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Netflix confirma série live action de Cowboy Bebop


SilveiraGOD.
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Aí fomos surpreendidos novamente!

Geralmente eu diria que puta que me pariu, não façam isso, BUT...

Cowboy Bebop é diferente e explico o motivo.

Embora seja um anime,  CB é um seinen que foca 99% do tempo nos personagens. Ele tem lá uns pirocamentos de aeronave, guerra espacial e as porra toda, mas é basicamente um universo meio cyberpunk e meio space western onde um grupo de pessoas fazem o "caso do dia" e no fim acontecem reflexões. E claro, isso tudo por baixo de um charme (noir) do caralho, com um jazz da porra, com personagens cativantes, com desenvolvimento de personagem bem maduro e por aí vai. 

Olha, se tem um anime que pode acabar funcionando, é Cowboy Bebop. Se tiver as pessoas certas por trás e a personalidade dos personagens forem mantidas, vejo muito boas chances de sair algo bem bacana. Não é difícil fazer, basta um texto bem escrito, com bastante nuance e uma direção bacana pra fazer aquela amálgama entre o "CORRE NEGADA" e o "VAMOS PRO BAR TER UM PAPO SÉRIO",  que é tão característico.

Confesso que dei uma empolgada. Vamos ver se no decorrer do lançamento dos nomes a empolgação diminui ou aumenta.

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Bah, acho perigosíssimo. Simplesmente não existe adaptação live action que deu certo, hahaha.

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Era a adaptação mais fácil de fazer e a que sempre pareceu mais longe por não ter tanto apelo, a princípio. Se sair um Firefly com cabelos diferentes e jazz já tá valendo.

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Death Note é exemplo pra minar qualquer empolgação com a Netflix, mas ainda tem gente que não aprende. Paciência!

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11 horas atrás, ZaMBiA disse:

Bah, acho perigosíssimo. Simplesmente não existe adaptação live action que deu certo, hahaha.

Pô, como não? Pra mim um dos sei lá, top 20~30 dos filmes contemporâneos é um live action: Old Boy. Lady Snowblood que também é um clássico foda e já foi citado várias vezes como inspiração pro Tarantino (agradeça a esse filme que existe Kill Bill) é outro.

Depois tu tem coisas medianas e que não chegam a ser ruins (embora também não dê pra dizer exatamente que são boas) como Speed Racer ou Death Note (a versão japonesa).

Concordo que grande maioria dos live actions saem cagados afu, mas isso é simplesmente porque os caras querem dar foco à parte de fantasia e porque existe toda uma porra de modelo pra vender filme americanizado, o que faz com que se perca totalmente a essência da coisa. O maior exemplo recente é Ghost in the Shell, que não é um filme ruim, longe disso, mas poderia ter sido absurdamente melhor se tivessem colocado as questões filosóficas à frente da estética. Só que pra vender pros países que controlam a indústria (China e EUA), tu precisa ter explosões, carros voando, um esmero estético e por ai vai.

Cowboy Bebop é uma história de personagem, são eles quem levam tudo a frente, inclusive aparece isso muito bem porque basicamente não existe apresentação de universo, efeito clássico pra ajudar o leitor/espectador a se ambientar. E tudo depende dos nomes né. Até agora, tendo consultoria do autor da obra e tendo o Chris Yost, que tá muito acostumado a mexer com quadrinhos, que escreve pro Star Wars: Rebels e que escreveu o melhor filme do Thor, acho que dá pra sair algo bom.

A gente precisa esperar pra ver quem mais vai entrar no projeto pra ter uma visão mais clara do que vai acontecer, mas esse tipo de história é diferente. Ela é muito pé no chão e muito madura. Me lembra bastante outra obra que seria FANTÁSTICA fazendo um live action que é Perfect Blue.

Vou com fé em deus, DJ.

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1 hora atrás, SilveiraGOD. disse:

(...)

A gente precisa esperar pra ver quem mais vai entrar no projeto pra ter uma visão mais clara do que vai acontecer, mas esse tipo de história é diferente. Ela é muito pé no chão e muito madura. Me lembra bastante outra obra que seria FANTÁSTICA fazendo um live action que é Perfect Blue.

Vou com fé em deus, DJ.

Temos um semi "live action" de Perfect Blue, que é Cisne Negro hahaha, o Aronofsky comprou os direitos do filme inclusive.

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  • 2 weeks later...

