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Herr Jones

A história de quem respira futebol

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Herr Jones
4 horas atrás, Ademare disse:

Tem tudo para conquistar o acesso tranquilamente e vai precisar começar a repensar a renovação deste plantel que é bem idoso.

Com certeza. Estamos mostrando um futebol convincente, jogado de forma mais lenta por conta das limitações físicas dos nossos jogadores mais velhos que por vezes não dão conta de dar aquele gás para marcar o gol depois de um lançamento nas costas da defesa, como vínhamos fazendo antes. Acredito que encontramos o balanceamento mais adequado possível em termos de posse de bola e ofensividade. Nossos planos incluem o processo de renovação do plantel, mas é algo que devemos fazer cautelosamente para não comprometer demais a situação financeira que tem suas limitações e delicadezas até aqui. No momento, o foco de renovação imediata (para assumir já a titularidade) é na zaga porque nosso capitão e ídolo Alessandro Lucarelli se aposentou ao final da temporada, como poderá ser visto no post a seguir.

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Herr Jones

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Capítulo 7 - Missão cumprida, agora é pensar no futuro (01/04/2017 - 30/06/2017)

Vínhamos fazendo uma temporada bastante consistente e dentro das expectativas da diretoria e, claro, da torcida. O acesso estava muito bem encaminhado, o título parecia cada vez mais próximo e os jogadores desfrutavam de uma forma fantástica dentro de campo; ou seja, tudo dentro do Parma estava caminhando para uma temporada bastante frutífera em todos os sentidos. Eu estava contente por estar fazendo o que eu considerava ser um bom trabalho e ansioso para que assegurássemos o título da Série C no final da temporada para tentar minha renovação de contrato. Porém, antes do que eu imaginava, o presidente do clube me convidou para uma reunião de discussão para a assinatura de um novo contrato. A única exigência da diretoria era que conquistássemos o título da Série C, o que me parecia razoável e bem encaminhado; em contrapartida, minha exigência era de um contrato por mais três temporadas, mas a diretoria foi irredutível em manter um contrato de duas temporadas válido até 2019 com um aumento de €250 nos vencimentos. Claro que aquilo era sinal de que a diretoria estava satisfeita com meu trabalho até aqui, então decidi assinar a renovação nos termos propostos pela diretoria.

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Logo após a assinatura do contrato, nosso presidente convocou uma coletiva com a imprensa local e afirmou que "o primeiro reforço para a próxima temporada era a renovação de um trabalho muito bem executado por nosso treinador". Respondi às perguntas realizadas comentando que desde já iniciaria o planejamento para nossos próximos anos e que teríamos de trabalhar completamente alinhados em todos os setores para que possamos colher bons frutos no futuro.

Depois voltei para meu trabalho, buscando afinar melhor a sinergia do elenco para dar aquele sprint rumo ao título.

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A sequência de jogos após a renovação do contrato foi quase perfeita, com apenas um tropeço, contra o Teramo, e os consequentes títulos da Taça da Série C com duas vitórias sobre o bom time do Matera, o título da Série C/B e, por fim, o título da Supertaça da Série C, onde os campeões dos três grupos se enfrentavam em jogo único para decidir, de forma a parte, o troféu de campeão global da divisão. Além disso, no jogo contra o Veneza, em que eu já esperava o empate por ter sido com o time reserva pós título da divisão, o garoto Alessandro Rossi fez dois gols na sequência já nos acréscimos e selou a vitória.

Em destaque: Parma 2 x 1 Reggiana

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Uma final de campeonato antecipada: com uma vitória, selaríamos o título da divisão; com um empate ou um tropeço, a Reggiana teria chances desde que vencesse seu jogo e nós perdêssemos o nosso. Começamos impondo nosso domínio com a posse de bola, em um jogo bastante truncado pelo meio, mas num erro de virada de bola, a Reggiana armou um contra-ataque mortal e abriu o placar logo aos 19 minutos do primeiro tempo. Optei por manter o esquema, já que sofremos o gol de forma inesperada por um erro de percurso; nada demais. Porém, com uma falta desnecessária de Andrea Bovo no meio de campo, quando não havia nenhuma ameaça nossa à meta dos visitantes, o jogador recebeu o segundo amarelo e acabou expulso de campo. Então vi o momento propício para avançar um pouco mais o time, de forma a pressionar e tentar o empate ainda no primeiro tempo, o que não aconteceu.

No vestiário, dei um esporro daqueles nos jogadores e disse que era inadmissível o que estava acontecendo em campo e disse a eles que queria que sufocassem o adversário. Que precisávamos da vitória para comemorar o título em casa, com a nossa torcida. Dito e feito: aos 52 minutos de jogo Calaiò empatou depois de um bom cruzamento de Scaglia pela esquerda e, na sequência, aos 55 minutos, Rivas virou o jogo depois de uma bagunça feita por Calaiò na defesa adversária que, na saída do goleiro, tocou para o lado de onde vinha Rivas para apenas escorar a bola para o gol desguarnecido. A partir daí seguimos no controle do jogo, sem muitos riscos, em busca da vitória que nos assegurava o título.

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Estatísticas de Equipe | Estatísticas de Jogadores

Como é possível ver pelas estatísticas, nosso time foi absoluto em vários setores. Inclusive, tivemos dois jogadores concorrendo pela artilharia: Calaiò, com 29(6) jogos e 17 gols, e Rossi, com 9(21) jogos e 16 gols.

Com o prêmio de artilheiro do campeonato ficou com Matthias Lepiller, com 17 gols, seguido por Emanuele Calaiò, também com 17 gols, e Michele Paolucci, com 16 gols. Já o prêmio de melhor jogador do torneio ficou com nosso ponta-direito Emanuel Rivas, com Matthias Lepiller na segunda posição e nosso zagueiro Valerio Di Cesare na terceira colocação. O prêmio de revelação do campeonato ficou com nosso atacante Alessandro Rossi e, depois de uma excelente campanha, eu venci o prêmio de treinador da temporada.

O melhor onze do campeonato teve predominância parmista, com 5 jogadores indicados:

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Depois dos prêmios individuais do campeonato, ficou a cargo da torcida eleger os prêmios individuais dentro de nossa própria equipe, tendo Emanuel Rivas como melhor contratação e jogador da temporada, além de Nunzella eleito como melhor jogador jovem do clube. Nosso melhor onze ficou da seguinte forma: Frattali; Iacopini, Di Cesare, Lucarelli, Nunzella; Scozzarella, Scavone, Rivas, Ninkovic, Scaglia; Calaiò. A notícia triste do final de temporada ficou por conta do anúncio de aposentadoria do ídolo Alessandro Lucarelli, mesmo depois de todas as tentativas para que reconsiderasse a aposentadoria e permanecer mais uma temporada como liderança do time.

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Mesmo levantando todos os troféus possíveis nessa temporada, nossas finanças sofreram um impacto bastante forte e registramos um prejuízo de aproximadamente €1,5 milhão. Considerando que militamos em divisões inferiores, esse prejuízo é algo bastante significativo e é algo que teremos de gerir para a próxima temporada, na Série B, quando o nível técnico aumenta muito em relação ao que defrontamos neste princípio de trabalho.

 

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LC

Dominou completamente o campeonato e subiu sem sustos. O problema financeiro persiste e por causa disso vai ter que ser cirúrgico em contratações e até mesmo dispensas. Boa sorte e acompanhando.

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lakers20

O save ta muito bacana. Parabéns pelo título e pela renovação de contrato com a equipe. Agora é o projeto continuar na Serie B

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Herr Jones
1 hora atrás, LC disse:

Dominou completamente o campeonato e subiu sem sustos. O problema financeiro persiste e por causa disso vai ter que ser cirúrgico em contratações e até mesmo dispensas. Boa sorte e acompanhando.

Pois é, LC, eu também acho. Porque a Série B italiana não dá um dinheiro legal para equilibrar as coisas, enquanto isso eu vou fazendo malabarismo do jeito que dá pra não gerar um rombo... hahahahah

8 minutos atrás, lakers20 disse:

O save ta muito bacana. Parabéns pelo título e pela renovação de contrato com a equipe. Agora é o projeto continuar na Serie B

Valeu, man! Fico feliz que esteja gostando e pelo comentário. Agora é a hora de organizar a casa e planejar melhor o acesso. Vamo que vamo!

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Herr Jones

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Capítulo 8 - Tentando contornar as dificuldades (30/06/2017 - 01/10/2017)

Tivemos uma temporada bastante proveitosa ao longo de 2016/17 e essa de 2017/18 será bastante complicada por diversos fatores: o principal serão as finanças que podem vir a comprometer todo um planejamento estratégico de gestão. Dessa forma, será imprescindível que tracemos metas para que nos estabeleçamos na Série B; então buscaremos reforçar de forma pontual a equipe, gastando o mínimo possível, além de buscar alguns jogadores jovens para integrar nossa categoria de base com o intuito de nos renderem frutos no futuro.

O maior revés, para além da aposentadoria de nosso capitão, foi o pedido de transferência entregue pelo argentino Emanuel Rivas que, depois de uma temporada fantástica com nosso manto, conseguiu atrair o interesse de clubes da Série A solicitou que liberássemos em caso de proposta formal que alcançasse nossa pedida. Optei por acatar seu pedido, já que não pretendia ter um jogador insatisfeito dentro do elenco e também porque as propostas que chegaram eram atrativas do ponto de vista financeiro. Ele acabou assinando com o Sassuolo por €1,4 milhão. Com esse dinheiro busquei me desfazer de vários jogadores que não interessavam ao clube, e que não consegui encontrar novos times, através da rescisão contratual. Além dele, outros quatro jogadores foram emprestados para terem maior aproveitamento no tempo de jogo.

