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Evolução de pensamento político


Lowko é Powko

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Uma parada que passou pela minha cabeça agora.

 

Tô aqui nesse fórum desde os 14 anos, agora tenho 27. Como não podia deixar de ser, muita coisa passou na minha vida, muitas experiências. E meu pensamento político mudou ao longo do tempo.

 

Com vocês, como foi esse processo?

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  • Respostas 93
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Me tornei bem menos extremista, continuo achando quem é de esquerda um tanto lunático/utópico/mal intencionado, votei pelo PT pela primeira vez na vida (Haddad), algo impensável quando eu tinha meus 14 também, e percebi que não me enquadro nem entre os conservadores nem entre os liberais 100% do tempo, o que é ótimo pq é uma baita burrice seguir cegamente as posições de um rótulo.

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Me tornei bem menos dogmático, aceitei que o capitalismo busca as riquezas e a desumanização no trabalho é um acidente do melhor mundo possível.

Na verdade, não é bem assim. Me tornei bem crítico com relação aos conceitos, tentando encaixar as ideias em um sistema real-naturalista em que não é possível haver coexistência harmoniosa entre os seres, estando sempre em conflito pela sobrevivência e bem-estar.

Para mim hoje o socialismo/comunismo são coisas que podem ser observadas em insetos. Não é uma utopia, e sim uma realidade que possivelmente exige uma redução individualista do qual o ser humano não abre mão.

Entretanto, eu creio que o capitalismo precisa de foco tecnocientífico-ambientalista, pois sendo o mundo não criado para nós e estamos aqui por completo acaso das vicissitudes do determinado espaço-tempo, nosso futuro longínquo enquanto espécie humana corre riscos se "não pensarmos nas consequênciias curtas, médio e longo prazos" ao usufruir de matéria-primas para produzir nossos produtos e tecnologias que consumimos e deles dependemos.

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Outro dia o Aldo puxou um post meu de quando era mais novo, comemorando ser social-democrata num desses testes de posicionamento político. Hoje em dia mudei o espectro também, foi só passar a estudar um pouquinho sobre o assunto (o que começou em 2014, aos meus 17 anos).

Mesmo em relativamente pouco tempo de fórum (5 anos), já consegui notar diferença no modo no qual eu vejo o mundo, inclusive ajudado por recomendações de leitura do próprio @aldin, mas também do saudoso @Salvador. e por aí vai.

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Também era social-democrata, hoje sou muito mais liberal (porém, sempre com a ressalva de que o Estado deve combater fortemente a desigualdade de oportunidades).

Nos costumes, eu já era progressista, e hoje sou ainda mais (o que, a rigor, também se encaixa no conceito do liberalismo).

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Eu desconfio fortemente das pessoas que não mudam de opinião com o passar dos tempos, especialmente na política.

Eu já flertei muito com as ideias da direita mais conservadora quando mais novo, depois de uma guinada monstra para a esquerda radical e tem um tempo que me assentei na centro esquerda. Sou "full-progressista" (embora eu tenha uma pá de críticas a alguns movimentos da esquerda nessa parte) mas tenho minhas duvidas nas questões econômicas, hoje sou bem mais um "reformista" do que um revolucionário (seguindo os padrões da esquerda).

Já fui mais de estudar e estar ligado a política mas é só decepção, tem muita gente de todas as vertentes que faz um trabalho bem legal e coerente que não tem espaço nenhum pra mostrar suas ideias e a internet bombando um monte de perfil bosta e retardado que só vive de frase de efeito e notícia mentirosa. 

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Descrente. Esquerda é uma bosta, embora algumas ideias sejam boas, direita é uma bosta, embora algumas ideias sejam boas. O extremo é a certeza de que não tem nada bom. Muita gente extremista e bitolada pra caralho com dois pesos e duas medidas, dependendo da inclinação política. País corrupto, política corrupta, pobreza se alastrando...

