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Nem, da Rocinha: "não me arrependo de ter sido traficante. O que você faria no meu lugar?"


Leho.

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Nem da Rocinha: “Não me arrependo de ter sido traficante. O que você faria no meu lugar?”
Exclusivo: ex-chefe do tráfico na Rocinha fala com o EL PAÍS no presídio de Porto Velho. Para ele, a intervenção no Rio é mais do mesmo. “Quer o fim do tráfico? Legalize as drogas”

 
Nem da Rocinha
Nem após ser preso no Rio de Janeiro, em 2011. A/A Beatriz Reuters
 

“Peão E2 para E4”, grita Antônio Bonfim Lopes, 41 anos, de dentro da sua cela de 7 metros quadrados na penitenciária federal de Porto Velho, em Rondônia, enquanto move uma peça de papel sobre um tabuleiro feito à mão. O termômetro bate os 30º C e o dia está extremamente úmido, obrigando-o a enxugar as mãos constantemente. Segundos depois a resposta ecoa do outro lado do corredor: “Cavalo B8 para C6”. Assim, jogando xadrez à distância com outro preso como se fosse batalha naval, o ex-traficante mais conhecido como Nem da Rocinha passa boa parte de seus dias na moderna prisão de segurança máxima construída em meio à selva amazônica. Em um duro regime disciplinar que inclui 22 horas por dia dentro de uma cela individual sem TV e apenas duas horas de banho de sol, ele explica que matar o tempo – “e os mosquitos” – é fundamental. A reportagem do EL PAÍS visitou o ex-traficante no início de março na penitenciária onde ele cumpre penas que somam mais de 96 anos por tráfico de drogas, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

Uma das principais lideranças da facção criminosa Amigos dos Amigos, Nem foi coroado dono da Rocinha em 2004 após a morte do dono do morro Luciano Barbosa da Silva, vulgo Lulu. Seu reinado durou até a prisão, em 2011, e é tido pelos moradores e até por alguns policiais como um período de relativa tranquilidade no local. Usando a corrupção em detrimento da violência para se manter no controle, aos poucos Nem se tornou um dos traficantes mais populares da comunidade. "Até hoje perguntam pra minha mãe quando eu volto pra lá!", brinca. "Como se no dia em que eu sair da prisão eu voltarei pro tráfico". A hipótese é prontamente descartada. "Não quero mais nada com isso, quero ficar com meus filhos, poder ir pra praia, pro teatro, aproveitar a vida". Apesar de já condenado, Nem vislumbra um futuro próximo ao lado dos sete filhos.

Ele traduz sua filosofia de pacificação da favela com uma frase simples: “Eu sempre perguntei pro meu pessoal: o que tu quer? Trocar tiro com polícia ou curtir o baile na Rocinha? Porque se quiser trocar tiro não tem baile, a polícia vem pra cima e fecha tudo. Claro que eles sempre preferiram o baile”. A estratégia adotada por ele, de manter o nível de crimes violentos o mais baixo possível de forma a deixar a polícia (e a mídia) longe fez da Rocinha uma das favelas mais lucrativas do Rio de Janeiro para o tráfico, movimentando em torno de 15 milhões de reais por mês. Questionado sobre o atual momento da comunidade, com diferentes grupos disputando o poder e trocas de tiro frequentes, Nem mostra irritação. "Isso pra mim é uma grande traição. Saber que agora tem moleque andando com fuzil na Rocinha e que tem traficante extorquindo o morador, nada disso existia quando eu estava lá", diz, em uma referência velada ao ex-guarda-costas e agora rival Rogério Avelino Santos, vulgo Rogério 157, preso em dezembro 2017.

A história de Nem – e da Rocinha – poderia ter sido diferente não fosse a ação de policiais corruptos. Com a morte de Lulu, em 2004, ele vislumbra uma saída do crime. “Eu cheguei a efetivamente sair do tráfico quando o Lulu morreu. Eu disse ‘bom, não tenho mais porque continuar nessa vida, já paguei minha dívida’. E saí. Eu tinha um carro que ia usar para trabalhar como taxista, esse era o meu plano, ia deixar toda essa vida pra trás”, afirma. Mas no Brasil as coisas não são tão simples assim. De acordo com ele, setores da polícia não viram com bons olhos sua saída: Nem era garantia de estabilidade na Rocinha e propinas vultuosas para os agentes corruptos. “Minha mãe foi ameaçada pela polícia. Foram até a casa dela. ‘Ou você volta [para o tráfico] ou vai acabar mal pra ela’, eles me disseram. Não tive opção, precisei reassumir as coisas”, conta. “Minha vida daria um filme”.

De dentro de sua cela abafada o ex-traficante ficou sabendo com atraso e sem muita surpresa da intervenção federal no Rio de Janeiro. “Não acho que vá dar em nada. Os problemas do Rio não se resolvem com Exército ou polícia”, diz. De acordo com ele, tropas federais já ocuparam parcialmente a Rocinha por duas vezes durante sua gestão na favela, sem nenhum resultado concreto. “Você acha que não tem corrupção no Exército? Eu me lembro que alguns militares falavam pros nossos soldados: ‘poxa, não fica com fuzil na rua não, esconde isso porque depois a gente leva bronca do sargento”, diverte-se. Para Nem a intervenção é “mais do mesmo”, apenas outra ação com “finalidade eleitoreira”.