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O primeiro passo que realizamos não consta na lista, pois foi realizado no final da última temporada: asseguramos a manutenção de Alessandro Rossi e Nikola Ninkovic por mais uma temporada emprestados ao clube, sem custo algum com os salários pagos por seus clubes de origem, nos termos assinados na última temporada. Ainda na última temporada buscamos fechar com algumas contratações para dar maior profundidade ao elenco, para tanto conseguimos repatriar o experiente meia Daniele Galloppa, de 32 anos, junto ao Carrarese num pré-contrato, assim como o ponta-direita Manuel Marras, de 24 anos, junto ao Alessandria ao final de seu contrato e o zagueiro Davide Bertoncini, de 26 anos, chegou do Matera por €425 mil além do pagamento de €10 mil por cada partida que atuar até completar 20 jogos pela nossa equipe e chegaria para assumir o posto deixado por Lucarelli na zaga.

Com o objetivo de dar profundidade ao setor defensivo e não sobrecarregar o jovem Nunzella, trouxemos o lateral esquerdo Luca Barlocco, de 22 anos, por empréstimo junto à Juventus. Já para o ataque, com o objetivo de aumentar a competitividade pela vaga de centroavante, fomos buscar o jovem Patrick Cutrone, de 19 anos, emprestado pelo Milan. Também asseguramos a contratação do meia-atacante Nicolas Izzilo, de 23 anos, que estava sem contrato para dar um suporte como reserva de Ninkovic. Para dar suporte na defesa e, principalmente, como guia de nossas jovens promessas defensivas trouxemos o experiente zagueiro Fabio Piscane, de 31 anos, que estava sem contrato e, para suprir a saída de Rivas, fomos buscar depois de minuciosa análise, o ponta-direito Daniele Verde, de 21 anos, por empréstimo junto à Roma.

Além destes jogadores que chegam para compor o elenco principal, trouxemos duas promessas: o goleiro Emanuele Alborghetti, de 17 anos, chegou do AlbinoLeffe por €100 mil podendo chegar aos €250 mil quando atuar 20 partidas como titular pelo Parma; e o centroavante Gianmarco Alesso, também de 17 anos, foi contratado junto ao Tuttocuoio por €60 mil sendo acrescido de €240 mil quando atingir a marca de 20 jogos pela nossa equipe.

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Depois de fechar o processo de contratações, demos início à temporada em busca de fundamentar as nossas bases para expandir, no futuro, nossas pretensões de acesso. Assim, na pré-temporada, enquanto ainda buscávamos um ritmo de jogo adequado, conseguimos alguns bons resultados com destaque para a vitória sobre o Chievo por 1x0. Na sequência vimos que teremos algumas dificuldades na temporada, depois de penar para vencer a Juve Stabia, nos pênaltis, após empatar nos últimos momentos da prorrogação. Logo depois batemos confortavelmente o Frosinone, da Série A, com um 3x0 imponente e partimos para a estréia na Série B.

Não fazemos uma campanha muito brilhante na Série B, estamos dentro das previsões, e ocupamos a 10ª colocação. Se mantivermos essa forma, conseguiremos alcançar nosso objetivo com certa tranquilidade.

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Estatísticas de Equipe | Estatísticas de Jogador

Nossa sequência de jogos é um pouco complicada, mas é possível construir uma solidez na tabela, de forma a manter essa posição no meio da classificação e até, quem sabe, arriscar um avanço na parte superior da tabela.

Embora tenha acontecido toda essa reestruturação do elenco e a importância que ela carrega, nossas finanças seguem registrando balanços negativos embora estejam, ainda, dentro do previsto. Acredito que a partir da próxima temporada seja possível equilibrar as receitas com as despesas, já que não deverão haver muitas transformações tão concisas como as que aconteceram por agora.

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Henrique M.

Parabéns pela conquista do título e consequente acesso. Começou a Serie B de maneira sólida e tranquila, vamos ver como a equipe se comportará na sequência.

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Herr Jones
35 minutos atrás, Henrique M. disse:

Parabéns pela conquista do título e consequente acesso. Começou a Serie B de maneira sólida e tranquila, vamos ver como a equipe se comportará na sequência.

Opa, Henrique, obrigado! Achei também que o time teve um começo legal, mas não gostei muito da forma como temos nos portado defensivamente... Eu mantive o mesmo sistema tático da última temporada, mas não levei em conta a diferença na qualidade técnica dos jogadores e isso me fez perder alguns jogos. Para o bimestre seguinte eu comecei mudando o esquema para um 5-3-2 e tenho conseguido melhorar substancialmente a força defensiva do time e gostei da forma como o time tem se portado na construção das jogadas para criar oportunidades. Na próxima atualização eu comentarei um pouco mais detidamente sobre isso.

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Herr Jones

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Capítulo 9 - Corrigir os detalhes: a fórmula de sucesso (01/10/2017 - 31/11/2017)

Passadas oito rodadas da Série B, com 4 vitórias e 4 derrotas, era o momento de reavaliar aspectos que poderiam ser melhor aproveitados. Além disso, um jogo contra o lanterna seria o momento mais propício para esta modificação. A concepção de filosofia de jogo baseada na posse de bola é algo que me agradou bastante e, certamente, não seria modificada; dessa forma, minha ideia era encorpar a defesa sem perder de vista a esquematização de jogadas. Assim, programei uma espécie de 5-3-2, com dois alas e um volante, para dar solidez na defesa.

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Elaborado um novo conceito tático colocamos ele a prova logo contra o lanterna Perugia. A satisfação de um resultado expressivo foi evidente e, com isso, seguimos na utilização do sistema enquanto buscava as instruções mais adequadas até que chegamos num ponto que considero excepcionalmente eficaz dentro do nosso time e, assim, seguimos fazendo uma temporada muito acima de nossas próprias expectativas, ocupando a segunda colocação da liga, na zona de acesso, com a mesma pontuação do líder, Carpi, com quem empatamos na última rodada do primeiro turno. Além disso, é importante destacar a boa sequência desde a boa vitória contra os reservas da Udinese, por 3x0, pelas oitavas de final da Coppa d'Italia, com uma ótima vitória contra o Salernitana que vinha perseguindo a zona de acesso bem de perto.

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Estatísticas da Equipe | Estatísticas de Jogador

Mesmo com a excelente campanha que fazemos, alguns empresários me procuraram para oferecer jogadores e, dentre eles, realizamos um período de testes para avaliação. Dos testes que realizamos, apenas dois jogadores agradaram bastante e tiveram contratos celebrados: o experiente zagueiro esloveno Sinisa Andjelkovic, de 31 anos, estava sem clube desde o fim de seu contrato com o Palermo e acertou conosco por três temporadas. Será, sem dúvidas, um jogador bastante valioso para a nossa defesa. Além dele, o centroavante italiano Federico Macheda, de 26 anos, assinou até 2020 depois de seu contrato com o Novara não ser renovado e estar liberado para assinar com qualquer clube. Os dois jogadores chegam para somar bastante, já que ambos têm passagens por clubes importantes e tem boa rodagem para segurar a pressão, mas ainda não estrearam com a camisa parmista, pois aguardam a reabertura da janela para que possamos inscrevê-los no campeonato.

Para o próximo bimestre teremos alguns jogos importantes, especialmente a abertura do novo ano em que mediremos forças contra a fortíssima Roma, líder da Série A, no Ennio Tardini, em jogo válido pelas quartas-de-final da Coppa d'Italia; na sequência teremos jogos contra equipes que estão seguras na tabela de classificação. Então será um bom momento para avaliar como o time se porta com as novas contratações à disposição.

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Tínhamos tudo para registrar um balanço financeiro completamente desagradável, mas a classificação para as quartas-de-final da Coppa d'Italia nos assegurou uma premiação de €500 mil que nos aliviou grandiosamente o peso de um prejuízo ainda maior. Seguimos registrando prejuízos, mas eles ainda estão dentro do aceitável, então estamos satisfeitos mesmo com o balanço negativo gerado até aqui.

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Tsuru

O Parma continua muito bem, nadando quase de braçada na Série B. Se mantiver a pegada, acesso e título são questão de tempo.

Vamos ver se consegue aprontar contra a Roma na Copa da Itália, num duelo que vai ter "cara" de anos 90 hehehe

Boa sorte na continuação!

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Ricardo Colin Filho

Boa recuperação nas últimas rodadas, espero que continue assim e que consiga ao menos uma classificação aos playoffs (o modelo de classificação para a Série A é muito estranho).

Esse Macheda é o mesmo do United? Acho que lembro dele do PES (acho que do 2010).

 

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LC
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@Herr Jones disse:

" Assim, programei uma espécie de 5-3-2, com dois alas e um volante, para dar solidez na defesa. "

 POde colocar as screens das ordens táticas e a formação tática?

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Herr Jones
9 horas atrás, Tsuru disse:

O Parma continua muito bem, nadando quase de braçada na Série B. Se mantiver a pegada, acesso e título são questão de tempo.

Vamos ver se consegue aprontar contra a Roma na Copa da Itália, num duelo que vai ter "cara" de anos 90 hehehe

Boa sorte na continuação!

Obrigado, Tsuru! A temporada está bastante além de nossas expectativas, até porque meu time-base é quase o mesmo que conquistou o acesso. Só mexi bastante na zaga, porque era muito velha e lenta, para deixá-la mais dinâmica e participando um pouco mais do jogo. O esquema bastante defensivo também é um trunfo nosso que deu certo. 

Esse Parma X Roma com certeza vai ser um clássico típico dos anos 90, com uma dificuldade muito grande para nós já que a Roma lidera tranquilamente a Série A. Vai ser jogão de bola! 

3 horas atrás, Ricardo Colin Filho disse:

Boa recuperação nas últimas rodadas, espero que continue assim e que consiga ao menos uma classificação aos playoffs (o modelo de classificação para a Série A é muito estranho).