E o pior é que eu não vejo NENHUMA mudança significativa enquanto eu estiver vivo e nem pros meus filhos (se tiver).

Tô com um pojeto de em 10 anos estar fora do Brasil e não voltar mais. Tô trabalhando pra isso, economizando pra isso. A única coisa que me deixa meio reticente é a minha mãe, mas de resto, nada me dá vontade de ficar no Brasil hoje.

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Eu confesso que já nem sei onde me encaixo. Não tenho um posição/crença "padrão", mas sim posicionamentos específicos para cada tema, as vezes com ideias estadistas, as vezes liberais, nunca extremos ( sempre achei o extremo o ápice da ignorância).

Já passei por uma fase mais "Estadista", hoje tenho um pensamento um pouco mais aberto ao minarquismo, ainda que não completament. Mas hoje entendo que o Estado, enquanto garantidor, precisa se enxugar/reduzir para se tornar "eficaz e eficiente" (essas aspas têm evolução de pensamento, por exemplo, hahaha) ( não analisando vícios em si, como corrupção, por exemplo).

Tenho como meta "abrir mais a mente" para o empreendedorismo, principalmente aos olhos do grande empresário. Sempre tive o vício de ver o grande empresário como "vilão" (talvez por experiências ruins ou um resquício da minha visão Estadista) e sei que preciso aprender e evoluir melhor sobre o tema.

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Quando entrei, com 15/16 anos, não sabia o que era esquerda e direita. Ao começar a entender me identifiquei com a pauta esquerdista, principalmente por ouvir Racionais, dentre outros raps. Ao perceber que entrava ano, saía ano, e as as coisas não mudavam comecei a estudar para buscar soluções (além de ter, na época, uma namorada esquerdista e feminista). Os argumentos não se sustentavam, principalmente porque eu nunca flertei com o vitimismo. Sou muito grato ao @Salvador. pela indicação d'As Seis Lições do Ludwig von Mises num tópico de leituras políticas aqui no Fórum. Já presenteei mais de 6 amigos com exemplares dessa obra prima.

Depois disso aprofundei a leitura e li obras de Friedrich Hayek, Murray Rothbard, Milton Friedman, Hans Hermann Hoppe, Adam Smith, John Stuart Mill e John Rawls. Flertei muito com o anarcocapitalismo, principalmente depois de ler Rothbard, mas também fui encontrando uma série de dificuldades para implementação de um sistema sem Estado, completamente controlado via mercado. Recentemente tive a oportunidade de estudar um pouco de Direito e passei a ter uma opinião mais moderada sobre o Estado, principalmente as regulamentações.

Enfim, hoje me considero um liberal, a favor do livre mercado e igualdade de direitos.

 

PS. o @Ariel' e o @_Matheus_ também foram grandes parceiros nessa trajetória, fortalecendo discussões e trazendo bons pontos de vista. Inclusive temos um grupo no WhatsApp onde discutimos Libertarianismo.

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No final da década passada eu compartilhava de pensamentos coxinhas, separatistas e afins.

Comecei a viajar, estudar, conhecer pessoas, e trabalhar com educação, então mudei TOTALMENTE meu modo de pensar. Não compro TOTALMENTE ideais de esquerda, até porque, aqui no Brasil ela é tão suja quanto a direita. Porém, meus pensamentos, no que tange a assuntos polêmicos, sempre tendem a ser mais à esquerda. Porém concordo em algumas coisas com ondas um pouco mais liberais. Enfim, o que eu aprendi é que a gente não pode e não deve ser radical.

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Eu não estou vendo perspectivas de mudanças em nossa política brasileira se a receita (ou ingredientes e procedimentos) que fazem nossa democracia não forem atualizados/melhorados/aperfeiçoados.