“Você acha que os políticos não sabem como resolver o problema da violência?”

Ao falar sobre a violência do Rio, Nem fica em silêncio por um momento. Em seguida, dispara: “Você acha que os políticos não sabem como resolver o problema da violência?”. Em instantes responde à própria pergunta. “O problema é que eles sabem que não serão reeleitos se fizerem isso. Sabem que isso exige um investimento em educação e políticas sociais que não têm retorno na urna, no curto prazo, mas que é algo para o médio prazo, para daqui a dez ou 15 anos. A preocupação maior é o mandato, não é resolver nada”, desabafa. Para Nem, políticos de olho no voto apostam no velho discurso de enfrentamento, “de botar polícia na rua e endurecer penas”. “Mas está mais que provado que nada disso dá resultado. Nada disso funcionou até agora”.

Então qual seria a solução? A posição de Nem da Rocinha é pouco ortodoxa para alguém cujo negócio dependia justamente de um comércio ilegal: “Além de investir em educação, se você quer acabar com o tráfico você precisa legalizar as drogas. Quer tirar todo o poder do traficante? É só legalizar”, afirma, com uma ressalva. “Não adianta só legalizar. É preciso falar sobre isso nas escolas. Ensinar desde cedo o que é a droga. Não adianta falar apenas ‘droga é ruim’, ‘ não usa’. O jovem tem curiosidade com isso”, diz. Nem cita ainda as receitas que o Estado pode obter com a venda ou cobrança de impostos de um comércio legal de drogas como mais uma justificativa para a legalização.

Bode expiatório, helicoca e PCC

Ainda com a lembrança da partida de xadrez fresca na cabeça, Nem filosofa. “Quando eu estava na Rocinha as pessoas me viam como uma espécie de rei”, afirma. “Mas eu nunca me comportei como rei, sempre me considerei mais um peão mesmo, nunca quis saber de ostentar, andava na Rocinha de chinelo e camiseta do Flamengo, minha preocupação era ajudar as pessoas”, diz Nem. Ele pensa um pouco e completa: “Vira e mexe usava uma corrente, um relógio, mas nada caro”.

A metáfora do xadrez, com reis e peões, também permeia sua visão sobre a máquina do tráfico de drogas. Nem da Rocinha se considera, em certa medida, injustiçado. Apesar de admitir que “não é santo”, para ele as autoridades “com o apoio da grande mídia” usam o traficante “da favela, negro e pobre” como bode expiatório, quando na verdade ele seria apenas parte de uma engrenagem mais complexa. “E o helicoca? Quem foi preso? E o filho da desembargadora?”, questiona, referindo-se a dois episódios recentes ocorridos no país envolvendo traficantes brancos e de classe média. O primeiro foi a apreensão, em 2013, do helicóptero da família do senador Zezé Perrella (PDT), que é próximo de Aécio Neves (PSDB), no Espírito Santo com quase meia tonelada de cocaína. O segundo diz respeito à libertação (em tempo recorde) no final de 2017 de Breno Fernando Solon Borges, de 38 anos, filho de uma desembargadora que foi preso com 130 quilos de maconha e várias munições de uso restrito das forças armadas.

Aliás, Nem da Rocinha conhece bem o papel dos políticos no tráfico. Ele admite já ter conversado com alguns no Rio de Janeiro, mas se recusa a dar os nomes. Diz também que já foi procurado várias vezes para firmar um acordo de colaboração com as autoridades em troca de redução de pena. Sobre uma possível delação premiada, ele é enfático: “Pretendo manter o mínimo da dignidade que ainda me resta. Nunca faria uma coisa dessas. Aqui não é como Brasília onde o sujeito delata até a mãe”.

Nem da Rocinha: “Não me arrependo de ter sido traficante. O que você faria no meu lugar?”

Apesar de preso há mais de seis anos, Nem acompanha a crise política na qual o Brasil mergulhou. “Confesso que em 2013, quando começaram aqueles protestos por transporte mais barato, serviços de qualidade, eu fiquei otimista”, diz Nem. “Eu tinha vontade de estar na rua também, sabe? Marchando com toda aquela gente”. Mas a empolgação do ex-traficante agora deu lugar a um pessimismo com relação ao cenário político. “É triste ver que todos esses caras serão reeleitos. Aquilo tudo foi por nada. Essas elites da política que se perpetuam no poder... Rodrigo Maia, Renan Calheiros, todo esse pessoal vai continuar no poder”, diz.

Sobre o atual presidente Michel Temer, do MDB, ele é taxativo: “Golpista né? Rasgaram a Constituição. ‘Tem que manter isso aí’ [referência à gravação sobre a suposta compra do silêncio de Eduardo Cunha]... É uma piada. O cara deveria estar preso, imagina quanto dinheiro não rolou pra comprar o apoio dos deputados e senadores que apoiaram o impeachment...”. Nem também critica os que apoiavam a Lava Jato e hoje criticam a operação: “Quando iam só atrás do PT todo mundo gostava. Agora que chegou aos outros partidos um monte de gente começa a falar ‘pera lá!”.