Esse Macheda é o mesmo do United? Acho que lembro dele do PES (acho que do 2010).

 

Valeu pelo comentário, Ricardo! Acho que esse FM 17 ficou mais consistente com minhas ideias malucas de organização de jogo, porque antes elas funcionavam de alguma forma que não era o que eu tinha em mente; nessa versão consegui aplicar bem o que pensava e vi isso ser refletido em campo... Até os jogos truncados são prazerosos de assistir hahahaahhah

E, sim, é aquele Macheda do United, que metia gol a rodo até o FM13 (o último que joguei com ele). Ainda não mostrou a que veio, mas é um bom jogador para rotacionar e tem entrado bem nos jogos, embora não tenha conseguido a mesma forma de Cutrone e Calaiò na linha de frente. 

3 horas atrás, LC disse:

 POde colocar as screens das ordens táticas e a formação tática?

Posso sim, LC. Quando eu tiver um tempinho pra abrir o FM eu posto os esquemas táticos utilizados nas duas temporadas para observarem a mudança sistêmica que houve nesse tempo. 

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Herr Jones

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Após toda a amargura sofrida pela torcida do Parma, quando, em 2015, o clube sofreu com uma péssima gestão financeira e teve de declarar a falência após uma campanha irrisória na Série A. Com a falência decretada, a Federação Italiana de Futebol, em conjunto com o Tribunal de Justiça Desportiva, determinou que o clube estaria desqualificado do futebol italiano, não podendo atuar por nenhum tipo de campeonato, em virtude do próprio colapso ocorrido na direção do clube, que se desmantelou e deixou a torcida parmista à deriva.

A torcida, no entanto, mostrou que não abandonaria o clube com tanta facilidade e foi buscar mecanismos para quitar parte das dívidas deixadas como legado financeiro das administrações anteriores, chegando até a colocar seus troféus em leilão. Através de constantes campanhas de arrecadação financeira, rifas e vários outros mecanismos para captação de dinheiro, a torcida conseguiu atrair o interesse de um investidor chinês que adquiriu, em consórcio, 60% do clube e se tornou o acionista majoritário, mas deixou com a torcida o destino do clube de futebol tão querido na cidade de Parma. Desde sua falência, em 2015, até o período de recomposição, logo em 2016, o time passou por uma eleição direta que elegeu o ex-treinador do clube, Nevio Scala, como presidente e deu início a uma nova etapa de reestruturação - a quarta do Parma em sua história.

O presidente conseguiu junto à Federação Italiana de Futebol a inscrição da equipe na Série D, o mais alto escalão das equipes amadoras do futebol italiano, e trouxe Roberto D'Aversa para assumir a gestão técnica do clube. A parceria, no entanto, foi cessada logo no final da temporada de 2016 por problemas de gestão do treinador com os jogadores, outros elementos da comissão técnica e até mesmo com alguns diretores. Apesar de um ambiente desagradável nos vestiários, o Parma conquistou o acesso da Série D com o título de seu grupo e chegou à Série C, na última temporada.

Com todas as dificuldades financeiras pelas quais o Parma passava desde a sua refundação e percebendo o interesse de treinadores cada vez mais escasso para assumir o clube, por conta do receio de um novo colapso, a solução acabou vindo de casa. O jovem Luigi Del Nero, torcedor do clube, e auxiliar técnico de Roberto D'Aversa na temporada 2015/2016 acabou sendo o nome indicado pela diretoria para dar continuidade no trabalho de reestruturação do time. O rapaz, que tem diploma de treinador e uma graduação em psicologia, conversou conosco sobre sua trajetória até aqui e fez algumas revelações sobre sua perspectiva de futuro.

Gazzeta: Luigi, o senhor assumiu o clube em um momento de turbulência, mesmo com o título da Série D e viu a queda de Roberto D'Aversa do cargo. O que você pode dizer sobre isso?
Luigi: Posso afirmar com toda a honestidade que o período estava horrível, o clima nos vestiários não era o mais favorável de todos e os jogadores conseguiram o acesso à Série C mais por conta de suas habilidades individuais e do peso da camisa do que por conta da estabilidade de gestão. Tudo era bastante turbulento naquele contexto, e era natural que fosse mesmo. O time passava por um processo delicado de reconstrução, mas existiam coisas que poderiam ser deixadas de lado, com certeza.

Gazzeta: Como foi sua conversa com a diretoria para assumir o cargo de treinador?
Luigi: Bem, foi bastante curiosa (risos). Na época eu havia solicitado minha rescisão de contrato porque sentia que estava sugando o dinheiro do clube com meu salário e não tinha possibilidade de dar nenhum retorno à equipe, já que sempre ficava preterido pelo treinador. Até que me convocaram para uma reunião para discutir o teor da carta que apresentei pedindo a rescisão. Expliquei o que aconteceu para eu querer sair e acabaram me oferecendo um voto de confiança para gerir a equipe por uma temporada.

Gazzeta: Você tem algum problema com Roberto D'Aversa?
Luigi: Eu não diria isso. Acho que ele assumiu o amado Parma em um momento tenso de nossa história e, por eu ser um auxiliar bastante jovem, ele poderia não confiar plenamente nas minhas capacidades.

Gazzeta: Como você explicaria a experiência de assumir o Parma na época?
Luigi: Foi algo magnífico, sem dúvidas.

Gazzeta: Você pode nos explicar como construiu uma equipe vitoriosa naquela Série C e depois manteve o sucesso nesta Série B?
Luigi: Honestamente, quando assumi a equipe eu conhecia diversas teorias possíveis sobre como armar um time, sobre como gerir os treinamentos e tudo mais. Mas não sabia absolutamente nada de como aplicar isso na prática. Agradeço ao Scala por ter me confiado o cargo e, inclusive, por todos os conselhos que me dedicou - e me dedica - neste caminho que estamos a percorrer. [...] No começo eu tinha uma ideia de modelos para armar o time: queria armar o time como o Klopp arma suas equipes, mas definitivamente não fazia ideia de como organizar a equipe daquele jeito. Então, à medida em que conversava com a comissão técnica e com os jogadores, fomos organizando uma forma mais consistente de jogar naquela Série C. Acabou que, desde que assumi a equipe, estabeleci algumas filosofias de jogo que, no momento, não me vejo abrindo mão: a manutenção de posse de bola e o apoio dos jogadores de lado de campo têm sido elementos fundamentais na minha equipe, mesmo com as alterações nas táticas.

Gazzeta: Com relação às táticas, um de nossos leitores, o @LC, enviou-nos uma pergunta para saber como você esquematiza suas equipes. Você pode discorrer mais sobre o assunto ou é segredo de Estado?
Luigi: (risos) No futebol, nada é segredo de Estado. Nosso jogo é bastante simples, até de mais, na minha opinião; mas é efetivo porque nossos jogadores se aplicam bastante. Na última temporada, até chegar ao meu modelo de 4-2-3-1, que considerei funcional, passamos por diversas conversas com comissão técnica e elenco até encontrar o equilíbrio para ela, que foi o esquema utilizado até o começo dessa temporada. Já agora, notei que havia alguns defeitos na linha defensiva que oferecia muitas bolas nas costas, e encontramos o equilíbrio numa espécie de 3-5-2, que considero até aqui o esquema perfeito para nossa equipe, pois temos um volante que colabora nas três fases: defesa, armação e até mesmo conclusão, dois jogadores no meio-campo que organizam o jogo de maneiras distintas e, além disso, dois jogadores no ataque com características diferentes que exploram suas qualidades ao máximo. Sem contar com o ótimo apoio dos alas que colaboram ofensivamente e defensivamente.

Gazzeta: Com relação às suas afirmações sobre o volante, não podemos deixar de notar que o time possui pouca rotação no setor. Você diria que falta algum jogador para lá?
Luigi: Bem, como a modificação veio no andamento da temporada, depois de fecharmos as contratações do começo dela e nossos jogadores que podem atuar ali não compõem a função que eu espero deste volante, é normal que a rotação seja mais reduzida no setor. No entanto, desde que assumi, notei que nosso jovem Lorenzo Vecchi poderia jogar no setor e só lhe faltava um pouco de adaptação. Desde então, oferecemos um programa de treinos personalizado para ele atuar por ali e acabamos por ter de recorrer à sua nova capacidade mais cedo do que o esperado, mas estou bastante satisfeito com o profissionalismo que ele tem demonstrado no setor. Nem parece que é um jovem de 17 anos!

Gazzeta: Falando sobre o menino Vecchi, você diria que ele queimou etapas assumindo de pronto a titularidade com 17 anos?
Luigi: Ah! Eu não sou uma pessoa que gosta de queimar etapas, acho que minha formação em psicologia não me deixa fazer isso porque pode gerar problemas sérios no desenvolvimento de nossos jovens valores. O processo que passamos para integrar Vecchi ao elenco não é de agora, desde minha primeira temporada no clube eu notei que ele era um jovem com um bom potencial e fui dando tempo de jogo a ele. Claro que entre dar tempo de jogo e colocar o garoto para assumir uma função como primeira opção existe um abismo! Conversei com o jogador explicando que ele teria oportunidade para se mostrar no setor, mas eu procurava, em conjunto com o Diretor de Futebol e nosso staff de olheiros um jogador que pudesse vir para assumir a condição de reserva imediato. Porém a forma madura como o garoto assumiu a posição me fez dar o voto de confiança a ele, inclusive me fez mudar os planos para adiantar Scozzarella para a meia central; além disso, o mérito foi do garoto: nesse processo dele assumir a titularidade, acabou relegando o experiente Scavone para a condição de suplente!

