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Inhan

FM 2013
Como calcular salários em relação ao seu Orçamento

24 posts neste tópico

Não é muito a minha praia fazer tutoriais. No entanto, para ajudar quem precise de ideias, vou postar meu método. Se estiver na seção errada, por favor mudar.

Com relação ao orçamento, eu faço o seguinte: suponhamos que meu orçamento salarial seja de 4.4M.

Eu divido os jogadores em 4 categorias a saber: Chave, Titular, Rotação e Reserva.

Tb divido o orçamento em 4: 30% dele fica para os jogadores-chave, 30% para os titulares, 30% para os de rotação e mais 10% para os reservas.

Chave: São 4 jogadores apenas, para 30% do orçamento de salários (30% de 4.4M dividido por 4 jogadores), ou seja, algo em torno de 325m pra cada um como teto salarial porém, dentre eles faço UMA exceção: O CRAQUE. Este costumo pagar algo em torno de 50% a mais do que o restante. Mas tem que ser craque mesmo, pq senão os outros jogadores vão querer ganhar igual. Portanto, tem que ser exceção mesmo. Só quando a média dos caras é 7 e a dele é 9, por exemplo.

Titular: São o restante da equipe, ou seja, os outros 7. Dá uma salário em torno de 190m como teto salarial.

Rotação: São 11, que serão os suplentes. Salário máximo de 120m.

Reserva: Como é apenas 10% para o restante do elenco (no máximo 13 jogadores), dou no máximo 40m. Neste teto, inclui-se os jovens (e jovens promessas).

Sendo assim, nunca fico acima do orçamento e só pago mais que isso quando a diretoria aumenta o orçamento e nunca tenho jogadores insatisfeitos por salário. Se caso alguém perde a titularidade e seu salário não condiz mais com a realidade, eu coloco à venda. Não vale a pena, por exemplo, pagar como chave um cara que é banco.

Quem passa do teto ou empresto com 100% do salário pago pelo clube que vai pegar o jogador, ou vendo. Os juniores com contrato de formação são exceções, mas os profissionais, eu empresto tudo. Só fico com quem pode ser no máximo 3ª opção no time principal, que entra na faixa do reserva. Até pq não vale a pena ficar com jogador que não vai ter tempo de jogo, isso é jogar dinheiro fora.

Este limite tb ajuda na afobação das renovações. Quem não aceitar o teto é "tchau" (sempre tento renovação com 1 ano pra cima do fim do tempo de contrato, pq se o cara não aceita, eu tenho tempo pra vender ele sem perdê-lo para Lei Bosman). Ajuda demais tb no mercado de transferências, não deixando eu pagar mto pelo jogador.

Outra jogada que faço quando contrato um jogador novo é somar o salário de todo o contrato + comissão + bônus fidelidade e ver se isso passa do meu teto, dando uma margem pequena de 10% ou 15% acima do valor (devido às comissões, nunca no salário).

Exemplo: teto salarial de 100 mil. Jogador X pede 80 mil para 2 anos de contrato + 1300m de comissão + 600m de fidelidade. 80x24 + 1300 + 600 = 3820m.

Mas como meu teto é 100 mil, faço a seguinte conta: 100m x 24 = 2400. Daí aumento em 10% = 3102m. ESTE É MEU TETO NESTA NEGOCIAÇÃO.

Ele quer 3820m no total e eu posso 3102m. Então faço a seguinte contra-proposta: 100 mil mensais (meu teto salarial, que vai dar 2400m) e o restante (700m) tento jogar na comissão do empresário ou bônus fidelidade.

Se ele pedir porcentagem de aumento, eu vou calculando com ela de uma vez.

Dessa forma, demora um pouco mais as negociações, mas eu evito pagar o que não posso e ficar sem grana depois para contratar aquele newgen fodáço que vai aparecer por 10M e que vou vender depois por 100M, contratando mais 10 newgens fodões... e o ciclo eterno continua. Vou perder um newgen fodão pq meu clube paga milhões pra jogadores velhos meia-bocas?

Espero que tenha ajudado.

Abraço (pareceu complacente).

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Ótimo tutorial, obrigado por compartilhar!

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Ótimo raciocínio, mais eu acho que depende muito das necessidades, situações e objetivos.

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Objetivo principal é a longo prazo. Se quer subir reputação pra cair fora do time, recomendo gastar tudo.

mas te falo que em todos os FMs que segurei nestes moldes o orçamento, fiquei milionário.