Mesmo pessimista, Nem da Rocinha não acredita na vitória do candidato Jair Bolsonaro, deputado federal saudoso dos tempos da ditadura militar que lidera algumas pesquisas de opinião. “Eu não acho que o brasileiro vai fazer igual o pessoal fez nos Estados Unidos, e eleger um cara como o Trump”, diz. O ex-traficante afirma não votar há mais de década, mas se pudesse, seu voto seria do ex-presidente Lula. “Ele fez muito por quem mais precisava, pelos mais pobres. Eu pude acompanhar na Rocinha. Gente que trabalhava pra mim vinha pedir pra sair do tráfico e ir trabalhar nas obras do PAC [Processo de Aceleração do Crescimento]”, relembra Nem.

“Do jeito que as coisas são, quando você publicar a matéria vão dizer que o Nem tá fechado com o ETA!”

A prisão não fez com que seu nome ficasse de fora do noticiário. Em fevereiro as autoridades fluminenses informaram que ele teria se filiado à facção paulista Primeiro Comando da Capital, dando origem a um novo grupo chamado Terceiro Comando Puro 1533, no qual os números indicam a posição das letras PCC no alfabeto. “Dizem que fui batizado pelo PCC. Como? Onde? Fico 22 horas dentro da cela. Até minhas conversas com meu advogado são gravadas em vídeo. Como é que eu posso ter sido batizado?”, indaga. “Do jeito que as coisas são, quando você publicar a matéria vão dizer que o Nem tá fechado com o ETA [grupo terrorista basco que atuava na Espanha]!”, brinca.

Apesar de negar filiação ao PCC, Nem afirma que o modelo de negócios do grupo paulista é mais eficiente “e menos violento” do que o das facções fluminenses. Ele menciona a tese já famosa no meio acadêmico, de que o grupo criminoso foi responsável pela queda dos homicídios no Estado ao tomar para si o papel da Justiça nas periferias com os tribunais do crime. “Sem o PCC São Paulo ia virar um inferno. Quem você acha que acabou com a violência lá? Foi o Estado por acaso?”, questiona. Nem não acredita, no entanto, que a facção consiga ter sucesso em uma possível empreitada no Rio. “Lá é outra coisa. São muitos interesses diferentes, às vezes é tão bagunçada a situação lá que não dá nem pra chamar de crime organizado”.

Outra notícia envolvendo Nem da Rocinha ganhou as manchetes em setembro de 2017, quando a comunidade fluminense foi invadida por criminosos armados após sua namorada, Danúbia Rangel, ter sido supostamente expulsa do morro por Rogério 157. Autoridades disseram que a ordem partiu de Porto Velho. “Tudo que acontece na Rocinha dizem que fui eu. Quando teve esse problema na Rocinha eu estava há mais de dez dias sem receber uma visita. Como eu ia dar ordem pra invasão?”, questiona. Sobre Danúbia, que foi presa em outubro de 2017, Nem lamenta o que considera uma “vaidade” excessiva da companheira, famosa por aparecer nas redes sociais se divertindo em festas e até andando de helicóptero.

“Queria ler a biografia do Stalin, mas não foi autorizada pela direção”

Além do xadrez e do futebol, disputado no pátio do presídio (Nem tem contato com outros 12 presos durante o banho de sol), o ex-traficante também aproveita o tempo no cárcere para se dedicar a leituras: “Os últimos livros que eu li foram O príncipe, do Maquiavel, a biografia da Catarina a Grande, uns do John Grisham [autor de romances de tribunal] e livros jurídicos”. Ele lamenta, no entanto, a censura a alguns títulos. “Queria ler a biografia do Stalin, mas não foi autorizada pela direção”, diz. Na penitenciária de Porto Velho revistas e jornais enviados pelos familiares precisam passar pelo crivo de um departamento de triagem. Antes do início da visita do EL PAÍS, os guardas do presídio entregaram para a reportagem uma edição da revista IstoÉ sobre a intervenção federal no Rio,  levada por algum parente para o preso mas que não teve a entrada liberada.

O livro que conta sua história, O Dono do Morro: Um homem e a batalha pelo Rio (Companhia das Letras), do jornalista inglês Misha Glenny, também não foi autorizado para Nem. “Eu devo ser o único biografado que não pode ler a própria biografia”, comenta. Uma vez por mês os presos têm direito a assistir filmes. “Mas a censura é 12 anos”, brinca Nem. “A gente queria ver aquela comédia Se beber não case, mas não foi autorizada. É só de Formiguinhas pra baixo”.

“O que você faria no meu lugar?”

Nem da Rocinha foge do estereotipo do criminoso que se arrepende de seus malfeitos após a prisão. “Se eu me arrependo? Claro que não. Que pai não faria o que eu fiz pra salvar a vida da própria filha?”, questiona, referindo-se aos fatos que o levaram a deixar o emprego de supervisor de equipes da empresa de TV a cabo NET e entrar para o mundo do tráfico. O ano era 1999, e um caroço do tamanho de um ovo começou a crescer no pescoço de sua filha Eduarda, de 9 meses de idade. Em alguns meses pai e mãe precisaram deixar os empregos para peregrinar por hospitais, consultórios e centros de diagnóstico.