Gazzetta: Então é de se esperar que o Parma dê início a um processo de revelação de jovens valores?
Luigi: Sinceramente, eu espero que sim! Temos trabalhado nessa direção. Eu converso bastante com os treinadores das categorias jovens do clube e eles me dão um prognóstico dos jogadores. Além disso, por vezes, eu gosto de subir alguns jogadores que se destacam na base para treinar um pouco com os titulares; outros eu indico nossos jogadores mais experientes para trabalhar em conjunto, para aprimorar a formação deles; é minha função dar valor aos jogadores, quaisquer que sejam, que temos à disposição. Não à toa, além de Vecchi, o menino Alborghetti foi alçado ao elenco principal depois de se destacar no sub-18 e acabou participando, como titular, de alguns jogos nessa temporada depois de duas lesões sofridas por nosso titular.

Gazzetta: Agora vamos a um assunto mais tenso: o clube passou por alguns momentos mais complicados, registrando balanços financeiros negativos desde sua refundação. Você pode comentar sobre a forma como o time tem gerido essa situação?
Luigi: Eu não tenho a informação de gestão financeira completa porque não sou dirigente do clube, então não tenho acesso aos contratos de patrocínio e outras coisas; apenas a alguns valores que me são apresentados de forma breve. Nossa situação não vinha sendo das melhores porque desde a refundação, numa divisão composta por clubes amadores e semi-profissionais, nós possuíamos uma estrutura muito superior e um elenco caro; o retorno financeiro das competições não era dos mais satisfatórios, mesmo atualmente na Série B. Porém, estamos em vias de reestabelecer pelo menos um equilíbrio no balanço, através das premiações da Coppa D'Italia; se, por sorte, formos campeões, sairíamos da temporada com um balanço positivo. [...] No que diz respeito às minhas atribuições, elas são bastante simples: a diretoria me contratou como manager, o que, no futebol moderno, diz respeito a um treinador que tem o aval para gerir contratos dentro do clube desde que estejam dentro de um teto salarial proposto; dessa forma, o que posso fazer com o objetivo de melhorar as finanças é justamente manter os vencimentos de meus jogadores dentro do teto salarial previsto para a temporada e, na medida do possível, buscar as premiações que são oferecidas pela classificação nas taças.

Gazzetta: A última pergunta: qual sua previsão para o restante do seu contrato?
Luigi: Bem, ao final da última temporada assinei um novo contrato válido por mais dois anos, até o final de junho de 2019. Minha previsão é a de estar, ao final dele, na Série A. Até porque, nesta temporada, eu dizia pra quem quisesse ouvir que buscaríamos a manutenção na Série B para solidificar o plantel, mas temos conseguido uma forma muito superior à esperada e estamos na briga pelo acesso; se ele se confirmar, o que seria maravilhoso, minha expectativa é que na próxima temporada façamos um bom campeonato e consigamos a manutenção na Série A. Além disso, claro, espero que a diretoria fique satisfeita com meu trabalho e me ofereça uma renovação! (risos)

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LC

Gostei da explicação tática e o porque do uso da 3-5-2.

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Henrique M.

A equipe engatou uma sequência de jogos positivos e decolou na Serie B. SE manter o ritmo, estará de volta à elite.

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Herr Jones
18 horas atrás, LC disse:

Gostei da explicação tática e o porque do uso da 3-5-2.

Valeu, LC! Eu acredito que nesse sistema encontramos o caminho para contornar algumas carências do elenco em relação à Série B e, por isso, credito à formação nossa boa temporada até aqui. Claro que nada seria eficaz sem a excelente parcela prestada pelos jogadores em campo, mas o equilíbrio entre o sistema defensivo e o ofensivo ficou algo frutífero. 

13 horas atrás, Henrique M. disse:

A equipe engatou uma sequência de jogos positivos e decolou na Serie B. SE manter o ritmo, estará de volta à elite.

Obrigado, Henrique! É bem verdade que encontramos o caminho das boas apresentações e isso é fundamental na campanha que estamos rumo à elite. Para se ter uma ideia, já batemos, pela segunda vez consecutiva em divisões diferentes, os marcos de invencibilidade! 

 

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Herr Jones

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Capítulo 10 - A volta do espírito copeiro!

A temporada que realizamos por agora não tinha como ser melhor! Encontramos logo cedo o melhor futebol possível a ser praticado dentro das nossas limitações de elenco, às vezes improvisando jogadores e, por outras, recorrendo a alguns garotos da base que souberam assumir a responsabilidade, deixando o caminho bastante sólido para construir uma trajetória vencedora. Em uma campanha digna de campeão, nós construímos recordes a serem batidos: o time com maior número de jogos invictos na disputa da Série B e, também, o maior tempo invicto em toda a história do Parma! Por enquanto, estamos desde o dia 29 de setembro de 2017 sem perder.

Vamos aos recordes estabelecidos:

  1. Mais pontos em uma época (Série B): 88 pontos
  2. Maior série invencível (Série B): 34 jogos invicto
  3. Pior disciplina (Série B): 131 cartões amarelos e 9 cartões vermelhos
  4. Mais gols marcados (Coppa D'Italia): 17 gols
  5. Mais gols sofridos (Coppa D'Italia): 9 gols

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A segunda metade da temporada foi excelente, conseguimos manter a invencibilidade e, inclusive, progredir muito além das expectativas na Coppa D'Italia, sendo eliminados pela Internazionale nas semi-finais por conta dos critérios de gol fora de casa. Apesar da campanha consistente, sofremos bastante, mesmo com um esquema tático mais defensivo, com algumas ligações diretas dos adversários que pegavam nossa defesa desprevenida e isso acabou fazendo com que sofrêssemos um número maior de gols nesse período.

Conseguimos fechar uma boa temporada com o título da Série B, deixando a torcida em delírio completo para fazer a festa nas ruas de Parma e com a direção completamente extasiada com o troféu levantado nesta temporada; ficaram tão contentes que até me propuseram uma renovação de contrato por mais duas temporadas após verem, também, o respeito que eu havia conquistado junto ao elenco - com Calaiò engrandecendo o trabalho de minha gestão.

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O melhor onze da divisão contou com nada menos do que seis jogadores de nossa equipe, demonstrando claramente o poder coletivo de nossa equipe que supriu muito bem algumas carências em termos individuais; por mais que alguns de nossos jogadores tenham apresentado um futebol bastante chamativo ao longo da temporada. Levando tudo em consideração, é notável que os prêmios individuais foram bastante compensadores para nossa equipe. Calaiò venceu o prêmio de jogador do ano, com Cutrone na terceira colocação; assim como também, o experiente atacante ficou em terceiro lugar na artilharia do campeonato. No apanhado geral de prêmios por posição, conseguimos eleger pelo menos um jogador em cada área do campo: Frattali como goleiro, Russo como defensor, Scozzarella como meio-campista além de Calaiò e Cutrone como atacantes.

Noutro canto, confiram neste link como ficaram nossas premiações internas.

JOGOS EM DESTAQUE:
1. Parma 2 x 1 Roma

Recebemos a poderosíssima equipe da Roma, que à época era a líder da Série A e terminou a temporada na segunda colocação, com seu time titular e não fizemos nada feio. Conseguimos impor nosso ritmo de jogo e exploramos muito bem os pouquíssimos erros cometidos pelo adversário. Abrimos o placar em um bom contra-ataque após excelente desarme do garoto Vecchi, que cedeu a bola rapidamente para Scozzarella fazer um magnífico lançamento para Cutrone. O jovem invadiu a área e, na saída do goleiro, rolou para o lado facilitando as coisas para Calaiò marcar. Os visitantes conseguiram empatar, em boa triangulação de Florenzi com Nainggolan pela direita, com um cruzamento impecável do lateral na cabeça de Ponce. Depois, no segundo tempo, voltamos com o mesmo ritmo de jogo e buscávamos o ataque para tentar a vitória, que já nos parecia algo acessível. Eis que Scozzarella preparava para fazer um lançamento magnífico para Barlocco na esquerda e sofreu falta; o próprio meio-campista cobrou, com uma maestria invejável, na gaveta do goleiro Alisson e sacramentou a vitória.

2. Parma 3 x 3 Internazionale
Enfrentamos um time misto da Internazionale, pouco depois de um jogo deles pela Liga Europa, e mostramos a eles que nosso time é brigador. Em um jogo que encaramos como se fosse o clássico típico dos anos 90, mostramos um futebol aguerrido e todos os mais de 20 mil torcedores presentes foram contemplados com um futebol da mais alta categoria. Já começamos o jogo tentando surpreender os visitantes - e deu certo! Na saída do meio de campo, o maestro Scozzarella percebeu Cutrone furando a linha de impedimento e lançou com uma classe descomunal para o garoto abrir o placar. Um pouco depois, aos 12 minutos, foi a vez de Calaiò fazer a festa na defesa da Inter e, em vez de marcar o gol, dar a assistência pro menino que vinha sozinho e não teve dificuldades em bater para o gol vazio.

O segundo tempo foi mais corrido, com a Inter entrando no jogo e diminuindo o marcador com um golaço do argentino Icardi. Pouco tempo depois, Candreva fez boa jogada e lançou para Icardi dentro da área; o argentino deslocou toda a marcação para si e, com classe, rolou para trás de onde Candreva vinha para acertar um balaço sem chances para nosso goleiro. Seguimos pressionando com muita vontade e, percebendo, que nosso ataque poderia ganhar as bolas nas costas da defesa da Inter, optei por substituir o veterano Calaiò por Macheda: pouco tempo depois de adentrar o campo, minha percepção se tornou real quando o próprio recebeu uma bola nas costas da defesa e, ao atrair a marcação, rolou para trás, de onde vinha Cutrone. A marcação foi pro garoto que, iluminado, deu uma cavadinha sensacional para pegar Macheda na cara do goleiro e recolocar o Parma na frente. Porém, veio um balde de água fria no final do jogo. Em um cruzamento despretensioso de Yao, Fratelli falhou no lance e Éder bombardeou com tudo para empatar a partida.

