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Meu filho matou a irmã a sangue frio aos 13 anos': como é ser mãe de um sociopata


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Paris, aos 10 anos, sorri e brinca com a irmã, Ella, então com dois anos de idade

Na adolescência, Charity praticava esportes e era uma boa aluna e atleta, mas começou a apresentar problemas de saúde mental e acabou viciada em drogas. Só conseguiu deixar o vício aos 18 anos, após pedir ajuda. Foi também nesta época que ela começou a estudar Ecologia Humana em uma universidade — analisando as reações das pessoas ao ambiente que as cerca.

"Desde que me entendo por gente, sou fascinada com o 'porquê de as pessoas fazerem o que fazem'", diz Charity. "Gosto de entender o que mexe com cada um."

O interesse, no entanto, não é só acadêmico. Aos 13 anos, o filho de Charity, Paris, esfaqueou Ella, a irmãzinha de 4 anos, até a morte. O menino foi preso e cumpre pena há 11 anos, mas pode ficar na cadeia até os 50 anos de idade.

A mais recente tragédia na vida de Charity a obrigou a lidar com perguntas dolorosas: como a mãe pode entender que seu filho é um sociopata? É possível sentir amor incondicional em uma situação tão terrível?

O início dessa história

Quando ainda estava na faculdade, Charity descobriu que viver sem usar drogas não era fácil. "Eu era infeliz. Todo mundo ficava me dizendo 'Se você ficar sóbria, sua vida vai melhorar muito'. Mas não melhorava de jeito nenhum! Porque toda a dor que eu estava encobrindo com as drogas vinha à tona."

Depois de ficar "careta" e infeliz por quase um ano, Charity se deu três meses para tomar uma decisão. "Eu sei que é um pensamento adolescente, mas decidi que, se não conseguisse encontrar a felicidade até lá, acabou. Chega de viver essa vida."

Foi então que Charity descobriu que estava grávida, "e isso mudou tudo". "Acho que nunca amei alguém tão intensamente quanto aquela criança crescendo em mim."

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Paris nasceu em 10 de outubro de 1993, 16 dias antes de Charity completar 20 anos: 'Acho que nunca amei alguém tão intensamente'

Charity batizou o bebê com o nome do mitológico príncipe grego Paris. Nem tudo melhorou da noite para o dia, mas ser mãe a motivou a levar uma vida melhor — pelo filho. Nove anos mais, ela engravidou novamente. Desta vez, teve uma menina, Ella.

Ella era um bebê que não dava muito trabalho. "A maior diferença entre eles era que Paris era mais introvertido e tímido, enquanto Ella era uma pimentinha, muito levada! Era extrovertida, teimosa e determinada."

As duas crianças se davam bem. "Paris parecia realmente amar muito Ella. E Ella adorava Paris."

'Sem motivo para preocupação'

"Paris era um bom menino, muito calmo na maior parte do tempo. Tinha horas que dava trabalho, como toda criança, mas não posso dizer que fosse algo que me causasse grande preocupação."

Charity é categórica ao dizer que o menino nunca lhe deu dor de cabeça naquela época. "Quer dizer, olhando para trás, algumas coisas que ele fez poderiam ter sido sinais de alerta, mas na hora que acontecem você pensa: 'Tudo bem, é coisa de criança'."

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'Paris parecia realmente amar muito Ella. E Ella adorava Paris', diz Charity, anos depois de o filho ter assassinado a irmã mais nova

Mas a vida da família não era nenhum mar de rosas. Charity conseguiu ficar longe das drogas por muitos anos, mas não escapou totalmente do vício. Durante seis meses, quando o menino tinha 12 anos e a filha, 3, ela teve uma recaída com cocaína.

"Foi um período muito difícil mesmo. Eu não deixava de cuidar das crianças, mas obviamente estava com problemas e vivia alterada. Paris assumiu a responsabilidade e passou a cuidar mais de Ella."

Charity diz que ainda desempenhava seu papel de mãe, mas que foi difícil para o filho perceber que os pais são "falíveis, humanos e cometem erros". "Acho que foi muito doloroso para Paris."

Enquanto a filha tentava consolá-la com um abraço, "ele ficava muito zangado comigo".

Tempos difíceis

As crianças pareciam se dar bem, mas um incidente na fazenda da mãe de Charity mostrou um lado diferente de Paris. Os dois brincavam do lado de fora com uma parente quando tiveram uma briga boba, que acabou se agravando.

