se infiltrando entre os zagueiros e coloca o volante na cara do gol. 2 a 0 Cachoeira e acesso garantido. O Cachoeira estava voltando a segunda divisão gaúcha depois de 11 anos. 

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21.04.19 - A GRANDE FINAL

Com o objetivo principal já alcançado, era hora de sonhar um pouco mais. Reeditar o maior feito da história do clube era motivação mais que suficiente para buscar o título contra o Real Sport Club, ainda mais jogando dentro de um Joaquim Vidal pulsante, que naquela tarde teria público recorde: 4.841 pessoas praticamente lotavam os 5.000 lugares do estádio. 

O jogo começa e o Cachoeira trata logo de se impor: vai à frente e domina a iniciativa de jogo durante toda a primeira etapa. O Real, no entanto, não deixa por menos e busca oferecer perigo em boas descidas pelo lado direito do campo. 

Jacir trata de colocar o Cachoeira à frente logo aos 16 minutos após belo cruzamento de Costa, mas Soares empata logo em seguida em um belíssimo chute de fora da área. E assim termina a primeira etapa. 

A volta do intervalo, porém, parece trazer um Cachoeira mais antenado e basta um ataque para pôr-se à frente novamente. Escanteio para o Cachoeira: Mizuta bate na segunda trave, Reston cabeceia para o meio e Turra desvia entre os zagueiros. 2 a 1 Cachoeira.

O Real resolve se abrir, vem para cima e começa a oferecer ainda mais perigo ao sistema defensivo do Cachoeira que, naquele momento, resolve baixar sua linha defensiva e apostar em contra-ataques. Quando o jogo se aproxima do fim, com o Real completamente aberto na tentativa do empate, dois contra-ataques fulminantes deixam Edi Carlos e Batinga na cara do gol para dar números finais ao jogo.

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A festa estava completa: o Cachoeira FC reeditava sua maior façanha desde sua fundação em 1914 e era novamente campeão da terceira divisão gaúcha depois de 18 anos. 

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Neynaocai

Chegou a dar um frio na barriga, mas agora é só festa.

Parabéns!

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    • DjonatanJG
      By DjonatanJG
      Depois de muito trabalho envolvendo os kits "Fifa Style" decidi juntar tudo em um só pack, muitos kits estão bem desatualizados por isso pedimos a sua ajuda para aumentar e atualizar cada vez mais esse pack, aceitamos qualquer sugestão ou colaboração que faça crescer o pack, ja são mais de 270 equipes de todo o brasil ! creditos a: Caio Morais, DecoRuiz, Pedro Oscar, Mario Rorschach, Spica, VictorHugob15 e Yanfer
      Downloads:
      Megapack 1.0 (14.03.2019)(272 equipes):http://www.mediafire.com/file/bmy2ewefbzo26ro/Megapack+Kits+Fifa+Style.rar
      Modo de instalação:
      Extraia e jogue os arquivos aqui. 
      X:\Meus documentos\Sports Interactive\Football Manager 2017\graphics\pictures\kits\Clubs
      Vá em "Preferências" dentro do jogo, e desabilite "Cache" e habilitar o campo sempre "Recarregar Skin".
       
      DÚVIDAS, SUGESTÕES, PEDIDOS, qualquer outra coisa envolvendo os Fifa Style kits, postem aqui
      Processos(por estaduais):
      Acriano 100%
      Carioca 100%
      Candango 100%
       
      Proximos:
       