É bem possível que a corrupção continue pautando as decisões democráticas ainda por algumas eleições. A percepção de que existe uma ilusão sobre a importância das eleições para corrigir maus hábitos políticos, e essa percepção vai tornando-se cada vez mais aceita mesmo que lentamente. A democracia é um conceito a ser melhor formulado, corrigido, e a prática democrática também não precisa ficar no tempo do passado, pois o que importa é o tempo do futuro. Se for para ser democracia, então que seja democracia, e não um esboço de democracia século dezenoveano.

Talvez um dia percebam que direita e esquerda são conceitos políticos contemporâneos à Idade Moderna e Pós-moderna, mas não necessariamente esse paradigma será para sempre (enquanto o ser humano existir).

O "século dezenove" é um problema para a sociedade humana do século XXI.

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Em 11/04/2018 at 13:10, Léo R. disse:

No final da década passada eu compartilhava de pensamentos coxinhas, separatistas e afins.

Comecei a viajar, estudar, conhecer pessoas, e trabalhar com educação, então mudei TOTALMENTE meu modo de pensar. Não compro TOTALMENTE ideais de esquerda, até porque, aqui no Brasil ela é tão suja quanto a direita. Porém, meus pensamentos, no que tange a assuntos polêmicos, sempre tendem a ser mais à esquerda. Porém concordo em algumas coisas com ondas um pouco mais liberais. Enfim, o que eu aprendi é que a gente não pode e não deve ser radical.

Falou em liberalismo já penso em MBL no mesmo instante, ô povo desonesto e nojento.

Sobre mim: cresci numa família fundamentalista religiosa, onde participação na política era algo muito desencorajado, então nunca tivemos - nem eu, nem aqueles que foram criados junto comigo - muito espaço pra nos posicionar sobre esse tipo de assunto principalmente porque nós não podíamos nem pesquisar sobre, meus familiares inclusive nunca votavam, só justificavam. Enfim, juntando isso ao fato de eu ser uma menina e ao de política ser um "jogo de homens" que nem o futebol, basicamente não entendia nada de economia e etc até meus 15, 16 anos, que foi também a época em que saí da religião e me assumi agnóstica. Desde então, venho cultivando essas ideias que raramente mudam de maneira mais radical, mas apenas vão "tomando forma" à medida que adquiro mais conhecimento. Me encaixo hoje como de esquerda, mas assim como o Léo não puxo o saco da esquerda aqui do Brasil, nem saio gritando aos quatro ventos que foi golpe e que Lula é inocente e é um ladrão que roubou meu coração, apesar de eu achar que foi golpe sim e de também achar que Lula é um "espantalho" no meio de toda essa confusão em que vivemos hoje em dia, o cara é muito provavelmente culpado, mas essa galera: Dória, Alckmin, Bolsonaro, provavelmente são também, só não foram descobertos ainda, então no fim é tudo farinha do mesmo saco, como eu vi num vídeo uma vez, "vão tudo pro mesmo puteiro no fim do dia".

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@Salvador. vive!

 

A discussão mais antiga que lembro sobre política aqui (lembro do @cdcccccc estar no meio) talvez já me colocaria no centro mas sei que já estive bem mais pro outro lado. Boa parte da família ainda têm posições militaristas e até reacionárias, se é que me entendem. Até o 2º grau (e consequentemente o início aqui no fórum) eu ainda achava razoável ter professora de História defendendo regimes autocráticos - que eu mencionei nessa discussão citada, mas que não lembro sobre o que poderia ser já naquela época.

Da centro-direita conservadora pra socialismo libertário, então.

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33 minutos atrás, Bruna' disse:

Falou em liberalismo já penso em MBL no mesmo instante, ô povo desonesto e nojento.

Esses são a esquerda da direita. Lamentável, mas faz parte do jogo.

Não confunda ideologia com um coletivo. Desonestos e nojentos tem em todos os grupos, assim como honestos e respeitáveis. Não é à toa que do PSDB de Aécio Neves saiu Gustavo Franco, por exemplo.