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Paris se comportava como qualquer outro garoto, mas às vezes, diz a mãe, reagia de forma desproporcional

Enquanto Charity acalmava as garotas, Paris pegou uma faca na cozinha e fugiu. Quando ela o encontrou, ele estava agitado, irritado, soluçando e fazendo ameaças. "A reação dele foi completamente desproporcional... ele disse que ia se ferir com a faca se eu me aproximasse."

Ele ficou no hospital por mais de uma semana, mas nenhum médico descobriu se havia algo de errado com ele. Então, Charity o levou para casa. "Muita gente pode dizer: 'Isso foi um indício de que ele estava fadado a ser violento', mas eu não achava isso na época. Eu sabia que Paris tinha ficado abalado com a minha recaída e com o que eu tinha feito com a nossa família."

Em 2005, Charity estava sóbria de novo, e a vida tinha voltado ao normal. "Não posso negar que esse fim de semana foi estressante. Tivemos discussões." Charity havia voltado a estudar e estava trabalhando meio expediente como garçonete. Por isso, passava menos tempo em casa.

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Paris no aniversário de 13 anos - três meses mais tarde ele mataria a irmã

Ao sair para o trabalho naquele dia, o clima em casa estava tenso — mas não é incomum adolescentes ficarem irritados com os pais. Charity se lembra de se despedir das crianças quando a babá chegou.

"Ella era uma criança muito tranquila, não tinha problema em se separar de mim, mas justamente naquele dia ficou dizendo: 'Só mais um abraço, mamãe, só mais um beijo'. Ela disse isso várias vezes, e eu estava atrasada para o trabalho."

Charity também deu um abraço em Paris e disse a ele: "Você sabe que eu te amo. Nós passamos por coisas bem piores que isso e vamos superar isso também". Então saiu para trabalhar. Mas, dois anos depois, no fim de semana de 4 de fevereiro de 2007, tudo mudou.

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Ella, aos quatro anos, idade em que morreu: 'Ella era extrovertida, teimosa e determinada', diz a mãe

""Pouco depois da meia-noite, quando estávamos fechando o restaurante, chegou a polícia e me disse: 'Charity, precisamos conversar com você. Sua filha foi ferida'." Os policiais disseram que ela estava em casa, mas Charity não entendia por que não a tinham levado ao hospital se estava ferida.

Então, um deles disse: "Ella está morta". "Aquela frase mudou a minha vida", lembra Charity.

Ela desmaiou. Quando acordou, perguntou: "Onde está Paris? Ele está bem?" "Sim, ele está bem. Está conosco."

"O que você quer dizer com 'ele está com vocês?'" E foi quando contaram a ela — Paris havia matado a irmã. "E aí nada mais fez sentido."

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'Ao contrário do que as pessoas pensam, o meu Paris era um ótimo irmão mais velho', diz Charity

Paris tinha convencido a babá a ir para casa antes que a mãe voltasse. Ele entrou no quarto de Ella, bateu nela, a sufocou e a apunhalou 17 vezes com uma faca de cozinha.

Paris então ligou para um amigo e conversou com ele durante seis minutos antes de telefonar para o 911, o número de emergência local. Eles lhe disseram como prestar primeiros socorros, e ele disse que estava tentando. Mas a investigação indica que ele não tentou ressuscitar Ella.

"Digo às pessoas que, quando ouvi que Ella estava morta, me parti em um bilhão de pedaços", diz Charity. "Quando descobri que tinha sido o Paris foi como se alguém tivesse pegado esses pedaços e quebrado tudo de novo."

No final daquela noite, Charity se sentiu destruída. "Eu não achava que conseguiria me reerguer, sabe? Eu só queria morrer... Mas não podia. Ainda tinha o Paris."

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Charity e Paris em tempos mais felizes. 'Ella tirou esta foto. Foi a última vez que Paris e eu fomos fotografados juntos quando ele estava em liberdade', diz

No dia seguinte, Charity foi ver Paris. "Ele não disse nada no início." "Eu estava acabada. Não conseguia me acalmar, mas quando finalmente me deixaram naquela sala, a primeira coisa que senti foi: 'Estou tão feliz de ver meu filho'".

"Simplesmente abracei ele, com toda minha força. Eu chorava e o apertava. Precisava sentir que ele estava realmente lá, que estava bem... mas aí comecei a perceber que ele não estava me abraçando de volta ".