O problema na saúde da pequena mergulhou a família pobre moradora de um cortiço da Rocinha em uma espiral de dívidas médicas que chegaram a 20.000 reais. Para arcar com os custos Antônio precisou pedir um empréstimo para a única empresa disposta a dar dinheiro para um desempregado morador de favela: o tráfico de drogas. Para quitar a dívida, ele colocou sua expertise gerencial a serviço de Luciano Barbosa da Silva, vulgo Lulu, o chefe do tráfico da Rocinha e uma das principais lideranças da facção criminosa Comando Vermelho (CV). "O que você faria no meu lugar?".

@El País

 

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Rapaz, tem muita coisa interessante nessa entrevista. A começar pela ideia de usar a corrupção em vez da violência, a discussão sobre o envolvimento dos políticos no tráfico, a ideia da legalização. Esse cara parece ser muito inteligente. 

Agora, uma coisa que me chamou bastante a atenção: por que é que a direção do presídio tem que escolher que livros o cara pode ler? Trocentos estudos falando sobre benefícios da leitura e tal, e o preso que quer ler um livro não pode ler o que quer?

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Já li o livro do Misha Glenny e, junto dessa entrevista, dá pra ver que ele é um sujeito muito inteligente.

O que mais me chamou a atenção foi o envolvimento dos políticos no tráfico. Todo mundo deveria já ter consciência disso aqui no Rio, se não tivesse, ou era burro ou mal intencionado. Mas agora o Nem deixou bem claro numa visão de quem conhece o meio.

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O cara tem umas ideias bem interessantes, principalmente no que diz respeito à resolução dos problemas da violência.

Agora, glamourizar o sujeito como grande pensador e aceitar ele dando lição de moral é sacanagem. Não estou dizendo que alguém aqui está fazendo isso, só acho que é preciso saber separar as coisas. Traficante preso é tudo bonzinho.

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Um sujeito diferente do padrão do meio em que viveu. Ponderado, inteligente e eloquente. Deve ser interessante conversar com ele. Ainda assim, um traficante e assassino. Nunca esqueçam.

Dada a aparente inteligência e proeminência que conquistou na vida do crime enquanto livre, me parece possível de que o discurso dele seja calculado para agradar a parcela mais aberta a aceitar opinião vinda de um criminoso. Meio ingênuo não desconfiar, nem um pouco que seja, que ele está apenas falando oq vários querem ouvir com segunda intenções.

O discurso é redondo demais. Ensaiado? Não sei. É possível também que tenha sido arredondado pelo jornalista para encaixar no molde de suas preferências. Isto não seria nenhuma novidade.

Não deixa de ser uma figura interessante da qual eu adoraria ouvir as histórias que tem para contar.

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  • General Director

A entrevista toda é bem interessante, mas o primordial pra mim é: traficante falando em legalização das drogas. Porra, tá mais do que óbvio já qual é o caminho a ser tomado, até quem já se beneficiou (e muito!) desse mercado ilegal tá dizendo, mas insistimos numa guerra perdida.

É triste saber que muitas vidas ainda serão perdidas nessa luta desigual, estúpida e sangrenta.

 

22 horas atrás, Danut disse:

Agora, uma coisa que me chamou bastante a atenção: por que é que a direção do presídio tem que escolher que livros o cara pode ler?

Pois é, achei estranho também, mas em se tratando de Brasil acho até compreensível, quererem cercear o sujeito de possíveis "informações relevantes" que possam de alguma forma incitar uma revolta e coisa e tal.

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1 minuto atrás, Leho. disse:

A entrevista toda é bem interessante, mas o primordial pra mim é: traficante falando em legalização das drogas. Porra, tá mais do que óbvio já qual é o caminho a ser tomado, até quem já se beneficiou (e muito!) desse mercado ilegal tá dizendo, mas insistimos numa guerra perdida.

Bom, pra ser justo, ele tem todo o interesse na legalização (se legalizar ele sai da cadeia, porque ninguém pode ficar preso condenado por algo que não é mais crime). Não que eu não concorde que seja esse o caminho, só apontando que se é verdade que ele já se beneficiou muito do mercado ilegal, também é verdade que ele se beneficiaria com a legalização.  

 

1 minuto atrás, Leho. disse:

Pois é, achei estranho também, mas em se tratando de Brasil acho até compreensível, quererem cercear o sujeito de possíveis "informações relevantes" que possam de alguma forma incitar uma revolta e coisa e tal.

Cara, eu atuo fazendo atendimento de adolescentes internados pelo cometimento de atos infracionais, e rola isso também. Tinha um guri que se interessava por biografias de gente famosa estilo Pinochet, Stalin e tal. Bem a mesma situação do Nem. E não deixaram a gente levar livros do tipo pra ele. Mas achei que isso só fosse rolar com adolescentes. Já acho absurdo. Agora, proibir um cara que foi chefe do tráfico em uma das favelas mais famosas do Rio de Janeiro de ler um livro é ridículo em outro nível. Imagina se depois de ler esse livro ele resolve cometer algum crime?