3. Internazionale 2 x 2 Parma
Novamente com um mistão, a Internazionale nos recebeu no folclórico Giuseppe Meazza com uma vantagem não tão confortável, mas que trazia algum conforto. Nós, por outro lado, buscávamos uma forma de tentar reverter o placar tendo consciência de que a parada seria bastante difícil. Porém seria necessário que lutássemos, e assim fizemos. Partimos pra cima do poderoso time da Inter e, apesar de nos abrirmos bastante para os contra-ataques, nosso goleiro estava em um ótimo dia e segurava muito bem lá atrás. Acho que isso fez com que conseguíssemos atacar o adversário com maior agressividade e, assim, conseguimos abrir o placar aos 37 minutos depois de um ótimo cruzamento de Cutrone pela esquerda que Calaiò guardou.

No segundo tempo, a Inter conseguiu o empate aos 50 minutos, com um bom cabeceio de Ranocchia depois de um escanteio muito bem batido por Candreva, mas nossa reação veio na sequência com um passe magistral de Scozzarella, da entrada da área, para Calaiò que, de primeira, emendou uma bomba e guardou. A partir daí, busquei dar uma recuada no time e tentei gastar tempo com algumas substituições, mas tudo foi por água abaixo quando encontraram Eder soltinho dentro da área em um contra-ataque. Infelizmente não conseguimos a classificação por conta dos três gols sofridos em casa, mas saímos da competição de cabeça erguida - e, pro torcedor mais chato, nossa eliminação acabou sendo para o time que veio a ser campeão.

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Ademare

Que campeonato enorme ahahahah. Parabéns pelo acesso e título. Agora é organizar a casa e se preparar para a volta ao Calcio. Bom ver também que a situação financeira não está mais tão critica. Quem desceu para a série B nessa temporada?

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Henrique M.

Parabéns pelo título e pela campanha brilhante, além disso, fez uma grande Coppa Italia. Agora é preparar a equipe para o retorno a Serie A

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LC

Parabéns pelo título. De volta a Série A vai ter que conseguir melhorar a equipe. Já tem em mente em quais posições vai se reforçar? Vai ter dinheiro para isso?

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Herr Jones
8 horas atrás, Ademare disse:

Que campeonato enorme ahahahah. Parabéns pelo acesso e título. Agora é organizar a casa e se preparar para a volta ao Calcio. Bom ver também que a situação financeira não está mais tão critica. Quem desceu para a série B nessa temporada?

Opa, Ademare, valeu pelo comentário. Realmente o campeonato é enorme mesmo, nós demos sorte de não sofrermos tanto com lesões e, quando sofremos, quem entrou para suprir, não deixou o nível cair; alguns times tiveram o rendimento comprometido por conta de lesões. O Carpi, na minha opinião, é o grande exemplo: eles vinham bem na primeira metade, em que brigávamos com eles ponto a ponto, até que o goleiro deles se lesionou e o time caiu bastante, mas manteve no páreo para os play-offs. Mas na reta final, eles tinham, se não me engano, 5 titulares machucados. E isso, no meu ver, fez eles ficarem longe do acesso embora fossem o segundo time dos play-offs, caindo logo no primeiro confronto.

Os rebaixados da Série A foram Benevento, Ternana e Frosinone: os três promovidos na temporada anterior.

5 horas atrás, Henrique M. disse:

Parabéns pelo título e pela campanha brilhante, além disso, fez uma grande Coppa Italia. Agora é preparar a equipe para o retorno a Serie A

Oi, Henrique. Valeu pelo comentário! Realmente nossa campanha superou todas as expectativas, mas agora vamos ter que arranjar uma forma de equilibrar o time para enfrentar a elite italiana. A probabilidade definitivamente não está em nosso favor, somos cotados para ser o primeiro time dentro da zona de rebaixamento. Espero que consigamos evitar o rebaixamento.

2 horas atrás, LC disse:

Parabéns pelo título. De volta a Série A vai ter que conseguir melhorar a equipe. Já tem em mente em quais posições vai se reforçar? Vai ter dinheiro para isso?

Obrigado, LC. Fomos consistentes e o título acabou sendo uma consequência disso. Quanto aos reforços, iremos, novamente, buscar pontualmente. Os setores que procuraremos serão: goleiro, lateral direito, zagueiro e meio-campo. No gol, porque Frattali está em decadência e não quero queimar o desenvolvimento do menino Alborghetti deixando ele na fogueira; a lateral direita porque desde a Série C era um setor bastante frágil e na Série A é nosso calcanhar de Aquiles; a zaga, porque temos alguns jogadores bons no setor em idade avançada e buscaremos melhorar a qualidade física sem perder muito em qualidade técnica. E o meio-campo porque é o setor de maior rotatividade de jogadores, já que gosto de exigir demais fisicamente de quem atua por ali, então é interessante haver opções.

Dinheiro, até tem. A diretoria disponibilizou €4 milhões, o problema está nas pedidas dos jogadores. Eles pedem demais e não quero estourar os orçamentos de salários com reforços que, talvez, nem sejam tão interessantes no futuro. Tenho conseguido achar alguns excelentes negócios a baixo custo, mas tem outros que o cara vale €180 mil e me pedem €2,5 milhões + 20% da próxima transferência e, no momento, isso é inviável. Também seguiremos, como antes, em busca de jogadores jovens para desenvolver seu potencial no futuro.

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Ricardo Colin Filho

Recentemente eu fiz algo similar, pegar um time de série C (Livorno) e subi direto até a Série A. A situação financeira melhora MUITO, mas a diferença técnica entre as divisões é brutal (vide que os 3 que subiram foram os 3 que caíram).

Quanto a salário, qual sua folha salarial? Atualmente estou gastando 1,5M (subiu 3x do que eu gastava na série B e C)de euros e mesmo cotado para cair estou conseguindo ficar no meio da tabela.

Qual sua expectativa na temporada, só não cair ta ótimo, fazer caixa, um meio de tabela, brigar para campeonato continental?

E não esquece da parada dos 2 extracomunitarios, fui zuar e pegar o Egídio e perdi uma contratação

 

Edited by Ricardo Colin Filho
Erro

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Herr Jones
3 horas atrás, Ricardo Colin Filho disse:

Recentemente eu fiz algo similar, pegar um time de série C (Livorno) e subi direto até a Série A. A situação financeira melhora MUITO, mas a diferença técnica entre as divisões é brutal (vide que os 3 que subiram foram os 3 que caíram).

Quanto a salário, qual sua folha salarial? Atualmente estou gastando 1,5M (subiu 3x do que eu gastava na série B e C)de euros e mesmo cotado para cair estou conseguindo ficar no meio da tabela.

Qual sua expectativa na temporada, só não cair ta ótimo, fazer caixa, um meio de tabela, brigar para campeonato continental?

E não esquece da parada dos 2 extracomunitarios, fui zuar e pegar o Egídio e perdi uma contratação

 

Obrigado pelo comentário, Ricardo! Eu sempre pegava o Livorno quando estava mal das pernas, mas dessa vez optei por assumir o Parma e tentar recolocar o time no topo, até por conta do desafio que seria interessante. E com relação à situação financeira, realmente o acesso praticamente eliminou todas as dificuldades financeiras que passamos nessas duas últimas temporadas; se não me engano, recebemos €30~35 milhões pela participação. Achei que seria menos, beeeem menos! Essa receita nem refletiu tanto nos orçamentos para a temporada que ainda são modestos, mas é alguma coisa - ainda mais pro futebol italiano que tem bons jogadores em clubes menos visados e que acabaram rebaixando.

Minha preocupação reside muito nas pedidas dos jogadores, alguns querem cifras astronômicas para fechar com a gente e, por mais importantes que fossem, não estava tão inclinado a pagar para não gerar inconformação no elenco.

Com relação aos salários, nós estamos gastando muito pouco. Provavelmente, até aqui, devemos ter a folha mais barata da Série A. Isso se deveu muito às inúmeras dispensas que fiz após o acesso da Série C para a B e de algumas renovações dentro do elenco no mesmo acesso que reduziu alguns contratos. Além disso, meu jogador mais caro, que foi destaque nessa Série B, o Calaiò, se aposentou. Com o acesso à série A, praticamente o elenco inteiro pediu aumento de salário (HAHAHAHAHAHA) e eu fui pacientemente conversar com todos eles explicando que não fazia sentido aumentar o salário sendo que os maiores destaques do elenco não tinham um salário tão diferente dos deles. O único que eu realmente dei um aumento foi o Scozzarella, que destruiu nessa temporada, e mereceu bastante. Mas mesmo assim, ele recebe €48,5 mil por mês; bem pouco. Os ordenados estão assim:

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Quanto às expectativas, as minhas são bem baixas, até porque estou buscando reforços bem compatíveis com o time e nossos orçamentos. Pelo pouco que eu joguei nessa pré-temporada, fiz dois amistosos até aqui, pq tava na busca por reforços, o time vai penar bastante na Série A essa temporada; tava difícil jogar contra time bem mais fraco que o nosso e, inclusive, tomamos um sacode do Lens que, na minha opinião, tem um time semelhante ao nosso mas disputa a Ligue 2 da França. Vai ser complicado e espero salvar o time do rebaixamento.

Dos extra-comunitários, eu cheguei a ver, mas não entendi muito bem a regra: os times só podem ter dois extra-comunitários inscritos na liga? Ou só podem contratar dois por temporada, como era antes? Em todo o caso, tô me resguardando aqui e os únicos estrangeiros que temos é o Andjelkovic na defesa e o Ninkovic na armação, mas, não acho que eles se enquadrem como extra-comunitários; de toda forma, são só dois jogadores que considero fundamentais no meu time... Mas mesmo assim, todos eles vieram em temporadas anteriores, o Ninkovic teve seu empréstimo renovado na última temporada por duas épocas, então permanecerá aqui até o final dessa temporada e o Andjelkovic veio livre na metade da última temporada.

