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Danut

Entrevista da Área: entrevista com Tsuru

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Danut

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Entrevistas da Área

Olá, pessoal.

É chegada a hora de realizarmos nossa primeira entrevista do ano. De acordo com as mudanças anunciadas recentemente, que podem ser conferidas na Central de Informações, as entrevistas não mais são divididas em categorias, sendo os participantes de cada votação escolhidos com base em sua participação na área e buscando um equilíbrio de representação dos diferentes perfis de membros.

Precisamos escolher quem será o entrevistado e isso é feito por meio de uma enquete aberta a todos do FManager com três participantes. Nossos indicados para a votação tem se destacado em um período recente, contribuindo ativamente com a área.

Em caso de empate, o candidato escolhido será aquele que possui mais tempo de cadastro no fórum.

Por favor, vote na enquete no topo do tópico, pois os votos em posts não serão contados. A votação será encerrada no próximo domingo, dia 11 de março, às 23h59.

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Danut

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Olá, pessoal!

A democracia falou, e nosso próximo entrevistado da área será o @Tsuru, eleito com 14 votos.

A partir de agora você pode elaborar perguntas e enviá-las via mensagem aos moderadores do "Profissão: Manager" (@Danut e @DiogoHernandes) com o título "Entrevista". Elas serão repassadas ao entrevistado que as devolverá respondidas à moderação do PM para publicação. Por favor, não faça perguntas neste tópico, pois elas serão apagadas.

Lembre-se que a temática das perguntas é livre e que o entrevistado tem a opção de responder ou não as perguntas.

O prazo final para o envio de perguntas é 20/03, às 23h59min.

Sua participação é muito importante para a área. Por favor, participe!

Qualquer sugestão ou crítica, por favor, faça-a no Boteco 3.0.

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AllMight

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Olá, 

O primeiro entrevistado do ano é o membro @Tsuru, que retornou a área no ano passado e hoje é um dos membros mais ativos dela. O entrevistado desta edição está atualmente contando a história Projeto Nacional onde busca colocar o Nacional da Ilha da Madeira em competições europeias, trabalhando com finanças limitadas e apostando em jovens. E conta com duas histórias no "Recanto das Histórias" (Tal Pai, Tal Filho e Cavalcanti Futebol Clube).

Ao todo, recebemos 72 perguntas para a atual edição da entrevista. Agradecemos a todos que participaram escolhendo o entrevistado, e agradecemos em dobro aos que participaram enviando suas perguntas: @MitoMitológico, @Henrique M., @ggpofm, @marciof89, @Perissé, @Danut, @Inner Logic e @DiogoHernandes. Nossas atividades só podem funcionar com a participação de vocês. Obrigado. 

Por fim, vamos as perguntas e respostas:

 

1 - Como você conheceu o FManager?

Então, eu tinha acabado de comprar o FM 2008 e estava, ao mesmo tempo, embasbacado e confuso com o jogo. A versão anterior que joguei tinha sido CM 03/04, acho, e as mudanças eram enormes. Por estar com dificuldades, queria saber mais sobre o novo jogo e fui pesquisar sobre ele no Google. 
 
Foi quando encontrei o save “Rinus Michels in Memoriam”, do @Jirimias, e lembro que demorei um pouco a entender do que se tratava...mas quando entendi, achei aquilo incrível e comecei a navegar pelo fórum. E na mesma hora me deu vontade de entrar para o time dos contadores de Football Manager.
 
Antes de conhecer o FManager, eu enchia os ouvidos dos meus amigos (que não curtem FM) com histórias do jogo; a partir daquele momento, eu teria um espaço para dividir tudo que acontecia comigo com pessoas que adoravam o FM e gostavam também de contar e de ler. Foi um momento muito legal.
 


2 - Qual foi o seu primeiro save aqui na área?

Se chamava “Noi l'amiamo e per lei combattiamo”, um JET simples com o Lazio. Lembro inclusive que causou polêmica na época porque é um clube historicamente ligado ao fascismo, mas eu não sabia disso quando abri o tópico. Gostava do clube de forma inocente, diria até ingênua mesmo, e fiquei surpreso com alguns comentários que recebi aqui e que achei um pouco agressivos. Foi a partir daí que comecei a pesquisar e ler mais sobre os clubes de futebol ao redor do mundo, algo que virou uma das minhas grandes paixões.
Mesmo assim decidi ir adiante com o save. Ele não durou muito, se não me engano, joguei uma temporada e meia, mais ou menos, e parei na melhor fase daquele time, quando Keirrison e Bogdan Stancu estavam comendo a bola no Campeonato Italiano.

 

 
3 - Qual história aqui foi a que você leu e mais te marcou?

Acho que seria injusto citar uma só, por isso vou falar de algumas: “Rinus Michels in Memoriam”, “Eu, Treinador?” e “LLM - Biancoverde Monopoli” (Jirimias), “O Leprechaun”, “Ludere Causa Ludendi” e “Uma Só Nação” (Henrique M.), “Profissão: Treinador”, uma saga narrada na Bélgica com o Standard Liege, e outra em Luxemburgo (ggpofm), “Um dia voltaremos e a terra tremerá”, “Identitá Nationale” e “...Y Digo Deportivo” (Brunotrink), “Dario Dubois: Musica y Futbol” (Luiz Gonçalves), “Profissão: Manager” (Rafinha), “Do topo da Fernsethurm para o mundo” (sommer) e mais recentemente, o do Remo (Ademare) e “Eisern Union” (Danut).

Há muitas outros também que são histórias inacabadas que eu adorava, e que acabaram sendo apagadas porque os autores infelizmente resolveram encerrar. Duas são especiais: uma se chamava “A História de Gelaldo Friorentino” e narrava a saga de um sujeito que ia pra um encontro amoroso, pegava o avião errado, ia parar na Islândia, assumia um clube de futebol local e virava ídolo no país, estava prestes a conseguir a vaga para a Liga dos Campeões da Europa. A outra era uma saga muito legal com o AZ Alkmaar, com o Huntelaar fazendo gols a rodo. Ganhei uma simpatia enorme pelo clube e pelo jogador por causa desse save. Lembro que quando treinei a Holanda com o Scirea eu fiz de tudo para o Huntelaar render na seleção, mas não deu muito certo (risos).

 

4 - Em toda a sua história, quais saves você mais gostou de fazer e mais te marcou?(não precisa ser um da área)

A saga do Scirea, sem dúvida (“Tal Pai, Tal Filho”). Eu gosto muito de saves carreira e foi legal demais ascender ao topo do futebol com passagens por clubes que curto muito como Pro Vercelli, Sampdoria e pela seleção da Holanda, que é uma das minhas favoritas.

 

5 - Conte sua história, sobre o que te empolga no FM e no Futebol?

Sou realmente apaixonado pelos dois, embora hoje até ache que goste mais de FM que de futebol. Acho que o mais legal é o fato de ser um esporte (e o jogo reproduz isso) que é sempre surpreendente e sempre emocionante, onde o fato de você ser o mais forte não significa necessariamente que vai ganhar. E que mesmo fazendo um jogo perfeito você pode perder também. Imprevisível acho que é a palavra que define, é o fato de ser imprevisível que torna o FM e o futebol tão emocionantes.

 

6 - O que você mais curte em uma história contada no PM?

Então, não acho que precisa ser uma história com gráficos perfeitos, mas uma organização boa, um texto bem escrito e um desafio interessante - qual a graça de pegar o Real Madrid sem restrições? - são coisas que me atraem muito em um save.

 

7 - Qual seu palpite para a Copa de 2018?

Um palpite inusitado - Argentina. Essa é provavelmente a última copa do Messi, estão mordidos pelas críticas, moral baixo e ninguém nem presta atenção neles. Se deixarem chegar, se a empolgação tomar conta, acho difícil segurar.

 

8 - Qual tática que você mais gosta e por que?

Pergunta difícil essa. Bom, entendendo “tática” como a maneira de jogar, sou mais fã de um estilo ofensivo e de posse de bola, priorizando toques curtos, movimentação, triangulações, tabelinhas, e tal, envolvendo o adversário e sempre buscando o gol. Ao mesmo tempo, acho o drible uma coisa fantástica, então eles também não podem faltar.

Em relação à formação, gosto mais quando é ofensiva e equilibrada ao mesmo tempo, por isso tendo a preferir as variações do 4-4-2: 4-4-1-1, 4-4-2 diamante, 4-3-1-2 e o 4-3-2-1.

Tenho um carinho especial pelo 4-3-2-1, a “Árvore de Natal”, porque consegue se defender bem, ataca com três jogadores e ainda tem cinco no meio-campo, o que faz com que sua superioridade numérica aconteça quase sempre. Um dia ainda quero ser campeão com ela no FM.

 

9 - Quantas temporadas você consegue jogar por semana e por mês? Tem algum truque para jogar mais rápido?

Bem, abri o “Projeto Nacional” há mais ou menos um ano e joguei quatro temporadas e meia. Estou levando mais ou menos dois meses e meio pra cada temporada, o que é uma média baixa se comparada à maioria dos jogadores de FM. Normalmente meu tempo pra jogar é bem curto, então normalmente durante a semana jogo uma partida só (no máximo duas) por dia, quando consigo, e aos sábados aproveito pra avançar um pouco mais - quatro ou cinco jogos, mais ou menos. E aí consigo atualizar em intervalos no trabalho, também durante a semana.

 

10- Em que país e em que time você tem vontade de jogar e ainda não jogou?

Rapaz, o @CCSantos diz que sou o “homem das 8430 ideias”, porque sempre estou pensando um clube, um desafio, um país que daria um save legal, e boas sugestões não faltam no meu arquivo. Mas dois lugares que nunca fiz save a sério e que tenho vontade de fazer são Inglaterra e Holanda. Sobre times, tem três que tenho muita vontade de treinar: Wrexham (País de Gales, mas joga na Liga Inglesa), AZ Alkmaar e o Orlando Pirates (África do Sul).

 

11- Você se inscreveu no FManager em abril de 2008. Seu primeiro save que aparece com votos no Save do Mês foi "Os Libertadores do América",um anos após sua inscrição no fórum. Depois dele, você seguiu bastante ativo até agosto de 2012, quando parou de frequentar a área e o fórum. Se possível, conte-nos um pouco dos motivos que levaram a esse afastamento e o que mudou para você ter retornado para cá no ano passado.