Pra não criar um tópico novo e aproveitando a discussão sobre live action, segue a nova pérola:

DuEMw6YWwAMmOZL.jpg

Isso é obra de alguém sem amor no coração. 

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  • Vice-President
2 horas atrás, Temujin disse:

Pra não criar um tópico novo e aproveitando a discussão sobre live action, segue a nova pérola:

DuEMw6YWwAMmOZL.jpg

Isso é obra de alguém sem amor no coração. 

É zoeira, né? Não é possível que alguém realmente achou que isso seria uma boa ideia.

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Parece um cocô pior que o filme dos Mario Bros com essa CGI meia-boca mas é esperar mais detalhes pra confirmar.

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  • 3 months later...

Acho que acertaram MUITO em cheio com os atores do Jet Black e da Faye. 

Gosto do Cho, mas o Spike é um cara alto pra cacete e extremamente malandro. Tu olha pro Cho e vê um nerd franzino, não sei não. 

Outro grande acerto foi ter só 10 episódios na primeira temporada. Vai aumentar a qualidade dos episódios e vai tirar a coisa do "monstro do dia", que tinha reclamado quando abri o tópico. 

Não vai chegar no nível do anime nem a pau, mas acho que pode sair algo muito bom daí.

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4 horas atrás, SilveiraGOD. disse:

 

Acho que acertaram MUITO em cheio com os atores do Jet Black e da Faye. 

Gosto do Cho, mas o Spike é um cara alto pra cacete e extremamente malandro. Tu olha pro Cho e vê um nerd franzino, não sei não. 

Outro grande acerto foi ter só 10 episódios na primeira temporada. Vai aumentar a qualidade dos episódios e vai tirar a coisa do "monstro do dia", que tinha reclamado quando abri o tópico. 

Não vai chegar no nível do anime nem a pau, mas acho que pode sair algo muito bom daí.

Tem previsão de estreia já?

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10 horas atrás, ZaMBiA disse:

Tem previsão de estreia já?

Ainda não, mas chutaria que só no segundo semestre de 2020 se colocarem muito trabalho na pós-produção com CGI, efeitos, acabamento e por ai vai.

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Em 04/04/2019 at 16:42, SilveiraGOD. disse:

Acho que acertaram MUITO em cheio com os atores do Jet Black e da Faye. 

Gosto do Cho, mas o Spike é um cara alto pra cacete e extremamente malandro. Tu olha pro Cho e vê um nerd franzino, não sei não. 

Outro grande acerto foi ter só 10 episódios na primeira temporada. Vai aumentar a qualidade dos episódios e vai tirar a coisa do "monstro do dia", que tinha reclamado quando abri o tópico. 

Não vai chegar no nível do anime nem a pau, mas acho que pode sair algo muito bom daí.

Gostei do Cast tb, tb curto o Cho, mas ainda acho que o papel de Spike tem muito a ver com o Keanu Reeves :v

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O Keanu Reeves fica mais fácil imaginar com a insolência do Spike por causa de Constantine, mas tudo ainda vai depender da visão dos responsáveis, se vão ter cuidado com detalhes e trejeitos dos personagens.

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Só espero que não estraguem mais essa, não precisa ser uma obra prima, é só ser bom e eu ja estou feliz.
O Alita provou que dá pra fazer sem estragar, e a Netflix tem mais liberdade, vamos esperar pelo melhor...

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  • 2 weeks later...
Em 16/04/2019 at 07:23, fernandosancos disse:

Só espero que não estraguem mais essa, não precisa ser uma obra prima, é só ser bom e eu ja estou feliz.
O Alita provou que dá pra fazer sem estragar, e a Netflix tem mais liberdade, vamos esperar pelo melhor... 

Bem lembrado. Achei Alita um baita filme (apesar de eu não conhecer o material escrito dela).

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Já eu só tinha lido um volume, que comprei num sebo quando era crança, foi legal ver o começo da história agora, na telona!

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  • 5 months later...

https://deadline.com/2019/10/cowboy-bebop-netflix-series-shuts-down-production-7-9-months-hiatus-star-john-cho-on-set-injury-1202764024/

Quote

Netflix’s upcoming live-action series Cowboy Bebop is going on a lengthy hiatus following a knee injury sustained by lead John Cho on the set of the show in New Zealand.

