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Por 9 votos a 1, homeschooling perde julgamento do STF


Ariel'

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Por 9 votos a 1, homeschooling perde julgamento do STF
Maioria dos ministros entendeu que não há previsão legal para a prática da educação domiciliar

Os ministros do STF Luiz Fux, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes (da esquerda para a direita). Barroso foi o único a dar um voto favorável à prática do homeschooling na sessão desta quarta-feira |

O ensino domiciliar no Brasil, conhecido como homeschooling, não deve ser admitido no Brasil enquanto o Congresso não fizer uma emenda à Constituição que regulamente a prática. Esse foi o entendimento da maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre recurso que pedia o reconhecimento legal da educação em casa. O julgamento teve votos de dez ministros, nove dos quais consideraram, nesta quarta-feira (12), que não há previsão legal para o homeschooling. Luís Roberto Barroso, relator da matéria, apresentou seu voto na semana passada, sendo o único a considerar o ensino em casa legal, um direito dos pais, considerando a obrigação da matrícula escolar “um certo tipo de paternalismo”. 

A educação domiciliar foi negada pelos ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Rosa Weber, Luiz Fux, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Dias Toffoli e Cármen Lúcia. O ministro Celso de Mello não votou.

O voto do ministro Luiz Fux foi um dos mais críticos à prática do ensino feito apenas em casa. Em primeiro lugar, ressaltou que, na visão dele, a Constituição não considera a educação familiar uma opção, pois estabelece uma série de regras gerais sobre o ensino que não abrangem essa modalidade. 

Depois, Fux citou os possíveis abusos que o homeschooling poderia permitir, como o acobertamento de violência domiciliar e o enrijecimento moral, dando margem a radicalismos.

“Fui promotor de Justiça e conheci famílias opressoras”, afirmou Fux. “Fui buscar dados e encontrei alguns alarmantes: 24,1% dos agressores das crianças são os próprios pais ou padrastos”, frisou. Citando Rita Hipólito, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, lembrou que “o educador pode quebrar o ciclo de violência contra a criança”.

Um dos primeiros objetivos da educação, acrescentou Fux, mencionando outros autores, “é preservar os filhos dos seus pais”. “A escola ensina muito mais do que os conteúdos ensinados nela, ajuda a conviver com pessoas que não gostamos e aprendemos a respeitar”, leu ao proferir o seu voto.

Na semana passada, o relator do processo, o ministro Barroso, ao dar o seu voto pelo reconhecimento da legalidade do homeschooling, frisou que, na opinião dele, o homeschooling seria constitucional por ser compatível com as finalidades e valores da educação expressos na Constituição de 1988. Ele rebateu as principais críticas ao modelo, como a falta de convivência e a possibilidade de precarização do ensino. “Nenhum pai ou mãe faz essa opção, que é muito mais trabalhosa, por preguiça ou capricho”, disse.

No seu voto vencido, Barroso sugeriu apenas algumas regras para a regulamentação da matéria, como a necessidade de notificação das Secretarias Municipais de Educação; a existência de avaliações periódicas e a volta à escola caso seja comprovada a deficiência na formação acadêmica.

O Recurso Extraordinário 888815, com repercussão geral reconhecida, teve origem em um mandado de segurança impetrado pelos pais de uma menina, então com 11 anos em junho de 2016, contra a Secretaria de Educação do município de Canela (RS). As autoridades municipais negaram a possibilidade da criança ser educada em casa e orientaram a família a refazer a matrícula da filha na rede regular de ensino.

Histórico
No Brasil, o ensino domiciliar remonta aos tempos do Império, quando era visto como um diferencial. O cenário mudou efetivamente com a Constituição de 1988, que estabeleceu o provimento da educação como um dever do poder público.

Além da Constituição, o homeschooling, que encontra amparo legal em mais de 60 países, esbarra também no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e no Código Penal. Este último, aliás, prevê punição aos pais adeptos do ensino domiciliar por abandono intelectual, sob pena de multa ou detenção – que pode variar de 15 dias a um mês.

Mesmo assim, desafiando a legislação, de acordo com Associação Nacional de Educação Domiciliar (Aned), 7 mil famílias ensinam seus filhos em casa no Brasil. 

No mundo, a Associação de Defesa Legal da Escola Doméstica (HSDLA, na sigla em inglês) estima que nos Estados Unidos, onde o movimento existe há mais de 40 anos mais de 2 milhões de alunos em idade escolar sejam educados em casa. Já na América Latina, países como México, Argentina e Uruguai se destacam pela interpretação de leis que tornam equivalente o poder da família e o do Estado sobre a educação.