Saudade desse save com o América, era muito legal. Ao mesmo tempo era muito sofrido também, o FM 09 era difícil demais.

Então, parei de frequentar a área por questões pessoais, em um momento em que a vida passava por grandes transformações e vivia uma espécie de “turbilhão”. Entendo que a cabeça não estava legal, mas hoje confesso que me arrependo um pouco da decisão porque aquele foi um dos momentos da vida onde eu mais teria tempo para me dedicar ao FM. Então um pouquinho de paciência poderia ter me mantido jogando e ainda teria ajudado a relaxar um pouco diante dos desafios. Largar o jogo acabou me fazendo mergulhar mais ainda nos problemas, porque fiquei sem válvula de escape.

Aí no ano passado a saudade bateu forte e voltei para a área como leitor. Depois de acompanhar dois saves em especial - o Remo com o Ademare e o Eisern Union do Danut - decidi voltar, porque esses saves me lembraram um pouco de como o jogo fala sobre superação, sobre vencer os desafios e como é possível conquistar muitas coisas sem ser necessariamente o mais forte. Em suma, resgataram um pouco da paixão que eu sempre senti pelo futebol e pelos jogos manager. O do Danut tinha ainda a parte histórica do futebol, que eu também adoro, fiquei fascinado porque quando deixei o fórum em 2012 esse estilo de contar não existia (ou não era difundido).

Inicialmente a ideia era jogar no CM 01/02, porque achei que meu tempo curto e a complexidade do FM não combinariam. Mas sabe aquele ditado “você sai do FM e o FM não sai de você”? Todas as ideias que eu tinha pra possíveis saves no CM eram, na verdade, de FM, e eu não consegui instalar o CM e fazer ele rodar atualizado e da forma como eu gostaria. Então abracei o FM de novo e voltei com tudo.

 

12 - Depois de quase cinco anos longe da área, como foi seu retorno ao PM? Se sentiu muito desambientando? Teve algum desconforto? Ou tudo correu melhor do que você esperava.
Fui muito bem recebido de volta. Foi como encontrar de novo um grupo de amigos que não via há muito tempo e sentir que a amizade continuava muito forte mesmo com alguns anos de ausência.

 

13 - Muitos não sabem, mas você foi moderador da área por algum tempo. Se eu não estiver enganado foi na sua época que foi criado o Save do Ano. Estou enganado? Você se lembra de alguns detalhes do tempo que você moderou a área? Lembra se gostou de trabalhar na função de moderador?

Fui moderador sim, exatamente em 2012, na época do “turbilhão”. Não lembro se já existia o Save do Ano não.
 
Lembro que não foi por muito tempo, exatamente por causa das questões que eu estava passando. Ser moderador é muito legal, é mais ou menos como assumir o posto de gerente do bar onde você se encontrou com seus amigos durante muito tempo; o carinho pelo lugar é especial, e deixá-lo arrumado, organizado, procurar melhorá-lo, é estimulante. 
 
Uma das coisas mais legais que fiz foi dar uma recheada no tópico de sugestões de save, que ainda existia, e depois vi algumas dessas sugestões virando histórias na área, foi bem bacana.

 

14- Você já esteve pelo menos duas vezes próximo de encerrar seu atual save com o Nacional da Ilha da Madeira. Quais são as maiores dificuldades que você têm vivido com o FM relacionando a época anterior que você participava do fórum e a atual?

Na verdade a dificuldade é a mesma, só que naquela época normalmente eu encerrava o save quando as coisas não davam certo, começava outro e as mesmas dificuldades apareciam de novo. 
 
Lembro que fiz um save com o Chaves (o clube hehe), chamado “Casa Portuguesa”, que eu adorava, e que acabei encerrando porque simplesmente não conseguia fazer o time jogar bem. A diferença para o momento atual é que venho dividindo essa frustração no tópico do Nacional e também no Clube Tático e o pessoal me deu várias sugestões do que fazer para melhorar, o que acabou fazendo com que eu continuasse acreditando no save e no potencial que ele tem e não desistisse no meio do caminho.

 

15 - Por que você escolheu "Tsuru" como nick?

O nick surgiu quando eu jogava rpg online (sempre amei rpg) nos fóruns do UOL, no início dos anos 2000. Foram duas fases nesse rpg de chat: a primeira, de 2002 a 2003, tinha temática medieval japonesa, com samurais e intriga política (algo que eu também adoro), e o último dos meus personagens se chamava “Tsuru Haikawa”, um nome escolhido de forma totalmente aleatória.
 
Algum tempo depois, encontrei o mesmo pessoal do rpg medieval japonês jogando rpg de Cavaleiros do Zodíaco, que na época eu adorava (hoje continuo gostando de desenhos japoneses, mas não mais de CdZ). Quando fui começar a jogar com eles, me perguntaram qual seria meu nick e eu, meio sem saber o que dizer, respondi “ah, bota Tsuru mesmo”. Aí essa acabou virando minha “identidade online”, e passei a usar em quase todos os fóruns que frequento. Na época eu nem sabia que se trata de um pássaro do origami, dado de presente  simbolizando longevidade, fortuna e boa sorte - posso comprovar que é verdade, esse nome traz mesmo muitas coisas boas.
 
Uma curiosidade: normalmente o Tsuru do origami se fala “Tsúru”, com acento agudo no primeiro “u”, mas eu sempre preferi “Tsurú”, com acento agudo no último “u”. Só não me perguntem o porquê.

 

16 -  Se pudesse escolher uma história da área (de qualquer época) para dizer para o mundo que você que contou (não vale história sua, né), qual escolheria e qual(is) o(s) motivo(s) por trás dessa escolha?
Rinus Michels in Memoriam, sem dúvida. Foi a primeira história que li, a que me fez entrar para o fórum, e aumentou ainda mais a paixão que eu sempre senti pelo futebol holandês.

 

17-  Do seu tempo afastado do PM, quanto tempo você realmente ficou afastado do FM? Caso tenha ficado afastado do FM, quais mudanças mais sentiu no avançar das versões.

Parei de jogar quando me afastei da área, em 2012, e só voltei quando retornei à PM, em 2017, até porque normalmente não jogo sem postar.
 
Eu acho o FM hoje mais equilibrado - ao mesmo tempo que ele é um jogo mais difícil, mais complexo, ele te dá mais ferramentas para vencer essas dificuldades. Lembro que no 09 o jogo era muito difícil e ajustar seu time era extremamente complexo. Tinha horas que você não sabia mesmo o que fazer e quando descobria, ajustar era um inferno, não tinha muitas ferramentas pra te ajudar com isso. Pra você recuar o posicionamento de um lateral, por exemplo, precisava mexer numa barrinha de mentalidade, e pra acertar o valor correto você tinha que contar quantos cliques dava na barrinha. Hoje em dia ficou muito mais fácil, você abre a tela de táticas e troca a tarefa “atacar” por “apoiar”.
 
A match engine e a questão do moral e entrosamento também evoluíram muito com o tempo, se for comparar com as versões de 2008 a 2012 (que foram as que joguei anteriormente). Sem falar nas funções dos jogadores, que se aproximam muito também do futebol real.
 
Acho que, com todos os problemas e defeitos que tem - nada é perfeito - o FM melhorou bastante como jogo ao longo do tempo, e segue evoluindo.

 

18 - Quais as diferenças do Tsuru de antes com o Tsuru de hoje como membro do PM?

Fiquei um pouco mais velho (risos). Falando sério, amadureci mais e entrei em outra fase da vida, então naturalmente isso se reflete também como membro do PM e no próprio FM. Como comentei acima, há alguns anos atrás eu já teria mandado o Nacional para escanteio de primeira e provavelmente já teria passado por outros dois ou três desafios. Acho que isso ilustra um pouco esse amadurecimento. Mas só um pouco né (risos).

 

19 - Se pudesse escalar um time com o melhor 11, qual tática escolheria e quais jogadores preencheriam essa tática? Explique as escolhas.

Rapaz...sempre achei muito difícil esse lance de melhor 11, né? Até porque melhor 11 de todas as épocas é complicado, futebol é diferente em cada uma, enfim. Por isso nesse caso eu citaria a Seleção de 70, que pra mim é de fato o melhor time da história, com aquele 4-2-4 “torto quase um 4-3-3”.

 

20 - Você já pensou em ir além do manager virtual e tentar algo no mundo do futebol?

Não só já pensei, como penso, é um plano para médio prazo. Seria algo relacionado a trabalhar indiretamente com futebol, ou seja, num clube ou federação por exemplo, mas sem ser no campo. Não tenho vontade de ser treinador, auxiliar ou preparador físico.

 

21 - Você acha que algum dia teremos alguém que resolveu virar treinador por causa de FIFA/FM?

Acho que sim, tem inclusive gente aqui no fórum que começou como jogador de FM e hoje sonha ser técnico. Deixando claro que não sou eu, porque acho a pressão absurda, simplesmente não é para mim. Prefiro continuar sendo técnico só no FM mesmo (risos).

 

22- Como você acha que esse tipo de origem será percebida no meio do futebol, caso venha a ocorrer?

Tenho a impressão - e posso estar errado - que o FM não é muito levado a sério no meio do futebol. Então seriam duas opções: ou o início no jogo não seria levado em conta, ou iam dar uma risadinha amarela como quem diz “lá era brincadeira, aqui o lance é sério”.
 
Complementando, acho que o FM deveria ser mais levado a sério no mundo do futebol, quem sabe até usado como treinamento para futuros treinadores - mais ou menos como pilotos de avião fazem com o Flight Simulator.
 
É lógico que o jogo não é realidade, mas muitos aspectos dele são baseados nela, e talvez quem sabe o esquema de um técnico real possa ser testado no jogo para observar possíveis virtudes e fraquezas? Como não sou treinador de verdade, não sei o quanto de impacto teria, mas acho que valeria a experiência.

 

23- Quais são seus autores favoritos na área e quais são suas histórias prediletas. Se possível, explica as razões de preferir tal autor/tal história.

Como comentei, eu gosto de todas as histórias bem organizadas e com um desafio interessante, independente de quem seja o autor. 
 