Sources describe the injury as a freak accident that happened on the last take of a routine and well-rehearsed scene. It requires surgery, for which Cho has been flown back to Los Angeles, and an extensive rehabilitation. The production shutdown is expected to last seven to nine months. The new filming schedule will be set once Cho’s prognosis is clear.

 

 

Caralho. 7-9 meses provavelmente é ruptura de ligamento (cruzado anterior se o tempo for o mesmo de atletas, o outro acho que são 3-4 meses).

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Em 29/04/2019 em 12:59, ZaMBiA disse:

Bem lembrado. Achei Alita um baita filme (apesar de eu não conhecer o material escrito dela).

Eu, que conheço o mangá, já achei de mediano pra bom. Não estragou, mas algumas mudanças eu não gostei e tem coisas que por causa delas, não sei como irão explicar em uma possível continuação. Caso alguém queira saber, falo em spoilers :v

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      By Pancaldi
      Alguém aqui assiste? Qual time vocês gostariam de ver nessa série?
    • Douglas.
      By Douglas.
      BBC News Brasil
      Nos últimos anos, a BBC Culture, departamento da BBC dedicado às artes, tem conduzido um levantamento anual entre críticos de cinema, especialistas e personalidades da indústria cinematográfica do mundo todo para escolher os melhores filmes em alguma categoria específica.
      Você pode já ter visto a nossa lista de 100 melhores filmes dirigidos por mulheres, em 2019, e a nossa lista de 100 melhores filmes em línguas que não sejam o inglês, de 2018, entre outras.
      Entretanto, este ano pareceu ser o momento de nós dedicarmos nossa atenção a outra forma de arte: a televisão.
      Em parte porque a TV tem desempenhado um papel crucial nas nossas vidas nos últimos 18 meses, quando contamos tanto com a TV para informação, entretenimento, consolo e inspiração.
      Mas também pareceu o momento certo de fazer um levantamento sobre o cenário da televisão porque, provavelmente, essa foi a forma de arte mais marcante dos últimos 21 anos.
      Considerando que no passado, certo ou errado, ela era vista como a prima mais jovem e pobre do cinema, hoje em dia sua credibilidade artística é inquestionável.
      A chegada das plataformas de streaming também deu aos programas a capacidade de atingir públicos ao redor do mundo, ao mesmo tempo, de forma nunca vista antes.
      Então, para marcar a ascensão da TV, decidimos perguntar o seguinte: quais são as melhores séries de TV do século 21?
      Embora a lista certamente não seja definitiva, as respostas que recebemos são fascinantes — e esperamos que inspirem os fãs de TV de toda parte para que tanto busquem novos títulos que ainda não tenham visto como discutam aqueles que já viram.
      No total, 460 séries diferentes foram votadas pelos 206 especialistas — críticos, jornalistas, acadêmicos e pessoas da indústria da televisão — de 43 países da Albânia ao Uruguai.
      Desses eleitores, 100 foram mulheres, 104 homens e 2 não-binários. Cada votante listou suas 10 séries favoritas do século 21, a quais demos pontos e listamos para produzir as 100 melhores, listadas abaixo.
      O resultado é uma lista que serve como uma clara demonstração do poder, da versatilidade e da inovação do meio televisivo nas últimas duas décadas — da saga provinciana de "Gilmore Girls" e da meta-comédia mordaz "Curb Your Enthusiasm", ambas lançadas sob a sombra imediata do novo milênio, em outubro de 2000, à mais recente da lista, "The Underground Railroad", adaptação transcendental de Barry Jenkins de um épico histórico alternativo, que saiu em maio de 2021.
      Ao mesmo tempo, enquanto a lista é bastante ampla considerando algumas métricas, há maneiras em que ela reflete algumas parcialidades significativas.
      Noventa e duas das 100 séries têm o inglês como sua língua principal, enquanto o dinamarquês, o sueco, o francês, o espanhol e o alemão estão entre as outras línguas incluídas.
      Além disso, 79 dos 100 programas foram criados por homens, e apenas 11 por mulheres, sendo que 10 são um esforço criativo combinado de homens e mulheres.
      Essas estatísticas tratam de desigualdades sistêmicas na indústria da TV: embora séries que não sejam inglês estejam atraindo cada vez mais espectadores mundo afora, e haja uma amplitude de vozes mais diversificada, em termos de raça, gênero e orientação sexual, no controle criativo, o cenário da TV ainda pode ter mudanças de formas crucial e inspiradora no futuro.
      Será certamente interessante ver quais resultados um levantamento semelhante terá daqui a cinco, dez ou 20 anos.
      Como sempre, a lista não foi pensada como um fim em si mesmo, mas meramente como um ponto de partida para descoberta, diálogo e debates.