Quem jogou Fm 09 sabe a dificuldade que era jogar no Brasil com times como Flamengo, Botafogo e Corinthians. Vc fechava todo mês no vermelho e quebrava. Time era vendido e o caralho a 4.

Foi lá que criei esse método e fiz o Flamengo ser um Real Madrid brasileiro. Geral quebrada, pagando fortunas de salários e eu milionário, com time recheado de newgens dos falidos.

Pq com esse método, sempre vai sobrar dinheiro. Sempre sobra uns 30% no orçamento. E vc faz muita grana com venda de quem tá pedindo caro (se ele pede muito, geralmente tem reputação alta e sai por valor alto tb).

O grande problema do descontrole é a espiral salarial, que todo mundo quer ganhar igual o outro e vc não consegue mais segurar a desgraça.

E tem outra. Jogador com salário alto é foda de vender.

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Ótimo método, Inhan. Gostei bastante da forma como você dividiu a grana do orçamento... agora, uma dúvida: onde entram as "jovens promessas" do seu elenco principal? No orçamento dos reservas?

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Ótimo método, Inhan. Gostei bastante da forma como você dividiu a grana do orçamento... agora, uma dúvida: onde entram as "jovens promessas" do seu elenco principal? No orçamento dos reservas?

Reserva: Como é apenas 10% para o restante do elenco (no máximo 13 jogadores), dou no máximo 40m. Neste teto, inclui os jovens.

Acho que "jovens" deve incluir as promessas, também.

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Acho que "jovens" deve incluir as promessas, também.

Hum, valeu. Passei desapercebido dessa parte. :yest:

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Ótimo método, Inhan. Gostei bastante da forma como você dividiu a grana do orçamento... agora, uma dúvida: onde entram as "jovens promessas" do seu elenco principal? No orçamento dos reservas?

Jovens são todos que estão como jovens ou promessas. Mas se o cara já é bom suficiente pra jogar no time ele entra na cota de rotação, titular... depende da qualidade. Se não, empresto para time qualificado.

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Orra, nunca tinha pensando em nada nesse sentido. Muito bacana!

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Orra, nunca tinha pensando em nada nesse sentido. Muito bacana!

:yeah2:

testa com seu Dortmund aí!

Obs: só pra lembrar o pessoal que acha bobeira, 10 mil a mais para o elenco todo (30 jogadores, por exemplo), em contrato de 3 anos, é quase 11 MILHÕES a menos no orçamento do clube. Imagina agora pagando 100 mil a mais para vários, sendo que os que ganham menos vão pedir equiparação.

Pode ser a diferença entre um clube com 100M para transferências e um com 10M em alguns poucos anos.

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Mas tipo Inhan, você faz isso a partir da 2a temporada, certo? Porque é bem complicado ficar remanejando o contrato de TODOS os atletas que a gente encontra em determinado clube já na 1a temporada, uns não vão aceitar diminuir seus salários, outros vão querer ganhar além do teto estabelecido, ou seja, fica complicado.

Ou estou errado quanto a isso?

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Mas tipo Inhan, você faz isso a partir da 2a temporada, certo? Porque é bem complicado ficar remanejando o contrato de TODOS os atletas que a gente encontra em determinado clube já na 1a temporada, uns não vão aceitar diminuir seus salários, outros vão querer ganhar além do teto estabelecido, ou seja, fica complicado.

Ou estou errado quanto a isso?

Foi exatamente o que pensei aqui Léo. Fica complicado mesmo fazer isso na primeira temporada.

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Faço na primeira temporada já. Quem pede muito é vendido. É simples. Sempre tem cara do mesmo nível a preços acessíveis. Nos 6 primeiros meses vc perde um pouco de qualidade, entrosamento, mas vale a pena.

A não ser que vc não tenha ninguém pra uma determinada posição. Aí vc segura o cara até conseguir contratar alguém para aquela posição.

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Faço na primeira temporada já. Quem pede muito é vendido. É simples. [...]

Então você já negocia todos os contratos de todos os jogadores do seu elenco já na 1a temporada? Puta trabalheira hein? Haha, e não acho tão simples não... vender jogador não é lá das tarefas mais fáceis pra mim.

Outra coisa, Inhan: eu não costumo colocar o status "jogador chave" nos meus elencos, só em raríssimas exceções (um Messi, um Neymar por exemplo). Eu divido meu elenco em 4 grupos: titulares, os de rotação, reservas e as jovens promessas. Como você sugeriria a divisão do orçamento neste caso?