No Congresso, uma tentativa de regulamentação do homeschooling, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 444, de 2009, chegou a tramitar na Câmara dos Deputados, mas após idas e vindas pelas mesas e comissões, acabou sendo arquivada em 2015.

Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/educacao/por-9-votos-a-1-homeschooling-perde-julgamento-do-stf-7yo44fpv61ezdxhaap7s2hr0u/
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NÃO É FÁCIL

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Sem querer entrar no mérito da questão legal, acho isso ótimo. A escola é um ambiente de contato com o mundo, criança nenhuma deveria ficar isolada do contato com o outro. É importante para desenvolver habilidades sociais, para se desenvolver como pessoa. E também para ter contato com visões de mundo que sejam diferentes daquela da própria família.

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2 horas atrás, Danut disse:

Sem querer entrar no mérito da questão legal, acho isso ótimo. A escola é um ambiente de contato com o mundo, criança nenhuma deveria ficar isolada do contato com o outro. É importante para desenvolver habilidades sociais, para se desenvolver como pessoa. E também para ter contato com visões de mundo que sejam diferentes daquela da própria família.

Concordo plenamente.

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5 horas atrás, Danut disse:

Sem querer entrar no mérito da questão legal, acho isso ótimo. A escola é um ambiente de contato com o mundo, criança nenhuma deveria ficar isolada do contato com o outro. É importante para desenvolver habilidades sociais, para se desenvolver como pessoa. E também para ter contato com visões de mundo que sejam diferentes daquela da própria família.

Exatamente. Essa é uma questão extremamente sociológica e que atinge o desenvolvimento de uma criança. Essa idade ai tem que entrar em contato com outras crianças, aprender a conviver, dividir, esperar a sua vez, brincar, chorar e as porra toda. Sem contar que hoje em dia a gente tá numa bolha fodida em tudo quanto é lugar e só ouve o que quer. Ai imagina se a única visão de mundo que tu vai ter é a do pai/mãe que é louco pra caralho da vida. E ai, como faz?

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Fico imaginando as super habilidades interpessoais que crianças educadas em casa teriam para oferecer a um mercado que cada vez exige menos conhecimento e mais soft skills. Crise no mundo corporativo.

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Sou totalmente contrario ao monopolio do Estado na educação, levando em conta que mesmo as instituições privadas devem seguir as diretrizes do MEC, e considero também surreal que os pais não possam ter o arbítrio sobre a forma de educação do próprio filho.

"Ah, mas o pai pode ser nazista, colocar o filho numa bolha ideologica ou prender o moleque em casa e torná-lo antissocial..." São pontos válidos, mas não o cerne da questão, até mesmo porque um mau governo também teria poder pra fazer o mesmo, e em massa.

A discussão invariavelmente vai chegar em Estado x Pais a respeito do direito sobre a educação da criança. Via de regra, acho mais fácil acreditar que os pais terão mais interesse em ver seus filhos bem sucedidos e com uma vida social saudável do que um bando de um burocratas com os mais diversos interesses.

Obviamente não dá pra ignorar as exceções, a possibilidade de alienação na educação das crianças (o que já acontece hoje dia, mas enfim), mas a liberação do homeschooling com a aplicação de exames pelo Estado como forma de fiscalização me parece o ideal. A proposta vetada, pelo que eu li na notícia antes do julgamento, era essa, não? 

 

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1 hora atrás, Marvin Angulo disse:

Sou totalmente contrario ao monopolio do Estado na educação, levando em conta que mesmo as instituições privadas devem seguir as diretrizes do MEC, e considero também surreal que os pais não possam ter o arbítrio sobre a forma de educação do próprio filho.

"Ah, mas o pai pode ser nazista, colocar o filho numa bolha ideologica ou prender o moleque em casa e torná-lo antissocial..." São pontos válidos, mas não o cerne da questão, até mesmo porque um mau governo também teria poder pra fazer o mesmo, e em massa.

Realmente, um mau governo pode fazer algo assim. Só que aí tu tem toda a sociedade para controlar isso, evitar que aconteça. Existe a chance ainda? Sim, existe - tanto que temos exemplos na história. Mas ao menos tu tem a sociedade para evitar que isso aconteça. Se os pais utilizam o homeschooling como forma de evitar que a criança entre em contato com um mundo minimamente razoável (como, aliás, era o caso que chegou ao STF, os pais queriam que a filha estudasse em casa para, entre outras coisas, evitar que ela aprendesse teoria da evolução), não existe controle possível.