Há casos em que um autor já escreveu histórias organizadas e com desafios legais anteriormente e depois manteve o nível de organização em outra história, mas o desafio já não era o mesmo. Aí nesse caso deixei de acompanhar, não por não gostar do estilo da pessoa, mas porque a ideia não me empolgou mesmo, ou por não achar graça no clube que ele escolheu, ou por ser uma história meio “manjada”. 
 
Tem uns clubes que são “clássicos” do FM e já li tantas histórias com eles que, sinceramente, não acho muita graça - por exemplo, Liverpool e Nottingham Forest. É claro que um desafio interessante com eles (só usar a base? Só contratar jogadores do Reino Unido?) poderia mudar esse quadro.

 

24- Qual sua dica para quem se afastou do PM e acha que não é mais capaz de voltar por diversas razões?

Se você ama o FM e ama contar histórias, volte. Essa sempre será sua casa e todos te receberão de braços abertos. Palavra de quem já foi e já voltou ;)
 
25 - O que você faz na vida real, e como você concilia sua vida pessoal com o FM?

Sou formado em jornalismo, já trabalhei como repórter - inclusive redator esportivo - e hoje atuo na área de Relações Públicas (RP) e Comunicação Corporativa, que é uma espécie de meio-termo entre o jornalismo e o marketing. Antigamente a gente fazia apenas assessoria de imprensa, mas esse ramo está mudando bastante; basicamente nosso trabalho é cuidar da reputação e visibilidade das empresas e gerenciar as relações delas com seus públicos de interesse. Isso inclui conseguir espaço na mídia, cuidar de redes sociais, organizar eventos, palestras, produzir veículos de notícias internas das companhias, gerenciar crises, etc.

Um exemplo simples de como o trabalho do RP pode fazer toda a diferença: digamos que o Flamengo tenha fechado a compra de um terreno e vai anunciar a construção de seu sonhado estádio. A equipe de Relações Públicas, ao saber da informação, procuraria criar um plano de comunicação com objetivo de dar o máximo de visibilidade possível ao empreendimento e impulsionar positivamente a imagem do clube. Esse plano iria buscar os melhores veículos de mídia para divulgar a informação de que o estádio vai sair - onde vamos conseguir mais exposição e repercussão, e de que forma? -, iria pensar numa campanha para divulgar a construção do novo estádio nas redes sociais e engajar a torcida, de repente um vídeo da construção em tempo real no site do clube, colocar o presidente do Flamengo para ir a eventos falar sobre a construção e os desafios do novo estádio, negociar uma ida da imprensa ao estádio já pronto, planejar a noite de inauguração, procurar responder a possíveis matérias críticas sobre o tema (vai que acontece algum acidente com um operário), criar uma newsletter para os sócios só com notícias sobre o estádio, enfim, buscando sempre ações baratas ou de baixo custo e com o máximo de repercussão possível. 
 
Ou seja, o trabalho é fazer todo mundo conhecer e falar bem da empresa, de uma maneira mais discreta e menos direta do que com um anúncio, embora ambos sejam complementares. Mas na área de RP/Comunicação Corporativa você não pode mentir, o que torna seu trabalho mais criterioso e cuidadoso. Não dá pra ser procurado por um jornalista e “responder qualquer coisa” ou apenas dizer “não vou comentar” sem refletir antes. Se sai uma informação errada na imprensa ou na rede social, mesmo que o jornalista tenha escrito por conta própria, a responsabilidade é do RP que ofereceu a pauta. Por isso tudo precisa ser feito com o máximo de cuidado.
 
Como comentei, é algo muito próximo do marketing, e acredito inclusive que ambas as áreas vão se fundir em um futuro próximo. Já existem pessoas fazendo marketing e chamando de RP, e RPs fazendo marketing e chamando de comunicação corporativa.
 
Sobre conciliar o FM e a vida, às vezes é difícil mesmo, porque tem momentos onde você quer jogar mas não pode, ou não tem tempo suficiente. Nesse caso eu tento respirar e pensar que em breve vai dar tempo, em breve vou conseguir, e sigo a vida. Não dá para o jogo ser mais importante que outros compromissos pessoais ou profissionais.

 

26 - Quem é seu ídolo no futebol?

Rapaz, mais uma pergunta difícil (risos). Diria que Zico, Júnior, Romário, Petkovic e Arrigo Sacchi. 
 
Explicando rapidamente: Zico não precisa explicar, Júnior era inigualável (explico melhor em outra pergunta abaixo),  Romário foi o maior atacante que vi dentro da área e Petkovic pelo meia fantástico que era, do gol do tri estadual e do título de 2009, talvez um dos últimos Trequartistas natos que tivemos no futebol. E Arrigo Sacchi pra mim era um treinador absolutamente incrível, não só pelo Milan incomparável que armou como por defender um futebol alegre, ofensivo, para frente, bem jogado e para divertir as pessoas.
 
Deixando claro que a idolatria é pelo que fizeram dentro de campo/na beirada dele, não tem necessariamente a ver com a vida pessoal de cada um. No caso do Romário então, nada a ver, era gênio em campo mas fora prefiro nem comentar.

 

27 - Qual liga você acha a mais competitiva/difícil no FM?

Bem, posso falar das que joguei, e sem dúvida é Portugal. O abismo financeiro entre o trio de ferro e as outras equipes é grande demais e conquistar o título é uma verdadeira façanha. Fora que os jogadores melhores preferem outras ligas europeias (não apenas as maiores mas também outras como Turquia, Escócia e Holanda), o que te limita bastante em termos de contratações. Se você jogar sem restrição de contratação de brasileiros fica um pouco mais fácil, mas aí não vejo muita graça :)

 

28 - Qual foi a sua versão preferida no FM? Porquê?

É a 17 mesmo. De todas as que joguei, ela é a que mais consegue equilibrar profundidade, desafio e realismo. 

 

29 - Já aconteceu de você fazer aquela contratação bacana pro seu time no FM e de repente você perceber que o time fez essa contratação na vida real?

No FM nunca aconteceu. Mas no Fifa 99 (tô ficando velho!) uma vez eu editei o atacante do Flamengo para que se transformasse no Petkovic, que na época tava no Vitória e de quem eu só tinha ouvido falar. Para minha surpresa, meses depois o Flamengo anunciou a contratação do gringo.

 

30 - Você chegou a tentar jogar futebol profissionalmente? E se fosse jogador profissional, atuaria em qual área do campo?

Nunca tentei não, embora tenha feito escolinha de futebol durante muitos anos, e quando (bem) criança realmente falava em ser jogador. Acho que se acontecesse eu seria zagueiro, não tenho velocidade pra nenhuma outra posição (risos).

 

31 - Por qual motivo você acha que os técnicos brasileiros são "mau vistos" lá fora?

Acho que uma das coisas que falta à maioria deles é disposição para aprender, estudar, melhorar. Veja bem, não é que o estudo te dê tudo, tem técnicos incríveis que nunca estudaram na vida. Mas aprender com os que vieram antes de você e com os que fazem sucesso, estudar outras línguas, conhecer outras formas de jogo, tudo isso é muito enriquecedor, te torna um ser humano, um profissional mais completo. E isso te permite encarar desafios aos quais você não está acostumado, em realidades diferentes da sua. Fora que parece que eles têm resistência em aprender sobre uma realidade diferente da brasileira, o que não passa necessariamente por estudo - poderia ser um estágio mais prolongado, por exemplo.
 
Entendo que técnicos argentinos fazem sucesso no mundo todo exatamente por sua capacidade de adaptação. Já o treinador brasileiro quer chegar na Espanha sem falar o idioma e armar o time como se fosse o Corinthians ou o Palmeiras, sendo que a realidade é totalmente diferente. Aí não tem como ser bem visto.
 
Acredito que falta humildade também. O técnico brasileiro quer assumir logo o Milan, o Chelsea, o Real Madrid. Será que algum deles toparia treinar o Chievo, o West Brom, o Levante ou o Freiburg, ou o time de uma segunda ou terceira divisão, ou ser auxiliar técnico de um grande clube europeu durante um determinado período para aprender como funciona?

 

32 - Qual a sua dica para os novos membros que chegam a área?

Conte sua história e procure se divertir, que o restante - gráficos, forma de contar, periodicidade… - se ajeita com o tempo. 
 
Sugiro também começar com um save JeT (jogo e texto), sem ficção, para você ir conhecendo a área e a dinâmica de jogar e postar, que é bem diferente de apenas jogar. E pra terminar, escolha um desafio que esteja à altura dos seus conhecimentos e capacidades no FM, pra que você não acabe se frustrando e fechando a história.

 

33- O que pensa sobre Júnior, que está na sua foto de perfil? Pegou alguma época do Maestro?

Infelizmente não peguei. Eu tinha seis anos quando o Flamengo foi pentacampeão brasileiro em 1992, mas me lembro de pouca coisa em relação aos jogos. O que vi dele foi através de vídeos no YouTube e do que li na autobiografia,  chamada “Minha Paixão pelo Futebol”, cuja leitura recomendo.
 
O Maestro é meu grande ídolo no futebol depois do Zico. Júnior era um jogador de uma polivalência rara, muito inteligente, dedicado e honesto, e de uma técnica incrível. Dá pra ver nos vídeos a forma como driblava, passava, lançava e chutava, como conseguia render de lateral direito, lateral esquerdo e como maestro no meio campo, e ainda batia falta e escanteio muito bem. A volta dele ao Flamengo em 1992, aos 38 anos e por sugestão do filho, conduzindo aquele time ao penta, é uma das histórias mais incríveis que já ouvi. Ele realmente tinha pele rubro-negra, algo que anda em falta hoje em dia.
 
E ainda teve o trabalho que ele fez em 2004 no Flamengo, o “Fla Futebol”, que poderia ter trazido grandes resultados para o clube. Poderia mesmo, se não tivesse sido sabotado internamente e perdido força após a derrota para o Santo André naquela fatídica Copa do Brasil - vi ao vivo e foi a primeira grande derrota que assisti do Flamengo, foi de abalar mesmo as estruturas. 
 
De todos os ex-jogadores que tentaram ser dirigentes do clube, ele foi o que chegou mais perto de dar certo. Eu diria que o Júnior consegue ser meu ídolo não só dentro de campo como fora dele também, fazendo jus ao apelido de Maestro.
 