      Paulista
      Mineiro
      Gaúcho
      Goiano
      Catarinense
    • Henrique M.
      By Henrique M.
      Depois de muito tempo sem jogar um save no Brasil, decidi que era hora de retornar ao nosso país e começar uma nova aventura. Com o recém-lançamento do patch 19.2 do Football Manager 2019 e o final da temporada brasileira, e consequentemente atualização da database que irei utilizar para adicionar a Série D ao jogo, é hora do anúncio. Para o meu retorno ao Brasil, escolhi um clube mineiro, a Associação Atlética Caldense, também conhecida como A veterana.
      Coincidentemente ou não, é meu terceiro save consecutivo aqui com uma equipe alviverde (Shamrock Rovers em Uma Só Nação e Werder Bremen). E se não fosse a Caldense, aparentemente, a outra opção também seria alviverde. Acaba sendo uma curiosidade, apesar de não ter muita relevância, achei interessante mencionar. O clube é de Poços de Caldas, cidade do interior de Minas Gerais. Poços de Caldas conta com quase 170 mil habitantes, portanto, é uma cidade com potencial para um clube de futebol.
      A Caldense foi fundada em 1925, logo, a ideia é estarmos ao menos na Série A no ano do centenário. Como entre a temporada 2019 e 2025 ocorrem cinco temporadas, seria uma meta plausível, entretanto, algumas ideias surgiram para tornar esse save diferente do tradicional. Não via muito sentido em fazer uma jogatina tradicional, tal qual fiz com o Werder Bremen no FM 2018, por isso, decidi pensar algumas estratégias para tornar o desafio de levar uma equipe brasileira do anonimato ao estrelato.
      Categoria de base ou Diretor de Futebol?
      Existem alguns desafios tradicionais no Football Manager, como o desafio de San Marino, o Desafio do Sir Alex Ferguson, o Desafio da Base, o Desafio do Diretor de Futebol e muitos outros. Os dois primeiros são específicos da liga italiana e inglesa, respectivamente, enquanto a aplicação dos outros dois é universal. Eu já realizei um save da base, nos moldes idealizados no FM 2016, mas não fui muito além. Assumi o Concarneaux, na última divisão francesa e apesar de ter jogado seis temporadas, não foi de muito sucesso. Consegui subir e jogar a Ligue 2 na quinta temporada, mas caímos na primeira participação de volta à National, mas encerramos a sexta temporada com o retorno a Ligue 2 e título da divisão.
      O desafio do Diretor de Futebol eu nunca tentei e por isso, ficava o desejo. E temos que lembrar que a liga brasileira é uma das mais recomendadas para esse tipo de abordagem, já que simula bem a realidade dos treinadores brasileiros. Esse desafio consiste em delegar todas as contratações ao seu Diretor de Futebol, com o treinador podendo apenas realizar indicações.
      Até pensei em mesclar as duas coisas em uma só, mas o fato de poder recomendar contratações, tiraria todo o sentido de fazer um save de categoria de base. Por isso, para o save com a Caldense, retirando o atual elenco, eu apenas utilizarei jogadores oriundos da base nesse save. Logo, A Veterana será a busca de fazer com que a base da Caldense leve a equipe até o ápice do futebol continental e mundial.
      Apresentação do save sem FM
      Meu tempo está meio curto nesse final de ano, mas deve melhorar a partir da próxima semana, mas eu quis utilizar um pouco do tempo que tenho para fazer o anúncio e apresentar o save. Desde que o FM 2019 foi lançado, meu tempo passou a ser dividido entre FM 2017, recentemente o 2018 e The Witcher 3. Ao optar por fazer isso, terei tempo para fazer uma apresentação mais detalhada e não algo apressado apenas para jogar o FM 2019.
      Por isso, essa apresentação veio assim, sem muito FM, entretanto, para compensar resolvi trazer algumas informações para que vocês possam conhecer melhor o clube.
      Informações sobre a Caldense
      Como já mencionamos, as cores da equipe são verde e branco e o mascote da veterana é um periquito. A sua grande rivalidade futebolística é o Rio Branco de Andradas Futebol Clube. A equipe joga no Estádio Dr. Ronaldo Junqueira, carinhosamente apelidado de Ronaldão. O estádio tem capacidade para 7600 pessoas (vida real), e sua maior lotação foi de 14200 pessoas. Infelizmente, o proprietário não é o clube. Felizmente, algumas dessas informações divergem do que está na base de dados do Football Manager. O estádio é maior e do clube no jogo.

      Periquitão, o mascote da Caldense
      Principais conquistas
      Em termos de título, a equipe ganhou o Campeonato Mineiro em 2002. Entretanto, nesse ano, o campeonato foi uma espécie de Campeonato do Interior, já que os grandes da capital não participaram. Enquanto em 2015, a Caldense fez uma brilhante campanha, chegou até a final contra o Atlético-MG e foi prejudicada pela arbitragem no jogo decisivo, onde o mando de campo era seu. Infelizmente, esses são os maiores momentos de glória da Veterana.

      Estádio Dr. Ronaldo Junqueiro, o Ronaldão, a casa da Caldense

      Elenco da equipe na conquista do Campeonato Mineiro de 2002
      A equipe participa do Campeonato Mineiro desde 1960, são 43 participações ao longo desses anos todos. A equipe esteve na elite mineira em 36 delas, e desde 1986 foi rebaixada apenas uma vez. A queda em 2007 levou a equipe ao Módulo II, onde levou duas temporadas para retornar. E desde 2009, a equipe está ininterruptamente no Módulo I do Campeonato Mineiro, apesar de ter flertado com o rebaixamento nesse ano.