Não podemos acabar com os riscos de que a educação seja utilizada de forma equivocada. Mas o risco de que isso ocorra na sociedade inteira é menor do que o de que ocorra em famílias isoladas do mundo.

Fora que mesmo nos casos de pais mais equilibrados, que passem a parte de conteúdo do que seria um ensino em casa de forma razoável e tudo mais, o prejuízo para a sociabilidade continua existindo. Em casa o filho é sempre especial, único. A escola é o ambiente onde aprendemos a lidar com o fato de que somos mais um no meio de vários. Onde aprendemos a nos virar no meio de colegas que nem sempre querem o melhor para nós. Onde aprendemos a fazer amigos, a conhecer pessoas. Isso tudo é afetado seriamente no homeschooling, independentemente da intenção dos pais.

 

1 hora atrás, Marvin Angulo disse:

A discussão invariavelmente vai chegar em Estado x Pais a respeito do direito sobre a educação da criança.

Eu acho curioso que os defensores do Homeschooling sempre falam na oposição entre Estado e Pais. Como se não houvesse um terceiro elemento aí no meio, que aliás é o mais afetado nessa história toda: a criança. Criança não é um objeto sobre o qual os outros exercem o seu direito de implantar sua visão de mundo. Criança é sujeito de direitos. E ter contato com visões de mundo diferentes daquelas de seus próprios pais também é direito da criança. Ter contato com outras crianças é direito da criança. Ter que lidar com o diferente, com as frustrações, e crescer como pessoa a partir disso.

 

1 hora atrás, Marvin Angulo disse:

Via de regra, acho mais fácil acreditar que os pais terão mais interesse em ver seus filhos bem sucedidos e com uma vida social saudável do que um bando de um burocratas com os mais diversos interesses.

Violência doméstica. Alienação parental. Abandono familiar. Exploração sexual. Realmente, é difícil acreditar que possam existir pais que não tenham o sucesso e a vida social saudável dos filhos como primeiro objetivo, né?

 

1 hora atrás, Marvin Angulo disse:

Obviamente não dá pra ignorar as exceções, a possibilidade de alienação na educação das crianças (o que já acontece hoje dia, mas enfim), mas a liberação do homeschooling com a aplicação de exames pelo Estado como forma de fiscalização me parece o ideal. A proposta vetada, pelo que eu li na notícia antes do julgamento, era essa, não?

Na real o STF apenas disse que não existe regulamentação legal da prática no Brasil, e por isso ela não pode ser implementada. Mas consideraram que não é proibido, então se o Congresso aprovar lei que regulamente essa forma de ensino (por exemplo com o controle através de exames aplicados pelo Estado), então tá liberado.

Eu sinceramente espero que nunca se aprove lei assim, mas foi essa a decisão deles.

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Se fosse aprovada, seria importante que os pais fizessem teste capacitório para exercerem tal função, e o material de estudo fosse dado pela escola vinculada. Assim, a cada período a criança faria os exames para passar de nível. Dessa forma, saberia se o instrutor responsável dela ensinou um assunto que possa ser um tabu para ele. Quanto se o responsável maltrata a criança, no próprio teste apontaria isso, porque seria uma bateria de testes para saber se tem condições psicológicas para ter a guarda, competência mínima de instruir uma criança etc.

E a respeito da socialização com outras crianças e outras pessoas em um ambiente escolar (além de passeios multidisciplinares) é importante, mas pode-se fazer testes a cada nível com a criança para saber se deveria ser interrompido o estudo em casa e a readaptasse ao regime escolar.

Verdade que readaptações são complicadas, e presumo que esse método seja interessante em alguns casos. Tais como; pai que é autônomo e trabalha em casa, tendo tempo para instruir o filho.

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1 hora atrás, Danut disse:

Realmente, um mau governo pode fazer algo assim. Só que aí tu tem toda a sociedade para controlar isso, evitar que aconteça. Existe a chance ainda? Sim, existe - tanto que temos exemplos na história. Mas ao menos tu tem a sociedade para evitar que isso aconteça. Se os pais utilizam o homeschooling como forma de evitar que a criança entre em contato com um mundo minimamente razoável (como, aliás, era o caso que chegou ao STF, os pais queriam que a filha estudasse em casa para, entre outras coisas, evitar que ela aprendesse teoria da evolução), não existe controle possível.

Não podemos acabar com os riscos de que a educação seja utilizada de forma equivocada. Mas o risco de que isso ocorra na sociedade inteira é menor do que o de que ocorra em famílias isoladas do mundo.