 

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Ricardo Colin Filho
1 hora atrás, Herr Jones disse:

Dos extra-comunitários, eu cheguei a ver, mas não entendi muito bem a regra: os times só podem ter dois extra-comunitários inscritos na liga? Ou só podem contratar dois por temporada, como era antes? Em todo o caso, tô me resguardando aqui e os únicos estrangeiros que temos é o Andjelkovic na defesa e o Ninkovic na armação, mas, não acho que eles se enquadrem como extra-comunitários; de toda forma, são só dois jogadores que considero fundamentais no meu time... Mas mesmo assim, todos eles vieram em temporadas anteriores, o Ninkovic teve seu empréstimo renovado na última temporada por duas épocas, então permanecerá aqui até o final dessa temporada e o Andjelkovic veio livre na metade da última temporada.

Se for igual o 16 pode contratar 2 jogadores que não fazem parte da união europeia. Então tem que tomar cuidado porque tem jogador que joga na Europa, mas não tem o passaporte europeu, em compensação tem jogadores que jogam aqui no Brasil, por exemplo, que tem passaporte europeu, por isso sempre olhe a "segunda nacionalidade"

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    • PedroJr14
      By PedroJr14
      Real Racing Club Santander, S.A.D.
      O clube da cidade de Santander teve sucesso relativo na Espanha, mantendo-se na primeira divisão do país em 15 das 16 temporadas entre 1996/97 e 2011/2012, só não esteve presente em 2001/02. Em todas essas temporadas em La Liga, o Racing superou a décima posição apenas uma vez, quando terminou em sexto na temporada 2007/08, ganhando assim a vaga continental. Los Verdiblancos terminaram em quarto, num grupo que continha Twente, Manchester City, Schalke e PSG, perdendo apenas um jogo e vencendo o Manchester City, que terminou na liderança do grupo. Conseguiram se manter na liga principal até 2011/12, quando começou a cair sucessivamente até chegar à Terceira Divisão, 2 anos mais tarde. O clube ensaiou uma reação em 2014/15, quando conseguiu o acesso para a Segunda Divisão, mas logo caiu de volta e até o presente não mais saiu de lá.

      O Racing Santander manda seus jogos no folclórico estádio El Sardinero, que tem capacidade para pouco mais de 22 mil espectadores. Entre os nomes que desfilaram por esse aconchegante estádio vestindo a camisa do Racing, estão: Felipe Melo (Palmeiras), Henrique (Corinthians), Ezequiel Garay (Valencia), Yossi Benayoun (ex-Chelsea e Liverpool), Giovanni Dos Santos (LA Galaxy), Sérgio Canales (ex-Real Madrid), Marcos Alonso (ex-Barcelona e A. Madrid, pai de Marcos Alonso do Chelsea) e Christian Stuani.

      Sem nunca ter conquistado um título de expressão, o Racing Santander caiu ao fundo do poço por causa de uma crise financeira e nunca mais conseguiu se reerguer. A saída do treinador Pedro Muntis para o Ponferradina e a falta de recursos para buscar um técnico fora de Santander, obrigaram o clube a promover o Técnico Marco Botín, que terá um contrato curto, de apenas 1 ano. O jovem treinador de 26 anos terá que provar o seu valor e o seu amor pelo clube da cidade.
       
      Objetivos
      [Secundários]
      - Subir de volta à La Liga
      - Ter um jogador convocado por uma seleção top 10 mundial
      - Fortalecer as estruturas das divisões de base do clube ao máximo
      - Construir um novo estádio, ou ampliar o Sardinero
      - Transformar ao menos 3 jogadores contratados por mim em lendas do clube

      [Primários]
      - Terminar acima do décimo lugar em La Liga
      - Chegar a uma competição continental
      - Vencer uma competição de nível nacional 
      - Vencer uma competição intercontinental
      - Ser Campeão Mundial de Clubes
      - Tornar-se uma lenda no clube
       