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Eu comecei sem orçamento para transferências, vou ter que esperar hahahaha

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Faço na primeira temporada já. Quem pede muito é vendido. É simples. Sempre tem cara do mesmo nível a preços acessíveis. Nos 6 primeiros meses vc perde um pouco de qualidade, entrosamento, mas vale a pena.

A não ser que vc não tenha ninguém pra uma determinada posição. Aí vc segura o cara até conseguir contratar alguém para aquela posição.

Presidente Eduardo Bandeira é você ? :O kkkkkkkkkkkkkkkk

Ideia legal, eu sempre tento reduzir a pedida dos jogadores o máximo possivel, e também o premio de assinatura e do agente...

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Então você já negocia todos os contratos de todos os jogadores do seu elenco já na 1a temporada? Puta trabalheira hein? Haha, e não acho tão simples não... vender jogador não é lá das tarefas mais fáceis pra mim.

Outra coisa, Inhan: eu não costumo colocar o status "jogador chave" nos meus elencos, só em raríssimas exceções (um Messi, um Neymar por exemplo). Eu divido meu elenco em 4 grupos: titulares, os de rotação, reservas e as jovens promessas. Como você sugeriria a divisão do orçamento neste caso?

Sugiro colocar jogadores como chave sim, para vc ter mais um degrau de salário. Coloque os que recebem mais e que são titulares. Se vc contratar outro cara muito bom, vc desce ele pra titular. Não dá galho. Jogador só fica insatisfeito quando desce ele pra rotação ou reserva, caso seja titular.

Não pode dar um abismo mto grande de salários entre os titulares e os rotação, pois, caso eles peçam aumento, vão pedir igual o patamar de cima, que vai ser muito longe do teto dele e vc não vai conseguir abaixar.

Pelo que vejo, todo o elenco "olha" o salário do jogador classe "de cima" como base. Se vc pagar a muitos jogadores salários astronômicos, os rotação vão querer ganhar bem tb, e por aí vai. Começa-se a espiral de inflação salarial.

Eu tento renegociar o salário, quando ele recusa eu falo em msg privada que se ele não aceitar vou vendê-lo. Quando ele continua negando eu vendo mesmo, sem dó, ou empresto por 100% do salário e alguma comissão. Com o Flamengo atual que tô jogando emprestei Camacho, Adryan e a cambada de jovens promessas toda que queriam ganhar mto.

Com jovens faço uma coisa diferente. Eu não vendo. Eu aceito pagar mais (tipo, teto é 100 eu pago até uns 120), mas coloco por empréstimo na hora. Consigo mta grana de comissão mensal de empréstimo. Camacho aqui renovou por 105 mil (o Adryan foi mesma coisa), muito alto para um cara do nível dele para meu elenco atual. Mas sei que ele será bom jogador, então aceitei, mas emprestei eles para o Cruzeiro. E o Cruzeiro paga o salário dos dois mais 125 mil de empréstimo. Ou seja, não tô gastando nada e ainda to ganhando mais de 1,5M no ano, com os caras renovando o contrato. Eles vão desenvolver e vão ser titulares com certeza e o salário será até baixo para eles daqui 2 temporadas.

Contratei o Estigarribia, melhor que os dois no ano de 2013, por 40 mil mensais. Mais barato e melhor. Com o salário e comissão deles, eu pago o Lisandro López na zaga, que joga d+. E por aí vai...

Sobre seu orçamento atual, tem que ver, pq não sou a favor de colocar jovens promessas como uma cota. Se ele joga no time, vai entrar na cota de reserva ou rotação. Se não tem como disputar posição, coloco para empréstimo para ser titular em outra praça, desde que seja time com Liga aberta e boa reputação de Liga, pro cara desenvolver.

Contrato de formação não entra nessa questão, pq ainda são investimentos e nem dá pra emprestar.

Sugiro, então, pra finalizar, não deixar os salários dos seus titulares muito acima dos de rotação. Escalona aí por volta de 40% titulares, 30% rotação e 10% para reservas e 10% para promessas. Acho que fica de bom tamanho (contando que tenha a mesma quantidade de jogador em cada classe, tipo, 11 titulares, 11 rotação...).

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Eu comecei sem orçamento para transferências, vou ter que esperar hahahaha

Masca, orçamento de transferência não tem nada a ver.