"Ele não demonstrava sentimento." Charity diz que o rapaz parecia estar apenas com o corpo presente. Ela deu um passo para trás e olhou para ele: "Eu não vi nada lá. Na cara dele, nos olhos... nada!"

"Nós nos sentamos, ele me olhou e disse: 'O que você vai fazer agora?'" "O que você quer dizer?", perguntou Charity.

"Você sempre dizia que se alguém machucasse seus filhos você seria capaz de matar essa pessoa — então o que você vai fazer agora?", perguntou. "Ele não estava me perguntando com medo. Era mais como um desafio."

"Foi a primeira vez que vi que tinha alguma coisa diferente no Paris. Eu sabia que ele estava com raiva, mas aquilo não era só raiva. Aquilo era sinistro."

Amor incondicional

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Quando Paris nasceu, Charity prometeu que o amaria, não importava o que acontecesse

Paris dissera à polícia que estava dormindo e que, ao acordar, viu que Ella tinha se transformado em um demônio em chamas. Então, ele teria pegado a faca e tentado matar o "demônio". Nos primeiros três meses, Charity realmente tentou acreditar em Paris.

Ela queria acreditar que o filho estivesse doente. "E ele estava, mas eu queria acreditar que fosse um outro tipo de doença."

"Eu olhei para ele e disse: 'Prometo a você agora a mesma coisa que prometi no dia em que você nasceu. Eu realmente não sei como ser sua mãe, mas vou ser mãe da melhor forma que puder e vou te amar não importa o que aconteça."

"Eu queria que Paris soubesse que meu amor era incondicional." O garoto não esboçou reação durante muito tempo. E, quando reagiu, foi assustador.

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Se Paris já tivesse 18 anos na época do crime, estaria sujeito à pena de morte

O comportamento dele se transformou depois que foi preso. Ele se tornou mais violento, e novas evidências foram descobertas: um perturbador histórico de buscas na internet e os detalhes horríveis de como matou Ella.

Em 2007, Paris recebeu uma sentença de 40 anos de prisão pelo assassinato, e Charity aceitou que aquilo não havia sido um acidente ou resultado de uma psicose temporária — o jovem realmente quis matar a irmã.

Os pensamentos de Charity foram de "meu Deus, quem é essa criança?" até perceber "quem ele realmente era, que ele era 100% capaz de fazer o que fez. Eu acho que chorei sem parar durante meses".

Ela perdeu 15kg em 13 dias, desenvolveu gagueira... Ficou arrasada.

Charity se lembra de implorar ao filho em uma visita: "Paris, me ajude a entender. Estou tentando tanto entender, para poder te ajudar".

Mas, em vez de falar, "ele simplesmente me olhou e começou a rir. Foi uma risada realmente maldosa. E depois ele disse: 'Sabe mãe, todo mundo sabe, você foi muito estúpida. Todos esses anos, todos me achando inteligente, bonito e artístico... Todo mundo errado'."

"Ele não era mais Paris."

Por que Charity ainda visita o filho

Muitos amigos disseram a Charity que não conseguiam entender por que ou como ela ainda visitava Paris, "mas eu nunca, nunca, deixei de amar meu filho".

Nove meses entre o assassinato de Ella e a condenação de Paris. "Essa é provavelmente a experiência mais surreal e desconexa da minha vida. É mais dolorosa do que qualquer coisa que vivi depois de adulta".

Quando Charity declarou seu amor incondicional ao filho, o fez com sinceridade — mas isso não significa que não tivesse medo. Isso porque descobriu que Paris também tinha planejado matá-la.

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Quando Paris tinha 15 anos, revelou a Charity por que decidiu deixá-la viver

"Parte da razão de ele ter me deixado viver é que, depois que matou Ella, percebeu que eu sofreria mais se ficasse viva."

"Se ele me matasse, eu sofreria por 15 ou 20 minutos. Mas depois tudo estaria acabado, eu ainda estaria com Ella e ele, sozinho." Charity sabe de tudo isso, porque ouviu do próprio Paris quando ele completou 15 anos.

Sendo julgada

Charity conta que além do medo que passou a sentir do filho, também teve que enfrentar os julgamentos da sociedade: "Quando uma criança faz algo horrível, a mãe é sempre culpada". Ela ouviu repreensões, insultos e ameaças de alguns amigos e até de conhecidos.