Fora que mesmo nos casos de pais mais equilibrados, que passem a parte de conteúdo do que seria um ensino em casa de forma razoável e tudo mais, o prejuízo para a sociabilidade continua existindo. Em casa o filho é sempre especial, único. A escola é o ambiente onde aprendemos a lidar com o fato de que somos mais um no meio de vários. Onde aprendemos a nos virar no meio de colegas que nem sempre querem o melhor para nós. Onde aprendemos a fazer amigos, a conhecer pessoas. Isso tudo é afetado seriamente no homeschooling, independentemente da intenção dos pais.

Penso ser muito mais fácil o Estado, como detentor do monopólio da força, servir como fiscalizador da sociedade (aplicando os testes de conhecimentos mínimos, por exemplo) do que o contrário. Em termos práticos, de que forma a sociedade poderia controlar isso? A questão da educação vale mais ou menos para todos os outros setores ineficientes controlados pelo Estado - pega o exemplo da corrupção na máquina pública: em tese a sociedade poderia cobrar, fiscalizar, e inclusive destituir os culpados (e não estou falando de aspectos legais, mas práticos), mas como se faz isso sem meios de ação? 

Essa questão de entrar em contato com um "mundo minimamente razoável" é bem subjetivo, sob qual argumento podemos impedir alguém de ter acesso ou não a determinadas teorias? Quem vai determinar o critério de razoabilidade, senão o próprio Estado, o que por si só já culmina na centralização?

É verdade que a escola é um ambiente propício pro desenvolvimento social, mas é a única? Um aluno de homeschooling não poderia tranquilamente suprir essa necessidade por meio de outras atividades externas?

A questão aqui seria a liberdade individual, óbvio que a educação é essencial, mas utilizar a coerção estatal pra obrigar um pai a colocar seu filho na educação do próprio Estado seria correto numa sociedade democratica? No que estou propondo, ao menos o Estado pode dar a garantia dos conhecimentos básicos, encontrando um ponto de equilibrio entre liberdade e utilitarismo.

1 hora atrás, Danut disse:

Eu acho curioso que os defensores do Homeschooling sempre falam na oposição entre Estado e Pais. Como se não houvesse um terceiro elemento aí no meio, que aliás é o mais afetado nessa história toda: a criança. Criança não é um objeto sobre o qual os outros exercem o seu direito de implantar sua visão de mundo. Criança é sujeito de direitos. E ter contato com visões de mundo diferentes daquelas de seus próprios pais também é direito da criança. Ter contato com outras crianças é direito da criança. Ter que lidar com o diferente, com as frustrações, e crescer como pessoa a partir disso.

Como eu disse, a discussão invarivavelmente chegará na oposição "Estado x Pais", não está sendo ignorada a criança, mas devemos aceitar realisticamente o fato de que a decisão caberá, em última instância, ou aos pais ou ao Estado. Numa perspectiva literal, se os pais não "implantarem sua visão de mundo", a cartilha do Estado o fará.

Educação é um direito, "ir à escola" é somente um dos meios. Novamente eu ratifico, entendo perfeitamente a questão social, mas não podemos limitar a escola como o único meio para tal, e a coerção estatal não pode ser ferramenta para isso.

1 hora atrás, Danut disse:

Violência doméstica. Alienação parental. Abandono familiar. Exploração sexual. Realmente, é difícil acreditar que possam existir pais que não tenham o sucesso e a vida social saudável dos filhos como primeiro objetivo, né?

 

Na real o STF apenas disse que não existe regulamentação legal da prática no Brasil, e por isso ela não pode ser implementada. Mas consideraram que não é proibido, então se o Congresso aprovar lei que regulamente essa forma de ensino (por exemplo com o controle através de exames aplicados pelo Estado), então tá liberado.

Eu sinceramente espero que nunca se aprove lei assim, mas foi essa a decisão deles.

Ah cara, aí você tá distorcendo totalmente o que eu falei. O "via de regra" foi justamente pra evitar esse tipo de interpretação. O que estou dizendo é que esse tipo de coisa é a exceção. De que forma o projeto de homeschooling teria o poder de impedir a fiscalização de tudo isso? E mais, isso já não é uma realidade em determinados casos com ou sem o ensino doméstico?

Por fim, sim, legamente falando penso que o STF até mesmo acertou, não tem que legislar, mas a conversa aqui é muito mais sobre os argumentos a favor x contra o homeschooling do que da decisão em si.

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  • General Director

Numa sociedade fodida como a nossa, acho complicado abrir essa possibilidade de ensino... brasileiro num geral não tem discernimento nem com coisas básicas, quiçá capacidade de ensinar uma criança de forma "neutra" e eficiente.