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  • General Director
1 minuto atrás, Danut disse:

Bom, pra ser justo, ele tem todo o interesse na legalização (se legalizar ele sai da cadeia, porque ninguém pode ficar preso condenado por algo que não é mais crime). Não que eu não concorde que seja esse o caminho, só apontando que se é verdade que ele já se beneficiou muito do mercado ilegal, também é verdade que ele se beneficiaria com a legalização.  

Cara, eu atuo fazendo atendimento de adolescentes internados pelo cometimento de atos infracionais, e rola isso também. Tinha um guri que se interessava por biografias de gente famosa estilo Pinochet, Stalin e tal. Bem a mesma situação do Nem. E não deixaram a gente levar livros do tipo pra ele. Mas achei que isso só fosse rolar com adolescentes. Já acho absurdo. Agora, proibir um cara que foi chefe do tráfico em uma das favelas mais famosas do Rio de Janeiro de ler um livro é ridículo em outro nível. Imagina se depois de ler esse livro ele resolve cometer algum crime?

Ele não tá preso SOMENTE por tráfico de drogas, né? Então essa de "se beneficiar com a legalização" é em partes, e sinceramente eu nem acho que ele disse o que disse pensando nisso. A entrevista toda dá o tom do que ele compreende hoje sobre RJ e sobre Brasil, então não acredito mt nessa segunda intenção dele por trás do discurso.

Quanto a proibir livro, também acho o cúmulo... mas é o que eu falei: estamos no Brasil.

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8 minutos atrás, Leho. disse:

Ele não tá preso SOMENTE por tráfico de drogas, né? Então essa de "se beneficiar com a legalização" é em partes, e sinceramente eu nem acho que ele disse o que disse pensando nisso. A entrevista toda dá o tom do que ele compreende hoje sobre RJ e sobre Brasil, então não acredito mt nessa segunda intenção dele por trás do discurso.

Quanto a proibir livro, também acho o cúmulo... mas é o que eu falei: estamos no Brasil.

Não, mas tráfico é equiparado a hediondo, o que torna a situação dele muito pior do que as duas outras condenações. E tem pena bem mais alta também. Claro que teria que ver o caso exatamente, mas pelo que diz na notícia ali eu não me surpreenderia se a pena dele caísse de 96 anos pra uns 20 - com possibilidade de sair bem mais cedo daí, provavelmente até já tendo cumprido o tempo necessário pra isso. 

Quanto a ele estar pensando nisso ou não, olha, acho bem difícil saber. Esse cara é muito inteligente, e a entrevista parece toda bem pensada por ele. Não vou cravar que sim, mas também não vou dizer que não...

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Achei sensacional a entrevista. Assim como o Marcinho VP, o Nem é um cara extremamente articulado, inteligente e com pensando pra frente. Pra vermos que não é só canudo que capacita o homem (Mano Brown tá aí pra comprovar).

A questão da legalização das drogas já virou chover no molhado. Todo mundo sabe que a guerra contra as drogas tá fadada ao fracasso porque ela não é feita para ser "vencida". Tem gente poderosa, inclusive "do lado de cá" que vive disso. Muita gente.

O Brasil ainda engatinha em diversos problemas sociais, mas a reforma da legislação antidrogas é um dos mais urgentes.

Só ver as estatísticas, o perfil do preso brasileiro é negro, classe baixa, semianalfabeto (raramente estudou até a quinta série), de jovem de 18 a 29 anos e preso por envolvimento com o tráfico.

Quem se interessa sobre o assunto, recomendo fortemente esse livro: https://www.saraiva.com.br/a-politica-criminal-de-drogas-no-brasil-estudo-criminologico-e-dogmatico-8-ed-2016-9339011.html

 

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Em 15/03/2018 at 16:31, ZaMBiA disse:

Achei sensacional a entrevista. Assim como o Marcinho VP, o Nem é um cara extremamente articulado, inteligente e com pensando pra frente. Pra vermos que não é só canudo que capacita o homem (Mano Brown tá aí pra comprovar).

A questão da legalização das drogas já virou chover no molhado. Todo mundo sabe que a guerra contra as drogas tá fadada ao fracasso porque ela não é feita para ser "vencida". Tem gente poderosa, inclusive "do lado de cá" que vive disso. Muita gente.

O Brasil ainda engatinha em diversos problemas sociais, mas a reforma da legislação antidrogas é um dos mais urgentes.

Só ver as estatísticas, o perfil do preso brasileiro é negro, classe baixa, semianalfabeto (raramente estudou até a quinta série), de jovem de 18 a 29 anos e preso por envolvimento com o tráfico.

Quem se interessa sobre o assunto, recomendo fortemente esse livro: https://www.saraiva.com.br/a-politica-criminal-de-drogas-no-brasil-estudo-criminologico-e-dogmatico-8-ed-2016-9339011.html

 

Já leu "Abusado" do Caco Barcellos? Sobre a biografia do Marcinho VP?

Leia... É do Caralho!! O Marcinho procurou o Caco durante algumas vezes (inclusive foragido) então tem muita coisa vivida "in loco".

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2 horas atrás, Lewiks disse:

Já leu "Abusado" do Caco Barcellos? Sobre a biografia do Marcinho VP?