Na carreira do Capacete, só ficou mesmo faltando a Copa do Mundo. Mas quem sabe essa parte eu não consigo resolver no FM algum dia…

 

34 - Como foi que começou a torcer para o Flamengo?

Acreditem se quiserem, minha mãe diz que com dois anos de idade (1988) eu comecei a gritar “Zico! Zico!” sem ninguém me ensinar. Se isso não é paixão genuína, então não sei o que é.
 
Para minha sorte, meu pai, meus tios e meus primos, todos da família que acompanham futebol, também são Flamengo, e isso nos proporcionou ótimos momentos, vendo partidas e finais de campeonato em casa e indo a jogos no Maracanã. A paixão genuína foi sendo alimentada e construída ao longo do tempo.

 

35 - Qual o seu melhor XI que já viu no Flamengo?

Nossa, essa pergunta também é difícil...os times que vi serem campeões ao vivo não eram, por assim dizer, um “timaço”, foram mais na raça do que por qualquer outra coisa.
 
Se o “ver no Flamengo” incluir o YouTube (risos), sem dúvida a equipe de 1981 é o melhor time de todos os tempos - Raul, Leandro, Marinho, Mozer e Júnior; Andrade, Adílio e Zico; Tita, Nunes e Lico.
 
O melhor que acompanhei ao vivo foi o de 2000 - Júlio César, Maurinho, Juan, Gamarra e Athirson; Leandro Ávila, Denilson (Rocha), Alex (Jorginho) e Petkovic; Edilson e Adriano. Era um time muito forte, com bons jogadores de ponta a ponta, e que tinha tudo para ser uma equipe forte, ofensiva e vencedora. Uma pena que os atrasos de salários, a politicagem, a roubalheira no clube e o estrelismo de alguns jogadores acabaram sabotando o trabalho. 

 

36 - Com qual técnico dentro do futebol brasileiro você mais se identifica?

Telê Santana. Ele gostava de utilizar grandes jogadores - a Seleção dele não tinha “volante brucutu” -, propunha um futebol ofensivo e bonito e entrava sempre para ganhar. Embora algumas vezes ache que tenha faltado um pouquinho de pragmatismo - especificamente em 82 -, continuo admirando-o demais por sua carreira e suas ideias.

 

37 - Possui alguma simpatia maior com algum clube europeu?
Sim. Eu gosto muito do Sporting e do Nacional (Portugal), do Milan e do Werder Bremen. Mas só simpatia mesmo, não sou de acompanhar muito os resultados nem os clubes de perto. E acabo não assistindo aos jogos por falta de tempo.
 
Uma curiosidade: antes de abrir o save com o Nacional, cheguei a pensar em fazer uma história com o Sporting onde ou só contrataria portugueses, ou só usaria a base. Gosto demais do clube e esse é um save que pretendo fazer algum dia.

 

38 - Qual o melhor time (sul-americano) que já viu jogar? E nessa década, qual seria?

Polêmica à vista! Vale ter visto no YouTube? (risos).
 
Os melhores times que vi jogar foram o Flamengo de 1981, o Palmeiras de 1993 e aquelas equipes que o Boca Juniors montou nos anos 90 e início dos 2000. Eu ficava impressionado com a força dos argentinos, nem digo pela catimba não, era pela qualidade mesmo. Teve uma fase em que eles pareciam insuperáveis e eram um celeiro abundante de craques, era um inferno jogar contra eles em Buenos Aires, muito pior do que hoje. E fora de casa eram terríveis também, qualquer vacilo e você saía derrotado.
 
Lembro que inclusive no CM o Boca sempre vendia o time deles INTEIRO para a Europa e mesmo assim continuava cheio de craques. 
 
Na década de 2010 realmente não sei qual seria o maior time. As equipes sul-americanas empobreceram demais, perderam qualidade técnica e os campeões continentais têm levado muito mais na raça do que por qualquer outro motivo.

 

39 - E a melhor seleção?

Mais polêmica à vista (risos). Diria que a melhor que assisti foi a Alemanha de 2014, os caras realmente pareciam capazes de vencer qualquer outra equipe. 

 

40 - Que estádios de futebol já visitou? Algum te impressionou mais? Não vale falar do Flamengo :P

Legal essa pergunta porque visitar estádios é um programa que eu adoro fazer quando viajo, normalmente só pra conhecer, não costumo assistir os jogos. Já visitei o Maracanã, o Engenhão, o Beira Rio, a Arena Grêmio, a Bombonera, e na Europa, José de Alvalade (Sporting) e Estádio da Luz (Benfica). Infelizmente não consegui visitar o Estádio do Dragão, do Porto, e quando fui à Alemanha e à França acabou não dando tempo de ir ao do Hertha Berlim e ao Stade de France. Outro que nem sei se tem visita mas que tenho curiosidade de ir é o Estádio do Restelo, em Lisboa, onde joga o Belenenses.
 
O que mais me impressionou, de todos, foi o do Sporting. O estádio em si - campo, arquibancada e tal - não tem nada de excepcional, mas o museu dos caras é fantástico. E eles foram tão legais que uma funcionária foi sozinha comigo explicando a história INTEIRA de todos os esportes do clube, desde a fundação até hoje, mesmo eu sendo o único visitante do museu. Foi muito legal ver como eles preservam a história do clube e como têm orgulho dela, e como pra eles atender um único visitante é tão importante quanto um grupo inteiro. Eu já tinha simpatia pelo clube antes, e depois disso ganharam um fã pra vida inteira.
 
Detalhe que na época o Benfica estava montando o museu deles, mas ainda não estava pronto. Talvez se estivesse, a percepção poderia ter sido diferente, até porque também fizeram questão de designar uma pessoa pra fazer a visita mesmo eu sendo o único turista naquele dia. 
 
O Estádio da Luz me pareceu o inverso do Alvalade: o “entorno” dele não tem nada de excepcional, mas a estrutura de jogo em si - campo, arquibancada, organização - são incríveis. Fiquei cheio de vontade de ir lá pra assistir um jogo e ver a festa que a torcida faz, com direito ao vôo de uma águia de verdade sobre todo o campo antes da bola rolar.
 
Olha eu aí nesses dois estádios. Os registros são de 2012!

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41 - O que pensa sobre o Tite? Se pudesse escolher qualquer treinador do mundo para a seleção, quem escolheria?

Eu acho o Tite o melhor técnico que temos hoje no País, e se a escolha da Seleção é por um treinador brasileiro, que seja ele então. Mas se fosse qualquer outro do mundo certamente seria o Guardiola, pela capacidade que tem de formar uma equipe, um conjunto e dar um padrão tático muito consistente à equipe.

 

42 - O que pensa sobre o VAR no futebol?

Sou super a favor e acho que já está mais do que na hora de ser obrigatório. Ao longo de 30 anos de vida, já vi muitas partidas de futebol nas quais injustiças foram cometidas porque o olho do árbitro não evoluiu junto com a velocidade do esporte. É um recurso extremamente simples, pra ser usado em casos de necessidade, não atrapalha o jogo e só tende a deixá-lo mais justo.

 

43 - Atualmente, qual(is) save(s) tu mais tem gostado de acompanhar. Por quê?

No momento, estou curtindo muito o do Tupi, o do Aleksey Romanoff, o do Palermo, o do Farense, o do Ypiranga e o do Shamrock Rovers. 

 

44 - Tu foi um participante ativo na área há um bom tempo atrás, e depois passou um longo tempo fora. Comparando o momento que tu participava anteriormente com o atual, tu conseguiria citar um destaque positivo da atualidade e um destaque positivo do passado da área?

Bom, o destaque positivo da atualidade é que os saves estão maiores e mais consistentes. Antigamente você via um número enorme de histórias sendo abertas e fechadas rapidamente, ou quando o autor mal começava, ou quando estava começando a ficar bom, ele fechava. Hoje você vê a galera indo adiante, superando as dificuldades, chegando a um número grande de temporadas. Isso tem sido muito legal.
 
Um destaque que acho positivo do passado é que a galera experimentava um pouquinho mais, em termos de ligas alternativas. Então rolavam saves na Holanda e na Islândia, por exemplo, como já citei aqui, e saves carreira começando em locais diferentes/inusitados (teve um uma vez que iniciou em Vanuatu). Hoje a coisa está um pouco mais padronizada - normalmente os saves que são abertos são em divisões inferiores do Brasil ou na segunda divisão de grandes ligas europeias. Veja bem, não acho isso ruim de forma alguma, eu adoro esses saves e acho que cada um tem que jogar da forma como se diverte mais, é só uma observação mesmo.

 

45 - Qual tua tática favorita? Tanto no FM quanto na vida real. 

Bem, acredito ter respondido a essa questão na pergunta 8.

 

46 - Qual a sua opinião a respeito da atual gestão do Flamengo?

Eu acho a gestão excelente em termos de organização. O Flamengo hoje é um time cheio de bons jogadores, que paga em dia, está investindo na expansão de seu CT, conseguiu um estádio para jogar, voltou a ter respeito dos rivais do país, ser desejado pelos grandes jogadores e a disputar competições internacionais em sequência. Você olha para os outros três grandes do Rio e só vê penúria, e vê o Flamengo em situação bem diferente. Sem falar no excelente trabalho que vem sendo feito na base, e que está começando a dar frutos - Vinicius Junior e Paquetá que o digam.
 
Veja bem, não acho a gestão perfeita não, mas como eu disse mais acima, nada é. Apesar do trabalho ser muito bom, há erros também. A parte esportiva deixa um pouco a desejar e não falo nem de títulos, mas de montagem do elenco e escolha do técnico, que são atribuições do executivo de futebol. Tenho a impressão que os executivos não têm sido bem escolhidos e isso realmente faz toda a diferença, porque impacta na escolha dos jogadores (pra que Diego e Everton Ribeiro juntos?) e do técnico (Reinaldo Rueda, Carpegiani e os outros 435 treinadores que não deram certo que o digam). Espero que o Noval consiga mudar esse quadro.
 
Eu sei que técnico estrangeiro não costuma dar certo, mas podiam tentar um executivo de futebol estrangeiro. É lógico que o cara teria que conhecer bem a realidade do futebol brasileiro e precisaria ter ao lado dele algum brasileiro, pra poder ajudar no processo de transição e de relacionamento com as demais pessoas do clube. Mas é uma tentativa válida, pela expertise que o cara poderia trazer.
 