Mas eu não seria tão radical assim, acho que é direito dos pais sim.

Porém, como eu já disse ali, nossa atual situação sócio-cultural é um grande proibitivo. Melhor dar uma segurada nisso, e pensarmos antes em melhorar a nossa EDUÇÃO DE BASE, que tá cada vez mais uma bela de uma bosta.

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1 hora atrás, Leho. disse:

Numa sociedade fodida como a nossa, acho complicado abrir essa possibilidade de ensino... brasileiro num geral não tem discernimento nem com coisas básicas, quiçá capacidade de ensinar uma criança de forma "neutra" e eficiente.

Mas eu não seria tão radical assim, acho que é direito dos pais sim.

Porém, como eu já disse ali, nossa atual situação sócio-cultural é um grande proibitivo. Melhor dar uma segurada nisso, e pensarmos antes em melhorar a nossa EDUÇÃO DE BASE, que tá cada vez mais uma bela de uma bosta.

Acho que não preciso jogar um milhão de dados aqui, citados inclusive pelo relator do processo, o Barroso, sobre a educação no Br, né? Esse argumento é fraco porque serve para ambos os lados.

Brasileiro não sabe de nada -> Não é ele que vai ensinar meu filho -> Eu sou brasileiro -> Não sei de nada -> Não vou ensinar meu filho -> Entrego pra escola -> Brasileiro não sabe de nada.

A grande questão aqui não é DEVERIA SER FEITO, mas quem o faz, deve ser CRIMINALIZADO?

É a mesma pergunta sobre drogas e aborto. É recomendável fumar maconha ou fazer abortos? Não. Faça se quiser. Se fizer, não precisa ir pra uma jaula por isso.

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  • General Director
56 minutos atrás, felipevalle disse:

@Leho. são assuntos que poderiam ser tratados de forma paralela.

Sim sim, poderiam... mas a gente sabe como funcionam as coisas por aqui, né? Não se trata nem de uma coisa, nem de outra... QUIÇÁ elas duas paralelamente hahahahaha. Por isso ressaltei pra que cuidemos primeiro de uma, depois da outra.

Mas óbvio, num país sério, daria pra discuti-las num mesmo momento.

1 minuto atrás, Ariel' disse:

[...] 
A grande questão aqui não é DEVERIA SER FEITO, mas quem o faz, deve ser CRIMINALIZADO?
[...]

Mas foi por isso que eu citei no meu post: "acho que é um direito dos pais, sim".

A questão é que eu vejo essa discussão como secundária, compreende? Não temos nem o básico do básico nas escolas, nossa sociedade não tem bases sólidas tanto socialmente, quanto culturalmente, quiçá economicamente. Ensinar crianças dentro de casa deveria ser discutido no SEGUNDO MOMENTO, não agora.

Pelo menos pra mim.

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10 minutos atrás, Leho. disse:

Mas foi por isso que eu citei no meu post: "acho que é um direito dos pais, sim".

A questão é que eu vejo essa discussão como secundária, compreende? Não temos nem o básico do básico nas escolas, nossa sociedade não tem bases sólidas tanto socialmente, quanto culturalmente, quiçá economicamente. Ensinar crianças dentro de casa deveria ser discutido no SEGUNDO MOMENTO, não agora.

Pelo menos pra mim.

Entendo. Também acho que as escolas são uma bosta e deveriam ser alteradas. Dar liberdade para cada um fazer a escola como acha melhor já ia ser um passo à frente absurdo. Hoje o modelo é único e ruim. Mesmo se fosse único e bom... poderia ser melhor com a concorrência de outros modelos.

Se fosse proibido fazer educação via internet, imagine só? O que tem de nego aprendendo programação, design, fazendo aula de reforço, cursinho. O importante é dar oportunidade pra rapaziada. E estudar em casa com a tutela dos pais/professores particulares, é um desses modelos. Pode ser bom, pode ser ruim, vamos saber ao tentar, correto? E tem um histórico absurdo para aprendermos (basicamente 1800 anos de história + diversos países que ainda praticam isso).