    • MitoMitológico
      By MitoMitológico
      E aí, pessoal!
      Após terminar de maneira abrupta a saga anterior, por vários motivos, eu fiquei algum tempo sem compartilhar um save no PM. Nesse meio tempo, fiquei meio ausente em alguns momentos, e fiquei um pouco participativo em outros, na maneira do possível. Resolvi tirar esse tempo fora para cuidar de mim, rever minha rotina, e conseguir estabilizar um pouco a minha vida. Apesar de não ter me estabilizado por completo, a vontade de voltar a compartilhar alguma história falou mais alto. 
      Como eu já disse em posts anteriores, acabei adquirindo o FM19, após jogar o 17 e por muito pouco tempo o 18. Após jogar com algumas equipes, duas ou três temporadas, resolvi postar uma nova saga por aqui. Inicialmente eu gostaria de fazer algo relacionado com o clube da minha cidade, mas logo eu vi que era melhor adiar a ideia, que esse não é o momento certo para iniciar isso. Então, coloquei em prática uma outra ideia que já havia pensado a muito tempo.
      Como o nome do título já diz, tem algo a ver com San Marino, um pequeno país da Europa com uma das piores seleções do mundo, com um futebol totalmente amador. Mas seria uma história com a seleção, com um clube local? Não! O Clube escolhido é o San Marino Calcio, que faz parte da pirâmide italiana, estando no momento, na Série D, equivalente a quarta divisão, e como a Itália só é jogável até a terceira divisão na DB original, resolvi baixar um update muito bom da Pirâmide Italiana e da Liga Sanmarinense para poder jogar com os Titãs.
      Não sei se sabem, mas essa não é a primeira vez que jogo um save em San Marino, muito menos aqui na área. Em 2015 ou 2016, eu ensaiei uma saga com o Cosmos, um clube da Liga Sanmarinense, e com a seleção do país. Porém eu desanimei muito fácil e em alguns meses desisti da história e parei de jogar. O nome da saga era a mesma da atual, então considero isso como o retorno de uma história que tinha tudo para dar certo e por falha minha acabei desistindo muito facilmente no caminho.
      Agradecimentos ao @Luchín, por servir de inspiração, pelo fato de jogar com outro clube de um pequeno país que joga por uma liga de um país vizinho, no caso o Andorra FC. Agradeço também o @ggpofm, por ter feito o banner genérico que serviu de base para o banner da saga.
      Espero que curtem a história a seguir levando um pequeno país á condições nunca antes imaginadas no futebol.
    • Henrique M.
      By Henrique M.
      Reflexões, ponderações e filosofias
      Antes de falar do save em si, queria aproveitar o espaço para fazer um desabafo. Parece que a cada novo FM que surge eu vou perdendo cada vez mais o contato que eu tinha com o jogo no passado, mas vejo alguns exemplos de pessoas na mesma faixa de idade, mesma faixa de afazeres ou até em faixa maiores, jogando e tendo a boa e velha conexão com o jogo. Não sei se posso culpar o jogo em si ou culpar o jogo com relação a mim. Poderia ser pessoal, mas recentemente venho me divertindo no Football Manager 2008 e poderia facilmente migrar para o Football Manager Touch, que foi minha grande empolgação com um save, tirando os playoffs de promoção com o Santarcangelo. Então acredito que o problema não é do jogo, nem da minha relação com o jogo. É do que eu quero ver acontecendo no jogo.
      Infelizmente eu escolhi um desafio que o jogo não estava disposto a aceitar nas minhas condições, era possível, mas eu precisava aceitar as condições que o jogo impunha e isso não era o suficiente, eu precisava de mais e não aguentava ver o resultado do que eu queria dentro de campo. Não ligo para derrotas, para os percalços, desde que eles ocorram com meu time atuando da maneira pela qual ele foi desenhado para atuar. Se eu me comprometo com a retranca, tenho que estar ciente do que ela causa, se eu me comprometo com o jogo ofensivo, tenho que estar ciente do que ele causa e assim por diante. A questão é que eu me comprometi com uma coisa diferente, que era o líbero, não era uma questão de tática, não era uma questão de estilo de jogo. Era uma questão de trazer uma função morta para o FM e fazê-la funcionar tanto defensivamente quanto ofensivamente, mas isso limitava meu estilo de jogo a ser puramente defensivo ou contra-ofensivo. E as equipes que tiveram grandes líberos ofensivos não jogavam exclusivamente assim e muitas poderiam ser descritas como equipes fluidas e ofensivas.
      Eu passei do estágio de querer ver um desafio impossível sendo feito por mim, passei do estágio de querer acumular títulos e fazer grandes saves em termos de troféus e vitórias. Tive um dos maiores prazeres no FM 2015 com uma equipe que ganhou 3 italianos em umas 15 temporadas, perdeu 2 vezes a Champions e até hoje sinto saudades desses momentos, pois ali eu não estava construindo a minha dinastia, ali eu estava construindo uma história em conjunto com um clube. Tinha aquele apego, tinha aquela paixão de transformar o mundo do futebol. E esse é um problema grande, não consigo fazer igual a maioria das pessoas e escolher um save simples, seguro e que seja factível de se encerrar. Eu quero o desafio de modificar a história, criar momentos que só o FM proporciona e isso acredito que vem dificultando o processo de jogar FM.
      Desafabo feito, hora de seguir adiante e tentar mais uma vez. Se falharmos, levantamos, sacudimos a poeira e tentamos de novo.
      Introdução
      No Football Manager 2014 eu tentei aquele desafio impossível, meu grande feito até hoje foi conquistar a Champions League com o Rangers da Escócia no FM 2012. Por isso, decidi apimentar as coisas e buscar o título da Champions League com outro clube britânico, só que dessa vez advindo da Irlanda. Foram lindas 12 temporadas com 10 títulos nacionais, 9 deles consecutivos e incontáveis títulos nas copas domésticas, transformando o Shamrock Rovers no maior vencedor de todas as competições irlandesas. Em nível continental, realizamos o feito que o Dundalk realizou nessa temporada, ao se tornar o primeiro clube irlandês a participar de uma fase de grupos de uma competição europeia e fomos além, chegamos até as oitavas-de-final da Champions em uma ocasião e participamos por 3 ou 4 vezes do mata-mata da Liga Europa. Porém, apesar de nunca sequer estar perto de alcançar o único objetivo do save, transformei o Shamrock Rovers, mas isso não foi o suficiente para alavancar o futebol irlandês e sem a alavancagem do futebol irlandês seria impossível chegar até o objetivo do save. Eu me frustrei com isso, encerrei o save, depois me arrependi, mas a decisão já estava feita. Contudo, nesse save desenvolvi jogadores, criei ícones e lendas do clube, inclusive consegui segurar uma gigante promessa irlandesa por mais de 10 temporadas na equipe, fazendo com que um jogador da base se tornasse um importante jogador da história da equipe. E eram essas pequenas coisas que seguravam o save, mas infelizmente, ele estaria fadado a nunca dar certo da maneira que eu gostaria.
      Por isso, no ano passado, o ggpofm traduziu e adaptou um texto sobre como tornar uma liga competitiva e eu decidi que era hora de tentar realizar o impossível novamente, porém eu incuti no erro de começar o jogo no FM 2014 e comparar as duas histórias e é óbvio que isso deu errado, pois eu me frustrava com o que ocorria e olhava e comparava com o que havia sido feito e me perguntava o que estava acontecendo e o que estava sendo feito de errado, até o ponto em que eu comecei a tentar emular as decisões do passado. Isso ruiu a tentativa.
      É hora de aprender com o passado e recomeçar um desafio diferente que é transformar uma liga com um desafio do passado, a busca do impossível. Sinceramente, espero que seja esse o combustível necessário, pois o fato de querer continuar participando ativamente da área me fez retornar rapidamente com uma história. Quando não estou contando um save, a atenção que dou a área é totalmente diferente e sinceramente, como é uma área que pulsa numa vibração interessante e revigorante, acho injusto comigo mesmo não estar aqui, mesmo que o preço seja mais uma história inacabada.
      Objetivo
      Conquistar a Champions League com o Shamrock Rovers Regras do save
      Se o jogador não serve mais para o Shamrock Rovers, a prioridade é repassá-lo para uma equipe irlandesa, mesmo que isso signifique aceitar uma oferta menor ou perder o jogador de graça. Não contratar destaques de outras equipes irlandesas. Buscar repatriar jogadores irlandeses de ligas estrangeiras. Buscar contratar jovens promessas de equipes irlandesas, com o propósito de acelerar a evolução do mesmo. Buscar antecipar a concorrência externa pelos principais jogadores da liga, evitando que jogadores de bom nível ou alto potencial saiam do país. (A única condição que permite contratar um jogador adversário que seja importante para o clube) Caso alguma nova necessidade vá surgindo, irei informar num post e adicionar aqui Histórico
      2017 - 1º lugar na Airtricity Premier League, eliminado na 1ª rodada qualificatória da Europa League
      2018 - 1º lugar na Airtricity Premier League, eliminado no Playoff dos campeões da Champions League, 4º lugar no Grupo K da Europa League
      2019 - 1º lugar na Airtricity Premier League, Campeão da Copa da Irlanda, Campeão da Leinster Cup, 4º colocado no Grupo C da Champions League
      2020 - 1º lugar na Airtricity Premier League, Campeão da Copa da Irlanda, eliminado na 3ª Qualificatória da Champions League e nos Playoffs da Europa League
      2021 - 1º lugar na Airtricity Premier League, Campeão da Copa da Irlanda, Campeão da EA Sports Cup e 4º colocado no Grupo C da Champions League
      2022 - 1º lugar na Airtricity Premier League, Campeão da Leinster Senior Cup e 4º colocado no Grupo H da Champions League
      2023 - 1º lugar na Airtricity Premier League, Campeão da Copa da Irlanda, Campeão da Leinster Senior Cup e 2º colocado no Grupo J da Europa League
      2024 - 1º lugar na Airtricity Premier League, Campeão da Copa da Irlanda, Campeão da EA Sports Cup, eliminado nos 32-avos-de-final da Europa League e 3º colocado no grupo G da Champions League
      2025 - 2º lugar na Airtricity Premier League, Campeão da Copa da Irlanda, eliminado nos 32-avos-de-final da Europa League e 4º colocado no grupo B da Champions League
      2026 - 1º lugar na Airtricity Premier League, Campeão da Copa da Irlanda, Campeão da Leinster Senior Cup e 4º colocado no Grupo L da Europa League
      2027 - 1º lugar na Airtricity Premier League, Campeão da EA Sports Cup, Campeão da Leinster Senior Cup e 3º colocado no Grupo H da Champions League
      2028 - 1º lugar na Airtricity Premier League, Campeão da Copa da Irlanda, Campeão da EA Sports Cup e eliminado nas oitavas-de-final da Europa League e 3º colocado no Grupo E da Champions League
      2029 - 1º lugar na Airtricity Premier League, eliminado nos 32-avos de final da Europa League, 4º lugar no Grupo A da Champions League
      2030 - 1º lugar na Airtricity Premier League, Campeão da Copa da Irlanda, Campeão da Leinster Senior Cup e 4º lugar no Grupo C da Champions League
      2031 - 1º lugar na Airtricity Premier League, Campeão da Copa da Irlanda, Campeão da EA Sports Cup, Campeão da Leinster Senior Cup e 2º lugar no Grupo H da Champions League
      2032 - 1º lugar na Airtricity Premier League, Campeão da EA Sports Cup, Campeão da Leinster Senior Cup, Eliminado nas oitavas-de-final da Champions League 2031/2032  e 2º lugar no Grupo F da Champions League 2032/2033
      2033 - 1º lugar na Airtricity Premier League, Campeão da Leinster Senior Cup, Eliminado nas oitavas-de-final da Champions League 2032/2033 e 3º lugar no Grupo G da Champions League 2033/2034
      2034 - 1º lugar na Airtricity Premier League, Campeão da EA Sports Cup, Campeão da Leinster Senior Cup, Eliminado nas quartas-de-final da Europa League 2033/2034 e 3º lugar no Grupo C da Champions League 2034/2035
      2035 - 1º lugar na Airtricity Premier League, Campeão da EA Sports Cup, Campeão da Leinster Senior Cup, Campeão da FAI Ford Cup, Campeão da Europa League 2034/2035, Campeão da Super Copa da UEFA 2035 e 1º lugar no Grupo H da Champions League 2035/2036
      2036 - 1º lugar na Airtricity Premier League, Campeão da FAI Ford Cup, Eliminado nas oitavas-de-final da Champions League 2035/2036 e 3º lugar no Grupo E da Champions League 2036/2037
      2037 - 1º lugar na Airtricity Premier League, Campeão da FAI Ford Cup, 4º lugar no grupo C da Champions League 2037/2038
      2038 - 1º lugar na Airtricity Premier League, Campeão da FAI Ford Cup, Campeão da EA Sports Cup, Campeão da Leinster Senior Cup, 3º lugar no Grupo F da Champions League 2038/2039
      Histórico de posts
      Shamrock Rovers e Irlanda A primeira pré-temporada Algumas surpresas na tabela Liderança na Irlanda, decepção na Europa Vantagem é sempre importante A baciada fica para o meio do ano Uma temporada mais competitiva Irlanda x Escócia Celtic Park, Olympiyskyi, Vélodrome e King Power Stadium 3 contratações, 32 despedidas Enfim mediremos força com o Dundalk? Onde os outros perdem, nós vencemos Um empate que vale por duas temporadas e meia Em time que está ganhando não se mexe? Mais um voo solo? Dois patetas, as traves e um muro espanhol Em terra de irlandês, quem é Shamrock, é rei! As primeiras cifras em reforços Um começo de temporada inédito 166 convocações no elenco Os desafios financeiros da Irlanda Um estádio para chamar de nosso Alguém parará o Shamrock Rovers? Muita movimentação no Tallaght Uma Irlanda que dá trabalho O retorno do atacante solitário Falta embalar Uma chance inesperada Deem um pouco mais de crédito para a Liga Irlandesa Vendas milionárias Sentimos sua falta, O’Brien! Gribbinaldinho Fenômeno! A 5ª maior instituição da Irlanda Remodelagem tática A melhor campanha da história do primeiro turno Na perseguição do Cork City Verde é a cor da Irlanda Um vacilo milionário A melhor campanha da história do primeiro turno – Parte 2 Mais Irlanda na Europa Forde, por que faz isso comigo? Batemos a marca de 2 milhões Um carrossel verde e branco Simplesmente avassalador! Um péssimo ano para ser Bohemian Um mercado prolífico Um novo concorrente no horizonte? Eurocopa 2028 A solução que veio e que foi Chora, Allegri! Reaprendendo a jogar Tudo conforme o script Dinamo Zagreb A única vez foi em 2017 O bom filho a casa torna Uma máquina chamada Conor Wilson Copa do Mundo 2030 Maldito sorteio da Champions League Uma abordagem renovada Poxa, UCD! Um dia ruim por turno O doce aroma da elite europeia De pontas para volante Uma noite irlandesa em Londres As dificuldades de ser maior que a liga irlandesa Meus jogadores são de um material superior Que venha o Lyon! Teremos um campeonato!? Segue o líder! A gente bem que tentou, mas o Cork não quis! Regulamento debaixo do braço Faltaram apenas 6 minutos Mais uma vaga na Champions League! Dosharaithe E estamos de volta A estrada até aqui... Real Madrid x Shamrock Rovers Super Copa da UEFA Green Stadium Uma homenagem à Conor Wilson Começo claudicante, mas final esperado O fim de duas eras Sob nova direção A Airtricity Premier League é uma das 10 maiores da Europa 20 anos de Danny Green Um campeonato que ainda está em aberto Vexatório! O plano quinquenal Zero gols, zero derrotas Uma nova era para o Hoops Tinha um italiano no meio do caminho Uma insípida janela de transferências Um paredão azul
    • Felipe Soares
      By Felipe Soares
      Desde o saudoso CM 01/02 eu marco presença e viro noites e dias jogando games de manager. E, talvez, como muitos aqui vivia na solidão de não ter nenhum amigo que jogasse e pudesse compartilhar histórias, fatos e conquistas. Eu acreditava que era um universo pouco explorado e pouquíssimas pessoas jogavam, até que recentemente descobri o blog do Henrique M. (https://www.engenhariadofutebol.com.br/) que consequentemente me levou até aqui. Acompanho muitas histórias aqui, mas sempre fui tímido pra comentar ou até mesmo criar uma conta, preferi segui o anonimato. Em meus anos de vivência de alegrias e tristezas provindas do FM, tive várias conquistas épicas, mas sem ninguém pra contar, sem prints, sem nada, hoje não passariam de história de pescador. Então resolvi escrever minha primeira história, rasgar a barreira do anonimato e me colocar no mapa do FManager.