Para concluir, acho que esses erros fazem parte do processo e há mais pontos positivos que negativos. O Flamengo sofreu demais no final dos anos 90 e início de 2000 com a criminosa gestão Edmundo Santos Silva/Julio Lopes, e para mim tudo o que aconteceu naquela época foi o que jogou o clube na situação em que se encontrava em 2013, por pouco não tendo sido rebaixado algumas vezes. É muito difícil você pegar uma instituição nessas condições e dar a volta por cima, e entre altos e baixos esse trabalho vem acontecendo.
 
Uma curiosidade: se eu algum dia fosse escrever um livro sobre o Flamengo, seria exatamente sobre o período entre 1998 e 2002. O salto que estamos dando agora, em termos de gestão e de fortalecimento da instituição, já era para ter acontecido desde aquela época. O livro abordaria exatamente o que deu errado e o porquê, e traria bastidores - e se possível, entrevistas - com funcionários e jogadores que viveram aquele momento.

 

47 - Qual o melhor e o pior jogador que tu viu com a camisa rubro negra?

O melhor sem dúvida foi o Romário, que era incomparável dentro da área. 
 
Já a lista de piores é bem grande (risos), mas de cabeça me lembro do Luciano Baiano, um lateral direito que o Flamengo contratou numa época onde virou o “time dos Baianos” (se não me engano tinha também o Fábio Baiano e o Fernando Baiano, que eram bons jogadores). 
 
Menção honrosa também ao Walter Minhoca, um dos “Ipatinga Boys” que o Ney Franco trouxe em 2006. Era tão ruim que não dá nem pra comentar.

 

48 - Como você convocaria a seleção para a Copa?

Difícil essa. Em teoria seria muito legal ver uma seleção só com jogadores que atuam no Brasil, porque acho que o fato de irem muito cedo para o exterior tira a identificação com o torcedor, vira uma espécie de “seleção gringa”. Mas sei que na prática seria muito complicado, porque se abriria mão da qualidade e provavelmente perderia competitividade em relação às demais seleções. Então eu procuraria avaliar, de fato, usando dados, estatísticas e relatórios, quem têm sido os melhores, e convocaria eles. Acho que na era em que estamos não dá pra desprezar essas informações. Não sei dizer, porém, qual seria o “meu onze”. Deixa isso para uma outra história no FM qualquer dia desses ;)

 

49 - Quais os teus interesses no tempo livre, além de jogar FM?

Gosto de ler, escrever, cozinhar e assistir séries. Adoro jogar outros games também, mas como o tempo está curto, só tenho conseguido jogar o FM mesmo. Sou apaixonado pela série “Pokémon” (os jogos, não o desenho) e por games de rpg/ação/aventura.
 
Também adoro rpg de mesa e inclusive tenho um grupo, mas devido a outros compromissos não tenho conseguido jogar. Gostamos muito de cenários medievais (Europa e Japão), cyberpunk e o próprio Pokémon.
 
Outra coisa que adoro fazer é estudar, fazer cursos e adquirir novos conhecimentos. O lado bom de ter terminado a escola e a faculdade é que agora eu posso escolher os cursos e assuntos que quero estudar, então normalmente opto por coisas que me agradam.

 

50 - Como você se define como treinador no FM? Mais ofensivo? Mais defensivo?

Sou mais ofensivo mesmo, gosto de futebol bem jogado e “pra frente”. Mas algo que aprendi com o FM é que não dá pra jogar sempre assim. Tem partidas onde você precisa ser mais cauteloso e procurar outras formas de ganhar o jogo, porque se der muito espaço vai ser massacrado. Nessas horas nada como um contra ataque clássico, veloz e mortal, explorando os espaços deixados pelo adversário.

 

51 - Quais as equipes que mais te marcaram jogando FM?

Flamengo (até o FM 08 só jogava com ele), Pro Vercelli, Sampdoria, Central (PE) e o Nacional da Madeira. 

 

52 - Tem bicho de estimação?

Não, minha mãe nunca gostou, e aí acabei não tendo. Mas minha namorada gosta, então isso é algo que pode mudar em um futuro próximo (risos).

 

53 - Acompanha outros esportes além do futebol?

Acompanhar tem sido difícil, devido à falta de tempo. Um que eu gosto bastante é a Fórmula 1, mas que ficou tão chata nos últimos 20 anos que perdi a paciência e desisti. Tomara que as mudanças que estão sendo feitas ajudem a F1 a ser mais emocionante e competitiva. Sei que têm rolado algumas críticas em relação à nova gestão da categoria, mas os caras pelo menos parecem se esforçar para melhorar o esporte. 
 
Se eles conseguissem deixar parecido com o que era a Fórmula Mundial (CART) no final dos anos 90, já ia ser maravilhoso. Eu adorava torcer pelos brasileiros - especialmente o Gil de Ferran - no SBT lá pelos idos de 98-99, na narração do Téo “Não Perde Mais” José, e ficava impressionado em ver como aquele era um campeonato competitivo e imprevisível. Era o contrário da F1 da época, onde Schumacher ganhava todas as corridas e todos os campeonatos e a temporada já começava com você sabendo quem seria o campeão. Qual a graça de acompanhar um esporte assim?

 

54 - Quais foram os melhores momentos quando você trabalhou no Meia Hora?

O Meia era muito divertido. Os melhores momentos foram as matérias com o Urubu Tricréu durante a campanha do hexacampeonato do Flamengo em 2009 - foi meu “auge” no jornal. Quem quiser conferir um vídeo para entender quem era o Urubu Tricréu, tem aqui: https://www.youtube.com/watch?v=c6_dOuEKo8M
 
Vou deixar uma pergunta no ar…quem vocês acham que era o repórter que inventava as matérias E que vestia essa fantasia? (risos)

 

55 - Qual o seu treinador favorito no Brasil? E no mundo?

Bem, como comentei anteriormente, no Brasil gosto do Telê Santana, e no mundo, do Arrigo Sacchi. Uma pena que a intensidade da profissão e da forma como treinava esgotou o Sacchi a tal ponto que ele acabou se aposentando. A biografia dele é muito legal, se chama “Futbol Total” (só tem em espanhol) e recomendo. Tinha horas na leitura que eu conseguia traduzir os conceitos dele pro FM e ficava imaginando como seria armar uma equipe na filosofia sacchista dentro do jogo. 

 

56 - O que você mudaria no calendário do futebol brasileiro?

Faria uma escolha definitiva - ou você institui mais divisões do Campeonato Brasileiro, tipo Série E, F, G, H e outras, para acomodar todos os clubes em atividade, ou transforma os estaduais para que durem o ano inteiro e façam os pequenos terem um calendário decente. Considerando o tamanho do país e a realidade econômica (o custo de deslocamento e realização para um jogo Bangu x América-PE é bem alto, imagina para todos os clubes pequenos de oito ou nove divisões), talvez fosse mais fácil transformar os estaduais mesmo. 
 
Nesse caso, os estaduais não teriam mais divisão e todos os clubes pequenos disputariam um torneio que duraria o ano inteiro, com uma pequena janela para uma fase de grupos onde entrariam os grandes. Daí os melhores de cada grupo avançariam para as oitavas, a partir das quais a classificação seria decidida em mata-mata em jogo único, num formato parecido com a Copa do Mundo. Isso faria os pequenos terem atividade todo o ano - o que permite que formem seus atletas, sem serem times de aluguel - e deixa poucas datas para os times maiores, que não precisam tanto do Estadual. E definiria critérios para que os “melhores pequenos” de cada estado, de repente os da fase de grupos, ganhassem vaga na Série D. 
 
Já que há resistência a seguir o calendário europeu, tudo bem: o Brasileirão poderia começar em janeiro e terminar em outubro. Aí você poderia ter as fases de grupo/finais dos estaduais em outubro/novembro, as da Libertadores e Copa do Brasil em novembro, e garante férias e pré-temporada maiores, em novembro/dezembro. Fica bom para os grandes, bom para os pequenos e bom para os jogadores também, e não deixa ninguém inativo durante um período muito longo. Fora que, se der tudo errado para o time grande, ele ainda pode vencer o Estadual e “salvar” o ano.
 
Tem outra coisa legal também, ao adotar um Estadual mais longo e sem divisões, você teoricamente aumenta as chances de um Íbis ou um Carapebus da vida chegarem à fase de grupos e até às oitavas, com chance de zebra por ser um mata-mata em jogo único. Isso aumenta a imprevisibilidade e deixa esses campeonatos mais divertidos. 
 
Fora que essas equipes menores teriam que investir em categorias de base pra gerarem jogadores capazes de atuar o ano inteiro, o que aumentaria as oportunidades para os jovens jogadores. Isso também daria ao nosso futebol maior chance de revelar talentos, vide que as “peneiras” dos grandes são naturalmente menores e mais exigentes, preferindo os “fora de série” e muitas vezes dispensando meninos cujo talento só vai despertar um pouco mais tarde, ou que seguirão apenas sendo bons jogadores. Nem só de craques e atletas extraordinários se faz o futebol.

 

57 - Você sabe cozinhar?

Sei sim, eu adoro cozinhar. Tem algumas coisas em especial que adoro fazer: hambúrguer de carne moída fresca, batata rosti, pizza de pão árabe (tá, não é bem cozinhar mas tá valendo hehe) e quibe de forno. 

 

58 - Se não fosse flamenguista, torceria para qual clube?

Se tivesse nascido em São Paulo, seria palmeirense (já deu pra notar que gosto de verde, né?). Se tivesse nascido no Rio Grande do Sul, gremista. E em Minas, seria cruzeirense. Se fosse na Bahia, o Bahia mesmo, e no Ceará, torceria para o Fortaleza. Em Pernambuco seria Náutico, e no Amazonas, Nacional (risos).

 

59 - O que acha da imprensa esportiva hoje em dia?

Posso falar pelos repórteres que convivi, são pessoas esforçadas, trabalham duro para levar a informação do dia a dia do clube, têm a responsabilidade de ocupar um espaço com notícias (independente delas existirem ou não) e muitas vezes abrem mão de vida pessoal e compromissos pela paixão pelo esporte. Super normal o repórter ter de desmarcar um encontro com a namorada num sábado à noite porque vai ter que cobrir Botafogo x Friburguense pela segunda rodada do Carioca, começando às 21h. Acho os repórteres brasileiros muito bons, muito esforçados e em geral apaixonados pelo que fazem. Você não vira jornalista (repórter) esportivo no Brasil se não gostar muito de futebol. 
 