      Elenco da Caldense que foi vice-campeão do Campeonato Mineiro em 2015
      Participações em competições nacionais
      A equipe participou apenas uma vez da elite do futebol brasileiro, em 1979. Além disso, também só tem uma participação na Série B e Série C. Mas em termos de Série D, ela é uma das equipes que mais representou Minas Gerais. São cinco participações em 10 anos de competição, e apenas o Villa Nova tem mais participações que a Veterana.
      A equipe de Nova Lima participou por seis vezes do último escalão nacional. Curiosamente, nenhuma das duas conquistou a promoção para a Série C, mesmo com uma participação enorme na divisão. Em Minas Gerais, apenas Tombense e Tupi já conquistaram o acesso, com a equipe de Juiz de Fora sendo a equipe que mais vezes subiu para a Série C na história da competição, com dois acessos.
      Curiosidades e ídolos do clube
      No site oficial da Caldense, a equipe cita algumas curiosidades como ter sido a última equipe que Garrincha enfrentou, a primeira equipe que Ronaldo Fenômeno enfrentou, ter recebido um prêmio das mãos de Galvão Bueno e ter disputado uma partida com a seleção brasileira.
      Os ídolos são o goleiro Paulão (jogador que mais vezes vestiu a camisa do clube), o goleiro Gilberto Voador (considerado o melhor goleiro da história do clube), o zagueiro Fábio Paulista (que chegou ao clube no último rebaixamento ao módulo II e ajudou na transformação da Veterana em uma das forças do interior mineiro), o zagueiro Buzuca (considerado o maior zagueiro da história do clube), o lateral-direito Orlando (um dos quatro jogadores que vestiram a camisa da seleção brasileira na história do clube), o também lateral-direito Arnaldo, o ponta-direita Augusto (um dos maiores artilheiros da história do clube), o atacante Mirandinha (o maior artilheiro da história da Caldense e não é o ex-São Paulo), e o atacante Walderi. Além disso, Walter Casagrande já passou pelo clube e é o jogador de maior renome a vestir a camisa da veterana.
      Objetivos do save
      Conquistar o Mundial de Clubes; Conquistar a Libertadores da América; Conquistar o Campeonato Brasileiro - Série A; Conquistar a Copa do Brasil; Conquistar o Campeonato Mineiro; Ser o clube mineiro com a maior quantidade de campeonatos brasileiros (Cruzeiro possui 4); Ser o clube brasileiro com a maior quantidade de Libertadores (Grêmio, São Paulo e Santos possuem 3); Ser o clube mineiro com a maior quantidade de Copas do Brasil (Cruzeiro possui 6); Ser o clube do interior com a maior quantidade de estaduais (Villa Nova possui 5); Ter, simultaneamente, 11 jogadores da base da Caldense na seleção brasileira; Ser o clube brasileiro com a maior quantidade de jogadores formados no clube na Série A; Ser o clube brasileiro com a maior quantidade de jogadores formados no clube nas principais ligas europeias; Ter superioridade de vitórias no confronto direto contra as grandes equipes do Estado; Estar na Série A no ano do centenário do clube; Mais objetivos podem ser adicionados, caso eu julgue necessário; Continuidade de Uma Só Nação
      O save Uma Só Nação continuará a todo vapor. Não tenho intenção de pará-lo.
      Histórico da Caldense
      2019: 7º lugar no Campeonato Mineiro, eliminado nas quartas-de-final, 4º lugar no Grupo M da Série D; 2020: 7º lugar no Campeonato Mineiro, eliminado nas quartas-de-final, 4º lugar no Grupo N da Série D; 2021: 5º lugar no Campeonato Mineiro, eliminado nas quartas-de-final, 3º lugar no Grupo M da Série D; 2022: 6º lugar no Campeonato Mineiro, eliminado nas quartas-de-final, 3º lugar no Grupo M da Série D; 2023: 4º lugar no Campeonato Mineiro, eliminado nas semi-finais, 1º lugar no Grupo M da Série D, eliminado nas quartas-de-final; 2024:  Índice da história
      Apresentação do save; Começo de trabalho no Mineiro; Um periquito costuma ser inofensivo; A classe de 2019 Déjà Vu Uma pequena evolução A classe de 2020 A Veterana vai encorpando Copo meio cheio ou meio vazio? A classe de 2021 Aos trancos e barrancos é o suficiente O verdadeiro primeiro adeus A classe de 2022 Nos restabelecendo como força do interior A dois pênaltis do paraíso A classe de 2023
    • Darthz
      By Darthz
      Apresentação
      Já há algum tempo que tinha vontade de voltar a postar um save no Profissão Manager, mas com a leitura de alguns textos e o acompanhamento de histórias da área, decidi passar das palavras aos actos e tentar levar um save em frente mais do que umas duas ou três épocas, coisa que já não acontece há algumas versões do Football Manager.
      Não prometo gráficos “topo de gama”, mas sim um tópico organizado e com as informações mais importantes do que for acontecendo durante as temporadas, não só no clube que estiver a treinar, mas também nas competições e prémios que eu considerar relevantes.
      O Save
      O Leste Europeu é sem dúvida um dos lugares mais interessantes para treinar, pelo menos no meu ponto de vista, e apesar de já ter realizado algumas carreiras começando em ligas desta região da Europa, fica sempre a sensação que há mais para desbravar, e muitos países e equipas diferentes para descobrir e conhecer.
      Depois de ter lido alguns artigos sobre o Ajax de Rinus Michels e Cruijff, fiquei fascinado com a história, não só dos acima citados, mas também de Ștefan Kovács, treinador sucessor de Michels e que levou o Ajax a duas Taças dos Campeões Europeus consecutivas. Sendo bem mais desconhecido que os dois holandeses, o romeno foi responsável por continuar e expandir a filosofia do “futebol total”, e isso levou-me então a desejar fazer algo que pudesse aliar o meu gosto pessoal com uma pequena homenagem àquele que é considerado por muitos o melhor treinador romeno de todos os tempos e muito pouco conhecido pelos adeptos de futebol em geral.
      Para finalizar, apenas referir que o nome do save deve-se aos Cárpatos, maior conjunto montanhoso da Europa Oriental, e que percorre uma grande parte da Roménia, sendo um “cartão de visita” do país.
      Biografia de Ștefan Kovács
      Ștefan Kovács (Timișoara, 2 de outubro de 1920 — Cluj-Napoca, 12 de maio de 1995) foi um jogador e treinador de futebol romeno, considerado um dos mais bem sucedidos treinadores na história do futebol europeu.