Um dia, foi abordada no supermercado por uma pessoa que lhe disse: "Você é a mulher que criou aquele menino que assassinou a irmã".

Mas ela se sente culpada? "Sim e não. Sei que minha recaída contribuiu para deixar Paris com raiva. Mas também acredito firmemente que grande parte do que está por trás dessa personalidade é genética."

A mãe tampouco perdoa o filho: "Ainda acredito que ele poderia ter feito outra escolha. Todos temos o poder de decidir. Teria sido outra coisa se Paris sofresse de esquizofrenia ou de um terrível transtorno e tivesse sido verdadeiramente incapaz de tomar outra decisão".

"Mas esse não é o tipo de transtorno que ele tem: ele é muito frio, muito calculista, muito inteligente... (Matar a irmã) não foi uma decisão por impulso. Ele me disse que escolheu conscientemente Ella porque sabia que isso causaria um dano maior."

"O garoto é um sociopata, sem dúvida." Sociopata é o termo usado para designar pessoas com uma forma extrema de transtorno de personalidade antissocial.

Não se sabe ao certo por que alguns desenvolvem o transtorno, mas acredita-se que tanto a genética quanto experiências traumáticas da infância contribuam. Para Charity, foram necessários três anos até conseguir aceitar este diagnóstico, que foi dado várias vezes.

"Os elementos mais marcantes (que vejo) são o desprezo pelas normas e regras sociais e uma completa falta de remorso — eles não são fisiologicamente capazes de sentir os instintos ou reações que a maioria de nós tem. Todas as suas emoções são extremamente superficiais", descreve ela.

"Isso, junto com narcisismo, torna a pessoa extremamente desagradável a maior parte do tempo."

"Ele diz: 'Sei que em algum lugar dentro de mim deve existir uma gaveta que eu possa abrir; e toda a culpa, remorso e angústia sobre o que fiz com Ella vai estar lá. Mas quando eu abro a gaveta, não tem nada lá dentro. Apenas esqueci'. Ele simplesmente não sente isso".

Mas como é ser mãe de um sociopata?

"Quando você aceita, ganha uma sensação de serenidade. Não estou totalmente em paz com o fato de meu filho ser um sociopata, mas parei de lutar contra essa ideia."

"Em vez de fazer isso, me concentro mais na ideia de que sei quem sou. Sei que não criei meu filho desse jeito, mas não vou dar as costas a ele por ele ser do jeito que é."

Para ajudar os outros a entenderem, Charity usa a mesma analogia que a ajudou a lidar com a condição do filho. "Paris é um predador", como um tubarão, diz ela.

"Se sou um surfista numa prancha e um tubarão morde minha perna, vou me machucar e minha vida nunca mais será a mesma. Mas não vou passar o resto da minha vida odiando o tubarão por ser um tubarão."

Renascendo das cinzas

Esse pensamento também ajudou Charity a seguir em frente. "Tudo o que eu posso fazer agora é lidar com o tubarão com muito cuidado e ensinar outras pessoas sobre eles."

Charity criou uma fundação chamada ELLA, onde as letras do nome da filha também significam, em inglês, Empatia, Amor, Lições e Ação.

A ELLA Foundation (charity@ellafound.org) tem como objetivo ajudar vítimas de crimes violentos, bem como aqueles afetados por doenças mentais ou pelo sistema criminal.

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Charity criou uma Fundação usando as letras do nome da filha - ELLA - como iniciais das palavras empatia, amor, lições e ação, em inglês

Em 2013, seis anos após o assassinato de Ella, Charity teve outro filho. Um menino que ela chamou de Phoenix, porque "a fênix renasce das cinzas de sua própria destruição. Achei que seria perfeito".

"O que aconteceu com Paris, Ella e eu, não é tudo o que eu sou. Agora eu tenho uma vida com Phoenix, e eu amo a vida de novo."

Paris ainda está na prisão no Texas e tem quase 25 anos de idade. Ele pode ser libertado em 2047, aos 50 anos. Charity continuou visitando e conversando com ele ao telefone, mas sua futura liberação causa apreensão.

"Eu não gosto da ideia, principalmente por causa do medo. Ele não vai mudar. Ele não mudou muito desde os 13 anos de idade."

Ela também se preocupa com a segurança de Phoenix.