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    • #Vini
      By #Vini
      Apresentação
      Bem, depois de aquecer os motores com o save do Uerdingen, resolvi tirar da gaveta uma ideia que já havia tido antes e agora servirá tanto para retomar a vontade de jogar o FM, quanto de exercitar a disciplina. Por que a disciplina? Bem, gosto de estar no Profissão: Manager, mas desde 2019 tenho percebido uma diminuição da minha presença na área, principalmente após a saída da moderação. Sem as responsabilidades de um moderador, perdi a conexão com a área e quero mudar isso juntando um aspecto da vida pessoal que quero desenvolver. 
      Dito isso, apresento a vocês a minha ideia/desafio para esse save: o Projeto Pentágono. Até aí nada de diferente; porém, vocês certamente já ouviram falar que o Brasil é um país de dimensões continentais, certo? Em cima disso, pensei: porque não um Pentágono no Brasil? O resto será história (assim espero). 
      Dividindo o Brasil nas cinco regiões, pretendo vencer o Campeonato Brasileiro com uma equipe de cada uma delas. Não pretendo criar treinadores novos ao longo do save, então, irei começar na região norte e vou descendo o país até chegar na região sudeste, que entendo ser a mais difícil de assumir um clube depois de anos de carreira. 
      Como técnico, assumi o nome do grande Givanildo de Oliveira, com atributos técnicos baseados no clube que irei comandar. Carreguei apenas a db original, com as ligas sudacas, mais as primeiras divisões espanhola, inglesa e italiana. 

      Objetivo Geral
      Ser campeão brasileiro por clubes das cinco regiões do Brasil
       
      Região Norte 
      O Clube 
      O Manaus Futebol Clube (mais conhecido como Manaus FC ou simplesmente Manaus) é um clube de futebol brasileiro da cidade de Manaus, capital do estado do Amazonas. Foi fundado em 5 de maio de 2013, sendo o verde, o preto e o branco suas cores oficiais.
      Atualmente manda seus jogos nos estádios Carlos Zamith e Colina, no estadual e em jogos de menor apelo de público, e na Arena da Amazônia em jogos de competições nacionais e com maior apelo.
      Participou do campeonato profissional do Amazonas pela primeira vez em 2013, sagrando-se campeão da segunda divisão e subindo para a primeira. Com apenas oito anos de existência, o clube é tetracampeão estadual, conquistando três edições consecutivas, entre 2017 e 2019, e em 2021, após um gol decisivo aos 51' do segundo tempo contra o São Raimundo-AM.
      Em nível nacional, o clube possui a melhor campanha do Amazonas na Copa Verde, chegando à semifinal, e na Série D, chegando à final em 2019 e conquistando o acesso à terceira divisão nacional. Atualmente, é o único clube do Estado do Amazonas que disputa o Campeonato Brasileiro Série C.

      Objetivos do Clube 
      Ser heptacampeão amazonense, superando o hexa do Nacional(1976-77-78-79-80-81); Vencer a Copa Verde e assim trazer o primeiro título para o Amazonas; Ganhar o campeonato Brasileiro Apresentação do Clube 
      Logo em minha chegada, o presidente Luis Mitoso (risos) já deu as diretrizes para o meu primeiro e, por enquanto, único ano à frente do Gavião do Norte. Obviamente que o Estadual é obrigação e espero começar a construir uma hegemonia e superar o tricampeonato de 2017 a 19.

      Elenco
      Iniciamos com um elenco curto, mas bem servido na distribuição no campo. Vejo como necessária a chegada de um zagueiro e um atacante de área, para ficar com 22 jogadores. Pelas funções disponíveis, creio que um 4-2-3-1 cairá como uma luva nesse início. Inclusive é o que pensa a equipe técnica.

      Reservas | Sub-20
      Equipe Técnica
      Temos um staff bem preenchido até e não devo fazer alterações nesse primeiro momento. Deleguei todas as responsabilidades ao staff, exceto nas funções de campo e transferências, algo que gosto de fazer no jogo e quero continuar fazendo. 

      Tática
      Resolvi começar com algo simples dentro do 4-2-3-1 que havia mencionado anteriormente. Laterais apoiando forte, pontas que infiltram e que dão amplitude para criar espaços e gerar chances para o atacante espetado na área. Sem instruções de início. 

      Transferências
      Definidos os focos, passei a solicitar a tarefa para o Diretor Desportivo (não temos olheiro chefe) e chegaram bons relatórios para as posições de zagueiro e atacante. Porém, ao chegar o relatório de Jonatas, de duas estrelas e meia de capacidade, mudei a abordagem e resolvi não mexer no orçamento e fui atrás de Paulinho, emprestado sem custos pelo São Paulo e que vem pra ser a esperança de gols do time, ainda que ele tenha bons atributos para ser um armador de jogadas. 
      No entanto, como seu contrato só vai até junho, o empréstimo naturalmente só irá até esse período. Tentamos assinar em definitivo, mas ele nem quis saber, o que me obrigou a buscar novos nomes para o setor. Aqui contei com a ajuda do Diretor que me sugeriu os nomes de Brunão e Matheus Souza, que vieram sem custos, com os salários sendo pagos por Fortaleza e Guarani, respectivamente.
      Além disso, os olheiros trouxeram o relatório de  Guilherme Castilho, meia defensivo com bons atributos em vários grupos. Com apenas 21 anos, pode ser um bom nome para o futuro, desportiva e financeiramente. Sua chegada abre espaço para eu usar Ramon apenas como zagueiro, mas ainda não preenche a lacuna do quarto nome na posição. 