      Nascido em Timișoara, na Roménia, Kovács foi um meio-campista que apesar de possuir técnica apurada e intuição tática nunca foi escolhido para jogar na seleção romena, ao contrário do seu irmão mais velho Nicolae Kovács, que foi um dos cinco jogadores que participaram nos três Mundiais anteriores à Segunda Guerra Mundial.
      Kovács teve seus primeiros grandes sucessos como treinador no comando do Steaua Bucureşti, onde venceu por uma vez o campeonato (1967-68) e três vezes a Taça da Roménia (1968–69, 1969–70, 1970–71).
      Depois disso, ele substituiu Rinus Michels como treinador do Ajax em 1971, continuando e expandindo a filosofia do "futebol total". Com o Ajax, Kovács venceu duas Taças dos Campeões Europeus consecutivas (1971–72, 1972–73). Ainda em 1972, ele também ganhou a Taça Intercontinental e no ano seguinte a primeira edição da Supertaça Europeia. Além disso, ele liderou o Ajax para a vitória dos campeonato holandeses em 1972 e 1973 e Taça da Holanda dos mesmos anos.
      Apesar de ter comandado o Ajax em apenas duas temporadas, o romeno tornou a equipa holandesa na melhor da sua geração, sendo a caminhada para a sua terceira final europeia quase processional. Tímido e sem vontade de atrair atenção, ao contrário de Michels, Kovács tornou-se uma estrela na Holanda. Quando Nicolae Ceausescu visitou a Holanda em 1973, a rainha holandesa Beatriz perguntou ao ditador romeno num banquete: “O que podemos dar-lhe para você levar de volta à Roménia? Deve aceitar algo em troca de nos enviar Kovács.”