      Você pode dizer o que achou usando a hashtag #TVOfTheCentury nas redes sociais da BBC News Brasil e da BBC Culture. Esperamos que fique tão inspirado e animado ao ler os resultados quanto nós ficamos.
      Em conjunto, eles oferecem como poucos não apenas uma celebração da TV, mas também uma visão da era moderna.
      1 - A Escuta (The Wire) (2002-2008)
      2 - Mad Men (2007-2015)
      3 - Breaking Bad (2008-2013)
      4 - Fleabag (2016-2019)
      5 - Game of Thrones (2011-2019)
      6 - I May Destroy You (2020)
      7 - The Leftovers (2014-2017)
      8 - Os Americanos (The Americans) (2013-2018)
      9 - The Office (versão original, britânica) (2001-2003)
      10 - Succession (2018-)
      11 - BoJack Horseman (2014-2020)
      12 - A Sete Palmos (Six Feet Under) (2001-2005)
      13 - Twin Peaks: The Return (2017)
      14 - Atlanta (2016-)
      15 - Chernobyl (2019)
      16 - The Crown (2016-)
      17 - 30 Rock (2006-2013)
      18 - Deadwood (2004-2006)
      19 - Lost (2004-2010)
      20 - The Thick of It (2005-2012)
      21 - Segura a Onda (Curb Your Enthusiasm) (2000-)
      22 - Black Mirror (2011-)
      23 - Better Call Saul (2015-2022)
      24 - Veep (2012-2019)
      25 - Sherlock (2010-2017)
      26 - Watchmen (2019)
      27 - Line of Duty (2012-2021)
      28 - Friday Night Lights (2006-2011)
      29 - Parks and Recreation (2009-2015)
      30 - Girls (2012-2017)
      31 - True Detective (2014-2019)
      32 - Arrested Development (2003-2019)
      33 - The Good Wife (2009-2016)
      34 - The Bridge (2011-2018)
      35 - Fargo (2014-)
      36 - Downton Abbey (2010-2015)
      36 - Band of Brothers (2001)
      38 - O Conto da Aia (The Handmaid's Tale) (2017-)
      39 - The Office (versão americana) (2005-2013)
      40 - Borgen (2010-2022)
      41 - Schitt's Creek (2015-2020)
      42 - Peep Show (2003-2015)
      43 - Money Heist (La Casa de Papel) (2017-2021)
      44 - Community (2009-2015)
      45 - The Good Fight (2017-)
      46 - Homeland (2011-2020)
      47 - Grey's Anatomy (2005-)
      48 - Inside No 9 (2014-)
      49 - The Bureau (2015-)
      50 - Halt and Catch Fire (2014-2017)
      51 - Small Axe (2020)
      52 - This is England 86, 88 and 90 (2010-2015)
      53 - Call My Agent! (2015-2020)
      54 - Happy Valley (2014-)
      55 - The Shield (2002-2008)
      56 - The Big Bang Theory (2007-2019)
      57 - O Jovem Papa (The Young Pope) (2016)
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      60 - House of Cards (2013-2018)
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      62 - The Good Place (2016-2020)
      62 - Pose (2018-2021)
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      67 - RuPaul's Drag Race (2009-)
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      69 - 24 (2001-2010)
      70 - Battlestar Galactica (2004-2009)
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      78 - The Killing (versão original, dinamarquesa) (2007-2012)
      79 - Mindhunter (2017-2019)
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      84 - Narcos (2015-2017)
      86 - Como Eu Conheci Sua Mãe (How I Met Your Mother) (2005-2014)
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      97 - Hannibal (2013-2015)
      98 - Crazy Ex-Girlfriend (2015-2019)
      99 - Steven Universe (2013-2020)
      100 - O Gambito da Rainha (The Queen's Gambit) (2020)
      https://f5.folha.uol.com.br/cinema-e-series/2021/10/bbc-escolhe-as-100-melhores-series-de-tv-do-seculo-21-confira-a-lista.shtml
    • Leho.
      By Leho.
      Por Pedro Henrique Ribeiro,
      21 de julho de 2021
      Você já fez terapia ou pelo menos se consultou com um psicólogo? Essa é uma prática muito boa que deveria se tornar hábito. Assim como algumas pessoas vão ao dentista duas vezes por ano, todos deveríamos reservar um tempinho para conversar com um psicólogo e organizar a mente. Isso serve para pessoas comuns, mas também para super-heróis. Nos últimos anos, ficou cada vez mais comum vermos super-humanos tentando resolver problemas que tinham dentro da cachola. Para isso, ou eles dão uma passadinha no “divã” da terapia, ou tentam botar a angústia para fora. Por causa disso, estamos perdendo aquela imagem de super-herói perfeito e invulnerável, e os estúdios estão investindo nessas narrativas para dar um ar de profundidade às histórias.
      “Nos primeiros 40 anos dos quadrinhos, uma narrativa mais simplificada dominou o mercado dos quadrinhos. Graças ao Stan Lee e seus quadrinhos da Marvel, o super-herói passou a ter uma vida pessoal, problemas psicológicos e se aproximar mais dos problemas do leitor. Esse modelo fez muito sucesso com as histórias do Homem-Aranha, Quarteto Fantástico e Capitão América, e é reproduzido até hoje pela indústria”, explica o pesquisador do Núcleo de Pesquisas de Histórias em Quadrinhos da USP, Waldomiro de Castro.