"Espero que Paris tenha que cumprir o máximo possível de sua sentença, porque quero garantir que Phoenix tenha o máximo de tempo possível — e a capacidade de crescer o mais forte possível — considerando a possibilidade, mesmo que remota, de Paris pensar em fazer algo assim com a gente novamente".

https://www.bbc.com/portuguese/geral-46031873

 

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Não há como não associar com Childs of Rage. 

A diferença é que lá houve uma interferência direta na psique da menina. Aqui, apesar do problema com as drogas, esta interferência não me parece tão fundamental (ou talvez/provavelmente seja e a reportagem não deixou o fato tão evidente).

 

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16 horas atrás, Dan_Cunha disse:

Não há como não associar com Childs of Rage. 

A diferença é que lá houve uma interferência direta na psique da menina. Aqui, apesar do problema com as drogas, esta interferência não me parece tão fundamental (ou talvez/provavelmente seja e a reportagem não deixou o fato tão evidente).

 

Ninguém vai contar as vezes que ela deve ter chegado em casa cheirada, prostituída ... As vezes que as crianças devem ter tido que socorrer um trapo de ser humano que era a mãe. Lógico que isso não é justificativa pra se tornar um sociopata, mas que deve ter ajudado a manifestar tudo de ruim que tinha dentro do cara, com certeza.

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O garoto sabia o que era certo ou errado e a punição dele está super correta, nem deveria sair da cadeia.  Agora a fato da mãe se uma viciada e ter "recaída em cocaina" provavelmente impulsionou a raiva de um adolescente. Eu que nem sou parente sinto extrema raiva de quem usa drogas/alcool e só se importa com o próprio vicio, então imagina um adolescente vivendo diariamente esse lixo.

Com 13 anos ele nem deveria entender que isso é uma doença e provavelmente transformou tudo em raiva.  No trecho que diz que ele preferiu matar a irmã para a mãe sofrer mais deixa claro a intenção dele em machucar a mãe.

Drogas é a pior parada que existe em uma família.

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Sociopatia é uma pré-condição ou é ambiental??

De toda forma, é extremamente difícil para uma pessoa largar uma dependência química, só quem já teve uma pessoa próxima nessa situação sabe como é. Não é questão de não se importar com os outros e nem de ser irresponsável - talvez seja no momento que você usa pela primeira vez, mas no momento que você vicia, você se torna um escravo e aí usar ou não passa longe de ser uma simples escolha.

Eu simpatizo com essa mãe. Eu acredito que o vício contribuiu sim para o que aconteceu, mas acho que não em relação a ativar um gatilho no menino (porque isso já existia e eventualmente iria se manifestar), e sim em relação de que a cegou em observar os sinais. Não foi do dia pra noite, foi algo premeditado, como a reportagem deixa bem claro - ou seja, houve uma escalada do menino, e provavelmente várias atitudes estranhas que ele tinha passaram batida. Mas assim, a isso até a melhor mãe do mundo está sujeita... por isso não a culpo e me compadeço. É talvez o maior sofrimento que eu já tive notícia que alguém passou. Que ela consiga encontrar paz de espirito e que o menino fique preso pelo resto da vida, não há condição alguma de ressocialização.

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3 horas atrás, Bernardo13 disse:

Sociopatia é uma pré-condição ou é ambiental??

De toda forma, é extremamente difícil para uma pessoa largar uma dependência química, só quem já teve uma pessoa próxima nessa situação sabe como é. Não é questão de não se importar com os outros e nem de ser irresponsável - talvez seja no momento que você usa pela primeira vez, mas no momento que você vicia, você se torna um escravo e aí usar ou não passa longe de ser uma simples escolha.

Eu simpatizo com essa mãe. Eu acredito que o vício contribuiu sim para o que aconteceu, mas acho que não em relação a ativar um gatilho no menino (porque isso já existia e eventualmente iria se manifestar), e sim em relação de que a cegou em observar os sinais. Não foi do dia pra noite, foi algo premeditado, como a reportagem deixa bem claro - ou seja, houve uma escalada do menino, e provavelmente várias atitudes estranhas que ele tinha passaram batida. Mas assim, a isso até a melhor mãe do mundo está sujeita... por isso não a culpo e me compadeço. É talvez o maior sofrimento que eu já tive notícia que alguém passou. Que ela consiga encontrar paz de espirito e que o menino fique preso pelo resto da vida, não há condição alguma de ressocialização.

Sociopata, virou um monstro por acontecimentos na sua vida.

Psicopata, nasceu assim, defeito no Cérebro.