Sei que há críticas em relação ao fato dos jornalistas não prestarem atenção nos treinos ou não conhecerem taticamente o jogo, mas entendo que esse não é o papel do repórter. Ele é pago para apurar informações, fazer perguntas, dar notícias e escrever matérias, que precisam ter impacto e “vender”. Se o repórter não entende taticamente, faz uma pergunta boba, o treinador/jogador tem que ser treinado para responder de forma adequada e direcionar a resposta para que a informação seja publicada corretamente, em vez de se irritar e achar que o outro tem que entender profundamente. Não necessariamente, ele não é pago para isso.
 
É claro que a imprensa esportiva não é formada apenas pelos repórteres. Tem os famigerados comentaristas, muitos deles um bando de “gato mestre” que fica dando pitaco sem o menor fundamento. E sabe por que digo que é sem fundamento? Porque já vi comentarista elogiar o Luxemburgo no Flamengo, em 2013, dizendo que “ele está pronto para a Seleção”, e aí depois de uma sequência ruim de resultados, dizer que “Luxemburgo está ultrapassado”. 
 
Nesse caso acho que é diferente do papel do repórter. O comentarista é pago para analisar a situação, entender o que acontece e explicar a quem não entende. Então obviamente ele precisa entender taticamente pra poder criticar ou elogiar um atleta, precisa ter parcimônia pra não execrar um jogador após uma partida ruim, e entender o contexto daquela má atuação.
 
Tomando esse exemplo: o jogador faz uma partida ruim, o papel do repórter é noticiar isso. “Henrique Dourado joga mal e perde três gols”. Essa é a notícia. O repórter olha o resultado, o fim em si. O comentarista por exemplo poderia buscar explicar para o público de casa que o Dourado jogou mal (e jogou mesmo) porque o time estava com setores muito espaçados e ficava lançando a bola pra ele resolver, e que sem suporte de jogadores próximos ele não tinha pra quem tocar, ficava isolado e facilitava a marcação. 
 
É claro que há comentaristas bons, mas também tem um monte deles que não tem ideia do que está falando, não entende nada do esporte, só critica quando tá ruim e só elogia quando tá bom. E o pior é ver que alguns já foram repórteres, já cobriram dia a dia de clube, mas quando viraram colunistas/comentaristas, abraçaram a “gatomestrice” e se acomodaram sem o menor pudor.
 
Essa parte da imprensa brasileira eu acho bem ruim, falta uma filtragem melhor na hora de decidir quem vai comentar, e uma avaliação melhor do que tem sido dito. A mídia tem um poder enorme e é preciso ter muito cuidado com o que se fala.

 

60 - Tem desejo de fazer algum curso de treinador?

Como comentei, não tenho...seria muita pressão pra mim, além de ser uma rotina dura demais (jogos, viagens, concentrações), muitas vezes longe da família. Como comentei, prefiro treinar só no FM mesmo.

 

61 - O que acha que poderia ser feito para tirar o RJ dessa situação atual?

Minha cidade e meu estado vivem um momento muito complexo, e portanto, as soluções também são complexas. 
 
Acho que muitas iniciativas passam pelo Governo Federal, e a primeira delas é você decidir: vamos legalizar as drogas ou não? Eu, Rafael, sou super a favor, não uso mas acho que é responsabilidade de cada um. Por outro lado, entendo que é uma discussão polêmica e que vivemos em um país conservador. Então se a decisão for por manter a proibição, tudo bem. Mas se não vai legalizar, faz direito o combate ao tráfico - controla as fronteiras, destrói pistas clandestinas de voo, bota a FAB pra vasculhar o espaço aéreo e dá poder e estrutura à Polícia Rodoviária Federal para coibir o tráfico de drogas nas estradas. Você não vai acabar com o problema, mas te garanto que melhora. E de quebra você ainda reduziria o tráfico de armas, que é outro problema muito grave no Rio de Janeiro.
 
Quer ver outra medida importante? Investir na Polícia Civil. É ela quem é responsável pelas investigações e ações de inteligência. Então podiam pegar a Polícia Civil e equipará-la à Polícia Federal, por exemplo, em termos de remunerações, equipamentos e estrutura (considerando que a PF é o que temos de melhor em termos de polícia hoje no país). Acredito que em um curto-médio prazo, com a Civil funcionando a todo vapor, você sentiria uma melhora na prevenção e mesmo na reação ao crime. 
 
O estado e a cidade também precisam de novas fontes de receita e de uma administração mais eficiente das que já existem. Nosso governador e prefeito são dois incompetentes que não têm a menor noção de como administrar a máquina, só sabem sair cortando despesas e não trabalham pra aumentar as receitas. 
 
Fora que as despesas realmente inúteis, como os “aspones” que trabalham nos cargos do governo, continuam intocáveis. Um monte de cargos comissionados recebendo salários altíssimos enquanto o servidor não recebe a aposentadoria dele, não tem como a conta fechar.
 
Para tirar o Rio dessa situação atual, também acho que poderia se investir muito em turismo - preparação de pessoal, educação bilíngue, mais segurança, mais estrutura para receber os turistas e investimentos em marketing para promover a cidade e o estado, capital e interior, criando uma verdadeira indústria mesmo. Foi algo que eu vi de perto na Ilha da Madeira, por exemplo, e fiquei me perguntando porque não seguimos o mesmo caminho.
 
O Rio de Janeiro, tanto a cidade quanto o interior, tem um potencial turístico enorme e poderíamos viver disso. Se você parar pra pensar que o turista pode vir pro Rio (a cidade) e depois visitar a Região Serrana (Petrópolis, Teresópolis e Friburgo), a Região dos Lagos (Búzios, Cabo Frio, Arraial do Cabo, Angra dos Reis e arredores) e o Sul Fluminense (Paraty), você imagina quanto tempo ele não poderia permanecer por aqui - quem sabe uns 15 a 20 dias - deixando recursos e movimentando a nossa economia?
 
E claro, investir MUITO em educação, porque sem ela nenhuma outra medida vai surtir efeito a longo prazo. 

 

62 - Já viajou para outros países?

Já sim - Estados Unidos, Argentina, Uruguai, Portugal, França e Alemanha. 
 
Ir para o exterior é uma experiência que recomendo a todo mundo: mais do que a questão turística em si, ver outras culturas de perto te ajuda a ter uma visão mais ampla do mundo e desperta um olhar diferente para a sua própria cultura. Parece papo de antropólogo e é mesmo, mas é que comprovei na prática essa lição que aprendi na faculdade.
 
E não precisa nem ser Europa ou EUA, tem América do Sul aqui do lado e cheia de boas opções, a um custo bem acessível (às vezes sai mais barato que ir para o Nordeste). Passei umas férias fazendo intercâmbio na Argentina e levo essa experiência para toda a vida.

 

63 - Qual seu estilo de música preferido?

Eu gosto de letra, de poesia, preciso ouvir e entender o que está sendo dito, e precisa me passar um sentimento legal. Se tiver uma pegada “malandra”, “irreverente”, melhor ainda. Pode ter alguma coisa de sofrência mas precisa compensar na poesia e na construção da letra, senão não vai me conquistar.
 
Por exemplo, eu adoro rock, mas não ouço nada que tem um sujeito berrando ou fazendo um barulho absurdo e não me deixando entender a letra, ou repetindo coisas estranhas e aleatórias. Curto bastante Red Hot Chili Peppers, The Ataris, Goldfinger, Green Day, New Found Glory, Gaslight Anthem, Radiohead, Eagles, Legião Urbana, Paralamas do Sucesso, Capital Inicial, Vivendo do Ócio, Cássia Eller e Pitty, para citar alguns. 
 
Outro estilo que gosto bastante é samba, naquele estilo que tem no Jorge Benjor um dos seus principais expoentes, que vai mais para o lado da malandragem, da irreverência, e claro, que capricha nas letras. Nessa linha eu curto bastante Wilson Simoninha, Max de Castro (irmão do Simoninha), Benito de Paula e o próprio Jorge Benjor.
 
E outros que não podem faltar na minha lista são Zeca Baleiro (não conheço ninguém que componha como ele), Nando Reis e Djavan.

 

64 - O que o Tsuru faz quando não está no universo FM?

Bem, eu trabalho, namoro, estudo, vejo séries, gosto de ler e escrever e de sair pra comer.

 

65 - Acredita que algum jogador da atualidade possa superar Messi/CR7 em Bolas de Ouro?

Acredito que o Neymar poderá superá-los dentro de alguns anos, se não fizer nenhuma besteira com a própria carreira e se conseguir se manter jogando em alto nível. 

 

66 - Quando está assistindo uma partida de futebol real, você tem o costume de analisar as táticas apresentadas pelas duas equipes? Ou acha que isso é só coisa de FM?

Rapaz, eu bem que gostaria porque adoro a parte tática, mas pela televisão acho muito difícil, você não consegue olhar o campo todo e a câmera sempre “fecha” na bola. É a mesma dificuldade que eu tinha no FM antes de mudar pro 2D. 

 

67 - Existe algum jogador ídolo de um dos rivais que você gostaria de ter visto com a camisa do Flamengo?

Washington, o Coração Valente. Eu o acho uma pessoa humilde pra caramba (ao menos passava essa impressão), tinha uma história fantástica de superação e ainda era um grande jogador/goleador. 
 
Na época que Conca estava no auge no Flu eu também queria ver ele no Fla, mas digamos que de lá pra cá aconteceram algumas coisas que mudaram a minha opinião (risos).

 

68 - O que você prefere, rivais cariocas fortes no cenário nacional mesmo que custem alguns títulos do Fla, ou um Flamengo soberano e os rivais em baixa?

Rivais em alta, sem dúvida. Ver os quatro grandes do Rio fortes é sinal de grandes jogos e muita emoção, e derrotá-los de igual para igual - ou perder honradamente tentando - só engrandece o Flamengo.

 

69 - Antes de criar o save com o Nacional, você já esperava que ele seria tão querido pela comunidade?