Leia... É do Caralho!! O Marcinho procurou o Caco durante algumas vezes (inclusive foragido) então tem muita coisa vivida "in loco".

Li sim! Livraço!

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Sabemos que deveriam legalizar. Mas se acontecer, não estaremos vivos pra ver, muita gente do governo ganha dinheiro em cima disso.

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Em 15/03/2018 at 14:30, Danut disse:

Não, mas tráfico é equiparado a hediondo, o que torna a situação dele muito pior do que as duas outras condenações. E tem pena bem mais alta também. Claro que teria que ver o caso exatamente, mas pelo que diz na notícia ali eu não me surpreenderia se a pena dele caísse de 96 anos pra uns 20 - com possibilidade de sair bem mais cedo daí, provavelmente até já tendo cumprido o tempo necessário pra isso. 

Quanto a ele estar pensando nisso ou não, olha, acho bem difícil saber. Esse cara é muito inteligente, e a entrevista parece toda bem pensada por ele. Não vou cravar que sim, mas também não vou dizer que não...

Não sei em que termos você imagina a legalização... Mas no "meu cenário ideal" mesmo com a REGULAMENTAÇÃO, o tráfico continuaria sendo crime. Pra mim com regras até mais rígidas do que as de hoje em dia.

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12 minutos atrás, Lewiks disse:

Não sei em que termos você imagina a legalização... Mas no "meu cenário ideal" mesmo com a REGULAMENTAÇÃO, o tráfico continuaria sendo crime. Pra mim com regras até mais rígidas do que as de hoje em dia.

Eu imagino algo próximo do cigarro, mas talvez com limites de quanto uma pessoa pode comprar (e controle sobre isso, algo tipo remédio tarja preta tem). O limite pra pessoa basicamente porque se no resto do mundo continuar proibido tem que limitar para quantidade de uso pessoal mesmo, e o resto ser bem regulamentado daí. 

Tráfico vai acabar? Não vai. Assim como hoje existe roubo de carga de cigarro, cigarro de origem duvidosa, que não paga imposto, e assim por diante. Mas quadrilha de importação de cigarro do paraguai não tem a mesma força do tráfico de drogas. 

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3 horas atrás, Danut disse:

Eu imagino algo próximo do cigarro, mas talvez com limites de quanto uma pessoa pode comprar (e controle sobre isso, algo tipo remédio tarja preta tem). O limite pra pessoa basicamente porque se no resto do mundo continuar proibido tem que limitar para quantidade de uso pessoal mesmo, e o resto ser bem regulamentado daí. 

Tráfico vai acabar? Não vai. Assim como hoje existe roubo de carga de cigarro, cigarro de origem duvidosa, que não paga imposto, e assim por diante. Mas quadrilha de importação de cigarro do paraguai não tem a mesma força do tráfico de drogas. 

Eu penso em algo que você compraria em lugares específicos e só poderia consumir nesses lugares, e em casa. O uso e o comércio em qualquer outra circunstância acarretaria sansões severas. (Lógico que em graus diferentes entre o usuário e o traficante).

O porte seria permitido até um determinado volume, a cima disso seria enquadrado de forma bem rígida.

Não são ideia muito concretas, mas penso em algo bem amarrado e delimitado. Não dá pra jogar toda a responsabilidade em cima da educação do povo simplesmente pq o povo não tem educação. A ideia é só girar legalmente todo o dinheiro desse potencial mercado e aí sim, coibir o tráfico com leis severas .

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1 hora atrás, Lewiks disse:

Eu penso em algo que você compraria em lugares específicos e só poderia consumir nesses lugares, e em casa. O uso e o comércio em qualquer outra circunstância acarretaria sansões severas. (Lógico que em graus diferentes entre o usuário e o traficante).

O porte seria permitido até um determinado volume, a cima disso seria enquadrado de forma bem rígida.

Não são ideia muito concretas, mas penso em algo bem amarrado e delimitado. Não dá pra jogar toda a responsabilidade em cima da educação do povo simplesmente pq o povo não tem educação. A ideia é só girar legalmente todo o dinheiro desse potencial mercado e aí sim, coibir o tráfico com leis severas .

Concordo com boa parte, mas discordo da parte de punição. Em relação ao usuário, acho que não tem que ter punição, no máximo uma multa e deu. Uso de drogas é caso de saúde pública, não de polícia. Em relação ao tráfico, imagino que tu, ao dizer que é a favor de punição severa, esteja pensando em punição maior do que a que existe hoje. Eu acho a punição que existe hoje exagerada já. 

No resto eu concordo. A questão de permitir até um determinado volume é fundamental nessa história. Hoje o uso de drogas não é punido da mesma forma que o tráfico no Brasil, mas é só pegar qualquer estudo sobre o assunto para ver como é complicado isso, justamente pela falta de critérios objetivos. Acaba que sempre o cara que tá na favela é traficante, e o que tá no bairro rico é usuário. Não tem razão nenhuma pra não ter um limite estabelecido na lei. 

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Um traficante de drogas falando que tu só vai amenizar radicalmente o tráfico se legalizar. E ainda tem gente que é contra a legalização. Nossa senhora, é muita burrice.