      O Save  

      Aproveitando a oportunidade, quero colocar o Maranhão no mapa também. Mesmo tendo nascido em Imperatriz e ser torcedor Cavalino (Cavalo de Aço é a alcunha do time em questão), nunca comecei um save com o SID (Sociedade Imperatrizense de Desportos). Sempre preferi os saves europeus e tal, porém no último sábado o Cavalo de Aço levantou a a taça do Campeonato Maranhense pela 3x na sua história com um gol aos 47 minutos do segundo tempo na casa do adversário (#ChupaMoto). Não existe nada mais incrível no mundo que uma situação assim, nada é mais lindo que um gol de título nos acréscimos. Foi impossível não me apaixonar novamente pelo clube da minha cidade natal depois dessa experiência. 


      Apresentação do Imperatriz (SID) e contexto político

      Conhecido como a força do interior, o time representa a maior cidade do interior do Maranhão (Que por muito tempo foi/é considerado o estado mais pobre do país). Fundado em 4 de janeiro de 1962 o clube nunca teve muito destaque no cenário futebolístico brasileiro, contando apenas com discretas participações no Campeonato Brasileiro da Série C no seu auge e apenas três (gloriosos) títulos estaduais (2005, 2015 e 2019).

      O time tem a honra de ter tido na estreia do seu estádio (Frei Epifânio D'Abadia) o gênio das pernas tortas, Garrincha, vestindo o seu manto. Além dos títulos estaduais, o maior feito do time foi ter descoberto o Ralf (atualmente Corinthians e Seleção Brasileira) quando ele estava esquecido e sem clube. Após a campanha história do primeiro título estadual, marcando gol na final, o volante revitalizou a carreira. Mas ficou conhecido como "caso Ralf" porque saiu a custo zero e o SID nunca ganhou um centavo com o sucesso dele. Anos depois em entrevista ele criticou a diretoria e ainda mandou a frase: "passei fome lá".


      Ralf em 2005

      Sim, futebol e política se misturam e no Maranhão essa sempre foi uma verdade. Talvez existam aqui no grupo companheiros ludovicenses que possam discordar (ou não) dos fatos a seguir, mas meu vô (ex-ponta esquerda) sempre falou "Só quem calça o sapato sabe onde aperta".

      Por muito tempo houve um movimento separatista chamado Maranhão do Sul (onde Imperatriz seria a capital desse novo estado) movido pela insatisfação das inúmeras injustiças/descaso do governo da capital. Não quero adentrar nos detalhes econômicos e sociais da "coisa", vou me ater ao futebol. Além dos regulamentos like a Carioca, a FMF sempre arrumou uma maneira de prejudicar os times de Imperatriz. O próprio JV Lideral, time que surgiu com força econômica e estrutura acima da média, desistiu do futebol profissional por não aguentar as barbáries da Federação Maranhense. 

      Objetivos e regras do save

      Sempre tive curiosidade de jogar um desafio da base e então esse será o primeiro. Mas diferente de outros desafios da base, quero responder essa pergunta: "Será que é possível desenvolver uma base moldado em uma filosofia e, com o tempo, formar jogadores nesses moldes e eles mudarem a 'cultura futebolística' de um lugar?" Sou fã de Pepe Guardiola, La Masia, J. Cruyff e tudo que envolveu essa atmosfera 'barcelonística'. Inclusive sou técnico de um time de fut7 (@atleticorealec - instagram) e tento aplicar esse estilo de jogo (quem sabe um dia eu conto sobre isso). Então não poderia ser diferente, a ideia é colocar o Maranhão no mapa do futebol brasileiro jogando um futebol que lembre o Barcelona de Pep: Ofensividade e Posse de Bola.
       
      Ser o maior time maranhense (Títulos, Reputação e Finanças) Se tornar o maior campeão maranhense - Sampaio Correia (33) Superar o feito histórico do Sampaio (Único time no país a vencer 3 divisões - B, C e D) Repetir o Caso Ralf (Um jogador revelado no clube que chega a seleção), só que com um desfecho "feliz" e com um jogador oriundo da base. Ter um representante do "Barcelona do Maranhão" no verdadeiro: um jogador revelado no SID ser contratado pelo Barcelona. Vencer a Série A Vencer a Copa do Brasil Vencer a Libertadores Vencer o Mundial  
      Então é isso, em breve eu atualizo aqui com os dados do jogo, treinador e os primeiros resultados. 
    • Tsuru
      By Tsuru
      Os celtas eram um conjunto de povos que ocupava grande parte do território da Europa por volta de 1.000 a.C., indo desde a atual Grã-Bretanha até o local onde hoje é a Turquia. Há muitas teorias sobre a origem e a expansão desses povos, mas é um período tão antigo que as raízes se perdem no tempo. É inclusive dessa época que surge a lenda do Rei Arthur, que teria liderado a resistência dos bretões celtas contra os romanos.
      Outro detalhe interessante é que, na cultura celta, "Brasil" era uma ilha mística situada em algum local do oceano, e a própria origem desse nome é céltica. Há quem acredite que os povos antigos já conheciam a origem do Brasil e que foram eles que introduziram, na cultura popular europeia, a informação de que existiam terras além mar cheias de riquezas e animais exóticos. Esse detalhe eu não sabia e quem compartilhou a informação foi o @Inner Logic.
      Entre outras coisas que se sabe concretamente, é notório que os celtas veneravam a natureza e que, entre seus pares, existiam os druidas, pessoas encarregadas das tarefas de aconselhamento, ensino, orientações filosóficas e jurídicas, e rituais religiosos. 
      Entre os druidas famosos, reais ou imaginários, estão o lendário Merlin e o Panoramix, que preparava a poção mágica do Asterix. E essa figura do druida sempre fascinou este que vos fala, o que levou a pesquisar mais sobre a cultura em questão e sobre sua história.
      Descobri, inclusive, que hoje existem seis nações apontadas como “célticas originais”, por manterem traços culturais ou de linguagem desse povo - País de Gales, Escócia, Irlanda, Bretanha (no norte da França), Cornualha (sul da Inglaterra) e Isle of Man (entre a Inglaterra e a Irlanda). Há ainda outras regiões onde a influência celta é considerada forte, como o Norte de Portugal, as regiões da Galícia e Astúrias na Espanha, e a antiga Gália (atuais França, Bélgica e norte da Itália). E há ainda territórios ocupados por antigas tribos celtas onde pouco se sabe sobre o legado deixado por eles, como o sul da Alemanha/Áustria e diversos países do Leste Europeu.
      No futebol, talvez a influência mais clara desses povos seja o Celtic FC da Escócia, batizado com objetivo de propagar o orgulho que os fundadores tinham dessa origem.
      Já havia lido sobre a liga de futebol do País de Gales e sentido bastante vontade de experimentá-la, talvez porque seja um país muito associado aos druidas. E a ideia se complementou com a descoberta das nações célticas.
      Assim, narrarei a carreira de Drew Johnson, um treinador galês fictício sem qualquer experiência, apelidado de “O Druida” por ser um adepto do Neodruidismo.
      A jornada se iniciará na terra natal de Johnson, uma vila de 7 mil habitantes chamada Cefn Mawr (se lê "Kevin Maur"), localizada no condado de Wrexham.

       


       


      Carreguei todas as nações celtas “originais”, algumas delas representadas pelo país onde se situam, e escolhi outras para representar os territórios com forte influência céltica. 
      Na database original do FM, a liga galesa só tem a Welsh Premier League, a elite do futebol local; para dar um pouco mais de emoção, ativei a segunda divisão através do update do Classen.
      Foi necessário deixar alguns países de fora - por exemplo, Itália, Alemanha e Áustria - até porque não sei se meu notebook aguentaria o tranco. Só para garantir, diminuí a qualidade gráfica e tirei as animações, aparentemente o jogo está rodando sem problemas.
      Acho que, no geral, ficou bem representativo e com boas opções de progressão de carreira.
       

       
      Conquistar pelo menos um título por cada país onde passar; Conquistar um título invicto; Conquistar, em uma temporada, todos os títulos em disputa; Vencer a Liga dos Campeões da Europa; Vencer a Copa do Mundo; Me divertir.
       
       
      Nunca pedir demissão no meio de uma temporada;
      Se estiver empregado, priorizar a assinatura de novos contratos para o início da temporada seguinte, a fim de não abandonar nenhum clube durante uma competição.
       
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