Esse moleque é um psicopata.

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4 horas atrás, Ne0 disse:

Sociopata, virou um monstro por acontecimentos na sua vida.

Psicopata, nasceu assim, defeito no Cérebro.

Tem algum artigo falando sobre isso?

Lembro de já ter procurado antes por ser assunto relacionado a tiroteios em escolas e já vi gente falando que são algo como "duas faces da mesma moeda", separados pela motivação ser mais lógica (sociopatia) ou emocional (psicopatia), mas nada sobre a causa.

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Não tem como ficar indiferente a esse texto. Impossível

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50 minutos atrás, Douglas. disse:

Tem algum artigo falando sobre isso?

Lembro de já ter procurado antes por ser assunto relacionado a tiroteios em escolas e já vi gente falando que são algo como "duas faces da mesma moeda", separados pela motivação ser mais lógica (sociopatia) ou emocional (psicopatia), mas nada sobre a causa.

Não, li na internet essa definição de um médico, não lembro onde.

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  • Vice-President

Todo psicopata é um sociopata. Mas nem todo sociopata é um psicopata.

Essa é a definição que conheço.

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Em 12/11/2018 at 20:15, Henrique M. disse:

Todo psicopata é um sociopata. Mas nem todo sociopata é um psicopata.

Essa é a definição que conheço.

Exato.

 

Sociopatia é gênero da qual a psicopatia é espécie.

 

Existem várias formas de sociopatia e a psicopatia é uma delas.

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  • 3 weeks later...