      Antes de assinar com os atacantes e depois da chegada de Guilherme Castilho, finalmente conseguimos um nome para a zaga, com Heron, jovem de 22 anos emprestado pelo Goiás e que eu acho que tem sangue rubro-negro (confiram a seguir). Para fechar o elenco, já em fevereiro, renovamos com Phillip, ponta-esquerda, por mais um ano. Seu contrato se encerraria em maio.

      Gleibson | Diego Rosa | Rafael Ibiapino
       
      Campeonato Amazonense
      O estadual do Amazonas é disputado por 10 equipes que enfrentam-se em turno e returno, no qual os quatro melhores qualificam-se para as semifinais e finais, ambas em jogos de ida e volta.  Seu maior campeão é o Nacional, com 43 títulos e tem como equipes relevantes, além deste e do Manaus, o Fast Clube e o São Raimundo, ambos com participações em divisões nacionais do futebol brasileiro.
      Com a enorme disparidade entre o Manaus e o restante dos clubes, usarei o campeonato como pré-temporada, deixando o time na ponta dos cascos fisicamente e entrosado no aspecto tático. Na primeira parte do estadual, em janeiro, foram 7 vitórias em 7 jogos, com 36 gols marcados e 2 sofridos. Estreamos cautelosos contra o Penarol (AM), mas não concedemos nenhum chute a gol, sinal do que viria na sequência.

      Nesses jogos, fui com o 4-2-3-1 sem instruções, com uma mentalidade equilibrada. Mas aí percebi que poderia ser menos conservador e ao menos subir as linhas, algo que eu fiz trocando a mentalidade para Positiva. Essa mudança ocorreu após o jogo contra o Nacional, time que nos deu a maior dificuldade até aqui. Ainda vencemos o Amazonas FC com algum sufoco, mas depois a porteira se abriu e vencemos só por goleada.

      Depois do jogo pela Copa do Brasil, nosso calendário ficou um pouco mais apertado e tivemos 8 jogos (contando com o da competição nacional) em fevereiro, o que me obrigou a rodar mais o elenco. Mas foi a única notícia diferente em fevereiro, pois seguimos vencendo e atropelando. 
      Dessas partidas até aqui, fica o destaque para a primeira goleada, contra o Princesa, que ocorreu logo na segunda rodada e contou com a grande atuação de Paulinho, que deixou uma tripleta. E o homem queria mais, deixando quatro nos 9 a 0 contra o JC (que tem esse nome por ser um projeto de um empresário chamado João Carlos - ainda bem que o JC não é de Jesus Cristo, se não estávamos ferrados) e cinco nos espantosos 7 a 0 contra o vice-líder Amazonas FC, duelo em que conquistamos a vaga para as semis, com seis rodadas de antecedência. 

      Esse jogo quebrou outros recordes, como o número de gols marcado por um único atleta, maior série de vitórias e série invicta (12). No entanto, bastou mais um jogo para quebrarmos todos esses recordes novamente, na vitória por 10 a 0 contra o JC, adicionando inclusive o maior placar. Paulinho marcou 6 dos 10 gols e já conta com 25 gols nos 10 jogos disputados até aqui. No último jogo dessa atualização, válido pela 15ª rodada (o nosso jogo contra o Fast Clube foi adiado), vencemos o São Raimundo por apenas  4 a 0.

      Calendário

       
      Classificação
      14 jogos, 14 vitórias, o dobro de pontos do quarto colocado, além de 81 gols marcados e 2 sofridos. É claro que a disparidade para os outros clubes é enorme, mas confesso que não esperava que fosse dessa dimensão. Independente do resultado nesse ano, é certo que para 2022 o campeonato será disputado com o time reserva e servirá para desenvolver os jovens. 