      Nas telinhas e telonas vemos vários heróis assumindo a importância de conversar, como o Utópico, em O Legado de Júpiter, e Bucky Barnes, em Falcão e Soldado Invernal”. Em WandaVision vemos a Feiticeira Escarlate cruzar as fases do luto após a morte de seu marido, Visão, em Vingadores: Guerra Infinita”. Em Watchmen – O Filme, o cruel Rorschach se consulta com um psiquiatra após ir para a prisão. Durante os testes – que dão nome ao personagem -, ele consegue identificar os próprios traumas, mas mente para não ser considerado doente.
      Rorschach se consulta com psiquiatra após ser preso em Watchmen. Imagem: Reprodução/Prime Video
      O professor e pesquisador de quadrinhos, Mario Marcello Neto, explica que muitos desses debates encontrados nas HQs fazem parte de um sentimento de dívida dos autores estadunidenses. “Essa geração pós-Guerra do Vietnã está muito imbuída em uma sociedade que tem muitas dívidas a pagar, seja com minorias ou com eles mesmos. Esse aparecimento do ‘divã’ nos contextos mais atuais, reflete um certo avanço no reconhecimento da importância da saúde mental. Porém, uma coisa que dita isso [ter ou não o divã] é o ritmo da história. Eu acho que se houver muito conflito pessoal, as pessoas saem do cinema. Eu não consigo ver uma cena como a consulta do Soldado Invernal acontecendo em um filme dos Vingadores, porque [o filme] é muito frenético”.
      Sam Wilson (Falcão) e Bucky Barnes (Soldado Invernal) cara a cara na terapia. Imagem: Reprodução/Disney Plus
      “E, às vezes, você pode ser um herói ou um vilão dependendo do contexto. Um super-herói é um sujeito que também tem fragilidades, acontece com muitos personagens, não apenas nos seus traumas, mas também na questão da agressão. Isso sem dúvida abre muito campo para explorar novas histórias e narrativas. Eu acho positivo, porque tira a ideia de que há um super-homem em cada um desses heróis. Isso está afinada aos debates atuais”, explica a pesquisadora de história da arte Vanessa Bortulucce.
      À medida em que as décadas avançam, a postura do super-herói se modifica. Em alguns momentos, como na década de 1960, muitos heróis se envolveram no movimento pacifista. Já na década de 1980, vemos personagens com personalidades mais assertivas e mais agressivos. Agressividade essa geralmente associada aos traumas que deram origem ao lado heroico deles, como as mortes dos pais de Bruce Wayne (Batman) e do tio de Peter Parker (Homem-Aranha) e até mesmo o suicídio do pai de Utópico. Com isso, esses personagens apresentam uma postura muito mais agressiva em relação aos criminosos. “Você nunca viu um Batman tão violento como o da década de 1990”, afirma Castro.
      Utópico buscou ajuda psiquiátrica após problemas com a família. Imagem: Reprodução/Netflix
      Ascensão em meio ao desastre
      A Crise de 1929, também conhecida como “A Grande Depressão”, marcou um dos momentos mais caóticos do capitalismo na era moderna. Ela teve origem nos Estados Unidos, que na época já tinha se consolidado como a maior economia do mundo. Com a crise, muitas empresas quebraram e o desemprego saltou de 4% para 27%. Foi um verdadeiro caos econômico que em pouco tempo trouxe sérias consequências para a sociedade. Esse tsunami de problemas que sucedeu a crise foi crucial para a revolução das comics. 
      Para Vanessa Bortulucce, a principal relação entre a Grande Depressão e as HQs é a mudança do cenário das histórias. “Como a Crise de 29 envolveu o mercado de ações, os bancos e etc, você tem as cidades como um lugar marcado por desastres e más notícias. Então, os quadrinhos sofrem um certo refluxo nesse ambiente”, explica ela. Fora do ambiente das cidades, novos cenários começaram a ganhar força, como o espaço sideral de Flash Gordon e Brick Bradford. 
      Essa fragilização acabou criando o conceito do “herói extraordinário”, aquele que resolve problemas com facilidade, sem quebrar a cabeça, e assim entrega uma aventura fantástica que restaura a esperança do leitor, que não tem muita paciência para novos problemas. 
      Em 1938, quando foi lançada a primeira HQ do Superman, o herói absorveu muitas características da época, especialmente nas edições lançadas durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). O kryptoniano era invencível, imparável, como se estivesse passando uma mensagem. O mesmo pôde ser vista nas revistas da Capitã Marvel. Assim surgiram os primeiros aspectos para se discutir o mito do herói nas comics.
      Mito do herói no traço e na tela
      Contar sobre a vida dos personagens humanizou os super-humanos e até mesmo os alienígenas como Clark Kent. Isso reforçou a ideia de que um herói pode ser qualquer pessoa, como um fazendeiro do Kansas, um jovem franzino do Brooklyn ou um nerd do Queens.