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    • Leho.
      By Leho.
      Por Pedro Henrique Ribeiro,
      21 de julho de 2021
      Você já fez terapia ou pelo menos se consultou com um psicólogo? Essa é uma prática muito boa que deveria se tornar hábito. Assim como algumas pessoas vão ao dentista duas vezes por ano, todos deveríamos reservar um tempinho para conversar com um psicólogo e organizar a mente. Isso serve para pessoas comuns, mas também para super-heróis. Nos últimos anos, ficou cada vez mais comum vermos super-humanos tentando resolver problemas que tinham dentro da cachola. Para isso, ou eles dão uma passadinha no “divã” da terapia, ou tentam botar a angústia para fora. Por causa disso, estamos perdendo aquela imagem de super-herói perfeito e invulnerável, e os estúdios estão investindo nessas narrativas para dar um ar de profundidade às histórias.
      “Nos primeiros 40 anos dos quadrinhos, uma narrativa mais simplificada dominou o mercado dos quadrinhos. Graças ao Stan Lee e seus quadrinhos da Marvel, o super-herói passou a ter uma vida pessoal, problemas psicológicos e se aproximar mais dos problemas do leitor. Esse modelo fez muito sucesso com as histórias do Homem-Aranha, Quarteto Fantástico e Capitão América, e é reproduzido até hoje pela indústria”, explica o pesquisador do Núcleo de Pesquisas de Histórias em Quadrinhos da USP, Waldomiro de Castro.
      Nas telinhas e telonas vemos vários heróis assumindo a importância de conversar, como o Utópico, em O Legado de Júpiter, e Bucky Barnes, em Falcão e Soldado Invernal”. Em WandaVision vemos a Feiticeira Escarlate cruzar as fases do luto após a morte de seu marido, Visão, em Vingadores: Guerra Infinita”. Em Watchmen – O Filme, o cruel Rorschach se consulta com um psiquiatra após ir para a prisão. Durante os testes – que dão nome ao personagem -, ele consegue identificar os próprios traumas, mas mente para não ser considerado doente.
      Rorschach se consulta com psiquiatra após ser preso em Watchmen. Imagem: Reprodução/Prime Video
      O professor e pesquisador de quadrinhos, Mario Marcello Neto, explica que muitos desses debates encontrados nas HQs fazem parte de um sentimento de dívida dos autores estadunidenses. “Essa geração pós-Guerra do Vietnã está muito imbuída em uma sociedade que tem muitas dívidas a pagar, seja com minorias ou com eles mesmos. Esse aparecimento do ‘divã’ nos contextos mais atuais, reflete um certo avanço no reconhecimento da importância da saúde mental. Porém, uma coisa que dita isso [ter ou não o divã] é o ritmo da história. Eu acho que se houver muito conflito pessoal, as pessoas saem do cinema. Eu não consigo ver uma cena como a consulta do Soldado Invernal acontecendo em um filme dos Vingadores, porque [o filme] é muito frenético”.
      Sam Wilson (Falcão) e Bucky Barnes (Soldado Invernal) cara a cara na terapia. Imagem: Reprodução/Disney Plus
      “E, às vezes, você pode ser um herói ou um vilão dependendo do contexto. Um super-herói é um sujeito que também tem fragilidades, acontece com muitos personagens, não apenas nos seus traumas, mas também na questão da agressão. Isso sem dúvida abre muito campo para explorar novas histórias e narrativas. Eu acho positivo, porque tira a ideia de que há um super-homem em cada um desses heróis. Isso está afinada aos debates atuais”, explica a pesquisadora de história da arte Vanessa Bortulucce.
      À medida em que as décadas avançam, a postura do super-herói se modifica. Em alguns momentos, como na década de 1960, muitos heróis se envolveram no movimento pacifista. Já na década de 1980, vemos personagens com personalidades mais assertivas e mais agressivos. Agressividade essa geralmente associada aos traumas que deram origem ao lado heroico deles, como as mortes dos pais de Bruce Wayne (Batman) e do tio de Peter Parker (Homem-Aranha) e até mesmo o suicídio do pai de Utópico. Com isso, esses personagens apresentam uma postura muito mais agressiva em relação aos criminosos. “Você nunca viu um Batman tão violento como o da década de 1990”, afirma Castro.
      Utópico buscou ajuda psiquiátrica após problemas com a família. Imagem: Reprodução/Netflix
      Ascensão em meio ao desastre
      A Crise de 1929, também conhecida como “A Grande Depressão”, marcou um dos momentos mais caóticos do capitalismo na era moderna. Ela teve origem nos Estados Unidos, que na época já tinha se consolidado como a maior economia do mundo. Com a crise, muitas empresas quebraram e o desemprego saltou de 4% para 27%. Foi um verdadeiro caos econômico que em pouco tempo trouxe sérias consequências para a sociedade. Esse tsunami de problemas que sucedeu a crise foi crucial para a revolução das comics. 
      Para Vanessa Bortulucce, a principal relação entre a Grande Depressão e as HQs é a mudança do cenário das histórias. “Como a Crise de 29 envolveu o mercado de ações, os bancos e etc, você tem as cidades como um lugar marcado por desastres e más notícias. Então, os quadrinhos sofrem um certo refluxo nesse ambiente”, explica ela. Fora do ambiente das cidades, novos cenários começaram a ganhar força, como o espaço sideral de Flash Gordon e Brick Bradford. 
      Essa fragilização acabou criando o conceito do “herói extraordinário”, aquele que resolve problemas com facilidade, sem quebrar a cabeça, e assim entrega uma aventura fantástica que restaura a esperança do leitor, que não tem muita paciência para novos problemas. 