Nunca poderia imaginar! É um clube com um carisma impressionante, diria eu, um “magnetismo” que por exemplo o Marítimo não tem, mas eu achava que só eu achava isso. É legal ver que a história consegue transmitir esse mesmo sentimento de simpatia ao pessoal que acompanha, e que casado com o próprio save tornou a história tão querida pela comunidade.
 
Uma curiosidade: o nome do save originalmente seria “Paixão Nacional” porque, além de ser um ótimo trocadilho (risos), a ideia era tornar o clube uma paixão nacional mesmo, o segundo time de todo português, mais ou menos como o América-RJ foi uma época aqui no Rio. Mas acabei mudando um pouco as coisas porque tipo, não tinha como mensurar que o objetivo “paixão” havia sido alcançado, nem como saber dentro do FM em que momento viramos o “segundo clube de todo português”. 
 
Mas acho que, de alguma forma, o Nacional conquistou um espacinho no coração de todo mundo que acompanha o save. Quer dizer, o objetivo “paixão” acabou sendo alcançado de uma outra forma que eu nem podia imaginar.

 

70 - Você costuma jogar outros saves além dos contados aqui na área?

Não, eu só jogo postando.

 

71 - Ainda joga alguma versão mais antiga de FM?

Também não...considerando que o 17 não é tão antigo assim (risos). Tenho curiosidade de jogar o FM 15, todo mundo diz que é ótimo, mas a falta de tempo acaba sendo maior que a vontade.

 

72 - É adepto de outros jogos managers? Se sim, quais você indicaria?

Eu gostaria muito de jogar o Motorsport Manager, porque como comentei sou fã de F1, mas me falta tempo. Então por enquanto fico só no FM mesmo.

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ggpofm

Gostei muito da entrevista, Tsuru. Parabéns pela resposta, acho que deram uma boa medida sobre você.

Foi bem legal conhecê-lo um pouco mais, principalmente fora do FManager.

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CCSantos

Belíssima entrevista, @Tsuru. Mesmo não merecendo a menção, agradeço por ela.

Uma coisa que invejo (no bom sentido, deixo bem claro) é que o nível das perguntas é bem alto e o conhecimento do entrevistado segue a linha das perguntas, sempre em um nível bem alto. Digo isso com a experiência de quem montou um Departamento de Jornalismo na comunidade do CM 01/02 dentro do Orkut.

Parabéns a todos que, tanto desenvolveram a entrevista com as perguntas, quanto ao Tsuru que as respondeu com maestria (honestamente, não esperava menos dele)

Ficou com uma entrevista muito, mas muito gostosa de se ler, com coisas bem interessantes. Gostei amplamente da parte da imprensa esportiva. Um detalhe da resposta da 59, é que é uma coisa que se cobra inclusive do pessoal das antigas, sobre o chamado desdém em prestar atenção nos treinamentos. Vou diferente da linha que fez. Acho que repórter precisa prestar atenção, sobretudo setoristas. Digo isso por ter sido setorista do Corinthians em 2015, e que senti dificuldades pelo fato de não poder ir direto ao CT Joaquim Grava, inclusive no contato com jogadores e dirigentes.

Abraço.

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#Vini

Bela entrevista, Tsuru. Quem diria que o save que você estava pensativo em começar já passa de um ano ativo e com muitas histórias contadas, fora os desafios do próprio jogo que não são exclusivos ao seu save. 

Destaco a resposta sobre o Coração Valente, um cara que já me deixou puto da vida, mas isso apenas no jogo porque sua história dentro do futebol foi bem bacana. 

Valeu pelo tempo dedicado (:

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Henrique M.

Gostei bastante da entrevista e mostra que o entrevistado estava tão afim de ser conhecido como o pessoal que o queria conhecer melhor.

E só um adendo, o Sacchi hoje é esse treinador que quer que o futebol divirta, mas não fazia muita questão disso nos times deles. O objetivo dele sempre foi organização tática em primeiro lugar. Ele pode até ter tido todas essas ideias e vontades na vida dele, mas o que os times dele entregaram dentro de campo é meio diferente. É um gênio, sem sombras de dúvidas, mas que tinha uma abordagem diferente do discurso.

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Tsuru
1 hora atrás, ggpofm disse:

Gostei muito da entrevista, Tsuru. Parabéns pela resposta, acho que deram uma boa medida sobre você.

Foi bem legal conhecê-lo um pouco mais, principalmente fora do FManager.

Obrigado Gilson!

22 minutos atrás, CCSantos disse:

Belíssima entrevista, @Tsuru. Mesmo não merecendo a menção, agradeço por ela.

Uma coisa que invejo (no bom sentido, deixo bem claro) é que o nível das perguntas é bem alto e o conhecimento do entrevistado segue a linha das perguntas, sempre em um nível bem alto. Digo isso com a experiência de quem montou um Departamento de Jornalismo na comunidade do CM 01/02 dentro do Orkut.

Parabéns a todos que, tanto desenvolveram a entrevista com as perguntas, quanto ao Tsuru que as respondeu com maestria (honestamente, não esperava menos dele)

Ficou com uma entrevista muito, mas muito gostosa de se ler, com coisas bem interessantes. Gostei amplamente da parte da imprensa esportiva. Um detalhe da resposta da 59, é que é uma coisa que se cobra inclusive do pessoal das antigas, sobre o chamado desdém em prestar atenção nos treinamentos. Vou diferente da linha que fez. Acho que repórter precisa prestar atenção, sobretudo setoristas. Digo isso por ter sido setorista do Corinthians em 2015, e que senti dificuldades pelo fato de não poder ir direto ao CT Joaquim Grava, inclusive no contato com jogadores e dirigentes.

Abraço.

Então, sobre a parte de não prestar atenção, acho que me expressei mal...o que eu quis dizer é que o repórter não precisa analisar taticamente o treino, não precisa entender se o posicionamento do jogador está correto, etc. Prestar atenção em si, acompanhar, sim, afinal é o trabalho dele e num detalhe pode estar aquela notícia legal.

Abraços!

14 minutos atrás, vinny_dp disse:

Bela entrevista, Tsuru. Quem diria que o save que você estava pensativo em começar já passa de um ano ativo e com muitas histórias contadas, fora os desafios do próprio jogo que não são exclusivos ao seu save. 

Destaco a resposta sobre o Coração Valente, um cara que já me deixou puto da vida, mas isso apenas no jogo porque sua história dentro do futebol foi bem bacana. 

Valeu pelo tempo dedicado (:

Não é? Parece que foi ontem que a gente estava discutindo sobre as possibilidades e desafios que viriam pela frente...

Coração Valente dava inclusive um save também. Mais uma ideia hahaha

Obrigado Vinny!

11 minutos atrás, Henrique M. disse:

Gostei bastante da entrevista e mostra que o entrevistado estava tão afim de ser conhecido como o pessoal que o queria conhecer melhor.

E só um adendo, o Sacchi hoje é esse treinador que quer que o futebol divirta, mas não fazia muita questão disso nos times deles. O objetivo dele sempre foi organização tática em primeiro lugar. Ele pode até ter tido todas essas ideias e vontades na vida dele, mas o que os times dele entregaram dentro de campo é meio diferente. É um gênio, sem sombras de dúvidas, mas que tinha uma abordagem diferente do discurso.

Caprichei nas respostas né? Hehe :)

Então, sobre o Sacchi querer esse futebol pra divertir, me baseei na biografia dele, que é narrada em primeira pessoa. Ele afirma que sempre buscou um futebol ofensivo, bem jogado, mas "espetáculo", que sirva pra divertir as pessoas, não algo chato e burocrático (alô Muricy!). E complementa que pra isso era necessário muito trabalho e muita organização tática, com cada jogador cumprindo as funções táticas determinadas e sendo uma engrenagem do todo, senão a coisa não andava. Pra mim fica claro que ele entendia a organização como chave do espetáculo.

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Henrique M.
6 horas atrás, Tsuru disse:

Caprichei nas respostas né? Hehe :)

Então, sobre o Sacchi querer esse futebol pra divertir, me baseei na biografia dele, que é narrada em primeira pessoa. Ele afirma que sempre buscou um futebol ofensivo, bem jogado, mas "espetáculo", que sirva pra divertir as pessoas, não algo chato e burocrático (alô Muricy!). E complementa que pra isso era necessário muito trabalho e muita organização tática, com cada jogador cumprindo as funções táticas determinadas e sendo uma engrenagem do todo, senão a coisa não andava. Pra mim fica claro que ele entendia a organização como chave do espetáculo.

O problema é que esse trabalho e essa organização não significa que em campo se constituía num futebol esteticamente agradável. Se ele não tivesse tido grandes talentos individuais, talvez o colocassem na tradicional prateleira do pragmatismo italiano.

Outra coisa que esqueci de mencionar é que dificilmente você vai conseguir voltar a jogar uma versão antiga do FM, igual sonha em fazer com o FM 2015.

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Tsuru
1 minuto atrás, Henrique M. disse:

O problema é que esse trabalho e essa organização não significa que em campo se constituía num futebol esteticamente agradável. Se ele não tivesse tido grandes talentos individuais, talvez o colocassem na tradicional prateleira do pragmatismo italiano.

Outra coisa que esqueci de mencionar é que dificilmente você vai conseguir voltar a jogar uma versão antiga do FM, igual sonha em fazer com o FM 2015.

Bom, ele se vangloria que mesmo sem os talentos excepcionais, o Parma dele jogava esse futebol alegre e bonito, ofensivo, que inclusive chamou a atenção do Berlusconi. Mas eu entendi seu ponto de vista - os talentos o colocaram em outro patamar e impulsionaram as ideias dele, digamos assim.

Sobre versões antigas, eu tenho o 14, que comprei quando pensava voltar a jogar mas nunca nem instalei. Então pode ser que aconteça. Acho difícil, porém, por falta de tempo mesmo.

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Danut
22 minutos atrás, Tsuru disse:

Bom, ele se vangloria que mesmo sem os talentos excepcionais, o Parma dele jogava esse futebol alegre e bonito, ofensivo, que inclusive chamou a atenção do Berlusconi. Mas eu entendi seu ponto de vista - os talentos o colocaram em outro patamar e impulsionaram as ideias dele, digamos assim.