      “O Super-Homem é um alienígena, mas o leitor olha para o Clark Kent, que é um homem comum. Ao se mostrar como um homem comum, ele estabelece um reconhecimento, e o leitor pensa em um Super-Man que estaria, simbolicamente, dentro dele. Com os heróis da Marvel, Stan Lee tem uma importância vital nesse sentido, porque ele inverte a lógica do Super-Homem: você não tem um herói que se passa por um homem comum, mas um homem –  ou mulher – comum que pode se mostrar como herói”, diz Bortulucce.
      Pensando sobre essa afirmação da pesquisadora, alguns nomes do MCU vêm em mente, como Viúva Negra, Falcão, Gavião Arqueiro, Homem de Ferro, Homem-Formiga, Vespa e muitos outros. Esses heróis sem poderes “mágicos ou alienígenas” usam tecnologia e habilidades de combate para derrotar os vilões. Porém, diferentemente dos heróis do século 20, os personagens da Marvel nos cinemas não carregam consigo um senso inabalável de justiça e têm em comum traumas que precisam ser tratados seriamente.
      Heróis enlatados
      Todo esse roteiro de heróis traumatizados e órfãos é bem conveniente para os enredos, como vimos até aqui. Por isso essa jornada entre perda e poder foi reproduzida em larga escalada para as dezenas de heróis que surgiram nas décadas seguintes aos anos 1960. Esses heróis chamados de enlatados basicamente mudam de nome, o lugar de origem, mas a essência segue sendo a mesma. Essa zona de conforto permitiu que grandes estúdios e produzissem vários heróis sem perder o trunfo de uma história dividida entre vida civil e vida com uniforme, como explica Mario Marcello Neto.
      “Algumas coisas se repetiriam, como a ideia da orfandade como característica para ser super-herói. Nisso a gente tem desde Shazam até o Batman. Parece até que o critério para ser herói é não ter os pais e mães [biológicos]. Na década de 1940 era pior e os heróis que sobreviveram daquela época para cá são muito poucos. Naqueles anos a gente via heróis que eram plágios. O próprio Shazam se envolveu em um processo de plágio por causa das semelhanças com o Superman”. 
      Heróis e política
      Entre as influências que as histórias de super-heróis podem ter na sociedade está a política. Assim como foi o caso do governo de Reagan nos anos 1980, as políticas e as HQs fazem essa troca de signos. Além de exercer uma influência natural com seus enredos, as histórias em quadrinhos também podem ser utilizadas como ferramenta política, como explica Bortulucce. “Muitos personagens surgem por causa da Segunda Guerra Mundial, como o Capitão América. Guerra do Vietnã? Homem de Ferro. Corrida espacial? Quarteto Fantástico. O medo e a maravilha do poder atômico? Hulk e Homem-Aranha. Minorias e lutas sociais? Pantera Negra e X-Men. Os quadrinhos são uma grande ferramenta política”. 
      Um bom e recente exemplo aconteceu durante as manifestações de 2013 contra o então governo de Dilma Roussef (PT). Muitos manifestantes foram às ruas com camisas da CBF e máscara do personagem V, de V de Vingança. A intenção era mostrar que “o povo” estava disposto a ir longe, como V foi. Na história em quadrinhos, o personagem adota um tom professoral e filosófico em seus discursos, e tem todo o tipo de ideia para derrubar um governo fascista que governava a Inglaterra. Entre as ações de V está a explosão do Parlamento Britânico.
      Essa ideia de que todo mundo pode ser um herói se mostra nesses tipos de situação. Na época, Alan Moore, o autor da HQ, chegou a comentar sobre o caso em entrevista ao site UOL. “Há 30 anos eu estava apenas respondendo à situação da Inglaterra da minha perspectiva. Não eram premonições do que aconteceria no futuro”, disse ele sobre a produção de V de Vingança. “Acho que não tenho muito a dizer a respeito [do uso das máscaras], porque eu sou apenas o criador da história. E eu não tenho uma cópia de ‘V’ em casa, isso foi tirado de mim por grandes corporações”, completou.
      Esse uso do V por manifestantes em 2013 é apenas um exemplo da relação entre quadrinhos e política. “As histórias em quadrinho influenciam em termos de filosofia de vida. Os leitores acabam se influenciando pelas ideias e propostas, acabam acreditando na visão de mundo daqueles heróis. Mas eu não acredito que uma pessoa normal seja influenciada aponto de vestir uma máscara ou uma roupa e sair por aí batendo nas pessoas resolvem os problemas do mundo”, diz Castro.
      Então, da próxima vez que você assistir a uma série, filme ou ler uma HQ e se perguntar: isso não está realista demais? Lembre-se de que a resposta é sim! Tudo vai ficar cada vez mais real enquanto continuaremos a ver homens voadores atirando raio laser pelos olhos.
      @Bitniks
    • Leho.
      By Leho.
      (“O Conto da Aia”, em PT-BR)
      Enredo:
       