Tâmo falando de orçamento de salários.

Orçamento de transferência vc consegue vendendo os careiros rsrsrs.

Presidente Eduardo Bandeira é você ? :O kkkkkkkkkkkkkkkk

Ideia legal, eu sempre tento reduzir a pedida dos jogadores o máximo possivel, e também o premio de assinatura e do agente...

uauhauha boa. pensei nisso tb.

Mas sou mais pulso forte, pq dispensei o Carlos Eduardo. :yao:

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Parabéns pelo tópico! Realmente é um assunto chave, mas que nao dava muita atenção, ia no "na frente a gente ve como fica"! kk

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Movido para a área adequada.

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Cada dica foda... parabéns pelo topico! vai me ajudar muito.

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VLW Cara, sou iniciante e isso vai me ajudar muito a ter um controle no salario, antes eu colocava um salario bem alto no jogador livre !!! Me Ajudou muito mesmo VLW

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Só dica boa, Parabéns pelo tutorial, fazia tempo que eu não via um tutorial "novo" e bom desse jeito!

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Caraca, seu tutorial me fez mudar drasticamente de pensamento. Vou ficar pão duro agora kkkkkkkkkk vou fazer isso tbm.

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      O que é o “Princípio 323”
      E como essas três tarefas devem ser distribuídas por um time? Quantas tarefas de defesa um time precisa ter? E quantas de apoio e ataque? Todos os jogadores de defesa devem ter tarefas de defesa e os jogadores de ataque devem ter tarefas de ataque?
      As respostas para essas e outras questões estão no que eu batizei de “Princípio 323”. A primeira vez que eu vi essa ideia apresentada de forma clara foi no “Tactical Theorems and Frameworks 09” (TT&F 09), dos idealizadores do “Criador de Táticas”, Richard Claydon (wwfan) e Gareth Millward (Millie).
      Todo time deve ter jogadores que foquem seu jogo intensivamente na defesa (tarefa defender), jogadores que foquem seu jogo intensivamente no ataque (tarefa atacar) e aqueles que jogam de forma mais equilibrada nas duas tarefas (tarefa apoiar). Para os autores do TT&F 09, para um time alcançar o equilíbrio tático é preciso que entre os 10 jogadores de campo exista o mínimo de três jogadores com tarefa defender, dois jogadores com tarefa apoiar e três jogadores com tarefa atacar.
      Sendo assim, quando se distribui as tarefas seguindo o “Princípio 323” entre os 10 jogadores de campo de um time, oito terão que estar distribuídos como a forma enunciada acima, enquanto a tarefa dos outros dois jogadores que sobraram serão designadas de acordo com a postura que for adotada em um determinado momento da partida.
      A partir desse princípio, os desdobramentos são lógicos. De forma geral, se em algum momento da partida o objetivo é atacar serão necessários mais jogadores com tarefas ofensivas e se em outro pretende-se defender, haverá necessidade de mais jogadores com tarefas defensivas. A conclusão para uma proposta defensiva, uma equilibrada (neutra) e uma ofensiva, a distribuição de tarefas entre os 10 jogadores de campo será a seguinte:
        Postura defensiva: cinco com tarefa defender, dois com tarefa apoiar e três com tarefa atacar;
      Postura equilibrada: três com tarefa defender, quatro com tarefa apoiar e três com tarefa atacar;
      Postura ofensiva: três com tarefa defender, dois com tarefa apoiar e cinco com tarefa atacar.
       Observe que em todas as três propostas acima sempre existe o mínimo proposto pelo “Princípio 323”, ou seja, três jogadores com tarefa defender, dois de apoio e três com tarefa atacar.
      Espero que não, mas alguém pode imaginar que as tarefas de defesa devem ser dadas aos defensores, as tarefas de apoio aos meio-campistas e as tarefas de ataque aos atacantes. Nada mais equivocado!
      Para um time alcançar o equilíbrio tático, evitando-se que a defesa, o meio-campo e o ataque fiquem desconectados, é preciso misturar as tarefas pelos três setores de um time para que exista movimento entre eles. Por isso, não basta saber a quantidade de tarefas necessárias em um time. É importantíssimo saber distribuí-las pelos três setores do time.
       