Sobre versões antigas, eu tenho o 14, que comprei quando pensava voltar a jogar mas nunca nem instalei. Então pode ser que aconteça. Acho difícil, porém, por falta de tempo mesmo.

O problema dessa história de versões antigas é que tu vai te pegar o tempo inteiro pensando "agora vou fazer isso aqui e... pera aí, não tem isso no jogo??". Acho que só dá para voltar se for para uma versão muito antiga mesmo, pela nostalgia. Mas voltar de uma versão para outra assim, dentro de poucos anos, acho difícil dar certo. 

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Henrique M.
46 minutos atrás, Tsuru disse:

Bom, ele se vangloria que mesmo sem os talentos excepcionais, o Parma dele jogava esse futebol alegre e bonito, ofensivo, que inclusive chamou a atenção do Berlusconi. Mas eu entendi seu ponto de vista - os talentos o colocaram em outro patamar e impulsionaram as ideias dele, digamos assim.

Sobre versões antigas, eu tenho o 14, que comprei quando pensava voltar a jogar mas nunca nem instalei. Então pode ser que aconteça. Acho difícil, porém, por falta de tempo mesmo.

O Danut respondeu os motivos porque eu não acredito que daria certo acima.

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MitoMitológico

Bela entrevista. Sinto orgulho por ter participado das perguntas. Foi muito legal saber mais sobre você e o seu modo de pensar, parabéns pelas respostas, @Tsuru!

Edited by MitoMitológico

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Danut

Comentando agora um pouco da entrevista: 

achei ela muito legal. Tinha dito que ia ler só as primeiras perguntas quando comecei, porque era quase duas da manhã, e no fim li tudo de uma vez. Gostei muito da forma como tu respondeu. 

Achei interessante que tu já foi em vários estádios fazer visitas, mas não costuma ir em jogos. É por opção ou por ser mais difícil conseguir encaixar um jogo em uma viagem? 

E pena que não tenha conhecido o estádio olímpico de Berlim. Acho ele muito legal. E é um palco histórico muito importante, por conta das olimpíadas de 1936. 

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marciof89

Dediquei uma parte da manhã só pra ler a sua entrevista, e realmente não tem como negar sua origem de jornalista, pois você escreve muito bem, excelente entrevista, muito divertida de se ler.

Fico feliz por ter respondido as perguntas que fiz e achei bem bacana você ter trabalhado no Meia Hora, sensacional mesmo a história do Urubu Tricréu hahaha e me sinto orgulhoso de ter citado meu save entre os que você curte acompanhar. A solução que você daria para o campeonato brasileiro é exatamente a mesma que eu daria.

Aliás vou aproveitar o espaço aqui pra perguntar uma coisa: Esse Motorsport Manager é bacana?

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Danut
12 minutos atrás, marciof89 disse:

Dediquei uma parte da manhã só pra ler a sua entrevista, e realmente não tem como negar sua origem de jornalista, pois você escreve muito bem, excelente entrevista, muito divertida de se ler.

Fico feliz por ter respondido as perguntas que fiz e achei bem bacana você ter trabalhado no Meia Hora, sensacional mesmo a história do Urubu Tricréu hahaha e me sinto orgulhoso de ter citado meu save entre os que você curte acompanhar. A solução que você daria para o campeonato brasileiro é exatamente a mesma que eu daria.

Aliás vou aproveitar o espaço aqui pra perguntar uma coisa: Esse Motorsport Manager é bacana?

Tem um tópico de 26 páginas no fórum pra te responder essa pergunta :P

 

Pessoalmente, eu gostei bastante do jogo, mas com o tempo enjoei. Cheguei a iniciar uma saga aqui narrando as corridas, mas não consegui engatar nela como ocorre em um save de FM. No futuro pretendo voltar ao tema, porém.

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Tsuru
20 horas atrás, MitoMitológico disse:

Bela entrevista. Sinto orgulho por ter participado das perguntas. Foi muito legal saber mais sobre você e o seu modo de pensar, parabéns pelas respostas, @Tsuru!

Obrigado Mito!

20 horas atrás, Danut disse:

Comentando agora um pouco da entrevista: 

achei ela muito legal. Tinha dito que ia ler só as primeiras perguntas quando comecei, porque era quase duas da manhã, e no fim li tudo de uma vez. Gostei muito da forma como tu respondeu. 

Achei interessante que tu já foi em vários estádios fazer visitas, mas não costuma ir em jogos. É por opção ou por ser mais difícil conseguir encaixar um jogo em uma viagem? 

E pena que não tenha conhecido o estádio olímpico de Berlim. Acho ele muito legal. E é um palco histórico muito importante, por conta das olimpíadas de 1936. 

Obrigado Danut!

Normalmente é complicado encaixar agenda de jogos em uma viagem e também não costuma ser muito barato. Aí acabei me acostumando a ir aos estádios vazios mesmo.

Sobre o Estádio Olímpico, eu conheci! Fui lá durante um walking tour sobre o nazismo onde o guia percorreu os principais pontos da cidade. Só não tinha me dado conta que o Hertha mandava seus jogos por lá, eu jurava que era outro estádio!

16 horas atrás, marciof89 disse:

Dediquei uma parte da manhã só pra ler a sua entrevista, e realmente não tem como negar sua origem de jornalista, pois você escreve muito bem, excelente entrevista, muito divertida de se ler.

Fico feliz por ter respondido as perguntas que fiz e achei bem bacana você ter trabalhado no Meia Hora, sensacional mesmo a história do Urubu Tricréu hahaha e me sinto orgulhoso de ter citado meu save entre os que você curte acompanhar. A solução que você daria para o campeonato brasileiro é exatamente a mesma que eu daria.

Aliás vou aproveitar o espaço aqui pra perguntar uma coisa: Esse Motorsport Manager é bacana?

Obrigado Marcio! Também foi bem legal responder à entrevista e recordar um pouco dessa fase da vida no Meia Hora, que foi onde comecei a carreira de jornalista. E sobre o Tupi, é um clube que sempre achei simpático, tem sido muito legal ver a ascensão dele no cenário nacional.

Legal também que sua solução para o Brasileirão é a mesma. Infelizmente acho que vai ficar só na proposta, a CBF e a Globo têm interesse que as coisas continuem exatamente como estão.

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Danut
2 minutos atrás, Tsuru disse:

Sobre o Estádio Olímpico, eu conheci! Fui lá durante um walking tour sobre o nazismo onde o guia percorreu os principais pontos da cidade. Só não tinha me dado conta que o Hertha mandava seus jogos por lá, eu jurava que era outro estádio!

Eles jogam lá mesmo. Desde sempre, acho. Mas já faz muito tempo que falam em sair. É uma história complicada, até porque para a cidade é bem ruim se o time sair de lá, já que hoje ele é quem mantém o estádio basicamente. Mas o Hertha é um time que nunca consegue empolgar, mesmo estando na capital da Alemanha, uma cidade mega movimentada, cheia de energia, ele tem cara de time de província. E a diretoria acha (talvez com razão) que parte do problema do clube para engrenar é que o ambiente nos jogos não fica tão legal, por ser um estádio muito grande. Cabem 70 mil pessoas lá, e o time não leva isso por jogo. Aí mesmo que consigam um bom público, de uns 40 mil por jogo, o estádio fica muito vazio. Por isso o sonho de se mudar para um estádio menor, que dê uma identidade mais forte para o clube. E agora parece que vai mesmo sair do papel. 

O outro estádio da cidade que vale muito a pena conhecer é o do Union Berlin. Mas ele é bem longe, então tendo pouco tempo na cidade é complicado de ir (por outro lado, o fato de ser em uma parte de Berlim que é totalmente diferente da parte mais badalada acrescenta muito ao passeio, conhecer os arredores ensina demais sobre as diferenças entre leste e oeste ainda hoje). 

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Perissé

Deixei pra ler a entrevista hoje, quando tinha mais tempo. Muito boa a entrevista, sem dúvidas. Já conhecia algumas respostas, mas ainda assim foi um entrevista muito gosta de se ler. A parte sobre a livro sobre Flamengo, o "problema" da imprensa brasileira e dos ídolos (aquela parte do "Zico! Zico" faz passar um filme na cabeça quando você lembra dos seus ídolos na infância).

Citar

Quem vocês acham que era o repórter que inventava as matérias e que vestia essa fantasia?

Eu não faço ideia, @Tsuru, mas tenho certeza que precisa de muita criatividade pra títulos como "Muricy foi pra casa do Ramalho" quando o MR se demitiu ou quando Marciano fez gol na vitória do Icasa sobre o Vasco e no dia seguinte o título era "Uma zebra de outro mundo".

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Tsuru
Em 10/04/2018 at 19:11, Perissé disse:

Deixei pra ler a entrevista hoje, quando tinha mais tempo. Muito boa a entrevista, sem dúvidas. Já conhecia algumas respostas, mas ainda assim foi um entrevista muito gosta de se ler. A parte sobre a livro sobre Flamengo, o "problema" da imprensa brasileira e dos ídolos (aquela parte do "Zico! Zico" faz passar um filme na cabeça quando você lembra dos seus ídolos na infância).

Obrigado Yan!

Em 10/04/2018 at 19:11, Perissé disse:

Eu não faço ideia, @Tsuru, mas tenho certeza que precisa de muita criatividade pra títulos como "Muricy foi pra casa do Ramalho" quando o MR se demitiu ou quando Marciano fez gol na vitória do Icasa sobre o Vasco e no dia seguinte o título era "Uma zebra de outro mundo".

Haja criatividade né? Hahahahaha

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Vannces

Absolutamente fantástica sua entrevista, principalmente quanto às opiniões sobre a situação do país, em especial o nosso estado, e a forma como enxerga os problemas que enfrentamos. Complexidade é o que não falta nesse país, muito por falta de interesse e competência dos governantes.

Devo repetir isso em todo comentário pós-leitura de entrevistas, mas estou começando a conhecer essa sessão agora (não sei por que demorei tanto) e estou adorando conhecer o lado, fora do FM, de cada um que posta aqui. Muito bom, mas tenho que dizer que ainda vem em minha mente o timbre de voz do Maestro Junior quando leio qualquer coisa postada por você, rsr. Parabéns pela sensatez em tudo que diz.

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      @Cadete213

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