      Trailer (1a temporada):
      .-.-.
      Porra, eu podia jurar que já havia um tópico destacado pra ela, hahahah... fui procurar e não achei. Cá estou.
      Senhores, que série lindíssima. Esteticamente falando. Tudo é minimamente orquestrado e organizado: enquadramento, posição dos móveis, figurino, combinação de cores, diálogos, puta que me pariu. Pra quem tem TOC essa série é um prato cheio eu diria, hahahaha! Não tem nada fora do lugar, e as tomadas de câmera de cima (frequentes nos episódios) mostram bem isso.
      O enredo também não fica atrás. Apesar de um tema já saturado como é a distopia futurística, o mais foda aqui é como a subjugação feminina é elevada ao quadrado. Como o @Douglas. já comentou no outro tópico, essa série é pra quem tem estômago. Porque é uma porrada atrás da outra, e não tem refresco, não. Um ou outro episódio "pra encher linguiça" só, porque na maioria deles é a June (protagonista) sendo abusada fortemente (entre outras subtramas interessantes também).
      Por fim e pra não me estender, o enredo em si ótimo mas é carregado mt também pela atuação já premiada da Elizabeth Moss, como June (ou Offred). A série é mt pica TAMBÉM pela atuação dela, impecável. Papel extremamente difícil, que ela dá conta inteiramente.
      Acho que o @SilveiraGOD. iniciou ela há pouco, fica aqui meu veredito então pra ajudar na sua escolha de maratona aí hahah.
    • David R.
      By David R.
      Parece bem interessante e com um preço muito atrativo, não cheguei a olhar os catálogos mais a fundo... mas chega pra concorrer forte com Netflix e Spotify/Deezer ao mesmo tempo. Isso tudo além de uma versão mais enxuta do Kindle Unlimited e com frete grátis em várias compras. Vamos ver qual será a reação das concorrentes.
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