      “O Princípio 323” na prática
      Não tenho a intenção de apresentar imagens de várias formações táticas e sugestões de distribuição de tarefas porque não é meu desejo transformar o “Princípio 323” em algo a ser seguido às cegas e sem nenhuma reflexão por parte de quem irá usá-lo. Se pelo “Princípio 323” tenho um modelo a ser seguido que “exige” o mínimo de três jogadores com tarefa de defesa, três de apoio e três com tarefas de ataque, espero que ao distribuir as tarefas pelos setores de um time, você pare, pense e consiga distribuí-las de forma racional, lembrando-se que durante os 90 minutos de partida existem vários momentos diferentes e que, talvez, em cada um deles seu time precise de uma distribuição de tarefas diferente para conseguir jogar de forma equilibrada.
      Mesmo assim, vou apresentar um exemplo simples com uma formação que já foi muito usada no FM, o 4-4-2 inglês. Como você deve saber, essa formação tática utiliza os três setores em linha (quatro defensores, quatro meio-campistas e dois atacantes).


      Como toda e qualquer formação tática, ela só funcionará bem se conexões foram criadas entre os setores e por isso, o 4-4-2 inglês precisa de defensores que se aproximem do meio-campo ou que o ultrapasse, de meio-campistas que ajudem a defesa, de meio-campistas que ajudem o ataque e atacantes que ajudem o meio-campo.
      Seguindo as diretrizes do “Princípio 323” uma das maneiras possíveis de distribuir as tarefas do 4-4-2 inglês é a seguinte:

      Como é possível ver acima, existem três jogadores com tarefas defensivas (dois zagueiros e um meio-campista central), dois com tarefas de apoio (um meio-campista central e um atacante) e três com tarefas de ataque (um atacante e dois meio-campistas laterais). Também existem os dois laterais para os quais as tarefas não foram definidas.
      Determinadas escolhas parecem óbvias, mas outras nem tanto. O meio-campo é sempre problemático porque ele precisa executar várias atividades simultâneas. Ele é o setor que conecta a defesa e o ataque, mas também precisa proteger a defesa e se aproximar do ataque para não deixá-lo isolado. Por isso é comum que se tenha as três tarefas distribuídas por ele.

      Como é possível ver na imagem, existe um meia-central com tarefa defender que será o jogador mais recuado do meio-campo e que auxiliará na proteção da defesa, dois meio-campistas laterais que procurarão chegar ao ataque e um meia-central com tarefa de apoio que ajudará na ligação defesa e ataque.
      No ataque, há outro jogador com uma tarefa que não parece óbvia, o atacante com tarefa apoiar.

      Ele é responsável por impedir que o ataque se desconecte do restante da equipe, por isso ao receber a tarefa de apoio ele fica mais recuado. É um tarefa parecida com a do meia-central com tarefa defender que é o responsável por impedir que o meio-campo se desconecte da defesa.
      Observe que as ideias apresentadas no “Princípio 323” estão presentes no 4-4-2 inglês apresentado. O mínimo exigido pelo “Princípio” foi respeitado e as tarefas foram distribuídas entre os três setores do time garantindo que eles fiquem conectados e que exista movimento entre os jogadores desses setores.
      Ainda restam dois jogadores que fazem parte de um tipo de reserva: os dois laterais. Eles se adaptam dependendo do que se queira em determinado momento de uma partida.
      Se a ideia é que a defesa fique postada e resista à pressão do adversário, os laterais serão colocados com tarefa defender.


      Se quiser que os laterais vão à frente em busca de criar sobreposições e superioridade numérica no campo ofensivo, eles devem ser colocá-los com tarefa atacar.

      E se o objetivo é que eles subam ao ataque, mas de forma paciente, sem se descuidar da defesa, os laterais devem ter tarefas de apoio.


       
      As variações no “Princípio 323”
      Com esse exemplo do 4-4-2 inglês não quero dizer que outras combinações de tarefas não são possíveis. Isso depende do elenco de que se dispõe e também do modelo de jogo que se pretende jogar.
      Por usar há vários anos o “Princípio 323”, consigo manejá-lo com maior flexibilidade, inclusive “desrespeitando-o” algumas vezes, como por exemplo, ao usar apenas dois jogadores com tarefa de ataque em vez do mínimo de três que o princípio pede.
      Outros autores também sugerem combinações diferentes. Por exemplo, The Hand of God sugere no artigo “The Mentality Ladder: A Practical Framework for Understanding Fluidity and Duty” três jogadores com tarefa defender, dois com tarefa apoiar e três com tarefa atacar. Já o Llama3 em seu artigo “Pairs and Combination: The Complete Guide” sugere como regra que um time tenha três jogadores com tarefa defender, quatro com tarefa apoiar e três com tarefa atacar.
      A minha sugestão para quem está começando é que o ideal é seguir as ideias aqui expostas à risca e só quando a compreensão sobre como funcionam as dezenas de variáveis do FM se tornar maior, que se flexibilize o “Princípio 323”.
      Agora é com você. Boa diversão!
       