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4 minutos atrás, Ariel' disse:

Esses são a esquerda da direita. Lamentável, mas faz parte do jogo.

Não confunda ideologia com um coletivo. Desonestos e nojentos tem em todos os grupos, assim como honestos e respeitáveis. Não é à toa que do PSDB de Aécio Neves saiu Gustavo Franco, por exemplo.

Não confundo, só disse que é o que me vem na cabeça quando leio a palavra. Acho que qualquer pessoa tem algo que "venha a cabeça" quando pensa em esquerda, direita, PSOL, PT, sei lá mais o quê. 

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41 minutos atrás, Ariel' disse:

Esses são a esquerda da direita.

Em que sentido?

 

Ao meu ver, o lamentável é eles representarem o mainstream da direita atual ao invés de serem um movimento menor, paralelo.

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5 horas atrás, Ariel' disse:

Esses são a esquerda da direita. Lamentável, mas faz parte do jogo.

Não confunda ideologia com um coletivo. Desonestos e nojentos tem em todos os grupos, assim como honestos e respeitáveis. Não é à toa que do PSDB de Aécio Neves saiu Gustavo Franco, por exemplo.

Curioso pra saber o que é que o MBL tem a ver com a esquerda...

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O MBL é uma piada. Concordar com algumas poucas coisas que o Liberalismo prega/faz (principalmente no que diz respeito a privatizações de algumas coisas) não te faz simpatizante destes mongolões de apartamento.

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É melhor alienar-se com a Liberdade do que com ideologias...

Mas não existe alienação com a Liberdade. Existem com dogmas ideológicos que fecham a mente das pessoas para a busca da verdade e do aperfeiçoamento das concepções de mundo, sociedade e economia. Isto sim, é ideologia: dogma anti-libertário!

Seria então, o Libertarianismo uma ideologia dogmática? É claro que sim, é evidente que só presta para tapar os olhos das mentes pensantes com peneira de burro.

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15 horas atrás, Danut disse:

Curioso pra saber o que é que o MBL tem a ver com a esquerda...

O pessoal do MBL, em geral, defende ou não combate toda a pauta progressista/globalista da esquerda  - ideologia de gênero, aborto, legalização de drogas, etc.

Você possivelmente não os verá, como movimento, falando isso abertamente, mas se pegar a opinião da maioria da galerinha estilo Renan Santos, Mamãefalei, Kim Kataguiri, Holliday, com certeza você encontra esse tipo de coisa.

Não quero entrar no mérito de saber se você concorda ou não com essas pautas - o que estou dizendo é que na "Direita" existe esse racha, tanto que são conhecidos por serem "o PSOL que estudou economia".

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Eu só quero um mundo que siga menos idiotices como o tal do politicamente correto e mais liberdade de expressão, sobre espectro político, me definia como centro-esquerda, mas a esquerda pra mim ultimamente teve um retrocesso e tanto, já simpatizava com algumas ideias da direita(especialmente os liberais, e agora alguns dos ideais consevadores), agora a direita me representa mais e condiz com minha visão de mundo(tenho um leve apreço pela extrema-direita no que tange a imigração e economia) as idéias ditas progressistas na minha opnião não tem nada de progressistas(vide o lixo do politicamente correto, que praticamente "aboliu" o direito a livre opnião) a direita parece ser muito mais coerente em seus discursos, ao contrário da esquerda, a cada discurso uma ambiguidade e uma controvérsia diferente, pessoas que defendem os direitos humanos(No Brasil isso só serve pra proteger marginais) passam e muito dos limites. e você quer que libertem todos e os cidadãos fiquem a mercê de delinquentes ? não dá né.

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23 minutos atrás, Roman disse:

O negócio agora é só ver o circo pegar fogo e rir pra não chorar.

É. Acho que estou me convencendo disso. Mas certas coisas não dá pra não questionar.

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