       
      Copa do Brasil 
      Estreamos na primeira fase contra o Atlético-GO, nosso primeiro desafio real nesse início de save. A única mudança no 4-2-3-1 foi na mentalidade, que passou para cautelosa, o que não significou muita coisa pois o fator casa falou mais alto para nós e fizemos um ótimo primeiro tempo, com direito a pênalti perdido aos 10’, por Tiago Spice. 
      Bem, o que não fizemos na etapa inicial fez falta na sequência, pois logo aos 46’ Everton Felipe aproveitou uma falha bisonha de Heron na hora de cortar o lançamento para fazer o 1 a 0. O time sentiu e logo aos 52’, Marlon Freitas acertou um balaço para ampliar. 
      Não tendo nada a perder, comecei a soltar mais o time e dois minutos depois Elivélton diminui. Logo em seguida tiro Paulinho que fez um péssimo jogo e em seu lugar entra Gabriel Davis, que empatou a partida aos 73’. Como o regulamento aponta vantagem do empate para o Dragão, continuamos pressionando e isso se revelou fatal aos 82’, em uma bola que ninguém tirou com firmeza da área e sobrou para Everton Felipe dar números finais ao placar. 

       
      Estatísticas
      Naturalmente o destaque vai para o setor ofensivo. Paulinho se adaptou bem ao esquema e segue empilhando gols e também assistências (25G, 8A), mostrando uma veia de segundo atacante, que é bastante útil quando se joga apenas com um homem na frente. 
      No entanto, Rafael e Thiago Spice também têm garantido que, quando a bola chegue a defesa, que seja com menor perigo possível, e no caso do zagueiro, ele ainda dá uma temperada no seu repertório com alguns golzinhos. 

      Extra-campo
      Finanças do clube
    • adriano roberto
      By adriano roberto
      É com muita satisfação que lanço mais uma vez meu projeto pessoal para o FM22 em parceria com o FManager!   Foram criadas diversas competições que não vem na dB oficial, como Estaduais, Copas Estaduais e divisões nacionais (Séries A, B, C, D e Seletiva Série D); Criadas fontes de imprensa e jornalistas; Criadas premiações para as competições; Jogadores e Staff's que não vem na dB oficial; Arquivo de movimento de mercado de transferências mais realista; Criado as ligas que altamente recomendo para utilizar com o arquivo, como as da América do Sul e a Liga do Japão. Além, é claro, das transferências mais recentes, incluindo de clubes menores, todos retirados do BID da CBF.   Você pode fazer o Download clicando aqui:        Versão sem estaduais:      Extrair em: Documentos\Sports Interactive\Football Manager 2022\editor data   Duas notas:   1) Siga rigorosamente as instruções de instalação para não ter nenhum erro. Não use Real Name Fix! Antes de utilizar qualquer arquivo de terceiro com o update, pergunte aqui se pode causar conflitos. Muitos dos problemas que acontecem são pelo uso indevido de arquivos de terceiros com o update.   2) Todos os arquivos contidos nesse update são de minha criação. Todos criados e idealizados por mim. Caso você pretenda postar em seu canal ou fórum, não esqueça de dar os devidos créditos.   Caso queira apoiar meus projetos, segue abaixo os links:                                    
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      É com muita satisfação que trago um projeto pessoal para o FM21: o Brasil Update.   Foram criadas diversas competições que não vem na dB oficial, como Estaduais, copas Estaduais e divisões nacionais; criadas fontes de imprensa e jornalistas; criadas premiações para as competições; jogadores e Staff's que não vem na dB oficial; arquivo de movimento de mercado de transferências mais realista; criado as ligas que altamente recomendo para utilizar com o arquivo, como as da América do Sul e a Liga do Japão com seus respectivos jogadores. Além, é claro, das transferências mais recentes, incluindo de clubes menores, todos retirados do BID da CBF.   Esse arquivo você pode baixar aqui:      E a pedidos, criei também uma versão alternativa do projeto: Brasil sem Estaduais! Apenas divisões nacionais e copas nacionais. Para quem curte esse tipo de desafio, essa versão está bem hard.   Você pode baixá-lo aqui:      Duas notas: 1) Siga rigorosamente as instruções de instalação para não ter nenhum erro. Antes que me perguntem: pode jogar o update com os EUA ativado sem problemas.   2) Todos os arquivos contidos nesse update, com exceção da dB japonesa que foi postada no fórum da SI mas traduzida por mim, o arquivo de cores criado pelo Rodrigo Fec (com alguns ajustes feitos por mim) e também as faixas de torcida dos outros países, são de minha criação. Todos criados e idealizados por mim. Caso você pretenda postar em seu canal ou fórum, não esqueça de dar os devidos créditos.   Caso queira apoiar meus projetos, segue abaixo os links:                                                                                             
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