      Download do texto em pdf
    • Leho.
      Por Leho.
      E aí pessoal, já saiu algum MOD que redimensione as faces do estilo Panini?
    • ggpofm
      Por ggpofm
      Naquela noite de 22 de dezembro de 2009, uma multidão de "leprosos" deixou suas casas e rumou em direção ao "Parque Independencia", mais precisamente ao estádio "El Coloso del Parque". Na realidade, aquela agitação havia começado na manhã daquele mesmo dia, quando milhares de pessoas enfeitaram suas casas e saíram às ruas vestindo o manto "rojinegro".


      O estádio do Newell's Old Boys em Rosário

      À noite, a "procissão" pelas ruas de Rosário reunia quatro gerações de "leprosos". Avós, pais, filhos e netos estavam emocionados com o que veriam. Eu também estava lá com grande parte da família González, enquanto os demais membros da família que não puderam ir, acompanhariam o evento pela TV, já que ele seria transmitido pela ESPN.

      Sou Godofredo González, nasci em Rosário, em 2 de julho de 1978, uma semana depois que a seleção argentina conquistara seu primeiro título mundial de futebol ao vencer a Holanda, na prorrogação, por 3 a 1 com dois gols de Kempes e um de Bertoni.


      Um dos gols de Mario Kempes na final da Copa do Mundo de 1978

      Como não poderia deixar de ser, ao nascer em uma família de torcedores do Newell's Old Boys minha preferência futebolística estava traçada. Sei que existem vários casos de famílias ligadas a um clube que acabam tendo um ou outro familiar torcendo para a equipe rival, mas no meu caso, isso nunca foi uma opção e desde pequeno me tornei mais um "leproso" da família.

      A primeira grande tristeza de minha vida foi proporcionada pelo futebol. Era muito pequeno ainda, tinha oito anos, e lembro-me que na temporada 1986/87, a cidade de Rosário viveu um clima visto pouquíssimas vezes. O Newell's havia sido vice-campeão nacional na temporada anterior e tinha uma forte equipe para disputar novamente o título da Primera Divisíon (1ª Divisão), mas dessa vez, tínhamos a companhia do arquirrival Rosario Central, que havia sido promovido em 1985 com o título da Primera B (2ª Divisão).

      Na temporada anterior, o River Plate conquistara o título com quatro rodadas de antecedência, mas na temporada 1986/87, o Newell's Old Boys e um surpreendente Rosario Central disputaram a liderança acirradamente por todo o campeonato, no entanto, alguns tropeços do Newell's deixaram o Rosario Central com dois pontos de vantagem faltando uma rodada para o término do campeonato. Na rodada decisiva, o Newell's Old Boys goleou o Deportivo Italiano por 4 a 1, mas não foi o suficiente, pois o Central, fora de casa, empatou com o Temperley por 1 a 1 e ficou o título por por um ponto de diferença.

      A tristeza daquele dia, que ficou conhecido como "El Día del Pecho Frío" (Dia do Peito Frio, o que seria em português o Dia do Pé Frio), foi grande, porém foi completamente apagada na temporada seguinte, 1987/88, quando o Newell's conquistou seu 2º título nacional ao terminar o campeonato com seis pontos de vantagem para o vice-campeão San Lorenzo.

      Quando se é criança ou adolescente, algumas equipes se tornam inesquecíveis e por toda a vida nos seguem como modelos de qualidade, desempenho ou de paixão. Não é à toa que muitos torcedores rojinegros têm na memória a equipe que conquistou o primeiro título nacional do clube, o Campeonato Metropolitano de 1974, quando o Newell's conquistou o título sobre o Central em um empate em 2 a 2, quando faltavam 10 minutos para o final da partida.