      Um homem inteligente, Kovács decidiu sensatamente sair quando a equipa estava no auge. Foi uma decisão sábia. Johan Cruijff, o melhor jogador da equipa e força de galvanização, partiu para o Barcelona para se juntar a Michels pouco tempo depois, e o grande Ajax rapidamente se desintegrou.
      Depois de deixar a equipa holandesa em 1973, foi convidado pela federação francesa de futebol para assumir a seleção principal. Jornalistas do France Football perguntaram-lhe quanto tempo demoraria para fazer da seleção francesa uma das melhores do mundo, Kovács respondeu: “Com boas estruturas, em oito a dez anos, poderemos ter uma boa seleção nacional.” Michel Hidalgo, seu adjunto e sucessor, aproveitaria o trabalho já realizado e lideraria a geração de Platini, Giresse e Tigana ao título do Campeonato Europeu de Futebol de 1984. Actualmente Ștefan Kovács continua a ser o único treinador estrangeiro que alguma vez treinou a seleção francesa de futebol.
      Infelizmente a carreira de treinador de Kovács terminou em ignomínia: no seu retorno à seleção da Roménia, onde já estivera como assistente, foi acusado de perder de propósito para a Hungria, falhando assim a qualificação para o Mundial de 1982. Após a saída da seleção romena, ainda realizou três temporadas como treinador do Panathinaikos da Grécia (1981-1983), e uma breve passagem sem glória pelo Mónaco, onde foi despedido após um punhado de partidas, e substituído por Arséne Wenger.
      Faleceu a 12 de maio de 1995, doze dias antes do Ajax ganhar a sua quarta Liga dos Campeões.
      Troféus e dados de carreira de Ștefan Kovács
      1953-1960 : Universitatea Cluj 1960-1962: CFR Cluj 1962-1967: Roménia (Assistente) 1967-1971: Steaua de Bucareste - 1 campeonato da Roménia e 3 Taças da Roménia 1971-1973: Ajax - 2 Campeonatos da Holanda, 1 Taça da Holanda, 2 Taças dos Campeões Europeus, 1 Supertaça Europeia e 1 Taça Intercontinental 1973-1975: França 1976-1980: Roménia (Treinador Principal) 1981-1983: Panathinaikos - 1 Taça da Grécia 1986-1987: Mónaco Dados, ligas e treinador
      Como é perceptível, irei fazer um save carreira, no estilo JET, utilizando uma base de dados que activa a terceira divisão da Roménia. Coloquei como jogáveis 13 ligas de modo a dar o máximo de oportunidades ao treinador, e de aumentar a dificuldade do save.
      Utilizarei a personagem Andrei Kovács, pois apesar de não ser um save de ficção, quero homenagear Ștefan Kovács, e quem sabe, superá-lo como melhor treinador romeno de todos os tempos. Não procurarei seguir o mesmo trajeto em termos de clubes, mas se surgir uma proposta, quem sabe?
      Objectivos do Save
      Superar o número de títulos de Ștefan Kovács na Roménia (3 taças da Roménia e 1 campeonato); Vencer duas Ligas dos Campeões; Treinar a seleção da Roménia;
    • beto7
      By beto7
      Opa, estarei dando início ao meu primeiro save/história na comunidade. Decidir compartilhar com vocês porque estou apaixonado por essa equipe. Espero ter bons momentos ao comando da Alte Dame (Velha Senhora) Alemã. Nessa jornada acompanharemos o “conhecido” Marcos Belluti, técnico Italiano/Brasileiro apaixonado pelo futebol dos contra-ataques. O desafio de Belluti é desbancar principalmente o Bayern de Munique na Bundesliga!
      Regras do save:
      Apenas irei treinar o Hertha Berliner Sport-Club Demissão = Fim do save Objetivos:  É preciso objetivos a longo prazo para o Hertha. Informarei abaixo tudo que desejo conquistar.
      Ser campeão da Bundesliga Ser campeão da Taça da Alemanha Ser campeão da Europa League Ser campeão da Champions League Conquistar o Mundial de Clubes Ser eleito o técnico da Temporada Desenvolver Jovens Promessas Elenco com jogadores até 25 anos (Extensão da estadia até 28y dependendo da importância do jogador e da necessidade do clube) Obs: Começarei minha saga na Temporada 2019/2020, deixando a maquina decidir o futuro do Hertha em 2018/2019!
      Ligas Carregadas: Principais Países Europeus + China; Coreia do Sul; Japão; Qatar; Arabia Saudita + Argentina; Brasil; Uruguai; Colombia; México e EUA!

      Temporada 2019/20:
      Bundesliga - 4º Champions League: Qualificado DBF Kopal - Eliminado na semifinal 
    • MaxPresis
      By MaxPresis
      Galera, queria saber se existe algum atributo responsável por definir a capacidade e habilidade em criar a tabela de treinos no FM 19?
      Porque atualmente é o meu auxiliar que faz isso mas maior parte dos jogadores reclamam dos treinos.
      Vlw
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