      Em 1938, quando foi lançada a primeira HQ do Superman, o herói absorveu muitas características da época, especialmente nas edições lançadas durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). O kryptoniano era invencível, imparável, como se estivesse passando uma mensagem. O mesmo pôde ser vista nas revistas da Capitã Marvel. Assim surgiram os primeiros aspectos para se discutir o mito do herói nas comics.
      Mito do herói no traço e na tela
      Contar sobre a vida dos personagens humanizou os super-humanos e até mesmo os alienígenas como Clark Kent. Isso reforçou a ideia de que um herói pode ser qualquer pessoa, como um fazendeiro do Kansas, um jovem franzino do Brooklyn ou um nerd do Queens.
      “O Super-Homem é um alienígena, mas o leitor olha para o Clark Kent, que é um homem comum. Ao se mostrar como um homem comum, ele estabelece um reconhecimento, e o leitor pensa em um Super-Man que estaria, simbolicamente, dentro dele. Com os heróis da Marvel, Stan Lee tem uma importância vital nesse sentido, porque ele inverte a lógica do Super-Homem: você não tem um herói que se passa por um homem comum, mas um homem –  ou mulher – comum que pode se mostrar como herói”, diz Bortulucce.
      Pensando sobre essa afirmação da pesquisadora, alguns nomes do MCU vêm em mente, como Viúva Negra, Falcão, Gavião Arqueiro, Homem de Ferro, Homem-Formiga, Vespa e muitos outros. Esses heróis sem poderes “mágicos ou alienígenas” usam tecnologia e habilidades de combate para derrotar os vilões. Porém, diferentemente dos heróis do século 20, os personagens da Marvel nos cinemas não carregam consigo um senso inabalável de justiça e têm em comum traumas que precisam ser tratados seriamente.
      Heróis enlatados
      Todo esse roteiro de heróis traumatizados e órfãos é bem conveniente para os enredos, como vimos até aqui. Por isso essa jornada entre perda e poder foi reproduzida em larga escalada para as dezenas de heróis que surgiram nas décadas seguintes aos anos 1960. Esses heróis chamados de enlatados basicamente mudam de nome, o lugar de origem, mas a essência segue sendo a mesma. Essa zona de conforto permitiu que grandes estúdios e produzissem vários heróis sem perder o trunfo de uma história dividida entre vida civil e vida com uniforme, como explica Mario Marcello Neto.
      “Algumas coisas se repetiriam, como a ideia da orfandade como característica para ser super-herói. Nisso a gente tem desde Shazam até o Batman. Parece até que o critério para ser herói é não ter os pais e mães [biológicos]. Na década de 1940 era pior e os heróis que sobreviveram daquela época para cá são muito poucos. Naqueles anos a gente via heróis que eram plágios. O próprio Shazam se envolveu em um processo de plágio por causa das semelhanças com o Superman”. 
      Heróis e política
      Entre as influências que as histórias de super-heróis podem ter na sociedade está a política. Assim como foi o caso do governo de Reagan nos anos 1980, as políticas e as HQs fazem essa troca de signos. Além de exercer uma influência natural com seus enredos, as histórias em quadrinhos também podem ser utilizadas como ferramenta política, como explica Bortulucce. “Muitos personagens surgem por causa da Segunda Guerra Mundial, como o Capitão América. Guerra do Vietnã? Homem de Ferro. Corrida espacial? Quarteto Fantástico. O medo e a maravilha do poder atômico? Hulk e Homem-Aranha. Minorias e lutas sociais? Pantera Negra e X-Men. Os quadrinhos são uma grande ferramenta política”. 
      Um bom e recente exemplo aconteceu durante as manifestações de 2013 contra o então governo de Dilma Roussef (PT). Muitos manifestantes foram às ruas com camisas da CBF e máscara do personagem V, de V de Vingança. A intenção era mostrar que “o povo” estava disposto a ir longe, como V foi. Na história em quadrinhos, o personagem adota um tom professoral e filosófico em seus discursos, e tem todo o tipo de ideia para derrubar um governo fascista que governava a Inglaterra. Entre as ações de V está a explosão do Parlamento Britânico.
      Essa ideia de que todo mundo pode ser um herói se mostra nesses tipos de situação. Na época, Alan Moore, o autor da HQ, chegou a comentar sobre o caso em entrevista ao site UOL. “Há 30 anos eu estava apenas respondendo à situação da Inglaterra da minha perspectiva. Não eram premonições do que aconteceria no futuro”, disse ele sobre a produção de V de Vingança. “Acho que não tenho muito a dizer a respeito [do uso das máscaras], porque eu sou apenas o criador da história. E eu não tenho uma cópia de ‘V’ em casa, isso foi tirado de mim por grandes corporações”, completou.
      Esse uso do V por manifestantes em 2013 é apenas um exemplo da relação entre quadrinhos e política. “As histórias em quadrinho influenciam em termos de filosofia de vida. Os leitores acabam se influenciando pelas ideias e propostas, acabam acreditando na visão de mundo daqueles heróis. Mas eu não acredito que uma pessoa normal seja influenciada aponto de vestir uma máscara ou uma roupa e sair por aí batendo nas pessoas resolvem os problemas do mundo”, diz Castro.
      Então, da próxima vez que você assistir a uma série, filme ou ler uma HQ e se perguntar: isso não está realista demais? Lembre-se de que a resposta é sim! Tudo vai ficar cada vez mais real enquanto continuaremos a ver homens voadores atirando raio laser pelos olhos.
      @Bitniks
    • Everett
    • Moura Edu
      By Moura Edu
      Assisti apenas o primeiro episódio, mas pelo que vi fiquei empolgado para ver o resto, a qualidade das cenas é algo que parece de filme, tem uma luta no primeiro episódio tão bem coreografada e filmada que lembrou o John Wick, recomendo demais.
    • Henrique M.
      By Henrique M.
      Brasilzão tá bem demais, puta que pariu.
    • Henrique M.
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