2 horas atrás, Danut disse:

Concordo com boa parte, mas discordo da parte de punição. Em relação ao usuário, acho que não tem que ter punição, no máximo uma multa e deu. Uso de drogas é caso de saúde pública, não de polícia. Em relação ao tráfico, imagino que tu, ao dizer que é a favor de punição severa, esteja pensando em punição maior do que a que existe hoje. Eu acho a punição que existe hoje exagerada já. 

No resto eu concordo. A questão de permitir até um determinado volume é fundamental nessa história. Hoje o uso de drogas não é punido da mesma forma que o tráfico no Brasil, mas é só pegar qualquer estudo sobre o assunto para ver como é complicado isso, justamente pela falta de critérios objetivos. Acaba que sempre o cara que tá na favela é traficante, e o que tá no bairro rico é usuário. Não tem razão nenhuma pra não ter um limite estabelecido na lei. 

Concordo. No Brasil a galera costuma falar que as penas são muito brandas. Acho provável que seja alguém que não tenha conhecimento sobre o assunto e só ouve falar em condicional, em 1/3 da pena, regime e esquece todo o processo pra se chegar até ai. Brasil é o país que bota na cadeia quem furta 80 pila de comida (sem entrar nos pormenores de estrutura carcerária, que é inexistente). É um negócio inacreditável. Ai depois falam que nego defende bandido. Não, a gente só é contra o sistema, mesmo. Brasil é o país que mais prende gente e ainda assim é um dos mais violentos. Ser mais punitivo nunca adiantou.

Uns anos atrás eu passei um semestre estagiando num escritório de penal. Tive que sair porque não consegui aguentar ver o que acontecia. É algo absolutamente arbitrário, especialmente quando a gente leva em conta os crimes por tráfico. Tu via casos muito semelhantes com penas dispares demais e não é que nego não merecesse punição, mas é punição adequada, não exagerada. Eu vi até caso de racismo claro, nítido e tu fica impotente pra fazer qualquer coisa.

Quando legalizar (acho que fatalmente vai acontecer), a tendência é a pena abrandar, sim. O que torna a pena pesada hoje é porque trata de droga ilícita. No momento em que o tráfico for equivalente a traficar cerveja ou cigarro, a tendência é se manter ou diminuir. Não faz sentido do ponto de vista jurídico tu ter uma punição maior por algo que antes não era legalizado e hoje é.

 

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Dói os olhos ler uns comentários aqui. Ler que é uma pessoa burra, assassino ou o caralho a quatro e ignorar a mensagem óbvia, nítida da realidade brasileira que ele descreve é ser muito, muito trouxa.  Exemplifica a sociedade Brasileira e seus defeitos. 

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9 minutos atrás, SilveiraGOD. disse:

Uns anos atrás eu passei um semestre estagiando num escritório de penal. Tive que sair porque não consegui aguentar ver o que acontecia. É algo absolutamente arbitrário, especialmente quando a gente leva em conta os crimes por tráfico. Tu via casos muito semelhantes com penas dispares demais e não é que nego não merecesse punição, mas é punição adequada, não exagerada. Eu vi até caso de racismo claro, nítido e tu fica impotente pra fazer qualquer coisa.

Eu estagiei na temática desde o terceiro semestre de faculdade (fora um ano que fui fazer outras coisas), e agora faz um ano e pouco que tô atuando como formado. Se fosse listar tudo que é absurdo que já vi, não ia terminar de escrever nunca.

Mais de uma vez já pensei em largar a área porque é foda ter que carregar tudo que a gente vê. Mas eu não consigo me empolgar da mesma forma com outra área do direito. 

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    • F J
      By F J
      https://globoesporte.globo.com/google/amp/futebol/times/palmeiras/noticia/noticias-palmeiras-entrevista-exclusiva-abel-ferreira-senna-bossa-nova-pai-tudo-menos-futebol.ghtml
       
      Enorme achei melhor não copiar
       
      apenas essa parte aqui pra eu me achar
       
      Dentre essas coisas que você gosta, sei que uma que te ajudou muito na carreira de técnico foi o jogo Football Manager. Qual a sua relação com esse jogo e a importância dele para seu trabalho?
      – Posso dizer que utilizo esse jogo ainda hoje para ver características de jogadores que o Palmeiras me propõe. Acho um jogo completo. Vejo jogadores para o Palmeiras, a fotografia, ver como o jogo descreve no mental, na técnica e no físico. Não sei quem trabalha para esse jogo, mas o nível de conhecimento e informação, nível estatístico que esse jogo tem, é muito, muito real. Portanto é uma das fontes de onde tiro informação, não é o único, mas é um dos lugares que eu tiro informação. É incrível. Não perco tempo a jogar, utilizo para tirar informações de estatísticas e para conhecer, é rápido para ter a informação, mas não tenho tempo mais para jogar. Joguei em um determinado tempo da minha vida, quando era jogador, nos meus primeiros anos, não gostava de treinar equipes "top". Todos meus colegas eram campeões, ganhavam, mas na realidade não é assim. Posso ser campeão ao meu nível, treinar o Penafiel e não cair de divisão, fui campeão, atingi o meu objetivo.
        – O objetivo do Palmeiras é ser campeão, e atingimos. O Guto Ferreira, se o objetivo é ficar entre os dez, à maneira dele, ele foi campeão. Uma equipe que estava para cair, e ela não caiu e conseguiu ficar na elite, foi o título deles. Era assim que eu via esse jogo, treinava muito o Penafiel. Subia de divisão, das equipes mais antigas da segunda liga da história, ficar no meio da tabela para tentar subir, não consegui muitas vezes, confesso, mas era uma forma de passar o tempo (risos). Dizer para as pessoas que jogam o FM, há uma "pequena diferença" entre o jogo e a realidade: a pele e osso. A pele e o osso. É tudo muito parecido, pois você consegue fazer os treinos, você consegue escalar o time, consegue fazer as substituições, muda a tática, e os jogadores ainda reclamam. Tem um jogador que fica insatisfeito porque você vendeu o amigo. O capitão da equipe fica insatisfeito porque você vendeu o centroavante. É diferente a realidade. Vou ver se consigo descrever em uma frase: quem acha que de futebol só sabe, nada de futebol sabe. Quem pensa que só pensar em futebol chega, nada sabe sobre futebol.
       