      Para mim, a Albiceleste que conquistou o Mundial do México em 1986 com Maradona, Valdano, Burruchaga e outros poderia ser esse exemplo de equipe, mas inesquecível mesmo foram aqueles anos iniciais da década de 1990, quando um treinador desconhecido, Marcelo Bielsa, assumiu o comando do time principal do Newell's e revolucionou a forma de jogar da equipe. Foram apenas duas temporadas à frente da equipe, mas que tiveram enorme impacto na minha vida, na de outros torcedores do Newell's e de outros milhões de torcedores argentinos.


      Gol de Burruchaga na final da Copa do Mundo de 1986

      O responsável por essa revolução, Marcelo Alberto Bielsa, foi jogador do Newell's desde as categorias de base, mas sua vida como jogador profissional durou poucos anos, de 1976 a 1980, quando ele vestiu as camisas do Newell's, Instituto de Córdoba e do Argentino de Rosário. Nesse curto período, ele percebeu que não conseguiria atuar em alto nível e muito exigente consigo mesmo, decidiu abandonar a carreira de jogador profissional.

      Uma década depois, Marcelo Bielsa, depois da graduação em Educação Física e de ter treinado a equipe da Universidade de Buenos Aires e todas as equipes das categorias de base do Newell's assumiu o comando da equipe principal de seu clube do coração em julho de 1990.

      Eu nunca tinha visto nada igual. A equipe leprosa passou a praticar um futebol de estilo ofensivo não apenas no Coloso del Parque, mas também nas partidas fora de casa. Com o objetivo de ser o protagonista das partidas, independentemente de onde fosse a partida, o time comandando por Bielsa pressionava o adversário constantemente, buscando roubar a bola no campo do adversário. A movimentação dos jogadores em campo era incessante e o time nunca parecia satisfeito com placar, mesmo quando estava em vantagem. Somente anos mais tarde, eu só fui compreender que o que acontecia com aquele time em campo era fruto de uma filosofia de jogo implantada por Bielsa, naquela época já apelidado de "El Loco".

      Quando Bielsa assumiu o comando da equipe, o Newell's tinha uma equipe forte que vinha de dois vice-campeonatos nacionais (1985/86 e 1986/87), um título nacional (1987/88) e um vice na Copa Libertadores (1988) ao ser derrotado pelo Nacional, de Montevidéu. Com alguns jogadores experientes daquela equipe e muitos jovens das categorias de base do clube, Bielsa transformou a equipe do Newell's.

      Em apenas seis meses, o estilo de jogo do time foi transformado e o clube conquistou, em 22 de dezembro, o título do Torneo Apertura 1990 ao empatar, fora de casa, em 1 a 1 com o San Lorenzo. Ao final daquela partida, jogada no estádio do Ferro Carril Oeste, Bielsa era mais um no gramado a comemorar o título com torcedores que invadiram o campo e os jogadores que festejavam a conquista. Fazendo jus ao apelido de "El Loco", Bielsa pediu a camisa de um torcedor do Newell's e em pleno êxtase gritou as palavras como se fosse um torcedor qualquer a comemorar o título: Newell's, Carajo! Newell's, Carajo!

      http://www.youtube.com/watch?v=7HZW92eKR1I
      Vídeo com o famoso grito de Bielsa com uma música do grupo El Crotto del Parque em homenagem a ele, chamada "El Grito Sagrado". A letra da música pode ser vista aqui.

      Aquela imagem entrou para a história do clube, mas a equipe comandada por Marcelo "El Loco" Bielsa ainda teve outra conquista naquela temporada. Por conta do regulamento, o campeão nacional sairia do confronto entre o campeão do Apertura 1990 e do Clausura 1991, respectivamente o Newell's Old Boys e o Boca Juniors. A decisão em duas partidas teve vitórias de cada um dos times em seu respectivo estádio e pelo mesmo placar: 1 a 0. Com a igualdade, a definição do campeão foi para os pênaltis e o Newell's pôde comemorar seu 3º título nacional com a vitória por 3 a 1 em plena La Bombonera.

      http://www.youtube.com/watch?v=4lK8D7wKnNA
      Disputa de pênaltis na decisão do campeonato argentino de 1990/91. Observem o estado lastimável do gramado da Bombonera por conta das chuvas.


      Com Bielsa no comando, o Newell's voltou a participar da Copa Libertadores na edição de 1992, a 3ª vez em sua história. A última participação havia sido em 1988. Naquela oportunidade, a equipe fez uma boa campanha, alcançando a final contra o Nacional, do Uruguai. No entanto, a equipe uruguaia se tonou campeã ao superar o Newell's no estádio Centenário por 3 a 0, recuperando-se da derrota sofrida na partida de ida por 1 a 0.