       
      DE NADA ABEL!
       
       
      (topico exclusivo pra eu me achar sim)
    • ZMB
      By ZMB
      Com uma persistência digna de Levy Fidelix na tentativa de virar Presidente da República, menino @grollinho finalmente foi escolhido como o entrevistado da semana.
      Como de praxe, a entrevista será iniciada com um questionário básico.
      Façam as vossas perguntas até quarta-feira (25), a fim de que o nosso boy magia possa se organizar para responder.
      As respostas serão unificadas no próprio tópico.
      Lembrem-se: a entrevista serve para conhecer o membro, não para ofender.
       
       
       
      Questionário
      Idade:
      Profissão/curso:
      Time:
      Local de nascimento:
      Local onde mora:
       
      Perguntas básicas
      Qual é a sua trajetória acadêmica/profissional?
      Como conheceu o fórum?
      Qual a sua posição no espectro direita-esquerda?
      Faz parte de alguma crença religiosa? Qual?
      Se você fosse Presidente do país, quais seriam as três primeiras medidas que você tomaria?
      Onde e como você se imagina daqui cinco anos?
      Qual o sentido da vida?
       
      Bate-pronto
      Um filme
      Uma série
      Um livro
      Uma música
      Um jogo
      Uma comida
      Uma personalidade esportiva
      Uma personalidade histórica
      Bolsonaro ou PT?
       
      Lista básica (escreva um pouco sobre os membros abaixo)
      - Dinheiro Tardelli
      - Henrique M.
      - Darknite
      - Jaú
      - Buzzuh
      - Ariel
      - Galford Strife
      - Euzinho ZMB.
    • ZMB
      By ZMB
      O entrevistado dessa semana é o adulto @SilveiraGOD..
      Como de praxe, a entrevista será iniciada com um questionário básico.
      Façam as vossas perguntas até sexta-feira (08), para que o multitask possa se organizar para responder.
      As respostas serão unificadas no próprio tópico.
      Lembrem-se: a entrevista serve para conhecer o membro, não para ofender.
       
       
       
      Questionário
      Idade:
      Profissão/curso:
      Time:
      Local de nascimento:
      Local onde mora:
       
      Perguntas básicas
      Qual é a sua trajetória acadêmica/profissional?
      Como conheceu o fórum?
      Qual a sua posição no espectro direita-esquerda?
      Faz parte de alguma crença religiosa? Qual?
      Se você fosse Presidente do país, quais seriam as três primeiras medidas que você tomaria?
      Onde e como você se imagina daqui cinco anos?
      Qual o sentido da vida?
       
      Bate-pronto
      Um filme
      Uma série
      Um livro
      Uma música
      Um jogo
      Uma comida
      Uma personalidade esportiva
      Uma personalidade histórica
      Bolsonaro ou PT?
       
      Lista básica (escreva um pouco sobre os membros abaixo)
      - Dinheiro Tardelli
      - Henrique M.
      - Darknite
      - Jaú
      - Buzzuh
      - Ariel
      - Galford Strife
    • ZMB
      By ZMB
      Bom dia, pessoal.
      Encerrada a sétima entrevista, chega a hora de votarmos nos candidatos da próxima a ser realizada.
      Os três nomes foram indicados pelo pequeno Grolli, último entrevistado: @SilveiraGOD. @Léo R. e @Buzzuh
      A votação se encerrará na próxima quarta-feira (09/12).
    • Lowko é Powko
      By Lowko é Powko
      Através da indicação do entrevistado anterior, escolheu-se mais um membro da turminha do mal (novamente), numa eleição que contou com grande participação (novamente): @ZMB.
      A entrevista começa com um questionário, avança para as perguntas básicas e as perguntas dos membros e termina com um bate-pronto.
      As perguntas podem ser feitas até segunda (26). As respostas serão dadas no próprio tópico, posteriormente, de forma unificada. Vale ressaltar que a entrevista serve para conhecer o membro, não para ofender.
       
      QUE COMECE O JOGO!
       
       
       
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