      A esperança de alcançar novamente a final foi crescendo com o decorrer da competição. Na fase de grupos, o Newell's passou como 1º colocado e nas fases eliminatórias superou o Defensor Sporting (Uruguai), o San Lorenzo (Argentina) e o América de Cáli (Colômbia). A final foi contra o São Paulo (Brasil). Na partida de ida, disputada em Rosário, vitória dos "leprosos" por 1 a 0 com um gol de penalti. Na partida de volta, em São Paulo, um gol, também de pênalti, deu a vitória ao clube brasileiro. A decisão foi para as penalidades e aí o Newell's foi derrotado por 3 a 2.

      A tristeza pela derrota foi enorme, tão grande como aquela que senti quando perdemos o título da temporada 1986/87. Contudo, o Newell's se recuperou e nas últimas quatro rodadas venceu duas e empatou outras duas partidas e sagrou-se campeão do Torneo Clausura 1992, o 4º da história do clube.

      http://www.youtube.com/watch?v=RkHSkcPZ5C8
      Última rodada do Torneo Clausura 1992, vencido pelo Newell's Old Boys no empate, fora de casa, como o Platense por 1 a 1.

      O título significou o fim do comando de Marcelo Bielsa. "El Loco" decidiu dar por fim seu trabalho em seu clube de coração. Para mim e outros que ficaram em Rosário, seguimos apaixonados pelo Newell's, mas nunca mais aquele time jogou como jogava na época de "El Loco". Ainda tive a chance de torcer por uma equipe comandanda por ele, quando Marcelo Bielsa comandou nossa seleção entre 1998 e 2004. A seleção argentina era a ampliação dos conceitos aplicados no Newell's Old Boys. Com os melhores jogadores do país, nossa seleção praticou um futebol que a qualificou como uma das favoritas ao título da Copa do Mundo de 2002, disputada na Coréia do Sul e no Japão. Surpreendentemente, a Albiceleste foi eliminada na 1ª fase e Bielsa, antes festejado, passou a ser criticado ferozmente. Mesmo assim foi mantido como trienador da seleção e conduziu a seleção olímpica à conquista da medalha de ouro do torneio de futebol das Olimpíadas de Atenas, em 2004, antes de deixar o comando da Albiceleste.

      Para a torcida "leprosa", Marcelo Bielsa nunca deixou de ser um ídolo e naquele 22 de dezembro de 2009, 19 anos depois da conquista do Apertura 1990, a cidade de Rosário se agitou desde as primeiras hora do dia porque receberia Marcelo Bielsa. Para os "leprosos" era quase como a chegada do messias e até na opinião de vários "canallas" aquela festa em vermelho e preto para Bielsa era totalmente merecida.

      O motivo da grande reunião da torcida rubro-negra era a reinauguração do estádio do Newell's. Fundado em 23 de julho de 1911, o estádio que se aproximava de seu centenário foi remodelado e a nova direção do clube abriu uma pesquisa para rebatizar o estádio "El Coloso del Parque". Com mais de 10 mil votantes, 90% escolheram rebatizá-lo como estádio "Marcelo Bielsa".

      http://www.youtube.com/watch?v=onSpgVMu-1M
      Vídeo com imagens, depoimentos e entrevista com Marcelo Bielsa no dia da reinauguração do estádio.

      Eu e parte de minha família estávamos no estádio e acompanhamos todos os eventos realizados naquela noite para homenagear o maior treinador do Newell's. Marcelo Bielsa estava visivelmente emocionado, pois como ele mesmo afirmou, "por saber que o tamanho das homenagens recebidas nunca poderiam ser retribuído por ele", mas para a torcida que lotou o estádio no dia de sua reinauguração, quem devia alguma retribuição era a torcida rojinegra.

      http://www.youtube.com/watch?v=7NiMki-fIiw
      Vídeo feito por um torcedor da homenagem a Marcelo Bielsa na reinauguração do estádio.

      Aquele dia também significou para mim a despedida de minha família, da torcida leprosa e de minha querida Rosário, pois um mês depois daquela noite, eu embarcava para outro país para trabalhar em uma empresa exportadora e para conseguir a primeira oportunidade de trabalhar como treinador de futebol.
    • Jirimias
      Por Jirimias